sábado, 1 de setembro de 2012

Eleição pode se resolver no primeiro turno em Porto Alegre

Esta eleição em Porto Alegre poderá ser decidida no primeiro turno, bastará que o eleitorado resolva fazer o voto útil e encerrar a disputa logo. Não está difícil, porque a candidatura petista não decola, e dificilmente decolará. Considerando a margem de erro da pesquisa Ibope divulgada no sábado, Manuela D'Ávila (PCdoB) poderia estar com 39%, e Fortunatti (PDT) com 33%. Assim, somando Fortunatti com os outros concorrentes, eles não suplantariam Manuela D'Ávila, e aí a eleição em Porto Alegre se resolveria no primeiro turno.

Ibope aponta Schirmer com 50% e com eleição praticamente vencida em Santa Maria

O prefeito e candidato à reeleição em Santa Maria está 32 pontos percentuais à frente do segundo colocado, Jorge Pozzobom, que tem 18%. A primeira pesquisa Ibope em Santa Maria aponta o prefeito e candidato à reeleição, Cezar Schirmer (PMDB), em primeiro lugar na disputa com 50% das intenções de voto. Em segundo, com 32 pontos percentuais a menos, está o candidato do PSDB, Jorge Pozzobom, com 18%, seguido por Helen Cabral (PT), 15%. Como a margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, Pozzobom e Helen estão empatados tecnicamente. Schirmer obtém melhor desempenho entre as mulheres (52%) e entre os eleitores acima de 50 anos (58%) e com renda familiar de mais de cinco salários mínimos (55%). A maior rejeição do prefeito está entre os eleitores de 16 a 29 anos (23%). Já Pozzobom apresentou melhores índices entre os homens (22%), eleitores de 16 a 29 anos (26%) e com renda familiar de até dois salários mínimos (22%). Os entrevistados com renda acima de cinco salários mínimos são os que mais rejeitam a candidatura do PSDB (16%). Os maiores percentuais obtidos pela candidata do PT estão entre os entrevistados de 30 a 39 anos (20%), curso superior (18%) e renda de dois a cinco salários mínimos (19%). Quinto maior colégio eleitoral do Estado do Rio Grande do Sul, Santa Maria não tem segundo turno.

Plataforma encomendada pela Petrobras pega fogo em Cingapura

Um navio plataforma encomendado pela Petrobras à Odebrecht Óleo e Gás pegou fogo enquanto fazia testes no mar de Cingapura. O navio faz parte de uma encomenda que a estatal fez ao consórcio Odebrecht Óleo e Gás/TK. De acordo com a Odebrecht Oléo e Gás, o navio estava em testes, na última quinta-feira, quando ocorreu o incêndio. A empresa não divulgou as causas do acidente, mas informou, por nota, que as chamas foram controladas e não houve vítimas nem impacto ambiental. O navio, que terá de voltar ao estaleiro para reparos, tinha previsão de entrega em outubro. Batizado de FPSO Cidade de Itajaí, o navio tem capacidade de produção de até 80 mil barris de petróleo por dia. A construção foi contratada pelo consórcio ao estaleiro Jurong, no país asiático. A Petrobras apresentou o FPSO em agosto como uma das duas plataformas que iriam garantir o cumprimento das metas de produção da companhia.

