sexta-feira, 21 de junho de 2013

GILBERTO CARVALHO, UM DOS ORGANIZADORES DO CAOS, AGORA ATACA A IMPRENSA POR MOTIVOS, COMO SEMPRE, ERRADOS. FOI O JORNALISMO PETIZADO QUE PISOU NA BOLA NA ESPERANÇA DE DESTRUIR ALCKMIN. ACABOU DANDO UM DIRETO DE ESQUERDA NO QUEIXO DE DILMA

Sempre que Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, pensa, o mundo fica mais escuro, menos inteligente, menos claro e… mais perigoso. As pessoas que acessaram este blog ontem 342.959 vezes — e que devem fazê-lo hoje mais de 350 mil vezes — sabem o que penso do trabalho da imprensa nessa história, com as exceções de praxe: LA-MEN-TÁ-VEL!, para dizer pouco. Flertou com a irresponsabilidade e o caos. Ao demonizar as PMs, ao ignorar que elas são a primeira barreira de contenção na hipótese de que as coisas começarem a sair do controle, ao jogar no lixo a evidência de que aqueles homens são a democracia de uniforme, que impedem a luta de todos contra todos, esses setores do jornalismo atuaram com uma irresponsabilidade ímpar. Por quê? Seria por reacionarismo, por conservadorismo, por golpismo? Não! É a ânsia, nesse como em vários outros casos, de fazer justiça com o próprio teclado. Então eu penso o mesmo que Gilberto Carvalho? Não! Ambos repudiaríamos essa ilação até debaixo de chicote. Este lamentável senhor, que deveria ser demitido — e, se Dilma não o fizer, corre o risco de se lascar! —, enxerga uma espécie de conspiração, conservadora claro! Ao acusar a “mídia”, afirma, segundo informa a VEJA.com:
“”A imprensa teve um papel no moralismo, no sentido despolitizado, um tipo de antipolítica, que leva a isso que está acontecendo. Aqueles que o tempo todo verbalizaram esse tipo de posição também têm responsabilidade por esse aspecto destrutivo que está aí, e não adianta vir, agora, celebrar essa manifestação e não se dar conta de que também eles são responsáveis por isso que está acontecendo”
Ou ainda:
“Não há democracia sem partido. Não há democracia sem uma forma de instituição. O sem partido, no fundo, é ditadura. Nós temos que ficar muito atentos a isso”.
É mesmo? A única preocupação de Carvalho, como fica evidente, é o fato de os petistas terem sido expulsos da Paulista ontem, debaixo de vaia: “ô PT, vai se fervê/ E leva a Dilma com você”. Aí deu medinho, não é? Quando José Eduardo Cardozo estava tirando uma casquinha do caos em São Paulo, oferecendo “ajuda” a Alckmin por intermédio da imprensa, tudo parecia bacana aos petistas. Quando o partido mobilizou seus sindicatos para participar do protesto do dia 17, os petistas acharam ok. ATENÇÃO! EU CONTEI AQUI: GILBERTO CARVALHO FOI INFORMANDO QUE O PETISMO HAVIA LIBERADO AS BASES PARA A MANIFESTAÇÃO E ACHOU CERTO, CONCORDOU. Consideravam que estavam jogando a pá de cal no governo Alckmin. Quando a PM de São Paulo passou a ser demonizada Brasil — e mundo — afora pela Al Qaeda eletrônica petista, aquilo tudo pareceu mel na sopa. Quando, no entanto, no dia 17, o Rio meteu 100 mil pessoas na rua, contra apenas 65 mil em São Paulo, os engenheiros sociais sacaram que algo tinha dado errado e saído do controle. Sim, é verdade, amplos setores da imprensa apoiaram os protestos, mas não foi por conservadorismo, direitismo ou reacionarismo. Apoiaram porque esse é o resultado sistemático de anos de destruição da inteligência e da independência de pensamento — inclusive nas redações. O que vemos, na rua, e ainda me deterei sobre este aspecto, é o resultado de 10 anos de ataque deliberado à ordem e às instituição. E Gilberto Carvalho, o principal responsável pela convulsão social em parte do Mato Grosso do Sul, por exemplo,  é um dos organizadores do caos. Por Reinaldo Azevedo

“PASSE LIVRE” JÁ HAVIA SIDO PROCURADO POR AGENTES DA CÚPULA PETISTA, MAS RESISTIA AO ASSÉDIO; EXPULSÃO DE ESQUERDISTAS DA PAULISTA FEZ O GRUPO CEDER

Por que o MPL não conta como tudo aconteceu? O MPL deveria vir a público contar como tudo aconteceu. A cúpula do movimento já tinha sido procurada por gente do PT, com delegação do ministro Gilberto Carvalho, para um papo-cabeça sobre as consequências das ações do grupo. Os emissários desenvolveram a teoria de que estaria em curso um golpe — adoram essa palavra — contra o governo Dilma Rousseff e que a direita estaria se apropriando do movimento. O PT queria convencer a turma a dar uma esfriada nos movimentos de rua. A maior evidência, disseram os petistas, de que a “direita” estaria atuando seria, vejam vocês!!!, o “apoio da mídia”, especialmente o da TV Globo. O raciocínio especioso era — e é — o seguinte: se a Globo está apoiando, então não pode ser coisa boa. É uma gente realmente curiosa. Se o jornalismo estivesse apenas aplicando os fundamentos do estado democrático e de direito, é evidente que teria apontado, desde o começo, o caráter autoritário e violento dessa gente. Como caiu de amores pela turma, então é porque é golpista. É claro que a ficha dos petistas só começou a cair quando os seus planos de jogar o imbróglio no colo de Alckmin falharam. Aberta a caixa de Pandora, todos os males do mundo foram cair no colo da governanta. Aí o bicho pegou. Aí Dilma saiu dando pontapés no traseiro da petezada, em especial de Gilberto Carvalho e de José Eduardo Cardozo. O MPL, no entanto, feliz com os holofotes, sentindo-se liderar a “revolução”, resistia ao assédio petista. A manifestação de quinta-feira na Paulista foi a gota d’água. Os camaradas vermelhos de várias legendas tiveram de sair correndo, de enrolar as bandeiras e enfiar o rabo entre as pernas. Então o MPL cedeu à racionália esquerdopata e decidiu cair fora dos protestos em São Paulo. Por Reinaldo Azevedo

