quinta-feira, 6 de novembro de 2014

AMPLO CRÉDITO PARA SOCIALITE BRASILIENSE DERRUBA O PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL, O PETISTA ALDEMIR BENDIN

O governo petralha deu ordens para o presidente do Banco do Brasil, o petista Aldemir Bendine, distribuir c´redito amplamente. Ele deve ter entendido mal o sentido de "amplo crédito". Deu, por exemplo, um amplo, amplicíssimo, muito amplo crédito para sua amiga íntima, a socialite brasiliense Val Marchiori. Assim, ele já recebeu o aviso de que perdeu o cargo para o novo governo da soberana búlgara Dilma Rousseff, porque confundiu amplo crédito com peruíce. Deu no que deu.

Aécio Neves desmente acordo com o PT na CPI do Petrolão

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, desmentiu expressamente a ocorrência de acordo com o PT e disse que quer "ir fundo nas investigações sobre o Petrolão". Nesta quinta-feira de manhã, jornalistas geralmente alinhados com o PT e o governo, como Josias Souza, além de boa parte da mídia chapa branca, informaram que PSDB e PT tinham feito acordo para melar a CPMI da Petrobrás. Aécio Neves saiu a público para dizer que é tudo mentira. O presidente do PSDB divulgou uma nota para informar que o partido “não pactua” com acordos celebrados com o objetivo de inibir investigações na CPI mista da Petrobras. Na véspera, tucanos e petistas acertaram-se a portas fechadas para excluir da pauta da comissão requerimentos de convocação de personagens que as duas legendas preferem não inquirir. A nota de Aécio Neves tem dois parágrafos. Em um, lê-se o seguinte: “O PSDB não pactua com qualquer tipo de acordo que impeça o avanço das investigações da CPMI da Petrobras". No outro está escrito: “Lutamos pela instalação da CPMI. Temos de ir a fundo na apuração do chamado 'petrolão' e na responsabilização de todos que cometeram eventuais crimes, independentemente da filiação partidária. Essa é a posição inarredável do PSDB".

FABIO BRANCO DEPUTADO ESTADUAL ELEITO NO RIO GRANDE DO SUL PELO PMDB TEM A SUA CAMPANHA FINANCIADA POR EMPRESA ENVOLVIDA NO PETROLÃO

Os tentáculos do PETROLÃO chegam ao Rio Grande do Sul. O candidato a deputado estadual eleito no Rio Grande do Sul na eleição deste ano, FÁBIO DE OLIVEIRA BRANCO, pelo PMDB, entregou a sua “Prestação de Contas” da campanha eleitoral ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, na data de 04/11/2014, conforme Protocolo nº 155500700000RS1507163. O valor total da RECEITA da campanha de FABIO BRANCO corresponde ao montante de R$ 470.310,00 (quatrocentos e setenta mil e trezentos de dez reais). Na antepenúltima linha da “Prestação de Contas” da campanha eleitoral do candidato FÁBIO DE OLIVEIRA BRANCO consta o nome da empresa TOYO SETAL EMPREENDIMENTOS LTDA., CNPJ no. 15.563.826/0001-36, data de 05/09/14, recibo eleitoral no. 155500700000RS000010, transferência eletrônica nº 5745201 no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). A TOYO SETAL EMPREENDIMENTOS LTDA realiza atividades de projeto, construção e montagem na modalidade de EPC (Engenharia, Suprimentos e Construções), em unidades industriais, nos segmentos de óleo e gás, petroquímica, química, mineração, infraestrutura, plantas de geração de energia e siderurgia. A TOYO SETAL EMPREENDIMENTOS LTDA é a primeira empresa a assinar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal nas investigações da Operação Lava-Jato. Um de seus executivos, Júlio Camargo, aderiu ao acordo. Agora, a empresa se colocou à disposição e o acordo pode envolver vários executivos do primeiro escalão. A TOYO SETAL EMPREENDIMENTOS LTDA tem contrato de R$ 1,1 bilhão com a Petrobras no projeto Comperj, e de R$ 2,09 bilhões na montagem de uma unidade de fertilizantes em Uberaba, no
Triângulo Mineiro. Outra empresa do grupo, a EBR Estaleiros do Brasil, participa da obra da plataforma P-74 e seu estaleiro deve ser feito no Rio Grande do Sul com recursos do Fundo da Marinha Mercante. Júlio Camargo foi apontado pelo doleiro ALBERTO YOUSSEF como o contato da empresa para participação no esquema de corrupção. Três empresas em nome de Camargo - Treviso, Piemonte e Auguri - fizeram depósitos em contas de empresas de fachada usadas pelo
doleiro. Elas também teriam sido usadas para esquentar dinheiro - ou seja, justificar valores que YOUSSEF aplicava em negócios dos setores imobiliário e hoteleiro. Para isso, eram utilizados contratos de mútuo, uma modalidade de empréstimo entre empresas no qual não é cobrado juro e a contrapartida é apenas o pagamento em determinada data. Pelo menos três destes contratos de mútuo foram apreendidos no escritório da contadora de Youssef, Meire Poza. Dois deles, da Auguri e da Piemonte, somaram R$ 1,580 milhão. Um terceiro, no valor de R$ 1,850 milhão, foi feito pela
Treviso. Anotações no livro da contadora mostram que os valores podem ser bem maiores, pois são atribuídos contratos de mútuo de R$ 4,4 milhões apenas à Treviso. A TOYO SETAL EMPREENDIMENTOS LTDA e as empresas de Camargo também foram doadoras de campanhas políticas. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, na campanha deste ano a Toyo Setal doou R$ 2 milhões para o comitê do PR e R$ 150 mil para três candidatos a deputado federal pelo PT, Benedita da Silva (RJ), Henrique Fontana Junior (RS) e Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira (RJ). No Rio Grande do Sul, a TOYO SETAL foi a maior doadora da campanha do candidato a deputado estadual pelo PMDB, FÁBIO DE OLIVEIRA BRANCO. A TOYO SETAL EMPREENDIMENTOS LTDA é uma das empresas do CARTEL DA PETROBRÁS e participa do ESQUEMA do PETROLÃO. O
executivo Julio Camargo, apontado como elo de empreiteiras com o ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS, aceitou pagar multa de R$ 40 milhões no âmbito da delação premiada que fechou com o Ministério Público Federal, segundo os investigadores da Operação Lava Jato. Camargo depôs para três procuradores da República e um delegado da Polícia Federal. Julio Camargo falava em nome da Toyo Setal Empreendimentos, que se dispõe a colaborar com as investigações. Ele é o terceiro alvo da Lava Jato que firma acordo de delação premiada. Julio Camargo temia ser preso a qualquer momento pela Lava Jato, que entrou em sua segunda etapa, agora concentrando fogo nas empreiteiras. Apavorado, Camargo resolveu contar o que sabe. Seu relato confirma a existência do cartel das construtoras na Petrobrás. O grande conluio já havia sido revelado por Paulo Roberto Costa, mentor do esquema de propinas da estatal. Camargo já confirmou o envolvimento direto de pelo menos duas gigantes da construção. A TOYO SETAL EMPREENDIMENTOS LTDA e Julio Camargo aparecem em uma planilha que a Polícia Federal apreendeu. Agora se descobre que a campanha eleitoral do candidato a deputado estadual FÁBIO BRANCO, do PMDB, foi abastecida com dinheiro do ESQUEMA do PETROLÃO, de empresa envolvida no CARTEL DA PETROBRÁS e na OPERAÇÃO LAVA JATO e do DOLEIRO ALBERTO YOUSSEF. O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul deve analisar esse financiamento eleitoral ao candidato FÁBIO BRANCO, DOAÇÃO de CAMPANHA de empresa envolvida em CORRUPÇÃO, LAVAGEM DE DINHEIRO, CARTEL DE EMPRESAS, PROPINAS e DOAÇÃO ELEITORAL a políticos, assim como deve ser noticiada a POLÍCIA FEDERAL, o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, e o MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL DO RIO GRANDE DO SUL. Outra empresa doadora do esquema da OPERAÇÃO LAVA JATO é nada menos nada mais do que a REVITA ENGENHARIA S/A, conforme declarou a contadora Meire Poza. A REVITA ENGENHARIA S/A á época tinha por presidente Carlos Alberto de Alves Almeida Junior. Recentemente foi ajuizada ação criminal contra ele por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro no contrato do lixo da prefeitura de Rio Grande. Esse ex-presidente da REVITA também foi indiciado em processo de improbidade administrativa, juntamente com a empresa, no município de Montes Claros, Minas Gerais.

Dólar sobe pelo quinto dia seguido e passa de R$ 2,56, indo ao maior valor desde 2005

O dólar comercial fechou em alta pelo quinto dia seguido nesta quinta-feira, com avanço de 1,82%, a R$ 2,561 na venda. É o maior valor de fechamento desde abril de 2005. Nas últimas cinco sessões, o dólar acumulou alta de 6,35%. A indefinição sobre as próximas medidas econômicas que serão tomadas pela presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) tem feito com que os investidores busquem  mais dólares. Com o aumento da procura, o preço da moeda tende a subir. "O fator local é de indefinições e, quando você não sabe o que vem pela frente, você corre para o dólar", disse o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater.

Claudio Janta não queria, mas validação de seus votos dá mandato para José Otávio Germano e tira uma cadeira do PT na Câmara dos Deputados

Esta quinta-feira foi mesmo o dia do cão, da besta, do inferno. O Tribunal Superior Eleitoral validou os 45.540 votos do vereador portoalegrense Claudio Janta, proprietário do Solidariedade no Rio Grande do Sul, em decisão unânime, e isso mudou o coeficiente da coligação pela qual ele concorreu a deputado federal, formada por PP, PSDB e SDD. Assim, a coligação ganhou mais uma cadeira, e ela fica com o atual deputado federal José Otávio Germano, do PP gaúcho, que estava na primeira suplência. E o PT do Rio Grande do Sul perde uma cadeira na Câmara dos Deputados, a de Fernando Marrone. Com isso, a ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) avançou da segunda para a primeira suplência na bancada federal. Os 45.540 votos do vereador Claudio Janta, proprietário do SDD e da Força Sindical no Rio Grande do Sul, tinham sido anulados porque o TSE decidira pela cassação de seu registro de candidato, devido à falta de pagamento de uma multa eleitoral. Claudio Janta contratou o advogado Décio Itiberê para defendê-lo. O advogado foi até o Tribunal Regional Eleitoral gaúcho e conseguiu uma certidão comprovando que a multa eleitoral havia sido paga por Claudio Janta nos prazos legais. E levou isso ao Tribunal Superior Eleitoral. Aí começaram a ocorrer as coisas "muitos estranhas", aquelas "coisas do cão", da "besta". Repentinamente, Claudio Janta destituiu o advogado Décio Itiberê. Mas, como um candidato destitui o seu advogado quando a causa já está praticamente ganha? Quem teria a ganhar com isso? Certamente, não os 45.540 eleitores que votaram em Claudio Janta, cujos votos seriam anulados, que teriam assim a sua vontade anulada nas urnas. Quem, então? Ah...... o PT, que ganharia uma cadeira a mais na Câmara dos Deputados. E o vereador Claudio Janta, o que ganharia com isso? Sabe-se desde já que ele desconsiderou a vontade de seus eleitores, e isso é indesmentível, quando destituiu seu advogado diante de uma causa já ganha. O que o levou, então, a tal decisão? É uma explicação que o proprietário do SDD e da Força Sindical gaúcha precisa dar aos eleitores do Rio Grande do Sul. O certo é que o advogado Décio Itiberê terminou advogando para o deputado federal José Otávio Germano, e sua defesa teve o resultado que era esperado. Ele ganhou a causa com um recurso conhecido como embargo declaratório com efeito infringente. O que estava em jogo era a vontade de 45.420 eleitores. Mas, muito gente estava interessada mesmo era em outra coisa, e não no respeito à soberania do eleitor, inscrita na Constituição brasileira, que é a fonte original de todo poder na nação brasileira. Claudio Janta tem que se explicar para os eleitores gaúchos agora.

