sexta-feira, 21 de março de 2014

'MINHA ÚNICA ALTERNATIVA É O SILÊNCIO", DIZ O AGORA DEMITIDO CERVERÁ

“Do jeito que as coisas foram postas, minha única alternativa é o silêncio”. O desabafo foi feito nesta sexta-feira, 21, ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, pelo ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, apontado pela presidente da República, Dilma Rousseff, como responsável pelo relatório que subsidiou a compra da refinaria de Pasadena (EUA).

Ao lado de Cerveró, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso na quinta-feira no Rio pela Polícia Federal, participou da elaboração do negócio que garantia vantagens à empresa belga Astra Oil em detrimento da Petrobrás na operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). A acusação foi feita quinta-feira por Sílvio Sinedino, que já foi conselheiro, deixou o cargo em 2013, e reassume agora para novo mandato de um ano. Em entrevista à Globo News, Carveró confirmou que está em férias no Exterior, sem precisar o local, e disse que ainda tem duas semanas antes de retornar ao Brasil. Ele afirmou que as férias já estavam agendadas desde antes da divulgação da notícia do envolvimento da presidente Dilma Rousseff com a aprovação da compra da refinaria. 
Funcionário da Petrobrás desde 1975 e com formação em engenharia química, Cerveró assumiu o posto de diretor internacional da companhia no início de 2003, primeiro ano do governo Lula. Ele foi indicado pelo senador Delcídio Amaral (PT), dentro da cota petista de cargos na estatal. Também recebeu a bênção de José Dirceu, que naquele ano chefiava a Casa Civil. Em 2008, em meio a uma disputa política entre PT e PMDB na Petrobrás, Delcídio perdeu a queda de braço e Cerveró teve de deixar o cargo, que foi depois ocupado por Jorge Zelada. O seu substituto seria indicado do PMDB. O ex-diretor foi então deslocado para a diretoria financeira da BR Distribuidora.
Delcídio negou na quarta-feira ser o responsável pela indicação de Cerveró. “Em 2003 fui consultado pelo governo sobre o nome de Cerveró para a diretoria e não vi nenhum óbice, era um funcionário de carreira da empresa”, afirmou o petista, que também é ex-diretor da Petrobras. “No que se refere à tramitação de projetos, acho pouco provável que algum processo chegue ao conselho sem estar devidamente instruído para liberação dos diretores e conselheiros”, afirmou o senador. Por Reinaldo Azevedo

POR QUE A JUSTIÇA AMERICANA DEU GANHO DE CAUSA PARA A ASTRA OIL CONTRA PETROBRAS NO ESCABROSO CASO DA REFINARIA PASADENA?

A juíza Laura Carter, da 1ª Corte de Apelações, em Houston, no Texas, condenou a Petrobras a pagar o que estava no contrato. Nada mais justo para quem acusou a sócia sem conseguir provar. No link a seguir, leia o processo em inglês: http://law.justia.com/cases/texas/first-court-of-appeals/2012/01-11-00073-cv.html  O primeiro capítulo do escabroso caso em que Dilma Rousseff deu a última palavra para comprar a refinaria Pasadena, todos sabemos. Não há explicação para tamanha irresponsabilidade com o dinheiro público. Não é à toa que a Petrobras, de 12ª empresa no mundo, hoje ocupa a 112ª posição. Esta queda se deu no mandato da presidente petista Dilma Rousseff. Em poucas palavras, saibam o que deflagrou a utilização da cláusula "put option" pela Astra. A Petrobras acusou a sócia de estar comprando produtos de outra refinarias, ficando com todo o lucro. Entrou na Justiça. A Astra, então, mostrou que Sérgio Baron, do board da Petrobras America Inc, havia recebido todas as informações sobre estes negócios, sem nenhuma desaprovação formal. Um outro tal de Fernando Assad Adballa testemunhou a favor da Petrobras, mas não convenceu o tribunal com provas. Basicamente, é isso. A Petrobras acusou o parceiro e não conseguiu provar a acusação de "self-dealing". Com isso, teve que entubar a compra dos outros 50% da refinaria Pasadena, sendo penalizada pelas cláusulas leoninas que Dilma e seus companheiros petistas assinaram sem ler. É muito "amadorismo" para uma empresa que já esteve entre as 20 maiores do mundo.

DILMA MANDA DEMITIR CERVERÓ. É POUCO! ISSO É TÁTICA DE BODE EXPIATÓRIO

Tentaram queimar um fusível para ver se conseguem interromper os desastres causados pelo curto-circuito. Nestor Cerveró, que era diretor da Área Internacional da Petrobras em 2006 e agora respondia pela Direção Financeira da BR Distribuidora, foi exonerado. É mesmo, é? Estamos diante de um caso clássico, emblemático, de bode expiatório. Por que só agora?

Ao mandar botar Cerveró na rua, Dilma reforça a versão de que os conselheiros foram enganados por um memorial executivo manco, que não trazia as informações completas sobre a natureza do contrato da Petrobras com a Astra. Ok.
Mas isso só reforça o óbvio: a decisão de Dilma tem pelo menos sete anos de atraso, não é mesmo? Em 2007, ano seguinte à compra, quando a Astra entrou na Justiça americana, a então presidente do Conselho ficou sabendo da natureza do contrato. Quando assumiu a Presidência, em 2011, a empresa brasileira ainda lutava para não ter de pagar quase US$ 1 bilhão pela outra metade da refinaria. Em 2012, a causa chegou ao fim. A Petrobras perdeu. E lá se foram US$ 820,5 milhões pelo ralo.
Quase dois anos depois, até este dia 21 de março, lá estava Cerveró — cujo resumo executivo manco, então, Dilma conhece, no mínimo, desde 2007 — como diretor financeiro da BR Distribuidora, divisão da Petrobras comandada pelo PT. O chefe máximo é José Eduardo Dutra, ex-presidente do partido e um dos “Três Porquinhos”.
Vai ficar só nisso? Dilma manda demitir Cerveró porque admite, então, que ele fez um resumo executivo que foi lesivo à Petrobras, mas não ordena que Graça Foster, presidente da Petrobras, mobilize a área jurídica da empresa contra José Sérgio Gabrielli, então presidente da estatal (ou melhor: empresa de economia mista; há acionistas que foram lesados)? Gabrielli deixou claro que sabia de tudo e ainda sustenta que se tratou de operação corriqueira.
Das duas uma: a) ou bem se trata mesmo de uma burla, como parece que é, e isso justifica a demissão de Cerveró — o que implica que se busque punir também Gabrielli; b) ou bem não foi uma burla, e a demissão é, então, injusta. Qual é a alternativa correta, soberana?
Mais: ao mandar demitir Cerveró, Dilma admite que só esse “negocinho” na gestão Lula-Gabrielli provocou um prejuízo bilionário à Petrobras. Por Reinaldo Azevedo

SEGURANÇA PÚBLICA: HÁ 4 ANOS, DILMA PROMETEU TRANSFORMAR O BRASIL EM UM GRANDE RIO DE JANEIRO. MANTERÁ A PROMESSA NESTE 2014?

