sábado, 26 de abril de 2014

POLÍCIA CIVIL DO RIO DE JANEIRO ACHA QUE "BAILARINO" DG ESTAVA NA FESTA COM TRAFICANTE "PIT-BULL"

O dançarino Douglas Pereira, o “DG”, participava de um churrasco na favela, com outros moradores, incluindo “Pit Bull”, um dos traficantes mais procurados, quando a Polícia Militar – alertada por denúncia – chegou. A informação é de fontes da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Quem estava na festa fugiu como pôde. “DG” e um amigo tentaram pular para a laje de uma creche no meio do tiroteio. Atingido, “DG” bateu num muro e caiu na creche. O amigo se safou e foi embora. A Polícia Civil também está convencida de que o dançarino “DG” não foi torturado, e que teria morrido em decorrência do tiro e da queda. Os PMs do tiroteio somente souberam no dia seguinte que havia baleados. Foram outros PMs que recolheram o corpo de Policiais suspeitam de que a mãe de “DG”, muito articulada, estaria sendo orientada para “desmoralizar a polícia” e o governo estadual. (CH)

TRACTEBEL TEM QUEDA DE 32% NO LUCRO DO PRIMEIRO TRIMESTRE

A Tractebel Energia, uma das principais geradoras de energia elétrica do País, teve uma redução de 32% no lucro do primeiro trimestre na comparação com mesmo período de 2013, afetada principalmente por efeitos negativos de transações no mercado de curto prazo de energia. A empresa optou em 2014 por alocar uma parcela maior de sua disponibilidade comercial de energia na segunda metade do ano, o que tende a afetar negativamente a empresa agora mas poderá resultar em "resultados mais robustos" no próximo semestre, disse em comunicado à imprensa. O lucro da empresa somou 289,2 milhões de reais no primeiro trimestre ante 425 milhões de reais em 2014. Essa redução está relacionada ao efeito negativo das transações no mercado de curto prazo no valor de 143,6 milhões de reais, aumento das compras de energia para revenda, no valor de 90,2 milhões de reais e o crescimento no consumo de combustível em 23 milhões de reais. Além disso, houve elevação dos custos com a compensação financeira pela utilização dos recursos hídricos em 13,6 milhões.

PRESIDENTE DO TST DEFENDE CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PARA SINDICATOS

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Antonio Levenhagen, defende que os sindicatos têm o direito de retirar uma parte do salário do trabalhador brasileiro, mesmo que ele não seja filiado, para arcar com as despesas da entidade de classe. O ministro é a favor de que a contribuição assistencial volte a ser descontada uma vez por ano de todos os trabalhadores, independentemente da filiação sindical. Atualmente, a norma do TST só permite que a contribuição assistencial seja descontada do empregado sindicalizado. Assim como o imposto sindical - descontado no contracheque de março e equivalente à remuneração de um dia de trabalho -, a contribuição assistencial também está prevista na Constituição e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas não há definição legal sobre o valor e a forma como ela é descontada do salário do trabalhador. A legislação diz que esses fatores devem ser definidos por meio de acordo ou convenção coletiva, mas há casos em que sindicatos conseguiram arrecadar até 20% do salário-base de um mês do ano de cada um dos filiados. Ou seja, a contribuição tem muito mais impacto no caixa das entidades do que o imposto sindical. O Ministério do Trabalho não faz levantamento do valor total da contribuição sindical nem de como é feita a distribuição entre as entidades. "Os sindicatos estão em polvorosa com esse precedente normativo. Se o acordo vale para todos, por que só o sindicalizado contribui e o outro trabalhador que vai receber os mesmos benefícios não contribui?", questiona Levenhagen. Se a Constituição diz que ninguém pode ser obrigado a se sindicalizar, por que então algum trabalhador não sindicalizado estaria obrigado a descontar para o sindicato?

PRESIDENTE DO PT PAULISTA DIZ QUE PARTIDO NEM COGITA HIPÓTESE DE PADILHA NÃO SER CANDIDATO

Após a divulgação de relatório da Polícia Federal que apontou que o ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, teria indicado um executivo para laboratório do doleiro Alberto Youssef, o presidente estadual do PT, Emídio de Souza, disse que "nem se cogita a hipótese" de o ex-ministro não ser o candidato do partido ao governo paulista. "Talvez a oposição queira isso", ironizou. "Nós aqui reconfirmamos a pré-candidatura unificada de Alexandre Padilha", disse o presidente estadual. Padilha complementou que as acusações "mentirosas" não o abalaram. "Se alguém pensa que tenho medo de cara feia, de injúria, vai passar a me conhecer", disse. O ex-ministro reforçou ainda que continuará a percorrer o Estado com a Caravana Horizonte Paulista para fazer o debate sobre os problemas de São Paulo "com respeito".