MOVIMENTO PASSE LIVRE É UMA ORGANIZAÇÃO COM CONVICÇÕES COMUNO-FASCISTAS, ISTO SIM!, E, POR ÓBVIO, AGORA É TAMBÉM UMA CENSORA DO POVO

O Movimento Passe Livre, tratado por setores da imprensa como os novos utopistas e um celeiro de pensadores, agora veio a público para anunciar que está fora de novas manifestações em São Paulo porque elas teriam sido apropriadas pelos conservadores. Essa gente que diz não ter líderes já emitiu, que eu me lembre, a sua segunda “nota oficial”. É a primeira vez na história do mundo que uma “organização horizontal” emite nota. É patético! O texto é de impressionante má-fé por tudo o que diz e por aquilo que omite. Leiam
“O Movimento Passe Livre (MPL) foi às ruas contra o aumento da tarifa. A manifestação de hoje faz parte dessa luta: além da comemoração da vitória popular da revogação, reafirmamos que lutar não é crime e demonstramos apoio às mobilizações de outras cidades. Contudo, no ato de hoje presenciamos episódios isolados e lamentáveis de violência contra a participação de diversos grupos. O MPL luta por um transporte verdadeiramente público, que sirva às necessidades da população e não ao lucro dos empresários. Assim, nos colocamos ao lado de todos que lutam por um mundo para os debaixo e não para o lucro dos poucos que estão em cima. Essa é uma defesa histórica das organizações de esquerda, e é dessa história que o MPL faz parte e é fruto. O MPL é um movimento social apartidário, mas não antipartidário. Repudiamos os atos de violência direcionados a essas organizações durante a manifestação de hoje, da mesma maneira que repudiamos a violência policial. Desde os primeiros protestos, essas organizações tomaram parte na mobilização. Oportunismo é tentar excluí-las da luta que construímos juntos. Toda força para quem luta por uma vida sem catracas”
Voltei
Mais uma vez, o MPL reafirma seu caráter e movimento de esquerda, no que venho insistindo aqui desde o primeiro dia. É permitido ser de esquerda no Brasil. O que deveria ser moral e eticamente vetado é a imprensa, setores dela ao menos, tentar negar esse caráter, esforçando-se para emprestar a essa gente uma agenda que não é e nunca foi sua. O MPL está chateadinho porque os petistas e outros partidos de esquerda foram banidos das manifestações; tiveram de sair de lá com o rabo entre as pernas. ATENÇÃO! Eu também não apoio a perseguição a partidos políticos e acho que nada de bom sai dessa prática, mesmo que seja contra essa gente cujo ideário desprezo. Só que há um dado importante: o que me causa horror nessa onda toda — e estou a cada dia mais convicto disto — é a violência e a permanente violação da Constituição. Releiam a nota do Passe Livre. Os valentes condenam a suposta violência contra seus amiguinhos de esquerda, condenam a suposta violência policial, mas NÃO DIZEM UMA VÍRGULA CONTRA OS DEPREDADORES E OS SAQUEADORES. Alo, mistificadores! É mentira que os atos de depredação e barbárie estavam fora do script do Passe Livre. Não estou dizendo que foram PRATICADOS por eles — que nem compleição física para isso têm. Estou AFIRMANDO QUE A VIOLÊNCIA ERA UM DADO DA SUA EQUAÇÃO. Ou não foi ela que empurrou os prefeitos para decisões de emergência, que estupram as contas públicas. Eu sei o que faço com a minha ignorância — procuro saná-la lendo, estudando, refletindo. Cada um faça o que quiser com a sua própria. O MPL se considera um movimento revolucionário — já falo quem são seus interlocutores. Se os jornalistas — com as exceções de sempre — lessem um pouco mais e dessem um pouco menos de atenção à fofocaiada das redes sociais, saberiam que a violência, o terror, a desordem, a confusão generalizada, a desestruturação de serviços públicos etc., tudo isso é uma etapa da luta revolucionária. “Ah, o Reinaldo acha que eles iriam fazer uma revolução. É um paranoico!” Uma ova! Eu não acho que eles iriam fazer revolução, não! Eu estou sustentando que eles consideram que a violência lhes é útil porque existe teoria a respeito, que trabalha com esse dado. Eles só estão decididos a tornar a vidas nas cidades um inferno para conquistar posições de poder na miríade de partidos de esquerda. Rafael Siqueira, o tiozinho com cara que caiu do caminhão que voltava com a tralha de Woodstock, TRINTA E OITO ANOS, concedeu entrevista. Leio na Folha: "Durante o ato, o MPL conversou com alguns grupos de esquerda sobre a presença de “neofascistas” agredindo pessoas na rua. “É inconcebível essa onda oportunista da direita de tomar os atos para si".  Segundo o movimento, desde o ato de terça-feira, grupos de direita (não se sabe se organizados ou não) levaram às ruas pautas que não representam o MPL, o que gerou preocupação, pois “distorce a iniciativa”: “O que preocupa não é a participação das pessoas na rua, mas pessoas claramente contra as organizações sociais e que nunca participaram de manifestações, começarem agora a usar os atos para promover a barbárie". A decisão de voltar ou não às ruas será tomada após conversa do MPL com grupos aliados – MPST (Movimento Popular dos Sem Terra), MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra), Ocupação Mauá e Periferia Ativa–, que deve acontecer até a semana que vem: “Ainda não sabemos que estratégia tomar, vai ser uma conversa longa e franca entre todas as organizações no campo da esquerda pra que a gente não fique rachado entre a gente, precisamos manter a união, que é o mais importante".
Retomo
Eis aí. Eu disse desde o começo que o MPL havia trazido para as cidades, com o apoio bucéfalo da imprensa, os métodos que o MST usava no campo. O MPL está fora? Como já disse aqui, então eu estou pensando em aderir ao movimento de protesto. Só que eu teria algumas exigências para tanto, que, acredito, não serão acolhidas: 1) que os que querem mudar o Brasil (e até o mundo) não destruam a rotina das cidades. Peçam autorização ao Poder Público para se manifestar numa grande praça. É fascista impor a participação a quem não quer participar; 2) pela volta dos R$ 3,20. É um escândalo que prefeitura e governo tenham de cortar investimentos por conta de uma benefício que é irrelevante para milhões, mas que é relevantíssimo para o futuro. Que bom que esse MPL nunca me enganou. Identifico essa gente de longe, pelo cheiro. Por Reinaldo Azevedo

