sábado, 11 de outubro de 2014

Aécio Neves tritura Dilma em pesquisa Istoé/Sensus deste sábado: Aécio Neves, 58,8%; Dilma, 41,2%

Aécio Neves dispara e abre 17 pontos de vantagem sobre Dilma, mostra pesquisa Istoé/Sensus. Primeiro levantamento do instituto  após divulgação de áudios da Petrobrás mostra que escândalo atingiu em cheio campanha da petista. Primeira pesquisa ISTOÉ\Sensus realizada depois do primeiro turno da sucessão presidencial mostra o candidato Aécio Neves (PSDB) com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff com 41,2%. Uma diferença de 17,6 pontos percentuais. O levantamento feito entre a quarta-feira, 7, e o sábado, 10, é o primeiro a captar parte dos efeitos provocados pelas revelações feitas pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sobre o detalhamento do esquema de corrupção na estatal. “Além do crescimento da candidatura de Aécio Neves, observa-se um forte aumento na rejeição da presidente Dilma Rousseff”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Segundo a pesquisa, o índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%. A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%. “O tamanho da rejeição à candidatura de Dilma torna praticamente impossível a reeleição da presidente”, diz Guedes. A pesquisa também capta, segundo o diretor do Sensus, os apoios políticos que Aécio Neves recebeu durante a semana, entre eles o do PSB, PV e PPS. As 2000 entrevistas feitas em 24 Estados e 136 municípios mostram que houve uma migração do eleitorado à candidatura tucana mais rápida do que as manifestações oficiais dos líderes políticos. No levantamento sobre o total dos votos, Aécio Neves soma 52,4%, Dilma 36,7% e os indecisos, brancos e nulos são 11%, tudo com margem de erro de 2,2% e índice de confiança de 95%. Nos votos espontâneos, quando nenhum nome é apresentado ao eleitor, Aécio Neves soma 52,1%, Dilma fica 35,4% e os indecisos são 12,6%. “A analise de todos esses dados permite afirmar que onda a favor de Aécio Neves detectada nas duas semanas que antecederam o primeiro turno continua muito forte”, diz Guedes. O tucano, segundo a pesquisa ISTOÉ\Sensus, vence em todas as regiões do País, menos no Nordeste. Além da vantagem regional, Aécio Neves, de acordo com o levantamento, supera Dilma em todas as categorias socioeconômicas, o que, segundo a análise de Guedes, indica que a estratégia petista de apostar na divisão do País entre pobres e ricos não tem dado resultado.

Leia a carta pública de Aécio Neves que pode resultar no apoio oficial de Marina Silva, neste domingo

Leia a íntegra da carta assinada por Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, que deve levar Marina Silva a declarar apoio ao tucano do domingo. Volto no próximo post.

