segunda-feira, 23 de março de 2015

Desembargador investigado vira consultor da Petrobras


Em meio ao maior escândalo de corrupção de sua história, a Petrobras contratou como consultor da presidência um desembargador aposentado investigado pelo Conselho Nacional de Justiça. Desde 2013, o CNJ apura por que Armando Sérgio Prado de Toledo atrasou por mais de três anos o julgamento de um processo criminal contra o deputado estadual Barros Munhoz (PSDB), ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-prefeito de Itapira, no interior de São Paulo. Todos os outros 17 dembargadores já haviam votado contra o político, mas como Toledo não deu seu voto, todos os crimes prescreveram. Sob a ameaça de ser punido pelo CNJ, o desembargador decidiu aposentar-se no dia 13 de março. Três dias depois, foi contratado pela Petrobras, que justificou a decisão com base no seu "histórico profissional e acadêmico na área jurídica". Na sexta-feira da semana passada, Toledo esteve em seu antigo local de trabalho, o Tribunal de Justiça de São Paulo, e distribuiu o cartão com seu nome, e-mail, telefone e o endereço do escritório da estatal em Brasília. A contratação chamou a atenção de ex-colegas, que sabiam do "histórico profissional" do desembargador. A investigação do CNJ continua em andamento. 

TRE JÁ INTIMOU DIREÇÃO DA ASSEMBLÉIA GAÚCHA A CASSAR O MANDATO DE GILMAR SOSSELLA E DAR POSSE AO NOVO TITULAR DO MANDATO, A DEPUTADA ESTADUAL JULIANA BRIZOLA

A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul está na obrigação de decretar a perda do mandato do deputado estadual Gilmar Sossella (PDT), ex-presidente (no ano passado), que teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral e a perda dos direitos políticos por oito anos. Sossella perdeu o cargo por pressionar funcionários de carreira da Assembléia Legislativa à compra de um convite para churrasco de apoio à sua candidatura no valor de 2.500 reais. O atual presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Edson Brum (PMDB) está na obrigação de decretar a perda do mandato de Sossella e convocar o primeiro suplente para ser efetivado. No caso, trata-se da deputada estadual Juliana Brizola. O presidente Edson Brum foi intimado na sexta-feira para convocar o suplente e não fez nada até agora. Há um temor dentro da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul de que os membros da Mesa Diretora fiquem procrastinando a execução da ordem judicial. A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa tem reunião marcada para esta terça-feira e estará na mira da opinião pública para ver se vai cumprir a decisão judicial. 

Delator entrega recibos do PT de doações sob suspeita de ocultar propina



O delator Augusto Mendonça, do grupo Setal, entregou à Justiça Federal os recibos de doações partidárias e eleitorais feitas por suas empresas para o PT entre 2008 e 2012 como forma de ocultar dinheiro de propina desviado da Petrobrás. O tesoureiro petista, João Vaccari Neto, e o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque – preso pela segunda vez há uma semana, na décima fase da Operação Lava Jato – teriam sido as peças centrais da lavagem de dinheiro, que transformava recursos ilegais em legais dentro do sistema oficial de repasses para partidos e campanhas.


Os documentos foram anexados à denúncia criminal aceita nesta segunda-feira, 23, pelo juiz federal Sérgio Moro – que conduz os processos da Lava Jato -, contra Duque, Vaccari, o lobista Adir Assad, e outras 24 pessoas. No material estão quatro recibos emitidos pelo PT de doações para o Diretório Nacional do partido de R$ 500 mil, em 2010. O valor repassado em 7 de abril, quando era dada a largada para a campanha da presidente Dilma Rousseff, foi o mais alto doado dentro de uma lista de 24 repasses partidários e de campanha listados pelo delator. São quatro recibos, com números sequenciais, datados de 7 de abril de 2010. Três com valores de R$ 150 mil e um de R$ 50 mil.

Recibo de doação de R$ 50 mil da PEM Engenharia para o PT, do dia 7 de abril de 2010 / Reprodução
A denúncia da força-tarefa da Lava Jato sustenta que R$ 4,26 milhões desviados de duas obras de refinarias (Repar, no Paraná, e Replan, em Paulínia) foram parar nas contas de diretórios do PT, entre 2008 e 2012. Foram beneficiados: o Diretório Nacional, o Diretório da Bahia, o Diretório Municipal de Porto Alegre e o Diretório Municipal de São Paulo. Os pagamentos foram prioritariamente para o PT nacional, com liberações mensais. Por meio de quatro empresas de Mendonça foram feitas 24 doações eleitorais para o PT. Primeiro executivo a fazer delação com a Lava Jato, em 2014, Mendonça confessou que pagou propinas “acertadas com Renato Duque” em forma de doações. “Houve 24 doações eleitorais feitas ao longo de 18 meses por empresas vinculadas ao grupo Setal para pagamento de propina ao Partido dos Trabalhadores. Essas doações eleitorais foram feitas a pedido de Renato Duque e eram descontadas da propina devida à diretoria de Serviços”, declarou o procurador. “João Vaccari indicava as contas dos diretórios, onde deveriam ser feitos esses depósitos”, sustenta o Ministério Público Federal. “Temos evidência de que João Vaccari Neto tinha consciência de que esses pagamentos eram feitos a título de propina, porque ele se reunia com regularidade com Renato Duque para acertar valores devidos”, explicou o procurador. O empresário e operador de propinas Augusto Mendonça afirmou à Lava Jato que fez “supostas ‘doações’, que eram pagamentos de propina, a pedido de Renato Duque e com o auxílio de João Vaccari”: “Cada pagamento era deduzido do montante de propina devido. O momento das propinas e os valores eram indicados por Renato Duque, enquanto as contas e Diretórios do PT que recebiam os pagamentos eram indicados por João Vaccari”. “A vinculação entre as doações políticas e os pagamentos feitos pela Petrobrás aos Consórcios Interpar e Intercom pode ser comprovada pela comparação entre as datas em que a Petrobrás pagou os consórcios e as datas, subsequentes, em que empresas controladas por Augusto Mendonça promoveram a transferência de propina disfarçada de doações oficiais para partido político”, sustenta a denúncia do Ministério Público Federal. Os consórcios Interpar e Intercom são formados pela Mendes Jr, MPE e SOG e atuaram em obras da Repar e Replan. O tesoureiro foi denunciado por corrupção passiva – por conta dos desvios em obra da Petrobrás – e lavagem de dinheiro – por causa das doações partidárias. Vaccari e Duque e outros 25 denunciados são apontados no desvio de R$ 136 milhões em quatro obras: na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, na Refinaria de Paulínia (Replan), no Gasoduto Pilar-Ipojuca (Alagoas-Pernambuco) e no Gasoduto Urucu-Coari (Amazonas).

Propinas em quatro contratos da Petrobrás chegaram a R$136 milhões


Na decisão em que manda abrir a primeira ação penal contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, o juiz federal Sérgio Moro destacou quatro contratos da estatal petrolífera por meio dos quais o pagamento de propinas chegou a R$ 136,1 milhões – parte desse montante caiu no caixa do PT em forma de ‘doação eleitoral’, segundo a força tarefa da Operação Lava Jato. Vaccari, Duque e outros 25 acusados pela Procuradoria da República agora são réus pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O engenheiro Adir Assad, apontado como laranja da organização, está entre os novos réus da Lava Jato. No despacho, Moro descreve como foi feito o repasse da cota de propina da Diretoria de Serviços, no contrato da Repar. Parte foi paga em espécie e outra parte, em depósitos no exterior: “Parte da propina da Diretoria de Serviços foi direcionada a João Vaccari Neto, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, o que foi feito na forma de doações registradas perante a Justiça Eleitoral". Nessa operação, teriam atuado como intermediadores Adir Assad, Mario Frederico Góes, pagador de propinas, e Julio Gerin Camargo, este lobista de empreiteira e um dos delatores da Lava Jato: “Para alguns repasses, no montante de R$ 38.402.541,40, foi utilizado grupo criminoso dirigido por Adir Assad". Amparado na denúncia do Ministério Público Federal, o juiz Sérgio Moro, que conduz todas as ações da Lava Jato, acentua que em um dos contratos “quantia substancial da propina”, R$ 4,26 milhões, foi repassada, entre 23 de outubro de 2008 a 8 de março de 2012, “como doações eleitorais registradas ao Partido dos Trabalhadores – PT”. 


A investigação revela que nas obras da Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná) o contrato foi celebrado ao preço de R$ 2,25 bilhões. Aditivos elevaram o custo em mais R$ 569,16 milhões. A propina foi dividida entre as diretorias de Serviços, controlada por Renato Duque, elo do PT na estatal petrolífera, e de Abastecimento, então sob comando de Paulo Roberto Costa. Neste caso a propina bateu em R$ 84,64 milhões. A propina teria sido repassada mediante celebração de contratos simulados com as empresas Legend Engenheiros Associados, a Power To Ten Engenharia Ltda., a Rock Star Marketing Ltda., a Soterra Terraplanagem e Locação de Equipamentos, a SM Terraplanagem Ltda. e a JSM Engenharia e Terraplanagem. Segundo a denúncia, essas empresas foram indicadas a Augusto Mendonça por Dario Teixeira e Sueli Mavali. “Dario e Sueli, em realidade Sueli Maria Branco, já falecida, faziam parte, juntamente com Sonia Mariza Branco, de grupo dirigido por Adir Assad, que atuou no caso como intermediador financeiro da propina e da lavagem de dinheiro”. ” O grupo dirigido por Adir Assad encarregou-se então de realizar os repasses à Diretoria de Serviços mediante pagamentos em espécie e remessas ao exterior, entre março de 2009 a março de 2012″, ressalta o juiz. Nas obras da Replan (Refinaria de Paulínia, interior de São Paulo), o contrato ficou em R$ 696,61 milhões, acrescidos de R$ 254,25 milhões em aditamentos. A propina para a Serviços chegou a R$ 19,02 milhões, equivalentes a 2% do contrato. Outros R$ 9,46 milhões foram destinados à Abastecimento. O terceiro empreendimento da Petrobrás , Gasoduto Pilar-Ipojuca, foi orçado em R$ 430 milhões, mais R$ 139,82 milhões por três aditivos. A propina, aqui, foi de R$ 11,39 milhões, exclusivamente para a Serviços.


