segunda-feira, 16 de junho de 2014

EX-NÚMERO 2 DA AGU QUER TRANCAR AÇÃO DA OPERAÇÃO PORTO SEGURO, AQUELA DA EX-AMANTE DO ALCAGUENTE LULA

Réu no processo resultante da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, o ex-adjunto da Advocacia Geral da União (AGU), José Weber Holanda Alves, quer trancar as investigações sobre o esquema, informa reportagem do site do jornal O Estado de S. Paulo. Deflagrada em 23 de novembro de 2012, a Porto Seguro desarticulou uma quadrilha infiltrada em órgãos federais para obter pareceres técnicos fraudulentos em benefício de empresários trambiqueiros. O grupo era comandado pelos irmãos petistas Paulo e Rubens Vieira, instalados em cargos de direção de agências reguladoras. Segundo a Polícia Federal, Weber emitia pareceres favoráveis aos clientes da quadrilha em troca de favores do bando.  O ex-número 2 da AGU alega ter caído na malha fina de grampos telefônicos da Polícia Federal sem a autorização prévia da Justiça Federal. Por meio de um pedido de habeas corpus impetrado no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, a defesa de Weber sustenta, portanto, que os diálogos monitorados não poderiam ser usados contra ele na investigação. O Ministério Público Federal em São Paulo já se posicionou contra a concessão do recurso e a Procuradoria Regional da República na 3ª Região quer impedir que o Tribunal Federal em São Paulo admita os argumentos do ex-número dois da AGU. Caso a corte acolha as alegações, a ação penal em curso na 5ª Vara Criminal Federal poderia ser trancada. De acordo com a publicação, a procuradora regional Inês Virgínia Prado Soares alega que “cabe ao juízo competente processar a ação, analisar as alegações de inocência dos acusados bem como a validade das provas”. Segundo a procuradora, o pedido de trancamento da ação sob alegação de ilegalidade nas provas “é temerário, além de suprimir a instância competente, tendo em vista que demanda uma dilação probatória que ainda não foi feita na ação penal originária e não poderia ser efetuada num habeas corpus”. Ela observa que as interceptações ocorreram de forma ocasional, quando Weber trocava mensagens ou conversava com outros investigados que haviam sido grampeados por ordem da Justiça. Além disso, Inês Virgínia observa que a medida de trancar uma ação penal é “reservada a hipóteses excepcionais, somente admissível quando presente de plano alguma das situações previstas em lei, o que, definitivamente, não se verifica no presente feito”. A magistrada alerta que um habeas corpus que visa o trancamento de investigação contra qualquer dos envolvidos “em um esquema ilícito dessa relevância, extremamente prejudicial à administração pública, deve merecer a mais cuidadosa apreciação pelos órgãos Judiciários”. Em dezembro de 2012, o Ministério Público Federal denunciou 24 suspeitos de participação no esquema criminoso desarticulado na Operação Porto Seguro. Além de Rosemary Noronha, foram denunciados por formação de quadrilha, o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Rodrigues Vieira, seus irmãos, o ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Rubens Rodrigues Vieira e o comerciante Marcelo Vieira e os advogados Marco Antonio Negrão Martorelli e Patricia Santos Maciel da Oliveira.

ECONOMISTAS REDUZEM PROJEÇÃO DE CRESCIMENTO DO PIB A 1,24%

Economistas de instituições financeiras reduziram a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano de 1,44% para 1,24%, segundo pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira. O pessimismo está aumentando rapidamente: há um mês era esperada expansão de 1,62%. Para 2015, a projeção para alta do Produto Interno Bruto (PIB) também diminuiu de 1,80% para 1,73%. Na semana passada, o IBC-Br, considerado um antecipador do PIB, avançou 0,12% em abril ante março, segundo o próprio Banco Central. Na comparação com abril de 2013, o indicador recuou 0,67% e acumula em doze meses alta de 2,19%. Em relação à inflação, os economistas ouvidos para o Focus desta semana ajustaram a projeção para este ano a 6,46% - anteriormente a estimativa estava em 6,47%. Para 2015, a perspectiva é de alta de preços de 6,08% ante 6,03% previsto na semana passada. Já sobre a Selic, a perspectiva foi mantida em 11% para o final de 2014 e 12% em 2015.

MINISTRO JOAQUIM BARBOSA QUER COLOCAR NA CADEIA O ADVOGADO DO BANDIDO PETISTA MENSALEIRO JOSÉ GENOÍNO

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, pediu nesta segunda-feira à Procuradoria da República no Distrito Federal a abertura de uma ação penal contra advogado do ex-deputado petista e bandido mensaleiro José Genoino, Luiz Fernando Pacheco. Joaquim Barbosa pede que Pacheco seja investigado pelos crimes de desacato, calúnia, difamação e injúria. Na semana passada, Joaquim  Barbosa mandou seguranças da corte retirarem Pacheco do plenário. Barbosa deu a ordem após Pacheco subir à tribuna para pedir que o presidente libere para julgamento o recurso no qual o bandido petista mensaleiro José Genoino diz que tem complicações de saúde e precisa voltar a cumprir prisão domiciliar. Na ocasião, os ministros do Supremo estavam julgando um processo sobre a mudança no tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados. Ao subir à tribuna e interromper o julgamento para cobrar de Joaquim Barbosa a liberação do recurso, Pacheco foi questionado pelo presidente: "Vossa Excelência vai pautar a corte?". O advogado respondeu: “Eu não venho pautar. Venho rogar a vossa excelência que coloque em pauta, porque há parecer do procurador-geral da República (Rodrigo Janot) favorável à prisão domiciliar deste réu, deste sentenciado. Vossa excelência, ministro Joaquim Barbosa, deve honrar esta Casa e trazer aos seus pares o exame da matéria”, respondeu Pacheco. Após dizer duas vezes: “Eu agradeço a vossa excelência”, na tentativa de cortar a palavra de Pacheco, Joaquim Barbosa, primeiro, mandou cortar o som, e a seguir determinou a retirada do advogado do plenário. “Eu vou pedir à segurança para tirar este homem”, disse Joaquim Barbosa. Ao ser abordado pelos seguranças, o advogado protestou: “Isso é abuso de autoridade!”, gritou. Joaquim Barbosa ainda retrucou: “Quem está abusando de autoridade é vossa excelência. A República não pertence a vossa excelência, nem à sua grei. Saiba disso".

HUMORISTA GUSTAVO MENDES É AGREDIDO DURANTE SHOW EM BÚZIOS


O ator e humorista Gustavo Mendes (Foto: Divulgação)O ator e humorista Gustavo Mendes (Foto: Divulgação)












O ator e humorista Gustavo Mendes, conhecido principalmente por imitar a presidente Dilma Rousseff em programas como Domingão do Faustão, interrompeu um show em Búzios, na noite de domingo, após ter sido agredido no palco. Ele acusa um homem chamado Robinho, secretário-adjunto de Governo da Prefeitura. Na segunda-feira, o ator preferiu não conceder entrevistas, mas divulgou uma nota oficial sobre o incidente, ressaltando que nunca havia enfrentado situação parecida. Ele também afirma que recebeu diversas manifestações de apoio e que as agressões, verbais e físicas, podem ser comprovadas por vídeos gravados por outros espectadores do espetáculo. Em nota divulgada também nesta segunda, a Prefeitura de Búzios lamenta o ocorrido na noite de domingo e disse que pediu, previamente, o cuidado especial com o texto teatral para que fosse apresentado em praça pública. O humorista disse em nota que “O show ‘Mais que Dilmais’ foi contratado pela Prefeitura de Búzios para apresentação durante o evento ‘Búzios Love’, em homenagem ao Dia dos Namorados. Em nenhum momento o contratante informou que o show seria inserido em um evento de uma comunidade religiosa ou solicitou qualquer tipo alteração no texto teatral, o que caracterizaria uma censura prévia e isso não é aceito pelo ator. O espetáculo apresentado e contratado é o mesmo que recebeu aplausos em mais de 200 apresentações realizadas em dezenas de cidades de todo o Brasil, com trechos disponíveis em vários vídeos na internet. 
O ator Gustavo Mendes afirma que em 16 anos de carreira nunca foi submetido a tamanha violência e falta de respeito com seu trabalho e reforça que em nenhum momento da apresentação ofendeu qualquer pessoa da plateia, de qualquer idade ou crença, e todas as piadas que faz são sobre uma situação e não uma pessoa específica. No caso específico sobre a apresentação em Búzios, Gustavo brincou com o fato de uma antiga proibição de venda de bebidas alcoólicas em festas religiosas dizendo que foi Jesus quem transformou água em vinho”, diz a nota.
De acordo com a Prefeitura de Búzios, "por se tratar de um show inserido em um evento de uma comunidade religiosa, foi solicitado, previamente, o cuidado especial com o texto teatral para que fosse apresentado em praça pública, evitando ofensas e agressões verbais aos presentes. Porém, no decorrer do evento, em diversos momentos, ocorreram episódios deselegantes e desrespeitosos ao público, incluindo idosos e religiosos".
Gustavo Mendes caracterizado como Dilma Rousseff (Foto: Divulgação)Gustavo Mendes caracterizado como Dilma
Rousseff (Foto: Divulgação)
Antes de divulgar o comunicado, o próprio Gustavo havia explicado a situação em seu perfil no Facebook. Segundo o comediante, ele brincou ao saber que um padre chamado Ricardo, a quem garante não conhecer, havia proibido o consumo de bebidas alcoólicas em festas religiosas na cidade. Gustavo diz que lembrou então que Jesus havia transformado água em vinho e, em tom de brincadeira, exclamou: “Proibir bebida, ah, vá tomar no ... !”.