Mais uma conta no colar de estelionatos de Dilma: saiu o reajuste dos combustíveis. Que tal um Datafolha para saber se eleitorado endossaria o voto, como se fez em São Paulo?

Pois é… A Petrobras anunciou há pouco o reajuste de combustíveis na refinaria a partir da zero hora: 3% da gasolina e 5% do diesel. O governo pode estar juntando o ruim ao pior. É claro que os consumidores ficarão insatisfeitos, e a muitos não escapará que o segundo turno aconteceu há meros 11 dias. No intervalo, já houve elevação da taxa de juros e elevação das tarifas de energia elétrica. Só isso? Não! Dados ruins sobre a economia, que estavam represados, foram divulgados. O estelionato eleitoral é evidente. Mais: o reajuste está bem abaixo do que o mercado esperava e do que seria razoável para recompor o caixa do Petrobras. Como já se escreveu aqui, o governo petista usou a empresa para fazer política econômica rasteira e evitar um aumento da inflação — que estava alta por outros fatores. Assim, vendeu combustível aqui dentro a um preço inferior ao custo de importação — sim, uma parte é importada; a autossuficiência brasileira foi mais uma das bravatas de Lula. A dívida da Petrobras, em cinco anos, saltou de R$ 71,5 bilhões (2009) para R$ 241,3 bilhões. Pelos menos R$ 60 bilhões desse valor se devem à defasagem do preço nos combustíveis. Ocorre que, agora, o preço do barril do petróleo caiu, de US$ 100,00 para US$ 85,00 e as perdas deixaram de acontecer. Mas sobrou a dívida, que precisa de uma resposta. O pequeno reajuste é insuficiente para recompor o caixa no ritmo necessário. Isso significa que a Petrobras continua a ser usada como mero instrumento de política econômica. Há o risco, vamos ver, de os mercados reagirem mal à medida, em vez de se animarem. Não custa lembrar que Graça Foster, presidente da estatal, defendia um aumento de 8% — era o considerado necessário para diminuir o rombo num prazo aceitável. É crescente nas ruas a constatação de que o governo enganou os eleitores sobre a real situação do País. Mais do que isso: medidas corretivas foram postergadas ao máximo e eram urgentes, daí que não puderam esperar nem pelo segundo mandato. Pois é… Tão logo o aumento chegue ao bolso do consumidor, seria interessante o Datafolha indagar em quem o eleitorado votaria hoje. O instituto fez isso em São Paulo, quando a crise de água se tornou mais aguda. Alckmin ainda venceria no primeiro turno. Será que Dilma continuaria a vencer no segundo? É uma curiosidade. Por Reinaldo Azevedo

CUIDADO COM OS AGENTES PROVOCADORES E COM OS TOLOS! HÁ UMA AGENDA BEM MAIOR DO QUE O SAI OU FICA DILMA

Vocês já perceberam que há forças empenhadas em transformar protestos justos e pacíficos em manifestações golpistas. Como vimos aqui, até Rodrigo Janot, procurador-geral da República, andou a falar sandices. Não fez diferente João Otávio de Noronha, corregedor do TSE. Amplos setores da imprensa, imantados pela mística petista, vão pelo mesmo caminho. Já fiz este alerta aqui uma vez e o faço de novo: os democratas, os que defendem uma sociedade aberta, formada por cidadãos livres, que não subordinam a sua consciência a um partido ou a um ente de razão qualquer, precisam tomar muito cuidado com os provocadores e com os tolos. Tudo o que se anuncia no horizonte indica que não experimentaremos dias tranquilos, até porque, basta olhar, Dilma Rousseff vive em meio a forças que a empurram em sentidos contrários. Se a presidente precisa desesperadamente da credibilidade dos agentes econômicos, ou o País vai à breca — e isso quer dizer que está obrigada a fazer um governo mais responsável do ponto de vista fiscal e, portanto, menos generoso na gastança —, sofre a pressão do PT, que pretende atraí-la para uma agenda de esquerda. O resultado tende ao imobilismo. E não é só. Os esqueletos se agitam no armário de 12 anos de mandarinato petista. Já está claro que essa gente, para citar Dilma, fez o diabo não apenas para se eleger e reeleger, mas também para se manter no poder. Dito isso, voltemos ao ponto principal. Impeachment de Dilma, sim, mas só se ficar comprovado que ela sabia da roubalheira na Petrobras. Atenção! Não se trata de matéria simples: não basta exigir que ela saia. Para tanto, é preciso que haja o devido processo legal. ANTES DE MAIS NADA, AS DENÚNCIAS TÊM DE ESTAR ANCORADAS EM PROVAS. Não faz sentido, por exemplo, pedir a anulação das eleições sem que se evidencie, de maneira inequívoca, que houve fraude na votação. Não tendo havido, o governo que se reelegeu, a despeito dos métodos a que recorreu — e que merecem repúdio —, é legítimo. No embate com o petismo — na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé —, é preciso ficar claro quem fala em nome do estado de direito, das leis, da Constituição, da moralidade pública. A mobilização é, sim, necessária: isso sempre faltou, e falta ainda, a amplas parcelas da população, cuja agenda não se confunde com a dos militantes de esquerda ou com a dos petistas. MAS É PRECISO TOMAR CUIDADO COM PROPÓSITOS FINALISTAS COMO “QUEREMOS DILMA FORA DO PODER”. O que quer que se faça tem de ser feito, insisto, dentro da lei e da ordem, segundo as regras do estado democrático e de direito. Sim, eu sei que muitos dos que chamam a si mesmos de “companheiros” não nutrem grande apreço por esse valor. Mas é preciso que seus adversários, então, se diferenciem por isso. O mais provável, vamos ser claros, é que Dilma fique até o fim do mandato. Ora, até lá, muita coisa estará em disputa: os petistas querem uma reforma política autoritária, pensada para que se eternizem no poder; será preciso resistir. Os petistas, desta feita, querem mesmo transformar o Supremo numa extensão do partido; será preciso resistir. Os petistas querem fazer uma reforma tributária hostil a São Paulo, que identificam como palco principal do antipetismo; será preciso resistir. Os petistas insistem em censurar os meios de comunicação; será preciso resistir. O que quero dizer com isso? Há uma agenda importante a ser combatida e a ser defendida, que é bem mais ampla do que o “sai ou fica Dilma”. É importante não cair na cilada de achar que basta bater bumbo para ela cair fora. É necessário que as provas apareçam e que elas ganhem importância política. E finalizo lembrando, uma vez mais, que é preciso tomar cuidado com os provocadores — que vão se imiscuir em protestos com palavras de ordem extremistas para desvirtuá-los — e com alguns poucos tolos, minoritários, que pedem intervenção militar quando, de fato, é hora de o espaço público ser ocupado pela sociedade civil. A luta para recuperar valores da democracia é longa, contínua, cotidiana. Não se esgota em um dia nem prevê atos de força. Por Reinaldo Azevedo

Itamaraty questiona Venezuela sobre acordo com a organização terrorista clandestina MST

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, chamou na quarta-feira o encarregado de negócios da Venezuela, Reinaldo Segovia, para manifestar a insatisfação do governo brasileiro com as atividades do vice-presidente e ministro para o Poder Popular das Comunas e Desenvolvimento Social, Elías Jaua, no Brasil. Figueiredo afirmou a Segovia que o governo brasileiro viu com “estranheza” o fato de Jaua ter vindo ao país sem informar e ter tido uma agenda de trabalho, inclusive com assinatura de acordos, e que isso poderia significar uma “interferência nos assuntos internos do país”. Figueiredo cobrou explicações do governo venezuelano. De acordo com o ministro, o diplomata foi informado de que o Brasil considera que “o fato não se coaduna com o excelente nível das relações entre os dois países”. A decisão de chamar o representante diplomático da Venezuela – o embaixador está viajando – foi conversada com a presidente Dilma Rousseff depois de ter virado notícia o fato de Jaua ter usado seu tempo no Brasil, em que teoricamente estaria acompanhando a mulher em um tratamento médico, para assinar um convênio com o Movimento Sem Terra (MST), além de outras ações relativas a seu cargo de ministro. A visita silenciosa de Jaua, que não informou o Itamaraty sobre a sua viagem, causou mal-estar no governo brasileiro. Apesar de não ser obrigatório no caso de uma visita particular, seria de praxe um aviso. No caso do ministro venezuelano, que ainda fez algumas atividades de trabalho, a situação ficou ainda pior. Na terça-feira, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou um convite para que Figueiredo dê explicações sobre a passagem do venezuelano pelo Brasil. O ex-chanceler do governo Nicolás Maduro esteve no país na última semana de outubro e não fez qualquer comunicado ao governo brasileiro. A embaixada ainda negou que houvesse qualquer comitiva de governo venezuelana no país. O Itamaraty foi informado da chegada dele pela Polícia Federal. A situação causou mal-estar no Itamaraty, e diplomatas já falavam que o governo brasileiro questionaria a Venezuela em algum “encontro futuro”. Só na quarta-feira, no entanto, Figueiredo pôde conversar com a presidente a respeito de tomar alguma medida mais dura em relação ao caso. A convocação de um embaixador tem um significado forte nos meios, especialmente associada à cobrança de explicações do governo.
Depois de buscar informações, o Itamaraty recebeu como resposta que Jaua teria trazido a mulher para fazer exames no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e os médicos decidiram operá-la imediatamente. Por isso, ele teria decidido trazer para o Brasil os filhos, a sogra e a babá – que acabou presa por trazer uma maleta de Jaua onde havia um revólver. No entanto, mais tarde, descobriu-se que o ministro venezuelano teve encontros em Curitiba, sobre mobilidade urbana, e assinou um convênio com a organização terrorista clandestina MST para “treinamento, organização e conscientização do povo” para a revolução. 