GOVERNO DILMA TEME IMPACTO DAS MANIFESTAÇÕES NA VISITA DO PAPA AO RIO DE JANEIRO

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, o incompetente petista Gilberto Carvalho, externou nesta sexta-feira a preocupação do governo federal com a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), agendada para julho no Rio de Janeiro. ”Nós temos que estar preparados para a jornada ocorrer inclusive num clima em que estejam ocorrendo manifestações no País”, disse ele. É óbviamente uma ameaça terrorista, e parte de quem ocupa a Secretaria Geral da Presidência. A presidente Dilma Rousseff reuniu na manhã desta sexta-feira ministros do governo para avaliar a reação do Executivo diante da onda crescente de manifestações. Também há tensão no Palácio do Planalto com a segurança nas cidades que recebem jogos da Copa das Confederações, com a presença de dirigentes da Fifa. As afirmações do incompetente e incendiário petista Gilberto Carvalho, responsável pelo fracasso na interlocução do governo federal com movimentos sociais, foram feitas a organizadores da Jornada Mundial da Juventude, em um encontro realizado no Palácio do Planalto. Foram as primeiras declarações emitidas pela Presidência após os atos desta quinta-feira, que reuniram 1 milhão de pessoas em diferentes cidades. A Jornada Mundial da Juventude marcará a primeira visita do papa Francisco ao Brasil desde que assumiu o pontificado, em março de 2013. Durante o evento, que ocorrerá de 23 a 28 de julho, são esperados mais de 2,5 milhões de jovens católicos no Rio de Janeiro.

EM DUAS SEMANAS, PROTESTOS SOMAM DEZENAS DE FERIDOS E UM MORTO. A CRISE ATINGE DILMA EM CHEIO. INCOMPETÊNCIA TEM AO MENOS DUAS FACES: GILBERTO CARVALHO E JOSÉ EDUARDO CARDOZO, QUE TÊM DE SER DEMITIDOS COM DESONRA. TITULAR DA JUSTIÇA TENTOU FAZER BAIXA POLÍTICA EM SÃO PAULO E AJUDOU A INCENDIAR O PAÍS

