terça-feira, 31 de março de 2015

Comovente imagem de menina síria "se rendendo" diante de câmera fotográfica se torna viral


A imagem de uma menina com os braços erguidos diante da câmera fotográfica tornou-se viral nos últimos dias e expôs mais uma vez o drama da guerra civil na Síria. Segundo o fotógrafo que registrou o momento, a menina achou que a câmera era uma arma. O fotógrafo turco Osman Sağırlı confirmou ser o autor da imagem, depois de questionamentos sobre sua autenticidade. Ele contou ter tirado a foto em dezembro do ano passado, no campo de refugiados de Atmeh, na Síria. A menina, Hudea, de 4 anos de idade, havia ido para o local com a mãe e dois irmãos. "Eu estava usando lentes teleobjetivas e ela pensou que era uma arma", disse o fotógrafo: "Eu percebi que ela estava aterrorizada depois de olhar a foto, ao ver que ela mordia os lábios e havia levantado as mãos. Normalmente, as crianças fogem, escondem o rosto ou sorriem quando veem uma câmera". A imagem foi originalmente publicada em janeiro, pelo jornal turco Türkiye. A repercussão foi bem maior depois que a fotógrafa Nadia Abu Shaban compartilhou a foto em seu perfil no Twitter, na última semana. Ao publicar a imagem, ela observou que a menina havia "se rendido" diante da câmera. O conflito na Síria, que já se arrasta há quatro anos, deixou mais de 220.000 mortos, segundo a ONU, advertindo que esta é uma estimativa conservadora, pois só considera mortes documentadas. Cerca de 12,2 milhões de pessoas, incluindo 5,6 milhões de crianças, precisam de ajuda humanitária no país e a comunidade internacional prometeu ajuda financeira de 3,8 bilhões de dólares.

E AGORA TARSO, RAUL PONT, OLÍVIO E DEMAIS CATÕES DO PT DO RS: COMO FICA ESSA DE RECEBER DINHEIRO SUJO DIANTE DA PRÓPRIA PORTA DO PARTIDO °

