sexta-feira, 6 de junho de 2014

METROVIÁRIOS RESOLVEM MANTER A GREVE EM SÃO PAULO, OS PAULISTANOS DEVEM ANDAR DE JEGUE, CONFORME QUERIA O ALCAGUETE LULA

Os metroviários decidiram manter a greve da categoria em assembléia realizada nesta sexta-feira, e assim os paulistanos estão condenados a andar de jegue, conforme queria o alcaguete petista Lula (delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr). A paralisação deve alcançar no mínimo até a segunda-feira, abrindo a semana de inauguração da Copa do Mundo com greve. O metrô é essencial para chegada da torcida ao estádio Itaquerão. Na noite desta sexta-feira, 29 das 63 estações das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha permaneciam fechadas na capital paulista. A votação pela continuidade da greve foi precedida pela quinta reunião de conciliação entre o sindicato dos metroviários e o governo de São Paulo, que terminou sem acordo, realizada nesta sexta-feira na sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. O desembargador Rafael Pugliese, relator da conciliação, sugeriu às partes manter o índice de reajuste salarial em 9,5%, o que não foi acatado. Os sindicalistas exigem aumento de 12,2%, mas sinalizaram a possibilidade de entrar em acordo por um porcentual menor, desde que acima de dois dígitos. Por outro lado, o metrô manteve a proposta de 8,7%. Sem acordo, o dissídio será julgado neste domingo a partir das 10 horas na sede do TRT-SP. A sessão faz parte do plantão especial da Copa organizado pelo judiciário trabalhista até 15 de julho para tratar de questões relacionadas a trabalho degradante, infantil e dissídios coletivos durante a Copa do Mundo. O TRT marcou para sábado o julgamento da liminar que obriga os funcionários a manter 100% da frota funcionando em horário de pico, e 70% no restante do dia, o que foi completamente ignorado pelos grevistas. Aliás, essas decisões da Justiça do Trabalho, no Brasil inteiro, têm se revelado completamente inócuas. não tem sido obedecido pela categoria. Ou a Justiça começa a tomar medidas repressivas fortes ou será totalmente desmoralizada por qualquer grupelho que resolver paralisar uma grande cidade brasileira. Na manhã desta sexta-feira, os grevistas decidiram realizar piquetes em estações como Jabaquara e Ana Rosa para impedir a saída de trens. Na estação Ana Rosa, a manifestação terminou em confronto com a Polícia Militar, que utilizou bombas de gás lacrimogêneo, cassetetes e balas de borracha para dispersar os grevistas. O que foi muito bem feito. Um grupo de cerca de 80 grevistas estavam no local tentando impedir a entrada de funcionários que não aderiram à greve. Além da Ana Rosa, foram formados piquetes nas estações Brás e Bresser da linha 3-Vermelha, na Zona Leste. A greve apresentou reflexos também no trânsito da cidade: às 10 horas foram registrados 239 quilômetros de lentidão, o pior do ano, segundo registros da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A pelegada petista da CUT, de maneira eleitoreira, deu apoio à greve, que é movida pelo PSOL e PSTU, na verdade extensões do petismo.

MINISTRO DO SUPREMO AUTORIZA INVESTIGAÇÃO CONTRA DEPUTADOS POR LIGAÇÃO COM CARTEL DO METRÔ

Por Laryssa Borges, na VEJA.com: O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, afirmou, em parecer, que depoimentos sobre o inquérito que apura a existência de um suposto cartel no Metrô e na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em São Paulo apontam que existem “indícios” da participação dos deputados federais José Aníbal (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM) no esquema. As suspeitas de irregularidades constam dos processos sobre licitação das linhas de metrô e trens entre 1998 e 2008. Apesar de considerar que as oitivas levam a indícios contra os dois, o ministro destaca que “é cedo, muito cedo, para chegar-se à conclusão a respeito da participação, ou não, dos citados parlamentares”.

