terça-feira, 21 de outubro de 2014

Ibope: Sartori lidera com 53%, Tarso aparece com 37%

Pesquisa Ibope para o governo do Estado mantém José Ivo Sartori (PMDB) à frente de Tarso Genro (PT) na disputa do segundo turno. O peemedebista aparece com 53% dos votos totais, um ponto a mais na comparação com a rodada anterior. Já o governador tem 37%, três pontos acima do que o último levantamento. Conforme o instituto, brancos e nulos representam 7% (eram 8%), e 3% não sabem ou não responderam, três pontos a menos do que a última pesquisa. Quando levados em consideração apenas os votos válidos (excluídos brancos e nulos), Sartori tem 59%, contra 41%. O Ibope ainda avaliou a taxa de rejeição dos candidatos: 34% não votariam no petista de jeito nenhum, contra 22% do ex-prefeito de Caxias do Sul. O instituto ainda levantou que 30% poderiam votar em ambos.

Agentes da Polícia Federal adiam decisão sobre greve para depois do segundo turno das eleições

A possível paralisação dos agentes da Polícia Federal ficou para depois das eleições. O conselho de representantes, que reúne líderes de sindicatos da categoria em todo o País, cancelou as assembleias para votação da greve, previstas para esta terça-feira, até se encerre o segundo turno. Conforme o presidente do Sindicato dos Policiais Federais-RS, Ubiratan Sanderson, a medida busca evitar "favorecimento para qualquer das partes no pleito". "Avaliamos também que o movimento poderia ser tachado de oportunista, então, decidimos adiar. Depois das eleições. voltaremos a debater", explicou Sanderson. O indicativo de greve havia sido proposto pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), que congrega agentes, escrivães e papiloscopistas federais. Duas são as reclamações principais: salários, congelados há seis anos, e descumprimento do acordo que pôs fim a última greve, em 2012. As assembleias desta terça-feira, em que os agentes votariam pelo início ou não da paralisação, foram adiadas e ainda não têm nova data marcada. O estopim da mobilização é a recente Medida Provisória (MP) 657, editada pelo governo federal. Os sindicatos dos agentes consideram que ela “atropelou” tratativas no Ministério do Planejamento que davam mais autonomia aos policiais. A MP define que cargos de chefia e o conceito de autoridade policial são prerrogativas do cargo de delegado. A mesma medida considera o cargo de delegado como “carreira jurídica”, o que permite à categoria pleitear equivalência com procuradores e juízes. Caso a MP passe pelo Congresso, entre outras vantagens, os delegados só poderão perder o cargo mediante decisão judicial e não serão removidos de setor. Os agentes reivindicam o direito de presidir inquéritos e chefiar postos, pelo menos onde não há delegados. "A medida cria uma hierarquia política nunca existente na Polícia Federal, e retira a autoridade e autonomia técnica dos demais policiais envolvidos nas investigações. Apesar de termos curso superior, nossos salários equivalem ao nível médio", reclama Sanderson. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) classificam como “injustificável” a realização da greve. Eles lembram que os agentes ganharam promessa de reajuste de 15% e que foi aberto concurso com remuneração inicial de R$ 9.075,20 e final de R$ 14.129,93. O Ministério da Justiça prometeu, em nota divulgada nesta terça-feira, "realizar todos os esforços possíveis para a aprovação da Medida Provisória 650".

Advogado do doleiro Youssef acusa "interesse eleitoral" e "influência estranha" na Lava Jato

O advogado do doleiro Alberto Youssef, Antônio Figueiredo Basto, disse nesta terça-feira, 21, que vai acionar o Ministério Público Federal para investigar “influência estranha” e “interesse eleitoral” no processo da Operação Lava Jato que trata dos supostos desvios de recursos e pagamento de propina a políticos e partidos envolvendo a Petrobrás. A reação de Basto, veterano criminalista estabelecido em Curitiba (PR), veio após o depoimento, na segunda-feira, 20, de Leonardo Meirelles, “testa de ferro” do doleiro Alberto Youssef nas fábricas de medicamentos Labogen. Meirelles reforçou as suspeitas de envolvimento com o esquema de propinas do ex-presidente nacional do PSDB, entre os anos de 2009 e 2010, senador Sérgio Guerra (PE) – morto em março deste ano. “Acho estranho que ele (Meirelles) foi interrogado antes nos autos da Labogen (outro processo da Lava Jato, em fase final), teve oportunidade de falar, não falou e agora quer vincular o PSDB”, argumenta Figueiredo Basto: “É um fato gravíssimo e vou tomar medidas junto ao Ministério Público Federal para investigar o que está acontecendo nesse processo". “Eu tenho convicção que tem influência estranha nesse processo, de terceiro, que tem interesse eleitoral em usar essa instrução”, avalia o criminalista. “Estou afirmando isso”, criticou o advogado: “Vou acionar judicialmente Meirelles pelas declarações". Figueiredo Basto disse que “desafia” Leonardo Meirelles a provar a relação de Youssef com o PSDB: “Se ele não provar, vou responsabiliza-lo criminalmente por esse fato". O criminalista destaca que no dia 25 de março – oito dias depois da deflagração da Lava Jato -, Meirelles afirmou à Polícia Federal que conheceu Youssef em 2012. ”Ou seja, em 2009, época da CPI da Petrobrás, ele (Meirelles) não conhecia o Beto (Alberto Youssef). Ele disse isso para o delegado da Polícia Federal e assinou embaixo. Afirmou que conheceu o Beto em 2012 e que em 2013 o Beto assumiu o Labogen. As datas não batem. A CPI era em 2009. Ou ele mentiu na polícia ou mentiu no interrogatório na Justiça Federal. Isso sugere uma manipulação política". Figueiredo Basto afirmou não ser a primeira vez que Meirelles aponta algo sem provas: “Não é a primeira fez que ele fala um fato e não prova. Alegou que meu cliente tinha assinado um documento e a perícia não provou isso”, afirmou, referindo-se a cadernos de anotações pessoais de Meirelles, os quais foram submetidos a uma perícia que não confirmou registros de autoria do doleiro. Meirelles prestou depoimento na segunda-feira, 20, nos autos do processo sobre superfaturamento nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Meirelles apresentou sua versão sobre o envolvimento de outros partidos políticos, ao ser perguntado por seu advogado. Além de citar o PSDB, ele nominou Sérgio Guerra. Ele apontou, ainda, outro tucano “padrinho antigo, conterrâneo” de Youssef, em Londrina (PR).

Supremo Tribunal Federal condena deputado federal comunista Protógenes Queiroz a cadeia e perda do cargo de delegado federal

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, manteve condenação do deputado federal Protógenes Pinheiro Queiroz (PCdoB-SP) pela prática de violação do sigilo funcional qualificada (artigo 325, parágrafo 2º, do Código Penal) no âmbito da Operação Satiagraha, conduzida pela Polícia Federal em 2008. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Penal (AP) 563, na sessão desta terça-feira (21). O deputado federal, no exercício do cargo de delegado da Polícia Federal à época dos fatos, foi condenado pelo juízo da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo pelos crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual, por ter revelado dados sigilosos da operação a jornalistas. Com a diplomação de Protógenes como deputado federal, os autos foram remetidos ao STF em razão do foro por prerrogativa de função. Dessa forma, apelação interposta pela defesa foi apreciada pelos ministros da Segunda Turma nos autos da AP. A defesa do deputado federal pediu a nulidade do processo. Segundo o advogado, houve excesso de linguagem na peça processual produzida pelo juiz que condenou o réu. “Todo o vício de linguagem do processo demonstra ódio é vingança”, afirmou. O advogado sustentou ainda que não houve quebra do sigilo funcional pelo delegado, que não seria o responsável pelo vazamento de informações sobre o caso. O representante do Ministério Público Federal afirmou que a defesa não demonstrou fatos quanto à acusação de suspeição do juiz que proferiu a sentença condenatória. Quanto ao pedido de nulidade por conta da alegação de linguagem exacerbada por parte do juiz, o Ministério Público Federal afirma que não houve o alegado excesso de linguagem. Segundo o Ministério Público, o juiz, na sentença condenatória, “não fez apelo desprovido de circunstâncias fáticas”. O relator da ação, ministro Teori Zavascki, afirmou que não houve o vício de linguagem alegado pela defesa. “O único momento de maior exaltação do julgador de primeiro grau é sua análise sobre o suposto esvaziamento da investigação realizada pelo Ministério Público Federal, o que configuraria verdadeira crítica não aos apelantes, mas ao parquet”, observou o ministro. Também não implica nulidade da decisão, segundo o relator, a divulgação da sentença pela imprensa antes da publicação em meio oficial ou da intimação das partes. Quanto aos fatos narrados na denúncia e pelos elementos de prova coletados, o relator afirmou ser “inequívoco” ter havido comunicação do então delegado com a imprensa, inclusive quanto a diligências que seriam realizadas pela polícia nas residências dos investigados. “A leitura das peças de instrução conduz à plena convicção da existência de intensas relações entre o apelante Protógenes e a imprensa nos momentos críticos da ocorrência dos fatos denunciados”, disse. Ao dar parcial provimento à apelação, o ministro reconheceu a prescrição do crime de violação do dever de sigilo funcional em sua modalidade simples (artigo 325, caput, do CP), tanto para o deputado como para o escrivão da Polícia Federal Amadeu Ranieri Bellomusto, também réu na Ação Penal. Votou, ainda, pela absolvição dos dois em relação ao delito de fraude processual, por força do artigo 386, inciso III, do Código do Processo Penal (CPP) em razão da atipicidade da conduta. O ministro manteve a condenação de Protógenes Queiroz quanto à violação do sigilo funcional qualificada, resultante em dano à Administração Pública, (artigo 325, parágrafo 2º, do Código Penal), com pena privativa de liberdade de dois anos e seis meses, em regime inicial aberto, e pagamento de 12 dias multa, no valor de meio salário mínimo. A pena privativa de liberdade foi convertida em restritiva de direitos (prestação de serviços comunitários e limitação de fim de semana). O ministro também decretou a perda do cargo público de delegado. Quanto ao mandado de deputado federal, o relator afirmou que não cabe ao Supremo decretar a perda do mandato decorrente de condenação criminal. “A competência é da Casa à qual pertence o parlamentar”, afirmou. O ministro Celso de Mello, revisor da ação penal, e a ministra Carmén Lúcia votaram no mesmo sentido do relator.