As imagens transmitidas na noite desta terça-feira no Jornal da Band mostram o doleiro Alberto Youssef barbudo, abatido, desfigurado, falando em tom próximo do sussurro, mas com frases bem articuladas e claras, como quando afirmou em depoimento à Justiça Federal do Paraná,esta tarde, que providenciou o pagamento de 800.000 reais de propina para o PT. Segundo ele, metade do dinheiro foi entregue na porta do Diretório Nacional do partido, na rua Silveira Martins, na Sé, região central de São Paulo. Ele disse isto através de palavras escandidas sem meios termos, claras como filme de tela grande. Uma nova e vergonhosa verdade despejada na cara dos petistas e do PT. Como ficam os catões gaúchos do PT, Tarso Genro, Olívio Dutra, Raul Pont, diante desta nova e escabrosa história de assalto aos cofres da Petrobrás? A outra metade foi retirada no escritório de Youssef por Marice Corrêa de Lima, cunhada do tesoureiro nacional da sigla, João Vaccari Neto. O dinheiro foi repassado pelo favorecimento à empresa Toshiba em contrato do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras, afirmou o doleiro. O tesoureiro nacional do PT, Vaccari Neto, e até sua cunhada, Marice, receberam o dinheiro sujo na porta do PT. O pagamento para o PT foi feito em dois momentos, afirmou o doleiro: "O primeiro valor foi retirado no meu escritório pela cunhada dele. Entreguei pessoalmente. O segundo valor foi entregue na porta do Diretório Nacional do PT pelo funcionário Rafael Ângulo, para que um funcionário da Toshiba pudesse entregar ao Vaccari". Além de ser o principal operador do PP no esquema de corrupção da Petrobras, Youssef revelou que, pelo menos nessa operação, providenciou também o pagamento de propina para o PT. Sobre o caso relatado no depoimento anterior à Justiça, Youssef tinha explicado anteriormente em acordo de delação premiada que houve pagamento de propina equivalente a 1% do valor do contrato da Toshiba com a Petrobras para o PP e de proporção equivalente ao PT. Os pagamentos de propina da Toshiba são investigados em inquérito da Polícia Federal. Os investigadores já tiveram a confirmação de que a Toshiba fez pagamentos de pelo menos um milhão de reais para a empreiteira Rigidez, uma das empresas de fechada controladas por Youssef. O doleiro admitiu em depoimento que o depósito foi feito para que ele repasse propina, em espécie, para políticos e outros beneficiados no esquema de corrupção. As transferências para Youssef e os pagamentos na porta do PT não são as únicas operações atribuídas à Toshiba em investigação. Um ex-funcionário do doleiro, Carlos Alberto Pereira da Costa, também ajudou a polícia nas investigações e apresentou comprovantes bancários de uma transferência de 400.000 reais de uma empresa do operador Cláudio Mente, que também recebeu recursos da Toshiba. Em nota, o PT negou que tenha recebido propina. "O secretário Nacional de Finanças do PT, João Vaccari Neto, nega veementemente que tenha recebido qualquer quantia em dinheiro por parte do senhor Alberto Youssef ou de seus representantes", disse. Youssef foi ouvido novamente, por requisição de seus advogados, na ação penal em que é acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por remessas ilegais ao Exterior feitas pelo laboratório Labogen. Youssef afirmou em depoimento que recebeu pagamentos em espécie e em contas no Exterior das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, feitos para operar o pagamento de propina a políticos e ex-diretores da estatal. A petroquímica Braskem, controlada pela Odebrecht em sociedade com a Petrobras, também transferiu dinheiro com a mesma finalidade, afirmou o doleiro. De acordo com o doleiro, os recursos das empreiteiras eram destinados ao pagamento de políticos beneficiados pelo esquema de corrupção da Petrobras. No caso da Odebrecht, o dinheiro foi repassado a Youssef em uma operação triangulada. O depósito na conta administrada pelo doleiro foi feito pela construtora Del Sur, domiciliada no exterior. Depois de receber o pagamento, ele diz que checou com um representante da Odebrecht se a Del Sur foi a responsável por enviar o dinheiro da construtora. Para que eu pudesse obter crédito, tive que checar com quem mandou o valor", afirmou o doleiro em depoimento na 13ª Vara Federal do Paraná. Odebrecht e Andrade Gutierrez são investigadas pela Polícia Federal pela suspeita de que pagaram propina a ex-diretores da Petrobras e a políticos por facilidades na petrolífera. Youssef afirmou que combinava o pagamento de propina pelos recursos desviados da Petrobras com os executivos "Márcio Faria" e "Cesar Rocha", da Odebrecht. Em um dos depoimentos prestados em acordo de delação premiada no ano passado, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras tinha afirmado que recebeu mais de 20 milhões de dólares da Odebrecht em contas na Suíça, como recompensa por facilidades à empreiteira. Ele disse ainda que foi um representante da construtora quem orientou que ele procurasse o operador Bernardo Freiburghaus. A Odebrecht tenta atrasar o envio de dados bancários da Suíça, enquanto o Ministério Público Federal ainda rastreia o dinheiro internacional para confirmar a revelação do ex-diretor. (Políbio Braga)

