quarta-feira, 19 de junho de 2013

AMANTE DE NESTOR KIRCHNER VAI PRESTAR NOVO DEPOIMENTO À JUSTIÇA

A ex-secretária e amante do ex-presidente argentino Néstor Kirchner (morto em 2010) foi convocada para prestar depoimento à Justiça no próximo dia 28. Miriam Quiroga terá de prestar esclarecimentos sobre suas declarações a respeito de sacos de dinheiro recebidas pelo presidente na Casa Rosada que eram levados para a casa de Kirchner na província de Santa Cruz. Miriam prestou depoimento à Justiça em meados de maio, em um processo aberto em 2008 para investigar uma possível associação ilícita entre empresários e funcionários do governo. Este processo está sob a responsabilidade do juiz Julián Ercolini. Agora ela falará a outro juiz, Luis Rodriguez, no âmbito de uma ação aberta exatamente a partir das declarações da ex-secretária ao programa Periodismo Para Todos (Jornalismo para Todos), um dos poucos programas da TV aberta que ainda ousam informar a população argentina sobre as irregularidades do governo. No programa, a amante de Kirchner apontou Daniel Muñoz, secretário particular do ex-presidente, como responsável por transportar o dinheiro de avião ou por via terrestre até a localidade que é reduto político dos Kirchner. Ela também mencionou um cômodo na casa dos Kirchner em El Calafate reservado para guardar dinheiro e documentos de valor. Acrescentou que Cristina Kirchner tinha conhecimento das irregularidades cometidas pelo marido: “Posso assegurar que ela sabia de tudo”. Um dos doadores era o empresário kirchnerista Lázaro Báez, acusado de lavagem de dinheiro, superfaturamento de obras públicas e evasão de divisas. As declarações de Miriam Quiroga reforçaram as suspeitas que recaem sobre Báez em um escândalo chamado pela imprensa argentina de "Lázarogate". E colocaram em xeque a credibilidade de um governo fragilizado por problemas econômicos e de corrupção.

EIKE BATISTA DESISTE DE CAPITALIZAÇÃO DA CCX POR CONDIÇÕES ADVERSAS DO MERCADO

A piora das condições do mercado levou Eike Batista a desistir da oferta pública de ações da CCX, companhia de carvão do grupo EBX. Em nota oficial, a CCX diz ter recebido um comunicado de Eike Batista, controlador da empresa, mencionando a desistência e o "cenário de crescente deterioração das condições do mercado acionário brasileiro, inclusive quanto à CCX e demais companhias envolvidas na oferta". O negócio, que seria realizado para fechar o capital da CCX, previa que os acionistas minoritários receberiam papéis de outras empresas do grupo EBX na bolsa (LLX, MMX, MPX, OSX e OGX). A data da oferta pública de ações foi mudada três vezes desde a primeira divulgação do edital, em abril. Na última terça-feira, tinha sido estabelecido a data de 31 de julho. De acordo com a nota da empresa, o executivo pode reavaliar a realização da oferta mediante a melhora das condições básicas de mercado. Em fevereiro, o laudo de avaliação para o fechamento de capital da CCX indicou preço por ação abaixo do valor máximo indicado por Eike Batista, que mesmo assim manteria sua decisão da operação. O movimento de Eike Batista para fechar o capital da CCX seguiu uma tentativa frustrada de uma operação semelhante pela LLX, empresa de logística do grupo, em setembro de 2012. O executivo desistiu da OPA após um laudo de avaliação ter sugerido preço acima do que ele ofereceria.

QUADRO DO PINTOR IMPRESSIONISTA MONET É LEILOADO POR 30,8 MILHÕES DE DÓLARES

A obra "Le Palais Contarini", de Claude Monet (1840-1926), foi leiloada nesta quarta-feira, em Londres, por 30,8 milhões de dólares, na Sotheby's. O quadro do artista mais caro já leiloado é "O Lago das Ninfeias" (1919), arrematado por 80,6 milhões de dólares em 2008 na mesma casa de leilões.  O quadro foi uma das estrelas do evento desta quarta-feira, que reuniu pinturas e esculturas dos períodos impressionista, cubista, modernista e surrealista. No mesmo evento, a tela "Le Peintre", do espanhol Pablo Picasso, ficou sem comprador. Não houve ninguém disposto a pagar o valor mínimo de 7,7 milhões de dólares estimado pela casa de leilões. O óleo sobre tela de Monet, de 1908, era o protagonista da sessão e foi a venda mais cara da noite, com a paisagem pintada durante uma estadia de três meses do pintor francês em Veneza. No leilão, a obra "Composition with Red, Yellow and Blu"e, de Piet Mondrian, foi arrematada por 14,8 milhões de dólares, enquanto "L'orchestre Rouge", de Salvador Dalí, foi vendida por 7,7 milhões de dólares.

SÃO PAULO VAI DESEMBOLSAR R$ 8,6 BILHÕES ATÉ 2016 PRA BANCAR SUBSÍDIOS À TARIFA

O município de São Paulo desembolsará 8,6 bilhões de reais para subsidiar a tarifa de ônibus ao preço de 3 reais nos próximos quatro anos. O cálculo foi apresentado nesta quarta-feira pelo prefeito Fernando Haddad (PT-SP), antes do anúncio da revogação do aumento de 0,20 centavos no valor das passagens. Caso a tarifa permanecesse em 3,20 reais, o impacto fiscal acumulado até 2016 seria de 6 bilhões de reais, segundo a prefeitura. O cálculo é feito com base na hipótese de que os contratos com as empresas de transporte serão reajustados a partir de 2014. A prefeitura prevê reajuste de 201 milhões de reais no ano que vem, 508 milhões de reais em 2015 e 830 milhões de reais em 2016. Se, ao longo desse período, a prefeitura não conseguir repassar tal reajuste para o preço das passagens, deverá absorvê-los. Além disso, há o impacto anual da própria revogação do aumento. O município terá de arcar com 175 milhões de reais em 2013 e 300 milhões de reais em 2014, 2015 e 2016 para fechar a conta dos 0,20 centavos revogados - tendo em vista que tal despesa não será abatida do lucro das empresas de transporte. Os valores, somados aos subsídios já pagos pelo município, resultarão nos gastos de 8,6 bilhões de reais em quatro anos. O espaço fiscal do município de São Paulo para arcar com mais subsídios é inexistente. Para se ter uma idéia, os recursos gastos com juros, encargos e amortização da dívida totalizaram nada menos que 4,274 bilhões de reais apenas em 2012. O valor representa 72,2% do que foi previsto no orçamento do ano passado para investimentos: 5,918 bilhões de reais. Como, segundo o próprio Haddad, a verba usada para subsidiar as passagens será limada dos investimentos em áreas como educação e saúde, o impacto fiscal será sentido já em 2013.

CHEF NIGELLA LAWSON É VISTA SEM ALIANÇA APÓS SOFRER AGRESSÃO DO MARIDO EM PÚBLICO

Vítima recentemente de agressão do marido, que apertou seu pescoço em público em um restaurante de Londres, a chef Nigella Lawson foi vista na terça-feira sem a aliança na mão esquerda, quando falava ao celular em um café. Nigella aparece pálida e abatida nas fotos, publicadas nesta quarta-feira pelo tabloide The Sun. Esta foi a sua primeira aparição pública desde que saiu de casa, no domingo. No Twitter, ela não escreve nada desde 15 de junho. O marido de Nigella, Charles Saatchi, é um milionário colecionador de arte, de 70 anos. A cozinheira tem 53. Saatchi, que a princípio negou a agressão e a crise no casamento, afirmando que estava apenas tentando "enfatizar um argumento" em uma conversa com a mulher, e que ele mesmo pediu que ela saísse de casa para evitar o assédio da imprensa, terminou por admitir que passou dos limites e recebeu uma advertência da polícia inglesa.

NEYMAR MOSTRA SOLIDARIEDADE COM MANIFESTAÇÕES NAS RUAS DAS PRINCIPAIS CIDADES BRASILEIRAS

O atacante da Neymar comentou, na tarde desta quarta-feira, a série de protestos que ganhou a adesão de milhares de brasileiros em todo o País, e afirmou que entraria em campo, para a partida contra o México, pela Copa das Confederações, inspirado pela mobilização. “A única forma que tenho de representar e defender o Brasil é dentro de campo, jogando bola... E a partir deste jogo, contra o México, entro em campo inspirado por essa mobilização”, disse em um trecho do post feito no Instagram, publicado junto com uma bandeira brasileira. “Triste por tudo o que está acontecendo no Brasil. Sempre tive fé que não seria necessário chegarmos ao ponto de 'ir para as ruas' para exigir melhores condições de transporte, saúde, educação e segurança. Isso tudo é obrigação do governo”, escreveu o atleta.  O jogador aproveitou para declarar seu amor pelo Brasil. “Meus pais trabalharam muito para poder oferecer pra mim e pra minha irmã um mínimo de qualidade de vida... Hoje, graças ao sucesso que vocês me proporcionam, poderia parecer demagogia minha - mas não é - levantar a bandeira das manifestações que estão ocorrendo em todo o Brasil. Mas sou brasileiro e amo meu País”, afirmou. Neymar defendeu as reivindicações populares dos manifestantes que estão indo às ruas, e disse que representa e defende o País dentro do campo. “Também quero um Brasil mais justo, mais seguro, mais saudável e mais honesto! A única forma que tenho de representar e defender o Brasil é dentro de campo, jogando bola... E a partir deste jogo, contra o México, entro em campo inspirado por essa mobilização...#TamoJunto”, concluiu.

PEÑA NIETO, PRESIDENTE DO MÉXICO, SE RECUSA A RECEBER HENRIQUE CAPRILES

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, disse nesta quarta-feira que não planeja receber Henrique Capriles, candidato derrotado nas duas últimas eleições presidenciais da Venezuela. O líder mexicano afirmou que prefere não se envolver em assuntos internos da Venezuela. "Não podemos fazer parte de um conflito interno, nem nos posicionarmos", explicou Peña Nieto durante conferência em Londres. Capriles iniciou viagem por vários países do continente americano em busca de solidariedade e para "denunciar a situação" na Venezuela. O opositor de Nicolás Maduro afirmou que pretende visitar Brasil, Chile, Peru e México. Ele já viajou à Colômbia. Seu encontro com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, gerou conflitos com o usurpador Nicolás Maduro.
TESOURO NACIONAL RECOMPRA TÍTULOS DEVIDO À INSTALABILIDADE NO MERCADO FINANCEIRO
A instabilidade no mercado financeiro depois da reunião do Federal Reserve levou o Tesouro Nacional a promover um leilão extraordinário de recompra de títulos. Nesta quinta-feira, às 10 horas, o órgão recomprará papéis que atualmente estão nas mãos de investidores. Os valores só serão anunciados depois dos leilões. Os títulos a serem recomprados são LTN e NTN-F, papéis prefixados, e NTN-B, papel corrigido pela inflação. De acordo com o Tesouro, o leilão é necessário porque, em momentos de turbulência financeira, as taxas dos títulos tendem a se descolar dos fundamentos da economia brasileira. Segundo técnicos do órgão, a instabilidade faz o aplicador ter a sensação de que está perdendo dinheiro ao manter o título. No entanto, na hora de se desfazer do papel, o investidor não encontra compradores que ofereçam preço justo. Nessas horas, então, é necessário o Tesouro recomprar os títulos para fornecer um referencial de preços e taxas de juros. No caso dos títulos prefixados, a tensão é maior porque os juros pagos aos investidores (taxa de retorno) são definidos com antecedência e não variam conforme as oscilações do mercado e da economia. Quem compra um papel agora sabe exatamente quanto receberá daqui a vários anos. No momento em que os juros dos títulos aumentam por causa da turbulência financeira, os investidores com esses papéis temem ainda mais perder dinheiro porque a taxa de retorno não pode mudar. O dinheiro para a recompra dos títulos virá, na maior parte, do colchão da dívida pública, recursos que o Tesouro tem guardado para usar em momentos de crise. Esse instrumento foi usado em 2005, 2006 e 2008, quando estourou a crise financeira internacional. O Tesouro Nacional é comandado pelo petista trotskista gaúcho Arno Augustin, o Mandrake da economia, que vem encobrindo a verdadeira situação deteriorada da economia brasileira com trucagens contábeis.