O tom da piada teria irritado algumas poucas pessoas presentes, inclusive Robinho, secretário-adjunto de Governo da Prefeitura. Ele e mais dois homens passaram então a agredir Gustavo. O ator diz que foi chutado e precisou sair do palco escoltado por policiais. A maior parte do público, no entanto, condenou a agressão e pediu que o show continuasse.
Segundo a prefeitura, "no intuito de preservar o respeito à família buziana e aos praticantes de diferentes denominações religiosas que têm o direito de serem tratados com dignidade, foi solicitada a retratação, negada pelo artista. Desta forma, devido ao não cumprimento da solicitação, fez-se necessário interromper a apresentação do show".

“Fui chutado ao sair do palco por um "discípulo" de Padre Ricardo, Robinho, chefe de gabinete. Tenho certeza de que se o padre estivesse no show teria rido junto com a multidão, que logo após o ocorrido bradou em uníssimo ‘Ei, Robinho, vai tomar no cu!’, por livre e espontânea vontade, e como bem disse Padre Ricardo em um de seus sermões ‘A voz do povo é a voz de Deus’, que seja feita a vontade do povo”, escreveu o ator na rede social.
A Prefeitura de Búzios ressaltou em nota que reconhece e respeita os talentos culturais do país e, "buscando a alegria e proporcionar eventos que levem momentos de lazer para a população buziana, procura contratar e valorizar todos os artistas que demonstram interesse em compactuar com este objetivo. Contudo, a proposta do Governo Municipal ao contratar um espetáculo é de entreter todas as famílias moradoras de Búzios, com alegria, mas, acima de tudo, com educação e respeito ao cidadão".

Gustavo Mendes fez sua primeira aparição na TV Globo como integrante do elenco do programa “Casseta & Planeta”, em 2012. Além de participações no Programa do Jô e no Altas Horas, ele já se apresentou no quadro “Tem Gente Atrás”, no Domingão do Faustão, imitando também as cantoras Maria Bethânia, Alcione e Ana Carolina.

AJUDEM A ESPALHAR: CHEFÃO DO PT PEDE ABERTAMENTE A CABEÇA DE JORNALISTAS NA PÁGINA DO PARTIDO. ESTOU NA LISTA. NÃO SEI O QUE FARÃO OS OUTROS. ESTOU ANUNCIANDO AQUI QUE VOU PROCESSAR O SR. ALBERTO CANTALICE POR CALÚNIA E DIFAMAÇÃO. CABE INDAGAR SE CHEFÃO PETISTA NÃO ESTÁ DANDO UMA ORDEM PARA ESSAS PESSOAS SEJAM AGREDIDAS NAS RUAS. É PRECISO CUIDADO! ELE É DO PARTIDO A QUE PERTENCIA CELSO DANIEL!

Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, divulga no site do partido lista negra de jornalistas. Um assunto para a Justiça e para a Polícia Federal
Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, divulga no site do partido lista negra de jornalistas. Um assunto para a Justiça e para a Polícia Federal
O PT, saibam os senhores, pedem a cabeça de jornalistas para seus respectivos patrões. O partido tem nas mãos instrumentos para fazê-los: anúncios da administração direta e propaganda de estatais. Alguns cedem, outros não! Denunciei aqui a fala fala de um certo José Trajano na ESPN e AFIRMEI QUE ELE NÃO ESTAVA PENSANDO APENAS POR SUA CABEÇA. DEIXEI CLARO QUE ELE VOCALIZAVA PALAVRAS DE ORDEM DO PT. Muitos não acreditaram. Pois é…
A opinião do sr., Trajano sobre mim e sobre os demais que ele atacou (Augusto Nunes, Diogo Mainardi e Demetrio Magnoli) pode ser moralmente criminosa, mas não vai além do crime moral. Ele tem o direito de achar a respeito dos meus textos o que bem entender. E eu tenho o direito de responder. Se ele se sente bem com o seu oficialismo de contestação, aí é problema dele.
É diferente, no entanto, quando um político acusa jornalistas de cometer um crime. Aí a coisa pega. O sr. Alberto Cantalice, vice-presidente do PT e “coordenador das Redes Sociais do partido” escreveu um artigo no site do PT em que se pode ler esta pérola.
Cantalice acusação
Observem que os quatro da lista de Trajano estão também na de Cantalice, que vem ampliada. Não sei o que farão os outros. Sei o que eu farei. Estou anunciando aqui que vou processá-lo. E a razão é claríssima. Ele está me acusando se estimular a que outros “maldigam os pobres” e os discriminem em ambientes públicos. Se eu faço isso, então eu sou um criminoso. Violo um artigo da Constituição e da lei 7.716, alterada pela lei 9.459. Vale dizer: transgrido a Carta Magna do meu país e cometo um crime previsto em lei. ENTÃO O SR. CANTALICE VAI TER DE PROVAR O QUE DIZ. ELE VAI TER DE DIZER EM QUE ARTIGO E EM QUE MOMENTO EU PREGUEI A DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS POBRES.
Para esclarecer a questão constitucional e legal. Estabelece o Inciso XLI da Constituição:
“XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”.
Define a Lei 7.716, depois de alterada pela 9.459:
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de um a três anos e multa.(Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Como sabem os advogados, a discriminação por condição econômica tem sido considerada pelos juízes da mesma natureza das categorias acima previstas. Assim, o sr. Cantalice acusa esse grupo de jornalistas de cometer crimes que rendem até três anos de prisão. Vai ter de provar. Se não provar, incorre no crime de calúnia e difamação.
Atenção! Este senhor é o  “coordenador da redes sociais DO partido”, entenderam? Não é que ele seja o coordenador do partido para as redes sociais. Não!!! Levadas as palavras ao pé da letra os petistas julgam já ter privatizado as redes sociais. Não deixa de ser verdade.
O sr. Cantalice vai mais longe, Ele descobriu que esse grupo de jornalistas — e vejam quanto poder ele nos confere — é responsável pela vaia que Dilma levou nos estádios. Também ele recorre à metáfora canina para nos designar. Leiam:
Cantalice acusação 2
Muito bem! Vocês sabem o que isso significa: quando o maior partido político do País, que tem, de fato, milhares de seguidores — alguns deles podem estar dispostos ao tudo ou nada — nomeia um grupo restrito de jornalistas como propagador do ódio, acusando-o, adicionalmente, de responsável por vaiais e xingamentos de que foi alvo a presidente Dilma, isso corresponde, me parece, a um convite a uma ação direta.
Não é segredo para ninguém que certo tipo de militância não precisa de palavras explícitas para agir. O sr. Cantalice está pondo em risco a segurança de profissionais da imprensa. Talvez queria isto mesmo: calar a divergência por intermédio da inimidação e do terror. Que este post sirva de alerta à Polícia Federal e ao Ministério Público. Evidentemente, nenhum de nós deve esperar a solidariedade e o protesto de entidades de defesa da categoria. Sabem por quê? Porque os respectivos comandos da maioria delas pensam a mesma coisa. Também elas acham que deveríamos ser proibidos de escrever o que escrevemos, de falar o que falamos, de pensar o que pensamos. IMAGINEM O QUE ACONTECERIA SE UM GRUPO OU UMA ENTIDADE CONSIDERADOS DE DIREITA TORNASSE PÚBLICA UMA LISTA DE DESAFETOS. O MUNDO VIRIA ABAIXO. O PT repete a tática da ditadura militar e resolveu espalhar no mural da rede os nomes e as fotografias dos “Procurados”. 
Bando de fascistas!O petismo é a mais perfeita definição do que muitos chamam nos EUA de “fascismo de esquerda”. Qualquer pessoa que tenha lido o que escrevemos ou ouvido o que falamos sabe que pensamos coisas distintas sobre um monte de assunto. Nunca nem mesmo conversei com Guilherme Fiuza, por exemplo. Duvido que Arnaldo Jabor queira papo comigo.
Com isso, estou deixando claro que não formamos um grupo. Pode ser que os petistas estejam acostumados a conversar com quadrilheiros disfarçados de jornalistas. Não é o caso.
Eu, sim, acuso o governo do seu partido, sr. Cantalice, de financiar com dinheiro público páginas na Internet e blogs cujo propósito é difamar a imprensa independente, as lideranças da oposição e membros do Poder Judiciário que não fazem as vontades do PT. E o senhor certamente não vai contestar porque é autodemonstrável.
O PT começou a sua trajetória no poder hostilizando a imprensa que não se limitava a prestar assessoria ao partido. Depois, passou a financiar o subjornalismo “livre como um táxi”. Aí tentou (e tenta ainda) criar mecanismos de censura. Agora, já chega ao ponto de estimular, ainda que de modo oblíquo, a agressão aos profissionais que não rezam segundo a sua cartilha. A esmagadora maioria da categoria vai silenciar — até porque alguns fazem esse mesmo trabalho em suas respectivas colunas, não é mesmo? Ok. Hoje, somos nós. Amanhã, chegará a vez de vocês. É simples assim. E é sempre assim.
Vaias
Eu sou responsável pelas vaias? Eu não! Quem estimulou as manifestações de rua em junho foi o PT. Eu sempre as critiquei. Ademais, sabem o que motiva vaia em estádio, meu senhor? Eu conto: roubalheira, safadeza, associação com o PCC.
Sem contar que quero encontrar cara a cara com esse sujeito num tribunal. Quero perguntar quais são as suas credenciais e sua origem para falar em nome do povo. Quero opor as minhas às suas. Quero lhe dizer que o governo que ele representa financiou, por exemplo, a ação de sem-terra e índios que resultou em policiais feridos em Brasília. Quero lhe dizer que seus aliados deram suporte a coisas como a “Mídia Ninja” na esperança de que os alvos seriam os adversários. O tiro saiu pela culatra, a despeito das intenções da turma.
O sr. Cantalice quer saber onde estão os responsáveis pela hostilidade a Dilma nos estádios? Comece por se olhar no espelho. O PT estimula a desordem. O PT estimula o desrespeito às leis. O PT estimula o desrespeito a qualquer hierarquia. O PT estimula o desrespeito até mesmo à organização familiar. O partido esperava escapar do clima que ele próprio criou?
De resto, se as hostilidades a Dilma foram um “gol contra” dos que não gostam dela e se a maioria “abominam” (sic) aquele comportamento, o sr. Cantalice deveria estar contente, não é mesmo? O PT está empenhado em fazer do limão uma limonada. Ao isolar o grupo dos “jornalistas do mal”, ameaça, na prática, todos os outros. É como se dissesse: “Comportem-se, ou vocês vão entrar na lista negra”. E, claro!, muita gente vai se comportar e ainda achar pouco!
É claro que fico preocupado quando lembro que o sr. Cantalice pertence ao partido de Celso Daniel. Terei, é certo, de tomar as devidas providências para a minha segurança. E acho que os outros devem fazer a mesma coisa. Por Reinaldo Azevedo

