sexta-feira, 1 de maio de 2009

Bancos brasileiros deverão ter maior controle sobre risco de crédito


O Conselho Monetário Nacional aprovou uma resolução que obriga as instituições financeiras a implementarem uma unidade específica e independente de gerenciamento de risco de crédito até 2010. De acordo com o Banco Central, a implementação dessa exigência já era prevista desde setembro de 2007 e estava em consulta pública desde o ano passado. A medida faz parte do cronograma de implantação do acordo de Basiléia 2 no Brasil, conjunto de regras definidas pelo BIS (organismo internacional que reúne bancos centrais de vários países) em 2004. O chefe de departamento de Normas do Banco Central, Amaro Gomes, disse que a mudança não está relacionada com a crise econômica ou ao aumento recente da inadimplência no Brasil, pois as recomendações estão relacionadas a regras fixadas anteriormente. Ele disse que as mudanças a serem definidas devido à crise ainda estão em estudo pelos bancos centrais internacionais. O Banco Central informou que, dentro do processo de Basiléia 2, já foram definidas no Brasil regras para gestão de outros três tipos de risco: liquidez, operacional e mercado. A questão do crédito completa agora o grupo dos quatro principais riscos. O BC informou que os bancos já possuem hoje unidades para avaliação de risco de crédito, mas que nem todos atendem às exigências fixadas agora pelo Conselho Monetário Nacional. A nova regra aumenta, por exemplo, a responsabilidade e o envolvimento da diretoria do banco no gerenciamento do risco de crédito. Se você quer saber o que é risco de crédito, imagine, por exemplo, o Banco Rural emprestando para o PT, em operação intermediada por Marcos Valério e assinada por Delúbio Soares e José Genoíno.

Lucro da Caixa Econômica Federal cai pela metade no primeiro trimestre


A Caixa Econômica Federal anunciou que teve lucro líquido de R$ 425 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra ganho apurado de R$ 872 milhões em idêntico período de 2008. O banco informou que o saldo das operações de crédito atingiu a marca dos R$ 89,2 bilhões, com forte crescimento dos financiamentos destinados para pessoas físicas. Somente os empréstimos para pessoa jurídica somaram R$ 17,6 bilhões, em um incremento de 16,4% sobre o primeiro trimestre do ano passado. Nos empréstimos para pessoa física, as operações somaram R$ 15,8 bilhões, em um acréscimo de 36,2% sobre o início do ano passado. Em março, a Caixa contabilizou um saldo de R$ 232,9 bilhões em depósitos, número 6,7% superior na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Somente o saldo de poupança (R$ 95,8 bilhões) teve um crescimento de 21,1%. A Caixa informou ainda recorde na liberação de financiamentos habitacionais entre janeiro e março. O total atingiu R$ 7 bilhões. O saldo dos financiamentos para o setor habitacional bateram a casa dos R$ 49,2 bilhões em março, uma evolução de 45,2% se comparado com o primeiro trimestre do ano passado. Segundo comunicado do banco, os ativos totais da Caixa registraram saldo de R$ 312,5 bilhões e o patrimônio líquido fechou em R$ 13 bilhões, o que significou evoluções de 22,8% e 15%, nos últimos 12 meses, respectivamente. Os ativos administrados pela instituição totalizaram R$ 670,5 bilhões, incluído neste valor R$ 223 bilhões em FGTS.

Chrysler apresenta pedido de concordata


A montadora norte-americana Chrysler pediu na quinta-feira proteção sob o "Capítulo 11" da Lei de Falências, o equivalente à concordata. O pedido da empresa ocorreu pouco depois de o presidente norte-americano, Barack Obama, ter afirmado que apóia a decisão da Chrysler tanto pela concordata como pela parceria com a italiana Fiat. "Ninguém deve se confundir quanto ao significado de um processo de concordata. Isso não é um sinal de fraqueza, mas sim um passo a mais em uma trilha claramente marcada para uma restauração da Chrysler", afirmou Obama. O pedido de proteção sob a Lei de Falências foi feito em um tribunal federal em Nova York. O executivo-chefe da montadora norte-americana Chrysler, Robert Nardelli, disse que a empresa pode concluir o processo "nos próximos dois meses". "Dada a situação em que nos encontrávamos, a concordata acabou sendo a única solução", disse ele: "Não é a que eu teria escolhido em primeiro lugar, mas é a que tivemos de fazer”. Nardelli destacou que, com a concordata, a Chrysler poderá deixar dívidas e encargos para trás e emergir como uma empresa mais enxuta. Ele também afirmou que deixará a liderança da empresa após a conclusão do processo de concordata. "É um momento apropriado para deixar que outros assumam a liderança na combinação da Chrysler com a Fiat. Trabalharei com todas as partes interessadas para que a nova empresa emerja rapidamente com êxito na aliança", disse Nardelli. Pela lei, recorrer ao "Capítulo 11" significa que a empresa reconheceu que não pode quitar suas dívidas e pode ter um prazo para reorganizar suas contas junto aos credores. Caso não consiga quitar suas dívidas por um período pré-determinado, a empresa parte para a falência.

