sábado, 3 de janeiro de 2009

Ataque suicida deixa ao menos 30 mortos ao sul de Bagdá

Um homem-bomba muçulmano se suicidou em um restaurante em Youssifiyah, no Iraque, matando 30 pessoas e ferindo outras 110, na manhã desta sexta-feira, de acordo com a polícia local. A explosão foi a mais mortal no Iraque desde que um homem-bomba matou 55 pessoas em um café em Kirkuk, em 11 de dezembro. Youssifiyah está localizada na região dominada pelos sunitas, ao sul de Bagdá, local que já foi conhecido como o Triângulo da Morte por causa da extrema violência. Os ataques diminuíram bastante em 2008, mas as rivalidades persistem em todo o país. A explosão aconteceu perto da residência do xeque Mohammed Abdullah Salih, chefe da tribo sunita al-Garaqul. Por que será que os pacifistas e esquerdistas do mundo inteiro não se escandalizam e não pedem uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para condenar este atentado?

Publicada lei que cria figura do empreendedor individual

Os microempreendedores individuais, cujas atividades informais proporcionam renda de até R$ 36 mil por ano, já poderão fazer sua inscrição na Previdência Social a partir deste ano. Foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, com data de dia 31 de dezembro do ano passado, o decreto 6.722 que regulamenta a lei que cria a figura do microempreendedor individual no Simples Nacional. A medida permitirá que trabalhadores que atuam em pequenos negócios informais possam se filiar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contribuindo com uma alíquota de 11% sobre o salário mínimo. Em troca da contribuição, esses trabalhadores terão direito aos benefícios previdenciários, como auxílios, pensão por morte, salário-maternidade e aposentadoria por idade ou por invalidez, excetuando a aposentadoria por tempo de contribuição. O Ministério da Previdência Social calcula que poderão ser incluídos no sistema previdenciário cerca de 10 milhões de pessoas que, segundo o IBGE, hoje têm renda suficiente mas não contribuem para a Previdência.

Assembléia Legislativa de São Paulo convoca petista no lugar de suplente "infiel"

A Assembleia Legislativa de São Paulo ignorou o quarto suplente da coligação PT-PCdoB, Pedro Bigardi (PCdoB), ao convocar o quinto suplente da mesma coligação, Carlos Neder (PT), para ocupar uma das vagas abertas na Casa com a saída de deputados eleitos prefeitos. Segundo ato da Mesa Diretora da Assembléia, Bigardi não foi convocado por infidelidade partidária. Ele trocou o PT pelo PCdoB sem apresentar justa causa, o que contraria resolução do Tribunal Superior Eleitoral. O presidente da Assembleia, deputado Vaz de Lima (PSDB), disse que se baseou em um parecer da Procuradoria da Casa para não convocar Bigardi. O PCdoB vai recorrer. Obviamente, a decisão da Mesa da Assembléia representa uma barbárie. Quem decide se o suplente foi infiel é a Justiça, e não o Poder Legislativo.

Reservas internacionais brasileiras terminam 2008 em US$ 206,8 bilhões

As reservas internacionais do Brasil encerraram o ano de 2008 em US$ 206,806 bilhões. No final de 2007, estavam em US$ 180,334 bilhões. Neste ano, as reservas chegaram a alcançar o valor recorde de US$ 209,386 bilhões no dia 6 de outubro. As reservas do Banco Central são contabilizadas no conceito de liquidez internacional, que não é afetado pelos empréstimos de dólares ao mercado feitos no último trimestre do ano passado. No conceito de caixa, que considera esse efeito, as reservas fecharam o ano em US$ 193,783 bilhões.

Supremo só analisa ação contra Fundo Soberano após janeiro

O pedido de liminar dos partidos de oposição contra a Medida Provisória que possibilitou o repasse de recursos ao Fundo Soberano só será examinado após as férias forenses, que terminam no dia 31 de janeiro. O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, não considerou urgente a análise da liminar. A Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Medida Provisória foi ajuizada na última segunda-feira pelo PSDB, PPS e Democratas. Na terça-feira, o Tesouro Nacional realizou a emissão dos títulos destinados à composição do fundo. A emissão foi a forma que o governo encontrou para "driblar" a derrubada pelo Senado do projeto de lei que abria crédito extraordinário de R$ 14,2 bilhões para o fundo.

Financeira da GM perderá exclusividade para financiar carros da montadora

O GMAC, braço financeiro da General Motors, não terá mais exclusividade no financiamento com taxas reduzidas para a aquisição de veículos da montadora, segundo o acordo que foi feito para que se torne um banco comercial e possa receber ajuda financeira do governo norte-americano. A financeira divulgou na manhã de sexta-feira os termos do acordo com a SEC (Securities and Exchange Commission). O governo federal será dono de 5 milhões de ações da empresa em troca dos US$ 5 bilhões que dará a ela para que não entre em concordata. No comunicado, o GMAC informou que nos próximos dois anos a GM abrirá a possibilidade de outras financeiras fazerem financiamentos de baixo custo, como os de juros zero que a GMAC pretende realizar. O acordo ainda impede que o GMAC ofereça financiamentos por leasing (arrendamento mercantil) e dá ao governo a preferência por 10 anos para comprar mais 250.000 mil ações da empresa.

Itaipu bate recorde de produção de energia, mas perde participação no consumo

A usina de Itaipu bateu recorde de produção de energia, com a geração de 94.684.781 megawatts-hora (MWh). O recorde anterior era de 2000, quando Itaipu gerou 93.427.598 MWh. O volume de energia gerado, segundo técnicos da usina, jamais foi atingido por nenhuma outra hidrelétrica do mundo. A usina de Três Gargantas, que a China constrói no Rio Yang-Tse, não deverá superar Itaipu em produção. Quando concluída, a usina chinesa terá 22,4 mil megawatts (MW) de capacidade instalada, contra os 14 mil MW de Itaipu. A vantagem em relação a Três Gargantas é a situação hidrológica: o Rio Paraná, onde está Itaipu, tem grande volume de água o ano inteiro. A energia produzida por Itaipu em 2008 seria suficiente para suprir todo o consumo mundial por dois dias; atender durante um ano um país como a Argentina ou o Paraguai, parceiro no empreendimento, por 11 anos. Ou, ainda, poderia suprir por um ano o consumo de eletricidade de 23 cidades do porte da grande Curitiba. Apesar do recorde, Itaipu encerrou 2008 com 19% de participação no consumo de energia no Brasil, a mesma de 2007. Trata-se do menor índice desde 1992, quando a usina começou a operar com 18 unidades geradoras --atualmente são 20.

Carga de energia no País cai 5,6% em dezembro

A carga de energia no Brasil verificada em dezembro caiu 5,6% em relação a novembro, apontam valores preliminares da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) divulgados na terça-feira. Com relação a dezembro de 2007, verificou-se uma variação negativa de 3,1%. Segundo nota da entidade, "a continuidade da turbulência financeira internacional tem se refletido na perda do dinamismo do crescimento da demanda praticamente em todos os países do mundo. A queda da produção de bens de capital e a diminuição das condições de crédito tem se refletido nos níveis de investimento". A ONS destaca ainda que "a retração das expectativas dos consumidores ao aumento do consumo e a limitação do crédito têm contribuído para a diminuição do ritmo de expansão da indústria de bens duráveis". Também pesaram as paralisações temporárias e a antecipação de férias coletivas. Além disso, em dezembro, o comportamento da carga de energia também foi influenciado pela ocorrência de chuvas acompanhadas de temperaturas amenas durante todo o mês.

Indicador de atividade na indústria dos Estados Unidos cai para nível mais baixo em 28 anos

O índice ISM para o setor manufatureiro nos Estados Unidos teve a sua pior leitura em 28 anos, revelou nesta sexta-feira a entidade responsável pela apuração do indicador. O ISM (Instituto de Gestão de Oferta) informou que o índice registrou um nível de 34,2% em dezembro ante 36,2% em novembro. Economistas do setor financeiro esperavam uma leitura em 35,5%. É o nível mais baixo desde junho de 1980, quando o mesmo índice apontou 30,3%. Um indicador abaixo dos 50% significa que o setor está em contração, enquanto acima de 50 indica crescimento.

