terça-feira, 5 de maio de 2015

Teori Zavascki prorroga inquéritos de Eduardo Cunha e da petista Gleisi Hoffman

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O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, prorrogou as investigações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e da senadora petista Gleisi Hoffmann (PT-PR) por mais 60 dias. A decisão ocorre uma semana depois de Teori ter aceitado estender as investigações de 20 dos 26 inquéritos abertos no STF para apurar o envolvimento de 50 pessoas no esquema de corrupção que desvio recursos da Petrobrás.


Os nomes de Eduardo Cunha e Gleisi Hoffman foram citados pelos delatores da Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, o delator e larápio Paulo Roberto Costa. Eduardo Cunha é suspeito de receber, junto com o seu partido, o PMDB, propina paga por empresas contratadas pela Petrobrás. Em depoimentos prestados após acordo de delação premiada, Youssef diz que o deputado chegou a pressionar um empresário para retomar pagamentos, depois de a propina supostamente paga a ele ter sido suspeita. Já a senadora petista é suspeita de ter recebido R$ 1 milhão em contribuição para sua campanha ao Senado em 2010 de recursos que teriam sido desviados da Petrobrás. O suposto pagamento à campanha da senadora foi citado tanto por Youssef quanto por Costa. 


Apesar das investigações, Cunha e Gleisi têm negado qualquer envolvimento com os casos apurados na Lava Jato. Na mesma decisão em que prorrogou o prazo das investigações, Teori determinou que tramite em "procedimento autônomo" um pedido feito pela defesa de Eduardo Cunha para arquivar as investigações. Com isso, O Plenário do STF poderá julgar o recurso da defesa sem interromper o andamento das investigações. A decisão acontece logo após Janot ter escrito em parecer encaminhado ao STF que existem "elementos muito fortes" para que o presidente da Câmara seja investigado. A manifestação do procurador aconteceu em resposta ao pedido da defesa de Eduardo Cunha, de arquivar o processo contra ele. Após autorização de Teori, de prorrogar o prazo de diligências dos inquéritos da Lava Jato, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal retomaram a coleta de depoimentos de investigados e de testemunhas. As oitivas ficaram suspensas por duas semanas por decisão do ministro relator do STF, depois de um desentendimento na condução das investigações entre Procuradoria e Polícia Federal. Os órgãos chegaram a um consenso sobre o calendário dos depoimentos, que voltaram a ser agendados. Para esta semana estão previstos pelo menos cinco depoimentos. Na tarde desta terça-feira o deputado federal Sandes Júnior (PP-GO) foi ouvido na sede da Polícia Federal, em Brasília. Para amanhã (6) estão previstos os depoimentos de João Cláudio Genu, ex-assessor parlamentar do ex-deputado José Janene, e do deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA). Também será ouvido amanhã o senador Valdir Raupp (PMDB-RO). O ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC) será ouvido na quinta e na sexta-feira. Para a próxima semana está previsto o depoimento de Lázaro Botelho (PP-TO), no dia 14. O senador Edison Lobão (PMDB-MA) será ouvido no dia 18 de maio, seguido pela ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB-MA), que prestará depoimento no dia 19, mesmo dia em que o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) prestará esclarecimentos sobre sua investigação na Lava Jato.

Panelaços contra o PT acontecem em todas as regiões do país durante propaganda na TV


O PT foi alvo na noite desta terça-feira de novo panelaço durante a exibição do programa do partido em cadeia nacional de televisão. Pela terceira vez em dois meses, pessoas foram às janelas bater panelas em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, Curitiba, Belém, Fortaleza e Recife para manifestar descontentamento com o governo. Também foram registrados buzinaços e lançamento de fogos de artifício em algumas cidades. O PT informou que não se pronunciará sobre o panelaço. No Rio de Janeiro, foram registrados panelaço em Ipanema, Copacabana, Jardim Botânico, Botafogo, Flamengo, Tijuca, Leme, Copacabana, Lagoa, Grajaú e em alguns condomínios da Barra da Tijuca. No Leme, o panelaço tomou conta do bairro um minuto após o início da propaganda. Foram ouvidos muito gritos de "Fora, Dilma" e muitos ataques ao ex-presidente Lula, chamado de "ladrão" ao surgir na TV. Alguns moradores do bairro soltaram fogos. Em Copacabana, o protesto também fez bastante barulho, acompanhado de gritos de "fora PT". O som intenso das panelas foi ouvido durante todo o programa e acompanhado por motoristas buzinando nas ruas. O protesto continuou quase dois minutos após o término da propaganda partidária na TV.


No estado do Rio de Janeiro, os municípios de Angra dos Reis e Niterói também tiveram panelaços. Em São Paulo, panelaços foram ouvidos em diversos bairros. Na Zona Sul, no conjunto de alto padrão do Real Parque, no Campo Belo e na Vila Clementino. Na Zona Oeste, em Perdizes, Pinheiros, e Jardins, regiões de classe média e classe média alta. Na Lapa e na Vila Romana, em vez de panelas, manifestantes adotaram cornetas, buzinas e fogos para protestar. Na Zona Leste, panelas foram ouvidas nos bairros de classe média da Móoca e do Tatuapé. Também houve manifestações no centro, na região da República e de Higienópolis. Em bairros nobres dos municípios de Santos, Guarulhos, Campinas e Ribeirão Preto também houve manifestações com panelas. Moradores de pelos menos cinco regiões de Brasília também se juntaram ao protesto. Em Águas Claras, Asa Norte, Asa Sul, Guará e Sudoeste, eles batiam panelas das janelas e também soltavam fogos. Nas ruas, motorisatas buzinavam e pessoas gritavam "fora PT". A professora Vera Franca, de 54 anos, voltava das compras e participou do buzinaço contra o partido: "Estou protestando porque tudo hoje está um absurdo. Você vai comprar qualquer coisa e o preço está nas alturas". Em Porto Alegre, teve bateção de panela no bairro Moinhos de Vento, em Petrópolis, Menino Deus. Em Fortaleza (CE), o panelaço aconteceu na Praia do Futuro e no bairro Meireles. A oposição comemorou o panelaço, organizado pelas redes sociais. O presidente nacional do Democratas, senador José Agripino (RN), disse que o protesto é a prova de que, para o povo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff e o PT são uma coisa só. "Que papelão! Eles não conseguiram escapar do panelaço. Só conseguiram adiar do dia 1º para o dia 5 de maio. As vaias são a prova de que, para o povo, Lula, Dilma e o PT são uma coisa só", ironizou o democrata.

Promessa cumprida

O deputado Onix Lorenzoni já protocolou o pedido de convocação de Lula para depor na CPI da Petrobras:

Ah, se Padre Vieira fosse vivo, faria agora o “Sermão do Bom Ladrão – Versão 2.0” em homenagem a Paulo Roberto


No depoimento de Paulo Roberto Costa há coisas que são mesmo do balacobaco. Aos deputados da CPI, ele a seguinte declaração, que quase me leva às lágrimas: “Sabíamos do cartel? Sabíamos! Não tomamos nenhuma ação? Não tomamos nenhuma ação. Aí que nós erramos". Como assim? Eles “sabiam” do cartel??? Mas esperem aí: então eles foram conquistados pelo tal cartel, é isso? Não fosse o dito-cujo, seriam homens probos? E que história é essa de “erramos”? O erro é algo involuntário, que a pessoa comete sem querer, geralmente percebido quando as consequências desagradáveis se mostram. Paulo Roberto Costa errou ou delinquiu? Ah, mas o corrupto confesso tinha consciência, tá, pessoal? Afirmou que, num dado momento, ele se indignou e pensou em “convidar” outras empreiteiras para tocar as obras. Disse: “As empresas do cartel me falaram que eu ia quebrar a cara porque as empresas não iam dar conta de fazer o serviço”. Perceberam? Nessa versão, não eram Paulo Roberto e os outros corruptos que atuavam na empresa que cobravam propina; as empreiteiras é que se impunham. Ora, Paulo Roberto afirmar que “errou” ao não fazer nada é uma pilantragem retórica. Por que ele faria? Não era justamente a existência disso a que ele chama “cartel” — que cartel não era — que lhe garantia os ganhos milionários? Aliás, ele próprio confessou que só chegou ao posto a que chegou com o compromisso de fazer safadezas: “Não posso dizer que eu não tinha aspiração de um dia chegar ao cargo de diretor. Tinha. Eu tinha sonhos. (…) Eu, como engenheiro, tinha sonhos de chegar à diretoria. Obviamente, sabia que ia ter problemas, não sabia a extensão do problema. Na primeira conversa que eu tive com o deputado José Janene (à época do PP, morto em 2010), ele falou ‘nós vamos te apoiar e você vai ajudar o partido’.” Paulo Roberto, em suma, tentou demonstrar que é um homem rousseauniano à sua maneira: era essencialmente bom; os maus homens é que o corromperam. Tanto é assim que, mesmo se dedicando a falcatruas, eles se preocupava com os destinos da empresa. Mas disse, sim, uma coisa verdadeira: a pindaíba em que está a Petrobras não se deve principalmente à corrupção. Leiam esta declaração: “A Lava Jato é repugnante, não deveria ter acontecido. Com certeza, eu tava errado. Mas o maior problema da Petrobras, que arrebentou a Petrobras, é a defasagem dos preços dos derivados que o governo segurou. O governo segurou o preço do diesel, o preço da gasolina, e esses valores possivelmente deram rombo de R$ 60 bilhões, R$ 80 bilhões. Vamos imaginar que seja R$ 60 bilhões. A Lava Jato, com R$ 6 bilhões, dá 10% do rombo da Petrobras, que o governo manteve os preços congelados e arrebentou com a empresa. A Lava Jato é um problema? É. É o maior problema? Não é. O maior problema da Petrobras é a gestão política que fazem da companhia". Nesse particular, ele está certíssimo, mas essa conta já está na imprensa faz tempo, não é? Eu gostei mesmo foi de saber que ele, pessoalmente, defendeu o reajuste dos combustíveis entre 2010 e 2012, mas nunca foi ouvido. E o depoente livrou, então, a cara de José Sérgio Gabrielli: “Vale aqui colocar também que o presidente Gabrielli, nesses assuntos todos que eu levava ajuste de preços, sempre me apoiou nos termos de me ajudar nos argumentos do ajuste de preços, mas, infelizmente, tanto eu como o presidente Gabrielli fomos votos vencidos”. Que homem bom! Paulo Roberto ajudou a fraudar a Petrobras em alguns bilhões, mas pensava no seu futuro: queria ajustar o preço dos combustíveis. Cobrava propina das empreiteiras do grupo a que ele chama cartel, mas, indignado, pensava em chamar empresas de fora. Olhem aqui: no meu blog, bandido é tratado como bandido. Não há espaço para heroísmos dessa espécie, ainda que o homem ajude a prender um monte de outros… bandidos! A Justiça pode lhe conceder os benefícios de sua tortuosa delação premiada. Felizmente, eu não preciso. Por Reinaldo Azevedo

Não se façam de mortos

Paulo Roberto Costa voltou a afirmar que deu milhões de reais a Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, e Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, do PSB, provenientes do esquema de propinas na Petrobras. Perguntaram-lhe como seria possível aprofundar a investigação, já que eles estão mortos. A resposta: junto a Sérgio Guerra estava presente o deputado Eduardo da Fonte; junto a Eduardo Campos, o senador Fernando Bezerra. "Não estamos aqui colocando coisas sobre pessoas que morreram e não podem se defender. Elas estão vivas", declarou Paulo Roberto Costa.

