quinta-feira, 12 de março de 2015

Estado Islâmico aceita juramento de lealdade do Boko Haram

O líder da organização terrorista Estado Islâmico (EI), que controla partes da Síria e do Iraque, aceitou o juramento de lealdade feito pelo grupo nigeriano Boko Haram, afirmou o porta-voz do EI em um áudio divulgado pela internet nesta quinta-feira (12). "Nosso califa, que Deus o salve, aceitou o juramento de lealdade de nossos irmãos do Boko Haram, portanto nós saudamos os muçulmanos e nossos irmãos jihadistas na África Ocidental", afirmou o porta-voz Abu Mohammad al-Adnani, em referência ao líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi. 
 
Líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi
Em mensagem difundida no sábado (7), o líder do Boko Haram havia jurado lealdade ao EI. "Nós anunciamos nossa fidelidade ao califa e iremos ouvi-lo e obedecê-lo em tempos de dificuldade e prosperidade", disse o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau. Nos últimos meses, Baghdadi aceitou juramento de lealdade de células terroristas do Oriente Médio, Afeganistão, Paquistão e norte da África. O Boko Haram se tornou o maior grupo a se unir ao EI. Membros da milícia fazem uma campanha militar há seis anos para criar um Estado islâmico no norte da Nigéria.

Defesa pede ao STF arquivamento de investigação contra Lobão e Roseana

A defesa do senador Edson Lobão (PMDB-MA) e da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) pediu nesta quinta-feira (12) ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento da investigação contra os peemedebistas citados em delação premiada da Operação Lava Jato. Em petição encaminhada ao ministro Teori Zavascki, os advogados de Lobão e Roseana defendem o arquivamento da investigação alegando que os depoimentos são ''contraditórios" e possuem informações ''duvidosas e inconclusivas'' prestadas em delação premiada. "Pelas contradições, certamente não justificaria a abertura de inquérito. Uma simples investigação é uma ofensa à dignidade da pessoa, ainda mais em um caso com essa publicidade", disse o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. O ex-diretor Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, que se tornaram delatores para obter uma pena menor, apresentaram versões contraditórias sobre suposto suborno a Lobão e Roseana. Enquanto Costa cita em depoimentos prestados após acordo de delação premiada que eles receberam propina do esquema de desvios da Petrobras, o doleiro rebate que não fez esses repasses. Costa diz ter recebido dois pedidos de Lobão, de R$ 1 milhão em 2008 e R$ 2 milhões em 2010. Este valor seria usado na campanha de Roseana ao governo do Maranhão, e Youssef cuidou do pagamento, ainda segundo o executivo. Youssef nega ter feito esse pagamento. Sugere que outro doleiro ou alguma empresa possa ter entregue os recursos a Roseana. No caso de Lobão, há discrepâncias sobre quem pagou e onde teria sido realizada a reunião para o acerto. Inicialmente, Costa citou o gabinete do ministério de Minas e Energia. Num segundo depoimento, mencionou a casa do ex-ministro. Para Kakay, as incongruências podem ter sido resultado de pressão sobre Costa para delatar políticos famosos. Na petição, a defesa compara o caso de Roseana com a citação da presidente Dilma. A argumentação é que o ex-ministro Antonio Palocci teria pedido, segundo Costa, dinheiro para a candidata do PT, assim como Lobão é acusado de ter pedido dinheiro para a ex-governadora. Mas, para os criminalistas, como não houve pedido de investigação contra Dilma, Roseana deveria ter o mesmo tratamento. No pedido de arquivamento de Lobão, os advogados ressaltam que Youssef desmente Costa sobre valores entregues a Roseana e ao ex-ministro. E diz que a suposta entrega de dinheiro teria acontecido em São Paulo, onde não se deu a campanha da peemedebista, então candidata ao governo do Maranhão.

Solidariedade quer apoio de 1 milhão para apresentar pedido de impeachment

O Solidariedade, partido do deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, quer aproveitar as manifestações contra o governo programadas para o fim de semana para dar fôlego à campanha pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. A meta do partido é reunir 1 milhão de assinaturas para entregar ao Congresso um pedido formal para a retirada da petista do comando do país. Para reunir o apoio, o Solidariedade vai recolher assinaturas por abaixo-assinado e também por meio virtual. A estratégia da legenda para dar peso ao pedido de impeachment é reunir pareceres com teses de até uma dezena de juristas para justificar a ação. São esperadas posições de nomes como Adilson Dallari, Cássio Mesquita de Barros, Modesto Carvalhosa e Sérgio Ferraz. Ives Gandra Martins já deu parecer favorável. Segundo Paulinho da Força, a saída de Dilma é necessária diante dos problemas políticos e econômicos, como crise econômica, alta de preços, desemprego. "Consideramos que a presidente não tem mais condições de tocar o Brasil", afirmou. "A situação é grave, a corrupção é generalizada, bilhões de reais foram roubados da Petrobras A presidente foi presidente do conselho, ministra de Minas e Energia e presidente da Republica. Nenhuma medida ela tomou. Presidente da República não pode se omitir, portanto tem fatos concretos para cassar a presidente Dilma". Atualmente, a Câmara já analisa um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, protocolado no dia 25 de fevereiro. O pedido foi apresentado por Walter Marcelo dos Santos, como cidadão. Segundo a área técnica, a tendência é que seja rejeitado. Santos alega "má gestão administrativa do Brasil e escândalos de corrupção. Desrespeito à garantia dos direitos básicos como educação, saúde, segurança, moradia e transporte e reconhecimento por parte da Presidente de sua má gestão e desvios, caracterizando improbidade administrativa". Desde 2012, a Casa já rejeitou outros 17 pedidos de impeachment contra a petista. Cabe ao presidente da Câmara decidir se recebe ou não um pedido para a retirada de um presidente. Para ser aprovado na Câmara, um pedido de impeachment tem que passar por comissão e ainda receber o apoio de 342 dos 513 deputados. Na sequência, o processo segue para o Senado, onde precisará de apoio de 54 dos 81 senadores. Após chegar ao Senado, o pedido precisa ocorrer em até 180 dias, período pelo qual o presidente fica afastado do cargo.

Justiça americana proíbe pagamento a credores e amplia calote argentino

O juiz americano Thomas Griesa voltou a proibir o pagamento a credores da dívida argentina até que o país solucione o impasse com os chamados "fundos abutres". Dessa vez, a proibição de pagamento recaiu sobre detentores de títulos argentinos emitidos sob a lei do país, mas denominados em dólares. O valor total da dívida argentina com esses credores é de US$ 2,3 bilhões. Eles pediam tratamento diferenciado, argumentando que não se trata de dívida externa e, sim, interna. Griesa havia autorizado o pagamento a esses credores por duas vezes em 2014, em caráter provisório, e havia a expectativa de que tornasse essa decisão permanente, o que não ocorreu. O pedido de pagamento foi feito pelo Citibank, que alegou que poderia perder sua licença de operação na Argentina caso não repassasse o pagamento da dívida da Argentina aos credores. O juiz, porém, recusou o pedido, afirmando que isso iria contra sua decisão, de 2014, que obriga a Argentina a pagar os fundos abutres. Esses fundos reivindicam pagamento de US$ 1,7 bilhão. Desde julho do ano passado o país está proibido de honrar pagamentos aos credores externos pelo juiz Griesa. Essa medida foi adotada para forçar o governo argentino a chegar a um acordo com os abutres. Isso, porém, colocou o país em um calote técnico, que impede a Argentina de buscar novo financiamento no Exterior. A Argentina foi incapaz de pagar os títulos da sua dívida externa em 2001, quando ocorreu o seu primeiro calote. Em 2005 e 2010, a Argentina chamou os seus credores à mesa para negociar a moratória e conseguiu reestruturar a dívida de cerca de 92% deles. Enfrentando a possibilidade de não receber nenhum centavo de dólar pelos títulos, a maioria optou por renegociar as dívidas a um preço significativamente menor. Eles trocaram os títulos antigos da dívida por papéis novos, que valem bem menos do que os originais. A minoria, contudo, optou por não negociar e permaneceu com os títulos antigos.

Ator ultra-petista José de Abre toma porre de saquê no Vietnã, e xinga os vietnamitas

Alguém precisa avisar José de Abreu, 68, que bebida e celular não combinam. Na noite da última terça-feira (11), o ator publicou uma série de tuítes xingando muito o povo vietnamita. De férias no país oriental, ele desabafava sobre ter sido roubado três vezes, uma delas por uma "senhora aleijada" que lhe bateu a carteira enquanto ele tentava ajudá-la. "Vietnã é um exercício diário de segurança. Vietnamita é o povo mais filho da puta que conheci na vida. Te fodem o tempo todo. Hoje fui roubado pela terceira vez! Quis ajudar uma senhora aleijada e ela simplesmente bateu minha carteira! O guia é outro filho da puta, estão todos mancomunados", desabafou o ator global. "Quero ir embora o mais rápido possível! Vietnamita é o coxinha asiático!" Mas a ressaca do dia seguinte deve ter sido pesada para o ator, que recebeu uma enxurrada de reclamações e respostas na rede social. Ele tem quase 95 mil seguidores. Arrependido, ele se desculpou e até prometeu ir à embaixada do Vietnã fazer um pedido de desculpas oficial. As mensagens ofensivas foram apagadas pelo ator. "Se beber não tuíte. Simples assim. Álcool com frustração profunda não combinam. Peço desculpas ao povo vietnamita pela generalização. Nada justifica minha atitude. Quando voltar ao Brasil irei pessoalmente me desculpar na Embaixada. Mas estou profundamente decepcionado. E encerro o assunto", escreveu. "A decepção que tive ao ver que minha idealização do pais não corresponde à realidade me deixou muito triste. Mas isso não era motivo para tanta baixaria. Já enviei e-mail para a Embaixada me desculpando. Mais uma vez, peço desculpas pelas bobagens que postei ontem. Claro que o tal vinho de arroz colaborou, mas a responsabilidade é toda minha". É um ordinário, desqualificado, desmoralizado. 