Em discurso raivoso, Lula agora compara tucanos a nazistas

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participa de comício na cidade de Goiana, na zona da Mata Norte de Pernambuco, nesta terça-feira (21)

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, acompanhada do ex-presidente Lula, participa de comício na cidade de Goiana, na zona da Mata Norte de Pernambuco, nesta terça-feira
A presidente-candidata Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula encerraram a campanha petista no Nordeste nesta terça-feira com um comício em tom raivoso no Centro Antigo do Recife, capital de Pernambuco. No auge dos ataques ao PSDB e a Aécio Neves, adversário de Dilma no segundo turno, Lula comparou os tucanos aos nazistas, responsáveis pelo Holocausto judeu na 2ª Guerra Mundial, e hostilizou Aécio. “Se o Nordeste ouviu, leu ou viu as ofensas contra nós, o preconceito contra nós... De vez em quando, parece que estão agredindo a gente como os nazistas agrediam no tempo da 2ª Guerra Mundial. Eles são intolerantes. Outro dia eu dizia para eles, vocês são mais intolerantes que Herodes que mandou matar Jesus Cristo quando ele nasceu com medo de ele virar o homem que virou. E vocês querem acabar com o PT, com a nossa presidente, querem achincalhar ela, chamar ela de leviana. Só pode ser feito por um filhinho de papai.” “Seria bom que ele não tivesse nenhum voto aqui porque ele nunca lembrou do Nordeste. O máximo que ele lembrava do Nordeste é que vinha passar fim de semana com o governador de Alagoas, nas praias de Alagoas. Mas ele nunca foi ao sertão, e não sabe o que é um sertanejo trabalhar de sol a sol para levar comida para casa.” Colega de Aécio no Senado, o coordenador da campanha de Dilma em Pernambuco, Humberto Costa, anunciou no carro de som que os trackings locais do PT apontam Dilma com 64 pontos e o “playboy” com 24 pontos. Lula emendou: “Onde ele estava quando essa moça com apenas 20 anos de idade estava colocando a sua vida em risco para lutar pela liberdade desse país?”. O ex-presidente ainda questionou a revista inglesa The Economist, que defendeu voto em Aécio Neves. Lula insinuou que a revista indicou o tucano por ele ser o candidato dos banqueiros. “Essa semana fiquei pasmo, porque fiquei sabendo que a revista inglesa mais importante de economia do mundo, The Economist, dizia que o povo brasileiro devia votar no outro candidato e não na Dilma. Quem eles pensam que nós somos? Eles pensam que nós somos gado que eles podem dar ordem lá fora e a gente obedece? Ou será que eles esqueceram que há mais de 300 anos a gente já expulsou os gringos daqui?”, gritou Lula do palanque. “Será que eles perderam a noção e o juízo? Será que a revista estava dizendo para o povo brasileiro votar nos banqueiros?” Em tom mais brando, Dilma posou com uma bandeira de Pernambuco costurada com a de sua campanha. Dilma fez declarações de amor aos pernambucanos, disse que o Estado “lhe honra”.  “O rumo certo é aquele que quer ver o povo brasileiro crescendo, e não que enriqueçam uns poucos, alguns interessados em ganhar dinheiro com rentismo. Os tucanos sempre quiseram plantar dificuldade, plantar inflação para colher juros.” “Vamos dar uma derrota em regra para os tucanos. Não vamos deixar pena de tucano presa, só voando por aí”, pediu Dilma aos militantes. Segundo a campanha de Dilma, cerca de 52.000 pessoas acompanharam a caminhada e o comício final na Praça do Livramento, Centro do Recife.

Lula e Dilma pressionam a Rede Globo às vésperas do debate decisivo

Todos sabem que a eleição pode ser decidida no debate da próxima sexta-feira, na Rede Globo. A audiência será recorde e o mau desempenho de um dos candidatos poderá fazer com que ele perca dois a três por cento dos votos, o que será fatal nesta eleição tão disputada. Por isso, depois de ofender a mãe de Aécio dizendo que ela não deu uma "educação de berço" para o filho, depois de chamar Aécio de "bêbado", "drogado", "playboyzinho" e "filhinho de papai", depois de mentir de forma insana sobre a família e o caráter de um político cujo único crime é querer ser Presidente da República, ontem Lula atacou diretamente a imprensa. Abaixo, um trecho do artigo escrito hoje em seu blog pelo jornalista Ricardo Noblat:
Lula foi além, ontem à noite, do limite da irresponsabilidade
Em comício ao lado de Dilma em Itaquera, distrito da Zona Leste da capital paulista, ele falou mal da imprensa – até aí nada demais. É direito dele. E nada tem de original. Mas a certa altura do seu discurso, ele citou os nomes dos jornalistas Miriam Leitão, do jornal O Globo, e de William Bonner, apresentador do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão. 
- Daqui para frente é a Miriam Leitão falando mal da Dilma na televisão, e a gente falando bem dela (Dilma) na periferia. É o (William) Bonner falando mal dela no “Jornal Nacional”, e a gente falando bem dela em casa. Agora somos nós contra eles - ameaçou Lula.
As cerca de cinco mil pessoas reunidas para escutá-lo foram ao delírio. Mais tarde, no teatro da Universidade Pontifícia de São Paulo, no bairro de Perdizes, Lula voltou a criticar a imprensa. E a citar Míriam Leitão e a Rede Globo. Não dá para afirmar que ele tenha bebido antes de discursar. Aparentava estar sóbrio. Dilma e líderes do PT que testemunharam os discursos de Lula sorriram com o que ele disse. Certamente não pensaram numa coisa – e se pensaram não deram importância.
A saber: Lula expôs dois jornalistas à ira dos seus seguidores fanáticos.
Com Lula, nada é por acaso. O objetivo é um só: constranger o mediador do debate, colocando o eleitorado do PT contra ele. Se Dilma for interrompida porque estourou o tempo, a culpa será de Willian Bonner. Se Dilma tiver um desempenho pífio, as suas deficiências serão creditadas a um golpe da Globo e do apresentador, que a deixaram nervosa e pressionada. A partir de ontem, Bonner está desafiado a provar, sendo mais duro com Aécio, que não está contra Dilma. Pelo menos este é o objetivo de Lula, com o seu ataque ao jornalista. Por trás disso tudo, que não é um episódio, é uma campanha, está a meta de Lula de implantar o controle social da mídia, a exemplo dos países que fazem parte do Foro de São Paulo. Destruída a oposição, por uma máquina de assassinar reputações, o último passo será calar a Imprensa. Ontem Lula deu nome aos bois. Em várias oportunidades, nos últimos meses, ao conceder longas entrevistas aos blogs patrocinados pelo governo, de onde são propagadas as piores calúnias contra Aécio Neves, já havia feito referências semelhantes. Lula deixa muito claro onde quer chegar.  Infelizmente, se Dilma vencer estas eleições, alcançará seu intento. As redações são majoritariamente bolivarianas e apoiarão. Os colunistas que ainda opinam contra o governo, estes serão dizimados. As empresas de comunicação serão perseguidas e varridas do mapa. A Venezuela e a Argentina moram ao lado. Só não enxerga quem não quer. (CoturnoNoturno)

Pesquisa Veritá mostra Aécio Neves liderando com 53,2% dos votos, reproduzindo o tracking tucano.