Mulheres de oposicionistas presos na Venezuela querem encontrar Dilma

As mulheres dos líderes de oposição na Venezuela, Antônio Ledezma e Leopoldo López, presos no governo do ditador Nicolás Maduro, esperam ser recebidas pela presidente Dilma Rousseff (PT) em sua viagem a Brasília. A búlgara vai ser colocada à prova, porque foi presa política e agora deve demonstrar claramente de que lado está. Nesta quinta-feira (7), Mitzy Capriles de Ledezma e Lilian Tintori participarão de audiência da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Na capital paulista, elas se reuniram nesta terça-feira (5) com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
 
Lilian Tintori e Mitzy Capriles de Ledezma em encontro com Fernando Henrique nesta terça-feira
A mulher de Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular, elogiou a presidente por ter se posicionado no mês passado favorável à libertação dos presos em manifestações contra o governo venezuelano e ressaltou que a petista é "sensível" aos direitos humanos e às prisões injustas. "Nós esperamos ser recebidas por todos os que respeitam os direitos humanos, a democracia e as liberdades. Nós estamos dispostas a conversar com todas as pessoas que rechaçam a violação aos direitos humanos", disse Lilian, em visita à sede do governo paulista. Segundo ela, o apoio do Brasil à liberação na Venezuela dos 98 presos políticos é "fundamental". "Na Venezuela hoje não há democracia, não há liberdade de expressão e não há autonomia entre os Poderes públicos", criticou. Para Mitzy, o encontro com a presidente depende da disposição da petista em ouvir os problemas enfrentados atualmente pela oposição ao governo de Nicolás Maduro. "Depende da disposição dela presidente em ouvir o nosso caso. O caso de uma Venezuela que precisa da solidariedade do Brasil, que é um país importante na América Latina", disse. A mulher de Antônio Ledezma ressaltou ainda que, mesmo preso, o prefeito de Caracas não pretende pedir exílio a nenhum outro país para deixar a Venezuela.
 
Geraldo Alckmin, Lilian Tintori, Mitzy Capriles de Ledezma e a filha, Mitzy Ledezma (ao fundo), durante encontro no Palácio dos Bandeirantes
"Ele não estará jamais disposto a pensar por um segundo em sair de seu país. Como os outros presos políticos que são perseguidos, vamos seguir lutando para resgatar a ordem democrática na Venezuela", disse. O governador de São Paulo chamou as mulheres dos líderes de oposição de "guerreiras da causa democrática", ressaltou que a defesa dos direitos humanos "não tem fronteiras" e que não há democracia sem o contraditório. "Não há democracia sem oposição. É tão cívico ser governo como ser oposição", disse o tucano. Convidado a integrar uma frente de líderes latino-americanos em defesa dos líderes oposicionistas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deve viajar na semana que vem a Venezuela. A expectativa inicial é de que a viagem ocorra no dia 16 de maio, mas a confirmação da data ainda depende de confirmação do ex-premiê espanhol Felipe González, responsável pela formação do grupo político. O objetivo da frente latino-americana é abrir um canal de diálogo com o governo da Venezuela para libertar os presos políticos.

Estados Unidos autorizam serviço de balsas para Cuba pela primeira vez em cinco décadas

A companhia Baja Ferries, que opera um serviço de balsas no México, anunciou nesta terça-feira (5) ter sido autorizada a fazer o transporte de passageiros entre Estados Unidos e Cuba. Outras duas empresas de balsas baseadas na Flórida, a United Americas Shipping Services e a Havana Ferry Partners, declararam também ter recebido a autorização. São as primeiras licenças para explorar o serviço de balsas entre os dois países em mais de cinco décadas – cubanos e americanos anunciaram o reatamento das relações diplomáticas em dezembro do ano passado, depois de 53 anos de rompimento. Hagar Chemali, porta-voz do Departamento do Tesouro americano, explicou que o governo emitiu licenças específicas de serviço de transporte de passageiros. O porta-voz acrescentou que companhias interessadas em explorar a rota terão de pedir autorização também a outros órgãos do governo dos Estados Unidos, como Departamento de Segurança Interna e Guarda Costeira, e ao governo cubano – que não se manifestou sobre a decisão desta terça-feira. Com isso, a volta das balsas entre Estados Unidos e Cuba ainda deve demorar alguns meses. Joseph Hinson, presidente da United Americas Shipping Services, classificou a medida de "grande passo adiante" e afirmou que espera começar a operar balsas nessa rota em setembro ou outubro. Para o advogado da Baja Ferries, Robert Muse, uma vez implantado, o serviço vai promover um aumento significativo do comércio e das viagens entre um país e outro.

HSBC pode informar CPI de brasileiros que tentaram abrir conta na Suíça

O HSBC Brasil pode entregar à CPI do SwissLeaks no Senado informações sobre brasileiros que solicitaram abertura de conta na Suíça. O presidente do HSBC Brasil, André Brandão, afirmou nesta terça-feira (5) à CPI que a instituição tem um controle sobre brasileiros que queriam abrir conta naquele país e que foram indicados pela unidade brasileira ao private banking suíço. O private bank da Suíça teve escritório de representação no Brasil entre 2002 e 2007 e tinha como função principal a prospecção de clientes no País. A partir daquele ano, o HSBC Brasil assumiu a função de escritório que representa a Suíça no Brasil e que presta o serviço de indicação. "Caso o cliente no Brasil deseje abrir conta da Suíça, o representante no Brasil fará uma indicação. A partir da indicação, um gerente da Suíça entra em contato com o cliente no Brasil para dar tratamento à abertura da conta", afirmou Brandão. "O HSBC Brasil tem o controle de quem foi indicado, mas não tem a informação se essas indicações se converteram em abertura de conta. Caso a CPI requeira, poderíamos enviar essa informação", disse o executivo. Brandão disse ainda que o SwissLeaks é um caso antigo, de quase dez anos (os dados se referem ao período 2006-2007), relacionado ao furto de dados do private bank da Suíça. Segundo ele, o HSBC Brasil não tem acesso aos dados ou à base de clientes de outros bancos pertencentes ao grupo, portanto, não pode confirmar a veracidade dos dados publicados pela imprensa. O executivo disse ainda que a instituição adotou padrões mais rigorosos no combate ao crime financeiro. No Brasil, por exemplo, foram fechadas 4,5 milhões de contas inativas a partir de 2012, de uma base de 14 milhões. Esse tipo de conta é considerada mais vulnerável a fraudes. Também foram e continuam sendo encerradas contas de clientes considerados de alto risco ou que não prestam informações suficientes sobre comprovação de renda. O banco também fechou agências localizadas em regiões no Brasil consideradas de alto risco, o que ocorre em fronteiras, por exemplo. A Receita Federal informou na segunda-feira (4) que recebeu das autoridades francesas informações sobre contribuintes brasileiros com conta no HSBC da Suíça. O órgão já identificou 7.243 pessoas que eram correntistas do banco entre 2006 e 2007. A partir de agora, a Receita vai aprofundar as investigações e verificar a existência de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. A CPI aprovou também nesta terça-feira que Emilson Alonso, presidente do HSBC Brasil entre 2003 e 2008, seja ouvido sobre o caso. O vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), afirmou que vai solicitar ao banco a lista dos funcionários do escritório de representação que funcionou no Brasil até 2007. Disse esperar também que, em duas semanas, a CPI tenha acesso ao dados que já estão sendo analisados pela Receita.

Delator e larápio Paulo Roberto Costa, o "Paulinho" do Lula, diz que governos petistas "arrebentaram" com a Petrobras


Em seu quarto depoimento a CPIs no Congresso, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, o delator e larápio Paulo Roberto Costa, chamou de "hipocrisia" as doações de empresas a campanhas eleitorais e afirmou que o governo federal, petista, "arrebentou" com a estatal ao segurar o preço da gasolina. O larápio Paulo Roberto Costa fez críticas à "gestão política" da estatal e calculou que o "rombo" provocado ao segurar os preços dos combustíveis foi dez vezes o prejuízo causado pelo esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. "O maior problema da Petrobras, que arrebentou a Petrobras, é a defasagem dos preços dos derivados, que o governo segurou. O governo segurou o preço do diesel, o preço da gasolina, e esses valores possivelmente deram rombo de R$ 60, R$ 80 bilhões. Vamos imaginar que seja R$ 60 bilhões. A Lava Jato, com R$ 6 bilhões, dá 10% do rombo da Petrobras". Das quatro vezes em que esteve em CPIs, o depoimento desta terça-feira (5) à CPI da Petrobras na Câmara foi o que o larápio Paulo Roberto Costa mais falou. Isso porque toda sua delação premiada já veio a público, o que o permitiu se pronunciar sobre todos os assuntos que tratou junto ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. A sessão da comissão começou por volta das 14h40. Assim como já havia feito nas delações, Paulo Roberto Costa criticou as doações de empresas privadas às campanhas eleitorais. Disse que os empresários lhe relatavam que faziam as doações para receber algum retorno. Ele aderiu ao PT, adotou o discurso do PT. "Por que uma empresa vai doar R$ 20 milhões pra uma campanha se ela não tiver algum motivo na frente pra cobrar isso?", declarou o larápio Paulo Roberto Costa. Questionado pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP) se é favorável ao fim das doações privadas, o ex-diretor disse: "Eu acho que pra passar esse País a limpo, sim". Que tal, hein, que moral tem o vagal, não é mesmo? Ainda perguntado pelo socialista Valente, o larápio Paulo Roberto Costa confirmou os nomes dos políticos que denunciou em sua delação premiada, dando combustível a críticas do deputado ao fato de que até hoje a CPI não convocou nenhum desses políticos para prestarem depoimento. O larápio Paulo Roberto Costa citou PP, PMDB e PT como os principais beneficiários, mas citou também o caso da propina ao então senador do PSDB Sérgio Guerra, morto em 2014, para enterrar uma CPI sobre a Petrobras.
PISCINA
Um dos momentos tensos foi quando o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) questionou a Costa sobre os motivos de ter aterrado uma piscina. O caso foi revelado pela Folha, que relatou suspeita da Polícia Federal de que a piscina serviu para esconder dinheiro. O ex-diretor disse que o aterramento foi para solucionar um problema de vazamento de água da piscina e que sua esposa reclamava do valor da conta, mas chamou de "folclore" a suspeita da Polícia Federal. Marun respondeu que "folclore" era acreditar que ele não teria dinheiro para pagar a conta de água. Eles discutiram e aí o larápio Paulo Roberto Costa pediu "respeito". Em um desabafo no início da sessão, o bandido larápio Paulo Roberto Costa se disse arrependido de ter participado do esquema e culpou os "maus políticos" como a origem da corrupção na estatal. "Se essa contribuição (minha) não for profundamente avaliada em todos os níveis, talvez não tenha valido a pena esse sofrimento que eu estou tendo", afirmou. O vagabundo ainda quer se dar ares de herói, de mártir da democracia. Na sessão, o deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS) anunciou ter entrado com um requerimento para convocar o ex-presidente Lula, para explicar as suspeitas de tráfico de influência junto ao BNDES, investigadas pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal.

