A engenharia política montada pelo governo Yeda Crusius (PSDB) desde a noite de domingo, de abrir uma negociação com os partidos em torno do pacote de aumentos de impostos e prorrogar a votação para a próxima semana, ruiu como uma fileira de peças de dominó nesta terça-feira. Em reunião das lideranças dos partidos na presidência da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, tudo veio abaixo quando a bancada do PFL se recusou a dar o seu aval para que votação fosse adiada para a próxima semana. Diante dessa posição, as bancadas do PcdoB, PT e PSB também não deram acordo. Era necessária a aquiescência de todas as bancadas para que a votação do pacote de projetos fosse adiada. Assim, o governo Yeda Crusius está diante de um dilema: precisará comandar 28 deputados estaduais (a metade mais um) na sessão da tarde de hoje para que eles se retirem de plenário, tirando o quórum da sessão, e assim protelando a decisão. Ocorre que, até ontem, a grande maioria dos deputados estaduais estava disposta a votar contra o pacote de Yeda Crusius. Portanto, será difícil juntar 28 deputados para que saiam do plenário. Se ocorrer a derrota, o resultado imediato será a saída de governo dos representantes do PMDB e do PP. Também é possível que peça demissão o secretário da Fazenda, Aod Cunha de Moraes Junior, que teria suas teses derrotadas duas vezes em menos de um ano, e não encontraria mais clima para continuar à frente da Pasta. Já se especula que, derrotada mais uma vez, a governadora Yeda Crusius promova uma grande reforma de seu governo, diminuindo drasticamente o número de secretarias e órgãos variados, passando a governar com quadros técnicos profissionais. De qualquer maneira, isso evidenciaria o grande isolamento de seu governo. Assine Vitor Vieira Jornalismo
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Fracassa manobra do Palácio Piratini, pacote de aumento de impostos de Yeda Crusius vai a plenário hoje
A engenharia política montada pelo governo Yeda Crusius (PSDB) desde a noite de domingo, de abrir uma negociação com os partidos em torno do pacote de aumentos de impostos e prorrogar a votação para a próxima semana, ruiu como uma fileira de peças de dominó nesta terça-feira. Em reunião das lideranças dos partidos na presidência da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, tudo veio abaixo quando a bancada do PFL se recusou a dar o seu aval para que votação fosse adiada para a próxima semana. Diante dessa posição, as bancadas do PcdoB, PT e PSB também não deram acordo. Era necessária a aquiescência de todas as bancadas para que a votação do pacote de projetos fosse adiada. Assim, o governo Yeda Crusius está diante de um dilema: precisará comandar 28 deputados estaduais (a metade mais um) na sessão da tarde de hoje para que eles se retirem de plenário, tirando o quórum da sessão, e assim protelando a decisão. Ocorre que, até ontem, a grande maioria dos deputados estaduais estava disposta a votar contra o pacote de Yeda Crusius. Portanto, será difícil juntar 28 deputados para que saiam do plenário. Se ocorrer a derrota, o resultado imediato será a saída de governo dos representantes do PMDB e do PP. Também é possível que peça demissão o secretário da Fazenda, Aod Cunha de Moraes Junior, que teria suas teses derrotadas duas vezes em menos de um ano, e não encontraria mais clima para continuar à frente da Pasta. Já se especula que, derrotada mais uma vez, a governadora Yeda Crusius promova uma grande reforma de seu governo, diminuindo drasticamente o número de secretarias e órgãos variados, passando a governar com quadros técnicos profissionais. De qualquer maneira, isso evidenciaria o grande isolamento de seu governo.
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