Eduardo Cunha aprova entrega comando da área de Comunicação da Câmara para político, petralhismo sofre outra derrota

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conseguiu aprovar na noite desta quinta-feira (12) a criação de dois cargos administrativos que serão ocupados por deputados indicados por ele, sendo que um irá comandar a área de comunicação da Casa. A idéia do peemedebista é conferir um comando político especialmente à TV Câmara, que era controlada por servidores de carreira, tudo jornalista petista, como é comum no meio jornalístico. O peemedebista pretende entregar o novo cargo ao PRB, ligado à Igreja Universal. O projeto de resolução recebeu 226 votos favoráveis, 43 contrários e 9 abstenções. Pela proposta, cabe ao presidente indicar um deputado para ser o secretário de Comunicação Social da Câmara, sem mandato fixo, podendo ser substituído a qualquer tempo. A mudança gerou um embate no plenário. Líderes do PT, PDT, PSB, Pros e PSOL pediram o adiamento da discussão, mas o peemedebista fez questão de seguir. É só ver que foi a esquerdalhada quem reclamou, ou seja, sentiu a perda do controle da área de comunicação social. Petista e esquerdopata é assim, faz entrismo em todo lugar. "A TV estava acéfala e continuará subordinada a mesa", disse Eduardo Cunha a um deputado. A jornalistas, o presidente da Câmara afirmou que não há o objetivo de alterar a linha editorial dos veículos de comunicação, mas fazer a TV cobrir a atividade parlamentar. Ele justificou que está descentralizando poderes da Presidência. Eduardo Cunha disse ainda que, antes do início da reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras, nesta quarta-feira, a TV transmitia um programa de chorinho. Ele afirma que o canal não deve competir com canais de entretenimento. "A nossa determinação é que cubra única e exclusivamente a atividade parlamentar", afirmou. Na votação, o deputado Esperidião Amim (PP-SC) afirmou que havia risco de partidarização dos veículos da Casa: "Se estivesse sentado aí um presidente do PT, muitos diriam que se quer aparelhar o sistema de comunicação da Casa". Amin se faz de bobinho, para ignorar que o jornalismo é todo petista há muito tempo. O líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE), avaliou que a proposta abria um precedente perigoso. "É um cheque em branco para qualquer presidente colocar um deputado que venha a seu serviço", declarou. O mais cotado para o posto é o deputado Cleber Verde (PRB-MA), integrante da Frente Parlamentar evangélica, mas que se diz católico. Ele terá direito ainda de indicar um servidor sem concurso com salário superior a R$ 10 mil. O outro cargo criado por Cunha é a Secretaria de Relações Internacionais, que ficará responsável pela Assessoria Internacional e o Cerimonial da Câmara. O posto também será entregue para um deputado, sem mandato fixo. O indicado será responsável por estabelecer as diretrizes da diplomacia parlamentar da Câmara; promover a cooperação com parlamentos de Estados estrangeiros; e apoiar as delegações, comitivas e representações da Câmara em missão oficial.

Nisman estava ajoelhado ao ser baleado, afirma perícia independente


O promotor Alberto Nisman estava ajoelhado quando recebeu o tiro que o matou, aponta um novo fragmento do relatório de peritos contratados pela família do promotor divulgado nesta quinta-feira pelo jornal La Nación. O documento afirma ainda que havia outra pessoa atrás do procurador e que manchas foram lavadas no local. O corpo de Nisman foi encontrado no banheiro do apartamento em que morava, em Buenos Aires, no dia 18 de janeiro, dias depois de ele ter apresentado uma grave denúncia contra a presidente peronista populista Cristina Kirchner e vários apoiadores. E na véspera de detalhar as acusações em uma audiência no Congresso argentino. As condições em que morreu continuam nebulosas. Há uma semana, a juíza Sandra Arroyo Salgado, ex-mulher do promotor, afirmou que ele foi "vítima de homicídio, sem margem para dúvidas". A investigação oficial ainda não foi concluída. Os peritos contratados pela família trabalham com fotos, vídeos e visitas ao apartamento. Em sua descrição, o promotor estava ajoelhado diante da banheira, pois não havia marcas de golpes nas costas ou na cabeça, e o sangue encontrado no lavatório, à direita, veio de uma altura baixa, o que indica que a cabeça estava perto da pia. "A vítima tinha 1,82 de altura, muito provavelmente se encontrava em um plano inferior comparado ao atacante localizado atrás e à direita", afirma o documento, que também menciona a ausência de traços de pólvora nas mãos de Nisman, como estabelecido pela perícia oficial. Os peritos independentes afirmam que não encontrar "uma só partícula característica de chumbo, bário ou antimônio afasta a possibilidade de que alguma das mãos da vítima esteve perto da arma no momento de efetuar o disparo". O estudo adverte ainda que uma parte da mão direita do promotor, com a qual teria feito o disparo, estava limpa, e o único motivo para isso seria a presença de um "objeto na mão" cobrindo esta mão direita. O estudo traz informações divergentes das divulgadas oficialmente até agora. Como a ausência de provas sobre a presença de outras pessoas no local onde o corpo foi encontrado. E também a posição do corpo, encontrado caído de costas no piso, posição que só poderia ter sido alcançada com a ajuda de outra pessoa, segundo a nova perícia. Nisman investigava desde 2004 o atentado terrorista contra um centro judaico em Buenos Aires. Em janeiro, ele acusou Cristina, o chanceler Héctor Timmerman e outros apoiadores de terem acobertado a participação do Irã no ataque, que deixou 85 mortos em 1994. A denúncia não foi acatada pelo juiz Daniel Rafecas, mas o promotor Gerardo Pollicita, que levou adiante as acusações de Nisman adiante,recorreu da decisão.

Aliado de Eduardo Cunha perde eleição no Conselho de Ética


No ano do petrolão, o deputado federal José Carlos Araújo (PSD-BA) foi escolhido para presidir o Conselho de Ética da Câmara. É a terceira vez que ele comandará o colegiado. Araújo foi eleito com treze votos, contra oito do adversário Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que tinha o apoio do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com posição estratégica, o conselho deve julgar os parlamentares envolvidos no esquema de corrupção que sangrou os cofres da Petrobras. Dos 47 inquéritos abertos contra políticos no Supremo Tribunal Federal, 22 são sobre deputados e podem ser analisados pelo colegiado. No discurso após ser eleito, José Carlos Araújo pregou a independência da atuação do colegiado e uma mudança no Regimento: que o Conselho de Ética, a exemplo do que acontece nas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), tenha o poder de convocação dos depoentes. Atualmente, a única possibilidade de ouvir as testemunhas é por meio de convite, quando não há a obrigatoriedade de comparecimento. "Nós temos de ter poder de intimidar e trazer aqui quem tem de depor. Hoje é um atraso muito grande: a gente convida, o cidadão não vem e não traz explicação. Esse é um passo importante que o conselho precisa ter", disse. No ano passado, o Conselho de Ética da Câmara foi responsável por abrir o processo que culminou na cassação do deputado André Vargas (PT), o primeiro deputado flagrado em negociatas com o doleiro Alberto Youssef, pivô da operação Lava Jato. Entre os membros do Conselho de Ética estão dois deputados que, indiretamente, aparecem na operação da Polícia Federal. Cacá Leão (PP-BA) é filho do vice-governador da Bahia, João Leão (PP), que afirmou estar "cagando e andando" após denúncias de que recebeu dinheiro de corrupção. O suplente Covatti Filho (PP-RS) também teve o pai, o ex-deputado Vilson Covatti, envolvido no escândalo. O presidente do conselho preferiu não opinar sobre a necessidade do afastamento desses parlamentares: "Aqui nós não temos a presença de um citado. O filho não pode pagar pelo pai", disse Araújo. José Carlos Araújo foi relator do processo que cassou o mandato do deputado-presidiário Natan Donadon (RO).

S&P diz que Brasil precisa cumprir metas fiscais para recuperar confiança


O Brasil tem que cumprir suas metas de superávit fiscal neste ano para recuperar a confiança dos investidores, disse nesta quinta-feira a presidente da agência de classificação de risco Standard & Poor's no Brasil, Regina Nunes. Após rebaixar o Brasil a "BBB-", perto do grau especulativo, no ano passado, a S&P está prestando mais atenção às métricas fiscais e de dívida do país do que no passado, disse Regina em seminário. A S&P atualmente atribui perspectiva estável à classificação de risco do Brasil, o que significa que não se espera mudança no curto prazo. Nos dias 4 e 5, representantes da agência de classificação de risco vieram ao Brasil e se reuniram com autoridades do Ministério da Fazenda e do Planejamento. Nelson Barbosa, do Planejamento, contou que o encontro foi "positivo" e que o governo conseguiu expor o seu lado. Entre os dias 16 e 20 deste mês, representantes da agência Fitch terão reuniões em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. O desafio da equipe econômica chefiada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, vai além do ajuste fiscal franqueado pelo superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Segundo o economista da Brasil Investimentos & Negócios (BRAiN), André Sacconato, o ministro Levy e seus secretários sabem que só o ajuste fiscal não é suficiente para reequilibrar as contas públicas e imprimir crescimento à economia. "Mas é um passo determinante porque a partir do momento que o investidor se convencer de que o Brasil tem dinheiro para pagar as contas, os investimentos virão", diz.

