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terça-feira, 6 de novembro de 2007
Justiça receberá 14 ações contra Caixa 2 de Zeca do PT no Mato Grosso do Sul
Mais 14 ações judiciais sobre o Caixa 2 do ex-governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, deverão ser enviadas esta semana para a Justiça. São ações referentes à gestão 2005/2006 de Zeca do PT, denunciando um sistema de desvio de dinheiro destinado ao pagamento de publicidade do governo. Até agora R$ 30 milhões foram consumidos, sem serem contabilizados, na lista de pagamentos feitos pela Coordenadoria de Comunicação Social do Governo do Estado. O valor foi apurado na identificação de superfaturamento, notas fiscais falsas e fornecidas por empresa que não existe. "A verba gasta criminosamente, pode ser bem maior que os R$ 30 milhões", afirmou o promotor Marcos Sisti, um dos integrantes da força tarefa composta por sete procuradores do Estado e policiais do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas). Ele explicou que no bloco de ações que darão entrada na Justiça, existem empresas e pessoas físicas envolvidas nas irregularidades, que não estão nas duas ações aceitas pelo Poder Judiciário. Além das 14 ações, existe mais quatro que estão sendo montadas pela Promotoria do Patrimônio Público, totalizando 18, sendo nove civis e nove criminais. Elas envolvem 15 agências de publicidade e mais de 200 pessoas, lista que tende a aumentar, pois falta ainda investigar os primeiros dois anos da segunda administração Zeca do PT, e todo o primeiro mandato. "É trabalho para mais de dois anos. Temos aqui no Ministério Público uma sala repleta de materiais para serem analisados, visando buscar provas concretas dessa situação", disse o promotor Marcos Sisti. Durante o trabalho de análise, foram identificados os números de contas bancárias e os nomes de 25 pessoas que receberam o "mensalão" do petista Zeca do PT, e o Ministério Público já começou a solicitar a quebra de sigilo bancário dos acusados. Como nas demais ações judiciais o grupo privilegiado é formado por 14 políticos entre eles deputados federais, estaduais, vereadores e um senador, dirigentes de partidos políticos, um presidente de movimento de sem-terra, um capataz de fazenda e jornalistas.
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