ROUBALHEIRA CORRE SOLTA NAS PREFEITURAS GAÚCHAS NA CONTRATAÇÃO FAJUTA DE ARBITRAGENS PARA CAMPEONATOS ESPORTIVOS

Uma roubalheira corre solta nas prefeituras do Rio Grande do Sul, envolvendo licitações fajutas, fraudadas, dirigidas, para a contratação de arbitragens para campeonatos esportivos promovidos pelas administrações municipais. Aparentemente, é um negócio simplório. Mas, não é, envolve milhões de reais. O truque é bastante simples. As prefeituras lançam editais de licitação para a contratação de árbitros para os jogos de seus campeonatos, de futebol, futebol de salão, vôlei, basquete e outros. Mas, esses editais têm uma coisa em comum: quase todos eles apresentam a mesma cláusula. E essa é a cláusula mágica, aquela que elimina concorrentes e dirige as licitações para a empresa, ou associação, previamente escolhida. Resumindo, funciona exatamente como no cartel do lixo. Neste, ganha a empresa que tiver o atestado de autorização de entrada de lixo de empresa dona de aterro sanitário; todas as outras ficam fora do certame por não atenderem exigência editalícia. Nas licitações para contratação de arbitragens é a mesma coisa. A cláusula mágica, em todos os editais (e Videversus está com as cópias de muitos deles), dos municípios mais variados possíveis, é idêntica. Todas exigem que os concorrentes apresentem entre seus profissionais disponíveis os nomes de no mínimo dois "árbitros federados", quando não "confederados", e árbitros FIFA. Ora, no Rio Grande do Sul existem apenas sete árbitros nessas condições: Audrey Pereira, Rafael Ancaro, Carlos Quaresma, Carlos Messa e Emerson Silveira (em Porto Alegre), e dois no Interior (Elias Machado e Brechani). Portanto, quem "consegue" a assinatura desses árbitros, esse é que irá ganhar a licitação. É um jogo de cartas marcadas, ainda mais porque esses árbitros não atuam em jogos amadores de prefeituras. Mas, devem ganhar apesar de participar dos jogos, apenas para emprestar seus nomes para as licitações. No último dia 24 de março, Videversus publicou, antecipadamente, quem seria o vencedor da licitação nº 11/2015, da Prefeitura Municipal de Canela, um pregão, para contratação de árbitros. Para variar, lá estava, no edital, a famosa cláusula, com o seguinte texto: "..... 2.5..... a) relação contendo nome completo dos árbitros, data de nascimento, federação a que está vinculado, nº de registro da Federação, para todas as modalidades a que se candidata e atua": b) comprovan te individual ou coletivo do Curso da federação no caso das modalidades de futebol, futebol sete, futsal, vôlei, de cada um dos árbitros relacionados, anexo xerox do diploma e carteira de identidade (frente e verso); c) omprovante individual ou coletiva da reciclagem realizada no período de 2011 a 2014, dos árbitros relacionados, ou relação cedida pela Federação Gaúcha de Futsal, ou AGAFUSA e Federação de Futebol de Campo ou Sindicato dos Árbitros de Campo e Federação de Futebol Sete". Resumindo: é assunto para o Tribunal de Contas e para o Ministério Público Estadual. As provas já estão praticamente produzidas. Não é preciso dizer que Videversus acertou em cheio, no alvo, quem venceria a licitação de Canela, a Liga Canoense de Areia Beach Soccer (ou Sidnei Ferreira).

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA GAÚCHA HOMOLOGA CASSAÇÃO E GILMAR SOSSELA NÃO É MAIS DEPUTADO


Já não ocupa mais sua cadeira na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul o deputado Gilmar Sossela (PDT), que até o início de fevereiro foi presidente da Casa. Ele teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral. O procurador-geral da Assembleia Legislativa, Fernando Ferreira, deu declaração informando da decisão da Mesa. "Em cumprimento à Constituição Federal, tendo em vista a decretação de perda de mandato do deputado Gilmar Sossella realizado pela Justiça Eleitoral e cumprindo a norma do Artigo 55, inciso 5º da Constituição Federal, a Mesa Diretora realizou a declaração de perda de mandato do parlamentar". Ferreira informou ainda que o ato será publicado no Diário Oficial da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (1º). A decisão foi adotada pela reunião da Mesa Diretora na manhã desta terça-feira. 

PETISTAS COMETEM SUICÍDIO COLETIVO – Diretórios estaduais redigem um documento aloprado, com a anuência de Lula e Falcão, em que insistem em hostilizar os brasileiros. Presidente do PT diz ser “impensável” acusar partido de corrupção!

Caramba! Chega a dar medo! O maior fator de risco hoje no país é o grau de alienação dos petistas. Os companheiros estão vivendo numa realidade paralela.  Perderam o bonde! Nesta segunda, dirigentes dos 27 diretórios estaduais do PT se reuniram e lançaram um manifesto, com o aval de Lula e de Rui Falcão, presidente do partido, que discursaram. A íntegra do texto está aqui, no site do partido. Seria cômico se aquilo não fosse uma tentativa de falar a sério.

