terça-feira, 10 de março de 2015

O porcalhão ditador bolivariano apresenta projeto para poder governar por decreto lei


O ditador bolivariano venezuelano, o porcalhão Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira uma proposta para que possa emitir medidas com caráter de lei após a classificação do país como “uma ameaça à segurança dos Estados Unidos”, apresentada pelo presidente americano, o muçulmano Barack Obama. Com um discurso marcado por críticas históricas aos Estados Unidos, o ditador Maduro comparou as ações de Washington à interferência dos Estados Unidos nas nações latinoamericanas ao longo da História. O porcalhão Maduro chegou à Assembleia Nacional vestindo a faixa presidencial e foi saudado por correligionários e seguidores que gritavam em coro “Maduro, mostre ao gringo”. "Quis entregar pessoalmente e assumir toda a responsabilidade por este projeto de lei que me dê poderes para proteger a paz frente às ameaças. Essa lei surgiu com uma necessidades de ter poderes constitucionais para que eu possa me mover", afirmou o dirigente, figura típica de um ditador latinoamericano da literatura do realismo mágico de Gabriel Garcia Marques. "Falei com presidentes da América Latina e do Caribe, e o sentimento no mundo é que ninguém pode acreditar que a Venezuela seja uma ameaça contra os Estados Unidos. Isso é uma mentira, pois somos um povo nobre, democrático e líder em integração social. Há indignação e rechaço em todo mundo à lei aprovada pelo governo imperialista de Barack Obama, incluindo o de intelectuais, dirigentes sociais, congressistas e movimentos sociais nos Estados Unidos", disse o vagabundo porcalhão ditatorial. Maduro comparou as ações do governo americano a momentos históricos nos quais os Estados Unidos tentaram impor sua vontade sobre a América Latina: "Os Estados Unidos conseguiram a independência da metrópole britânica juntamente com a idéia de construir um outro império em território americano. Um império dominado pelas elites que iria conquistar o mundo. Os conflitos de hoje não são nada além de uma manifestação de uma história que já se estende por mais 200 anos", afirmou o vagabundo Maduro, em uma aula de história bem ao nível de um motorista de ônibus: "Eles usam os roteiros de Hollywood para nos enganar. Dizem defender os direitos humanos e bombardeiam a Líbia. Posam de democratas, mas são genocidas". O ditador Maduro, que dá mostras de ter chegado ao patamar do delírio, afirmou que os Estados Unidos sempre se sentiram ameaçados pela América do Sul: "Durante a Terceira República Bolivariana, no Orinoco, foram capturados dois barcos cheios de armas vindas dos Estados Unidos para apoiar as tropas espanholas. Não é uma novidade que nos considerem uma ameaça. Sempre consideraram a independência do Sul como uma ameaça. Perseguiram Bolívar, classificando-o como “o louco do Sul”, enquanto ele liderava a maior epopéia de liberdade de todos os tempos na América", afirmou o porcalhão: "Desta terra, desta miscigenação, surgiu uma força que nem os espanhóis nem os gringos puderam compreender. Aqueles que se juntam e conspiram para nos dividir e roubar nossas riquezas nunca poderão compreender este amor e este sonho. Bolívar não se ajoelhou frente a frente com Irvine, e nós não nos ajoelharemos agora". O ditador venezuelano não deixou de fora homenagens ao seu antecessor, Hugo Chávez. "Um dos legados de nosso comandante Hugo Chávez foi resgatar a história de nosso povo, os símbolos de nossa pátria e de sua grandeza. E ele deixou a todos os venezuelanos orgulhosos de sua terra, os que aplaudem e os que não aplaudem. De minha alma de revolucionário eu lhes digo: ao custo de minha própria vida se for preciso, eles não poderão com a Venezuela!" — bradou Maduro, arrancando aplausos e declarações de amor do público subserviente presente na Assembleia Nacional. O ditador miserável, cujo futuro parece inexorável o se exilado em Cuba, voltou a confirmar a realização de eleições parlamentares no país em 2015: "Chova, troveje ou relampeje, na Venezuela haverá eleições parlamentárias este ano, querendo o império ou não". Tudo o que o vagabundo quer é ao contrário, não realizar as eleições: "Se ganharmos, ganhamos. Se perdermos. Perdemos. Mas a decisão caberá ao povo venezuelano". O porcalhão Maduro criticou a classificação da Venezuela como "ameaça à segurança dos Estados Unidos": "Obama diz que somos uma ameaça por dois motivos, os direitos humanos e a corrupção. Em defesa dos direitos humanos, o império mais corrupto do planeta quer invadir a Venezuela. Faço um apelo à America Latina e ao Caribe, que juntos impeçamos esta loucura. Podemos detê-los. Obama diz que a Venezuela deve liberar todos os prisioneiros políticos, incluindo estudantes; o líder da oposição, Leopoldo López, e os prefeitos Ceballos e Ledezma. Algum país aceitaria isso? Não sou um covarde e não me ajoelharei para aceitar ordens da Casa Branca. Estas são questões internas da Venezuela. Que moral pode ter o governo dos Estados Unidos quando todos os dias assassinam jovens negros e latinos? Como podem dizer algo se violam os direitos de seu próprio povo o tempo todo?" O ditador histriônico aproveitou para expandir suas críticas ao governo americano: "A única ameaça contra os Estados Unidos está em Washington e são os políticos que não ligam para saúde, habitação e educação. São os racistas que perseguem imigrantes. Assim digo com a voz livre da Venezuela que ninguém calará. Esses assuntos serão decididos aqui, por homens e mulheres que votarão aqui, e não em Washington". A “sucessão de investidas” dos Estados Unidos foi usada por Maduro para justificar novamente a medida excepcional, ainda na na noite de segunda-feira. Graças à primeira Lei Habilitante, aprovada em novembro de 2013 e com duração de um ano, o presidente conseguiu, em um ano, promulgar 50 decretos que aumentaram o controle do Estado na economia e alavancaram alguns programas sociais. Agora, a oposição vê a medida como uma tentativa de legalizar a autocracia, anulando o Parlamento. 

Deputados envolvidos na investigação da Lava-Jato renunciam à CPI da Petrobras


Após pressão de parlamentares de vários partidos, os dois deputados investigados pelo Ministério Público no escândalo da Petrobras - Lázaro Botelho (PP-TO) e Sandes Júnior (PP-GO) - renunciaram às vagas que ocupavam na CPI que investiga os desvios na estatal. Botelho vai abandonar também o Conselho de Ética, onde ocupa vaga de titular. O deputado Cacá Leão (PP-BA), filho do ex-deputado e atual vice-governador da Bahia, João Leão, do PP - outro investigado no caso - também decidiu deixar a CPI. Mas Cacá optou por continuar no Conselho de Ética. Nenhum dos três participou da sessão da CPI desta terça-feira que ouviu Pedro Barusco, ex-dirigente da Petrobras, nesta terça-feira. Sandes declarou que decidiu sair porque acaba sendo mais visado que qualquer um dos outros envolvidos. "Primeira coisa que fiz quando cheguei hoje (terça) em Brasília foi me afastar da comissão. Até porque a gente acaba sendo mais visado que os outros investigados, que são menos citados", justificou Sandes Júnior, que era suplente na comissão. Lázaro Botelho (PP-TO), após reunião com o partido, argumentou que preferiu sair para não "atrapalhar" a sequência dos trabalhos da CPI e do conselho. Entende que sua presença poderia "embaraçar e atrasar" o andamento desses colegiados. Cacá Leão justificou a razão de permanecer no conselho, apesar de deixar a CPI: "Não pretendo deixar o Conselho de Ética. Não há nada que me impeça de participar. Meu nome não foi citado em lugar nenhum. Já está acordado com o partido. Não participo mais da CPI da Petrobrás, mas permaneço no conselho", explicou Cacá Leão. 

Governo cede e aceita reajuste de 6,5% na tabela do IR para quem ganha menos


Depois de detectar um cenário de alta probabilidade de derrubada do veto presidencial à correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), o governo decidiu ceder ao Congresso e acordou que haverá quatro faixas de reajuste para a correção do IR - variando de 4,5% a 6,5%, dependendo da renda do contribuinte. De acordo com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a correção escalonada - com faixas de 6,5%, 5,5%, 5% e 4,5% - é "suportável" dentro no cenário de dificuldades econômicas e representa renúncia fiscal de cerca de 6 bilhões de reais sobre um ano. Na prática, aumenta-se o teto para os isentos e o piso para os que terão reajuste de 6,5%. O acordo foi firmado depois de reunião de aproximadamente uma hora do ministro da Fazenda com o presidente do Senado, Renan Calheiros. O temor do Palácio do Planalto era de que, caso não cedesse no reajuste, a aprovação do projeto de lei que prevê a redução das desonerações fosse inviabilizada pela base aliada. "O importante é que houve uma construção junto ao Congresso dentro da capacidade fiscal do País neste momento de ajuste fiscal. Concluímos com um valor que é suportável", disse Levy, após deixar a reunião em que costurou o acordo no Senado Federal. A presença de Levy como negociador direto do Palácio do Planalto foi uma tentativa do governo de evitar que o Plenário do Congresso derrubasse o veto da presidente Dilma Rousseff à correção única de 6,5% e impusesse uma nova derrota do governo. Em janeiro, a presidente Dilma vetou trecho da Medida Provisória (MP) nº 656 que corrigia em 6,5% a tabela do Imposto de Renda para a Pessoa Física. A correção havia sido aprovada pelo Congresso em dezembro, mas o governo queria que o índice de correção fosse de 4,5%, que equivale ao centro da meta de inflação. Na época, Dilma justificou que "a proposta levaria à renúncia fiscal na ordem de 7 bilhões de reais, sem vir acompanhada da devida estimativa do impacto orçamentário-financeiro". Após a confirmação do acordo com as novas faixas de correção, no entanto, o ministro Joaquim Levy evitou explicar como o governo acomodar a renúncia fiscal cerca de 6 bilhões de reais. "Vamos encontrar recursos ao longo do ano para, sem deixar de cumprir a meta fiscal, que foi aprovada, conseguirmos dar esse reajuste da tabela, que é bastante importante. Certamente vamos encontrar meios e vamos fazer o esforço necessário para permitir as novas faixas. Na conversa com o Senado, chegou-se a um valor que o governo deve encaminhar na noite desta terça de um ajuste da tabela de 6,5% para a primeira faixa, indo gradualmente até 4,5%", disse o ministro. Uma medida provisória será enviada pelo Poder Executivo até esta quarta-feira para garantir validade à nova tabela. As quatro faixas de correção do Imposto de Renda entram em vigor no dia 2 de abril. Pelas regras negociadas entre o governo e o Congresso, o reajuste de 6,5% na tabela de IR atingirá cerca de 17,2 milhões de contribuintes. A faixa de 5,5% incidirá sobre 2,9 milhões de pessoas. As menores faixas, de 5% e 4,5%, atingem 1,6 milhão e 4,4 milhões de contribuintes, respectivamente. "Vinte e cinco milhões de contribuintes serão beneficiados pela nova tabela, em particular milhões vão ser beneficiados pela parte de 6,5%. Estamos aumentando o teto dos que são isentos e não pagam e estamos aumentando o piso da primeira faixa em 6,5%", disse Joaquim Levy.​ Apesar do acordo com o governo, partidos de oposição decidiram não apoiar a correção escalonada da tabela do IR. "A reunião não contou com o apoio da oposição, que não aceita o aumento de impostos. As pessoas vão pagar mais impostos. O compromisso que o PSDB tem é com o reajuste da tabela pela inflação, e a inflação hoje é maior do que os 6,5%. O que houve foi um arremedo de proposta", disse o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). A despeito da posição dos oposicionistas, eles não têm votos suficientes para derrubar o veto presidencial de Dilma Rousseff.​