Superávit cai 38% e balança comercial brasileira fecha 2008 com o pior resultado desde 2002

A balança comercial brasileira fechou 2008 com o pior resultado desde 2002, devido ao forte aumento das importações no ano. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, o superávit da balança (diferença entre exportações e importações) caiu 38,2% em relação a 2007 e terminou o ano passado em US$ 24,735 bilhões. Esse é o pior resultado desde o superávit de US$ 13,1 bilhões registrado em 2002. No ano passado, as exportações brasileiras cresceram 23,2% e atingiram o valor recorde de US$ 197,942 bilhões. As importações cresceram 43,6% e chegaram a US$ 173,207 bilhões, patamar que também é recorde.

Serra vai aos Estados Unidos tentar assegurar financiamento para ampliar metrô

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), viaja neste fim de semana para os Estados Unidos com a missão de assegurar financiamento negociado com o BID (Banco Interamericano) para expansão da linha 5 do metrô, na zona sul de São Paulo. Serra esteve em janeiro de 2008 em Washington para negociar uma série de empréstimos com o BID. Entre eles, a concessão de US$ 1,5 bilhão para a ampliação da linha lilás do metrô (Chácara Klabin). O BID acena com possibilidade de não concretizar a operação por conta da eclosão da crise econômica mundial. Se a operação não for concretizada, o governo de São Paulo recorrerá a outras duas outras alternativas: o Bird (Banco Mundial) ou o BNDES.

Polícia Federal investiga manipulação na promoção de juízes no Espírito Santo

A manipulação do sistema de promoção de juízes de primeira instância ao cargo de desembargador está sendo investigada em uma das frentes da Operação Naufrágio, que levou à prisão do presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo e mais dois desembargadores em 9 de dezembro. As investigações sobre a quadrilha que vendia decisões judiciais no Estado apontam ligações do grupo com juízes de primeira instância, que seriam protagonistas de trocas indevidas de favores com os acusados, de acordo com a Polícia Federal. No relatório do caso, a Polícia Federal descreve uma linha de apuração sobre as relações entre o juiz da 8ª Vara Cível de Vitória, Robson Albanez, e advogado Gilson Leitaif Mansur Filho. Segundo a Polícia Federal, o advogado exerceu influência sobre o magistrado para a obtenção de uma decisão favorável em uma ação de execução que estava sob os cuidados do magistrado. Em uma das escutas interceptadas durante a operação, o juiz de primeira instância teria pedido ao advogado ajuda para que sua promoção a desembargador no Tribunal de Justiça fosse acelerada. No inquérito, a Polícia federal relata que gravou uma ligação telefônica no último dia 29 de julho na qual Mansur marcou um encontro com Albanez, possivelmente para falar sobre a ação de execução, cujos autos estavam com o juiz para despacho. Segundo as investigações, o grampo apontou que, na conversa, o juiz perguntou ao advogado: "O que você manda para que eu possa cumprir?" A Polícia Federal relatou que novo contato entre Albanez e Mansur foi interceptado no início de setembro. "Em 03/09/2008, o juiz Robson Albanez afirma a Gilsinho (Mansur) que solucionou o "impasse" e solicita "ajuda" de Gilsinho para conseguir preferência em sua promoção ao Tribunal", diz o texto. Na conversa, após o juiz introduzir o assunto da promoção, o advogado teria afirmado: "Isso sem dúvida, e tomaremos muito uísque nessa posse. Essa posse vai ser comemorada, eu vou fazer uma micareta, três dias seguidos", segundo a transcrição da PF. Na sequência, o juiz de 1ª instância detalha a estratégia para acelerar sua chegada ao cargo de desembargador. "Eu só preciso que sejam promovidos por merecimento os juízes mais antigos", teria dito Albanez. Pela estratégia descrita na escuta da Polícia Federal, os juízes que estariam à frente de Albanez na lista de promoção por antiguidade, deveriam assumir o cargo de desembargador pelo critério do merecimento. Essa manobra abriria caminho para que o juiz assumisse o topo da relação dos mais antigos, e assim fosse conduzido automaticamente ao tribunal, assim que surgisse uma vaga por antiguidade.

Rafael Correa enfrenta ano eleitoral com reservas em declínio

Às vésperas da entrada em uma campanha eleitoral, o presidente do Equador, o fascistóide Rafael Prestes viu suas reservas internacionais diminuírem 24,6% desde outubro, quando atingiram o nível mais alto de 2008. De acordo com o Banco Central do país, as reservas registraram, no fim do ano passado, US$ 4,9 bilhões. Dois meses antes, alcançaram US$ 6,5 bilhões, nutridas pelos altos preços do petróleo, principal atividade econômica do país. No início de 2008, o Equador contabilizava US$ 3,4 bilhões. Chamada no país de RMLD (Reserva Monetária de Livre Disponibilidade), trata-se de um conta pela qual o governo equatoriano paga a dívida externa e utiliza para fazer compras para o setor público. A maior queda nas reservas foi sentida há cerca de quatro semanas, quando o governo de Rafael Correa anunciou a intenção de declarar moratória em cerca de US$ 3,9 bilhões da dívida externa (40% do total). A decisão fez o risco-país equatoriano disparar, incentivando a fuga de capitais. A agência de classificação Standard & Poor's, por exemplo, deu a pior nota a um país latino-americano logo após o anúncio de moratória. Outro problema para o governo é a previsão de aumento dos gastos públicos com a aprovação em setembro, via referendo, da nova Constituição, que prevê a universalização do ensino superior gratuito, entre outros novos custos. Na primeira versão do Orçamento de 2009, aprovada em setembro e calculada com a previsão do barril de petróleo a US$ 85, já havia uma estimativa de que o déficit seria de US$ 2,3 bilhões. O valor atual do barril está em menos da metade. Analistas afirmam que Correa usará as reservas internacionais para postergar medidas até depois de 26 de abril, quando haverá nova eleições presidenciais, conforme prevê a nova Constituição.

Presidente do Citigroup diz que banqueiros sentem "remorso" pela crise

O presidente de um dos maiores bancos do mundo, o Citigroup, disse que os banqueiros precisam assumir alguma responsabilidade pela crise econômica global. Win Bischoff disse que seu setor "é culpado em parte" pela crise e alguns de seus integrantes sentiram "remorso". Segundo o executivo, este foi "um período muito doloroso" para todos envolvidos no setor bancário. Os banqueiros não estão "com a cabeça enterrada na areia", mas ninguém previu a gravidade da atual crise, disse. Para ele, a "raíz" do problema foi o uso generalizado de produtos financeiros "que pareciam ter embutidos fatores de segurança suficientes" mas, na verdade, eram muito arriscados. O executivo disse que os bônus a serem pagos aos funcionários do Citigroup serão "muito mais baixos" em seu banco, que recebeu cerca de US$ 45 bilhões em ajuda do governo dos Estados Unidos.

Lula “turbina” verbas para prefeitos aliados

O governo Lulafederal turbinou, após as eleições, o caixa de prefeituras que serão comandadas por aliados a partir deste ano. Entre as principais beneficiadas com dinheiro da União estão as prefeituras controladas por PT e PMDB, partido que está na mira do governo para aliança nas eleições de 2010. Das 20 cidades que mais receberam verbas nos últimos meses, 18 estão neste ano sob a tutela de siglas aliadas do Planalto. Entre os 20 primeiros da lista, os dois casos de legendas de oposição são São Luís (MA), cujo eleito foi o tucano João Castelo, e São Paulo, de Gilberto Kassab (DEM). São Paulo está em 12º lugar na lista, com R$ 9,1 milhões, atrás de municípios como Santos, Guarulhos e Guarujá.

Ford prevê queda de 35% nas vendas de carros nos Estados Unidos

A Ford, segunda maior fabricante de veículos dos Estados Unidos, prevê que as vendas do setor no país em dezembro tenham caído cerca de 35% em relação ao mesmo mês do ano anterior, sem nenhum sinal de recuperação no primeiro trimestre de 2009. A companhia prevê que as vendas globais de veículos de passeio no acumulado de 2008 no maior mercado automobilístico do mundo serão de 13,2 milhões de unidades, abaixo das 16,2 milhões de 2007, disse nesta sexta-feira o chefe de vendas da Ford, George Pipas. A única vez em que a indústria automobilística norte-americana registrou uma queda semelhante em um único ano foi em 1974, em meio aos efeitos do primeiro choque do petróleo.