O quarto contrato sob suspeita foi o GLP Duto Urucu-Coari, no Amazonas, celebrado ao preço de R$ 342,59 milhões e mais R$ 240,89 milhões em aditamentos. Neste caso a propina chegou a 11,55 milhões apenas para a Diretoria de Serviços. “As empreiteiras, reunidas em algo que denominavam de ‘Clube’, ajustavam previamente entre si qual delas iria sagrar-se vencedora das licitações da Petrobrás, manipulando os preços apresentados no certame, com o que tinham condições de, sem concorrência real, serem contratadas pelo maior preço possível admitido pela Petrobrás”, escreveu o juiz Sérgio Moro. Em sua decisão, o magistrado anota que para permitir o funcionamento do cartel, as empreiteiras corromperam diversos empregados do alto escalão da Petrobrás, entre eles os ex-diretores Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e Renato de Souza Duque (Serviços) e o gerente executivo Pedro Barusco (braço direito de Duque). “Os empregados públicos, entre eles os ex-diretores, tinham o papel relevante de não turbar o funcionamento do cartel e ainda de tomar as providências para que a empresa definida pelo ‘Clube’ de empreiteiras para vencer a licitação fosse de fato escolhida para o contrato”, ressalta o magistrado. “Para viabilizar o esquema criminoso, valores obtidos com os crimes de cartel e licitatórios foram submetidos a lavagem de dinheiro por Alberto Youssef (doleiro e personagem central do esquema de corrupção na Petrobrás) e por outros profissionais da lavagem, para posterior pagamento aos empregados de alto escalão da Petrobrás". O juiz anota que “porcentagem de cada contrato das empreiteiras com a Petrobrás era destinada ao pagamento de propina aos empregados de alto escalão”. No despacho, Moro descreve como foi feito o repasse da cota de propina da Diretoria de Serviços, no contrato da Repar. Parte foi paga em espécie e outra parte, em depósitos no exterior. “Parte da propina da Diretoria de Serviços foi direcionada a João Vaccari Neto, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, o que foi feito na forma de doações registradas perante a Justiça Eleitoral. Teriam atuado como intermediadores Adir Assad, Mario Frederico Goes e Julio Gerin Camargo”, diz o juiz federal. “Para alguns repasses, no montante de R$ 38.402.541,40, foi utilizado grupo criminoso dirigido por Adir Assad.

Sindicalistas desembarcam em Brasília para se colocar contra a Medida Provisória do ajuste fiscal

Os principais líderes sindicalistas se preparam para mais uma semana de trabalho em Brasília para tentar convencer deputados e senadores de que as Medidas Provisórias 664 e 665 retiram direitos dos trabalhadores e não devem ser aprovadas nas comissões especiais constituídas para debatê-las no Congresso. Contraponto a ação do governo, que enviará a equipe econômica para fazer a interlocução com as comissões especiais, as centrais sindicais organizam ações isoladas e atos conjuntos para tentar revogar ou ao menos alterar as MPs. O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, afirmou que continua defendendo a total revogação das medidas e que irá nesta terça-feira a Brasília para percorrer os gabinetes de deputados e senadores e tentar convencê-los de que as MPs devem ser revogadas. "Bem cedo já estarei no Congresso. Vamos ter bastante gente nossa lá, umas 25 pessoas de vários sindicatos tentando conversar com os deputados", afirmou. Segundo ele, a entidade tem feito ações similares desde que as MPs foram encaminhadas ao Congresso, mas o trabalho "de corpo a corpo" agora tem se intensificado, já que a votação das medidas deve acontecer no fim deste mês. "Toda semana estamos com uma 'pressãozinha'", afirmou. O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, também irá a Brasília nesta semana. Na agenda do sindicalista está uma reunião com a bancada do PSD, partido que ele integra, na quarta-feira, às 14h30. "Vou explicar para a bancada como as MPs são ruins", afirmou. Segundo ele, as centrais já organizam atos para o próximo dia 30 em todo País para tentar barrar o avanço das medidas. Segundo Patah, até a semana que vem outras reuniões com deputados devem acontecer. "Vamos estar e já estamos no Congresso", disse. Patah afirmou que a UGT também está engajada para os atos do dia 30. "Serão atos em todo o Brasil para mostrar nossa indignação", disse. Até o momento, de acordo com a assessoria da CUT, não há previsão de agendas do presidente da entidade, Vagner Freitas, em Brasília nesta semana. Nesta segunda-feira, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou que os ministros da equipe econômica irão às audiências públicas para defender as alterações propostas, consideradas "corretas". As Medidas Provisórias 664 e 665 tiveram suas comissões instaladas na semana passada. Elas precisarão ser votadas nesses colegiados e depois seguirão para os plenário da Câmara e do Senado.

Renan Calheiros diz que vai colocar projeto antiterror na pauta de votação do Senado nesta quarta-feira

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta segunda-feira, 23, que vai incluir na pauta do plenário desta terça-feira, 24, requerimento para pedir a urgência na votação do projeto antiterrorismo. O objetivo é que o texto seja votado diretamente no plenário já nesta quarta-feira e não mais nas comissões temáticas da Casa, o que dará celeridade à sua aprovação. "Apesar dos nossos problemas internos, o Congresso não pode se desconectar com as ameaças internacionais. Dentro do esforço que estamos realizando para atualizar e modernizar nossa legislação, esse projeto é fundamental", disse Calheiros. A retomada da discussão paralisada no Senado há dois anos é uma resposta a reportagem exclusiva do Estado publicada domingo que revelou a existência de relatórios de inteligência que demonstram preocupação com tentativas de cooptação de jovens brasileiros convertidos pelo Estado Islâmico (EI) para atuarem como "lobos solitários" que por não constarem de listas de terroristas têm mais poder de ação.


O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também afirmou no domingo que esta disposto a dar celeridade à discussão sobre a lei antiterrorismo. A ausência de regramento impede os órgãos de inteligência, por exemplo, de abordarem pessoas que estão ligadas nas redes sociais com o EI. Nem mesmo a interceptação cibernética é autorizada uma vez que o terrorismo não é tipificado como crime no país. A abordagem do EI é basicamente pelas redes sociais como Twitter, Facebook e grupos de discussão. Em nota divulgada nesse domingo, o Ministério da Justiça admitiu que "tem trocado informações e análises com autoridades de outros países sobre políticas de prevenção ao terrorismo, apesar de não ter histórico de atos terroristas no Brasil." Porém, afirmou desconhecer relatórios de inteligência sobre o tema que tenham passado pela análise de autoridades governamentais responsáveis por decisões na área de segurança pública do governo federal. No comunicado à imprensa, o governo não informa se adotará medidas práticas de combate ao terrorismo com vistas aos Jogos Olímpicos de 2015, no Rio de Janeiro, como defender a aprovação do projeto antiterrorismo. A proposta mais avançada, em análise no Senado, que deverá ser votado no plenário, define o terrorismo como ação que provoque ou difundam o terror ou o pânico generalizado "mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física, à saúde; ou privação da liberdade de pessoa." Há resistência ao texto porque a definição de terrorismo é muito ampla, mas isso pode ser alterado na discussão no plenário.

Bento Gonçalves faz licitação para coleta do lixo conteinerizada; tem carta marcada ou não?


Matéria do jornal Zero Hora informa: "Como o contrato com a empresa RN Freitas, que atualmente realiza a coleta de lixo em Bento Gonçalves, está terminando, a prefeitura abriu uma nova concorrência para o serviço na cidade. As propostas devem ser conhecidas no dia 24 de abril. Conforme o secretário do Meio Ambiente, Luiz Signor, a licitação não prevê um incremento dos dias de coleta realizados atualmente. É previsto o recolhimento diário nos bairros Centro, Cidade Alta, São Bento, São Francisco e Planalto. A coleta nos demais bairros e distritos tem periodicidade entre duas e quatro vezes por semana. A licitação indica que a empresa tenha ao menos 12 caminhões de coleta. Metade daqueles destinados à coleta de material orgânico devem ser adaptados para recolher contêineres, caso sejam implantados por meio de um termo aditivo. O secretário garante que a cidade terá o sistema de coleta por contêineres ainda neste ano. A idéia da prefeitura é lançar uma licitação até julho para a compra dos equipamentos. Serão 400 pares em ruas do Centro e do bairro Cidade Alta. O material seletivo recolhido em Bento Gonçalves é levado para nove associações de recicladores da cidade. O lixo orgânico é transportado para um aterro sanitário na cidade de Minas do Leão".
AGORA COMENTO - O que a matéria de Zero Hora não diz é que o lixo é conduzido para o aterro de Minas do Leão que pertence à empresa Revita, do Grupo Solvi, em sociedade minoritária com os proprietários da antiga Sil. Em licitações do lixo, comanda o certame, dá as ordens, escolhe o vencedor, a empresa que detém a solução da destinação final. Ou seja, que tenha aterro. Basta ela conceder a carta de autorização para entrega do lixo a apenas um concorrente e pronto, está decidido quem vai ganhar. Foi assim que aconteceu com a licitação do lixo da cidade de Estância Velha. Videversus e o colunista Mauri Martinelli avisaram com antecipação que a licitação iria ser vencida pela empresa Onze. Bingo, não deu outra. Aliás, agora o proprietário da Onze está na cadeia, assim como o dono das empresas Mecanicapina e W. K Borges (esta empresa é o espelho da Revita, atual em total irmandade com a Revita, e recebe contratos emergenciais, sem licitação, em Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Lajeado). Claudiar Kras Borges está preso no Presídio de Osório.

Senador Ronaldo Caiado defende que a petista Dilma Rousseff renuncie ao mandato

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou nesta segunda-feira, 23, que, diante da falta de apoio da população, a presidente Dilma Rousseff deveria renunciar ao mandato e convocar novas eleições. "O mínimo que ela poderia fazer, diante dessa reprovação popular, era renunciar ao mandato e convocar novas eleições. Essa é uma postura de quem tem responsabilidade com o País", disse. O senador argumenta que o governo da presidente não tem legitimidade e ela não terá condições políticas de continuar à frente do Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos. "Eu aposto que as próximas manifestações vão ser maior", afirmou, em referência aos protestos que levaram milhares de pessoas às ruas no último dia 15. Pesquisa divulgada nesta segunda pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT)/MDA mostrou que o desempenho pessoal de Dilma é desaprovado por 77,7% da população. A mesma pesquisa mostra que a avaliação negativa do governo está em 64,8%, o mais elevado desde setembro de 1999. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), classificou como "exótica" a sugestão do senador democrata e ironizou a declaração dizendo que Caiado diminuiu o tom, uma vez que já havia defendido publicamente " impeachment da presidente. O petista disse ainda que a presidente já tem tomado uma série de medidas para sair da crise e recuperar a popularidade: "A presidente Dilma tem um programa, ela vai implantar esse programa de governo, e estará bem (avaliada) mais para frente". 

CPI da Petrobrás não localiza Julio Faerman e busca substituto para depor na quinta-feira

A CPI da Petrobrás na Câmara não conseguiu localizar Julio Faerman, representante da SBM Offshore no Brasil, para prestar depoimento nesta quinta-feira, 26. Com isso, o presidente da comissão, Hugo Motta (PMDB-PB), tenta encontrar um substituto para não esvaziar a sessão. A assessoria da CPI foi informada de que Faerman está nos Estados Unidos e o escritório de advocacia que o representava não o faz mais. O nome do próximo convocado deve ser escolhido ainda nesta noite. A CPI já escolheu quem será ouvido nas próximas semanas e Motta prefere não antecipar os depoimentos já agendados. O depoimento do ex-gerente-geral da refinaria Abreu e Lima, Glauco Legatti, está previsto para o dia 31 de março. No entanto, Legatti encontra-se de férias até 20 de abril. O novo diretor de Gás e Energia da companhia, Hugo Repsold, deve ser ouvido em 7 de abril. Nesta terça-feira, 24, haverá sessão deliberativa e os integrantes da CPI devem aprovar requerimentos para novas convocações. Um dos nomes que devem ser convocados nesta sessão é o do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Estado Islâmico já tenta recrutar jovens no Brasil, mas esquerdas impedem que o país aprove uma Lei Antiterror! Acordem, senhores congressistas!

