domingo, 16 de setembro de 2012

Aumento de gastos e renúncia fiscal podem comprometer cumprimento da meta fiscal, dizem economistas

Aumento de gastos e renúncia fiscal podem comprometer cumprimento da meta fiscal, dizem economistas O aumento nas despesas e a renúncia de receita resultantes das medidas de estímulo ao crescimento adotadas pelo governo podem reduzir a capacidade do governo Dilma de cumprir a meta fiscal neste ano e no próximo, em 2012 e 2013, avaliam economistas. Para eles, a meta de superávit primário só será atingida caso haja uma reação da economia, com recuperação do PIB. Na última semana, o governo Dilma anunciou um pacote, que entrará em vigor no próximo ano, reduzindo em até 28% as tarifas de energia elétrica, com aporte anual do Tesouro de R$ 3,3 bilhões como uma das formas de viabilizar os preços mais baixos. Também divulgou desonerações na folha de pagamento para mais 25 setores da economia, além de 20 que já haviam sido beneficiados no início do ano. O resultado será uma renúncia fiscal de R$ 12,83 bilhões somente em 2013, e de R$ 60 bilhões nos próximos quatro anos. Trata-se de mais um capítulo na série de incentivos dados pelo poder público neste ano, entre eles a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns setores, medida que foi prorrogada por mais dois meses no final de agosto, às vésperas do vencimento. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a renúncia fiscal neste ano já soma R$ 45 bilhões. “Naturalmente, o governo está tendo dificuldades de atingir a meta fiscal. Ele tomou medidas que reduzem a arrecadação e espera compensar com um crescimento maior. Acredito que, pelo menos neste ano, o cumprimento da meta vai ser difícil, por causa do PIB modesto”, diz o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), economista Miguel Oliveira. Para ele, é acertada a expectativa do governo de que a redução na tarifa de luz vai impactar com queda a inflação de 2013. Segundo Oliveira, com a inflação sob controle, o Banco Central não precisa aumentar juros e a conjuntura permanece favorável a uma retomada do aquecimento: “O governo está estimando queda [da inflação] de 1 ponto percentual. Para mim, é muito otimismo. Acredito que haverá recuo entre 0,6 e 0,8%". O economista Carlos Alberto Ramos, professor da Universidade de Brasília (UnB), também projeta um alívio na inflação, principalmente em função da energia mais barata. “A conta de luz tem impacto direto sobre o índice de preços”, diz. Ramos lembra, no entanto, que “todas as medidas que o governo está adotando têm custo” e diz acreditar em impacto no superávit primário. A meta para este ano – de R$ 139,5 bilhões – também está mantida pelo governo até o momento.

Governo federal estuda implantação de duas novas estatais ainda em 2012

A equipe petista do Palácio do Planalto estuda a criação de duas estatais ainda neste ano: a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e a Autoridade de Gestão Portuária. Com essas e eventualmente outras estruturas, a petista Dilma Rousseff tenta consolidar a gestão plena da máquina pública federal. Isto é, além de apoiar seus planos nas agências reguladoras, criadas na administração de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), e nas estatais "turbinadas" sob Lula, como Petrobras, Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dilma lança mão de empresas com perfil estruturante, com prerrogativa de planejar e monitorar a ação pública e privada. A Embrapii terá o objetivo de intermediar a relação entre centros de pesquisa tecnológica e o parque manufatureiro, à semelhança do que faz a Embrapa com a produção nacional agrícola. Já a autoridade portuária servirá de coordenadora dos portos, monitorando chegadas e partidas de navios. O perfil de atuação do Estado é pragmático. Diante do enorme e crescente déficit no regime previdenciário do setor público federal, de R$ 60 bilhões por ano, Dilma não pestanejou, e logo nos primeiros meses de governo elencou a aprovação no Congresso do novo regime previdenciário como prioridade legislativa. Ao final de 12 meses, aprovou e sancionou a Fundação Nacional de Previdência Complementar do Servidor Federal, que entra em vigor em 2013. A Funpresp foi gestada sob FHC, entre 1997 e 2000, e transformada em projeto de lei nos anos Lula, que desistiu de aprová-la no Congresso diante da forte oposição dos sindicatos de servidores.

Militantes islâmicos atacam quartel-general do Egito no Sinai

Militantes islâmicos atacaram o quartel-general de segurança do Egito no Sinai neste domingo com uma série de morteiros e tiros de artilharia, além de terem enfrentado a política em outros locais, ferindo três recrutas. Os militantes subiram aos telhados de prédios no quartel-general em al-Arish, quase na fronteira com Israel, e atiraram granadas. Cerca de 30 policiais armados com o apoio de helicópteros enfrentaram os terroristas na cidade de Sheikh Zuwaid, 30 quilômetros a leste de al-Arish. No mês passado as forças egípcias deram início à sua maior ação de segurança em décadas no Sinai, depois que militantes mataram 16 guardas de fronteira em 5 de agosto, no ataque mais mortal desde a guerra de 1973 do Egito com Israel.