Para Caiado, Dilma pode ser investigada pelo petrolão


O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (DEM-GO), defendeu nesta quinta-feira que a presidente Dilma Rousseff seja investigada no escândalo do petrolão. Ele alega que a Constituição proíbe que o chefe do Executivo seja "responsabilizado" por atos alheios ao mandato, mas não que seja investigado. Caiado também contestou a interpretação de que eventuais irregularidades cometidas por Dilma tenham ocorrido apenas antes de ela assumir o Presidência, em 2011. O doleiro Alberto Youssef afirmou em juízo que Dilma, o ex-presidente Lula e a alta cúpula do governo petista sabiam do esquema de corrupção e distribuição de dinheiro sujo na Petrobras. Mais: a petista chefiou o Conselho de Administração da Petrobras de 2003 até o início de 2010, época em que foi aprovada a compra da refinaria de Pasadena - transação que, segundo o ex-diretor Paulo Roberto Costa, também envolveu o pagamento de propina. O parágrafo 4º do artigo 86 da Constituição proíbe que um presidente da República seja responsabilizado, no exercício do mandato, por atos que não dizem respeito ao exercício de suas funções. Esse argumento foi utilizado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para não apresentar pedido de investigação contra Dilma, ainda que ela tenha sido citada nominalmente pelos principais delatores do petrolão, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Juristas afirmaram que, no exercício do mandato, Dilma tem "imunidade temporária" diante de suspeitas de irregularidades anteriores à posse. "Há a tese que de que a presidente da República não pode ser investigada. Citam o artigo 86 da Constituição Federal, em seu parágrafo 4º. Mas a responsabilização é a fase seguinte do processo. Onde na Constituição existe artigo, inciso ou parágrafo que exclua quem quer que seja da investigação? A Constituição republicana preza exatamente por exigir a transparência de todos os atos e a responsabilização de todos que zelam pelo patrimônio público", discursou Caiado. Para o parlamentar, a investigação permite que as provas sejam colhidas a tempo. "Quando existe o crime, quais são as primeiras providências? Cercar o local e chamar a polícia técnica e científica para buscar as provas e indícios porque, no decorrer do tempo, elas desaparecem. Por que investigar a presidente após o final do seu mandato? É importante que possamos investigá-la para saber se existe ou não a conivência por parte da utilização do mandato na manutenção de uma diretoria que tinha por objetivo específico apagar digitais e indícios e provas de todo aquele escândalo de corrupção na Petrobras", afirmou o senador.​

Dólar renova máxima e termina o dia cotado a R$ 3,16


O dólar fechou em alta de cerca de 1% nesta quinta-feira e voltou a renovar as máximas em quase onze anos, em meio às persistentes preocupações com a situação política e econômica do Brasil. A moeda americana subiu 1,08%, a 3,1615 reais na venda, o maior nível de fechamento desde 14 de junho de 2004, quando ficou em 3,170 reais. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,6 bilhão de dólares. "De maneira geral, o dólar está no meio de um processo de mudança de patamar, em uma trajetória de alta firme. Dá para imaginar um alívio pontual, mas não uma recuperação consistente", explicou o economista-chefe da INVX Global Asset Management, Eduardo Velho. O movimento contrastou com a queda do dólar nos mercados externos, que refletia a expectativa de que a manutenção de juros mais baixos nos EUA sustente a atratividade de papéis de outros países. Essa perspectiva ganhou mais força nesta manhã após dados fracos sobre as vendas no varejo americano. Mesmo assim, os investidores continuaram apreensivos no mercado brasileiro, em meio a temores de que a resistência política à presidente Dilma Rousseff dificulte ainda mais o ajuste fiscal. Os agentes do mercado optaram pela cautela depois da divulgação de um relatório da Fitch, no qual o diretor Joe Bormann avalia que a taxa de câmbio teria que se desvalorizar a cerca de 3,75 reais para tornar as exportações brasileiras competitivas. Além disso, pesou a leitura da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de que o Banco Central teria "jogado a toalha" em relação à inflação em 2015. No documento, o Banco Central afirma que o balanço de riscos para a inflação este ano ficou menos favorável. Dúvidas sobre o futuro do programa de intervenções diárias do Banco Central no câmbio, marcado para durar até pelo menos o fim deste mês, também sustentaram as preocupações. "Se o governo achar que o dólar pode subir mais, é melhor pagar a variação cambial de agora do que a que pode vir", explicou o operador de papéis de uma corretora nacional. Essa percepção, por sua vez, reforçou as expectativas de que o BC pode não estender seu programa de intervenções diárias.

Senador Lobão diz ter sido nivelado a ‘delinquentes da Petrobras’


Ex-ministro de Minas e Energia, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), investigado no Supremo Tribunal Federal no escândalo do petrolão, negou nesta quinta-feira ter recebido propina do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa ou ter pedido, nas eleições de 2010, dinheiro para a campanha da correligionária Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão. Em depoimento, Costa relata que Lobão pediu, em 2008, um milhão de reais, sem explicar o destino final do dinheiro. Em outro caso, também segundo Costa, Lobão pediu dois milhões de reais para a campanha de Roseana. O senador peemedebista é alvo de dois inquéritos sobre a Operação Lava Jato no STF. "Nomes de pessoas honradas são expostas no mesmo patamar de delinquentes que cometeram os atentados contra a Petrobras", resumiu. "Tenho uma vida sem manchas e sem mácula. Esse é o meu patrimônio. Sem nenhuma prova, com base unicamente em controversos depoimentos colhidos em delação premiada, fui incluído entre possíveis beneficiários de ação criminosa praticada contra a empresa", disse Lobão. "Há quase três meses, quando as investigações estavam protegidas por segredo de Justiça, meu nome já estava exposto e indefeso nos meios de comunicação em uma condenação antecipada por vazamento seletivo e criminoso", completou o senador, que ainda explorou contradições entre as delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor Paulo Roberto Costa. O ex-dirigente afirma, por exemplo, que Lobão pediu dinheiro para a campanha de Roseana Sarney. Youssef, no entanto, nega. As diferentes versões apresentadas pelos principais delatores do petrolão são utilizadas pelas defesas dos políticos citados para contestar o conteúdo dos depoimentos de colaboração com a Justiça. "É preocupante o poder que se confere nas investigações contra a Petrobras ao instituto da delação premiada. A prova parece pouco relevante", criticou o senador.​

Procuradoria Geral da República pede investigação contra o senador socialista Fernando Bezerra


A Procuradoria-Geral da República protocolou nesta quinta-feira no Supremo Tribunal Federal pedido de abertura de inquérito contra o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) para apurar suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O senador é citado nos depoimentos dos delatores da Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Nos depoimentos, o nome de Bezerra aparece como representante do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto no ano passado. Bezerra foi ministro da Integração Nacional no início do primeiro governo Dilma, permanecendo no cargo até o final de 2013. Com o pedido, sobe para 50 o número de investigados no Supremo por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras - se somado o ex-ministro Antonio Palocci, que teve o processo enviado à Justiça do Paraná com recomendação de abertura de inquérito naquele foro, o total chega a 51. Segundo a PGR, por um "erro processual", o material não foi enviado junto com os demais, no dia 3 de março, ao ministro Teori Zavascki. Os procuradores perceberam que faltava um pedido na última conferência do material antes do envio ao relator do Supremo e decidiram não atrasar os demais pela falta de apenas um. Em depoimento prestado à Polícia Federal, Paulo Roberto Costa disse ter sido procurado por Bezerra em 2010 para o recebimento de propina no valor de 20 milhões de reais, que seria destinado à campanha de Campos à reeleição do governo de Pernambuco. À época, Bezerra era secretário de Desenvolvimento de Pernambuco e dirigente do Porto de Suape, complexo industrial onde está instalada a Refinaria Abreu e Lima. Paulo Roberto Costa relata que tomou conhecimento da solicitação de recursos por Youssef. O ex-diretor não soube detalhar de que forma o montante teria sido pago a Bezerra, mas indica que essa contribuição deveria ser feita por meio de recursos do consórcio Ipojuca Interligações, formado pelas empresas Iesa e Queiroz Galvão, que atuava na obra de Abreu e Lima. Já Youssef relata que negociava uma comissão inicial de 45 milhões de reais referente às obras de Abreu e Lima. O doleiro explica que o valor foi reduzido para 20 milhões de reais porque parte dos recursos anteriores havia sido encaminhada ao governo pernambucano para "resolver alguns problemas" que poderiam prejudicar a obra e os repasses a um outro consórcio, chamado Conest (formado pela Odebrecht e OAS) para construção da refinaria. Nas palavras de Paulo Roberto Costa, Bezerra "iria resolver o assunto" e, segundo Youssef o então secretário teria recebido o dinheiro para acabar com as divergências. Costa relatou ainda ter tratado do assunto diretamente com Campos. Em nota, o senador Fernando Bezerra Coelho disse ter recebido "com perplexidade" a inclusão de seu nome entre os investigados da Lava Jato, afirmou que não conhece o doleiro Alberto Youssef e resumiu a relação com o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a "contatos estritamente institucionais". "A generalidade da referência ao nome do senador Fernando Bezerra Coelho não converge para uma circunstância mínima capaz de justificar a abertura de investigação", diz a nota.​

Polícia Federal recebe 24 inquéritos para investigar políticos


A Polícia Federal recebeu nesta quinta-feira 24 inquéritos do Supremo Tribunal Federal sobre a Operação Lava Jato. A remessa marca o início das investigações policiais sobre os políticos, que só podem ser investigados na mais alta corte do país. Uma espécie de força-tarefa policial vai concentrar as investigações do caso, com auxílio de um delegado da equipe de Curitiba, que investigou o esquema de corrupção da Petrobras na Justiça Federal do Paraná. Os policiais devem fazer diversas diligências para verificar as alegações dos dois principais delatores da operação, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Entre as medidas iniciais estão a requisição oficial da lista de acessos de visitantes aos prédios da Petrobras. O objetivo é checar, por exemplo, se parlamentares visitaram o gabinete de Paulo Roberto Costa, de 2004 a 2012, como o ex-dirigente alegou em depoimentos prestados no acordo de delação premiada. No Supremo, 50 políticos são investigados por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Socorro brasileiro

