quinta-feira, 13 de março de 2014

PSD ANUNCIA QUE APOIARÁ PIMENTA DA VEIGA EM MINAS GERAIS

A direção do PSD mineiro afirmou nesta quinta-feira que o partido estará ao lado do ex-ministro Pimenta da Veiga, escolhido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) para disputar o governo mineiro em outubro. O apoio foi confirmado em reunião entre integrantes das duas legendas na sede do PSD, que deve agregar 1m52s ao tempo de propaganda eleitoral gratuita do candidato tucano no rádio e na TV. Segundo o presidente do diretório mineiro do PSD, Paulo Safady Simão, a aliança com o tucanato mineiro tem a “aprovação” do fundador do partido, o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab. “Esta parceria que hoje consolidamos prioriza e fortalece Minas Gerais”, afirmou. “Mais uma vez estamos agindo de forma unânime, democrática e entusiasmada”, acrescentou o secretário-geral do partido, Alexandre Silveira. Nas eleições de 2012, o PSD entrou rachado na eleição para a prefeitura de Belo Horizonte. Paulo Simão declarou apoio à candidatura do ex-ministro petista Patrus Ananias. A decisão levou Alexandre Silveira a recorrer à Justiça para manter o partido na aliança em torno do prefeito Marcio Lacerda (PSB), reeleito com o apoio de Aécio Neves. Na reforma administrativa promovida pelo governador de Minas Gerais, o tucano Antonio Anastasia, no início do ano, Silveira foi nomeado secretário de Saúde e é cotado para ser o primeiro suplente de Anastasia, que deve disputar uma vaga no Senado Federal. Segundo Simão, “tudo isso”, somado à aliança proporcional e à promessa de espaço no governo em caso de vitória de Pimenta da Veiga, “pesou” na decisão de apoiar o candidato tucano.

HÁ 22 DIAS, A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DO SENADO FEDERAL REJEITOU UMA PEC CONTRA A IMPUNIDADE DE MENORES ASSASSINOS; O GOVERNO FEDERAL, SEUS MINISTROS E 11 SENADORES SÃO CULPADOS PELA IMPUNIDADE