Caros leitores,

abaixo, vocês assistirão a um vídeo de um evento no Rio de Janeiro, em 2010, com a então candidata à Presidência do PT, Dilma Rousseff, e com Sérgio Cabral, que disputava a reeleição ao governo do estado. Era o tempo em que eles andavam de braços dados, como amigos inseparáveis. A política de segurança pública do Rio era considerada um exemplo a ser seguido em todo o Brasil. Prestem atenção ao vídeo a partir de 1min30s. Transcrevo a fala da agora presidente em seguida.
Disse Dilma:
“A gente considera que o resultado da política aqui, dessa pareceria do governo federal com o governo estadual, aqui, com o governador Sérgio Cabral, ela construiu uma referência no que se refere (!!!) à… No que se refere basicamente à… estruturação de uma política de segurança através das Unidades de Polícia Pacificadora. É transformar territórios em guerra em territórios de paz (…) Em muitos estados, não transferiram os chefes do crime organizado para as penitenciárias de segurança máxima. Aqui foi transferido. Os daqui estão em Catanduvas, Campo Grande e Mossoró. Com isso, o que é que acontece? Você tira do presídio os líderes e ios cabeças e impede que os presídios sejam transformados em plataformas do crime (…)
Retomo
Bem, é a Dilma dos velhos tempos, com um raciocínio ainda mais confuso do que a de hoje e um vocabulário mais estreito. Mas está claro no vídeo, editado como propaganda, que a política de segurança de Sérgio Cabral era considerada exemplar.
Quatro anos depois, o Rio está em chamas. E não foi por falta de aviso. Não!, leitores, eu não acho que Cabral e José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública, deveriam ter ouvido as minhas advertências. Penso que ambos, mais uma boa leva de bacanas que resolveram jogar os fatos no lixo, deveriam ter ouvido os apelos da lógica. A Internet presta uma grande contribuição à memória.
Pesquisem neste blog e em toda parte: durante uns bons anos, na grande imprensa, devo ter sido o único crítico da política de segurança do Rio. Apanhava que dava gosto — inclusive de muitos amigos cariocas! Alguns deles chegaram a se engajar numa pré-campanha para fazer de Beltrame candidato ao Prêmio Nobel da Paz. Sim, eu sei! Até Arafat ganhou o seu… Mas o ridículo em estranhos dói menos do que em pessoas que a gente ama ou admira, né?
As críticas que eu fazia às UPPs eram compreendidas ou pelo avesso ou simplesmente não eram compreendidas de modo nenhum. É evidente que eu não era — e os textos estão em arquivo — nem poderia ser contra a chegada de postos policiais aos morros. Aliás, escandaloso é que não houvesse isso no Rio. Há quanto tempo existe essa modalidade de polícia em São Paulo, por exemplo? Há décadas. Nunca foi chamada de “polícia pacificadora”. É garantia de segurança? Garantia não é. Mas não existem, em São Paulo, áreas onde a polícia não entra, como ainda há no Rio, e todo mundo sabe disso.
O nome “Polícia Pacificadora” sempre me irritou porque carrega consigo uma óbvia impostura, mas também uma revelação involuntária. “Pacificar” quem exatamente? Pactos de paz se estabelecem entre inimigos beligerantes, postos em pé de igualdade e considerados igualmente legítimos. Cabe hoje, como sempre coube, a pergunta: quem está de cada lado? Então vamos estabelecer a “pax” entre a bandidagem e suas vítimas, é isso? Entre a lei e a não-lei? Entre a sociedade de direito e o arbítrio do crime?
Sim, infelizmente, sempre se tratou exatamente disto: a polícia dita “pacificadora” traz na sua origem o reconhecimento de que existe certa legitimidade no banditismo. O que se cobrava dele é que fosse mais discreto; que não tiranizasse as populações do morro; que não as submetessem a uma disciplina escandalosamente de exceção; que não saísse matando desbragadamente; que fizesse o seu tráfico, mas com um pouco mais de decoro.
Tanto isso é verdade que essa “pacificação” tinha, e tem, como um de seus fundamentos, não prender bandidos. Ao contrário: o anúncio da “ocupação” dos morros é feito com grande antecedência para que dê tempo para a tigrada sair correndo — ou, então, para se recolha à discrição. E isso sempre encantou os deslumbrados e os especialistas nos próprios preconceitos, vendidos como grandes sábios da segurança pública. Quando se ocupavam os morros sem dar um único tiro, aquilo lhes parecia poesia. ‘Ah, então você acha que tem de dar tiro?”, poderia perguntar um idiota. Não! Penso que atirar ou não é irrelevante como evidência da paz. Se o silêncio decorre de um pacto informal com a bandidagem, então não se tem paz, mas a guerra feita por outros meios.
Ano eleitoral
Estamos em ano eleitoral. Como esquecer que, em 2010, a então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, como se vê lá no alto, considerava que o Rio de Janeiro, para onde ela manda agora tropas federais, um exemplo a ser seguido. Para ela, ruim mesmo era a segurança em São Paulo. Escrevi naquele 2010 o óbvio: o Rio tinha, segundo o Mapa da Violência, 26,2 homicídios por 100 mil habitantes; São Paulo, 13,2. Hoje, essa diferença aumento.
Segundo o Anuário de Segurança Pública, São Paulo tem 633,1 presos por 100 mil habitantes com mais de 18 anos; no Rio, essa taxa é de 281,5. Na comparação, é evidente que o Rio prende pouco. E não menos evidente é a existência de uma relação proporcional entre taxa de reclusão e taxa de homicídios. A Bahia, o segundo estado que menos prende no Brasil (134,6 por 100 mil) — só perde para o Maranhão (128,5) — tem uma taxa de homicídios de 40,7 por 100 mil habitantes, quase o quádruplo, hoje, da de São Paulo.
Volto ao Rio. Os números e a realidade evidenciam que a política deliberada de não prender criminosos não funciona — ou funciona enquanto o crime organizado deixa. É claro que prender custa caro, dá trabalho e traz problemas novos. Mas ainda é o mais seguro a fazer. Os erros, as imposturas e o deslumbramento cobram agora o seu preço.
Quatro anos depois, a candidata à reeleição Dilma Rousseff ainda acha que o Rio é exemplo a ser seguido? Ainda é o caso de exaltar a “parceria” entre os governos estadual e federal? Qual será a promessa quando ela subir no palanque, ao lado de Pezão e de Lindbergh Farias? Por Reinaldo Azevedo