BANCO CENTRAL DECRETA LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL DO BANCO BVA

O Banco Central decretou, nesta quarta-feira, a liquidação extrajudicial no Banco BVA S.A, que estava sob intervenção desde 19 de outubro de 2012. Ela foi assinada pelo presidente do Banco Centrral, Alexandre Tombini. O documento diz que foi confirmado o “comprometimento da situação econômico-financeira da entidade e a grave violação das normas que disciplinam sua atividade, atestando a existência de passivo a descoberto e a inviabilidade de normalização dos negócios da empresa”. Em nota, o Banco Central avaliou que a situação de insolvência da instituição se manteve inalterada, o que indicava “a impossibilidade de normalização dos negócios da instituição por seus próprios meios". A nota diz ainda que "até o momento não foram apresentadas quaisquer propostas de solução de mercado, fato esse que embasou a anterior decisão de prorrogar o regime". O Banco Central informou ainda que está adotando as “medidas cabíveis para apuração de responsabilidade, nos termos de suas competências legais de supervisão do sistema financeiro”. O resultado das apurações poderá levar à “aplicação de medidas punitivas de caráter administrativo e ao encaminhamento de comunicação às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”. O Banco BVA, com sede na cidade do Rio de Janeiro, detinha 0,17% dos ativos do sistema financeiro e 0,24% dos depósitos. Os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição permanecem indisponíveis conforme prevê a legislação.

MORRE O ATOR JAMES GANDOLFINI, O TONY DA FAMILIA SOPRANO

O ator James Gandolfini, famoso por interpretar Tony Soprano na série de TV Família Soprano, morreu na terça-feira, aos 51 anos na Itália. Ele sofreu um ataque cardíaco, quando estava na Itália para participar do festival de cinema Taormina, na Sicília. Nascido em Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 1961, Gandolfini adquiriu o grau bacharel em artes na Universidade de Rutgers, onde ele trabalhou como segurança do campus. Gandolfini iniciou-se como ator quando vivia em Nova York e acompanhava um amigo às aulas de interpretação. Depois de uma temporada na Broadway, iniciou uma nova fase, agora no cinema. Em 1992, participou de "A Stranger Among Us", mas, foi no ano seguinte, no longa "Amor à Queima Roupa", no qual interpretou um violento mafioso, que Gandolfini começou a se destacar. O sucesso, no entanto, veio em 1999, na televisão, quando a HBO iniciou a produção de uma nova série, intitulada "The Soprano’s", e o ator foi escolhido para interpretar o papel principal, o de Tony Soprano, curiosamente outro violento chefe da máfia, agora com problemas familiares. James Gandolfini reproduzia o sotaque e os maneirismos com precisão. Também os cuidados de produção contribuíram para o sucesso. Os Sopranos, por exemplo, não andavam com seguranças, todos dirigiam os próprios carros, alguns sofriam de Alzheimer, não contribuíam para o estereótipo do italiano que passa a vida comendo spaghetti e, acima de tudo, quase sempre matavam pessoalmente os desafetos. "Família Soprano" foi realizada de 1999 a 2007, recebeu 18 prêmios Emmy e cinco Globos de Ouro. O ator também trabalhou em produções como "O Homem que Não Estava Lá" (2001) e "O Homem da Máfia" (2012). Seu papel mais recente foi o filme no filme "Nicky Deuce", de 2013, feito para a TV.

SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO REDUZEM AS TARIFAS DO TRANSPORTE COLETIVO

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciaram no início da noite desta quarta-feira a redução da tarifa de ônibus, metrô e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Com a decisão, o valor das tarifas, atualmente em R$ 3,20, voltará a R$ 3,00. No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) também anunciou diminuição no preço das passagens. O bilhete voltou para R$ 2,75. A tarifa havia aumentado para R$ 2,95 reais no início do mês, o que ocasionou protestos como o da segunda-feira, quando cem mil manifestantes se reuniram na Avenida Rio Branco, no centro da capital fluminense. Os dois anúncios são uma reação à série de protestos pelas ruas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

MORADORES PROMOVEM PROTESTO EM CARAZINHO

Cerca de 500 moradores de Carazinho (RS) promoveram um protesto nesta quarta-feira no centro da cidade, apesar da chuva. O ato iniciou por volta das 18 horas e durou aproximadamente uma hora. Com faixas e cartazes contra a corrupção e a Copa do Mundo, os manifestantes pediram mais investimentos em educação e saúde no município. Eles se reuniram na avenida Flores da Cunha, principal via da cidade, e caminharam da Câmara de Vereadores à prefeitura.

MANIFESTAM CONSEGUIRAM FECHAR A PONTE RIO-NITERÓI

Os manifestantes que fizeram um protesto nesta quarta-feira, em Niterói, contra aumento de tarifas transporte, os recursos aplicados na Copa e nas Olimpíadas, e pedindo melhoras na saúde e na educação, desocuparam a Avenida Marquês do Paraná, via que dá acesso à Ponte Rio-Niterói, após a intervenção da polícia. A Tropa de Choque da Polícia Militar utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo e alguns policias chegaram a sacar armas durante a confusão para retirar os manifestantes da avenida. Os confrontos continuam no centro de Niterói. Durante o protesto, os manifestantes quebraram vidros de algumas agências bancárias. Um ônibus também foi quebrado e houve uma tentativa de incendiar o veículo. O ônibus só não pegou fogo porque um manifestante entrou no veículo e apagou o início de incêndio.

ASSOCIAÇÃO DOS BOMBEIROS PROTESTA PELA PUNIÇÃO DE COLEGA QUE DESABAFOU NO FACEBOOK APÓS INCÊNDIO DA BOATE ASSASSINA KISS

A Associação dos Bombeiros do Rio Grande do Sul manifestou seu protesto, nesta quarta-feira, pela punição aplicada ao sargento bombeiro Marcos Fernando Pádua, que publicou uma carta de desabafo no Facebook após o trágico incêndio da boatge assassina Kiss, em Santa Maria. Diz a manifestação da Abergs: "É com tristeza e indignação que informamos que o colega que redigiu o desabafo mais compartilhado do Facebook, após o episódio da boate Kiss, será punido com detenção e redução do comportamento em seus assentamentos, conforme o entendimento do Comando de Bombeiros de Erechim. Para quem não lembra das palavras do colega, postamos novamente para que elas não sejam em vão. Atentem que não temos apenas o problema de sermos vinculados à Brigada Militar, péssimos salários e um plano de carreira ultrapassado, também precisamos rever com urgência nosso regulamento, o qual permite cercear a todo momento a liberdade de expressão de seus servidores, impondo-lhes a lei da mordaça até mesmo em suas redes sociais, punindo-os pelos seus descontentamentos, mesmo colocados sem injuria, calúnia ou difamação. Como se não bastasse o cerceamento da liberdade de expressão, as penas pela manifestação, como podem ver, chegam ao cerceamento da liberdade propriamente dita. Agora, como explicar para os filhos e filhas de um servidor que seu pai esta preso por ter feito um desabafo no Facebook?". A seguir, a reprodução do desabafo feito pelo bombeiro Marcos Fernando Pádua: ""Sabe governador, somos contemporâneos, quase da mesma idade, mas vivemos em mundos bem diferentes. Sou classe média, bem média quase baixa, BOMBEIRO, SOCORRISTA, deprimido e indignado com as canalhices que estão acontecendo. Não conheço bem a sua história pessoal e certamente o Senhor não sabe nada da minha também. Fiz um vestibular bastante disputado de Enfermagem; tive a oportunidade de freqüentar a Universidade URI de Erechim, neste Estado, por algum tempo, mas na época não tínhamos estas opções de bolsas. Fiz o que pude mas meu dinheiro não foi suficiente para pagar a mensalidade. Fiz treinamento no Hospital de Pronto Socorro, Hospital Femina, Hospital Conceição, em Porto Alegre; Pompéia, em Caxias do Sul; Caridade e Santa Therezinha, em Erechim; hoje vivendo de esmolas de um salário de fome, orando que apareça um bico, para complementar a renda de casa. Parece-me que o Senhor desconhece esta realidade. O seu terceiro grau não foi tão suado assim, em universidade sem muito prestígio, curso na época pouco disputado, turma de meninos mais abastados, pois era filho de político conhecido da cidade de São Borja, Aprendi minha profissão vendo meu pai, que era Bombeiro em Erechim; ficava com ele no quartel por que sabia que lá teria um almoço bom, Depois de me formar Bombeiro trabalhei muito com pouca remuneração em troca de aprendizado. Ao final do curso, nova seleção, agora, para socorristas . Mais trabalho com pouco dinheiro e vítimas, a grande maioria das vezes, pobres, o povo... Sempre fui doutrinado a fazer o máximo com o mínimo. Muitas noites sem dormir, e lhe garanto que não foram em salinhas refrigeradas costurando coligações e acordos para o povo que o Senhor nem conhece o cheiro ou choro em momento de dor. Dói assistir a morte por falta de recursos. Dói, como pai de quatro filhos, ver outros filhos de outras mães não serem salvos por falta de condições de trabalho. Fingir que trabalha, fingir que é Bombeiro, estar cara-a-cara com o paciente como representante de um sistema que deveria dar segurança, ridículo, ter a possibilidade de se contaminar e se acostumar com uma pseudo-segurança, é doloroso, aviltante e uma enorme frustração. Aprendi em muitas daquelas noites insones tudo o que sei fazer e gosto muito do que eu faço. Sou bombeiro por que gosto. Sou socorrista por opção e com convicção. Não me arrependo. Prometi a mim mesmo fazer o melhor de mim. É um deboche numa cidade como Passo Fundo, Erechim , num Estado como o nosso, assistir políticos como o Senhor discursarem com a cara mais lavada que este é o momento de deixar de lenga-lenga para salvar vidas. Que vidas, Senhor Governador? Nas UPAS? tudo de fachada para engabelar o povão!!!! Por amor ao povo o Senhor trabalharia pelo que o Senhor paga ao Bombeiro? Os Bombeiros não criaram as Kiss (Boates), danceterias, prédios de 20, 30 andares. Eles não estão com problemas somente agora. Não faltam especialistas. O que falta é quem queira se sujeitar a triste realidade do Bombeiro para tentar resolver emergencialmente a omissão de anos. A mídia planta terrorismo no coração de donos de bares, botecos, prédios que, desesperados correm aos quartéis querendo seus Alvarás inespecífico, sem saber direito de quem é sua responsabilidade, pois talvez lhe deva ter faltado tempo para aprovar leis mais especificas ... Não há bombeiro hoje que não esteja sobrecarregado. Há uma grande dificuldade em administrar uma demanda absurda de atendimentos, socorro, urgências, emergências, treinamento, entregas de alvarás, notificações, inspeções,atendimento ao público telefones (inclusive trotes). Todos em pânico. E aí vem o Senhor com historinhas. Acorde Governador! Hoje o Senhor é Poder Executivo. Esqueça um pouco das fotos com o presidente e com a mãe do PAC, esqueça a escolha do prefeito, esqueça a carinha de bom moço consternado na televisão. Faça a mudança. Execute. "Historinhas" é não mudar os quartéis e os salários. Quem sabe o Senhor poderia trabalhar como voluntário também. Chame a sua família. Venha sentir o stress de uma mãe, não daquelas de pracinha com babá, que o Senhor bem conhece, mas venha preparado porque as pessoas estão armadas, com pouca tolerância, em pânico. Quem sabe entra no seu nariz o cheiro do pobre, do povo e o Senhor tenta virar o jogo. A responsabilidade é sua, governador. Afinal, quem é, ou são, os vagabundos, Governador?"

DÓLAR DISPARA EM FORTE ALTA E FECHA O DIA A R$ 2,22

A Bolsa de Valores acentuou as perdas e o dólar disparou após anúncio do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, de manutenção da taxa de juros e do ritmo de compra de ativos, atualmente em 85 bilhões de dólares mensais. O dólar na venda fechou em consistente alta diante do real, de 1,94%, passando a valer R$ 2,22 . É o maior valor registrado em fechamento desde abril de 2009, quando encerrou em 2,221 reais. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 3,9 bilhões de dólares. A Bolsa encerrou o dia em queda de 3,18%, aos 47.893 pontos, no menor patamar desde abril de 2009.