Supremo reage e promove transferência de Toffoli para a Segunda Turma, que julgará a Lava Jato, e assim impedir a nomeação de um ministro "ad hoc" pela petista Dilma Rousseff



Nesta terça-feira (10), o ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, pediu para ser transferido para a Segunda Turma, para ocupar a vaga deixada por Joaquim Barbosa no final de agosto. Dessa forma, é possível que ele seja o juiz responsável por julgar os processos que surgirem das investigações da Operação Lava Jato. Com a demora da presidente Dilma Rousseff em indicar um novo membro para a Corte, o ministro Gilmar Mendes sugeriu na sessão desta terça-feira (10) a mudança para evitar que os inquéritos sejam analisados com quórum reduzido, o que aumentaria as chances de empate, que, em processos penais, sempre beneficiam o réu em julgamentos colegiados. “Quem vem é um voto que só poderia beneficiar a acusação”, afirmou o ministro Teori Zavascki. Além disso, o ministro Gilmar Mendes, afirmou que a medida impede que o novo membro da corte seja um “ministro ad hoc” – indicado pela presidente especificamente para atuar nos processos da Lava Jato. A Segunda Turma – composta atualmente por Teori Zavascki, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia – entrou, então, com um pedido à Primeira para que um de seus membros solicitasse transferência interna. O primeiro consultado, Marco Aurélio Mello, recusou. Toffoli, o segundo mais antigo na turma, apresentou requerimento para a mudança. Dias Toffoli já foi advogado eleitoral do PT e atuou como sub-chefe da Casa Civil no governo Lula, e foi indicado pelo petista para ocupar a vaga em 2009. Com a mudança de Turma, o ministro deve se tornar o relator dos processos da Lava Jato. Isso acontece porque o atual presidente da Segunda Turma, Teori Zavascki, que relata os processos, deixará a presidência em maio e o decano da corte, Celso de Mello, já afirmou que não pretende voltar a presidir o colegiado. Sobraria para Toffoli, então, comandar as sessões de análise dos casos contra os políticos envolvidos no escândalo. 

AFONSO MOTA, SAPATOS ALTOS, IGNORARÁ A MARCHA CONTRA A PETISTA DILMA ROUSSEFF

O deputado federal Afonso Mota, do PDT do Rio Grande do Sul, um tipo mais pró-petismo do que os próprios petistas, latifundiário da região da Fronteira Oeste,sobre saltos altos nos pés, avisa que não acompanhará as manifestações contra o governo Dilma e pelo seu impeachment neste domingo. Nada a estranhar. Ex-dirigente do Grupo RBS, além de membro da aristocracia ganadeira gaúcha, ele se acostumou ao longo de sua vida a cortejar o poder. Ele não pode dizer que não sabia o preço que poderá pagar por ignorar o ronco surdo das ruas.

Santa Catarina supera o Rio Grande do Sul e o Paraná no total de financiamentos concedidos pelo BRDE


A análise dos dois gráficos ao lado demonstra de que modo incompetente o governo do peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro administrou o braço gaúcho do BRDE, já que não conseguiu manter a histórica posição hegemônica do Estado frente a Santa Catarina e o Paraná. O dinheiro do BRDE destina-se a investimentos, com ênfase para a indústria. No ano de 2013, a agência de Santa Catarina conseguiu entregar R$ 240 milhões para a BMW, viabilizando sua instalação no Estado. Ao contrário dos governadores Raimundo Colombo (Santa Catarina) e Beto Richa (Paraná), que nomearam diretores experimentados na ciência da administração pública e na arte da política, o peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro preferiu entregar os dois cargos a que tem direito o Rio Grande do Sul para dois delegados do PT. Um deles, o ex-secretário da Agricultura, José Hermeto Hoffman, que está lá até hoje, nunca tinha ouvido falar em administração bancária, não gosta de banco e tem aversão ideológica a qualquer gênero de investimento ou lucro. Bom para Santa Catarina e para o Paraná. A inação gaúcha foi tão devastadora, que nos quatro anos o Paraná liderou o ranking de contratações, sendo o próprio Paraná e o Rio Grande do Sul ultrapassados por Santa Catarina no ano passado. O avanço de Santa Catarina, conforme o gráfico, registrou saltos espetaculares no quadriênio que terminou em 2014, superando desde 2013 a casa do R$ 1 bilhão por ano.

Deputado federal Luiz Carlos Heinze vai convocar o trotskista Miguel Rosseto e a empresa BSBios para depor na CPI da Petrobras

O deputado federal Luiz Carlos Heinze, do PP do Rio Grande do Sul, não esconde de ninguém que sua inclusão na Lista de Janot foi uma vingança do Palácio do Planalto. É que lá, agora, está o ministro Miguel Rosseto, na Secretaria Geral da Presidência da República. Este trotskista gaúcho, membro da organização revolucionário clandestina DS (Democracia Socialista), que parasita o corpo do PT, é ex-presidente da Petrobrás Biocombustível, na qual comprou comprou participações em duas fábricas da BSBios. Heinze aponta que o caso é uma mini-Pasadena e fez a denúncia ao Tribunal de Contas da União. Agora, o deputado do PP convocará o trotskista Miguel Rosseto e os donos da BSBios até a CPI da Petrobrás, que conforme ficou demonstrado nesta terça-feira, infernizará a vida dos aliados do governo Dilma.

Barusco em Brasília – Um relato sobre a banalidade da roubalheira

É claro que pego carona em “Eichmann em Jerusalém – Um relato sobre a banalidade do mal”, de Hannah Arendt, que registra a sua percepção sobre o carrasco nazista durante o seu julgamento em Israel, depois de ter sido sequestrado na Argentina, em 1960, para onde havia fugido, e conduzido a julgamento. Não estou, é evidente, estabelecendo uma comparação na escala do horror. Seria um absurdo. Meu ponto é outro. O livro de Hannah Arendt gerou algumas incompreensões — despropositadas, como todas. Alguns entenderam que ela deitou um olhar condescendente sobre o monstro que estava no banco dos réus. Bobagem! O que a espantava era o fato de que, à sua frente, não estava o que parecia ser um gênio do mal, um ser bilioso ou atrabiliário. Também não era um ideólogo, um prosélito, um convicto, um belicoso. Tratava-se, em suma, de um homem comum, medíocre, de um burocrata do mal. E só. Aquele que seria o defeito do livro — os relevos pobremente humanos de Eichmann — resumia, na verdade, o seu real valor. As sociedades livres são permeáveis a essa degeneração. Os que servem aos piores regimes não estão necessariamente comprometidos com as suas teses. Por isso, meus caros — e aqui sou eu, não Hannah Arendt —, é preciso cuidar da educação das elites políticas. E, nesse caso, não emprego “elite” no sentido miseravelmente deturpado por Lula e a escória de pensadores que o justificam. Volto agora a Barusco. Acompanho o seu depoimento na CPI. Um senhor com aparência respeitável. Ali está um homem comum. É possível que tenha senso de decoro para as pequenas coisas do cotidiano. Quem sabe goste de animais… Se flagrar uma injustiça no seu caminho, talvez intervenha. Suponho que um conhecido seu em dificuldades pode merecer a sua ajuda. Mas com que fluidez, com que precisão burocrática, com que sem-cerimônia que parece rotineira, quase cartorial, ele vai desfiando as irregularidades, listando-as, mostrando como funcionava o esquema criminoso. A sem-vergonhice já havia sido metabolizada pelo sistema, como se nada de mau ocorresse por lá; como se fosse natural que a Petrobras servisse a um esquema de poder e fizesse a felicidade material daqueles que estavam associados à quadrilha. Talvez os vizinhos de Barusco alimentassem alguma dúvida sobre o seu progresso material — embora ele guardasse no exterior a imensa fortuna amealhada com o roubo. Alguns devem tê-lo convidado para o churrasco no fim de semana, ignorando que ele era peça de um esquema que sangra os cofres públicos, de maneira determinada, desde 2003. Ele próprio, confessou, entrou no ramo um pouco antes: em 1997. Mas servindo, nesse caso, apenas a si mesmo. Entenderam, leitores, por que precisamos de instituições sólidas? É claro que os homens fazem as suas escolhas. É claro que os indivíduos podem fazer a diferença. No mais das vezes, delinquir ou não delinquir é matéria de escolha pessoal, sim. Ocorre que é impossível um tribunal público investigar o fundo de cada consciência. Por essa razão, precisamos ter modelos de gestão pública que diminuam a margem de arbítrio de pessoas e grupos organizados. É por isso que as instituições têm de ser imparciais. É por isso que elas não podem ser assaltadas por grupos organizados. É por isso que elas não podem ser aparelhadas. Para que os justificadores do mal não contem com a colaboração interessada de funcionários como Pedro Barusco. Ele é a banalidade da corrupção. Dilma voltou a ser vaiada, desta feita em São Paulo. Os que protestavam gritavam “Fora PT”. Parece que os brasileiros estão aprendendo alguma coisa. Parecem compreender que, tão importante como responsabilizar o criminoso em si, é denunciar o esquema que o suporta. Temos de buscar uma sociedade em que banal seja cumprir as leis democraticamente pactuadas. Por Reinaldo Azevedo