Ministério Público pede quebra de sigilo de empresa de Celso Russomanno

O Ministério Público Federal do Distrito Federal pediu à Justiça a quebra de sigilo fiscal da empresa Night and Day Promoções Ltda., que tem como sócio majoritário o candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno. O candidato é atualmente líder nas pesquisas de intenção de voto na capital paulista e já foi deputado por quatro mandatos seguidos. Ele é alvo de investigação por suspeita de crime de peculato, uso de cargo público para desvio de recursos, entre 1997 e 2000. O candidato é acusado de usar verba de gabinete da Câmara dos Deputados para pagar os salários de uma funcionária da Night and Day. O Ministério Público suspeita que Sandra de Jesus Nogueira, nomeada assessora do gabinete do então parlamentar, trabalhava para a empresa de Russomanno. Em sua defesa, Russomano alega que Sandra trabalhava em seu escritório político em São Paulo. Russomanno diz que esse escritório funcionava no mesmo endereço da empresa e que, quando ela prestava serviços eventuais à Night and Day, era de maneira informal, sem prejuízo de suas funções como secretária parlamentar. O candidato argumenta que a empresa ficou desativada por dois anos: 1998 e 1999. Sandra foi demitida da Night and Day em 1997 e nomeada logo em seguida como secretária parlamentar. Segundo o ex-deputado, na época ele a teria ajudado em um processo de adoção e, se estivesse desempregada, seria mais difícil conseguir da Justiça a guarda da criança. No processo, documentos indicam que Sandra assinava contratações e demissões de funcionários da empresa, recebimento de talões de cheque, contratos de publicidade e baixa em carteira de trabalho de profissionais que deixaram a produtora quando já fora nomeada para o cargo. O processo por peculato foi aberto após denúncia recebida pelo Supremo Tribunal Federal. Hoje, o processo corre no Tribunal Regional Federal, pois Russomanno, ao encerrar o mandato de deputado, deixou de ter direito ao foro privilegiado.

Oposição a Dilma lidera em oito capitais

As rodadas de pesquisas eleitorais de agosto mostram que os partidos de oposição à presidente Dilma Rousseff (PT) lideram disputas em oito capitais, três delas em importantes pólos regionais do Norte e do Nordeste: Manaus, Salvador e Fortaleza. Em 2008, quando Lula era o presidente, prefeitos de oposição foram eleitos em apenas cinco capitais, mas uma delas era São Paulo, a maior do País, que ficou nas mãos de Gilberto Kassab (PDB, aliado do tucano José Serra, então principal adversário do PT no âmbito nacional. É o DEM, partido que foi praticamente dizimado ao perder parlamentares nas eleições de 2010 e com a criação do PSD de Gilberto Kassab , em 2011, quem está à frente em duas capitais importantes, Salvador e Fortaleza. Na capital baiana, ACM Neto lidera com larga vantagem sobre o principal adversário, o petista Nelson Pelegrino, que conta com o apoio do governador Jaques Wagner, também do PT. ACM Neto, que se notabilizou como um dos parlamentares mais atuantes em Brasília durante o escândalo do Mensalão do PT em 2005, se fortaleceu ao mesmo tempo que Jaques Wagner se desgastou com as greves da Polícia Militar e dos professores da rede estadual baiana, ocorridas neste ano, que tumultuaram o cotidiano da população. Pelegrino, candidato à prefeitura pela quarta vez (derrotado em 1996, 2000 e 2004), baseia sua campanha na idéia de que as boas relações com outras esferas de poder são necessárias para se obter recursos para obras. O ex-presidente Lula é figura constante nos programas eleitorais do petista. Já apareceu até prometendo que Pelegrino vai concluir as obras do metrô da cidade, que se arrastam há 12 anos. Em Fortaleza, Moroni Torgan (DEM), ex-deputado federal, se propõe a acabar com os oito anos de domínio do PT na prefeitura. Mas ele é ameaçado principalmente por Roberto Cláudio (PSB), candidato apoiado pelo governador Cid Gomes (PSB), e Elmano de Freitas (PT), apadrinhado pela atual prefeita, Luizianne Lins (PT). Assim como Torgan, Roberto Cláudio tem atacado Luizianne na campanha, enquanto Elmano se atrela diariamente ao ex-presidente Lula no horário de propaganda eleitoral. Derrotado ao tentar se reeleger senador em 2010, quando teve o poderio eleitoral de Lula como obstáculo, o tucano Arthur Virgílio aparece bem posicionado na disputa pela prefeitura de Manaus. Mas sua principal adversária é Vanessa Grazziotin (PCdo B), justamente quem o tirou do Senado há dois anos. No campo governista, o PSB dá sinais de avanço e disputa espaço com o PT em diversas cidades. Além de Fortaleza, o partido pode acabar desalojando os petistas da prefeitura de Recife (o candidato do governador Eduardo Campos, do PSB, Geraldo Júlio, deu um salto nas pesquisas e empatou com Humberto Costa, do PT, tido como favorito até então). Fora do Nordeste, o partido de Campos, que busca viabilizar uma candidatura presidencial em 2014 ou 2018, também pode reeleger os prefeitos de Curitiba e Belo Horizonte, além de conquistar Cuiabá, em Mato Grosso. A dispersão partidária no Brasil fica evidente no quadro de pesquisas publicado nesta página. Representantes de nada menos que 12 partidos aparecem como favoritos nas capitais onde há levantamentos recentes dos maiores institutos. Há até quatro representantes de partidos “nanicos” bem colocados. Em Belém, o ex-petista Edmílson Rodrigues pode ser o primeiro prefeito eleito pelo PSOL em todo o País. Em Curitiba, Ratinho Jr., do PSC, está empatado na liderança. O PV pode emplacar Marcelo Lélis em Palmas, e o PRB, de Celso Russomanno, está na frente na principal disputa do País, a capital paulista.