O Estadão trouxe uma reportagem horripilante no domingo. O Estado Islâmico recruta jovens na América Latina e estende seu proselitismo ao Brasil. O risco é, sim, grande. Hoje, milhares de europeus sem vínculo original com o islamismo participam de ações terroristas na Síria e no Iraque. Trata-se de uma espécie de fenômeno cultural maligno. Parece que o relativismo que tomou conta da cultura ocidental — ambiente que tende a considerar todas as escolhas justificáveis e igualmente válidas — empurra frações da juventude para a busca de um valor absoluto, ainda que seja o terror. A coisa pode ser especialmente séria entre nós porque inexiste no País uma lei antiterror. Sim, senhores! Somos a única democracia relevante do mundo que não prevê pena para ações terroristas. Todas as tentativas de votar um texto com esse conteúdo se mostraram infrutíferas. Já tratei do assunto aqui diversas vezes. Não é a primeira vez que o terrorismo dá mostras de atuar no Brasil. Em maio de 2009, foi preso no país um libanês identificado como “K”, nada menos do que um homem da Al Qaeda. Era o responsável mundial pelo “Jihad Media Battalion”, uma organização virtual usada como uma espécie de relações públicas online da Al Qaeda, propagando pela internet, em árabe, ideais extremistas e incitando o povo muçulmano a combater países como os Estados Unidos e Israel. Reportagem da VEJA de abril de 2011 informava que o iraniano Mohsen Rabbani, procurado pela Interpol, entrava e saía do Brasil com frequência sem ser incomodado. Funcionário do governo iraniano, ele usa passaportes emitidos com nomes falsos para visitar um irmão que mora em Curitiba. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descobriu que Rabbani já recrutou pelo menos duas dezenas de jovens do interior de São Paulo, Pernambuco e Paraná para cursos de “formação religiosa” em Teerã. “Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil”, disse, então, o procurador federal Alexandre Camanho de Assis. Rabbani é acusado de arquitetar atentados contra instituições judaicas que vitimaram 114 pessoas em Buenos Aires, nos anos de 1992 e 1994. Calma, que tem mais! Análise de processos judiciais e de relatórios do Departamento de Justiça, do Exército e do Congresso americanos, como informou a VEJA em 2011, expõe laços de extremistas que vivem ou viveram no Brasil com a Fundação Holy Land (Terra Santa), uma entidade que, durante treze anos, financiou e aparelhou o Hamas, o grupo radical palestino que desde 2007 controla a Faixa de Gaza e cujo objetivo declarado é destruir o estado de Israel. A Holy Land tinha sede em Dallas, no Texas, e era registrada como instituição filantrópica. Descobriu-se que havia enviado pelo menos 12,4 milhões de dólares ao Hamas e que ajudava o grupo a recrutar terroristas nos Estados Unidos e na América do Sul. Em 2001, a entidade entrou para a lista de organizações consideradas terroristas pela ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na Justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A maior pena, de 65 anos de prisão, foi para Shukri Abu Baker, fundador, presidente e diretor executivo da Holy Land, que hoje cumpre a duríssima pena numa cadeia do Texas. Curiosamente, passou despercebido o fato de que Baker é brasileiro. Mais do que isso: durante muitos anos ele manteve operações no Brasil. A Polícia Federal reúne desde 2008 provas de que traficantes ligados ao grupo terrorista Hezbollah, que domina o sul do Líbano, atuam em nosso País em parceria com o PCC. O epicentro dessa ação, em nosso território, é Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). Há muito os órgãos de segurança dos Estados Unidos consideram essa região infiltrada pelo terror, coisa que o governo brasileiro se nega a admitir. Documentos obtidos pelo jornal “O Globo” apontam que a parceria entre o terrorismo e o crime organizado teve início em 2006. Traficantes libaneses de cocaína, ligados ao Hezbollah, teriam aberto canais para a venda de armas ao PCC. Quando esses traficantes são presos no Brasil, contam com a proteção da facção criminosa nos presídios. E por que o Brasil não tem uma Lei Antiterror? Porque as esquerdas, incluindo os petistas e o MST, não querem. A razão é simples: não seria difícil enquadrar certas práticas de alguns movimentos ditos sociais entre as ações terroristas. Há, sim, um Projeto de Lei no Senado, o 499/2013. Lá se estabelece: “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação de liberdade da pessoa. Pena de reclusão de 15 a 30 anos ou de 24 a 30 anos, se resultar morte”. Outro projeto de lei, 762/2011, prevê: “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo. Pena de reclusão de 15 a 30 anos". E por que nada prospera? Porque os ditos “movimentos sociais” consideram que uma lei antiterrorismo tolheria as suas ações. Assim, as esquerdas reivindicam que, caso se vote um texto para punir esse crime, os movimentos sociais sejam considerados, de saída, inimputáveis, isto é: não haveria terrorismo quando os militantes dizem lutar em nome de uma causa. Ora, votar uma lei assim seria o mesmo que estimular a prática de atos terroristas por movimentos sociais. O Inciso XLIII da Constituição define:
“XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;”
Pois bem: não existe crime sem uma lei que o defina, estabelecendo uma pena. E o Brasil, por vontade das esquerdas, torna o terrorismo uma prática impune. Por Reinaldo Azevedo

Levy e MP, dois alvos permanentes do PT, ajudam a manter nota de crédito do Brasil e livram Dilma e o país de uma enrascada

É claro que a notícia não é boa apenas para a presidente Dilma Rousseff. É boa para o País. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s manteve a nota de crédito do Brasil, com perspectiva estável. Assim, na agência, o País permanece “BBB-”, que é o último patamar do grau de investimento. Havia um medo pânico de que viesse o rebaixamento, o que seria desastroso: o País teria mais dificuldade para se financiar, pagaria juros maiores e veria fugir investimentos de grandes empresas e fundos de pensão internacionais que não podem apostar em países no grau especulativo. Mas o “x” da questão não está aí. A Standard & Poor’s deixou claro por que manteve o rating brasileiro: confiança no ajuste fiscal que está sendo implementado pelo governo, cuja personificação é Joaquim Levy, demonizado pelas esquerdas petistas. Não só isso: a agência também elogiou o que considerou “independência” com que o Ministério Público está fazendo o seu trabalho — o mesmo Ministério Público que é alvo permanente do companheiros. “Você também já criticou o MP, Reinaldo!” E continuarei a fazê-lo sempre que achar necessário. A questão é saber qual é a crítica dos petistas e qual é a minha. Os leitores que me interessam e que quero sabem fazer a distinção. Assim, vejam que mimo: Dilma só não entrou numa encalacrada dos diabos — e, com ela, todo o País — porque os dois principais alvos do petismo — Levy e o Ministério Público — concorreram para que a S&P mantivesse o rating do País. Por Reinaldo Azevedo

Delator diz que tesoureiro do PT era o portador das demandas de empreiteiras para a Petrobras



O ex-gerente de engenharia da Petrobras, Pedro José Barusco Filho, afirmou que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, costumava apresentar reivindicações de empreiteiras que mantinham contratos com a estatal, incluindo resolução de problemas envolvendo licitações, celebração de aditivos e inclusão na lista de empresas cadastradas na petroleira. O depoimento foi prestado no dia 12 de março e anexado aos autos da Operação Lava Jato nesta segunda-feira (23). Barusco deu novo depoimento prestado na Operação Lava Jato e reconheceu ter recebido pelo menos US$ 97 milhões em propinas em contas bancárias abertas em nome de suas empresas offshore no Exterior, dinheiro que se comprometeu a devolver à União. Segundo Barusco, os pedidos de Vaccari eram atendidos "dentro do possível, no limite dos procedimentos e requisitos técnicos da Petrobras". O ex-gerente afirmou que manteve com Vaccari cerca de uma reunião por mês entre meados de 2011 a meados de 2013, quase sempre acompanhados do diretor da área de serviços da Petrobras, o petista Renato Duque, indicado ao cargo pelo PT. As reuniões, segundo Barusco, ocorreram em diversos hotéis, como Ceasar Park, Sofitel Copacabana e Windsor Copacabana, no Rio de Janeiro, e Sofitel Sena Madureira, Transamérica Morumbi e Meliá da Alameda Santos, em São Paulo. Além de reivindicações das empreiteiras, segundo Barusco nas reuniões se discutia o andamento de projetos e contratos na Petrobras sobre os quais Vaccari tinha interesse em ter conhecimento. Outro tema central das reuniões era, ainda de acordo com o ex-gerente, "as divisões do pagamento de propina" relativas aos contratos das empresas de construção civil com a Petrobras. Ele disse que, depois de cada reunião, ia "buscar o operador que trabalhava com a empreiteira contratada". Barusco contou que as primeiras reuniões foram marcadas por Renato Duque, que depois agregou Vaccari às conversas. Os encontros eram agendados com antecedência por mensagens eletrônicas. O delator disse que utilizava na época, para esses encontros, pelo menos sete telefones celulares com prefixo do Rio de Janeiro. O ex-gerente voltou a reconhecer que recebeu propina acerca de um contrato fechado entre o estaleiro Kepell Fels e a empresa Sete Brasil. Os depósitos, disse, foram feitos pelo operador Zwi Zcornick em conta aberta pelo ex-gerente no banco Delta em Genebra, na Suíça. Barusco afirmou que "tem certeza que o valor destinado a João Vaccari foi pago, uma vez que somente passou a receber a sua parte após o faturamento do contrato ter ultrapassado o montante da propina destina a Vaccari". Segundo anotações entregues à Polícia Federal, Vaccari teria recebido US$ 4,5 milhões somente naquele contrato. O ex-gerente da Petrobras também deu mais um detalhe sobre as propinas que passou a receber em 1997 da empresa holandesa SBM. Segundo ele, o dinheiro lhe era entregue pelo operador Julio Faerman. Sem explicar o motivo, ele disse ainda acreditar que "a SBM não sabia deste pagamento".

Netanyahu pede desculpa por declaração sobre árabes feita no dia das eleições

Menos de uma semana após as eleições legislativas em Israel - nas quais seu partido saiu vencedor, o premiê do país, Binyamin Netanyahu, pediu desculpas nesta segunda-feira (23) por seus comentários sobre o voto dos árabes na eleição. "Sei que as coisas que disse há poucos dias feriram alguns cidadãos e feriram os árabes de Israel. Não tinha a intenção de fazê-lo, e peço desculpas por isso", disse o premiê. Na terça-feira (17), dia das eleições, Netanyahu advertiu em uma transmissão de vídeo on-line que árabes compareciam em massa para votar, levados por ônibus pagos pela esquerda, e conclamou seus seguidores a irem às urnas para impedir a derrota da direita.
 