PARLAMENTARES SE ESPANTAM COM A MORTE DO CORONEL

Parlamentares receberam "com espanto" a notícia da morte do coronel reformado do Exército Paulo Malhães e cobraram a entrada da Polícia Federal nas investigações. Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade em março, Malhães relatara ter participado de prisões e torturas durante a ditadura militar no Brasil. Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a morte do militar foi um "crime político para apagar as marcas do arbítrio e da tortura". "É urgente e necessário a entrada da Polícia Federal no caso do assassinato de Paulo Malhães para esclarecer o ocorrido", cobrou o senador. O coronel reformado foi encontrado morto na manhã de sexta-feira no sítio em que morava, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense). Seu corpo apresentava marcas de asfixia, segundo a Polícia Civil. Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado Assis do Couto (PT-PR) lamentou o ocorrido e argumentou que Malhães tinha importantes informações sobre o período militar no País. "Recebi (a notícia) um pouco chocado e com espanto, porque a gente estava tratando desse assunto (na comissão)", relatou o deputado. Por que só foram ouvidos parlamentares esquerdóides? Por acaso o coronel não poderia ter sido morto por um esquerdopata?

OGX VAI VENDER ATIVOS NA COLÔMBIA POR US$ 30 MILHÕES

A Óleo e Gás Participações (OGPar) informou que sua controlada OGX Petróleo e Gás recebeu oferta firme pelos blocos localizados nas bacias de Cesar Rancheria (CR-2, CR-3 e CR-4) e Vale Inferior do Magdalena (VIM-5 e"VIM-19 ), e que o conselho de administração aprovou a proposta. A oferta prevê o pagamento de US$ 30 milhões à OGX pelos ativos, a liberação de obrigações regulatórias e US$ 14 milhões que estão dados em garantia a cartas de crédito requeridas pela Agencia Nacional de Hidrocarburos. "A companhia entende que os termos e condições da oferta estão alinhados a seu processo de reestruturação, visto que desonera a companhia dos custos exploratórios obrigatórios e possíveis contingências regulatórias, bem como proporciona a geração de caixa no curto prazo de maneira a ampliar a liquidez da Companhia, além de implicar a redução do custo administrativo da OGX na Colômbia", informou em fato relevante.

PRIMO DO PETISTA JOSÉ SERGIO GABRIELLI É DEMITIDO DA PETROBRAS

A Petrobrás demitiu o engenheiro José Orlando Azevedo, ex-presidente da Petrobrás America entre 2008 e 2012, período em que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi questionada judicialmente pela estatal. A refinaria era controlada pela subsidiária. A demissão de José Orlando Azevedo aconteceu na quinta-feira, um dia depois de o Estado revelar que ele era primo do ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. Atualmente, ele ocupava o cargo de diretor comercial da Transportadora Associada de Gás (TAG). Azevedo estava à frente da subsidária durante o processo que resultou no pagamento de US$ 820 milhões pela Petrobrás para aquisição da refinaria de Pasadena. Funcionário de carreira, ele foi indicado ao cargo por Gabrielli, mas foi substituído em 2012, logo após a posse da atual presidente da estatal, Graça Foster. Desde então, ele ocupava a diretoria da subsidiária de gás. Em nota, a Petrobrás confirmou o fato, que classificou como uma "mudança rotineira". "A substituição do Sr. José Orlando Azevedo foi uma mudança de caráter gerencial rotineira. Junto com essa substituição, na mesma pauta, foram aprovadas mais oito alterações e reconduções", diz o comunicado. Esta é a segunda demissão na diretoria das subsidiárias da Petrobrás em duas semanas. No dia 21 de março, Nestor Cerveró, diretor da área internacional da estatal na época da compra da refinaria de Pasadena, também foi exonerado do cargo de diretor financeiro da BR Distribuidora, que ocupava desde 2012. Ele também havia sido afastado da área internacional da Petrobrás por Graça Foster em 2012.