Urgente! PT volta atrás, fecha questão e vai trair trabalhadores.


Após mais de quatro horas de reunião, a bancada do PT na Câmara decidiu que apoiará as medidas provisórias do ajuste fiscal apresentadas pelo governo, que restringem o acesso a benefícios previdenciários. O encontro da bancada, que começou pela manhã chegou a ser interrompido e retomado no final da tarde. O líder do governo na Câmara, José Guimarães, anunciou que a decisão foi dos parlamentares do partido foi unânime. Do lado de fora da reunião, no entanto, foi possível ver que nem todos os deputados levantaram as mãos para aprovar a proposta. "Foi um exaustivo debate. O PT decide acompanhar o governo por unanimidade, tomou essa posição. É claro que nós vamos agora dialogar com os demais partidos da base e podemos ter uma votação tranquila. Foi difícil, foi duro, não houve acirramento nem briga, foi uma decisão política", afirmou.

À CPI, o delator e larápio confesso Paulo Roberto Costa reafirma que dinheiro do petrolão abasteceu campanha de Dilma

Um dos principais delatores da operação Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa fala nesta terça-feira à CPI que investiga os desvios na estatal. Em seu depoimento, ele reafirmou as acusações feitas em depoimentos à Justiça e disse que parte dos recursos desviados financiou a campanha de Dilma Rousseff em 2010.

O ex-diretor admitiu que atendeu a um pedido do ex-ministro Antonio Palocci e ‘liberou” 2 milhões de reais para a campanha de Dilma Rousseff em 2010. O valor, segundo Costa, partiu dos recursos desviados da Petrobras. “Houve um pedido de 2 milhões para a campanha da presidente Dilma”, admitiu ele. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) perguntou: “E o senhor autorizou que fosse tirado da cota do PP, porque o Alberto Youssef não o faria sem o senhor autorizar?”. Costa confirmou: “Sim”.
O delator confirmou ter tratado de propina com diversos políticos. Entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros, os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Lindbergh Farias (PT-RJ), Humberto Costa (PT-PE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB), atual senador. Costa isentou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). ?
Paulo Roberto Costa afirmou ainda que o valor da propina era embutido no orçamento das obras pelas empreiteiras. “O sobrepreço que tinha nesse processo aí era de 3%, 2%, 1%, que se não tivesse a formação do cartel não teria porque seria um processo competitivo”, disse ele, negando que tenha alterado sua versão sobre a origem da propina.
Costa reafirmou que as doações eleitorais de grandes empresas carregam interesses escusos. “Não existe doação sem que as empresas depois não queiram recuperar o que foi doado. Isso não existe. E foi me dito por mais de um empresário. Se ele doa 5 milhões de reais, ele vai querer cobrar mais na frente 20 milhões de reais”, declarou. A afirmação vai ao encontro da tese dos promotores a respeito do uso de doações oficiais para pagar propina.
O ex-diretor, que era funcionário de carreira da Petrobras, disse que foi alçado a um posto de comando por indicação política do PP e afirmou que o esquema de corrupção não partiu nem de funcionários nem das empresas. “Nada disso teria acontecido se não fosse alguns maus políticos que levaram a Petrobras a fazer o que fez”, declarou.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu uma exceção ao ato que proíbe a tomada de depoimento de presos nas dependências da Casa: a regra não vale mais para quem cumpre prisão domiciliar. Por isso Costa pôde ser ouvido no plenário da CPI.
À CPI da Petrobras, o delator voltou a citar o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras. Costa disse que houve um pedido de ajuda financeira para a campanha ao governo do Estado feito “por um secretário que hoje ocupa uma vaga no Senado”, referindo-se ao pessebista Fernando Bezerra, ex-ministro da Integração no governo Dilma e investigado na Lava Jato. “Esse contato foi feito e o recurso, repassado”, resumiu o ex-diretor da estatal.
Costa, que se disse arrependido de ter participado do esquema de corrupção, saiu em defesa da petrolífera brasileira e afirmou que, apesar dos erros, a estatal não é uma empresa “de fundo de quintal”. “A Petrobras tem controles e acompanhamentos. As pessoas que trabalham lá são sérias”, afirmou. O ex-diretor, por outro lado, disse que não pode responder sozinho pelas irregularidades na companhia. “Não tem nenhum contrato que foi aprovado por mim ou por algum diretor de forma isolada. Todos foram aprovados pela diretoria executiva – ou seja, pelo presidente e por todos os diretores”, disse.
PSDB
Costa relatou à CPI que, em 2009, foi procurado pelo então presidente do PSDB, Sérgio Guerra, com uma oferta: o tucano disse que poderia “minorar” ou “postergar” os trabalhos de outra Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava a Petrobras. Em troca, o tucano pediu um “ganho financeiro”. O intermediário da reunião foi Eduardo da Fonte (PP-PE), hoje líder do PP na Câmara dos Deputados. Segundo Costa, houve outros dois encontros em que os detalhes foram acertados. Costa não soube dizer se o pagamento foi feito de forma oficial ou extraoficial, mas assegurou que o valor foi repassado pela empreiteira Queiroz Galvão. “Esse valor foi efetivado, foi pago e esse evento (a CPI) depois deixou de ter a prioridade”, afirmou.
Pasadena
No caso da refinaria de Pasadena, cuja compra causou um prejuízo de 792 milhões de dólares à estatal, Costa afirmou que a responsabilidade é do conselho de administração da empresa. “Estão imputando à diretoria da Petrobras toda a responsabilidade pela compra da refinaria. É só qualquer pessoa ler o estatuto da Petrobras e vai ver que a diretoria da Petrobras não tinha autonomia para compra ou venda de qualquer ativo. Quem tinha era o Conselho de Administração”, disse ele. Na época, o conselho era presidido por Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.
Prejuízo
O delator contou ter alertado o conselho de administração da empresa sobre a política de preços da companhia, que impediu correções no valor do combustível nos últimos anos. “A Lava Jato é 10% do prejuízo que a Petrobras teve nos últimos anos devido à defasagem de preço”, disse ele. Costa afirmou ter avisado ao conselho “quatro ou cinco vezes”, baseado em estudos, sobre os riscos da escolha. Mas ele não foi ouvido. “A proposta negativa vinha por parte do presidente do conselho, o ministro Guido Mantega. Ele é quem dizia não ao aumento de preços. Plenamente ciente das consequências disso”, afirmou.

Mike Huckabee disputará candidatura republicana nos EUA

O ex-governador do Arkansas (1996-2007), Mike Huckabee, que animou os eleitores evangélicos ao competir pela primeira vez em 2008, anunciou nesta terça-feira (5) que disputará a candidatura republicana para as eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos. Apesar de entrar mais uma vez na disputa com a esperança de ecoar novamente entre os conservadores sociais, o ex-governador do Arkansas sabe que precisa de um apoio mais amplo para evitar o mesmo cenário do passado, quando ficou sem dinheiro e teve seu apelo limitado ao sul dos Estados Unidos. 

"Anuncio que sou candidato à Presidência dos EUA", disse perante uma multidão de partidários em Hope, onde nasceu. A cidade, onde também nasceu o ex-presidente Bill Clinton (1993-2001), destaca um grande tema da pré-candidatura de Huckabee para 2016 — a de que ele é um dos republicanos mais bem preparados para enfrentar Hillary Rodham Clinton, se ela se tornar a candidata democrata, porque ele passou anos no Estado combatendo o que chama de "máquina Clinton". "Com sua ajuda e a de Deus, faremos a travessia de Hope a uma terra mais elevada", disse diante de um público entusiasmado. Huckabee, 59, é o sexto republicano a se lançar oficialmente à corrida presidencial, incluindo outros conservadores, como Ted Cruz, Rand Paul e Marco Rubio. A ex-presidente executiva da Hewlett-Packard, Carly Fiorina, e o conservador afro-americano Ben Carson se somaram na segunda-feira (4) à disputa. Há expectativa de que vários iniciem suas campanhas nos próximos meses, entre eles Jeb Bush, filho e irmão de dois ex-presidentes, o governador do Wisconsin, Scott Walker, e o ex-governador do Texas, Rick Perry.

Eduardo Cunha protocola projeto que dobra correção do FGTS

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolou pessoalmente nesta terça-feira (5) o projeto que dobra, de 2016 em diante, a correção do saldo de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) fruto de deposito a partir dessa data. O projeto foi patrocinado por Eduardo Cunha após o desgaste político sofrido com a defesa que fez da regulamentação das terceirizações no País. O tema é uma das bandeiras do empresariado, mas é atacado por sindicalistas, com exceção apenas da Força Sindical. O texto que eleva a correção do FGTS é assinado pelos deputados Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), da Força Sindical, e pelos líderes das bancadas do DEM, Mendonça Filho (PE), e do PMDB, Leonardo Picciani (RJ). Pelo regimento, Eduardo Cunha não pode apresentar projetos enquanto ocupar a presidência da Casa. Pelo projeto, os saldos depositados a partir de 1º de janeiro de 2016 formarão uma conta paralela ao saldo existente até aquela data e serão corrigidos pelas regras da poupança – hoje, 6,17% ao ano mais TR. A correção atual dos saldos do FGTS é de TR, mais 3% ao ano. Eduardo Cunha diz não ver razão para oposição do governo ao projeto. "Deve-se lembrar que esse dinheiro é do trabalhador, não é do governo", afirmou, ressaltando que os saldos até o final deste ano continuarão a ser corrigidos pela atual regra. Há ações na Justiça que cobram a aplicação retroativa da medida. Segundo Eduardo Cunha, a idéia é aprovar a tramitação da proposta em regime de urgência, o que a livra de passar por comissões, podendo ser votada diretamente no plenário da Câmara. Para entrar em vigor, a medida tem que ser aprovada pelo Senado e sancionada pela presidente Dilma Rousseff.