Estudo diz que humanidade terá que reduzir consumo de reservas fósseis a 25%


A civilização só poderá consumir 25% das suas conhecidas reservas de energias fósseis (petróleo, gás e carvão) até 2050, caso queira limitar o aquecimento global a 2ºC no máximo, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira. Uma equipe de pesquisadores do Reino Unido, da Suíça e da Alemanha tentou avaliar, pela primeira vez, o volume de emissões de gases de efeito estufa que pode ser lançado na atmosfera até a metade do século, para manter um "aquecimento aceitável". Os trabalhos foram publicados pela revista britânica "Nature". A comunidade internacional chegou a um consenso sobre um máximo de 2ºC suplementares em relação aos níveis pré-industriais, mas para os pequenos países insulares, ameaçados pela subida dos oceanos, seria necessário limitar a elevação a 1,5ºC. "Se vocês realmente quiserem limitar o risco de exceder os 2ºC de aquecimento global, o volume total de COº2º expelido na atmosfera durante a primeira metade do século deve ficar abaixo dos 1.000 milhões de toneladas", explicou Malter Meinshausen, do Instituto de Pesquisa sobre o Impacto Climático Postdam. Se não houver um acordo climático forte, os 2ºC suplementares terão sido atingidos na primeira metade do século, dizem os autores do estudo. Se as emissões ultrapassarem 1,5 bilhão de toneladas de equivalente COº2º até 2050, a probabilidade de limitar o aquecimento a 2ºC será de apenas 25%, "independentemente das medidas tomadas depois" para limitar as emissões, insistiu Meinshausen. Segundo o estudo, as emissões mundiais têm de começar a diminuir já em 2020, e serem reduzidas em 70% até 2050. A meta do G8 é reduzir pela metade as emissões mundiais até 2050.

Senado suspende operações de crédito consignado com Cruzeiro do Sul após denúncias


O presidente do Senado Federal, senador José Sarney (PMDB-AP), anunciou na quinta-feira a suspensão das operações de crédito consignado com o banco Cruzeiro do Sul. Segundo ele, as operações ficarão suspensas até a conclusão da investigação sobre um esquema de desvio de recursos do Senado chefiado pelo ex-diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi. De acordo com a denúncia, Zoghbi participava de um esquema que desviava recursos do Senado para empresas de fachada registradas em nomes de laranjas. O ex-diretor ocupava cargos de chefia no Senado desde 1984. Segundo reportagem da revista "Época" desta semana, Zoghbi abriu no nome de uma ex-babá, Maria Izabel Gomes, de 83 anos, que ele chama de “minha mãe preta”, a qual mora na casa dele, três empresas, DMZ Consultoria Empresarial, DMZ Corretora de Seguros Ltda e Contact Assessoria de Crédito Ltda. A suspeita é de que parte do faturamento dos últimos anos dessas empresas, cerca de R$ 3 milhões, teria como origem contratos assinados pelo Senado. Uma das possíveis fontes de desvio seria um contrato com o Banco Cruzeiro do Sul, no qual a instituição oferecia crédito consignado aos servidores da Casa. Zoghbi diz na reportagem que as empresas pertencem à sua família. Ele admitiu que colocou os filhos como sócios porque "é proibido a servidores públicos ser donos de empresas que negociam com órgãos públicos". Esta não é a primeira vez que Zoghbi e sua família são alvo de acusações. Ele pediu demissão do cargo de diretor em março em meio às denúncias de que utilizava apartamento funcional da Casa para acomodar parte da sua família. Ele mora em uma mansão localizada num bairro nobre de Brasília. Apesar de ter perdido o cargo de diretor, Zoghbi continua como funcionário do Senado. A família Zoghbi fez 42 viagens com cotas de passagens da Câmara. Dez foram viagens ao Exterior.