Nesta segunda-feira, após muitas críticas, especialmente do esquerdismo, é claro, o chefe do Executivo se referiu publicamente a essa sua atitude. "Vejo-me como primeiro-ministro de cada um de vocês, de todos os cidadãos israelenses, sem distinção de religião, raça ou gênero", afirmou o premiê, após ter dito que "minhas ações como primeiro-ministro, incluindo o investimento de peso em grupos minoritários, provam completamente o contrário. Também acho que nenhuma autoridade de fora de Israel deva interferir em nosso processo democrático". Nas eleições de terça-feira passada, o Likud, partido de Netanyahu, obteve 30 cadeiras no Parlamento, desmentindo as pesquisas, que mostravam a sigla atrás do União Sionista, de centro esquerda. Alguns analistas não descartam que a fala do premiê, chamada de desesperada, tenha tido influência no resultado do pleito. Os comentários foram criticados no fim de semana tanto pela Casa Branca como por árabes e por Isaac Herzog, do União Sionista, que será o líder da oposição nessa próxima legislatura. Herzog acusou Netanyahu de humilhar 20% da população com o intuito de obter um punhado de votos.

Árabes tomarão "medidas necessárias" no Iêmen, diz chanceler saudita

Os países árabes tomarão medidas necessárias para combater a "agressão" da milícia xiita houthi contra o governo do Iêmen se uma solução pacífica para o caos do país não for encontrada. A promessa foi feita nesta segunda-feira (23) pelo chanceler da Arábia Saudita, príncipe Saud al-Faisal. Os houthis e o presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansur Hadi, estabeleceram governo rivais na capital Sanaa e na cidade de Áden, respectivamente, encaminhando-se com o que parece ser um conflito militar aberto. Uma outra parte do país é dominada pelos terroristas da Al Qaeda. Questionado se a Arábia Saudita, vizinha do Iêmen, ofereceria apoio militar ao presidente Hadi, que o país reconhece como governante legítimo, o chanceler afirmou: "Certamente, países na região e o mundo árabe tomarão as medidas necessárias para proteger a região de agressão". O príncipe saudita cobrou que todas os lados rivais no Iêmen, incluindo os houthis, integrem diálogos de paz na Arábia Saudita. Perguntado sobre o apoio do Irã aos rebeldes xiitas, o chanceler saudita disse ser contra a "interferência" de Teerã e criticou o que ele chamou de esforços iranianos para "estimular conflito sectário" em países árabes. O Irã é um país de maioria persa e xiita, diferente da Arábia Saudita, majoritariamente árabe e sunita. Saud deu as declarações em uma entrevista coletiva ao lado de seu homólogo britânico, Philip Hammond, que afirmou que o Reino Unido e seus aliados estão discutindo que resposta dar à crise. "Nenhum de nós quer ver uma ação militar", disse. Mais cedo, no Cairo, o chanceler interino do Iêmen, Riyadh Yaseen, nomeado pelo presidente Hadi, pediu que uma intervenção militar dos países do Golfo, além da imposição de uma zona de exclusão área para interromper os avanços dos rebeldes houthis. 

Agência rebaixa nota da Sete Brasil para "calote seletivo"

A agência de classificação de risco Standard & Poor´s rebaixou a nota da Sete Brasil, principal parceira da Petrobras para a exploração do pré-sal, para SD (calote seletivo). O motivo foi o não pagamento de US$ 250 milhões que haviam sido emprestados pelo britânico Standard Chartered e haviam vencido no dia 17 de março. O banco acionou o fundo garantidor do setor naval para receber sua parte no "seguro contra calote". O Standard Chartered fez parte de um grupo de bancos estrangeiros que, juntos, concederam R$ 2,6 bilhões à Sete, empréstimos que já tinham sido renegociados anteriormente. A agência afirmou que ainda é possível um acordo entre a empresa e outros credores, mas que os riscos são maiores, já que a Sete não tem garantido o financiamento de longo prazo. A Sete Brasil foi criada com a promessa de que haveria financiamento de longo prazo do BNDES, que já deveria ter liberado US$ 9 bilhões à companhia. Um dos principais projetos do governo Dilma, ela gerenciaria a construção de 28 sondas para uso na exploração do pré-sal. A empresa, no entanto, entrou na investigação da Operação Lava Jato após Pedro Barusco, ex-diretor de operações, confessar ter cobrado propina dos estaleiros contratados para fazer as sondas -reproduzindo na Sete os desvios praticados na Petrobras quando foi gerente da estatal. A partir daí, o banco de fomento segurou o desembolso do empréstimo de longo prazo. Para manter as operações enquanto esperava os recursos do BNDES, a Sete contraiu um empréstimo de curto prazo de R$ 12 bilhões, de um grupo de bancos nacionais e estrangeiros. A maior parte dessas dívidas já venceu, e o BNDES não pretende liberar o dinheiro diretamente para a empresa. A proposta do banco de fomento é repassar o dinheiro aos bancos credores, que assumiriam o risco. Santander, Itaú e Bradesco, que fazem parte do grupo credor, tentaram deixar com a Caixa Econômica e o Banco do Brasil a tarefa de financiar a Sete. Na reunião realizada na última semana, os bancos públicos admitiram estudar o negócio, desde que o valor fosse inferior a US$ 9 bilhões. Para isso, a Sete precisaria encolher, reduzindo o número de sondas inicialmente planejadas. O Santander e o Bradesco, que além de credores são também sócios do empreendimento, aceitam uma redução no projeto, mas não querem que ela seja drástica a ponto de comprometer o retorno dos R$ 8,3 bilhões que investiram. Analistas do mercado acham que o BNDES pode também ter passado a duvidar da viabilidade do projeto. A Sete foi criada numa fase em que o barril de petróleo estava acima de US$ 100,00. O preço despencou para US$ 55,00.

Collor diz que Janot não tem "estatura moral" para comandar Procuradoria

Em discurso na tribuna do Senado, o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) acusou nesta segunda-feira (23) o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de não ter "estatura moral" para comandar o Ministério Público Federal. Incluído por Janot na lista de políticos investigados pelo esquema de corrupção na Petrobras, Collor disse que o procurador faz "chantagem" e descumpre leis ao exercer sua função de chefe do Ministério Público. "O senhor Janot continua chantageando e sendo chantageado, continua promovendo mais e mais privilégios para a sua categoria, continua desviando condutas, descumprindo leis, normas, súmulas e ritos. Esse grupelho, essa parte disfuncional da Procuradoria-Geral da República é que, por excelência, desnatura o seu trabalho e desqualifica seus membros", afirmou Collor. É a segunda vez que o senador sobe à tribuna para criticar Janot desde a divulgação da lista de políticos suspeitos de participação no esquema de corrupção na Petrobras. O senador é conhecido por fazer discursos contrários à Procuradoria Geral da República, mas intensificou as críticas após a divulgação da chamada "lista Janot". O doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema de corrupção, disse em depoimento que o ex-presidente da República recebeu cerca de R$ 3 milhões em propina em negócio da BR Distribuidora. O fato não foi citado por Collor em seus discursos, que faz ataques ao Ministério Público sem se defender das acusações. Collor disse, na tribuna, que recebeu denúncias de que Janot tem um "comportamento cambaleado" na Operação Lava Jato, sem permitir aos citados na lista que se defendam das acusações. "Se as diligências da Polícia Federal mal começaram, como pode ele já ter prontas em suas mãos todas as denúncias? Baseadas em que provas foram feitas as mesmas?", questionou. O senador disse que a estratégia de Janot é "jogar a população contra os supostos envolvidos", sem permitir que prestem esclarecimentos ou sejam julgados: "Sinceramente, não é esse o papel institucional de um órgão vital para o Estado democrático de direito. Não é essa a responsabilidade e, menos ainda, o exemplo que o chefe maior do Ministério Público deve demonstrar". Collor disse que Janot se considera um "arremedo de presidente da República" e subprocuradores do Ministério Público agem como "ministros de Estado". O senador diz existir um processo de "empoderamento" da Procuradoria Geral da República que representa um "risco" para a população brasileira. O ex-presidente também criticou o fato de Janot ter aparecido publicamente segurando um cartaz com os dizeres: "Janot, você é a esperança do Brasil". "A mais fiel caricatura desse eixo político individualista do Ministério Público foi a atitude do procurador-geral da República, ao compartilhar a foto daquele momento deprimente em que ele fez questão de empunhar um cartaz aludindo-o como o salvador da pátria. Resta saber a que pátria se refere".

Líder de governo, o chefe de cuequeiro José Guimarães, irmão do mensaleiro José Genoíno, diz que a petista Dilma é vítima de campanha midiática. O cara deve estar com uma miopia gigante...

O líder do governo na Câmara dos Deputados, o chefe de "cuequeiro" José Guimarães (PT-CE), irmão do mensaleiro José Genoíno, afirmou nesta segunda-feira (23) que a presidente petista Dilma Rousseff é vítima de uma campanha midiática "sem precedentes" e que a reprovação ao seu governo é "conjuntural e momentânea". O sujeito deve estar com uma brutal miopia e ninguém o avisou. "Quem lutou, como nós lutamos, contra a ditadura não pode se assustar com a voz das ruas. Já vi prefeito ser rejeitado por 85% da população e depois ser reeleito", afirmou Guimarães. Dilma é a mandatária com a mais baixa popularidade dos últimos 22 anos, segundo o Datafolha (62% classificam sua gestão como ruim ou péssima).Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira também a aponta com a segunda mais baixa popularidade da história recente – 64,8% de reprovação, praticamente a mesma do tucano Fernando Henrique Cardoso em 1999, durante a crise da desvalorização do Real (65%). De acordo com Guimarães, colaborou com a piora da avaliação do governo uma campanha contrária da mídia, que, na sua opinião, supervalorizou os protestos de 15 de março contra a corrupção e o governo federal. Naquele dia, houve protestos em mais de 150 cidades do País, incluindo as capitais de todos os Estados. Em São Paulo, 1.400,000 pessoas foram às ruas, em uma manifestação política que superou a das Diretas Já, em 1984. Após os protestos, o governo tenta reorganizar sua base de apoio no Congresso e anunciou a reedição de um pacote anticorrupção, entre outras medidas. O pacote é uma farsa, é café requentado de 2013.

Agência de risco S&P mantém selo do Brasil de local seguro para investir

A agência internacional de classificação de risco Standard & Poor´s manteve nesta segunda-feira (23) a nota de crédito do Brasil. O `País segue, assim, com o chamado grau de investimento (selo de bom pagador). A S&P acredita que a presidente Dilma Rousseff manterá o apoio ao ajuste fiscal promovido pela equipe econômica e que as medidas de austeridade ganharão eventualmente o suporte do Congresso. Com isso, na avaliação da agência de risco, a credibilidade do governo será "gradualmente restaurada", pavimentando o caminho para um crescimento mais robusto da economia a partir do ano que vem. A nota de crédito do Brasil em moeda estrangeira foi mantida em BBB- e a de curto prazo em A-3. "A S&P era uma das agências que mais preocupavam, pois é aquela segundo a qual o Brasil está apenas um grau acima do especulativo (com elevado risco de calote). Se a S&P rebaixasse o país e fosse acompanhada de mais uma agência, uma série de fundos que são obrigados a investir em países com grau de investimento seriam forçados a retirar seus investimentos do Brasil", afirma Fabio Lemos, analista de renda variável da São Paulo Investments. Para Lemos, a manutenção do grau de investimento do país pela S&P deve ter sido motivada por alguma informação do governo envolvendo o balanço auditado da Petrobras. "Sem isso, o governo poderia ter que capitalizar a empresa, o que prejudicaria o ajuste fiscal prometido", diz.