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Seis horas de ajuda do Brasil
O Brasil assumiu oficialmente que precisa importar energia da Argentina e do Uruguai para tentar contornar o racionamento. Seriam até 2.000 megawatts (MW) da Argentina e 500 MW do Uruguai. Beleza. Mas, sempre há um “mas” com a área de energia do governo, não se pode esperar grande coisa da prestimosa Argentina. De acordo com dados do próprio Operador Nacional do Sistema Elétrico, ontem foi o Brasil que teve de socorrer a Argentina. Por causa do sofrível estado do parque gerador de energia argentino, ontem o Brasil teve socorreu o país de Cristina Kirchner durante seis horas, sendo o primeiro período de três horas com 300 megawatts (MW) e o segundo, também de três horas, com 200 MW. Por Lauro Jardim

PF em chamas

Teori: a favor ou contra diligências pedidas pela PF?
Teori: a favor ou contra diligências pedidas pela PF?
A cúpula da Polícia Federal está em chamas diante de uma manifestação de Teori Zavascki na decisão que autorizou a abertura dos inquéritos da Lava-Jato. Escreveu Teori: "O modo como se desdobra a investigação e o juízo sobre a conveniência, a oportunidade ou a necessidade de diligências tendentes à convicção acusatória são atribuições exclusivas do procurador-geral da República, mesmo porque o Ministério Público, na condição de titular da ação penal, é o verdadeiro destinatário das diligências executadas". Em português, Teori disse que apenas o procurador-geral poderá pedir diligências nas investigações da Lava-Jato, praticamente excluindo a Polícia Federal do processo. A tese vem sendo defendida pelos procuradores, mas delegados da cúpula e ligados à operação não aceitam isso, e lembram que o regimento do STF abre essa permissão a eles. O temor é que Rodrigo Janot não peça todas as diligências adequadas contra os políticos, o que pode prejudicar a investigação e facilitar a absolvição dos futuros réus. Por Lauro Jardim

Verde e amarelo

A sede da Fiesp, na Avenida Paulista
A sede da Fiesp, na Avenida Paulista com a imagem da bandeira
Desde a sexta-feira passada, o prédio da Fiesp passou a ficar coberto à noite com a imagem digital da Bandeira do Brasil. O que isso significa? Apoio à manifestação do dia 15? Por Lauro Jardim

Querosene mais barato

Dino: com os pepinos deixados por Roseana
Dino: estímulo ao turismo
Enquanto boa parte dos estados aperta o cinto para fechar as contas, o governador do Maranhão, Flávio Dino, decidiu estimular o turismo abrindo mão de parte do ICMS cobrado sobre o querosene de aviação no estado. Na segunda-feira, o governador vai assinar um decreto que reduz o imposto a companhias aéreas que operam em até três municípios maranhenses e em rotas internacionais. As alíquotas atuais, de 25%, vão cair a 7% às aéreas que voam para três municípios e outros países, a 12% às que operam em duas cidades e a 17% às empresas que têm apenas um destino no Maranhão. Por Lauro Jardim

Goergen depois de Eduardo Cunha

Goergen: pedido para depor na CPI
Goergen: pedido para depor na CPI
Depois de Eduardo Cunha, será a vez de Jerônimo Goergen depor na CPI da Petrobras. Hugo Motta prometeu marcar para a semana que vem, após pedido do deputado gaúcho para depor. Por Lauro Jardim

Ex-OGX definha um pouco mais

eike
Rêmora: exploração inviável à OGPar
A OGPar, ex-OGX, acaba de devolver à ANP o campo de Rêmora, localizado na Bacia de Campos, por ser absolutamente inviável sua exploração em termos econômicos. Por Lauro Jardim

Gabrielli, gênio da raça petista, inventa a corrupção orgânica e a corrupção a valores de mercado. É nojento!

Estejam certos: nunca antes na história “destepaiz” se viu ou ouviu algo parecido. Não! Erro! Nunca antes na história deste mundo! José Sérgio Gabrielli, o petista que presidiu a Petrobras no período em que a empresa foi dominada por uma quadrilha, fez uma declaração que só não chega a ser surpreendente porque vem de quem vem. Segundo ele:
1: é impossível detectar corrupção na Petrobras;
2: ainda que tenha havido sobrepreço — leia-se: corrupção —, ele estava dentro dos parâmetros de mercado.
Assim, Gabrielli acaba de dar duas contribuições fundamentais à área de produção, administração e negócios. Aprendemos que:
1: existe uma corrupção que é orgânica. Se o mundo das empresas fosse um corpo, haveria o apêndice dos canalhas, que fazem parte do processo;
2: existe a corrupção de mercado.
Gabrielli é um cínico. Não é de hoje. Ele tem um profundo desprezo pela inteligência alheia e costuma argumentar com a mão no coldre, como se o fato de ser agressivo o tornasse certo ou uma pessoa séria. Foi assim que arrancou risos de escárnio quando insistiu que a compra da refinaria de Pasadena foi um bom negócio, o que já foi negado por Graça Foster, ex-presidente da estatal. Segundo o TCU, a operação rendeu um prejuízo à estatal de quase US$ 800 milhões. Com arrogância característica, Gabrielli atribuiu a impossibilidade de detectar corrupção ao gigantismo da empresa. Assim, temos uma terceira lição: a corrupção é diretamente proporcional ao tamanho do empreendimento. Uma birosca da esquina sempre terá uma contabilidade honesta; já a Apple ou a Microsoft mereciam figurar num dos círculos do inferno. 
Mas há mais: se, dado o tamanho da Petrobras, é impossível detectar corrupção, então corrupta a Petrobras era e… continua a ser. Como se trata de uma empresa pública e como não será privatizada, Gabrielli disse aos deputados que continuaremos a ser roubados.
Que grande contribuição a deste petista! É de tal sorte maldita sua herança na Petrobras que a atual direção não consegue nem fechar um balanço. Aliás, fico imaginando o que estão a pensar os investidores mundo afora depois das declarações de Gabrielli. Qual deve ser o rating de uma empresa que não tem como saber se alguns bilhões foram ou não para o ralo da corrupção?
De resto, como esquecer? Em 2009, instalou-se uma CPI para investigar irregularidades na Petrobras, inclusive na refinaria Abreu e Lima. Gabrielli e Dilma vieram a público para detonar a comissão. Diziam que nada havia a apurar. Dilma chamou a contabilidade da empresa de exemplar. Orçada originalmente em US$ 2,5 bilhões, a refinaria de Pernambuco já custou em torno de US$ 20 bilhões.
Mas sabem como é… Não dava para saber. Era a corrupção orgânica. Era, segundo Gabrielli, a corrupção de mercado.
Que nojo! Por Reinaldo Azevedo

Além de Dilma, Battisti "pega junto"

O terrorista italiano Cesare Battisti, que matou quatro pessoas na década de 70 e os portais brasileiros continuam a chamar de "ex-ativista", foi preso pela PF em Embu das Artes, cidade próxima a São Paulo. A juíza federal Adverci Rates Mendes de Abreu, de Brasília, a pedido do Ministério Público Federal, considerou nula a decisão de Lula que concedeu permanência no Brasil ao assassino. Ela mandou, então, que o vagabundo fosse deportado para a França ou o México, que o acolheram entre a sua fuga da Itália e a sua vinda para o Brasil. A juíza federal utilizou um argumento simples: Cesare Battisti está no Brasil em condição irregular, por ter entrado no país de forma ilegal, ter cometido crimes dolosos na Itália (matou quatro pessoas a sangue frio) e não ser um refugiado político, na avaliação do Supremo Tribunal Federal. O advogado do meliante foi pego de surpresa. Provavelmente contava com os amigos de Brasília para aliviar, mas eles estão muito ocupados com outros criminosos. Pois é, PT, não bastasse ter de proteger Dilma Rousseff, agora é preciso salvar Cesare Battisti. Contamos com o Judiciário para "pegar junto" e não largar. Mas acaba de nos ocorrer que talvez os petistas tenham avaliado que a deportação do bandido fará saltar a popularidade da presidente de 7% para 8%. (O Antagonista)

FIES: Dilma mente de novo e mete a mão no sonho universitário.