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JUNTOS pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável
Terminado o primeiro turno das eleições as urnas foram claras: a maioria do eleitorado, 60% dele, mostrou o desejo de mudança. Mudar significa tirar do poder os que o estão exercendo, mas significa também mudar para melhor, em primeiro e principal lugar visando a aprimorar as práticas partidárias e eleitorais. Significa também ampliar os canais pelos quais cada cidadão poderá expressar seus pontos de vista e cooperar na deliberação dos grandes temas nacionais ou de interesse local. É minha intenção, neste segundo turno, ser consequente com os desejos da maioria dos brasileiros: vamos continuar propondo mais mudanças para melhor. Para isso, é natural que contemos, nesta etapa, com as sugestões dos que, comprometidos com a mudança, se lançaram à campanha e, mesmo não obtendo votos suficientes para chegar ao segundo turno, contribuíram com suas ideias, propostas e debates para melhorar a qualidade de nossa democracia.
De minha parte reitero o compromisso com os valores democráticos, cuja efetivação depende de mantermos as instituições virtuosas e de sermos capazes de entender que, no mundo atual, a ampliação da participação popular no processo deliberativo, através da utilização das redes sociais, de conselhos e das audiências públicas sobre temas importantes, não se choca com os princípios da democracia representativa, que têm que ser preservados. Ao contrário, dá-lhes maior legitimidade.
O PSDB se orgulha de ter ajudado o Brasil a reencontrar o equilíbrio econômico. Não só fizemos a estabilização da moeda com o Plano
Real, mas criamos instituições fundamentais para sua continuidade, sustentadas por políticas de transparência que infelizmente não vêm sendo seguidas pelo atual governo. O sistema de metas de inflação e a autonomia operacional do Banco Central para fixar a taxa de juros e observar as livres oscilações do câmbio provaram ser eficientes. Graças a esta base, inauguramos nova etapa de investimentos, tanto externos quanto internos, que permitiram gerar empregos e assegurar mais tarde grande mobilidade social. Mudamos de patamar no contexto das nações, sendo que, em 2000, já éramos proclamados como fazendo parte dos BRIC’s, países populosos que sobressaiam pelo vigor econômico.
Este trabalho foi feito simultaneamente com o reforço das políticas sociais. Foi nos governos do PSDB que alcançamos a universalização do acesso ao ensino fundamental e criamos o Fundef. Propomos agora ampliar a cobertura das creches, universalizar o acesso à pré-escola e a adoção da educação em tempo integralpara os alunos no ensino fundamental. O futuro do Brasil será decidido nas salas de aula.
Foi também durante o governo do PSDB, que, na prática, se instalou o SUS, que,com os genéricos e a entrega gratuita de medicamentos aos mais pobres, começou a construir um Estado de bem-estar social. Falta muito ainda, e o governo do PT maltratou a saúde pública, mas continuaremos na caminhada positiva com a ampliação da participação da União no financiamento do sistema através do programa Saúde +10, que viabilizará o reajuste da tabela SUS e a recuperação das instituições filantrópicas, em particular das Santas Casas. Foi a partir de 1994 que se inaugurou uma política de aumento real dos salários mínimos, transformada em lei mais tarde pelos governos que sucederam ao PSDB. Com isso, os benefícios da Previdência também foram aumentados. Foi nos governos do PSDB que se generalizaram as políticas de transferência direta de renda, as bolsas, assim como o Benefício de Prestação Continuada, que garante renda mínima de um salário mínimo para idosos e pessoas com deficiência. Os governos posteriores ampliaram estes avanços. E também fomos nós que criamos o Ministério da Reforma Agrária, criamos o PRONAF e assentamos cerca de 500 mil famílias,processo tão descuidado pelo governo atual. A reforma agrária precisa ser retomada com seriedade e prioridade.
As políticas sociais sempre fizeram parte de nossos governos, mesmo quando enfrentamos conjunturas econômicas adversas, e nos orgulhamos de ter entregue o país em condições de estabilidade que foram essenciais para que nossos sucessores pudessem ampliar e aprofundar essas políticas. Nossa determinação, e com isso pessoalmente me comprometo, é levar adiante o resgate da dívida social brasileira, que é tarefa inarredável de qualquer governante. Vamos ampliar e aprimorar as políticas existentes, inclusive transformando o Bolsa Família em política de Estado, e não de governo, justamente para que não sofra descontinuidade ou interrupção.
Vamos convocar a sociedade brasileira a debater e encontrar soluções generosas para nossa juventude, para lhe dar horizontes que a afastem da violência e outros descaminhos. Entendo que podemos, juntos, evitar que os problemas relacionados aos jovens sejam encarados apenas sob a ótica da punição. Essa seria uma forma injusta de penalizá-los, na ponta do processo, por erros e omissões que são de todos nós.