Alemanha ordena que pessoal de embaixada deixe Cartum

A Alemanha ordenou que alguns funcionários deixem sua embaixada no Sudão e ampliou a segurança da missão em Cartum depois de ela ter sido atacada na sexta-feira por manifestantes islâmicos supostamente furiosos com um filme anti-islâmico feito nos Estados Unidos, mas na verdade comandados pela Al Qaeda. Uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores em Berlim disse que a quantidade de funcionários na embaixada em Cartim foi reduzida. Ela explicou que pessoal adicional de segurança foi enviado para proteger o prédio. Cerca de 5 mil pessoas que protestavam contra o filme que insulta o profeta Maomé do lado de fora da embaixada atacaram e invadira o prédio na sexta-feira e hastearam uma bandeira islâmica. Elas destruíram janelas, câmeras e móveis no complexo alemão e então atearam fogo.

Aécio Neves se engaja pela cláusula de barreira

Depois das eleições, o senador Aécio Neves vai encabeçar o movimento por uma reforma política, tendo à frente PSDB, PMDB, PT e PP, com foco na reorganização do atual quadro partidário. O ex-governador de Minas Gerais tornou-se um crítico contumaz da “pulverização dos partidos”, que segundo ele, leva à “precificação dos políticos”. “Os partidos políticos viraram abrigos temporários de deputados”, disparou ele. “O que será desses novos partidos depois que eles começarem a sangrar nas eleições?” A meta é aprovar uma proposta de emenda constitucional instituindo uma “cláusula de barreira” para partidos que não atingirem um número mínimo de votos nas eleições. O mecanismo havia sido criado por uma lei ordinária de 1995, mas o Supremo Tribunal Federal declarou-a inconstitucional em 2006. Este é o ponto que une os grandes partidos no âmbito da comissão da reforma política, em funcionamento na Câmara dos Deputados. Um dos articuladores da emenda, deputado Esperidião Amin (PP-SC), ressalva que o objetivo não é impedir a criação de novos partidos, porque a Constituição resguarda a “pluralidade partidária”. A meta é impedir o acesso ao fundo partidário e ao tempo de televisão pelas legendas nanicas, restringindo, desse modo, seu poder de barganha. A emenda depende de 308 votos na Câmara e 49 no Senado para ser aprovada. A reação dos grandes partidos contra as novas siglas ganhou força depois que o Supremo decidiu, em junho, que o partido criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o PSD, teria direito ao tempo de propaganda na televisão e no rádio em igualdade de condições com as demais siglas com assento na Câmara. O PSD conta hoje com 53 deputados, sendo a quarta maior bancada, atrás de PT, PMDB e PSDB.

Dilma volta a Porto Alegre após enterro de tia em São Paulo

A presidente Dilma Rousseff retornou a Porto Alegre às 13h45min deste domingo, após voar para o interior de São Paulo, para acompanhar o enterro de sua tia Diva Rosa, de 87 anos, que morreu no sábado, na cidade de Aguaí. Nesta segunda-feira Dilma deverá ir a Rio Grande, para a inauguração de um prédio administrativo da Petrobras e para acompanhar o andamento das obras das plataformas da estatal.

Paulo Okamoto, o "Gregório Fortunato" de Lula, pagador das suas contas, nega ter conhecido Marcos Valério

Paulo Okamotto, o pagador de contas de Lula, não nega que conheça Marcos Valério e que tenha estado com ele nos últimos tempos, como afirma a revista Veja. Diz a revista: “Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto”, disse Marcos Valério em uma conversa reservada dias atrás. É o próprio Marcos Valério quem explica a missão de Okamotto: “O papel dele era tentar me acalmar”. O empresário conta que conheceu o Japonês, como o petista é chamado, no ápice do escândalo. Marcos Valério diz que, na véspera de seu primeiro depoimento à CPI que investigava o Mensalão do PT, Okamotto o procurou. “A conversa foi na casa de uma funcionária minha. Era para dizer o que eu não devia falar na CPI”, relembra. O pedido era óbvio. Okamotto queria evitar que Marcos Valério implicasse Lula no escândalo. Deu certo durante muito tempo. Em troca do silêncio de Marcos Valério, o PT, por intermédio de Okamotto, prometia dinheiro e proteção. A relação se tornaria duradoura, mas nunca foi pacífica. Em momentos de dificuldade, Okamotto era sempre procurado. Quando Marcos Valério foi preso pela primeira vez, sua mulher viajou a São Paulo com a filha para falar com Okamotto. Renilda Santiago queria que o assessor de Lula desse um jeito de tirar seu marido da cadeia. Disse que ele estava preso injustamente e que o PT precisava resolver a situação. A reação de Okamotto causa revolta em Marcos Valério até hoje: “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando".