Lula defende ProUni e universidades fora das capitais


O presidente Lula defendeu na quinta-feira o acesso ao ProUni (Programa Universidade para Todos) e a construção de universidades fora dos grandes centros urbanos. Lula criticou a falta de investimento em pesquisas por parte das universidades públicas em governos passados e afirmou que "a pequena burguesia" tem preconceito em relação à entrada de estudantes de baixa renda no ensino público. "Tem que acabar com essa história que a universidade tem que ser na capital. É mais justo e mais prático levar a universidade ao Interior. É assim que vamos tornar o País mais igual", afirmou ele durante inauguração de laboratório da Coppe (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia), da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele defendeu o ProUni e afirmou que todos têm o direito de estudar de graça. "Quando criamos o programa, diziam que ia se nivelar a educação por baixo. Dois anos depois, fizemos testes que mostraram que os melhores desempenhos em 13 matérias eram dos alunos pobres das periferias", disse Lula. Para o presidente, é triste ter 82% dos estudantes do nível superior matriculados em instituições privadas. Segundo ele, isso é fruto do baixo investimento feito por outros governantes: "Antes, só tivemos governantes com curso superior. Eu e o Zé Alencar somos os primeiros que não temos. Acho que não ter conhecimento acadêmico até facilita. Não se tem preconceito, não tem aquela coisa de disputa acadêmica".

Iata diz que companhias aéreas estão preparadas para gripe suína

As companhias aéreas estão preparadas para fazer frente à situação criada pela gripe suína, perante a declaração da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que uma pandemia é iminente, afirma a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo). A entidade afirmou em comunicado que elaborou, em coordenação com a OMS, materiais de informação para funcionários em terra das companhias aéreas, tripulantes e responsáveis por manutenção. "Estamos seguindo os conselhos da OMS e a segurança para os passageiros e as tripulações é nossa maior prioridade", afirmou o comunicado. A Iata informa que "nos aviões atuais há sistemas que filtram o ar similares aos de hospitais, os aviões são desinfetados regularmente e as tripulações são treinadas para auxiliar passageiros que possam ficar doentes a bordo".

Ministro diz que gripe suína pode levar a reajustes orçamentários no Brasil

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou na quinta-feira que a equipe econômica monitora os desdobramento da gripe suína no País e que, se houver necessidade, o governo fará ajustes orçamentários para atender às demandas apresentadas pelo Ministério da Saúde. De acordo com último balanço, o País tem dois casos suspeitos da doença (um em São Paulo e outro em Minas Gerais) e outras 36 pessoas que apresentaram sintomas são monitoradas. Paulo Bernardo não descartou fazer cortes: "Se surgir um problema, vamos arrumar dinheiro, vamos dar um jeito. Não sei se por melhora na receita, e isso possibilitará mais dinheiro, ou se vamos cortar dinheiro de outra área. Não vamos vacilar. Há um estado de alerta e de vigilância. Nós não temos concretamente nada, mas estamos em alerta. Não temos que nos precipitar", afirmou ele.

Ministro Paulo Bernardo reafirma que mudança na poupança será transparente

O ministro do Planejamento, o petista Paulo Bernardo, disse na quinta-feira que a mudança na remuneração da poupança "não será feita da noite para o dia" e como já garantido pelo presidente Lula, não prejudicará a população. "O que vai mudar? Se tivéssemos solução, já teríamos anunciado. Não vamos fazer nada da noite para o dia. Não estamos fazendo escondido. Ninguém quer mexer na poupança como disse aquela propaganda mau caráter que teve na televisão. Faremos tudo de forma transparente", disse Bernardo sobre a propaganda do PPS. No programa televisivo partidário eleitoral do PPS, o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) critica a intenção do governo Lula de alterar as regras da poupança ao mesmo tempo em que empresta o dinheiro dos brasileiros ao FMI. "O governo vai mexer na poupança como fez o governo Collor. O PPS vai lutar para que isso não aconteça", diz o deputado no programa partidário. "Os partidos estão equivocados. Vamos estudar com calma essa discussão. Havendo alguma decisão, ela será comunicada", disse o ministro na quinta-feira.

