quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Câmbio pressiona inflação e mercado já prevê taxa Selic a 12%

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A depreciação do câmbio de quase 10% ocorrida nos últimos 60 dias foi um dos elementos que levaram o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central a voltar a subir a taxa básica de juros, alegando uma piora dos riscos para a inflação desde a sua última reunião, segundo economistas especializados em inflação. A decisão de elevar a taxa básica para 11,25% ao ano, depois de ela ter ficado estacionada em 11% desde abril, foi tomada por precaução, quando se leva em conta apenas a depreciação do real. “Ainda não é perceptível o efeito do câmbio nos preços”, afirma o superintendente adjunto de Inflação da FGV/Ibre, Salomão Quadros. Ele faz essa afirmação olhando para o resultado do IGP-M de outubro, divulgado nesta quinta-feira. O indicador subiu 0,28%, com avanço de 0,08 ponto porcentual em relação a setembro. Mas, diante do conjunto das pressões inflacionárias, e não só o efeito da depreciação cambial, o mercado acredita que o Copom vai estender o ciclo de alta de juros. Segundo a maioria das instituições consultadas, a projeção mais frequente é a de que o Copom seguirá elevando a Selic continuamente até março de 2015, mantendo o compasso de 0,25 ponto porcentual. Isso levaria a taxa básica de juros para 12% ao final do período. Mudança. Para o economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima, o que mudou para Banco Central entre a divulgação do último Relatório de Inflação e a reunião do Copom de nesta quarta-feira foi a depreciação do câmbio e os possíveis efeitos sobre os preços. Ele lembra que nesse período o dólar, que estava cotado em R$ 2,25, fechou nesta quinta-feira em R$ 2,41. Essa também é a avaliação do economista do Itaú Unibanco Caio Megale. “O Banco Central deve ter avaliado que essa depreciação cambial pode retardar o objetivo de trazer a inflação para o centro da meta”, afirma. Em 12 meses até setembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial de inflação, acumulou uma alta de 6,75%. O centro da meta é 4,5%. Tanto Lima como Megale ressaltam que a depreciação cambial é mais um fator de risco a ser considerado num cenário inflacionário que não vai nada bem. Lima destaca, por exemplo, as expectativas inflacionárias em patamares elevados e a forte preocupação dos agentes econômicos em se protegerem de perdas, o que leva à indexação e mais inflação: “A expectativa, somada à inércia, leva a uma inflação mais alta". Adriana Molinari, economista da consultoria Tendências, lembra de outros fatores negativos do cenário inflacionário, como a forte pressão dos preços dos serviços, que acumulam alta de 8,5% em 12 meses até setembro, e a pressão dos alimentos, que deve afetar a inflação no varejo no último trimestre. Apesar de a alta do dólar ter sido um elemento novo de preocupação para o Banco Central, o repasse para os preços depende vários fatores. “O ritmo de atividade pode limitar o repasse”, observa Lima. Ele acrescenta que a queda nos preços das commodities pode contrabalançar os efeitos da alta do dólar na inflação. Também pondera que há muita incerteza em relação ao novo patamar do câmbio, o que pode adiar o repasse da depreciação para os preços.

Coronel Ustra sofre nova derrota na Justiça

O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra acaba de sofrer uma nova derrota na Justiça Federal. O pedido feito pelos seus advogados de defesa para que fosse extinta a ação em que ele é acusado pelo desaparecimento de Edgar Aquino Duarte, em 1973, sob a alegação de que o militar teria sido beneficiado pela Lei da Anistia, foi rejeitado. O pedido foi apresentado na 9ª Vara Criminal Federal, onde a ação penal está em curso desde dezembro de 2013. Além do coronel Ustra, que comandava na época o Destacamento de Operações de Informações/Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), do 2.º Exército, em São Paulo, são acusados os policiais civis Carlos Alberto Augusto (Carlinhos Metralha) e Alcides Singilo. A defesa do coronel apresentou no dia 30 de setembro uma petição pedindo “extinção da punibilidade do réu”. Alegou que a Lei da Anistia de 1979 beneficiou também os agentes públicos, como policiais civis e militares, envolvidos em denúncias de crimes cometidos durante a ditadura. A ação penal contra o coronel, de acordo com os argumentos da defesa, contraria a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, ao julgar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 153 (ADPF-153), apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em 2010, referendou a interpretação de que os agentes públicos também foram beneficiados. Ao recusar o pedido, o juiz argumentou que a lei não pode ser aplicada no caso, por causa da natureza do delito que está sendo analisado. Trata-se de crime de sequestro, cuja continuidade se mantém até que a vítima seja libertada ou seus restos mortais apareçam. Em outras palavras, não se poderia anistiar um crime ainda em andamento. O juiz diz, textualmente, que “a natureza do delito de sequestro se protrai no tempo e se prolonga até hoje, somente cessando quanto a vítima for libertada, se estiver viva, ou seus restos mortais for encontrado, não se aplicado, pois, aqui as disposições da chamada Lei da Anistia”. Edgar Aquino Duarte trabalhava como corretor da Bolsa de Valores, em São Paulo, quando foi sequestrado por agentes policiais e militares que atuavam nos serviços de repressão da ditadura. De acordo com depoimentos de ex-presos, ele permaneceu preso durante mais de dois anos, tendo passado pelas dependências da Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e pelo DOI-Codi. Em 1973 ele desapareceu. “A vítima desapareceu enquanto permanecia em poder dos órgãos de repressão estatal e seu corpo jamais foi encontrado sendo lícito presumir, no limiar da ação penal, em que vigora a presunção pro societate, que foi detida e sequestrada e que a supressão de sua liberdade perdure até a data de hoje”, observou o juiz. A petição da defesa foi apresentada um dia após o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, ter decidido suspender a ação penal que tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro contra os cinco militares acusados de envolvimento no desaparecimento e na morte do deputado federal Rubens Paiva, em janeiro de 1971. Segundo o ministro, em sua decisão liminar, o julgamento afrontava a decisão do Supremo Tribunal Federal no caso da ADPF 153.

Pedido de auditoria sobre 2º turno vai a Toffoli

O pedido feito pelo PSDB para que seja realizada uma auditoria na votação do segundo turno foi remetido diretamente para a presidência do Tribunal Superior Eleitoral. Caberá ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Dias Toffoli, ex-advogado do PT, decidir se profere alguma decisão monocrática no processo ou remete o caso para análise do plenário. No noite desta quinta-feira, o PSDB protocolou um pedido de auditoria especial, para verificar o resultado das eleições presidenciais. A petição é assinada pelo coordenador jurídico do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP). A expectativa é de que alguma pronunciamento de Toffoli sobre o tema seja feito apenas no início da próxima semana, já que a Justiça Eleitoral irá operar em sistema de feriado nesta sexta-feira, em razão do dia do servidor público. Originalmente, a data é comemorada no dia 28, mas o TSE postergou o feriado na Corte em razão da finalização das questões relativas à votação realizada no dia 26.

Câmara descumpre prazo e contratos seguem fora do ar

Há uma semana, apenas 49 dos 160 contratos firmados pela Câmara Municipal de São Paulo estão disponíveis na internet. Dois anos após publicar os salários dos funcionários no site, a Casa esvaziou o portal da transparência ao retirar do ar 70% dos acordos em vigor. Na semana passada, a Presidência estabeleceu o prazo de uma semana para correção do problema, classificado como "técnico". Mas, de acordo com a assessoria de imprensa do presidente José Américo (PT), as informações só serão restabelecidas dentro de "alguns dias". Com o impasse na publicação dos dados, deixaram de ser detalhados alguns dos contratos mais caros, como a compra de softwares e de vales-refeição para os mais de 1,7 mil funcionários. Juntos, esses contratos somam mais de R$ 126 milhões. Os dados da grande maioria dos acordos firmados se resumem agora a preço pago, data de vencimento, tipo de serviço e empresa escolhida.

Governo da petista Dilma pode fazer mandrakice, reduzir meta do superávit primário para 2015

O governo brasileiro pode reduzir a meta de superávit primário para 2015 a um número mais factível, disseram nesta quinta-feira três fontes envolvidas nas discussões sobre a política fiscal, no que pode ser outro movimento da presidente petista Dilma Rousseff para recuperar a confiança dos investidores. Uma meta menor de superávit primário melhoraria a transparência e reforçaria os sinais de que Dilma pode adotar políticas econômicas mais pragmáticas depois de ser reeleita numa disputa apertadíssima no último domingo. Essa expectativa é totalmente errada e falsa. Uma diminuição do superávit primário só comprovará a falta de determinação do regime petralha para conter a gastança governamental. A bolsa teve forte alta e o dólar caiu mais de 2% nesta quinta-feira, no dia seguinte ao Banco Central elevar a taxa básica de juros, aumentando as esperanças de investidores de que Dilma está disposta a tomar algumas medidas dolorosas para reconstruir os pilares da economia. "A meta mais baixa pode ajudar a recuperar a credibilidade, indicando claramente o que podemos realmente conseguir", disse uma fonte do governo que pediu para não ser identificada porque não está autorizada a comentar o assunto publicamente. "Vai ser muito difícil ao governo para alcançar a meta de 2% (do PIB), mesmo com grandes cortes orçamentários e um aumento nos impostos", acrescentou.  Para 2015, a meta cheia do superávit primário é de 143,3 bilhões de reais, equivalente a 2,5% do Produto Interno Bruto. E o governo disse que atingirá pelo menos 114,7 bilhões de reais, o equivalente a 2% do PIB. Duas outras fontes do governo admitiram que a meta pode ser reduzida. Mas nenhuma das três fontes disse de quanto pode ser a redução. Uma das fontes disse que o governo anunciará em breve pesados cortes orçamentários para 2015 assim como medidas para reduzir os gastos públicos nos próximos anos. A fonte não quis detalhar o tamanho dos cortes nem a natureza das medidas. Um porta-voz do Ministério da Fazenda se negou a comentar sobre a possibilidade de redução da meta do primário para 2015. Uma forte deterioração das contas fiscais no governo Dilma tem colocado a economia brasileira na mira das agências de classificação de risco e corroído a confiança dos investidores no País.