A presidente Dilma Rousseff está soltando fogo pelas ventas. Sente-se traída por alguns dos incompetentes que a cercam. Duas figuras se destacam: José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, e Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência. A depender do rumo que tomem as coisas, não é apenas a reeleição da presidente que está ameaçada, mas a sua candidatura. Como já lembrou Gilberto Carvalho certa feita, o PT tem Lula no banco, que sempre pode ser escalado. Se Dilma despencar e se a saúde do ex permitir, por que não chamar de volta o demiurgo? Mas cuido de Gilberto Carvalho daqui a pouco. Quero dar destaque a José Eduardo Cardozo. Costumo chamá-lo de Cardozo, o Garboso. Ele sempre tem um jeito muito sério de falar, com a voz empostada, afetando guardar graves e profundos pensamentos. Também gosta de se fingir um petista diferente, mais sofisticado, que se distancia da turma da pesada. O seu papel nessa crise, especialmente do dia 13 deste mês até hoje, escreve uma das páginas mais vergonhosas vividas pelo Ministério da Justiça. E olhem que, fazendo um retrospecto, não é fácil disputar a liderança desse ranking. Cardozo teve concorrentes de peso no passado. Mas ele conseguiu superar a muitos na ruindade, seja pelo mérito da estupidez que fez, seja pelas consequências — que foram explodir onde muitos não esperavam: no colo de Dilma. Os protestos contra as tarifas de ônibus começaram a ganhar corpo em São Paulo, onde esse estupefaciente Movimento Passe Livre (MPL) — um dos líderes já é quase um vovô, mas se fantasia de estudante alternativo — é mais forte. Como a repressão à baderna é tarefa do governo de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad se escondeu — como se hábito — e largou a batata quente na mão do governador. Nota: o tal MPL sempre foi aliado do PT. O partido é que lhe deu visibilidade, que fez a sua pauta aloprada parecer razoável. O protesto do dia 13 de junho marcou um ponto de inflexão nessa história, que passou a contar com novos marcos na segunda, dia 17. Explico tudo direitinho. As manifestações anteriores lideradas pelo Passe Livre já vinham se caracterizando por vandalismo e violência. As imagens não mentem. Há fotos aos montes. No dia 11, um policial foi linchado. Ônibus foram depredados. Os vândalos espalhavam fogo e lixo por onde passavam, paralisavam a cidade. Só O GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN PROTESTAVA. Silêncio em Brasília. Silêncio na Prefeitura de São Paulo. Silêncio no petismo. No dia 13, a tropa de choque negociou com os manifestantes e estabeleceu: não era para subir a Consolação e ganhar a Paulista. Mas quê… Os valentes resolveram afrontar a força especial. Não reconheciam a autoridade da polícia. Exigiam exercer o seu suposto direito de rasgar o Artigo V da Constituição. Ao tentar furar o bloqueio, o confronto começou. E o resto é história. Alguns jornalistas ficaram feridos, criou-se o mito de que os policiais perseguiam a categoria nas ruas — na verdade, repórteres eram e são permanentemente hostilizados pelos manifestantes —, e Elio Gaspari decretou: a culpa é da polícia. Se Aiatoelio falou, a fatwa contra a PM está decretada. Ali começava o outono da anarquia no Brasil. Mas tratarei desse particular em outro post. Quero voltar a Cardozo. Eu estava voltando do Rio quando o pau estava comendo em São Paulo. Tinha participado de um debate sobre imprensa e impunidade no Clube Militar, com a ministra Eliane Calmon, do STJ, o economista Rodrigo Constantino e o professor Marcus Fabiano, da Universidade Federal Fluminense. Tão logo saí do avião, 19h20, pulou um SMS na tela, da minha mulher: “Não venha pra cá. Caos. Confronto. Higienópolis está cercado”. E aí passei a monitorar a coisa pelo celular, perambulando pelo aeroporto, misturando fome, raiva, vontade de fumar (tinha acabado de sair de uma pneumonia), indignação com o fato de uma pauta estúpida, absurda mesmo!, paralisar a cidade. E então caiu lá uma notícia: José Eduardo Cardozo, o caridoso, oferecia “ajuda” a Alckmin. Como??? Ajuda de Cardoso??? Consegui falar com secretários do governo. Perguntei o óbvio: “O ministro ligou para o governador? Ofereceu ajuda pessoalmente? O que disse Alckmin?”. E fiquei sabendo, então, que este estupefaciente ministro, que este absurdo ministro, que este incompetente ministro, com notável cara de pau, havia oferecido ajuda por intermédio da imprensa. Pré-candidato do PT ao governo, o titular da Justiça se aproveitava, mais uma vez, de uma situação difícil em São Paulo para tirar uma casquinha, para fazer proselitismo, para fazer baixa política. Ele jamais perdeu a chance de prejudicar o povo paulista para cuidar de interesses partidários. Cito as vezes em que optou pela chicana, não pela resposta de homem de estado: 1) desocupação da Cracolândia; 2) desocupação do Pinheirinho; 3) desestabilização do ex-secretário de Segurança, Antonio Ferreira Pinto. Atenção! No dia 9 de junho, antes de o mundo cair na cabeça de Dilma, Cardozo já havia concedido uma entrevista ao Estadão atacando o governador de São Paulo. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) reagiu à sua estranha oferta do dia 13. Pois bem: o jornal amanheceu no dia 17 deste mês, data em que São Paulo deveria assistir ao “big one” das manifestações (com muitos petistas apostando no caos para atingir Alckmin) com mais uma entrevista do ministro. Não hesitou: atacou severamente a PM de São Paulo, acusando-a de truculenta, sugerindo que era despreparada. Sabem quais polícias ele usou como exemplo positivo? A do Rio e a de Brasília. Bem, vocês viram o que aconteceu nesta quinta-feira nessas duas praças. E não! Não foi por culpa dos policiais — de São Paulo, do Rio, do Distrito Federal ou de qualquer outro lugar. A culpa é dos vândalos. Atenção, leitores! Faz quatro dias, o sr. José Eduardo Cardozo achava que se tratava de um problema paulista e que a PM deste Estado não sabia lidar com o povo. Ele, definitivamente, não estava entendendo nada. Mas alguma coisa naquela segunda-feira já estava fora da ordem imaginada pelo PT, e só as Carolinas do Planalto não viram. O protesto em São Paulo foi realmente grande — reuniu 65 mil pessoas —, mas o do Rio de Janeiro, com metade da população, juntou 100 mil. Alguns tontos chegaram a anunciar que os manifestantes cariocas marchavam em apoio aos de São Paulo. Bobagem! Não era, não. Que se lembre: os petistas mobilizaram seus aparelhos sindicais e deram a ordem: era para tomar as ruas da capital paulista. Estavam, literalmente, brincando com fogo. Dilma, lá no Palácio, que anunciara havia dias o seu programa para a compra de sofá e geladeira, achava que tudo caminhava bem. O seu ministro da Justiça endossara, na prática, as palavras de ordem contra a polícia que passaram a ser recitadas pela imprensa do país inteiro. Aí, meus caros, as portas do caos estavam abertas — ainda farei um texto específico sobre a absurda demonização das Polícias Militares que tomou conta do jornalismo brasileiro. Com o país iluminado pelas chamas dos vândalos e casos de depredação em quase todas as capitais e algumas grandes cidades, Cardozo engoliu a sua grande língua e suas palavras irresponsáveis. Desapareceu. Não ofereceu ajuda a mais ninguém. Parou de atacar as Polícias Militares. Silenciou.
Gilberto Carvalho - Este senhor é responsável pela interlocução com os chamados movimentos sociais. Também é um notório depredador da ordem em São Paulo. Também ele, a exemplo de Cardozo, não perdeu uma só chance de atacar a Polícia Militar e o governo do Estado. Atenção! Um assessor do ministro tem as digitais na confusão acontecida na desocupação do Pinheirinho. O nome do valente é Paulo Maldos, que é também a mão que balança o berço no caso de uma outra “revolta”, a indígena. Já escrevi a respeito. O verdadeiro clima de guerra entre índios e proprietários rurais no Mato Grosso do Sul foi parido na Secretaria-Geral da Presidência, e o tal assessor está no epicentro da crise. Assim, em vez de ser um interlocutor, Carvalho, na prática, se comporta como um insuflador de conflitos. Como esquecer aquela sua conversa com lideranças indígenas da região de Belo Monte, quando afirmou que a presidente da República havia dado uma ordem para que o ministro da Justiça não cumprisse uma reintegração de posse? Sua atuação no Planalto anda cada vez mais nebulosa. Gente ligada à sua pasta se envolveu na organização de um protesto em… Brasília na estréia da Copa das Confederações — aquele dia em que Dilma foi vaiada… três vezes!!! Se Carvalho estivesse dedicado à resolução de conflitos e se antecipado a eles, em vez de promovê-los, certamente teria percebido uma nuvem negra se adensando no país. O que ainda não tenho claro é se ele realmente não percebeu nada ou, pior para Dilma, percebeu tudo e deixou que as coisas seguissem o seu curso. Até a depredada Esplanada dos Ministérios sabe que o candidato in pectore do chefão petista na eleição do ano que vem é Lula, não Dilma. NÃO SE ESQUEÇAM DE QUE CARVALHO, NOS PRIMEIROS MESES DO ATUAL GOVERNO, LEMBROU QUE LULA PODERIA VOLTAR À CENA. Nesta sexta-feira, a presidente reúne a cúpula do governo. Seu prestígio, que já havia caído, deve ter despencado. O curioso é que tudo nasceu mesmo da má consciência. Petistas e forças filopetistas resolveram brincar de excitar as massas em São Paulo, achando que é simples, fácil e seguro manipulá-las. Aí está o resultado. Pois é… O irônico é que se estimou em 100 mil pessoas o número de manifestantes em São Paulo na quinta-feira. Não houve incidentes com a Polícia Militar. Ao contrário até. O clima na capital era amistoso. O que se viu mesmo foram bandeiras do PT sendo queimadas. Os militantes do partido, que haviam obedecido as ordens de Rui Falcão e aderido à manifestação, tiveram que enrolar seus panos e ir embora. E a massa gritava uma rima impublicável em “ê”: “Ô PT, vai se fervê. E leva a Dilma com você”. Por Reinaldo Azevedo

