sexta-feira, 25 de abril de 2014

JUSTIÇA GAÚCHA SUSPENDE O PÁTRIO PODER DE LEANDRO BOLDRINI E GRACIELE UGULINI SOBRE A FILHA DELES

O juiz da Vara da Infância e Juventude de Três Passos, Fernando Vieira dos Santos, suspendeu na quinta-feira o pátrio poder do pai e da madrasta de Bernardo Ugoline Boldrini, morto aos 11 anos, sobre a filha do casal, de um ano. O médico Leandro Boldrini e a enfermeira Graciele Ugulini são suspeitos de terem assassinado Bernardo e tiveram a prisão temporária decretada no dia 14 de abril. A Ação de Suspensão do Poder Familiar foi encaminhada à Justiça pelo Ministério Público. Conforme a decisão do magistrado, está em análise a situação do contexto da família da menina para, posteriormente, ser definida a guarda provisória da criança.

JUSTIÇA NEGA LIBERDADE AOS TERRORISTAS BLACK BLOCS ACUSADOS PELA MORTE DO CINEGRAFISTA DA REDE BANDEIRANTES

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de relaxamento de prisão dos dois acusados de matar o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, durante manifestação no centro da capital, em 6 de fevereiro. Os advogados de Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza argumentaram, durante a primeira audiência de instrução, no Tribunal de Justiça, que não havia motivo para manter os réus presos até o julgamento. De acordo com o juiz Murilo Kieling, no entanto, nenhum fato narrado durante a audiência alterou a situação da dupla que deverá ser mantida na prisão. Parentes e amigos dos acusados, terroristas black blocs, vaiaram o magistrado ao saberem do indeferimento do pedido. Os acusados, que respondem pelos crimes de explosão e homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, impossibilidade de defesa e com uso de material explosivo), chegaram ao Tribunal de Justiça no início da tarde. Com uniforme da Secretaria de Administração Penitenciária e algemas, Raposo e Souza não demonstraram qualquer reação no momento em que o magistrado negou o pedido de revogação da prisão. “Não há dolo. Eles não tiveram a intensão de matar. O que existe é um fervor acusatório”, disse o advogado Walace Martins. De acordo com a promotoria, no entanto, a dupla assumiu o risco de matar quando lançou o rojão. “Caio e Fábio assumiram o risco quando deflagraram o rojão que atingiu o trabalhador, que estava de costas e que não foi avisado que o artefato havia sido lançado. O que o Ministério Público pretende é que o caso vá para o Tribunal do Júri”, afirmou a promotora Isabela Pena Lucas. “Estou convicta das provas que foram produzidas e da participação da dupla na morte do cinegrafista”, disse a promotora, que se manifestou contra a revogação da prisão preventiva. Das 17 testemunhas convocadas para prestar depoimento na tarde desta sexta-feira, quatro foram ouvidas. Os delegados Maurício Luciano Almeida, titular da 17ª DP (São Cristóvão), e o adjunto Fábio Pacífico relataram como foi realizada a investigação do caso. Almeida chegou a traçar um perfil dos acusados e afirmou que Fábio seria “a cabeça pensante” e Caio, “a força bruta, o homem de ponta”. Os outros dois ouvidos foram o administrador Carlos Henrique Omena da Silva, que trabalhava com Caio da Silva de Souza no Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, e o tenente do Batalhão de Choque, Luis Alexandre de Oliveira, o primeiro policial a se aproximar de Santiago depois que ele foi atingido. “Quando ele caiu no chão, manifestantes foram se aproximando e agindo como se eu tivesse lançado o rojão que o atingiu. Precisei pedir reforço para poder socorrê-lo, porque os manifestantes estavam dificultando o trabalho”, disse o tenente. Em diversos momentos do depoimento do policial, amigos da dupla riram de forma debochada do que o policial narrava. Por mais de uma vez, o juiz pediu que a platéia não se manifestasse e chegou a dizer que todos seriam retirados do local. Um integrante do grupo Mídia Ninja, que transmitia a audiência ao vivo – o que é proibido pelo Tribunal de Justiça – foi repreendido e retirado da platéia por seguranças do Tribunal de Justiça.

LAUDO PERICIAL AFASTA HIPÓTESE DE O MENINO BERNARDO BOLDRINI TER SIDO ENTERRADO VIVO

Um laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) entregue nesta sexta-feira à Delegacia Regional de Três Passos descartou a possibilidade de o menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, ter sido enterrado vivo. A suspeita surgiu depois do depoimento da assistente social Edelvania Wirganovicz, que afirmou não ter certeza se a madastra checou a pulsação de Bernardo antes de enterrá-lo.