Aloysio Nunes (à dir.) durante votação da PEC na CCJ do Senado
Aloysio Nunes (à dir.) durante votação da PEC na CCJ do Senado
Dilma Rousseff não tem culpa nenhuma no assassinato da garota Yorrally Ferreira, mas será, sim, culpada pela impunidade de seu assassino.
Diga-se o mesmo de José Eduardo Cardozo, Maria do Rosário, Gilberto Carvalho, da totalidade dos petistas, dos partidos de esquerda no geral, mas não só deles.
Há menos de um mês, no dia 19 de fevereiro, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado considerou inconstitucional uma proposta do senador paulista Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, que, atenção!, não extingue a maioridade penal aos 18 anos, não! Apenas permite que, a depender do crime, com a autorização do juiz e depois de uma avaliação médica, haja a possibilidade de se processar criminalmente o menor entre 16 e 18 anos. Atenção! A lei da Suécia, da Dinamarca, da Suíça ou do Canadá é bem menos branda do que isso.
A proposta do senador é boa, mas foi considerada inconstitucional pela CCJ, o que é um absurdo! O Artigo 228 da Constituição prevê a inimputabilidade de menores de 18 anos. Nunes recorreu a uma emenda justamente por isso: para mudar o texto constitucional. Teria de ser aprovada por três quintos do Senado e da Câmara em duas votações. Ora, declarar que a proposta é inconstitucional implica considerar que a maioridade penal aos 18 anos é uma cláusula pétrea, que jamais poderá ser mudada. A inimputabilidade passaria a ser tratada como direito fundamental. É de uma estupidez sem limites. Mas é isso o que pensa Dilma. É isso o que pensa José Eduardo Cardozo, o ministro da Justiça, que andou espalhando por aí essa besteira.
O texto de Aloysio previa a possibilidade do processo criminal para pessoas entre 16 e 18 anos no caso dos crimes hediondos: homicídio qualificado, latrocínio, extorsão seguida de morte, sequestro… Reitero: seria um juiz da Infância e da Adolescência a tomar a decisão.
Que nada! A proposta foi dinamitada por 11 votos a 8. Ocorreu, insisto, há menos de um mês. Querem saber os nomes dos senadores que defendem que o assassino de Yoarrlly seja solto daqui a pouco? Pois não! Do PSDB: Lúcia Vânia; do PSOL: Randolfe Rodrigues; do PCdoB: Inácio Arruda; do PSB: Antonio Carlos Valadares; do PMDB: Roberto Requião e Eduardo Braga; do PT: Angela Portela, Aníbal Diniz, Eduardo Suplicy, Gleisi Hoffmann e José Pimentel. Votaram a favor da proposta, além de Aloysio, Cássio Cunha Lima e Cyro Miranda, do PSDB; Armando Montero, do PTB, Magno Malta, do PR, Pedro Taques, do PDT, Ricardo Ferraço e Romero Jucá, do PMDB
Dado o placar apertado, Aloysio conseguiu as nove assinaturas necessárias para submeter a proposta ao plenário. Reitero: o texto foi rejeitado 21 dias antes de aquele monstro dar um tiro no olho de Yorrally, depois de espancá-la, torturá-la, filmar tudo pela Internet e passar o vídeo adiante. Em seguida, assistiu a um jogo de futebol na TV, comemorou a vitória do seu time, foi ao dentista, tocou a vida, como se houvesse matado uma barata…
O governador Geraldo Alckmin também encaminhou uma proposta ao Congresso, por intermédio de parlamentares tucanos. Mantém-se a maioridade penal aos 18 anos, mas o tempo de internação de um menor infrator passa de um máximo de três anos para um máximo de oito, a depender do crime. Também concorre para o fim da impunidade. Mas quê!
Por Yorrally, nada mais pode ser feito. Mas ainda é possível fazer a coisa certa. No dia em que a proposta de Nunes foi rejeitada, Randolfe Rodrigues, do PSOL, comentou: “Espero que hoje o Estado brasileiro aprenda que é preciso cumprir a lei, uma das mais avançadas de todo o mundo, que é o Estatuto da Criança e Adolescente”.
A lei que permite que um homicida que exibe todos os sinais de crueldade permaneça impune não é “avançada”, não. É apenas cruel com a vítima. De resto, Randolfe e os outros 10 poderiam aproveitar para adotar aquela alma singela. Mas não farão isso. Em menos de três anos, ele estará solto. Não vai ameaçar os políticos porque os seguranças não permitem. Por Reinaldo Azevedo

O "MENOR" PROTEGIDO POR ELES - "ELE ARRANCOU O APLIQUE DA CABEÇA DELA COM TODA FORÇA. BATEU NO ROSTINHO DELA. PUDE VER TODAS AS MARCAS NO ENTERRO. O CORPO TODO FERIDO. NO VÍDEO, ELA PEDE DESESPERADA PARA NÃO SER MORTA. PUDE OUVIR A VOZINHA DELA SUPLICANDO: "PELO AMOR DE DEUS, NÃO ME MATE"