GOVERNO DA GUINÉ CASSA AUTORIZAÇÃO DE EXPLORAÇÃO DE JAZIDAS DE FERRO DA VALE

A República da Guiné cassou na sexta-feira a concessão da Vale para explorar as jazidas de minério de ferro Simandou e Zogota, na costa ocidental africana. Em março, em documento encaminhado à Securities Exchange Commission (SEC), a CVM americana, a companhia já havia reconhecido a possibilidade de perder os US$ 500 milhões gastos na compra dos direitos. A decisão do governo da Guiné tem como pano de fundo a conduta fraudulenta da BSGR Resources Limited, sócia da mineradora brasileira no projeto. Em nota, a Vale revela que um relatório da comissão técnica do governo africano concluiu que as concessões foram contaminadas por atos de corrupção da BSGR, do empresário israelense Beny Steinmetz e que era o dono integral das concessões antes da entrada da Vale na joint-venture. Em nota, a Vale destacou que o comitê técnico do governo do presidente do país, Alpha Condé, não identificou qualquer envolvimento da empresa brasileira em prática fraudulenta relacionada à aquisição dos direitos minerários, que ocorreu mais de um ano antes da Vale ter realizado qualquer investimento no projeto. O comitê recomendou ao governo da Guiné a adoção de medidas para excluir a companhia do empresário israelense Beny Steinmetz de qualquer processo de licitações de direitos minerários no país. Em abril do ano passado, o governo africado prendeu dois empregados da BSGR Resources , em meio a uma investigação criminal que analisa a compra de direitos de exploração do depósito de minério de ferro de Simandou. As acusações não respingaram na Vale. Em seu relatório, o comitê não recomendou que a Vale fosse impedida de participar de novas disputas de concessões. A mineradora brasileira argumenta que adquiriu a participação no projeto somente após uma "extensiva due diligence" realizada por profissionais especializados e com base em declarações e garantias de que a BSGR teria adquirido todos os direitos minerários de forma legal e sem qualquer promessa ou pagamento indevidos ou corruptos. A expectativa é que a companhia faça uma baixa contábil dessa cifra em seu balanço financeiro desse ano. Assim como ocorreu com o projeto de potássio Rio Colorado, na Argentina, suspenso em março de 2013 após uma forte alta do orçamento, que resultou em uma baixa contábil de R$ 5,4 bilhões.

GOVERNO DILMA PREPARA MEDIDAS DE CRÉDITO PARA SOCORRER DE NOVO AS MONTADORAS

O governo petista de Dilma Rousseff discute de novo com o setor automotivo medidas para destravar o crédito na compra de veículos e pode anunciar, nos próximos dias, a ampliação do prazo de financiamento para até 60 meses. O governo pode flexibilizar a exigência para que os bancos provisionem 75% do valor dos financiamentos quando o prazo atinge cinco anos. Entre as propostas em discussão também estão uma forma de facilitar a retomada dos veículos pelos bancos em caso de inadimplência e criação de estímulos para a exigência de um pagamento menor de entrada. Não há limite mínimo para a entrada, mas na prática os bancos exigem 40% do valor do veículo. Outra medida em discussão é a criação de um fundo garantidor, com aportes das instituições financeiras, que deve complementar as garantias oferecidas pelo cliente. O governo descartou novos cortes de impostos. Destravar o crédito é a saída apontada pela Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea) para reverter a queda de 2,1% nas vendas no primeiro trimestre. Com o freio do mercado interno e dificuldades nas exportações, as montadoras vêm adotando férias coletivas, demissões e suspensões temporárias do contrato de trabalho.

DEPUTADO JOSÉ ANÍBAL USA TRIBUNA PARA SE DEFENDER DAS ACUSAÇÕES NO CASO DE CARTEL DOS TRENS

O deputado federal José Aníbal (PSDB-SP) usou a tribuna da Câmara na sexta-feira para criticar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que no início do mês pediu ao Supremo Tribunal Federal que dê continuidade às investigações com relação a ele no caso do cartel no setor metroferroviário de São Paulo. O tucano deixou recentemente o cargo de secretário de Energia de São Paulo para reassumir o mandato de deputado federal. Ele voltou a dizer que Janot foi leviano e cometeu erros graves no pedido de investigação. No dia 1º, o procurador-geral enviou um ofício ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, no qual diz que o ex-diretor da Siemens, Everton Reinheimer, delator do cartel, apontou, em depoimento, "indícios de envolvimento" de José Aníbal. Reinheimer, conforme o ofício, relatou ter sido avisado que, com a saída de Rodrigo Garcia da presidência da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, ele "deveria passar a tratar com o deputado José Aníbal, que passara a ser responsável pelos contatos políticos e pagamentos de propina". O nome de José Aníbal surgiu nas denúncias no fim de 2013, quando um documento não assinado que o citava foi entregue pelo deputado estadual petista Simão Pedro (SP) ao ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, e posteriormente repassado à Polícia Federal. Na época, o tucano disse que o documento era falso e havia sido adulterado para que seu nome fosse incluído. José Anibal chamou o petista José Eduardo Cardozo de prevaricador, Simão Pedro de falsário e Reinheimer de bandido. "É um novo dossiê petista contra adversários políticos para difamar, jogar lama e tentar destruir a reputação de oposicionistas", disse.