SUÍÇA AUTORIZA ENVIO AO BRASIL DE DADOS BANCÁRIOS DE SUSPEITO NO CASO ALSTOM

O conselheiro Robson Riedel Marinha, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, ex-chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB), sofre uma derrota definitiva na Justiça suíça no caso da suspeita de pagamentos de propinas por parte da Alstom no Brasil. Uma decisão do Tribunal Penal de Lausanne estabeleceu que todos os dados sobre as movimentações bancárias de Marinho devem ser passadas à Justiça brasileira. A decisão foi tomada no dia 2 de abril de 2014 e acaba de ser publicada pelo Tribunal. Não há possibilidade de um recurso e, no Brasil, os dados da conta no banco Credit Agricole de Genebra podem servir para finalmente estabelecer os laços entre a Alstom e o esquema de corrupção no governo paulista. Investigadores na Suíça consideram a conta como “peça central” no esquema de pagamentos de propinas criado pela Alstom e os beneficiados brasileiros. Há pouco mais de um mês, os suíços já haviam enviado cópia do cartão de abertura da conta secreta em Genebra em nome de Robson Marinho. Nessa conta numerada 17321-1, do Credit Agricole, o conselheiro recebeu US$ 1,1 milhão. A suspeita é de que esse dinheiro faça parte do esquema de pagamento de propinas na área de energia do Estado, entre outubro de 1998 e dezembro de 2002, nos governos Covas e Geraldo Alckmin. Agora, o juiz federal suíço Jean Fonjallaz autorizou que todos os dados sejam transmitidos. Isso inclui todos os saques e depósitos, assim como o nome dos autores das transações. No dia 24 de junho de 2013, a Justiça suíça havia dado o sinal verde para a transmissão dos dados. Mas, no dia 14 de março de 2014, os advogados de Marinho haviam entrado com um recurso, alegando que a entrega dos dados era “ilegal”. O juiz suíço considerou que o pedido do Brasil foi “suficientemente motivado”.

JUSTIÇA FEDERAL ABRE AÇÃO CONTRA EX-DIRETOR DA PETROBRAS POR 413 OPERAÇÕES DE LAVAGEM DE DINHEIRO

A Justiça Federal abriu nesta sexta-feira ação penal contra o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa – preso desde 20 de março pela Operação Lava Jato – acusado de integrar organização criminosa para a prática de crimes de corrupção e peculato na estatal petrolífera. Costa, Youssef e mais 8 investigados da Lava Jato viraram réus. “Desde 2008, quando Costa já era diretor da Petrobrás, até 17 de março de 2014, de modo consciente e voluntário,  integraram uma organização criminosa liderada pelo doleiro Alberto Youssef”, acusa a Procuradoria. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, a organização integrada por Costa “tinha por finalidade a prática de crimes de lavagem dos recursos financeiros auferidos de crimes contra a administração pública, mais precisamente contra a Petrobrás”. A Procuradoria relata que Costa “comandava a organização criminosa juntamente com Alberto Youssef, utilizava de seu cargo e, posteriormente, de suas influências para obtenção de contratos fraudados com a estatal”. De acordo com as investigações, os desvios ocorreram no período de 2009 até 2014 e se referem a quantias relacionadas ao pagamento de contratos superfaturados a empresas que prestaram serviços direta ou indiretamente à Petrobrás, com a colaboração e intermediação de Costa. A Procuradoria aponta para o projeto da refinaria Abreu e Lima, no município de Ipojuca, Pernambuco, orçada na época em R$ 2,5 bilhões e que atualmente apresenta orçamento de R$ 20 bilhões. A Procuradoria destaca que desde 26 de março de 2008, Costa é conselheiro de administração da refinaria Abreu e Lima. A licitação foi vencida pelo Consórcio Nacional Camargo Corrêa. A Procuradoria sustenta que o contrato “apresentou indícios de superfaturamento ou sobrepreço na execução e fornecimento de materiais”. Auditoria do Tribunal de Contas da União aponta sobrepreço de R$ 446, 2 milhões. O projeto inicial da refinaria foi de responsabilidade Paulo Roberto Costa. É a mais pesada acusação já imposta a Costa desde que foi capturado pela Polícia Federal no âmbito da Lava Jato. O Ministério Público Federal requereu, ainda, decretação da prisão preventiva de Costa e de Youssef também nesse novo processo. Os procuradores que subscrevem a denúncia apontam para a “magnitude da lesão causada, a grandiosidade do esquema criminoso como também o poder dos denunciados”. Costa foi enquadrado com base no artigo 2.º da Lei que define organização criminosa. Ele é acusado de “promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa”: A pena para este delito é de reclusão de 3 a 8 anos e multa, agravada para quem exerce o comando do grupo. Ele também foi denunciado com base no artigo 1.º da Lei 9.613/98, que define os crimes de lavagem de dinheiro. Ele teria ocultado bens ilícitos. Na decisão de recebimento da denúncia contra o ex-executivo da estatal, a Justiça Federal assinala: “Paulo Roberto Costa persistiu recebendo e lavando valores provenientes dos desvios mesmo após deixar o cargo de diretor de Abastecimento da Petrobrás, o que pode ser explicado, como afirma o Ministério Público Federal, pela sua eventual continuidade no Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima, pela persistência de sua influência no mercado em questão e junto à empresa estatal e seus fornecedores e pela própria parceria estabelecida com Alberto Youssef". A Justiça Federal destaca que Costa, como diretor de Abastecimento da Petrobrás durante 2004 a 2012 e como conselheiro de administração da Abreu e Lima desde 2008 era responsável pelos projetos técnicos para construção de refinarias da estatal e pela fiscalização da execução dos aspectos técnicos do projeto. A Justiça alerta para a “persistência na atividade delitiva, mesmo após Paulo Roberto Costa ter deixado o cargo de diretor”. A Justiça cita o episódio “da aquisição ou tentativa de aquisição às ocultas” por ele, em conjunto com Alberto Youssef e em setembro de 2013, das empresas Ecoglobal Ambienta e Ecoglobal Overseas – estas, por sua vez, contratadas para fornecimento de serviços à Petrobrás por valores de cerca de R$ 443 milhões. “Embora os fatos precisem ser melhor esclarecidos, o que se fará nas investigações a serem instauradas, o preço convencionado para aquisição da Ecoglobal, de cerca de R$ 18 milhões, apenas uma fração do contrato com a Petrobrás, gera suspeitas fundadas sobre a licitude do negócio”, assinala a Justiça. A Procuradoria da República aponta ainda para o controle de Alberto Youssef sobre as empresas MO Consultoria, GDF Investimentos, Labogen Química, Indústria Labogen, Piroquímica, RCI Softaware e Empreiteira Rigidez usadas para o esquema de lavagem de dinheiro. Também cita a relação do doleiro com as empresas Sanko Sider (“cujo controlador, Márcio Bonilho, chega a chamar Alberto Youssef de Presidente”). A Polícia Federal apreendeu planilha com pagamentos de R$ 7,95 milhões entre 28 de julho de 2011 a 18 de julho de 2012, enviada da Sanko Sider para Alberto Youssef, com referência à sigla CNCC (Consórcio Nacional Camargo Corrêa) como ‘cliente’, a GDF e a MO Consultoria como ‘fornecedores’, e aos pagamentos como ‘comissão’. A Polícia Federal interceptou diálogo entre Youssef e Márcio Bonilho, “no qual há referência a Paulo Roberto Costa como destinatário dos valores constantes na planilha”. Um outro diálogo captado pela Polícia Federal entre Youssef e Vagner Bertini, no qual o doleiro afirma ser credor de R$ 12 milhões da Camargo Correa. Cerca de R$ 26 milhões, entre 2009 e 2013, foram transferidos, em 70 transações, das empresas Sanko Sider e Sanko Serviços somente à MO Consultoria, revelou a quebra de sigilo bancário e fiscal. Segundo a denúncia da Procuradoria, as empresas MO e GFD são de fato controladas por Youssef, embora colocadas em nome de “pessoas interpostas”. A MO seria empresa meramente de fachada, sem existência real, enquanto a GFD seria utilizada para ocultação do patrimônio de Youssef. Ainda segundo a denúncia, as transferências não teriam justificativa econômica lícita e caracterizariam lavagem dos valores previamente superfaturados na construção da Refinaria Abreu e Lima. A conta da MO Consultoria teria recebido ainda valores de outras empresas que prestaram serviços para o CNCC. (Estadão)