Rosemary Dias Ferreira, mãe de Yorrally^: "Ela implorou pela vida"
Rosemary Dias Ferreira, mãe de Yorrally: “Ela implorou pela vida”
Por Bruna Fasano, na VEJA.com:
A dona de casa Rosemary Dias Ferreira, de 44 anos, diz que ainda espera a filha Yorrally, de 14 anos, cruzar a porta, no final da tarde, com uniforme da Escola Militar do Novo Gama, um município de Goiás nos arredores de Brasília. Mas, desde a última segunda-feira, esta não é a única imagem que invade seus pensamentos de hora em hora: Rosemary assistiu um vídeo no qual a menina implora para o ex-namorado não executá-la. Na noite do crime, o delinquente tinha 17 anos, 11 meses e 28 dias de idade. Pela legislação brasileira, responderá pelo homicídio conforme estabelece o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) – o que significa internação de, no máximo, três anos. As imagens do crime foram espalhadas pelo menor para celulares de amigos e postadas na internet. A busca pela filha demorou 15 horas. Yorrally saiu de casa no domingo pouco antes do meio dia para ir ao shopping. O corpo só foi achado no dia seguinte, estirado em um matagal. Nesse período, enquanto Rosemary e a polícia buscavam pela menina, o menor criminoso assistiu a um jogo de futebol, comemorou a vitória do seu time com amigos e só foi preso quando saía de uma consulta ao dentista. O sonho de Yorally, segundo a mãe, era seguir a carreira militar e conhecer os Estados Unidos. Não deu tempo. Já o ex-namorado, um delinquente frio e cruel, que a assassinou estará em liberdade nos próximos três anos. Emocionada, Rosemary conversou com o site de VEJA nesta quarta-feira.
Como foi a busca por sua filha?
Eu comecei a estranhar a demora. Yorrally sempre me dizia onde estava, costumava dar satisfação de quanto tempo iria demorar e com quem saía. Quando começou a anoitecer e ela não voltou para casa, comecei a ficar muito preocupada. Tentei muitas, muitas vezes falar com ela pelo celular. Não tinha nenhum sinal. Saí pelas ruas, conversei com vizinhos, fui até o shopping onde ela me disse que estaria. Cheguei a falar com moto-táxis da região. Ninguém sabia dela. Entrei em desespero.
Como a senhora soube do crime?
Acionamos a polícia, o celular dela tinha uma espécie de rastreador, um GPS, que é ligado ao do pai dela. Acionamos o rastreador e vimos que o endereço apontava a casa de um namoradinho que ela tinha. Um rapaz que eu conhecia. Fui até a casa dele e o enfrentei.
Como era o relacionamento entre eles?
Não chegava nem a ser um relacionamento. Eu não aprovava o menino. Eles se conheceram pelo Facebook e ficaram juntos um mês e meio, dois meses, no máximo. Embora o rapaz fosse educado e me tratasse com respeito, parecia uma pessoa dissimulada. Nunca me olhava nos olhos. Na minha frente, não falava gírias. Mas eu sempre ouvia ele e Yorrally conversando ao telefone e ficava espantada como ele falava alto, era agressivo e falava gírias. Eu e o pai dela nunca aprovamos esse namorico.
O menor chegou a filmar o assassinato de sua filha e enviar o vídeo aos amigos. A senhora viu as imagens?
Eu assisti o vídeo três vezes. E nas três vezes eu não consegui chegar ao fim. Choro e me desespero. Não consigo ver o corpo da minha filha destruído. Ele bateu muito nela. Agrediu com força. Yorrally estava com um aplique no cabelo muito lindo, que eu tinha dado de presente para ela. Estava linda, com o cabelo comprido, bem brilhante, toda feliz e vaidosa. Minha filha era assim, cheia de vida, animada. Mas ele era muito ciumento, não gostava de vê-la bonita. Ele arrancou o aplique da cabeça dela com toda força. Bateu no rostinho dela. Pude ver todas as marcas no enterro. O corpo todo ferido. No vídeo, ela pede desesperada para não ser morta. Pude ouvir a vozinha dela suplicando: “Pelo amor de Deus, não me mate. Pelo amor de Deus, não me mate. Não me machuque, por favor”. Meu coração está destruído. Não tenho nenhuma vida. Meus dias se arrastam e são pesados desde que ela foi assassinada. Ele é um monstro. Só de lembrar dela suplicando, eu morro um pouco. 

QUANDO UM GOVERNO ATRAPALHA O PAÍS

Excelente o artigo publicado nesta quinta-feria no Estadão por José Serra, ex-governador de São Paulo. Para quem acha que a oposição vende barato o catastrofismo, o tucano deixa claro que o Brasil não está, digamos assim, pela hora da morte. Ao contrário até. Os números, diz dele, nem são catastróficos; chegam a ser incompatíveis com o pessimismo reinante. Então por que é assim?