OS PROBLEMAS ESTÃO APENAS COMEÇANDO, O PRIMEIRO GOLPE É NOS INVESTIMENTOS

Ihhh, meus caros, temos matéria para reflexão às pencas. E vocês sabem que não me furtarei a fazê-la, ainda que os dias andem pouco tolerantes com o pensamento. Quem acha que os problemas estão resolvidos pode tirar o cavalo da chuva. Eles estão apenas começando — na esfera administrativa e na política. O primeiro golpe, por enquanto, é nos investimentos. Suspenso o reajuste dos transportes públicos em São Paulo e no Rio, vamos pensar algumas consequências:
1 - as prefeituras de todo o País que têm sistema municipal de transportes estão com um problema gigantesco. Tenham ou não condições, serão pressionadas a baixar as tarifas;
2 - o governador Geraldo Alckmin está com um novo problema nas mãos. Começará a pressão para que o Estado arque com o custo de uma espécie de bilhete único de toda a região metropolitana de São Paulo, que inclui 39 municípios;
3 - aí chegará a vez da região metropolitana de Campinas etc. A pressão, é evidente, vai se espalhar por todo o Brasil;
4 - dinheiro não cai do céu — como faz crer o Movimento Passe Livre, para alegria e gáudio dos bebês birrentos das passeatas. Investimentos terão de ser cortados, o que é ruim para o conjunto da população;
5 - o resumo da ópera é o seguinte, em números de São Paulo:
a - para 10% dos usuários que já não pagam, a medida é irrelevante;
b - para os 12% que pagam meia, idem — uma economia de mais ou menos… R$ 4,40 por mês;
c - para os 38% que têm vale-transporte, idem.
d - os 40% que pagam tarifa cheia poderão economizar menos de R$ 9,00. Uma lata de cerveja custa de R$ 4,00 a R$ 6,00.
6 - Se a despesa com transportes começa a ficar insuportável para os municípios, crescerá a pressão pela redução de custo junto às concessionárias. O risco de queda de qualidade no serviço é grande.
7 - transporte público se torna uma área de alto risco para o investimento privado, que tende a fugir do setor. Isso vai onerar ainda mais o Estado.
Há também consequências deletérias para o planejamento de políticas públicas. Por Reinaldo Azevedo

FALA UM SAQUEADOR - "A DILMA FOI CONTRA A DITADURA. FOI PRESO. PROCURA LÁ NA FICHA DELA OS ROUBOS QUE ELA FEZ. POR QUE A GENTE NÃO PODE FAZER ISSO?"

Muito interessante uma reportagem de Artur Rodrigues no Estadão, que vem acompanhada de um vídeo. É matéria para bastante reflexão. Manifestantes que participaram de invasão da Prefeitura na noite de terça-feira prometem mais quebra-quebra nas próximas manifestações. Um estudante de 18 anos, que estava entre os que atiravam pedras no Edifício Matarazzo, afirma que esse é o único jeito de ser ouvido. “Se não ouvir a gente, se não prestar atenção na gente, vai ter muito mais”, disse. “A Dilma foi contra a ditadura. Foi presa. Procura lá na ficha dela os roubos que ela fez. Por que a gente não pode fazer isso?”, disse. De acordo com ele, a tarifa é apenas a “faísca” de tudo que vem acontecendo. Entre os partidários do quebra-quebra como instrumento político, há punks e pichadores, entre outros grupos. Os gritos de guerra deles são “Sem moralismo, sem moralismo” e “Se não quebrar não vai rolar”. Um grupo maior e menos agressivo, porém, se arrisca para tentar conter a depredação. O corretor de imóveis Gustavo Klis, de 26 anos, foi agredido para impedir que a bandeira do Brasil fosse queimada, como aconteceu com as da cidade e do Estado de São Paulo. “Nós estivemos nos seis atos defendendo essa bandeira. É uma hipocrisia queimá-la agora”, afirma. Vestido de Super-homem, o artista plástico William Steadille, de 18 anos, fez parte de uma corrente humana para impedir que a porta dos fundos da Prefeitura fosse arrombada com um poste. “Não é de violência que o Brasil precisa. É de voz, de um grito. Isso não é um grito, é uma lesão”, ele afirma. Até o empresário Oscar Maroni, dono da boate Bahamas, foi até o local para dar apoio ao grupo que tentava invadir o prédio do Executivo municipal. “Isso aqui é o novo povo deixando de agir como gado”, disse. Um vendedor de churrasco não se importou com o fato de a Tropa de Choque e manifestantes estarem prestes a entrar em confronto. “Não penso nada disso. Mas já vendi vários churrascos”, disse, pouco antes de ter de se retirar devido às bombas de gás jogadas pelos policiais. Por Reinaldo Azevedo

FACEBOOK PASSA A PERMITIR A PUBLICAÇÃO DE IMAGENS EM COMENTÁRIOS DE POSTS

O Facebook lançou nesta quarta-feira um recurso que permite publicar uma imagem nos comentários de uma postagem da rede social. A ferramenta, que traz um ícone de câmera na caixa de comentários, permite que os usuários publiquem arquivos png e jpg nas respostas a um post. GIFs ainda não estão liberados. Em uma postagem em seu perfil no Facebook, o engenheiro Bob Baldwin, que criou a funcionalidade durante uma maratona hacker da empresa, afirmou que espera que a ferramenta "torne os tópicos com os amigos mais expressivos e emocionantes.

PARA FRANCISCO APROVA DECRETO PARA QUE SÃO JOSÉ SEJA MENCIONADO EM TODAS AS MISSAS DA IGREJA CATÓLICA

O papa Francisco, "respeitando os desejos de Bento XVI", aprovou que se dê mais espaço a São José nas celebrações e que ele seja, a partir de agora, mencionado em todas as missas após a Virgem Maria, informou o Vaticano nesta quarta-feira. O Vaticano publicou um decreto nesse sentido aprovado pela Congregação para o Culto Divino, dicastério presidido pelo cardeal espanhol Antonio Cañizares Llovera. Segundo o decreto, a partir de agora o marido de Maria deverá ser citado nas celebrações eucarísticas II, III e IV, sempre após a menção da Virgem Maria e antes dos apóstolos. O texto ressalta que São José, no cuidado paterno de Jesus, sempre respondeu generosamente e se transformou em "modelo exemplar da entrega humilde levada à perfeição na vida cristã e testemunho das virtudes comuns, simples e humanas, necessárias para que os homens sejam honestos e verdadeiros seguidores de Cristo". Na Igreja Católica, afirma o texto, os fiéis manifestaram sempre uma devoção ininterrupta a São José e honraram "de maneira constante e solene a memória do castísimo marido da Virgem Maria, Patrono celestial de toda a Igreja". O papa Francisco é grande devoto de São José e a missa inaugural de seu pontificado foi celebrada em 19 de março, dia do santo. O papa emérito Bento XVI também é devoto, e seu nome de batismo é José.

JUIZ CATARINENSE DÁ SALVO-CONDUTO PARA MANIFESTANTES NESTA QUINTA-FEIRA

A Justiça de Santa Catarina concedeu salvo-conduto para os participantes da manifestação marcada para esta quinta-feira, em Florianópolis. Pela decisão, o habeas-corpus "preventivo" prevê que os manifestantes não poderão ser detidos por participarem do ato. A decisão ocorreu após pedido da Frente de Luta pelo Transporte, movimento que há anos mobiliza milhares de jovens na capital catarinense. O juiz Alexandre Morais da Rosa, titular da 4ª Vara Criminal de Florianópolis, concedeu o habeas-corpus e determinou a expedição de salvo-conduto em benefício de todas as pessoas presentes ao protesto agendado para esta quinta-feira, a partir das 18 horas, no Terminal de Integração do Centro (Ticen), localizado no centro da capital. De acordo com a decisão, estão garantidos aos manifestantes os direitos constitucionais de reunião, manifestação pacífica e liberdade de locomoção. Mas o juiz alerta que abusos devem ser punidos. "Ressalto, todavia, que as violações legais poderão ser objeto de atuação policial nos casos de flagrante delito, tanto dos manifestantes quanto dos agentes de segurança pública", afirmou. Na terça-feira, cerca de 10 mil manifestantes fecharam as pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, únicos acessos entre a Ilha de Santa Catarina e a região continental. No Facebook, o ato desta quinta-feira já conta com pelo menos 40 mil presenças confirmadas.

DISTRITO FEDERAL ESTUDA IMPLANTAR PASSE LIVRE AO CUSTO MENSAL DE R$ 130 MILHÕES

O governo do Distrito Federal decidiu nesta quarta-feira estudar a implantação do sistema de transporte público gratuito na capital do País. A decisão aconteceu após reunião entre representantes do Movimento Passe Livre e o secretário de Transportes do Distrito Federal, José Vazquez Filho. "Este governo não é contra a tarifa zero, não acreditamos que seja inviável, nem impossível. O que acreditamos é que essa é uma questão que a população deve discutir, debater amplamente já que teria profundos impactos na vida de todos. A sociedade tem que dizer quem vai pagar essa conta. Se o transporte é um direito e há a visão de que o coletivo tem primazia sobre o individual, as pessoas devem decidir de que forma isso deve ser implantado", disse o secretário. A estimativa é que a implantação do modelo universal de acesso ao transporte sem tarifas custe cerca de R$ 130 milhões por mês. Atualmente, estudantes do Distrito Federal de todos os níveis têm isenção total de tarifa entre a escola e a residência. Idosos e acompanhantes também não pagam passagens de ônibus nem metrô. Durante a reunião, o governo também decidiu que não vai reajustar as tarifas de ônibus, congeladas há quase sete anos. Atualmente, o Distrito Federal passa pelo primeiro processo de licitação para trocar todos os ônibus em circulação. Alguns rodam há mais de 50 anos. Outra demanda do Movimento Passe Livre, do PSOL, também está sendo estudada pelo governo, que é a circulação de ônibus em todo o Distrito Federal durante 24 horas por dia.

ESTUDANTE DE ARQUITETURA ACUSADO DE DEPREDAR O PRÉDIO DA PREFEITURA DE SÃO PAULO JÁ ESTÁ PRESO

A Polícia Civil prendeu na tarde desta quarta-feira um dos jovens suspeitos de depredar a prefeitura de São Paulo em meio aos protestos contra o aumento da tarifa do transporte público na noite de terça-feira. Identificado apenas como Pierre, 20 anos, o suspeito é estudante de Arquitetura e seria o jovem que aparece com uma máscara de gás em imagens divulgadas nas redes sociais. De acordo com a rádio, Pierre foi preso por volta das 13 horas, enquanto trabalhava com o pai entregando máquinas na região do aeroporto de Congonhas. Levado ao Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), acompanhado do pai e de um advogado, o jovem afirmou que foi ao protesto com outros quatro amigos e que não teria relação com o Movimento Passe Livre (MPL). Não deixa de ser uma profunda ironia que um estudante de arquitetura tenha se destacado na depredação do Edifício Matarazzo, sede da prefeitura de São Paulo, uma das edifícações mais típicas da capital paulista.

HACKERS QUEBRAM SIGILO DE 600 AUTORIDADES

O grupo de hackers Anonymous divulgou na internet um documento que contém informações como CPF, endereço e declaração de renda de mais de 600 autoridades brasileiras, entre elas a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, diversos governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores. A lista foi compilada e postada por diversos grupos de hackers, entre eles grupos do Líbano, Indonésia e Filipinas. Segundo os dados divulgados pelo Anonymous, é possível rastrear os últimos endereços da presidenta Dilma e até de sua família. Já sobre o ex-presidente Lula, por exemplo, há três apartamentos em São Bernardo do Campo (SP) e outro em Natal (RN) declarados à Receita Federal. Outro alvo dos hackers, o senador Blario Maggi (PR-MT), é um dos mais ricos da lista divulgada pelo grupo de hackers. Seu patrimônio pessoal ultrapassa os R$ 140 milhões. Outros políticos que tiveram os dados divulgados foram: o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o líder do governo na Casa, Eduardo Braga, os ministros Celso Amorim (Defesa), Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Comunicações) e Jorge Hage (CGU), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o falecido ex vice-presidente da República, José Alencar, os ex governadores, Paulo Souto (Bahia), Ronaldo Lessa (Alagoas), Waldez Góes (Amapá), Jorge Viana (Acre), Reinaldo Tavares (Maranhão), além dos ex-ministros, Marina Silva, Márcio Thomaz Bastos, Patrus Ananias, Walfrido dos Mares Guia, Luiz Marinho, Silas Rondeau, Luiz Furlan, Waldir Pires e Gilberto Gil.

PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO REVOGA OS AUMENTOS DAS PASSAGENS DO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou no final da tarde desta quarta-feira a suspensão do aumento das tarifas de ônibus, que subiram  de R$ 2,75 para R$ 2,95 no dia 1º de junho. Eduardo Paes lembrou que o aumento já havia levado em consideração a desoneração do PIS-Pasep (Programa de Integração Social-Programa de Aperfeiçoamento do Servidor Público) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), anunciada pelo governo federal. Segundo o prefeito, a suspensão do aumento vai custar R$ 200 milhões por ano ao município. A prefeitura ainda vai estudar onde os custos serão cortados. O prefeito informou ainda que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, também suspendeu o aumento de preço dos bilhetes dos trens, das barcas e do metrô. Eduardo Paes disse que a decisão de suspender os reajustes foi tomada em respeito à sociedade que foi às ruas se manifestar "com civilidade".