Ministro Asfor Rocha irá se aposentar

O ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça, irá anunciar oficialmente nesta segunda-feira a sua aposentadoria. Com 20 anos de carreira, Asfor Rocha é considerado para disputar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Com 64 anos de idade, Asfor Rocha teria mais seis anos no Superior Tribunal de Justiça. E poderia, por ainda não ter completado 65 anos, disputar a vaga que será aberta também nesta segunda-feira com a aposentadoria do ministro Cezar Peluso, no Supremo Tribunal Federal. Entretanto, conforme pessoas próximas, o ministro não tem isso em seus planos.

Ibope ponta Manuela D'Ávila liderando a corrida pela prefeitura de Porto Alegre

O Ibope divulgou neste sábado nova pesquisa de intenção de voto sobre a disputa para a prefeitura de Porto Alegre nas eleições deste ano. Na pesquisa estimula (aquela em que é apresentado o cartão ao eleitor pesquisado), Manuela D'Ávila (PCdoB) alcança 37%, enquanto José Fortunatti (PDT) registra 35%. O candidato do PT, Adão Villaverde, tem irrisórios 5%. Roberto Robaina (PSOL) tem apenas um ponto, e os outros candidatos não pontuam. Na pesquisa expontânea, Manuela D'Ávila tem 32%, quanto Fortunatti registra 31%, e Adão Villaverde apenas 4%. Na eventualidade de um segundo turno em Porto Alegre, venceria Manuela D'Ávila, com 42% contra 39% de José Fortunatti. Em um cenário desses, não é difícil imagina que a eleição em Porto Alegre possa ser decidida já no primeiro turno.

Governos Lula e Dilma deixaram estragar 55 mil bolsas de sangue avaliadas em US$ 1,6 milhão

A cada ano, o Ministério da Saúde gasta milhões em campanhas de incentivo à doação de sangue. Boa parte dessas doações é industrializada fora do País e retorna como hemoderivados, medicamentos essenciais no tratamento de hemofílicos. A matéria-prima desse processo é o plasma sanguíneo, um insumo tão cobiçado que um litro chega a custar US$ 120,00 no mercado internacional, tanto quanto um barril de petróleo. O Ministério da Saúde esconde em um depósito no Distrito Federal um carregamento de 55 mil bolsas de plasma humano, avaliado em US$ 1,6 milhão, mas cuja validade está vencida há pelo menos cinco anos. O segredo, que pode causar estragos às pretensões políticas dos ex-ministros da Saúde, Humberto Costa e José Gomes Temporão, além do atual ministro, Alexandre Padilha, está trancado a 50 graus negativos numa câmara frigorífica vigiada por seguranças armados. Os brasileiros morrendo nos hospitais por falta de atendimento, e os governos petistas deixando estragar insumos de saúde indispensáveis. É um crime hediondo. http://poncheverde.blogspot.com.br

