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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Justiça de Mônaco adia julgamento do pedido de extradição de Salvatore Cacciola
Em audiência realizada na manhã desta quinta-feira, no Tribunal de Apelações de Mônaco, os advogados do ex-banqueiro Salvatore Cacciola pediram novamente aos juízes um prazo suplementar para preparar sua defesa no processo que julga o pedido, feito pelo Brasil, de extradição de seu cliente. A nova audiência foi marcada para o dia 6 de dezembro. Este é o segundo adiamento solicitado pelos advogados de Cacciola. Uma primeira audiência deveria ter ocorrido em 25 de outubro, mas acabou sendo marcada para esta quinta-feira. O Tribunal de Apelações de Mônaco julgará se o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro cumpre as exigências da legislação do país sobre o assunto. Na prática, os juízes do tribunal emitirão um parecer que dirá se Cacciola poderá ou não ser extraditado para o Brasil. A avaliação dos magistrados é normalmente concedida no prazo de cerca de uma semana após a audiência. Esse prazo de alguns dias é necessário para que os juízes analisem o processo e deliberem sobre a questão após ouvir os argumentos da defesa e do Ministério Público de Mônaco. O parecer do Tribunal de Apelações será enviado depois ao ministro da Justiça de Mônaco, que irá elaborar um relatório sobre a avaliação dos juízes e o encaminhará ao príncipe Albert, a quem cabe a decisão final do pedido de extradição.
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