Temos muitas ferramentas para lidar com nossas desigualdades. A mais importante delas é a riqueza da diversidade sociocultural brasileira que deve estar expressa no combate a toda discriminação, seja étnica, de gênero, de orientação sexual, religiosa, ou qualquer outra que fira os direitos humanos e a liberdade de escolha de cada cidadão.
Mais ainda, entendemos que o governo Dilma Roussef tem sido negligente na questão da demarcação das terras indígenas. Tanto produtores rurais como indígenas têm sido vítimas dessa negligência, que contribui para acirrar conflitos e tensões. No nosso governo vamos nos posicionar pela manutenção da prerrogativa constitucional do Poder Executivo de demarcar terras indígenas, ouvindo os Estados e os órgãos federais cuja ação tenham conexão com o tema. Criaremos também o Fundo de Regularização Fundiária que permitirá resolver as pendências em áreas indígenas nas quais proprietários rurais possuem títulos legítimos de posse da terra, reconhecidos pelo poder público. Da mesma forma, daremos a merecida atenção, não dada pelo atual governo, às reivindicações dos quilombolas e outras populações tradicionais.
É triste constatar que a Federação está doente, enfraquecida e debilitada. Padece de centralismo excessivo na esfera federal, ficando os poderes locais à mingua dos recursos e desprovidos de competências para enfrentarem os problemas e melhorar a qualidade de vida de suas comunidades. É nosso propósito promover a revisão desse estado de coisas, devolvendo a estados e municípios os meios de exercerem sua autonomia constitucional, habilitando-os a levar a solução do problema para perto de onde ele ocorre. É urgente revigorar nossa Federação, fortalecendo suas bases.
O debate sobre o Pacto Federativo será articulado com a temática do desenvolvimento regional.
Não há como pensar em novo ciclo de desenvolvimento nacional sem considerar como base fundamental o desenvolvimento regional.
Nunca teremos pleno desenvolvimento com o país cada vez mais concentrado em ilhas de prosperidade e extensos vazios de produção e riquezas.
O estabelecimento de políticas públicas regionais é um componente fundamental para articulação do Pacto Federativo.
Quero reiterar nossos compromissos programáticos com a questão ambiental, vista do ângulo de seu tripé: o cuidado com a natureza, com as pessoas, visando mais bem-estar e igualdade, e a adoção de corretas políticas macroeconômicas, notadamente das que afetam nossa matriz energéticaO moderno agronegócio brasileiro defende um programa efetivo de preservação da riqueza florestal visando ao objetivo maior de alcançarmos o desmatamento zero.
A exploração do petróleo, inclusive do pré-sal, é imperativo do desenvolvimento e não põe à margem a diversificação de fontes energéticas menos poluidoras, como as eólicas, solar, a bioenergia, o gás e, sobretudo, o uso racional da energia para poupá-la. Além disso, estabeleceremos uma política efetiva de Unidades de Conservação, não apenas para garantir a implantação e o correto uso das já existentes, como para retomar o processo de ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, paralisado no atual governo.
Enfatizo que darei a devida e urgente importância ao trato da questão das Mudanças Climáticas, iniciando um decisivo preparo do país para enfrentar e minimizar suas consequências. Assumo o compromisso de levar o Brasil à transição para uma economia de baixo carbono, magna tarefa a que já se dedicam as nações mais desenvolvidas do planeta, retomando uma postura proativa de liderança global nesta área, perdida no atual governo.
Espero, enfim, que o PSDB e seus aliados sejamos vitoriosos neste segundo turno pelo que trazemos de positivo em nossas propostas e não apenas pelos malfeitos, abusos e desmandos do atual governo, que são enormes. A democracia, tal como a concebemos, não se faz destruindo-se os órgãos de estado ao sabor de interesses partidários e privados, como foi feito com as agências reguladoras, as empresas estatais, os fundos de pensão e a própria administração federal. Nem pela estigmatização infamante dos setores políticos minoritários. É preciso devolver o Estado à sociedade brasileira.
Reconhecemos a necessidade de uma reforma política que não pode mais ser adiada e com ela nos comprometemos, a começar pelo fim da reeleição para os cargos executivos. Quero que meu governo seja aquele no qual os brasileiros vão recuperar a confiança na política como caminho para o exercício pleno de sua cidadania.
É com esta visão de brasileiro, mais do que de representante de um partido, que espero unir o Brasil. Apelo aos eleitores que já votaram contra a continuidade da situação política atual, e a todos os partidos e lideranças que propuseram melhorias em nossa política, que se unam a nós para levar adiante os compromissos que ora assumo, na segunda fase desta caminhada. Não para abdicarem do que creem, mas para ajudarem a ampliar nossa visão e para podermos, juntos, construir um Brasil melhor.
Destaco, especialmente, o legado de Eduardo Campos e o papel que Marina Silva tem exercido na renovação qualitativa da política brasileira e na afirmação do desenvolvimento sustentável. Peço a todos os que amam o país: juntem-se a nós! Só na união, no consenso, os brasileiros e as brasileiras poderão construir o que queremos: uma sociedade mais justa, democrática, decente e sustentável.
Aécio Neves