STF acredita que o esquema do Mensalão do PT foi maior do que está sendo julgado.

Ministros do Supremo Tribunal Federal afirmaram que as declarações atribuídas ao empresário Marcos Valério podem, sim, complicar a situação do ex-ministro José Dirceu, apontado pela Procuradoria-Geral da República como o principal réu do processo do Mensalão do PT. A partir desta segunda-feira, o Supremo começa a julgar se José Dirceu deve ser condenado por corrupção ativa por envolvimento na compra de apoio político de partidos da base aliada no início do governo Lula. Segundo declarações de Marcos Valério para a revista Veja, Lula "chefiava o esquema" do mensalão e José Dirceu o "comandava". Os magistrados ouvidos disseram que, do ponto de vista técnico, não há influência na análise da causa, uma vez que o processo já foi todo instruído e está em fase de julgamento. Mas, as afirmações podem ajudar a fortalecer o convencimento subjetivo dos ministros pela culpa de José Dirceu. "Claro que os integrantes do tribunal são pessoas que percebem o contexto e, muito embora tenhamos que formar o nosso convencimento a partir da prova, evidentemente não podemos dizer que esse dado é neutro, não tenha a menor influência", afirmou o ministro Marco Aurélio Mello. Mas faz uma ressalva ao afirmar que somente com as afirmações de Marcos Valério não vale como prova para uma condenação. Isso porque o empresário é corréu na ação penal. "No processo, não podemos lançar essas declarações para uma decisão condenatória", destacou. Um ministro, que se manifestou reservadamente, concorda com a avaliação feita por Marcos Valério de que o esquema era muito maior do que o que está em julgamento no Supremo. "O que me parece evidente é que o que está no Supremo é um fragmento do esquema", afirmou o ministro. Ele lembrou que apurações realizadas na CPI dos Correios, que investigou o Mensalão do PT, chegou a apontar que as empresas de Marcos Valério movimentaram R$ 1 bilhão. O magistrado disse que, mesmo apreciando apenas com base no que está no processo, as operações feitas pelo PT e pelas empresas de Marcos Valério com o Banco Rural não foram realizadas apenas pelo ex-presidente do PT, José Genoino, e pelo ex-tesoureiro petista, Delúbio Soares. "É impossível que não tenha tido um aval superior, de gente dentro do governo", observou. Outro ministro, também reservadamente, disse concordar que as declarações podem influenciar o convencimento do colegiado. "Depende da predisposição de cada magistrado. Agora, do ponto de vista objetivo, como prova, não vale. Não foi produzida em juízo, sob o crivo do contraditório", destacou. O magistrado disse que, na forma que analisou o processo, ele não se vale de entrevistas ou de contextos para julgar: "O julgador se escora na conduta individual de cada réu e no conjunto da obra". Ele disse que tem feito esta análise para o envolvimento de José Dirceu.

PSDB estuda pedir ao Ministério Público investigação de Lula no Mensalão do PT

O PSDB examina pedir investigação ao Ministério Público para apurar participação do ex-presidente Lula no esquema de compra de votos em troca de apoio ao seu governo, depois das últimas revelações atribuídas ao empresário Marcos Valério Fernandes de Souza de que Lula era o chefe do Mensalão do PT, conforme reportagem publicada pela revista Veja. Lideranças de partidos de oposição trataram as declarações como a confirmação de fatos que eram tratados antes como evidências. Na oposição, há a expectativa de que novas revelações e detalhes do esquema virão à tona por outros réus que esperavam proteção do esquema de corrupção, mas que estão sendo condenados no julgamento do processo em curso no Supremo Tribunal Federal. "A perspectiva de prisão vai soltar a língua de muita gente", afirmou o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR). "Isso é explosivo. É a primeira vez que as suspeitas se confirmam pelo depoimento da figura central que é Marcos Valério. Essas revelações publicadas, se confirmadas pelo depoente, amplificam os limites sugeridos por Marcos Valério no processo do mensalão", afirmou o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN). Na avaliação do líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), ninguém monta um esquema de arrecadação como o do Mensalão do PT sem uma forte garantia. "Em um esquema criado no coração do governo é evidente que o presidente sabia e avalizava. Nós sabíamos que José Dirceu (ministro da Casa Civil) operava e que Delúbio (ex-tesoureiro Delúbio Soares) distribuía o dinheiro, com a orientação do presidente", disse ele. "A garantia era o presidente. Marcos Valério não ia entrar nessa sem essa garantia", completou. O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), ao analisar uma representação no Ministério Público contra Lula, argumentou que todos os fatos devem ser esclarecidos. "Denúncia contra qualquer pessoa, da mais importante à mais humilde, deve ser apurada sem qualquer prejulgamento. É importante que tudo fique claro o mais breve possível, inclusive o que envolva o ex-presidente Lula", afirmou Guerra.