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DERRUBA LIMITAÇÕES AOS PROTESTOS EM MINAS GERAIS

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, defendeu, em decisão divulgada nesta quarta-feira, o direito de movimentos sociais protestarem nas ruas. Ele suspendeu decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, da última segunda-feira, que impedia manifestantes de interditar ruas durante protestos no Estado. De acordo com Fux, o direito de reunião é um “componente indispensável à vida das pessoas e à própria existência de um substancial Estado democrático de direito”. O ministro respaldou seu entendimento em decisão anterior da Corte, que revogou normas editadas no Distrito Federal em 2009 contra manifestações nas ruas de Brasília. Fux defendeu a participação ativa dos cidadãos na vida pública para estimular a reflexão sobre temas jurídicos, políticos e econômicos em pauta no país. “É preciso abrir os canais de participação popular para que os rumos da nação não sejam definidos exclusivamente ao talante dos governantes eleitos”, registrou. O ministro criticou o uso de violência. Para ele, é contraditório protestar contra o mau uso do dinheiro público depredando prédios e bens que pertencem a toda a sociedade: “Esse tipo de conduta não deve ser tolerada, seja pelo seu caráter violento, seja porque não é capaz de transmitir qualquer tipo de mensagem útil ao debate democrático”.

MINISTRO PETISTA GUIDO MANTEGA DIZ QUE NÃO HÁ RECURSOS PARA NOVAS DESONERAÇÕES DO TRANSPORTE PÚBLICO

O ministro da Fazenda, o petista Guido Mantega, disse que não há mais espaço fiscal para novas reduções de tributos para o transporte público. Segundo ele, o Congresso Nacional terá de adaptar a proposta de desoneração total aos benefícios fiscais já concedidos pelo governo. “Já fizemos reduções equivalentes às que estão propostas nesse projeto. De modo que nós não temos condições de fazer novas desonerações. Será preciso que o texto que implica reduções federais, estaduais e municipais seja readequado”, declarou o ministro. “Os parlamentares vão estudar a forma de adaptar o projeto. Não estão previstas novas desonerações, além das que fizemos”, reiterou o ministro mais tarde. De acordo com Mantega, as desonerações postas em prática pelo governo federal desde meados do ano passado foram responsáveis pela redução de 10% nas tarifas de trens e metrô e de 7,5% nas passagens de ônibus. Entre as medidas citadas pelo ministro estão a redução a zero da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel, a desoneração da folha de pagamento das empresas de transporte público, o barateamento da energia elétrica e a retirada do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre as passagens de transporte urbano. Segundo o ministro, o governo federal já fez sua parte e os Estados e municípios devem analisar o impacto das medidas nas planilhas de custos para repassarem a desoneração para o preço final das passagens.

O PAÍS DO TWITTER E DO FACEBOOK

A falta de prestígio dos Três Poderes da República é a maior em dez anos entre os moradores de São Paulo, segundo pesquisa Datafolha realizada na terça-feira com 805 paulistanos. Ao mesmo tempo, as redes sociais na internet e a imprensa aparecem empatadas com mais prestígio do que todas as outras instituições pesquisadas. Há dez anos, 51% dos habitantes da capital paulista achavam que o Executivo (Presidência e ministérios) tinha muito prestígio. Em 2007, o percentual caiu para 31%. Hoje, são apenas 19%. Essa década analisada pelo Datafolha coincide com a administração do PT no Planalto, com Lula (2003-2010) e Dilma Rousseff (de 2011 até hoje). A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. No caso do Congresso, a avaliação tem sido ruim: os que achavam que o Poder Legislativo não tem nenhum prestígio eram 17% em 2003. Agora, a taxa subiu para 42%. Os partidos também nunca estiveram em alta. Mas em 2003 havia apenas 22% dos habitantes da cidade de São Paulo que consideravam que essas agremiações não tinham nenhum prestígio. Agora, são 44%. Trata-se do maior percentual de desprestígio entre todas as instituições pesquisadas. No caso do Judiciário, 38% dos paulistanos achavam que esse Poder tinha prestígio em 2003. A taxa recuou em 2007 para 34%. Agra o Datafolha registrou só 20%. Uma demonstração de que os habitantes de São Paulo não melhoraram seu conceito geral sobre os juízes, apesar de o Supremo Tribunal Federal ter concluído em 2012 o processo do mensalão. Na outra ponta da avaliação das instituições pesquisadas aparecem as redes sociais, que lideram com "muito prestígio" para 65% dos paulistanos. Empatada na margem de erro da pesquisa, a imprensa vem a seguir com 61%. Em terceiro lugar está a Igreja Católica (35%). A Igreja Universal do Reino de Deus, com 28% de "muito prestígio", empata tecnicamente com as Forças Armadas, que pontuam 27%. Mas todas as instituições perderam prestígio na última década. As redes sociais foram a exceção por nunca terem sido pesquisadas antes. Quando o Datafolha pergunta quem tem mais de influência na sociedade, redes sociais (72%) e imprensa (70%) estão em primeiro lugar. Bem abaixo vêm Igreja Católica (34%) e Igreja Universal (32%). O Datafolha também constatou que aumentou muito a parcela dos paulistanos que apoia os protestos contra o reajuste da tarifa de ônibus na cidade. Na quinta passada, 55% eram a favor das manifestações. Agora, são 77%. Uma das possíveis razões para esse salto pode ser o fato de o levantamento da semana passada ter sido realizado antes do protesto que terminou com acusações de uso de violência por parte da PM contra os manifestantes. Já o de ontem foi feito um dia após novas passeatas sem grandes confrontos entre ativistas e forças de segurança. De maneira espontânea, 67% dos paulistanos disseram que o motivo que levou 65 mil pessoas a protestar anteontem em São Paulo foi o aumento no preço das passagens do transporte. Para 38%, a razão da marcha foi a corrupção. E 35% responderam que o protesto teria sido contra os políticos. Outros motivos citados pelos paulistanos para os protestos são a reivindicação de mais qualidade no transporte (27%), mais segurança (20%), contra a violência ou repressão da polícia (18%). Apenas 5% acreditam que as passeatas sejam por causa de gastos com Copa das Confederações ou Copa do Mundo.  O uso da Paulista para protesto tem o apoio dois em cada três habitantes da cidade (65%). Só 32% não querem a via sendo ocupada por ativistas e 3% não souberam responder.

OS GASTOS DA COPA E AS CRECHES NO BRASIL

Em meio aos protestos que espoucam em todo o Brasil, tendo como desculpa o aumento das passagens de ônibus, mas que na verdade é um grito contra a volta da inflação e a corrupção institucionalizada pelo PT com o Mensalão, surge a notícia de que as obras da Copa do Mundo alcançaram R$ 28 bilhões. Com R$ 28 bilhões, o Brasil poderia construir 14.000 creches e atender  2.800.000 crianças por dia. É isso que o povo não aceita mais. Dilma Rousseff prometeu 6.000 creches em 2010. Não construiu 1.000. O País aumenta a dívida, a inflação dispara, o dólar valoriza em um dia mais do que a poupança em um mês, mas a única medida do governo é oferecer mais divida para o povo, para que, desta vez, ele compre eletrodomésticos. Panela para cozinhar tomate a R$ 10,00 o quilo. O Brasil não poderia estar esbanjando tanto dinheiro em uma Copa do Mundo. O resultado está nas ruas: revolta e indignação contra a megalomania de Lula e a teimosia de Dilma.

DILMA CAI MAIS 8% NA PESQUISA CNI

Uma nova pesquisa de opinião pública divulgada nesta quarta-feira reforça a tendência de queda na avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff, já apontada por outras pesquisas, com uma queda de oito pontos percentuais em um intervalo de três meses.O levantamento feito pelo Ibope, por encomenda da CNI (Confederação Nacional da Indústria), e divulgado no início da tarde desta quarta-feira, aponta a primeira queda da popularidade da presidente desde julho de 2011. Sua avaliação pessoal também caiu oito pontos percentuais, assim como percentual da população que confia em Dilma, com queda semelhante. Os recuos se deram bem acima da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e envolvem os diversos questionamentos feitos pela pesquisa. Os entrevistados que consideram o governo "ótimo" ou "bom" agora são 55%, contra 63% em pesquisa realizada em março deste ano. Já os que avaliam de forma positiva a forma de a presidente Dilma governar são 71%, contra 79% na pesquisa anterior. Os que confiam na presidente eram 75% em março; agora, são 67%. A maior queda numérica registrada pelo Ibope, no entanto, envolve a expectativa com o restante do governo Dilma. Aqueles que acreditam que o governo será "ótimo" ou "bom" caiu de 65% para 55%, uma queda de dez pontos percentuais em três meses. Aqueles que avaliam o jeito Dilma de governar "ruim" ou "péssimo" também tiveram um aumento significativo, passando de 17% em março, para 25% em junho. Até mesmo as políticas de combate ao desemprego, que têm sido uma das molas de sustentação do governo em relação a números macroeconômicos, sofreram com a queda na avaliação do governo e da presidente. Os que desaprovam as políticas do governo nessa área subiram de 40% para 45%.Outro dado sintomático da pesquisa envolve a inflação, outra das preocupações do Planalto. Segundo o Ibope, a proporção de entrevistados que desaprovam as medidas de combate à inflação subiu de 47% para 57%. Embora tenha sido divulgada agora, a pesquisa não capta os efeitos dos protestos que vêm tomando as ruas das principais capitais brasileiras desde a semana passada, porque os entrevistadores foram a campo entre os dias 8 e 11 deste mês. Ainda assim, a pesquisa mostra uma mudança na curva de aprovação do governo, em sintonia com o que já havia sido apontado pelo Datafolha, em pesquisa realizada nos dias 5 e 6 deste mês, quando foi apontada uma queda de oito pontos percentuais na aprovação do governo Dilma, na comparação com pesquisa de março. A queda nas pesquisas de popularidade, a pouco mais de um ano das eleições, tem preocupado o Palácio do Planalto.

JOSÉ EDUARDO CARDOZO PEDIRÁ AO PRESIDENTE DA CÂMARA QUE ADIE A VOTAÇÃO DA PEC 37

O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, disse nesta quarta-feira que irá pedir ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o adiamento da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, que limita o poder de investigação do Ministério Público. A votação está marcada para o próximo dia 26. A informação foi dada após reunião do grupo de trabalho que reúne representantes do ministério da Justiça, do Ministério Público e das policias Civil e Federal para discutir a PEC 37 e que terminou sem consenso. O "porquinho" petista José Eduardo Cardozo disse que na próxima semana irá se reunir em separado com as categorias que integram o grupo para discutir os pontos de discordância e buscar construir um entendimento. “Vou relatar ao presidente da Câmara que não chegamos a um acordo e solicitar a ele, se possível, alguns dias para terminarmos o processo de consultas em separado, sem prejuízo, claro, do exercício da autonomia do Legislativo de determinar a inclusão em pauta, para a votação, no momento que achar devido”, disse o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo. Na avaliação do ministro, as reuniões em separado poderão resultar em avanços. “Sinto boa vontade em todos de que podemos aprofundar as discussões e ver se conseguimos eliminar arestas”, explicou. O grupo de trabalho técnico com o objetivo de aperfeiçoar PEC 37 foi criado em abril, com a intenção de apresentar até o dia 30 de maio uma proposta que conciliasse as expectativas do Ministério Público e das polícias. A PEC 37 foi apresentada em junho de 2011 pelo deputado federal e delegado de polícia Lourival Mendes (PTdoB-MA). O texto altera trecho da Constituição, determinando que a apuração de infrações penais é função privativa das polícias Civil e Federal.

