sábado, 17 de setembro de 2016

Brasil perdeu 1,5 milhão de vagas formais de trabalho em 2015, grande obra do regime petralha


O Brasil perdeu 1,51 milhão de vagas formais de emprego em 2015, segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho. Esse é o pior resultado desde 1985, quando começou a série histórica do indicador. O recuo em relação a 2014 foi de 3,05%. Com isso, o número de trabalhadores com emprego com carteira assinada passou de 49,6 milhões para 48,1 milhões de um ano a outro. Ao todo, 8,3 milhões de estabelecimentos declaram a Rais no país. Segundo o Ministério do Trabalho, esse universo de declarantes é mais abrangente que o do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), já que, além do contingente de empregos formais do setor privado, abrange o de estatutários do setor público. Os salários também caíram. Em dezembro do ano passado, o rendimento médio foi de 2.655,60 reais, montante 2,56% menor que os 2.725,28 reais do mesmo mês do ano anterior. O número de empregos formais cresceu apenas em três Estados: Piauí (0,67%), Acre (2,14%) e Roraima (2,38%). Por região, as maiores quedas ocorreram no Sudeste (recuo de 3,63%) e no Nordeste (-2,56%). Na análise por setores, houve crescimento apenas na agricultura, segundo os dados da Rais, com acréscimo de 1,41%, o equivalente a 20.900 postos. A indústria de transformação, com queda de 7,39%, ou 604.100 vagas, foi a que mais perdeu postos em termos absolutos.

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