O governo da petista Dilma Rousseff decidiu mudar a concessão de recursos pelo Fies, maior programa de financiamento estudantil do País, com quase 2 milhões de alunos. Bandeira da gestão petista que teve uma explosão de gastos nos últimos anos, ele passará a limitar a quantidade de financiamentos concedidos em cada curso e em cada faculdade e contará com um novo sistema unificado on-line para mostrá-las. O aluno que adere ao Fies tem a mensalidade bancada pelo governo em instituição privada. O valor é restituído à União após a formatura. Atualmente, a intermediação do programa ocorre diretamente em cada faculdade e não existe nenhum limite divulgado oficialmente para a concessão de vagas. Até 2014, conseguia acesso ao financiamento praticamente todo mundo que pleiteava vaga em curso com nota 3 ou superior em avaliação federal (que vai de 1 a 5). Neste ano, em meio à crise orçamentária, já estão sendo aplicados novos critérios para conceder financiamento - embora sem anúncio oficial. Na prática, foram impostos alguns obstáculos (como teto das mensalidades) que estão dificultando as inscrições, revoltando alunos e provocando filas nas faculdades à espera de cadastros. O próximo passo será uma mudança geral no Fies, provavelmente a partir do segundo semestre deste ano. O secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, disse que a pasta já tomou a decisão de criar um sistema unificado do Fies nos moldes do Sisu (que distribui vagas das universidades federais). A definição da quantidade de vagas no Fies considerará, primeiramente, a verba do Orçamento disponível. A partir daí, a distribuição seguirá critérios de qualidade (quanto maior a nota do curso, mais financiamentos) e proporcionalidade (quantos alunos pedem financiamento para determinado curso historicamente). Segundo Costa, a lógica já está sendo aplicada num momento de "transição". Nesta quarta-feira (11), pela primeira vez, a pasta reconheceu que as mudanças no programa neste ano foram tomadas também devido a restrições orçamentárias. O discurso até então era de garantia de qualidade ao ensino. O Fies foi reformulado em 2010 para incentivar um aumento de matrículas. Os juros da dívida do aluno passaram de 6,5% para 3,4% ao ano - financiamentos privados chegam a 2% ao mês. O total de financiados saltou de 76 mil em 2010 para 1,9 milhão em 2014. O gasto federal no programa foi de R$ 1 bilhão para R$ 14 bilhões. No fim de 2014, foi fixado que alunos devem ter ao menos 450 pontos no Enem para obter o crédito. Até então, não havia trava. A União também passou a demorar mais para pagar as faculdades. Em audiência no Congresso, Costa citou portaria de dezembro, que determinou que a União fará oito pagamentos às faculdades em 2015, em vez dos tradicionais 12.

Paulo Roberto Costa pagou propina de R$ 30 milhões para Cabral e Pezão.


A arrecadação de dinheiro para o "caixa dois" da campanha de Sérgio Cabral (PMDB) e Luiz Fernando Pezão (PMDB) em 2010 foi decidida dentro de um dos palácios sedes do governo do Rio de Janeiro, segundo o depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, reproduzido no termo de colaboração número 4. "No primeiro semestre de 2010 foi chamado diretamente pelo governador Sérgio Cabral no gabinete em um dos palácios do governo que o declarante não sabe precisar qual, para tratar de assunto ligado a contribuições para a campanha de reeleição", cita o documento da delação premiada. Segundo Paulo Roberto Costa, o então vice-governador Pezão e o então secretário da Casa Civil do governo do Rio de Janeiro, Regis Fischner, estavam presentes na reunião na sede do governo. Cabral e Pezão negam envolvimento com o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. A Procuradoria Geral da República encaminhou na manhã desta quinta-feira ao Superior Tribunal de Justiça os pedidos para abertura de inquéritos que investigarão Pezão, Cabral e o governador do Acre, Tião Viana (PT). O relator dos casos no STJ, ministro Luiz Felipe Salomão, deve autorizar a abertura dos procedimentos ainda nesta quinta-feira. A exemplo dos casos no Supremo Tribunal Federal, os processos vão tramitar sem sigilo. A PGR, nas petições, já fez os primeiros pedidos de diligência. O objetivo da reunião descrita na delação foi pedir uma "ajuda" para a campanha. Cabral e Pezão foram reeleitos na ocasião e, em outubro de 2014, o vice conquistou mandato de governador do Rio de Janeiro. "O governador Sérgio Cabral orientou que o declarante deveria manter contato com Regis para alocar o apoio para campanha de reeleição", cita o termo de colaboração. Uma reunião num quarto de hotel – no Leblon ou em Ipanema – teria sido agendada posteriormente pelo secretário. Paulo Roberto Costa, então, fez contatos com empresas responsáveis por contratos das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). "Nesta oportunidade foi explicado para as empresas que elas deveriam ajudar a campanha do governador, fazendo pagamentos para o caixa dois", disse o delator. O valor pago foi de R$ 30 milhões, segundo o ex-diretor, dinheiro que seria equivalente a propina do esquema. Paulo Roberto Costa afirmou ainda que conheceu Cabral em 2007, numa reunião para tratar das obras do Comperj. Ele não soube dizer se o gabinete usado para a reunião foi o do Palácio Guanabara ou o do Palácio Laranjeiras. O delator também não soube precisar se a reunião para o pedido de "ajuda" à campanha ocorreu no Guanabara ou no Laranjeiras. Segundo o delator, os recursos para a campanha de Cabral e Pezão vieram de empresas que atuavam na obra do Comperj. Conforme o ex-diretor, o consórcio Compar, formado pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e UTC, contribuiu com R$ 15 milhões. O restante foi pago por outras empresas, como Skanska, Alusa e UTC, disse o delator. Pezão e Cabral vão ser investigados num mesmo inquérito. Governadores têm foro privilegiado junto ao STJ, e não ao STF. Entre os envolvidos nas delações premiadas da Operação Lava-Jato, uma outra autoridade tem foro junto ao STJ: o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte, que exerce atualmente o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia. Negromonte, porém, será investigado em inquéritos no STF, por conta da conexão a fatos supostamente cometidos por parlamentares do PP. O outro governador a ser investigado, também por meio da instauração de um inquérito, é Tião Viana (PT), do Acre. Ele é suspeito de ter recebido R$ 300 mil do esquema, conforme os delatores Paulo Roberto e o doleiro Alberto Youssef. Na STF, os inquéritos foram instaurados na noite da última sexta-feira. São 49 investigados, entre eles 12 senadores e 22 deputados federais. Os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estão na lista.

Petista Tião Viana: ontem abraçado com Dilma, hoje investigado pelo STJ


Ontem o petista Tião Viana, atual governador do Acre, decretou um ponto facultativo branco e reuniu quase cinco mil pelegos para receber Dilma Rousseff no seu estado. Claque com direito a ônibus, sanduba de mortadela e tubaína. Hoje Viana foi denunciado ao STJ por receber R$ 300 mil do Petrolão, para a sua campanha ao Senado em 2010. Nunca o Petrolão esteve tão perto de Dilma. (CoroneLeaks)

Terrorista assassino idolatrado pelo PT e PSOL é preso e será deportado para Itália


A Polícia Federal prendeu na tarde desta quinta-feira o terrorrista italiano assassino Cesare Battisti para fins de deportação. Ele foi preso na cidade de Embu das Artes (SP) e levado para a Superintendência da Polícia Federal na capital paulista. A Polícia Federal cumpriu uma decisão da 20ª Vara da Justiça Federal. No dia 26 de fevereiro, a Justiça Federal determinou que o terrorista, condenado na Itália por assassinato, seja deportado. Em janeiro de 2009, governo brasileiro concedeu status de refugiado político a Battisti. Em seu último dia de mandato, o alcaguete Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações", recusou o pedido da extradição feito pela Itália. “No presente caso, trata-se, na verdade, de estrangeiro em situação irregular no Brasil, e que por ser criminoso condenado em seu país de origem por crime doloso, não tem o direito de aqui permanecer, e portanto, não faz jus à obtenção nem de visto nem de permanência. Ante o exposto, julgo procedente o pedido para declarar nulo o ato de concessão de permanência de Cesare Battisti no Brasil e determinar à União que implemente o procedimento de deportação aplicável ao caso”, afirmou a juíza do caso. Membro do grupo Proletários Armados para o Comunismo, Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por envolvimento em quatro assassinatos na década de 1970. A decisão da juíza federal Adverci Rates Mendes de Abreu, titular da 20ª Vara do Distrito Federal, foi tomada após ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal, no Distrito Federal. que questionava a concessão de visto a Battisti. A Justiça considerou que a concessão do visto é ilegal e concluiu que ele deve ser deportado.

Março de 2015 não tem nada a ver com Junho de 2013. Ou: Mais fervura na água do estado de direito

É uma tolice rematada comparar a manifestação de domingo, que ainda nem aconteceu, com os protestos de junho de 2013. Nos breves momentos em que a população sem bandeira militante foi para as ruas naquele ano, nada aconteceu de mais grave. Foram extremistas de esquerda e outros vagabundos que optaram pela violência, muito especialmente os black blocs. Black blocs com os quais, não custa lembrar, Gilberto Carvalho, então secretário-geral da Presidência, confessou que conversava. Um governo que dialoga com bandidos quer bagunça, quebra-quebra, violência. Exceto em razão da eventual infiltração de agentes provocadores — e isso sempre é possível —, os que ocuparão o espaço público no domingo estarão falando em defesa da lei, em defesa da ordem, em defesa da decência, em defesa do patrimônio público. No domingo, vão para as ruas pessoas que trabalham, pessoas que estudam, pessoas que trabalham e estudam. Ninguém quer quebrar nada. No domingo, não ouviremos intelectuais de meia-tigela a fazer digressões sobre as virtudes de depredar o patrimônio privado. Os que se manifestam contra o governo do PT não querem quebrar estações de metrô, não querem incendiar ônibus, não querem invadir a propriedade alheia, não querem nada de mão beijada. Os que vão às ruas no domingo pedem algo muito singelo: que uma quadrilha de assaltantes tire suas patas do estado brasileiro. Que um partido entenda de uma vez por todas que não tem o monopólio da representação popular. Que o grupo político que está no poder compreenda que suas muito tímidas, até acanhadas, políticas sociais não lhe dão o direito de se assenhorear do futuro do país. Os que vão às ruas no domingo repudiam, enfim, essa máquina perversa que junta partido, órgãos do estado e sindicatos e que pretende tomar o lugar da sociedade brasileira; execram essa máquina que tem a ambição de que suas dissensões e composições internas sejam mais importantes do que os problemas do país. Os que vão às ruas no domingo não têm por hábito transgredir a lei. Quem faz isso é o MST. E o MST vai marchar na sexta. Quem faz isso é o MTST. E o MTST vai marchar na sexta. Quem faz isso são partidos de extrema esquerda que agora dizem querer “defender a Petrobras”. E os partidos de extrema esquerda vão marchar na sexta. Fascistas de esquerda, em suma, estarão longe das ruas no domingo. Elas serão ocupadas por defensores do patrimônio público. Até agora, as únicas agressões de que se tem registro foram protagonizadas por milicianos do PT e da CUT, às portas da Associação Brasileira de Imprensa. O Junho de 2013, exceção feita a um breve período, era protagonizado por quem queria um estado ainda maior, ainda mais presente, ainda mais perdulário. O Março de 2015 levará às ruas brasileiros que costumam estar ocupados demais para carregar bandeira. Ocorre que eles cansaram de arcar com a conta bilionária dos desmandos. Precisamos é de mais fervura na água da democracia, do estado de direito, da Constituição. Com alegria, com determinação, com esperança. Por Reinaldo Azevedo