No despacho, Marco Aurélio Mello determinou a continuidade das investigações sobre Aníbal e Garcia e confirmou o arquivamento da investigação envolvendo os deputados federais Arnaldo Jardim (PPS) e Edson Aparecido (PSDB) e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já havia pedido a retirada do nome dos três do processo por falta de indícios de que tivessem participado do esquema de cobrança de propina. Aníbal e Garcia negam envolvimento no caso. De acordo com o ministro, para dar andamento às investigações, devem ser ouvidos Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes Metropolitanos no governo Luiz Antonio Fleury Filho, Silvio Ranciaro, o ex-diretor da CPTM Antônio Kanjí Hoshikawa e o atual presidente da CPTM Mário Bandeira.
O inquérito em tramitação no STF reúne informações repassadas por representantes da Siemens, que fizeram um acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), revelando o suposto cartel e o pagamento de propina a agentes públicos em troca de benefícios futuros. Uma das fontes de informações ao Cade é o ex-diretor da divisão de Transportes da Siemens, Everton Rheinheimer. Em decisão individual sobre o caso, o ministro do Supremo destaca que existem depoimentos no processo em que os dois deputados são citados como beneficiários de supostas propinas. Um dos colaboradores da justiça, identificado como “X”, disse acreditar que, além de funcionários do metrô, os deputados licenciados Rodrigo Garcia e José Aníbal também teriam recebido dinheiro. O colaborador, relata o ministro Marco Aurélio, “afirmou que agendou reunião com Rodrigo Garcia, à época deputado estadual e presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa de São Paulo, e disse que com ele falou algumas vezes sobre o pagamento de comissões, rotuladas como propina, em relação aos projetos seguintes ao da Linha 5 do metrô de São Paulo”.
No caso de José Aníbal, o colaborador “X” informou que caberia ao tucano a responsabilidade pelos contatos políticos e pelos “pagamentos de propinas pela empresa, em substituição a Rodrigo Garcia”. No depoimento consta que o parlamentar “nunca atendeu” ao colaborador e que o mandava procurar Silvio Ranciaro, que atuaria como assessor informal para o recebimento da propina. Em nota, Rodrigo Garcia afirma que foi citado apenas por um dos delatores do esquema, sendo que outro colaborador, em depoimento, não fez referência à participação do parlamentar no caso. “O despacho é claro sobre a inexistência de qualquer outro indício ou prova em relação a mim”, diz. “Espero que haja celeridade na oitiva das testemunhas, para que fique comprovada a leviandade das afirmações do delator e esse inquérito possa ser arquivado. Confio na Justiça.”
José Aníbal informou que “o ministro Marco Aurélio tomou a decisão que queríamos, que é ouvir as pessoas sobre as quais o delator da Siemens joga lama e calunia”. O parlamentar ainda criticou o procurador-geral por ter feito pedidos para que países como o Uruguai, Luxemburgo e Suíça informassem a existência de possíveis contas – o pleito foi negado pelo ministro Marco Aurélio – e afirmou haver “uso político” das denúncias. “Os depoimentos vão nos permitir rapidamente encerrar esse processo”, disse. Em sua defesa, Aníbal afirma ainda que não há evidências que justifiquem que ele permaneça no rol de investigados do suposto esquema. Por Reinaldo Azevedo