O senador Aécio Neves (PSDB) seria eleito presidente da República com 53,2% dos votos válidos, caso a eleição fosse hoje. É o que diz pesquisa do instituto Veritá, encomendada pelo jornal Hoje em Dia. A presidente Dilma Rousseff (PT) não seria reeleita pois conta com 46,8% da preferência do eleitor. O tracking tucano mostra, há dias, 54% para Aécio e 46% para Dilma. A pesquisa foi realizada entre os dias 17 de outubro e ontem e a margem de erro é de 1,4 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento descarta o empate técnico, já que no pior cenário de Aécio e no melhor de Dilma, o tucano continua à frente. Se forem considerados os votos totais, o senador Aécio Neves teria 47% das intenções de voto. Dilma aparece com 41,4%. Os indecisos somam 7,8% e outros 3,7% votariam em branco ou nulo. De acordo com o Veritá, a rejeição da presidente Dilma é maior que a do senador. O índice de rejeição dela é de 46,1% dos eleitores. Já 39,1% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Aécio Neves. O instituto também perguntou quem os entrevistados acreditam que será eleito o próximo presidente da República, no dia 26 deste mês. Para 56%, o senador tucano vencerá a disputa. Os outros 44% acreditam que a petista sairá vitoriosa. A amostragem da pesquisa é 7.700 eleitores em 213 cidades de todos os Estados brasileiros. Ela foi registrada com o número 01144/2014 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nível de confiança é de 95%.

Escândalo! Vaccari, o petista corrupto que cobrava propina de 3% da Petrobras, é um dos chefões da campanha da Dilma no TSE. É homem de confiança da candidata do PT.

Desde que o depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa veio a público, a campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) entrou em pânico: criou uma força-tarefa para evitar que as novas revelações causassem estrago no projeto de reeleição da petista, redobrou os ataques ao adversário Aécio Neves (PSDB) e barrou o depoimento do tesoureiro João Vaccari Neto à CPI da PetrobrasNão à toa: nove anos após o estouro do escândalo do mensalão, outro homem-forte responsável por cuidar das contas do partido aparece às voltas em um caso de corrupção, agora como o pivô de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Paulo Roberto Costa afirmou que parte da propina desviada da estatal chegou às mãos de Vaccari.  “Dentro do PT, a ligação que o diretor de serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o senhor João Vaccari. A ligação era diretamente com ele”. Ainda segundo o delator, dois terços da propina ficavam para o PT quando a diretoria era comandada pelo PP. Já nos setores diretamente controlados por petistas, a propina seguia diretamente para o caixa do partido. A função de Vaccari, no entanto, vai além de cuidar do financeiro do PT: ele tem posto privilegiado no projeto eleitoral da presidente Dilma. Documento obtido pelo site de VEJA mostra que o tesoureiro foi nomeado delegado da campanha de Dilma e tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tamanha é a autonomia que Vaccari, tem, inclusive, a prerrogativa de fazer petições e assinar as credenciais dos fiscais da coligação. Ao lado dele estão outros quatro delegados – todos ocupam posições no projeto de reeleição de Dilma: o secretário-geral do PT, Geraldo Magela, deputado federal derrotado na única vaga ao Senado pelo Distrito Federal; o ex-presidente do diretório paulista do PT e tesoureiro da campanha, Edinho Silva; o ex-ministro do TSE, Arnaldo Versiani, e Luis Gustavo Severo, ambos responsáveis pela área jurídica da campanha. Embora tenha sido apontado como a ponte para o recebimento da propina, o PT tem se mostrando reticente em afastar o tesoureiro. Ao contrário: saiu em defesa dele e processou Paulo Roberto Costa por difamação. Durante debate entre os candidatos à Presidência realizado no último domingo, Dilma evitou se voltar contra Vaccari. Questionada por Aécio se confia no tesoureiro, a presidente tergiversou: “Da última vez que um delator denunciou pessoas do seu partido, no caso do metrô e da compra dos trens, o senhor disse que não ia confiar na palavra de um delator. Eu sou diferente. Eu sei que há indícios de desvio de dinheiro. O que ninguém sabe é quanto foi e quem foi. Isso é muito importante”, disse. O tucano insistiu na pergunta, ressaltando os tentáculos do esquema de propina podem alcançar outros órgãos, como a hidrelétrica de Itaipu, da qual Vaccari integra o Conselho de Administração. Mas a presidente novamente se esquivou: “Eu mando investigar. Eu faço questão que a Polícia Federal investigue. Eu não transferi nenhum delegado para outro Estado, eu não engavetei processos. É isso que não pode ocorrer no Brasil”, disse. Conforme mostra o site da Itaipu, também faz parte do Conselho de Administração do órgão o ministro licenciado da Casa Civil e braço-direito de Dilma Aloizio Mercadante, cotado para assumir o Ministério da Fazenda caso a petista seja reeleita. Mas a relação de Mercadante e Vaccari vem de longa data: nas eleições de 2002, quando conquistou a vaga no Senado, o ex-ministro tinha Vaccari como segundo suplente. (Veja)

Aécio: "vou libertar o país do PT."

Em um dos discursos mais exaltados da campanha até agora, o presidenciável Aécio Neves (PSDB) declarou nesta terça-feira (21) que irá "libertar o país do PT", e que "não tem medo" dos adversários. "Quero dizer a todos os brasileiros: comigo, não. Eu não tenho medo do PT. Vou vencer o PT", bradava, com voz rouca e sob aplausos e gritos de cerca de 2.000 pessoas, que agitavam bandeiras a cada crítica ao partido. 

"Vou libertar o país desse partido político que tomou conta do Brasil e esqueceu dos brasileiros." 

O comício foi numa associação em Campo Grande, com a participação do candidato tucano ao governo de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, eleitores e militância. No meio do comício, Aécio tomou alguns goles de tereré, um mate gelado típico de Mato Grosso do Sul, oferecido por um militante em frente ao palco. Ao final, disse: "bom". O público aplaudiu efusivamente. (CoturnoNoturno)

Desvario do Lula bêbado ou drogado faz Dilma perder quase 20% do tempo na TV

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acatou nesta terça-feira (21) um pedido feito pela campanha de Aécio Neves (PSDB) e suspendeu uma propaganda de Dilma Rousseff (PT), retirando-lhe, ainda, 1 minuto e 50 segundos do horário eleitoral que será exibido no período noturno de quarta-feira (22). A propaganda suspensa – que não pode mais ser exibida – foi veiculada na segunda-feira (20) e mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, completamente fora de si e com sinais de estar alcoolizado ou drogado, fazendo criticas a Aécio num comício realizado em Belo Horizonte (MG) no último dia 18. Na ocasião, Lula disse que Aécio é o candidato dos banqueiros, que Dilma foi presa aos 20 anos por lutar pela democracia e questionou onde estava o candidato tucano enquanto a presidente era presa, chamando-o de filhinho de papai. Lula nunca soube direito de quem é filho, por isso tem estes ataques contra famílias bem constituídas. Como ataques não são mais permitidos em propagandas do horário eleitoral, os ministros acataram a representação do PSDB e disseram que as críticas de Lula não contribui com a campanha e desmerece o espaço reservado para a apresentação de propostas na TV. Os ministros ainda rechaçaram a declaração de Lula acatando argumento apresentado pelo advogado do PSDB, dando conta que Aécio tinha 10 anos quando Dilma estava na guerrilha assaltando bancos, sequestrando e participando de atentados terroristas contra brasileiros inocentes. (CoturnoNoturno)

É o fim da campanha do petista Tarso Genro, até o vice dele, Beto Grill, declara que vai votar e pede votos para Sartori e Aécio Neves