Porque, responde ele, o governo é ruim demais. E expõe os motivos. A conclusão do texto não poderia ser mais eloquente: “O Brasil precisa tanto de oposição que a simples possibilidade de que ela venha a fortalecer-se já melhora o ânimo dos agentes econômicos. Em artigos anteriores escrevi que o governo havia sumido. Pensei melhor: infelizmente, ele existe.”
Leiam trechos.
Poucas vezes a condução governamental atrapalhou tanto os rumos da economia brasileira como nos dias atuais. O Brasil não está à beira da insolvência fiscal ou de balanço de pagamentos, nem sob o risco de dar calote nos credores nacionais e externos, por mais que algumas agências internacionais de risco, em geral energúmenas, estejam prestes a sugeri-lo. São as mesmas agências que agravaram a crise financeira do Sudeste Asiático nos anos 1990 e provocaram o estouro do subprime nos EUA em 2008/2009.
Tampouco o Brasil está à beira de algum colapso inflacionário. É certo que a inflação está reprimida e que a economia deveria e poderia crescer mais. No entanto, a produção e o emprego não estão desabando: 2,3% de expansão do PIB no ano passado é um número baixo, mas bem acima da taxa de crescimento demográfico, de 0,8%.
A dívida líquida do setor público em relação ao PIB situa-se em torno de 35%, proporção bastante moderada no contexto internacional. Em 2002 era da ordem de 60%. Como lembrou Francisco Lopes, mesmo a dívida bruta, em geral apontada como em situação crítica, não é assustadora. Se dela excluirmos o equivalente às reservas de divisas, a proporção cai para 40% do PIB. Um quarto disso decorre das operações de crédito subsidiado do BNDES, um número alto, mas não apocalíptico, até porque nem tudo virará mico nas mãos do banco e do Tesouro.
Por que, então, as expectativas dos agentes econômicos são tão pessimistas? Essencialmente, em razão da insegurança que o governo Dilma provoca e do pesadelo de que ele possa prolongar-se por mais quatro anos. Esta é a questão essencial: não houvesse a possibilidade constitucional da reeleição, tais agentes estariam muito mais tranquilos, mesmo que o PT fosse o favorito.
A insegurança despertada pelo governo vem da incrível inépcia para acelerar os investimentos em infraestrutura – que deveriam ter sido o motor de um novo ciclo expansivo de produção e produtividade da economia -, seja diretamente, pelo investimento governamental, seja mediante parcerias com a área privada. Vem dos erros cometidos a céu aberto, como no caso da intervenção nos preços da energia elétrica, à custa de incertezas para o setor e de imensos subsídios fiscais, que aumentarão no futuro próximo. Vem das desonerações tributárias improvisadas, que acabaram agravando o déficit público. Vem da situação pré-falimentar da Petrobrás e da mediocridade da gestão da empresa, que gerou altos déficits comerciais na área de combustíveis. Vem da absoluta falta de uma política comercial externa e da estultice das amarras do Mercosul, que este governo não inventou, mas consagrou.
Vem também da percepção de ruindade geral, não só em relação à economia: vale, por exemplo, no caso da educação – talvez a área mais fraca do governo Lula, que sua sucessora fez questão de piorar, por incompetência e opção preferencial pelas farsas. Vem da fraqueza exposta da equipe governamental, com gente que não estaria habilitada a administrar um município de tamanho médio. Vem da percepção de amadorismo político, em face da incapacidade de ministrar alianças partidárias. Vem da incrível fragilidade para lidar com as expectativas – tanto na forma como no conteúdo.
A fragilidade não está apenas na presidente, que raramente consegue falar durante cinco minutos algo que faça sentido, tenha começo, meio e fim, com conteúdo e coerência. Há um nivelamento por baixo que se espraia em todas as áreas da administração. Não me lembro de nenhum governo, desde Juscelino Kubitschek até hoje, passando pelos militares, que se tenha dedicado a rebater um editorial de jornal – no caso, o britânico Financial Times – por intermédio de um ministro de Estado. E pior: o governo o fez com argumentos de botequim, na linha “você fala mal de nossa economia e nós falamos mal da economia do seu país”.
(…)
Íntegra aqui Por Reinaldo Azevedo

SUPREMO BOLIVARIANO ABSOLVE OUTRO BANDIDO DO MENSALÃO DO PT, O PETISTA JOÃO PAULO CUNHA

Como já era esperado, com a nova maioria pró-governo petista, o Supremo Tribunal Federal bolivariano absolveu o bandido mensaleiro João Paulo Cunha, por 6 a 4. Foram vencidos o relator, ministro Luiz Fux, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cármen Lúcia. Com a absolvição, ex-deputado federal petista João Paulo Cunha tem pena reduzida em três anos e será transferido para o regime semiaberto. Dessa Corte já não deve se esperar nenhuma garantia para o regime democrático no Brasil.