Sudão rejeita pedido dos Estados Unidos para fuzileiros navais defenderem embaixada

O Sudão rejeitou um pedido dos Estados Unidos para enviar um pelotão de fuzileiros navais a fim de aumentar a segurança na embaixada norte-americana nos arredores de Cartum. Na sexta-feira, cerca de 5.000 pessoas protestaram contra um filme que insultava o profeta Maomé, invadindo a embaixada alemã antes de forçar a entrada na missão norte-americana. Eles também atacaram a embaixada britânica. Pelo menos duas pessoas foram mortas em confrontos com a polícia. "O Sudão é capaz de proteger as missões diplomáticas em Cartum e o Estado está comprometido em proteger seus convidados no corpo diplomático", disse o ministro sudanês das Relações Exteriores, Ali Ahmed Karti. O Sudão reforçou a segurança em algumas missões no sábado.

Advogado gaúcho Luiz Francisco Barbosa, que defende Jefferson, diz: "Estamos fazendo um julgamento de mentirinha", pela ausência de Lula entre os réus

O advogado gaúcho Luiz Francisco Corrêa Barbosa, juiz de Direito aposentado, que defende o presidente do PTB, Roberto Jefferson, afirmou neste sábado que o ex-presidente Lula deveria estar entre os réus do processo do Mensalão do PT. "Estamos fazendo um julgamento de mentirinha", disse Luiz Francisco Corrêa Barbosa, ao comentar a reportagem publicada neste final de semana pela revista Veja. De acordo com a publicação, o publicitário Marcos Valério apontaria Lula como o chefe do esquema de compra de apoio político. O defensor de Roberto Jefferson foi autor no Supremo Tribunal Federal de vários pedidos de inclusão do ex-presidente no rol de acusados, desde que o caso chegou à Corte em 2005. O colegiado, contudo, barrou todas as investidas. Na última delas, no dia 15 de agosto passado, o Supremo decidiu que apenas o Ministério Público, por competência legal, é quem pode investigar a participação do ex-presidente no episódio. Para o advogado Luiz Francisco Correa Barbosa, as declarações de Marcos Valério demonstram que o sistema montado para manter o publicitário mineiro e outros envolvidos no caso em silêncio começou a falhar, diante da iminente perspectiva de réus do processo ir para a cadeia. "Agora a zaga do Lula começou a deixar a bola passar", ironizou ele. Luiz Francisco Corrêa Barbosa disse que, se não ocorrerem cobranças da opinião pública, uma investigação do Ministério Público contra o ex-presidente não vai adiante. Ele se disse "muito decepcionado com esse pessoal", referindo-se aos procuradores da República. O advogado de Roberto Jefferson disse que, pela lei, o Ministério Público tinha 15 dias para analisar o caso e, se não encontrar indícios de envolvimento do ex-presidente, enviar um pedido ao Judiciário para arquivar a apuração. Se tiver elementos para levar adiante no período, pedir abertura de inquérito. Em uma comparação, ele lembrou que o caso do senador cassado Demóstenes Torres (sem partido-GO) demorou três anos para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedisse a abertura de inquérito ao Supremo.

Estados Unidos retiram pessoal diplomático de Tunísia e Sudão

Os Estados Unidos determinaram neste sábado a saída de seu pessoal diplomático não essencial da Tunísia e do Sudão após os ataques a suas embaixadas nos dois países na sexta-feira. "Devido à situação de segurança em Túnis e em Cartum, o Departamento de Estado ordenou a saída de todos os familiares e pessoal não essencial de ambas as embaixadas, e emitiu uma advertência contra viagens de cidadãos americanos aos dois países", explicou a porta-voz da diplomacia americana, Victoria Nuland. A rede terrorista Al Qaeda convocou os muçulmanos a seguir atacando os interesses dos Estados Unidos. A Al Qaeda na Península Arábica afirma que o ataque contra o consulado na cidade líbia de Benghazi foi motivado tanto pelo filme como pela morte do número dois do movimento, Abu Yahya al Libi, eliminado em junho em um ataque americano no Paquistão.