EXECUTIVA DA COCA-COLA MORRE EM HOTEL DE SALVADOR

A vice-presidente de Marketing da Coca-Cola no Japão, Shelley De Villiers, de 42 anos, morreu nesta segunda-feira no quarto no qual estava hospedada, sem acompanhantes, no Hotel Golden Tulip, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Ela estava na cidade para acompanhar jogos da Copa do Mundo e foi encontrada já sem vida por um funcionário do estabelecimento. De acordo com informações da Delegacia de Proteção ao Turista(Deltur), que acompanha o caso, os médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que tentaram prestar os primeiros socorros a Shelley diagnosticaram morte natural. A primeira suspeita deles foi que ela tivesse sofrido um acidente vascular cerebral. Mais tarde, a Coca-Cola Brasil emitiu uma nota na qual informou que a vítima sofreu uma parada cardíaca. Ela nasceu em Johannesburgo, na África do Sul e trabalhava para a Coca-Cola desde 2003.

TREZENTOS MEMBROS DA ESCÓRIA INTELECTUAL BRASILEIRA ASSINAM MANIFESTO EM DEFESA DO BANDIDO MENSALEIRO PETISTA JOSÉ DIRCEU

Um manifesto assinado por 300 membros da escória intelectual brasileira apela aos juízes do Supremo Tribunal Federal para que "corrijam as arbitrariedades praticadas pelo presidente da corte", ministro Joaquim Barbosa, na execução das penas em regime semiaberto estabelecidas no Mensalão do PT. "O Presidente do Supremo Tribunal Federal, ao invés de cumprir as decisões dessa Suprema Corte, nega direitos a alguns sentenciados, desrespeitando a decisão do próprio pleno do STF e a jurisprudência do STJ quanto ao cumprimento do regime semiaberto", assinalam os pretensos intelectuais: "Com isso, ameaça levar ao caos o sistema prisional brasileiro". A tese central do documento é o de que a perseguição empreendida por Joaquim Barbosa contra os ex-presidentes do PT, os bandidos mensaleiros José Dirceu e José Genoíno, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, proibidos de exercer trabalho externo durante o cumprimento de suas penas, prejudica "dezenas de milhares de famílias de sentenciados que cumprem penas em regime semiaberto, trabalhando para sustentar suas mães, esposas e filhos. Milhares de famílias dependem dos salários deles para sobreviver". O argumento é semelhante ao do advogado de José Dirceu, que foi expulso da tribuna do STF, por ordem de Joaquim Barbosa. Veja o teor dessa escória intelectual, que não se peja mais de levar o pensamento brasileiro à completa execração: "Senhores ministros, O Brasil assiste perplexo à escalada de arbitrariedades cometidas pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa. Já não se trata de contestar o resultado do julgamento da chamada AP 470 – embora muitos de nossos pátrios juristas ainda discutam inovações polêmicas daquele julgamento, como a chamada "teoria do domínio do fato", por substituir a presunção de inocência pela presunção de culpabilidade. O Presidente do Supremo Tribunal Federal, ao invés de cumprir as decisões dessa Suprema Corte, nega direitos a alguns sentenciados, desrespeitando a decisão do próprio pleno do STF e a jurisprudência do STJ quanto ao cumprimento do regime semiaberto. Com isso ameaça levar ao caos o sistema prisional brasileiro, pois, aceito o precedente, cria-se jurisprudência não somente em desfavor dos presos e sentenciados, mas contrária ao espírito democrático que rege as leis de execução penal, inclusive. É o caso de sua exigência de cumprimento em regime fechado de um sexto da pena de réus condenados a uma sanção a ser iniciada no regime semiaberto. Adotada, à revelia de entendimento do pleno desse Supremo Tribunal Federal, tendo como alvo os sentenciados, todos ao regime semiaberto, inclusive Delúbio Soares, João Paulo Cunha, José Dirceu de Oliveira e Silva e José Genoíno, levará angustia e desespero não somente a eles e seus familiares, mas a dezenas de milhares de famílias de sentenciados que cumprem penas em regime semiaberto, trabalhando para sustentar suas mães, esposas e filhos. É preciso que o plenário do Supremo Tribunal Federal impeça a continuidade dessa agressão ao Estado de Direito Democrático. Concitamos, portanto, os Senhores Ministros integrantes dessa Corte Constitucional de Justiça a que revejam e corrijam tal violação de direitos praticada pelo Exmo. Sr. Presidente do STF, acatando o agravo impetrado pelos advogados dos réus. O desrespeito aos direitos de um único cidadão coloca em risco o direito de todos, e o Brasil já sofreu demais nas mãos de quem ditava leis e atos institucionais, atacando os mais elementares direitos democráticos". Agora veja a lista desses que se arvoram intelectuais, mas não passam de sabujos e capachos do petismo: Adriana Facina, antropóloga Museu Nacional; Adriana Nalesso, vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro; Adriano Diogo, deputado estadual PT/SP; Alessandra Dadona, Secretaria de Movimentos Populares e Políticas Setoriais; Alex Martins, Presidente da OAB de Volta Redonda – RJ; Alexandre Cesar Costa Teixeira, coordenador do Núcleo do Barão de Itararé do RJ; Aline Amorim Cavalcanti Rolandi, bancária; Aline Sasahara, documentarista; Alípio Freire, jornalista; Almir Aguiar, presidente Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro; Altamiro Borges, jornalista; Aluisio Almeida Schumacher, professor universitário e economista; Alvaro Luis Carneiro, Jornalista. Ana Corbisier, socióloga; Ana Laura dos Reis Corrêa, professora da Universidade de Brasília; Ana Maria dos Santos Cardoso, educadora social. Ana Maria Müller, advogada; Ana Perugini, deputada estadual PT/SP; Ana Rita, senadora PT/ES e presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal; André Klotzel, diretor e roteirista cinematográfico; André Rota Sena, advogado; André Tokarski, secretário de juventude do PCdoB; André Tomio Lopes Amano, pós-graduando da FFLCH/USP; Andrea Maria Altino de Campos Loparic, Profa. Senior do Dep. de Filosofia FFLCH/USP; Andrei Koerner, professor do depto. de Ciência Política IFCH-Unicamp; Aníbal Diniz, senador PT/AC; Anselmo de Jesus, deputado federal PT/RO; Antonio Martins, jornalista; Antonio Mentor, deputado estadual PT/SP; Antonio Neiva, membro do diretório estadual PT-RJ; Antonio Othon Pires Rolim, economista; Araken Vaz Galvão, escritor; Armando Boito, professor de Ciência Política da Unicamp; Arthur Poerner, escritor, jornalista e advogado; Artur Bruno, deputado federal PT/CE; Artur Henrique da Silva Santos, secretário municipal do Trabalho da Prefeitura de São Paulo; Artur Scavone, jornalista. Aton Fon Filho, advogado; Beatriz Labaki, socióloga; Bepe Damasco, jornalista; Beth Sahão, deputada estadual PT/SP; Campos Machado, deputado estadual e líder PTB/SP; Carina Vitral, presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo; Carlos Alberto Valadares, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação; Carlos Augusto Abicalil, ex-deputado federal PT/MT, mestre em gestão de políticas públicas; Carlos Enrique Ruiz Ferreira, professor universitário; Carlos Gilberto Pereira, metalúrgico aposentado e anistiado político; Carlos Lungarzo, professor titular aposentado da Unicamp; Carlos Neder, deputado estadual PT/SP; Carlos Odas, Coordenador de juventude do governo do Distrito Federal; Cassio Nogueira da Conceição, membro da Executiva Nacional da JPT e do Diretório Nacional do PT; Celso Horta, jornalista; Chico César, cantor; Chico Diaz, Ator; Cid Barbosa Lima Júnior, engenheiro civil; Cilene Marcondes, jornalista; Clarisse Abujamra, Diretora de Teatro; Cláudio José Oliveira, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Niterói; Conceição Aparecida Pereira Rezende, psicóloga; Consuelo de Castro, dramaturga; Dalva Figueiredo, deputada federal PT/AP; Danilo Camargo, advogado; Danilo Vianna Lopes, vice-presidente nacional da União Brasileira de Estudantes Secundaristas; Darby Igayara, presidente CUT-RJ; David Stival, professor universitário; Débora Duboc, atriz; Décio Lima, deputado federal PT/SC; Denise Paraná, jornalista; Dermeval Saviani, professor emérito da UNICAMP e pesquisador emérito do CNPq; Dilson Marcon, deputado federal PT/RS; Dr. Rosinha, deputado federal PT/PR; Durval Ângelo, deputado estadual PT/MG e presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG; Edison Munhoz, membro da executiva Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro; Edison Tessele, advogado; Edson Santos, deputado federal PT/RJ; Eduardo Fagnani, economista e professor do Instituto de Economia da Unicamp; Eduardo Suplicy, senador PT/SP; Elói Pietá, ex-prefeito de Guarulhos; Elzira Vilela, médica; Emilia Maria Mendonça de Morais, professora aposentada da UFPB Recife - PE; Emilia Viotti da Costa, Professora Universitária - USP e Universidade de Yale (USA); Emir Sader, sociólogo; Enio Tatto, deputado estadual PT/SP; Enzo Luis Nico Jr, geólogo; Eric Nepomuceno, escritor; Erik Bouzan, estudante de Gestão de Políticas Públicas- USP e secretário municipal da JPT; Erika Mazon, jornalista; Erminia Maricato, arquiteta e urbanista; Esther Bemerguy de Albuquerque, economista; Fábio Lau, jornalista e editor de Conexão Jornalismo; Fátima Cleide, servidora pública e ex-senadora PT/AC; Felipe Lindoso, antropólogo; Fernando Morais, jornalista e escritor; Fernando Nogueira da Costa, economista; Fernando Pacheco, economista; Gaudencio Frigotto, professor da UERJ; Geniberto Campos, médico cardiologista; Geraldo Cruz, deputado estadual PT/SP; Gerson Bittencourt, deputado estadual PT/SP; Gilberto Nahum, jornalista; Gilson Caroni Filho, professor universitário; Glauber Piva, produtor cultural; Guiomar Silva Lopes, médica e coordenadora de políticas para idosos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo; Guto