Esses caras ainda acabarão fazendo uma grande bobagem. Eles estão doidinhos para ver cumpridas as suas piores — ou seriam as melhores para eles? — expectativas. Há momentos notavelmente aloprados no texto, mas, a meu juízo, o ápice está aqui, prestem atenção, quando tentam identificar por que os adversários não gostam do partido:
“Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.”
Entenderam?
Os brasileiros não estão enojados com a corrupção na Petrobras.
Os brasileiros não estão descontentes com a inflação acima de 8%.
Os brasileiros não estão insatisfeitos com juros de 12,75% ao ano.
Os brasileiros não estão inconformados com uma recessão que pode chegar perto de 2%.
Os brasileiros não estão furiosos com a penca de estelionatos eleitorais.
Os brasileiros não estão cansados de uma Saúde capenga.
Os brasileiros não estão furiosos com uma educação medíocre.
Os brasileiros não estão fartos da incompetência arrogante.
Os brasileiros não estão estupefatos ao ver a Petrobras na lona.
Nada disso! Por que, afinal, a população iria se zangar com essas bobagens? Por que, afinal, esse povo bom e generoso iria reagir mal ao fato de um simples gerente da Petrobras aceitar devolver US$ 97 milhões que ele confessa oriundos da propina? Por que, afinal, a nossa brava gente se espantaria que José Dirceu tenha faturado quase R$ 2 milhões em consultorias só no período em que estava em cana? Nada disso é motivo!
Segundo o partido, seus adversários não suportam mesmo é ver supostos 36 milhões de pessoas saindo da miséria. A afirmação é de uma estupidez ímpar. Houve um tempo em que essa ladainha colava. Eis aí, leitor, revelado o verdadeiro espírito “petralha”. Quando criei a palavra, referia-me exatamente a isto: à justificação da roubalheira, do assalto aos cofres públicos, da ladroagem mais descarada, em nome da igualdade social.
O manifesto aloprado segue adiante:
“O PT precisa identificar melhor e enfrentar a maré conservadora em marcha. Combater, com argumentos e mobilização, a direita e a extrema-direita minoritárias que buscam converter-se em maioria todas as vezes que as mudanças aparecem no horizonte. Para isso, para sair da defensiva e retomar a iniciativa política, devemos assumir responsabilidades e corrigir rumos. Com transparência e coragem. Com a retomada de valores de nossas origens, entre as quais a ideia fundadora da construção de uma nova sociedade.”
Uau! Então os milhões que saíram às ruas são “de direita e extrema direita” e estão se opondo “às mudanças”, não à “sem-vergonhice”? Querem saber! Estou aqui vibrando com essa análise. Ela conduz o partido à extinção. Ninguém precisará, como diz o texto, “acabar com essa raça”. Essa raça está cometendo suicídio. A propósito: o texto diz que é preciso enfrentar os adversários com “argumento e mobilização”. Tá. Sei o que é “argumento”. Mas o que vem a ser “mobilização” nesse contexto?
O texto, na sua burrice teórica, abriga este notável momento:
“Ao nosso 5º Congresso, já em andamento, caberá promover um reencontro com o PT dos anos 80, quando nos constituímos num partido com vocação democrática e transformação da sociedade – e não num partido do ‘melhorismo’. Quando lutávamos por formas de democracia participativa no Brasil, cuja ausência, entre nós também, é causa direta de alguns desvios que abalaram a confiança no PT.”
O partido gigante, que se apoderou de todas as estruturas do Estado, que aparelha estatais, fundos de pensão, autarquias e universidades; que se imiscuir até em fundações de direito privado para impor a linha justa, essa máquina gigante deveria, na visão dos valentes, se comportar como um partido pequeno, em formação, capaz de falar em nome da pureza, mesmo tendo nas costas o mensalão e o petrolão, entre outras barbaridades.
O documento lista ainda dez medidas a serem defendidas pelo partido. Entre elas, estão: campanha de agitação e defesa do PT; controle da mídia e imposto sobre grandes fortunas. E, claro!, a formação da tal frente ampla, formada por“partidos e setores partidários progressistas, centrais sindicais, movimentos sociais da cidade e do campo”. Entendi! O PT está com o saco cheio da sociedade brasileira. Acha que é hora de substituí-la.
Na minha coluna de sexta, na Folha, afirmei, apelando ironicamente a Karl Marx — que as esquerdas citam sem ler — que o PT hoje é “vítima de sua própria concepção de mundo”. Eis aí. Ah, sim: Lula também discursou e disse que seus sequazes têm de levantar a cabeça. De que adianta se eles se negam a abrir os olhos?
Numa entrevista depois do evento, Falcão teve a coragem de dizer: “É impensável que a gente possa ser acusado de corrupção”. Dizer o quê? Vai ver corrupção praticada por petista deva ser chamada de obra humanitária. A única chance de Dilma, se é que lhe resta alguma, é se afastar desse hospício. Por Reinaldo Azevedo