Jean-Marie Le Pen não quer que a filha concorra usando seu sobrenome

Em entrevista à rádio francesa Europe1 nesta terça-feira (5), o fundador e atual presidente de honra do partido de extrema direita Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, disse "ter vergonha" de que a presidente do partido, Marine Le Pen, sua filha, tenha o mesmo sobrenome que ele. Um dia após ter sido suspenso da sigla pela direção executiva, ele disse desejar "que ela [Marine] perca o nome [de família] o mais rapidamente possível". Na segunda-feira (4), a FN realizou uma audiência disciplinar para analisar as declarações de Jean-Marie sobre a Segunda Guerra e decidiu pela suspensão do criador da sigla. O diretório poderia tê-lo expulsado do partido. Há algumas semanas, Jean-Marie voltara a dizer, como já havia feito anos atrás, que as câmaras de gás dos campos de extermínio nazistas eram "um detalhe" da Segunda Guerra. 


Os integrantes do partido decidirão em breve se ele deve perder o cargo honorário que ainda tem na sigla, o que é o desejo da direção. Jean-Marie quer que a filha legalize sua relação com o companheiro, Louis Aliot, um dos vice-presidentes da FN, para que passe a utilizar o sobrenome Aliot. "Case-se, para poder mudar de nome e aliviar minha consciência", disse cruamente à sua filha. Na mesma entrevista, Jean-Marie classificou como "conspiração e traição" a decisão dos membros do diretório. "Sei que Marine está cercada de socialistas e de gaulistas de origens diferentes e que não estão seguindo o espírito da Frente Nacional", disse, citando como exemplo Florian Philippot, braço direito de Marine e um dos vice-presidentes da FN. Em resposta ao violento discurso do pai, Marine disse que o partido tem tomado a "boa decisão" devido aos "desvios" e à "violência" de Jean-Marie. "Não havia outra solução", disse.

Justiça autoriza devolução de R$ 157 milhões à Petrobras

A Justiça Federal no Paraná autorizou a devolução à Petrobras do valor R$ 157 milhões correspondente a parte da propina recebida pelo ex-gerente de Engenharia da estatal Pedro Barusco, que assinou acordo de delação premiada e entregou os montantes resultantes dos subornos às autoridades brasileiras. O juiz da 13ª Vara Criminal Federal no Paraná, Sergio Moro, atendeu ao pedido do Ministério Público Federal para que 80% do valor de cerca de R$ 205 milhões que Barusco mantinha em contas secretas no Exterior e devolveu em virtude do acordo de delação seja transferido para conta corrente da estatal. Segundo Moro, "considerando que os crimes de corrupção teriam sido praticados contra a Petrobras, gerando prejuízo a ela, já que há indícios de que o percentual de propina era agregado no preço cobrado nas obras contratadas, o valor recuperado deve ser devolvido à vítima". O Ministério Público Federal pretende realizar uma cerimônia para a entrega do dinheiro à Petrobras no próximo dia 11, de acordo com o despacho do juiz. Esse dinheiro deveria ter sido dirigido para a Saúde, para o SUS, porque voltará a ser roubado na Petrobrás. 

Diretora da Petrobras defende demonstrações financeiras nos Estados Unidos

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, defendeu a aprovação das demonstrações financeiras da estatal, apresentada ao mercado com 22 dias de atraso, em 22 de abril, em decorrência da descoberta, pela Operação Lava Jato, de um esquema de corrupção na empresa com participação de fornecedores. Solange Guedes participa, em Houston, da OTC (Offshore Tecnnology Conference), referência mundial do setor de óleo e gás. O petista Aldemir Bendine, presidente da estatal, não compareceu. Ela não mencionou o cálculo dos desvios, de R$ 6,2 bilhões, nem as baixas referentes à reavaliação dos ativos, de R$ 44,6 bilhões, que resultaram em prejuízo de R$ 21,6 bilhões em 2014. O cálculo dos valores foi um dos principais entraves à entrega das demonstrações no prazo exigido por lei. "Como vocês sabem, minha empresa atrasou a publicação de suas demonstrações financeiras, o que, como consequência, trouxe temor de dificuldades financeiras adicionais pairando sobre nossas preocupações. No entanto, fomos diligentes em elaborar o resultado mais acurado, que foi finalmente apresentado. Não tivemos ressalvas dos nossos auditores independentes e fomos claros sobre as questões mais sensíveis. Não tivemos objeção das autoridades brasileiras e americanas", disse. Em sua apresentação, para cerca de 250 pessoas, Solange Guedes disse, ainda, que a Petrobras passou a contar pela primeira vez, nesta terça-feira, com 13 plataformas de produção no pré-sal. Informou, também, que está mantida a expectativa de produção no pré-sal em 2017. Atualmente, produz 672 mil barris, em média, dados de março. A unidade que passou a operar às 7h30 da manhã é a cidade de São Vicente, que não é nova e já atuava desde 2010 em testes. Mas, como não tem locação fixa, estava em deslocamento, enquanto outras unidades entraram em operação, no segundo semestre do ano passado. Em 2014, o custo mínimo para extrair um barril de petróleo do pré-sal, segundo a Petrobras, foi de US$ 9,00 dólares - o mesmo que a empresa havia informado anteriormente, sobre 2013. Na média de todas as reservas, o custo de extração do barril na Petrobras é de US$ 14,6, e da indústria, US$ 15,00 - disse Solange Guedes. Ela falou por quase 30 minutos sobre a campanha exploratória do pré-sal. Diferentemente da praxe no evento, ela optou por não abrir para perguntas da platéia.

Pintura roubada por nazistas durante a Segunda Guerra é recuperada

O Departamento de Serviços Financeiros de Nova York anunciou nesta segunda-feira (4) a restituição da pintura "Retrato de um Homem", do século XVII, à sua legítima herdeira. A obra foi roubada do alemão judeu August Liebmann Mayer, um renomado historiador e curador de arte, em sua casa em Paris durante a Segunda Guerra Mundial. A pintura estava na coleção dos Museus Nacionais de Recuperação franceses de obras repatriadas da Alemanha ao fim da guerra, como indicaram as autoridades de Nova York. O anúncio da restituição à filha de Mayer ocorreu em uma cerimônia no Museu do Patrimônio Judeu de Nova York. 
 
Fotografia de August Liebmann Mayer, ao lado da pintura "Retrato de um Homem"
"Embora o terrível dano causado pela perseguição nazista nunca possa ser reparado, esperamos que a recuperação desta pintura dê ao menos alguma pequena dose de justiça", disse o superintendente de serviços financeiros da cidade, Benjamin Lawsky. August Liebmann Mayer escapou para a França da Alemanha em 1935, depois de ser detido e torturado pelos nazistas durante meses. Em Paris, teve sua casa saqueada e voltou a ser detido. Foi transferido para o campo de concentração de Auschwitz, onde foi morto em 1944.

Comissão aprova mudanças na pensão; troca do fator previdenciário será discutida

A medida provisória que altera as regras de acesso à pensão por morte e ao auxílio-doença foi aprovada nesta terça-feira (05) em comissão especial mista do Congresso. O texto segue agora para ser apreciado nos plenários da Câmara e do Senado. A sessão foi marcada pela tentativa da oposição de adiar a votação da matéria, que integra o pacote de ajustes e cortes de gastos do governo. Segundo o relator do texto, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a discussão da medida pode avançar no plenário da Câmara, com um novo elemento - uma emenda que propõe uma alternativa ao fator previdenciário, criado para desestimular aposentadorias precoces. A emenda que receberá destaque sugere a adoção da fórmula 85/95- os números se referem à soma da idade com o tempo de contribuição exigido, respectivamente, de mulheres e homens. A proposta ao fator previdenciário tem o apoio das centrais sindicais e, em partes, do governo, e serviria de moeda política nesse momento de resistência dos congressistas ao ajuste fiscal. A versão da medida provisória que segue para apreciação dos deputados e senadores é bem mais branda do que a enviada pela presidente Dilma Rousseff. Para ter aprovado o texto, o governo aceitou recuar em várias regras. Entre elas, está a carência de contribuição previdenciária para se ter direito à pensão por morte. O texto atual prevê um mínimo de dois anos de casamento e um ano e meio de contribuição. A medida provisória original determinava um mínimo de dois anos de casamento e dois anos de contribuição. Quando o tempo de casamento ou de contribuição forem inferiores ao necessário para ter o benefício, o cônjuge terá mesmo assim direito a uma pensão - nesses casos, durante quatro meses. No texto original, não havia esse auxílio. O governo aceitou também recuar num dos pontos que mais preservaria a Previdência de gastos. Foi retirado o artigo que previa o pagamento de 60% da aposentadoria para o cônjuge mais 10% por dependente, até o limite de 100%. Só com a retirada desse artigo, o governo deixa de lado uma economia estimada de R$ 755 milhões para este ano, informou Zaratini. O texto aprovado hoje prevê ainda que a pensão é válida nos casos em que o beneficiário tiver filhos ou irmãos menores de 21 anos, quando o cônjuge for inválido, ou tiver alguma deficiência, ou se a morte acontecer em função de acidente ou doença profissional. Outra mudança encaixada na medida é o pagamento de 8% ao INSS durante o recebimento de seguro-desemprego, para que esse período seja contabilizado como contribuição previdenciária. As faixas de idade que determinam a duração da pensão também foram alteradas. Até 21 anos, o cônjuge continua tendo direito a três anos do benefício. De 21 a 26 anos, passa a ter direito a seis anos; de 27 a 29, a dez anos; de 30 a 40 anos, a 15 anos; de 41 a 43 anos, a 20 anos; de 44 anos adiante, pensão vitalícia. O escalonamento proposto na medida original funcionava da seguinte forma: de 22 a 27 anos, pensão por seis anos; 28 a 32, pensão por nove anos; 33 a 38, 12 anos; 39 a 43, 15 anos; 44 anos adiante, pensão vitalícia. No auxílio-doença, não se mexeu no ponto em que a empresa paga ao empregado o salário integral durante os 30 primeiros dias de afastamento. Antes da medida, os 15 primeiros eram por conta da empresa, e o restante do INSS. A medida aprovada hoje em comissão especial deve seguir para o plenário da Câmara até amanhã. Nesta terça, deputados discutem a medida provisória que endurece as regras para acesso ao seguro-desemprego, seguro-defeso e abono salarial. Esse texto já passou pela comissão mista e, uma vez aprovada no plenário da Câmara, segue para apreciação dos senadores. O governo contava com essas duas medidas para cortar R$ 18 bilhões em gastos obrigatórios neste ano. Com os recuos acatados pelo governo, entretanto, essa economia estimada já caiu mais de R$ 3 bilhões.