Embraer entrega 1º jato executivo Phenom 100

A Embraer confirmou nesta sexta-feira a primeira entrega do jato Phenom 100. A aeronave, que pousou nos Estados Unidos, após completar vôo de traslado, foi certificada recentemente pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), no Brasil, e pela Federal Aviation Administration nos Estados Unidos. "Que dia emocionante! Foi para isto que trabalhamos desde maio de 2005, quando lançamos o Phenom 100", disse Luís Carlos Affonso, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Executiva. "É uma honra entregar o primeiro Phenom 100 para Jim e Betsy Frost, que estão conosco desde o primeiro dia, não somente como clientes, mas também como colaboradores de inestimável valor, integrando o conselho consultivo do programa." James e Elizabeth Frost, os primeiros clientes de Phenom 100, residem em Houston, Texas, nos Estados Unidos, onde Elizabeth administra o negócio da família, nas áreas de imóveis e mineração, e James dirige projetos de novos negócios. James é piloto desde os 16 anos e Elizabeth, que começou a pilotar nas montanhas do Estado do Colorado, é uma Instrutora de Vôo Certificada com milhares de horas de vôo registradas nos últimos 15 anos.

Governo gaúcho investirá mais de R$ 1 bilhão em saneamento básico

Para elevar o índice de cobertura de esgotos de 13% para 30% até 2010, o governo gaúcho vai investir, pela primeira vez, percentuais iguais de recursos na melhoria e na expansão dos sistemas de água e de esgotamento sanitário. A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) programa, para até o final do governo Yeda Crusius, a aplicação de mais de R$ 1 bilhão em obras, com a destinação de metade desse valor para projetos de esgotamento. Dois dos municípios beneficiados - Alvorada e Viamão - terão o sistema expandido de 7% para 50% da população. A verba planejada demonstra a determinação do governo Yeda em manter a universalização do atendimento com água e em elevar o percentual de coleta e tratamento de esgotos. A prioridade do governo estadual são os municípios dos vales dos rios do Sinos e Gravataí - para melhorar a qualidade da água. "O esgoto tratado evita grande parte das doenças, principalmente em crianças", diz o secretário de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marco Alba.

Petista Luiz Marinho se alia ao DEM em São Bernardo do Campo

O novo prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), afirmou ter "simpatia política" pelo prefeito reeleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e defendeu que o colega lidere um processo de articulação de prefeituras da região metropolitana com os governos estadual e federal. Luiz Marinho tomou posse levando o PT de volta ao poder local após 20 anos. E anunciou que o DEM fará parte de seu governo. Esse é o resultado de uma articulação com o prefeito de São Paulo que garantiu a Luiz Marinho a maioria na Câmara Municipal de São Bernardo do Campo. O novo prefeito só conseguiu garantir os votos de 11 dos 21 vereadores no fim de dezembro, após os dois parlamentares eleitos pelo DEM se unirem aos vereadores da base (PT, PT do B e PPS).

Ministério Público Federal pede quebras de sigilos dos deputados federais Eliseu Padilha e José Otávio Germano

Após quase cinco meses de investigação na Operação Solidária, a Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal a quebra de sigilos bancários dos deputados federais gaúchos Eliseu Padilha (PMDB) e José Otávio Germano (PP). O relator do processo no Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio Mello, comentou: “A quebra de sigilo bancário é um pedido que recai sobre os dois investigados”. Os dois deputados federais são investigados pela acusação de envolvimento em fraudes em licitações me municípios da Grande Porto Alegre. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, incorporou às mais de 3 mil páginas do inquérito um novo conjunto de evidências, que passaram a fazer parte do inquérito no dia 1º de agosto de 2008, quando os deputados federais Eliseu Padilha e José Otávio Germano passaram a ser investigados. A defesa de José Otávio Germano encaminhou ao Supremo um pedido de retirada do parlamentar do caso e de separação dos processos dele e de Eliseu Padilha. Os advogados argumentam que José Otávio Germano não teve participação nas fraudes. Mas, segundo o ministro Marco Aurélio Mello, o pedido de separação dos processos não deve prosperar. Disse ele, no Rio de Janeiro, onde passa férias: “Se o pano de fundo do inquérito é o mesmo, fica evidente que não cabe desmembramento. Esse pedido é uma inovação jurídica”. Os pedidos de quebra de sigilos foram protocolados no Supremo no dia 23 de dezembro, quase dois meses após o procurador-geral ter requisitado os autos para novas diligências. Como o Supremo está em recesso até o começo de fevereiro, o ministro Marco Aurélio Mello só deve analisar os pedidos na volta do descanso de fim de ano.

Juiz da Operação Satiagraha quer usar acervo de Edemar Cid Ferreira para criar Museu do Índio

O juiz da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, Fausto De Sanctis, quer transferir o acervo de arte indígena apreendido do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira para um ainda inexistente Museu do Índio. Ele começou a negociar essa transferência com o governo de São Paulo antes de sair de férias. O governo ainda não definiu se fará mesmo o museu. Enquanto isso, as obras ficarão sob a guarda do MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia) da USP. De Sanctis ficou famoso como o juiz que expediu os mandados de prisão da Operação Satiagraha, que investiga crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity. Ele mandou prender Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta (PTB).

Israel mata importante líder da organização terrorista Hamas em campo de refugiados

Um dos principais chefes da organização terrorista islâmico Hamas, Nizar Rayan, foi morto nesta quinta-feira em um bombardeio aéreo israelense a um campo de refugiados, no norte da faixa de Gaza. Rayan é o mais alto responsável do Hamas morto por Israel desde o início, no sábado passado, de sua ofensiva militar contra o terrorismo na faixa Gaza, que resultou na mortes majoritárias de quase 400 terroristas e 1.700 feridos. Nizar Rayan foi morto na casa onde vivia com uma de suas quatro mulheres, em Jabaliya, no norte da faixa de Gaza. Ao menos sete outras pessoas morreram durante este ataque. Rayyam era o chefe mais importante do Hamas na área norte da faixa de Gaza e responsável por coordenar as Brigadas de Ezedin al-Qassam, braço político e militar da organização terrorista. Ele defendia o reinício dos atentados suicidas em Israel em resposta ao bombardeio em massa na faixa de Gaza. Israel manteve nesta quinta-feira os ataques a diversos alvos ligados à organização terrorista Hamas na faixa de Gaza. Antes do amanhecer desta quinta-feira, na cidade de Rafah, um F-16 israelense disparou um míssil que matou dois palestinos e feriu dez. Fontes médicas do hospital desta localidade fronteiriça com o Egito também anunciaram a morte de dois civis no ataque à casa de um terrorista do Hamas. Quatro milicianos do Hamas foram vítimas de "assassinatos seletivos" quando estavam em suas casas. Também foram destruídos cinco túneis subterrâneos na fronteira entre Gaza e o Sinai, pelos quais passam contrabandos de armas, explosivos, mísseis e todo tipo de produtos após o bloqueio israelense, estabelecido em 2007 como forma de enfraquecer o poder do Hamas na região. Alguns moradores disseram ainda que houve bombardeios terrestres, que se juntam aos realizados pelos navios de guerra que patrulham o litoral de Gaza. O Exército atacou ainda, nesta quinta-feira, a partir do mar, um centro de operações policial em Rafah e um imóvel das autoridades litorâneas do Hamas, próximo da Cidade de Gaza. As milícias palestinas do Hamas, por outro lado, continuaram lançando foguetes contra Israel, em um raio de 40 quilômetros da fronteira. Seis projéteis caíram na manhã desta quinta-feira na região de Eshkol e dois foguetes Grad na cidade de Beer Sheva. A inteligência militar israelense disse ter destruído, nos últimos bombardeios, um terço do arsenal de foguetes dos grupos armados palestinos, que calcula agora em 2.000 unidades.