Novo comando no Fundo de Investimento do FGTS

Abijaodi
Abijaodi: na presidência do FI-FGTS
O FI-FGTS, o maior investidor em infraestrutura do Brasil, tem novo comando. Carlos Abijaodi, representante da CNI, e Paulo Rossi, da UGT, acabam de ser eleitos presidente e vice do fundo, depois de muita tensão e críticas à gestão do atual presidente Dyogo Oliveira. Desde outubro, o FI-FGTS não se reunia. As reuniões mensais foram sucessivamente adiadas em função da Lava-Jato: como discutir a concessão de financiamento se boa parte dos pleitos vem de empresas ligadas ao escândalo? Por Lauro Jardim

Abaixo da média

Reservatório: secura quase total
Reservatório: secura quase total
Abril, a última esperança de todos para que os reservatórios que abastecem as usinas hidrelétricas fiquem mais cheios, vai ficar devendo. De acordo com as previsões do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), choverá abaixo da média histórica em abril em todo o país, “notadamente para o subsistema Nordeste”. Abril é o último mês da estação de chuvas. Se o mês que se inicia na quarta-feira será ruim, o início deste ano foi um terror, apesar de parecer que choveu razoavelmente. Diz o ONS: "Nas bacias do Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, responsáveis por 70% e 18%, respectivamente, de toda geração, o triênio 2012-2014 é simplesmente o pior do histórico, seguido do período janeiro a março de 2015 como o 2º pior do histórico”. Por Lauro Jardim

FHC e González pressionam Venezuela para libertar presos políticos

FHC e González: grupo pela libertação dos presos políticos
FHC e González: grupo pela libertação dos presos políticos
A propósito, Fernando Henrique Cardoso e Felipe González, ex-primeiro-ministro espanhol, vão montar um grupo de líderes mundiais para pedir a libertação dos presos políticos venezuelanos. Ainda como parte do esforço para pressionar a Venezuela, Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira comprometeram-se a fazer uma viagem à Venezuela, pelo Senado, para acompanhar a situação política do país. Por Lauro Jardim

Convidada por Nunes

Tintori: na comissão de Relações Exteriores do Senado
Tintori: na comissão de Relações Exteriores do Senado
Aloysio Nunes Ferreira convidou Lilian Tintori, a mulher do líder oposicionista venezuelano Leopoldo López, preso há mais de um ano, a falar aos senadores na Comissão de Relações Exteriores, por ele presidida. Os dois participaram do seminário América Latina – Oportunidades e Desafios, organizado por Mario Vargas Llosa, na semana passada, em Lima. O advogado Fernando Tibúrcio, que convocou líderes da oposição no Brasil a pedido de Vargas Llosa, planeja para abril a chegada de Lilian. Por Lauro Jardim

Procurador no TCU quer interromper empréstimos do BNDES à Sete Brasil

Para "evitar prejuízos vultosos", o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União entrou com pedido de suspensão imediata dos empréstimos do BNDES previstos para a Sete Brasil, empresa criada pelo governo para construir sondas para a exploração de petróleo no pre-sal e que tem a Petrobras como uma das sócias. O pedido foi protocolado pelo procurador Julio Marcelo de Oliveira na semana passada e ainda não foi analisado. O ministro Weder de Oliveira será o relator do pedido e poderá determinar a suspensão dos repasses liminarmente antes do plenário do órgão decidir. A Sete está em dificuldades financeiras e negocia com seus credores no Brasil mais uma renovação por 90 dias de parte de seus empréstimos-ponte, tomados no aguardo de um financiamento de longo prazo de US$ 9 bilhões do BNDES. Esse empréstimo de longo prazo é justamente o que o procurador tenta barrar. Oliveira alega que, além dos problemas de caixa da empresa e da Petrobras, que seria a contratante das sondas construídas pela Sete, as premissas que justificavam a operação já não existem mais e, por isso, o empréstimo tem que ser reavaliado. Segundo o procurador, as premissas que basearam o plano de contratação das sondas apontavam para um preço do barril de petróleo entre US$ 100,00 e US$ 95,00 dólares e que, atualmente ele está em US$ 55,00 e com a cotação do dólar muito acima do preço previsto no plano. Oliveira também cita possíveis implicações da operação Lava-Jato nos negócios da empresa. "Afigura-se extremamente temerária a continuidade de operações de crédito previstas ainda sob a égide do plano de negócio anteriormente concebido", afirma o procurador pedindo a suspensão de qualquer repasse até o toda a operação seja fiscalizada pelo TCU. O relator do processo ainda não se pronunciou se fará a suspensão antecipada dos empréstimos.