ONU acusa o governo esquerdopata da Venezuela de torturar presos políticos

O Comitê contra a Tortura da Organização das Nações Unidas (ONU) acusou a Venezuela nesta quinta-feira de ser responsável pela tortura, maus-tratos e humilhações em mais de três mil presos detidos após a onda de protestos do início do ano. A equipe da ONU apontou diversos fatos e citou números alarmantes sobre os muitos casos de abuso e a ineficácia do sistema judiciário venezuelano. Pela primeira vez em 12 anos, a Venezuela compareceu ao Comitê, que entre estas quinta e sexta-feiras analisará se o país cumpre com os acordos da Convenção contra a tortura e outros tratos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes. Para a ONU, a Venezuela atua como se vivesse “em um estado de exceção”. Durante o discurso inicial, o chefe da delegação, José Vicente Rangel Avalos, vice-ministro de Política Interna e Segurança Cidadã, afirmou que a “Revolução Bolivariana é fiadora absoluta do proveito dos direitos humanos de todas e todos”. A afirmação foi rebatida através de perguntas por Jens Modvig, responsável pelo relatório sobre a Venezuela. “Em nosso país contamos com um modelo policial e de segurança humanista que respeita de maneira irrestrita os direitos humanos”, declarou o ministro. “Há denúncias de que, durante os distúrbios de fevereiro, houve mais de três mil detenções e que estas pessoas foram despidas, ameaçadas de violação, não tiveram direito a atendimento médico nem a um advogado, nem puderam ligar para a família, e outras denúncias de tortura. Que medidas foram tomadas para prevenir a tortura", questionou Modvig. Várias ONGs venezuelanas e internacionais denunciaram as violações, que ocorreram menos de um ano depois que a Lei Especial para Prevenir e Sancionar a Tortura e outros Tratos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes entrou em vigor no país. O relator lembrou que a lei doméstica estabelece a proibição da tortura quando a pessoa está “sob custódia das autoridades”, mas perguntou que normas se aplicam quando a pessoa não está oficialmente detida. “Há investigação quando as pessoas denunciam torturas sem estarem sob custódia?”, questionou. O especialista disse que houve “muitas denúncias” além das 183 violações aos direitos humanos e dos 166 casos de maus tratos oficialmente registrados. A comissão da ONU também apontou fragilidade na justificativa das prisões e informou ter conhecimento de presos que seguem encarcerados mesmo sem nenhuma acusação formal contra eles, num claro indício de perseguição aos opositores do governo do presidente Nicolás Maduro. Outro especialista, Felice Gaer, lembrou que “só doze funcionários públicos foram condenados por violações aos direitos humanos na última década embora, no mesmo período, mais de cinco mil denúncias tenham sido feitas”. Modvig questionou ainda por que a Comissão Nacional de Prevenção da Tortura não é independente do governo, visto que quase a metade de seus membros são representantes do Executivo. “Dos treze membros, seis são representantes do governo, portanto surgem dúvidas a respeito de sua autonomia”, disse. O relator também questionou a autonomia dos médicos que examinam as vítimas, pondo em xeque a maneira como os profissionais são escolhidos e quem os paga, assim como o trabalho dos legistas. Além de Modvig, os especialistas Abdoulaye Gaye, Essadia Belmir e Gaer perguntaram sobre o sistema judiciário e questionaram se é possível ser independente quando “pelo menos” 15% de seus membros são contratados como temporários e podem ser substituídos a qualquer momento. “O caso da juíza María Lourdes Alfioni é incrível, é a primeira vez que eu escuto algo assim. Uma juíza detida, agredida e violada por exercer suas funções?”, disse Gaer. María Lourdes Afiuni é uma juíza venezuelana que foi presa em dezembro de 2009, meia hora após conceder liberdade condicional ao banqueiro Eligio Cedeño, que estava há três anos em prisão preventiva acusado de evasão de divisas. A prisão domiciliar da juíza terminou em 14 de junho de 2013, contudo ela foi proibida de deixar o país e dar declarações para a imprensa. O especialista Alessio Bruni se aprofundou na grave situação do sistema penitenciário e citou o caso de uma prisão criada para receber 700 pessoas, onde agora vivem 7.000, uma população carcerária dez vezes maior. O presidente do Comitê, Claudio Grossman, perguntou se é correto 60% dos 53.000 réus ainda não terem sido julgados e criticou o atraso do sistema judiciário. Todos pressionaram a Venezuela para que o país convide relatores responsáveis por analisar casos de tortura para uma visita e questionaram o motivo pelo qual os pedidos de visita dos oito relatores não foram aceitos. A Venezuela enfrentou uma onda de protestos a partir de fevereiro devido à inflação, à falta de emprego e de produtos básicos – como papel higiênico, açúcar, farinha ou leite – e à altíssima violência que provoca em média 65 mortes por dia no país. Os protestos começaram com manifestações estudantis e depois ganharam o apoio da oposição e de outros setores da sociedade. Os confrontos entre manifestantes e forças de segurança resultaram em 43 mortos, mais de 400 feridos e mais de 3.000 detidos.

Sabem por que a miséria cresceu? Porque o modelo petista morreu! O segundo mandato de Dilma é só um cadáver adiado que procria

O Brasil elegeu um governo que já nasce morto, infelizmente! O PT não tem mais nada a oferecer ao País. Os dados sobre miséria e pobreza coligidos pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base na Pnad, do IBGE, indicam que, de 2012 para 2013, o número de miseráveis no País cresceu: de 10,081 milhões para 10,452 milhões — um acréscimo de 371.158 pessoas. Os dados estão no site do Ipea, órgão subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). O instituto, por orientação da SAE, escondeu esses dados durante a campanha eleitoral alegando que a lei impedia que fossem divulgados. É mentira. Foi só uma trapaçazinha eleitoral. O que é um miserável? É a pessoa que não tem renda para suprir as suas necessidades calóricas mínimas. O que isso quer dizer? É uma perífrase da fome. Sim, no País de cartão-postal da propaganda eleitoral petista, ainda há quase 11 milhões de famintos. Segundo o Ipea, o número de pessoas pobres teve uma queda no período: de 30,35 milhões para 28,69 milhões em 2013. O que é um pobre? É aquele que tem o dobro da renda do miserável. Vale dizer: consegue ao menos comer. No país das Alices petistas, pois, há praticamente uma Argentina (perto de 40 milhões), em que quase 29 milhões conseguem ao menos comer — e só — e mais de 10 milhões, nem isso. Onde eles estão? Mais da metade, no Nordeste, que concentra, por isso mesmo, o maior percentual de beneficiários do Bolsa Família e onde o terrorismo eleitoral petista foi mais eficiente. A culpa não é do Nordeste, é da pobreza. Mas há outro corte igualmente desagradável para o governo Dilma, que lançou o tal programa Brasil sem Miséria. Segundo esse programa, a linha de corte para definir um miserável, creiam, é R$ 77,00. Com R$ 78,00 ele será apenas um pobre… Pois é. Caso se leve esse número em conta, os miseráveis cresceram de 3,6% para 4% e são agora 8,05 milhões de pessoas — 870.784 pessoas a mais. É claro que, um dia, ainda vamos nos indignar com uma “elite” (né, Lula?) que considera que o sujeito se livra da miséria com R$ 78,00. Mas vá lá. Volto ao começo. Digo que o País reelegeu um governo já morto porque parece evidente que os mal chamados “programas de renda” (eu acho que o Bolsa Família é assistencialismo necessário, não programa de renda) já deram o que tinham de dar. É claro que a inflação corroeu parte do ganho dos muito pobres — a velha inflação, tão tolerada pelo governo. Segundo a candidata Dilma, só é possível diminuí-la gerando desemprego, lembram-se? Gênio da raça. Mas há uma questão de fundo: se o País não voltar a crescer a níveis aceitáveis, há pouco a fazer com os miseráveis, com os muito pobres, a não ser tentar expandir ainda mais os programas assistencialistas, aumentando o número de cativos. E, ainda assim, ficarão sujeitos à incompetência gerencial — esta mesma que flertou com a inflação e puniu quem menos tem. Enquanto o País foi beneficiado por um ciclo da economia mundial que lhe permitiu ancorar o crescimento no consumo — deixando de lado todos os outros fundamentos da economia —, foi possível crescer um pouco e minorar os extremos da miséria. Mas falta muito, muito mesmo!, para vencer a pobreza. O Brasil “de classe média” é uma fantasia estatística. É preciso alargar muito o conceito para chegar a essa conclusão. O País precisa voltar a crescer. E, até onde a vista alcança, o PT não sabe como fazê-lo sem gerar mais inflação. De maneira realmente desafiadora para a inteligência, tem conseguido o contrário: crescer perto de zero com inflação alta. Dilma foi eleita pelos pobres, como quer o petismo? Como se vê, pior… para os pobres. A miséria cresceu porque o modelo petista morreu. O segundo mandato de Dilma é só um cadáver adiado que procria, como escreveu o poeta. Por Reinaldo Azevedo

Esclarecimento - arquiteta desmente que tenha integrado chapa do Conselho dos Arquitetos que tem um antissemita entre seus membros

Esclarecimento necessário, a arquiteta Arlene Lubianca, não fez parte da Chapa II concorrente às eleições do Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul, no pleito ocorrido nesta quarta-feira. Essa chapa, petista, ganhou a eleição com 6.095 votos, contra apenas 2.318 votos da outra concorrente. Isso significa dizer que o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul está totalmente aparelhado pelo PT, a serviço do PT. Não é mais um conselho de classe, que controla o exercício de uma profissão, de uma carreira, é um aparelho a serviço do petismo. Pois bem, essa chapa vencedora tem a participação como conselheiro do arquiteto Carlos Alberto Sant'Anna, funcionário da prefeitura de Porto Alegre, que fez uma postagem antissemita no Facebook com o seguinte teor: "JUDEUS NÃO SÃO EVENTUALMENTE MAUS. ELES SÃO A MALDADE EM FORMA DE GENTE. O QUE ELES FAZEM É SEMPRE MAU". Apesar da indubitável manifestação violentamente antissemita do esquerdista petista Carlos Alberto Sant'Anna, a Federação Israelita do Rio Grande do Sul não tomou qualquer medida em reação até o presente momento, mesmo após o seu presidente, Mario Cardoni, ter publicado em seu Facebook que isso ocorreria. Se Israel e os israelenses dependessem da pressa e agilidade da Federação Israelita do Rio Grande do Sul estariam em grandes apuros. Então, reiterando: a arquiteta Arlene Lubianca não fez parte da chapa esquerdóide petista do Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul. Naturalmente, ela não convive e não convalida a expressão do antissemitismo. Aí vai o link da matéria que foi publicada por Videversus. Lembrem, a arquiteta Arlene Lubiana não fez parte dessa turma. http://poncheverde.blogspot.com.br/2014/10/carlos-alberto-santana-arquiteto.html