Bomba-relógio

duque
Duque se irritou com perguntas sobre a mulher na CPI da Petrobras
A mulher de Renato Duque, Maria Auxiliadora Tibúrcio Duque, é uma bomba relógio prestes a explodir, na avaliação de quem conhece o casal. Por Lauro Jardim

À deriva

EAS:  problemas em série
EAS: problemas em série
Depois da demissão de 2 400 pessoas há duas semanas, agora é o diretor de operações doEstaleiro Atlântico Sul, Ivo Dworschak, que acaba de deixar o posto. A razão da saída foi o rompimento do contrato com a Sete Brasil. O executivo era contra. Achava que o estaleiro poderia, no futuro, assumir as encomendas dos concorrentes que estão quebrando. Faltou combinar com os sócios, as empreiteiras Camargo Correia e Queiroz Galvão, enroladas com a Lava-Jato e atoladas em problemas financeiros. Por Lauro Jardim

Para Vaccari, agora só falta a preventiva (e entregar Lula)

João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, finalmente virou réu. A Justiça Federal do Paraná abriu uma ação criminal contra ele, por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, as mesmas acusações feitas a Renato Duque, ex-diretor da Petrobras. Pedro Barusco e outros 24 investigados também serão processados. Deltan Dallagnol, o procurador que chefia a força-tarefa da Operação Lava Jato, disse que há evidências de que João Vaccari Neto sabia que os pagamentos feitos a ele eram propinas. O depoimento de Eduardo Leite, vice-presidente da Camargo Corrêa foi essencial para a abertura da ação penal. Disse Deltan Dallagnol: "Ele revelou que se encontrou com Vaccari e que este pediu doações oficiais eleitorais a título de propinas." O tesoureiro do PT não quer saber de sair do cargo. O tesoureiro do PT vai ser preso mais dia menos dia. O tesoureiro do PT não parece disposto a sacrificar-se como Delúbio Soares. O tesoureiro do PT pode entregar o chefe da quadrilha, Lula. (O Antagonista)

Financial Times diz que Brasil é culpado por sua situação econômica atual


Em editorial desta segunda-feira, o jornal britânico Financial Times listou diversos pontos negativos que estão prejudicando o desempenho da economia brasileira e a imagem da presidente Dilma Rousseff. "Grande parte da culpa do que está acontecendo hoje é do próprio Brasil", afirma a publicação. "O governo, no poder há 12 anos, tem culpado fatores externos. Mas a bagunça é, em grande parte, culpa do próprio País", disse, em outro trecho do texto. Citando a crise hídrica, as denúncias bilionárias de corrupção da Petrobras, a baixa popularidade da presidente e as perspectivas de recessão econômica, o jornal disse que nem parece que é o mesmo País que há pouco tempo estava predestinado ao sucesso. E foi além, afirmando que a situação pode piorar ainda mais. "Sua (do Brasil) queda do estado de graça foi espetacular. Infelizmente, a situação, ao que parece, piorará ainda mais", ao comentar que a economia pode ter o pior desempenho desde 1931 este ano e que 2016 também deverá ser um ano ruim. A bonança vivida nos últimos anos, diz o Financial Times, com o boom das commodities, a mudança nos termos do comércio exterior, a queda do desemprego e as receitas públicas infladas, estava assentada no esteróide do boom de crédito. "O Brasil colheu os frutos da globalização sem disciplina", aponta. Com isso, a forte desvalorização do real vista atualmente "reprecifica a economia" e o real pode enfraquecer-se ainda mais. Por fim, o editorial comenta que países como Chile, Colômbia e Peru, também se aproveitaram do boom das commodities e do crédito, mas sem "a ressaca" do Brasil e, por isso, continuam crescendo.

Vaccari e Renato Duque se tornam réus no petrolão


O juiz federal Sergio Moro aceitou nesta segunda-feira denúncia contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o ex-diretor de Serviços da Petrobras. Renato Duque. pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção - Duque também responderá por formação de quadrilha. Foi aceita denúncia contra outros 25 investigados na Operação Lava Jato, entre eles o empresário Adir Assad, o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Área Internacional da petroleira. Paulo Roberto Costa, o ex-gerente de Serviços. Pedro Barusco, e os empreiteiros Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, José Aldemário Pinheiro Filho, Julio Gerin Camargo e Sergio Cunha Mendes. No mesmo despacho, o juiz Sergio Moro pediu ao Tribunal Superior Eleitoral informações sobre doações eleitorais suspeitas e decretou a quebra de sigilo bancário de empresas utilizadas no esquema criminoso, como a Power To Ten Engenharia e Rock Star Marketing, de propriedade do empresário Adir Assad. Segundo o Ministério Público, Renato Duque, Pedro Barusco e Paulo Roberto Costa foram beneficiados com pagamentos de propina. Já Vaccari recebeu propinas na forma de doações eleitorais registradas. Alberto Youssef, Julio Camargo, Mario Goes e Adir Assad intermediavam o pagamento de dinheiro sujo e lavavam os recursos, enquanto empreiteiros da Mendes Junior e OAS, por exemplo, participaram ativamente do esquema de fraude em contratos e distribuição de dinheiro a agentes públicos. Na última semana, o Ministério Público apresentou denúncia contra os 27 por considerar haver indícios de participação delas no desvio de recursos e no pagamento de propina envolvendo quatro projetos da Petrobras - os gasodutos Urucu-Coari e Pilar-Ipojuca e as refinarias de Araucária (PR) e Paulínia (SP). No caso da refinaria de Paulínia, por exemplo, o clube do bilhão fraudou a licitação, em 2007, simulando uma concorrência entre a Consórcio CMMS, a UTC Engenharia e a Andrade Gutierrez, embora o acerto e o recolhimento de propina já tivessem fixado, no escândalo do petrolão, que o Consórcio CMMS sairia vencedor, sendo que, segundo a acusação, "os demais apenas deram cobertura a ele para conferir à licitação aparência de regularidade". No caso da refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no município de Araucária, o Ministério Público aponta que houve o pagamento de propina em espécie e em contas no Exterior para a Diretoria de Serviços, na época comandada por Renato Duque. Parte do dinheiro sujo acabou, segundo a acusação, nas mãos do tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto por meio de doações registradas perante a Justiça Eleitoral. Segundo as investigações da Lava Jato, Vaccari intermediou doações de 4,2 milhões de reais de empresas investigadas que, na verdade, eram oriundos do propinoduto da Petrobras. Foram 24 repasses de empreiteiras, em dezoito meses, no período de 2008 a 2010. As contribuições foram feitas a pedido de Renato Duque. "Mais recentemente, 20.568.654,12 euros foram bloqueados em contas secretas mantidas por Renato Duque no Principado de Mônaco. Embora os valores ainda não tenham sido repatriados, nem tenha sido identificada a localização do restante do dinheiro de Renato Duque no Exterior, a parcela bloqueada conta com prova documental nos autos, inclusive o apontamento de Renato Duque é o controlador das contas", relata o juiz em sua decisão. "Também há prova documental do repasse de parte da propina, 4,26 milhões de reais em doações eleitorais registradas ao Partido dos Trabalhadores, o que teria sido feito por solicitação de Renato Duque e de João Vaccari", completa Sergio Moro. Para o magistrado, há indícios de que o tesoureiro petista participava ativamente do esquema criminoso. "As afirmações do Ministério Público no sentido de que João Vaccari tinha conhecimento do esquema criminoso e dele participava têm amparo pelo menos nas declarações diretas de Pedro Barusco e de outro acusado em processo conexo, Eduardo Hermelino Leite, dirigente da Camargo Corrêa, o que é suficiente, aliado à prova documental das doações eleitorais, para o recebimento da denúncia", afirmou Moro em sua decisão. Vaccari foi citado nos depoimentos do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do ex-gerente de Serviços da companhia, Pedro Barusco. Os três mencionaram o tesoureiro petista como responsável por receber propina em nome do partido. Barusco disse que o petista recebeu aproximadamente 50 milhões de dólares desviados entre 2003 e 2013, e que o valor desviado para o PT, também com a participação do tesoureiro, chegou a 200 milhões de dólares. Também foi Barusco quem decifrou para os investigadores o significado da palavra "Moch", que aparecia nas planilhas detalhando a divisão do dinheiro. Era uma menção ao apelido de Vaccari - "mochila", um acessório que ele sempre carrega.​

Ex-premiê espanhol defenderá líderes opositores venezuelanos


O ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González aceitou defender os líderes oposicionistas Leopoldo López e Antonio Ledezma, os dois principais presos políticos do regime venezuelano. López é acusado de organizar os protestos contra o governo de Nicolás Maduro, ocorridos no ano passado, e de depredação de patrimônio público e privado. Ledezma é acusado de conspiração contra o governo. Fontes próximas confirmaram que familiares e advogados dos opositores presos entraram em contato com o político espanhol para pedir sua "ajuda" e "colaboração". Segundo o jornal espanhol El País, a decisão de González pretende romper com o silêncio da maioria dos governos latino-americanos diante dos abusos do regime chavista. A iniciativa se deve também ao contínuo desrespeito aos direitos humanos na Venezuela e à ausência de garantias jurídicas aos acusados, presos na penitenciária militar de Ramo Verde, localizada a 30 quilômetros de Caracas. Diversas instâncias internacionais fracassaram em tentar mediar a crise na Venezuela. A mulher do prefeito Antonio Ledezma, Mitzy Capriles, fez recentemente uma visita ao Parlamento Europeu e Madri e recebeu o apoio dos principais partidos políticos espanhóis, que se comprometeram a defender os direitos humanos e os cidadãos da Venezuela. Ela também foi apoiada pelo Conselho Europeu, que se pronunciou contra a detenção dos opositores. Pedidos pela libertação vieram também da ONU, de governos americanos e de instituições como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, porém não foram atendidos. Leopoldo López está encarcerado há mais de um ano, acusado de planejar os eventos de 12 de fevereiro - data das primeiras grandes manifestações contra o governo de Nicolás Maduro em Caracas. Também responde por danos ao patrimônio, provocação de incêndio, formação de quadrilha e incitação à prática de um crime. Se for condenado, ele pode ficar até 10 anos atrás das grades. Prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, foi detido em fevereiro desse ano em seu escritório por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin, a polícia política da Venezuela). Horas depois da prisão, em uma transmissão de rádio e televisão, Maduro o acusou de estar planejando um golpe de Estado em parceria com López e com a deputada cassada María Corina Machado. A "prova" usada para justificar a prisão do prefeito foi uma carta aberta publicada na imprensa que pedia união da oposição contra o governo. Durante o comunicado, Maduro qualificou Ladezma como um "vampiro" e ameaçou os signatários do documento com um "punho de ferro chavista". O partido liderado por Leopoldo López, Vontade Popular (VP), havia anunciado em fevereiro que o advogado canadense Irwin Cotler, conhecido por defender o líder sul-africano Nelson Mandela, seria o representante legal do político. A defesa de López, no entanto, não deu informações sobre a permanência de Cotler no caso e nem se ele seria substituído por González. A ONG venezuelana Foro Penal calcula que atualmente 102 pessoas cumprem pena ou estão sendo processadas por casos relacionados à violência política na Venezuela. A instituição também denuncia a arbitrariedade das prisões.