EX-DIRETOR DA PETROBRAS TENTA REVERTER SUA PRISÃO EM RECURSO AO SUPREMO

O ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ajuizou na sexta-feira uma reclamação no Supremo Tribunal Federal, questionando a competência do juízo do Paraná que decretou sua prisão preventiva. Ele foi preso dentro da operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga denúncias de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.  O Supremo explica que, no caso de Costa, a investigação envolve indícios da prática do crime de corrupção passiva e envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, investigado nessa mesma operação da Polícia Federal e que também está preso. A reclamação foi distribuída ao ministro Teori Zavascki. Na reclamação, o ex-diretor pede a concessão de liminar para suspender inquérito policial que está sendo realizado e a suspensão os efeitos do decreto de prisão preventiva. O pedido é pela "imediata expedição de alvará de soltura em favor de Paulo Roberto Costa".  No mérito, pede que sejam anulados os atos decisórios até agora praticados e que os autos sejam remetidos ao Supremo. Paulo Roberto Costa argumenta, na reclamação, que as investigações da Polícia Federal teriam apontado a necessidade de investigação de outras pessoas, entre elas parlamentares, o que levaria à competência originária do Supremo para processar e julgar o caso. Ou seja, segundo o ex-diretor, o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) — que determinou a prisão — não poderia ter desmembrado o processo para que parte fosse processada no Supremo, em decorrência do foro por prerrogativa de função para parlamentares, e outra parte continuasse na Justiça Federal paranaense.

REGIME PETISTA PRODUZIU O MAIOR ROMBO NAS CONTAS EXTERNAS DO BRASIL DESDE 1970

O Brasil registrou em março déficit de 6,25 bilhões de dólares nas transações correntes, resultado de todas as operações do País com o Exterior, informou o Banco Central na sexta-feira. O número é 8,3% menor do que o visto no mesmo mês de 2013 (6,82 bilhões). O resultado ficou abaixo da mediana de projeções do mercado, de 6,45 bilhões de dólares. Com isso, o País registra o maior rombo das contas externas de um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1970. No acumulado de janeiro a março de 2014, o déficit em conta corrente soma 25,19 bilhões de dólares, o equivalente a 4,71% do Produto Interno Bruto (PIB) e 1,9% superior ao ano anterior (24,7 bilhões). No acumulado dos últimos 12 meses até março, o saldo está negativo em 81,56 bilhões de dólares, o que representa 3,64% do PIB. Apenas em março, a conta de rendas ficou negativa em 2,81 bilhões de dólares, enquanto a de serviços registrou resultado negativo de 3,66 bilhões. Essas saídas de recursos não puderam ser compensadas por um superávit comercial de apenas 112 milhões de dólares no mês e por transferências unilaterais positivas em 110 milhões de dólares. O Banco Central informou ainda que as despesas líquidas com juros externos somaram 949 milhões de dólares em março e 3,53 bilhões de dólares no acumulado do ano. Em 2013, o gasto com juros fora de 811 milhões de dólares em março e de 3,15 bilhões de dólares nos primeiros três meses do ano. O Banco Central divulgou ainda que os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no País somaram 4,99 bilhões de dólares em março, abaixo dos 5,74 bilhões de dólares registrados no mesmo período do ano passado.

MINISTÉRIO PÚBLICO GAÚCHO PEDE BLOQUEIO DOS BENS DO PAI DO MENINO BERNARDO BOLDRINI E TAMBÉM A MUDANÇA DA GUARDA DA IRMÃ DELE

A promotora Dinamárcia Maciel de Oliveira, da Infância e Juventude de Três Passos (RS), ingressou com duas ações judiciais relacionadas ao caso Bernardo Uglione Boldrini: pediu o bloqueio dos bens do pai do menino, o médico cirurgião Leandro Boldrini, e a troca da guarda da irmã de Bernardo, uma bebê de um ano e seis meses. Em 30 dias, o Ministério Público deve ingressar com "ação declaratória de indignidade" para que Boldrini deixe definitivamente de ser herdeiro dos bens que caberiam ao filho. Entre os bens apontados estão a clínica em que o médico trabalha e a residência da família. Bernardo teria direito aos imóveis devido a uma herança herdada da mãe, que morreu há quatro anos com um tiro disparado na cabeça, dentro da clínica em que o então marido trabalhava. O Ministério Público argumenta que o bloqueio é necessário para que não se corra o risco de Leando Boldrini usar bens de Bernardo para pagar sua defesa.