O vice-governador do Rio Grande do Sul, o socialista Beto Grill, vice do governo do petista Tarso Genro, decidiu na noite desta terça-feira abrir o seu voto contra a petista Dilma e a favor de Aécio Neves. Mais do que isso, ele declarou também que vai votar em José Ivo Sartori, e pede voto para os dois. Leia seu post desta noite de terça-feira no Facebook: "Vou votar no Aécio. O Brasil parou de crescer. O atual projeto não responde mais, adequadamente. A corrupção está disseminada. Quero a mudança. Confiava no Eduardo. Acreditava na Marina. Agora sou Aécio. Nesses últimos 30 anos, o povo brasileiro construiu um enorme patrimônio. O Brasil se tornou uma grande potência econômica e um exemplo de políticas sociais de inclusão e distribuição de renda. Nós do PSB contribuímos muito para esse crescimento. Participamos do governo Itamar Franco e do Governo Lula. Apoiamos a presidente Dilma até onde foi possível. Até perceber que essas conquistas da nação brasileira corriam sérios riscos. Até constatar que há uma inversão de prioridades, onde o partido é mais importante que o País, onde a luta para não perder o poder está acima de tudo e perverte valores morais e éticos. E o pior é que o essencial não vem sendo dito na campanha, nos debates. O que aparece é a ponta do iceberg. As consequências de medidas inadiáveis que não foram tomadas trarão enormes prejuízos. Serão indispensáveis atitude, coragem e liberdade para reverter o quadro negativo do governo, das estatais e da nossa economia para mantê-la competitiva. No meu entender, a presidente Dilma, refém do seu partido, perdeu as condições políticas de enfrentar tamanha crise. Está amarrada, cúmplice da manutenção de previlégios da companheirada. Não tem mais a confiança de grande parte da sociedade". O texto é devastador, e demonstra que a crise é muito maior do que imaginam os brasileiros, porque atestada por alguém que está dentro de um governo petista. Veja lá na página do Facebook do vice-governador gaúcho Beto Grill: https://www.facebook.com/betogrill?fref=nf

O cutista e petista que preside a ANA adere ao terrorismo eleitoral da água. Quem está no lodo é a República

O PT tentou dar o golpe eleitoral da água no primeiro turno em São Paulo, com a ajuda de setores militantes da imprensa. Falhou. Passou por uma humilhação eleitoral inédita. Agora, tenta duas coisas: disputar o segundo turno no Estado e jogar a crise hídrica nas costas de Aécio Neves — ou dos tucanos. E conta, para tanto, com o apoio asqueroso da ANA — Agência Nacional de Águas, que deveria ser isenta e apartidária. O PT age de modo coordenado com aqueles mesmos setores do jornalismo. As evidências estão em toda parte. Há dificuldades de abastecimento em São Paulo? Há, sim. Há racionamento e falta generalizada de água? A resposta é “não!” Ao contrário do que se noticia, a gestão da crise feita pelo governo e pela Sabesp, até agora, foi virtuosa: conseguiu uma economia correspondente ao racionamento sem criar as dificuldades inerentes a esse tipo de procedimento.

A crise hídrica existe, sim, e, por óbvio, não é culpa do governador. Até porque não se limita a São Paulo. Sem chuva, o Estado terá fornecimento regular de água até março. No Rio de Janeiro, segundo o governador Luiz Fernando Pezão, pode haver problema de abastecimento já no mês que vem. O motivo é o mesmo: falta de chuva. Aliás, se não chover o mínimo necessário, haverá também falta de energia. E aí eu quero ver o que vai dizer Dilma. Ocorre que, assim como o PT usa a doação de Bolsa Família para ganhar votos, tenta usar a falta de água com o mesmo fim. E, reitero, com o apoio quase unânime da tal “mídia”, que o partido costuma chamar de “golpista”. Se for golpista, ela o é porque majoritariamente petista. Pois é… 
Nesta terça-feira, o presidente da ANA, o petista e cutista Vicente Andreu, participou de uma audiência na Assembleia Legislativa, promovida pela bancada do PT na Casa. Raramente se viu coisa tão asquerosa. Ficou evidente, de maneira inequívoca, o mal que faz o aparelhamento do Estado. Referindo-se às dificuldades hídricas de São Paulo, Andreu resolveu fazer terrorismo e afirmou que, se não chover, a Sabesp terá de tirar água do “lodo”. Sim, ele estava em busca de uma palavra forte. E achou. No lodo, quem está é a ANA.
O cutista Andreu não parou por aí. Referindo-se à retirada de água do segundo volume estratégico, JÁ AUTORIZADA PELA AGÊNCIA QUE ELE PRÓPRIO PRESIDE, afirmou: “Eles querem tirar o segundo volume morto, ou seja, a pré-tragédia. Eu costumo dizer assim: ‘É como se cidadão fosse para o cheque especial e não avisasse a família que está com problema. Sem alternativa, ele quebra o cofrinho da filha, mas mantém a mesma condição financeira’”.
É uma fala nojenta, própria de quem está fazendo campanha eleitoral. O que o senhor Andreu está querendo é criar um factoide eleitoral. Se é essa a opinião, por que a ANA autorizou o uso da água do segundo volume estratégico? Que recusasse! A propósito: se essa reserva não serve para momentos agudos de crise, serve pra quê?
Espantoso é que sua fala, que deveria causar espanto em qualquer pessoa razoável, foi reproduzida como se ele fosse o portador da razão. Reitero: ele resolveu fazer terrorismo eleitoral com uma decisão tomada pela agência que ele próprio preside. A audiência foi marcada na Assembleia pelos petistas para virar peça de campanha. E virou. Disfarçada de jornalismo. No lodo, quem está é a ANA! Por Reinaldo Azevedo

PT perde para PSDB posto de partido com maior votação na legenda para Câmara

O PT perdeu nas eleições deste ano o posto de partido com maior voto na legenda para a Câmara dos Deputados. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, desde a eleição de 1990, a sigla concentrava o maior número de eleitores que preferem depositar o voto no partido e não em um candidato específico. Mas o quadro mudou em 2014. Da legislatura passada para a atual, a queda do total de votos dados ao partido chegou a quase 25%. Não bastasse, é a primeira vez na história recente que o partido ficou atrás do PSDB no total de votos em legenda recebidos.

Pela legislação, os eleitores que votam na legenda para cargos de deputados federal, estadual (ou distrital) e ainda vereador declaram uma espécie de “voto sem cabeça”. Esse tipo de voto tem o mesmo peso para o chamado quociente eleitoral daqueles que são dados pelos eleitores aos candidatos. O quociente eleitoral, por sua vez, é o número mínimo de votos que cada partido ou coligação partidária precisa ter para eleger um representante no Legislativo. Ou seja: quanto maior os votos nos candidatos e os votos na legenda, maiores as chances de eleição.
Na eleição deste ano, os petistas receberam 1,75 milhão de votos de legenda para a Câmara dos Deputados (o que representa 21,6% do total de votos válidos). Foram ultrapassados pelos tucanos, que amealharam 1,92 milhão de votos por esse formato (23,8%). A título de comparação, em 1990, o PT conquistou 1,790 milhão de votos (24,1%) e o PSDB apenas 340 mil votos (4,6%). Nesse período, os votos válidos para deputados federais pularam de 40,5 milhões para 96,8 milhões de eleitores, um aumento de 139%.
Em termos absolutos, o partido alcançou o recorde de votações na legenda para deputado federal na primeira eleição de Lula, em 2002. Naquela ocasião, o PT conquistou 2,35 milhões de votos nessa modalidade (27,13% dos votos válidos), o que fez o partido eleger 91 deputados, conquistar a maior bancada da Câmara e, de quebra, eleger o presidente da Casa. Em termos proporcionais, o maior desempenho do partido foi em 1994, quando ficou com 50,63% dos votos válidos (2.007.076 votos na legenda).
Contudo, os votos nos partidos políticos para a Câmara tiveram uma diminuição de 914 mil entre a eleição passada e a atual, de 9 milhões para 8,1 milhões no período. PSDB e PMDB também reduziram esse tipo de votação de 2010 a 2014, mas somente o PT foi responsável por uma queda de 60% dos “votos sem cabeça” em todo o País.
HistóricoHistoricamente, o PT sempre defendeu o fortalecimento do partido com a votação dos eleitores na legenda. Na atual eleição, por exemplo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal líder político do partido, gravou vídeo conclamando o eleitor a votar “13″ no pleito deste ano. O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, credita a perda de apoio de simpatizantes do partido à “campanha de ódio contra o PT” feita neste ano. “Enfrentamos uma campanha que foi das mais difíceis de nossa história”, disse Souza. “É uma disputa permanente. Tem momentos em que se sofre algum revés”, admitiu o secretário. 