"Modelo bancário suíço está morto", diz dirigente financeiro de Abu Dhabi

Abu Dhabi pretende se estabelecer como um novo pólo para a gestão de patrimônio, e o dirigente de seu incipiente centro financeiro internacional declarou que o velho modelo suíço de bancos privados e sigilo bancário estava "morto". O Abu Dhabi Global Markets (ADGM) é uma expressão de ambição mundial, e tem o objetivo de conduzir o emirado rico em petróleo e gás natural à qualidade de uma das mais influentes instituições mundiais, como o Comitê da Basiléia para Fiscalização Bancária ou o Grupo dos 20 (G20), usando Cingapura e não a Suíça como modelo, disse o presidente da organização. "A inovação está vindo de mercados novos e emergentes. Por isso os centros financeiros asiáticos agora participam dos comitês da Basiléia e legislam para o Ocidente - porque eles não cometeram qualquer erro em 15 anos", disse Ahmed Ali al-Sayegh em Londres, definindo as pretensões do ADGM com relação aos bancos: "Temos ambição similar". Os comentários dele surgem em um momento no qual os centros de gravidade de instituições como essas mudaram palpavelmente do oeste para o leste, e quando a Ásia começa a desenvolver instituições próprias a fim de rivalizar com as do Ocidente, como o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, liderado pela China. O ADGM, que terá uma agência regulatória própria e tribunais que operarão sob o regime da common law inglesa, é uma tentativa de diversificar a economia da capital dos Emirados Árabes Unidos. Os fundos de investimento soberano muito bem financiados do emirado, a Abu Dhabi Investment Authority e o Mubadala, serão os dois sediados na zona livre, construída na ilha de al-Mariya, na capital. Isso preocupa algumas pessoas no vizinho Dubai, cujo centro financeiro internacional foi inaugurado uma década atrás, atraindo os maiores bancos e escritórios de advocacia do planeta. Sayegh e sua equipe, que inclui Sir Hector Sants, antigo presidente da agência regulatória dos mercados financeiros do Reino Unido, insistem em que existe espaço para dois centros financeiros a duas horas de carro um do outro, enfatizando que não só Abu Dhabi se concentrará em áreas específicas, como a gestão de patrimônio, como também que os dois centros vizinhos se complementarão. "Quando houve a ascensão de Cingapura, surgiram preocupações de que isso tiraria mercado de Hong Kong, o que não aconteceu", disse Richard Teng, ex-diretor de fiscalização da Bolsa de Valores de Cingapura e contratado como principal responsável pela fiscalização do ADGM. A indicação de Teng no ano passado foi numa demonstração implícita de que Cingapura serviria de modelo ao projeto. Agora isso se tornou explícito. O modelo da Suíça "está morto", disse Sayegh, em referência ao sigilo bancário naquele país: "Cingapura assinou um acordo muito transparente com o mundo. Você não é muito esperto se escolhe copiar um modelo morto". O novo aspirante à coroa da gestão de patrimônio está surgindo em um momento no qual o atual detentor do posto, a Suíça, vem sofrendo repetidos abalos de reputação, já há alguns últimos anos. Mais recentemente, vazaram informações sobre os clientes da divisão de gestão de patrimônio do HSBC, com dados dos últimos 10 anos, o que causou embaraços ao banco britânico e à Suíça como centro financeiro. O banco foi acusado de ajudar na sonegação de impostos e de facilitar manobras para reduzir legalmente os impostos a pagar de seus clientes. Ao mesmo tempo, documentos judiciais quanto a um escândalo de corrupção envolvendo a gigante estatal da energia Petrobras, do Brasil, sugerem que pelo menos US$ 100 milhões em propinas foram encaminhados por meio de diversos bancos suíços. Os bancos, sediados principalmente em Genebra, também foram prejudicados por uma série de disputas tributárias com autoridades de todo o planeta. Os Estados Unidos, especialmente, protestaram contra os bancos suíços por ajudarem os cidadãos norte-americanos a evitar suas obrigações mundiais de impostos. A reputação muito acalentada do setor como um gestor discreto e eficiente de patrimônio foi fortemente prejudicada, ainda que os bancos insistam em que continuam respeitados como instituições financeiramente robustas. "Existe uma mudança fundamental em termos de como os serviços mundiais de gestão de patrimônio estão sendo prestados", disse Sir Hector: "As pessoas preferem ter seu patrimônio administrado no local em que vivem; e Abu Dhabi e o Golfo Pérsico naturalmente têm muita riqueza natural".