JOGADO ÀS TRAÇAS, O DEMÓSTENES DO PT, DEPUTADO FEDERAL ANDRÉ VARGAS, TIRA O SITE DO AR

O clima entre os assessores do deputado licenciado André Vargas (ex-PT-PR) é de fim de festa: além de seu gabinete na Câmara dos Deputados estar com as portas trancadas desde que pediu licença do mandato, no dia 7 de abril, o escritório em Londrina (PR) onde o deputado atuava encontra-se incomunicável e a página na internet que propagandeava o mandato do parlamentar foi retirada do ar na sexta-feira. No site, a biografia de André Vargas destacava o passado “humilde” do petista e o classificava como “íntegro”. Pressionado a renunciar após as revelações de seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso em operação da Polícia Federal, André Vargas trabalha para, discretamente, sair dos holofotes. Sinal de que está prestes a entregar os pontos – ou de que tem uma nova estratégia na manga. Ele já nem pode concorrer mais este ano, depois que se desfiliou do PT. Ou seja, ele é mais um zumbi-petista.

JUSTIÇA DETERMINA QUE A TAM ALTERE SEU PROGRAMA DE MILHAGEM

A TAM terá de pagar uma multa diária de 50 mil reais caso se recuse a alterar algums regras de seu programa de fidelidade Multiplus em até 30 dias. A decisão foi tomada, na quinta-feira, pela juíza Priscila Buso Faccinetto, depois da Proteste Associação de Consumidores entrar com uma ação contra a companhia aérea. Segundo a entidade, a falta de clareza e de informação nos contratos da Multiplus desrespeitava o Código de Defesa do Consumidor. Com a resolução, as passagens aéreas emitidas por meio do programa de fidelidade Multiplus terão validade de um ano, a partir da data de emissão. Até então, a validade era de três a seis meses, o que viola o artigo 228 do Código Brasileiro de Aeronáutica. O prazo para utilização dos pontos acumulados, anteriormente de dois anos, também será prolongado indeterminadamente. Em caso de falecimento do titular, os pontos ainda deverão ser repassados aos herdeiros. Sobre o direito à informação, as alterações no regulamento do Multiplus passarão a ser comunicadas com 90 dias de antecedência. Isso porque as companhias aéreas têm o hábito de aumentar o número de pontos necessários para emitir uma passagem aérea sem antes avisar os consumidores. Caso a TAM decida cancelar o Multiplus, no entanto, a Proteste defende que os pontos sejam transferidos para outro programa de benefícios, ou que o cliente receba seu dinheiro de volta, conforme a quantidade de pontos acumulados.

ACUSADO DE MATAR O CINEGRAFISTA DA REDE BANDEIRANTES CONFESSOU O CRIME A UM AMIGO

A Justiça do Rio de Janeiro começou a ouvir, na tarde de sexta-feira, no Tribunal de Justiça, as testemunhas convocadas para esclarecer o episódio que terminou com a morte de Santiago Andrade, cinegrafista da TV Bandeirantes, durante protesto na Central do Brasil, no dia 6 de fevereiro. Os manifestantes Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza, acusados de terem deflagrado o rojão que matou o cinegrafista, respondem pelos crimes de explosão e homicídio doloso triplamente qualificado - por motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e com uso de material explosivo. Terceira testemunha de acusação ouvida pela Justiça, o administrador Carlos Henrique Omena da Silva, que trabalhava com Caio Silva de Souza no Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, admitiu ter ouvido dele a confissão do crime. "Ele disse que achava que tinha feito uma besteira porque o cara tinha caído. Ele me disse: 'Acho que matei o cara'", disse. De acordo com a promotora Isabella Pena Lucas, oito testemunhas de acusação foram convocadas, entre elas dois delegados e dois policiais militares. O delegado Maurício Luciano de Almeida, titular da 17ª DP (São Cristóvão), foi o primeiro a prestar depoimento. Segundo o delegado, Caio e Fábio se conheciam antes da morte do cinegrafista e agiram em conjunto, com divisão de tarefas. Almeida afirmou ainda que imagens gravadas em protestos anteriores mostram a atuação da dupla em episódios violentos. “Pude ver a atuação dos dois em imagens isoladas em outras manifestações. Fábio aparece em algumas imagens jogando bombas de feito moral e pedras contra a polícia. Eles já se conheciam de outras manifestações. O próprio Fábio, quando prestou depoimento, disse que Caio é violento é já havia se envolvido em confrontos violentos, como no Ocupa Câmara, em que ele atirou uma placa contra um guarda municipal, que sofreu uma fratura exposta", disse o delegado.