Usinas devem encerrar safra com dívida de R$ 77 bilhões

Receita das usinas de etanol para a safra 2014/2015 estimada em cerca de R$ 70 bilhões

Receita das usinas de etanol para a safra 2014/2015 estimada em cerca de R$ 70 bilhões 
As usinas de açúcar e etanol do país devem encerrar a safra 2014/2015 (de abril a março) devendo 110% de seu faturamento, de acordo com a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). A receita para o ciclo é estimada em cerca de 70 bilhões de reais. "As empresas vão fechar a safra devendo em torno de 77 bilhões de reais", disse o diretor técnico da Única, Antonio de Pádua Rodrigues. Altamente endividadas, como reflexo dos investimentos em expansão de novas unidades, sobretudo entre 2003 e 2008, quando o consumo de etanol no mercado interno foi impulsionado pelos carros flex (que usam etanol e gasolina), as usinas continuaram tomando dívida para renovação de seus canaviais e mecanização da colheita de cana, afirmaram especialistas do setor. A crise do setor começou a se agravar a partir de 2009, com forte entrada de grupos estrangeiros, a exemplo da francesa Louis Dreyfus, dona da Biosev, e a indiana Shree Runuka. Aliado à má gestão de uma boa parte das empresas, o não reajuste dos preços da gasolina, que tirou a competitividade do etanol, afetou grande parte das usinas. Neste ano, a queda dos preços do açúcar piorou a situação das empresas.Levantamento feito pelo banco Itaú BBA mostra que na safra 2013/2014, a dívida líquida de 65 grupos, que responderam pela moagem de 428 milhões de toneladas de cana (72% do total), atinge 45 bilhões de reais. O valor aumentou 15% sobre o ciclo anterior e deverá ser entre 8% e 10% maior nesta safra, afirmou o diretor do banco, Alexandre Figliolino. O executivo divulgará os dados nesta terça-feira durante a conferência anual da consultoria Datagro. "A dívida do setor até a safra 2013/2014 cresceu 19 vezes, se comparada com o ciclo 2002/2003." Os dados do banco contemplam as usinas do Centro-Sul, com base em 65 grupos sobre os quais o Itaú BBA teve acesso aos dados. Além do Itaú, os bancos Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BNDES estão entre os maiores credores das usinas.Segundo Rodrigues, da Unica, há cerca de 375 usinas em operação este ano. De acordo com ele, 30 unidades correm o risco de não voltarem a moer no ano que vem por causa do alto endividamento. Quase 70 usinas pararam suas atividades desde 2008 e outras cerca de 70 estão em recuperação judicial. Levantamento da Unica mostra que a colheita no Centro-Sul deve ficar entre 545 milhões e 550 milhões de toneladas, 40 milhões de toneladas a menos que o previsto inicialmente por causa da seca, sobretudo em São Paulo e Minas Gerais. O Nordeste deve colher entre 55 milhões e 60 milhões de toneladas. Já a consultoria Datagro prevê moagem de 550,2 milhões de toneladas de cana na safra 2014/15. Para o ciclo 2015/16, a estimativa fica entre 520 milhões e 560 milhões. Até 30 de setembro, 10 usinas tinham encerrado a moagem por falta de matéria-prima. No mesmo período de 2013, duas tinham encerrado os trabalhos. "O setor enfrentará uma das piores entressafras da história, com a antecipação do fim da moagem e falta de produto para comercializar durante esse período", disse Figliolino. O Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), com quatro usinas no Centro-Sul, confirmou no domingo que contratou o banco Moelis para renegociar suas dívidas, sobretudo bonds (títulos da dívida). Sua dívida externa soma cerca de 735 milhões de dólares. "Outras companhias, como Aralco (em recuperação judicial), Tonon Bionergia e Usina São João (USJ) estariam renegociando bonds", afirmou uma fonte. Procurada, a USJ diz que não está renegociando títulos, cujos vencimentos são de longo prazo. Tonon e Aralco não retornaram os pedidos de entrevista. 

Preço do boi gordo se aproxima de máxima histórica

Exportações crescentes também contribuem para aumento do preço da carne bovina no mercado interno

Exportações crescentes também contribuem para aumento do preço da carne bovina no mercado interno (Fernando Cavalcanti/VEJA)
Os preços da arroba do boi gordo no Estado de São Paulo se aproximam da máxima histórica em um momento de escassez de animais para abate, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O Indicador Esalq/BM&FBovespa, que apura os preços à vista e serve de referência para o mercado, atingiu 134,26 reais/arroba na segunda-feira, novo recorde nominal, e se aproxima do valor recorde em termos reais (considerando correção da inflação), de 134,94 reais, observado em novembro de 2010. O preço do boi gordo vem subindo desde o início do ano, sob impacto de uma seca severa que prejudicou a engorda dos animais. Especialistas dizem que a rentabilidade defasada para os pecuaristas nos últimos anos desestimulou investimentos no rebanho, reduzindo a oferta. Além disso, segundo relatório do Cepea, as exportações crescentes de carne bovina reforçam a tendência de alta dos preços no mercado interno.

Madri: enfermeira está curada do ebola, confirma segundo exame

Foto mostra janela do andar do Hospital Carlos III, em Madri, onde enfermeira contaminada pelo ebola está internada

Foto mostra janela do andar do Hospital Carlos III, em Madri, onde enfermeira contaminada pelo ebola está internada(AFP)
A enfermeira espanhola Teresa Romero, de 44 anos, que contraiu o ebola em um hospital de Madri, está curada da doença. Seus médicos anunciaram, nesta terça-feira, que o segundo exame para diagnóstico do vírus, assim como o primeiro, deu negativo. A realização de dois testes é uma das exigências da Organização Mundial da Saúde (OMS) para pacientes infectados. A enfermeira, no entanto, apenas receberá alta quando estiver completamente recuperada. Teresa Romero foi a primeira pessoa infectada pelo ebola fora da África. Ela integrou a equipe que tratou, no Hospital Carlos III, de dois pacientes que contraíram o vírus durante trabalho missionário na Libéria e em Serra Leoa. O diagnóstico da doença foi confirmado em 6 de outubro, dia em que ele foi internada em isolamento.

Polícia Federal inicia greve de 72 horas nesta quarta-feira

Sede da Polícia Federal de São Paulo

Sede da Polícia Federal de São Paulo (Ivan Pacheco/VEJA)
Escrivães, papiloscopistas e agentes da Polícia Federal começam nesta quarta-feira uma paralisação de 72 horas em protesto à edição da Medida Provisória 657/14, que torna o cargo de diretor-geral da Polícia Federal função exclusiva de delegados. O movimento deverá começar no final da tarde desta terça-feira, com atos públicos para anunciar a greve em frente às unidades da Polícia Federal. No Rio de Janeiro, os atos estão agendados para as 18 horas na sede da Petrobras para reforçar as denúncias de corrupção na empresa. A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) afirma que a greve afetará pelo menos dezessete Estados na quinta-feira e sexta-feira. “A paralisação não atingirá o atendimento ao público, outra vítima dessa MP absurda, que representa um retrocesso. O governo nos traiu, quebrou o acordo que fez com os EPAs (escrivães, papiloscopistas e agentes) de nada editar durante os 150 dias de negociação que só terminam em novembro.” A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) classificaram como injustificável a paralisação. “É motivo de preocupação entre os delegados de Polícia Federal que a boa imagem da institutição perante a sociedade brasileira seja comprometida por um movimento grevista inoportuno com finalidade nitidamente eleitoreira”, afirmou em nota a associação dos delegados.

Aécio Neves e Dilma vão fechar campanha em Belo Horizonte

Os candidatos à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), durante campanha em Belo Horizonte


Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) devem terminar a campanha eleitoral na mesma cidade: Belo Horizonte foi o local escolhido para as agendas de sábado, véspera de eleição. Apesar de ser proibida a realização de comícios no dia anterior à eleição, os candidatos podem participar de caminhadas e carreatas. Em 2010, o desfecho foi parecido. José Serra reuniu eleitores no bairro de Mangabeiras, e Dilma esteve com militantes na região do Barreiro na véspera do segundo turno. A escolha por Minas não é por acaso: o Estado tem o segundo maior colégio eleitoral do país (e um voto menos consolidado do que o do eleitor de São Paulo). Tradicionalmente, quem vence no Estado acaba se elegendo presidente.