A Mídia, Gaza e Israel

Luis Milman, jornalista e doutor em Filosofia, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, preocupado e abismado com as reações de governos e da mídia internacional a partir da ação desenvolvida por Israel na Faixa de Gaza, território controlado pela organização terrorista Hamas, desde o ano passado, escreve o artigo a seguir para esclarecer aspectos importantes da questão, que não são considerados. Leia o artigo de Luis Milmam: “Desde o início da ofensiva de Israel contra o Hamas, na Faixa de Gaza, no último sábado, dia 27 de dezembro, a mídia ocidental vem relatando as operações israelenses com base em pressupostos flagrantemente aparvalhados. Coincidentemente, estes pressupostos são os mesmos que pautaram as primeiras manifestações oficiais de condenação moderada lançadas contra Israel, por governos de nações importantes, logo no primeiro dia ofensiva, quando pouca ou quase nenhuma informação sobre a real dimensão das operações israelenses eram conhecidas. As manifestações da França, Rússia, Japão e China, exortavam Israel a interromper suas ações em Gaza. Ao invés de condenarem os ataques do Hamas, que iniciaram ainda em novembro e quebraram o cessar-fogo, a retórica destes países partia de duas premissas equivocadas: Israel estava respondendo aos ataques de forma desproporcional e, por isso, elevando o número de vítimas civis. Assim, a linguagem protocolar criava o mantra da desproporcionalidade, adotado também pelo Secretário Geral da ONU, o senhor Ban Ki-moon, na última segunda-feira, dia 29. Ki-moon convocou a imprensa mundial para expressar seu repúdio ao uso da “força excessiva” por parte de Israel em seus ataques à Faixa de Gaza. O secretário-geral da ONU foi mais longe: ele apelou “às partes” para que interrompessem as hostilidades e reiniciassem negociações para um novo cessar-fogo. O coro foi reforçado pelo primeiro-ministro inglês Gordon Brown, também no dia 29. “Estou horrorizado (ênfase aqui) com a violência dos bombardeios”, disse. “Reiteramos nosso apelo a Israel e ao Hamas (ênfase aqui) para que declarem o imediato cessar-fogo e previnam a perda de mais vidas inocentes. Não há uma solução militar para esta situação. É preciso redobrar os esforços internacionais para assegurar que tanto Israel quanto a Palestina tenham terra, direitos e segurança para viverem em paz”, finalizou Brown. Ao mesmo tempo, seguiram-se manifestações de repúdio previsivelmente mais radicais, vindas de países muçulmanos e grupos extremistas, como o Hezbollah, que passaram a percorrer o planeta: massacre, genocídio, holocausto, crimes de guerra, crimes contra a humanidade. Enfim, surradas acusações disputavam espaço na mídia internacional com cenas de passeatas e aglomerações de rua pipocando na Europa e no mundo islâmico, em protesto contra a nova “barbárie” cometida por Israel. Enquanto isto, a quantidade de vítimas dos bombardeios parecia dar a impressão de amparar a fórmula da desproporcionalidade: já passam de 150 mortos, muitos deles civis, já ultrapassam os duzentos, entre eles mulheres e crianças; agora são mais de 300, entre os quais inúmeros inocentes. Agora, quando escrevo (terça-feira, 30 de dezembro), os mortos chegavam a 360. Horrível. A mídia apropriou-se do mantra protocolar, tomando-o como axioma para sua cobertura. E, por mídia, não estou nomeando nenhuma abstração. Refiro-me à CNN, à BBC, à Sky News, à France 24, para não mencionar a Al-Jazirah em Inglês e os diários New York Times, The Guardian e Le Figaro, que podem ser todos acessados on-line. Também não estou me referindo aos analistas de prontidão, sempre rápidos no gatilho quando se trata de comparar o “desproporcional” confronto entre a potência militar israelense e a pobre capacidade de resistência dos palestinos. Restrinjo-me ao que se chama de “noticiário”, aquele texto informativo que, recomenda-se, deve ser feito com imparcialidade e um mínimo de cautela e caldo de galinha. Pois é nele que constato a desproposital incursão, em nome do imediatismo, no domínio da estupidez e da má fé. Ora, o que se espera de um noticiário é que ele informe e não desinforme ou deforme os fatos. E quais são os fatos? Um: no primeiro dia da ofensiva, Israel apenas reiterou publicamente uma decisão que vinha sendo anunciada desde o final do frágil cessar-fogo de seis meses, mediado pelos egípcios, que entrara em vigor em junho último e se encerrara em 19 de dezembro. Por que frágil? Porque o Hamas, há oito anos, vinha despejando diariamente seus foguetes contra Israel. Os ataques diários haviam matado nove pessoas, ferido outras tantas, danificado prédios e vinham configurando uma situação de permanente insegurança nas cidades que se encontram num raio de 20 quilometro da fronteira com Gaza. Durante oito anos, Israel tentou tratar do problema de modo restrito: incursões rápidas de comandos no norte de Gaza para destruir bases de lançamentos de foguetes, bloqueio marítimo para evitar a entrada de armamento enviado pelo Irã e pela Síria ao Hamas e Jihad Islâmica; bloqueio terrestre, para impedir a infiltração de terroristas suicidas nas grandes cidades israelenses; cortes esporádicos no suprimento de energia elétrica para a Faixa de Gaza (70% desta energia é fornecida por Israel até hoje) com a finalidade de retardar a fabricação dos tais foguetes “caseiros” (na verdade, são foguetes produzidos em fábricas erguidas em meio a bairros densamente povoados da Cidade de Gaza, Dayir al Balah, Khan Yunis e Rafah). De qualquer modo, findo o cessar-fogo - e diante das saraivadas diárias dos foguetes contra o sul de Israel-, o governo israelense anunciou que terminaria definitivamente com os ataques que ameaçavam seus cidadãos. Esta decisão foi, inclusive, comunicada, no dia 23 de dezembro, pela ministra do exterior israelense, Tzipi Livni, no Cairo, após um encontro com o presidente Hosni Mubarak. Livni, ainda no Cairo, não deixou dúvidas: Israel desencadearia a operação militar necessária para destruir a capacidade do Hamas de atingir Israel. Nos últimos dez anos, o Hamas construiu, com o apoio logístico e financeiro do Hesbollah, da Irmandade Muçulmana (baseada no Egito), da Síria e, sobretudo do Irã, uma estrutura policial e militar na Faixa de Gaza, a tal ponto organizada, que lhe permitiu, no primeiro semestre de 2007, dizimar completamente as forças do Fatah (o braço armado da Autoridade Palestina) que ainda restavam no território palestino. Com isso, ele consolidou suas instalações militares, estocagem de armas e munição, seus campos de treinamento e suas bases de ataque contra Israel em toda a Faixa de Gaza. Hoje, o Hamas (que é sunita) conta com 15 mil homens no seu “exército regular”, e ainda com cinco mil membros armados da milícia xiita Jihad Islâmica. Esse pequeno exército dispõe, além de armamento pessoal pesado, de mísseis antiaéreos, mísseis antitanques, mísseis de médio alcance do tipo Katiusha e minas espalhadas por toda a fronteira com Israel. Tudo isto é do conhecimento dos chefes de governo que emitiram o mantra protocolar da desproporcionalidade. Os senhores Gordon Brown e Nicholas Sarkozy sabem disto, certamente. Mas a mídia faz de conta que não sabe. Ora, o panorama é bem nítido: Israel desencadeou a ofensiva para defender a integridade de seus habitantes, ameaçados constantemente pelo movimento fundamentalista militarmente organizado que controla toda a Faixa de Gaza desde junho de 2007. Mais ainda, o Hamas e seus associados menores, como a Jihad Islâmica e outros grupelhos, não representam a Autoridade Nacional Palestina (AP). Eles são terroristas, não aceitam a existência do Estado de Israel e estão comprometidos explicitamente com a sua extinção total. Como então podem os líderes da Inglaterra e da França, ou o Secretário-geral da ONU, apelarem para que “as partes” retornem a um cessar fogo. Que partes? Israel, um estado nacional soberano e membro da ONU, por um lado, e o Hamas, um movimento terrorista que usurpou à força, da Autoridade Palestina, o controle sobre a Faixa de Gaza, por outro? Se a China não conversa sequer com o Dalai Lama, líder político e espiritual do Tibet ocupado (exilado, obviamente), por que Israel deve dialogar