À CPI, delator diz que corrupção foi institucionalizada no governo Lula

O delator Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras, fala nesta terça-feira à CPI que investiga o esquema de corrupção na estatal. Segundo ele, a corrupção da Petrobras foi “institucionalizada” a partir de 2003 ou 2004, já no governo Lula. Como já havia feito em seu acordo de delação premiada, Barusco reconheceu que recebeu propina em 1997 da holandesa SBM Offshore, mas afirmou que agiu por “iniciativa pessoal” junto com o representante da empresa. O relator da CPI, o petista Luiz Sérgio (PT-RJ), foi o primeiro a fazer perguntas e quis saber quando o esquema mais amplo de corrupção se instalou: “A forma mais ampla, em contato com outras pessoas da Petrobras, de uma forma mais institucionalizada, foi a partir de 2003, 2004. Não sei precisar exatamente a data, mas foi a partir dali”, afirmou o ex-gerente. Barusco disse aos parlamentares que sua ascensão na Petrobras nunca dependeu de indicações políticas. Ele ingressou na estatal por concurso, em 1979. Pedro Barusco disse que “praticamente” toda a propina que recebeu foi paga no exterior, em contas na Suíça. Ele afirmou que não tem detalhes de com o dinheiro era repassado a Vaccari. “Eu recebia só para mim e para o Renato Duque”. O ex-gerente reafirmou, entretanto, que havia até mesmo uma “prestação de contas” na divisão da propina. Ele contou aos parlamentares que fazia o controle dos pagamentos por meio de planilhas e que, periodicamente, em um período de dois a quatro meses, havia um acerto de contas com os operadores do esquema. “O mecanismo envolvia o representante da empresa, eu , o diretor Duque e João Vaccari. São os protagonistas”, resumiu. O delator deixou claro que a participação de Vaccari não era por conta própria, mas sim em nome do partido. “O rótulo era PT”, explicou, acrescentando que o tesoureiro petista também esteve à frente do recebimento de comissões em obras do Gasene, uma rede gasoduto construída entre Rio de Janeiro de Bahia. As obras foram questionadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “Eu sei que a propina foi destinada a mim, ao Duque e à parte relativa ao PT. A gente sempre combinava esse tipo de assunto com o Vaccari. Ele era o responsável”, disse o ex-gerente da Petrobras. Barusco também disse que o PMDB se beneficiou dos desvios na Diretoria de Abastecimento, sob comando de Paulo Roberto Costa, e que a Diretoria de Serviços era da cota do PT. “A divisão da propina, até onde eu sabia, iria para o PP e, mais recentemente o PMDB no caso do diretor Paulo Roberto Costa. E no caso do diretor Renato Duque atendia ao PT. É isso que eu sabia e que eu vivenciava”, afirmou. Quando se aposentou, aos 55 anos de idade, Barusco assumiu o cargo de diretor operacional da Sete Brasil, empresa dedicada ao aluguel de sondas para a exploração do pré-sal e que é fruto de uma sociedade da Petrobras com empresas privadas, como BTG, Santander e Bradesco, e fundos de pensão. Barusco admitiu que a Sete cobrava 1% de propina sobre os contratos, que somam 22 bilhões de reais. O ex-diretor disse que seu cargo era da cota de indicação da Petrobras, sob responsabildade do então presidente José Sérgio Gabrielli. “Quem me indiciou foi a Petrobras. Quem foi a pessoa que defendeu a minha colocação eu acho que foi o Renato Duque e o presidente Gabrielli”, afirmou. “Sobre a divisão [de propina] da Sete, como tinha o Vaccari e outras pessoas envolvidas, houve uma divisão prática: um estaleiro pagava a mim e ao Duque, outro pagava ao Vaccari, e assim seguia, porque senão ficava uma movimentação financeira cruzada muito complexa”, explicou. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) questionou a forma como a Sete Brasil foi criada. “É carta marcada. O senhor chega lá colocado do nada, a empresa nasce do nada e ela de repente tem 22 bilhões para roubar?”, disse. Pedro Barusco também confirmou que Renato Duque pediu à holandesa SBM um pagamento de 300 000 dólares para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência de 2010. Embora diga não ter tratado diretamente de indicações políticas com os diretores, ele disse ainda que, internamente, “havia rumores de que o PT através do José Dirceu teria indicado Renato Duque e que o PP, através do deputado José Janene, havia indicado o Paulo Roberto”. Por Reinaldo Azevedo

Barusco disse que propina de US$ 300 mil foi para campanha de Dilma em 2010

Em depoimento à CPI da Petrobrás na Câmara nesta terça-feira, 10, o ex-gerente executivo da Diretoria de Serviços da companhia, Pedro Barusco, relacionou o recebimento de propina do esquema de corrupção na estatal à campanha eleitoral de Dilma Rousseff em 2010,quando ela foi eleita presidente pela primeira vez. Segundo Barusco, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebeu US$ 300 mil para engordar o caixa da campanha. "Aqueles 300 mil (Barusco não especificou a moeda ao responder à pergunta de um deputado) que eu disse de reforço de campanha foi na campanha presidencial de 2010", declarou, durante o depoimento. 


Na delação premiada que fez à Polícia Federal em 21 de novembro de 2014, Barusco havia dito que o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque - que está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) - solicitou a um representante da empresa SBM Offshore os US$ 300 mil. De acordo com a delação, o dinheiro foi pedido "a título de reforço de campanha durante as eleições 2010, provavelmente atendendo a pedido de João Vaccari Neto, o que foi contabilizado pelo declarante (Barusco), à época, como pagamento destinado ao Partido dos Trabalhadores". O ex-gerente disse em depoimento à CPI da Petrobrás que foram solicitados à SBM Offshore recursos para campanha eleitoral e que os valores foram repassados ao PT, via Vaccari Neto. Questionado a quem eram destinados os valores, Barusco disse que o dinheiro foi dado na época da eleição presidencial em que disputavam o tucano José Serra contra a petista Dilma Rousseff, em 2010. Pressionado, ele ressaltou que o dinheiro foi encaminhado ao PT. "Foi solicitado à SBM um patrocínio de campanha, só que não foi dado por eles diretamente. Eu recebi o dinheiro e repassei num acerto de contas em outro recebimento", afirmou.

Xeque boçal manda apresentadora de TV "calar a boca" e ela interrompe a entrevista passando-lhe uma carraspana


O vídeo em que a libanesa Rima Karaki encerra uma entrevista com um xeque islâmico que a mandou calar a boca espalhou-se rapidamente pela internet e os elogios à atitude da apresentadora multiplicaram-se. Só uma das versões publicadas no YouTube teve mais de 5,6 milhões de acessos em uma semana. "Nesse estúdio, eu comando o show", disse Rima a Hani Al-Siba'i, a um boçal "estudioso" egípcio baseado em Londres. Em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal britânico The Guardian, a apresentadora disse que não esperava tanta repercussão e declarou que não se vê como uma heroína: "Eu não me sinto heroína. Eu me sinto como qualquer homem ou mulher que tem respeito por si mesmo". A discussão ocorreu durante uma entrevista no início deste mês em que o xeque boçalóide deveria analisar informações sobre dois cristãos que teriam entrado para as fileiras do grupo terrorista Estado Islâmico. O entrevistado começou então a falar sobre a história dos cristãos no Oriente Médio e, quando ele mencionou as organizações terroristas Brigadas Vermelhas, na Itália, e Baader-Meinhof, da então Alemanha Ocidental, a apresentadora o interrompeu para advertir sobre o tempo limitado para a conversa. De forma grosseira, o entrevistado disse: "Escuta aqui, não me interrompa. Eu vou responder do jeito que eu quiser. Que tipo de comportamento é esse?" Rami reiterou sua preocupação com o tempo e o xeque apelou: "Acabou? Então cale a boca para que eu possa falar". A apresentadora Rima respondeu dizendo: "Como eu posso respeitar um xeque como você dizendo para uma apresentadora se calar?" O boçal respondeu: "É minha escolha ser entrevistado por você. Você é uma mulher que...". Então o microfone do boça xeque foi cortado. Pouco depois, ela encerrou a entrevista dizendo: "Só um segundo. Ou há respeito mútuo ou essa conversa está encerrada". Na entrevista para o The Guardian, Rima Karaki diz que estava usando véu a pedido do entrevistado. Ela criticou a hipocrisia de alguns convidados religiosos que pedem o uso do véu durante as entrevistas, mas fora do estúdio conversam com jornalistas que não estão usando o véu. Sobre sua reação à grosseria, ela disse que "se não tivesse respondido, teria odiado a si mesma": "Quando ele disse cale a boca, não era mais possível me calar, porque isso seria um insulto a mim mesma". "Algumas pessoas acham que os homens têm um direito desde o nascimento de exercer o controle sobre as mulheres, mas a muitas mulheres que estão quebrando essa imagem e muitos homens que apoiam isso, embora sejam mais mulheres, porque vivemos em uma sociedade patriarcal", acrescentou. Sociedade patriarcal é a islâmica, à qual essa apresentadora libanesa se submete, tanto que curvou-se para usar um véu ao entrevista um boçal islâmico. No Ocidente ela estaria protegida dessas boçalidades. 


Investigado, Anastasia diz ser vítima de "obra de ficção"


Alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal por ter sido citado no escândalo do Petrolão do PT, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) utilizou nesta terça-feira a tribuna do Senado - pela primeira vez desde que foi eleito - para negar que tenha recebido propina do esquema de corrupção e fraudes na Petrobras. Antonio Anastasia foi citado em novembro do ano passado em depoimento do agente federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca e apontado como entregador de propina do doleiro Alberto Youssef. De acordo com Careca, que só apontou o suposto beneficiário do dinheiro após ser confrontado com uma foto de Anastasia, o tucano recebeu 1 milhão de reais em 2010 em uma casa de Belo Horizonte. Na época, Youssef teria dito que o destinatário era o senador, candidato à reeleição ao governo mineiro. Na sequência, porém, o doleiro negou ter enviado propina a Anastasia. O senador tucano relatou sua trajetória política e disse que, em 30 anos de vida pública, "jamais, teve questionada a retidão ética". "É lançada contra mim uma infâmia de grandes proporções, de forma cruel e covarde. Aquele que me envolve em toda esta situação não diz a verdade: ou mente ou se engana. Trata-se de singular personagem: policial federal, trai a sua instituição e se transforma em distribuidor de recursos ilícitos. Os fatos descritos são tão falaciosos e contrários à minha notória índole que serviriam para uma boa novela de ficção, não fosse a gravidade de se acusar um homem de bem", disse. "A fala de um desqualificado, sem qualquer compromisso com a verdade e sem qualquer prova do que alega, não pode macular trinta anos de ilibada vida pública", completou. Após a manifestação de Anastasia, senadores tucanos como Aécio Neves (MG), José Serra (SP), Tasso Jereissati (CE), Cássio Cunha Lima (PB), Aloysio Nunes (SP) e Alvaro Dias (PR) fizeram discursos de apoio ao correligionário. "A barbaridade da história (que acusa Anastasia) e a fantasia que a emoldura são uma tese que não cabe no perfil de Anastasia. A acusação não surge de nenhuma das delações premiadas e será desmontada cabalmente", disse o senador Aécio Neves. "Tenho a certeza absoluta que o episódio vai ser esclarecido com a maior rapidez possível", completou Tasso. "A história não fica de pé. Não há cheiro de verossimilhança. Vossa Excelência não tem nada a ver com essa história de Lava Jato, de petrolão, esse monstruoso esquema de corrupção, um esquema para sustentar um projeto de poder ao qual o senhor se opõe", afirmou Aloysio Nunes: "Temos que ter um processo rápido para que essa ignomínia fique na lata de lixo, de onde nunca deveria ter saído", disse José Serra, que classificou o escândalo do Petrolão do PT como um "esquema de corrupção como método de governo".