Embraer apresenta primeiro protótipo do cargueiro KC-390

A Embraer apresentou nesta terça-feira o primeiro protótipo do cargueiro KC-390, o maior avião já desenvolvido e produzido no Brasil. A aeronave de transporte de tropas e cargas e de abastecimento em vôo, com capacidade de transportar até 26 toneladas de carga a 870 quilômetros por hora, pode realizar missões como busca e resgate e combate a incêndios florestais. O KC-390 é resultado de acordo de 2 bilhões de dólares fechado em 2009 com a Força Aérea Brasileira (FAB), envolvendo a montagem de dois protótipos. A FAB assinou em maio deste ano contrato firme de 7,2 bilhões de reais por 28 unidades do cargueiro, que substituirão os aviões Hercules C130. A Embraer também tem cartas de intenção para a venda de 32 unidades do KC-390 para Argentina, Portugal, República Theca, Colômbia e Chile, sendo que os três primeiros países são parceiros industriais no desenvolvimento do cargueiro. "O avião foi apresentado ao mercado hoje e vai fazer o primeiro vôo até o fim deste ano. Existe expectativa de que algumas conversas que estamos tendo, vamos transformar em algo concreto", disse o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider. "Tínhamos aqui na apresentação do primeiro protótipo do avião representantes de 32 países. Nossa expectativa é muito positiva, o avião deve gerar exportações importantes para o Brasil". O executivo não deu detalhes sobre o valor da aeronave e acrescentou que o preço depende da configuração definida pelo cliente. O KC-390 passará por testes em solo antes de realizar os primeiros vôos teste até o final do ano. Em seguida, terá início a campanha de ensaios de vôo de desenvolvimento e certificação da aeronave. A Embraer estima demanda de 700 unidades de cargueiros do porte do KC-390 ao longo dos próximos 15 anos. A primeira entrega do KC-390 está prevista para o segundo semestre de 2016. A aeronave ajudou a catapultar a carteira de pedidos da Embraer em mais de 20% entre junho e setembro, para o recorde de 22,1 bilhões de dólares. A Embraer avalia a possibilidade de desenvolver versões do KC-390 para outros fins que não militares, especialmente para indústrias de petróleo e de mineração. Cargas civis também poderiam ser atendidas eventualmente. "É muito difícil ter um avião novo competitivo, porque as empresas de carga civil costumam usar aviões de passageiros de meia vida adaptados para carga", disse o diretor do programa KC-390 na Embraer Defesa e Segurança, Paulo Gastão. Ele acrescentou que qualquer uso não militar do KC-390 será avaliado no futuro, já que atualmente a empresa está totalmente concentrada em entregar o avião para as missões militares encomendadas pela FAB.

Petista que preside agência federal transforma audiência em ato político

Vicente Abreu Guillo

Presidente da ANA, Vicente Andreu Guillo, em audiência convocada pelo PT na Assembleia Legislativa ação)
Na mesma semana em que a campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) resolveu explorar à exaustão a crise de água em São Paulo para atingir Aécio Neves (PSDB), a bancada do PT na Assembleia Legislativa montou um ato político para o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), o sindicalista e petista Vicente Andreu Guillo, atacar o governo paulista. O presidente da ANA classificou o uso da segundo cota do volume morto do reservatório do Cantareira como uma "pré-tragédia". Ele também ironizou a possibilidade de a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) usar a terceira reserva profunda do manancial. Segundo ele, se não chover nos próximos meses, a companhia precisará recorrer ao "lodo" do reservatório para captar água. "Eu acredito que tecnicamente será inviável. Do ponto de vista ambiental, essa água terá problema. Se a crise se acentuar é bom que a população saiba que não haverá alternativa a não ser ir no lodo". Sem a presença de parlamentares aliados do governo – a audncia foi convocada pelo deputado estadual João Paulo Rillo –, o festival de ataques continuou: "Os reservatórios existentes atualmente são pequenos para garantir o abastecimento em São Paulo. Só não faltou água anteriormente porque foram anos de chuva, mas sempre houve esse risco de escassez".  Simultaneamente, em evento de campanha em Pernambuco, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) citava a crise hídrica para atacar o PSDB. "O Estado mais rico do Brasil, o Estado de São Paulo não se preparou para a seca. Vocês do Nordeste se prepararam. Hoje, diante da maior seca nós temos condições de viver aqui em vez de ficar catando pingo d’água por aí", disse a presidente, acompanhada Lula, que abandonou o papel de ex-presidente para capitanear a baixaria na reta final da eleição. Em nota, o governo de São Paulo afirmou que o objetivo das declarações do presidente da agência foi "disseminar o pânico em São Paulo". "É lamentável que o presidente de um órgão federal, financiado com o dinheiro do contribuinte, venha disseminar pânico em São Paulo. E pior: em horário de trabalho, participando de um evento patrocinado por um partido em plena campanha eleitoral. Em vez de solidarizar-se com o esforço do povo de São Paulo, o dirigente da agência tenta tirar proveito político de uma crise que se enfrenta com critérios técnicos e a união de todos. São Paulo enfrenta com união, planejamento e obras a maior seca já registrada na região Sudeste do país", informa a nota, assinada por Saulo de Castro Abreu Filho, secretário-chefe da Casa Civil do governo de São Paulo. Em evento de campanha nesta terça-feira, o candidato Aécio Neves disse que o aparelhamento da agência federal dificultou o combate ao problema de desabastecimento. "A Agência Nacional de Águas, se não tivesse no governo do PT servido a outros fins — nos lembramos bem quais foram os critérios para ocupar cargos de diretoria na ANA —, poderia ter sido uma parceria maior do governador", disse o tucano após ser questionado pelo uso da seca pela campanha petista, em Caeté, em Minas Gerais. Guillo foi nomeado ao cargo de chefia na agência reguladora pelo ex-presidente Lula em 2009. Ele é filiado ao PT desde 2001, quando foi nomeado presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) de Campinas, no interior de São Paulo. Antes, ele era diretor do Sindicato dos Eletricitários de Campinas, uma das tantas entidades ligadas à CUT, entre 1987 e 1995. Antes de ir para Brasília, Guillo foi secretário de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente de Campinas na gestão do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), que sofreu um processo de impeachment após o Ministério Público descobrir um esquema de corrupção envolvendo vários secretários municipais — na ocasião, ele não foi acusado de nenhuma irregularidade.

Dilma e Lula fazem ofensiva por votos de Marina Silva em Pernambuco

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participa de comício na cidade de Goiana, na zona da Mata Norte de Pernambuco, nesta terça-feira (21)

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, acompanhada de Lula, participa de comício na cidade de Goiana, na zona da Mata Norte de Pernambuco
Pela segunda vez no dia, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) disparou contra o PSDB em Pernambuco: nesta noite, disse que os tucanos vestiram “pele de cordeiro” e que eles só trabalham para “favorecer a eles mesmos”. A onda de ataques diretos ao PSDB no Nordeste é o último esforço petista para evitar que os eleitores de Marina Silva (PSB), que saiu vitoriosa das urnas em Pernambuco, migrem para Aécio Neves (PSDB) e impulsionem a margem de votos no segundo maior colégio eleitoral da região. “Hoje, eles vestiram uma pelezinha de cordeiro que esconde todas as suas intenções. Eles têm um olhar preconceituoso para com o Brasil. Olham para os mais pobres e não veem neles cidadãos brasileiros. Olham para o Nordeste, para a periferia e não veem a força desse povo”, disse Dilma. A presidente afirmou que o Nordeste foi “historicamente prejudicado”, mas começou a “virar o jogo eleitoral e o da consciência”. “Vocês conquistaram muita coisa para suas famílias com espirito de luta. Mas vocês conquistaram agora e não antes porque o governo criou oportunidades que não existiam no tempo dos tucanos. Os tucanos não gostam de oportunidades que não sejam para eles.” Na noite desta terça, Dilma ainda fará uma caminhada seguida de comício em Recife, capital do Estado e zona com mais forte influência de Marina Silva. Mais cedo, Dilma chegou a incitar os nordestinos de Petrolina a ignorar seu adversário no segundo turno. Mais uma vez, o ex-presidente Lula usou o palanque petista em Goiana para comandar a artilharia. “Nós estamos provando que o Nordeste não é feito de homens e mulheres de segunda categoria. Houve alguém, que já foi presidente da República deste país, um senhor muito estudado, professor da USP, que depois das eleições disse que a companheira Dilma só tinha ganhado no Norte e no Nordeste porque o povo do Norte e Nordeste não tem informação”, disse Lula. “Nós precisamos dizer pra esse senhor, e pra outros senhores que acreditam que a gente não tem informação que a gente tem tanta formação que resolveu nunca mais votar num tucano pra governar nosso país.” Responsável por capitanear a baixaria na reta final da eleição, Lula repetiu a tática adotada no final de semana em Minas Gerais e disse que Aécio Neves ofendeu Dilma. "Aécio gritou com ela achando que ela ia se amofinar. Ele não percebe que ela já ficou diante de gente mais dura que ele, de torturador, e não baixou a cabeça. Ela sabe que não tem de responder a ele cada acusação. Cada vez que ofendê-la, ele tem que lembrar da cara de vocês, e ela tem de falar pra ele ‘Aécio, eu não governo pra você e eu não vou responder para você, eu vou responder para o povo brasileiro.” Lula ainda criticou a crise hídrica em São Paulo e o governador Geraldo Alckmin (PSDB). “Enquanto a senhora traz água para o Nordeste, o governador de São Paulo que é tucano está deixando faltar água para a gente beber lá em São Paulo.” O ex-presidente pediu aos pernambucanos como “presente de aniversário” a reeleição de Dilma. “Segunda-feira vocês têm a obrigação de me dar de presente a reeleição da Dilma porque eu faço aniversário na segunda-feira”, disse.