SPTrans ACIONA CORREGEDORIA SOBRE EX-ASSESSOR DE VEREADOR DO PT

A SPTrans, empresa municipal responsável por gerenciar e fiscalizar o funcionamento das linhas de ônibus na cidade de São Paulo, informou nesta sexta-feira que acionou a Corregedoria Geral do Município para analisar a nomeação de um réu por receptação de carga roubada para o cargo de assessor da Diretoria de Marketing. A empresa pública é vinculada à Secretaria Municipal dos Transportes, comandada por Jilmar Tatto, homem forte da gestão Fernando Haddad (PT). Nesta sexta-feira, o site de VEJA revelou que Herivaldo Ribeiro Santos, nomeado para o cargo de assessor da diretoria de Marketing da SPTrans em outubro de 2013, é réu desde 2011 em processo que corre na 17ª Vara Criminal da Barra Funda. Antes de assumir o cargo na administração municipal, Santos foi assistente parlamentar do vereador Senival Moura (PT). “A Superintendência de Recursos Humanos e Organização da São Paulo Transportes encaminhou, hoje, uma consulta à Corregedoria Geral do Município. No documento, é solicitada orientação sobre quais procedimentos caberiam em relação à situação reportada”, diz a nota da SPTrans enviada à reportagem. Segundo a denúncia contra Herivaldo Santos, entre os dias 4 de agosto e 17 de setembro de 2008, ele e um comparsa “receberam e transportaram, em proveito próprio e alheio, 187 caixas contendo pares de sapato da marca Zara, que sabiam ser produto de crime”. Segundo a promotoria, eles “receberam a mercadoria roubada e intermediaram a venda” para um terceiro acusado. A dupla levou os sapatos para uma empresa transportadora e entregou “uma nota fiscal falsa, a fim de ocultar a origem ilícita dos bens”, diz o inquérito policial. O réu que participou do crime com Santos conseguiu na Justiça o benefício da suspensão condicional do processo, mas a ação criminal prossegue contra o assessor da SPTrans. “Eu não fui condenado e nem fiz nada de errado. As testemunhas não tiveram problema nenhum comigo. Eu estava no lugar errado, na hora errada”, disse Santos ao site de VEJA. Seu advogado, Joel Passos, afirmou que não tem mais mantido contato com o agora assessor da SPTrans e que não consegue localizá-lo. “Faz tempo que ele não se comunica comigo”, disse defensor. Ao site de VEJA, Santos negou que o vereador petista tenha influenciado na sua nomeação para a SPTrans, mas também não revelou que caminhos percorreu: “Eu vim por outros meios. Não tenho mais nada a ver com o Senival. Tivemos uma desavença, uma questão de valores que eu não estava contente. Aqui não foi indicação dele. Estou trabalhando corretamente". No dia 3 de dezembro de 2011, o juiz Fábio Aguiar Munhoz Soares, da 17ª Vara Criminal da Barra Funda, publicou um edital para notificar o réu a apresentar defesa. Santos estava “em lugar incerto e não sabido”, segundo a Justiça. Os registros da Câmara Municipal de São Paulo, no entanto, informam o paradeiro de Herivaldo Santos na época: era empregado no gabinete de Senival.

DATAFOLHA: AÉCIO NEVES EMPATA COM DILMA NO SUDESTE


O dado mais importante da pesquisa Dtafolha é que Aécio Neves (PSDB) empatou com Dilma Rousseff (PT) no Sudeste, região que reúne 43,2% dos eleitores brasileiros. Dilma perdeu 4% na região, mas Aécio também aparece com menos 2%. Dilma cai além da margem de erro. Aécio não. Eduardo Campos (PSB), por sua vez, perdeu 3% dos 7% que tinha. Uma queda brutal para quem esperava uma transferência de votos de Marina Silva (Rede). 
No Norte, Dilma Rousseff desaba. Tinha 53% e agora aparece com 44%. Perdeu 9% em trinta dias. Aécio Neves, ao contrário, cresce de 13% para 17%, além da margem de erro. Eduardo Campos tinha 11% e agora aparece com apenas 6%. Um verdadeiro tombo. O Norte tem 7,5% do eleitorado.
O Nordeste também não traz boas notícias para Dilma Rousseff. Ela caiu além da margem de erro, de 52% para 48%. Para Eduardo Campos, os números são uma tragédia. Caiu de 16% para 11%. Aécio Neves também cai, mas dentro da margem de erro, de 12% para 10%. Na região Nordeste, estão 27,1% dos eleitores. 
O Centro-Oeste, por sua vez, é a única região onde Dilma cresce, passando de 30% para 34%. Aécio Neves cai de 22% para 19%, além da margem de erro. Eduardo Campos cai de 15% para 7%, um desastre. A região tem 7,1% do eleitorado.
Por fim, na região Sul, Dilma sobe de 29% para 31%, assim como Aécio amplia as intenções de voto de 19% para 21%. Ficam, ambos, dentro da margem de erro. Eduardo Campos tinha 8% e cai para 6%, também dentro da margem de erro. NoSul estão 14,8% dos eleitores do Brasil. (CL)