Nova faixa do Minha Casa Minha Vida será bancada pelo Tesouro Nacional


A nova faixa de beneficiários a ser criada para a terceira fase do programa habitacional Minha Casa Minha Vida terá uma participação maior de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas ainda contará com suporte do Tesouro Nacional, disse o fundador da MRV e presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras (Abrainc), Rubens Menin. O volume de recursos a ser subsidiado pelo Tesouro e a parcela do FGTS, porém, ainda não foram definidos, disse Menin, que participa das negociações com o governo representando o setor da construção. Segundo ele, a nova Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida atenderá o público com renda de 1.100 até 2.200 reais. Atualmente, a primeira faixa do programa habitacional vale para famílias com renda mensal de 1.600 reais, com subsídio quase integral do governo. A segunda faixa envolve famílias com renda de até 3.100 reais e a terceira vai até 5 mil reais, ambos também com subsídios do FGTS. O executivo não disse se haverá mudança nessas faixas. Pelas regras atuais do programa, quanto menor a renda, maior o subsídio do Tesouro. O FGTS participa com 82,5% e o governo federal com 17,5% do valor total nas operações subsidiadas. Até o início do ano, o montante subsidiado pelo FGTS ao Minha Casa Minha Vida é de 28,2 bilhões. Segundo Menin, cuja construtora é especializada em projetos para a baixa renda, outros detalhes da nova faixa, como recursos aportados pelo Tesouro, ainda estão sendo negociados. Ele disse que é certo que a nova faixa de beneficiados será implementada, apesar dos ajustes fiscais anunciados pelo governo Dilma. "Vai ter recursos do Tesouro, a gente não sabe o quanto. Isso já foi indicado pelo Planejamento e pela Fazenda, é definir ao longo dos anos quanto vai ter de recursos do Tesouro disponível", disse o executivo. Segundo ele, a Faixa 1 FGTS precisa de "muito estudo", já que vai contar com dois tipos de financiamento. A expectativa era de que os detalhes da nova fase do MCMV fossem divulgados em março, mas Menin afirmou que é provável que a previsão não seja cumprida. Desde o final do ano passado, o governo federal vem anunciando medidas de ajuste fiscal como cortes em benefícios trabalhistas e previdenciários e redução na desoneração da folha de pagamento. Menin, porém, descartou a possibilidade de fortes ajustes no programa habitacional. 

Luiz Awazu, diretor do Banco Central, será vice-gerente geral do BIS


O Banco Central informou que o atual diretor de Política Econômica e Assuntos Internacionais da instituição, Luiz Awazu Pereira da Silva, será o vice-gerente geral do Banco de Compensações Internacionais (BIS). O cargo equivale à vice-presidência e é o segundo posto mais forte da instituição. O anúncio foi feito nesta terça-feira simultaneamente pelo BIS e pelo Banco Central brasileiro. Awazu assume a nova função a partir de 1º de outubro, com mandato para o período de 2015 a 2020. Até lá, permanece na diretoria do Banco Central. Ele se tornou diretor da autoridade monetária em abril de 2010. Há apenas um mês, foi nomeado diretor de Política Econômica no lugar de Carlos Hamilton de Araújo, que pediu exoneração. O substituto de Awazu será anunciado no terceiro trimestre deste ano. Awazu acumula as duas diretorias no Banco Central atualmente, porque a casa espera a sabatina dos diretores indicados pelo presidente Alexandre Tombini. Para o cargo de Assuntos Internacionais, o presidente do Banco Central indicou Tony Volpon, experiente analista do setor privado. A sabatina ainda não tem data para ocorrer. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que também faz parte dos quadros do BIS, comemorou a nomeação de Awazu. "A relevância do cargo para a comunidade de bancos centrais e o ineditismo de ser o Luiz o primeiro representante de país emergente a assumir posto dessa envergadura nos enche de orgulho e proporciona ao País oportunidade ímpar de aprofundar com qualidade sua inserção na arquitetura financeira internacional", disse Tombini. O BIS tem entre suas atribuições promover discussões e facilitar a colaboração entre os bancos centrais, dar suporte ao diálogo com outras autoridades responsáveis pela promoção da estabilidade financeira, conduzir pesquisas sobre estabilidade monetária e financeira, entre outros assuntos de interesse dos bancos centrais.

A filocomunista Hillary Clinton, adepta do comunista Saul Alinsky, diz ter usado e-mail pessoal "por conveniência"


Envolvida em suspeitas de ter montado um esquema para ocultar suas mensagens de e-mail das autoridades, a ex-secretária de Estado americana, a filocomunista Hillary Clinton (discípula declarada do comunista americano Saul Alinsky) tentou minimizar a gravidade de sua atitude ao falar pela primeira vez sobre a questão, nesta terça-feira. Em uma entrevista coletiva, ela disse que usou apenas sua conta pessoal "por conveniência". "Eu achei que usar um único aparelho seria mais simples; obviamente, não foi desse jeito", disse: "Olhando para trás, teria sido melhor se eu simplesmente tivesse usado um segundo e-mail e carregado um segundo telefone, mas à época, isso não parecia ser uma questão". Ela está querendo minimizar aquilo que é considerado um crime nos Estados Unidos. Ao esquivar-se de usar o e-mail oficial, com terminação @state.gov, para comunicar-se exclusivamente por meio de uma conta pessoal, a @clintonemail.com, a favorita para encabeçar a chapa do Partido Democrata, hoje um partido esquerdopata da pior espécie populista latinoamericana, nas eleições 2016, pode ter escondido informações dos cidadãos e do Estado. A suspeita recai sobre ela em um momento crítico por causa do plano de anunciar sua pré-candidatura à Presidência no mês que vem. Por isso, ao se defender nesta terça-feira, a ex-secretária filocomunista expressou uma mistura de arrependimento e postura defensiva, como descreveu o jornal The New York Times (porta-voz da esquerda liberal americana, hoje completamente esquerdoidizada), e às vezes pareceu se contradizer, como pontuou o site Politico. Ela deixou claro que não divulgaria nenhuma mensagem pessoal, dizendo ora que essas conversas foram deletadas, ora que elas ficaram nos servidores de familiares: "Eram sobre questões pessoais e privadas (...) não tinham nenhuma relação com o trabalho. Eu não achei necessário mantê-las". Segundo Hillary, seus advogados examinaram aproximadamente 60.000 e-mails do período de quatro anos em que ela ocupou a função equivalente a de chanceler no Brasil. Todos os que eram relacionados ao governo - cerca da metade - foram enviados ao Departamento de Estado e ela pediu ao órgão que torne os conteúdos públicos, o que daria "uma visão sem precedentes sobre as comunicações diárias de um membro do governo, o que eu acho que seria muito interessante". A questão que permanece no ar é que Hillary pode ter selecionado o que agora ela defende que seja divulgado. E parece haver mais do que suspeita nisso. À pergunta sobre se pretendia deixar que uma comissão independente examinasse todos os e-mails de seu servidor pessoal, respondeu que não tem intenção alguma de dar uma permissão nesse sentido: "O servidor contém comunicações pessoais entre mim e meu marido e vai continuar privado". Aí é que a vaca tosse. A decisão de usar sua conta pessoal pode significar a violação de regras governamentais e leis federais, mas a ex-secretária insistiu não ter violado estatutos ou regulamentos do Departamento de Estado. "As leis e regras em vigor quando eu era secretária de Estado permitiam que eu usasse meu e-mail para trabalho. Não há dúvida sobre isso", disse. A afirmação pode ser contestada pelos fatos: ela deixou de disponibilizar a correspondência, o que só fez agora. E o argumento de que as mensagens ficaram gravadas nos e-mails dos funcionários com os quais se comunicou também pode cair porque seria necessário saber o nome de todas as pessoas com quem se comunicava para poder rastrear os e-mails. Esta foi a primeira entrevista coletiva na qual a filocomunista Hillary Clinton respondeu sobre questões puramente políticas desde sua campanha presidencial de 2008, quando foi derrotada pelo muçulmano Barack Obama. Ela falou com jornalistas depois de fazer um pronunciamento sobre assuntos relacionado a mulheres nas Nações Unidas - que, é claro, foi totalmente ofuscado pelo que ela tinha a dizer sobre o caso dos e-mails. Para quem pretende ter como tema central de sua nova campanha seu ativismo em defesa das mulheres, esta terça-feira foi um desastre. Não é a primeira vez que a ex-secretária de Estado é acusada de negligência. Em 2012, depois que o consulado americano em Bengasi foi alvo de um ataque que deixou quatro funcionários mortos, entre eles o embaixador Christopher Stevens, ela teve de vir a público assumir a responsabilidade pela falha em evitar o atentado. E a Fundação Clinton recebeu doações de governos estrangeiros, mesmo durante o período em que ela comandava a política externa do país. Sem adversários fortes o suficiente para batê-la entre os democratas, a filocomunista Hillary Clinton se vê diante de mais um obstáculo que pode tirá-la do páreo nos vinte meses que ainda faltam para a definição de quem vai brigar pela Casa Branca. E tomaram que tirem, porque esta candidatura dela seria a pior ameaça para a América Latina, por exemplo, ameaçada pelo bolivarianismo com o qual ela simpatiza. 

Dilma monta "junta de ministros" para tentar salvar sua base de apoio político, que está destroçada


A presidente Dilma Rousseff pediu socorro a um trio de ministros considerados mais hábeis do que os articuladores políticos oficiais do governo para evitar a implosão total de sua base parlamentar no Congresso Nacional. Gilberto Kassab (Cidades), Eduardo Braga (Minas e Energia) e Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia) foram convocados para atuarem além de suas funções no governo: a partir de hoje, passam a ser articuladores informais do Palácio do Planalto com os partidos aliados. A criação de um núcleo informal de articulação foi discutida em reunião com a presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente, Michel Temer, na noite de segunda-feira, diante dos sucessivos tropeços da dupla Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Pepe Vargas (Relações Institucionais). Os dois foram especialmente responsabilizados pela derrota acachapante do petista Arlindo Chinaglia na disputa pela presidência da Câmara e pela falta de negociação prévia no envio do pacote fiscal ao Congresso. Além disso, o Palácio do Planalto trava uma guerra com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), após a divulgação da lista do petrolão - ambos avaliam que o governo tenta empurrar o escândalo para a cúpula do Legislativo. Dilma foi cobrada para que semanalmente faça reuniões com líderes partidários e ministros não petistas para ouvir demandas e negociar pautas de votação do Congresso. Apesar dos apelos do PMDB, Michel Temer, alijado do núcleo duro do governo, não participa do grupo de conselheiros pessoais de Dilma, formado por José Eduardo Cardozo (Justiça), Mercadante (Casa Civil) e Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência). Em reunião com a presidente nesta segunda, Temer disse ser legítimo que ela tenha seus próprios conselheiros pessoais e defendeu que a ela forme um conselho "mais aberto" para discutir semanalmente temas urgentes para o governo. Por essa lógica, no impasse com a greve dos caminhoneiros, por exemplo, seriam ouvidos ministros e deputados com interlocução com a categoria; em discussões sobre as mudanças nos benefícios trabalhistas, seriam chamados parlamentares ligados a causas sindicais. A avaliação de aliados é que seriam mais proveitosas conversas menores e mais focadas, e não grandes reuniões esparsas com empresários e ministros.