Sou, sim, a favor da negociação da dívida dos Estados e municípios; Mercadante e Mantega é que eram contra! Ê petezada!

escrevi a respeito do assunto no dia 8 de outubro do ano passado e volto ao tema. Ah, como é gostoso ter princípios, né? Eu acho bom! Como funciona? Assim: diante de uma proposta, antes de perguntar se a coisa é boa para esse ou para aquele, para o governo ou para a oposição, o sujeito de princípio analisa a medida em si. Se ela for boa, mesmo que seja boa também para aqueles de quem não gosta, paciência! Quem costuma ser ambíguo moralmente, quem recorre ao duplipensar orwelliano e considera bom o que antes considerava ruim, e também o contrário, a depender do lado do balcão em que esteja, é o PT. E eu vou demonstrar isso aqui mais uma vez, de forma escancarada. Do que estou a falar? O Senado aprovou a mudança do indexador da dívida dos estados e municípios. Eu sou favorável. Acho que já passou da hora de fazê-lo. Já defendi isso aqui num post no dia 9 de novembro de 2010. Por que tem de mudar? Porque Estados e municípios estão submetidos a uma verdadeira extorsão. Se o mecanismo criado 1997 era seguro em face das circunstâncias de então, a sua manutenção é um verdadeiro escândalo. Ora, o Tesouro corrige a dívida desses entes a taxas que já chegaram a 14% no caso dos municípios e 12,5% dos Estados, mas empresta dinheiro ao setor privado, por exemplo, por intermédio do BNDES, com juros na casa de 4% a 5%. Faz sentido? Trata-se de uma receita segura para quebrar os endividados. Agora a graça: em novembro de 2010, como escrevi aqui, o então governador reeleito Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu a renegociação pelos motivos que elenco acima. Sabem quem foi contra? Aloizio Mercadante, que havia sido seu adversário na disputa, derrotado no primeiro turno. Mercadante é hoje o homem forte do governo Dilma. Vamos ver o que disse o valente à época: “O assunto pode até ser discutido, mas acredito que temos caminhos melhores. É preciso ter muito cuidado quando se fala em mudança de indexador; cuidado para não alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e as exigências de austeridade”. Não só ele. Guido Mantega também era contra: “Temos que encontrar outro tipo de solução, que não abra a porteira, senão passa a boiada inteira. Eu sou contra mudar a Lei de Responsabilidade Fiscal nesse caso”. Atenção, senhores! Mudar um indexador que se tornou extorsivo não altera a Lei de Responsabilidade Fiscal coisa nenhuma! Foi o que escrevi em novembro de 2010. Ou eu estava certo então, ou Mantega e Mercadante terão de admitir agora que o governo vai flexibilizar a LRF.
Urgência petista
Até os petistas podem fazer a coisa certa de vez em quando, como é o caso. Ainda que o façam por maus motivos. E qual é o mau motivo da hora? Quem está pressionando o governo federal em favor da mudança da lei é o prefeito Fernando Haddad, que é, como sabem, do PT. A cidade de São Paulo será uma das principais beneficiárias dessa mudança. Logo, o prefeito petista terá uma vantagem que seus antecessores não tiveram. Que partido impressionante este, não é mesmo? Seja para fazer o bem, seja para fazer o mal, o critério é um só: o benefício que o PT poderá haurir de uma coisa e de outra.
Envelheço como toda gente, mas a memória só me ajuda, felizmente! Por Reinaldo Azevedo

Dilma e as variantes de “fazer o diabo”. Ou: Desafio a presidente a censurar publicamente resolução fascistoide do PT. Ela não o fará. Logo, seu diálogo é nada!

A Dilma como presidente é o que é; os números falam por si. A Dilma como pensadora assusta. Como esquecer de uma espetacular frase sua, disparada no dia 4 de março de 2013, durante uma solenidade em João Pessoa, na Paraíba? Refresco a memória de vocês: “Nós podemos disputar eleição, nós podemos brigar na eleição, nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição. Agora, quando a gente está no exercício do mandato, nós temos que nos respeitar, porque fomos eleitos pelo voto direto do povo brasileiro”. Não é realmente um modo espetacular de propor a paz aos adversários? Lula tinha feito “o diabo” para eleger Dilma. Desta feita, a própria Dilma piorou o diabo para se reeleger. E, a exemplo do que fez em 2013, também voltou a falar em diálogo, muito a seu modo. Numa solenidade com lideranças do PSD, em que pontificavam os ex-pefelistas Gilberto Kassab (presidente da legenda) e Guilherme Afif Domingos (que o PT já chegou a considerar um dos símbolos da “direita”), disse a represidenta: “Desmontar os palanques significa perceber que, em toda democracia, disputam propostas e visões as mais diferentes, e isso é levado ao escrutínio popular. O povo considera o que será a proposta que ganhará majoritariamente apoio. Isso significa ter consciência do que é a democracia. Há que saber ganhar como há que saber perder”. É verdade! Só acho éticas as vitórias humildes e as derrotas altivas — vale dizer: o que vence não procura esmagar o outro; o que perde não se humilha. Mas é esse o entendimento do PT? Sabem ganhar os que apostam nas instituições. Sabem perder os que não abrem mão de seus princípios. Sabem ganhar os que não fazem o diabo para vencer uma eleição. Sabem perder os que não se deixam cooptar. Dilma foi além na exposição de um raciocínio que, lamento, chamarei de hipócrita. Afirmou: “Nosso compromisso é mudar o ritmo da discussão. Se o nosso ritmo era de mostrar as diferenças, nós agora temos que fazer a trajetória inversa. Isso ocorre em qualquer democracia moderna no mundo”. “Isso” o quê? Errado! Em nenhuma democracia do mundo um partido político se apropriaria de uma política do Estado e ameaçaria os pobres com o fim da concessão de benefícios caso o mandatário não fosse reeleito. Em nenhuma democracia do mundo um partido político ousaria dizer que seu principal adversário representa o retrocesso, o atraso e um golpe nas conquistas populares. Em nenhuma democracia do mundo uma legenda se referiria a seu principal oponente como abrigo de “machismo, racismo, preconceito, ódio, intolerância e nostalgia da ditadura militar”. Isso não é diálogo entre os fortes. Isso não é saber ganhar. Se a presidente Dilma quer realmente dar uma demonstração de que está disposta a se comportar como chefe de Estado — daqui para a frente ao menos —, não como chefe de facção, comece por repudiar a resolução aprovada pela Executiva Nacional do PT, que é virulenta, rancorosa e autoritária. Se Dilma quer realmente uma conversa maiúscula, comece por censurar o seu partido, que associa a pauta de reformas, de forma confessa, à tentativa de criar a hegemonia política. Quem quer dialogar — e não cooptar ou submeter — trata adversários com respeito antes das eleições, durante as eleições e depois das eleições. Quem quer dialogar não “faz o diabo”. Só faz o diabo quem acha que pode se dar bem no inferno. Aliás, não entendi o propósito da reunião com o PSD. O partido integrou a chapa vitoriosa e já pertencia à base de apoio de Dilma. Tem um ministro: Guilherme Afif Domingos. Foi reafirmar apoio para quê? Só posso concluir que busca ampliar seu espaço no governo. Infelizmente, por essas bandas, também para governar se faz o diabo. Por Reinaldo Azevedo

O que significa “dialogar” para um partido de oposição? Ou: Papel da oposição é fazer oposição

Em toda parte, e aqui também, vocês lerão que, em seu primeiro discurso no Senado depois das eleições presidenciais, o tucano Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, condicionou o “diálogo” com o governo Dilma à apresentação de propostas concretas e a uma efetiva investigação dos malfeitos do petrolão. A notícia está certa. Ele realmente afirmou o seguinte: “Qualquer diálogo estará condicionado ao envio de propostas que atendam aos interesses dos brasileiros e, principalmente, tem que estar condicionado especialmente ao aprofundamento das investigações e exemplares punições àqueles que protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história do país, já conhecido como petrolão”. Muito bem. Infiro, no entanto, que não foi o aspecto mais importante de sua fala. Até porque é preciso entender que diabos, afinal, significa “diálogo”. O eixo do discurso do meu gosto pessoal — e que creio bem mais importante politicamente — está em outro trecho. Afirmou Aécio: “Quero aqui, do alto desta responsabilidade, reafirmar (…) que, de todas, a mentira foi a principal arma dos nossos adversários. Mentiram sobre o passado para desviar a atenção do presente. Mentiram para esconder o que iriam fazer tão logo passassem as eleições. Fomos acusados de propostas que jamais fizemos. Assistimos a reiteradas tentativas de reescrever a história, sempre nos reservando o papel de vilões que jamais fomos e não somos”. Já escrevi aqui e reitero: o PSDB — e partido algum! — não pode mais ser refém da narrativa criada pelo PT. É preciso, de resto, que a gente se pergunte o que quer dizer “diálogo” em política? Ora, os partidos da base governista dialogam entre si, certo? Cada um tem uma pretensão. Apoio não se dá em troca de nada. Há reivindicações e concessões. É o diálogo. Para um partido de oposição, o que significa “dialogar”? Como é que republicanos e democratas dialogam nos EUA? Como é que democrata-cristãos e social-democratas dialogam na Alemanha? Eu digo como: vigiando-se! É, é isto mesmo: vigiando-se! Até havia pouco, em larga medida, o PSDB sambava na mão do PT por excesso de… como direi?, governismo! É preciso saber ser oposição. Vamos a exemplos práticos? Faz sentido um partido de oposição aprovar uma medida ruim para o País só porque é oposição? Esse é o PT. Votou contra o Plano Real, votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, combateu as privatizações… Porque essas medidas eram ruins? Não! Porque era oposição. Não creio que seja esse o papel do PSDB ou de qualquer oposição responsável. Pensemos agora na reforma política. É possível conciliar as pretensões do PT com as do PSDB? Não! Esse “diálogo” tem de ser feito só no ambiente do Congresso? Também não! O âmbito há de ser as ruas, a sociedade organizada, a opinião pública. É possível conciliar a visão que o PT tem da economia com o diagnóstico dos tucanos? Até onde se sabe, também não! Aécio falou de uma sociedade que despertou. É ela a fonte de sua legitimidade. Para encerrar, lembro de todos os estelionatos eleitorais já cometidos por Dilma do dia 27 de outubro, o seguinte ao segundo turno, a esta data. Em nome do diálogo, deve-se abrir mão de fazer essa denúncia? É claro que não! E Aécio as fez. Só existe conversa entre os que preservam a sua identidade e não abrem mão de seus princípios. Por Reinaldo Azevedo

Jornal britânico identifica militar americano que matou Bin Laden

O militar americano que matou com um disparo na cabeça o terrorista saudita Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda, no início de maio de 2011, foi identificado ontem pelo jornal britânico Daily Mail.