NOVOS PROTESTOS JÁ PROGRAMADOS PARA ESTA QUINTA-FEIRA NO RIO DE JANEIRO

O grupo responsável pela organização das manifestações no Rio de Janeiro, tudo gente do PSOL e seu movimento Passe Livre, PSTU e congêneres, acertou o itinerário dos protestos desta qujinta-feira. Os destinos da vez serão o prédio da prefeitura, no Centro, o Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, na Zona Sul, e o Maracanã, na Zona Norte. Ou seja, com a promessa da multidão de bater à porta dos governos municipal e estadual, a temperatura tem tudo patra voltar a subir. Dois grupos sairão da Candelária, no final da tarde. Um deles estacionará em frente ao edifício onde fica o gabinete de Eduardo Paes, e o restante seguirá para o Maracanã. No mesmo horário, outra turma parte da Zona Sul, em direção ao Palácio Guanabara. Na noite de terça-feira, durante uma reunião no Centro, o núcleo duro recebeu promessa de adesão de representantes de vários sindicatos, que compareceram ao encontro: Bombeiros, aeroviários, rodoviários, técnicos da Universidade Federal Fluminense e até um Policial Militar reformado. A turma que organiza os protestos diz ter, sim, pautas claras. Nesta quinta-feira, os cartazes e palavras de ordem terão como alvos: o preço das passagens e a qualidade do transporte público fluminense, a libertação dos que eles chamam de presos políticos – manifestantes detidos durante as outras passeatas; a privatização do Complexo do Maracanã e os veículos de imprensa.

AGORA A IMPRENSA DIZ QUE POLÍCIA MILITAR DEMOROU A AGIR EM SÃO PAULO

Não há dúvidas que uma das grandes responsáveis pela escalada dos protestos em São Paulo foi a Folha de São Paulo, explorando a não mais poder a ação da PM no primeiro dia de protestos, que acabou ferindo sete dos seus jornalistas. A cobertura exagerada da Folha levou a polícia a recuar e botou todo o tipo de gente na rua. A partir daí, só se falava em manifestações pacíficas, mas o vandalismo passou a tomar conta dos protestos. Ontem, o centro de São Paulo e a Prefeitura Municipal foram palco de atos que só mesmo uma polícia algemada pela opinião pública poderia permitir. Saques, destruição de lojas, depredações e incêndios.O que a Imprensa e políticos em geral deveriam lembrar é que a maioria é pacífica em qualquer lugar. A minoria é que é fora da lei. É para conter esta minoria que a PM não pode ter limites nas suas ações, usando todos os recursos, pois entre um homem da lei e um bandido, o primeiro é que deve estar protegido. Em qualquer lugar do mundo, em manifestações de massa,  os bons e os pacíficos saem de perto e deixam a polícia cumprir o seu papel. A PM de São Paulo foi proibida pela opinião pública manipulada pela mídia de cumprir o seu papel. Agora, o choro não é mais causado pelas bombas de gás lacrimogêneo. É fruto da fumaça das lojas saqueadas e incendiadas. O que é mais grave, hein Folha de São Paulo? (CoroneLeaks)

OAB SUSPENDE REGRAS QUE LIMITAM ADVOCACIA GRATUITA

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu suspender, em todo o País, as regras que limitam a advocacia pro bono, ou seja, de prestação de assistência jurídica e judiciária gratuita. Segundo a OAB, a suspensão das regras está prevista até que a entidade reúna sugestões para discutir e aprovar uma nova norma. Uma resolução da OAB-SP, de agosto de 2002, proibia advogados de praticar a advocacia gratuita a pessoas físicas. O Artigo 3º da resolução prevê que os “advogados e as sociedades de advogados, que desempenharem atividades pro bono para as entidades beneficiárias, definidas no Artigo 2º, estão impedidos, pelo prazo de dois anos, contados da última prestação de serviço, da prática de advocacia em qualquer esfera”. A resolução foi contestada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, em São Paulo, que recomendou ao Conselho Federal e à OAB-SP mudanças nas normas existentes. O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado, encaminhou ofício aos presidentes das 27 seccionais da entidade suspendendo, momentaneamente, resoluções como a de São Paulo. A advocacia gratuita vai ser discutida por uma comissão composta por Luiz Flávio Borges D’Urso (presidente) e os conselheiros José Norberto Lopes Campelo, Gedeon Batista Pitaluga, Miguel Ângelo Cançado e Robinson Conti Kraemer. Para D'Urso, o atendimento gratuito não deve sofrer restrições, mas precisa de regras que possam valer em todo o País. O exercício da advocacia gratuita, que não se confunde com o trabalho da Defensoria Pública, é vetado pelas regras em vigor. Os advogados que realizavam o trabalho estavam sujeitos a sanções disciplinares no Comitê de Ética da OAB. A entidade entendia que a advocacia gratuita era usada para captação indevida de clientela.

POLÍCIA GAÚCHA PRENDEU LADRÕES, TRAFICANTES, ASSALTANTES, ENTRE OS MANIFESTANTES EM PORTO ALEGRE

O Departamento de Polícia Metropolitana da Polícia Civil gaúcha fez um levantamento sobre o currículo dos vândalos presos na noite de terça-feira. Cabe boa parte do código penal nele. Foram 39 autuados, além dos seis que continuam presos, o restante responde processo em liberdade e dependendo da apuração policial, podem ser indiciados no final do inquérito. Veja o fichário: 1) adolescente de 17 anos, que foi apreendido na segunda-feira por estar cometendo um ato infracional durante o protesto, já havia respondido por furto, arrombamento, roubo e furto simples; 2) adolescente de 17 anos já havia respondido por ameaça e brigas; 3) jovem com dois antecedentes criminais sobre roubo a estabelecimentos comerciais ocorridos em 2012; 4) jovem já respondia por lesões corporais e posse de drogas, e além disso, por tráfico e assalto a taxista; 5) detido envolvido com quatro casos de ameaça, lesões corporais, ameaças e perturbação da ordem pública; 6) manifestante já com passagem pela Polícia por danos e dois furtos a veículos; 7) jovem com passagem por posse de drogas; 8) manifestante já envolvido com ameaça e danos com lesões corporais; 9) outro envolvido com lesões corporais; 10) detido já tinha antecedentes por calúnia; 11) jovem já detido por posse de drogas; 12) outro envolvido com posse de drogas e ameaças; 13) jovem já autuado por pichação; 14) outro detido anteriormente por cinco posses de drogas, ameaça, lesões corporais e dois desacatos; 15) o décimo quinto autuado já envolvido com quatro posses de drogas, lesão corporal, dano qualificado e assalto a pedestre. Ou seja, tudo "anjinho". São membros da "SA" ("Sturmabteilung", ou tropa de assalto) do PSOL.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO VAI ELABORAR UMA BASE CURRICULAR COMUM PARA AS ESCOLAS BRASILEIRAS

O Ministério da Educação vai elaborar uma base comum para o conteúdo ensinado nas escolas brasileiras, disse nesta quarta-feira o secretário de Educação Básica, Romeu Caputo, em audiência na Câmara dos Deputados. Caputo baseou-se no Plano Nacional de Educação (PNE, PL 8035/10) - aprovado na Câmara no ano passado, e atualmente em discussão no Senado. O PNE tem como estratégia o estabelecimento de direitos e objetivos de aprendizagem para a educação básica, que inclui os ensinos fundamental e médio. Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei 9.394/96) também estabelece que o governo federal, em conjunto com o Conselho Nacional de Educação, defina uma base nacional curricular. O secretário disse que o portal do MEC apresenta diretrizes gerais, mas que a pasta quer ir além e informar aos estudantes, independente da região que estejam, qual o direito de aprendizagem. Pelo texto do PNE, pelo menos 70% dos alunos dos ensinos fundamental e médio devem alcançar, até o quinto ano de vigência do plano, nível suficiente de aprendizado em relação aos direitos e objetivos de aprendizagem de seu ano de estudo e 50%, pelo menos, o nível desejável. Sobre a educação infantil, o secretário reconheceu que as taxas de atendimento por creche são muito baixas. Caputo destacou que 76% das crianças até três anos estão fora da creche. A meta do governo é construir 6 mil unidades até 2014. Segundo a presidenta Dilma Rousseff, o governo deve entregar 8.685 creches até 2014, superando a meta estabelecida de 6 mil.

TÉCNICOS DO TESOURO GAÚCHO APROVAM INDICATIVO DE GREVE EM ASSEMBLÉIA

Os técnicos do Tesouro, maior categoria profissional da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, lotaram o teatro Dante Barone, na tarde de terça-feira, e aprovaram indicativo de greve. Os mais de 600 técnicos do Tesouro presentes à assembléia deram um recado inequívoco ao governo do Estado sobre as medidas equivocadas da administração fazendária e demonstraram que não aceitarão se o governo de Tarso Genro protocolar projeto de lei criando uma nova carreira na Secretaria da Fazenda, sem discussão e a concordância  dos Técnicos e do parlamento. A criação desta nova carreira, sem diálogo e transparência, que extinguirá 600 vagas dos Técnicos do Tesouro, é inoportuna e desnecessária, já que as atribuições da nova categoria são desempenhadas pelos Técnicos do Tesouro. A assembléia geral dos Técnicos do Tesouro contou com a participação de oito deputados, da base do governo e da oposição, entre eles do líder do governo, Valdeci Oliveira (PT), que se solidarizaram com os Técnicos e manifestaram apoio às reivindicações da categoria, como a necessidade de abertura de concurso público para Técnicos do Tesouro. Foi aprovado ainda na assembleia geral a definição do prazo de 30 de julho de 2013 para que seja lançado pelo governo o edital do concurso para Técnicos do Tesouro, a inclusão das Turmas Volantes e de todos os Postos Fiscais no pagamento da insalubridade e a elaboração de um projeto de lei regulamentando as atribuições da categoria. Os Técnicos aprovaram, também, o Sindicato a ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) questionando as leis orgânicas da Secretaria da Fazenda. Participaram da assembleia geral, além do líder do governo, Valdeci Oliveira (PT), os deputados Ernani Polo (PP), Raul Carrion (PCdoB), Edson Brum (PMDB), Ronaldo Santini (PTB), Aloísio Classmann (PTB), Aldacir Oliboni (PT) e Altemir Tortelli (PT). Depois da assembleia geral, já no início da noite, os Técnicos do Tesouro promoveram um ato de mobilização em frente ao Palácio Piratini, pedindo transparência na Secretaria da Fazenda e uma audiência com o governador Tarso Genro. O presidente do Afocefe, Guilherme Campos, acompanhado do vice-presidente, Clésio da Silva, dos diretores Ives Lucas e José Carlos Silveira Júnior, dos técnicos Gilberto Silva, Niro Afonso Pieper e do deputado Altemir Tortelli, foram recebidos na Casa Civil, pelo chefe de gabinete, Flávio Helmann e pelo sub chefe parlamentar, Cesar Martins. Os dirigentes do Sindicato relataram  a situação da categoria, que está atuando com menos de 50% do efetivo, já que há 12 anos não é realizado concurso para repor o quadro de pessoal, e expuseram os prejuízos à categoria com as medidas anunciadas pelo Secretário da Fazenda, como a criação da nova carreira fazendária, que extingue 600 cargos dos Técnicos. O chefe de gabinete afirmou que o projeto ainda não chegou no centro do governo e que será feita uma avaliação técnica e política antes de qualquer encaminhamento. Na terça-feira, em reunião entre o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, com os líderes de bancadas aliadas, mesmo não estando na pauta das discussões, o líder do PCdoB, Raul Carrion, colocou o tema da criação da nova carreira fazendária em debate. Ficou acordado que o projeto de lei não seria aprovado sem a concordância de todas as categorias envolvidas.

PESQUISA CNI/IBOPE MOSTRA QUE DESPENCOU A APROVAÇÃO DO GOVERNO DILMA, PARA 55%

Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira mostra que a aprovação do governo petista de Dilma Rousseff despencou de 63% para 55% entre março e junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O Ibope ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 142 municípios entre os dias 8 e 11 deste mês, antes da nacionalização dos protestos que começaram criticando a alta das passagens no transporte público, mas que ganharam outras dimensões. Ainda segundo a pesquisa, a aprovação pessoal de Dilma Rousseff passou de 79% em março para 71% na enquete de junho. A região do País onde ocorreu a maior queda na aprovação foi o Sudeste, com redução de 11 pontos percentuais. Nas demais regiões, a piora na avaliação do governo variou de cinco a sete pontos percentuais. O Nordeste continua como a região onde há a maior aprovação: 66% classificaram o governo como “ótimo” ou “bom”.

CLAUDIO DIAZ ASSUMIRÁ O COMANDO DO PP DE RIO GRANDE NO DIA 6

O ex-deputado federal Claudio Diaz assumirá dia 6 de julho a presidência do PP do município de Rio Grande, mas já está integrado no partido e tem participado da mobilização do PP em toda a zona Sul do Estado, sempre com o objetivo de fortalecer a candidatura da senadora Ana Amélia ao governo do Rio Grande do Sul. Claudio Diaz é primeiro suplente da bancada do PSDB, do qual acaba de sair. Ele fez 67.800 votos na eleição de 2010. Ele será candidato do PP para a Câmara dos Deputados.