DILMA VAIADA EM SP – Presidente, não é só por Vossa Excelência. É pelo PT! E o meu desafio a Lula

A presidente Dilma Rousseff deve estar cercada de lulistas radicais, que querem destruí-la, ridicularizá-la. Só isso explica que, dois dias depois do panelaço, ela tenha decidido visitar o 21º Salão Internacional da Construção, no parque de exposições do Anhembi, em São Paulo. Chegou no fim da manhã, antes ainda da abertura ao público. Certamente foi uma recomendação da segurança. Naquela hora, só estavam lá expositores e trabalhadores. O resultado foi este.

Como se pode ouvir, uma vaia vexaminosa. E, à diferença do que disse o PT sobre o panelaço, ali não estavam apenas os, como é mesmo?, “coxinhas”. Não! Ali estava o… povo!
É, presidente… O povo decidiu cobrar a fatura, não é? Vossa excelência teve a chance de alertar a população, há menos de cinco meses, de que a situação do país era difícil e de que viria uma fase de sacrifícios pela frente. A governanta conhece, né?, aquele papo de “sangue, suor e lágrimas”. Vá lá: o sangue, a gente poderia dispensar. As lágrimas, também, né? Pra que chorar? O diabo, presidente, é que há, a cada dia, menos motivos para suar. O seu modelo de eterna felicidade está começando a caçar também os empregos. No discurso que Dilma fez aos expositores, que ocuparam metade do salão neste ano em razão da crise no setor, ela admitiu dificuldades e coisa e tal. Não me diga!
Sim, as vaias eram para a presidente, inequivocamente. Mas aqui vai o meu desafio: que Lula visite a mesma feira e faça um teste de popularidade. E o Babalorixá de Banânia poderá constatar que não é só por Dilma que o povo põe a boca no trombone. Ele não aguenta mais é o PT mesmo, né?
Os companheiros chamam isso de “discurso do ódio”. Têm razão:
– ódio à ladroagem;
– ódio à rapinagem na Petrobras;
– ódio à impunidade;
– ódio ao estelionato eleitoral;
– ódio ao cinismo.
No mais, vocês sabem, esse povo é só amor. Por Reinaldo Azevedo

Líder do DEM afirma: "Corrigir o IR custa um Barusco"

Autor da proposta que corrigiu a tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas em 6,5%, o deputado federal Mendonça Filho afirma que o custo da medida equivale a um Pedro Barusco. Ele sugere ao governo que estabeleça o valor das propinas recebidas pelo ex-gerente da Petrobras como parâmetro para a solução do impasse. Eis o raciocínio de Mendonça: “Pelas contas do ministro Joaquim Levy, da Fazenda, a correção da Tabela do IR em 4,5%, como quer a presidente Dilma, custaria R$ 5,5 bilhões. O índice de 6,5%, defendido por nós, custaria R$ 7 bilhões. Portanto, a diferença é de R$ 1,5 bilhão. Só que o governo já impôs aos contribuintes dois meses sem correção da tabela. Isso equivale a R$ 1,2 bilhão —R$ 600 milhões de janeiro e R$ 600 milhões de fevereiro. Ou seja: faltam só R$ 300 milhões para fechar a conta. Esse valor é igual a um Pedro Barusco. O ex-gerente da Petrobras desviou para uma conta na Suíça US$ 100 milhões. Ao virar delator, Barusco comprometeu-se em devolver o dinheiro. Com o dólar cotado a mais de R$ 3,00, a cifra é suficiente para fechar a conta da correção da tabela do IR". Nesta segunda-feira (9), Dilma autorizou seus ministros e o vice-presidente Michel Temer a negociar com o Congresso um meio-termo entre a proposta do líder do DEM e a oferta do governo. “Não vejo necessidade para tanta negociação”, ironiza Mendonça: “Essa conta já está paga. Não acredito que o governo vá criar caso por causa de um reles Barusco".'

Aécio Neves diz que oposição não aceita acordo de flexibilização da tabela do IR


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse agora que a oposição não aceita o acordo que está sendo negociado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o presidente do Senado, Renan Calheiros, para edição de uma Medida Provisória escalonando a correção da Tabela do Imposto de Renda, para evitar uma derrota do veto presidencial à correção de 6,5%. "Não tem acordo. Vamos derrubar", disse Aécio Neves. Na manhã desta terça-feira, o presidente do Senado se reuniu com o ministro da Fazenda, para discutir uma alternativa para a questão da correção do Imposto de Renda na fonte. Depois do encontro, Levy confirmou que o governo estuda a proposta do Congresso de dar uma correção maior na tabela para as faixas menores de renda, e que a Fazenda fará os cálculos para ver se é possível uma correção de 6,5%, como propõe o PMDB. A correção seria progressiva, conforme as faixas da tabela para o cálculo do Imposto de Renda: de 6,5% para quem ganha de R$ 1,9 mil a R$ 2,8 mil; de 5,5% aos salários de R$ 2,8 mil a R$ 3,7 mil; de 5% para quem recebe entre R$ 3,7 mil a R$ 4,4 mil e de 4,5% aos salários acima deste patamar. Os que recebem abaixo de R$ 1,9 mil estão isentos do IR. A negociação obrigará o governo a editar uma Medida Provisória ainda nesta terça-feira para escalonar a correção da Tabela do Imposto de Renda e evitar uma derrota do veto presidencial. A votação do veto está prevista para quarta-feira.

Ministro nega a líderes que Planalto interferiu na lista de Janot

Após a cúpula do PMDB no Congresso acusar o governo de interferir na elaboração da lista de 34 parlamentares que serão investigados por participação no esquema de corrupção da Petrobras, o Palácio do Planalto mandou um recado nesta terça-feira (10) aos líderes da base aliada na Câmara. Sem ser provocado, o ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) abriu o encontro com os líderes afirmando que o governo não atuou neste caso. Segundo relatos, ele justificou, inclusive, que há nomes do PT que são alvos do Supremo Tribunal Federal. A acusação de ingerência do governo partiu do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que estão entre os 22 deputados e 12 senadores que terão a conduta avaliada a pedido do Ministério Público Federal. Renan foi citado pela procuradoria como sendo do "núcleo político" de quadrilha para desviar recursos da Petrobras; Cunha foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de receber propina por um contrato da estatal. Ao negar envolvimento, Cunha disse que "o governo quer sócio na lama". Questionado sobre as explicações apresentadas aos aliados, Vargas disse querer esclarecer "boatos". "Não tem como alguém achar que o governo teria a possibilidade de incluir ou tirar alguém da lista. Equivaleria a dizer que o Ministério Público não tem independência. Ninguém sustenta isso com certeza e quando pensa melhor sabe que isso seria impossível de acontecer", afirmou o ministro. Vargas, que é responsável pela interlocução com o Congresso, disse que a reunião de líderes era o "espaço adequado para deixar claro que não há menor possibilidade" de interferência. "Como saíram interpretações dessa natureza, deixei claro que essa hipótese não tem, é impossível, inviável, não é verossímil", afirmou. Para o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), o assunto não deveria ter sido abordado pelo ministro. "Acho que o tema não deveria nem ter sido tratado. A gente não deve nem supor que teve intromissão do governo", afirmou. Questionado sobre a posição de Renan e Cunha, ele desconversou. No Senado, interlocutores de Renan dizem ter certeza que o governo tentou sair do foco da Lava Jato. Na avaliação dos peemedebistas, a ''manipulação'' da lista teria se dado por meio do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça). Confrontados com o fato de petistas ligados à Dilma, como Antonio Palocci, aparecerem, eles alegam que naturalmente aliados seriam listados para não configurar perseguição pura. 

Presidente da Câmara vai depor na CPI da Petrobras na quinta-feira

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, será o próximo a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, na próxima quinta-feira (12), às 9h30. Eduardo Cunha se ofereceu para comparecer à comissão espontaneamente depois que o nome dele surgiu entre as pessoas sobre as quais foram abertos inquéritos no Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira. Ele nega qualquer envolvimento nos fatos apurados pela chamada Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Além dele, será ouvido o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli. O presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), disse que a comissão está aberta para receber os deputados listados nos inquéritos abertos sexta-feira. Neste momento, a CPI está reunida no plenário 2. Em instantes, deve começar o depoimento do engenheiro Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras e delator da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Em sua delação premiada à Justiça, Barusco declarou ter recebido propina de empresas que mantinham contrato com a Petrobras desde 1997. Segundo ele, a partir de 2003, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, passou a participar do esquema. De acordo com o delator, Vaccari teria recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões em propinas para o PT, entre 2003 e 2013.

Partidos querem deputados investigados fora da CPI


Parlamentares da base e da oposição pediram nesta terça-feira que os dois integrantes da CPI da Petrobras investigados por participar do petrolão deixem a Comissão Parlamentar de Inquérito. Os deputados Sandes Júnior (PP-GO) e Lázaro Botelho (PP-TO) fazem parte da CPI e constam na lista de investigados elaborada pelo Ministério Público Federal. Deputados do PSOL, DEM, PSDB, PSB e PT pediram nesta terça-feira que os dois parlamentares deixem o colegiado. O presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), argumentou que essa decisão cabe ao partido. O líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), disse que se não houver uma decisão da liderança do PP, vai acionar a Corregedoria da Casa. A CPI também tem como membro o deputado Cacá Leão (PP-BA), filho do vice-governador baiano, João Leão, que também aparece na lista de Janot.

GOVERNO DESISTE DO PROCESSO DE ABERTURA DE CAPITAL DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

O governo Dilma desistiu da abertura unificada do capital da Caixa Econômica Federal por causa das dificuldades em preparar o banco estatal para seguir as exigências das companhias abertas antes de 2016. Além disso, embora no mercado a operação seja vista como positiva, é considerada de execução difícil, principalmente em um ano de retração econômica e de desdobramentos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

DILMA É FORTEMENTE VAIADA EM FEIRA DE CONSTRUÇÃO EM SÃO PAULO. VEJA O VIDEO.

