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terça-feira, 2 de outubro de 2007

Lula critica rebelião do Senado e defende contratação de funcionários públicos

O presidente Lula criticou nesta segunda-feira a decisão do Senado Federal de rejeitar a Medida Provisória que criava Secretaria de Planejamento de Longo Prazo (Sealopra) da Presidência da República, chefiada pelo professor de direito Mangabeira Unger, e cerca de 600 cargos de confiança. A derrota da MP foi arquitetada pela bancada do PMDB do Senado, que apesar de integrar a base aliada está insatisfeita com a distribuição de cargos. "Vocês viram que, esses dias, o Senado, e eu ainda não sei qual a razão, votou contra uma medida provisória que nós mandamos, e o pretexto era que estava evitando que o governo contratasse mais cargos", disse Lula na inauguração de um centro de produção de vacinas antivirais, no Rio de Janeiro. Lula defendeu a contratação de funcionários públicos: "É preciso parar com a mania de achar que contratar gente para trabalhar para o Estado brasileiro é inchaço de máquina, porque se vendeu uma falsa idéia, num período não muito distante, de que todo servidor público brasileiro era marajá”. O presidente disse ainda que o choque de gestão passa pela contratação de pessoal no serviço público: "As pessoas passam para a sociedade uma idéia de que é possível fazer um choque de gestão diminuindo o número de pessoas que trabalham. Na verdade, o choque de gestão será feito quando a gente contratar mais gente, mais qualificada, mais bem-remunerada, porque aí a gente vai ter, também, serviço de excelência prestado à sociedade brasileira”. Lula disse que a manutenção de um quadro competente de funcionários passa pela elevação da remuneração: "Eu tenho consciência de que não é possível, nem no Brasil e em nenhum lugar do mundo, a gente manter pessoas de alta competência técnica trabalhando, se a gente não tiver um salário compatível com a grandeza que a função das pessoas exige”.

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