FIFA DÁ SUA VERSÃO PARA A CAPACIDADE REDUZIDA DO ITAQUERÃO

A Fifa declara que o Itaquerão não diminuiu de tamanho. Mas confirma que, diante do número de jornalistas credenciados e da operação de transmissão dos jogos, o número de assentos acabou ficando em apenas 61,6 mil destinados para a torcida. O plano original falava em um estádio para 68 mil pessoas. Hoje, a entidade esclarece que o número final está ligado ao fato de que a operação de transmissão ocupou parte dos assentos. “O tamanho da arena não diminuiu, como algumas notícias sugerem”, indicou. “Como em toda operação de Copa do Mundo da Fifa, a capacidade total do estádio é ajustada de acordo com as necessidades de transmissão de TV e do trabalho da imprensa credenciada para atender ao interesse global do torneio”, explicou a entidade. “Para dar a dimensão desta operação, uma posição de jornalista na tribuna de imprensa representa três assentos bloqueados. A abertura terá mais de 1,5 mil profissionais de mídia nas tribunas, que requerem a ocupação de milhares de assentos na arquibancada”, disse a Fifa. “Além disso, a produção de TV para todo o mundo é feito pela Fifa com 34 câmeras, o que também requer o bloqueio de assentos para as plataformas de câmeras da Fifa e dos detentores de direitos de transmissão”, concluiu.

HAVELANGE É INTERNADO NO RIO DE JANEIRO E ZAGALLO TEVE ALTA

O ex-presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), João Havelange, de 98 anos, está internado no Hospital Samaritano, em Botafogo. Boletim médico divulgado nesta sexta-feira informa que Havelange chegou ao hospital quarta-feira, com quadro de infecção respiratória e que, no momento, seu estado de saúde é estável. Havelange foi presidente da Fifa durante 24 anos (1974-1998) e, até o ano passado, tinha o título de presidente de honra da entidade. Já o ex-técnico da seleção brasileira Mário Jorge Lobo Zagallo, de 82 anos, que estava internado há dez dias no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, para tratamento de infecção na coluna, teve alta nesta sexta-feira.

APÓS QUEDA DE DILMA NA PESQUISA DATAFOLHA, O ALCAGUETE LULA VITIMIZA A PETISTA E QUESTIONA CRÍTICOS

Após divulgação da pesquisa Datafolha que apontou queda nas intenções de voto na presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista na ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr)apostou em um discurso vitimando a petista. Orador em um fórum organizado pelo jornal espanhol El País, o X9 Lula afirmou: "Eu nunca vi baterem tanto numa pessoa. Eu não sei se é porque ela é mulher, porque eu achei que comigo era porque sou nordestino. Eu acho que só fariam igual na Venezuela, com Chávez”. O X9 Lula também questionou o pessimismo e as críticas feitas ao governo de Dilma: “Nunca se ganhou tanto dinheiro nesse País e isso vale para os trabalhadores, para o salário mínimo e também para os empresários. Então por que esse mau humor? Às vezes leio na imprensa notícias que não têm nenhuma lógica, a não ser a de não informar corretamente a população deste País”. Ele lembrou que o Brasil tem “liberdade de imprensa plena, total e absoluta”. Esqueceu de dizer que ele, seu partido e Dilma Rousseff querem estabelecer a censura sobre a imprensa.