O DEMÓSTENES DO PT, ANDRÉ VARGAS, PEDIU A DESFILIAÇÃO DEPOIS DE MUITA PRESSÃO

Escanteado pela cúpula do PT após a revelação de seu estreito relacionamento com o doleiro Alberto Youssef, o deputado federal André Vargas, o Demóstenes do PT, encaminhou nta sexta-feira seu pedido de desfiliação dos quadros petistas. No início da semana, os caciques do partido haviam tido uma conversa tensa com André Vargas, que sempre insistiu em se manter no mandato de deputado federal e se blindar, por enquanto, com o direito ao chamado foro privilegiado. Diante da resistência do deputado, a idéia do PT era tentar enquadrar os cerca de 30 parlamentares que ainda se mantinham aliados a Vargas e que defendiamm que ele não abra mão do mandato. "Sem partido, irei dedicar-me agora à minha defesa no Conselho de Ética da Câmara, confiante de que me serão asseguradas as prerrogativas do contraditório e da ampla defesa", afirmou Vargas em nota. A primeira carta com a desfiliação foi enviada para o presidente do diretório do PT em Londrina, Gerson da Silva. Com a decisão, Vargas fica sem legenda para disputar as eleições de outubro. No início do mês, depois que a cúpula do PT se recusou a defendê-lo publicamente, André Vargas deixou o cargo de vice-presidente da Câmara dos Deputados. Na carta em que justificava a decisão, também alegou que precisaria se dedicar à defesa que apresentará no Conselho de Ética, que deve votar no próximo dia 29 o relatório preliminar do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que pode levar à cassação do petista. A representação a que o petista responde foi motivada pelas ligações do congressista com Youssef, preso na Operação Lava-Jato e apontado como um dos principais personagens de um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou 10 bilhões de reais nos últimos anos. Por não ter recebido a solidariedade da cúpula da sigla, Vargas é considerado por petistas um “homem-bomba”. Na tentativa de manter o cargo, o deputado, que se dizia um homem “muito influente” dentro do partido, chegou a ameaçar integrantes do próprio PT e elegeu como primeiros alvos o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a senadora Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil, ambos com bases eleitorais no Paraná, além do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A interlocutores, Vargas vinha insinuando que Bernardo seria beneficiário do esquema ilegal de distribuição de recursos que envolve a Petrobras e atuaria como intermediário entre a estatal e o grupo Schahin, recorrente em escândalos políticos.

PAULO ROBERTO COSTA E O DOLEIRO ALBERTO YOUSSEF TINHAM MAIS INTIMIDADE DO QUE SE PENSAVA

Os laços entre o ex-diretor da Petrobras e o doleiro Alberto Youssef são mais íntimos do que se pensava. A Polícia Federal apreendeu a cópia de uma declaração no mínimo inusitada. Com a firma reconhecida em cartório, o doleiro Youssef declarou em 29 de abril do ano passado que Paulo Roberto Costa morava em sua residência, na Rua Afonso Braz, número 747, apartamento 111A, em São Paulo. Paulo Roberto Costa, diz Youssef na declaração, “reside comigo desde janeiro de 2011 no endereço acima citado”. Youssef tinha residências em Londrina e em São Paulo. O documento apreendido pela Polícia Federal mostra que Youssef gastava muita energia no apartamento em que declarou morar com o ex-diretor da Petrobras. Até então, a maior ligação entre doleiro e ex-diretor da Petrobras era um automóvel de luxo. Youssef deu um caro Land Rover Evoque para o ex-diretor da Petrobras, que alegou ter feito consultoria para o doleiro. Consultoria de boca, diga-se de passagem. Paulo Roberto Costa prestou depoimento à Polícia Federal e confirmou que “a consultoria teria se dado principalmente por meio de reuniões presenciais e debates verbais”. Na polícia, Paulo Roberto Costa declarou que mora em um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e não fez qualquer referência ao apartamento em São Paulo. A declaração de Youssef foi encontrada em uma busca na empresa Autostar – Land Rover, na Avenida Jardim Europa, em São Paulo. Youssef é acusado de utilizar empresas de fachada para realizar operações ilícitas de câmbio. Suas empresas fictícias receberam quase meio bilhão de reais de prestadores de serviços da Petrobras. Paulo Roberto Costa aparece nas duas pontas: a documentação apreendida pela polícia mostra que ele recolhia dinheiro de empreiteiras e negociava repasses a políticos. O deputado federal ex-petistaa André Vargas, que corre o risco de ser cassado por envolvimento com o doleiro, corrobora a suspeita: “Hoje, eu pareço o bandido e o Youssef e o Paulo Roberto e companhia são os mocinhos. Eu não tive essa convivência com ele. Quem era sócio do Youssef era o Paulo Roberto”.