Porsche de doleira do Petrolão presa com dinheiro na calcinha é leiloado


Foi arrematado nesta segunda-feira por 206.000 reais o Porsche Cayman, da doleira Nelma Kodama, presa pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Ela foi flagrada com 200.000 euros escondidos na calcinha quando tentava embarcar para Milão, na Itália, em março do ano passado. O veículo, fabricado em 2010, com 22.000 quilômetros rodados, foi avaliado em 200.000 reais - recebeu cinco lances de três interessados durente leilão judicial realizado em Curitiba (PR). Em outubro do ano passado, a doleira foi condenada pela Justiça Federal do Paraná a dezoito anos de prisão pela prática de 91 crimes de evasão de divisas.

Resultados da pesquisa CNT/MDA sãodevastadores para o PT e para o governo do petista Dilma Rousseff

A 127ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 16 a 19 de março de 2015 e divulgada hoje pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), mostra a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff. Aborda também a expectativa da população sobre emprego, renda, saúde, educação e segurança pública. Os entrevistados foram questionados sobre as denúncias na Petrobras, situação econômica e política do país, custo de vida, protestos do dia 15, entre outros assuntos. Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões, entre os dias 16 e 19 de março de 2015. A 127ª Pesquisa CNT/MDA demonstra forte pessimismo do brasileiro em relação aos governos, principalmente ao governo federal. Os resultados mostram queda expressiva da popularidade da presidente petista Dilma Rousseff e da avaliação do governo, em consequência, principalmente, da piora da situação econômica, do aumento da inflação e do custo de vida, do risco de desemprego, da piora nos serviços públicos e da corrupção, que passa a ser relacionada fortemente ao governo e à presidente da República. A avaliação positiva do governo federal (10,8%) apresenta o pior percentual desde a medição de outubro de 1999 (8%). Já a aprovação do desempenho pessoal de Dilma Rousseff (18,9%) é o pior índice registrado pela série histórica das pesquisas realizadas pela CNT neste quesito. O pessimismo compromete as expectativas em relação a emprego, renda mensal, saúde, educação e segurança. O cenário político é preocupante pelo alto percentual a favor do impeachment (59,7%), pelos 66,9% que não acreditam na eficácia das medidas do governo contra a crise e ainda pela descrença na política e nos políticos, com 90,1% dos que acompanham as denúncias da Petrobras acreditando que os nomes citados na lista enviada ao STF estão mesmo envolvidos em corrupção, conclui Clésio Andrade, presidente da CNT. 
AVALIAÇÃO DO GOVERNO E DESEMPENHO PESSOAL DA PRESIDENTE
FEDERAL: A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff é positiva para 10,8% dos entrevistados, contra 64,8% de avaliação negativa. A aprovação do desempenho pessoal da presidente atinge 18,9%, contra 77,7% de desaprovação.
ESTADUAL: 3,7% avaliam o governador de seu Estado como ótimo. 20,7% como bom, 39,0% como regular, 11,9%, como ruim e 14,8% como péssimo
MUNICIPAL: 4,0% avaliam o prefeito de sua cidade como ótimo. 22,8% como bom, 27,4% como regular, 13,3%, como ruim e 28,5%, como péssimo
EXPECTATIVA (para os próximos 6 meses)
Emprego: vai melhorar: 13,9%, vai piorar: 37,0%, vai ficar igual: 45,0%
Renda mensal: vai aumentar: 14,3%, vai diminuir: 49,3%, vai ficar igual: 33,4%
Saúde: vai melhorar: 13,3%, vai piorar: 40,1%, vai ficar igual: 44,5%
Educação: vai melhorar: 15,4%, vai piorar: 42,2%, vai ficar igual: 40,1%
Segurança pública: vai melhorar: 13,1%, vai piorar: 37,7%, vai ficar igual: 46,8%
CONJUNTURAIS
SITUAÇÃO POLÍTICA ATUAL
Escolha: Se a eleição presidencial fosse hoje, 55,7% votariam em Aécio Neves no 2º turno. 16,6% votariam em Dilma Rousseff e 22,3% votariam em branco ou nulo.
No 2º turno da eleição presidencial de 2014, 41,6% dos entrevistados afirmaram ter votado em Dilma Rousseff e 37,8%, em Aécio Neves. 10,8% disseram ter votado em branco ou nulo.
Desempenho: Neste início de segundo mandato, 7,5% avaliam o desempenho do governo Dilma Rousseff como positivo e 72,2% como negativo.
75,4% consideram que o segundo mandato da presidente Dilma está pior do que o anterior. 16,4% disseram que está a mesma coisa. Para 2,8%, está melhor. E 4,4% não souberam avaliar.
Itens prioritários: Para 66,7%, saúde deveria ser prioridade neste novo mandato da presidente Dilma. 46,8% consideram educação. As outras prioridades deveriam ser: emprego (24,6%), segurança (23,5%), economia (13,3%), habitação (6,6%), transporte (5,5%) e saneamento (2,6%).
Promessas: Para 81,0%, a presidente Dilma Rousseff não está cumprindo com o que prometeu nesses primeiros meses de atuação. 12,9% consideram que está cumprindo parcialmente. 4,7% disseram que ela está cumprindo sua promessa.
Dilma e Aécio: 38,0% acreditam que se Aécio Neves tivesse vencido a eleição, o governo dele estaria melhor do que o da presidente Dilma Rousseff. Para 32,6%, estaria igual. 17,4% consideram que estaria pior.
PETROBRAS E CORRUPÇÃO
Responsabilidade: 85,0% têm acompanhado ou ouviram falar das denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras. Entre aqueles que acompanham ou já ouviram falar, 68,9% consideram que a presidente Dilma é culpada pela corrupção que está sendo investigada na Petrobras e 67,9% acham que o ex-presidente Lula é culpado.
Lista: Ainda em relação aos que acompanham ou já ouviram falar das denúncias de corrupção da Petrobras, 75,7% tomaram conhecimento da lista de políticos suspeitos que estariam envolvidos no esquema de desvio de dinheiro. Entre os que acompanham ou já ouviram falar das denúncias e tomaram conhecimento da lista, 90,1% acreditam que os nomes citados estão realmente envolvidos no esquema de corrupção.
Punição: Entre os que acompanham ou ouviram falar das denúncias de corrupção na Petrobras, 65,7% acreditam que os envolvidos no esquema de desvio de dinheiro não serão punidos e 57,4% acreditam que o governo federal não será capaz de combater a corrupção. 
ECONOMIA E INFLAÇÃO
92,8% estão preocupados com a situação econômica do país hoje. Para 50,1%, o país está parado em relação à economia. 38,0% consideram que está em retrocesso e 7,2% acham que está em desenvolvimento. 
63,9% consideram que a inflação está alta. Para 29,2%, está sem controle e 3,1% acham que está baixa. 91,2% disseram que já sentiram os reflexos da inflação.
Preços (percentual de entrevistados que consideram que têm aumentado)
Água e luz (97,4%), Alimento (95,9%), Transporte (91,2%), Saúde (84,5%), 
Controle da inflação
68,7% consideram que o compromisso de controle da inflação não será mantido pelo governo federal.
MEDIDAS CONTRA CRISE POLÍTICA E ECONÔMICA
66,9% acreditam que as medidas tomadas atualmente pelo governo federal não serão capazes de reverter a crise em que o País se encontra. 
Entre aqueles que acreditam que as medidas tomadas serão capazes de reverter a crise, 51,0% consideram que os problemas serão resolvidos em um longo prazo (3 a 4 anos).
82,9% avaliam que a presidente Dilma não está sabendo lidar com a crise econômica. E para 49,5%, até o final do mandato a situação vai piorar. Na avaliação de 63,9%, a atual situação econômica do Brasil é resultado, principalmente, da corrupção. 26,5% consideram que é resultado da má gestão pública.
Reforma política: 51,1% não estão acompanhando as discussões sobre reforma política. 39,6% consideram que uma reforma política contribuirá, em parte, para resolver vários problemas atuais do país, como a corrupção. 14,3% consideram que resolverá totalmente. Outros 33,2% avaliam que a reforma política não resolverá os esses problemas.
Desafios: 50,6% acham que o maior desafio para o Brasil envolve a corrupção. Os outros desafios foram citados nesses percentuais: saúde (37,1%), economia (29,3%), educação (23,7%), segurança (20,2%), emprego (13,9%), investimento em energia (5,4%), saneamento (2,7%).
Corte de gastos: para reduzir despesas e reequilibrar as contas, sem onerar o cidadão, 43,8% consideram que deveria ocorrer uma reforma política. 27,8% acham que o número de ministérios deve ser reduzido. Para 9,0%, é necessário reduzir o número de funcionários terceirizados. 
CUSTO DE VIDA E EMPREGO
Para 68,6%, em 2015, o custo de vida vai aumentar. 77,2% reduziram suas despesas por causa da situação econômica atual. 82,3% consideram que o preço dos alimentos vai aumentar nos próximos 12 meses. Em relação aos aumentos ocorridos no início do ano (energia, água, combustível), 61,1% avaliam que foram desnecessários. 
Itens que deverão ter mais peso nas contas pessoais dos próximos 12 meses, na avaliação dos entrevistados: alimentação (72,3%), saúde (33,5%), transporte (29,6%), moradia (23,7%), educação (9,8%), lazer (9,0%).
Emprego: 43,4% têm medo de ficar desempregados.
POLÍTICA E PROTESTOS
83,2% apoiam a realização de manifestações como forma de protesto. 96,1% dos entrevistados não participaram de alguma manifestação no último dia 15 contra o governo da presidente Dilma Rousseff. 
Impeachment: 59,7% disseram ser a favor de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
PARALISAÇÃO DE CAMINHONEIROS
83,5% acompanharam as paralisações dos caminhoneiros, ocorridas em fevereiro e março. 24,1% tiveram a rotina afetada pelas paralisações. 65,6% consideram que as paralisações de caminhoneiros tiveram impacto no preço ou na oferta de alimentos
CRISE DE ÁGUA E ENERGIA
53,7% estão se esforçando muito e mudaram hábitos para reduzir o consumo de água. 59,7% estão se esforçando muito e mudaram hábitos para reduzir o consumo de energia.