MINISTRO PETISTA DA SAÚDE, ARTHUR CHIORO, NOMEIA A MULHER DE SEU EX-SÓCIO PARA A ANS

O ministro da Saúde, o petista paulista Arthur Chioro, encaminhou para a presidente Dilma Rousseff o nome de Martha Regina de Oliveira para uma diretoria da ANS. Funcionária de carreira da Agência Nacional de Saúde Suplementar desde 2005, ela é mulher de Alfredo José Monteiro Scaff, ex-sócio do ministro da Saúde em uma consultoria. Chioro saiu da empresa em 2004. Alfredo José Monteiro Scaff foi secretário-executivo da ANS em 2009.

PETISTA ALEXANDRE PADILHA AMEAÇA PROCESSAR "QUALQUER PESSOA" (INCLUSIVE O DEMÓSTENES PETISTA, ANDRÉ VARGAS) QUE TENHA FEITO LIGAÇÃO DELE COM O DOLEIRO YOUSSEF

O ex-ministro da Saúde, o petista Alexandre Padilha (PT), pré-candidato ao governo paulista, ameaçou nesta sexta-feira processar “qualquer pessoa” que tenha feito ligação entre ele e o doleiro Alberto Youssef, o principal alvo de investigação da Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Relatório da Polícia Federal aponta indícios de que o ex-ministro indicou o executivo Marcus Cezar Ferreira de Moura para a diretoria do Labogen, laboratório que tem entre seus sócios Youssef. Em uma conversa gravada com autorização judicial entre o deputado André Vargas (PT-PR), o Demóstenes petista, e Youssef, em novembro passado, o primeiro menciona o nome de Marcus Cezar e diz que a indicação seria de Padilha. O ex-ministro disse estar “indignado”: "Tendo acesso aos documentos, vou orientar meus advogados a interpelar judicialmente qualquer pessoa que tenha feito menção ao meu nome. Mente quem cita qualquer relação minha com o doleiro. Mente quem diz que indiquei Marcus Cezar...para qualquer cargo em laboratório. Mente quem diz que o laboratório Labogen teve qualquer contrato com o Ministério da Saúde". Foi ainda além: "Vou buscar esclarecimento de qualquer suposto envolvimento do meu nome a partir de mensagens de terceiros. Vou interpelar qualquer pessoa que tiver usado meu nome em vão, inclusive o senhor André Vargas". O petista Alexandre Padilha se viu obrigado a convocar uma coletiva de imprensa para dar explicações de seu nome com a corrupção. A informação que indignou Padilha foi capturada em grampo da Operação Lava Jato. Em uma mensagem, Vargas diz ao doleiro Alberto Youssef, sobre Marcus: "Foi o Padilha que indicou". O fato é que o ex-ministro nomeou seu companheiro. O governo Dilma Roussef está assustado. A coletiva de imprensa não foi convocado senão depois de uma ampla e nervosa consulta entre lideranças do PT, inclusive a presidente Dilma.