Prefeituras fecham as portas em protesto contra queda de receita

Prefeituras de 21 municípios da região Alta Paulista do Estado de São Paulo fecharam as portas e paralisaram parcialmente suas atividades nesta quinta-feira, 30. Os serviços essenciais, como coleta de lixo, atendimento à saúde, assistência social e educação, funcionaram normalmente, mas não houve atendimento ao público nos paços municipais. A paralisação foi em protesto contra a queda nos repasses de recursos gerados por impostos pelos governos Federal e Estadual. O movimento foi organizado pela Associação dos Municípios da Nova Alta Paulista (Amnap). Nesta sexta-feira, representantes de seis associações de prefeitos das regiões Oeste, Centro-Oeste, Noroeste e Pontal do Paranapanema se reunirão para avaliar o protesto programar novas manifestações, informou o presidente da Amnap e prefeito de Adamantina, Ivo Santos Júnior (PSDB).  Segundo ele, o protesto desta quinta-feira “serviu para mostrar à população a precariedade financeira das prefeituras”. Santos Júnior disse que a queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) fez com que os municípios superassem os limites legais de gastos. “Aqui, até agosto e setembro vínhamos com 51,5% de gasto com pessoal, mas com a queda, superamos o limite legal de 52%”, disse. “Essa situação é a mesma na maioria dos municípios”, completou. “O problema é que a punição da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) recai apenas sobre os prefeitos. Você nunca viu um governador ou presidente ser punido, mas prefeitos até já foram presos”, comentou o presidente da Associação Paulista dos Municípios (APM), Marcos Monti, prefeito de São Manuel. Segundo ele, a APM constatou os municípios perderam em média 10% de sua receita proveniente do FPM e ICMS no mês de outubro. “Em muitos casos foram até de 20%”, afirmou. “A consequência é que praticamente todos os municípios do Estado estão com pagamento de fornecedores atrasados”, completou. Segundo Monti, o problema ocorre devido ao desaquecimento da atividade econômica, que reduziu a arrecadação dos tributos e o repasse de recursos aos municípios. Os prefeitos reivindicam aumento de 2% no repasse do FPM e lutam para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional 406/09, em tramitação na Câmara dos Deputados. A PEC estabelece um valor mínimo anual de recursos para o FPM e aumenta a fatia de repasse aos municípios na distribuição dos recursos arrecadados com tributos federais e estaduais. Pela PEC, por exemplo, a parcela destinada aos municípios do ICMS prevê um aumento de 25% para 30%. Já a parcela referente ao Imposto de Renda e IPI subiria de 48% para 50%; os dois pontos porcentuais seriam destinados ao FPM, cujo repasse aos municípios subiria de 23,5% para 25,5%. Em julho de 2013, a presidente Dilma anunciou a liberação de R$ 3 bilhões, em duas parcelas, aos municípios para custeio de saúde e educação.

Confira novos valores de multas para as infrações de trânsito

Entra em vigor neste sábado, 1º, o aperto mais significativo da legislação brasileira de trânsito desde a adoção da lei seca, em 2008. Quem for flagrado disputando racha terá de pagar R$ 1.915,40. Se as disputas deixarem mortos ou feridos, a punição poderá chegar a 10 anos de prisão. Já para ultrapassagem em local proibido ou pelo acostamento, o valor passa a ser de R$ 957,70; e, em caso de reincidência, os valores serão dobrados. Veja como eram e como ficaram as multas com a nova legislação de trânsito:

As penas para crimes de trânsito também se alteraram com a nova legislação. O tempo de reclusão será de 2 a 4 anos para homicídio culposo (sem intenção de matar) e de 5 a 10 anos para casos de morte durante competição ou exibição não autorizada. Veja lista das penas para crimes de trânsito segundo a nova legislação:
No ano de 2013, mais de 350 mil multas por ultrapassagem em locais proibidos foram aplicadas. Apenas até setembro deste ano, já foram aplicadas 229 mil multas para esse tipo de infração.
O número de mortes no trânsito no Brasil chegou a 46.051 em 2012 - o maior já registrado.

PSDB questiona o que nunca foi questionado, critica corregedor-geral

O pedido de auditoria feito pelo PSDB ao Tribunal Superior Eleitoral pode ser considerado "prejudicial" à democracia, entende o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha. O ministro lembra que a coligação e a campanha do tucano Aécio Neves "tiveram toda a oportunidade, estiveram acompanhando a divulgação" e diz "nada foi impugnado em momento algum". "Perde (a eleição) por pouco e aí fica questionando o sistema eleitoral, que nunca foi questionado no Brasil", critica o ministro. É muito estranho, o ministro já saiu fazendo pré-julgamento, sem examinar as questões levantadas. E outra coisa: por que nunca foi questionado o sistema antes, então ele nunca poderá ser questionado? Que lógica é essa? Lógica petralha?!!! Ele chegou a se encontrar com o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, na noite desta quinta-feira e os dois falaram sobre o tema. A percepção, de acordo com Noronha, é de que "não há nada que comprometa" a lisura do processo de eleição presidencial deste ano. A auditoria foi remetida diretamente ao presidente do TSE, que deve ouvir a parte técnica e encaminhar o caso ao plenário na terça-feira (4), segundo Noronha. "Vão dizer que não confiam na urna eletrônica? E confiariam em quê? Na urna de papel?", questiona o ministro. Mineiro, Noronha é ministro efetivo do TSE desde 2013. Faz parte das vagas destinadas a ministros do Superior Tribunal de Justiça para compor a Corte Eleitoral. O ministro faz parte do corpo do STJ desde o final de 2002, quando foi indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Alguns documentos solicitados pelo PSDB fazem parte do acervo disponibilizado pelo TSE na internet, como os boletins de urna, e outros podem ser entregues, de acordo com regimento do próprio tribunal, explicou. O ministro aponta ainda um empecilho processual na auditoria: quem deveria fazer o requerimento é a coligação de Aécio Neves, a Muda Brasil, que contempla todos os partidos que se uniram ao PSDB. A petição é assinada pelo coordenador jurídico nacional do PSDB, deputado federal Carlos Sampaio.

Delatores de esquema de corrupção na Petrobras já concordaram em devolver R$ 175 milhões

O doleiro Alberto Youssef deverá devolver aos cofres públicos R$ 55 milhões até o fim dos processos abertos contra ele a partir da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. A devolução do dinheiro e dos bens obtidos de recursos ilícitos faz parte do acordo de delação premiada que o doleiro firmou em troca de redução substancial das penas de prisão a que poderia ser condenado por desvios de verbas da Petrobras e de outras áreas da administração pública. Na quarta-feira, Youssef recebeu alta do hospital em Curitiba onde estava internado desde sábado e voltou para a prisão. Até o momento, réus que decidiram colaborar com as investigações da Lava-Jato já se comprometeram a devolver aproximadamente R$ 175 milhões. O primeiro da fila da delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que confessou participar de um esquema de corrupção que envolvia políticos de PT, PMDB e PP, deverá devolver mais de R$ 70 milhões. Entre os valores a serem entregues por Costa estão US$ 23 milhões que ele teria recebido da Odebrecht, uma das empreiteiras com grandes contratos com a Petrobras. O dinheiro está bloqueado em contas bancárias na Suíça, e sua devolução aos cofres públicos depende apenas de medidas burocráticas.

Petistas reclamam porque o PSDB entrou com pedido de auditoria no sistema de votação; o que o PT deseja, eliminar o direito de petição dos brasileiros?

Petistas reagiram à representação do PSDB que pede uma auditoria na votação destas eleições e acusaram os tucanos de quererem forçar um "terceiro turno" depois de saírem derrotados nas urnas. "Sinto que o PSDB está ultrapassando os limites do respeito a um processo democrático que se exige de todo e qualquer partido", criticou o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS). Era o que faltava, os petistas agora querendo impedir o direito de petição de qualquer cidadão brasileiro. Para Fontana, o PSDB "está entrando perigosamente por um ambiente de terceiro turno que tangencia o desrespeito à vontade da maioria e chega a dar a sensação de uma dificuldade de absorver uma derrota eleitoral". O deputado Carlos Zarattini (SP) classificou como "muito grave" a ação movida pelo PSDB e disse que ela visa alimentar um ambiente de tensão. "O único objetivo disso é manter o clima de disputa e de acirramento eleitoral, mesmo já tendo um resultado definido", criticou. "Querem criar um clima para que a tensão permaneça e se tente ter um terceiro turno". Os petistas estão apavorados com a possibilidade de que ocorra uma revisão da votação. O PSDB entrou nesta quinta-feira no Tribunal Superior Eleitoral com uma representação na qual pede uma auditoria "nos sistemas de votação e de totalização dos votos". Assinado pelo coordenador jurídico do partido, deputado federal Carlos Sampaio (SP), o documento argumenta que há "uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira" motivada pela decisão da Corte eleitoral de divulgar a contagem dos votos após o término da votação no Acre, com fuso horário de três horas de diferença em relação a Brasília.