com o Hamas? Pelo que se sabe, o Dalai Lama defende apenas uma autonomia para o Tibet e jamais pregou a extinção da China. Por que Israel deveria “dialogar” com um movimento que objetiva abertamente a sua destruição? Ou por que o senhor Ban Ki-moon não apela para que a Espanha dialogue com o ETA, a Colômbia dialogue com as FARC, a Turquia dialogue com o PKK curdo, que quer criar um estado independente no Curdistão? Ou para que os Estados Unidos da América deixem o Afeganistão e dialoguem com o Talibã? Ou para que os senhores muçulmanos da guerra que governam o Sudão interrompam imediatamente a carnificina que já matou 300 mil cristãos e animistas e deslocou quase três milhões de refugiados para a zona de Darfour? Onde estão as passeatas na Europa contra esse massacre? Ou os protestos contra a tirania assassina de Ruanda? Onde estão os apelos para o diálogo entre as trezentas tribos que se entredevoram na muçulmana Somália? O termo médio de comparação é suficiente, para quem possui mais de dois neurônios. Talvez, dois neurônios e meio. Por isso paro por aqui. Dois: Israel não está, como apregoa aos berros Hassan Nasrallah (em vídeo e de seu bunker em Beirute), cometendo um “genocídio” em Gaza. Ao contrário, é o líder do Hesbollah (Partido de Deus, em português), hoje quase um segundo exército dentro do Líbano, abastecido e financiado pelo Irã, que repete incansavelmente o objetivo político de seu partido: destruir Israel, sem deixar pedra sobre pedra. A voz de Nasrallah é amplificada nas ruas de todo mundo árabe e encontra acolhida em alguns analistas ocidentais procurados pela mídia para que “possamos (nós, o público) entender o trágico cenário da Faixa de Gaza”. Pensemos: se desejasse destruir a população de Gaza (isto é um despropósito descomunal naturalmente, mas só assim teríamos base para falarmos em genocídio) - e estou admitindo essa possibilidade apenas (ênfase aqui) para argumentar-, Israel o teria feito durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, (lembram, ela ocorreu!), ou durante a Guerra do Yom Kypur, em 1973 (lembram, ela também ocorreu), ou durante a ocupação israelense de Gaza, que se estendeu de 1967 a 2000, ano em que unilateralmente (ou seja, sem qualquer pré-condição) Israel deixou a Faixa de Gaza na sua totalidade. O que é fato: a ofensiva israelense tem objetivos militares e políticos definidos. Os militares estão sendo plenamente atingidos, até agora. E com um baixíssimo custo em termos de vidas humanas. É isso mesmo. Baixíssimo! Afinal, depois de quatro dias de centenas de incursões aéreas e marítimas, depois de ter despejado sobre Gaza mais de 500 toneladas de explosivos, apenas, repito, apenas, 360 pessoas morreram! E destas, cerca de 60, segundo as informações do próprio Hamas e da ONU, são civis. Ora, isto quer dizer que o restante fazia parte do exército terrorista, logo um alvo militar. A operação israelense impressiona, mas não pelas razões do senhor Nasrallah ou dos desavisados apedeutas de boa fé (admitamos), que usam a palavra “genocídio” sem saber o que ela significa. O conceito se aplica quando um governo deliberadamente promove o extermínio de povos ou populações inteiras, encontrem-se elas em seu próprio país ou em outros. Os turcos foram genocidas com relação aos armênios; os nazistas, com relação aos judeus; os comunistas stalinistas com relação aos russos; os maoístas com relação aos chineses; os japoneses com relação aos chineses e, hoje, os sudaneses muçulmanos com relação aos sudaneses não muçulmanos. Nem os cubanos castristas, que nos primeiros cinco anos após a revolução de 59, exterminaram 95 mil pessoas, praticaram um genocídio. Eles cometeram assassinatos em massa, uma ação sem dúvida abjeta e execrável, um crime contra a humanidade. Mas, não cometeram genocídio. E atentarmos para as diferenças ainda é fundamental. Por que a operação israelense impressiona? Por duas constatações que saltam aos olhos. A primeira: a ofensiva está se processando na área mais densamente povoada do planeta (1,5 milhão de habitantes em 360 quilômetros quadrados); a segunda: o Hamas ergueu intencionalmente toda a sua infra-estrutura policial e militar nos centros urbanos, justamente os locais mais densamente povoados deste território já muito densamente povoado (a hipérbole é proposital). Ora, se é para destruir alvos militares, é preciso atingi-los onde se encontram. E Israel está fazendo isto, de forma quase milimétrica, cirúrgica, mesmo correndo o risco, inevitável nesta situação, de atingir civis. Repito: e o faz de forma impressionante, pois as baixas civis, nesse contexto, são aquém de mínimas. Como a aviação e a marinha israelenses conseguem fazer isto? Empregando altíssima tecnologia, mísseis inteligentes e alvos previamente selecionados. Caso contrário, estaríamos diante de um massacre. E é necessário que se reafirme: não estamos sequer a milhões de milhas próximos disto. O Secretário-geral da ONU, que jamais reuniu uma conferência de imprensa para falar sobre a situação no Sudão, deveria saber disto. Ele, desta forma, ficaria calado. Obviamente, eu não esperaria que o senhor Ki-moon aplaudisse a operação de Israel. O Secretário-geral da ONU deve, por princípio, lamentar todas as guerras. Mas ele deveria, também por obrigação, calar-se, porque esta é uma guerra legítima, sobretudo defensiva, com objetivos militares e políticos claros, de um país soberano contra um grupo terrorista que prega o seu aniquilamento e contra os governos que apóiam este grupo. Três: Falei que a guerra possui objetivos políticos claros. Ei-los: Israel quer expulsar o Irã da Faixa de Gaza. O Irã? Isso mesmo, o Irã. O Hamas e a Jihad Islâmica nada mais são do que uma extensão do governo de Teerã e de seu potencial bélico virtualmente no interior de Israel. E todos sabem o quê mais almejam os aiatolás iranianos: destruir o que eles chamam de entidade sionista. Assim, ao eliminar a capacidade do Hamas de atacar seu território, Israel, além de retomar o controle sobre sua segurança imediata, desfere também um golpe mortal nas pretensões iranianas de penetrar em sua fronteira sul. Com isso ainda pretende isolar política e militarmente o Irã, travestido de Hezbollah, na sua fronteira norte. Ao mesmo tempo, forja uma situação mais favorável para negociar com a Síria, também enfraquecida com a derrota do Hamas, um tratado de paz entre os dois paises. Esta é uma meta de médio prazo. Por essa razão o senhor Nasrallah esbraveja contra o Egito de Mubarak e a Autoridade Palestina, de Machmud Abas, chamando-os de traidores do Islã. Nasrallah sabe que, sem o Hamas e a Jihad Islâmica em Gaza, o Hezbollah, ou seja, o Irã, se enfraquece, enquanto o Egito, a Autoridade Palestina e a Jordânia se fortalecem e, pior (para o Irã), Israel recupera a posição geopolítica decisiva para sua existência na região. A ofensiva ainda torna explicita a disposição de Israel de não tolerar que o iranianos consigam obter armamento nuclear. Ou seja, Israel está preparando o terreno para uma intervenção direta no Irã. Como Barak Obama assume a presidência dos Estados Unidos em janeiro, Israel envia uma mensagem inequívoca para Washington: não há diálogo com o Hamas, nem com Teerã. Os Estados Unidos devem se preparar para apoiar irrestritamente a ação militar direta de Israel contra os iranianos. E essa ação não deve tardar, pelo que se depreende do palco desenhado por Jerusalém. Quer dizer: trata-se de uma ação já planejada e montada pela inteligência militar israelense, que deve ser deflagrada em breve. Pergunta oportuna: o que é “breve”? Resposta: Israel certamente sabe. E, creio agora, Barak Obama também. No fim das contas, Israel não está fazendo mais do que colocar seu destino em suas próprias mãos. E isto ele sempre fez, sob o preço de simplesmente deixar de existir. Dúvidas? Consultem a História. Finalizando: e a mídia com relação a esse quadro? Nada informa, nada analisa, nada investiga. Pelo contrário, submete-se ao superficialismo, mistifica, embrulha-se toda no mantra da desproporcionalidade e mergulha de cabeça no noticiarismo demagógico e pretensamente humanitário. É um crime contra a lucidez e a razão. Mas, que diabos, isso lá importa?”