PT adia discussão sobre o código de ética para evitar "saia justa" com caso Delúbio Soares


O PT decidiu adiar novamente a definição sobre o seu código de ética que seria votado na próxima reunião do Diretório Nacional do partido, marcada para os dias 8 e 9 de maio. Na mesma reunião, os dirigentes petistas devem analisar o pedido de anistia de Delúbio Soares, ex-tesoureiro expulso do partido durante o escândalo do Mensalão. A justificativa oficial para o adiamento é de que ainda faltam algumas emendas ao texto inicial para serem discutidas pela comissão criada para formatar o código. O texto preliminar reúne 74 artigos e determina vetos ao caixa 2, proibição à filiações em massa e mais o compromisso dos eleitos em abrirem mão de seus sigilos tão logo assumam as funções públicas. Agora, a definição final deve ficar para a próxima reunião do Diretório, prevista para agosto. A proposta de criação de um código de ética para o partido surgiu no 3º Congresso Nacional do PT, em 2007, quando a sigla começou a se reorganizar para superar o trauma deixado pelo Mensalão.

Presidente do Supremo diz que CPI dos Grampos iluminou quadro de abusos em escutas

Ao avaliar os trabalhos da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, afirmou que a comissão foi importante para colocar na agenda política do País a necessidade de se discutir a situação dos grampos. As atividades da CPI foram encerradas na quinta-feira. Para Gilmar Mendes, independentemente do rol de indiciados, a CPI representou um avanço no combate aos grampos ilegais. "Essa CPI prestou um grande serviço ao Brasil. Iluminou esse quadro de abusos que vinha sendo perpetrado, que vinha sendo desenvolvido de forma sistemática", disse. O presidente do Supremo já fez vários ataques à falta de uma legislação mais dura contra os grampos ilegais.

Dívida pública sobe em março pelo quarto mês seguido

A dívida pública nacional subiu em março pelo terceiro mês consecutivo. O principal indicador que mede a dívida líquida do setor público (relação dívida/PIB, Produto Interno Bruto) subiu de 37,1% em fevereiro para 37,6% no mês passado, segundo dados do Banco Central. Em dezembro do ano passado, estava em 36%. Em termos absolutos, a dívida passou de R$ 1,069 trilhão no final de 2008 para R$ 1,098 trilhão na mesma comparação. De acordo com o Banco Central, a valorização do real frente ao dólar em março e os juros não pagos foram os principais fatores que contribuíram para a alta no mês. No trimestre, a economia que o setor público fez para pagar os juros da dívida, o superávit primário, ajudou a reduzir a dívida em 0,7%. Outros três fatores, no entanto, puxaram a dívida para cima. A maior influência foi dos juros não pagos, que provocou uma elevação equivalente a 1,3%. Também contribuíram a variação entre as cotações das diferentes moedas da dívida (+0,3%) e a valorização do PIB brasileiro (+0,6%). A dívida bruta do governo federal, INSS, Estados e municípios terminou o mês em 62% do PIB e alcançou R$ 1,812 trilhão.

Aumento no gasto com pessoal supera investimento do governo em 50%

Os gastos do governo Lula com pessoal cresceram em um percentual 50% maior que os investimentos no primeiro trimestre de 2009, segundo dados do Tesouro Nacional. Nos três primeiros meses do ano, os investimentos cresceram 13,1%. Já os gastos com pessoal avançaram 19,9%. O dado não conta o impacto do pagamento de sentenças judiciais, o que aumentaria esse percentual para 25%. De acordo com o Tesouro, os gastos com pessoal no trimestre foram R$ 7,7 bilhões maiores neste ano. Desse total, R$ 2 bilhões se referem ao pagamento maior devido a sentenças judiciais. O restante foi impactado pelos reajustes salariais dados pelo governo Lula. Em investimento, foram gastos R$ 509 milhões a mais, totalizando R$ 4,4 bilhões. Os números também mostram uma piora em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre de 2008, as despesas com pessoal haviam crescido 6,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já os investimentos avançaram 18%. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que os dados sobre investimentos divulgados pelo governo federal não refletem o ritmo real das obras para impulsionar a economia. Disse, no entanto, que o governo Lula irá "acompanhar com atenção" a desaceleração no investimento no começo desse ano. Na avaliação do Tesouro, a desaceleração no investimento não é uma tendência para o ano. "Ao final de 2009, teremos um aumento maior do investimento do que do custeio, como em 2008", apostou. Em relação ao aumento dos gastos com pessoal, Augustin disse que o governo está revendo os reajustes acertados com os servidores no ano passado, que dependem das condições da economia e da arrecadação. "Alguns dos aumentos previstos estão em análise no governo, condicionados a uma análise da economia e da receita", afirmou. A queda na arrecadação e o aumento das despesas provocaram uma piora nas contas do governo federal em março e levaram a uma redução de 70% no superávit primário.