Polícia Federal suspeita que empresa usou Caixa Econômica Federal para aplicar golpe no Exterior

Anthony Armstrong Emery segura as camisas do Alecrim FC e AC Monza

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira a Operação Godfather, que investiga crimes financeiros no setor imobiliário, como sonegação fiscal, gestão fraudulenta, formação de quadrilha e lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores. Uma das principais empresas investigadas, a EcoHouse, com sede em Londres, é suspeita de ter usado o nome da Caixa Econômica Federal para aplicar golpes no Exterior. De acordo com a Polícia Federal, as investigações estão sendo conduzidas há oito meses e foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em residências de investigados e em empresas supostamente ligadas à organização criminosa. As buscas estão sendo realizadas em cidades do Rio Grande do Norte e do Ceará. A Polícia Federal divulgou que a organização movimentou cerca de 150 milhões de reais nos últimos cinco anos, "tendo parte deste montante transitado por empresas sediadas em paraísos fiscais e por contas de instituições e de pessoas físicas consideradas 'doleiras'”. A suspeita é de que a quadrilha, que tem sede em Natal (RN), opere um esquema de lavagem de dinheiro com captação de recursos de particulares no exterior. Aos investidores, o grupo apresenta uma promessa de ganhos de 12 a 20% ao ano. Contudo, os investimentos jamais foram devolvidos aos investidores. A Polícia Federal apurou que somente em Cingapura foram lesados pelo grupo cerca de dois mil investidores, e que cada cota vendida naquele país equivalia a 46 mil dólares. Na página da EcoHouse, há menções à Caixa Econômica Federal e ao programa Minha Casa Minha Vida, financiado pela instituição bancária. Em uma das notícias publicadas no site, o grupo se apresenta como um dos responsáveis por construir residências financiadas no âmbito do Minha Casa Minha Vida. Em notícia publicada pelo site de notícias de Cingapura Channel News Asia, em agosto, Armstrong é acusado de forjar documentos que mostrem seu vínculo com a Caixa Econômica Federal. De acordo com a reportagem, uma carta de recomendação do grupo teve sua autenticidade contestada pelo embaixador brasileiro em Cingapura, Luis Fernando de Andrade Serra. O nome da operação é uma alusão ao principal investigado, Anthony Armstrong, que é presidente do grupo e foi apelidado pela imprensa potiguar de "O Poderoso Chefão". Armstrong, segundo a página de sua empresa, é casado com uma potiguar e é ex-presidente do Alecrim Futebol Clube e proprietário de um clube na cidade de Monza, na Itália.

Avó diz que foi agredida pelo médico pai do menino Bernardo Boldrini

A avó materna do menino Bernardo, morto em abril deste ano, Jussara Uglione, de 73 anos, fez duras acusações contra o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, em audiência no fórum de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira. Em depoimento, ela disse que Boldrini é uma "pessoa fria e calculista" e que ele já havia a agredido em uma ocasião, quando ela esteve na sua clínica para pedir a guarda do menino. "Foi no consultório dele. Foi quando ele me agrediu, me deu um chute na perna. Eu tinha ido pegar uma água para o Bernardo e ele deu o chute. Meu tornozelo ficou roxo", disse a aposentada. Questionada sobre o motivo de não ter relatado o episódio às autoridades antes, ela respondeu que não queria "criar um escândalo". Ela voltou a dizer que a sua filha, Odilaine Uglione, mãe de Bernardo, foi assassinada e não se suicidou, conforme concluiu as investigações da na época. Odilaine foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do consultório de Boldrini em fevereiro de 2010. "Ela era uma menina miúda, magra, não tinha braço para segurar um revólver", disse ao juiz. A família de Odilaine pede a reabertura do caso. Questionando o trabalho da polícia, Jussara relatou que conversou com a filha no dia da sua morte. Segundo ela, a mulher estava prestes a se divorciar de Leandro e já havia planejado morar com o filho em uma casa separada. Além disso, a avó destacou atitudes estranhas do médico no velório da filha. De acordo com a sua versão, ele vestia um colete à prova de balas, estava acompanhado de seguranças e filmava o enterro. Jussara também afirmou que sabia do caso amoroso de Leandro com a madrasta de Bernardo quando a filha ainda era viva. Também afirmou nunca ter sido a favor do namoro de Odilaine e Leandro. A avó de Bernardo foi a última testemunha de acusação a ser ouvida pela Justiça no processo. Seu depoimento foi adiado duas vezes por motivos de saúde. Nos próximos dias, 74 testemunhas arroladas pela defesa serão interrogadas pela Justiça. Além de Leandro, foram indiciados pelo crime a madrasta, Graciele Ugulin;, a assistente social Edelvânia Wirganovicz e o motorista Evandro Wirganovicz. O corpo de Bernardo foi encontrado enterrado às margens de um rio em Frederico Westphalen (RS), onde os irmãos Wirganovicz moravam. À Polícia Civil, Edelvânia confessou a participação no homicídio e acusou Graciele de ser responsável pela morte. Os quatro réus estão presos desde abril e devem ser ouvidos na Justiça após o depoimento de todas as testemunhas.

Especialistas garante que só um dilúvio poderá trazer alívio ao sistema elétrico em 2015, e avisam sobre racionamento cada vez mais próximo

Usina Hidrelétrica de Jupiá em Três Lagoas-MS

As perspectivas ruins para a temporada de chuvas continuam preocupantes e acendem o alerta para a possibilidade de racionamento. Com a expectativa de chuvas abaixo da média, reservatórios das hidrelétricas em menor nível desde o final de 2000 e já com todas as térmicas ligadas, o risco de racionamento em 2015 é real. No cenário mais pessimista, que considera as mesmas precipitações deste ano – 80% da MLT (média de longo termo, que avalia as chuvas desde 1932) – a probabilidade de os brasileiros terem de racionar seu consumo de energia é de 40%, segundo cálculo da Thymos Energia. No cenário mais otimista, em que as chuvas voltem à normalidade (100% da MLT) no ano que vem, pode ser que não seja decretado oficialmente o racionamento, mas a situação do setor continuará crítica. “A única variável que esperamos é chover no verão que está entrando. É preciso chover um dilúvio do tipo Arca de Noé para respirarmos aliviados”, diz João Carlos Mello, diretor-presidente da Thymos Energia. Ele lembra, porém, que somente após o período úmido, que termina no início de maio, é possível saber se será preciso decretar um racionamento de energia ou não. A previsão dos climatologistas é de chuvas ligeiramente abaixo da média, impactando os preços. "Mesmo que chova um montante semelhante à média histórica, ainda não será motivo para respirarmos aliviados, pois a situação dos reservatórios está tão ruim que ao longo de 2015 as térmicas continuarão ligadas quase que em sua totalidade para recompor os níveis de tais reservatórios, independente do volume de chuvas durante o período úmido”, explicou o gerente de regulação da Safira Energia, Fábio Cuberos. Diferentemente do período de racionamentos de 2001, o Brasil hoje dispõe de usinas térmicas, que usam combustíveis fósseis para gerar energia e poupam os reservatórios das hidrelétricas, que estão em níveis baixos — os menores desde 2000. O problema é que essas térmicas são muito mais custosas do que as hidrelétricas e, por isso, elevam o preço da energia no mercado à vista. Diante de chuvas escassas e previsões nada animadoras, desde o início do ano o Operador Nacional do Sistema (ONS) mantém quase todas essas usinas térmicas ligadas. Para quem já tinha contratos de energia firmados com geradoras, nada mudou. Mas, para grande parte das distribuidoras de energia que não conseguiram suprir, nos leilões de 2013, toda a demanda de energia prevista para as residências, o preço disparou. O chamado Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) é o preço que os consumidores (distribuidoras, empresas) precisam pagar caso usem mais energia do que tinham contratado. O mesmo vale para o caso de uma geradora produzir menos energia do que tinha vendido. A remuneração em ambos os casos é feita via PLD, que é determinado pelo ONS semanalmente. O fato é que o PLD passou boa parte de 2014 em seu máximo, de 822,83 reais o megawatt, trazendo custos altíssimos para as distribuidoras descontratadas. O governo precisou intervir e um grupo de bancos financiou 11,2 bilhões de reais para que essas empresas não repassassem em 2014 todo o aumento de gastos para o consumidor, via reajuste tarifário. No segundo semestre, outro empréstimo, de 6,6 bilhões de reais, foi acertado. O interesse do governo em encontrar uma forma de capitalizar as distribuidoras é justamente o impacto dos reajustes na inflação, que está acima do teto da meta de 6,5% ao ano. É importante notar, contudo, que os consumidores já tiveram um reajuste médio de 17,63% na conta de luz neste ano, maior do que o estimado pelo Banco Central (BC) em seu último Relatório Trimestral de Inflação, divulgado em setembro, que previa 16,8%. Segundo Cuberos, da Safira, o País vive hoje uma situação semelhante a 2008, quando também houve problemas com o período úmido, mas a crise internacional, que impactou na redução da produção industrial, “ajudou” a evitar um novo racionamento. A Thymos Energia projeta que, se o Brasil crescesse bem mais, na casa de 5,5%, o País já estaria em racionamento. “Estamos entrando em 2015 com os reservatórios piores do que entramos em 2001. Isso exigirá um monitoramento contínuo das condições de operação e uma tomada de decisão sem componente político”, Mello, da Thymos. É difícil, porém, dissociar de intenções políticas a decisão da Aneel de colocar em discussão a diminuição do teto do PLD de 822,83 para 388,04 por MWh. Se aprovada, no mês que vem, a medida pode até diminuir o rombo das distribuidoras, mas especialistas do setor já prevêem mais custos para a conta de luz dos brasileiros. Raphael Gomes, do Demarest Advogados, explica que, hoje, parte do PLD é repassado para cobrir os gastos com geração, como a das térmicas. Se o PLD máximo diminuir, isso terá de ser pago por todos os agentes do sistema via aumento de encargos. Nos cálculos da Safira Energia, por exemplo, os encargos podem subir até dez vezes com um PLD máximo de 388,04/MWh. Se de janeiro a julho deste ano, com o PLD máximo atual, o montante de encargos pagos pelos consumidores foi de mais de 582 milhões de reais, ele subiria para 5,4 bilhões de reais. “Para resolver um problema pontual, quer-se mudar artificialmente o preço da energia no mercado de curto prazo, reduzir os incentivos de outros agentes e ainda deixar para o consumidor pagar essa conta”, aponta Gomes. Desse modo, quem seguiu a regra de contratações e não ficou exposto ao mercado à vista precisaria “dividir o bolo” com quem, descontratado, foi beneficiado com preços de energia menores. Em última instância, todo e qualquer aumento de custo acaba de algum modo indo para a conta de quem a presidente Dilma Rousseff tentou “proteger” em 2012: os contribuintes. É um desastre absoluto, essa é a política energética do desgoverno petista.