SE DILMA DECIDIR FAZER UM PRONUNCIAMENTO, COMO ACHO QUE DEVE FAZER, É BOM QUE PENSE BEM NAS PALAVRAS. OU: HÁ MAIS LULISTAS DO QUE OPOSICIONISTAS TORCENDO PARA QUE ELA QUEBRE A CARA

O Brasil vive, por enquanto ao menos, uma democracia política plena. A única ditadura que ronda as consciências é a patrulha do politicamente correto, das ditas “minorias”, dos autodeclarados movimentos sociais. Existe plena liberdade de manifestação e de opinião. A praça está livre para o povo ocupá-la e dizer o que bem entende. Atenção para este parágrafo: quando, no dia 13, a Polícia Militar de São Paulo decidiu cumprir a sua função e impor a ordem nas ruas — já que manifestantes tentavam, mais uma vez, impedir o direito de ir e vir, foi demonizada pela imprensa, pelos petistas e, de forma indireta, até pela presidente. Dilma está diante de um de dois caminhos: 1) fazer um pronunciamento meramente retórico em defesa da paz, perdendo-se, mais uma vez, na propaganda dos feitos de seu partido; 2) deixar claro que os abusos não serão tolerados e que o governo federal dará todo o apoio material e político para que os governadores garantam a tranquilidade e a ordem. Por mais que setores da imprensa insistam em dizer o contrário, é mentira que as manifestações ocorrem num clima de paz e tranquilidade. É evidente que não temos uma maioria de depredadores na rua. Fosse assim, ou seria revolução ou o retorno ao estado da natureza. O fato é que existe um clima favorável à bagunça, à depredação e aos saques. Existe lei federal — a de Segurança Nacional, sim! — para conter esses bandidos. Mas a coisa não pode parar por aí. Todos têm o direito de se manifestar publicamente. Há liberdade de reunião e de associação no País, mas é mentira que exista o direito assegurado de paralisar as cidades. O governo federal tem de se reunir com os governadores e lhes dar o devido suporte para que sejam definidas as áreas que podem abrigar as manifestações. As interrupções do trânsito e a ocupação tresloucada de ruas, avenidas e rodovias têm de ser contidas pelas Polícias Militares, e os que insistirem na prática têm de ser punidos. Mas, para isso, é preciso que haja uma solução de compromisso. Para isso, é preciso que os ministros de Dilma se comportem como homens de Estado, não como chicaneiros. E é preciso que o partido de Dilma abra mão do oportunismo asqueroso que o fez redigir uma nota que, na prática, estimula a bagunça. Ou a presidente faz isso, ou pode começar a se despedir não da reeleição, mas da própria candidatura. É bom que ela não se esqueça de que a maior concentração por metro quadrado de pessoas que torcem para que ela quebre a cara é o PT. O partido quer Lula de volta. Por Reinaldo Azevedo

TEMPOS DE BARBÁRIE DA INTELIGÊNCIA - NUMA EMISSORA ESPECIALIZADA EM JORNALISMO, UM "INTELIQUITUAL" ATACA A PM, QUE FOI AGREDIDA, CRITICA UM PROJETO DE "CURA GAY" QUE NÃO EXISTE E AINDA DIZ QUE ELE TRARÁ CUSTOS AOS COFRES PÚBLICOS