Pires, jornalista; Hamilton Pereira, deputado estadual PT/SP; Hélcio Antônio Silva, deputado federal PT/SP; Heloísa Fernandes, socióloga; Henrique Fontana, deputado federal PT/RS; Hersch Basbaum, escritor; Herta Vicci Pidner, professora universitária; Hildegard Angel, jornalista; Hugo Carvana, ator; Humberto Costa, senador PT/PE; Iara Bernardi, deputada federal PT/SP; Inácio Arruda, senador do PCdoB/CE; Iriny Lopes, deputada federal PT/ES; Izaias Almada, escritor e dramaturgo; Jacy Afonso - Executiva CUT Nacional; Jaime Cesar Coelho, Professor; Jean Tible, professor; Jefferson Lima, secretário Nacional de Juventude do PT; João Antonio de Moraes, presidente da Federação Única dos Petroleiros; João Batista Barbosa Silva, membro do PT/PA; João Capiberibe, ex-governador do Amapá e senador PSB/AP; João Cyrino, Conselheiro Universitário da UFG e Diretor do DCE-UFG; João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical; João Paulo Lima, deputado federal PT/PE; João Paulo Rillo - Dep Estadual PT/SP; João Paulo Soares, jornalista; João Pedro Stédile, coordenador do MST e Via Campesina Brasil; João Vicente Augusto Neves, advogado e secretário de Assuntos Jurídicos e da Cidadania de Franco da Rocha/SP; João Vicente Goulart, presidente do Instituto João Goulart; Joceli Jaison José Andrioli, coordenador nacional do MAB (Movimento de Atingidos por Barragens); José Antonio Garcia Lima, membro da executiva CUT-RJ; José Augusto Valente, engenheiro; José Ivo Vannuchi, advogado e ex-prefeito São Joaquim da Barra - SP; José Luiz Deu Roio, consultor;
José Maria Rangel, presidente do Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense; José Roberto Pereira Novaes, professor UFRJ; José Zico Prado, deputado estadual PT/SP; Julia Helena Barbosa Costa Afonso, estudante; Juliana Borges da Silva, secretária Municipal de Mulheres do PT São Paulo; Juliana Cardoso, vereadora PT/SP; Júlio Turra, membro Comissão Executiva Nacional da CUT; Ladislau Dowbor, economista; Lafaiete Neves, professor aposentado da Universidade Federal do Paraná; Laura Tavares, Professora; Laurindo Lalo Leal Filho, jornalista e professor; Lauro César Muniz, dramaturgo; Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor; Leopoldino Ferreira de Paula Martins, Coordenador do Sindicato dos Petroleiros/MG e diretor da FUP; Leopoldo Vieira, servidor público; Lia Ribeiro, jornalista; Ligia Chiappini Moraes Leite, profa. aposentada da FFLCH USP; Ligia Deslandes - Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Rio de Janeiro; Lilian Ribeiro, advogada; Lincoln Secco, professor titular do Departamento de História/USP; Luciana Santos, deputada federal e vice-presidenta nacional do PCdoB; Luciano D'Angelo, professor Lucila Chebel Labaki, professora Unicamp; Lucy Barreto, produtora cultural; Luis Antonio Souza da Silva, presidente Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro; Luiz Carlos Barreto, cineasta; Luiz Carlos Barros Bettarello, médico; Luiz Carlos Gomes, físico e professor doutor da USP; Luiz Claudio Marcolino, deputado estadual PT/SP; Luiz Couto, deputado federal PT/PB; Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado; Luiz Fernando Lobo, ator e diretor; Luiz Roberto Simon do Monte, ex-vereador; Manoel Cyrillo de Oliveira Netto, publicitário; Marcelo Magalhães, publicitário; Marcelo Rodrigues, membro da direção da CUT-RJ; Marcelo Santa Cruz, advogado, militante dos direitos humanos e vereador de Olinda pelo PT; Marcia Miranda, educadora popular, cofundadora e consultora do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis; Márcio Macêdo, deputado federal PT/SE; Marcio Meira, antropólogo; Marco Aurélio de Souza, deputado estadual PT/SP; Marco Aurélio Weissheimer, jornalista; Marcos Del Roio, professor da Unesp; Margarida Salomão, deputada federal PT/MG; Margret Althuon, economista; Maria Aparecida Antunes Horta, professora; Maria Aparecida da Silva Abreu, secretária nacional de Combate ao Racismo do PT; Maria Aparecida de Jesus, Chefe de gabinete do Deputato Estadual Durval Ângelo; Maria Aparecida Dellinghausen Motta; Maria Cecília Velasco e Cruz, professora doutora da UFBA; Maria Cristina Fernandes de Oliveira, contadora e assessora parlamentar; Maria da Conceição Tavares, Economista; Maria da Piedade Peixoto dos Santos; Maria do Carmo Lara, Ex-prefeita de Betim MG; Maria do Socorro Diógenes, Professora; Maria Fernanda Coelho, servidora da Caixa; Maria Fernanda Seibel, advogada; Maria Inês Nassif, jornalista; Maria José Silveira, escritora; Maria Lucia Alves Ferreira, produtora cultural; Maria Lúcia Prandi, deputada federal PT/SP e presidente do Diretório Municipal do PT de Santos/SP; Maria Luiza de Carvalho Armando, professora aposentada da UFRGS; Maria Luiza Franco Busse, Jornalista; Maria Luiza Tonelli, advogada e professora; Maria Regina Sousa, aposentada Piauí; Maria Silvia Portela de Castro, socióloga; Marilena Chauí, filósofa; Marilia Guimarães, Presidente da Rede Internacional de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em defesa da Humanidade – Capítulo Brasileiro; Marilza de Melo Foucher, jornalista e economista; Markus Sokol, membro Diretório Nacional – PT; Marlos Bessa Mendes da Rocha, Professor associado da UFJF; Michel Chebel Labaki Junior, engenheiro; Mina Nahum, aposentada; Misa Boito, membro Diretório Estadual – PT/SP; Morgana Eneile, gestora cultural e assessora parlamentar da comissão de cultura Alerj; Nelson Canesin, sociólogo; Nelson Pellegrino, deputado federal PT/BA; Osmar Prado, ator; Padre Ton, deputado federal PT/RO; Padre João, deputado federal PT/MG; Paulo Faria - Dramaturgo e Diretor de Teatro; Paulo Paim, senador PT/RS; Paulo Roberto Feldmann, economista e professor da USP; Paulo Roberto Ribeiro, jornalista; Paulo Serpa, antropólogo; Pedro Martinez, estudante de Direito; Pio Perreira dos Santos, Médico; Policarpo, deputado federal PT/DF; Regina Elza Solitrenick, médica; Regina Galdino, diretora teatral; Regina Célia Reyes Novaes, professora UFRJ; Renan Alencar, presidente da UJS; Renata Silveira Corrêa, economista; Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB; Renato Simões, deputado federal PT/SP; Ricardo Abreu, secretário de Relações Internacionais do PCdoB; Ricardo Gebrim, advogado, Consulta Popular; Roberto Requião, ex-governador do Paraná e senador PMDB/PR; Rodrigo de Sousa Soares, advogado; Rogério Sottili, secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo; Ronald Luiz dos Santos, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes; Roque Barbieri, deputado estadual PTB/SP; Rose Nogueira, Jornalista e defensora dos Direitos Humanos; Roseli Coelho, socióloga, professora Escola de Sociologia e Política; Rubem Murilo Leão Rego, professor livre docente da Unicamp; Rui Falcão, deputado estadual PT/SP e Presidente Nacional do PT; Samara Carvalho, bancária; Samuel Pinheiro Guimarães, diplomata; Sebastião Velasco e Cruz, professor titular do Departamento de Ciência Política da Unicamp; Sérgio Magalhães Gianetto, presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro; Sergio Mamberti, ator; Sergio Muniz, documentarista; Silas Cardoso de Souza, advogado; Silvana Barolo, socióloga; Silvia Contreras, socióloga - BH/MG; Simão Pedro Chiovetti, sociólogo, deputado estadual PT/SP e Secretário Municipal de Serviços da PMSP; Solange de Souza, historiadora do CEDEM/ Unesp; Stella Bruna Santo, advogada; Suzana Guerra Albornoz, escritora e professora universitária; Syr-Daria Carvalho Mesquita, coordenadora geral da Articulação de Lésbicas - Artlés; Takao Amano, advogado e membro da Comissão da Verdade da OAB/SP; Tania Cristina Barros Aguiar; Tania Nahum, advogada; Tata Amaral, cineasta; Tatiana Oliveira, cientista política e militante da MMM-RJ; Telma de Souza, deputado estadual PT/SP; Teresinha Pinto, PT/SP; Theotonio dos Santos, economista; Thiago Barreto, secretário executivo adjunto da ABRASCO; Thiago Rogerio Kimura, estudante; Thomaz Ferreira Jensen, economista; Tito – deputado estadual PT/SP; Toni Reis, secretário de educação e ex-presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais); Tuca Moraes, atriz e produtora; Úrsula Prudente Oliveira , membro da Frente Popular de Lutas - Barra Mansa, RJ; Vagner Freitas, presidente da nacional da CUT; Valéria Moraes, economista; Valmir Assunção, deputado federal PT/BA; Vanessa Grazziotin, senadora PCdoB/AM; Venício A. de Lima, professor universitário e jornalista; Vera Claudino, secretária; Vicente Candido, deputado federal PT/SP; Vicente Paulo da Silva, deputado federal PT/SP e líder do PT na Câmara; Virgílio de Mattos, Professor MG; Virna Pereira Teixeira, professora e membro do Diretório Nacional do PT; Vitor Carvalho, membro da executiva da CUT Nacional; Vitor Quarenta, secretário geral da União Estadual dos Estudantes de São Paulo; Wadih Damous, advogado; Wagner Homem, Escritor; Walnice Nogueira Galvão, professora de letras/USP; Wanderley Guilherme dos Santos, professor titular de Teoria Política (aposentado) da UFRJ; Waquíria Leão Rêgo, professora Titular de Teoria Social IFCH - Unicamp; Washington Luiz Cardoso Siqueira, presidente do diretório estadual do PT-RJ; Wellington Dias, Senador PT/PI; Wesley Caçador Soares, médico; Wilma Ary, jornalista; Wolf Gauer, diretor de cinema; Zé de Abreu, ator; Zenaide Lustosa, funcionária pública federal. Dá para ver que 90% dos que colocam sua assinatura são petistas juramentados. Os outros 10% são de gente completamente subalterna ao petismo. A publicação da lista permite se constatar o nível de indigência a que chegou a cultura e o pensamento no Brasil nesta era do regime petista, algo nunca visto antes neste País.