PSDB quer auditoria no resultado da eleição presidencial

Deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), durante entrevista em Brasília

Quatro dias depois das eleições, o PSDB ingressou no Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira com um pedido de auditoria sobre o resultado das eleições presidenciais. O partido, derrotado pela presidente Dilma Rousseff por uma diferença de três pontos, quer que a corte crie uma comissão especial formada por representantes indicados pelos partidos políticos para avaliar a fiscalização dos sistemas utilizados no pleito. Na ação, o coordenador Jurídico Nacional do PSDB, o deputado federal Carlos Sampaio, ressaltou que, passadas as eleições, surgiram uma série de denúncias e desconfianças por parte da população. “Nas redes sociais, os cidadãos brasileiros vêm expressando, de forma clara e objetiva, a descrença quanto à confiabilidade da apuração dos votos e a infalibilidade da urna eletrônica, baseando-se em denúncias das mais variadas ordens, que se multiplicaram após o encerramento do processo de votação, colocando em dúvida desde o processo de votação até a totalização do resultado”, diz. Tendo em vista “dissipar quaisquer dúvidas”, Sampaio pede uma auditoria nos sistemas de votação com base em diversos documentos, como as cópias de boletins de urnas de todas as sessões eleitorais do País e dos logs originais e completos das urnas, além de todas as ordens de serviços e registros técnicos sobre atualização e manutenção do sistema e acesso aos programas e todos os arquivos presentes nas urnas eletrônicas. O TSE ainda não se manifestou sobre o pedido.

Otan aumenta patrulha aérea por causa da Rússia

Aeronave russa é fotografada a frente de um caça da Força Aérea Britânica ao sobrevoar o espaço aéreo internacional perto dos Estados Bálticos; O Ministério de Defesa da Grã-Bretanha informou que os aviões militares que adentrarem a região sem permissão serão interceptados

O novo chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, afirmou que a aliança está em preparação e aumentando sua patrulha aérea em resposta ao aumento na atividade da Força Aérea russa no leste da Europa. Stoltenberg afirmou que a Otan não está de volta à época da Guerra Fria em relação ao país, seu antigo arqui-inimigo, mas que o comportamento da Rússia tem minado severamente a confiança construída nas últimas décadas. Durante visita a Atenas, Stoltenberg reafirmou que a aliança "permanece vigilante" devido ao número de vôos militares russos no leste do continente europeu, que foi triplicado neste ano. Ele também pediu à Rússia que retire suas tropas da Ucrânia e alertou para os planos de rebeldes separatistas para realizar eleições locais no leste do país. A Rússia, no entanto, nega manter soldados no país vizinho. A Otan relatou na quarta-feira “incursões incomuns" em vôos militares russos sobre os mares Negro, Báltico e do Norte e sobre o Oceano Atlântico durante os últimos dias. O porta-voz da aliança militar, Jay Janzen, afirmou que quatro bombardeiros estratégicos Tupolev Tu-95, além de outras aeronaves russas, realizaram manobras de grande escala no espaço aéreo internacional. Nenhum incidente foi relatado, mas Janzen disse que as trajetórias das manobras eram incomuns. As tensões entre a aliança e a Rússia aumentaram desde que o país anexou a península da Crimeia, em março. De acordo com funcionários da Otan, pilotos da aliança realizaram mais de 100 interceptações de aeronaves russas neste ano, cerca de três vezes mais do que em 2013.

Governo da petista Dilma é multado por favorecimento ao JBS

Linha de produção do frigorífico JBS na cidade de Lins, São Paulo

A Justiça de Brasília impôs uma nova derrota ao Ministério da Agricultura por uma decisão que teria sido adotada para favorecer o frigorífico JBS, dono da marca Friboi. Neste mês, o juiz Francisco Alexandre Ribeiro, da 8ª Vara do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, determinou a aplicação de uma multa diária de 100 mil reais à pasta caso não seja suspensa uma limitação à exportação de miúdos bovinos pelos chamados Entrepostos de Carnes e Derivados (ECDs), operados com insumos de pequenos frigoríficos. O ministério tem dez dias para cumprir a decisão a partir da notificação oficial. O juiz determinou a suspensão de um ofício editado pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), subordinado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). A medida cautelar emitida pelo juiz acolheu pedido da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que acusa a limitação como uma ação favorável ao JBS. Esta foi a segunda derrota imposta pela Justiça Federal ao Ministério da Agricultura neste tema. Em fevereiro, o juiz Antônio Cláudio Macedo da Silva, da 8ª Vara, havia apontado "suspeitas de possível favorecimento da empresa JBS" pelo Dipoa. O ministério recorreu da decisão, o que resultou em uma medida cautelar solicitada pela Abrafrigo. O setor frigorífico avalia que os miúdos representam 17% do peso do boi. A importância econômica dos despojos foi abordada no início deste ano pelo pesquisador Gelson Feijó, em estudo realizado na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Gado de Corte) de Campo Grande (MS). "É com os subprodutos do boi que as indústrias conseguem obter lucratividade, que por sua vez vai depender da eficiência da própria indústria na exploração e busca por clientes para esses subprodutos", observou. A Controladoria-Geral da União apontou, em auditoria realizada em 2013, que a SDA tem adotado repetidas decisões favoráveis ao JBS. O órgão de fiscalização apontou três irregularidades naquele ano. O governo é sócio do JBS por meio do BNDESPar, braço de participação do BNDES, que detém aproximadamente 23% das ações da companhia.