DILMA E SUA TURMA NÃO USAM HOTEL NO CHILE E NÃO CANCELAM A RESERVA, A CONTA DO DESLEIXO SERÁ PAGA POR TODOS OS BRASILEIROS

O Itamaraty reservou por quatro dias uma suíte presidencial e, em parte desse período, cerca de 30 apartamentos no hotel Ritz Carlton, de Santiago para a comitiva de Dilma Rousseff, que esteve no país para a posse da presidente Michelle Bachelet. Todos ficaram vazios, mas o governo teve de arcar com os custos da acomodação. O prejuízo não foi informado pelo Itamaraty. Tomando por base os preços do site do hotel, o custo seria de R$ 124.604,00 - no entanto, descontos em reservas para grandes comitivas são comuns. Os quartos ficaram bloqueados, à espera da presidente e de sua comitiva, entre os dias 9 e 12. A informação foi confirmada por Mercedes Troncoso, funcionária do hotel destacada para acompanhar "o grupo do Brasil". Segundo ela, no dia 9 estavam reservadas a suíte presidencial e mais dois apartamentos no hotel (totalizando R$ 14.008,00 com base nos valores informados no site). No dia 10, a mesma suíte e outros oito quartos (custo de R$ 20.644,00). E, nos dias 11 e 12, a mesma suíte e outros cerca de 30 apartamentos (R$ 44.976,00 por dia). As diárias em apartamento custam entre US$ 469 (R$ 1.106,00) e US$ 619 (R$ 1.460,00), segundo a página do Ritz. Na suíte presidencial, a diária é de US$ 5.000 (R$ 11.796,00). Mercedes Troncoso disse que precisaria checar detalhes com a embaixada do Brasil pois poderia estar enganada em relação a algumas das informações fornecidas. Dilma e sua equipe não apareceram no Ritz porque acabaram se hospedando no hotel Sheraton Miramar, em Viña del Mar. A cidade é vizinha de Valparaíso, sede do Congresso chileno e local da posse de Bachelet. A chancelaria brasileira confirma que reservas foram feitas e que a suíte e os quartos não foram usados. Segundo o Itamaraty, as reservas no Ritz foram necessárias porque inicialmente foi agendada uma reunião bilateral entre Dilma e Bachelet, em Santiago. O encontro acabou sendo antecipado e realizado em Viña del Mar. Por isso, diz o Itamaraty, "efetuou-se o cancelamento imediato de reservas anteriormente previstas para o Hotel Ritz Carlton de Santiago". As diárias, no entanto, têm que ser pagas.