A presidente Dilma Rousseff (PT) foi recebida com uma maciça vaia de trabalhadores da construção civil, nesta terça-feira, durante evento do setor na zona norte de São Paulo. Dilma participa da abertura do Salão Internacional da Construção Civil (Feicon), no Cento de Convenções do Anhembi. Antes mesmo de a petista aparecer diante da área reservada à imprensa, um grupo com cerca de 200 trabalhadores dos estandes iniciou a vaia. Ninguém, entretanto, havia sequer avistado a presidente. Por volta das 11h, quando a comitiva presidencial – na qual estavam ministros Ricardo Berzoini (Comunicações) e Gilberto Kassab (Cidades) - chegou, as vaias recomeçaram. Entre os participantes da vaia estavam o marceneiro Paulo Sérgio da Silva, 34 anos, natural da Paraíba e o serralheiro Marcos Sena, 34 anos. “Graças a Deus não votei nela (Dilma) e não recebo Bolsa Família, nem eu nem ninguém da minha família, a gente não é vagabundo. Essa mulher tem que sair”, defendeu Paulo Sérgio. Veja o vídeo

Delator da Lava Jato depõe na CPI da Petrobras e diz que está "aliviado" por devolver dinheiro de propina

O engenheiro Pedro Barusco disse estar aliviado por ajudar no repatriamento do dinheiro que possui em contas no Exterior. Ao responder uma pergunta do relator da CPI da Petrobras, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), ele disse que entrou em um “caminho sem volta”. ”Eu tive a fraqueza de começar. Primeiro, eu fiquei feliz (com as contas no Exterior) e isso virou um pânico. Agora estou aliviado por estar ajudando na repatriação. Eu não recomendo para ninguém. É muito doloroso”, disse.


Barusco está prestando depoimento desde as 11 horas à CPI da Petrobras e, até o momento, confirmou tudo o que afirmou nos depoimentos que prestou à Justiça Federal no processo de delação premiada decorrente da Operação Lava Jato. Ele ratificou que recebeu cerca de US$ 97 milhões em propinas de 2003 a 2011, quando trabalhava na Petrobras, e entre 2011 e 2013, período em que ocupou uma diretoria na empresa privada Setebrasil, constituída para construir sondas de perfuração do pré-sal e financiada com recursos públicos – do BNDES e fundos de pensão. Barusco repetiu que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebeu algo entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões em propinas no período, e que esse dinheiro era recebido em nome do PT. Ele disse não saber se havia alguém acima de Vaccari. Falou que conheceu o ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, mas que manteve com ele apenas relações profissionais, e que conheceu o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, mas nunca discutiu propina com ele. O engenheiro apontou a formação de cartel de empreiteiras em obras como as das refinarias Abreu e Lima e do Complexo Petroquímico do Rio e Janeiro (Comperj) - nos depoimentos ele fala ainda que o mesmo aconteceu em relação às refinarias Replan, Revap, Reduc, Relan e Repar. Barusco também disse que o mesmo esquema funcionou em relação à construção do gasoduto Gasene, que liga o Espírito Santo à Bahia. Ao responder pergunta feita pelo deputado Bruno Covas (PSDB-SP), disse que os mil quilômetros de gasoduto foram divididos em vários trechos, cada qual dividido entre empresas, como as construtoras Bueno e Galvão Engenharia. Assim como acontecia nos demais contratos, ele disse que as obras da Gasene eram divididas da seguinte forma: metade para ele e o ex-diretor Renato Duque e a outra metade para Vaccari. Ao responder perguntas do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), ele mencionou partidos destinatários da propina. “Até onde eu sabia a propina ia para o PP, PMDB e PT”, disse. Ele detalhou o processo de constituição da empresa Setebrasil, que geriu contratos no valor de US$ 22 bilhões com a Petrobras para a construção de sondas de perfuração. Ele confirmou que Vaccari pediu uma propina de valor muito elevado e que o repasse acabou reduzido em 0,1%. Nos depoimentos judiciais, ratificados por ele, Barusco afirmou que a propina era distribuída da seguinte maneira: 2/3 para Vaccari e 1/3 para a “Casa” – ou seja, para os diretores da Setebrasil: Barusco, João Carlos de Medeiros Ferraz (presidente da Setebrasil) e Eduardo Musa (diretor de Participações). A propina destinada a Vaccari tinha origem nos contratos firmados entre a Setebrasil e os estaleiros Atlântico Sul, Enseada do Paraguaçu, Rio Grande e Kepel Fels. A propina destinada à “Casa” tinha origem nos contratos firmados entre a Setebrasil e os estaleiros Kepel Fels e Jurong. Ele acrescentou que cada empresa que participava do esquema tinha um operador próprio. Ele mencionou os nomes de Shinko Nakandakari (operador da Galvão Engenharia, EIT e Contreiras) e Mário Goes (operador da UTC, MPE, OAS, Mendes Júnior, Andrade Gutierrez, Schain, Carioca e Bueno Engenharia). Nos depoimentos, Barusco menciona ainda Júlio Gerion de Almeida Camargo (operador da Toyo e da Camargo Correia).

DILMA E O IMPEACHMENT – Anotem: No dia 9 de março de 2015, ela teve de falar “da coisa”. Ou: golpismo é rasgar a lei. Ou: Terceiro turno uma ova!

Anotem aí: nesta segunda-feira, dia 9 de março de 2015, a presidente Dilma Rousseff foi obrigada a falar sobre a possibilidade de impeachment de seu próprio mandato. As palavras lhe saíram, como de hábito, um tanto confusas. Havia até uma coisa ou outra que faziam sentido. Já chego lá. Antes, quero aqui lembrar uma coisa importante. SABEM QUANDO DILMA ADMITIU PELA PRIMEIRA VEZ A POSSIBILIDADE DE HAVER ROUBO NA PETROBRAS? SÓ NO DIA 18 DE OUTUBRO DO ANO PASSADO, A UMA SEMANA DO SEGUNDO TURNO. A Operação Lava-Jato havia sido deflagrada em… março. E ela o fez deste modo: “Eu farei todo o meu possível para ressarcir o país. Se houve desvio de dinheiro público, nós queremos ele de volta. Se houve, não: houve, viu?”. Em cinco meses, Dilma teve de ir da quase negação da roubalheira à possibilidade do impeachment, ainda que para negá-la.

Nesta segunda, logo depois de sancionar a tal lei do “feminicídio”, ela concedeu ali uma rápida entrevista. Indagada sobre o panelaço que se fez ouvir país afora enquanto ela discursava, afirmou:
“O Brasil tem uma característica que eu julgo muito importante e que todos nós temos de valorizar, que é o fato de que aqui as pessoas podem se manifestar, e têm espaço para isso, e têm direito a isso. Eu sou de uma época que, se a gente se manifestasse, fizesse alguma coisa, acabava na cadeia, podia ser torturado ou morto. O fato de o Brasil evoluir, passar pela Constituinte de 1988, passar por processos democráticos e garantir o direito de manifestação é algo absolutamente valorizado por todos nós, que chegamos à democracia e temos de conviver com a diferença. O que nós não podemos aceitar é a violência, qualquer forma de violência não podemos aceitar, mas manifestação pacífica, elas são da regra democrática”.
Ok. À parte as questões de estilo, nada a opor. Os petistas é que saíram demonizando os que se manifestaram, acusando-os de reacionários, conservadores, coxinhas, ricos, direitistas, elite… Bem, vocês conhecem os impropérios.
Indagada sobre a manifestação em favor do impeachment, aí Dilma começou a se enrolar:
“Convocar, quem convocar, convoque do jeito que quiser, ninguém controla quem convoca. A manifestação vai ter as características que tiver seus convocadores. Ela, em si, não representa nem a legalidade nem a legitimidade de pedidos que rompem a democracia.”
Dilma está errada. A manifestação é legal — porque assentada em códigos reconhecidos pela ordem jurídica — e é legítima porque reflete uma aflição real de parcelas crescentes da população. O impedimento de um presidente da República está previsto na Constituição e é regulamentado por lei: a 1.079 — que define crimes de responsabilidade. Portanto, não há “rompimento nenhum da democracia”.
Ao fazer uma digressão sobre o mérito do impeachment, afirmou:
“Eu acho que há de caracterizar razões para o impeachment, e não o terceiro turno das eleições. O que não é possível no Brasil é a gente também não aceitar a regra do jogo democrático. A eleição acabou, houve o primeiro e o segundo turnos.”
Isso é tolice das grossas, obra de maus conselheiros — o que não falta por lá. Já expliquei o caminho aqui algumas vezes — um dos posts está aqui — e resumo: qualquer cidadão, é da lei, pode apresentar à Câmara uma denúncia por crime de responsabilidade contra a presidente. Essa denúncia deverá estar acompanhada de provas. Se recebida, será analisada por uma comissão. A tramitação é longa. Se chegar à última etapa, o plenário da Câmara decide: se a denúncia for aceita por, no mínimo, 342 deputados (dois terços), o chefe do Executivo tem de se afastar; se a acusação for de crime comum, vai para o Supremo; se for de crime de responsabilidade, vai para o Senado.
Parte, não a totalidade, é verdade, das pessoas que vão às ruas no domingo acha que Dilma infringiu a Lei 1.079. Eu, por exemplo, acho! Essas pessoas não estão pedindo que ela seja deposta por um golpe militar, mas pela lei. É mentirosa a acusação de que se trata de tentativa de terceiro turno. Não custa lembrar que Collor foi afastado pela Câmara, foi condenado pelo Senado por crime de responsabilidade, mas foi absolvido no Supremo da acusação de crime comum.
É impressionante que a presidente reúna a cúpula política do seu governo e se saia com essa conversa bisonha de “terceiro turno”. Um processo de impeachment, por definição, não é golpe. Um golpe se faz fora da lei. Um processo de impeachment, como o nome diz, é um instrumento do aparato legal.
Essa gente perdeu definitivamente o eixo. Está assustada com o som das caçarolas e sai falando qualquer coisa. Vocês não precisam acreditar em mim. Submetam este texto ao jurista de sua preferência, não importa o viés ideológico, desde que seja intelectualmente honesto. Por Reinaldo Azevedo

José Mentor, do PT, recebeu R$ 380 mil, afirma doleiro

Uma das petições encaminhadas pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal na sexta-feira, 6, pede que o deputado federal José Mentor (PT-SP) seja investigado. O parlamentar foi citado na delação premiada do doleiro Alberto Youssef, personagem central da Operação Lava Jato, preso desde março de 2014. Segundo ele, Mentor teria recebido dinheiro após ordem do ex-deputado André Vargas (sem partido-PR). “O deputado federal José Mentor recebeu, no início do ano de 2014, a quantia de R$ 380.000,00 de Alberto Youssef, oriunda de operações fictícias destinadas a ensejar a disponibilidade de numerário em espécie, com ocultação de sua origem, as quais foram detalhadamente descritas”, diz a petição assinada por Janot.