À CPI, Eduardo Cunha diz que inquérito contra ele é escolha política

O peemedebista ainda tentou desqualificar a tese de que empreiteiras como a Camargo Corrêa tenham feito doações oficiais ao diretório do PMDB como pagamento de propina negociada por ele. O peemedebista voltou a criticar Rodrigo Janot. “Ele não tem como afirmar que as doações feitas ao comitê financeiro do PMDB tenham sido feitas porque eu as coloquei lá, ainda mais fruto de benefício indevido. isso é uma afirmação leviana”, disse. Deputados de vários partidos usaram o tempo a que têm direito no colegiado para “absolver” Cunha. Isso inclui os líderes do PSDB, Carlos Sampaio, e do PT, Sibá Machado. Sibá disse não haver provas contra Cunha e enfatizou que falava em nome de sua bancada. “Vossa excelência não perde de maneira alguma a legitimidade de presidir essa Casa”, disse André Moura (SE), líder do PSC. Para os petistas, a postura dócil tem uma razão óbvia: a extensa lista de membros do partido sob suspeita de participação nos desvios não permite que o PT adote um tom acusatório. Já os tucanos enxergam em Eduardo Cunha um eventual aliado em disputas contra o governo. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) perguntou se Cunha abriria mão, de forma voluntária, dos seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. O presidente da Câmara disse que não ia fazer “bravata”: “Se a comissão entender que deve, ela deve fazê-lo”.

O terrorista italiano Cesare Battisti é preso em São Paulo

O terrorista italiano Cesare Battisti acaba de ser preso na cidade de Embu das Artes, em São Paulo. Em decisão proferida em 26 de fevereiro e divulgada no dia 3 deste mês, a juíza federal Adverci Rates Mendes de Abreu, de Brasília, atendeu a pedido do Ministério Público Federal e considerou ilegal ato do Conselho Nacional de Imigração, que concedeu ao terrorista Battisti visto de permanência definitiva no Brasil. Para a juíza, o ato contrariou “norma de observância obrigatória” da Lei 6.815/1980 (Estatuto do Estrangeiro), que impede a concessão de visto a estrangeiro condenado ou processado em outro país por crime doloso. Na decisão, a magistrada determina que a União implemente procedimento de deportação para o México ou a França, países pelos quais Battisti passou antes de chegar ao Brasil. Battisti foi condenado em seu país à prisão perpétua em razão de quatro homicídios praticados na década de 70.

ESPANTOSO! Era impossível detectar corrupção na Petrobras, diz petista que presidiu a empresa por 12 anos

Em depoimento à CPI da Petrobras, o ex-presidente petista da estatal, o monumentalmente incompetente José Sérgio Gabrielli, afirmou nesta quinta-feira que não era possível detectar o esquema de corrupção desvendado pela Operação Lava Jato. Ele justificou que isso era “impossível” pelo grande volume de recursos movimentados em contratos da estatal e pela forma de ação dos responsáveis diretos pelos desvios. É um vagabundo incapaz, qualquer jornalista com um mínimo de discernimento descobriria a ladroagem e o método empregado em dois dias de estudos de qualquer um dos projetos e processos correspondentes. Isso é uma canalhice brutal. “É impossível identificar esse tipo de comportamento internamente. Isso é um caso de polícia”, afirmou aos parlamentares. Ele argumentou que, apesar dos desvios, os contratos onde havia pagamento de propina tinham valores dentro dos parâmetros da estatal. Gabrielli é o segundo depoente convocado pela CPI para falar sobre o petrolão. O primeiro foi o ex-gerente de Serviços, Pedro Barusco, que falou aos parlamentares na terça-feira. Além deles, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi ouvido nesta quinta-feira porque se voluntariou a comparecer. Quando o relator Luiz Sérgio (PT-RJ) perguntou sobre as indicações políticas para diretorias da Petrobras, Gabrielli foi evasivo: disse apenas que o governo tem seus “próprios critérios”. O depoimento de Gabrielli, que presidiu a Petrobras entre 2005 e 2012, começou por volta das 14h30 e segue em andamento. O gigantesco incompetente petista Sérgio Gabrielli foi o presidente do Petrolão. Gabrielli também afirmou que a elevação no preço da refinaria pernambucana de Abreu e Lima, tratada como superfaturamento de mais de 600 milhões de reais pelo Tribunal de Contas da União, é efeito de três fatores: a alta do dólar, uma revisão no projeto inicial e a falta de infraestrutura adequada na região da refinaria. O relator Luiz Sérgio (PT-RJ) evitou perguntas mais específicas sobre os casos de corrupção. Gabrielli, por sua vez, fez uso de respostas longas, o que irritou a oposição. “Estamos assistindo a uma palestra sobre petróleo”, reclamou o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT). Quando os demais parlamentares passaram a fazer perguntas, Gabrielli admitiu que partiu da estatal a indicação de Pedro Barusco para uma diretoria da Sete Brasil, empresa construtora de sondas que tinha 5% de participação acionária da Petrobras. Na Sete, Barusco manteve seu esquema de cobrança de propina em parceria com o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Gabrielli já afirmou, em entrevista ao Jornal Nacional, que a indicação não partia da Petrobras. Agora, reconhece: “Foi um equívoco”. De acordo com ele, a indicação foi feita pela diretoria da estatal. Ainda assim, o ex-presidente diz que a decisão não passou por ele: “Não é uma indicação pessoal minha”. Ele provocou risos no plenário da CPI ao dizer que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que deixou um prejuízo de mais de um bilhão de dólares, foi um bom negócio: “Com certeza. Não tenho dúvida quanto a isso”.

PAULO COSTA E BRASKEM CONTAM COMO A BRASKEM PAGAVA PROPINA PARA CONSEGUIR INSUMOS BARATOS PARA O PÓLO DE TRIUNFO

Alexandrino, ao lado, de pé, costumava acompanhar Lula em suas viagens de caixeiro viajante 

 repórter David Friedlander, informa hoje na Folha que a indústria controlada pela Odebrecht queria garantir matéria-prima barata da Petrobras, inclusive para o Pólo Petroquímico de Triunfo RS, do qual a própria estatal é sócia. Ou seja, a Braskem pagou propina para seu próprio sócio. Paulo Roberto Costa e Youssef afirmam ter recebido US$ 5 milhões por ano; empresas negam pagamentos. Nem bandido de morro toma dinheiro do sócio da quadrilha. Os acertos da propina foram feitos em hotéis e na sede da Braskem em São Paulo. Segundo os delatores, um dos participantes das reuniões sujas é o executivo da Odebrecht, Alexandrino Alencar, que acompanhou Lula e também Tarso Genro em várias viagens internacionais, inclusive a Cuba. Alexandrino Alencar é muito conhecido de personalidades notórias do Rio Grande do Sul, especialmente no mundo político, jornalistíco, publicitário e cultural do Estado,, onde circulava com grande desenvoltura. Teve até presidente (comunista) da Associação dos Dirigentes de Vendas do Estado que trabalhou para esse personagem. Até um mês atrás, a Braskem mantinha queda de braço com a Petrobrás, ameaçando fechar o Pólo Petroquímico do Rio Grande do Sul para impor seus preços aos insumos básicos e assegurar sua margem de lucro. Os governos Tarso e Sartori ajudaram politicamente a empreiteira de Marcelo Odebrecht, diante dos apelos da empresa, políticos da região e entidades empresariais. 

PASTOR VOLNEI DERROTA A COMUNISTA MANUELA D'ÁVILA NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA ASSEMBLÉIA

Não foi surpresa a derrota de Manuela D’Ávila na disputa pela presidência da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. O que surpreendeu foi que a comunista perdeu para o pastor Volnei da Silva Alves. Os governistas, que possuem ampla maioria na Assembléia, votaram com Volnei, menos Enio Bacci, PDT, que ficou com Manuela. Teria sido uma monumental ofensa à memória das dezenas de milhões de vítimas do comunismo a eleição de Manuela D'Ávila para a presidência da Comissão de Direitos Humanos. Essa comunista já teve como "faróis da humanidade" tipos assassinos sanguinários como Nicolae Ceausescu, da Romênia, e o facínora Enver Hoxa, na Albânia.  

INDEPENDENTES DO SENADO GANHA REFORÇO DE ALOYSIO E CUNHA LIMA. ANA AMÉLIA E LASIER MARTINS INTEGRAM O GRUPO.

Encorpa-se o grupo de independentes do Senado, do qual faz parte a senadora gaúcha Ana Amélia Lemos. O grupo ganhou a adesão de Aloysio Nunes Ferreira e Cássio Cunha Lima. Todos estiveram na reunião desta semana, realizada na casa do senador Luiz Henrique. O grupo também é integrado por Lasier Martins e Cristovam Buarque.