Renata Campos eleva o tom e diz que PT é "incapaz de realizar mudanças"



Aécio e família de Eduardo Campos se reuniram neste sábado
Aécio e família de Eduardo Campos se reuniram neste sábado
A ex-primeira dama Renata Campos elevou o tom e afirmou que o Governo do PT “tornou-se incapaz de realizar as mudanças de que o Brasil precisa”. Na carta lida pelo seu filho João Campos no Clube Internacional, ela também disse que “é preciso reconhecer os avanços, as contribuições de todos, mas é fundamental organizar e arejar a casa”. Confira a íntegra da carta: "Bom dia a todos e a todas. Nossas primeiras palavras são de gratidão ao povo pernambucano pela confiança e bela vitória no dia 5. Expressamos nossos sentimentos nas urnas. Reconhecemos o caminho. Nós não desistimos do Brasil. Nosso muito obrigado ao povo pernambucano. Para nós, esse ano foi muito duro. Perdemos nosso Eduardo, o nosso Dudu, o nosso pai, o nosso líder. Ele tinha um grande sonho, tornar o Brasil um país mais justo, mais humano, mais equilibrado onde as pessoas estivessem em primeiro lugar. Dedicou sua vida à construção desse sonho. Ele sabia que para chegar nesse novo Brasil era preciso um novo caminho. Infelizmente, quis o destino que o caminho que sonhávamos não se tornasse possível. Hoje, temos duas possibilidades: continuar como estamos ou trilhar um caminho de mudanças. O Brasil pede mudanças. O governo que aí está tornou-se incapaz de realizá-las. Nós continuamos acreditando nos mesmos valores. Nós continuamos com os mesmos sonhos. Só será possível mudar o Brasil se tivermos capacidade de unir e dialogar, respeitando as diferenças. É preciso reconhecer os avanços que tivemos, as contribuições de todos, mas é fundamental organizar e arejar a casa. Aécio, acredito na sua capacidade de diálogo e gestão. Sei que não é a primeira vez que seu caminho cruza com o de Eduardo. Lembro que lá atrás em momentos importantes da história o caminho do seu avô Tancredo cruzou com o de Doutor Arraes. Sei que também eram diferentes, mas souberam se unir pelo bem do Brasil. Em vários momentos, quando era necessário, você e Eduardo sabiam sentar e dialogar e encontrar caminhos. Eduardo tinha bandeiras muito claras e se quisermos mudar o Brasil é preciso levar adiante seus ideais, as reformas que ele tanto lutou. O pacto Federativo, o Saúde Mais 10, o Pacto pela Vida, uma educação de qualidade com escolas de tempo integral, passe livre, um desenvolvimento com sustentabilidade, entre outras. Penso, Aécio, que hoje é um dia muito importante na sua caminhada. Aqui no Nordeste, em Pernambuco, estado que sempre foi palco de lutas libertárias, que tem um povo generoso, com força e coragem, que tem a cara de Eduardo e Arraes. Daqui você vai levar a garra e a energia do nosso povo que serão fundamentais e essenciais para construção de um novo Brasil. Um Brasil que se respeite, reconheça suas diferenças, que saiba combater as desigualdades criando oportunidades para todos. Só assim seremos capazes de construir uma nação justa, soberana, livre, fraterna e equilibrada, como Eduardo tanto sonhou. Somos nordestinos, pernambucanos e queremos juntos construir a nação brasileira. Siga em frente, Aécio, boa sorte e que Deus nos proteja". 

Viúva de Eduardo Campos escreve carta de apoio a Aécio Neves

Na carta, Renata Campos agradeceu pelo apoio do povo pernambucano e pelo resultado do PSB nas urnas

Na carta, Renata Campos agradeceu pelo apoio do povo pernambucano e pelo resultado do PSB nas urnas(Reprodução/VEJA.com)
Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos escreveu uma carta de apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais. O texto foi lido pelo filho mais velho de Renata e Eduardo, João, considerado herdeiro político do ex-governador, morto em acidente aéreo em 13 de agosto.
Na carta, Renata agradece ao povo pernambucano pelo apoio ao PSB nas eleições. O candidato da sigla ao governo do Estado, Paulo Câmara, foi o governador mais bem votado do país, em termos proporcionais, com 68% dos votos. Além disso, a chapa liderada pelo PSB elegeu Fernando Bezerra Coelho para o Senado e 20 deputados federais, oito deles do PSB, formando a maior bancada do partido na Câmara dos Deputados. Marina Silva também saiu vitoriosa em Pernambuco, onde a ex-senadora teve 48% dos votos, quadro que se repetiu apenas no Acre, seu Estado natal. A viúva de Campos lembrou que este foi um ano muito difícil, mas afirmou que "continua com os mesmo sonhos" do marido. "Aécio, acredito na sua capacidade de diálogo e gestão", disse, acrescentando que os caminhos de Campos e Aécio se cruzaram várias vezes durante suas carreiras políticas. "Sei que vocês eram diferentes, mas vocês souberam se unir pelo Brasil."
Ela encerrou a mensagem desejando sorte ao candidato tucano e dizendo que ele levará de Pernambuco "a garra e a energia que serão fundamentais para construir um novo Brasil", escreveu. Aécio Neves participou neste sábado de eventos de campanha em duas cidades pernambucanas, a capital Recife e Sirinhaém, no Sul do Estado, cidade onde Marina Silva teve o maior percentual de votos no Brasil. 