ALÔ, OPOSICIONISTAS BRASILEIROS! JORNAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA CONFIRMA QUE DILMA QUER FORÇAR EMPRESAS FARMACÊUTICAS BRASILEIRAS A PRODUZIR EM CUBA. PT QUER CORTAR EMPREGOS AQUI E GERAR EMPREGOS LÁ; TRATA-SE DE MAIS UMA AMEAÇA AOS GENÉRICOS

Vocês se lembram que denunciei aqui, no dia 4 de junho, que o governo Dilma está pressionando a indústria farmacêutica brasileira a abrir fábricas em Cuba para a produção de biossimilares, que seriam exportados para a América Latina e Caribe, inclusive o Brasil? Sim, brasileiras e brasileiros, a petezada que comanda o país quer gerar empregos em Cuba, o que certamente desempregará brasileiros; quer gerar divisas para Cuba, o que certamente será ruim para a balança comercial brasileira; quer dar velocidade, em suma, ao PAC, o Programa de Aceleração de… Cuba!

A repórter Talita Fernandes, da VEJA.com, foi atrás da história. O Planalto, claro!, nega que esteja fazendo essa ursada com os brasileiros, mas, oh surpresa!, o Granma, o jornal do Partido Comunista — é aquele cujo endereço na Internet é “Granma.cu” (sem querer ofender petistas, é claro!) — confirma. Vejam trecho do artigo. A íntegra está aqui.
Granma remédios
Retomo
Em “comunistês”, tudo é uma maravilha, e os dois países sairão ganhando. Em “verdadês”, o governo petista pressiona a indústria farmacêutica brasileira a transferir parte de suas plantas industriais para Cuba. Chegou a hora de a oposição convocar o sr. Arthur Chioro, ministro da Saúde, e os representantes da indústria farmacêutica para falar no Congresso. Segue a reportagem da VEJA.com. Volto para encerrar.
O governo brasileiro mostra-se incansável quando o assunto é colocar-se em maus lençóis em nome de sua simpatia pelo regime dos irmãos Castro, em Cuba. Não bastasse a utilização de quase 700 milhões de dólares em recursos do BNDES para financiar a construção do Porto de Mariel, a 45 quilômetros de Havana, a nova empreitada que vem sendo orquestrada pela alta cúpula prevê, conforme revelou o colunista do site de VEJA Reinaldo Azevedo, a ida de empresas farmacêuticas brasileiras para produzir medicamentos em solo cubano. A estratégia é tentar rentabilizar a zona portuária por meio da exportação de remédios produzidos em parceria entre estatais cubanas e empresas brasileiras — em especial fabricantes de genéricos e biossimilares. Desde a inauguração da primeira fase do terminal de contêineres do porto, em janeiro, o governo vem travando uma ofensiva velada para levar executivos a Cuba para participar de grupos de trabalho. O alto escalão da República tem atuado, por assim dizer, como lobista de primeira linha dos irmãos Castro, sem que qualquer contrapartida benéfica para o Brasil seja posta na mesa. Mas a estratégia tem encontrado resistência: o alto custo de instalação de indústrias na ilha e as dificuldades de exportação de produtos, devido ao embargo econômico, tornam a empreitada economicamente inviável. Além disso, a razão de o governo demandar investimentos em Cuba, e não no Brasil, está cercada de pontos nebulosos. Afinal, costurar acordos com outros países com o objetivo de estimular a indústria nacional é agenda mais que bem-vinda para o país. Contudo, não há lógica que justifique lançar mão do mesmo expediente para criar (mais um) pacote de bondades para Cuba.
Em janeiro, a presidente Dilma Rousseff, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e seu sucessor, Arthur Chioro — que está à frente da pasta desde que Padilha saiu para candidatar-se ao governo paulista pelo PT — convidaram empresários do setor farmacêutico, que ouviram da própria presidente a intenção do governo de levar empresas brasileiras para se instalar na Zona Especial do Porto de Mariel e desenvolver a economia local. A estratégia é construída com base no argumento das vantagens tributárias e alfandegárias da Zona Especial. Contudo, mesmo com todos os incentivos, empresários ouvidos pelo site de VEJA se mostraram céticos.
Inviabilidade econômica
Os convites vêm confundindo o empresariado porque contrariam o próprio plano que o governo brasileiro tem para o setor farmacêutico. “Não faz o menor sentido, pois o Brasil já tem uma estratégia bem desenhada para o setor, que é de estimular a indústria nacional por meio das próprias compras governamentais. O plano para Cuba vai contra a própria política industrial”, diz Dante Alário Junior, sócio e responsável pela área de pesquisa e desenvolvimento e inovação da Biolab. Sua empresa já recebeu vários convites para participar de eventos promovidos pelo governo brasileiro em Cuba e investir na ilha — o último deles ocorreu no início de junho — mas não tem interesse na empreitada porque já investe num projeto de internacionalização nos Estados Unidos. “Cuba foi descartada porque não temos condições de investir também lá. Não faz sentido para a empresa”, afirma.
Outro executivo do setor ouvido pelo site de VEJA, que prefere não ter seu nome revelado, afirmou que os empresários se mantêm descrentes em relação à viabilidade dos investimentos. “O setor farmacêutico sempre foi cético com a possibilidade de Cuba suprir um negócio que exige alta tecnologia”, disse. Parte do pessimismo deve-se também ao fato de as empresas brasileiras já estarem firmando acordo com multinacionais de outros países para produzir medicamentos (em especial os biossimilares), sobretudo americanas e europeias. O embargo econômico a Cuba anula a viabilidade, diz o executivo, porque impede que tais empresas consigam exportar os medicamentos produzidos na ilha para mercados consumidores importantes, como Estados Unidos e México, que têm proximidade geográfica.
As farmacêuticas vêm sendo procuradas há mais de um ano para realizar investimentos em Cuba. Num primeiro momento, o contato foi estabelecido por intermédio da Odebrecht, responsável pela construção do porto cubano. Em 2014, o governo passou a fazer os convites, excluindo da lista as empresas associadas à Interfarma, que são essencialmente estrangeiras. Procurada pela reportagem, a Odebrecht disse que “apoia o acordo bilateral entre Brasil e Cuba no desenvolvimento de medicamentos”. A companhia, inclusive, assinou um Memorando de Entendimentos com a farmacêutica cubana Cimab para a criação de uma joint-venture na ilha. Contudo, o acordo nunca saiu do papel.
Mesmo sem um interesse claro em investir na ilha, as empresas são alvo de tamanha insistência do governo — em especial do Ministério da Saúde e do Desenvolvimento — que não ousam declinar totalmente as ofertas de negócios. “As que foram a Cuba quiseram atender a um pedido da Presidência. É muito difícil não ir”, disse o médico e deputado federal Eleuses Paiva (PSD-SP), que está ciente das conversas no Ministério da Saúde. “Agora, se as indústrias forem se instalar, é porque o governo está montando situações econômicas fantásticas”, disse o deputado. “A indústria de genéricos acabou de construir um parque nacional. É tudo recente demais para ir a Cuba”, disse.
De Brasília a Havana
A última reunião realizada em Cuba ocorreu nos dias 5 e 6 de junho, liderada pelo Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. O encontro contou também com a participação de executivos da Eurofarma, da PróGenéricos (Associação dos produtores de medicamentos genéricos) e de representantes da Fiocruz e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Procuradas, as empresas participantes negaram que o encontro tenha sido realizado com o objetivo de levar as farmacêuticas a se instalarem em Cuba. Contudo, a pauta do encontro, à qual o site de VEJA teve acesso, mencionava a discussão de “investimentos no Porto de Mariel”.