DILMA CAI NO DATAFOLHA, E AÇÕES DE ESTATAIS COMANDAM EUFORIA NA BOLSA DE VALORES

Depois de encerrar o pregão de quinta-feira com queda de 0,57%, a BM&FBovespa disparou nesta sexta-feira e fechou a sessão com alta de 3,04%, maior variação desde a escalada de 3,5% de 27 de março deste ano. Assim como aconteceu no final de março, a Bolsa foi impulsionada pela queda das intenções de voto na presidente Dilma Rousseff e pela piora na avaliação do governo. Uma pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha nesta sexta-feira mostrou que Dilma caiu três pontos porcentuais em relação à última pesquisa do instituto – a petista oscilou de 37% para 34%. Mas seus adversários na disputa ao Palácio do Planalto não subiram na preferência do eleitor. Aécio Neves (PSDB) tinha 20% e agora soma 19%, enquanto Eduardo Campos (PSB) aparece com 7%, ante 11% na pesquisa anterior. A piora na avaliação da presidente se refletiu nas ações das empresas estatais listadas na Bolsa. Lideraram as altas do pregão desta sexta as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Eletrobras, que subiram 9,33%, cotadas a 7,15 reais; seguidas pelo papel preferencial da Petrobras, que subiu 8,15%, a 17,65 reais. Também registraram alta as ações do Banco do Brasil, de 5,31%, fechando em 24,40 reais Desde o final de março tem sido assim. A cada piora de Dilma nas pesquisas eleitorais o principal índice da Bolsa de São Paulo, o Ibovespa, sobe, impulsionado pela alta dos papeis das estatais. Da mesma forma, o movimento inverso da Bolsa é visto toda vez que a petista mostra melhora nas intenções de voto. A oscilação já chamou atenção do xerife do mercado financeiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que vê se repetir no mercado financeiro um movimento especulativo semelhante ao visto em 2002, influenciado pela corrida ao Palácio do Planalto.

DólarA divulgação da pesquisa também provocou nova pressão no mercado de câmbio. O dólar fechou em queda nesta sexta-feira pela segunda sessão seguida, ficando abaixo de 2,25 reais, com os investidores reagindo aos dados positivos do mercado de trabalho dos Estados Unidos e à pesquisa eleitoral que mostrou queda na intenção de votos de Dilma. A moeda norte-americana perdeu 0,50%, a 2,2496 reais na venda, após chegar a 2,2392 reais na mínima da sessão. Segundo dados da BM&F, o volume ficou em torno de 1,1 bilhão de dólares. O dólar encerrou a semana ainda em leve alta de 0,39%, mas deixa para trás o patamar de 2,30 reais que se aproximou na quarta-feira, quando fechou a quarta sessão em alta, acumulando valorização de 2,68% no período. “A pesquisa (eleitoral) causou a movimentação inicial no mercado”, afirmou o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, acrescentando que a queda do dólar perdeu fôlego na reta final do pregão porque entraram compradores aproveitando a cotação mais baixa da semana.

PSB FECHA COM GERALDO ALCKMIN; DE ZERO A DEZ, CHANCE DE KASSAB SER VICE NA CHAPA TUCANA É IGUAL A 9

O PSB recuou do recuo e decidiu apoiar a candidatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à reeleição. Era esse o entendimento inicial, antes de os “marineiros” — os fiéis da seita Marina Silva — desembarcarem no partido, estourando palanques, inviabilizando alianças e introduzindo anacolutos salvacionistas no até então bastante pragmático partido de Eduardo Campos. O PSB chegou a anunciar candidatura própria, para insatisfação do partido em São Paulo, que já teve uma secretaria no governo — a de Turismo, com Márcio Franca, presidente da legenda no Estado. Os “marineiros” reivindicavam a candidatura para o seu grupo. Isso, eles não levaram. Se houvesse nome próprio, seria o do próprio França. Mas não haverá, não.