Francisco Carlos Teixeira é professor de história contemporânea da UFRJ. Não sei a que hora estuda. Suponho que, quando não está na universidade, está dando plantão na GloboNews. Teixeira é do tipo que pensa tudo o que lhe dá na telha. Não sei se fui claro. Anteontem (quarta-feira), durante a cobertura ao vivo que a emissora fazia dos protestos em São Paulo, quando a fachada da Prefeitura começou a ser atacada por vândalos, ele atribuiu a responsabilidade ao prefeito, Fernando Haddad. Convenham, isso é sacanagem mesmo com petistas, especialistas em acusar inocentes. Seus parceiros de estúdio, a jornalista Leilane Neubarth — que acha normalíssimo alguém subir no teto do Congresso com uma tocha acesa — e um outro professor sei lá do quê, também culparam o prefeito. Então ficamos assim: vagabundo ataca prédio público, mas quem deve apanhar é a autoridade que não baixa a passagem. Tanto essa questão era irrelevante que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, fez o que os manifestantes queriam, e o Rio viveu ontem o mais violento dos dias. Quando o professor Teixeira pensa, não há limites. Ele pode sempre ir mais fundo. Ontem (quinta-feira), ele batia um papo com o jornalista Eduardo Grillo sobre as manifestações do dia e os confrontos do Rio. Fez o quê? O de sempre e um pouco mais: voltou a atacar a Policia Militar, agora a do Rio; evitou repreender os vândalos; criticou o discurso dos prefeitos que baixaram a tarifa e inventou um projeto de cura gay que traria custos aos cofres públicos…. Entre as aulas na UFRJ e o plantão na emissora de TV, não deve ter tempo para estudar os temas sobre os quais opina. É irrelevante? Não é, não! Essa gente tem o prestígio conferido a estudiosos e pensadores. Ajuda a formar opinião, especialmente quando fala numa emissora de prestígio. Teixeira, já percebi, não gosta de polícia — a exemplo da esmagadora maioria dos jornalistas. Até aí, é absurdo, mas é matéria de opinião (sim, falarei a respeito). Mas ele não tem o direito de levar ao ar uma informação falsa numa emissora especializada em jornalismo. Espero que a GloboNews faça a correção. Qual é o ponto? Apareceram ontem (quinta-feira),  no protesto de Brasília, algumas palavras de ordem contra um suposto projeto que propõe a cura gay. Já demonstrei aqui que isso não existe. É uma mentira cretina de setores da imprensa e do sindicalismo gay. O que há é um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derruba dois trechos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que simplesmente impõem uma espécie de censura e de patrulha à relação entre psicólogo e paciente. ESSA RESOLUÇÃO, NA FORMA COMO ESTÁ, É UMA ESTROVENGA AUTORITÁRIA QUE NÃO EXISTE EM NENHUMA DEMOCRACIA DO MUNDO. Pois bem. O professor decidiu ontem (quinta-feira) ensinar o que os Três Poderes têm de fazer para responder ao povo que está na rua. Pediu, por exemplo, que o país passe a investir, obrigatoriamente, 10% do Orçamento na Educação. Seria bom se houvesse dinheiro. Até os prédios depredados de Brasília sabem que não falta grana ao setor (o segundo maior; só perde para a saúde), mas eficiência. E disse que o Congresso tem é de ser mais responsável. Segundo o valente, é um absurdo que a Comissão de Direitos Humanos da Câmara tenha aprovado aquele PDL mesmo com o povo na rua. Teixeira fazia crer ser essa uma causa que mobiliza milhões. Mas não era o seu pior. Demonstrando que não tinha a menor noção do que estava falando, que fazia nada além de proselitismo, afirmou que o inexistente “projeto da cura gay” acarretaria custos para os cofres públicos. É uma sandice, um delírio, uma bobagem. Se o PDL for aprovado, o Estado não gastará um centavo. Trata-se apenas de derrubar trecho de uma resolução. Ontem (quinta-feira) o homem estava impossível. Parece que seu prestígio cresce junto com as bobagens que diz. Todo mundo que acompanhou a escalada da violência no Rio viu quando manifestantes passaram a atacar a Polícia, não o contrário. Tanto havia a disposição para o confronto que a coisa se estendeu noite afora. Não, senhores! Teixeira não criticou os bandidos. Sugeriu que isso é coisa que acontece mesmo. Ele preferiu criticar a chamada “reação brutal” da Polícia. É um disparate, um despropósito absoluto! Insaciável, foi adiante. Criticou também o discurso das autoridades que baixaram o preço da tarifa. Ela teriam feito muito mal ao informar que teriam de cortar investimentos, segundo ele. Melhor seria, recomendou, que tornassem as contas mais transparentes, como se isso fizesse brotar dinheiro. E esse pensador moderno seguiu com seus juízos singulares. É a inteligência universitária em timo de barbárie cedendo as suas luzes ao jornalismo. Por Reinaldo Azevedo

LULA DIZ QUE NÃO RECOMENDOU DEMISSÃO DE MANTEGA E NOMEAÇÃO DE HENRIQUE MEIRELLES EM SEU LUGAR

Por meio de nota distribuída pelo Instituto Lula, o ex-presidente petista Lula declarou que não procede “de forma alguma” a informação divulgada pelo jornalista Kennedy Alencar, na Rádio CBN, de que teria sugerido à presidente petista Dilma a substituição do ministro da Fazenda, o também petista Guido Mantega. “O ministro da Fazenda Guido Mantega tem grandes serviços prestados na condução da economia ao País e é conhecido pela sua competência e seriedade na condução da pasta”, informou a nota. Mantega e o secretário do Tesouro Nacional, o neotrotskista gaúcho Arno Augustin, têm demolido sistematicamente todos os fundamentos do Plano Real, que deram estabilidade para a economia brasileira em mais de 15 anos. Agora o governo Dilma começa a pagar o preço desse desastre. Arno Augustin é o autêntico "Mandrake" da economia, só faz truques cambiais. Mas, um dia, a mágica acaba, e aí se vê o tamanho do estrago que ele andou produzindo.