PIB fraco faz Brasil perder posto de sexta economia do mundo

O fraco resultado da economia brasileira no segundo trimestre sepultou a permanência do Brasil como sexta maior economia do mundo, posto que havia sido atingido no início do ano com o anúncio dos resultados econômicos de 2011, desbancando o Reino Unido. Ainda que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mostre um estranho otimismo em relação aos próximos trimestres, o resultado atual (alta de 0,5% no PIB no primeiro semestre) coloca o País de volta à sétima posição, atrás de Grã-Bretanha, França, Alemanha, Japão, China e Estados Unidos. Segundo dados da Economist Intelligece Unit (EIU), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil nos últimos doze meses soma 2,391 trilhões de dólares, ante 2,415 trilhões de dólares da Grã-Bretanha. No ano passado, a economia brasileira produziu riquezas que totalizaram 2,48 trilhões de dólares, enquanto o país europeu somou 2,26 trilhões de dólares. Segundo o analista Robert Wood, da EIU, além da desaceleração econômica, a desvalorização do real foi crucial para a queda no ranking. “Desde março o real enfrenta expressiva queda ante o dólar e isso afetou parcialmente o PIB brasileiro na comparação mundial”, afirma Wood. Em março de 2012, a moeda americana era cotada a 1,71 real, enquanto, no final de junho, estava em 2,03 reais. “O desempenho da economia britânica é muito fraco, mas a libra tem se mantido estável em relação ao dólar”, acrescenta o economista. Em abril deste ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já havia alertado, em seu relatório trimestral, que o Brasil perderia o posto de sexta economia devido ao enfraquecimento do real. O FMI prevê que a economia brasileira encerrá o ano com um PIB de 2,449 trilhões de dólares, enquanto o da Grã-Bretanha chegará a 2,452 trilhões de dólares. O resultado frustrante mostrou-se iminente, mesmo após as inúmeras medidas de estímulo anunciadas pelo Palácio do Planalto: desde o aumento do protecionismo para estimular a indústria nacional até a pressão do governo para o corte de juros e expansão do crédito por parte dos bancos públicos e privados. Por último, a presidente Dilma decidiu apelar para o que realmente impulsiona o crescimento sustentável do País: os investimentos em infraestrutura por meio de um agressivo plano de privatizações: o PAC das Concessões. Contudo, o anúncio veio tarde demais para salvar o PIB de 2012. http://poncheverde.blogspot.com.br/

Babalorixá de Banânia faz comício em BH, ataca ex-aliado, atribui a Deus rompimento do PT com PSB e diz que estado de Minas está quebrado