Petróleo acumula alta de 50% desde o piso do ano e vai a US$ 68,00

O petróleo bateu seu recorde de preço para neste ano na terça-feira (05), superando os US$ 68 por barril, em razão do aumento dos preços oficiais de venda da Arábia Saudita em resposta à demanda mais forte. O petróleo Brent, do mar do Norte, o referencial do mercado internacional, já registra recuperação de 50% depois de sua queda de janeiro, a US$ 45,00 por barril, a cotação mais baixa em cinco anos. Os operadores estão olhando para o futuro, desconsiderando o mercado bem abastecido atual e tomando por foco o crescente consumo da commodity e a desaceleração de sua produção nos Estados Unidos. A Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo cru, indicou na terça-feira que não planeja restringir sua produção, que subiu acima dos 10 milhões de barris diários, e o país pretende ampliar sua fatia de mercado. O reino elevou seu preço oficial de venda (OSP) às refinarias da Europa e dos Estados Unidos, na terça-feira, e os manteve firmes para as refinarias da Ásia –uma posição que os operadores entenderam como indicativa de que a Arábia Saudita está confiante em que a demanda mundial continuará a crescer. Ali al-Naimi, ministro do Petróleo saudita e o principal responsável pela decisão da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de reduzir preços no ano passado, para forçar os produtores de mais alto custo a deixar o mercado, declarou na terça-feira que, "quanto aos preços do petróleo, só Alá sabe", demonstrando pouca preocupação com a possibilidade de que o aumento de preços volte a movimentar o boom do petróleo de xisto betuminoso nos Estados Unidos. A Arábia Saudita e os demais países da Opep reduziram seus OSP no segundo semestre de 2014, para proteger sua fatia de mercado, que estava sob ameaça por causa da produção rapidamente crescente de petróleo de xisto betuminoso nos Estados Unidos e da queda no ritmo de crescimento da demanda, depois de três anos de preços superiores a US$ 100,00 por barril. A próxima reunião da Opep acontece em junho, e a expectativa generalizada é que a organização mantenha a política inspirada pelos sauditas. "Embora os preços tenham subido mais de US$ 10,00 no mês passado, em termos mais amplos o petróleo continua mais barato, se comparado ao passado recente", disseram analistas da Energy Aspects, consultoria petroleira londrina. No entanto, alguns operadores acreditam que a alta de preços possa ter vindo cedo demais, e com intensidade demais. A EOG Resources, maior produtora de petróleo de xisto betuminoso nos Estados Unidos, anunciou nesta semana que retomaria a perfuração de poços por fratura hidráulica na Dakota do Norte e no Texas, se os preços se estabilizarem em torno de US$ 65,00 por barril. O preço de referência do petróleo na bolsa norte-americana Nymex atingiu seu pico anual, chegando aos US$ 61,00 na terça-feira. A EOG anunciou em fevereiro que escavaria mas não colocaria em produção cerca de 85 poços, este ano, esperando por uma recuperação de preços. A Anadarko Petroleum fez anúncio semelhante quanto a 125 poços. Explorar esse acervo de poços já perfurados mas ainda não produtivos pode elevar rapidamente o volume de petróleo no mercado, ainda que os estoques do produto nos Estados Unidos sejam os mais altos em 80 anos. A recente alta foi impulsionada pelos fundos de hedge e outros grandes investidores, que montaram uma aposta recorde na recuperação do Brent, adquirindo mais de 275 milhões de barris de petróleo - o equivalente a três dias da demanda mundial - por meio de contratos futuros e de opções na Intercontinental Exchange. Os fundos também construíram uma posição comprada líquida –a diferença entre apostas em preços mais altos e mais baixos – no contrato de referência do petróleo norte-americano na Nymex. "Posicionamento, sentimento e os fluxos dos fundos continuam críticos para determinar a direção do mercado de petróleo", disse Adam Longson, analista do Morgan Stanley.

Temer pede a Dilma e Mercadante que alinhem PT em favor do ajuste fiscal

O vice-presidente Michel Temer conversou na tarde desta terça-feira (5) com a presidente Dilma Rousseff e com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e pediu que os dois se empenhem no alinhamento das lideranças do PT na Câmara para que o partido feche posição favorável às medidas do ajuste fiscal propostas pelo governo. Na reunião da coordenação política de Dilma, na segunda-feira (4), Mercadante e o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, afirmaram que o PT estaria unido em torno da aprovação do pacote, que deve passar pelo seu teste de fogo no plenário da Câmara, ainda nesta terça-feira. Mas não foi isso que aconteceu. Após reunião de mais de duas horas nesta terça-feira, os deputados petistas se dividiram sobre as medidas que restringem direitos trabalhistas e previdenciários. Antes do início da segunda parte da reunião, marcada para o fim da tarde, Temer falou com Dilma e Mercadante e disse que o PMDB seguiria o tom ditado pela bancada do PT, mas era necessário unificar a posição dos deputados petistas. Na manhã desta terça-feira, Temer se reuniu com o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), e com o líder do PMDB na Casa, Eunício Oliveira (CE), já para tratar das tramitações do ajuste no Senado. Durante o dia, porém, foi sendo informado de que surgia a possibilidade de não haver acordo para a votação na Câmara. Na noite desta terça-feira, o plenário da Câmara deve iniciar a votação da medida provisória 665, que tem como ponto principal o aumento do período de trabalho para que a pessoa demitida possa pedir pela primeira vez o seguro-desemprego. Hoje esse prazo é de pelo menos seis meses trabalhados. O governo propôs a ampliação para 18 meses, mas já flexibilizou o prazo para 12. Muitos setores do PT resistem em aprovar medidas que possam restringir benefícios do trabalhador. 

O governo do PT é 100%

Ao falar sobre o balanço da Petrobras, Paulo Roberto Costa disse que a Lava Jato representa 10% do rombo que o governo deu na empresa. Isso por causa da decisão do governo de congelar os preços de derivados do petróleo, como a gasolina, para conter a inflação. "Nos últimos anos, a Petrobras se tornou a empresa mais devedora do mundo. Por quê? Para fazer grandes investimentos, só existem duas maneiras: ou gera caixa, ou vai aos bancos pegar dinheiro. A Petrobras não gerou caixa. A Lava Jato é repugnante? Sim, mas o maior problema, e que arrebentou a Petrobras, é a defasagem dos preços dos derivados", afirmou Costa. O governo do PT é 100% corrupto. O governo do PT é 100% irresponsável. O governo do PT é 100% incompetente.

"Plenamente consciente"

Paulo Roberto Costa disse que levou ao Conselho de Administração da Petrobras propostas para aumentar gradualmente o preço dos derivados, em 2010, 2011 e 2012. Segundo ele, a defasagem chegou a 20% em alguns momentos. Na época, quem presidia o Conselho era Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda e fantoche de Dilma Rousseff. A resposta negativa vinha sempre do ministro "plenamente ciente das consequências disso".

Lula na CPI

O deputado Onix Lorenzoni, do DEM, vai pedir a convocação de Lula para explicar as acusações de tráfico de influência no BNDES e no esquema de corrupção da Petrobras. "Será uma ótima oportunidade para o ex-presidente, hoje cidadão comum, explicar suas relações com o BNDES e com o clube do bilhão", afirmou o deputado.

Defesa do bandido petista mensaleiro e covardaço Henrique Pizzolato recorre para evitar extradição


Os advogados do bandido petista mensaleiro e covardaço Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, condenado no Mensalão do PT, devem entregar ainda nesta semana ao Tribunal Administrativo de Roma um recurso para tentar impedir a extradição do mensaleiro da Itália para o Brasil. Segundo a defesa, Pizzolato se propõe a cumprir a pena de prisão na Itália. Segundo o advogado italiano Alessandro Sivelli, o recurso terá como base o tratado de extradição entre Brasil e Itália, transformado em lei nacional pelo Parlamento italiano há dois meses. Em um dos trechos da lei, fica permitido que um italiano que tenha cometido crime no Brasil cumpra sua pena de prisão na Itália, e vice-versa para os brasileiros. Para Sivelli, o governo de Matteo Renzi errou ao dar o sinal verde e violou as regras da lei aprovada no Parlamento ao permitir a extradição. Procuradores brasileiros confirmaram que o tratado foi negociado entre os dois países, mas o texto ainda depende de aprovação do Senado brasileiro e depois de publicação no Diário Oficial da União para entrar em vigor. Dessa forma, mesmo que para a Itália o tratado já esteja ratificado, para o Brasil não tem validade ainda. Além disso, a medida só teria eficácia, na avaliação de procuradores brasileiros, se Pizzolato tivesse iniciado o cumprimento da pena no País e posteriormente alegasse a necessidade de transferência para a Itália para ficar perto de sua família, o que não é o caso, uma vez que seus parentes moram no Brasil e ele fugiu. Apesar disso, até que o recurso seja julgado, o Brasil não pode buscá-lo na Itália. Com dupla cidadania, o covardaço petista Pizzolato fugiu para a Itália pouco antes de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a doze anos e sete meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, acusado de ser um dos operadores financeiros do Mensalão, esquema de compra de votos de deputados na Câmara Federal, para aprovar projetos do governo. O ex-diretor do Banco do Brasil foi descoberto e preso na Itália, o que iniciou um processo legal que durou dezoito meses até a definição sobre sua extradição para o Brasil ser aprovada pelo governo de Matteo Renzi na semana passada. Para que ele seja extraditado, porém, o Brasil precisa aguardar para que o período de um recurso seja esgotado, no dia 11 de maio.

Tucanos deveriam se espelhar em Paulo Brossard e dizer “não” a Fachin. Ou será que o PSDB não tem a coragem de fazer na democracia o que o então senador gaúcho fez na ditadura?