A ameaça da aliança profana

O artigo a seguir é publicado por Videversus para que os leitores tenham compreensão do que está se movendo neste momento no cenário internacional, mais uma parte da enorme engrenagem formada pela união de organizações de esquerda, de viés marxista (comunistas) e organizações terroristas islamistas. O texto é de autoria do teórico Daniel Pipes, e este e outros textos importantes podem ser encontrados em seu site, no endereço http://www.danielpipes.org/. Leia agora o artigo de Daniel Pipes: “Uma análise sobre a paradoxal, mas cada vez mais real, aproximação entre fanáticos islâmicos e revolucionários comunistas e socialistas, unidos por uma causa comum: o ódio ao Ocidente e tudo que ele representa. “Aqui estão dois países irmãos, unidos como um único punho cerrado”, disse o socialista Hugo Chávez durante uma visita a Teerã em novembro passado, celebrando sua aliança com o islamista Mahmoud Ahmadinejad. O filho de Che Guevara, Camilo, que também visitou Teerã no ano passado, declarou que seu pai teria “apoiado o país em sua atual luta contra os Estados Unidos”. Ambos seguiram os passos de Fidel Castro, que, numa visita feita em 2001, declarou a seus anfitriões que “Irã e Cuba, em cooperação, podem fazer os Estados Unidos ficarem de joelhos”. Por sua vez, Ilich Ramírez Sánchez (“Carlos, o Chacal”) escreveu em seu livro l’Islam révolutionnaire (Islã Revolucionário) que “somente uma coalizão de marxistas e islamistas pode destruir os Estados Unidos”. Não são apenas os esquerdistas latino-americanos que vêem potencial no islamismo. Ken Livingstone, o trotskista ex-prefeito de Londres, literalmente abraçou o pensador islamista Yusuf al-Qaradawi. Ramsey Clark, o ex-procurador geral dos Estados Unidos, visitou o Aiatolá Khomeini e ofereceu seu apoio. Noam Chomsky, o professor do MIT, visitou o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e apoiou a manutenção de armas por esse grupo terrorista. Ella Vogelaar, a ministra holandesa para a habitação, vizinhanças e integração, é tão simpática ao islamismo que um de seus críticos, o professor de origem iraniana Afshin Ellian, a chamou de “ministra da islamização”. Dennis Kucinich, durante sua primeira campanha presidencial em 2004, citou o Corão e incitou um público muçulmano a entoar “Allahu akbar” (“Deus é grande”), chegando a anunciar: “Eu guardo uma cópia do Corão em meu escritório”. Spark, um jornal para jovens do Partido Trabalhista Socialista britânico, louvou Asif Mohammed Hanif, o homem-bomba britânico que atacou um bar em Tel Aviv, como um “herói da juventude revolucionária” que levou a cabo sua missão “no espírito do internacionalismo”. Workers World, um jornal comunista notte-americano, publicou um obituário laudatório ao mestre terrorista do Hezbollah, Imad Mughniyeh. Alguns esquerdistas vão mais longe. Vários deles – Carlos, o Chacal; Roger Garaudy, Jacques Vergés, Yvonne Ridley e H. Rap Brown – chegaram a se converter ao Islã. Outros reagem com alegria à violência e brutalidade do islamismo. O compositor alemão Karlheinz Stockhausen considerou o 11 de Setembro “a maior obra de arte de todo o cosmos”, enquanto o falecido escritor norte-americano Norman Mailer chamou de “brilhantes” os autores do ataque. E nada disso é novidade. Durante a Guerra Fria, os islamistas favoreciam a União Soviética em detrimento dos Estados Unidos. Tal como o Aiatolá Khomeini afirmou em 1964, “Os Estados Unidos são piores do que a Grã-Bretanha, a Grã-Bretanha é pior do que os Estados Unidos e a União Soviética é pior do que ambos. Cada um é pior que o outro, cada um é mais abominável que o outro. Mas hoje estamos preocupados com a entidade maliciosa que é a América”. Em 1986, eu escrevi que “a URSS recebe uma pequena fração do ódio e malevolência devotados aos Estados Unidos”. Os esquerdistas retribuíram. Em 1978-79, o filósofo francês Michel Foucault expressou grande entusiasmo pela revolução iraniana. Janet Afary e Kevin B. Anderson explicam: “Ao longo de sua vida, o conceito de autenticidade de Foucault significava observar situações onde pessoas viviam perigosamente e flertavam com a morte: o lugar de onde a criatividade se originava. Na tradição de Friedrich Nietzsche e George Bataille, Foucault seguiu os artistas que forçaram os limites da racionalidade; ele escreveu com grande paixão em defesa de irracionalidades que rompiam novas barreiras. Em 1978, Foucault descobriu tamanhos poderes transgressivos na figura revolucionária do Aiatolá Khomeini e nos milhões que se arriscavam a morrer na medida em que o seguiam no curso da revolução. Ele sabia que tais experiências ‘limite’ poderiam levar a novas formas de criatividade e ele apaixonadamente as apoiou”. Um outro filósofo francês, Jean Baudrillard, retratou os islamistas como se estes fossem escravos rebelando-se contra a ordem repressiva. Em 1978, Foucault chamou o Aiatolá Khomeini de “santo” e, um ano mais tarde, Andrew Young, embaixador na ONU do governo Jimmy Carter, chamou-o de “um tipo de santo”. Esta boa vontade pode parecer surpreendente, dadas as profundas diferenças entre os dois movimentos. Comunistas são ateus e os esquerdistas em geral, seculares; os islamistas executam ateus e impõem a lei religiosa. A esquerda exalta os trabalhadores; o islamismo privilegia os muçulmanos. Uma sonha com o paraíso dos trabalhadores; a outra, com um califado. Socialistas querem socialismo; os islamistas aceitam o livre mercado. O marxismo implica igualdade entre os sexos; o islamismo oprime as mulheres. Esquerdistas desprezam a escravidão, alguns islamistas a endossam. Como ressalta o jornalista Bret Stephens, a esquerda devotou “as últimas quatro décadas defendendo as exatas liberdades às quais o Islã se opõe: liberdades sexuais e reprodutivas, direitos gays, liberdade das normas religiosas, pornografia, várias formas de transgressão artística, pacifismo e assim por diante”. Tais discordâncias parecem anular as pequenas similaridades que Oskar Lafontaine, ex-presidente do Partido Social Democrata alemão, conseguiu encontrar: “O Islã depende da comunidade, o que o coloca em oposição extrema ao individualismo, que ameaça desmoronar no Ocidente. Além disso, do muçulmano devoto é requerido que divida sua riqueza com outros. Os esquerdistas também desejam ver os fortes ajudando os fracos”. A florescente aliança entre esquerdistas ocidentais e as fileiras islamistas é um dos mais perturbadores desdobramentos políticos de hoje, o que impede os esforços do Ocidente de proteger-se. Por que, então, a formação daquilo que David Horowitz chama de (unholy alliance) “aliança profana” entre esquerda e islamismo? Por quatro razões principais. Primeiramente, como explica o político britânico George Galloway, “o movimento progressista ao redor do mundo e os muçulmanos têm os mesmos inimigos”, ou seja, a civilização ocidental em geral e