quarta-feira, 14 de junho de 2017

Empresário bucaneiro caipira Joesley Batista prestou depoimento na investigação sobre conta da JBS para Lula e Dilma

 

O empresário bucaneiro caipira e açougueiro bilionário Joesley Batista e o executivo Ricardo Saud, da JBS, prestaram depoimento na segunda-feira na Procuradoria da República no Distrito Federal em investigação instaurada a partir das delações do grupo. Eles foram chamados para explicar as informações prestadas nos termos de colaboração fechado com a Operação Lava-Jato que envolvem contas no Exterior com recursos de propina supostamente destinados aos ex-presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff. Na delação, Joesley narrou que manteve duas contas no Exterior por onde passaram cerca de US$ 150 milhões, dos quais US$ 70 milhões movimentados em nome de Lula e US$ 80 milhões, de Dilma. Essa parte da colaboração premiada fechada com a Lava-Jato foi desmembrada e encaminhada para a Procuradoria da República no Distrito Federal, que abriu um Procedimento Investigatório Criminal (PIC).

O empresário bucaneiro caipira desembarcou no domingo no Brasil. Segundo informações divulgadas na noite desta terça-feira pela assessoria da JBS, o empresário passou os últimos dias na China, e não nos Estados Unidos, como se supunha em função dos imóveis que ele em Nova Iorque. “Ele se ausentou do Brasil nos últimos dias para proteger a integridade de sua família, que sofreu reiteradas ameaças desde que ele se dispôs a colaborar com o Ministério Público”, escreveu a assessoria de Joesley, em nota. De acordo com o comunicado, o empresário esteve na segunda-feira em reuniões em Brasília. Nesta terça-feira, ele participou de encontros de trabalho em São Paulo. 

Nos últimos dias, o setor jurídico do grupo J&F, que detém a JBS, vem dando continuidade às investigações internas para oferecer à Procuradoria-Geral da República dados complementares à colaboração premiada dos executivos da empresa. Desde quando delatou dezenas de políticos do alto escalão, inclusive o presidente Michel Temer, o grupo J&F tem identificado a ação de técnicos e agentes públicos de diferentes órgãos em ações de fiscalização às suas empresas. 

Executivos têm interpretado a iniciativa como tentativa de intimidação ao grupo, por isso têm sido orientados por integrantes da Procuradoria Geral da República a registrar o nome desses funcionários e encaminhá-los ao órgão para que os episódios sejam investigados. 

Um comentário:

Paolo Hemmerich disse...

PARA JANOT E FACHIN, O FATO DE LULA E DILMA SEREM OS RESPONSÁVEIS DIRETOS PELA FORTUNA DOS BATISTAS, É IRRELEVANTE!! ASSIM, MESMO SEM PROVAS CONTRA OS PETISTAS, FECHARAM A DELAÇÃO SUPER CAMARADA, SOMENTE BASEADOS NUMA GRAVAÇÃO SOFRÍVEL DE TEMER, QUE ALIÁS CRIME ALGUM MOSTROU, ALÉM, É CLARO, DA GRAVAÇÃO DE AÉCIO, QUE TAMBÉM ESTÁ UM TANTO CONFUSA, VISTO QUE O DIRETOR SAUD DA JBS QUEIXOU-SE À PF DE QUE AÉCIO "NUNCA DEU NADA EM TROCA DO DINHEIRO QUE RECEBIA DA EMPRESA"!! QUEM OLHA ESSA DELAÇÃO CONCLUI APRESSADAMENTE QUE ERAM TEMER E AÉCIO QUEM MANDAVAM NO BNDES DURANTE OS GOVERNOS DO PT, E NÃO LULA E DILMA!!!