Juiz Sérgio Moro envia 12 presos da Lava Jato para presídio paranaense

O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, autorizou nesta segunda-feira a transferência de doze presos da carceragem da Polícia Federal no Paraná para uma ala no Complexo Médico Penal em Curitiba. O pedido de transferência foi feito na sexta-feira pela Polícia Federal, sob a alegação de que a carceragem da Polícia Federal já estava sem espaço por abrigar tantos presos da Lava Jato. O superintendente da Polícia Federal no Paraná, delegado Rosalvo Ferreira Franco, argumenta que “está ficando inviável” acomodá-los. “Com as novas prisões que ocorreram em 16 de março de 2015 e outras que por acaso possam ocorrem nos desdobramentos da Operação Lava Jato, já está ficando inviável ficarmos com todos os presos na nossa Custódia, tendo em vista que alguns presos não podem se comunicar entre si e fica difícil acomodá-los em apenas seis celas”, afirmou Franco na petição enviada à Justiça Federal do Paraná. Sérgio Moro liberou doze transferências sob o argumento de que a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná disponibilizou uma ala no Complexo Médico Penal especificamente para os presos na Lava Jato, onde os executivos não teriam contato próximo com outros presos. “De fato, a carceragem da Polícia Federal, apesar de suas relativas boas condições, não comporta, por seu espaço reduzido, a manutenção de número significativo de preso”, afirma o juiz em sua decisão. O contato com outros detentos em uma cadeia comum é um dos principais motivos pelos quais os executivos da Lava Jato não querem ser transferidos. “Não há que se presumir que os presos da Operação Lava Jato serão vítimas de alguma violência por parte de outros detentos. Entretanto, forçoso admitir que, pela notoriedade da investigação, há algum risco nesse sentido, o que justifica colocá-los, por cautela, em ala mais reservada”, avalia Sérgio Moro. Em inspeção do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público Federal no Paraná, todos os executivos de empreiteiras disseram aos procuradores que preferiam permanecer detidos na carceragem da Polícia Federal. Sérgio Moro não autorizou a remoção do ex-diretor Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, e do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, apontado como chefe do clube do bilhão. Vão para o novo presídio Fernando Soares, o “Fernando Baiano”, apontado como operador do PMDB; o doleiro Adir Assad; Mario Goes e o petista Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras. Entre os empresários, serão transferidos Erton Medeiros Fonseca, diretor-presidente da Galvão Engenharia; João Ricardo Auler (diretor da Camargo Corrêa); Sergio Cunha Mendes, vice-presidente executivo da Mendes Júnior; Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix, e José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS. Dessa empresa, integram o grupo os diretores Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá Oliveira e José Ricardo Nogueira Breghirolli.

O rombo do fundo de pensão dos Correios não é problema nosso, mas de seus associados

Estão querendo transferir para o distinto público — você, eu e todo mundo — um rombo no Postalis que chega a R$ 5,6 bilhões. O que é o Postalis? O Fundo de Pensão dos funcionários dos Correios, cuja direção é dividida entre o PMDB e o PT. Os fundos de pensão das estatais são uma das fontes do real poder do petismo. Ali, o partido pintou e bordou nos últimos 20 anos, antes ainda de chegar ao poder. Qual é o busílis? A direção dos Postalis resolveu fazer o óbvio para tentar sanar o rombo atuarial: cobrar o dinheiro dos associados. Afinal, se todos os investimentos feitos pelo órgão tivessem sido bem-sucedidos e rendido maravilhas, ninguém se lembraria de dividir com a gente os benefícios, certo? Segundo informa o Estadão, os associados ao Postalis podem ter de empenhar até 25% do seu salário para tentar tapar o buraco. Eis que, então, entram em cena as organizações sindicais: sustentam que os funcionários dos Correios não têm de pagar coisa nenhuma e que é a estatal que deve arcar com o prejuízo. Como a empresa não fabrica dinheiro, a brincadeira consiste em assaltar o Tesouro. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios. Telégrafos e Similares (Fentect) decidiu entrar nesta segunda com duas ações na Justiça: uma para cobrar uma suposta dívida da empresa com o Postalis, de R$ 1,350 bilhão. Outra para que a estatal assuma o espeto. Tentei saber a que se refere a tal dívida. Não consegui. Quanto ao mais, dizer o quê? Onde estava a Fentect quando o Postalis investia em títulos da Argentina e da Venezuela, por exemplo? Era uma escolha de mercado ou pautada pela ideologia? O fundo investiu ainda em empresas de Eike Batista e nos bancos Cruzeiro do Sul e BVA, que quebraram e foram liquidados. Tenho uma sugestão à Fentect: que entre com outra ação na Justiça para responsabilizar civil e criminalmente os ex-diretores e eventual diretores do Postalis que fizeram negócios ruinosos. Um fundo de pensão, afinal, é um negócio privado, que diz respeito apenas aos associados, para o bem e para o mal. Só para constar: O Funcef (fundos dos funcionários da CEF) e o Petros (da Petrobras) também contabilizam perdas bilionárias. Imaginem se pega a moda de jogar a conta nas costas dos brasileiros. Por Reinaldo Azevedo

BANCO DO BRASIL, BRADESCO E ITAÚ SÃO RÉUS NA AÇÃO CONTRA A PETROBRÁS NOS ESTADOS UNIDOS

Os 15 bancos que estruturaram e distribuíram US$ 98 bilhões em emissões de títulos de dívida no Exterior (bonds) da Petrobras nos últimos cinco anos preparam sua defesa de uma ação coletiva aberta contra a empresa brasileira na Justiça dos Estados Unidos. No dia 3 de abril, as partes citadas no processo vão apresentar suas versões ao juiz federal Jed Rakoff. O grupo de bancos, entre os quais estão os brasileiros Bradesco BBI, Itaú BBA e BB Investimentos, contratou o escritório Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom para uma defesa conjunta. Este é até agora o único processo em que os bancos que cuidaram de emissões de títulos da Petrobras aparecem como réus nos Estados Unidos. Advogados falam que, dependendo do desenrolar da Operação Lava Jato, que investiga as denúncias de corrupção na empresa, podem surgir novos processos de investidores ao redor do mundo que tiveram perdas e podem querer culpar os bancos, sobretudo se a petroleira deixar de honrar algum pagamento. A estratégia dos bancos foi fazer uma defesa conjunta. Os argumentos serão apresentados ao juiz em Nova York no dia 3. Em algumas instituições, o assunto tem sido tratado diretamente pelo alto escalão. Em um dos bancos brasileiros citados no processo, o próprio diretor jurídico tem participado das reuniões com os advogados. A ação alega que o valor dos títulos da Petrobras reflete ativos financeiros inflados pela empresa para encobrir as propinas de empreiteiras e outras prestadoras de serviços. Além disso, a ação alega que no material distribuído aos investidores durante as ofertas dos papéis há informações enganosas, que omitem, por exemplo, as práticas de corrupção na petroleira. Os bancos aparecem na ação como réus ao lado da Petrobras. Nesta fase inicial do processo, os investidores evitam falar em um valor de indenização para os prejuízos. Mas a ação pode envolver o pagamento de "centenas de milhões de dólares", segundo o advogado do escritório Labaton Sucharow, Michael Stocker, que representa o município de Providence, capital do Estado de Rhode Island. Caso o juiz considere os bancos culpados, as instituições também teriam que desembolsar os recursos, não apenas a Petrobras. Advogados explicam que, apesar da responsabilidade que as instituições financeiras estruturadoras têm sobre as informações prestadas em tais prospectos, práticas de corrupção são impossíveis de serem comprovadas nos documentos e nas diligencias nos quais se baseiam. "Os bancos são responsáveis perante aos investidores em garantir a veracidade, a suficiência e a consistência das informações do prospecto, apresentadas com base em due diligence, na opinião legal de advogados e na carta de conforto dos auditores, por eles contratados", disse um advogado que preferiu não se identificar. O mesmo advogado comenta ainda que todas as informações nos prospectos são respaldadas por documentos e aquelas relacionadas à posição da empresa no mercado são baseadas em pesquisas feitas por empresas especializadas. "Se há alguma informação relevante que o estruturador considera que possa estar sendo omitida, o que tem a fazer é forçar a empresa até o limite a esclarecer, mas nenhuma das informações presentes no prospecto pode estar baseada em suspeitas". Ele explica que, para se resguardar de contestações, são realizadas conferências gravadas nas quais o emissor declara não haver nenhuma informação relevante que tenha deixado de ser fornecida.

CADA SERVIDOR DOS CORREIOS PAGARÁ 25,9% DO SALÁRIO PARA COBRIR DÉFICIT DE R$ 5,6 BI DO FUNDO DE PENSÃO POSTALIS

Funcionários dos Correios tentam evitar por meio de uma batalha judicial e de greves que os participantes do Postalis, fundo de pensão da estatal, tenham redução de um quarto nos seus salários a partir de abril de 2015 pelo período de 15 anos e meio. A informação é do Estadão. O jornal diz que a
conta é resultado de um déficit atuarial de R$ 5,6 bilhões no Postalis, controlado pelo PT e PMDB, provocado por investimentos suspeitos, pouco rentáveis ou que não tiveram ainda rendimento repassado ao fundo. Também sob influência dos dois partidos políticos, o Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal (CEF), e a Petros, da Petrobrás, contabilizam prejuízos bilionários. O Fundo está nas mãos de lideranças do PT. Leia a matéria do Estadão:
"Partiu do conselho deliberativo do Postalis a decisão de impor aos funcionários a contribuição extra que terá forte impacto sobre os salários. No primeiro momento, ficou definido um corte de 25,98% nos contracheques. O déficit será reavaliado a cada ano a partir do retorno dos investimentos e da expectativa de vida dos participantes. Um funcionário que tem salário de R$ 10 mil, por exemplo, receberá R$ 2.598,00 a menos no final do mês apenas para cobrir o déficit, além o valor da contribuição definida. Vão pagar o porcentual extra os funcionários mais antigos, aqueles que entraram nos Correios até 2008. Isso equivale a 75% do pessoal da empresa. Integrantes do fundo argumentam que o déficit bilionário é resultado da má administração dos investimentos dos últimos anos. Também acusam os Correios de não terem pago a dívida que têm com o Postalis. Por isso, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) entrará nesta segunda-feira com duas ações na Justiça Federal. A primeira contra a ECT para que a empresa reconheça que deve R$ 1,150 bilhão ao fundo e abata esse valor do cálculo do déficit que precisa ser equacionado. No outro processo, a federação quer que a estatal assuma o pagamento do déficit integralmente por entender que a responsabilidade pela má gestão dos ativos do fundo é da patrocinadora. "Esse novo reajuste repassa para nós a culpa da má administração do fundo", afirmou José Rodrigues dos Santos Neto, presidente da Fentect. Ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a federação diz reunir 30 sindicatos, que representam 74 mil trabalhadores dos 120 mil dos Correios. Na semana passada, carteiros de ao menos dez Estados brasileiros fizeram paralisação para protestar contra a contribuição extra definida pelo conselho deliberativo do Postalis. A Adcap (Associação Nacional dos Profissionais dos Correios) também irá ingressar com medida judicial. "Entendemos que os Correios deixaram de pagar essa dívida com o Postalis para maquiar o balanço e apresentar resultado positivo no ano passado", afirmou Luiz Alberto Menezes Barreto, presidente da entidade, que representa os profissionais de nível médio, técnico e superior. Os funcionários dos Correios e a empresa já fazem contribuições extras ao plano desde 2013 para cobrir o déficit de R$ 1 bilhão dos dois anos anteriores. Nesse período, foi descontado mensalmente do contracheque 3,94% do valor da aposentadoria, da pensão ou do valor previsto para o benefício - no caso dos servidores da ativa. As contribuições extras, que subiram de 3,94% para 25,98%, são para equacionar o plano de benefício definido do Postalis, sob o risco de o banco e os dirigentes do fundo serem punidos pelo órgão regulador. Na conta foi incluída uma dívida dos Correios com o Postalis de 2008, da época em que o plano de benefício definido foi saldado. Os Correios fizeram o pagamento dessa dívida, em parcelas, de 2001 até março de 2014, mas interrompeu o pagamento por determinação do Ministério do Planejamento e do Tesouro Nacional. Os órgãos de controle concluíram que a estatal saldou integralmente sua parte com o término do plano definido. O R$ 1,150 bilhão restante, segundo o governo, constitui déficit atuarial e deve ser dividido a patrocinadora (Correios) e os funcionários. O Postalis tem um entendimento diferente. O fundo entrou com ação com pedido de tutela antecipada (liminar) contra os Correios para cobrança desse montante relativo às obrigações sobre o tempo de trabalho dos participantes antes da criação do plano. Os Correios informaram, por meio de nota, que contrataram consultoria especializada para avaliar se o Postalis ou o governo tem razão.