JUSTIÇA FEDERAL NEGA LIBERDADE AO EX-DIRETOR DA PETROBRAS

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, para que ele fosse libertado da cadeia. Ele foi preso em casa na manhã de quinta-feira por ocultar provas da Justiça e também deve ser investigado por corrupção passiva. O advogado Fernando Fernandes vai voltar a pedir a liberdade de Costa ao Superior Tribunal de Justiça. A ordem de prisão temporária contra Costa tem validade de cinco dias. Costa foi preso na esteira da operação Lava Jato da Polícia Federal, que desmontou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de 10 bilhões de reais. Policiais federais flagraram parentes dele ocultando documentos ao deixar o escritório do ex-diretor com malas e pastas, no que parecia ser uma tentativa de destruir provas. Costa também é investigado pelo Ministério Público Federal do Estado do Rio de Janeiro, em outro processo, por irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras. Na Operação Lava Jato, a Polícia Federal descobriu que Costa ganhou um Land Rover blindado, modelo Evoque, como remuneração equivalente a 300.000 reais (custo do veículo e da blindagem), do doleiro Alberto Youssef, personagem central do esquema de lavagem. Na casa do ex-diretor da Petrobras foram apreendidos 751.000 reais, 181.000 dólares e 10.850 euros em espécie. ”Ora, em cognição sumária, a doação, às ocultas, por suposto doleiro de veículo de luxo a pessoa que recentemente exercia cargo de Direção na Petrobras é fato por si só suspeito e que precisa ser melhor elucidado. Pode configurar crime de corrupção passiva”, diz o mandado de prisão expedido pela 13ª Vara Federal de Curitiba. Fernandes afirmou que o Land Rover foi recebido como pagamento de um serviço de consultoria financeira que ele prestou ao doleiro. Costa é engenheiro mecânico formado na Universidade Federal do Paraná, em 1976. Fernandes nega que o pagamento esteja relacionado a quaisquer atividades de Costa como funcionário da Petrobras. O ex-diretor foi um dos responsáveis pela compra de 50% da refinaria de Pasadena, no Texas, negócio que deu um prejuízo de 1 bilhão de dólares para a estatal e é investigado pelo Ministério Público Federal. ”Ele não era mais funcionário público e não estava impedido de praticar consultoria. A prisão não tem relação com Pasadena ou Petrobras. É uma prisão ilegal e arbitrária”, afirmou Fernandes. O crime de concussão pode alcançar mesmo o funcionário que não é mais funcionário.

DILMA DEU BILHÕES DE PREJUÍZOS AO PAÍS PORQUE NÃO LÊ O QUE ASSINA. AGORA CORTA VERBAS DO IBGE E DEIXA O BRASIL SEM ESTATÍSTICAS CONFIÁVEIS

Com o corte de 50% no orçamento do Ministério do Planejamento, o IBGE, que é vinculado à pasta, vai ter que adiar pesquisas. A Contagem da População, que atualiza o Censo Demográfico, ficou para 2016. Estava previsto para 2015, cinco anos após o Censo ter ido a campo. O custo total da pesquisa é de R$ 1,7 bilhão. Para este ano, estava previsto gasto de R$ 200 milhões, valor maior que o orçamento do próprio instituto, que é de R$ 170 milhões. A Contagem é uma demanda recorrente dos prefeitos, pois baliza a repartição do bolo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). "Uma pesquisa desse tamanho precisa de muito tempo de planejamento. São 200 mil pessoas em campo para contar a população. Os R$ 200 milhões são para organizar essa estrutura", afirmou a presidente do IBGE, Wasmália Bivar. Diante do corte, o instituto terá que fazer uma escolha: ou deixar de fazer a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o maior levantamento socioeconômico depois do Censo Demográfico, ou adia o início da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) para o ano que vem. A Pnad do jeito que vem sendo feita vai acabar de qualquer jeito. Mas a expectativa era que este ano ainda fosse a campo. O levantamento será substituído pela chamada Pnad contínua, que trará resultados nacionais sobre o mercado de trabalho de todo o país a cada trimestre. Até agora, o desempenho desse mercado era medido mensalmente, mas restrito a seis regiões metropolitanas. A Pnad trazia o quadro nacional, mas os resultados só eram divulgados um ano depois. "Ainda estamos decidindo qual a melhor saída. Ou fazemos a última Pnad e adiamos a POF para o início do ano que vem ou desistimos da Pnad e começamos a POF este ano", diz Wasmália. A POF é feita de cinco em cinco anos e atualiza a estrutura de gastos das famílias para o cálculo dos índices de inflação. É um levantamento aprofundado do consumo familiar. É realizado durante um ano, com os domicílios sendo visitados diversas vezes, para apurar o consumo sazonal das famílias e as condições de vida. Também são feitas medições antropométricas (de peso e de altura). A Pnad custa entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões, e a POF exige uma despesa em torno de R$ 14 milhões. Não é a primeira vez em que a Contagem da População é adiada por corte no orçamento. A última vez foi em 2005. A pesquisa só foi feita 2007, ainda assim restrita a pequenos municípios. — Chegamos a pensar em não fazer mais a Contagem, pois ela acrescentava pouco por só pesquisar sexo e idade da população, mas as demandas se avolumaram — afirma a presidente do instituto. Dessa vez, a contagem será mais rica, segundo Wasmália. Algumas informações sobre o domicílio e as pessoas serão incluídas no questionário: — Vamos fazer um pequeno questionário. Cada vez mais cresce a demanda por informações municipais, como acesso à energia elétrica. Como o serviço está praticamente universalizado, somente com levantamento censitário é possível saber onde ainda não há luz. É um instrumento importante para dimensionar público alvo e políticas de infraestrutura. Os pesquisadores vão a campo em 2016, ano em que também vai acontecer o Censo Agropecuário. A estrutura desse censo será usada pela Contagem. A Contagem da População de 2007 foi o primeiro levantamento que informou o número de casais gays no país. Como foi restrita a pequenos municípios, só captou 17 mil arranjos familiares desse tipo naquela época. Com o Censo Demográfico de 2010, esse número subiu para 60 mil.

EM NOTA, LULA NEGA TER DITO QUE DILMA "DEU TIRO NO PÉ", O QUE ACABA CONFIRMANDO A AFIRMAÇÃO

O Instituto Lula divulgou, nesta sexta-feira, uma nota em que nega que o ex-presidente Lula (alcaguete do Dops paulista durante a ditadura militar, onde delatava companheiros) tenha dito que a presidente Dilma Rousseff deu "um tiro no pé" ao criticar os documentos apresentados pela Petrobras para justificar a compra da refinaria de Pasadena (EUA), em 2006. Segundo as explicações do Instituto, Lula não fez as declarações publicadas na Folha de S. Paulo "em público ou em privado". Segundo a reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal, o ex-presidente teria dito que Dilma deu "um tiro no pé" em sua resposta sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006, um negócio que está sob investigação. Lula, que era presidente na época da aquisição, teria afirmado em conversas reservadas que Dilma teria agido por impulso para tentar afastar o foco das investigações, temendo desgaste neste ano eleitoral. Ainda segundo a reportagem, o ex-presidente considerou que a estratégia foi equivocada porque acabou invertendo a situação e trazendo para o Planalto uma crise que era interna da Petrobras. Para bom entendedor, meia explicação é suficiente. A tentativa de negativa da afirmação é a mais completa afirmação da veracidade da fala do alcaguete Lula.