Lava Jato: executivo afirma ter doado R$ 5 milhões ao PT e PR

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro

Júlio Camargo, executivo da Toyo-Setal, empresa que mantém contratos com a Petrobras, afirmou em acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato que "doou" 6,7 milhões de reais a pelo menos 13 partidos entre os anos de 2006 e 2014, informa o jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira. Segundo Camargo, o partido que mais recebeu repasses foi o PT, com 2,56 milhões de reais, ou 38% do total repassado. Na lista de beneficiados estão os senadores Marta Suplicy (SP), Lindbergh Farias (RJ) e Delcídio do Amaral (MS) e o deputado estadual Adriano Diogo (SP). Segundo a reportagem, o segundo partido privilegiado no ranking de doações, o PR, recebeu 2,49 milhões de reais, equivalente a 36,9%. A maior parte do dinheiro, o equivalente a 2 milhões, teria sido repassado especificamente para a campanha de José Roberto Arruda, candidato ao governo do Distrito Federal no pleito de outubro. Arruda, no entanto, desistiu de concorrer após ter no nome barrado pela lei da Ficha Limpa. O dinheiro foi repassado pela empresa Toyo-Setal. Outro partido que teria recebido repasses, cerca de 7% no total, que contabilizam 475.000 reais, foi o PMDB. Segundo o delator, a maioria das doações foi feita a siglas da base aliada do governo, mas três partidos da oposição foram beneficiados. O PSDB teria recebido 162.000 reais, ao PPS coube 113.000 reais e o PV ficou com o montante de 26.000. A empresa doadora, a Toyo-Setal, que tem Camargo como diretor, firmou contratos com a Petrobras que chegaram a soma de 4 bilhões de reais. O executivo é o primeiro das grandes empresas que mantém negócios com a estatal que aceitou assinar o acordo de delação premiada para obter redução de pena. A Justiça impôs a ele ainda uma multa de 40 milhões de reais. Camargo é investigado sob suspeita de pagar propina para conseguir obras da Petrobras. Três empresas controladas por ele, que também é sócio da Auguri, Piemonte e Treviso, fizeram depósitos de 13,4 milhões de reais à GFD Investimentos, firma de fachada do doleiro Alberto Youssef. Procuradores consideram que todos os depósitos feitos à GFD eram repasse de propina, já que a empresa não tinha atividade. Nos interrogatórios da delação, Camargo contou que Renato Duque, que ocupou a diretoria de serviços da Petrobras entre 2003 e 2012, recebeu propina fora do País. Duque foi indicado ao cargo pelo ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu (o herói do povo brasileiro, conforme o PT). O nome de Duque já havia sido mencionado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa em interrogatório. Costa, que também assinou acordo de delação com a Justiça, afirmou que o PT ficava com 3% do valor líquido dos contratos da diretoria de Duque.

Governo petista retoma estudos para continuidade da privataria de aeroportos

Ministro da Secretaria da Aviação Civil, Moreira Franco

O governo da petista Dilma está retomando os estudos para uma nova rodada de privataria de aeroportos no País, afirmou o ministro da Secretaria da Aviação Civil, Moreira Franco. Segundo ele, o assunto esteve de lado este ano, por uma necessidade de reavaliar o papel da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) à frente da administração de aeroportos no território brasileiro. "Com relação aos aeroportos maiores, nós paramos para repensar a governança e gestão da Infraero, porque o governo federal precisa de uma empresa que opere aeroportos, pois vamos ter muitos que não serão rentáveis, mas ainda fundamentais para a população, como na Amazônia", justificou Moreira Franco. Segundo o ministro, o Banco do Brasil foi contratado para fazer um estudo sobre a governança da Infraero. "Contratou-se o Banco do Brasil para fazer o estudo econômico financeiro e o desenho de gestão e governança para a alternativa que vai se criar. Na próxima semana, ele já vai nos apresentar o resultado desse estudo. E com isso nós vamos poder reabrir o processo de concessão", especificou. O ministro não quis precisar quantos nem onde estariam os próximos aeroportos a serem passados à administração privada. Citou apenas que poderiam estar nas regiões Norte, Nordeste e Sul. "Precisamos colocar nossos aeroportos no século 21, e estamos fazendo isso. Os aeroportos, não só os concessionados, estão caminhando para isso", afirmou. Até agora, seis aeroportos já foram entregues à iniciativa privada: Galeão (RJ), Confins (MG), Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Natal (RN) e Brasília (DF). No entanto, a Infraero é sócia nos consórcios vencedores em cinco deles, a única exceção é Natal.

Justiça nega pedido para reduzir captação do Alto Tietê

Sistema Produtor Alto Tietê

A Justiça de São Paulo indeferiu a ação movida pelo Ministério Público Estadual que pedia a redução imediata da retirada de água do Sistema Alto Tietê pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Para o juiz Marcelo Sérgio, da 2ª Vara da Fazenda Pública, os pedidos feitos pelos promotores na ação "implicam interferência do Poder Judiciário em atos de gestão da administração pública". Na ação, os promotores pediam, em caráter liminar, a suspensão da portaria do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) que autorizou a Sabesp a aumentar a produção de água do Alto Tietê de 10.000 para 15.000 litros por segundo em fevereiro deste ano, já na crise de estiagem dos mananciais. Segundo o Ministério Público Estadual, a autorização foi "fundada em dado ideologicamente falso" e "acarretou o irrefreável, alarmante e histórico rebaixamento dos níveis de água acumulados nos reservatórios" do sistema. "No caso, não vejo como possam os atos impugnados, que tem em mira a garantia do fornecimento de água à população, ser classificados como inadequados ao interesse público, neste primeiro exame, sem que seja feita aprofundada avaliação técnica. Somente em situação em que se vislumbre a mais absoluta falta de razoabilidade do ato administrativo é que se poderia admitir a invalidação", afirma o juiz na sentença. "Quando o ato não pode ser facilmente classificado de tal forma, ou seja, em situações nebulosas, naquelas situações nas quais há dúvida sobre o atendimento do interesse público, não pode o Judiciário intervir, em especial em atos de gestão da administração", complementa Marcelo Sérgio. "O Ministério Público pretende, praticamente, assumir o controle da gestão da crise hídrica", conclui o juiz. Segundo os promotores, os dados técnicos que embasaram o aumento em 50% na produção do Alto Tietê consideraram que a Represa Taiaçupeba, em Suzano, tinha uma capacidade máxima para 78,5 bilhões de litros, mas este volume está limitado a 33,5 bilhões de litros. Desde o início do ano, a Sabesp tem usado o Alto Tietê para socorrer bairros que eram atendidos pelo Sistema Cantareira. No período, o nível das cinco represas que formam o sistema e abastecem hoje 4,5 milhões de pessoas caiu de 46,3% para 6,8% nesta quinta-feira. "Não pode o Judiciário dar mais valor ao parecer do Ministério Público sem que tenha percorrido o contraditório e sem que esteja munido de opinião técnica de profissional não vinculado às partes", afirma o juiz, que determinou uma perícia técnica da Justiça no sistema para produzir um laudo independente sobre a crise no manancial. O promotor Ricardo Manuel Castro, um dos autores da ação, afirmou que o Ministério Público Estadual vai recorrer da decisão. "Estamos estudando como interpor o recurso. O nível do sistema vai continuar caindo. A ação civil visava justamente a preservação de todo o sistema, para que ele trabalhe com segurança. Manter o nível de retirada outorgado pelo DAEE e ultrapassando as captações como têm sido feito é gerir o Alto Tietê ao seu esgotamento", disse.

Juro do cheque especial alcança 183,3% em setembro

Tesouro

A taxa de juros cobrada de pessoas físicas no cheque especial disparou de 172,8% para 183,3% entre agosto e setembro, diferença de 10,5 pontos porcentuais, segundo mostrou o Banco Central em relatório nesta quinta-feira. Trata-se do maior patamar dos últimos 15 anos. Em setembro de 2013, essa mesma taxa estava em 143,3% ao ano, ou seja, 40 pontos porcentuais menor. No acumulado do ano, os juros do cheque especial já subiram 35,4 pontos porcentuais. Os números levam em consideração os juros cobrados das instituições financeiras apenas de pessoas físicas. Os juros do crédito consignado tiveram uma ligeira elevação entre agosto e setembro, passando de 25,8% ao ano para 25,9%. Já o crédito pessoal não consignado caiu de 100,3% para 96,3% ao ano no período. O consignado costuma ser mais barato porque, como as parcelas do financiamento são deduzidas diretamente da folha de pagamento das pessoas, o risco de calote é menor. Segundo o Banco Central, financiar veículos também ficou mais barato: a taxa média de juros passou de 23,2% para 22,8% entre agosto e setembro. A taxa média de juros para pessoa física, considerando todas as modalidades, caiu 0,3 ponto porcentual, para 42,8%. Nos empréstimos às empresas, o custo médio de juros no segmento de recursos livres (que exclui crédito rural, habitacional e financiado pelo BNDES) permaneceu em 22,8% ao ano. Vale lembrar, porém, que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou os juros básicos (Selic) na noite de quarta-feira de 11% para 11,25%. Por ser um balizador para o mercado de crédito como um todo, é possível que as taxas cobradas nos financiamentos subam em breve. No Relatório de Política Monetária do BC consta ainda que o spread bancário – diferença do custo de captação do dinheiro pelo banco e taxa cobrada aos clientes – referente às operações com recursos livres diminuiu 0,3 ponto porcentual no mês. O spread anual para pessoas físicas caiu de 31,5% para 31,2%. Para empresas subiu um pouquinho, ao passar de 12,2% para 12,3%.

Traficantes de classe média alta são presos no Rio de Janeiro

Policiais participam de operação contra o tráfico de drogas na Zona Sul do Rio

Dez pessoas foram presas em uma operação contra traficantes que pertencem a famílias de classe média alta na Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira. A polícia apreendeu diversos tipos de drogas, material para empacotar, balança de precisão, armas e computadores nos bairros de Laranjeiras, Flamengo e Catete. Na casa de um dos detidos foram encontrados 27.000 reais em dinheiro. Na operação de busca e apreensão, foi apreendida farta quantidade de maconha, haxixe, LSD, skunk e outras drogas. As investigações começaram há 10 meses enquanto o delegado Roberto Nunes, da 9ª Delegacia de Polícia (Catete), acompanhava as ações de um grupo de jovens de classe média alta que saía às ruas para espancar menores infratores. No início deste ano, um jovem negro de 15 anos foi preso nu a um poste no Flamengo com uma trava de bicicleta e outro adolescente, também negro, de 17 anos, teve mãos e pés amarrados em Botafogo. Os casos ficaram conhecidos como "justiçamento". Além das lesões corporais, os jovens também praticavam crimes como roubo e furto de automóveis, receptação, estupro, tentativa de homicídio, além de tráfico de drogas e associação ao tráfico. "Nossas investigações comprovam que todos os envolvidos, em um total de 40, vão responder por associação para o tráfico e tráfico de drogas", afirmou o delegado Nunes. Agora a polícia espera identificar outros integrantes da quadrilha. Ao todo, 44 pessoas estão sendo investigadas pela Polícia Civil por tráfico e associação por tráfico de drogas. Os detidos costumavam vender drogas na Praça São Salvador, no Flamengo, que fica em frente a um quartel do Corpo de Bombeiros. Eles compravam as drogas nos morros nos arredores da Zona Sul e revendiam nas ruas do bairros próximos.