Daily Mail Online


Ex-integrante dos Navy Seals, Rob O’Neil, de 38 anos, já foi retratado nos filmes A Hora Mais Escura, Capitão Philips e O Grande Herói. Neste fim de semana, ele contará sua história em primeira mão, em um documentário que será exibido pela emissora de TV americana Fox News. “As pessoas estão perguntando se estamos preocupados se o Isil (o grupo terrorista Estado Islâmico) virá atrás de nós por Rob vir a público. Digo que pintarei um alvo na minha porta da frente e direi: 'Venham'", falou o pai do fuzileiro, Tom O'Neill, em entrevista ao jornal.

Fiscalização do TCU encontra falha na compra de usinas

O Tribunal de Contas da União terminou fiscalização em duas usinas de biodiesel adquiridas pela Petrobras Biocombustível (PBio) - uma em Marialva (PR) e outra em Passo Fundo (RS), plantas que ficaram conhecidas como "mini-Pasadenas" em referência à polêmica compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Durante a apuração, seis falhas foram encontradas nas operações. O voto do relator, ministro José Jorge, foi aprovado pela Corte. Pelo voto de José Jorge, o sobrepreço na compra de Marialva/PR seria de R$ 63 milhões (130%). Já a planta de Passo Fundo, o relator considerou que a despeito de falhas na operação, não foi encontrado indícios de dano ao erário. O voto do relator também listou as falhas. A auditoria encontrou inexistência de documentos que comprovem a realização de pesquisa prévia pela PBio para obter "parceria mais vantajosa a estatal"; compra de participação da planta de Marialva não obedeceu integralmente normativos para aquisição de ativos; associação para a compra de Marialva foi feita em desacordo com relatórios e colocou a estatal em risco. Na compra de Passo Fundo, a auditoria também encontrou problemas: a estatal se colocou em risco quando se associou com a BSBios Sul, para compra de usina em Passo Fundo; compra de usina de Passo Fundo não obedeceu normativos; e celebração de transações com concessões desproporcionais entre as partes. Essas operações ocorreram à época em que o ex-ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) fazia parte da presidência da Petrobras Biocombustível, quando a empresa realizou operações que hoje estão sob auditoria pelo Tribunal de Contas da União. Rossetto comandou a subsidiária da Petrobras de 2009 a 2014 - período em que foram adquiridas as duas usinas de biodiesel.

Banco Votorantim diz que financiamento automotivo deve ter crescimento zero em 2015

O Banco Votorantim, líder do mercado de financiamento de automóveis usados no País, previu nesta quarta-feira que terá crescimento zero da sua carteira de crédito automotivo em 2015. "Nosso cenário base é de manutenção do atual nível dessa carteira no ano que vem", disse o presidente-executivo do banco, João Teixeira. A previsão vem num momento de retração do setor no Brasil. Na segunda-feira, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) informou que as vendas de veículos novos no Brasil em outubro caíram 7% no comparativo anual. A previsão da entidade é de queda de até 6% no acumulado do ano. Controlada pela família Ermírio de Moraes e pelo Banco do Brasil, com 50% cada, a instituição se recupera dos efeitos de uma safra ruim de crédito que a levaram um prejuízo líquido acima de 3 bilhões de reais de 2011 a 2013. Nesta quarta-feira, o Banco Votorantim anunciou lucro líquido de 135 milhões de reais entre julho e setembro, o quarto trimestre seguido no azul. Os resultados positivos têm sido acompanhados de contínua redução na carteira de crédito, em meio aos esforços do banco para se concentrar em operações mais seguras. No fim de setembro, a carteira ampliada do banco somava 67,7 bilhões de reais, queda de 7,4% em 12 meses. A linha de financiamento automotivo, a mais importante, recuou 1,7%, a 29,3 bilhões de reais. Segundo Teixeira, iniciativas adotadas pelo Banco Central em agosto, incluindo flexibilização nas exigências dos depósitos compulsórios dos bancos, para entre outras coisas incentivar o financiamento automotivo, não beneficiou o banco. "A regra ajudou nossos concorrentes", disse Teixeira. Para o Banco Votorantim, a cessão de carteiras, uma operação que poderia obter o benefício das medidas do Banco Central, não compensa. O Banco Votorantim também tem restringido sua atuação nos empréstimos para empresas, concentrando as operações naquelas com faturamento acima de 200 milhões de reais por ano. Isso levou o banco a reduzir o universo de clientes corporativos de 4,2 mil para 1,2 mil. O estoque de crédito para esse setor caiu 10,8%, a 32,2 bilhões de reais. "Nosso foco agora é elevar nossa rentabilidade", disse Teixeira. No trimestre, a rentabilidade sobre o patrimônio do banco foi de 8%. A de seu controlador, Banco do Brasil, foi de 15,5%. Segundo o executivo, a meta é elevar o índice do Banco Votorantim gradualmente para níveis semelhantes ao da média dos grandes bancos do País.

Maioria dos brasileiros vai usar 13º salário para pagar dívidas

O destino do 13º salário da maior parte dos consumidores não serão as compras de Natal. Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (5) pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) indica que 68% dos consumidores pretendem usar a renda extra para quitar dívidas. Apenas 11% devem gastá-lo com presentes, uma queda de 21,43% em relação a 2013. Houve redução também no porcentual dos brasileiros que vão destinar o 13º à poupança. Somente 2% dos consumidores farão reservas, metade do que no ano anterior. Segundo a Anefac, a explicação para esses índices está no maior endividamento do brasileiro em 2014, provocado pela redução da atividade econômica, elevação das taxas de juros e aumento da inflação. Cartão de crédito e cheque especial representam a maior parte dessas dívidas: 81%. 






A escolha dos presentes de fim de ano reforça esse cenário. No comparativo com 2013, o estudo demonstrou uma queda na intenção de compra de produtos de maior valor agregado, como eletrônicos (-1,47%), informática (-2,44%) e itens de linha branca (-11,11%).







A Anefac aprova a cautela da maior parte dos consumidores, recomendando que a prioridade para o gasto do 13º salário seja o pagamento de dívidas. Quando estes compromissos forem quitados, a instituição aconselha ao consumidor guardar o valor restante para os gastos típicos de começo do ano, como IPTU, IPVA e despesas escolares.

Petrobras diz que orientação do Conselho tem sido pela manutenção de preços de combustíveis

A Petrobras afirmou nesta quarta-feira que a orientação de seu Conselho de Administração tem sido pela manutenção dos níveis de preços dos combustíveis, segundo comunicado de esclarecimento a notícias veiculadas na imprensa divulgado nesta quarta-feira. A estatal afirmou que o reajuste dos combustíveis é assunto de competência da Diretoria Executiva, observando-se a política de preços aprovada pelo Conselho de Administração em 29 de novembro de 2013. Em conformidade com esta política, durante as reuniões de Conselho Administração, a Diretoria Executiva apresenta aos conselheiros indicadores que servem de balizamento para eventuais ajustes nos preços, disse a estatal, acrescentando que "a orientação do Conselho tem sido pela manutenção dos níveis de preços". A companhia reiterou por fim que, até o momento, não há data ou percentual definidos para o reajuste no preço da gasolina e do diesel.

Tribunal Penal Internacional não vai investigar ataque israelense a flotilha turca

Procuradores internacionais acreditam que soldados israelenses podem ter cometido crimes de guerra durante uma incursão que deixou nove ativistas turcos mortos em 2010, mas decidiram que o caso está além de sua competência. A decisão dos advogados no Tribunal Penal Internacional (TPI) deve enfurecer Ancara, que acusou seu antigo aliado Israel de assassinato coletivo após soldados atacarem uma flotilha que desafiava um bloqueio naval israelense à Faixa de Gaza. "As informações disponíveis fornecem uma base razoável para acreditar que crimes de guerra sob a jurisdição do Tribunal foram cometidos no contexto da interceptação e tomada do Mavi Marmara por soldados da IDF (Forças de Defesa Israelenses) em 31 de maio de 2010", informa o documento visto nesta quarta-feira. Mas os advogados decidiram que os crimes em questão não eram de gravidade suficiente para serem considerados pelo tribunal, acrescentou o texto. A promotoria acrescentou que chegou a estas conclusões com base em informações disponíveis publicamente. "Ao não ter recolhido provas, a análise do gabinete neste relatório não deve, portanto, ser considerada como resultado de uma investigação", segundo o documento. A decisão de não abrir uma investigação vai decepcionar ativistas que tentaram repetidamente envolver o tribunal de direitos humanos com sede em Haia no conflito. O tribunal não tem jurisdição sobre crimes na Turquia ou em Israel, já que nenhum deles é membro da corte. No entanto, um dos navios, o Mavi Marmara, tinha registro nas Ilhas Comores, que integra a Corte.

Cresce risco de estouro da meta de inflação

O aceno de um reajuste no preço da gasolina e do diesel após a reunião do conselho de administração da Petrobrás elevou o risco de estouro da meta de inflação estipulada pelo governo, cujo teto é de 6,5%. As previsões para o fechamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2014 já rodam em torno de 6,4% sem um aumento nos combustíveis. Analistas afirmam que não há espaço para um aumento ainda este ano sem que comprometa a meta inflacionária, uma vez que outros fatores já ameaçam o arrefecimento do IPCA, como a alta do dólar e prejuízos da estiagem à produção de alimentos. A consultoria Tendências prevê que a inflação acumulada em 12 meses permanecerá acima do teto da meta em outubro e novembro, aos 6,64% e 6,68%, respectivamente. Apenas em dezembro diminuirá para 6,40%. Mas, caso a gasolina seja reajustada em 5%, como tem sido especulado, o IPCA encerraria 2014 em 6,53%. “As pressões inflacionárias não acomodam um reajuste sem comprometer o teto da meta”, disse a economista Adriana Molinari, analista na Tendências. O economista Pedro Ramos, do Banco Sicredi, prevê uma inflação de 6,60% neste ano se for aplicado um reajuste de 4% nos combustíveis. Já a LCA trabalha com uma alta média de 5%, mas também calcula uma elevação do IPCA para 6,60%, um adicional de 0,16 ponto porcentual. A Rosenberg Associados estima que o aumento no preço na gasolina pressionaria a inflação do ano em 0,15 ponto porcentual diante também de um reajuste de 5%. Diante das previsões de estouro do teto da meta, o economista-chefe da corretora Concórdia, Flávio Combat, se diz descrente de um aumento na gasolina em 2014, lembrando que a defasagem dos preços praticados no mercado internacional já não pressiona a Petrobrás. “A gente está achando que o reajuste não vem esse ano, embora tenha havido essa especulação toda”, afirmou Combat, acrescentando que, caso ocorra, o IPCA seria elevado em até 0,3 ponto porcentual, para 6,7%. Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, imaginava que o reajuste pudesse ficar para 2015. Mas, com a reeleição da presidente Dilma Rousseff, ele espera que o anúncio seja feito antes da reunião do G-20, que acontece entre os dias 15 e 16 deste mês, na Austrália. “Supostamente viria como uma sinalização de que a casa está ficando em ordem”, disse Vale. Mas a iminência de um reajuste no preço dos combustíveis não é a única ameaça à inflação. Desde 2011 o governo não enfrentava risco tão grande de não cumprir a meta. Naquele ano, o IPCA fechou no limite, aos 6,5%. “É possível que estoure o teto da meta porque está muito encostado. Uma pressão inesperada de 0,1 ponto porcentual é sim bastante possível, seja do câmbio ou de perdas na safra de algum produto muito relevante”, disse Combat. Segundo ele, se o dólar chegar a R$ 2,60, terá reflexos na inflação. Outro risco vem de um possível choque de oferta de alimentos. A forte estiagem pode afetar itens in natura, que respondem com rapidez ao clima adverso. A inflação dos próximos dois meses será impactada ainda pelo reajuste de 17,75% nas tarifas da concessionária Light, que é responsável por grande parte da região metropolitana do Rio de Janeiro. Cálculos mostram que o impacto pode chegar a 0,10 ponto porcentual no IPCA.