JUSTIÇA NEGA LIMINAR A EX-DIRETOR DA PETROBRAS PRESO NA OPERAÇÃO LAVA-JATO

O desembargador federal João Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal do Rio Grande do Sul, negou a liminar de soltura do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso na quinta-feira na Operação Lava-Jato. O executivo é acusado de participar do esquema de lavagem de dinheiro, desmontado na última segunda-feira pela Polícia Federal. Durante a operação, a Polícia Federal fez buscas na casa de Paulo Roberto da Costa e encontrou, em espécie, US$ 180 mil e cerca de R$ 720 mil. A investigação mostra que o ex-executivo tinha ligação próxima com o doleiro Alberto Youssef, também preso na operação. O advogado Fernando Augusto Fernandes informa que o habeas corpus vai a julgamento no TRF do Rio Grande do Sul, mas antes irá ao Superior Tribunal de Justiça. "A decretação de prisão por suspeitas de corrupção passiva de alguém que dedicou 35 anos à Petrobras e não é funcionário público há quase dois anos é uma arbitrariedade", disse ele. Segundo Fernando Fernandes, se existem outras pessoas sendo investigadas por crimes financeiros e lavagem de dinheiro, a prisão de Paulo Roberto Costa não se torna legal somente porque ele falou ao telefone com uma delas. Costa também é investigado por supostas irregularidades na compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006.

APÓS ATAQUE, TROPAS FEDERAIS ATUARÃO NO RIO DE JANEIRO

Após apelo do governador do Rio de Janeiro, o governo federal vai enviar suas tropas ao Estado para auxiliar a conter os ataques de traficantes às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). A decisão foi tomada após reunião nesta sexta-feira entre o governador Sérgio Cabral, a presidente Dilma Rousseff, os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aloizio Mercadante (Casa Civil) e a cúpula de segurança pública do Rio, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Na noite de quinta-feira, quatro UPPs foram alvos de criminosos. Em Manguinhos, onde a ação foi mais grave, os bandidos atiraram e atearam fogo em contêineres e balearam o comandante da unidade, o capitão Gabriel Toledo. Outros três policiais ficaram feridos. A ordem do ataque, de acordo com secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, partiu de dentro de um presídio.
“Desde janeiro esses ataques passaram a ser mais intensos. Nós entendemos que não há nenhum problema de pedir apoio das Forças Federais. Acabou esse constrangimento no Rio há muito tempo”, disse Cabral após encontro com Dilma. “A população quer resultados e todas as vezes que nós precisamos das Forças Federais elas foram efetivas”, continuou.
Na próxima segunda-feira, o ministro da Justiça vai ao Rio de Janeiro para definir um plano de ação no Estado. Alegando questões de segurança, José Eduardo Cardozo não informou quais tropas federais vão ao Estado e nem a quantidade do efetivo destacado para auxiliar a polícia carioca. “Nossos órgãos de inteligência estão integrados fazendo as análises necessárias. Tudo está sendo acompanhado para que as medidas corretas sejam tomadas no seu tempo necessário”, disse Cardozo. Segundo ele, o reforço federal já estará disponível neste fim de semana, caso seja necessário.
De acordo com Cabral, o Rio conta com um efetivo de 9.400 policiais atuando nas comunidades pacificadas. “Creio que só São Paulo e Belo Horizonte tenham efetivo maior nas capitais. É evidente que quando se amplia o volume de presença com bases, o risco de ataques é enorme. Mas é uma demonstração da fragilidade do crime organizado”, disse o governador. Ele afirmou que, após a pacificação, houve uma redução de 65% na quantidade de homicídios nas comunidades.
Mundial
A três meses da Copa do Mundo, o governo federal afirma ter um “excelente” plano de segurança para enfrentar problemas durante os jogos e que casos como os do Rio não prejudicarão o esquema já discutido com os governos estaduais. “Isso tem a ver com uma situação imediata que estamos vivendo. Nós estamos muito seguros que teremos uma Copa com excelente padrão de segurança”, disse Cardozo. Por Reinaldo Azevedo

JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI E AQUELE SEU OLHAR....

Vi José Sérgio Gabrielli na televisão. Está com sangue nos olhos. Seu interlocutor, do outro lado da tela e dos recados que tem mandado por intermédio da imprensa, é a presidente Dilma Rousseff. Gabrielli nunca foi um, como posso dizer?, presidente de estatal convencional — refiro-me já ao convencionalismo do particularismo: petistas à frente de outras estatais costumam ser mais discretos. Ele não! Nunca escondeu que era apparatchik; que estava no comando da Petrobras para defender os interesses do partido, não os da empresa.

Às vésperas da eleição, no dia 18 de outubro de 2010, concedeu uma entrevista à Folha afirmando que FHC havia tentado privatizar a Petrobras. Era mentira. Sempre foi mentira. Nunca ninguém tentou, INFELIZMENTE, privatizar a Petrobras. Alguém acha que uma empresa privada teria feito o negócio de Pasadena?
Quando Dilma não quis mais Gabrielli na Petrobras, ele foi se aboletar no governo Jaques Wagner, como secretário de Planejamento da Bahia. O plano original era disputar o governo do Estado pelo PT. Mas o seu, vá lá, “estilo” risca-faca não conseguiu se adequar nem mesmo à companheirada.
O ex-presidente da Petrobras veio a público para dividir as responsabilidades. Indagado sobre alguns detalhes, alegou confidencialidade — a mesma que fez  com que os acionistas privados da Petrobras se tornassem sócios involuntários de um mico.
Lá no “Partido”, Dilma está sendo execrada — e Lula já deu a senha: “Ela errou!”. Era para ter agasalhado a operação, mas preferiu tirar o corpo fora, coisa que companheiro não faz com companheiro. Pelos cantos, Gabrielli já disse que não aceita ser bode expiatório, daí aquele ar, deixem-me procurar as palavras, vingativamente vetusto.
De resto, sobra outra coisa de sua entrevista, até óbvia, mas à qual não se deu destaque: ele, inequivocamente, sabia de tudo. E tenta nos convencer de que um prejuízo de US$ 1,38 bilhão era um bom negócio. Por Reinaldo Azevedo

SUPER IRRITADA, A PETISTA DILMA ROUSSEFF LIGA AO GOVERNADOR PETISTA DA BAHIA, JACQUES WAGNER, E PEDE A CABEÇA DO SECRETÁRIO PETISTA JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI, EX-PRESIDENTE DA PETROBRAS, O HOMEM QUE COMPROU A REFINARIA DE PASADENA

A nuvem pesada que paira sobre o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, parece estar ficando ainda mais carregada. O site Política Livre publicou na manhã desta sexta-feira uma nota "exclusiva" dizendo que "a presidente Dilma Rousseff pediu a cabeça do secretário estadual de Planejamento" da Bahia ao governador Jaques Wagner. Motivo, segundo o site, é a declaração que o petista deu em entrevista à Globo News sobre a polêmica compra da refinaria de Pasadena, no Texas, EUA, em 2006, que deu prejuízo bilionário à estatal brasileira. Política Livre diz que Dilma ficou "irritada" com as declarações de Gabrielli "contradizendo" nota emitida sobre o assunto por ela própria. "A informação foi passada ao Política Livre por um petista importante, com trânsito fácil nos governos federal e estadual", diz o site. O governador Jaques Wagner, contudo, não deu resposta imediata a Dilma "por considerar que, no momento, ela estava muito irritada e a medida poderia soar tão intempestiva quanto a própria nota assinada pela presidente".