Justiça italiana devolve passaporte e identidade ao bandido petista Pizzolato, agora igual a Maluf e Cacciola

Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing Banco do Brasil, condenado no processo do mensalão, deixa a prisão de Modena, na Itália

A Justiça italiana devolveu ao bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato, condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Mensalão do PT a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, todos os documentos do ex-diretor do Banco do Brasil que foram retidos no momento de sua prisão. Na terça-feira, a Justiça do país europeu negou o pedido do governo brasileiro para extraditar o mensaleiro - e acabou por livrá-lo da cadeia. Nesta quinta-feira, RG, CPF e até passaporte, foram entregues a Pizzolato. Em julgamento do pedido de extradição, a Corte de Apelação de Bolonha decidiu que ele não pode ser devolvido ao País por ter cidadania italiana e por não ter condições de cumprir pena nas prisões brasileira. Para tentar frear sua extradição, a defesa de Pizzolato alegou que ele temia ser assassinado se voltasse ao Brasil e que sofre de graves problemas "psiquiátricos". A defesa de Pizzolato ainda enviou aos juízes documentos da Organização das Nações Unidas com um parecer que critica as condições das prisões brasileiras. Agora o bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato é igual a Paulo Maluf e o ex-banqueiro Salvatore Cacciola. Pode passear à vontade pela Itália, mas, se sair do País, será preso pela Interpol, que tem seu pedido de prisão.

Zuenir Ventura é eleito para Academia Brasileira de Letras

Zuenir Ventura

O jornalista e escritor Zuenir Ventura, 83 anos, foi eleito nesta quinta-feira novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ventura recebeu 35 votos para ocupar a cadeira 32, que era do dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, morto em 23 de julho. Concorreram com ele os poetas Thiago de Mello e Olga Savary, que terminaram o pleito com um voto cada. Os ocupantes anteriores da cadeira foram Carlos de Laet, Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo e Genolino Amado. Nas últimas semanas, a ABL também elegeu o poeta Ferreira Gullar e o historiador Evaldo Cabral de Mello para ocupar as cadeiras deixadas vagas pelas mortes de Ivan Junqueira e João Ubaldo Ribeiro, respectivamente. Zuenir Ventura é jornalista e ex-professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Nos anos 1960, foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de redação da revista Fatos & Fotos, chefe de reportagem da revista O Cruzeiro e editor-chefe da sucursal no Rio de Janeiro da revista Visão-Rio. Em 1969, assinou a série de doze reportagens "Os Anos 60 – A Década que Mudou Tudo", para a Editora Abril, posteriormente publicada em livro. Também na editora, foi chefe de redação de VEJA de 1977 a 1981. Em 1988, Ventura lançou o livro "1968 – O Ano que Não Terminou", que recebeu 48 edições, vendeu mais de 400.000 exemplares e foi a inspiração para a minissérie "Anos Rebeldes" (1992), da Globo. Recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog pela série de reportagens "O Acre de Chico Mendes", publicada em 1989 no Jornal do Brasil. Seu livro mais recente é o romance "Sagrada Família" (Alfaguara).

O comunista Haddad vai cobrar mais IPTU de imóvel sem uso, é o socialismo botocudo e macunaímico em curso

Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, assina lei que prevê aumento de IPTU para imóveis abandonados

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), assinou nesta quinta-feira um decreto de lei que regulariza o aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) para imóveis ociosos. O texto prevê também a desapropriação de propriedades que não se adequarem aos critérios de uso. A prefeitura vai mapear imóveis abandonados e subutilizados para cobrar dos proprietários imposto maior, caso não apresentem em até um ano projeto de ocupação. Se o projeto não for apresentado no prazo, o valor do IPTU irá aumentar até um teto de 15% do valor do imóvel. Se em cinco anos não for feito nada, a prefeitura poderá desapropriar o terreno. A administração municipal informou que identificou 78 propriedades ociosas no centro de São Paulo e que seus respectivos donos serão comunicados sobre a lei. Em nota, o prefeito negou que o objetivo do decreto seja aumentar o IPTU, que foi barrado pela Justiça no fim do ano passado, mas acabar com a "especulação imobiliária" na cidade. “A lei foi construída para não valer a pena especular. Vale a pena dar uma destinação para o imóvel de acordo com a lei de uso e ocupação. Tudo foi construído para não se chegar nem a tributar, sobretaxar nem desapropriar, mas sim para que o proprietário dê uma destinação. É antieconômico não fazer nada", afirmou Haddad. No ano passado, o reajuste do IPTU em até 35% foi aprovado com pouca margem e na calada da noite. O reajuste foi vetado por uma ação de inconstitucionalidade ajuizada pela Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo diretório paulistano do PSDB. O Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu a ação no segundo semestre do ano passado. A prefeitura recorreu no Supremo Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal para tentar derrubar a liminar, mas teve o pedido rejeitado nas duas cortes.

Câmara questiona STF por julgamento de deputados

Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ingressou na tarde desta quinta-feira com uma ação no Supremo Tribunal Federal na qual pede que parlamentares e ministros sejam julgados pelo plenário, e não pelas Turmas de ministros, conforme mudança feita no regimento da corte em junho. No plenário, o julgamento é feito por onze ministros, enquanto nas turmas, por cinco. A alteração permitiu que o deputado Prótogenes Queiroz (PCdoB-SP) fosse condenado pela 2ª Turma do STF, no último dia 21 de outubro, por violação de sigilo funcional quando era delegado – de acordo com a corte, Queiroz cometeu crime ao divulgar à imprensa informações sobre a Operação Satiagraha. Na cúpula da Câmara há o entendimento de que se a ação direta de inconstitucionalidade for acatada, a condenação do parlamentar pode ser suspensa, já que o acórdão ainda não foi publicado.  Na ação, o presidente da Câmara alega que o novo dispositivo fere o princípio da isonomia porque “promove a distinção entre detentores de mandatos do mesmo corpo legislativo” – enquanto parlamentares são direcionados às turmas, os presidentes da Câmara e do Senado permanecem sendo julgados em plenário, assim como o presidente e vice-presidente da República, os ministros do STF e o procurador-geral da República. Alves também argumentou que a alteração violou o princípio da razoabilidade e que é sem razão o entendimento de que, em nome da agilização dos julgamentos, “seja possível promover a desigualação entre membros da Câmara dos Deputados”, ao tempo em que a Constituição dispensa o mesmo tratamento aos membros do Congresso Nacional. “Não seria razoável admitir que, à guisa de imprimir maior dinamismo aos trabalhos de um poder, se possa prejudicar as atividades de outro poder, ensejando desarmonia interna e constrangimento perante o eleitorado”, afirmou na ação. A mudança no STF foi feita sob o argumento de dar celeridade aos julgamentos. Também foram transferidos para as Turmas os mandados de segurança questionando atos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Carlos Alberto Sant'Ana, arquiteto petista da prefeitura de Porto Alegre e candidato ao Conselho de Arquitetura, faz apologia do terrorismo e postagens antissemitas