México suspende parcialmente atividades econômicas até 5 de maio

O governo do México determinou a suspensão das atividades econômicas não essenciais nos setores público e privado mexicanos entre os dias 1º e 5 de maio, como forma de reforçar as medidas para conter o avanço da gripe suína, que já deixou oito mortos no país. O secretário de Saúde do México, José Ángel Córdova, disse que continuarão funcionando mercados, supermercados, serviços de transporte, farmácias, serviços financeiros, coleta de lixo, serviços de telecomunicações e hotéis e restaurantes "que não provoquem aglomerações". O governo federal pediu que os governos estaduais também suspendam o funcionamento de atividades não essenciais. Na quarta-feira, o presidente mexicano, Felipe Calderón, pediu que as pessoas aproveitem o feriado de 1º de maio para ficar em casa e evitar mais transmissão do vírus. "Quero exortá-los todos que nestes dias de folga que vamos ter, nesta ponte que irá de 1º a 5 de maio, fiquem em casa com suas famílias; porque não há lugar mais seguro para evitar contrair o vírus da gripe suína que suas próprias casas", afirmou Calderón em um discurso à nação na véspera de completar uma semana de emergência sanitária.

Ary Vanazzi e Adão Villaverde registram pré-candidaturas do PT ao governo do Rio Grande do Sul

Depois do peremptório ministro da Justiça, Tarso Genro, na quinta-feira foi a vez do prefeito de São Leopoldo (RS), Ary Vanazzi, e do deputado estadual Adão Villaverde registrarem as pré-candidaturas ao governo do Estado do Rio Grande do Sul pelo PT. Os dois defendem a ampliação do leque de alianças que o PT fez nas últimas eleições. O presidente do PT-RS, Olívio Dutra (ex-governador, conhecido como “Exterminador do Futuro”, por ter escorraçado a Ford do Estado), recebeu as inscrições em ato público na frente da sede do partido. Tarso Genro havia registrado a pré-candidatura no domingo passado. A escolha do candidato está marcada para o encontro estadual do partido, que ocorre entre 17 e 18 de julho.

Polícia Federal prende quadrilha que lesou mais de cem aposentados

A Polícia Federal divulgou na tarde de quinta-feira que mais de cem beneficiários da Previdência, na Grande Porto Alegre, foram vítimas desde o ano passado de uma quadrilha que foi desmantelada na região. Na chamada operação Sinos, nove pessoas foram presas e 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em oito municípios da região. O grupo usava documentos falsos para sacar indevidamente dinheiro referente a processos sobre revisão de aposentadoria. Em média, os aposentados perderam entre R$ 15 e R$ 20 mil, mas um deles foi lesado em R$ 190 mil. O total de prejuízo é de mais de R$ 3 milhões. Segundo o delegado José Renato Raupp, a Caixa Econômica Federal é a mais prejudicada porque, além de repassar dinheiro para os fraudadores, vai ter que ressarcir as vítimas. Entre os presos estão o líder do grupo, um empresário de Novo Hamburgo do setor calçadista, o filho dele, um estudante de direito do Vale do Sinos, e outro estudante de direito da região, que é estagiário em um escritório de advocacia, e era o responsável por acessar na internet os processos judiciais. Os demais são dois estelionatários, que confeccionavam os documentos falsos, e laranjas. A investigação começou em fevereiro deste ano. Outras 50 pessoas, todas laranjas, serão indiciadas por vários crimes, como estelionato e uso de documentos falsos.