MOTORISTA AVANÇA SOBRE MANIFESTANTES E MATA UM EM RIBEIRÃO PRETO

A manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, acabou com a morte de uma pessoa, nesta quinta-feira à noite. Um motorista irritado com os protestos avançou sobre os manifestantes e atropelou 13 pessoas, matando um rapaz. Ele fugiu, sem prestar socorro. A Polícia Civil já identificou o autor do atropelamento. Morador de um condomínio de classe alta na cidade, ele não havia sido preso até o final da noite desta quinta-feira. O veículo, um Land Rover, foi localizado pela polícia e levado para a perícia. Manifestantes filmaram toda a ação com celulares. Segundo a Polícia Militar, além do motoristas, estavam no carro uma mulher e uma criança. O motorista avançou sobre um grupo de pessoas que participavam do protesto na esquina da Avenida Professor João Fiúsa com a Avenida Adolfo Molina, na zona sul de Ribeirão Preto. O estudante Marcos Delefrati, de 18 anos, que estava entre os manifestantes, morreu no local, antes de a ambulância chegar. Três pessoas tiveram ferimentos graves e precisaram ser levadas ao hospital. As outras atingidas sofreram apenas escoriações. O motorista fugiu, mas a placa e o modelo foram anotados pelas testemunhas do crime. O protesto na cidade havia começado na área central e seguido pelas principais avenidas. No início, havia algumas centenas de manifestantes, mas atingiu 25 mil pessoas no seu ápice, segundo informações da Polícia Militar. De acordo com testemunhas, um grupo fechava um trecho da Avenida João Fiúsa, que fica em uma área nobre de Ribeirão Preto, quando ocorreu o crime. O veículo parou no bloqueio e foi cercado pelos manifestantes, que gritavam palavras de ordem. Após xingar e discutir com alguns integrantes do grupo, o motorista acelerou o veículo sobre os pedestres. Com o atropelamento, os protestos foram suspensos, pouco depois das 22 horas. Marcos Delefrati sofreu várias fraturas e traumatismo craniano.

APÓS VER A MILITÂNCIA MENSALEIRA APANHAR NAS RUAS, O PRESIDENTE DO PT VOLTA ATRÁS NA ORDEM DA ONDA VERMELHA

O presidente do PT, Rui Falcão, retirou nesta quinta-feira do Twitter a mensagem com a hashtag "#OndaVermelha", em que chamava seus leitores para se juntar aos protestos pelo País. Seu site, porém, à noite ainda mostrava mensagens com referência à hashtag. No ato na avenida Paulista, em São Paulo, houve confusão entre membros de partidos e militantes que se autodenominavam "nacionalistas". Depois da briga, os petistas presentes acabaram se retirando da manifestação. Em entrevista à Folha publicada nesta quinta-feira, ele já havia conclamado a militância do partido a participar do protesto na avenida Paulista liderado pelo Movimento Passe Livre. O presidente do PT também divulgou uma nota defendendo que a militância fosse às manifestações. "O PT vai pra rua! A luta por transporte público é uma bandeira histórica do PT!", afirmou. Procurado, Falcão não foi localizado para comentar por que apagou a mensagem.

BNDES ANUNCIA LUCRO DE R$ 1,585 BILHÃO NO PRIMEIRO TRIMESTRE

O BNDES registrou um lucro líquido de 1,585 bilhão de reais no primeiro trimestre de 2013. O resultado representa uma alta de 25,6% em comparação com o mesmo período de 2012. Segundo informe contábil publicado no site da instituição, a elevação do lucro ocorreu devido ao "crescimento de 497 milhões de reais do produto da intermediação financeira e da receita com reversão da provisão para risco de crédito de 155 milhões de reais", registrada nos três primeiros meses deste ano. No primeiro trimestre de 2012, a provisão para risco de crédito gerou despesa de 31 milhões de reais. Os ganhos com intermediação financeira superaram a redução do lucro da BNDESPar, empresa de participações do BNDES, que lucrou 411 milhões de reais no primeiro trimestre, apresentando uma queda de 23,6% ante o mesmo período de 2012. O Patrimônio de Referência (PR), usado para medir o índice de Basileia, recuou para 84,274 bilhões de reais no encerramento do primeiro trimestre deste ano, ante os 89,598 bilhões registrados no fim de 2012. Na mesma base de comparação, o ativo total do BNDES caiu de 715,486 bilhões para 698,412 bilhões de reais, e o Patrimônio Líquido (PL) recuou de 52,169 bilhões para 46,799 bilhões de reais. Ainda segundo o documento disponível no site do BNDES, o índice de inadimplência do banco de fomento ficou em 0,04% da carteira total e o índice de Basileia, em 14,5%. O informe contábil destaca que o indicador de alavancagem está acima dos 11% exigidos pelo Banco Central. Mas houve recuo frente ao encerramento do quarto trimestre de 2012, quando o índice de Basileia ficou em 15,4%. No início do mês, o governo editou a Medida Provisória (MP) 618, que autorizou uma capitalização de até 15 bilhões de reais por meio de instrumento híbrido de capital e dívida. O objetivo foi permitir ao banco de fomento seguir emprestando sem afetar seus indicadores de solidez financeira, como o índice de Basiléia.