DILMA E AÉCIO NEVES JÁ ESTÃO EM EMPATE TÉCNICO EM SANTA CATARINA

A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira em Santa Catarina. O instituto é o Mapa, que trabalhou para um pool de contratantes, dos quais os mais visíveis são a RIC TV Record e o diário Notícias do Dia, ambos com sede em Florianópolis.
Dilma Roussef, PT – 33,9% (36,9%)
Aécio, PSDB – 28,1% (30,9%)
Eduardo Campos, PSB – 18,7% (21,1%)
Brancos e nulos – 9,3%
Não sabem ou não responderam – 10,9%
Como a margem de erro é para 2%, o resultado indica que há empate técnico entre Dilma Rousseff e Aécio Neves em Santa Catarina. Nos quesitos relacionados com os resultados do governo, os números são estes: bom, 23,9%; ótimo, 6,4%; regular, 32%; ruim, 17,4%; péssimo, 17,4%.

ADVOGADO DO DEMÓSTENES PETISTA, DEPUTADO FEDERAL ANDRÉ VARGAS, DIZ QUE ELE SE DESFILIOU DO PT

O advogado Michel Saliba, que defende o deputado federal André Vargas, o Demóstenes do PT, informou que o cliente protocolou na manhã desta sexta-feira, no diretório do PT no Paraná, um pedido de desfiliação da legenda. Segundo o advogado, o deputado não tem intenção de renunciar ao mandato de deputado federal e deixou a legenda porque não tem mais apoio do partido e quer se dedicar à defesa no Conselho de Ética na Câmara. André Vargas era filiado ao PT desde 1990. Vargas sofria pressão do partido para renunciar ao mandato devido às denúncias de envolvimento dele com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Lava Jato. A operação revelou um esquema de lavagem de dinheiro, comandado por Youssef, que movimentou R$ 10 bilhões. Na última quarta-feira, o presidente do PT, Rui Falcão, se reuniu com deputados da bancada do partido na Câmara e cobrou publicamente a renúncia de Vargas. O PT pretendia levar o caso para a comissão de ética da legenda e cogitava até a expulsão do deputado. Na Câmara, André Vargas responde a processo disciplinar no Conselho de Ética que poderá resultar em cassação. No último dia 7, com a finalidade de se defender das denúncias, André Vargas pediu licença de 60 dias do mandato de deputado.

MINISTRO MOREIRA FRANCO ADMITE RISCO DE APAGÃO NO AEROPORTO DO GALEÃO DURANTE A COPA DO MUNDO

O ministro Wellington Moreira Franco, da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), afirmou nesta sexta-feira que há risco de apagão no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, durante os jogos da Copa do Mundo. A 47 dias da abertura da Copa do Mundo, o ministro foi questionado sobre o risco de apagão durante o torneio mundial. Moreira Franco afirmou que convocou empresas e governo para alinhar os ponteiros. “O único risco atual é o Galeão. Para evitá-lo, já marquei reunião no próximo dia 5 de maio com o concessionário, o Ministério de Minas e Energia, a Light e a Infraero para garantir que não haja esse problema”, disse o ministro. No dia 18, um apagão ocorrido por volta das 22 horas deixou o aeroporto sem energia por mais de uma hora. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o problema afetou os terminais 1 e 2 do aeroporto. “Já tivemos falta de energia várias vezes, por pouco tempo, mas muito prejudiciais. A Light diz que é o Galeão e o Galeão diz que é a Light. Por isso vou colocar Light e Galeão frente a frente no próximo dia 5, para esclarecer a questão”, afirmou o ministro. Questionado sobre os sucessivos prejuízos arcados pela Infraero e a crescente necessidade de investimentos da estatal, financiada por recursos do Tesouro Nacional, Moreira Franco afirmou que a empresa não deve sair da sociedade dos aeroportos que já foram privatizados. Porém, para novas privatizações, as parcerias podem ser diferentes. “Não acho bom negócio ela sair dos 49% das concessões, já que terá ganhos como acionista. Afinal, quem dá 19 bilhões de outorga acha que o negócio será rentável. Porém, acho que devemos debater a manutenção dessa participação nas operações futuras”, afirmou. O ministro foi muito questionado pelos seguidores de VEJA no Twitter sobre o plano de aviação regional, que prevê a construção (ou expansão) de 270 aeroportos pequenos. “Estamos na primeira fase, com 270 aeroportos pelo Brasil escolhidos de acordo com a realidade econômica de cada região. A escolha também levou em conta as necessidades das empresas para garantir uma prestação de serviço adequada”, escreveu o ministro. A execução dos financiamentos para as obras ficará a cargo do Banco do Brasil e as empresas que farão os projetos já foram licitadas, disse Moreira Franco. Como se trata de aeroportos geridos por Estados e municípios, algumas obras têm potencial de se tornar um ônus incontornável para as administrações regionais. Contudo, o ministro garantiu que os projetos só serão aprovados para municípios com mais de 1 bilhão de reais de orçamento e Estados que tiverem estrutura administrativa para gerenciar o empreendimento.