os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e Israel em particular, mais os judeus, os cristãos e os capitalistas internacionais. No Irã, de acordo com o analista político Saeed Leylaz, “o governo praticamente permitiu o funcionamento da esquerda desde há cinco anos, de modo a que confrontassem religiosos liberais”. Percebam estas palavras intercambiáveis: Harold Pinter descreve os Estados Unidos como “um país dirigido por um bando de lunáticos criminosos” e Osama Bin Laden chama o país de “injusto, criminoso e tirânico”. Noam Chomsky denomina os Estados Unidos como um “dos principais estados terroristas” e Hafiz Hussain Ahmed, um líder político paquistanês, considera os Estados Unidos “o maior estado terrorista”. A expressão desses atributos tão semelhantes é suficiente para convencer aos dois lados a deixar de lado suas muitas diferenças em favor da cooperação. Em segundo lugar, os dois lados partilham de alguns objetivos políticos. Uma gigantesca demonstração conjunta em 2003, em Londres, contra a guerra contra Saddam Hussein simbolicamente forjou a aliança. Ambos os lados querem: que as forças da coalizão percam no Iraque, que a Guerra a Terror se encerre, que o antiamericanismo se espalhe e que Israel seja eliminado. Eles concordam em relação ao multiculturalismo e à imigração em massa para o Ocidente. Eles cooperam quanto a esses objetivos em reuniões tais como a anual Conferência Antiguerra do Cairo, que congrega esquerdistas e islamistas para “forjar uma aliança internacional contra o imperialismo e o sionismo”. Em terceiro, o islamismo tem laços históricos com o marxismo-leninismo. Sayyid Qutb, o pensador islamista egípcio, aceitou a noção marxista de etapas da história, acrescentando apenas um pós-escrito islâmico a elas; ele previu que uma era islâmica eterna viria após o colapso do capitalismo e do comunismo. Ali Shariati, o intelectual chave por detrás da revolução iraniana de 1978-79, traduziu para o farsi (língua iraniana) Franz Fanon, Che Guevara e Jean-Paul Sartre. De maneira mais ampla, o analista iraniano Azar Nafisi observa que o islamismo “toma a sua linguagem, objetivos e aspirações tanto das mais crassas formas de marxismo quanto o faz da religião. Seus líderes são influenciados por Lenin, Sartre, Stalin e Fanon, tanto quanto o são pelo Profeta”. Saindo da teoria para a realidade, os marxistas vêem nos islamistas uma estranha realização de suas profecias. Marx previu que os lucros dos empreendimentos iriam entrar em colapso nos países industriais, levando os patrões a espremer os trabalhadores; o proletariado se empobreceria, se rebelaria e estabeleceria uma ordem socialista. Mas, ao invés disso, o proletariado dos países industriais tornou-se cada vez mais afluente, e seu potencial revolucionário murchou. Por um século e meio, observa o autor Lee Harris, os marxistas esperaram em vão pela crise do capitalismo. Então surgiram os islamistas, começando com a revolução iraniana, seguida do 11 de setembro e de outros ataques ao Ocidente. Finalmente o Terceiro Mundo tinha começado sua revolta contra o Ocidente, realizando as previsões marxistas – ainda que sob a bandeira errada e com objetivos imperfeitos. Olivier Besancenot, um esquerdista francês, vê os islamistas como os “novos escravos” do capitalismo e pergunta se não seria natural que “eles se unissem à classe trabalhadora para destruir o sistema capitalista”. Numa época em que o movimento comunista está em “decadência”, observam o analista Lorenzo Vidino e o jornalista Andrea Morigi, as “Novas Brigadas Vermelhas” da Itália de fato reconhecem o “papel principal dos clérigos reacionários”. Em quarto lugar, poder: islamistas e esquerdistas podem obter mais juntos do que poderiam separadamente. Na Grã-Bretanha, eles formaram em conjunto a Coalizão “Pare a Guerra”, cujo comitê diretor inclui representação de organizações tais como o Partido Comunista da Grã-Bretanha e a Associação Muçulmana da Grã-Bretanha. O Respect Party britânico mistura socialismo radical internacional com ideologia islamista. Os dois lados juntaram forças nas eleições do Parlamento Europeu de março de 2008 para oferecer listas comuns de candidatos na França e Grã-Bretanha, disfarçadas sob nomes de partidos que pouco revelavam. Os islamistas beneficiam-se particularmente do acesso, da legitimidade, da experiência e do poder de fogo que a esquerda lhes oferece. Cherie Booth, mulher do então primeiro-ministro Tony Blair, defendeu um caso na Corte de Apelação para ajudar uma garota, Shabina Begum, a poder usar o jibab, uma vestimenta islâmica, numa escola pública britânica. Lynne Stewart, uma advogada esquerdista, infringiu a lei norte-americana e foi para prisão por ajudar Omar Abdel Rahman, o sheik cego, a fomentar a revolução no Egito. Volkert van der Graaf, um fanático dos direitos dos animais, matou o político holandês Pim Fortuyn porque queria impedi-lo de transformar os muçulmanos em “bodes expiatórios”. Vanessa Redgrave custeou metade das £50,000 de fiança a fim de que Jamil el-Banna, um suspeito detido em Guantánamo, acusado de recrutar jihadistas para lutar no Afeganistão e Indonésia, pudesse sair repentinamente de uma prisão britânica; Redgrave descreveu sua ajuda como “uma profunda honra”, a despeito de ele ser procurado na Espanha por acusações relacionadas a terrorismo e de laços com a Al Qaeda. Numa escala maior, o Partido Comunista Indiano fez o trabalho sujo por Teerã ao atrasar por quatro meses o lançamento, a partir de uma base indiana, do TecSar, um satélite espião israelense. E os esquerdistas fundaram o Movimento Internacional de Solidariedade, para evitar que as forças de segurança de Israel protejam o país contra o Hamas e outros grupos terroristas palestinos. Escrevendo na revista inglesa The Spectator, Douglas Davis chama a coalizão de “uma dádiva para os dos lados. A esquerda, antes um minguante bando de comunistas, trotskistas, maoístas e castristas, estava se agarrando aos restos de uma causa gasta; os islamistas poderiam fornecer multidões e paixão, mas precisavam de um veículo que lhes desse um ponto de apoio no terreno político. Uma aliança tática tornou-se um imperativo operacional”. De maneira mais simples, um esquerdista britânico concorda: “Os benefícios práticos de trabalharmos juntos são suficientes para compensar as diferenças”. A florescente aliança entre esquerdistas ocidentais e as fileiras islamistas é um dos mais perturbadores desdobramentos políticos de hoje, um que impede os esforços do Ocidente de proteger-se. Quando Stalin and Hitler firmaram seu infame pacto em 1939, a aliança Vermelho-Parda apresentava um perigo mortal para o Ocidente e, na verdade, para a civilização como tal. Com menos dramaticidade, mas com não menos certeza, a coalizão de hoje apresenta a mesma ameaça. Tanto quanto há sete décadas, esta precisa ser revelada, rejeitada, resistida e derrotada.