TSE rejeita pedido de Dilma para censurar reportagem do site de VEJA

Admar Gonzaga, ministro do Superior Tribunal Eleitoral

Admar Gonzaga, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (Reprodução/VEJA)
O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta terça-feira ação da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) que tentava impedir que o Google listasse nos resultados de busca a reportagem “Dez fatos econômicos que você precisa saber antes de votar”, publicada no site de VEJA em 3 de outubro. Na tentativa restringir o acesso à reportagem, retirando-a dos resultados de busca do Google, o PT tentou configurar como "propaganda eleitoral" um texto jornalístico que retrata fatos notórios — como a alta do dólar, a crise no setor elétrico e a piora acentuada das contas públicas. O PT disse ainda que a reportagem teria o “propósito de interferir na vontade do eleitor antes do voto”. Em sua defesa, o Google Brasil afirmou não possuir "qualquer ingerência sobre o conteúdo publicado, não sendo capaz, portanto, de removê-lo, editá-lo, nem mesmo fornecer quaisquer dados sobre o usuário responsável pela criação e posterior postagem de conteúdo”. O magistrado do TSE acolheu esse argumento, seguindo a jurisprudência que já vem se firmando nos tribunais, segundo a qual sites de busca como o Google não podem ser processados por indexar em seus resultados conteúdo produzido por terceiros. Com isso, encerrou a ação sem apreciar seu mérito. Como argumentou a empresa de tecnologia, contudo, as tentativas de restringir o acesso a informações, retirando-as de ferramentas de busca, colidem com o princípio da liberdade de expressão. Sua petição invocou o artigo 220 da Constituição, segundo o qual “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição”, e o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que combate a censura. Nem o site de VEJA nem a Editora Abril, responsável pela publicação do conteúdo eletrônico de VEJA, são partes do processo.

PT celebra a política do ódio; em discurso, Dilma admite que degola pessoas, mas, à moda do Estado Islâmico, diz que a culpa é do adversário. Os fascistoides estão assanhados e esqueceram que, se ganharem, terão de governar — e essa será a parte mais difícil

O PT está de volta à sua natureza: a pregação do ódio. E, se é de ódio que se trata, nada melhor do que uma plateia de ditos “artistas e intelectuais” para que tal sentimento possa aflorar com toda a sua boçalidade. É bom não esquecer: os maiores massacres perpetrados até hoje, com requintes de crueldade, não foram, obviamente, nem planejados nem executados pelo povo, mas por uma suposta elite de pensantes. Já chego lá. Antes, quero lembrar uma barbaridade dita por Dilma Rousseff, que é candidata, sim, mas que já — ou ainda — é presidente da República. Nesta segunda, em discurso na Zona Leste de São Paulo, mais uma vez, ela passou das medidas. Está esquecendo de que, se ganhar, vai ter de governar depois.

Os porta-vozes do PT na imprensa e na subimprensa resolveram inventar um Aécio Neves violento, que não respeitaria nem uma mulher. O mote foi dado por Lula. Resisti a pensar na hipótese de início, mas agora começo a me perguntar se o “mal-estar” de Dilma, ao fim do debate promovido por Jovem Pan, UOL e SBT não nasceu antes na cabeça do marqueteiro João Santana, razão por que foi ele a socorrê-la, não a médica. Verdadeiro ou mentiroso aquele delíquio, o que veio depois era marketing. Procurou-se criar a imagem da mulher já idosa, atacada por um homem jovem — como se um debate não fosse um confronto de palavras e como se ela não tivesse dado início aos ataques pessoais. Mas sabem como é: a Dilma Coração Valente, a ex-militante de três grupos terroristas que matavam inocentes, posou ali de “vovozinha frágil”. Funcionou? Sei lá eu.
No encontro, Luiz Inácio Lula da Silva, o Babalorixá de Banânia, falou, é claro! Vocês podem não acreditar, mas o ex-presidente disse o seguinte:
“Vejam que interessante. Vocês nunca viram eu fazer campanha agredindo o adversário. Nunca viram, porque eu sempre achei que a campanha política deve servir para elevar o nível de consciência da sociedade brasileira. Mas eles não pensam assim. Eu jamais imaginei que um pretenso candidato a presidente da República pudesse chamar a presidenta de mentirosa na frente das câmeras de televisão. Eu jamais imaginei que ele pudesse chamar a presidenta de leviana”.
Como é? Lula nunca agrediu adversários? O homem que inventou uma suposta e falsa “herança maldita” de seu antecessor, FHC; que acusa os adversários permanentemente de nada fazer pelos pobres — o que é sabidamente mentiroso — nunca agrediu adversários?
Dilma também falou. Referindo-se aos tucanos, afirmou: “Até nos programas sociais, eles fazem pra muito poucos, porque na origem, no meio e no fim, eles são elitistas. Eles são aqueles que não olham o povo, eles são aqueles que só olham para uma minoria”. Essa senhora estava falando do partido que criou o Plano Real, sem o qual Lula não teria conseguido governar. Esta senhora pertence ao partido que nomeou aquela quadrilha que estava na Petrobras. É asqueroso. Os monopolistas da Petrobras também se querem monopolistas do povo. Mas ainda não era a sua pior fala.
E Dilma justificou a truculência e o jogo sujo, que atingiu, nesta jornada, o paroxismo. Ao desqualificar as críticas dos adversários, afirmou: “Daí porque a conversa tem que baixar o nível; porque é o único nível que eles conseguem disputar de fato e de direito, o que eles condenam no Brasil é aquilo que fizemos no Brasil”. Não sei a que Dilma se refere. Eu, por exemplo, condeno no Brasil o mensalão e o petrolão. Sim, os companheiros fizeram isso. Mas não condeno o Bolsa Família, a menos que seja usado como instrumento de chantagem para o voto.
O sentido da fala é claro! Dilma admite, na prática, que baixou o nível contra Aécio, mas diz que a culpa é dele. Eu já escrevi que essa é a lógica essencial do terrorismo. Aqueles celerados do Estado Islâmico, que cortam cabeças, dizem que o responsável por seus atos é, para ficar nos termos de Dilma, o “baixo nível” dos países ocidentais.
E vocês podem esperar que eles tentarão promover a guerra de todos contra todos, inclusive contra o Congresso. Lula sugeriu que um eventual novo governo do PT pode querer enfrentar o Parlamento. Não se esqueçam de que Dilma já afirmou que pretende uma Constituinte exclusiva, com plebiscito, para fazer a reforma política. Disse o ex-presidente. “Você vai ver, presidenta, que o Congresso Nacional eleito agora é um pouco pior que o Congresso Nacional que termina o seu mandato. Pior do ponto de vista ideológico. Foram eleitos mais ruralistas, mais representantes dos empresários, menos gente de vocês”.
Intelectuais e artistas
Da Zona Leste, Dilma seguiu para o Tuca, o teatro da PUC, para um encontro com intelectuais e artistas do PT, onde o PSDB foi acusado de “neoliberal”, entre outras coisas. Santo Deus! Petistas de alto coturno estavam no palco, entre eles, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele explicou que o sorriso no rosto é porque os petistas apareciam na frente na pesquisa Datafolha, mas advertiu que os adversários não iriam jogar fácil a toalha. E terminou assim: “Não passarão!”. Como se vê, o titular da Justiça no Brasil confunde uma disputa eleitoral com uma guerra.
E olhem que Dilma ainda não venceu a eleição. Se vencer, é bom não esquecer, vai ser preciso governar. Será a parte mais difícil. Por Reinaldo Azevedo

Mercados despencam na esteira das bobagens de Dilma. Ou: Lula tem razão! A culpa é mesmo das elites!