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL LIBERA A CONTA-GOTAS O EMPRÉSTIMO FEDERAL PARA TOCAR AS OBRAS DA COPA PREVISTAS PARA PORTO ALEGRE

Saiu  a liberação da Procuradoria da Fazenda Nacional para a execução do contrato de empréstimo da Caixa Econômica Federal para a prefeitura de Porto Alegre. Mas a sabotagem do governo petista de Dilma Rousseff já está realizada, com seus resultados concretizados. É dinheiro para obras da Copa e de mobilidade urbana que estão paradas, incluindo viadutos, corredores de ônibus e duplicações de vias. O prefeito José Fortunati soube da liberação porque seus assessores leram o Diário Oficial. Em consequência, foi imediatamente até a Caixa Federal, Porto Alegre, para entregar o contrato e exigir a imediata liberação dos de R$ 44 milhões. A prefeitura já antecipou R$ 97 milhões, usando recursos próprios que agora serão repostos no caixa. José Fortunati avisou que o dinheiro que falta, R$ 450 milhões, será liberado em lotes, de acordo com o cronograma de execução das obras. É o que ele espera. Acotnece que o contrato foi assinado em janeiro, mas ficou parado por dois meses no Ministério da Fazenda, que nem sequer avisou a prefeitura da sua condição de inadimplente, com cadastro sujo. O prefeito descobriu isto por acaso, quando seu secretário de Gestão navegou pela Internet para checar a tramitação e percebeu que tinha que limpar o cadastro. Mesmo retomando as obras agora, só as vias em construção no entorno do Beira Rio ficarão prontas até a Copa. É sabotagem petista com resultado alcançado.

SEGUIDORES DO DOM SEBASTIÃO DA GRAMÁTICA ALTERNATIVA USAM PETROBRAS PARA TENTAR TIRAR DILMA DO CAMINHO

É evidente que a ala lulista do petismo, que sonha com a volta do Dom Sebastião da outra gramática possível, está usando o caso da Petrobras para desgastar Dilma. Quem sabe desta vez… É curioso. O negócio se deu durante o governo Lula. Quem comandava a empresa era um lulista de carteirinha: José Sérgio Gabrielli — este não tem por onde sair: sabia de tudo. E, não por acaso, diz que os outros também sabiam. Quer dar o abraço de afogados. A estratégia para queimar Dilma chega a ser escancarada. Como noticia a Folha, os seguidores do Companheiro-Chefe saíram por aí a descer a língua na presidente, que teria tentando jogar a bomba no colo dos outros. O escândalo da Petrobras pode ser mais uma chance de tirar Dilma do meio do caminho. Afinal, eles estão certos de que, no Lula, nada cola. Por Reinaldo Azevedo

NÃO! DILMA NÃO TEM SAÍDA!

beco sem saída
Idiotas falam e dizem idiotices e, por óbvio, isso faz deles o que são: idiotas. Se fizessem e dissessem as coisas que fazia e dizia Schopenhauer, então Schopenhauer seriam. É evidente! A canalha andou ruminando que eu estaria tentando relativizar isso e aquilo. Relativizar o quê? Ao contrário: eu estou dizendo que o comportamento de Dilma não tem desculpa. Ainda que ela e os demais conselheiros tenham sido levados, pelo conjunto de dados à época disponível, a aprovar a compra de 50% da refinaria de Pasadena, como justificar o que houve depois?
1 – por que Dilma, na condição de ministra-chefe da Casa Civil e, sim!, presidente do Conselho, nada fez quando ficou claro que a Petrobras havia caído numa armadilha?
2 – a compra foi aprovada em 2006; em 2007, a Astra já havia entrado na Justiça americana para obrigar a Petrobras a comprar a outra metade;
3 – em 2008, a Petrobras organizou a sua defesa nos EUA; no mesmo ano, enviou US$ 200 milhões à refinaria;
4 – o senhor Nestor Cerveró, sobre quem recaem as suspeitas de ter elaborado um memorial executivo incompleto, continuou à frente da diretoria da Área Internacional da Petrobras;
5 – Cerveró saiu da Área Internacional e virou nada menos do que Diretor Financeiro da BR Distribuidora, presidida pelo petista José Eduardo Dutra, um daqueles que Dilma chamou os seus “Três Porquinhos” na campanha eleitoral.
Relativizando? Não! Ao contrário: eu estou é deixando claro que, para Dilma, não há saída nesse caso e que a sua desculpa é muito fraca. Como afirmei na coluna de hoje da Folha, posta na vitrine, não vale R$ 1,99.
Se a conselheira Dilma não tinha como saber o tamanho do abacaxi em 2006, como asseveram outros conselheiros, a conselheira já sabia de tudo em 2007 e seguiu sabendo em 2008, 2009 e 2010. Depois, quem passou a saber de tudo em 2011, 2012, 2013 e 2014 foi a presidente da República.
E é justamente em 2014 que vamos encontrar o tal Cerveró como diretor financeiro da BR Distribuidora. Se Dilma foi enganada, como ela diz, transformou o logro de que foi vítima em omissão.
Ora, ela que venha a público contar a história inteira. Mas, nesse caso, suponho, terá de entregar os companheiros. Por Reinaldo Azevedo

O DINHEIRO DA REFINARIA DE PASADENA NAS CAMPANHAS ELEITORAIS DE LULA E DILMA

Este senhor aí da foto é Albert Frère, um megaempresário belga. O homem mais rico daquele país. Ele era o dono da refinaria Pasadena, por meio da Astra Transcor Energy, que foi comprada por U$ 42 milhões como sucata e vendida por U$ 1,12 bilhão para a Petrobras. Ele comprou esta refinaria em 2005 e vendeu 50% para a Petrobras em 2006, já por mais de U$ 300 milhões. Este senhor possui 8% das ações da GDF Suez Global LNG, ocupando a cadeira de vice-presidente mundial nesta mega organização, maior produtora privada de energia do planeta. A GDF Suez possui negócios com a Petrobras no Recôncavo Baiano, mas seu principal negócio no Brasil é a Tractebel Energia, dona de um faturamento de quase R$ 6 bilhões anuais. É dona de Estreito, Jirau, Machadinho, Itá e dezenas de hidrelétricas, termelétricas, eólicas. A Tractebel, que é da GDF Suez, que tem como um dos principais acionistas o senhor Albert Frère, que é um dos donos da Astra Transcor Energy, que passou a perna no Brasil em U$ 1,12 bilhão, foi uma grande doadora da campanha de reeleição de Lula, em 2006. A doação de R$ 300 mil chegou a ser contestada na sua legalidade. Também foi uma das patrocinadores do filme Lula, Filho do Brasil. Já em 2010, para a eleição de Dilma, a Tractebel doou quase R$ 900 mil. O dinheiro que ajudou a reeleger Lula e eleger Dilma veio, assim, mesmo que indiretamente, da Petrobras. Daquela bolada que ela pagou, inexplicavelmente, pela Refinaria Pasadena. Como é pequeno este mundo da corrupção. (CoroneLeaks)