FETTER JUNIOR DISPUTARÁ CADEIRA NA ASSEMBLÉIA GAUCHA

O ex-prefeito de Pelotas, Fetter Júnior, que se elegeu e se reelegeu, elegendo depois seu sucessor, o tucano Eduardo Leite, decidiu disputar uma vaga de deputado estadual gaúcho pelo PP. Fetter Júnior já foi deputado federal. Sua mulher, Leila Fetter, na legislatura anterior, foi deputada estadual.

PELEGADA DO CPERS CONVOCA MANIFESTAÇÃO CONTRA O GOVERNO DO PEREMPTÓRIO PETISTA TARSO GENRO PARA SEXTA-FEIRA

Será nesta sexta-feira a manifestação agendada pela pelegada petista do Cpers contra o governo do peremptório petista Tarso Genro.Naturalmente, como era de se esperar, a pelegada não marcou o ato de protesto para a frente do Palácio Piratini, o que sempre fez nos últimos 30 anos, para infernizar os governos que não eram do seu partido. Quem sabe a pelegada não leva os professores petistas para um protesto diante da prefeitura de Porto Alegre? O protesto tem a ver contra o desconto dos dias em que cruzaram os braços, em abril, durante a paralisação nacional da categoria.

PROCURADORES SE REÚNEM PARA ARTICULAR REAÇÃO À PEC 37, QUE TIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO O PODER DE CONDUZIR INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS

O colégio de procuradores do Ministério Público Federal se reuniu na terça-feira, em Brasília, pela segunda-vez na história, com o objetivo articular uma reação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 37, que restringe à polícia o poder de conduzir investigações criminais. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, participou da abertura do encontro nesta terça-feira. Ele afirmou que a PEC é uma reação à atuação eficiente do Ministério Público contra a corrupção. “Negar ao Ministério Público a possibilidade de investigar será incapacitar não a instituição, mas a sociedade brasileira para o exercício pleno do direito à efetividade da tutela penal, notadamente contra a criminalidade e colarinho branco”, disse ele. Integrante da lista tríplice para escolha do próximo procurador-geral da República, Rodrigo Janot também criticou a PEC. “O Brasil não criou novos mecanismo de combate à corrupção, e essa proposta tem o efeito perverso de levar ao desmantelamento do sistema que existe hoje”, disse ele, que foi o mais votado na disputa pela sucessão de Roberto Gurgel e agora espera a escolha da presidente Dilma Rousseff. Débora Duprat e Ela Wiecko, que também integram a lista tríplice, compareceram ao encontro. Deborah Duprat, que deixou na semana passada a vice-procuradoria-geral da República, diz que a medida fragilizaria o Ministério Público. “Isso se traduz em enfraquecimento do Ministério Público, uma instituição que foi forjada coletivamente no âmbito da constituinte, com amplo apoio social”, disse. Ela Wiecko também destacou o que, para ela, é a gravidade da PEC: “A proposta aniquila o Ministério Público, um dos pilares da democracia brasileira instituída pela Constituinte de 1988″, afirmou. A PEC 37 está na pauta da Câmara, onde já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça. O texto pode ir a votação, em primeiro turno, já na semana que vem. Na reunião de terça-feira, os procuradores devem aprovar uma proposta que resulte na aproximação da categoria com o Congresso e com outras entidades que perderiam prerrogativas com a aprovação da PEC. É o caso do Tribunal de Contas da União e da Receita Federal. A única reunião anterior do colégio havia sido em 2000, quando os procuradores trataram de questões salariais. Centenas de procuradores participam do encontro. Além de deputados e senadores, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, compareceu à reunião em apoio ao pleito do Ministério Público. “Se a polícia cuida de segurança pública, não se pode perder de vista que o Ministério Público cuida da ordem jurídica. A segurança pública é um capítulo da ordem jurídica; e quem cuida da ordem jurídica evidentemente cuida também da segurança pública”, disse ele. O que diz a PEC 37 - A PEC define como competência “privativa” da polícia as investigações criminais ao acrescentar um parágrafo ao artigo 144 da Constituição. O texto passaria a ter a seguinte redação: “A apuração das infrações penais (…) incumbe privativamente às polícias federal e civis dos Estados e do Distrito Federal.”
O que diz a Constituição - A legislação brasileira confere à polícia a tarefa de apurar infrações penais, mas em momento algum afirma que essa atribuição é exclusiva da categoria policial. No caso do Ministério Público, a Constituição não lhe dá explicitamente essa prerrogativa, mas tampouco lhe proíbe. É nesse vácuo da legislação que defensores da PEC 37 tentam agora agir.
As propostas de emenda à Constituição, como a PEC 37, tem um regime diferenciado de votação e, para serem aprovadas, exigem quórum mínimo de 3/5 de votos favoráveis do total de membros da Casa (308 votos na Câmara e 49 no Senado) e apreciação em dois turnos tanto na Câmara quanto no Senado.

VOCÊ LERÁ QUE COMISSÃO APROVOU "PROJETO DE CURA GAY". É UMA FALSA NOTÍCIA E AQUI SE EXPLICA POR QUÊ

Nos jornais desta quarta-feira, vocês encontrarão o que já está nos sites e portais. Algo mais ou menos assim: “Comissão de Feliciano aprova projeto da cura gay”. É mentira dupla! Em primeiro lugar, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara não pertence ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Em segundo lugar, não existe projeto que prevê a cura gay. Isso é uma fantasia do jornalismo militante. Semelhante àquela que sustenta que o Estatuto do Nascituro é “Bolsa Estupro”. Tenho 51 anos. Quando eu tinha 20 e poucos, 30 e poucos e, acreditem, até 40 e poucos, era proibido fazer militância política em redação. Cada um que tivesse as suas convicções, mas o compromisso tinha de ser com o fato, segundo valores, a saber: defesa da democracia, do estado de direito, da economia de mercado. Era proibido, por exemplo, mentir , simplificar ou trapacear em nome do bem da humanidade. Jornalista reporta o que vê — e alguns opinam. Mas sem inventar o que não existe num caso ou noutro. Ao fato mais recente: a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara aprovou um Projeto de Decreto Legislativo, do deputado João Campos (PSDB-GO), que susta dois trechos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia. O texto ainda tem de passar pelas comissões de Seguridade Social e de Constituição e Justiça. Se alguém não conhece detalhes do debate — geralmente ignorados porque fica mais fácil fazer proselitismo onde há ignorância, especialmente a bem intencionada — explico tudo abaixo, nos mínimos detalhes. Vamos ver. O Projeto de Decreto Legislativo 234/11 torna sem efeito o trecho do Artigo 3º e todo o Artigo 4º da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia. Então vamos aos documentos. Reproduzo a parte propositiva do Projeto de Decreto Legislativo.
Art. 1º Este Decreto Legislativo susta o parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999.
Art. 2º Fica sustada a aplicação do Parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.
Art. 3º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
Então é preciso fazer o que virou raridade nas redações quando os lobbies “do bem” ditam a pauta; saber, afinal, que diabo dizem os trechos que seriam sustados.
“Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados".
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.
Comento
Atenção! A proposta de Decreto Legislativo não toca no caput do Artigo 3º. Ele seria mantido intocado. Como deixa claro o projeto do deputado, seriam suprimidos apenas o Parágrafo Único do Artigo 3º e o Artigo 4º.  Como se nota, ao suprimir esses dois trechos da Resolução 1/99, o Projeto de Decreto Legislativo não passa a tratar a homossexualidade como uma doença. É mentira! Também não autoriza a “cura gay”. É outra mentira! São distorções absurdas!
Fato, não militância
Procederei a algumas considerações prévias, até que chegue ao cerne da questão. Avalio que a homossexualidade não tem cura pela simples razão de que não a considero uma doença. E nisso concordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) e com o Conselho Federal de Psicologia. Assim, não acredito em terapias que possam converter héteros em gays ou gays em héteros (não se tem notícia de que alguém tenha buscado tal conversão). Mais: sexualidade não é uma opção — se fosse, a esmagadora maioria escolheria o caminho da maior aceitação social, e, nessa hipótese, as escolhas poderiam até ir mudando ao longo do tempo, à medida que determinadas práticas passassem a ser mais aceitas ou menos. Há quem só goste de um brinquedo; há quem só goste do outro; e há quem goste dos dois. Essa minha opinião não é nova. Os espadachins da reputação alheia, como escreveu Balzac, fazem questão de ignorá-la porque gostam de inventar inimigos imaginários para posar de mártires. Muito bem. Até aqui, não haveria por que os gays — ou o que chamo “sindicalismo gay” — estrilar. Mas é evidente que não pensamos a mesma coisa. Entre outras divergências, está o tal PLC 122 que criminaliza a chamada “homofobia”. Trata-se de um delírio autoritário. Já escrevi muito a respeito e não entrarei em detalhes agora para não desviar o foco. Vamos lá. Desde 22 de março de 1999, está em vigência a tal Resolução 1 que cria óbices à atuação de psicólogos na relação com pacientes gays. Traz uma porção de “considerandos”, com os quais concordo, e depois as resoluções propriamente. Listo os ditos-cujos:
CONSIDERANDO que o psicólogo é um profissional da saúde;
CONSIDERANDO que na prática profissional, independentemente da área em que esteja atuando, o psicólogo é frequentemente interpelado por questões ligadas à sexualidade;
CONSIDERANDO que a forma como cada um vive sua sexualidade faz parte da identidade do sujeito, a qual deve ser compreendida na sua totalidade;
CONSIDERANDO que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão;
CONSIDERANDO que há, na sociedade, uma inquietação em torno de práticas sexuais desviantes da norma estabelecida sócio-culturalmente;
CONSIDERANDO que a Psicologia pode e deve contribuir com seu conhecimento para o esclarecimento sobre as questões da sexualidade, permitindo a superação de preconceitos e discriminações
Aí vem o conteúdo da resolução. O caput do Artigo 3º, com o qual ninguém mexe, é correto. Reproduzo:
“Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados".
Está claro, então, que os psicólogos não atuarão para favorecer a patologização da homossexualidade nem efetuarão tratamentos coercitivos. E a parte que cairia? Pois é…Transcrevo outra vez:
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.
Têm de cair mesmo!
Qual é o principal problema desses óbices? Cria-se um “padrão” não definido na relação entre o psicólogo e a homossexualidade. Esses dois trechos são tão estupidamente subjetivos que se torna possível enquadrar um profissional — e puni-lo — com base no simples achismo, na mera opinião de um eventual adversário. Abrem-se as portas para a caça às bruxas. Digam-me cá: um psicólogo que resolvesse, sei lá, recomendar a abstinência sexual a um compulsivo (homo ou hétero) como forma de livrá-lo da infelicidade — já que as compulsões, segundo sei, tornam infelizes as pessoas —, poderia ou não ser enquadrado nesse texto? Um adversário intelectual não poderia acusá-lo de estar propondo “a cura”? Podemos ir mais longe: não se conhecem — ou o Conselho Federal já descobriu e não contou pra ninguém? — as causas da homossexualidade. Se um profissional chega a uma determinada terapia que homossexuais, voluntariamente, queiram experimentar, será o conselho a impedir? Com base em que evidência científica? Há uma diferença entre “verdade” e “consenso da maioria influente”. Ademais, parece-me evidente que proibir um profissional de emitir uma opinião valorativa constitui uma óbvia infração constitucional. Questões ligadas a comportamento não são um teorema de Pitágoras. Quem é que tem o “a²= b²+c²” da homossexualidade? A resolução é obviamente autoritária e própria de um tempo em que se impõe a censura em nome do bem. Ora, imaginem se um conselho de “físicos” ousaria impedir os cientistas de tentar contestar a relatividade. O que vai ali não é postura científica, mas ideologia. Se conceitos com sólida reputação de verdade, testados empiricamente, podem ser submetidos a um teste de estresse intelectual, por que não considerações que dizem respeito a valores humanos? Tenham paciência! O fato de eu não endossar determinadas hipóteses ou especulações não me dá o direito de proibir quem queira fazê-lo. Fiz uma pesquisa antes de escrever esse texto. Não encontrei evidências de resolução parecida em nenhum lugar do mundo. O governo da Califórnia, nos Estados Unidos, proibiu a terapia forçada de “cura” da homossexualidade em adolescentes. É coisa muito diferente do que fez o conselho no Brasil. Países que prezam a liberdade de expressão e que não querem usar o discurso da liberdade para solapar a própria liberdade não se dão a desfrutes dessa natureza. Então vamos lá. Eu não estou defendendo terapias de cura da homossexualidade. Eu não acredito que haja cura para o que não vejo como doença. Também não acho que estamos no universo das escolhas. Dito isso, parece-me uma suma arrogância que um conselho profissional interfira nessa medida na atividade clínica dos profissionais e, atenção!, dos pacientes também! Assim, no mérito, não vejo nada de despropositado na proposta do deputado João Campos. Ao contrário: acho que ela derruba o que há de obviamente autoritário e, entendo, inconstitucional na resolução porque decidiu invadir também o território da liberdade de expressão, garantido pelo Artigo V da Constituição. É preciso saber ler. Proponho aqui um exercício aos meus colegas jornalistas. Imaginem um Conselho Federal de Jornalismo que emitisse a seguinte resolução, com poder para cassar o seu registro profissional: “Os jornalistas não colaborarão com eventos e serviços que proponham qualquer forma de discriminação social”. “Os jornalistas não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos contra pobres, negros, homossexuais, índios, mulheres, portadores de necessidades especiais, idosos, movimentos sociais e trabalhadores”. O idiota profissional diria: “Ah, está muito bem para mim! Eu não faria nada disso mesmo!”. Não, bobalhão, está tudo errado! Você se entregaria a uma “corte” de juízes que definiria, por sua própria conta, o que seria e o que não seria preconceito. Entendeu ou preciso pegar na mãozinha para ajudar a fazer o desenho? O problema daquele Parágrafo Único do Artigo 3º e do Artigo 4º é o subjetivismo. Ninguém pode ser obrigado, não numa democracia, a se submeter a um tribunal que pode dar a sentença máxima com base nos… próprios preconceitos. Nem nos seus delírios mais autoritários ocorreria a um conselho profissional nos Estados Unidos, por exemplo, interferir dessa maneira na relação do psicólogo com o seu paciente. Uma coisa é afirmar, e está correto, que a homossexualidade não é doença; outra, distinta, é querer impedir que o profissional e quem o procura estabeleçam uma relação terapêutica que pode, sei lá, disciplinar um comportamento sexual sem que isso seja, necessariamente, uma “cura”. Os tais trechos da resolução, entendo, são mesmo autoritários e inconstitucionais. E têm de cair. E o que parece, isto sim, não ter cura é a vocação de amplos setores da imprensa para a distorção. Cada vez mais, a notícia se transforma num instrumento para privilegiar “os bons” e satanizar “os maus”. Isso é militância política, não jornalismo. Por Reinaldo Azevedo