Aécio Neves faz discurso em Recife aceitando parte dos pedidos de Marina Silva

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, participou de um ato político na manhã deste sábado, em Recife, ao lado dos filhos de Eduardo Campos, João, Pedro e Maria Eduarda. O tucano reuniu lideranças dos movimentos sociais pernambucanos e dirigentes do PSB para anunciar trechos de seus compromisso para o segundo turno que contemplam as exigências feitas por Marina Silva para apoiá-lo. “O governo Dilma tem sido negligente na questão da demarcação das terras indígenas”, disse o candidato do PSDB. Este foi um dos temas colocados na mesa de negociação pela presidenciável do PSB. Aécio Neves também prometeu dar “a devida importância” à questão das mudanças climáticas, defendeu a economia de baixo carbono e reiterou seu compromisso com os programas de transferência de renda. “Vamos transformar o Bolsa Família em política de Estado e não de governo”, disse Aécio Neves. Em seu discurso, o tucano exaltou Marina Silva diversas vezes e prometeu dar continuidade ao legado do ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no dia 13 de agosto, no primeiro turno desta corrida presidencial. “Me sinto responsável para levar para cada canto do País o legado e o sonho de Eduardo Campos”, disse o tucano. Marina Silva foi chamada de “honrada e digna brasileira”. O presidenciável disse ainda que o encontro foi “o mais importante desta campanha” até aqui. Ainda neste sábado, o candidato participou de mais uma atividade política na capital pernambucana, um encontro com a coligação que elegeu Paulo Câmara (PSB) e depois almoçou com Renata, viúva de Eduardo Campos. Em todas as atividades deste sábado, o tucano participou ao lado do governador eleito Paulo Câmara (PSB), do prefeito de Recife, Geraldo Júlio (PSB), do senador eleito pelo PSB, Fernando Bezerra Coelho, ex-ministro da Integração Nacional de Dilma, e do vice-governador Raul Henry (PMDB), partido que está na coligação de Dilma. Também participaram das atividades, o senador peemedebista Jarbas Vasconcelos e filha mais velha de Aécio Neves, Gabriela.

Paulo Roberto Costa era encarregado de arrecadar recursos junto a empreiteiras para o petista Lindberg Farias

Que coisa! Paulo Roberto Costa havia afirmado em seu depoimento à Justiça Federal, aquele cujo conteúdo foi tornado público, que havia atuado neste ano, em pleno 2014, para um candidato ao governo do Rio de Janeiro. Não dá para ter a certeza, não é?, mas parece ser um sinal evidente de que o esquema corrupto incrustrado na Petrobras ainda estava em operação. A Polícia Federal apreendeu em sua casa uma planilha que trazia o nome de empreiteiras. O buchicho nos corredores era um só: tratava-se do senador Lindberg Farias (RJ), aquele monumento à ética, que concorreu ao governo do Rio de Janeiro pelo PT e ficou em quarto lugar, empatado com o PSOL.

Reportagem de Leonardo Souza na Folha deste sábado informa: era mesmo Lindberg. O candidato derrotado confirma. Segundo ele, imaginem vocês!, Paulo Roberto Costa foi chamado para dar contribuições a seu programa de governo na área de energia. Deixem para gargalhar depois de terminar de ler o texto. Que coisa mais lindamente Lindberg! O rapaz pensou: “Pô, preciso de um especialista em energia…” Ele não foi buscar na UFRJ. Ele não foi buscar em empresas ligadas à área. Ele foi buscar logo Paulo Roberto Costa, especializado em empreiteiras e em arrecadar propinas para políticos.
No depoimento, o engenheiro disse o seguinte: “Eu participei, eu acho que de umas três reuniões com esse candidato lá do Rio de Janeiro, como outras pessoas também participaram. E foi listada uma série de empresas que podiam contribuir com a campanha para o cargo político que ele estava concorrendo. E essa planilha foi, então, encontrada na minha casa”.
A Folha informa que, na planilha apreendida da casa do engenheiro, havia anotações sobre seis empresas: Mendes Júnior, UTC/Constran, Engevix, Iesa, Hope RH e Toyo/Cetal. Em três casos (UTC/Constran, Engevix e Hope), há menção de que as empresas iriam colaborar ou aumentar a contribuição a pedido de “PR”, iniciais de Paulo Roberto Costa. No pé da planilha, há também a anotação do nome Garreta, precedido de um asterisco. A OAS aparece também precedida de um asterisco. O marqueteiro Valdemir Garreta, que há anos trabalha para campanhas de petistas, foi contratado por Lindberg para cuidar da produção de sua campanha na TV e para prestar assessoria de imprensa. Segundo a Folha apurou, a empresa de Garreta também presta assessoria à construtora OAS. Dizer o quê? Eles todos sabem muito bem por que estavam juntos, não é? Por Reinaldo Azevedo