O diretório do partido em São Paulo se reuniu nesta sexta-feira e decidiu que vai mesmo fechar uma aliança com os tucanos. Dos 156 membros, 132 estavam presentes e votaram unanimemente pela união. Vejam como são as coisas: o PSB tinha quase garantido o lugar de vice na chapa.  Hoje, Gilberto Kassab, do PSD, está na frente. E muito!
Caso se consolide o apoio dos dois partidos ao governador, Alckmin terá em sua base legendas que compõem alianças de três presidenciáveis: ele próprio, membro do PSDB, está, obviamente, comprometido com a candidatura de Aécio. Kassab, se não houver uma reviravolta, vai apoiar Dilma Rousseff, e o PSB, é evidente, fecha com Eduardo Campos.
O que pesou?
Vários fatores pesaram na decisão do PSB. Pesquisas de que dispõe o partido indicam uma folgada vantagem de Alckmin se a disputa fosse hoje, e isso significa perspectiva de participar do governo do mais importante e do mais rico Estado da federação. A tendência majoritária já era essa, mas a unanimidade conseguida nesta sexta-feira certamente guarda relação com os números do Datafolha: o “independentismo” que a turma de Marina Silva levou para o PSB contribuiu, certamente, com a despencada de Eduardo Campos na pesquisa: em um mês, ele perdeu 36% das intenções de voto. A estratégia que os sedizentes “marineiros” estão forçando é  suicida e só interessa a Marina Silva. No ritmo em que a coisa caminhava, ela sairia, ao fim de tudo, com um partido, e o PSB restaria destroçado.
Os argumentos
O engraçado é que tanto os defensores da aliança com Alckmin como os defensores da candidatura própria tinham na candidatura de Campos à Presidência o seu cavalo de batalha. Os dois grupos sustentavam que o ex-governador de Pernambuco disputa com o tucano Aécio Neves um lugar no segundo turno. Para os marineiros, isso implicava ter candidatura própria para ganhar identidade no principal colégio eleitoral do País. Para o PSB pré-Marina, isso implica se aliar a Alckmin para tornar mais moderado seu apoio ao senador mineiro. Nem um argumento nem outro são sinceros. A turma de Marina Silva só queria usar a eleição para se fortalecer em São Paulo e está pouco se lixando para a eleição de Campos. Os pessebistas querem, sim, que seu candidato vença, mas sabem que a hipótese é remota e estão pensando mesmo é em participar do governo. Até porque, convenham, as coisas não andam bem para o candidato do PSB. Hoje, o Pastor Everaldo, do PSC, está mais próximo de Eduardo Campos do que Eduardo Campos de Aécio Neves.
O PSB vai ter a vaga de vice?
Acho que não! Uma pessoa que acompanha de perto a negociação com o PSDB e o PSD considera que, numa escala de zero a 10, a chance de Kassab ser o vice de Alckmin, hoje, está em 9. O PSB poderá pleitear a vaga da coligação para disputar o Senado, mas isso vai depender da decisão do tucano José Serra. Caso ele opte por esse caminho, a vaga será sua. Por Reinaldo Azevedo

DATAFOLHA 1: DILMA CAI E VAI A 34%; DIFERENÇA PARA AÉCIO NEVES NO SEGUNDO TURNO É DE APENAS 8 PONTOS - ERA DE 27 HÁ QUATRO MESES; PETISTA É A MAIS REJEITADA. E ESSES AINDA NÃO SÃO OS NÚMEROS PIORES

A Folha de S.Paulo publica nesta sexta-feira pesquisa Datafolha sobre intenção de voto para presidente da República. Fica difícil escolher que número é o pior para a presidente Dilma Rousseff (PT), mas, parece-me, como vocês verão, que o mais dramático nem está no mais óbvio. Já chego lá. Vamos ao que é mais vistoso: em relação à pesquisa anterior do instituto, de 7 e 8 de maio, Dilma caiu três pontos: de 37% para 34%; o tucano Aécio Neves oscilou de 20% para 19%, e Eduardo Campos caiu de 11% para 7% — o que é também um péssimo resultado. Vejam a arte da Folha (todos os infográficos foram publicados pelo jornal).