FASCISTAS DESTRAMBELHADOS, BRINCANDO DE DEMOCRACIA DIRETA, USAM OS VÂNDALOS A SERVIÇO DE SUA CAUSA. OU: QUEM SAQUEIA LOJA INCIDE NO CÓDIGO PENAL; QUEM IMPEDE O DIREITO DE IR E VIR VIOLA A CONSTITUIÇÃO. A IMPRENSA NÃO PODE QUEIMAR A CARTA COMO OS VÂNDALOS QUEIMAM O LIXO!

A imprensa brasileira, nessa sua fase criativo-cidadã-participativa, deu para criar categorias com as quais pretende corrigir a realidade para justificar a sua militância. Assim, inventa coisas como “cura gay”, “bolsa estupro” e… “maioria pacífica”. Já escrevi sobre as três e vou me ater um pouco mais sobre essa terceira. A “maioria pacífica” designa as pessoas que estão ocupando as ruas contra o aumento da tarifa de ônibus e que não promovem quebra-quebra e saques nem recorrem a coquetéis molotov para dizer o que pensam — e sobretudo o quanto… deixam de pensar. Esses seriam os lhanos, os mansos de espírito, aqueles a quem deveríamos ser gratos, exaltando as suas virtudes democráticas, com expressões como “Que coisa emocionante! Que coisa bonita! Que bacana!” Ontem, mais de uma vez, fui tomado pela vergonha alheia. Raramente ouvi tanta bobagem em prazo tão curto. As TVs foram tomadas, assim, por um tom missionário. É como se a Dona Maroca estivesse cobrindo os eventos das praças Tahrir e Taksim. À “maioria pacífica”, opor-se-ia a minoria dos baderneiros, os que saem ateando fogo em tudo o que veem pela frente, depredando prédios públicos, quebrando aparelhos urbanos, querendo briga e confronto. Esses seriam os maus. E esses maus, insistem os criadores de categorias, não representariam aquela maioria de pessoas bem-intencionadas. Trata-se, lamento, de uma fraude intelectual, em primeiríssimo lugar, e de uma fraude jornalística, dela decorrente, que remete também a uma questão que diz respeito ao ordenamento jurídico, que está sendo incendiado nas redações, como o lixo anda a ser incendiado nas ruas. A distinção bate, de saída, numa questão de lógica elementar. Se a minoria baderneira não representa a maioria supostamente pacífica que está nas ruas, esses dois grupos juntos formam uma minoria que, por seu turno, não representa a maioria das cidades. É simples, é óbvio, é elementar. De resto, nem maiorias nem minorias podem desrespeitar as leis sem que lhe advenham consequências. É estúpido! Cabe perguntar:
1: Que diabo de “maioria (da minoria!!!) pacífica” é essa que impede o direito de ir e vir, que se atribui a licença de paralisar as cidades, que acredita poder impor a milhões de pessoas a sua pauta, a sua agenda, os seus métodos de luta?
2: Que diabo de “maioria pacífica” é essa que aceita se reunir com o secretário de Segurança Pública para conversar, mas jamais para negociar? Que aceita se reunir com o prefeito para conversar, mas jamais para negociar?
3: Que diabo de “maioria pacífica” é essa que arranca do secretário Fernando Grella, por exemplo, o compromisso de que não haveria tropa de choque, de que não haveria obstrução de ruas pela polícia, de que não haveria bala de borracha etc., mas que não deu nada em troca? Não aceitou nem mesmo entregar um itinerário para facilitar o trabalho de segurança. São pessoas que agem como se estivessem apartadas da ordem democrática. No Roda Viva, um dos seus arrogantezinhos sugeriu que o que quer aconteça de ruim em São Paulo é de responsabilidade de Geraldo Alckmin e Fernando Haddad. Afinal, por que eles não revogam o aumento? Bem, uma jornalista e dois “inteliquituais” afirmaram o mesmo ontem…
4: Que diabo de “maioria pacífica” é essa que atribui toda a violência havida na quinta-feira passada à Polícia Militar, sem nem mesmo admitir a parcela de culpa dos vá lá, radicais?
5: Que diabo de “maioria pacífica” é essa que não concede ao prefeito Haddad nem mesmo um prazo, então, para estudar planilhas de custos e, eventualmente, fazer uma sugestão? Não! É tudo ou nada e é agora! Como lembra a professora Janaina Paschoal, num artigo magistral para este blog, eles não sabem ouvir “não” como resposta. Na verdade, eles não sabem ouvir um “talvez”. Birrentos, querem o doce na hora. E fim de papo. Ou é a redução já ou, anunciam, é gente na rua, cidade parada, caos.
Eu tenho uma novidade para os queimadores de Constituição das redações, tratada como se fosse o lixo das ruas. Os bandidos que saqueiam lojas, que depredam patrimônio público e privado, que saem por aí metendo fogo nas coisas incidem numa penca de artigos do Código Penal. Têm de ser presos. Mas esses que vocês chamam “maioria pacífica” violam cláusulas pétreas da Constituição, violam direitos fundamentais. Esses que estão sendo tratados como heróis por uma penca de más-fés cruzadas (e por muitos inocentes esperançosos) estão estabelecendo novos marcos da luta política no Brasil. Na verdade, trazem para cá, de forma ainda incipiente, táticas filoterroristas que vêm sendo objeto de especulação teórica de alguns chamados neomarxistas, que acreditam que a luta política tem de se dar em duas frentes: a) na desarticulação dos chamados costumes conservadores — e, nesse caso, os principais alvos têm de ser família e a religião (o cristianismo, claro!); b) na desmoralização contínua, permanente, das instituições do estado. Curiosamente, alguns mal chamados “libertários”, ultraliberais em economia, têm uma agenda muito parecida. Mas isso fica para outra hora. Eu estou pouco me lixando se essa gente tem ou não consciência do que está fazendo ou falando. O que me interessa é a consequência de suas escolhas para o país. Vejo a sua prática e me pergunto: e se seu método se generaliza e se consagra? NOTA: Ontem, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, se propôs a receber o movimento. Resposta: a turma só fala com o prefeito se a polícia soltar três pessoas que estão presas, envolvidas naquela tentativa de linchamento dos policiais na Assembleia Legislativa. Noto que, até agora, as ditas lideranças de um movimento supostamente sem líderes não vieram a público para condenar o vandalismo. E não vêm por cálculo. Enquanto essa suposta “maioria pacífica” puder contar com os ditos “radicais” como seus aliados objetivos, sempre poderá posar de moderados, ainda que rasgando a Constituição, sob o aplauso quase unânime da imprensa. A mesma imprensa que está tendo de se esconder para não apanhar. Ou eles batem, ameaçam, metem fogo. Isso é fascismo destrambelhado, não democracia! Por Reinaldo Azevedo

MOVIMENTO PASSE LIVRE, CHAMADO DE PACÍFICO POR CERTA IMPRENSA, SE NEGA A CONDENAR SAQUEADORES E DIZ QUE ELES SÃO PROTAGONISTAS DE UMA "REVOLTA POPULAR"