NA REVISTA VEJA - QUADRILHA DO PETISMO QUERIA FUNDAR UM BANCO QUE UNISSE CUT, RURAL E BMG

A VEJA desta semana traz uma entrevista com Lucas da Silva Roque, ex-superintendente do Banco Rural em Brasília. Ele foi um dos principais colaboradores nas investigações da Polícia Federal destinadas a desbaratar a quadrilha do Mensalão do PT. Foi ele quem revelou onde estavam os recibos que mostraram quais políticos receberam dinheiro para votar com o governo Lula no Congresso. Leiam trecho, por Hugo Marques: * Nesta entrevista, Roque conta que pagou um preço alto por agir de forma correta e relata um plano ambicioso urdido pela cúpula da instituição financeira em parceria com José Dirceu. Eles queriam montar um banco popular, do qual Rural e BMG seriam sócios, para conceder empréstimos consignados aos aposentados. Um negócio companheiro e bilionário. (…) Quais eram os planos da cúpula do Banco Rural e dos petistas? Eles tinham um projeto de montar um banco popular com a CUT. Juntariam o Banco Rural, o BMG, a CUT. Era um projeto com capital de 1 bilhão de reais. Quem capitaneava esse projeto? Eram os bandidos do mensalão. Como o PT não tinha cultura bancária, o Rural e o BMG seriam sócios. Um banco privado com a participação da CUT, que direcionaria todos os beneficiários do INSS para tomar dinheiro em empréstimos consignados nessa instituição popular. Quando o mensalão estourou, o projeto foi abortado.

José Serra quer que Lula se manifeste sobre denúncia da revista Veja

Depois da publicação de declarações atribuídas ao empresário Marcos Valério sobre o envolvimento do ex-presidente Lula no esquema do Mensalão do PT, o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, afirmou ser "oportuno" que Lula se manifeste sobre as acusações feitas por Marcos Valério. "Lula já devia satisfações ao País porque, primeiro reconheceu que havia o Mensalão, depois disse que não havia e o Supremo diz que havia. Sem dúvida nenhuma, seria oportuno se ele se manifestasse sobre isso", disse o tucano: "Agora, há mais elementos, elementos novos que já se anunciavam e que devem ser investigados".