Datafolha 06.06.2014 1 geral
Alguém poderia dizer que a boa notícia para Dilma é que, há um mês, os dois principais candidatos de oposição, somados, tinham 31 pontos e, agora, têm 26. Mas eu lhes proponho uma outra leitura: em fevereiro, Dilma tinha 44% das intenções de voto, e Aécio e Campos somavam 25 — uma diferença de 19 pontos. Quatro meses depois, eles têm 26, mas Dilma está com 34 — uma diferença de 8 pontos. Os dois candidatos de oposição, é verdade, avançaram pouco, mas a presidente despencou.
Segundo turnoA outra má notícia para Dilma, péssima mesmo, está nos números do segundo turno. Há quatro meses, ela venceria Aécio por 54% a 27%, o dobro dos votos. Nesta pesquisa Datafolha, a presidente aparece com 46%, e o tucano, com 38% — a diferença diminuiu espantosos 19 pontos e é, agora, de apenas 8. Ele avançou 11, e ela caiu 8.
Datafolha 06.06.2014 2 segundo turno
Pessimismo
Cresceu o pessimismo com a economia, informa a pesquisa. Apenas 26% dizem que a situação econômica do País vai melhorar. Para 36%, vai piorar, e 32% dizem que ficará na mesma. Nada menos de 64% acham que a inflação vai aumentar, e só 7% acreditam na queda; outros 21% avaliam que ficará como está. Se 18% anteveem que o desemprego vai cair, 48% pensam que vai subir, e só 28% creem na estabilidade dos números.
Datafolha 06.06.2014 4 expectativas
Rejeição
Outra notícia ruim. Caiu a rejeição a Aécio Neves e Eduardo Campos em relação à pesquisa anterior: o tucano tinha 31%, e o peessebista, 33%. Ambos aparecem agora com 29%. Dilma se manteve nos 35% e é agora a candidata mais rejeitada.
Datafolha 06.06.2014 rejeição
A colheita de números negativos ainda não terminou. Em fevereiro, 21% achavam o governo Dilma ruim ou péssimo; agora, são 28%; os que o consideram ótimo ou bom caíram de 37% para 33%, e os que o veem como regular passaram de 41% para 38%.
Mudança
Entendo, no entanto, que o pior número para Dilma é aquele ao qual a imprensa tenderá a dar menos visibilidade. Vejam o quadro abaixo.
Datafolha 06.06.2014 5 Mudanças
Nada menos de 74% dos que responderam à pesquisa esperam que as ações do próximo governo sejam diferentes das que aí estão, e só 21% querem mais do mesmo. Quando indagados sobre quem poderia, então, operar essas mudanças, o nome mais lembrado ainda é o de Lula, com 35%, mas quem aparece em seguida, com 21%, é o tucano Aécio Neves. Dilma está apenas em terceiro, com 16%. Vale dizer: as pessoas querem outro rumo para o País e não acham que a atual presidente seja capaz de liderar a transformação.
Alguma boa notícia pra ela? Umazinha. Dizem que votariam num candidato apoiado por Lula 36% dos que responderam à pesquisa, mesmo índice dos que o rejeitariam por isso — e 24% afirmam que poderiam votar. Não endossariam um nome com apoio de FHC 57% dos entrevistados, contra 12% que fariam essa escolha — 24% poderiam votar. Na pesquisa, o segundo eleitor mais influente é Joaquim Barbosa: 26% escolheriam um nome que contasse com o seu apoio, mesmo índice dos que considerariam essa possibilidade. Mas 36% rejeitariam um postulante que ele indicasse.
Que conclusões tirar dessa pesquisa? Muito objetivamente, vamos lá:
1: Dilma não vence mais no primeiro turno. Ela teria hoje 34% dos votos, e seus adversários, considerados os demais nomes, somam 35%.
2: A diferença no segundo turno se estreita dramaticamente.
3: O eleitorado quer mudanças, e Dilma não é vista como a pessoa capaz de operá-las.
As viúvas de Lula voltarão a se assanhar. Por Reinaldo Azevedo

DATAFOLHA 2 - EDUARDO CAMPOS TERÁ DE REVER SUA ESTRATÉGIA; PASTOR EVERALDO, DO PSC, TEM MILHÕES DE VOTOS E FALA COISA COM COISA

Há duas outras considerações importantes que devem ser feitas sobre a pesquisa Datafolha. O pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, está minguando. Nos últimos tempos, Campos decidiu se distanciar do tucano Aécio Neves e acentuou aquele seu discurso que sempre me pareceu muito difícil: proteger o lulismo e concentrar seus ataques em Dilma Rousseff. A queda de 4 pontos é bastante acentuada. O que dizer? Marina Silva já lhe rendeu muita dor de cabeça, ajudando a desfazer alguns palanques que o PSB estava construindo e, até agora ao menos, voto nenhum.