A informação de que o deputado teria recebido dinheiro de Youssef foi confirmada pela ex-contadora do doleiro, Meire Pozza. O dinheiro teria sido entregue no escritório de Mentor, "situado perto da Praça da Árvore, em São Paulo/SP", em final de janeiro ou início de fevereiro de 2014, por volta das 7h, segundo Youssef. “O valor foi levado em uma maleta e lá chegando colocou em cima de uma mesa, entregou o dinheiro diretamente para o próprio José Mentor, que conferiu os valores, e o declarante se retirou; Que José Mentor estava sozinho; Que o escritório de José Mentor, pelo que parece, na verdade são dois escritórios”, afirmou Youssef em termo de delação complementar. A quantidade de detalhes que Youssef revelou sobre a entrega de dinheiro a Mentor impressionou a Procuradoria. Segundo o doleiro, Mentor tem no mesmo local, mas em portas diferentes, um escritório político e outro de advocacia. “Trata de um escritório simples; que defronte ao escritório há um lugar para parar carro, onde o declarante estacionou o seu veículo, e na esquina há uma padaria”, diz a delação de Youssef. Os R$ 380 mil entregues a Mentor teriam saído de um total de R$ 2 milhões pedidos pelo irmão de André Vargas, Leon Vargas. Segundo o doleiro, Mentor é amigo do ex-deputado federal. Em dezembro do ano passado, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a cassação do mandato do ex-petista Vargas. Acusado de trabalhar em favor da rede articulada por Youssef, ele perdeu o mandato por quebra de decoro parlamentar. O doleiro contou que Leon Vargas o procurou em dezembro de 2013, pois precisava de dinheiro vivo. Youssef disse que ‘era amigo de longa data’ de André e que os dois teriam se conhecido em Londrina (PR). “Num primeiro momento, Leon Vargas disse que precisaria em torno de R$ 1,4 milhões em dinheiro e depois mais R$ 600.000,00, totalizando em torno de R$ 2 milhões”, disse Youssef na delação. Ele contou que a empresa Arbor, de sua ex-contadora Meire Bonfim Pozza, emitiu nota fiscal em favor da empresa IT7, indicada por Leon, e fez duas transferências de dinheiro. O doleiro não soube detalhar qual a razão social, atividade desempenhada, endereço e quadro societário da IT7. Na petição, Janot afirma que ‘o Portal da Transparência revela que a empresa IT7 firmou diversos contratos com a Administração Pública Federal nos anos de 2012 e 2013, tendo recebido vultosas quantias’. “Após o valor ter sido creditado na conta da Arbor, (Youssef) afirma que parte do numerário foi sacado em espécie da própria conta por Meire Pozza e o restante o declarante indicou contas para as quais Meire transferiu os recursos, contas estas que não eram do declarante e sim de terceiros”, disse em delação. “Essas transferências foram feitas a pessoas que forneciam “reais vivos” ao declarante, mas não se recorda quem foram as destinatárias neste momento; De posse dos R$ 2 milhões em espécie, foi entregue a pedido de Leon Vargas, dentro do apartamento funcional do deputado federal André Vargas, em Brasília/DF, a quantia de R$ 1,62 milhões em dinheiro”, afirmou o doleiro. Segundo ele, a quantia foi entregue em quatro ou cinco etapas. Ele indicou Rafael Ângulo Lopes e Adarico Negromonte como as pessoas que transportaram o dinheiro para Brasília/DF em vôos comerciais. Youssef disse que não sabia o motivo pelo qual Vargas teria repassado os valores a Mentor. O doleiro contou ainda que cobrou 20% de comissão sobre o valor das notas brutas da Meire em favor da IT7. “O dinheiro era ocultado no corpo durante o transporte; Que nas vezes em que o declarante entregou o dinheiro, o fez nas mãos de André Vargas, sendo que não havia mais ninguém presente no apartamento”, contou. Em setembro de 2014, Youssef foi condenado a 4 anos e 4 meses de prisão por corrupção no caso Banestado. Onze anos antes, Mentor foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado, antigo Banco do Estado do Paraná alvo central do escândalo. Entre maio de 2003 e setembro de 2007, uma força-tarefa encabeçada pelo Ministério Público Federal denunciou 684 pessoas, das quais 97 foram condenadas, em um esquema que envolvia a remessa fraudulenta de U$ 28 bilhões por meio de contas CC-5 (contas de não residentes no Banestado, Banco do Brasil, Banco Araucária, Bemge e Banco Real). A Procuradoria conseguiu que fossem bloqueados R$ 380 milhões em contas no Brasil e outros R$ 34,7 milhões, no Exterior. Para isso, foram investigadas mais de 1.170 contas fora do País – o que resultou em uma base de dados de 1,9 milhão de registros de movimentações financeiras no Exterior.

PP da Câmara exigia mesadas de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões, diz doleiro

O doleiro Alberto Youssef disse em depoimento prestado com base em acordo de delação premiada que parlamentares do Partido Progressista recebiam valores mensalmente em troca de apoio na votação de projetos de lei de que fossem "de interesse do Poder Executivo". O Supremo Tribunal Federal quebrou o sigilo dos depoimentos de Youssef e do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, feitos em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Youssef relata que a compra da bancada do PP na Câmara dos Deputados exigia arrecadação mensal entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões mensais. Ele cita o nome de 30 políticos, entre parlamentares e ex-parlamentares do PP, que eram beneficiados com o pagamento. Segundo Youssef, a alta cúpula do partido recebia entre R$ 250 mil e R$ 300 mil mensais, citando o ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010, o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (ex-PP-BA), o ex-deputado federal João Pizzolati (PP-SC), ex-deputado Pedro Henry (PP-MT) e o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR). Segundo relato do doleiro, os deputados de menor relevância recebiam cerca de R$ 30 mil a R$ 150 mil por mês, categoria na qual lista 25 nomes. Ele diz que apenas dez políticos do PP não receberam dinheiro em troca de apoio: os ex-deputados Rebecca Garcia (PP-AM) e Pastor Vilalba (PP-PE); os deputados Dimas Fabiano (PP-MG), Renzo Braz (PP-MG), Iracema Portela (PP-PE), Esperidião Amin (PP-SC), Paulo Maluf (PP-SP), Guilherme Mussi (PP-SP), Jair Bolsonaro (PP-RJ) e a senadora Ana Amélia (PP-RS).


Na campanha eleitoral de 2010, Youssef afirma ter solicitado às construtoras Queiroz Galvão, Jaraguá Equipamentos, UTC, OAS que fizessem doações oficiais de valores para os candidatos do PP aos cargos de deputado federal e senador. Ele afirma ainda ter pago parte das dívidas de campanha do senador Benedito de Lira (PP-AL) e do deputado Arthur Lira (PP-AL), hoje presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do pagamento de valores mensais em troca de apoio ao governo, Youssef relatou também que o esquema de pagamento de propina influenciava na escolha do líder do PP na Câmara, e que esse mecanismo ajudou a eleger como líderes da sigla Mario Negromonte, por quatro vezes e João Pizzolati por duas vezes. Segundo o delator, cada eleição de líder do PP custava em torno de R$ 4 milhões, e os valores eram "oriundos de contratos de empreiteiras do cartel com a Petrobrás". O doleiro afirma que esse esquema de pagamento ocorreu entre 2005 e 2012. Os pagamentos eram feitos em reuniões da cúpula da sigla e o ex-deputado João Pizzolati era o responsável por indicar quais parlamentares receberiam dinheiro. Youssef afirmou ainda nunca ter feito pagamentos diretos ao "baixo escalão" da sigla. O que ele quer dizer por "baixo escalão". Por acaso, os deputado federais Gerônimo Goergen, Vilson Covatti, Renato Moling, Luiz Carlos Heinze e José Otávio Germano eram "baixo clero"?

Presos pela Lava-Jato usaram celular e comeram costela na prisão, diz delator

O ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, disse em depoimento ao Ministério Público que ele e outros detidos pela Operação Lava-Jato na carceragem da Polícia Federal em Curitiba usaram um aparelho celular para fazer ligações de dentro das celas. Segundo o delator, o aparelho teria sido providenciado pelo doleiro Alberto Youssef, que ocupava uma cela com o advogado Carlos Costa, também réu da Lava-Jato. Costa confessou ter utilizado o celular duas vezes para falar com a família. De acordo com ele, o telefone não ficava o tempo todo na cela, mas era “entregue a Youssef e depois recolhido”. Paulo Roberto Costa disse não saber quem entregava o aparelho, pois ele ficava em outra ala da carceragem. De acordo com o ex-diretor, ainda de dentro da carceragem, Youssef também pagava com dinheiro em espécie por refeições pedidas por carcereiros para o grupo de detidos. “Certa vez foi entregue costela”, consta no depoimento. Costa afirma que um carcereiro identificado como “Benites” chegou a solicitar doações para um asilo. Após esse pedido, uma das filhas do delator teria feito então dois depósitos nos valores de R$ 1 mil e R$ 2 mil para uma conta bancária fornecida por Benites. Outro filho do ex-diretor também teria entregado pacotes de fraldas geriátricas ao carcereiro. A Polícia Federal informou que foi instaurado um inquérito sobre o caso, ainda não concluído. Os carcereiros à época, segundo a Polícia Federal, eram guardas municipais, que foram substituídos por agentes penitenciários federais". Os caras da Polícia Federal tinham a maior operação policial de toda a história brasileira, e mantiveram como carcereiros uns guardinhas municipais!!!! Isso não foi proposital?!!!! Se não foi, é então uma tremenda jequice.

Justiça rejeita acusação contra aloprados do PT; confirmado, Justiça no Brasil só funciona contra ladrão de galinha, pobre e jornalista de oposição

A Justiça Federal rejeitou a acusação contra os aloprados do PT. Em sentença de 12 páginas, a juíza Fabiana Alves Rodrigues reconheceu inépcia da denúncia da Procuradoria da República que imputava crimes do colarinho branco, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha a petistas que em setembro de 2006 foram flagrados com R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo - montante que seria usado na compra de um dossiê anti-José Serra (PSDB) – em um hotel na zona Sul de São Paulo (o Ibis, ao lado do Aeroporto de Congonhas). Na ocasião, o tucano disputava as eleições para o governo paulista. Seu adversário direto era o petista Aloisio Mercadante, hoje ministro chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff. O dossiê, elaborado por empresários de Cuiabá (MT), atribuía a Serra suposta ligação com a Máfia das Sanguessugas – venda de ambulâncias superfaturadas para prefeituras – durante sua gestão como ministro da Saúde (governo Fernando Henrique Cardoso).