Comandante da missão, Carlos Gadelha é um dos nomes do Ministério da Saúde citados nos escândalos da Operação Lava-Jato. Conduzida pela Polícia Federal, a Operação desmontou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro orquestrado pelo doleiro Alberto Youssef, preso desde março e pivô dos escândalos. O laboratório comandado pelo doleiro, o Labogen, é apontado pela Polícia Federal como o carro-chefe do esquema de lavagem de dinheiro. Durante as investigações, a PF interceptou conversa telefônica entre o empresário Pedro Argese e Youssef, relacionadas à assinatura de parcerias entre o Ministério da Saúde e empresas privadas. Em um dos trechos, Argese comenta ter conversado com Gadelha. De acordo com a transcrição, divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, o secretário teria prometido dar todo o apoio possível para a retomada do Labogen.
O Ministério da Saúde nega que o governo brasileiro queira incentivar a instalação de empresas farmacêuticas em Cuba. Afirmou que o encontro de junho teve “por objetivo o monitoramento e avaliação das prioridades científicas, tecnológicas e de saúde pública para os respectivos países em áreas como terapia e controle de câncer, terapia celular e neurociências”. Em nota, afirmou ainda que o país tem cerca de vinte projetos em andamento entre laboratórios públicos e privados brasileiros com instituições cubanas. “Em nenhum dos projetos aprovados pelo Comitê, cabe ressaltar, está prevista a instalação de fábricas brasileiras em Cuba.”
A pasta, contudo, não combinou a resposta com os cubanos. Artigo extenso do jornal castrista Granma aponta o Brasil como principal parceiro de Cuba no setor farmacêutico. Diz o texto que uma nova etapa na cooperação entre os dois países iniciou-se após a visita a Havana da presidente Dilma, em janeiro deste ano. E que a criação de empresas mistas (brasileiras e cubanas) colocadas na Zona Especial do Porto de Mariel, “utilizando tecnologia cubana e capital brasileiro”, servirá para incentivar a produção de biossimilares para “satisfazer as necessidades dos sistemas de saúde de ambos os países e permitir a exportação conjunta a outros mercados”. O que ainda não está claro — e o governo se negou a explicar — é a razão de se investir capital dos contribuintes brasileiros para desenvolver a indústria de outro país. Trata-se, mais uma vez, de um presente generosíssimo do Brasil ao regime cubano.
*
Encerro
Na sexta, José Serra, criador do programa de genéricos no Brasil, escreveu um artigo na Folha demonstrando como o atual governo ameaça o programa. O que vai acima é outro atentado.
Talvez um dia saibamos direito a natureza das relações dos petistas com Cuba, além das afinidades ideológicas. A ilha da tirania virou uma espécie de caixa preta do governo brasileiro. Como não existe transparência mínima, as informações, o transito de dinheiro brasileiro para Cuba — haverá também o contrário? — se dá sem nenhum controle. Já houve o financiamento do Porto de Mariel; há a bolada mensal derivada do “Mais Médicos” e, agora, a pressão do governo para fazer um setor da indústria brasileira migrar para a ilha. A troco de quê? Por Reinaldo Azevedo

ISRAEL AMPLIA BUSCA PELOS ADOLESCENTES ESTUDANTES DA BÍBLIA SEQUESTRADOS POR TERRORISTAS PALESTINOS NA CISJORDÂNIA

As Forças Armadas de Israel fizeram buscas por cidades palestinas e prenderam integrantes do Hamas nesta segunda-feira, expandindo a procura por três adolescentes estudantes da bíblia israelenses desaparecidos desde quinta-feira, quando foram sequestrados por terroristas palestinos na Cisjordânia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que espera ajuda para encontrar os jovens e capturar os sequestradores. Os três adolescentes, identificados como Eyal Yifrach, de 19 anos, Naftali Frenkel e Gilad Shaer, ambos de 16, foram sequestrados enquanto pegavam carona perto de Gush Etzion, um bloco de colônias situado entre Belém e Hebron, em uma zona sob controle civil e militar israelense. Israel acusa a organização terrorista islâmica do Hamas pelo sequestro e culpa Abbas pela reconciliação com o grupo fundamentalista em abril, que resultou na formação de um novo governo palestino. “As consequências da parceria com o Hamas devem ser entendidas. Isso é ruim para Israel, para os palestinos e para a região”, diz um comunicado sobre a conversa entre o premiê israelense e Abbas. O general Benny Gantz, chefe das Forças Armadas de Israel, disse que os militares preparam-se para ampliar a operação. “Temos uma meta, e essa meta é encontrar esses três garotos e trazê-los para casa, e atingir o Hamas o mais duro possível – e é isso que vamos fazer”, disse Gantz durante encontro com oficiais do Exército: “Estamos no caminho de uma campanha significativa".  O gabinete do chefe da Autoridade Palestina condenou tanto o sequestro como a resposta militar israelense. E lembrou que não tem competência nas zonas da Cisjordânia ocupadas por colônias israelenses. O porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeineh, disse que o presidente palestino ligou para Netanyahu para “deixar claro que não aceita esse tipo de ação”, em uma referência ao sequestro. Desde quinta-feira, as autoridades israelenses já detiveram 150 palestinos. Entre os detidos está o presidente do Parlamento palestino, Aziz Dweik, e outros cinco deputados da organização terrorista Hamas. Nesta segunda-feira, um jovem palestino foi baleado em um confronto com soldados israelenses no campo de refugiados de Jalazun, perto de Ramallah.

EMBRAFORTE É ACUSADA DE TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO

O Ministério Público Federal em Minas Gerais denunciou à Justiça os dois sócios da empresa Embraforte, Marcos André Paes de Vilhena e Pedro Henrique Gonçalves de Vilhena, por manter trabalhadores em condições análogas às de escravidão e por frustração de direitos trabalhistas. Segundo o Ministério Público Federal, os funcionários da empresa, especializada em transporte de valores, eram obrigados a fazer jornadas de até 50 horas mensais, além das jornadas normais, e houve casos de trabalhadores que fizeram até 80 horas extras em um mês, sendo obrigados a fazer as refeições "dentro do veículo em movimento". As irregularidades foram apuradas em fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego realizada na empresa em meados de 2012, quando foi constatado que havia empregados com "horários de trabalho absolutamente extenuantes". Segundo a Procuradoria da República, um vigilante chegou a trabalhar mais de 27 horas seguidas, enquanto outro encerrou à meia noite e sete uma jornada de trabalho iniciada às 6h15 do dia anterior e teve que voltar à empresa às 3h30 para trabalhar novamente até as 21 horas. Ainda de acordo com o Ministério Público Federal, as condições de trabalho nos carros-forte, que não têm ar condicionado nem possibilidade de ventilação natural, também eram "degradantes", situação agravada pelos uniformes pesados. Os vigilantes ainda eram obrigados a fazer necessidades fisiológicas em garrafas por falta de "intervalos ou uma organização do trabalho que permitisse o gozo de direitos básicos". Na ação, a Procuradoria da República também acusa os empresários de colocar as vidas dos funcionários em risco devido à falta de manutenção dos veículos. Na fiscalização do Ministério Público do Trabalho, um vigilante foi encontrado "trancafiado" em uma guarita "sem possibilidade de saída em caso de emergência, porque a abertura do local era feita apenas remotamente, da cidade de São Paulo". A empresa também não computava o adicional de risco de vida aos salários. Se condenados, Marcos e Pedro de Vilhena podem pegar penas que variam de três a dez anos de prisão, que podem ser multiplicadas por 115, o número de trabalhadores em situação ilegal, caso seja acatado pedido do Ministério Público Federal para a aplicação de sentenças em concurso material.