ATÉ UMA REVOLUCIONÁRIA NÃO RESISTE E SE DESFILIA DO PT

A petista gaúcha Maristela Heck não é mais petista. Na última quinta-feira ela se desfiliou do partido, amargurada pela ladroagem que assaltou o partido, que hoje tem como líderes bandidos condenados, os quais são chamados pela militância de "heróis do povo brasileiro". Ela publicou um longo desabafo em seu perfil no Facebook. Naturalmente, continua "revolucionária", e seu provável caminho deve ser o PSOL. Leia o que ela escreveu:
"Hoje me desfilei do PT! Ao meio dia sacrifiquei o meu almoço, peguei um taxi e fui à Sede Municipal do PT na Av. João Pessoa. Enquanto estava no taxi, em minutos passou pela minha cabeça, como um "flash back", os últimos 35 anos da vida política deste País e da minha vida pessoal que se confunde com a política. Não há separação! Comecei a militar no PT um pouco antes de completar 17 anos. Vou fazer 52! É toda a minha vida! Lembrei da 1ª Sede do PT Estadual, perto do Bradesco na Voluntários da Pátria. Da Campanha de Filiação para que obtivéssemos o Registro Provisório. Das eleições de 1982, quando Olívio foi candidato a Governador. Da organização do Movimento Sindical independente. Das 1ªs Greves Gerais, quando gritávamos: "Greve Geral derruba General!" Da construção e fundação da CUT. Da Campanha das Diretas Já e da votação da Emenda Dante de Oliveira, derrotada pelo Congresso Nacional. Da caminhada que fizemos ao sairmos da Assembleia Legislativa onde assistimos em um telão a votação da Emenda Dante de Oliveira e gritávamos como palavra de ordem: "Sarney é PDS, o povo não esquece!" Que irônia! Jamais pensei que anos depois Sarney seria aliado dos governos do PT... Do Colégio Eleitoral quando Tancredo derrotou Maluf. Da morte de Tancredo e Sarney tomando posse. Da inflação galopante, dos muitos planos econômicos... Das eleições à Assembleia Nacional Constituinte e para a Constituinte Estadual, quando elegemos os primeiros Deputados Federais e Estaduais do PT aqui no Estado. Olívio Dutra e Raul Pont estavam entre eles. Do processo constituínte e das importantes conquistas decorrentes daquele processo. Da eleição de Olívio Dutra, Prefeito de Porto Alegre. "Olívio é o povo, Olívio é o novo, Olívio tem a coragem de mudar...pra cidade ser melhor do que é, pra cidade ficar melhor do que está...Olívio é o povo..." Das eleições de 1989! Do debate entre Collor e Lula.. Ainda ouço e consigo cantarolar: "Lula-lá, brilha uma estrela, Lula-lá..." Da eleição de Collor. Do Plano Collor... Dos caras pintadas exigindo o impeachment do Presidente. Da votação do impeachment de Collor...Itamar sendo empossado como Presidente no lugar do titular afastado. Do Plano Real. Da eleição de Fernando Henrique Cardoso. Dos duros anos 90, período de desmonte do estado e das políticas sociais. Da eleição de Olívio Governador em 1999. O Galo Missioneiro derrotou Antonio Brito. O nosso Governo! O Governo Olívio. Em 2002 elegemos Lula. Lembro que tirei férias e durante minhas férias na Europa foi definido pela Direção Partidária a aliança com o PL de José de Alencar. Fui crítica desta aliança. Um dia uma pessoa, favorável a aliança me falou que caso a mesma não fosse feita não seria possível chegar à Presidência da República. O pragmatismo ganhava terreno. Disse a este pessoa: Que o PT se inciava na prostituição. Restava saber se seria uma puta rica ou uma puta de rua. Enquanto conseguisse se manter como puta rica garantiria alguma respeitabilidade, todavia a prostituição é uma profissão curta, a velhice chegaria e quando chegasse, o PT viraria uma puta de rua sobre a qual todos e todas jogariam pedras. Começou o primeiro de muitos desencantos. Em 2005, estávamos fazendo um roteiro por Portugal e Espanha. Um dia ao sair do Hotel, em Viana do Castelo, uma linda cidadezinha portuguesa, onde comi nos Restaurante Três Potes a melhor rabanada da minha vida, o porteiro nos disse: "Há problemas no Brasil! Há um mesadão que o Governo Lula paga aos Deputados." Pensei: isto não é possível. Fui procurar uma lan-house para consultar a internet. As notícias eram avassaladoras. Corrupção no PT! O Chefe da Casa Civil, o Poderoso Chefão Zé Dirceu envolvido. Dilma assume a Casa Civil. Telefonava para minha mãe e a mesma tentava manter-me informada sobre os assuntos políticos. Eu lhe dizia: "mãezinha, 'je vi de bec'", confesse: "não queres que volte", expressões usadas por Jô Soares em seu programa na globo no início dos anos 80. O personagem, chamado Manoel era uma exilado político e ligava para Madalena sua mulher. As mesma lhe relatava os problemas do Brasil e o personagem respondia: "je vi de bec Madalena". Confesse: "não queres que volte, tens outro..." Reelegemos Lula! Elegemos Dilma! A primeira mulher presidenta do Brasil! Elegemos Tarso Governador! Reelegemos Dilma! Já durante a campanha de 2014 circulavam rumores sobre novas pessoas filiadas ao PT envolvidas com corrupção. Na lista do Janot constam 6 filiados ao PT apontados em irregularidades, envolvidos em atos de corrupção. O PT não afastou estas pessoas e não o fará. Demorei 10 anos para fazer o que deveria ter feito em 2005, mas sou uma mulher de longas relações, de grandes e inesquecíveis amores, de amizades duradouras... Também sou uma mulher de personalidade forte, determinada, sem “papas” na língua, incapaz de conviver com desmandos autoritários. Não me presto a isto! Cheguei à Sede do PT Municipal, encontrei um funcionário bocejando atrás de uma mesa na recepção. Lhe disse: vim me desfiliar, como faço? Houve somente uma pergunta: tens o título eleitoral? Chamou uma mulher, que nunca tinha visto, a mesma preencheu um papel e me pediu para assiná-lo. Nem uma palavra! Lhe disse: permaneci neste partido por 35 anos! Não houve sequer uma palavra. Um convite à reflexão política. Nada! Silêncio! Assinei o papel, agradeci, fui embora pensando: hoje enterrei os meus sonhos de juventude! Fui andando pela João Pessoa, passei em frente a antiga Sede do PT embaixo do Viaduto da Avenida. Refleti: não enterrei os meus sonhos de juventude. Acabei de resgata-los. Renasceu em mim a menina de 17 anos pronta para as lutas pela ética, pela democracia, pela reforma política, pela reforma agrária, pela educação e saúde de qualidade, pela qualificação da política, pelo socialismo. Talvez como Cândido ou o Otimista de Voltaire, precisei acreditar que há um mundo novo a ser construído. Vou fazer 52 anos em outubro e estou somente recomeçando. Jamais negarei ao PT a paternidade da minha formação e consciência política. Jamais negarei e para sempre defenderei as conquistas dos Governos do PT em nível nacional e estadual. Mas não posso suportar a ideia de ser conivente com atos de corrupção. Sou uma idealista, uma inocente, uma fetichista da lei. Posso agora novamente olhar-me no espelho e nos olhos daqueles e daquelas que me são caros e caras. Aos/às meus/minhas amigos e amigas que permanecem no PT: todo o meu respeito e o meu mais profundo desejo de que possam refundar o Partido que Hobsbawm definiu como a “mais democrática experiência de esquerda do século XX”. Até a vitória sempre! Viva os/as trabalhadores/as do Brasil e do Mundo!" 
Naturalmente, como uma revolucionária, ela pensa, ela imagina, que é a maior agente da história, assim como seu ex-partido bandido. E delira que tudo que aconteceu no País nos últimos 35 anos teve a marca de sua condução na história. Agora ela viu um pouquinho do quão longe levam as utopias marxistas, assassinas como sempre. No caso dela, apenas assassinou os sonhos dela, por enquanto.

OBRAS DO GOVERNO FEDERAL PETISTA NO RIO GRANDE DO SUL PARARAM TODAS

O governo da petista Dilma Rousseff falha na liberação de recursos para obras já em andamento, impõe obstáculos ao início de outras e amarra até projetos que anunciou durante a campanha eleitoral.  
Obras com andamento prejudicado no Estado
Duplicação da BR-116 entre Guaíba e Pelotas
Contorno de Pelotas
Duplicação da BR-290 entre Eldorado do Sul e Pantano Grande
Restauração e conservação de rodovias pavimentadas
Outros projetos com recursos federais no Estado
Prolongamento da BR-448 (Rod. do Parque)
Prolongamento da BR-392
Nova ponte do Guaíba
Duplicação da rodovia BR-392 entre Pelotas e Rio Grande
BR-116 na Região Metropolitana
Duplicação da rodovia BR-386 entre Tabaí e Estrela
Travessia urbana de Santa Maria 
Barragens Taquarembó e Jaguari 
Hospital de Clínicas 
Hidrelétricas de Garabi e Panambi
Ferrovia Norte-Sul
Reforma e ampliação do terminal de passageiros no aeroporto Salgado Filho
Ampliação dos sistemas de pistas e pátios de aeronaves no Salgado Filho 
Prolongamento da pista no Salgado Filho