ANEEL AUTORIZA AUMENTO DE 14,61% EM TARIFAS DA COPEL

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a aplicação de um aumento médio de 14,61% nas tarifas da distribuidora paranaense Copel, a ser aplicado a partir do dia 24 deste mês. O reajuste foi influenciado, principalmente, pela alta do custo da energia elétrica comprada pela empresa. Somente esse item teve um impacto de oito pontos percentuais no reajuste da companhia, explicou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino. O preço da energia, por sua vez, subiu em parte por conta do aumento da cotação do dólar, que reflete diretamente no custo da energia da usina de Itaipu. Segundo Rufino, cerca de 20% da energia distribuída pela Copel vem da hidrelétrica binacional, que atrela o preço de seus megawatts ao dólar. Além de Itaipu, o custo da energia das termelétricas contratadas por disponibilidade também teve peso. A Copel atende cerca de 4 milhões de unidades consumidoras no Paraná. Para os consumidores residenciais, que recebem energia em baixa tensão, o aumento médio será de 14,42%, enquanto as indústrias (alta tensão) pagarão, em média, 14,86% a mais. A diretoria da Aneel também aprovou o repasse de 227,1 milhões de reais de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) à Copel, relacionados a custos não-gerenciáveis (CVA energia) e gastos com energia térmica (Encargo de Serviços do Sistema - ESS) acumulados até maio. O repasse ocorrerá em parcela única em até 10 dias úteis a partir da data de publicação da resolução homologatória do reajuste anual de tarifa da empresa.

SECRETÁRIO DE JUSTIÇA DOS ESTADOS UNIDOS NO GOVERNO OBAMA NEGA TER MENTIDO AO CONGRESSO

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, fez mais uma tentativa de se descolar dos recentes escândalos de espionagem e intimidação de jornalistas por parte da administração de Barack Obama. Por meio de uma carta endereçada ao Comitê Judiciário do Congresso, Holder assumiu ter conhecimento do mandado que deu início às investigações contra o repórter James Rosen, da Fox News, mas negou ter cometido perjúrio no depoimento em que garantiu a congressistas não ter envolvimento com perseguições a jornalistas. Segundo ele, o objetivo da investigação era processar a fonte do vazamento de informações sigilosas do governo. “Não concordo com o fato de que usar um mandado de busca contra um membro da imprensa durante uma investigação constitui o desejo de processar este jornalista”, disse o secretário de Justiça. A nova versão dada por Holder já contradiz o depoimento dado em maio aos congressistas. Na ocasião, Holder disse: "Nunca estive envolvido nisso, nunca ouvi falar sobre isso, ou pensaria ser uma política inteligente”. Posteriormente, uma reportagem da NBC News afirmou que o secretário assinou pessoalmente o mandado de busca. Em seguida, o Washington Post confirmou que o repórter estava na mira da inteligência americana desde 2009. Dessa vez, Holder apostou na velha tática de justificar as arbitrariedades do governo com a necessidade de defender a integridade nacional. “Eu acredito que uma investigação completa para descobrir o vazamento de informações confidenciais que ameaçam a segurança nacional foi necessária e apropriada”, destacou. A investigação que envolveu o correspondente da Fox News estava relacionada a um episódio que tinha como protagonista o então conselheiro de segurança do Departamento de Estado, Stephen Jin-Woo Kim. Ele é suspeito de ter vazado, em junho de 2009, um documento confidencial do governo que dizia que a Coréia do Norte provavelmente faria um teste nuclear, em resposta a uma resolução da ONU condenando testes anteriores. Rosen publicou a informação em 11 de junho do mesmo ano. Embora não tenha citado nomes em seu novo pronunciamento, Holder se isentou de qualquer responsabilidade pelo escândalo. “Como eu expliquei em nossas primeiras cartas, a decisão do governo de requisitar este mandado de busca foi uma etapa investigativa, e em nenhum momento os promotores pediram permissão a mim para processar o repórter criminalmente”, ponderou. Mesmo sem ser o alvo da investigação, Rosen chegou a ser classificado como "cúmplice de conspiração" pelo FBI. Ele também teve ligações e e-mails pessoais interceptados. Além disso, a polícia federal americana vasculhou toda a correspondência entre o repórter e Kim e controlou as suas visitas ao Departamento de Estado. O caso de espionagem veio à tona após a agência de notícias Associated Press acusar o governo americano de obter secretamente dois meses de registros telefônicos, incluindo telefones residenciais e celulares. Ao prestar esclarecimentos sobre o episódio, Holder adotou o mesmo tom pragmático de discurso e negou ter assinado a ordem para espionar a agência.

PMDB FAZ CHANTAGEM E EXIGE R$ 23 BILHÕES EM EMENDAS

Preocupada com a dissidência crescente em sua bancada na Câmara, a cúpula do PMDB vai reunir sua Executiva Nacional, na próxima terça-feira, para discutir eleições estaduais e a reedição da aliança com o PT em 2014. Será uma conversa difícil. O PMDB cobra o compromisso da presidenta Dilma de liberar R$ 23 bilhões até dezembro: R$ 15 bilhões previstos em emendas para este ano e R$ 8 bilhões de “restos a pagar”. O Planalto prometeu liberar R$ 1 bilhão em emendas por mês, mas políticos aliados não aceitam. Querem no mínimo o dobro. O PMDB acredita que, com a enxurrada de protestos no País e a queda na popularidade, a presidenta Dilma precisará negociar com a base. A bancada do PMDB, que capitaneou rebelião na MP dos Portos, quer que o partido também leve ao Planalto as demandas de aliados.