JUSTIÇA CONDENA TENENTE-CORONEL PELO ASSASSINATO DA JUÍZA PATRÍCIA ACIOLI NO RIO DE JANEIRO

O tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, foi condenado a 36 anos de prisão pela morte da juíza Patrícia Acioli, assassinada com 21 tiros na porta de casa, em Niterói, no dia 11 de agosto de 2011. A sentença foi dada pela juíza Nearis Carvalho Arce, após quase 18 horas de julgamento. A magistrada aplicou pena de 30 anos por homicídio triplamente qualificado e seis anos por formação de quadrilha armada. Também foi determinada a perda de cargo público do militar, que já estava preso preventivamente em um penitenciária federal em Rondônia. O homicídio foi considerado qualificado por três razões: motivo torpe, mediante emboscada e para assegurar a impunidade de outros crimes. A juíza detalhou na sentença os motivos da condenação: “Houve verdadeiro atentado contra a ordem pública, contra o Estado Democrático de Direito, já que a vítima era magistrada em atuação na esfera criminal e sua vida foi ceifada justamente em razão do exercício deste munus (cargo) público, no combate acirrado e notório à criminalidade". O julgamento, no Fórum de Niterói começou às 9h30 de quinta-feira e a sentença foi lida às 3 horas desta sexta-feira. Ao longo do dia, foram ouvidas dez testemunhas, sendo seis de acusação e quatro de defesa. As testemunhas de acusação depuseram no sentido de ligar o tenente-coronel ao planejamento da morte de Patrícia Saboia, por ela combater as ações ilegais de parte dos policiais do 7º BPM, no combate a traficantes e na morte de pessoas que se opuseram ao grupo, com a alegação de serem atos de resistência – quando pessoas são mortas em confronto com a polícia. As testemunhas de defesa negaram envolvimento do oficial com a morte da juíza e elogiaram a atuação dele ao longo da carreira na PM. O processo sobre a morte da magistrada envolve 11 PMs, dos quais sete já foram julgados e condenados. Para a juíza Nearis Carvalho Arce, o tenente-coronel podia e devia ter evitado a morte de Patrícia Saboia: “Deveria o acusado, a princípio, não somente caminhar ao lado do Poder Judiciário, na garantia da ordem pública e paz social, primando pela segurança dos cidadãos, mas também buscar dar bom exemplo, em especial profissionalmente, aos seus subordinados; enquanto, ao contrário, com inquestionável ousadia, frieza e perversidade, reveladoras de personalidade absolutamente distorcida, concorreu para a prática do crime de homicídio triplamente qualificado". O advogado do tenente-coronel, Manuel de Jesus Soares, afirmou que vai recorrer da decisão. “Vamos aguardar abertura de prazo para oferecimento das razões”, disse ele, que durante sua fala aos jurados sustentou a tese de negativa de autoria do crime. A acusação criminal foi exercida pelo promotor Leandro Navega, que teve o auxílio do advogado Técio Lins e Silva.

APÓS ATAQUE A FAVELAS "PACIFICADAS", GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL PEDE SOCORRO EM BRASÍLIA; ELE SAI CORRENDO DO RIO DE JANEIRO PARA PEDIR AJUDA ÀS FORÇAS FEDERAIS

O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, viajou às pressas nesta sexta-feira para Brasília, com o objetivo de pedir socorro ao governo federal para a guerra contra traficantes. Na noite de quinta-feira, bandidos fortemente armados atacaram a tiros e queimaram três UPPs (Unidades da Polícia Pacificadora), ferindo três policiais. A idéia de Sérgio Cabral, segundo fontes do governo carioca, é pedir ajuda de forças federais para enfrentar os traficantes. Uma das UPPs foi incendiada e seu comandante, baleado. Outro PM foi ferido com uma pedrada. Dois suspeitos foram baleados e um deles foi preso. O tumulto começou na UPP de Manguinhos, por volta das 18h30. Policiais da unidade tinham ido até um prédio abandonado, que havia sido ocupado por invasores, com a intenção de cumprir uma ordem de desocupação. A retirada dos invasores começou pacífica, mas um grupo passou a atacar os policiais com pedradas. Um soldado foi ferido a pedrada e o tumulto aumentou, exigindo a intervenção do Batalhão de Choque. Traficantes se aproveitaram da confusão e atacaram policiais e a sede da UPP. Houve troca de tiros, durante a qual o capitão Gabriel de Toledo, comandante da UPP, foi baleado na coxa direita. Criminosos também atacaram dois carros da PM e o contêiner onde funcionava a UPP, ateando fogo a eles. O incêndio atingiu a rede elétrica e deixou sem eletricidade parte do conjunto de favelas, composto por 13 comunidades. Em nota, o governo do Estado do Rio de Janeiro afirmou que mantém “o firme compromisso assumido com as populações das comunidades e com a população de todo o Estado do Rio de Janeiro de não sair, em hipótese alguma, desses locais ocupados e manter a política da pacificação”. Ataques de criminosos a policiais e sedes de UPPs têm se tornado cada vez mais frequentes. Toledo foi o segundo oficial de UPP baleado neste mês. No dia 13, o subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro, Leidson Alves, de 27 anos, morreu baleado na testa, no Parque Proletário, na Penha (zona norte). Desde que as UPPs começaram a ser implantadas, em 2008, 11 policiais que atuavam nessas unidades foram mortos.

A REFINARIA DE PASADENA E A PETROBRAS: O QUE PODE E O QUE NÃO PODE SER DESCULPÁVEL NA ATUAÇÃO DA CONSELHEIRA E DA PRESIDENTE DILMA. OU: CONTA SOBE MAIS US$ 200 MILHÕES. OU AINDA: PT CONTRA PT