CORONEL QUE CONFESSOU TORTURA APARECE MORTO, TÊM INÍCIO AS TEORIAS CONSPIRATÓRIAS

O coronel reformado do Exército Paulo Malhães foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira, no sítio em que morava em Nova Iguaçu (cidade na Baixada Fluminense). O corpo apresentava marcas de asfixia, segundo a Polícia Civil. Malhães prestou depoimento em março à Comissão Nacional da Verdade em que relatava ter participado de prisões e torturas durante a ditadura militar. Dias antes, à Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, afirmou ter sido um dos chefes do grupo envolvido com a prisão do ex-deputado federal Rubens Paiva, morto sob tortura em dependências do Exército em 1971. Na ocasião, admitiu ter participado da operação de sumiço do corpo do parlamentar, mas ao falar à Comissão Nacional voltou atrás nas declarações e negou envolvimento no caso. De acordo com o relato da viúva do coronel, Cristina Batista Malhães, três homens invadiram o sítio de Malhães na noite de quinta-feira, 24, à procura de armas. O coronel seria colecionador de armamentos, disse a mulher aos policiais da Divisão de Homicídios da Baixada que estiveram na propriedade. Cristina disse que ela e o caseiro foram amarrados e trancados em um cômodo, das 13 às 22 hors de quinta-feira pelos invasores. Em seu blog, o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra afirmou que Malhães foi assassinado e, no mesmo texto, lembrou a morte de outro coronel, também ex-agente da ditadura, Júlio Miguel Molina Dias, ocorrida em 2012. Ustra comandou o DOI-CODI, em São Paulo, entre 1970 e 1974. No fim de março, durante atos que lembraram os 50 anos do golpe militar, Ustra foi alvo de manifestações de grupos de direitos humanos que pedem a punição de ex-agentes da ditadura.
Comento
O fato já vem pronto para as teorias conspiratórias. Alguns dirão que foi vítima de grupos de extrema direita, que estariam interessados no seu silêncio. Outros dirão que morreu em razão da ação de vingadores da extrema esquerda. Tudo é possível? Gente como esse coronel perde o direito de ser vítima de crime comum — o mais provável, acho eu. Durante seu depoimento, pareceu-me já um tanto alheio à realidade. O espetáculo foi deprimente. Fez confissões que me soaram um tanto megalômanas e depois recuou. Vamos ver. Uma coisa é certa: a investigação tem de ser cercada de todos os cuidados. Qualquer nota fora do tom dará início a reações paranoicas. Por Reinaldo Azevedo

PROCURADOR GERAL RODRIGO JANOT É CONTRA A QUEBRA DE SIGILO EM INVESTIGAÇÃO SOBRE O TELEFONEMA DO BANDIDO PETISTA MENSALEIRO JOSÉ DIRCEU; ALGUÉM ESPERAVA ALGO DIFERENTE?

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deu parecer contrário ao pedido de quebra de sigilo telefônico feito pelo Ministério Público do Distrito Federal para investigar se o ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu utilizou um telefone celular na prisão da Papuda, em evidente privilégio. Se concedida, a solicitação da promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa obrigará as empresas de telefonia celular a fornecer dados sobre ligações feitas não só na área do presídio da Papuda, onde está o bandido petista mensaleiro José Dirceu, mas também no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal. O período citado vai de 1º a 16 de janeiro. Rodrigo Janot argumenta que o pedido da promotora é descabido. “A pretensão de quebra de sigilo, nos termos em que foi feita, viola princípios da proporcionalidade”, afirmou o procurador em seu relatório. O chefe do Ministério Público Federal também aponta um “descompasso” entre o pedido feito e o objetivo alegado. O caso ainda vai ser analisado pelo ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal. A apuração sobre o telefonema do bandido petista mensaleiro Dirceu tem por base as afirmações do secretário da Indústria, James Correia. Em janeiro, ele relatou ter conversado com o petista por telefone – e depois recuou. A sindicância aberta pelas autoridades penitenciárias do Distrito Federal não comprovou a conversa de Dirceu com James Correia. Por isso, alegando que as providências administrativas foram “insuficientes”, a promotora Márcia solicitou a quebra do sigilo telefônico com base em coordenadas geográficas. Para investigar o possível telefonema, a promotora pediu que as cinco principais operadoras de telefonia móvel informem as chamadas efetuadas e recebidas por meio de Estações de Rádio Base (ERBs) que captam os sinais de duas áreas identificadas pela promotora. Uma corresponde ao presídio da Papuda, onde está o bandido petista mensaleiro José Dirceu. A outra é a do Palácio do Planalto. Neste caso, as antenas que transmitem os dados de telefonia celular também cobrem a área do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, além da Esplanada dos Ministérios. A Advocacia-Geral da União reagiu contra o pedido da promotora e apresentou uma queixa disciplinar contra Márcia Milhomens ao Conselho Nacional do Ministério Público, alegando que ela teria ultrapassado suas atribuições legais ao pedir os dados de telefonemas feitos na Praça dos Três Poderes.