BRASIL OFERECE A ANGOLA US$ 2 BILHÕES EM CRÉDITO PARA ENERGIA E CONSTRUÇÃO

O Brasil ofereceu A Angola uma nova linha de crédito de 2 bilhões de dólares para utilização nos setores da energia e de construção civil do país africano, disse o ministro das Finanças angolano Armando Manuel, nesta segunda-feira. Esta é a sexta linha de crédito do Brasil para o país. O ditador angolano, José Eduardo dos Santos, em visita oficial ao Brasil, reuniu-se com a presidente Dilma Rousseff para discutir medidas para fortalecer a parceria estratégica entre os dois países. Angola deverá gastar bilhões de dólares para reconstruir as redes de transporte, energia e comunicação destruídas por uma guerra civil de 27 anos que terminou em 2002. "A nova linha eleva o total para 7,83 bilhões de dólares, o que deixa claro que há uma ligação crescente entre os dois países", disse o ditador Manuel em comentários transmitidos pela rede de TV estatal de Angola, TPA. Várias empresas brasileiras estão envolvidas nos setores de energia e construção civil em Angola, que é o segundo maior produtor de petróleo da África. A China é o principal parceiro estrangeiro e compra quase a metade do petróleo produzido no país africano. A China concedeu cerca de 13,5 bilhões de dólares em modelos de empréstimo chamados "petróleo por infraestrutura" para Angola. Hoje, as empresas de construção chinesas estão fortemente envolvidas nos projetos de reconstrução e recebem parte dos pagamentos em petróleo. Mesmo com a participação chinesa, a brasileira Odebrecht, maior conglomerado de construção diversificada da América Latina, que está envolvida no setor da construção e de agronegócio, é o maior empregador privado de Angola. Os Estados Unidos também tem uma parceria estratégica com o país, que as duas partes estão tentando fortalecer. O Export-Import Bank, banco de desenvolvimento dos Estados Unidos, financiou este mês um acordo para Angola comprar 1 bilhão de dólares em equipamentos para ferrovia e energia da General Electric.

BOLSA DE BUENOS AIRES DESPENCA 10% APÓS DECISÃO DA JUSTIÇA AMERICANA SOBRE A DÍVIDA ARGENTINA

O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires desabou nesta segunda-feira e fechou o dia em queda de 10,09%, aos 7.235,11 pontos, em uma reação dos investidores a uma decisão negativa para a Argentina na Suprema Corte dos Estados Unidos. A Justiça recusou-se a ouvir o recurso da Argentina para tentar evitar o pagamento de 1,33 bilhão de dólares a credores de fundos de hedge que detém papéis da dívida argentina, também chamados de "fundos abutres". O tribunal manteve as decisões de instância inferior, da Justiça de Nova York, e ordenou que a Argentina comece a pagar a soma bilionária. O governo de peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner já havia advertido que daria o calote em sua dívida soberana se fosse obrigado a pagar o valor integral. O volume de ações negociadas totalizou 335,6 milhões de pesos (41,1 milhões de reais), com 73 baixas, quatro altas e quatro títulos estáveis. No mercado de câmbio, o preço do dólar se manteve estável e fechou a 8,03 pesos para a compra e a 8,13 pesos para a venda.  A briga do governo argentino com os fundos "abutres" tem origem no calote histórico da Argentina de sua dívida em 2001. Após o default, o governo argentino negociou a troca de títulos em 2005 e em 2010, o que permitiu que o país postergasse sua dívida. Com isso, em torno de 93% dos títulos da dívida foram trocados.  No entanto, credores do fundo NML Capital (os chamados "fundos abutres") não aceitaram a proposta do governo argentino e exigem o pagamento da dívida. Nesta segunda-feira, a Argentina argumentou ainda que o governo teria dificuldades para pagar os detentores de títulos na íntegra e, ao mesmo tempo, reestruturar sua dívida. Os detentores da dívida contestam essa avaliação, dizendo em sua própria ação judicial que há evidências apresentadas em instâncias inferiores de que a Argentina poderia pagar o montante. Todos os títulos somados aos juros poderiam resultar em uma soma de 18 bilhões de dólares para a Casa Rosada. Se a Argentina continuar a postergar o pagamento da dívida, autoridades dos Estados Unidos podem impedir o pagamento integral aos credores titulares de títulos reestruturados, mesmo que o país seja capaz de honrá-los. Isso poderia resultar em default antes de 30 de junho, quando os pagamentos são feitos. O risco-país argentino, medido pelo índice JP Morgan EMBI+, subiu cerca de 10 pontos básicos após a decisão da Corte. Os investidores não esperavam a decisão desfavorável do tribunal. "É um cenário muito prejudicial para a Argentina", disse Marco Lavagna, da consultoria Ecolatina, notando que a forma como os tribunais implementaram suas decisões foi fundamental. A Argentina está tentando evitar o pagamento integral a credores liderados pelos fundos de hedge Aurelius Capital Management e NML Capital Ltd, unidade do Elliott Management Corp, do bilionário Paul Singer.

ONZE PARTIDOS JÁ OFICIALIZARAM APOIO A PAULO SOUTO E GEDDEL NA BAHIA

A chapa majoritária da oposição, liderada pelo pré-candidato a governador, Paulo Souto, ganhou o apoio oficial de mais quatro partidos na manhã desta segunda-feira. Em convenção realizada na sede da Abase, em Salvador, PRP, PPS, PT do B e PSDC confirmaram a adesão ao projeto oposicionista. “Estamos hipotecando nosso apoio, porque acreditamos nas pessoas de Paulo Souto, Joaci e Geddel como homens públicos sérios e competentes, e na certeza de que também vamos fazer parte do governo que vai tirar a Bahia da trágica situação em que a deixou o PT”, afirmou o presidente estadual do PRP, Jânio Natal, com a aprovação dos demais líderes partidários Joceval Rodrigues (PPS), Dilma Gramacho (PT do B) e Aníbal Leal (PSDC). Com esse quarteto e mais o DEM, PSDB, PMDB, SDD, PTN, PROS e PTC, já são 11 as legendas que oficialmente optaram pela chapa majoritária formada por Paulo Souto (governador), Joaci Góes (vice) e Geddel Vieira Lima (senador) para as eleições de cinco de outubro. Outras, a exemplo do PV, PHS, PEN, PMN e PPL, faltam apenas realizar suas convenções para protocolar o apoio já garantido. Mas, como disse Paulo Souto, as portas continuam abertas a novas adesões. A possibilidade de novos partidos se integrarem ainda nesta semana ou até o final do mês à frente oposicionista não é pequena. Mas, por enquanto, são 16 os partidos que vão aclamar a chapa da oposição, na convenção a ser realizada nesta quarta-feira, a partir das 9h30min, no Espaço Unique, na Avenida Tancredo Neves, em Salvador. “Estamos cada vez mais confiantes na vitória, diante da crescente incorporação de partidos à aliança histórica da oposição, que vai dar um novo rumo à Bahia”, assinalou Paulo Souto. “Está se formando a maior frente oposicionista da história, desde a redemocratização do País”, reiterou o presidente estadual do Democratas, José Carlos Aleluia. “Faremos um governo em defesa da Bahia”, garantiu Geddel.