A bancada tucana no Senado — exceção feita a Alvaro Dias (PR), um cabo eleitoral — está em silêncio, até agora ao menos, sobre a indicação de Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal. Trata-se de um marxista radical que, a exemplo de todos os marxistas radicais, soube cuidar dos seus próprios interesses: exerceu a advocacia privada quando era procurador do Estado do Paraná. Conhecemos os seus valores, e eu já os expus aqui. Fachin é um entusiasta do MST, da CUT e do PT. Já defendeu em artigo, sem recuo da posição, confisco de terra e expropriação de propriedade produtiva. No texto, chama os produtores rurais de “sepulcros caiados da democracia”. Na esfera do direito de família, flerta com exotismos como direito de amantes, multiparentalidade e poligamia. Os tucanos, no entanto, sabem como é…, não estão dispostos a comprar essa briga. Eles até podem aceitar debater o impeachment de Dilma, mas não demonstram coragem de se opor a uma indicação para o Supremo. Tenham paciência! Muito bem! Em 1982, o então ditador João Baptista Figueiredo indicou Alfredo Buzaid para o STF. Em plena ditadura, o que fez o PMDB? Votou contra a indicação. Quem liderou o voto contrário foi o então senador Paulo Brossard (PMDB-RS). Vamos ver. Paulo Maluf, governador de São Paulo à época, ligou para Brossard para granjear votos para o indicado. O senador gaúcho lembrou que ele e Buzaid mantinham uma relação cordial e que até já haviam jantado um na casa do outro. Enalteceu ainda a formação técnica do escolhido por Figueiredo. Mas deixou claro: não daria o seu voto. No dia da sabatina, Brossard enalteceu o vasto saber de Buzaid. Disse que ele preenchia de sobra o requisito constitucional do “notável saber jurídico”. Ocorre que o outro requisito era a “ilibada reputação”. O senador, então, resolveu discorrer sobre o conceito. Disse que não seria correto se afirmasse conhecer fato da vida privada ou profissional que o comprometesse. Ocorre que Buzaid havia sido ministro da Justiça entre outubro de 1969 e março de 1974, nos piores anos da ditadura. E exerceu com vontade a glória de mandar. Era professor. Tinha coordenado a elaboração do anteprojeto do Código de Processo Civil. Dirigiu a Faculdade de Direito da USP. Foi vice-reitor da universidade… Mas, observou Brossard, havia sido um mau ministro, fato “tanto mais grave quando era um homem com a ilustração que tem e com as responsabilidades intelectuais que possui”. Isso é público e está transcrito na sessão de 17 de março de 1982. Segundo Brossard contou a interlocutores, Buzaid compreendeu o seu voto. Quem não gostou foi sua mulher, dona Judith. Brossard também compreendeu. Em questões como essa, pois, não há lugar para compadrio, para voto de simpatia, para coleguismo, para afinidades pessoais. O que conta é o interesse do país. 
Estou comparando?
Mas estaria eu aqui a comparar Fachin com Buzaid? De várias maneiras, a resposta é “não”. Em primeiro lugar, no que respeita à formação intelectual, não há comparação possível. Buzaid era muito mais preparado. Mas serviu a uma ditadura truculenta, e isso, claro!, Fachin nunca fez. Até porque, dado o que andou escrevendo, só poderia servir a uma ditadura de esquerda. O PMDB e Brossard disseram “não” a Buzaid mesmo lhe reconhecendo a capacidade técnica. Tratava-se de uma questão de valores: quem serviu a uma ditadura não podia ser membro da corte suprema do país. Simples, não? No caso de Fachin, também há uma questão de valores: a menos que os tucanos comunguem de suas convicções, não podem aprovar o seu nome. Simples, não? Mas aí é preciso ter a coragem de Brossard, não a firmeza de uma gelatina sem sabor. Ah, sim: Buzaid foi aprovado. O governo tinha maioria. Até numa ditadura, não se vota só para ganhar. Pode-se ganhar perdendo. Como Brossard. Por Reinaldo Azevedo

NÃO CAIA NO CONTO DO VIGÁRIO LARÁPIO – Na CPI, Paulo Roberto Costa, o corrupto confesso, defende a reforma política do PT. A quem serve hoje este senhor?

O larápio e delator Paulo Roberto Costa depõe na CPI da Petrobras. Deveria estar com uma estrelinha do PT no peito. Por que digo isso? Vamos lá. Há coisas e pessoas para as quais eu não tenho a menor paciência, digamos, moral e ética. Uma delas é Paulo Roberto, o corrupto confesso, com aquele seu ar de pai de família extremoso, que passeia no shopping com o netinho aos sábados, faz churrasco aos domingos e assalta os cofres públicos de segunda a sexta. Ok. É preciso, sim, prestar atenção a tudo o que ele diz. Afinal, é bandido confesso, que roubava para si e para outros bandidos. Mas daí a tê-lo como filósofo até da reforma política, ah, não! Aí vai uma grande diferença. Daqui a pouco, Paulo Roberto, sozinho, vira o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, ainda que suas histórias sejam sempre cambiantes; ainda que ele possa dizer hoje que as empreiteiras embutiam o custo-corrupção como valor suplementar na obra e, amanhã, que elas tiravam a propina do próprio lucro. Entre uma coisa e outra, vai uma diferença abismal. Curiosamente, a segunda versão, a mais recente, protege a Petrobras. Afinal, se as empreiteiras não embutiam no preço o dinheiro que pagavam ao próprio Paulo Roberto, ao PT, ao PP e ao PMDB, bem, então os cofres públicos não teriam sido prejudicados nesse particular, não é? Essa segunda versão, notem, reforça a idéia do cartel e livra a cara da estatal, como se a origem da roubalheira não estivesse no fato de que a empresa obedecia a uma condução política. Para quem não entendeu ainda: se as empreiteiras tiraram do seu lucro a propina, então se reforça a lógica de que elas, de fato, combinavam preço: com ou sem corrupção, ele seria o mesmo, já que se trataria de um cartel. É uma versão para imbecis. Com a devida vênia. De resto, pergunta-se o óbvio: quem está em delação premiada pode ir mudando, assim, a versão de acordo com a direção dos ventos, com o calor do noticiário, com a metafísica influente e ainda manter os benefícios? Faz sentido um delator ficar ajustando a narrativa também ao sabor do noticiário, composto de vazamentos? Isso está mais para esculhambação do que para investigação. Cresce o risco objetivo de que, na esfera política, o caso não dê em nada. Mas vamos à questão que realmente deve provocar a irritação de qualquer pessoa com miolos. Em seu depoimento, Paulo Roberto Costa, o Schopenhauer da reforma política, disse o seguinte: “Não existe almoço de graça. Por que uma empresa de capital privado ou com ações em Bolsa vai doar R$ 10 milhões, R$ 20 milhões para uma campanha eleitoral? Por quê? Qual o motivo? Que a população brasileira coloque isso com muita clareza na sua cabeça. Por que uma empresa vai doar R$ 20 milhões para uma campanha se ela não tiver algum motivo na frente para cobrar isso? Por quê? Isso precisa ser respondido. Repito e confirmo o que eu falei”. Viram? Logo mais, à noite, o PT vai dizer a mesma coisa no seu horário político. Em todo o mundo democrático, empresas arcam direta ou indiretamente com o custo eleitoral. Entre outras razões, porque são entes de uma sociedade livre. Participar do custo eleitoral num regime de liberdades é até um dever. Nos EUA, empresas privadas não podem doar diretamente para partidos, mas doam para comitês, que apoiam partidos. Aonde nos leva a lógica de Paulo Roberto? Ao financiamento público de campanha ou feito por indivíduos, com um teto, hipótese em que os pobres serão usados como laranjas para lavar o caixa dois. Mais: a doação de empresas já foi proibida no Brasil. Só passou a ser permitida quando se descobriu o óbvio: o dinheiro privado era doado por fora. O que ele está a nos dizer? No dia, então, em que essa modalidade for proibida, empresas privadas deixarão de trabalhar para a Petrobras? A estatal deixará de ter uma condução política? Sem a contribuição legal, ninguém será tentado a delinquir? A propósito: a roubalheira é motivada pela lei que existe ou se dá ao arrepio dela? Este senhor está querendo culpar o sistema por seu mau-caratismo. Venham cá: se as doações de empresas privadas fossem proibidas, ele teria sido, à frente da Petrobras, um homem decente? Que eu saiba, ele não roubou porque a lei permitia; ele roubou desprezando a lei. Se ignorou a legislação que existe, por que obedeceria a uma outra? Boa parte da imprensa cai nessa conversa absurda porque também contaminada ideologicamente pelo ódio à empresa privada, pelo rancor, pelo ressentimento, pela burrice, pela incapacidade de pensar logicamente, pela tara estatista, sei lá… O depoimento de Paulo Roberto Costa à CPÌ seria assinado por Rui Falcão e Lula, sem pestanejar. Às 20h30 de hoje, eles estarão dizendo a mesma coisa na TV. É asqueroso. Por Reinaldo Azevedo

STF absolve Valdir Raupp em ação de desvio de recursos em Rondônia

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) absolveu, na tarde desta terça-feira, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) em uma ação por suspeitas de práticas contra o sistema financeiro. A decisão foi tomada por 4 votos a zero, entre eles o do relator, ministro Luís Roberto Barroso. O processo dizia respeito ao período em que Raupp era governador de Rondônia, entre 1995 e 1998. Ele era acusado de ter aplicado irregularmente recursos obtidos por empréstimo do Banco Mundial. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o então governador destinou parte dos US$ 167 oriundos da instituição financeira para quitar dívidas do Estado. O montante, no entanto, deveria ser gasto exclusivamente em projetos de gerenciamento de recursos naturais de Rondônia. A Primeira Turma do Supremo absolveu o senador das acusações por falta de provas.