REVELADOS SEGREDOS EXPLOSIVOS DE MARCOS VALÉRIO, QUE TEME SER ASSASSINADO

1) Mensalão movimentou R$ 350 milhões 2) Lula, com José Dirceu de braço direito, era o chefe 3) presidente recebia pessoalmente doadores clandestinos 4) publicitário se encontrou no Palácio do Planalto com José Dirceu e Lula várias vezes 5) Delúbio Soares, o tesoureiro petista, dormia com frequência no Palácio da Alvorada A reportagem da edição da revista Veja que está nas bancas traz informações estarrecedoras. O publicitário Marcos Valério sabe que vai para a cadeia, e não será por pouco tempo. E está, obviamente, infeliz e revoltado. Acha que será o principal punido de uma cadeia criminosa que tinha, segundo ele, na chefia, ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República, aquele mesmo que, ao encerrar o segundo mandato, assegurou que iria investigar quem havia inventado essa história de Mensalão do PT, “uma mentira”… Reportagem de capa do jornalista Rodrigo Rangel, na VEJA, revela, agora, um Marcos Valério amargo e, como se vê, propenso a falar o que sabe, o que tem feito com alguns amigos. Só que ele está com medo de morrer. Tem certeza de que será assassinado se falar tudo o que sabe. Ele deveria fazê-lo. Os que podem estar interessados na sua morte temem justamente o que ele não contou. E a melhor maneira de preservar o segredo é eliminando-o. Que peça proteção formal ao Estado e preste um serviço aos brasileiros. Na sessão de quinta-feira do Supremo, num dia em que não temeu em nenhum momento o ridículo, o ministro Dias Toffoli ensaiou uma distinção politicamente pornográfica entre “o valerioduto” (cuja existência ele admitiu, tanto que condenou o empresário) e o “mensalão como chama a imprensa”. Ficou claro que o ministro acha que são coisas distintas, como se o empresário tivesse delinquido apenas por interesse pessoal. A verdade, assegura Marcos Valério, é bem outra. Abaixo, seguem trechos da reportagem de VEJA. É o texto jornalístico mais explosivo publicado no Brasil desde a entrevista de Pedro Collor às Páginas Amarelas da VEJA. Abaixo, uma síntese das sete páginas. “O CAIXA DO PT FOI DE R$ 350 MILHÕES” A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. (…) “Da SM P&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA”. LULA ERA O CHEFE DO ESQUEMA, COM JOSÉ DIRCEU Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”. VALÉRIO SE ENCONTROU COM LULA NO PALÁCIO DO PLANALTO VÁRIAS VEZES A narrativa de Valério coloca Lula não apenas como sabedor do que se passava, mas no comando da operação. Valério não esconde que se encontrou com Lula diversas vezes no Palácio do Planalto. Ele faz outra revelação: “Do Zé ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. O Zé é o ex-ministro José Dirceu, cujo gabinete ficava no 4º andar do Palácio do Planalto, um andar acima do gabinete presidencial. (…) Marcos Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo Tribunal, mas faz uma sombria ressalva. “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”, disse, na semana passada, em Belo Horizonte. Indagado, o ex-presidente não respondeu. PULO OKAMOTTO, ESCALADO PARA SILENCIAR VALÉRIO, TERIA AGREDIDO FISICAMENTE A MULHER DO PUBLICITÁRIO “Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto”, disse Valério em uma conversa reservada dias atrás. É o próprio Valério quem explica a missão de Okamotto: “O papel dele era tentar me acalmar”. O empresário conta que conheceu o Japonês, como o petista é chamado, no ápice do escândalo. Valério diz que, na véspera de seu primeiro depoimento à CPI que investigava o mensalão, Okamotto o procurou. “A conversa foi na casa de uma funcionária minha. Era para dizer o que eu não devia falar na CPI”, relembra. O pedido era óbvio. Okamotto queria evitar que Valério implicasse Lula no escândalo. Deu certo durante muito tempo. Em troca do silêncio de Valério, o PT, por intermédio de Okamotto, prometia dinheiro e proteção. A relação se tornaria duradoura, mas nunca foi pacífica. Em momentos de dificuldade, Okamotto era sempre procurado. Quando Valério foi preso pela primeira vez, sua mulher viajou a São Paulo com a filha para falar com Okamotto. Renilda Santiago queria que o assessor de Lula desse um jeito de tirar seu marido da cadeia. Disse que ele estava preso injustamente e que o PT precisava resolver a situação. A reação de Okamotto causa revolta em Valério até hoje. “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.” O PT PROMETEU A VALÉRIO QUE RETARDARIA AO MÁXIMO O JULGAMENTO NO STF O empresário jura que nunca recebeu nada do PT. Já a promessa de proteção, segundo Valério, girava em torno de um esforço que o partido faria para retardar o julgamento do mensalão no Supremo e, em último caso, tentar amenizar a sua pena. “Prometeram não exatamente absolver, mas diziam: ‘Vamos segurar, vamos isso, vamos aquilo’… Amenizar”, conta. Por muito tempo, Marcos Valério acreditou que daria certo. Procurado, Okamotto não se pronunciou. “O DELÚBIO DORMIA NO PALÁCIO DA ALVORADA” Nos tempos em que gozava da intimidade do poder em Brasília, Marcos Valério diz guardar muitas lembranças. Algumas revelam a desenvoltura com que personagens centrais do mensalão transitavam no coração do governo Lula antes da eclosão do maior escândalo de corrupção da história política do país. Valério lembra das vezes em que Delúbio Soares, seu interlocutor frequente até a descoberta do esquema, participava de animados encontros à noite no Palácio da Alvorada, que não raro servia de pernoite para o ex-tesoureiro petista. “O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar (alguém), você encontra, e sem registro.” O operador do mensalão deixa transparecer que ele próprio foi a uma dessas reuniões noturnas no Alvorada. Sobre sua aproximação com o PT, Valério conta que, diferentemente do que os petistas dizem há sete anos, ele conheceu Delúbio durante a campanha de 2002. Quem apresentou a ele o petista foi Cristiano Paz, seu ex-sócio, que intermediava uma doação à campanha de Lula. EMPRÉSTIMOS DO RURAL FORAM FEITOS COM AVAL DE LULA E DIRCEU “O banco ia emprestar dinheiro para uma agência quebrada?” Os ministros do STF já consideraram fraudulentos os empréstimos concedidos pelo Banco Rural às agências de publicidade que abasteceram o mensalão. Para Valério, a decisão do Rural de liberar o dinheiro — com garantias fajutas e José Genoino e Delúbio Soares como fiadores — não foi um favor a ele, mas ao governo Lula. “Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: ‘Me empresta aí 30 milhões de reais pra eu dar pro PT’? O que um dono de banco ia responder?” Valério se lembra sempre de José Augusto Dumont, então presidente do Rural. “O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: ‘Pra você eu não empresto’. Eu respondi: ‘Vai lá e conversa com o Delúbio’. ”A partir daí a solução foi encaminhada. Os empréstimos, diz Valério, não existiriam sem o aval de Lula e Dirceu. “Se você é um banqueiro, você nega um pedido do presidente da República?” Por Reinaldo Azevedo

Paraguai apresenta protesto formal contra suspensão do Mercosul e incorporação da Venezuela