PAULO ROBERTO COSTA QUIS TER A PETROBRAS COMO PARCEIRA DE REFINARIAS

Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras preso pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, tentou fazer negócios diretamente com a estatal depois de deixar o cargo. Paulo Roberto chegou a enviar uma carta à presidente da companhia, Maria das Graças Foster, propondo uma parceria entre a Petrobras e a REF Brasil, um empreendimento que ele vinha tocando até ser preso e que previa a construção, “com recursos privados”, de pequenas refinarias de petróleo em pelo menos quatro Estados brasileiros. O ex-diretor queria que a Petrobras fornecesse petróleo para refinarias ou contratasse os serviços da REF. Na carta, cujo rascunho foi apreendido pela polícia durante a operação, Paulo Roberto tenta convencer a presidente da estatal. “Graça, vejo que podemos ter alguns modelos de negócio a ser avaliado pela Petrobras. Listo a seguir algumas idéias, sobretudo que a definição final pode ser discutida e conversada”, escreveu Paulo Roberto em português capenga. Paulo Roberto sugeria a assinatura de um “memorando de confidencialidade” para que as partes – REF e Petrobras – pudessem discutir o “negócio”. A carta de Paulo Roberto recebeu encaminhamento dentro da Petrobras. Graça Foster determinou que o sucessor de Paulo Roberto na Diretoria de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza, tratasse do assunto. Paulo Roberto Costa se esforça para se apresentar, na carta, como alguém ainda importante no mercado, mesmo tendo deixado a diretoria da Petrobras. “Como a construção e operação de refinarias depende da concessão da ANP, já mantivemos contato com a diretora geral, Dra. Magda Chambriard, bem como o diretor da área de Refino, o sr. Waldyr Martins Barroso, onde a acolhida ao projeto foi muito boa”, afirma o ex-diretor. A Petrobras garante que a proposta de Paulo Roberto Costa não foi adiante. E que o próprio Cosenza respondeu a ele. Na resposta, de acordo com nota da estatal, Cosenza "afirma que a presidente da Petrobras, Marias das Graças Silva Foster, o incumbiu de responder sobre a inviabilidade de a companhia participar de qualquer um dos modelos propostos (...), tampouco assinar qualquer Memorando de Confidencialidade”. A ANP admitiu, também em nota, que um de seus diretores recebeu Paulo Roberto Costa, em novembro passado, para tratar do projeto das refinarias. O ex-chefão da Petrobras estava acompanhado de empresários e de um representante do governo de Sergipe, Estado que receberia uma das unidades previstas no empreendimento planejado por Paulo Roberto – um investimento que, nas palavras do próprio Paulo Roberto Costa, seria “totalmente privado, o que é bom para o Brasil, pois grande parte virá de fundos de investimentos do Exterior”. Em tempo: hoje o ex-diretor da Petrobras é investigado pelos crimes lavagem de dinheiro e também por manter contas secretas em paraísos fiscais com recursos que, segundo os investigadores, eram produto de propinas recebidas nos tempos em que ele assinava contratos milionários em nome da estatal.