Congresso adia votação projeto que mudaria licitações da Petrobras

A base governista na Câmara conseguiu adiar nesta segunda-feira (30) a votação do projeto que retira da Petrobras a autorização para realizar processos simplificados de licitação. Desde 1998, no primeiro mandato do tucano Fernando Henrique Cardoso, a estatal está livre das regras mais rígidas estabelecidas na Lei de Licitações (8.666/1993) sob o argumento de que ela ficaria em desvantagem em relação às suas concorrentes privadas. Após o escândalo da Lava Jato, porém, políticos passaram a apontar o regime simplificado de licitação da Petrobras como uma brecha para a corrupção. Nesta segunda-feira seria aprovada a tramitação do projeto em regime de urgência, o que o deixaria pronto para análise do plenário da Câmara. O PT e a liderança do governo na Casa fecharam, entretanto, acordo segundo o qual o tema será debatido em uma comissão especial para tratar de mudanças na Lei de Licitações. "Essa é uma sinalização de que estamos preservando a Petrobras nesse momento de dificuldade que ela passa devido à operação Lava Jato", afirmou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), um notório ligado a "cuqueiro" (irmão de José Genoíno). Alguém do PT alegar que procurar salvar a Petrobras, depois de tê-la saqueado e deixá-la em situação falimentar, é algo completamente cínico. Segundo ele, um endurecimento das regras de licitação da estatal poderia ter um grande impacto negativo no mercado. Apesar do adiamento da votação, o oposicionista DEM conseguiu apoio para votar a aprovação da tramitação em regime de urgência de projeto que retoma o sistema de concessão (no lugar da partilha) na exploração dos novos campos de petróleo ou que reduz o papel da Petrobras nessa área.

Câmara dos Deputados barra tentativa de acelerar projeto que tipifica terrorismo

A Câmara dos Deputados rejeitou nesta segunda-feira (30) um requerimento que tentava acelerar a tramitação de uma proposta que criminaliza o terrorismo no Brasil. A oposição não conseguiu maioria para levar o projeto diretamente para votação em plenário, sem precisar passar por análise das comissões da Casa. Eram necessários 257 votos favoráveis à manobra, mas foram registrados 216. Outros 181 deputados votaram contra a urgência. O PT, PCdoB e PSOL se manifestaram contrários ao texto. Uma das justificativas é o temor de que uma legislação para combater terrorismo tenha efeitos nas manifestações. A proposta inclui, por exemplo, atos de incendiar, saquear, depredar bens públicos, explodir bombas, praticar atos de sabotagem ou atentado com dano ou perigo a integridade física e liberdade de locomoção. O projeto ainda estabelece penas de seis a 30 anos, dependendo da gravidade do ato, considerando casos de lesão corporal e mortes.

Justiça brasileira proíbe entrada de resíduos sólidos da Colômbia


Decisão da juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe proibiu definitivamente a entrada de resíduo sólido colombiano no município brasileiro de Tabatinga


A prefeitura de Tabatinga e a prefeitura de Letícia fizeram um acordo sem qualquer participação de órgão ambiental federal do Brasil, ou mesmo da Colômbia, para transferir lixo de um país para outro. Não há licença ambiental que permita a transferência de resíduos sólidos entre os dois países.

