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terça-feira, 2 de outubro de 2007
Supremo analisa ação contra ministro Mares Guia por uso de avião público
O Supremo Tribunal Federal analisa uma ação civil movida pelo Ministério Público de Minas Gerais por improbidade administrativa contra o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (PTB-MG). Os promotores de Minas Gerais pedem que o ministro devolva cerca de R$ 1 milhão, em valores atualizados em 2006, por 20 viagens realizadas com recursos públicos em aviões oficiais para transporte de sua mulher, filhos e amigos a Angra dos Reis (RJ), na época em que era vice-governador de Minas (1995-1998). A assessoria do ministério e os advogados do ministro não contestam o uso dos aviões. Dizem que Walfrido era "orientado a usá-los pelo Gabinete Militar" do governo mineiro "por questões de segurança". O ministro tinha Angra dos Reis como destino favorito porque há 20 anos é dono de uma casa de praia no município. Em um dos vôos, havia no avião do governo, um turboélice King Air, sete pessoas com o sobrenome Mares Guia. A denúncia contra o ministro é baseada em documentos obtidos durante uma auditoria concluída em dezembro de 2000 e aberta pelo governo mineiro, no mandato do então governador Itamar Franco (PMDB-MG), e realizada nos arquivos da Casa Civil, da secretaria de comunicação social e do Gabinete Militar do governador. São planos de vôo e planilhas com os nomes dos passageiros. Walfrido era vice do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que perdeu a reeleição de 1998 para Itamar Franco. Em pelo menos cinco das viagens, Mares Guia sequer embarcou nos aviões. Apenas solicitou que eles fossem colocados à disposição da mulher, filhos, parentes e amigos. Em finais de semana e nos feriados de Carnaval, Finados e Semana Santa, foram 44 deslocamentos (22 viagens de ida e volta) de 306 passageiros em aviões oficiais para Angra dos Reis. Vinte, das 22 viagens, ocorreram a pedido de Mares Guia. O processo contra o ministro está parado desde outubro de 2005 no gabinete do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
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Vitor Vieira Jornalismo
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01:56:00
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