EX-DIRETOR DA PETROBRAS É TRANSFERIDO PARA PRESÍDIO

O juiz Sergio Moro, responsável pelo inquérito da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, autorizou na sexta-feira que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa (aquele que Lula, o alcaguete do Dops paulista, chamava de "Paulinho") seja transferido da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, para o Presídio Estadual de Piraquara, a cerca de 30 quilômetros de Curitiba. A transferência de Paulo Roberto Costa ocorre depois de seus advogados terem divulgado carta em que o ex-diretor da Petrobras afirma ter sido ameaçado por agentes da Polícia Federal, que teriam afirmado que ele seria transferido para o presídio federal de segurança máxima de Catanduvas. Na cadeia estadual de Piraquara, Paulo Roberto Costa ficará na ala reservada a detentos com ensino superior. Em sua decisão, o juiz afirma que a transferência do ex-diretor da Petrobras não representa uma regalia ao preso, e sim um mecanismo de segurança. “Não se trata de aqui buscar privilégio ao preso, mas as circunstâncias recomendam, para segurança dele, que fique separado de presos comuns”, disse. No despacho, o magistrado também criticou o fato de a suposta ameaça dos policiais não ter sido comunicada diretamente à justiça, e sim à imprensa, mas afirmou que, ainda assim, Paulo Roberto Costa não deve ficar indefinidamente na carceragem da Polícia Federal. “A carceragem é cela de mera passagem para presos provisórios e não é, de fato, adequada para permanência do preso por longo período”.

DELEGADO DIZ QUE CORONEL DA REPRESSÃO POLÍTICA DA DITADURA PODE TER SIDO MORTO POR VINGANÇA

Fábio Salvadoretti, delegado-adjunto da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, afirmou na sexta-feira que ainda não é possível descartar nenhuma hipótese para explicar o assassinato do coronel Paulo Malhães, da reserva do Exército, no sítio onde morava, na zona rural de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Uma das hipóteses é que o crime tenha relação com o depoimento de Malhães na Comissão Nacional da Verdade, em março, quando relatou ter participado de prisões e torturas durante a ditadura militar. "Pode ter sido um homicídio por motivo de vingança e até mesmo um latrocínio, uma vez que foram levados vários pertences da vítima", disse o delegado. Segundo ele, os criminosos fugiram com dois computadores, pelos menos três armas antigas colecionadas pelo militar, um aparelho de som, jóias e cerca de 700 reais em dinheiro. Segundo as investigações, os assaltantes arrombaram a casa por volta de 13 horas de quinta-feira e ficaram esperando a chegada de Malhães e de sua mulher, Cristina Batista Malhães, para rendê-los. O caseiro, identificado apenas como Rogério, que estava na propriedade, não teria percebido a invasão e também foi rendido. Os criminosos separaram as vítimas, perguntando insistentemente por armas e jóias. Malhães foi mantido em seu próprio quarto, onde foi encontrado morto. O corpo estava de bruços, com o rosto contra um travesseiro, com sinais de sufocamento. Os criminosos amarraram Rogério e Cristina e foram embora depois do crime, às 22 horas de quinta-feira. Uma testemunha afirmou ter visto do lado de fora da propriedade outras duas pessoas dando cobertura. Apenas um dos integrantes do bando estava encapuzado.  A mulher de Malhães conseguiu se libertar das cordas durante a madrugada e chamou a Polícia Militar, mas os policiais só chegaram de manhã. Eles alegaram que a área é perigosa. De acordo com o delegado Salvadoretti, a região da antiga Estrada de Madureira é disputada por várias facções criminosas. Ex-integrante de órgãos de repressão do regime militar de 1964-85, Malhães admitiu ter participado da tortura, assassinato e desaparecimento de militantes políticos. Ele contou detalhes sobre o funcionamento da Casa da Morte de Petrópolis, na Região Serrana fluminense, um centro clandestino de tortura e homicídios, e afirmou que foi encarregado pelo Exército de desenterrar e sumir com o corpo do deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971. A médica Karla Malhães, mais velha dos cinco filhos do coronel, disse que a família "está surpresa e não sabe o que pensar" sobre o crime. Karla contou que conversou com o pai no domingo, e chegou a perguntar se ele havia sofrido ameaças por conta dos depoimentos prestados às Comissões Nacional e Estadual da Verdade. Malhães negou ter sido ameaçado. "É tudo muito assustador, muito surpreendente, não sabemos o que pensar. Por enquanto é latrocínio, roubo seguido de morte", afirmou Karla, no sítio do pai. Karla contou que na infância não sabia das atividades do pai. A filha disse só ter tomado conhecimento das prisões e torturas depois dos depoimentos às comissões da verdade: "Não sabíamos de nada e ficamos surpresos. Dissemos a ele que não devia ter falado, tanto tempo depois, ainda mais sem nos preparar. Nunca entendemos por que ele decidiu falar. Sempre foi uma pessoa muito reservada, muito difícil. Não era de conversar". Ainda conforme ela, Malhães se isolou ainda mais da família depois dos depoimentos. O coronel completou 77 anos no dia 17 de abril, sem qualquer comemoração, disse Karla.