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL INVESTIGA SE AUMENTO NO VALOR PAGO POR CAÇAS GRIPEN FOI IRREGULAR

O Ministério Público Federal abriu um procedimento preparatório para investigar possíveis irregularidades na compra de 36 caças Gripen NG (New Generation) pela Força Aérea Brasileira no valor de US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 16,8 bilhões atualmente). Segundo a Procuradoria da República do Distrito Federal, a investigação teve início em 19 de fevereiro, após a representação de um procurador solicitando a apuração de “possíveis irregularidades no aumento do valor da aquisição dos caças Gripen nos contratos firmados com a empresa Saab”. O governo assinou em outubro de 2014 o contrato com a empresa sueca para a aquisição das aeronaves militares, que só começam a chegar em 2019. O valor final que será pago é US$ 900 milhões maior que o previsto na proposta inicial apresentada pela fabricante.

NA CPI, EDUARDO CUNHA CHAMA LISTA DE JANOT DE "PIADA"

Em depoimento na CPI da Petrobras, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o incluiu na lista de investigados da Operação Lava Jato de forma “leviana” para criar “constrangimento”. Cunha classificou os pedidos de abertura de inquérito da Procuradoria Geral da República contra 47 políticos de “piada”, “escolha política” e tentativa de transferir a “crise” de um poder para o outro.

BRIGADA CONTERÁ E PRENDERÁ PROVOCADORES QUE SE INFILTRAREM NA PASSEATA DE DOMINGO EM PORTO ALEGRE

Brigada Militar e organizadores da Marcha sobre Dilma acertaram ontem que os próprios manifestantes indicarão desordeiros em caso de infiltração na concentração e passeata deste domingo em Porto Alegre. Eles serão expurgados e presos. O cenário começa a ficar tenso em Porto Alegre, tudo em função das provocações que MST e CUT começaram a promover ontem e hoje na Capitral. Trata-se de uma orquestração do PT, do governo Dilma e dos seus aparelhos sindicais e ongueiros, destinada a perturbar os protestos do dia 15.

YOUSSEF DIZ QUE JOSÉ OTÁVIO GERMANO (PP) GANHOU PROPINA POR MEIO DE DOAÇÃO OFICIAL

O deputado federal José Otávio Germano (PP-RS), investigado na Operação Lava-Jato, teria recebido dinheiro desviado de contratos da Petrobras por meio de doações oficiais para sua campanha eleitoral. É o que diz o doleiro Alberto Youssef em seus depoimentos de delação premiada. Em 2006, não há registro de repasses do diretório nacional ou de empresas investigadas na Lava-Jato para Germano. Já em 2010, o deputado recebeu R$ 839.107,54 do diretório nacional do PP, sendo que a origem do dinheiro não é descrita pelo TSE. Das empreiteiras que formariam o cartel, aparecem entre os doadores da campanha a Engevix (R$ 20 mil), a Camargo Corrêa (R$ 200 mil) e a Queiroz Galvão (R$ 200 mil).

COVATI VAI A ZAVASCKI E ENTREGA PROCURAÇÃO PARA QUE ELE ABRA SEUS SIGILOS FISCAL, BANCÁRIO E TELEFÔNICO

O ex-deputado federal Vilson Covatti, do PP do Rio Grande do Sul, acaba de requerer sua própria quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki. Covati quer produzir provas negativas, já que o Ministério Público Federal e a Procuradoria Geral da República não forneceram provas para pedir o início de investigações contra ele. É uma atitude coletiva que tomaram os deputados federais do PP do Rio Grande do sul. 

BOLOGNESI CONFIRMA INSTALAÇÃO DE USINA TÉRMICA E TERMINAL DE REGASEIFICAÇÃO PARA RIO GRANDE; INVESTIMENTO IRÁ A R$ 2,3 BILHÕES

No final da tarde da última segunda-feira, a diretoria da Câmara de Comércio de Rio Grande recebeu diretores do Grupo Bolognesi, o terceiro maior operador de térmicas do País e responsável pela construção da usina termelétrica e do terminal de regaseificação previstos para operarem em 2018. Falou o vice-presidente do Grupo Bolognesi, Paulo Cesar Kutzen. Ele informou que no último leilão de energia, em 2014, a empresa conquistou dois empreendimentos: um em Rio Grande e outro em Suape (PE): "O prazo de fornecimento de energia é de 25 anos. Período que vamos permanecer aqui, no mínimo. A disponibilidade de gás para o extremo Sul do Brasil vai permitir a ampliação da capacidade industrial. O ganho não é da térmica. Nós a vemos como uma âncora. Vai ser a primeira operação, no Brasil, direta de GNL, da regaseificação da térmica e depois para o sistema. Vamos injetar gás na região e o gás que está lá em cima não precisa descer, e isso beneficiará o País como um todo". O projeto prevê a construção do terminal de recebimento e regaseificação de GNL, da usina termelétrica, além do gasoduto e linha de transmissão, que terá conexão na subestação do Povo Novo. O terminal terá capacidade de 14 milhões de metros cúbicos por dia, poderá receber dois navios cargueiros/mês e ficará situado ao lado do terminal da Petrobras. Ele contará com um navio de estocagem e regaseificação de forma permanente. A usina terá capacidade de 1.280 mw e irá se localizar no Distrito Industrial. O terminal representará 50% do volume que o Brasil importa de gás da Bolívia. O gasoduto Rio Grande-Triunfo terá 311 km de extensão. A construção do píer durará 24 meses e terá investimento R$ 130 milhões. A Usina Termelétrica do Rio Grande será constituída de três turbinas a gás. As emissões gasosas atendem aos padrões internacionais. A construção da UTE levará 36 meses, com investimentos de R$ 2,3 bilhões. "Teremos energia suficiente para abastecer quatro milhões de pessoas. Isso compreende 11% do consumo do Rio Grande do Sul, que hoje importa 3.500 mw de energia", explicou Temke.A linha de transmissão para conectar a usina à subestação do Povo Novo terá 37 km. O prazo de construção é de 12 meses e investimento de R$ 30 milhões. Até o final deste mês estará definida a construtora que atuará nas obras. A construção iniciará tão logo seja obtida a licença ambiental, prevista até maio.

SOLIDARIEDADE PEDE QUEBRA DOS SIGILOS TELEFÔNICOS DE JANOT E JOSÉ EDUARDO CARDOZO

O deputado federal Paulinho, do Solidariedade, acaba de protocolar requerimento para quebrar os sigilos telefônicos do procurador Rodrigo Janot e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O pedido inclui o uso da Internet. Na avaliação do deputado, Janot e Cardozo encontraram-se várias vezes fora da agenda, inclusive no Exterior, na Argentina, para combinar de que modo levariam a lama do Petrolão para dentro do Congresso.

JANOT PEDE AUTORIZAÇÃO DO STJ PARA INVESTIGAR GOVERNADORES PEZÃO, DO RIO DE JANEIRO, E O PETISTA TIÃO VIANA, DO ACRE

A Procuradoria-Geral da República protocolou dois pedidos de abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça que devem investigar o envolvimento dos governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do Acre, Tião Viana (PT), citados por delatores da Operação Lava Jato. Os pedidos serão analisados pelo ministro Luís Felipe Salomão, relator do caso no STJ, que irá retirar o sigilo das peças e divulgar mais informações até o fim do dia.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAÚCHO PROÍBE PARCELAMENTO DE SALÁRIOS; O DESEMBARGADOR SÓ NÃO DISSE ONDE FICA A FÁBRICA DE DINHEIRO QUE ELE DEVE TER DESCOBERTO

Em decisão liminar tomada na tarde desta quarta-feira, o desembargador Jorge Luís Dall'Agnol, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, determinou que os vencimentos de servidores públicos estaduais não poderão ser parcelados. A medida é liminar e pode ser atacada. O governo nunca informou oficialmente que parcelará os salários. As entidades de classe impetraram pela manhã um Mandado de Segurança Preventivo pleiteando que o governador do Estado do Rio Grande do Sul abstenha-se de determinar, seja mediante decreto ou de qualquer outra maneira, o pagamento de forma parcelada dos salários dos integrantes daquelas categorias. O magistrado considerou que a medida é inconstitucional. O magistrado disse que a Constituição Estadual, no art. 35, assegura o pagamento da remuneração mensal dos servidores públicos do Estado e das Autarquias até o último dia do mês de trabalho prestado. Deverá ser assegurado o pagamento integral da remuneração até o último dia do mês em curso. Como a decisão é em caráter liminar, o mérito da questão ainda será julgado no Órgão Especial do Tribunal de Justiça, em data a ser definida. O magistrado esqueceu de colocar na sua decisão o endereço da fábrica de dinheiro que só ele deve ter descoberto. 

Dilma terá agora 8 ministros na desarticulação política. É o samba-da-presidenta-doida. Não há o menor perigo de dar certo!

Não! Dilma Rousseff decidiu não ouvir Reinaldo Azevedo. Mais uma vez! E vai se dar mal de novo, eu acho. E não porque não tenha me ouvido. Mas porque eu vocalizava o óbvio. A mulher resolveu meter mais três ministros na coordenação política do governo: Gilberto Kassab (Cidades), Eliseu Padilha (Aviação Civil) e Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia). E os outros continuam lá. Não há o menor perigo de isso dar certo. Vamos ver.