Quando estourou o escândalo, o próprio presidente Lula, que concorria à reeleição, chamou o grupo de “bando de aloprados”. A Procuradoria da República concluiu que Mercadante não teve nenhum envolvimento com os aloprados. Em 2013, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região mandou deslocar os autos para competência da Justiça Federal em São Paulo porque o dinheiro foi apreendido em poder dos aloprados em apartamento do Hotel Ibis, ao lado do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A decisão judicial livra do processo criminal Gedimar Pereira Passos, Valdebran Carlos Padilha da Silva, Expedito Afonso Veloso, Osvaldo Martinez Bargas e Hamilton Lacerda (chefe da campanha de Aloizio Mercadante, e que portava a mala com dinheiro para pagamento do dossiê), que haviam sido denunciados por violação ao artigo 21 da Lei 7429/86 – crime contra o sistema financeiro. Na mesma sentença, a juíza decretou a “atipicidade das condutas” – quadrilha e lavagem de dinheiro – atribuídas a outros integrantes do grupo: Jorge Lorenzetti (o churrasqueiro do alcaguete Lula X9); Fernando Manoel Ribas Soares, Sirley da Silva Chaves e Levy Luiz da Silva Filho. A juíza decretou a nulidade de todos os atos da 7ª Vara Criminal Federal de Cuiabá (MT), onde o caso tramitou inicialmente. Entre os atos tornados nulos estão o recebimento da denúncia criminal e o decreto de perdimento dos bens dos aloprados. O dinheiro encontrado com os petistas, porém, continuará confiscado, em conta judicial. Ao analisar trecho da investigação que revela que os dólares dos aloprados foram adquiridos por meio de contratos de câmbio fraudulentos, a juíza destacou. “O órgão acusador (Procuradoria) não indica outro tipo de prova que aponte que os contratos de câmbio fraudulentos foram celebrados com participação de alguém ligado ao Partido dos Trabalhadores e, caso isso tenha ocorrido, tampouco justifica porque a determinação pela prática dos delitos tenha partido de Jorge Lorenzetti e não de qualquer outra pessoa, como Paulo Frateschi e Antonio dos Santos, respectivamente presidente e tesoureiro do Diretório Estadual do PT, ou José Giácomo Baccarin, coordenador financeiro da campanha de Aloísio Mercadante, lembrando que as tratativas relacionadas à aquisição do ‘dossiê’ são atos atípicos, como reconhece o próprio Ministério Público Federal". Atos atípicos são atos sem tipificação criminal. Grande trabalho da Polícia Federal.... genial.... um portento. “Os fatos descritos na denúncia não constituem, em tese, a prática do crime de lavagem de dinheiro”, decidiu a juíza: “A narração dos fatos não consigna que o pagamento pelo dossiê seria documentado ou materializado de forma a propiciar que os supostos destinatários dos recursos que se alega terem origem ilícita permaneceriam oculta do Estado. Não por outra razão, o pagamento seria feito em dinheiro, inclusive em moeda estrangeira, evitando-se o uso do sistema bancário".  “Diante da ausência de descrição de condutas típicas de prática dos crimes contra o sistema financeiro nacional por parte dos acusados Valdebran, Expedito, Osvaldo e Hamilton, bem como pela atipicidade das condutas que se alega configurarem crime de lavagem de dinheiro, imperiosa a rejeição da acusação de bando ou quadrilha”, decretou a juíza Fabiana Alves Rodrigues. Haviam sido flagrados pela Polícia Federal no hotel Ibis, em São Paulo, Valdebran Padilha, que tinha a posse de US$ 109,8 mil e mais R$ 758 mil em dinheiro, e Gedimar Passos, com US$ 139 mil e mais de R$ 400 mil também em dinheiro. Ao todo, os dois transportavam R$ 1,7 milhão. Valdebran era empresário e havia sido tesoureiro do PT em Mato Grosso em 2004. Gedimar, Federal revelou ser falso, seria vendido pelos empresários Darci Vedoin e seu filho, Luiz Antônio Vedoin, donos da empresa Planam, pivô do escândalo das sanguessugas. Entre a noite do dia 14 e madrugada do dia 15 de setembro daquele ano foram presos Luiz Antônio Verdoin e seu primo, Paulo Roberto Trevisan – o primeiro em Cuiabá e o segundo em São Paulo. Ambos foram acusados de chantagem e ocultação de documentos. Em São Paulo, foram presos Valdebran e Gedimar. Em seu depoimento à Polícia Federal, no dia 17, Gedimar disse que foi contratado pelo PT para negociar com a família Vedoin a compra de um dossiê contra o tucano, e que do pacote fazia parte entrevista acusando Serra de envolvimento na máfia. Na denúncia à Justiça, o Ministério Público Federal destacou que Jorge Lorenzetti era coordenador da campanha presidencial do PT (na época, Lula concorria ao segundo mandato e derrotou Geraldo Alckmin, do PSDB). A Procuradoria sustentou que Lorenzetti “recebeu a nível nacional a função de tratar do assunto ‘dossiê’ e que Hamilton Lacerda era coordenador da campanha a governador do PT”. “A negociação para aquisição do dossiê não é conduta penalmente típica pois o ordenamento não veda que o cidadão, integrante ou não de agremiação partidária, proceda a negociações para adquirir documentos e informações relacionados a atividade delitiva supostamente praticada por concorrente em eleições, em especial quando não se cogita que há violação a qualquer tipo de sigilo”, assinala a juíza Fabiana Alves Rodrigues. Segundo a juíza, “tampouco é ilícito penal o pagamento por tais informações e documentos”. “Aliás, o próprio Ministério Público Federal afirmou, ao formular a acusação, que, ‘não obstante tenha se apurado a participação dos envolvidos na compra do dossiê, forçoso reconhecer que tal conduta não se enquadra em qualquer figura típica’”, anotou a juíza. Grande obrada do Ministério Público Federal, genial obrada.... que capacidade desses gênios.... Segundo a sentença, o alegado delito contra o sistema financeiro teria se consumado no momento em que houve atribuição de falsa identidade para realização dos contratos de câmbio com uma corretora de valores situada na Baixada Fluminense. “Os atos posteriores relacionados ao uso, à disposição ou à transferência da moeda estrangeira fruto dos contratos de câmbio configuram, quanto a este delito, atos de mero exaurimento”, destacou a juíza. “Há que se reconhecer que o Ministério Público Federal não descreve condutas dos acusados Gedimar, Valdebran, Expedito, Osvaldo e Hamilton que os inclua em atos executórios ou em atos de participação, material ou intelectual, na consumação dos alegados delitos contra o sistema financeiro". Genial.... procuradores federais fantásticos..... um fenômeno.... Ainda segundo a sentença, quanto a Gedimar, “o Ministério Público se restringe a afirmar que eIe ‘se encontrava a serviço do Partido dos Trabalhadores’”. A juíza observa, ainda. “A despeito de parecer tentar imputar responsabilidade a Hamilton, ao afirmar que ocupava a posição de ‘coordenador da campanha eleitoral do senador Aloisio Mercadante ao governo do Estado de São Paulo’, e que o dossiê seria adquirido com a finalidade de obter a ‘desestabilização da campanha eleitoral de 2006′, o parquet (Ministério Público) não afirma que ele (Hamilton) participou de decisões ou que atuou para angariar recursos pelo pagamento do dossiê, já que narra apenas atos relacionados à entrega do dinheiro a Gedimar no Hotel Ibis e repete a conclusão da autoridade policial, de que houve ‘participação de Hamilton Lacerda como emissário do dinheiro’, fatos que se inserem no mero exaurimento dos alegados delitos contra o sistema financeiro". Para os criminalistas Luiza Oliver e Alberto Zacharias Toron, do escritório Toron, Torihara e Szafir Advogados, que defende Hamilton Lacerda, “a decisão da juíza (Fabiana Alves Rodrigues) é uma decisão absolutamente técnica”. ”A juíza reconheceu a escandalosa inépcia da denúncia que se limitava a imputar uma série de crimes graves sem apresentar uma única prova em relação aos denunciados”, anotou Luiza Oliver. Após uma investigação desse gênero, uma denúncia do jeito que foi feita, e a sentença da juíza, dá uma enorme vontade ter nascido na Suécia, Dinamarca, Islândia, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá, menos nesta terra de macunaímas. 

Stédile diz que inércia do governo causa "estupefação"

Pouco depois de se encontrar com o ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista na ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") na tarde desta segunda-feira, 9, na sede do Instituto Lula, no Ipiranga, João Pedro Stédile, da coordenação nacional da organização terrorista revolucionária MST, confirmou que o movimento vai participar em peso do ato do dia 13 de março em defesa da Petrobrás e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Chamado por Lula, há duas semanas, no Rio de Janeiro, de chefe de "exército", Stédile fez questão de deixar claro que a participação no ato é uma defesa das instituições democráticas e não do governo Dilma, do qual é crítico. "Não é problema de defender governo, não. Nós vamos defender a democracia, a institucionalidade. Houve uma eleição legítima, uma maioria clara e essa institucionalidade para o bem do País e da democracia deve ser defendida", afirmou. O líder da organização terrorista sem-terra disse que o governo até agora está inerte, não cumpriu as promessas feitas na campanha e isso causa "estupefação" entre os movimentos sociais que apoiaram a reeleição. "A presidente foi reeleita com toda legitimidade, o que falta a ela é que nestes dois meses eles ainda não anunciaram nenhuma medida concreta que beneficie o povo. Então é essa estupefação porque Dilma foi reeleita para seguir um programa de melhorias para o povo e até agora o governo está inerte", disse Stédile. Segundo ele, existe uma "onda conservadora" alimentada pela direita que ganhou a maioria no Congresso Nacional e hoje mantém o governo acuado. "O governo foi reeleito em outubro do ano passado para fazer reformas em favor do povo. Os conservadores ganharam a maioria do Congresso e usam essa maioria para manter o governo acuado", afirmou. Embora aponte a responsabilidade para o Congresso, Stédile criticou a composição do ministério que, segundo ele, "tem muitos conservadores". Para o coordenador da organização terrorista clandestina MST, a reação à frase de Lula sobre o "exército do Stédile", foi "exagerada e manipulada"."A expressão exército é um verbete que se aplica a muitas coisas. É contingente. E naquele ato o Lula animado chamou a gente de exército. O próprio (Karl) Marx chamava os pobres de exército industrial de reserva", disse o falastrão esquerdóide. 





Stédile disse que estava viajando no domingo e, portanto, não viu o panelaço em reação ao pronunciamento de Dilma na TV mas defendeu a manifestação. "Somos um país democrático. Todo mundo pode se manifestar desde que respeite o direito dos outros", disse ele.

Professor da UFSM é absolvido da ação penal do Caso Rodin

O professor universitário Renan Rademacher foi absolvido na ação penal do Caso Rodin. A sentença foi proferida nesta segunda-feira pelo juiz Loraci Flores de Lima, em Santa Maria. Renan Rademacher era acusado dos crimes de formação de quadrilha, corrupção e peculato. Contra Rademacher, o Ministério Público Federal havia apresentado à Justiça denúncias por formação de quadrilha, peculato e corrupção. Ele já tinha sido diretor do Centro de Ciências da Saúde e membro do Conselho Superior da Fatec. O Ministério Público Federal havia pedido, recentemente, a absolvição de Rademacher pelo crime de corrupção. O juiz foi além e absolveu o professor de todas as acusações por falta de provas. No entendimento do juiz, os elementos que constam no processo são insuficientes para incriminar Rademacher. Mas, se é assim, por que foi aceita a denúncia contra ele? Essa operação Rodin é o mais rematado e acabado exemplo de operação político-policial movida pela polícia política do PT, a KGB federal, sob o comando na época do peremptório petista "grilo falante" e tenente brigadeiro e poeta de mão cheia Tarso Genro, da qual saiu como grande beneficiário, ao se eleger governador praticamente sem oposição.