TIÃO VIANA, O PETISTA EXPORTADOR DE NEGROS, ACUSA TERCEIROS DE RACISMO, HIGIENISMO E DISCRIMINAÇÃO

pombo xadrez 2
O governador do Acre, Tião Viana, do PT, fez uma coisa asquerosa, de um oportunismo odiento; de um mau-caratismo político como raramente vi. Aproveitou os aviões que chegaram ao Estado carregando mantimentos para abastecer o Estado, que está ilhado por causa das chuvas, e os lotou de haitianos, despachando-os para outros Estados. Os que levaram comida para o seu povo — coisa de que sua gestão não deu conta — receberam , em troca, imigrantes, dos quais ele decidiu se livrar.
Há coisa de três anos, teve início um fluxo imigratório para o Acre. Os haitianos deixam o seu país, voam para a Bolívia e, principalmente, para o Peru e, depois, entram no Brasil, onde recebem um visto temporário para poder trabalhar no País.
Desde que a onda começou, o governo federal nada fez. O Ministério da Justiça jamais se interessou pelo caso. Os haitianos vivem em acampamentos em condições deploráveis. Mesmo assim, o governo petista faz praça de sua tolerância, incentivando a imigração ilegal. O assunto virou até tema de redação do Enem em 2012. A tarefa dos estudantes era elogiar a gestão petista.
Muito bem! Para São Paulo, Viana despachou cerca de 500 imigrantes. Não entrou em contato com o governo do Estado. Não falou nem mesmo com seu correligionário, o prefeito Fernando Haddad. Não se ocupou de fazer um cadastro. Nada! Cinicamente, um secretário seu afirmou que o destino dos haitianos é mesmo o sul do Brasil. A secretária de Justiça de São Paulo, Eloisa Arruda, apontou o quer chamou de “irresponsabilidade” do governo do Acre. Viana decidiu reagir pelo Twitter com as seguintes mensagens:
“Como é que a elite paulista quer obrigar o povo do Acre a prender imigrantes haitianos em nosso território, preconceito racial? Higienização?”,
“As elites preconceituosas querem o quê? Que prendamos essas pessoas? Que não as deixemos encontrar pais, mães e esposas que já estão no Brasil?”.
Racista, preconceituoso e higienista, senhor governador, é despachar negros imigrantes como se fossem gado, procurando apenas se livrar do problema. Em vez de Viana cobrar ajuda de Dilma Rousseff, sua aliada , prefere transferir suas dificuldades para terceiros.
Recebi uma frase que tem a sua graça e é absolutamente verdadeira: debater com petistas é como jogar xadrez com pombos — eles derrubam as peças, fazem cocô no tabuleiro e saem arrulhando vitória, com o peito estufado.
Flagrado num ato racista, discriminatório e elitista, Viana estufa o peito e acusa os outros de racismo, discriminação e elitismo. Depois, claro, de derrubar as peças do jogo e de sujar o tabuleiro. A propósito: Marina Silva e sua “Rede” são aliados incondicionais de Tião Viana. A noção de ecologia da agora pré-candidata à Vice-Presidência pelo PSB inclui também os seres humanos? Ou ela só vai reagir se seu amigo começar a maltratar sapos, bagres e passarinhos? Por Reinaldo Azevedo

PADILHA, DILMA E O "MARCÃO"

Informa o Painel da Folha:
Recursos humanos
O executivo Marcus Cezar Ferreira de Moura, que a PF suspeita ter sido indicado pelo petista Alexandre Padilha para dirigir o Labogen, do doleiro Alberto Youssef, trabalhou na campanha de Dilma Rousseff em 2010. Moura recebeu R$ 27.391,24 pelo trabalho, em cinco pagamentos feitos de 30 julho a 29 de outubro —antevéspera do 2º turno. O nome do executivo está listado na prestação de contas registrada no TSE. Ele também foi filiado ao PT paulista de 1994 a 2008.
Intimidade
Aliados de Padilha sentiram o impacto da revelação da ligação de Moura com o laboratório do doleiro e dizem que não será fácil ao pré-candidato do PT negar seu vínculo com o ex-assessor, a quem sempre tratou como “Marcão”.

OPOSIÇÃO QUER OUVIR O PETISTA ALEXANDRE PADILHA E O DIRETOR DE LABORATÓRIO FANTASMA DO DOLEIRO YOUSSEF, NOMEADO PELO EX-MINISTRO E HOJE CANDIDATO AO GOVERNO DE SÃO PAULO