Delator Paulo Roberto Costa diz que Dilma é responsável pela desastrosa compra da refinaria de Pasadena, uma lata velha enferrujada


Em defesa apresentada ao Tribunal de Contas da União, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que depõe hoje à CPI que investiga esquema de corrupção na estatal, responsabilizou a presidente Dilma Rousseff pela compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006. O documento entregue pelos advogados do ex-executivo, que é um dos delatores da Operação Lava Jato, lembrou que coube à então chefe da Casa Civil do governo Lula e presidente do Conselho de Administração da estatal assinar, em 2006, a aquisição da planta de refino. "É claro e evidente que a decisão de compra dos 50% da PRSI (Refinaria de Pasadena), foi tomada pelo Conselho de Administração de 2006, da Petrobras, assinada pela então presidente do conselho, Dilma Vana Rousseff", afirma a defesa. Paulo Roberto Costa é pelo menos o terceiro ex-dirigente da Petrobras a responsabilizar a presidente da República pela compra danosa da refinaria, uma lata velha enferrujada, que se revelou um péssimo negócio, conforme admitido pela ex-presidente da estatal Graça Foster. O ex-diretor da Área Internacional, Nestor Cerveró, e o ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, também haviam suscitado ao TCU que todo o Conselho de Administração da petrolífera - Dilma, inclusive - era responsável pelas perdas. O Tribunal de Contas da União apontou prejuízo de 792 milhões de dólares no negócio, feito em duas etapas, entre 2006 e 2012. A corte bloqueou bens de dez dirigentes e ex-dirigentes da empresa, entre eles Paulo Roberto Costa. O ex-diretor é responsabilizado por parte das perdas, no valor de 580 milhões de dólares, por ter aprovado em valor superior ao que seria justo e desconsiderando riscos. Nos depoimentos prestados ao Ministério Público Federal, em acordo de delação premiada, ele admitiu ter recebido propina para "não atrapalhar o negócio". A indisponibilidade patrimonial determinada pelo TCU não alcança integrantes do Conselho de Administração, responsável por aprovar, em última instância, os investimentos da estatal. Mas o tribunal ressalvou que, a depender das provas apuradas no decorrer do processo, eles ainda podem ser implicados. Dilma chefiou o colegiado de 2003 a 2010. Em março do ano passado, a presidente disse que, ao aprovar a compra de Pasadena, se embasou em parecer "técnico e juridicamente falho" sobre o negócio, apresentado pelo então diretor Internacional da companhia, Nestor Cerveró, atualmente preso por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O documento omitia cláusulas do contrato consideradas prejudiciais à estatal. A linha de culpar o Conselho de Administração por Pasadena é a mesma adotada por outros executivos com bens bloqueados, como Cerveró, o ex-presidente da Petrobras, o petista José Sergio Gabrielli, e o ex-diretor de Serviços, o também petista Renato Duque, igualmente preso na Lava Jato. "O conselho era o único competente para aprovar a compra, com ou sem as cláusulas", afirma Costa na defesa entregue ao TCU.

ENGEVIX NEGOCIA SUAS AÇÕES NOS AEROPORTOS DE BRASÍLIA E NATAL


A construtora Engevix assinou um acordo de entendimentos com a empresa argentina Corporación América para vender sua participação societária nos aeroportos de Natal e Brasília. O negócio pode dar um novo fôlego financeiro à empresa brasileira, envolvida na Operação Lava Jato e que está tendo de equacionar uma dívida de R$ 1,5 bilhão. Os argentinos, que já eram sócios dos aeroportos, passarão a deter 100% da concessão de Natal e 51% da de Brasília. Os outros 49% pertencem à Infraero. A diretora de comunicação da Corporación América, Carolina Barros, não quis confirmar a aquisição, mas disse que foi assinado um "princípio de entendimento e que estão em negociações muito avançadas, esperando aprovação de autoridades como o BNDES, Cade e Anac". A estimativa é de que cheguem ao caixa da Engevix cerca de R$ 400 milhões. Investigada na Lava Jato, a empreiteira, que também é dona de concessões de energia e de um dos maiores estaleiros do País, teve um de seus principais sócios presos no ano passado. Desde então, o mercado de crédito se fechou para a companhia, que está tentando evitar uma recuperação judicial. Até agora, a Engevix conseguiu vender sua participação na Desenvix, empresa de energia que detinha participações em eólicas, para seu sócio norueguês. Conseguiu com a operação cerca de R$ 500 milhões, mas que só vão entrar no caixa da companhia depois que os órgãos reguladores aprovarem a operação. O mesmo deve acontecer com o negócio que agora está sendo acertado com os argentinos nos aeroportos. O maior problema financeiro da Engevix está no Estaleiro Rio Grande, onde é sócia de um grupo de japoneses. Parte da operação também tem como acionista o fundo de pensão da Caixa Econômica Federal (Funcef). O estaleiro precisa de US$ 300 milhões (R$ 900 milhões) de injeção de recursos para continuar operando. Os contratos do estaleiro chegam a cerca de R$ 15 bilhões, em fornecimento de plataformas para a Petrobrás e também em acordos com a Sete Brasil, empresa criada para gerenciar a compra de navios-sonda para a exploração do pré-sal e que desde novembro do ano passado está sem pagar pelos contratos. Somente da Sete Brasil, o Estaleiro Rio Grande tem R$ 250 milhões a receber. Mas foi a suspensão do financiamento do Fundo de Marinha Mercante, de R$ 500 milhões, que complicou o caixa da empresa, segundo o sócio da Engevix, José Antunes Sobrinho. Para conseguir os US$ 300 milhões para continuar operando, a empresa está tentando negociar um empréstimo com o banco de desenvolvimento da China. Deve ainda injetar capital de novos sócios e também espera fechar acordo com a Petrobrás para ter uma espécie de adiantamento de contratos. Em outra linha de atuação, a empresa tenta ainda fechar um acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União que prevê a assunção de culpa nos casos de corrupção em contratos com a Petrobrás e o pagamento de multas. Esse acordo poderia reabrir o mercado de crédito. As concessões dos dois aeroportos agora vendidos pela Engevix foram arrematadas nos leilões promovidos pelo governo federal há três anos. O investimento nas duas obras é de cerca de R$ 3 bilhões, e a concessão deve durar mais de 25 anos. Ambos estão em operação sob o controle da Inframérica, que tem como sócios a Infravix, da Engevix, e a Corporación América. Para os argentinos, segundo alguns analistas, é interessante fechar o negócio neste momento de dificuldades da Engevix. Outro ponto é o fato de eles serem especialistas em operar aeroportos. Administram 53 pelo mundo, sendo 35 na Argentina.

Em queda

Para se ter uma ideia de como anda a economia em 2015, basta comparar o consumo de energia entre 1º de janeiro até domingo, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Aos números: Em 2014, ano do pífio PIB de 0,1%, foram consumidos no mesmo período  65 156,5 Megawatts–hora médios (MWhmed) e em 2015, 63 751,2 MWhmed – ou seja, uma queda de 2,2%. pior: de acordo com o próprio governo, devido à desaceleração da economia e ao tarifaço nas contas de luz, o consumo de energia no Brasil ao longo dos próximos cinco anos terá uma redução média de 4,7%. Por Lauro Jardim

Renan vai receber opositora venezuelana

Renan vai receber Lilian Tintori
Renan vai receber Lilian Tintori
Ao tomar conhecimento de que Eduardo Cunha receberá a ativista venezuelana Lilian Tintori, mulher do oposicionista Leopoldo López, na quarta-feira, Renan Calheiros também aceitou conversar com ela, que luta pela libertação de seu marido. Lilian ainda espera ser recebida por Dilma, mas pedirá tanto a Cunha quanto a Renan que o Congresso brasileiro apoie a libertação dos presos políticos venezuelanos. Sua viagem e as negociações junto ao governo e ao Congresso estão sendo organizadas pelo advogado Fernando Tibúrcio, que representa no Brasil políticos perseguidos na América Latina, como Roger Pinto Molina. Por Lauro Jardim

O chefe do cartel

O presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, delator da Lava Jato, confessou que havia um cartel de empreiteiras na Petrobras. Ele deu o nome das empreiteiras: Odebrecht, UTC, OAS, Andrade Gutierrez, Techint, Promon, Queiroz Galvão e Toyo. E denunciou os chefes do cartel: Ricardo Pessoa, da UTC, e Márcio Faria, da Odebrecht. Márcio Faria ainda está solto? Sim, está.

Cada vez pior

As vendas de carros, caminhões e ônibus, em abril, caíram 25,19% em relação ao mesmo mês do ano passado. Não se iluda: a crise econômica está cada vez pior.

CVM contra os conselheiros da Petrobras

A CVM abriu um processo contra Guido Mantega, Luciano Coutinho, Miriam Belchior e outros cinco conselheiros da Petrobras, porque eles enganaram os investidores aprovando medidas danosas à companhia. O processo se refere ao Plano de Negócios 2014-2018. Os danos provocados por Dilma Rousseff, quando presidia o conselho da Petrobras, ocorreram no período imediatamente anterior.

INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DE PORTO ALEGRE VIROU BOUTIQUE DA SAÚDE, NÃO ATENDE MAIS POBRES DO RIO GRANDE DO SUL, FECHOU A EMERGÊNCIA DO SUS

Aqui não entra pobre do SUS, a menos que venha de maca. A emergência do Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre está fechada para pacientes do SUS e só atende casos graves que desembarcam ali através de macas ou ambulâncias. Somente são atendidos pacientes que pagam os atendimentos ou associados a poucos planos admitidos. Pacientes pobres já não são atendidos há nove meses porque a prefeitura de Porto Alegre não repassa dinheiro e não paga as contas antigas. A responsabilidade é da prefeitura. O Instituto de Cardiologia é referência em atendimento do gênero no Rio Grande do Sul. Se ele existe é porque foi quase integralmente construído com verbas públicas, mas hoje nega a abertura de suas portas para o distinto público, os pobres, que o construíram com seus recursos. O Instituto de Cardiologia de Porto Alegre se tornou uma boutique da saúde. Os pacientes que precisam de emergência batem com a porta na cara e são obrigados a procurar outros hospitais. Alguns deles recebem indicativo de que poderão ter acesso ao Instituto de Cardiologia se forem espertos, procurando atendimento noutro local e convencendo o médico a enfiá-los em ambulância para o local. Muito obrigado, Lula e PT. Quanto aos médicos, depois ainda não sabem porque são odiados pelo povo brasileiro. E não se vê médico algum, residente algum, fazendo greve ou manifestação para defender os direitos dos pacientes. Isso tudo ainda vai resultar em coisa muito feia no Brasil. 