Carlos Alberto Sant'Ana, arquiteto da Prefeitura de Porto Alegre, lotado na Secretaria de Cultura do município, no momento responsável pela "requalificação" do centro cultural Usina do Gasômetro, é um exemplo da cultura da capital gaúcha. Petista fanático, ele exibe em sua atuação no Facebook, sem dúvida, o que deve ser uma concepção muito estranha a quem atua no campo cultural, mas naturalmente compreensível quando derivada do totalitarismo petista. Para começar, o arquiteto Carlos Alberto Sant'Ana declara-se no seu perfil no Facebook como sendo funcionário da empresa "Al Qaeda". Todo mundo sabe que a Al Qaeda é a maior organização terrorista do planeta, responsável pelo ataque e destruição das duas torres gêmeas em Nova York. Como ele é funcionário
da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, deixa entender que vê a municipalidade como também uma grande organização terrorista. Em primeiro lugar, a Constituição brasileira veda o terrorismo em seu artigo 4º, que diz: "Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: .....VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo". A Al Qaeda é uma organização terrorista e alguém se dizer membro da mesma, no Brasil, atenta contra a Constituição e agride o Estatuto do Servidor Público. Um servidor público não pode se declarar servidor de uma organização terrorista. Ele ainda prossegue no seu perfil no Facebook, declarando que é de "Abbottabad", cidade do Paquistão onde vivia o chefe terrorista Osama Bin Laden e onde foi morto por um comando Seal dos Estados Unidos. Ou seja, não resta dúvida da profunda identidade desse funcionário da área de cultura da Prefeitura de Porto Alegre com a cultura do terrorismo, em geral, e islâmico, em particular. Nas suas postagens, em particular, ele revela outro viés associado ao do terrorismo islâmico: o antissemitismo. Assim como a Al Qaeda propugna a eliminação do estado de Israel e de todos os judeus, também passa algo similar pela cabeça do arquiteto Carlos Alberto Sant'Ana. Isso está explícito na postagem que ele fez nesta quinta-feira, com o seguinte teor: "Judeus não são eventualmente maus. Eles são a maldade em forma de gente. O que eles fazem é sempre mau". Manifestação mais

antissemita é quase impossível de ser pensada. Como esta chapa é apoiada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil-RS, é de se perguntar se a entidade endossa também a posição do arquiteto Carlos Alberto Sant'Ana sobre os judeus. A chapa 2 tem a seguinte composição: "Alberto Cabral, Carlos Alberto Sant'Ana, Pedro Gabriel S Castro, Brinckmann Marcelo, Fernando Brentano, Paulo Henrique Rodrigues, Andréa Dos Santos, Gladis Haas, Efreu Quintana, Arlene Lubianca, Cristina Langer, Hermes Puricelli, Oritz Campos, Diana Maria Gil, Edgar Do Valle, Hugo Gomes Blois Filho, Silvia Barakat". Gina Schvartz Saffer pede para retificar peremptóriamente que não faz parte dessa chapa. Consultado, o secretário municipal de Cultura de Porto Alegre, Roque Jacoby, disse: "O arquiteto Carlos Alberto Sant'Ana presta excelentes serviços". E a Federação Israelita do Rio Grande do Sul informou que irá submeter o assunto ao seu conselho de sábios. Quando a cultura de um Estado está sendo cuidada por indivíduos por esse tipo de postura, quando órgãos públicos que formulam e executam políticas de cultura estão sendo orientados por indivíduos com esse tipo de atitude, não há sombra de dúvida de que há um grande mal-estar na cultura, para dizer o mínimo.
PS: a arquiteta Arlene Lubianca não participou dessa chapa petista na eleição do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul; a pedido dela, sai aqui esta explicação; ela também não emitiu qualquer opinião sobre a opinião antissemita do seu colega Carlos Alberto Sant'Anna.

A petista Dilma sanciona lei do socialista Beto Albuquerque e multas do trânsito aumentam até 900%

A partir deste sábado, motoristas que provocarem situações de risco no trânsito estarão sujeitos a pagar mais caro pelas infrações. Em alguns casos, muito mais caro: o aumento no valor das multas, determinado a partir da sanção presidencial de%  uma lei que altera 11 artigos do Código Brasileiro de Trânsito, pode chegar a 900%. Os artigos se referem, principalmente, a ultrapassagens em estradas e a disputas de rachas. As mudanças, conforme o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), podem resultar em mais segurança para motoristas e pedestres, além de preservar a infraestrutura urbana. Quem for flagrado ultrapassando pelo acostamento, por exemplo, em vez de receber multa de R$ 127,69, como prevê a lei atual, vai passar a pagar R$ 957,70 – valor mais de sete vezes maior. O projeto que reajustou os valores de multas foi elaborado em 2007 pelo deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) e sancionado em maio pela presidente petista Dilma Rousseff.

COMO A REDE PETISTA ATUA, COM TENTÁCULOS NOS GRANDES VEÍCULOS, PARA TENTAR MUDAR UM FATO: NO DIA 21, YOUSSEF DISSE À PF E AO MP QUE DILMA E LULA SABIAM DA ROUBALHEIRA NA PETROBRAS. E NÃO HOUVE RETIFICAÇÃO NENHUMA, JANIO DE FREITAS! É MENTIRA!

Não pensem que a rede a serviço do petismo para distorcer informações está restrita aos blogs sujos, alimentada pelo capilé estatal. Chega também à grande imprensa. Aliás, os fiéis servidores da causa adorariam ver os veículos nos quais atuam debaixo do chicote do partido. Torcem fervorosamente para que Dilma imite Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e Cristina Kirchner e avance contra a “mídia”, onde ganham o pão. Mas vamos adiante. Prestem atenção à sequência de fatos.

1. VEJA publicou na edição de sexta-feira, dia 24, a informação de que, no âmbito da delação premiada, Alberto Yousseff havia afirmado à Polícia Federal e ao Ministério Público que Dilma e Lula sabiam, sim, da roubalheira na Petrobras. ATENÇÃO: O DEPOIMENTO EM QUE YOUSSEF ACUSA A DUPLA PRESIDENCIAL É DO DIA 21 DE OUTUBRO.
2. A VEJA começou a chegar aos leitores na sexta, dia 24. No sábado, dia 25, Folha, em manchete, e Estadão, com chamada na primeira página, PUBLICAVAM A MESMA INFORMAÇÃO.
NOTA LATERAL – VEJA não antecipou edição coisa nenhuma. Isso é mentira. Sigamos.
Nesta quarta-feira, o jornal O Globo publica uma notinha, sem assinatura, sem fonte, sem nada, afirmando que, na verdade, Yusseff não teria dito o que disse à Polícia Federal no dia 21, mas apenas no dia 22, numa retificação.
O apparatchik petista entrou em ação, afirmando que haveria uma espécie de articulação para acusar Dilma às vésperas da eleição. Em sua coluna desta quinta-feira, na Folha, Janio de Freitas, por exemplo, escreve a seguinte besteira (em vermelho):
Na quarta 22, “um dos advogados” de Youssef “pediu para fazer uma retificação” em depoimento prestado na véspera por seu cliente. “No interrogatório, perguntou quem mais sabia (…) das fraudes na Petrobras. Youssef disse, então, que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem. A partir daí, concluiu-se a retificação.
Janio está, como se vê, desmentindo a manchete da própria Folha de sábado, dia 25, que apurou rigorosamente o que apurou VEJA. Até aí, tudo bem. Poderia fazê-lo se tivesse razão. Só que Janio e outros da espécie menores do que ele estão divulgado uma MENTIRA. Não houve depoimento nenhum na quarta-feira. A informação é falsa como nota de R$ 3,00.
Quem está fazendo escarcéu com isso nas redes sociais é gente que ainda vai acabar atrás das grades porque também recebia dinheiro do esquema que era gerenciado por Alberto Youssef, com dinheiro roubado da Petrobras.
O Valor Pro, um serviço eletrônico do Valor Econômico, resolveu entrar na história e, COM A INFORMAÇÃO CERTA, contribuiu para fazer ainda mais confusão. Ao veículo, o advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, disse o seguinte:
“Nesse dia (NA QUARTA-FEIRA), não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira. Não houve retificação alguma. Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo”.
Entendeu, Janio de Freitas, ou quer um desenho? O advogado está desmentido a nota apócrifa do Globo, não a VEJA ou a Folha, onde você trabalha. Aliás, por que citar apenas a VEJA?
Muito bem. Bastaria a Janio ter feito a lição de casa, tarefa que um foca teria cumprido, e telefonado para o advogado ou para a Polícia Federal perguntando se tinha havido alguma oitiva na quarta-feira, dia 22. E ficaria sabendo que se trata de uma mentira. Mas Janio já passou da fase de deixar suas convicções se contaminar pelos fatos.
Eu entendo por que Janio espalha isso.
Eu entendo por que a Carta Capital espalha isso.
Eu entendo por que os sites e blogs sujos espalham isso.
Mas não entendo por que o Globo publicou a nota mentirosa, já que, até onde sei, é um jornal que leva a sério o compromisso com a verdade. É O CASO DE APURAR COMO UMA INFORMAÇÃO MENTIROSA FOI PLANTADA NO JORNAL. Ao identificar os responsáveis, certamente se estará chegando a um dos tentáculos de um monstrengo de muitos tentáculos.
Quanto ao Valor Pro, dizer o quê? Um curso de redação não faria mal por ali. Nunca antes na história deste País se produziu um texto tão confuso, embora o jornalista estivesse com a informação certa, a saber:
1: só houve depoimento no dia 21, conforme informaram VEJA, Folha e Estadão;
2: não houve depoimento nenhum no dia 22;
3: não houve retificação nenhuma.
Para encerrar: garanto que essa é a “mídia” de que o Gilberto Carvalho gosta: a “mídia” que conta mentiras ou porque é regiamente paga para isso, com dinheiro estatal, ou por alinhamento ideológico. Por Reinaldo Azevedo