A oposição vai pedir que o ex-ministro da Saúde, o petista Alexandre Padilha, compareça à Câmara dos Deputados para falar sobre sua ligação com o laboratório Labogen, de propriedade do doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal. Líderes do DEM e do PPS vão apresentar o requerimento nos próximos dias. A intenção é que o petista fale aos colegiados da Comissão de Fiscalização e Controle e de Seguridade Social. Ao mesmo tempo, o PSDB deve pedir que o Ministério Público Federal investigue o caso, além de cobrar esclarecimentos do Ministério da Saúde. Além de Padilha, o DEM vai convidar Marcus Cezar Ferreira de Moura, diretor do Labogen – laboratório fantasma usado, de acordo com as investigações, como um instrumento de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Para a Polícia Federal, Marcus Cezar foi indicado por Padilha, com quem havia trabalhado na coordenação de eventos do Ministério da Saúde. “Nada mais justo do que o ex-ministro Padilha ter o espaço público da Câmara para se explicar. Aliás, essa não é primeira suspeita de irregularidade envolvendo a sua gestão”, diz o deputado federal Rubens Bueno (PR), líder do PPS. Como já não ocupa cargo público, o ministro não pode ser convocado, apenas convidado a comparecer. “É um fato gravíssimo que envolve a prática de crimes contra o erário em uma área extremamente sensível para a população, que é a saúde pública”, afirma o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA). “O governo perdeu o controle e está dominado pelo aparelhamento da máquina e por relações de patrocínio de operações irregulares e corruptas. A presidente Dilma Rousseff sempre declarou que não iria tolerar o malfeito. Mas parece que o malfeito está tomando conta do governo dela”, continuou o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE). Apesar de nunca ter fabricado qualquer tipo de medicamento, o Labogen obteve um contrato de 31 milhões de reais com o Ministério da Saúde para produzir o princípio ativo do Viagra, medicamento usado para combater a impotência sexual. De acordo com a Polícia Federal, o deputado André Vargas (PT-PR), o "Demóstenes do PT", foi um dos intermediários na negociação para que o contrato fosse firmado. E foi através de mensagens trocadas entre Vargas e o doleiro que a Polícia Federal acredita ter descoberto que o nome de Marcus fora uma indicação do ministro. Youssef foi preso na Operação Lava-Jato, que desmontou uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Em 26 de novembro de 2013, em mensagem a Youssef, o petista André Vargas diz que falou com “Pad”, que a Polícia Federal acredita ser Padilha. “Falei com Pad agora e ele vai marcar uma agenda comigo”, escreveu o deputado ao doleiro. As referências a Padilha aparecem novamente em mensagens trocadas dois dias depois pela dupla. André Vargas conversava com o doleiro sobre a contratação de um executivo para a Labogen, o laboratório-fantasma do doleiro, que servia à lavagem de dinheiro. O deputado avisa que o executivo escolhido encontraria Youssef dias depois. E avisa que quem indicou o executivo para a Labogen foi Padilha. Ele passa o número do tal executivo, um celular registrado em Brasília, e na sequência arremata: “Foi Padilha que indicou”. Pelo número de telefone, os investigadores identificaram o “indicado” como Marcus Cezar Ferreira da Silva. “O executivo indicado por Alexandre Padilha”, como os investigadores se referem a Marcus no relatório, trabalhou como assessor parlamentar de um fundo de pensão controlado pelo PT.

TRÁFICO PRESTA HOMENAGEM A BAILARINO MORTO

Pois é… O dançarino Douglas Rafael da Silva, o DG, já está morto e não pode responder por aqueles que o homenageiam nem por nada mais. Isso não deve nos impedir de pensar. O fato é que o narcotráfico decidiu fazer pichações em sua homenagem. Vejam esta foto:

DG comando vermelho
Uma pichação em um muro da favela junta o nome de Douglas ao símbolo da facção criminosa Comando Vermelho – que traz a tradicional referência ao fundador da quadrilha, Rogério Lemgruber (RL). A inscrição surgiu no dia seguinte à morte do dançarino. Não se sabe o que seria o R.C. da pichação. O “22”, antigo artigo do Código Penal que definia a inimputabilidade para os deficientes mentais, é uma referência a “maluco”, irreverente, extrovertido. Douglas havia deixado, em sua página no Facebook, uma homenagem ao traficante conhecido como Cachorrão, em janeiro. “PPG TA DE LUTO, E OS AMIGOS CHEIO DE ODIO NA VEIA, MAS TARDE O BICO VAI FAZER BARULHO…. #?SAUDADES ETERNAS CACHORRAO !”
Já escrevi a respeito. Douglas podia sentir saudade de quem quisesse. Se era amigo do chefe do tráfico, é compreensível que manifestasse a sua dor. O problema é que a tradução da frase acima, como já se sabe, não é boa.
- “PPG” é a dita “comunidade” Pavão, Pavãozinho e Galo.
- “Bicos” são fuzis de uso restrito das Forças Armadas, de grosso calibre.
- “Os amigos” são os integrantes das quadrilhas de traficantes.
- “Fazer barulho” é efetuar centenas de disparos, aterrorizando a população.
Todo cuidado é pouco nessa história cheia de estridência e com pouca informação. Por Reinaldo Azevedo