Está página teve quase 300 mil visitas ontem (294.820, novo recorde), e nem todo mundo veio aqui para elogiar as minhas prosopopéias. Há um grupo que chega quase a estar magoado comigo. Eu não estaria percebendo que o movimento que está nas ruas é, antes de mais nada, crítico ao petismo, e então eles se mostram espantados que não conte com o meu apoio e com o meu entusiasmo. Então eu não estaria vendo que os jovens também protestam contra corrupção? Então eu não estaria vendo que eles são críticos à Copa? Então eu não estaria vendo que eles desconfiam dos políticos e dos partidos, exigindo que alguns esquerdistas enrolem as suas bandeiras, numa “censura à classe política que está aí”? Sim, eu estou vendo tudo isso. Como meu único compromisso com os leitores e com o site da VEJA é escrever o que penso, então escrevo o que penso. É simples assim. Há um engano central em relação a esse movimento, que ignora a sua origem e a sua história. O Passe Livre, meus caros leitores, não é uma associação que luta por indivíduos mais livres, mais autônomos, mais independentes do estado. Ao contrário: do que dá para perceber de sua concepção de sociedade — e se pode ter uma sem que se tenha clareza disso —, os valentes querem outra coisa. Anseiam por uma democracia tutelada por movimentos sociais organizados, que arrogam para si o direito da representação sem passar pelo ritual das eleições. E, POIS, DEMOCRACIA NÃO É. À diferença do que se diz por aí, a crise está menos na democracia brasileira, na classe política ou nos Poderes — como se tornou hábito repetir bovinamente, na imprensa inclusive — do que nos instrumentos de análise e de percepção da realidade. Se existe uma crise, ela é de natureza intelectual, isto sim!, de parâmetros. Esse mal-estar, prefiro chamá-lo assim, contamina hoje a academia — o pensamento propriamente — e a imprensa. Perderam-se referenciais e valores do que sejam sociedade livre e representação. Essa conversa de que a redução da tarifa é apenas a face visível de um malaise mais profundo — onde se esconderiam repúdio à corrupção, aos desmandos, à gastança irresponsável do governo — traduz mais uma esperança do que um fato. Lamento, mas entendo rigorosamente o contrário. A bandeira dos 20 centavos (e notem que ele é ponto de honra dos valentes, que não aceitam negociar) é um ensaio do que entendem ser — e com apoio de muitos pensadores ditos alternativos — a democracia direta, sem a mediação de autoridades eleitas, de instituições, do Parlamento, de partidos. O repúdio a bandeiras de partidos políticos, que a tantos encanta, a mim causa preocupação. Eu não tenho nada contra a existência de partidos. Ao contrário! Posso esculhambar impiedosamente aqueles de que discordo, mas ainda não se conseguiu inventar uma maneira melhor de se articularem as diferenças. Eu abomino o PSTU e tudo o que ele pensa. Eu abomino o PSOL e tudo o que ele pensa. Eu abomino o PCO e tudo o que ele pensa. Mas eu abomino também quem imagina que pode ocupar a cidade, da forma como lhe der na telha, sem prestar satisfações a ninguém, e ainda se sente no direito de forçar o outro a enrolar a sua bandeira. Noto que há gente que não entendeu até hoje qual é o meu paradigma. Esse ódio à política é burro, é obscurantista, é ingênuo. A questão, é bom que fique claro, não é de conteúdo — porque não é mesmo; seria ridículo imaginar toda essa movimentação por causa de 20 centavos — mas de método. Nesse caso, forma é conteúdo. Não! Não são apenas os vândalos que afrontam a noção mais comezinha de democracia. Também os que são chamados de “pacíficos” entendem que podem violar a Constituição sem dever satisfações a ninguém. Eles se negam até a negociar. A Polícia Militar de São Paulo prendeu 56 pessoas por causa de atos de vandalismo e selvageria, que tiveram início no fim da tarde, com o ataque ao prédio da Prefeitura. Como? O Movimento Passe Livre não tem nada com isso? Uma ova! Então leiam trecho do que vai na Folha de S. Paulo:
"O MPL (Movimento Passe Livre) disse condenar a violência, mas classificou como “revolta popular” os atos de vandalismo e saque ocorridos ontem em São Paulo. Marcelo Hotimsky, um dos líderes do MPL, disse que os episódios registrados ontem são a prova de que “o prefeito vai ter que baixar a tarifa”. “Tudo o que aconteceu é a revolta popular. Se quiser manter a cidade em ordem, vai ter que mudar para conter esse sentimento de revolta”, afirmou Hotimsky em entrevista à Folha. Ele afirmou que não há o que comentar sobre os saques. Hotimsky afirmou que o grupo condena a violência, mas entende que o que ocorreu é fruto da revolta.
(…)
Voltei
Não me peçam para condescender com o lixo desse pensamento, inferior àquele que eles vêm queimando nas ruas. Sei lá que idade tem esse cara. Deve ser maduro o suficiente para não dizer uma estupidez desse tamanho. Revolta popular por quê? Então esse tal Hotimsky tem de dizer o que querem os revoltosos? Qual é a sua pauta? Só os 20 centavos? Se o prefeito ceder, como parece que pode fazer, eles param de saquear lojas, de roubar, de depredar? Ele não é bobo. Sabe que os saqueadores são a sua tropa de assalto, são a sua SA. TVs, jornais, sites, portais estão tratando esses caras como um misto de Schopenhaurer com Tocqueville? Pois, para mim, são um misto de Ernst Röhm com Macunaíma em estado larvar. Por que declarações como essa — que não passam de uma justificativa escancarada da violência — não ganham destaque nas TVs? Esse é o rapaz que lidera o que se está chamando de “manifestação pacífica”? Já recebi aqui algumas mensagens que considero meio indecorosas, de gente que, definitivamente, não entendeu o que eu penso. “Você não percebeu ainda que isso é ruim para o Haddad? Não é você que vive atacando os petralhas?” É, bom para ele, com certeza, não é? Mas eu deveria gostar disso, ainda que considere ruim para o país? Este cara não sou eu. Já escrevi aqui algumas dezenas de vezes e o farei quantas vezes forem necessárias: NEM TUDO O QUE NÃO É PT ME SERVE — à esquerda, à direita e ao centro. E essa gente não me serve. Movimento que flerta com saques, com quebra-quebra, com agressão e que tem o desplante de acusar a vítima tem de ser banido da convivência democrática. É claro que os petistas, e Fernando Haddad, em particular são corresponsáveis por isso tudo. Os que vislumbram a chance de o PT sofrer um severo desgaste se esquecem de que essa gente era aliada do partido até outro dia. Haddad cresceu — e a máquina eleitoral que fez a sua campanha — nas asas desses movimentos difusos, autoritários, de almofadinhas candidatos a ditadores que se consideram representantes do povo mesmo sem ter sido eleitos por ninguém. Não ignoro nada disso. Sei que ele prova parte do veneno que produziu; sei que o corvo que ele alimentou tenta lhe arrancar os olhos, mas pedem que eu aplauda e me solidarize COM QUEM SE NEGA A CONDENAR SAQUEADORES PORQUE SABE QUE ELES CONSTITUEM O SEU BRAÇO OPERATIVO? Não contem comigo para isso, nem que seja para desmoralizar o PT. Não contem comigo para isso nem que seja para desmoralizar o governo Dilma. Usei aqui a imagem da Caixa de Pandora desde o primeiro dia, como vocês sabem. Estão é tirando a tampa do vale-tudo. Como observou de forma luminosa a professora Janaina Paschoal, assistimos ao encontro do “construtivismo com território livre”. Há nisso, é certo, um traço de classe social também. Se eu tivesse de juntar um terceiro elemento, acrescentaria as “aulas de humanas” de “professores progressistas” das… escolas particulares! Essa gente carrega, do berço, a noção de que a lei que vale para os outros não pode atingi-la. Foi cevada na cultura do “tudo é permitido e todo ‘não’ é uma violência”. E foi instada pelos barbudinhos a “mudar o mundo” e a sair de sua zona de conforto e “lutar pelo oprimido”. Aí, meus caros, basta lutar para assaltar o céu. Esses são traços do microcosmo. Junte-se a isso a cultura que se vai consolidando entre nós de que o estado é o grande provedor de tudo, de que a direitos não correspondem deveres e de que as leis, a exemplo do que se verifica hoje com outros ditos “movimentos sociais”, não pode alcançá-los, e temos o que se vê aí. “Ah, mas eles também são contra a corrupção!” Que bom! Só faltava que falassem a favor, não é? “Ah, mas eles querem menos estádio bonito e mais hospitais…” Lamento! Essa não é uma permuta que faça sentido orçamentário, político ou administrativo. A formulação traduz ignorância. Mas sei que a democracia também existe para os ignorantes. Ok! Mas não pode permitir que os autoritários se imponham. Os eleitores de oposição que veem esse troço com esperança estão cometendo, ademais, um grave equívoco. Esse sentimento que está nas ruas, com toda a sua prática autoritária, troglodita às vezes (o “Passe Livre” deixa claro que a distinção entre os dois grupos só existe na imprensa —, lamento afirmar, fortalece as posições de esquerda; até da extrema esquerda. Vejo também vagas de pensamento que combinariam com a pregação de Marina Silva. E só. É obscurantismo demais para o meu gosto. Não! Não vou condescender, não! Se o PT está com medo deles e tem de lhes fazer mesuras porque depende de voto, eu não dependo. Preciso, como todo mundo que escreve, de leitores. Mas, como sabem os frequentadores desta página, não puxo o saco nem dos frequentadores desta página, levados a ler, com alguma frequência, aquilo de que discordam. De resto, caminhando para a conclusão, lembro que pegadas de funcionários da Secretaria-Geral da Presidência — cujo titular é o lulista Gilberto Carvalho — foram encontradas na bagunça de Brasília. A eventual derrocada de Dilma jogaria a candidatura do PT para aquele que é hoje (e para sua melancolia) o segundo da fila: Lula. Não estou sugerindo uma conspiração. Estou apenas contando como são as coisas. Não se iludam, minhas caras, meus caros! Se vocês querem uma sociedade democrática, pluralista, aberta, que se oriente segundo os parâmetros da representatividade, o Movimento Passe Livre e seus métodos de luta caminham em sentido contrário. Quem transforma saqueadores e depredadores em “revoltosos sociais” quer ditadura, não democracia. Definitivamente não! Haddad pode ter de ceder a eles! Eu não tenho! Por Reinaldo Azevedo

EM FORTALEZA, CONFRONTO ENTRE POLÍCIA MILITAR E MANIFESTANTES EM MARCHA PARA A ARENA CASTELÃO

O clima de tensão perto da Arena Castelão, em Fortaleza, surgiu bem antes de a bola rolar na partida entre Brasil e México, pela segunda rodada da Copa das Confederações, nesta quarta-feira. Engrossando a série de manifestações que se espalham pelas principais capitais do País desde o início da semana, milhares de jovens usaram as redes sociais para organizar um protesto nos arredores do estádio. O alvo prioritário é o gasto excessivo de dinheiro público nas obras ligadas à Copa do Mundo de 2014. Quem tentava chegar ao Castelão pela Avenida Roberto Craveiro, umas das principais vias de acesso ao local do jogo, marcado para as 16 horas (de Brasília), era impedido de passar em função da presença de cerca de 3.000 manifestantes que já estavam no local pouco antes do meio-dia, horário em que começaria a marcha ate o estádio. As outras regiões da cidade ficaram calmas. Por causa da partida da seleção, foi decretado feriado na capital cearense. A Policia Militar acompanhava o protesto de perto para tentar garantir que o ato continuasse pacífico. Por volta das 12h20, porém, houve confronto entre policiais e manifestantes. A PM usou balas de borracha para impedir que a barreira armada perto do estádio fosse rompida.

PROTESTOS PARAM M'BOI MIRIM E RODOVIAS ANCHIETA E REGIS BITTENCOURT EM SÃO PAULO

Depois de mais uma  noite de manifestações em São Paulo, com saques e vandalismo, a capital paulista amanheceu sob novos protestos. No Largo de Piraporinha, região sul de São Paulo, trezentos militantes ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) bloquearam a estrada do M’Boi Mirim no sentido centro. Eles protestaram contra o aumento da passagem de ônibus e fizeram reivindicações locais, como melhorias no sistema de saúde. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), os manifestantes também passaram pelo cruzamento da Avenida Guilherme Dumont Villares com a Avenida Professor Francisco Morato e fecharam a Rodovia Regis Bittencourt nos dois sentidos. A rodovia foi liberada e os manifestantes seguiram em direção à prefeitura de São Paulo. A Rodovia Anchieta foi bloqueada duas vezes pela manhã. Das 7h10 até as 9h, fechada na altura do quilômetro 23. Após a liberação, os manifestantes seguiram para a prefeitura de São Bernardo do Campo. Mais tarde, a rodovia foi fechada novamente, na altura do km 18, por meia hora, das 11h15 até 11h45. Os manifestantes reivindicaram a redução da tarifa do transporte público, que custa 3,30 reais na região. Segundo a Ecovias, concessionária que administra a via, o protesto deixou 1 quilômetro de congestionamento. A Ecovias disponibilizou um desvio no quilômetro 25, que dá acesso ao Rodoanel, e outro no quilômetro 23, que dá acesso ao bairro de Demarchi. Funcionários da CET também protestam por melhores salários e deixam de montar faixas reversíveis na Radial Leste, Ponte das Bandeiras, Avenida Santos Dumont, Avenida Tiradentes e Estrada do M’Boi Mirim.

MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL EXIGE QUE GOVERNO DEVOLVA R$ 2,8 MILHÕES GASTOS COM INGRESSOS PARA COPA DAS CONFEDERAÇÕES

O Ministério Público do Distrito Federal enviou ofício ao governo de Brasília solicitando a devolução aos cofres públicos de R$ 2,8 milhões gastos em ingressos e camarotes para a abertura da Copa das Confederações no dia 15 em Brasília, no estádio Mané Garrincha, quando o Brasil derrotou o Japão por 3 a 0. Para o Ministério Público do Distrito Federal, "a distribuição de ingressos para personalidades da Capital configura a utilização de cargo público para autopromoção, o que viola o princípio da impessoalidade da administração pública".  O governo do Distrito Federal comprou os camarotes em fevereiro deste ano. Na ocasião, o governo recusou-se a explicar para quem eram as entradas. Na segunda-feira, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Distrito Federal solicitou informações ao governo sobre como e quando será feita a devolução do dinheiro.

INDENIZAÇÕES JUDICIAIS LEVAM JORNALISTAS A PROCURAR SEGURADORAS

A imprensa brasileira tem sentido "na pele" a profusão de ações por danos morais no País. Jornais, sites e revistas costumam ser a parte prejudicada pelo que se convencionou chamar de indústria do dano moral. Por isso, veículos de comunicação passam a se proteger por meio de seguradoras que garantam o pagamento de suas defesas judiciais e que cubram os gastos com possíveis condenações. São os seguros por responsabilidade civil para jornalistas e empresas de jornalismo, formas de garantir que erros ou omissões cometidas por repórteres e editores não causem prejuízos financeiros irreparáveis. É um segmento crescente dentro do crescente mercado de seguros de responsabilidade civil profissionais, ou seguros RC. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), do Ministério da Fazenda, entre 2003 e 2012 o valor do prêmio anual desse mercado, que é o quanto as seguradoras arrecadaram, cresceu R$ 100 milhões, um salto de quase 400%. Nos mesmos dez anos, o valor dos sinistros, que é quanto as seguradoras desembolsaram, subiu de R$ 567 mil para R$ 49 milhões.