Mudança do indexador é 'passo importante', diz Sartori

O governador eleito do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), afirmou na noite desta quarta-feira, 5, que a aprovação pelo Senado do projeto de lei que altera o indexador das dívidas dos Estados e dos municípios com a União é "um passo importante" na reestruturação do endividamento gaúcho no longo prazo. "Abre a possibilidade de os governos estaduais realizarem negociações com o governo federal", disse em nota. A proposta, que agora segue para a sanção presidencial, teve o apoio unânime de 61 senadores que votaram. O projeto reduz a correção do passivo dos Estados e municípios, ao considerar como indexador a taxa Selic ou então Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% de juros - vale o que for menor. Como o texto inclui retroatividade, provocará um desconto no estoque da dívida dos entes federados. No caso do Rio Grande do Sul, a renegociação abre espaço fiscal para a tomada de cerca de US$ 1 bilhão em financiamentos já no ano que vem. No entanto, Sartori tem dito que não pretende fazer novos endividamentos no curto prazo que comprometam a receita e agravem a saúde financeira estadual. "Vale ressaltar que é importante continuar as negociações para reduzir o desembolso mensal da dívida, possibilitando o aumento dos recursos para investimentos na saúde, educação e infraestrutura", completou o futuro governador, na nota. Hoje o Rio Grande do Sul compromete 13% de sua receita para honrar o pagamento da dívida com a União.

Ex-número 1 da Bombardier diz à Polícia Federal que Alstom indicou suposto lobista

O ex-presidente da Bombardier Brasil, André Michel Alexis Guyvarchi, afirmou à Polícia Federal que dois ex-presidentes da Alstom Brasil, Philipe Mellier e José Luís Alqueres, recomendaram a ele, em 2004, a contratação do engenheiro Arthur Teixeira – apontado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público como lobista do cartel metroferroviário que teria atuado em São Paulo no período entre 1998 e 2008 (governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB). Segundo André Guyvarchi, os dois ex-dirigentes da multinacional francesa sugeriram a contratação de Teixeira “para facilitar a tramitação dos documentos nos órgãos governamentais”. Na ocasião, André Guyvarchi ocupava o cargo de diretor-geral do Setor de Transportes do Grupo Alstom para a América do Sul. Entre os anos de 2000 e 2004, ele exerceu as funções de diretor de Sinalização e presidente geral da Unidade Francesa do Grupo Alstom. Em 2006, foi contratado pela Bombardier como consultor, papel que executou até 2010, na Europa. Em março de 2011 assumiu a presidência da Bombardier Brasil, cadeira que ocupou até abril de 2014. Atualmente, não tem vínculos com a Bombardier Brasil.

VEJA A ÍNTEGRA DO DEPOIMENTO DO EXECUTIVO À PF:
Parte 1
depoimentoandre1
Parte 2
depoimentoandre2
Parte 3
depoimentoandre3
André Guyvarchi é autor de um emblemático e-mail enviado em 2012 para o chefe da Bombardier Transportes a quem pede apoio financeiro para um parlamentar do PT, que não identifica. Na correspondência, ele diz que “tudo em Brasília é suspeito”. “Fomos procurados pelo nosso deputado federal do PT para participar de um almoço que faz parte da campanha eleitoral de alguém que ele apoia. Estamos falando em pouco menos de 12 mil euros. Precisaremos do apoio dele e ele nos ajudou. Ele se mostrou razoavelmente eficiente. A quantia é bem limitada". André Guyvarchi depôs na Polícia Federal dia 23 de outubro. O e-mail de sua autoria está sob o crivo do Supremo Tribunal Federal porque faz menção à “nosso deputado do PT”. Seu relato no inquérito sobre o cartel metroferroviário preenche três páginas. Ele disse que conheceu Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira – já falecido – no segundo semestre de 2004, “quando estes ofereceram a prestação de serviços de consultoria para a Alstom no setor metroferroviário”. O executivo disse que rejeitou a oferta de Arthur, “uma vez que a Alstom tinha toda a infraestrutura para realizar o serviço que era oferecido”. Afirmou que “tinha conhecimento da reputação de Arthur como intermediário no pagamento de propina no setor metro ferroviário”. Mas fez uma ressalva: “Nunca teve conhecimento de um caso específico em que Arthur tenha pago propina para algum servidor". André Guyvarchi declarou que Arthur Teixeira “queria cobrar da Alstom 1% sobre o valor de cada eventual contrato para prestar os serviços oferecidos”. Ele afirmou ainda que “não contratou os serviços oferecidos por ele (Arthur) pois a Alstom não tinha a menor necessidade desses serviços". O executivo relatou ainda que exerceram a presidência da Alstom Brasil Philippe Mellier e José Luís Alqueres. “Ambos eram responsáveis pela tesouraria, coordenação comercial, técnica, industrial e financeira. Também tinham uma função representativa, eram eles que se encontravam com os chefes dos poderes executivos federal e estadual". “Ambos recomendavam a contratação de Arthur Teixeira para facilitar a tramitação dos documentos nos órgãos governamentais”, disse André Guyvarchi. “Que imagina que Arthur tinha a possibilidade de apresentar dossiês claros para facilitar a alocação de recursos para o transporte público". A Polícia Federal questionou André Guyvarchi sobre um e-mail enviado por José Luís Alqueres para o então presidente da Divisão de Transportes da matriz francesa, Philippe Mellier.
Nesse e-mail Alqueres informava ter recomendado a contratação de Arthur Teixeira por seu “bom relacionamento” com o prefeito e o governador de São Paulo, à época. “Foi o contrário do recomendado por mim”, declarou Guyvarchi: “Tudo o que Alqueres recomendou foi o contrário daquilo que recomendei. Reitero que neguei a contratação de Arthur Teixeira, fato que gerou o e-mail de Alqueres para o presidente da Divisão de Transportes da matriz francesa, Philippe Mellier". Ele disse que, em 2004, colocou como condição a saída do executivo Carlos Alberto Cardoso de Almeida, que foi o responsável por toda a coordenação comercial do Grupo Alstom. Afirmou que os dirigentes da Alstom, Paulo Borges, Geraldo Hertz e José Luís Alqueres, “tinham relacionamento com Arthur Teixeira”. Segundo ele, Borges “era o responsável pelos contatos com consultores, mas não sabe se ele se reuniu com Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira”. André Guyvarchi disse que Paulo Borges “conduziu todo o processo de negociação que resultou na aquisição de 12 trens pelo Consórcio Cofesbra”. Afirmou, ainda, que Antonio Oporto era presidente da Alstom Transportes da Espanha: “Antonio Oporto foi responsável pelo controle do resultado/lucro do Grupo Alstom no setor de transportes para a América do Sul desde 2004. Cesar Ponce de Leon era homem de confiança de Antonio Oporto na Espanha". André Guyvarchi disse que “nunca teve contato” com Oliver Hossepian, João Roberto Zaniboni e Ademir Venâncio de Araújo, ex-dirigentes da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) que a Polícia Federal indiciou por corrupção e organização criminosa. Segundo ele, Arthur Teixeira começou a trabalhar na Alstom como consultor. Afirmou que “não teve conhecimento de pagamento de propina e formação de cartel no setor metroferroviário”. Ele declarou que também “não teve conhecimento, nem participação” na assinatura de contratos da Alstom com as consultorias uruguaias que estão sob suspeita de pagamento de propinas a políticos e a agentes públicos – GHT Consulting, e Gantown Consulting – no âmbito da licitação da Linha 5 do Metrô. Declarou, ainda, que “não teve conhecimento” da assinatura de contrato da Alstom com a GHT no âmbito do aditivo ao consórcio Cofesbra.
LEIA A ÍNTEGRA DO E-MAIL QUE ANDRÉ GUYVARCHI ENVIOU EM 2012 PARA ANDRÉ NAVARRI, DIRETOR DA BOMBARDIER TRANSPORTES.
“André,
Assunto delicado.
Contexto:
Um dos deputados federais do PT (partido no governo do país) está nos apoiando. Até o momento ele não foi muito útil. Tentou nos colocar num plano para fornecer um trem a Cuba, pois o governo brasileiro está financiando via Odebrecht um novo porto próximo a Havana. Não funcionou, pois os cubanos decidiram procurar os espanhóis. Entretanto, mais recentemente, ele nos ajudou a cancelar um leilão envolvendo a manutenção do metrô de Brasília. Tudo em Brasília é suspeito de corrupção, por causa dos muitos processos sendo julgados. Bastou um telefonema dele ao metrô de Brasília e ao governo da cidade para fazer os funcionários levarem em consideração nosso pedido para abrir o leilão à concorrência, permitindo que participemos. Agora o novo leilão está sendo preparado. Para a Linha 18 (monotrilho ABC), parte do financiamento do projeto virá diretamente da União para a cidade, controlado pelo PT. Solicitarei o apoio do nosso deputado federal do PT para que faça lobby em nosso favor, contra balanceando a influência da Odebrecht. A eleição para prefeito vai ocorrer no domingo (o segundo turno será dia 28)
Problema: Fomos procurados pelo nosso deputado federal do PT para participar de um almoço que faz parte da campanha eleitoral de alguém que ele apóia. Estamos falando em pouco menos de € 12 mil. Ele pediu uma resposta rápida. Eu aceitei. 
Motivos: Precisaremos do apoio dele e ele nos ajudou. Ele se mostrou razoavelmente eficiente. A quantia é bem limitada. Não se trata de corrupção, e sim de despesas oficiais legalmente aceitas. Se minha decisão for vetada, ainda poderemos dar um jeito na situação, mas será muito desagradável.
Espero que aprove, Sem mais, AG".