O PMDB DEVERIA REVER SEUS CONCEITOS

Ato de fundação do PMDB, em 1980: Ulisses Guimarães, Paulo Brossard e Teotônio Vilela cumprimentam a militância. 34 anos depois o partido pode se reencontrar com o povo. Nestes últimos dias, o PMDB corrupto, fisiológico, toma-lá-dá-cá, passou a ser olhado com outros olhos pelo eleitorado formador de opinião, que milita principalmente nas redes sociais. Sua rebelião contra o governo e o projeto hegemônico do PT teve o dom de começar a recuperar a imagem perdida de um grande partido, praticamente da noite para o dia. O PMDB passou a ser assunto nos blogs e redes sociais, acordou uma militância adormecida, composta principalmente por ex-eleitores e pela juventude do partido. O Brasil anda atrás de soluções e respostas rápidas. Joaquim Barbosa, pela condução do julgamento do Mensalão, saltou em poucos meses para 15% das intenções de voto na corrida presidencial. A âncora de TV Raquel Sheherazade virou musa da noite para o dia, pela sua defesa intransigente do Estado de Direito e da ética na política. Nas redes, mesmo gastando milhões com militância paga, o PT é derrotado, sistematicamente, por campanhas espontâneas que surgem do dia para a noite, criticando, duramente, o governo e a presidente da República. Indo direto ao ponto, a pergunta que não quer calar: o PMDB vai fazer uma aliança com boa parte da opinião pública, que não quer Dilma por mais quatro anos, ou aceitará ser achincalhado por uma presidente que, orientada pelo seu marqueteiro, só pensa em dividendos eleitorais e transforma o PMDB no vilão do país?  O povo brasileiro mandou um sinal claro: quer recuperar o velho PMDB. Dilma e o PT também mandaram mensagem muito clara: querem destruir o que resta da imagem do aliado de ocasião, mostrando ao povo brasileiro que basta acenar com algumas migalhas que os porcos voltam correndo para o chiqueiro.
Nos bastidores...
Um dia depois de dizer que a aliança com o PT estava “garantidíssima”, Michel Temer, vice de Dilma, declarou para deputados que o visitaram e que impuseram ao governo a maior derrota política dos últimos anos: "O que o partido resolver, eu estou junto. Faço o que for bom para o partido. Se querem fazer uma convenção que declare a independência do PMDB, que saia do governo, que façam. É preciso que saibam que essa convenção não será feita para mim, para me manter na vice”. (CoroneLeaks)

ACUADO, GOVERNO PETISTA LIBERA POLÍCIA FEDERAL PARA INVESTIGAR MALFEITORIAS NA PETROBRAS

A Polícia Federal abriu dois inquéritos sobre a Petrobras: 1) apuração de denúncia de suborno de US$ 139 milhões a funcionários da estatal entre 2006 e 2011, quando a empresa alugou plataformas do grupo holandês SBM Offshore; 2) o outro diz respeito à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, por US$ 1,8 bilhão. Os dois casos ocorreram na gestão de José Sergio Gabrielli à frente da estatal. O governo petista de Dilma Rousseff e a Petrobrás só resolveram acionar a Polícia Federal depois que o PMDB rebelou-se contra o governo e aprovou o início de investigações sobre as duas questões. A Câmara também convidou Graça Foster para dar explicações. Até agora, desde 2011, o governo petista de Dilma Rousseff e a Petrobrás não se preocuparam com as denúncias e tinham conseguido sufocar todas as investigações.

NO DIA EM QUE MADURO MATA MAIS TRÊS, CHANCELERES DA UNASUL, INCLUSIVE O DO BRASIL, EXPRESSAM SEU APOIO AO DITADOR. PODEMOS NOS INDIGNAR, MAS NÃO NOS SURPREENDER!

Os ministros de Relações Exteriores da América do Sul se reuniram ontem, no Chile, para tratar da crise na Venezuela. Antevi aqui que seria um fracasso e que o encontro só serviria para reforçar a posição do ditador Nicolás Maduro. E o que temos?