Tabatinga e Letícia são cidades lindeiras, há apenas a divisa territorial entre essas duas cidades 

O “pacto” entre as prefeituras tinha por objeto a transferência de lixo produzido na cidade colombiana de Letícia para o município brasileiro de Tabatinga. O acordo foi concretizado, “devido aos buracos na estrada de acesso do empreendimento colombiano”. Chovia muito na Colômbia. O Secretário Municipal de Obras de Tabatinga informou, que por causa da chuva “as ruas de acesso ao lixão de Letícia estão com problemas para o trânsito de caminhões”. A partir de 16/03/2015, os resíduos sólidos de Letícia foram enterrados em território brasileiro. Quatro dias após, o procurador da República em Tabatinga, Gurygell Bruno, proibiu provisoriamente a operação de transferência internacional do lixo. Nesta semana, a juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe proibiu definitivamente a entrada de resíduos sólidos colombianos em solo brasileiro.“O município não agiu de má-fé por permitir a entrada do lixo da Colômbia. A matéria envolve um tratamento específico, vez que dentro dos resíduos encaminhados podem conter, em tese, de forma camuflada, produtos ilícitos", justificou a juíza. Em outras palavras, entre os produtos ilícitos pode estar a “droga”. 

Lixão de Tabatinga: caminhão de lixo de Letícia descarrega resíduos sólidos no solo brasileiro


O Secretário Municipal de Obras de Tabatinga chegou a declarar: “Nós já fizemos isso no passado. Nós colocávamos o lixo lá quando ninguém conseguia entrar aqui”. Ou seja, o Brasil exportou lixo para a Colômbia. Parece que agora foi a vez da Colômbia exportar os resíduos sólidos para o Brasil (Professor Resíduo Sólido www.professorresiduo.com)

Filho da peronista populista Cristina Kirchner controla conta com o Irã, afirma o Clarin

O filho da presidente peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner, Máximo Kirchner, seria um dos políticos argentinos que administrariam uma conta bancária criada para transferir recursos do Irã para a Argentina, passando pela Venezuela. A denúncia é do jornal "Clarín", que neste domingo (29) revelou a existência de contas bancárias em três diferentes instituições financeiras internacionais que seriam utilizadas para essa finalidade. Nesta segunda-feira (30), o jornal informou que Máximo Kirchner seria titular de uma das contas reveladas pela reportagem. Os demais administradores seriam, segundo o "Clarín", a ex-ministra da Defesa e Segurança e ex-embaixadora na Venezuela, a peronista ex-terrorista montonera Nilda Garré, e o ex-deputado da Frente para a Vitória (agremiação de Cristina), Henry Olaf Aaset que, como os Kirchner, é originário da província de Santa Cruz. Reportagem da revista "Veja" deste fim de semana também informou a existência da conta e de uma segunda, também administrada por Máximo e Nilda, dessa vez no Morval Bank & Trust, das Ilhas Cayman. As publicações ligam esse esquema financeiro à denúncia do promotor Alberto Nisman, encontrado morto em 18 de janeiro em seu apartamento em Buenos Aires. A morte ocorreu quatro dias após denunciar a presidente por supostamente negociar com o Irã o encobrimento de suspeitos iranianos pelo atentado à entidade judaica Amia, em Buenos Aires, em 1994. Em troca, a Argentina obteria vantagens comerciais. As denúncias de agora sugerem que poderia ter havido um financiamento clandestino por trás do acordo entre Irã e Argentina. Segundo o "Clarín", uma conta bancária administrada por Nilda Garré no banco iraniano Tejarat teria sido aberta em fevereiro de 2011, pouco depois de uma reunião secreta entre o chanceler argentino Hector Timerman e o representante iraniano para tratar do assunto. Timerman nega a existência dessa reunião. A versão do governo da Argentina é que foi feito um acordo em 2013, com a finalidade de tentar interrogar os suspeitos iranianos em seu país. A tratativa não prosperou e o governo foi alvo de críticas de entidades judaicas no país.