Jornalista e filósofo Luis Milman critica as abordagens sobre Israel

Diz o jornalista e filósofo Luis Milman, professor da pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sobre a atual situação do Oriente Médio e as atitudes da mídia mundial em relação a Israel: “Poucos (e não me refiro apenas ao Brasil) possuem o necessário discernimento para compreender o que ocorre hoje no Oriente Médio. O pensamento medíocre de nossos jornalistas, sociólogos, historiadores e palpiteiros fabula uma mítica vitimização dos palestinos e julga, a partir de falsas premissas, que Israel é o país mais forte da região. Erro crasso. É precisamente o contrário. Israel é o único, por ser o mais vulnerável dentre todos os países do Planeta, que não pode perder uma guerra. Por quê? Ora, porque a derrota, para Israel, é o mesmo que a extinção. Não é preciso fazer uma incursão histórica ou sociológica muito profunda para que se chegue a esta conclusão. Basta olhar o Mapa Mundi e enxergar. Qual é o tamanho daquele país? 20 mil quilometros quadrados! Onde ele está? Espremido entre o Mediterrâneo e a Cisjordânia (sua fronteira oriental), o Líbano e a Síria (sua fronteira setentrional), Gaza e o Egito (sua fronteira sul). Entre Tel Aviv e Ramalah, a distância é de 60 quilômetros (quase a mesma distância existente entre Porto Alegre e Nova Hamburgo, no Rio Grande do Sul). Entre Jerusalém e Belém, é de 3 quilometros! Que outro país do mundo pode se dizer viável, do ponto de vista de sua segurança (e esta é a questão existencial de Israel ao longo de todas as guerras que lutou no século XX) com um território destes? E com uma população de apenas 6 milhões de pessoas (incluindo 1 milhão de árabes que se dizem palestinos)! Além do mais, todas as suas fronteiras são hostis. E Israel é que é forte? Bem, outro ponto. Quando Hitler estava em seu bunker em Berlim, quando a Alemanha já estava devastada e derrotada, quando os russos já estavam na Polônia e os aliados na fronteira sul da Alemanha, a máquina genocida nazista continuava, em ritmo mais do que acelerado, a matar judeus (milhares por dias) em vários campos de extermínio. Por quê? Quem pode responder? Quando a ONU anunciou, em 1948, a partilha em dois estados - um árabe e outro judeu - no que restara da antiga (antiga nos tempos modernos, sob o mandato dos ingleses) Palestina (a maior parte, a Transjordânia, havia sido entregue ao rei hashemita Abdalah, pela Inglaterra, em 1922), por quê cinco países árabes, além dos árabes da Cisjordânia, não aceitaram a partilha e invadiram o recém criado Estado de Israel? Por quê? Por que Israel, depois de vencer a Guerra de 1973 contra o Egito, a Síria, a Jordânia e o Líbano, com a apoio de todo mundo árabe, devolveu toda a Península do Sinai, que ele conquistara na Guerra de 1967, (assim novamente estreitando sua profundidade estratégica), em troca apenas de um tratado de paz com o Egito? Que outro país do mundo faria isto? Que outro país do mundo devolve território conquistado depois de uma guerra defensiva? Por que, em 1990, quando os Estados Unidos invadiram o Iraque de Sadam Hussein pela primeira vez, o então tirano iraquiano lançou dezenas e dezenas de mísses de longo alcance, os scuds, contra Israel? Por que, depois de 7 anos decorridos da assinatura dos acordos de Oslo em Camp David (em 1993), ou seja, já em 2000, Arafat - o líder de uma organização que até 1992 era totalmente terrorista - não aceitou a oferta oficial de Ehud Barak, então primeiro-ministro israelense, em troca tão somente de paz, oferta que consistia no seguinte: (a) a criação de um estado palestino (que jamais existiu antes na História) em 98% da Cisjordânia e 100% da Faixa de Gaza; (b) a entrega de 55% da cidade de Jerusalém para os palestinos instalarem sua capital; (c) a admissão de retorno de milhares de refugiados palestinos para Israel e uma indenização financeira para aqueles que não poderiam retornar e, (d) o desmantelamento de todas colônias judaicas na Cisjordânia. Por que Arafat não aceitou? Por que, desde a assinatura dos acordos de Oslo, o Fatah (que em teoria passou a aceitar a existência de Israel), o Hamas, a Jihad Islâmica, e outra dezena de pequenos grupos terroristas, mataram mais de mil civis israelenses em Israel, em toda sorte de atentados alucinados? Por que Israel deixou totalmente a Faixa de Gaza em 2005, de forma unilateral? Por que o Hamas, depois da retirada total israelense de Gaza, transformou aquele pedaço de terra numa frente de batalha contínua contra Israel, treinando e equipando um pequeno exército de 20 mil homens, preparando homens, mulheres e jovens-bomba e fixando bases de lançamento de mísseis de pequeno alcançe para atingir Israel, justamente nos centros urbanos densamente povoados e nas fazendas judaicas desocupadas no norte da faixa de Gaza? Por que, finalmente, o Mundo Ocidental sempre se calou diante disto tudo e agora, mais uma vez, em voz uníssona (menos os Estados Unidos e a Austrália) condenam uma operação que visa liquidar o Hamas de uma vez por todas e com isso impedir que o Irã, que subsidia financeiramente e fornece armamento para aqueles terroristas assassinos, se instale a 30 quilômetros do maior porto de Israel, Ashdod? Por que o Mundo Ocidental não condena, com veemência, os aiatolás iranianos e seu manda-chuva Ajmadinejad, o presidente daquele país de delirantes anti-semitas, quando este afirma, todos os dias, que o Holocausto não existiu e que a decisiva, maior e definitiva meta do Irã e do Islam é destruir Israel e os yahud (os judeus)? Por que o Mundo Ocidental observa complacentemente estes mesmos tarados construírem usinas nucleares para fabricarem bombas atômicas? Por que o presidente francês Nicolas Sarkozi se dá o trabalho de afirmar que a reação de Israel aos ataques dos terroristas do Hamas é "desproporcional"? Está falando a França de Vichy que enviava judeus aos campos de extermínio? E a Alemanha, que ousou condenar a ofensiva israelense contra o Hamas? A Alemanha!!!! Ou a Rússia de Putin (ela também pediu o fim imediato da operação de Israel), que promove, quando lhe dá na telha, massacres indiscriminados de civis em "sua área de influência", arrancando apenas um módico "Oh!, que feio" do Mundo Ocidental? E o Conselho de Segurança da ONU, que já se reuniu a pedido da Líbia, aquele exemplo de democracia e respeito aos direitos humanos, para comunicar que exige o fim da violência de ambas as partes no conflito? Mas como? Que partes? O Hamas é membro da ONU? Quando mandava seus assassinos ou remete seus foguetes contra Israel, não há "partes para serem chamadas"? Ou o Conselho de Segurança pediu à China para que parasse com o recente massacre no Tibet? Claro que não! Afinal, Um protesto da "Comunidade Internacional" poderia atrapalhar aquela majestosa Olimpíada. Como, de resto, foram também majestosas as Olimpíadas de 1936, promovidas pela Alemanha Nazista, e a de 1980, pelos soviéticos. A Comunidade Internacional não gosta de comprometer competições esportivas com questões menores! Mas, enfim, por que Israel? Fica a pergunta!

Para compreender o que se passa no Oriente Médio

Videversus recomenda a seus leitores que vejam o vídeo com o documentário disponível em http://video.google.com/videoplay?docid=-2533702461706761547&q=relentless&hl=en. É um vídeo realizado em inglês, mas compreensível até mesmo para quem não domina o inglês, porque as imagens têm a vantagem de falarem por si mesmas. No mundo de grande confusão em torno da angustiante questão do Oriente Médio, e de grande desinformação, devido à ação confusionista difundida por organizações terroristas, aliadas a grupelhos de esquerda de todo lugar, e contando com o beneplácito da mídia internacional, forma-se uma situação que leva as pessoas à formação de uma visão errada. Assim, é fundamental que se veja este documentário porque, como já se disse, as imagens e os fatos falam por si mesmo.

Ministros participam de confraria que furtou sino de universidade gaúcha

Matéria do jornal Folha de S. Paulo, do jornalista Gracialiano Rocha, revela que ministros e advogados gaúchos furtaram sino da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Diz a matéria que, ao longo dos últimos 40 anos, ministros, juízes e advogados militam em uma confraria dedicada a esconder um sino furtado da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Entre os membros da chamada Ordem do Sino estão o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e atual ministro da Defesa, Nelson Jobim, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, Ari Pargendler, e o corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. O sino de bronze, cujas badaladas marcavam o início e o fim das aulas, foi surrupiado pelos formandos da turma de 1968 e desde então circula entre ex-alunos, que se recusam a devolvê-lo à universidade. Em 1978, dez anos após a formatura da turma, a Ordem do Sino ganhou um estatuto, que considera o produto do furto "símbolo da turma". Todos os anos, durante um jantar comemorativo em novembro, a peça troca de mãos. Segundo Maria Kramer, que faz parte da ordem, o critério para ter o privilégio de esconder o sino da faculdade é o maior número de participações nos jantares anuais. Jobim furou a fila em 1997. Menos assíduo do que outros, recebeu a "honraria" após se tornar ministro do Supremo. Amigos de Jobim contaram que ele guardava o sino em seu gabinete no Supremo. Pargendler foi "agraciado" em 1988. Dipp ainda aguarda sua vez. "Não devolveremos o sino até que haja um sobrevivente da nossa turma", diz o advogado Paulo Wainberg. Dos 93 formandos, 16 já morreram. O sino de bronze, com cerca de 30 centímetros de altura e 10 quilos, tem gravado os nomes dos que o esconderam”.