O governo do Paraguai apresentou na sexta-feira um protesto formal aos governos do Brasil, da Argentina e do Uruguai por ter sido suspenso do Mercosuol, há cerca de três meses, e pela incorporação da Venezuela ao bloco. O protesto foi determinado pelo presidente paraguaio, Federico Franco, e anunciado no sábado pelo ministro das Relações Exteriores, José Féliz Estigarribia Fernández. Em comunicado, o governo diz que vai exigir o pagamento de indenizações pelos danos causados em decorrência das medidas adotadas no Mercosul. “A República do Paraguai destaca o protesto para exigir seus direitos de reparação de injustiças infligidas na sua moral, que são uma afronta à dignidade da República, como Estado e como membro da comunidade internacional, e exige uma indenização dos danos que decorreram, incluindo os econômicos, de acordo com os princípios da responsabilidade internacional dos Estados”, diz o texto do governo paraguaio. Na nota, o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai reclama de “abusos” cometidos contra o país e avisa que vai recorrer a “outros caminhos para a resolução da controvérsia”. No protesto, os paraguaios chamam a suspensão de “injusta e ilegal” e pedem para participar das deliberações do Mercosul. O protesto foi encaminhado às embaixadas do Brasil, da Argentina e do Uruguai em Assunção.

Russomanno acusado de pagar funcionária com verba pública

Em período de campanha eleitoral, candidatos divulgam cada passo de suas agendas. No dia 8 de agosto, a dois meses das eleições, o candidato Celso Russomanno (PRB), líder das pesquisas para a prefeitura de São Paulo, omitiu o que faria à tarde. Nada constava em sua agenda oficial. A única pista de seu paradeiro foi deixada por sua filha, Luara. Às 11h27, ela publicou uma foto no Twitter. Era do Fórum Trabalhista Rui Barbosa, na capital paulista. Às 12h10, Russomanno postou: “Boa tarde a todos. Excelente quarta-feira. Espero que tudo vá bem no dia de vcs”. Às 14h05, acompanhados por quatro advogados, Russomanno e Luara, sócia do pai em várias empresas, sentaram-se à mesa da 43ª Vara do Trabalho de São Paulo para encarar Fabiane Ensinas Brejan e seus três advogados. Fabiane não tinha relação alguma com a campanha, mas, se seus ataques se tornassem públicos, poderiam ter impacto entre os eleitores. Ela movia uma ação trabalhista contra Russomanno, que incluía em seus autos uma acusação explosiva: que o candidato a prefeito de São Paulo, quando deputado federal, pagara o salário dela usando dinheiro público. Fabiane diz que, entre 1º de setembro de 2010 e 31 de dezembro de 2010, apareceu na lista de contratados da Câmara dos Deputados, em Brasília, como “assessora parlamentar”, sem, no entanto, ter prestado nenhum serviço que tivesse a ver com o mandato de Russomanno. Há algum tempo, ela se dividia entre as empresas da família de Russomanno e os serviços eleitorais, entre eles, coordenar campanhas e controlar o recebimento de doações de empresas apoiadoras. Nos quatro últimos meses de 2010, passou a receber diretamente da Câmara por esse trabalho. Seu salário era de R$ 3.141,62. Na ação, Fabiane disse que havia mais 12 funcionários de Russomanno nessas condições, com carteira de trabalho irregular ou sendo pagos pela Câmara, “inclusive alguns domésticos”. De acordo com a Câmara dos Deputados, o nome de Fabiane Ensinas Brejan constava da folha de pagamentos da Casa. Outro nome confirmado pela Câmara foi Luiz Carlos Teixeira, funcionário da ND Comunicação, uma das empresas de Russomanno. Na ação trabalhista que moveu, Fabiane pediu que o Ministério Público e o Tribunal Regional Eleitoral fossem comunicados sobre a denúncia de “mau uso do Erário público”. Isso ainda não ocorreu. “Se houver provas, Russomanno pode responder por improbidade administrativa”, diz o advogado Flávio Britto, especialista em Direito Eleitoral.

Serra pede investigação da denúncia de Valério sobre Lula chefiar o Mensalão do PT

O tucano José Serra, candidato à prefeitura de São Paulo, pediu no sábado que o Ministério Público e a Justiça investiguem as revelações de Marcos Valério, publicadas na revista Veja desta semana, de que o ex-presidente Lula chefiava o Mensalão do PT. O operador do esquema disse também que o PT usou R$ 350 milhões no esquema. Para Serra, as declarações atribuídas a Marcos Valério "mostram onde chegou a vida pública brasileira e a necessidade de que tudo isso continue sendo aprofundado".

DEM vai pedir novas investigações após Lula ser acusado por Marcos Valério

O presidente nacional do DEM, José Agripino, afirmou no sábado que espera investigações contra o ex-presidente Lula após matéria publicada na revista Veja. Segundo a reportagem, o publicitário Marcos Valério afirmou que Lula era “chefe e fiador” do esquema do Mensalão do PT, que consistia no pagamento de propina para parlamentares favorecerem o governo no Congresso. "O que eram suspeitas colocam-se agora como objeto real de investigação pelas revelações atribuídas a Marcos Valério, principal agente operador do mensalão”, disse Agripino Maia. “Se confirmadas as revelações fica evidenciado que o mensalão estava instalado no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada, símbolos maiores do poder da República”, completou.