Ainda se sabe pouco do incrível imbróglio de Pasadena. Mas algumas informações começam a vir à tona. Saibam, por exemplo, que a dinheirama gasta pela Petrobras foi ainda maior do que aquele US$ 1,18 bilhão: há outro espeto de US$ 200 milhões que ainda não foi mencionado. Já explico. Em primeiro lugar, cumpre notar que estamos diante de um fogo amigo nada amigável. Vale dizer: há uma luta explícita de petistas contra petistas. A presidente Dilma insiste na versão de que desconhecia o inteiro teor do contrato da Petrobras com a Astra, que obrigava a empresa brasileira a comprar a outra metade da refinaria. José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e um dos queridinhos de Lula, espalha o contrário: segundo dá a entender, não havia como o conselho não saber de tudo. O preço pago pela Petrobras por 50% da refinaria também merece algumas considerações. Como se sabe, a Astra comprou a dita-cuja em 2005 por US$ 42,5 milhões e vendeu metade para a empresa brasileira, um ano depois, por US$ 360 milhões.
Começo por essa questão. A informação passada aos conselheiros é que o preço se justificava porque os belgas fizeram investimentos na refinaria e porque a empresa tinha um estoque de óleo cujo valor não estava computado naqueles US$ 42,5 milhões. Assim, segundo essa leitura, não haveria nada de errado com a compra inicial daquela metade da empresa. Lembre-se que, quando Graça Foster tentou vender a refinaria, no ano retrasado, encontrou um único comprador, que aceitou dar US$ 180 milhões — bem menos, é certo, do que os US$ 360 milhões que a Petrobras pagou por apenas metade, mas bem mais dos que os US$ 42,5 milhões pagos pelos belgas em 2005 pela refinaria inteira. Adiante.
Outros conselheiros da Petrobras à época, como o empresário Jorge Gerdau e o economista Cláudio Haddad, endossam a versão de Dilma. Segundo Haddad, quem fez a exposição de motivos e justificou a compra foi Nestor Cerveró, que era, então, diretor da Área Internacional da Petrobras e é hoje diretor financeiro da BR Distribuidora, comandada por José Eduardo Dutra, ex-presidente do PT.
Agora ninguém quer ser pai da criança. Nesta quinta, os senadores Delcídio Amaral, do PT, e Renan Calheiros, do PMDB, trocaram farpas sobre a indicação do diretor. Delcídio diz que ele era um homem do PMDB na Petrobras; Renan respondeu que foi o petista quem o indicou para o cargo e ironizou: “O Delcídio tem de ficar despreocupado porque certamente não indicou o Cerveró para este roubar a Petrobras”. Sobre a permanência do diretor, afirmou: “Ele ter ficado é imperdoável. O Delcídio tem de pedir a sua saída”. Não sei, não! Neste caso ao menos, Renan me parece inocente.
Agora a dinheirama
Além daquele US$ 1,18 bilhão que a Petrobras gastou para comprar uma refinaria que não funciona, a sede da empresa, no Brasil, fez uma transferência eletrônica para Pasadena de outros US$ 200 milhões em 2008 — não dá para saber exatamente o motivo e a destinação do dinheiro. Assim, meus caros, a conta subiu para, por extenso, um bilhão, trezentos e oitenta milhões de dólares.
NOTA 1 – A Astra havia entrado na Justiça contra a Petrobras em 2007. Mesmo assim, em 2008, são transferidos para a refinaria os US$ 200 milhões.
NOTA 2 - No mesmo ano dessa remessa, a Petrobras começa a se defender na Justiça americana. Contratou um escritório de advocacia por US$ 7,9 milhões, ligado a um ex-integrante da cúpula da empresa.
Então vamos ver. Em algum arquivo se deve encontrar o resumo executivo elaborado por Cerveró. Se lá não estiver a informação de que havia a cláusula de compra obrigatória, então os conselheiros foram levados no bico — supor que leiam centenas ou milhares de páginas de cada caso sobre o qual opinam é ingenuidade. Escrevo isso porque Gabrielli me parece, como direi?, solerte quando afirma que essa cláusula é comum em contratos. Ainda que assim fosse, ela teria de constar do resumo executivo. Se lá não estava, houve trapaça.
Digamos que o preço, pela primeira metade da empresa, considerados os investimentos dos belgas e o estoque de óleo, fosse razoável. Até este ponto, Dilma poderia sustentar não ter nada com isso. Mas e depois? E quando a história inteira veio à tona? Em 2007, quando a Astra entra na Justiça, a presidente do conselho e ministra, Dilma Rousseff, já sabia de tudo. E seguiu sabendo de tudo em 2008 e 2009. Fez o quê?
A derrota final da Petrobras na Justiça americana se deu em 2012. Foi no seu governo que a Petrobras teve de pagar estupefacientes US$ 820,5 milhões pela outra metade da refinaria. E foi também no seu governo que Nestor Cerveró, o que fez o resumo executivo que ela considera omisso, foi nomeado diretor financeiro da BR Distribuidora.
Podem até existir coisas para as quais haja uma explicação razoável. Mas há aquelas que são certamente indesculpáveis. E é fato: a empresa em que a Petrobras torrou US$ 1,38 bilhão vale, no mercado, US$ 118 milhões — e há um só comprador. Pode-se perdoar Dilma por aquilo que ela eventualmente não sabia. Mas não se pode perdoá-la por aquilo que não fez mesmo quando já sabia de tudo. Por Reinaldo Azevedo

VEJAM O VIDEO: É A GRAVAÇÃO DO ASSASSINATO DE UM MOTORISTA DE LOTAÇÃO; AO LADO DELE ESTÁ UM MAJOR DA BRIGADA MILITAR, QUE NÃO FEZ NADA, E DEPOIS SE ESCAFEDEU DA CENA DO CRIME, SEM CUMPRIR NENHUM DOS SEUS DEVERES

Vejam o video a seguir. São cenas de uma barbárie total, que ocorreram nas ruas de Porto Alegre. Você verá um motorista de lotação sendo assassinato. Tudo foi gravado pelas câmeras internas do lotação.


O inacreditável acontece na Segurança Pública do governo do peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro. Um oficial da Brigada Militar do Rio Grande do Sul estava no interior da Lotação da Linha Otto-Teresópolis que foi assaltada por dois bandidos na noite de 27 de fevereiro. Os dois bandidos entraram no lotação e acabaram matando o motorista José do Carmo, de 53 anos. Mais do que isso: esse oficial da Brigada Militar é um major. Mais ainda: é lotado no Gabinete do Comandante Geral da Brigada Militar, o coronel araponga petista Fabio Duarte, no Quartel General da Corporação, na Rua da Praia, em Porto Alegre. O major se chama também Fábio Behrend Silveira. As imagens gravadas pelas câmeras de segurança dentro do lotação são aterrorizantes. O
major não fez absolutamente nada durante todo o assalto, apesar dos gritos do motorista pedindo ajuda a qualquer um dos 12 passageiros que estavam a bordo do veículo. O major se deitou no banco do lotação para se proteger. Depois de baleado, o motorista cai mortalmente ferido por cima do major. Este oficial da Brigada Militar afasta o corpo do motorista, estende-se sobre o banco do lotação para pegar uma sacola, onde provavelmente estava a sua arma, e se retira da cena do crime. Ele vai embora. Ele simplesmente deixou de cumprir pelo menos uma dezena de obrigações que estão claramente determinadas no regulamento disciplinar da Brigada Militar. Não providenciou na preservação da cena do crime. Não chamou socorro, da própria Brigada Militar e do SAMU. Não tomou nota dos nomes das testemunhas que estavam dentro do lotação. Não se comente que ele sequer tentou deter um dos assaltantes, que estava ao seu lado no corredor do lotação, quando o motorista se atracou com o outro bandido. O major Fabio Behrends Silveira se apresentou dias depois para depor, dizendo que tinha se aconselhado com o corregedor-geral da Brigada Militar. Aí a coisa se agrava. Quer dizer que a Corregedoria-Geral da Brigada Militar sabia do comportamento de seu oficial, e não tomou qualquer medida? E o Comandante-Geral da corporação, o araponga petista Fábio Fernandes, deixou por isso mesmo? Nesta quinta-feira, somente depois de Videversus anunciar que daria o nome do oficial da Brigada Militar que estava dentro do lotação, e que nada fez, e que se evadiu da cena do crime, sem ter feito comunicação da ocorrência do crime, o comandante-geral da Brigada Militar passou a se interessar pelo assunto e mandou buscar cópia do inquérito que está sendo conduzido pela Polícia Civil, a qual já prendeu e recolher à Fase um dos bandidos. De fato, que façanha...... É isso que a Brigada Militar ensina para seus oficiais? Mas, esse era um segredo de Polichinelo. Meio Rio Grande do Sul sabia o nome do major, quase toda a imprensa estava sabendo o nome dele, mas ninguém publicou nada. Isso é o Rio Grande do Sul. Essa é a imprensa que se tem no Rio Grande do Sul. Essa é a segurança pública no Estado do Rio Grande do Sul.