Quando a presidente nomeou Aloizio Mercadante para a Casa Civil, podem procurar em arquivo, alertei para o erro. Sua tarefa era a articulação política, Jesus! “Articular” é uma palavra de emprego curioso. O verbo “articulo”, em Latim, quer dizer “dividir”, “separar”. O braço articulado de um robô, por exemplo, é composto de partes — dividido, pois — que, no entanto, unidas, permitem o movimento. O que são as articulações do nosso corpo senão isto: partes distintas, que ganham mobilidade com as junções? Um “articulador” reconhece as especificadas de cada parte, mas as torna, uma vez unidas, funcionais. É tudo o que Mercadante não sabe fazer. Ele é excelente para desarticular…
Formam ainda o Quarteto da Desarticulação Política os ministros Pepe Vargas (Relações Institucionais), Miguel Rossetto (Secretaria Geral) e Jaques Wagner (Defesa). Ah, sim: também Ricardo Berzoini (Comunicações) faz o meio de campo com os políticos. A turma tem feitos notáveis em sua biografia: uma derrota humilhante na disputa pela Presidência da Câmara; a devolução, pelo Senado, da MP da (re)oneração da Folha de salários; a certeza da derrubada do veto da presidente à correção da tabela do IR caso não houvesse negociação; a instalação da CPI da Petrobras; a humilhação na tramitação da PEC da reforma política. E vai por aí…
Nunca se viu nada igual. É claro que era preciso mudar. E Dilma fez o quê? Meteu mais três ministros na tal coordenação: Kassab, Padilha e Rebelo. Pronto! Agora haverá nada menos do que oito para cuidar de tanta… desarticulação. Na única vez em que a tartaruga e o peixe aqui de casa passaram fome, eu e a empregada julgamos que o outro estava alimentando esses animais de sangue frio, com expressões muito econômicas de afeto e que não sabem pedir. Pois é… Tartaruga e peixe de muitos donos morrem de fome. A tarefa ficou pra mim. Eu sou o Coordenador da Ração da Fauna Pecilotérmica. E pronto! Ela cuida dos homeotérmicos. Como Scarlett O’Hara, fome nunca mais!
Dilma, está na cara, nunca cuidou de uma tartaruga. Não é possível que essa multidão de oito ministros — quase 20% de seu já gigantesco ministério — possa fazer a coordenação política. Fico cá a pensar nas diferenças de estilo e de argumentos de cada um. Como aqueles fundamentos profundos da governabilidade, que costumam embalar as preocupações de um comunista como Aldo Rebello, se coadunam com o pragmatismo sempre muito raso de Gilberto Kassab? Que bons argumentos terá um ministro da Aviação Civil, como Padilha? Como tudo isso vai se combinar com o exasperante nada de Pepe Vargas?
Dilma disse nesta quarta-feira, depois da entrega de unidades do Minha Casa Minha Vida, no Acre, com um claque organizada para aplaudí-la, que esse sistema de coordenação é “muito flexível, é um sistema de governo”.
Lamento presidente, isso não é nada! É só uma grande confusão! Por Reinaldo Azevedo

Governo consegue manter sua nova proposta de correção da tabela do Imposto de Renda, mas foi por pouco; no placar, Dilma perdeu de novo

Vou explicar. Depois de sucessivas derrotas, o governo cravou o que poderia ser um pequeno tento no Congresso. Um conjunto de vetos da presidente Dilma Rousseff foi mantido. O mais importante era o que negava a correção da tabela do Imposto de Renda em 6,5% para todas as faixas salariais. Para derrubá-lo, eram necessários 257 votos — metade mais um do total de deputados. Faltaram, no entanto, 18. Votaram para derrubar o veto, contra a presidente, 239 deputados, bem mais do que os 208 que optaram por mantê-lo, alinhando-se com Dilma. Ou seja: nos números, o Planalto perdeu de novo. É que não se atingiu a marca necessária de metade mais um. Não dá para comemorar ainda o começo do fim da crise com o Congresso.

E que se note: isso aconteceu depois de o governo ter mudado a sua proposta, que previa correção única de 4,5%. Medida Provisória enviada nesta quarta criou quatro grupos: com a mudança, a isenção do IR vale para quem ganha até R$ 1.903,98 mensais. Na faixa entre R$ 1.903,99 e R$ 2.826,65, a alíquota será de 7,5%. Quem ganha entre R$ 2.826,66 e R$ 3.751,05 pagará 22%. Para quem recebe entre R$ 3.751,06 e R$ 4.664,68, a alíquota será de 22%. A maior é a de 27,5% e será cobrada de quem ganha a partir de R$ 4.664,69.
Joaquim Levy, ministro da Fazenda, teve de ir ao Congresso para, digamos, implorar que o veto não fosse derrubado. Mas vejam como são as coisas. Parece que Renan Calheiros e Eduardo Cunha, presidentes, respectivamente, do Senado e da Câmara, têm menos influência sobre o antigovernismo da base do que eles mesmos supunham. É certo que, sem a ajuda da dupla, Dilma teria sofrido outra derrota vexaminosa. Mas, mesmo com o apoio da dupla, o resultado foi magro. Reitere-se: mais deputados votaram contra Dilma do que com ela.
A síntese, então, é a seguinte: sim, se o governo não quiser tomar uma pancada atrás da outra, terá de conversar com o comando do Congresso, que está com o PMDB. Mesmo esse comando, no entanto, hoje em dia, não garante maioria folgada para Dilma. A presidente respirou um pouquinho, mas com a ajuda de aparelho. Por Reinaldo Azevedo

JORGE GERDAU JOHANNPETER CAI FORA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO GRUPO GERDAU

A família Johannpeter se afastou do conselho de administração do Grupo Gerdau, incluindo seu presidente, Jorge Gerdau Johannpeter. Seu filho André Bier Gerdau Johannpeter segue na presidência do conselho executivo. Era natural que Jorge Gerdau se afastasse da direção do grupo empresarial do aço, uma vez que está envolvendo até o nariz no escândalo do Petrolão. Ele foi membro do Conselho de Administração da Petrobras por um longo tempo, e foi incapaz de perceber o que estava acontecendo dentro da estatal. Nos Estados Unidos, deverá ser investigado e talvez até processado por estava desastrosa passagem pelo Conselho de Administração da Petrobras. Pior ainda: durante décadas ele se apresentou como o guru dos programas de qualidade na administração pública brasileira. Vê-se agora o nível da qualidade que ele defendia. 

ARTICULAÇÃO CONTRA DILMA

Líderes governistas e de oposição se reuniram a portas fechadas, em almoço na casa do deputado Paulinho da Força (SP), do Solidariedade, terça (10), discutindo estratégias de impor novas derrotas ao Planalto. Esse “blocão” planeja devolver a crise do Petrolão ao colo de Dilma. Criado em 2014 para emparedar o governo, o blocão tem oito partidos (PMDB, SD, PP, PR, PTB, DEM, PSC e PHS) e 221 deputados em exercício. Sem contar PSDB e PSB, que jogam no time da oposição.

CÂMARA PRESSIONA LEVY PARA REDUZIR PIS/COFINS

A Câmara dos Deputados declarou guerra ao ministro Joaquim Levy (Fazenda). Pressionado pela bancada ruralista, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), mandou-lhe o seguinte recado: reduza imediatamente a alíquota de PIS/Cofins sobre combustível ou os caminhoneiros voltarão à greve no fim de semana. Os ruralistas estão loucos para mandar o governo às favas, assim como o próprio Cunha. Os caminhoneiros interromperam a greve após Dilma sancionar a Lei dos Caminhoneiros. Mas o que eles querem mesmo é reduzir o diesel.

Pânico pelo protesto de domingo faz Dilma segurar seus ministros em Brasília


Informações dos serviços de inteligência sobre as manifestações de domingo (15), contra a corrupção e em defesa do impeachment de Dilma, levam pânico ao Palácio do Planalto. Ministros começaram a ser informados ontem de que não poderão deixar Brasília a partir de sexta-feira (13). Todos os órgãos do governo estarão mobilizados para tentar esvaziar os protestos ou para enfrentar eventuais “consequências”. Serviços de inteligência advertem para possíveis confrontos, domingo: milícias do MST podem agredir manifestantes pró-impeachment. Os milicianos do MST fizeram sua estréia nas manifestações em favor do impeachment, no Rio de Janeiro, cercando e agredindo opositores do governo.  Na Itália de Mussolini, jovens milicianos eram treinados para caçar e agredir opositores do fascismo. Era os “camisas pretas”. Os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça) adotam a estratégia de chamar indignação popular de “ódio”. São uns desqualificados. 

Galvão Engenharia suspende duplicação de rodovia por falta de crédito


A construtora Galvão Engenharia paralisou as obras da rodovia BR-153 no trecho entre Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO) e deve ter o cronograma de duplicação da estrada revisto pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Envolvida nas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, a empresa ainda não teve acesso a um empréstimo inicial do BNDES, de cerca de 800 milhões de reais, e chegou a demitir cerca de 400 trabalhadores. Em meio a dificuldades financeiras, a construtora também deixou de contratar outros 400 funcionários, que já deveriam estar em treinamento para a empresa assumir formalmente a operação da rodovia no início de maio deste ano. Uma das principais consequências deste impasse é o adiamento dos prazos estabelecidos. O pedido de prorrogação do cronograma de contrato, feito pela Galvão, deve ser analisado nesta quarta-feira pela ANTT. Se aprovada a prorrogação, a data de início da operação da rodovia fica condicionada à liberação do empréstimo-ponte (de curto prazo) do BNDES. O BNDES informou que, entre as seis rodovias do Programa de Investimentos e Logística (PIL), apenas a BR-153 ainda não fechou o empréstimo-ponte. De acordo com o banco, já houve contratação de quase 3,5 bilhões de reais em financiamentos desse tipo para as outras cinco rodovias do Programa. Desde o ano passado, a Galvão vem tentando a liberação desse empréstimo. Por enquanto, sem o dinheiro, a ação da concessionária na rodovia se limita a tapar buracos e concluir a adequação de uma ponte, consideradas obras emergenciais. A previsão de investimentos ao longo dos 30 anos de concessão é de 4,36 bilhões de reais.