Campos, nitidamente, se atrapalhou. Segundo a pesquisa Datafolha, no grupo das pessoas que consideram o governo Dilma ruim ou péssimo, os votos em Aécio cresceram de 27% há dois meses para 31%, informa o Painel da Folha. No caso de Campos, aconteceu o contrário: ele tinha 15% das intenções de voto nessa categoria e agora só tem 10%. Tudo indica que o ex-governador de Pernambuco terá de voltar à prancheta e repensar a sua estratégia.
Para ficar naquela geografia tradicional, cumpre notar que um Campos que se situava um pouco mais, digamos à direita, com um sotaque um tantinho mais conservador, parecia despertar mais interesse do que esse do último mês, com uma inflexão mais à esquerda e aparentemente ainda mais à sombra de Marina Silva, que pensa em apoiar, em São Paulo, imaginem vocês!, a candidatura do PSOL ao governo do Estado.
A surpresa que tem explicaçãoSabem quem surpreende? Pastor Everaldo, do PSC, que aparece com 4% dos votos. Só emprego esse verbo porque ele aparece ali, colocado entre os partidos ditos nanicos. Pois é. Há no Brasil mais de 140 milhões de eleitores. Se o Datafolha estiver certo, Everaldo contaria hoje com 5,6 milhões de votos. É um patrimônio e tanto a ser disputado no segundo turno.
Ainda que ele seja tratado com preconceito aqui e ali, a verdade é que é um homem inteligente, articulado, que não faz o figurino exótico de muitos postulantes de legendas chamadas de “nanicas”. O programa nacional do PSC levado à televisão falava coisa com coisa e assumiu, sem qualquer receio ou medo de patrulha, um discurso que, na Europa ou nos Estados Unidos, seria chamado de saudavelmente conservador.
Aos 7min35s do vídeo que segue abaixo, Everaldo ataca o governo estatizante e deixa claro: seu partido é privatizante. Aprecio a sua coragem.
Com uma máquina de porte razoável na mão, Eduardo Campos tem 7% dos votos. O Pastor Everaldo está com 4% sem ter sido governador de Estado nenhum ou contar com o apoio de outros governadores. Convém prestar atenção. Ele pode, sim, fazer uma grande diferença nesta eleição. Por Reinaldo Azevedo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL NEGA HABEAS CORPUS E MANTÉM PAULO OCTÁVIO PRESO

O desembargador João Batista Teixeira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, negou nesta quinta-feira o pedido de habeas-corpus feito pela equipe de advogados do ex-vice-governador de Brasília e empresário Paulo Octavio (PP). Com a decisão, o empresário segue preso até o julgamento do mérito do pedido pelo Tribunal. Ainda não há uma data definida para a discussão do caso no plenário da Corte, uma vez que a decisão foi encaminhada para o Ministério Público Federal do Distrito Federal, que também deverá se posicionar a respeito do processo, que tramita em segredo de Justiça. Somente após esta fase, o desembargador João Batista Teixeira deverá levar a discussão do caso para os demais integrantes do tribunal. Paulo Octavio foi preso na noite da última segunda-feira, em Brasília, na Operação Atrio, da Polícia Civil do Distrito Federal, que investiga com o Ministério Público local a atuação de uma máfia de alvarás. Segundo a polícia, o empresário, dono de uma das maiores construtoras da capital federal, foi preso em um de seus hotéis e levado para prestar depoimento na Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado. A operação tem como alvo uma organização criminosa suspeita de corromper agentes públicos responsáveis pela liberação de alvarás em algumas regiões administrativas do Distrito Federal.