O ex-presidente Lula (PT) voltou a subir em palanques na noite de sexta-feira, após quase um ano de tratamento de câncer. Com a voz rouca e alternando a fala com goles de água, ele retomou os discursos, classificados por ele como “dom” e motivo do “maior medo” durante a doença, na campanha do ex-ministro Patrus Ananias (PT) à prefeitura de Belo Horizonte. Lula tenta alavancar a candidatura do petista, que aparece cerca de 20 pontos atrás do prefeito Marcio Lacerda (PSB), e que, por tabela, rivaliza com o senador Aécio Neves (PSDB), potencial concorrente ao Palácio do Planalto em 2014. Cerca de 5 mil pessoas foram à Praça da Estação, no centro da cidade, para assistir ao retorno de Lula aos palanques. Ele subiu no palco uma hora depois do início do evento e ouviu os discursos do vice de Patrus, Aloísio Vasconcelos (PMDB), do ministro Fernando Pimentel (PT) e de Patrus. Com semblante sério, ele bebia água antes de falar. Acenou ao público e cumprimentou candidatos a prefeituras mineiras, acomodados no palco, mas separados do ex-mandatário por uma grade. A recomendação médica era para que discursasse por apenas cinco minutos. Lula disse que poderia falar pouco, mas se estendeu por 12 minutos e elevou o tom da voz em vários momentos. Começou o discurso pedindo para que as pessoas guardassem faixas e bandeiras para que todos pudessem ver o quanto estava “mais bonito” sem barba, consequência da doença, que atingiu a laringe do ex-presidente. “Mês que vem faz um ano, dia 27, dia do meu aniversário, que descobri que tinha um câncer. Engraçado que eu aceitava que o câncer podia matar. Mas não conseguia saber como iria viver sem poder fazer discurso. Porque foi um dom que Deus me deu. Acho que é patrimônio que acumulei no PT e no movimento sindical”, disse Lula e, depois de seis minutos de discurso, voltou a pedir à equipe água. Depois de discurso morno de Patrus, sem ataques a Lacerda, coube ao ex-presidente criticar o atual prefeito e falar sobre o rompimento entre PT e PSB. Lula disse ter percebido que “Deus escreve certo por linhas tortas”. “O PT de Minas estava brigando demais. Tinha gente muito desgostosa. A gente tinha uma aliança que todo mundo entendeu que devíamos fazer aliança. E aí começou a briga. E aliança ou não… Eu recebia telefonema: Lula, pelo amor de Deus, vem a BH ajudar. Falava que o problema era do povo mineiro. Eis que Deus colocou o dedo no lugar certo. Aqueles que o PT ajudou a chegar no poder não querem mais ficar com o PT. Tudo bem. O PT não vai ficar chorando. Porque tem homem da qualidade de Patrus. Não tem de temer adversário". Lula se referiu a Lacerda como “tocador de obras”. E disse, como contraponto, que Patrus se preocupava com os problemas sociais, mas também sabia tocar obras. “Tem muita gente fala “sou tocador de obras”. “Sei fazer ponte, viaduto”. Maravilhoso. Isso a gente aprende na universidade. Mas muito melhor é prefeito que, além de fazer obra, sabe cuidar do povo, afirmou Lula, acrescentando que pretende fazer um segundo comício na capital mineira. No solo do senador Aécio Neves, fez uma provocação ao sucessor e afilhado político do tucano, o governador Antonio Anastasia (PSDB): “Se o Anastasia pudesse falar, diria que o estado de Minas está quebrado". http://poncheverde.blogspot.com.br/

Pibinho da Dilma – Analistas já falam em crescimento de apenas 1,5% em 2012, ou menos ainda

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro voltou a decepcionar no segundo trimestre deste ano, crescendo somente 0,4% (1,6% em termos anualizados), comparado ao trimestre anterior, na série livre de influências sazonais. O resultado, que ocorreu mesmo com forte redução dos juros e diversas medidas tributárias e creditícias de estímulo adotadas desde o segundo semestre do ano passado, consolida o pessimismo em relação ao crescimento em 2012, levando a projeções de 1,5% no ano ou até menos. Os dados do PIB do segundo trimestre foram divulgados na sexta-feira, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Foi o que se previa, um desempenho ruim, e o segundo semestre não parece nada tranquilo, dadas as sinalizações de julho e agosto”, diz Sérgio Vale, economista da MB Associados. Ele reviu a projeção do ano de 1,5% para 1,3%, e prevê crescimento da apenas 3% em 2013. Na ponta mais otimista, há análises como a do departamento de pesquisa de mercados emergentes do banco inglês Barclays, para o qual “o pior da atividade já ficou para trás e a recuperação já está começando a emergir no Brasil”. O relatório cita a queda de estoques de veículos como fator positivo para o terceiro trimestre. Em relação ao mesmo período de 2011, a expansão no segundo trimestre foi de apenas 0,5%, pior resultado desde o terceiro trimestre de 2009, em plena crise global. Recuos na indústria, nos investimentos e nas exportações foram os principais responsáveis pelo mau resultado do PIB no segundo trimestre. Essa retração foi contrabalançada pelo ritmo apenas moderado de crescimento dos serviços e do consumo das famílias, insuficiente para produzir um resultado mais animador do PIB total no segundo trimestre. O único bom desempenho ficou por conta da agropecuária, que cresceu 4,9% (21% anualizado) no segundo trimestre, na comparação com o primeiro, livre de influências sazonais. O setor foi puxado pelo crescimento das safras de milho, café e algodão.