Lucro da Gerdau cai 59% no 3º trimestre

O balanço do terceiro trimestre foi impactado por menor geração de caixa

A siderúrgica gaúcha Gerdau, líder no segmento de aços longos nas Américas, viu o lucro líquido cair em mais da metade no terceiro trimestre. A empresa foi prejudicada pela queda na demanda no Brasil e América Latina e resultado financeiro negativo maior ante igual período do ano passado. Parece que a passagem de Jorge Gerdau Johannpeter pelo Conselho de Administração da Petrobras trouxe maus eflúvios para a Gerdau. Conforme publicado nesta quarta-feira, o lucro líquido da empresa somou 262 milhões de reais no terceiro trimestre do ano, queda de 59,2% em relação ao visto no mesmo período do ano anterior. Na comparação trimestral, o recuo foi de 33,3%. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o lucro chegou a 1,09 bilhão de reais, recuo de 8,9% em relação ao observado em doze meses. Após o resultado, a companhia reduziu de 2,4 bilhões para 2,1 bilhões de reais o plano de investimentos previstos para este ano, mas não deu detalhes sobre que tipo de desembolso será feito. Nos nove meses até setembro, os investimentos da Gerdau em ativo imobilizado totalizaram 1,6 bilhão de reais. "Em um trimestre em que enfrentamos menor demanda por aço no Brasil e nos demais países na América Latina, o principal destaque positivo do período foi nosso bom desempenho nos Estados Unidos", disse o presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, em comunicado à imprensa. "Esse cenário desafiador do mercado global tem nos motivado a buscar a melhoria de nossa eficiência e a redução de custos operacionais, assim como adequar o ritmo de investimentos em ativo imobilizado", acrescentou o executivo. O balanço do terceiro trimestre foi impactado por menor geração de caixa, com o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) registrando declínio de 13,4% sobre um ano antes, a 1,224 bilhão de reais, com margem de 11,4%. No balanço da Gerdau, o Ebitda das operações brasileiras caiu 37% na comparação anual, para 587 milhões de reais, enquanto nas operações na América do Norte o Ebitda cresceu cerca de duas vezes e meia, para 337 milhões de reais. As vendas de aço longo no Brasil no terceiro trimestre caíram 11% sobre o mesmo período do ano passado, para 2,42 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABr) que representa o setor. O resultado financeiro da Gerdau também contribuiu para a queda no lucro, ficando negativo em 575 milhões de reais, quase o triplo de igual etapa de 2013, principalmente em função de maior variação cambial líquida negativa sobre os passivos contratados em dólar, além de maiores despesas financeiras decorrentes do aumento da dívida bruta. A Gerdau encerrou o período com dívida líquida de 13,45 bilhões de reais, ante 12,09 bilhões um ano antes e 12,47 bilhões no segundo trimestre.

Caixa Econômica Federal está com uma montanha de créditos "podres"

Parcela de créditos em atraso há mais de 180 dias que deve ser recuperada totaliza R$ 1,656 bilhão

A Caixa Econômica Federal fez uma nova "limpeza" em seu balanço ao repassar, em setembro, créditos "podres" de 2 milhões de contratos a uma empresa pública, criada pelo governo para absorver prejuízos dos bancos oficiais com clientes inadimplentes. Pela primeira vez, a Caixa Econômica Federal transferiu à Empresa Gestora de Ativos (Emgea) não apenas créditos imobiliários em cobrança, mas também contratos de outras operações, como financiamentos de automóveis e bens de consumo. No total, estima-se uma carteira "podre" de quase 5 bilhões de reais. A parcela que deve ser recuperada desses créditos em atraso há mais de 180 dias (e contabilizados como prejuízo no balanço do banco) foi calculada em 1,656 bilhão de reais pela Caixa Econômica Federal e Emgea. A projeção foi feita com base em um desconto de 70% no valor total da carteira repassada. Esta é a segunda vez que a Caixa Econômica Federal recorre à Emgea para limpar o balanço e tentar recuperar parte dos calotes. Desde 2001, quando fez a primeira operação com créditos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o banco expurgou cerca de 50 bilhões de reais em créditos "podres", incluindo essa nova operação. No modelo de permuta adotado pela Caixa Econômica Federal, o banco repassa os contratos sem nenhum custo à Emgea. A empresa recalcula os valores, concede descontos generosos aos clientes para quitação imediata da dívida e devolve à Caixa Econômica Federal o total recuperado. Na prática, a Emgea funciona como uma empresa de cobrança, mas é vinculada ao Ministério da Fazenda. Nessa nova operação, o banco oficial se livrou de créditos adquiridos de bancos menores durante a crise financeira internacional, quando a Caixa Econômica Federal, na contramão dos maiores bancos privados, ampliou a concessão de crédito para ajudar a superar a recessão. Até parte do Banco PanAmericano, adquirido pela Caixa Econômica Federal em 2009, foi incluída no pacote. A prática de vender esses créditos é muita usada por bancos privados, principalmente os estrangeiros. No entanto, a idéia de permutar essa "diversidade" de créditos da Caixa Econômica Federal nunca foi consenso entre a equipe econômica do governo, que já criticou publicamente a operação feita há 13 anos na gestão de Fernando Henrique Cardoso. O ministro da Fazenda, o petista Guido Mantega, chegou recentemente a classificar um repasse feito em 2001 pela Caixa Econômica Federal à Emgea como um exemplo de "pedalada" no governo Fernando Henrique Cardoso, já que, à medida em que a Emgea vende os ativos e reconhece os créditos podres, cria-se uma despesa primária não registrada inicialmente. Como se vê, o petista Mantega transformou-se um ciclista digno da disputa do Tour de France, um pedalador de primeira. Naquele ano, a Emgea recebeu da Caixa Econômica Federal cerca de 1,2 milhão de contratos de financiamentos habitacionais, em um total de 26,61 bilhões de reais em valores da época. No fim do ano passado, a Emgea informou ter recuperado 19,47 bilhões de reais em valores corrigidos. A Caixa Econômica Federal confirmou ter feito, em setembro, a "primeira cessão onerosa" e o repasse de contratos de empréstimos comerciais para pessoa física e habitacionais à Emgea. O banco informou, em nota, que as cessões foram feitas sem "coobrigação", ou seja, não há possibilidade de retorno dos contratos à instituição, apenas dos valores recuperados. Como essa carteira já estava colocada como prejuízo no balanço, o impacto da operação na inadimplência total é marginal. No entanto, o banco reduzirá as provisões que precisa manter para cobrir os riscos de calote. Na medida em que recupera parte desses créditos, o banco libera espaço para emprestar mais - ou seja, alivia o chamado índice de Basiléia (a relação entre capital próprio e os empréstimos concedidos).

Mais três ministros de Dilma terão de dar explicações à Câmara

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira requerimento para que o ministro Luiz Alberto Figueiredo, que comanda o Itamaraty, preste depoimento sobre o convênio firmado entre o Movimento Sem Terra (MST) e o governo venezuelano. O pedido de audiência inicialmente havia sido apresentado no formato de convocação, quando o depoente é obrigado a comparecer para prestar esclarecimentos, mas foi transformado em convite – quando a presença não é obrigatória – após um acordo entre a oposição e deputados governistas. Figueiredo deve comparecer ao colegiado no próximo dia 19. O convênio entre lideranças do MST e o ministro para Comunas e Movimentos Sociais da Venezuela, Elias Jaua, foi firmado no fim do mês passado na sede da Escola Nacional Florestan Fernandes, local que promove cursos idealizados pelos sem-terra. Jaua também acumula o cargo de vice-presidente do “Desenvolvimento do Socialismo Territorial”. Segundo nota divulgada pelo próprio governo venezuelano, foi firmada uma série de acordos com vistas a “fortalecer o que é fundamental para uma revolução socialista, que é a formação, a consciência e a organização do povo para defender o que já foi conquistado e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista”. O ministro Jaua recentemente ocupou as páginas dos jornais ao ter a babá da família presa pela imigração com uma arma na mala. O episódio se deu justamente quando o venezuelano chegava ao Brasil para participar de encontro com o MST. Em requerimento, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) criticou o acordo: “O governo brasileiro tem tanto a responsabilidade de respeitar o pluralismo político e de ideias como tem a obrigação legal e constitucional de jamais permitir que sejam assinados acordos, por quem quer que seja, em que sejam violados os princípios da soberania e da não-intervenção. Que esse Senhor Jaua tente fazer revolução socialista em seu país, mas é gravíssimo que venha ao Brasil, com a permissão do governo brasileiro, insuflar movimentos que já perpetraram atos de extrema violência em nosso País”, afirmou no documento. Também para explicar a parceria, o ministro Laudemir André Müller, do Desenvolvimento Agrário, vai comparecer à Câmara. Ele vai prestar depoimento no próximo dia 12 na Comissão de Agricultura. Na manhã desta quarta-feira, outro ministro foi chamado para prestar esclarecimentos: Arthur Chioro, responsável pelo Ministério da Saúde, foi convidado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara para explicar o contrato firmado entre a pasta e a Labogen, empresa de fachada na qual o doleiro Alberto Youssef atuava. Em depoimento ao Conselho de Ética, a ex-contadora do doleiro Meire Poza afirmou que o sócio da Labogen, Leonardo Meirelles, fazia entrega e buscas de dinheiro oriundo de corrupção. Youssef é pivô da Operação Lava-Jato, que investiga um megaesquema de lavagem de dinheiro, conhecido como Petrolão, o Mensalão II do PT.

Renan Calheiros diz que "PMDB é insubstituível na relação com governo"

Renan Calheiros, presidente do Senado

Em meio a insurgência de rebeldes do PMDB contra o Planalto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira que seu partido é "insubstituível" na relação com o governo e com o PT. "Estamos em meio a uma aliança que tende a ser mais produtiva do que já foi", disse. Defendendo "mudanças" e "ajustes", Renan argumentou, ao chegar à reunião do partido que discute uma proposta de reforma política, que "o PMDB é insubstituível nessa caminhada".  Sobre o papel que a legenda terá no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, Renan disse que o PMDB "quer fortalecer seu papel de interlocução". "Nessa relação você não substitui facilmente os atores", disse. "Você compõe a partir de um quadro de alianças que já está posto". Renan minimizou os atritos entre o PMDB e o PT na disputa pela presidência da Câmara, já que os peemedebistas trabalham para viabilizar a candidatura do deputado Eduardo Cunha (RJ). "Quando não é possível fazer uma composição, vai ter que ir para a eleição". O vice-presidente Michel Temer, que comanda o encontro desta manhã, também preferiu minimizar as divergências internas dentro do PMDB. Disse que o clima foi "apaziguado" na terça-feira, num jantar promovido no Palácio do Jaburu com a presença de mais de 200 lideranças da sigla. Ao ser questionado sobre o espaço do PMDB no próximo governo, Temer disse que o tema é de competência da presidente Dilma. "É uma matéria da presidente Dilma. Ela que escolhe os ministros. Muito provavelmente, ela vai ouvir os partidos".