Lava-Jato: depósito milionário termina com sociedade de advogados em Brasília

Muito conhecidos em Brasília, os advogados Eduardo Ferrão e Paulo Baeta Neves romperam uma sólida sociedade financeira depois de se desentenderem por causa de um depósito milionário recebido pelo escritório que mantinham numa casa no Lago Sul, na capital federal. Em setembro de 2008, Ferrão identificou o depósito de R$ 5,7 milhões na conta do escritório. De acordo com delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, poderia ser propina relacionada a um acordo entre a Petrobras e o Sindicato dos Práticos. O dinheiro teria como origem a entidade que representa os profissionais de orientação naval, e um dos destinatários seria o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE). Ele é um dos investigados pelo Ministério Público em inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal para avaliar suspeitas de ligação com o escândalo da Petrobras. Em um dos depoimentos, Paulo Roberto Costa, um dos responsáveis pelo acordo com os práticos, apontou Aníbal como representante do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), naquela e em outras negociações na estatal. Paulo Roberto Costa disse que receberia R$ 800 mil se ajudasse na correção da tabela dos práticos e que as cifras dos demais seriam ainda maiores. O pagamento seria feito por meio do escritório de advocacia, que trabalhava para o sindicato. Ferrão e Baeta se desentenderam quando os práticos já comemoravam o acordo de R$ 40 milhões com a Petrobras. Em 23 de setembro de 2008, Ferrão cobrou explicações do sócio e do contador sobre o depósito de R$ 5,7 milhões e logo depois descobriu que a transação tinha como origem o acordo do Sindicato dos Práticos. O negócio teria sido conduzido por Baeta e o também advogado Paulo Ornelas com a ajuda de Aníbal. Com receio de ser arrastado para o centro de um escândalo, Ferrão exigiu que o sócio retirasse imediatamente o dinheiro da conta dele. Dois dias depois, em 25 de setembro de 2008, os R$ 5,7 milhões foram transferidos para uma conta de Baeta. Nos dois meses seguintes, os dois concluíram a separação do escritório e não voltaram mais a falar sobre o assunto. O caso só reapareceu nos depoimentos da delação premiada de Costa e do doleiro Alberto Youssef. Num dos interrogatórios, ao explicar como passou a receber apoio político do grupo de Renan em troca de dinheiro, Paulo Roberto Costa falou sobre a propina vinculada ao acordo dos práticos. O ex-diretor disse que, numa das conversas reservadas que manteve com Aníbal, o deputado combinou de repassar a ele, por intermédio do escritório de advocacia, R$ 800 mil como recompensa pelo acordo. O ex-diretor disse, no entanto, que o deputado “passou a perna” nele e, depois do acordo, ignorou a dívida. Paulo Roberto Costa não soube dizer qual o percentual que seria destinado ao grupo político representado por Aníbal. Ferrão disse que desfez a sociedade com Baeta e que nada tem a ver com as operações financeiras relacionadas ao Sindicato dos Práticos. Aníbal Gomes confirmou o lobby em favor do acordo, mas negou que tenha recebido dinheiro ou prometido propina para Paulo Roberto Costa. Ele diz que apenas apresentou Baeta ao ex-diretor da Petrobras e mencionou o interesse dos práticos no acordo. 

O Magazine Luiza e o calote de R$ 235 bilhões

A dona do Magazine Luiza ainda não enviou um e-mail para cá, mas os números sobre a inadimplência divulgados pela Serasa Experian continuam a se deteriorar rapidamente. No primeiro trimestre de 2015, quatro em cada dez brasileiros deram calote em suas dívidas. 55,6 milhões de consumidores estavam impedidos de obter crédito. Somadas, suas dívidas chegaram a 235 bilhões de reais. Luiz Rabi, economista da Serasa, explicou: "O aumento da taxa de juros encarece as dívidas e dificulta o pagamento. Esse fator aliado à inflação, que corrói a renda do trabalhador, tem impacto na inadimplência". E, segundo ele, o buraco só pode piorar: "Como a tendência é de o desemprego continuar subindo no ano, a inadimplência deve superar o recorde do ano passado". A Folha de S. Paulo publicou um gráfico que ilustra perfeitamente a alta dos calotes:

Hipótese de tráfico de influência de Lula é infundada, diz presidente do BNDES, o petista Luciano Coutinho, o homem da "bolsa empresário"

O presidente do BNDES, o petista Luciano Coutinho, o grande distribuidor da "bolsa empresário", classificou na tarde desta segunda-feira, 4, como infundada a hipótese de que o ex-presidente Lula X9 exerceu tráfico de influência para liberação de empréstimos por parte do banco de fomento. Segundo ele, é "absolutamente impossível qualquer tipo de ingerência" nos processos decisórios da instituição. "A hipótese é infundada, dados os processos impessoais, técnicos, de avaliação, de decisão colegiada em todas as instâncias e, além do mais, da avaliação de riscos e das garantias em todo e qualquer empréstimo do BNDES, e isso inclui operação de exportações", afirmou a jornalistas após a cerimônia de abertura da 2ª Feira Internacional do Plástico (Feiplastic), na capital paulista. Ele acha que todos os brasileiros são otários.... De acordo com reportagem da revista Época, o Ministério Público Federal abriu investigação para apurar se Lula X9 praticou tráfico de influência em operações do BNDES no Exterior. Coutinho avaliou que a matéria carece de fundamento e disse que "encaramos com tranquilidade, porque não há qualquer tipo de ingerência (nas operações do banco), de quem quer que seja". O presidente do BNDES ressaltou que está em tratativa com a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para revisar as condições pelas quais o banco de fomento pode liberar informações relacionadas a comércio exterior. "Queremos adotar práticas mais avançadas de transparência", afirmou, ponderando que outras agências internacionais não detalham essas operações, porque muitas vezes envolvem segredos comerciais. Ele ressaltou que a instituição considerada mais transparente é o US Exim (Banco de Exportações e Importações dos Estados Unidos), que "tem práticas muito parecidas com a que nós já temos". "Vamos aprofundar, porque queremos tornar mais transparente", disse, lembrando que o banco também analisa uma revisão da classificação específica das operações com Angola e Cuba. Questionado se teme a instalação de uma CPI na Câmara para investigar os empréstimos do BNDES, Coutinho disse que não iria comentar algo que ainda estava no mundo das hipóteses. O movimento pela instalação do colegiado ganhou força nesta semana, após a divulgação da investigação do MPF. A oposição espera contar com apoio do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para emplacar a criação da CPI.

Executivo do clube das empreiteiras fica calado na Justiça

O empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, ficou em silêncio na tarde desta segunda-feira, 4, diante do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato. Apontado como "presidente" do clube vip das construtoras que formaram cartel para assumir o controle de contratos bilionários da Petrobrás, Pessoa foi intimado para depor nos autos do processo em que é acusado por corrupção e lavagem de dinheiro. Pessoa foi preso dia 14 de novembro de 2014, quando estourou a Operação Juízo Final, sétima fase da Lava Jato. Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal acolheu pedido de habeas corpus do criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o empreiteiro, e revogou o decreto de prisão preventiva. O STF, por 3 votos a 2, autorizou o empreiteiro a ficar em regime de prisão domiciliar, mas sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. A força tarefa da Lava Jato atribui a Pessoa o papel de coordenador do cartel de empreiteiras que pagava de 1% a 3% em contratos da Petrobrás, por meio de diretores indicados pelo PT, PMDB e PP, que tinham como destino partidos e políticos. O prejuízo estimado até agora à estatal petrolífera é de R$ 6 bilhões, desviados entre 2004 e 2014. Nesta segunda feira, 4, Ricardo Pessoa poderia rebater as acusações que pesam contra ele, mas por uma estratégia da defesa ficou em silêncio. “Entendemos que era aconselhável o sr. Ricardo Pessoa se manter em silêncio porque estamos coletando novas provas para mostrarmos sua inocência”, declarou o criminalista Alberto Zacharias Toron: “Até que esses novos elementos estejam maduros optamos por orientar o sr. Ricardo Pessoa a permanecer calado". 

Presidente de Israel diz que protestos de etíopes expõem "feridas" do país

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, disse que os violentos protestos envolvendo os judeus etíopes haviam "exposto uma ferida aberta, sangrando no coração da sociedade israelense" e o país deveria responder a isso. Detentor do cargo apenas cerimonial, Rivlin falou após milhares de manifestantes etíopes entrarem em confronto com a polícia em Tel-Aviv, em uma cena sem precedentes de distúrbios e descontentamento. Os confrontos refletem a frustração disseminada na comunidade etíope, que chegou há três décadas a Israel, mas tornou-se uma "subclasse", enfrentando a pobreza, a criminalidade e o desemprego. Os israelenses etíopes já realizaram manifestações no passado, mas raramente elas haviam se tornado violentas, e nunca na escala dos distúrbios vistos no domingo. Os manifestantes fecharam uma importante rodovia de Tel-Aviv, lançaram pedras e garrafas contra policiais e viraram uma viatura. Eles foram dispersados com gás lacrimogêneo, jatos d'água e bombas de efeito moral. Mais de 60 pessoas ficaram feridas e 40 foram detidas. O estopim dos protestos foi uma gravação mostrando um israelense etíope em uniforme do Exército apanhando de dois policiais na semana passada. Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se reuniu com o soldado etíope Danas Pakedeh agredido por policiais israelenses e com líderes dessa comunidade. Netanyahu disse ao soldado ter ficado "horrorizado" com as imagens do vídeo. O premiê também se reuniu com membros da comunidade etíope e pediu "unidade contra o racismo". A violência pegou desprevenida boa parte do país e o governo. Rivlin disse que Israel estava vendo "a dor de uma comunidade excluída diante de um senso de discriminação, de racismo e de não ser ouvida". "Nós devemos olhar diretamente para esta ferida aberta. Nós erramos. Não olhamos, e não ouvimos o suficiente", afirmou: "Nós não somos estranhos um para o outro, somos irmãos e não devemos decair para um lugar no qual todos lamentaremos". Hoje, há 120 mil judeus etíopes vivendo em Israel, uma pequena minoria em um país de 8 milhões de habitantes. A absorção desse grupo, porém, tem sido problemática, com muitos sem acesso a uma educação moderna, desempregados e pobres, enquanto suas estruturas familiares se desintegram.

Vereador Kevin Krieger começa a montar uma forte chapa do PP para 2016 em Porto Alegre

O presidente do PP em Porto Alegre, vereador Kevin Krieger, está demonstrando grande habilidade e agilidade na formação de uma poderosa chapa para representar seu partido na eleição municipal do próximo ano. Líder do governo José Fortunati na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Kevin Krieger surpreende os outros partidos pela velocidade que ele imprime na solução política. Ele tem várias possibilidades pela frente. Poderá concorrer à prefeitura pelo PP, ou então comandar uma coligação forte, que poderia ocorrer com o PSDB, caso este partido tenha Nelson Marchesan Junior como seu candidato. Isto ainda é uma incógnita, porque o PSDB pode fazer qualquer coisa, devido ao estado beligerante interno que vive. No momento, Kevin Krieger se ocupa com a montagem de uma forte nominata de candidatos à Câmara de Vereadores, para que o partido saia fortalecido do processo eleitoral no próximo ano. E o papel de destaque que está alcançando na liderança do governo na Câmara o coloca em uma posição privilegiada para a realização desta tarefa.