Um fiasco! E a reunião só serviu para reforçar a posição do ditador Nicolás Maduro. Mais uma vez!
Sobre os cadáveres, a reunião da vergonha: chanceleres da Unasul e a conversa mole de sempre
Sobre os cadáveres, a reunião da vergonha: chanceleres da Unasul e a conversa mole de sempre
A Unasul, que é a entidade que reúne os países da América do Sul, produziu um documento vergonhoso — que, não por acaso, foi aplaudido pelo governo venezuelano. No dia em que mais três pessoas foram assassinadas em protestos, o texto assinado pelos chanceleres é de uma pusilanimidade espantosa. E, claro!, lá está o nome do Brasil.
Não tenho mérito nenhum em ter adivinhado o que iria acontecer. É que essa gente é ruim e previsível demais!
A primeira indignidade do texto está em repudiar a onda de violência que toma conta da Venezuela. É patente que a crítica é dirigida aos oposicionistas e aos estudantes, como se a brutalidade essencial não partisse das forças de repressão e das milícias bolivarianas — sobre as quais não há uma miserável palavra. Num trecho asqueroso, o texto expressa condolências e solidariedade “às famílias das vítimas, ao povo e ao governo democraticamente eleito dessa nação irmã”. Até os termos são copiados da nota absurda do Mercosul, que foi redigida pela Venezuela.
Cinicamente, num país em que a oposição não tem acesso aos meios de comunicação; em que lideranças de oposição estão presas por crimes de opinião; em que o Judiciário usa a legislação criminal para perseguir adversários do regime, os chanceleres pregam o respeito aos direitos humanos e ao estado de direito, dando a entender ser esse um compromisso do governo.
A nota, imaginem vocês!, apoia o que chama “esforços do governo” para conversar com todas as forças políticas do país. Quais esforços? Maduro mandou prender opositores.
Os ministros decidiram criar uma comissão para, então, promover esse tal diálogo. O que isso significa na prática? Ninguém sabe. Nesta quarta-feira, com a demonstração de apoio dos chanceleres, Maduro aproveitou para fazer novas ameaças. Disse que vai endurecer o combate aos protestos.
A nota tem ainda a desfaçatez de expressar a sua preocupação diante de alguma ameaça à independência e à soberania da Venezuela. Trata-se, obviamente, de um recado oblíquo e delinquente aos EUA, que andaram manifestando, de forma muito modesta, sua preocupação com o que se passa no país tiranizado por Nicolás Maduro e suas milícias. Qual é, afinal de contas, a ameaça que paira sobre o país? Nenhuma!
Ah, sim: Lula mandou uma carta a Maduro em que exalta as conquistas do chavismo e recomenda ao presidente que dialogue com a oposição. De quais conquistas Lula fala? Vai ver se refere ao fato de que a economia do país está falida.
A Unasul reúne Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Oito, desses 12, são governados por esquerdistas. Esperar o quê? Ao longo da história, em nome de sua causa, os socialistas mataram bem mais de 100 milhões de pessoas. É evidente que não estão dando a menor pelota para os 25 cadáveres produzidos por Nicolás Maduro. Isso, na conta dessa gente, é troco de pinga.
Leiam a íntegra da declaração
Conselho de Ministros de Relações Exteriores da Unasul, em sessão especial em Santiago de Chile:
Reiterando a Declaração da Unasul de 16 de fevereiro de 2014 sobre a situação na República Bolivariana da Venezuela, em que manifesta a sua forte oposição à recente onda de violência e expressa as suas condolências e solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo democraticamente eleito dessa nação irmã.;
afirmando respeito ao Direitos Humanos e liberdades fundamentais — incluindo a liberdade de expressão, de reunião pacífica e de ir e vir, saúde e educação — como essencial para o processo de condições de integração sul-americana;
exortando todas as forças políticas e sociais do país a privilegiar o diálogo democrático e constitucional e a concórdia, reafirmando que qualquer demanda deve ser encaminhada de forma pacífica, pela via democrática, respeitando-se o Estado de Direito e as suas instituições,
Resolve:
1. Respaldar os esforços do governo da República Bolivariana da Venezuela para promover um diálogo entre o governo, todas as forças políticas e atores sociais com a finalidade de chegar a um acordo que contribua para o entendimento e a paz social;
2. Nomear, a pedido do governo da República Bolivariana da Venezuela, uma comissão, integrada por ministros da Relações Exteriores dos países da Unsaul, para que, em seu nome, acompanhe, apoie e assessore um diálogo político amplo e construtivo, orientado para a recuperar a convivência pacífica na Venezuela, considerando a Conferência Nacional de Paz;
3. instruir a presidência pro tempore da Unasul para organizar, em coordenação com os estados-membros, os trabalhos da Comissão de Ministros das Relações Exteriores, cujo primeiro encontro deverá ocorre, no máximo, até a primeira semana de abril;
4. Solicitar á Comissão de Ministros das Relações Exteriores que informe suas atividade ao Conselho de Ministros da Unasul,por intermédio da presidência pro tempore, o mais rapidamente possível;
5. Expressar nossa preocupação diante de qualquer ameaça à independência e á soberania da República Bolivariana da Venezuela.
Santiago de Chile, 12 de março de 2014
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru Suriname, Uruguai e Venezuela
Uma perigosa subversiva faz uma pergunta, armada com uma cartolina
Uma perigosa subversiva faz uma pergunta, armada com uma cartolina
Por Reinaldo Azevedo

DOIS INQUÉRITOS DA POLÍCIA FEDERAL APURAM AÇÕES SUSPEITAS NA PETROBRÁS

stão agora em curso dois inquéritos investigando a Petrobras. Um deles apura a suspeita de que funcionários da empresa receberam propina da fornecedora holandesa SBM Offshore, conforme reportagem publicada pela VEJA. Relato de ex-funcionário da SBM fala em pagamento de US$ 139,2 milhões. O outro trata de um caso ainda mais cabeludo, que já resumi aqui para vocês. Relembro.