Alckmin anuncia construção de duas estações de água de reúso

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta quarta-feira a construção de duas estações de produção de água de reúso que vão abastecer diretamente as bacias dos sistemas Guarapiranga e Alto Cotia. Serão as duas primeiras instalações no Estado que vão captar o esgoto para transformá-lo em água de reúso, que servirá mais tarde para consumo. "Na estação do Guarapiranga, vamos gerar dois metros cúbicos por segundo de água de reúso. Teremos esse valor a mais sendo devolvido ao Guarapiranga independentemente de chuva", afirmou. A outra estação de tratamento será construída na região do rio Cotia e terá capacidade de produção de um metro cúbico por segundo. Cada metro cúbico de água é suficiente para abastecer 300.000 pessoas, segundo o governador. As estações estão em projeto e têm previsão de entrega para dezembro de 2015. Alckmin também anunciou a construção de 29 reservatórios que aumentarão em 10% a capacidade de reserva de água tratada na região metropolitana. O governador afirmou ainda que a Sabesp vai aumentar a água transferida da Represa Billings para o Sistema Guarapiranga. O volume repassado vai dobrar, passará dos atuais dois metros cúbicos para quatro metros cúbicos por segundo. Para isso, foi reduzido há um mês a água enviada da Billings para usina hidrelétrica do litoral. As medidas de reforço nos demais sistemas de abastecimento da região metropolitana têm como objetivo diminuir a demanda sobre o Sistema Cantareira. Hoje, 2,3 milhões de clientes deste último são atendidos pelo Guarapiranga e Alto Tietê. Um procedimento similar já é adotado na cidade de Campinas, no interior paulista. A água de reúso, tratada, será distribuída para 7% da população. O procedimento será realizado depois da construção de um sistema adutor estimado em 12 milhões de reais, em parceria com o Aeroporto Internacional de Viracopos, que utiliza água de reúso para limpeza e outros serviços, vai permitir o consumo humano. A obra será concluída em um ano e meio.

Petista Dilma só anunciará novo ministro da Fazenda depois da reunião do G20

A presidente da República e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), durante coletiva onde explica os planos do governo para a melhoria no serviço de internet banda larga no Brasil. A entrevista é realizada no hotel Renaissance, em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (20)

A presidente petista Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira que o nome do novo ministro da Fazenda não será anunciado antes da cúpula do G20, grupo composto pelas maiores economias do mundo, que ocorre de 15 e 16 de novembro, na Austrália. Dilma negou que já tenha escolhido o futuro ministro. A petista Dilma, reeleita para um novo mandato, anunciou durante a campanha que o atual ministro Guido Mantega deixaria o Ministério em um novo governo seu. O nome do próximo titular da pasta é amplamente aguardado e será importante para passar segurança - ou não - ao mercado, num momento em que os indicadores da economia brasileira estão em franca piora. Entre os possíveis candidatos a substituto de Mantega estão o ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Comissão da Câmara aprova reajuste para ministros do Supremo Tribunal Federal, o que significa uma violenta casta nacional de aumentos na burocracia estatal

Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal

O reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal e do Procurador-Geral da República começou a avançar nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados. A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço, a primeira a analisar a matéria, aprovou o aumento de 22% na remuneração dos magistrados, cujos salários passariam de 29.400 reais para 35.900 reais mensais. Antes de ir ao plenário, o projeto ainda tem de passar pelas comissões de Constituição e Justiça e de Finanças e Tributação. Para justificar o reajuste, o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, alegou perda inflacionária entre os anos de 2009 a 2014 com base em salário de 30.900 reais, remuneração prevista em proposta que aguarda votação há um ano. O aumento significa um impacto de 648 milhões de reais – 646,3 milhões para o poder Judiciário e 2,5 milhões no âmbito do Supremo. A proposta já valeria para 2015. O aumento salarial aos ministros aumenta a pressão para que deputados e senadores também consigam um reajuste. Parlamentares estão negociando equiparar o próprio salário, hoje de 26.700 reais, ao dos ministros do STF. Em relatório, o deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) encurtou o prazo para que os ministros alterem o próprio salário. No projeto encaminhado pelo STF, há a previsão de que a partir de 2019 o subsídio será fixado por lei de iniciativa da Suprema Corte, levando em conta a recuperação do poder aquisitivo e necessitando de autorização pela lei orçamentária anual. No parecer da Comissão de Trabalho, Mabel deu a autonomia aos ministros a partir de 2016 sob o argumento de que a data anterior era “inexplicavelmente distante”. O deputado aprovou o reajuste alegando risco para o esvaziamento dos quadros. “A crise enfrentada atualmente pela magistratura é pública e notória. Ninguém desconhece o grau extremo de dificuldade exigido dos candidatos a juiz e poucos duvidam da capacidade dos que se submetem a concursos voltados ao provimento desse cargo de serem bem sucedidos também em processos de seleção para outros postos oferecidos pela Administração Pública. Se a remuneração que lhes é atribuída não for competitiva, a tendência é se enfrentar o que já está ocorrendo, isto é, o progressivo esvaziamento de quadros e a acumulação cada vez maior de processos e dificuldades nas varas e nos tribunais”, disse Mabel. Se aprovado, o projeto do STF elevará o teto da remuneração previsto pela Constituição e pode desencadear em aumentos para outras categorias. Auditoria do Tribunal de Contas da União realizada no ano passado constatou que 3.390 servidores estavam recebendo acima do teto constitucional do funcionalismo – 90% deles trabalhavam na Câmara e no Senado.

A petita Dilma diz: perdedores não podem ter "ressentimento"; de onde ela tirou a idéia de querer paralisar as oposições?

Dilma Rousseff em encontro com líderes do PSD

A presidente Dilma Rousseff voltou a defender nesta quarta-feira um diálogo entre vencedores e derrotados nas eleições. Um dia depois de o senador tucano Aécio Neves afirmar que o governo perdeu a legitimidade de dialogar com a oposição por ter feito uma campanha eleitoral virulenta, terrorista, de violenta coação sobre os eleitores, ela disse que não pode haver “ressentimento” dos perdedores. “Qualquer tentativa de retaliação por parte de quem ganhou ou ressentimento por parte de quem perdeu é uma incompreensão do processo democrático. E mais, criaria no Brasil um quadro caótico: o presidente eleito por um lado não conversa com o governador eleito por outro" afirmou a presidente, após um encontro com lideranças e parlamentares do PSD. Em seu primeiro discurso desde o dia do segundo turno, a petista Dilma declarou que é hora de “desmontar os palanques”. Evidentemente, ela está errada, ela pensa que pode comandar a oposição. Ela vai agora ver o que é resultado do terrorismo eleitoral produzido pelo petismo. Ela também disse ser natural que a campanha torne a disputa política mais intensa, mas pediu uma mudança de “ritmo” no debate. “Qualquer suposição de que uma campanha não acirra ânimos também não seria real. Agora, qual é a nossa função como cidadãos brasileiros? Da presidente a todas as lideranças, é mudar o ritmo da discussão”, declarou. O PSD foi o primeiro partido da aliança a declarar formalmente apoio à reeleição de Dilma, e também o primeiro a pedir um encontro com a presidente no momento em que ela começa a montar a equipe para o segundo mandato. No seu discurso, a presidente deixou animados os integrantes do PSD, partido que pleiteia ocupar o Ministério das Cidades e pelo menos mais uma pasta. Ou seja, o time de Gilberto Kassab quer uma daquelas "diretoria que fura poço". “Para mim, o PSD é um integrante do meu governo, faz parte da minha base aliada e, portanto, é protagonista. É essa a minha visão e eu vou me comportar, a partir de agora, baseada nesse posicionamento. Eu tenho muito clareza da importância que o PSD ocupa nesse cenário partidário brasileiro”, afirmou. No encontro desta quarta-feira estiveram presentes integrantes do PSD que apoiaram Aécio Neves na eleição presidencial: entre eles, o senador Sérgio Petecão (AC), o líder do partido na Câmara, Moreira Mendes (RO), e o vice-governador eleito do Rio Grande do Sul, José Paulo Cairoli.

Miséria no Brasil aumenta pela primeira vez em 10 anos, dentro do regime petista

Miséria aumentou no Brasil em 2013, aponta Ipea

A miséria voltou a subir no Brasil em 2013, segundo dados apurados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O instituto mostra que, entre 2012 e 2013, houve um aumento de 3,68% no número de indivíduos considerados abaixo da linha da pobreza, ou indigentes — passaram de 10.081.225 em 2012 para 10.452.383 no ano passado (veja gráfico), ou seja, mais de 371.000 pessoas entraram para o grupo de miseráveis no período. Este foi o primeiro aumento desde 2003, quando o indicador passou a cair ano a ano. A linha de extrema pobreza levada em conta pelo Ipea é uma estimativa do valor de uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias necessárias para suprir adequadamente uma pessoa, com base em recomendações da FAO – órgão da ONU para a agricultura e alimentação – e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os números, que constam do banco de dados Ipeadata, foram apurados pelo Ipea com base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em outubro. A análise social da Pnad é feita anualmente pelo Ipea. Contudo, neste ano, o Instituto optou por adiar a divulgação do levantamento alegando seu impacto no cenário eleitoral. Coincidentemente, em 2010, quando a análise mostrava melhora nos indicadores sociais, o Instituto fez a divulgação entre o 1º e o 2º turno. Os dados sobre o aumento da miséria foram publicados no Ipeadata no dia 30 de outubro. A forma como o Ipea vem conduzindo a divulgação de dados foi alvo de críticas no mês passado, depois que um de seus diretores, Hérton Araújo, pediu exoneração por não concordar com o adiamento da divulgação da análise social da Pnad para depois das eleições. Araújo trouxe o assunto à reunião da diretoria colegiada do Ipea, realizada no dia 9 de outubro, mas não conseguiu convencer os demais membros. Segundo nota do Ipea "o Sr. Araújo procurou convencer os demais membros do colegiado a rever a decisão, restando vencido". Em setembro, o site de VEJA revelou que outro estudo engavetado pelo instituto, e que levava em conta a análise de dados da declaração do Imposto de Renda, mostrava que a concentração de riqueza havia aumentado no Brasil entre 2006 e 2012. A análise, ainda preliminar, apontava que os 5% mais ricos do país detinham, em 2012, 44% da renda. Em 2006, esse porcentual era de 40%. Os brasileiros que fazem parte da seleta parcela do 1% mais rico também viram sua fatia aumentar: passou de 22,5% da renda em 2006 para 25% em 2012. O mesmo ocorreu para o porcentual de 0,1% da população mais rica, que se apropriava de 9% da renda total do país em 2006 e, em 2012, de 11%. Os dados consolidados das declarações dos contribuintes não estão abertos para consulta, tendo sido avaliados apenas por pesquisadores ligados ao instituto. Procurado pelo site de VEJA, o Ipea informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não há previsão de divulgação da análise social dos dados da Pnad, apesar de os números que embasam a pesquisa já estarem no banco de dados do instituto.
VEJA