FUNCEF ADMITE TER RECEBIDO DOLEIRO YOUSSEF A PEDIDO DO DEMÓSTENES DO PT, O DEPUTADO FEDERAL PETISTA ANDRÉ VARGAS

Em mais uma evidência de que o deputado federal licenciado André Vargas (PT-PR), o Demóstenes do PT, usava sua influência política para favorecer o doleiro Alberto Youssef, preso em operação da Polícia Federal, a Funcef (fundo de pensão de funcionários da Caixa Econômica Federal) afirmou nesta sexta-feira, por meio de nota, que Youssef participou de reunião com a diretoria a pedido do próprio Vargas. As negociações para o encontro foram feitas por troca de mensagens telefônicas interceptadas pela Polícia Federal. Em nota, a Funcef afirma que Carlos Borges, o diretor que participou do encontro, não conhecia Youssef, “mas o recebeu, na qualidade de empresário, a pedido do deputado André Vargas”. “No encontro, o empresário apresentou proposta de investimento à Funcef. Entretanto, identificamos que o investimento proposto não se adequava à política de investimentos da Fundação, momento em que foi prontamente descartado”, continuou o órgão. O fundo de pensão é dono de uma carteira de ativos de 52 bilhões de reais. Conforme interceptações da Polícia Federal, em 3 de dezembro de 2013 Youssef pergunta se Vargas tem acesso a um superintendente da Caixa Econômica Federal. Logo depois, o doleiro lembra o petista da necessidade de marcar uma reunião na Funcef. No dia 11 de março deste ano, o doleiro e o deputado combinam de participar, juntos, de um encontro em Brasília com um representante do fundo de pensão. De última hora, Vargas avisa que não poderá comparecer e dá as coordenadas para que Youssef chegue ao lugar combinado, a sede da Funcef. O doleiro pergunta então se pode usar o nome de Vargas, e recebe o aval do deputado. Ao final do encontro, Youssef dá satisfação a André Vargas: “Acabei de ser atendido. Falo com você como foi”. Na nota, a Funcef nega ter parceira, negócios ou estar analisando qualquer projeto com empresas vinculadas a Youssef. O órgão diz ainda que o diretor Carlos Borges conhece Vargas “em razão das funções institucionais que ambos exercem”. Acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou 10 bilhões de reais, Youssef está preso desde março. As investigações da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, apontam que um dos braços do esquema do doleiro agia no Ministério da Saúde por meio do Labogen, laboratório de fachada de Youssef. Apesar de nunca ter fabricado qualquer tipo de medicamento, o Labogen obteve um contrato de 31 milhões de reais com a pasta para produzir o princípio ativo do Viagra, medicamento usado para combater a impotência sexual. O diretor do laboratório, de acordo com a Polícia Federal, teria sido indicado pelo então ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo. Após as revelações da proximidade de André Vargas com o doleiro, o deputado renunciou ao cargo de vice-presidente da Câmara e pediu licença de 60 dias do mandato. Temendo que o desgaste político atinja as candidaturas de Padilha ao governo de São Paulo e da senadora Gleisi Hoffman ao governo do Paraná, o PT pressiona André Vargas a renunciar.

CORONEL PAULO MALHÃES É ASSASSINADO NA BAIXADA FLUMINENSE

O coronel da reserva Paulo Malhães, que tomou os noticiários ao revelar como funcionava o centro de tortura clandestino da ditadura em Petrópolis e também revelou o destino do corpo do ex-deputado Rubens Paiva, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira dentro de sua casa, em um sítio do bairro Marapicu, na zona rural de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O militar da reserva teve atuação de destaque na repressão política durante a ditadura militar e, no mês passado, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, assumiu ter participado de torturas, mortes e desaparecimentos de presos políticos. Segundo Carla, uma das filhas de Malhães, três pessoas entraram na casa do coronel reformado na tarde de quinta-feira, prenderam a mulher dele em um aposento e mataram o militar por sufocamento. Na ação, o grupo levou todas as armas que ele tinha em casa. Segundo disseram ao jornal “Extra” investigadores da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, que acabam de realizar uma perícia no local, Malhães ficou em poder dos bandidos de 13 às 22 horas, segundo o relato de testemunhas. "Eu fiquei amarrada e trancada no quarto, enquanto os bandidos reviravam a casa toda em busca de armas e munição. Não era segredo que ele era colecionador de armas", disse a viúva Cristina Batista Malhães, enquanto era conduzida para a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) para prestar depoimento. O  caseiro também foi conduzido para a delegacia. Ele ficou trancado em outro cômodo da casa, amarrado. Segundo disse o delegado Fábio Salvadoretti, da DHBF, não havia marcas de tiros no corpo de Paulo Malhães, apenas sinais de asfixia. "A princípio, ele foi morto por asfixia. O corpo estava deitado no chão do quarto, de bruços, com o rosto prensado a um travesseiro. Ao que tudo indica ele foi morto com a obstrução das vias aéreas". Nadine Borges, integrante da Comissão Estadual da Verdade e responsável por tomar o depoimento de Malhães há poucas semanas, cobrou uma investigação célere do assassinato. Segundo ela, este não pode ser tratado como um crime comum.

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL AJUIZA AÇÃO CONTRA UFRGS POR CORRUPÇÃO NOS CONCURSOS PÚBLICOS

A Procuradoria da República no Rio Grande do Sul ajuizou ação civil pública com pedido de antecipação de tutela contra a Universidade Federal do Rio Grande do Sul por conta da “falta de lisura na realização de concursos públicos para provimento de cargos de professor”. A investigação do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul constatou que uma prova para a Faculdade de Medicina apresentava irregularidades tais quais uso de critérios arbitrários na prova de títulos, o que resultou inclusive na contagem incorreta de pontos de um dos candidatos. Semelhante incorreção se deu em seleção para o Instituto de Informática, onde o critério de pontuação criava uma desigualdade entre os participantes. Em razão das fraudes, a ação também pede a condenação da universidade por dano moral coletivo.