Lewandowski e Toffoli podem não decidir pena de João Paulo

Os ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, que votaram pela absolvição do deputado mensaleiro João Paulo Cunha (PT-SP), podem ficar impedidos de participar do debate sobre a pena que será imposta ao petista pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. É o que demonstra o resultado de uma intensa polêmica travada pelos ministros do Supremo em 2010, no julgamento da ação penal número 409. Na época, os ministros decidiram excluir do cálculo das penas de réus condenados os ministros que votaram pela absolvição deles. Em maio de 2010, dois ministros que votaram pela absolvição do então deputado José Gerardo (PMDB-CE), que acabou condenado, não participaram do cálculo da pena, a chamada dosimetria. Sete ministros votaram pela condenação de Gerardo: Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau, Cármen Lúcia, Lewandowski, Cezar Peluso e Marco Aurélio Mello. Os dois últimos sugeriram pena inferior a dois anos de prisão e, por isso, a pena já estaria prescrita. Venceu a maioria, que defendeu a aplicação de pena superior a dois anos. Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello absolveram o réu. Após o julgamento, Toffoli e Gilmar reivindicaram o direito de participar da dosimetria da pena. O debate foi intenso. “Quem vota pela absolvição não pode opinar pela dosimetria da pena”, protestou Ayres Britto, relator do caso: “Absolve e depois vai votar na dosimetria? É sem sentido. Se não há pena, omo dosá-la? “O sistema legal é claro, não há dúvida nenhuma quanto a isso”, concordou Peluso. Lewandowski defendeu que os colegas que votaram pela absolvição não participassem do cálculo da pena. Ele citou o artigo 59 do Código Penal, segundo o qual o juiz deve estabelecer a pena ao réu “atendendo à culpabilidade”.

STF está no caminho para condenar Dirceu, diz Roberto Gurgel

Depois das primeiras punições aos réus do Mensalão do PT, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse na sexta-feira que o Supremo Tribunal Federal “está no caminho certo” para condenar o núcleo político do esquema, entre eles o ex-ministro da Casa Civil, o petista José Dirceu. Gurgel também afirmou que as decisões tomadas até agora representam uma “guinada”, pois possibilitam a aceitação de “provas mais tênues” para condenar pessoas acusadas por crimes como corrupção e peculato. “Independentemente do resultado, a decisão parcial é muito importante para toda a Justiça Penal, pois reconhece que não podemos buscar o mesmo tipo de provas obtidas em crimes comuns, como roubo, assassinato”, disse ele, após a posse do novo presidente do Superior Tribunal de Justiça, Felix Fischer. O procurador foi questionado se as provas contra José Dirceu não seriam mais tênues do que as que levaram à punição de petista mensaleiro corrupto, peculatário e lavador de dinheiro João Paulo Cunha. “Isso também está sendo discutido. Na medida em que sobe a hierarquia na organização criminosa, as provas vão ficando mais e mais tênues. O mandante não aparece. Não quero ficar fazendo previsões, mas acho que estamos num bom caminho", comentou ele.” Questionado se ele se referia ao caminho para a condenação de José Dirceu, Gurgel respondeu: “Exatamente”.