Fernando Collor de Melo critica entrada da Venezuela no Mercosul

O senador Fernando Collor (PTB-AL) leu nesta quinta-feira um duro discurso contra o ingresso da Venezuela no Mercosul durante sessão da Comissão de Relações Exteriores. Collor disse que os princípios básicos de democracia não são seguidos pela Venezuela. "Não se pode dissociar o país e sua liderança, como não se separam as funções de chefia de Estado e chefia de governo. Reitero que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, luta por um projeto político próprio, que vai frontalmente contra o perfil de atuação externa do Brasil, que busca a paz, a integração e o não confronto", disse Collor. Para ele, o próprio Mercosul foi alvo de ataques do presidente venezuelano, que disse que o bloco econômico e a Comunidade Andina de Nações "nasceram dentro do neoliberalismo e constituem integração de elite, de empresas e de transnacionais". Segundo ele, a entrada da Venezuela no Mercosul poderia trazer "graves fissuras" ao bloco econômico pela "falta de comedimento de seu presidente". Por isso, pediu cautela na análise da questão. "Não é hora de discutir tema tão delicado como o da aceitação de novo parceiro que, por seu procedimento, possa a vir debilitar o Mercosul e não a fortalecê-lo", disse Colllor.

Ex-governador Antonio Britto muda de emprego


Antonio Britto, ex-governador do Rio Grande do Sul, que se afastou da política desde a eleição de 2002, acaba de mudar de emprego. Na segunda-feira ele deverá assumir a presidência da Interfarma, entidade que representa os interesses da indústria farmacêutica. O convite havia sido recusado há mais de um ano, mas agora a Interfarma fez uma proposta que o ex-governador considerou “irresistível”. A quinta-feira foi seu último dia como executivo da Claro, onde trabalhava desde fevereiro de 2008. Antonio Britto, vai continuar morando e trabalhando em São Paulo, para onde se transferiu com a família no ano passado.

Brasil quer antecipar pagamentos de Itaipu para ajudar Paraguai

A uma semana da visita oficial ao País do presidente paraguaio, o ex-bispo “Pai Nosso” Fernando Lugo, o governo Lula prepara um pacote de ajuda para tentar demover o vizinho da idéia de mexer no Tratado de Itaipu. Pela principal medida em estudo, o Brasil ajudaria a reforçar o caixa do governo paraguaio, antecipando a compra da energia excedente da usina hidrelétrica. Essa proposta, na visão de setores do Planalto, pode evitar o aprofundamento da crise política paraguaia. A oferta não contempla a demanda do Paraguai de reajuste de preço e de mudança no Tratado de Itaipu, mas tem como vantagem imediata a geração de receita suficiente para o governo paraguaio aplicar em programas sociais que possam, em curto prazo, contornar a atual debilidade política da gestão de Lugo. Ou seja, o governo Lula está preparando a salvação política do governo Lula, um desmoralizado bispo católico que plantou filhos em pencas pelo país, e que namorava garotas menores de idade. Uma outra proposta está em estudo e vai ser discutida em uma reunião técnica no próximo dia 5, em Brasília: fazer uma elevação substancial no pagamento adicional pela energia cedida pelo Paraguai. Em janeiro passado, o governo Lula propôs a duplicação do valor, dos atuais US$ 105 milhões para US$ 215 milhões ao ano, desconsiderada pelo Paraguai. Além desses recursos emergenciais, o governo brasileiro insistirá em sua oferta de janeiro, orientada para projetos de infraestrutura e de desenvolvimento econômico do país vizinho. Esse pacote envolve a criação de um fundo binacional para alavancar programas no Paraguai e a abertura de uma linha de US$ 1 bilhão no BNDES para financiar obras, entre as quais a construção das pontes entre Porto Murtinho (MS) e Canelo Peralta e entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco. Também consta do pacote a linha de transmissão da energia de Itaipu a Assunção, obra de cerca de US$ 450 milhões, e mais 13 projetos de cooperação brasileira no país vizinho. O Paraguai rejeitou todo esse pacote, no último dia 30 de março, por meio de nota endereçada ao Itamaraty. A arrogância paraguaia, que marcou as negociações anteriores com o Brasil, deverá desaparecer agora, imagina o governo Lula, após a desmoralização do “Pai Nosso” Fernando Lugo.