Romney defende posição mais dura dos Estados Unidos com o Egito

O Egito precisa garantir a segurança dos diplomatas estrangeiros para não perder 1,3 bilhão de dólares em assistência que recebe todos os anos dos Estados Unidos, disse o candidato republicano à Presidência norte-americana, Mitt Romney, na sexta-feira. Depois que terroristas islâmicos invadiram a embaixada dos Estados Unidos no Cairo, Romney disse em um café da manhã para arrecadação de fundos em Nova York que o país deveria adotar uma posição mais dura com o Egito. "Acho, por exemplo, que no Egito deveríamos deixar muito claro, para manter uma relação, uma amizade, uma aliança e o apoio financeiro dos Estados Unidos, que o Egito precisa entender que deve honrar seu tratado de paz com Israel", disse ele. "Os egípcios também devem proteger os direitos das minorias no país deles. E, finalmente, entre outras coisas, precisam também proteger as embaixadas de nossa nação e de outras nações", afirmou ele. "O povo norte-americano está perturbado com as notícias ao redor do mundo", disse Romney durante o evento, que arrecadou 4 milhões de dólares para a campanha dele, dentro de um pacote regional de dois dias de 7,5 milhões de dólares. Uma série de pesquisas esta semana mostraram Obama à frente de Romney depois da Convenção Nacional Democrata na semana passada, mas os assessores republicanos insistem que a disputa está apertada e que o ex-governador de Massachusetts permanece em forma a menos de dois meses para a eleição de 6 de novembro. Romney, que defende um relacionamento forte com Israel, criticou Obama por decidir não se encontrar com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, quando os dois líderes estarão em Nova York este mês para a Assembléia Geral anual da ONU.

Incêndio destruiu 50 mil hectares na Serra da Canastra

O incêndio que já destruiu desde o dia 7 de setembro pelo menos 50 mil hectares (equivalente a 50 mil campos de futebol) do Parque Nacional da Serra da Canastra, no Sudoeste de Minas Gerais, está fora de controle, disse na tarde de sexta-feira o chefe do parque, Darlan de Pádua. Ele garante, porém, que a nascente de um dos principais rios brasileiros, o São Francisco, está preservada, embora o fogo tenha chegado na sexta-feira à região do alto da Cascad''anta, onde se localiza a primeira cachoeira do parque. "As equipes estão exaustas. Tudo dificulta o combate ao incêndio, o vento, o relevo, o tempo seco", disse Pádua. Depois de ser considerado praticamente controlado na última quarta-feira, o incêndio retomou força na quinta-feira. As chamas transpuseram o Ribeirão Santo Antônio, no norte do parque, que corre para o rio Araguari. "Enquanto combatíamos esse incêndio surgiram outros, no lado oposto do chapadão, a quilômetros dali, que avançaram para a parte alta da cachoeira Cascad''anta", relatou o diretor, sem esconder o cansaço. O Parque tem área total de 70 mil hectares, onde estão cachoeiras que variam de 100 a 300 metros de altura e uma rica fauna e espécies características da fauna brasileira, como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, o veado campeiro, ema e pato-mergulhão. Nesta sexta-feira, cerca de 30 homens dos 80 homens que ajudavam no combate ao incêndio na Serra da Canastra se deslocaram para ajudar no combate às chamas em outro parque nacional, o do Caparaó. Com 31,8 mil hectares de extensão, está situado entre os estados do Espírito Santo (78% da área) e de Minas Gerais (22%), a 270 quilômetros de Vitória e 335 quilômetros de Belo Horizonte.

Às vésperas de instalação de UPP, policial é morto na favela da Rocinha

Faltando uma semana para a inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, um policial militar foi morto por volta das 22h30 da última quinta-feira em confronto com bandidos do local. O soldado Diego Bruno Barbosa Henriques, de 25 anos, foi atingido por um tiro de pistola calibre 9 milímetros na cabeça, quando fazia patrulhamento na parte alta da favela. Ele chegou a ser levado ao Hospital Miguel Couto, no Leblon, mas não resistiu. Este é o terceiro caso de morte de policiais em favelas com UPPs ou em processo de pacificação desde o início do programa, em dezembro de 2008. A UPP da Rocinha será inaugurada na quinta-feira. Após o ataque, o policiamento foi reforçado na Rocinha. Cerca de 130 homens fizeram uma operação na sexta-feira para procurar os assassinos do soldado. Um menor suspeito de envolvimento no crime foi detido em casa, após uma ligação feita ao Disque-Denúncia (21-2253-1177). No imóvel, os PMs encontraram munição de pistola 9mm, a mesma que vitimou Diego. O menor confessou o crime, dizendo que estava com dois comparsas.