TRÊS UPPs SÃO ATACADAS NO RIO DE JANEIRO E COMANDANTE É BALEADO

Pelo menos três sedes de Unidade de Polícia Pacificadora (UPPs) foram atacadas por criminosos na noite desta quinta-feira, na zona norte do Rio de Janeiro. Uma delas foi incendiada e seu comandante, baleado. Outro policial militar foi ferido com uma pedrada. Dois suspeitos foram baleados e um deles foi preso. O tumulto começou na UPP de Manguinhos, por volta das 18h30. Policiais da unidade tinham ido até um prédio abandonado, que havia sido ocupado por invasores, com a intenção de cumprir uma ordem de desocupação. A retirada dos invasores começou pacífica, mas um grupo passou a atacar os policiais com pedradas. Um soldado foi ferido a pedrada e o tumulto aumentou, exigindo a intervenção do Batalhão de Choque. Traficantes se aproveitaram da confusão e atacaram policiais e a sede da UPP. Houve troca de tiros, durante a qual o capitão Gabriel de Toledo, comandante da UPP, foi baleado na coxa direita. Criminosos também atacaram dois carros da Polícia Militar e o contêiner onde funcionava a UPP, ateando fogo a eles. O incêndio atingiu a rede elétrica e deixou sem eletricidade parte do conjunto de 13 favelas. Por conta do tumulto e da troca de tiros, a circulação de trens da Supervia no ramal de Saracuruna, que passa perto da favela, foi interrompida por volta das 19h30 e regularizada apenas às 22 horas. A avenida Leopoldo Bulhões, principal via das imediações de Manguinhos, também foi interditada. Por volta das 20 horas, criminosos atacaram outra UPP, a Camarista-Méier, situada no complexo de favelas de Lins de Vasconcelos e inaugurada em 2 de dezembro de 2013. A unidade foi atingida a tiros por bandidos, mas ninguém foi atingido. O terceiro ataque foi à UPP do complexo de favelas do Alemão. Policiais foram surpreendidos por bandidos e houve tiroteio. Dois suspeitos foram baleados. Um deles conseguiu fugir, mas o outro foi preso.

MINISTRO JOAQUIM BARBOSA PROCESSA JORNALISTA POR RACISMO E OFENSAS

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, acusou o jornalista Ricardo Noblat por crimes de injúria, difamação e preconceito racial. Em representação enviada ao Ministério Público Federal, Barbosa disse que Noblat atacou sua honra e praticou o crime de racismo em um texto publicado em seu blog e no jornal O Globo em agosto passado. Após analisar a representação, o Ministério Público Federal concordou com Barbosa e enviou à Justiça Federal do Rio de Janeiro, na quarta-feira, uma denúncia criminal contra o jornalista. Na peça, o Ministério Público Federal pede que Noblat seja condenado por crimes contra a honra do ministro e pelo delito racial. Somadas, as penas podem chegar a 10 anos e 4 meses de prisão. O texto de Noblat foi publicado em 19 de agosto, quatro dias depois de Joaquim Barbosa protagonizar um bate-boca com o ministro Ricardo Lewandowski, durante o julgamento de recursos do processo do Mensalão do PT. Na ocasião, Barbosa acusou Lewandowski de estar fazendo chicanas no processo do Mensalão. Em seu texto - intitulado "Quem o ministro Joaquim Barbosa pensa que é?"  - Noblat diz que o presidente do Supremo, devido a seu cargo e às suas decisões no processo do Mensalão, não tem o direito "de tratar mal seus semelhantes, debochar deles; e a humilhá-los". Além disso, cita que "para entender melhor Joaquim", é preciso acrescentar "a sua cor". "Há negros que padecem do complexo de inferioridade. Outros assumem uma postura radicalmente oposta para enfrentar a discriminação", diz trecho do texto. Noblat também destacou que Barbosa não teria sido escolhido ministro do STF pelo ex-presidente Lula apenas por seus conhecimentos jurídicos, mas por sua "cor"; "Joaquim foi descoberto por um caça-talentos de Lula, incumbido de caçar um jurista talentoso e... negro", escreveu o jornalista. Devido a isso, o Ministério Público Federal entendeu que, além de difamar e injuriar especificamente Barbosa, Noblat praticou um crime contra toda a raça negra.

OPOSIÇÃO EXIGE IMEDIATA DEMISSÃO DE DIRETOR DA PETROBRAS SOB SUSPEITA

O líder do DEM na Câmara, deputado federal Mendonça Filho (PE), pediu na noite desta quinta-feira a imediata demissão do diretor financeiro da BR Distribuidora, Nestor Ceveró, apontado como responsável pelo parecer que chancelou a compra superfaturada da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobras, em 2006, quando era diretor internacional da estatal. O deputado considera absurda a manutenção de uma pessoa no serviço público que levou o governo federal a efetivar a aquisição de empresa que trouxe prejuízos de mais de US$ 1 bilhão aos cofres públicos. Hoje, a própria presidente da República, por meio de nota, admitiu que autorizou a compra da refinaria com base em documento incompleto e com falhas, justamente o parecer de responsabilidade de Nestor Ceveró. “Se houve um erro e esse erro foi patrocinado por um diretor da Petrobras que a presidente da República aponta como responsável por esse ato lesivo ao interesse público, evidentemente que esse cidadão tinha que ter sido banido, tinha que ter sido afastado da direção da empresa. No entanto, para minha surpresa, a matéria de O Estado de S. Paulo diz que Nestor Ceveró, o arquiteto da operação, hoje é diretor da BR distribuidora e nada mais nada menos do que diretor de finanças. Esse fato não pode ficar encoberto. A presidente da República deve demitir hoje o diretor financeiro que foi responsável por uma operação que causou esse monumental prejuízo”, apontou Mendonça Filho. Em discurso no plenário da Câmara, o líder democrata reforçou que a presidência da República precisa dar uma resposta urgente a esse grave fato denunciado, mais um que está contribuindo para dilapidar um patrimônio de todos os brasileiros. A refinaria que custou US$ 42,5 milhões a empresa belga Astra Oil foi adquirida por US$ 360 milhões pela Petrobras. Dois anos depois, por causa de uma cláusula contratual, a estatal brasileira pagou mais de U$S 800 milhões pelos outros 50% da empresa belga.