Os políticos não temem a irracionalidade, a conversa mole, a estupidez… Os mercados, sim. Por isso, mais uma vez, conforme o esperado, eles desabaram nesta terça-feira, e o dólar disparou. Depois de cair 4,38% no começo da manhã, o Ibovespa recuava 2,92% às 14h10, cotado em 52.743 pontos. As ações do “kit eleições” lideravam as baixas do índice: Banco do Brasil ON perdia 6,57%; Eletrobras ON, 5,91%; Eletrobras PN, 6,5%; Petrobras PN, 5,13%; Petrobras ON, 4,21%. Só especulação? Infelizmente, não! Em dois debates consecutivos, em menos de uma semana, Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, falou com todas as letras que, no Brasil, uma inflação de 3% só seria possível com desemprego de 15% e choque de juros — como se, hoje, eles já não fossem os maiores do mundo. Ela não estabeleceu um período para essa relação. Para Dilma, enfim, estaríamos proibidos de conciliar inflação, juros e emprego em níveis civilizados. É o fim da picada.

O IPCA-15 de outubro foi de 0,48%. O indicador, que é uma prévia da inflação oficial do país, fechou o acumulado em 12 meses em 6,62%, superando o teto da meta de inflação, que é de 6,5%. Ah, mas devemos comemorar! Afinal, o mercado era ainda mais pessimista: esperava uma IPCA-15 de 0,52% para o mês e de 6,66% em 12 meses. Estamos fritos! Já chegamos àquela fase de aplaudir a notícia negativa porque, afinal, sempre poderia ser pior.
Os mercados não são nem bons nem maus. Não são nem a bruxa má da Gata Borralheira nem a fadinha. Eles apenas põem preço nas coisas, e ainda não se inventou mecanismo melhor para gerar e distribuir riquezas. As alternativas são Nicolás Maduro, Raúl Castro e Cristina Kirchner, os amigos do PT. Ao afirmar aquela batatada no debate, Dilma — que já é presidente — emite um claro sinal: o de que continuará na sua toada. Não por acaso, as empresas estatais lideram a queda do Ibovespa.
É isso aí. Não estou entre aqueles que dão a disputa do próximo domingo como liquidada — o primeiro turno nos ensinou que essa não é uma boa prática —, mas cumpre notar, ao fim deste texto, que os países, representados por seu povo, fazem escolhas. Podem errar e podem acertar. Eu nunca especulo sobre o grau de consciência de quem vota, se seu voto é ou não informado. Na democracia, isso é descabido. Até porque, pouco importa se Aécio ou Dilma terá a titularidade do próximo mandato, o fato é que a pessoa em questão só terá chegado lá com o voto dos que tinham condições de fazer uma escolha informada.
A propósito: nas redes sociais, a gente nota, as pessoas mais agressivas, as que dizem os maiores absurdos, as mais estúpidas, são justamente aquelas com formação escolar, que se deixaram contaminar pela ideologia. Não se enganem: sempre que países fizeram escolhas desastradas e desastrosas e entraram em declínio, isso não aconteceu por culpa do povo, mas de uma parcela considerável da elite. Por Reinaldo Azevedo

Tesoureiro do PT, considerado peça-chave do petrolão, é um dos homens fortes da campanha de Dilma

Por Marcela Mattos, na VEJA.com. Desde que o depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, veio a público, a campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) entrou em pânico: criou uma força-tarefa para evitar que as novas revelações causassem estrago no projeto de reeleição da petista, redobrou os ataques ao adversário Aécio Neves (PSDB) e barrou o depoimento do tesoureiro João Vaccari Neto à CPI da Petrobras. Não à toa: nove anos após o estouro do escândalo do mensalão, outro homem-forte responsável por cuidar das contas do partido aparece às voltas em um caso de corrupção, agora como o pivô de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Paulo Roberto Costa afirmou que parte da propina desviada da estatal chegou às mãos de Vaccari. “Dentro do PT, a ligação que o diretor de serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o senhor João Vaccari. A ligação era diretamente com ele”. Ainda segundo o delator, dois terços da propina ficavam para o PT quando a diretoria era comandada pelo PP. Já nos setores diretamente controlados por petistas, a propina seguia diretamente para o caixa do partido.

A função de Vaccari, no entanto, vai além de cuidar do financeiro do PT: ele tem posto privilegiado no projeto eleitoral da presidente Dilma. Documento obtido pelo site de VEJA mostra que o tesoureiro foi nomeado delegado da campanha de Dilma e tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tamanha é a autonomia que Vaccari tem, inclusive, a prerrogativa de fazer petições e assinar as credenciais dos fiscais da coligação.
Ao lado dele estão outros quatro delegados – todos ocupam posições no projeto de reeleição de Dilma: o secretário-geral do PT, Geraldo Magela, deputado federal derrotado na única vaga ao Senado pelo Distrito Federal; o ex-presidente do diretório paulista do PT e tesoureiro da campanha, Edinho Silva; o ex-ministro do TSE, Arnaldo Versiani, e Luis Gustavo Severo, ambos responsáveis pela área jurídica da campanha.
Embora tenha sido apontado como a ponte para o recebimento da propina, o PT tem se mostrando reticente em afastar o tesoureiro. Ao contrário: saiu em defesa dele e processou Paulo Roberto Costa por difamação.
Durante debate entre os candidatos à Presidência realizado no último domingo, Dilma evitou se voltar contra Vaccari. Questionada por Aécio se confia no tesoureiro, a presidente tergiversou: “Da última vez que um delator denunciou pessoas do seu partido, no caso do metrô e da compra dos trens, o senhor disse que não ia confiar na palavra de um delator. Eu sou diferente. Eu sei que há indícios de desvio de dinheiro. O que ninguém sabe é quanto foi e quem foi. Isso é muito importante”, disse.
O tucano insistiu na pergunta, ressaltando os tentáculos do esquema de propina podem alcançar outros órgãos, como a hidrelétrica de Itaipu, da qual Vaccari integra o Conselho de Administração. Mas a presidente novamente se esquivou: “Eu mando investigar. Eu faço questão que a Polícia Federal investigue. Eu não transferi nenhum delegado para outro Estado, eu não engavetei processos. É isso que não pode ocorrer no Brasil”, disse.
Conforme mostra o site da Itaipu, também faz parte do Conselho de Administração do órgão o ministro licenciado da Casa Civil e braço-direito de Dilma, Aloizio Mercadante, cotado para assumir o Ministério da Fazenda caso a petista seja reeleita. Mas a relação de Mercadante e Vaccari vem de longa data: nas eleições de 2002, quando conquistou a vaga no Senado, o ex-ministro tinha Vaccari como segundo suplente. Por Reinaldo Azevedo

Vaccari, Dilma, a galinha e as raposas

A petista Dilma Rousseff ficou visivelmente irritada quando o tucano Aécio Neves lhe perguntou se ela mantinha a confiança em João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, que ela nomeou membro do conselho da Itaipu. Segundo Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff, ele é peça-chave no esquema criminoso montado para assaltar a Petrobras. Pois bem: agora Marcelo Mattos informa na VEJA.com que esse chefão petista, que já se envolveu em outras operações suspeitas do partido, exerce uma função importante na campanha de Dilma: documento obtido pelo site mostra que o tesoureiro foi nomeado delegado da campanha da petista e tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Goza de tal autonomia que tem a prerrogativa de fazer petições e assinar as credenciais dos fiscais da coligação.

Eis aí: vocês acham o quê? Se Dilma for reeleita, será que ela tomará efetivamente as devidas medidas na esfera administrativa para que novas quadrilhas não operem na Petrobras — ou, sabe-se lá, para que a mesma não continue operando? Sim, meus caros, há duas esferas de atuação: a da Justiça, que não depende do chefe do Executivo, e aquela de natureza funcional: criar mecanismos para que as empresas estatais não sejam assaltadas por grupos de pressão.
Bem, Vaccari, hoje o principal implicado num esquema que a própria Dilma disse existir, é um dos chefões de sua campanha eleitoral. Digam às galinhas que a raposa é boa-praça. Isso é apenas um emblema de como os companheiros vêem a coisa pública e das escolhas morais que fazem. Por Reinaldo Azevedo