BANDIDO PETISTA MENSALEIRO JOSÉ DIRCEU PEDE PRIORIDADE NO JULGAMENTO SOBRE TRABALHO EXTERNO

A defesa do ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu, pediu ao Supremo Tribunal Federal que o plenário da Corte julgue o recurso contra decisão do ministro Joaquim Barbosa que rejeitou pedido de trabalho externo. O habeas corpus foi distribuído para a ministra Cármen Lúcia. Os advogados pedem prioridade no julgamento do pedido e lembram que faltam duas semanas para o início do recesso no Judiciário, quando Joaquim Barbosa, relator das execuções penais do processo do Mensalão do PT,  vai se aposentar. “Ocorre que haverá apenas mais duas sessões antes do início do recesso do Judiciário, o que torna imperioso o julgamento da liminar, afim de evitar o prolongamento do constrangimento ilegal já suportado pelo paciente, o qual se encontra preso sem direito ao trabalho externo, mesmo preenchendo todos os requisitos estipulados em lei”, afirmou a defesa. No início deste mês, em parecer enviado ao Supremo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a revogação da decisão que cassou o benefício de trabalho externo do ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu, e do ex-tesoureiro do PT, o também petista mensaleiro Delúbio Soares, outro condenado no processo do Mensalão do PT. O parecer foi anexado aos recursos apresentados pelas defesas ao plenário do Supremo. Segundo o procurador, o entendimento de que não é necessário o cumprimento de um sexto da pena, firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, contra o que diz a lei, é acertado. Para Janot, não há previsão legal que exija o cumprimento do lapso temporal para concessão do trabalho externo a condenados em regime semiaberto. Existe, sim. No mês passado, para cassar os benefícios, Joaquim Barbosa entendeu que José Dirceu, Delúbio e outros condenados no processo não podem trabalhar fora da prisão por não terem cumprido um sexto da pena em regime semiaberto. Com base no entendimento, José Dirceu nem chegou a ter o benefício autorizado para trabalhar em um escritório de advocacia em Brasília. O bandido petista José Dirceu está desesperado para obter esse benefício por duas razões: 1) para poder reassumir plenamente, na prática, o controle do PT, o que não é possível para uma pessoa que está limitada em seus movimentos; 2) para poder rever diariamente, a sua filhinha de três anos, que é sua grande paixão. Aliás, toda a imprensa de Brasília sabe, e não diz nada, que ele tem privilégios na Prisão da Papuda para ver a filha e a atual mulher. O silêncio da imprensa é altamente comprometer, porque esconde da sociedade brasileira um dos poderosos motivos que tem levado o ministro Joaquim Barbosa a negar a ele o benefício da saída da prisão para trabalhar durante o dia.

LULA DEVERIA É SER GRATO A FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, QUE O LIVROU DE UMA AÇÃO DE IMPEACHMENT

Lula soltou os cachorros no domingo, no evento petista que oficializou a candidatura de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo. Acusou a oposição de fazer a campanha do ódio e dirigiu um ataque específico a Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor. Na convenção do PSDB, no dia anterior, o ex-presidente tucano havia falado que queria os corruptos longe da política. Muito bem! Neste domingo, Lula acusou Fernando Henrique Cardoso de ter comprado votos que garantiram a reeleição. Não contente, afirmou que o tucano não aprendeu a ter sentimentos na universidade. Ai, ai… Lula acha que só alguém com o seu próprio grau de ignorância — que nada tem a ver com burrice (inteligente ele é) — é capaz de ter coração.

Nesta segunda, Fernando Henrique Cardoso emitiu uma nota a respeito. Leiam. Volto em seguida.“Lamento que o ex-presidente Lula tenha levado a campanha eleitoral para níveis tão baixos. Na convenção do PSDB, não acusei ninguém; disse que queria ver os corruptos longe de nós. Não era preciso vestir a carapuça. A acusação de compra de votos na emenda da reeleição não se sustenta: ninguém teve a coragem de levar essa falsidade à Justiça. Não é verdade que a oposição pretendesse derrubar o presidente Lula em 2005. Na ocasião, pedimos justiça para quem havia usado recursos públicos e privados na compra de apoios no Congresso, o que foi feito pelo Supremo Tribunal Federal. Apelo às lideranças responsáveis, do governo e da oposição, para que a campanha eleitoral se concentre na discussão dos problemas do povo e nos rumos do Brasil.”
RetomoÉ a fala de uma pessoa sensata. Cumpre lembrar um fato que é de amplo conhecimento da imprensa e dos políticos. Fernando Henrique Cardoso cometeu, sim, a meu ver, um erro em 2005. Ele foi uma das lideranças que desaconselharam a oposição a pedir o impeachment de Lula, o que até os petistas julgaram que estava na iminência de acontecer. Cabeças coroadas do partido chegaram a debater a hipótese da renúncia. O momento mais dramático se deu quando Duda Mendonça confessou na CPI que o PT pagara por seus serviços com dinheiro do caixa dois. Pior: o depósito havia sido feito numa conta que ele mantinha no Exterior.
E quem foi que desaconselhou a oposição a seguir na trilha do impeachment? Justamente Fernando Henrique Cardoso! Acreditava — e, até hoje, muitos críticos do PT acham que ele estava certo; não é o meu caso — que a deposição de um presidente que havia sido operário um dia e que ainda contava com apoio considerável na sociedade seria ruim para a democracia.
Assim, à diferença do que diz Lula, a oposição nunca tentou derrubá-lo, a não ser por intermédio das urnas. Ao contrário: quando condescendeu com a sua permanência no poder, acabou lhe dando a chance de o PT obter mais dois mandatos. 
Lula deveria ser grato a seu antecessor. Mas quê… Até hoje não perdoa o fato de que o outro o venceu duas vezes nas urnas — e no primeiro turno. De resto, é preciso deixar claro: a disputa em 2014, no que diz respeito aos dois partidos, é entre Dilma e Aécio Neves, não entre Lula e Fernando Henrique Cardoso. Por Reinaldo Azevedo

IRAQUE - QUANTO TEMPO VAI DEMORAR PARA O MUNDO SE RECUPERAR DO DESASTRE QUE É OBAMA NA POLÍTICA EXTERNA?

O desastre da política externa americana sob o comando do companheiro Barack Obama é um troço sem precedentes. E duvido que vá encontrar competidores no futuro. Deixem-me ver por onde começar.

Começo pela intervenção americana no Iraque na era Bush. Digamos que ela tenha sido errada e sem motivo, coisa com a qual não concordo, mas não entro nesse mérito agora. Posso até dar isso de barato. Se entrar lá foi um erro, sair e deixar os iraquianos entregues à própria sorte, como fez Obama, é de uma irresponsabilidade escandalosa. “Ah, os americanos estão cansados de guerra”, poderia dizer alguém. É verdade. É por isso que existem líderes políticos. Às vezes, cumpre-lhes discordar do povo, ora bolas! Qualquer estudioso do nível Massinha I sobre a situação iraquiana previa o caos. E o caos se instalou. Agora falo um pouco sobre a Síria e depois uno os dois fios.
Fui muito criticado, inclusive por leitores habituais meus, por jamais ter me empolgado com a dita Primavera Árabe e muito especialmente por ter apontado, desde o primeiro dia, que o comando das ações contra Bashar al Assad, na Síria, era de caráter terrorista. Tenho leitores lá — brasileiros de nascimento ou sírios que já moraram em nosso país. Desde o primeiro dia, alertaram-me que a dita oposição pacífica nunca esteve na cabeça das ações. “Ruim com Assad, um inferno sem ele”, asseguravam, especialmente os cristãos. Mesmo assim, EUA, Grã-Bretanha e outros países ocidentais resolveram dar seu apoio a uma suposta oposição síria que, de fato, nunca existiu — não com poder ao menos de tomar pé da situação. A Síria se transformou numa campo de treinamento de jihadistas, especialmente na fronteira com o Iraque.
Em abril do ano passado, os terroristas do “Estado Islâmico do Iraque” anunciou na Internet a sua parceria com a “Frente Al-Nusra”, que atuava na Síria. Da fusão, nasceu o “Estado Islâmico do Iraque e Levante”. Num áudio de 21 minutos, Abu Bakr Al-Baghdadi, o líder do autointitulado Estado Islâmico do Iraque,  afirmou que financiava, sim, os terroristas da Frente al-Nusra desde os primeiros dias da rebelião síria. O mundo deu de ombros. Obama fez de conta que nada havia acontecido. Segundo Al-Baghdadi, metade do seu orçamento era destinado aos terroristas que atuavam no outro país.
Assim, o diabo encontrou o ambiente propício: um Iraque largado à própria sorte; uma Síria com as Forças Armadas combatendo em várias frentes, à beira do colapso, e um grupo de celerados armados até os dentes, dispostos a se impor pelo terror. Parte da Síria e do Iraque já está nas mãos do tal grupo. Os lideres religiosas xiitas do Iraque conclamaram seus fieis à resistência armada — e, ora vejam, o Irã se ofereceu para dar apoio. John Kerry, o pateta da ora que faz as vezes de Secretário de Estado dos EUA, já afirmou que a parceria é bem-vinda.
Então o buraco do inferno sempre pode ser mais embaixo. Uma intervenção iraniana no Iraque — com todo o rancor acumulado que sobrou da guerra entre os dois países — terá o condão de extremar as dissensões entre sunitas e xiitas, acabará aproximando mesmo os sunitas mais moderados dos grupos jihadistas e vai consolidar o Irã — nada menos! — como a força estabilizadora da região. Até porque não duvidem: se precisar, os iranianos mobilizam a sua máquina de guerra contra os terroristas que foram renegados até pela Al Qaeda.
Vejam como estava e como está o Oriente Médio desde a posse de Barack Obama. “Não havia nada que ele pudesse fazer…” Opa! Havia um monte de coisa que ele não deveria ter feito: puxar o tapete de Mubarak, no Egito, depois de duas semanas de protesto (vejam que maravilha de democracia há hoje por lá!); pôr a Otan a serviço dos terroristas na Líbia; deixar o Iraque entregue à própria sorte; ajudar a desestabilizar Assad quando até eu, que estou aqui em Higienópolis, sabia que o carniceiro de Damasco enfrentava gente pior do que ele próprio.
Agora, o presidente americano sempre poderá contar com uma ajudazinha do… Irã! É patético! Por Reinaldo Azevedo