Jair Bolsonaro avisa que será candidato da direita à Presidência em 2018

Reeleito como o deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, com 464 mil votos, Jair Bolsonaro (PP), ex-capitão do Exército, já tem um plano político mais ousado. Ele anunciou que será a candidato à Presidência em 2018 como “representante da direita”. “Sou de direita mesmo e não tenho vergonha de dizer. Vou disputar o Planalto. Se meu partido não me apoiar, mudo de legenda para concorrer”, afirma. Na sua “plataforma”, o deputado federal desfila uma série de planos, como redução da maioridade penal, flexibilização das leis trabalhistas, alterações no Bolsa Família, defesa de trabalhos forçados para presidiários. É, como ele mesmo cita, uma candidatura de “direita, sem vergonha”. Para ele, existe um claro eleitorado que não aprova o governo petista. É atrás desse eleitor que Bolsonaro vai partir: “A maioria dos eleitores que votou no Aécio Neves fez isso por ser antipetista. Inclusive, eu. Quero ser essa alternativa”. Mas, Bolsonaro duvida que venha a ter o apoio de seu partido: "Para ser franco, duvido que aceitem. Acho que vão compor novamente com o PT. Mas quero conversar com eles antes para ver se me autorizam a trocar de partido sem perder o mandato por infidelidade. Mas se eles não toparem, mudo de partido no último ano, perco o mandato por esse período, e concorro por uma legenda diferente”. E continua: "Podem me chamar de maluco, de homofóbico. Mas eu tenho propostas. Se tivesse sido candidato, não teria dado sossego para a presidente Dilma nos debates e não darei para o Lula se ele for o candidato em 2018. Porque a maioria dos eleitores que votou no Aécio Neves fez isso por ser antipetista. Inclusive, eu. Eu quero ser essa alternativa”. Ele revela que foi barrado por Aécio Neves, que não queria tê-lo ao seu lado em um evento no Rio de Janeiro: "É verdade. Eu já tinha sido reeleito e ele não me deixou subir no carro de som. Eu ainda falei para o pessoal dele: ‘já estou reeleito. Não preciso disso para me promover’. Mas acabei não subindo”.

Senado aprova convite para ouvir a petista Graça Foster sobre gás da Bolívia

A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quinta-feira, um convite para ouvir a presidente da Petrobras, a petista Maria das Graças Foster, sobre um pagamento extra no valor de US$ 434 milhões feito pela estatal brasileira à Bolívia pelo envio de um excedente de gás natural do país vizinho ao Brasil. Autor do requerimento de convite, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Ricardo Ferraço (PMDB), quer que Graça participe, até o final do ano, da audiência pública conjunta da comissão que preside e da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) para tratar do assunto. Por se tratar de convite, de acordo com o regimento interno da Casa, Graça Foster não é obrigada a comparecer.

Um dos trogloditas da Venezuela encarregados de descer o sarrafo no povo está no Brasil e firma “acordos” com o MST, com a anuência de Dilma e de Gilberto Carvalho, o que não gosta da imprensa livre. Ah, sim: o cara é o ministro dos “movimentos sociais” daquele país, como Carvalhinho…

O jornalista Claudio Tognoli informa em seu blog blog que decidiu entrar no site do Ministério do Poder Popular para as Comunas da Venezuela, que é um dos aparelhos daquele país que organizam as milícias chavistas, aquelas que andaram matando estudantes e oposicionistas. E descobriu coisas interessantes.

Sabem quem está em visita oficial ao Brasil? Elías Jaua, que é um vice-presidente setorial (um cargo que existe por lá) do Desenvolvimento do Socialismo Territorial da Venezuela e titular do tal Ministério das Comunas. O governo bolivariano informa que, nesta terça, foi firmada uma série de acordos, em Guararema, entre o governo venezuelano e o MST nas áreas de treinamento e desenvolvimento da produtividade comunal. Vejam vídeo.
Segundo Jaua, os “acordos têm o objetivo de incrementar a troca de experiências e formação para fortalecer o que é fundamental numa revolução socialista, que é a formação da consciência e a organização do povo para defender suas conquistas e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista.”
Ah, bom!!! Eu nem sabia que havia uma revolução socialista em curso no Brasil. Agora sei.
Deu para entender por que Gilberto Carvalho quer tanto os conselhos populares? Eis aí: depois de o chavismo — agora nas mãos de Nicolás Maduro — ter conduzido a Venezuela ao caos, chegou a hora de “trocar experiências” com o Brasil. Imaginem vocês se um líder de alguma ditadura de direita andasse por aqui a firmar convênios com grupos organizados da sociedade. Seria uma gritaria danada! Eu mesmo seria o primeiro a protestar. Mas, como se trata de uma ditadura de esquerda, bem, nesse caso, pode.
Quando se aponta a má intenção do Decreto 8.243, de Dilma, que será sepultado pelo Congresso, é evidente que não se trata de um delírio paranoico de reacionários, como quer fazer crer o sr. Carvalho. Nada disso! Atenção! A área dos chamados “movimentos sociais”, na qual se insere o MST, é da competência do ministro, e o troglodita venezuelano que veio para cá fazer proselitismo e acordos com o movimento certamente não está no país sem o seu estímulo e a concordância do governo Dilma.
Assim, o MST, um movimento fartamente financiado com dinheiro público, firma convênios obscuros — o que a Venezuela tem a lhe ensinar? — com um governo que mata seu próprio povo na rua. Vai ver os gloriosos seguidores de Stedile querem saber como é viver num país em que se racionam a comida e o papel higiênico.
É… faz sentido! Como entra menos, sai menos. Menos rango, menos consumo de papel. É uma piada!
A presença deste senhor no Brasil é a prova da falta de inocência do decreto do senhora Dilma Rousseff. Vai ser enterrado pelo Congresso. E, do modo como ela o quer, será enterrado quantas vezes for apresentado. A Venezuela não é e não será aqui, represidenta! Por Reinaldo Azevedo

USINA DE TRÊS MARIAS TERÁ NOVA REDUÇÃO DE VAZÃO

Foto: Divulgação Cemig
O reservatório da usina de Três Marias, um dos maiores instalados ao longo do rio São Francisco, terá uma nova redução de vazão. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 29, pela Agência Nacional de Águas (ANA). O volume de água cairá dos atuais 140 metros cúbicos por segundo para 120 metros cúbicos por segundo a partir desta quinta-feira, 30. Por meio de nota, a ANA informou que o objetivo é preservar o reservatório, que hoje está com 3,08% de seu volume útil. Três Marias é o reservatório de cabeceira do rio São Francisco e o segundo maior da bacia, depois de Sobradinho. A usina de Três Marias, que possui seis turbinas para gerar energia, funciona atualmente com apenas duas turbinas e corre o risco de ter que desligar todas as máquinas, devido à queda constante do volume de água. Por meio de nota, a Cemig, responsável pela usina, informou que avalia, agora, a possibilidade de cumprir a solicitação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) sem que haja necessidade de desativar uma das turbinas em operação.

Peru prende suspeito de ligação com grupo terrorista internacional

O Peru anunciou nesta quarta-feira a prisão, em Lima, de um homem suspeito de ter ligação com uma "organização terrorista internacional" não identificada, e disse que a polícia encontrou traços de explosivos na casa onde ele foi capturado. Agentes peruanos de combate ao terrorismo estavam tentando determinar a identidade e nacionalidade do suspeito, e se ele estaria realizando atividades ilegais no país, afirmou o Ministério do Interior em comunicado publicado na noite de terça-feira. Operações preliminares de inteligência encontraram traços de material explosivo de uso militar onde o homem foi preso, de acordo com comunicado do ministério. O governo peruano não informou por que o homem é suspeito de ligação com uma organização criminosa internacional. O Ministério do Interior não respondeu de imediato a pedidos por mais informações sobre o caso.

Fiat Chrysler vai listar Ferrari e emitirá US$2,5 bi em bônus

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) planeja listar uma fatia de 10% da marca de carros de luxo Ferrari e emitir 2,5 bilhões de dólares em bônus conversíveis para ajudar a financiar seu plano de reestruturação. A recém-criada FCA, que listou ações em Nova York mais cedo neste mês, quer investir 48 bilhões de euros (61 bilhões de dólares) durante os próximos cinco anos em uma tentativa de alcançar líderes do setor como a Volkswagen e a Toyota, e alguns analistas têm questionado se a companhia pode arcar com os gastos em função do enfraquecimento do mercado. "Aparentemente eles resolveram seus problemas de capital de uma só vez", disse Roberto Lottici, gestor de fundos da Ifigest. Ele acrescentou que a cisão da famosa marca Ferrari deve ajudar a impulsionar o valor da FCA. As ações da FCA listadas em Milão chegaram a subir mais de 18% nesta quarta-feira, sendo negociadas a 9,03 euros, seu maior nível desde 23 de abril. Às 14h13 (horário de Brasília), os papéis subiam 12%. A Ferrari pode ter um valor de mercado entre 5 bilhões a 5,8 bilhões de euros, segundo corretores. A FCA disse que listará a fatia de 10% nos Estados Unidos e possivelmente em uma bolsa europeia, esperando completar a cisão no ano que vem. Os 90% restantes serão distribuídos entre acionistas da FCA, que incluem a família Agnelli, fundadora da Fiat. A companhia anunciou também que emitirá bônus obrigatoriamente conversíveis, que terão que ser convertidos em ações da FCA no vencimento. Aqueles que investirem nos bônus também terão direitos de subscrição para as ações da Ferrari que serão listadas. Analistas têm há tempos que a FCA, com dívida industrial líquida de 11,4 bilhões de euros no final de setembro, precisava levantar capital para reforçar o seu balanço, especialmente em um momento em que luta contra perdas na Europa e o enfraquecimento de mercados latino-americanos.