1: Em janeiro de 2005, a empresa belga Astra Oil comprou uma refinaria americana chamada Pasadena Refining System Inc. por irrisórios US$ 42,5 milhões. Por que tão barata? Porque era considerada ultrapassada e pequena para os padrões americanos.
2: ATENÇÃO PARA A MÁGICA – No ano seguinte, com aquele mico na mão, os belgas encontraram pela frente a generosidade brasileira e venderam 50% das ações para a Petrobras. Sabem por quanto? Por US$ 360 milhões! Vocês entenderam direitinho: aquilo que os belgas haviam comprado por US$ 22,5 milhões (a metade da refinaria velha) foi repassado aos “brasileiros bonzinhos” por US$ 360 milhões: 1.500% de valorização em um aninho. A Astra sabia que não é todo dia que se encontram brasileiros tão generosos pela frente e comemorou: “Foi um triunfo financeiro acima de qualquer expectativa razoável.”
3: Um dado importante: o homem dos belgas que negociou com a Petrobras é Alberto Feilhaber, um brasileiro. Que bom! Mais do que isso: ele havia sido funcionário da Petrobras por 20 anos e se transferiu para o escritório da Astra nos EUA. Quem preparou o papelório para o negócio foi Nestor Cerveró, à frente da área internacional da Petrobras. Veja viu a documentação. Fica evidente o objetivo de privilegiar os belgas em detrimento dos interesses brasileiros. Cerveró é agora diretor financeiro da BR Distribuidora.
4: A Pasadena Refining System Inc., cuja metade a Petrobras comprou dos belgas a preço de ouro, vejam vocês!, não tinha capacidade para refinar o petróleo brasileiro, considerado pesado. Para tanto, seria preciso um investimento de mais US$ 1,5 bilhão! Belgas e brasileiros dividiriam a conta, a menos que…
5: A menos que se desentendessem! Nesse caso, a Petrobras se comprometia a comprar a metade dos belgas — aos quais havia prometido uma remuneração de 6,9% ao ano, mesmo em um cenário de prejuízo!!!
6: E não é que o desentendimento aconteceu??? Sem acordo, os belgas decidiram executar o contrato e pediram pela sua parte, prestem atenção, outros US$ 700 milhões. Ulalá! Isso foi em 2008. Lembrem-se de que a estrovenga inteira lhes havia custado apenas US$ 45 milhões! Já haviam passado metade do mico adiante por US$ 360 milhões e pediam mais US$ 700 milhões pela outra. Não é todo dia que aparecem ou otários ou malandros, certo?
7: É aí que entra a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, então presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ela acusou o absurdo da operação e deu uma esculhambada em Gabrielli numa reunião. DEPOIS NUNCA MAIS TOCOU NO ASSUNTO.
8: A Petrobras se negou a pagar, e os belgas foram à Justiça americana, que leva a sério a máxima do “pacta sunt servanda”. Execute-se o contrato. A Petrobras teve de pagar, sim, em junho deste ano, não mais US$ 700 milhões, mas US$ 839 milhões!!!
9: Depois de tomar na cabeça, a Petrobras decidiu se livrar de uma refinaria velha, que, ademais, não serve para processar o petróleo brasileiro. Foi ao mercado. Recebeu uma única proposta, da multinacional americana Valero. O grupo topa pagar pela sucata toda US$ 180 milhões.
10: Isto mesmo: a Petrobras comprou metade da Pasadena em 2006 por US$ 365 milhões; foi obrigada pela Justiça a ficar com a outra metade por US$ 839 milhões e, agora, se quiser se livrar do prejuízo operacional continuado, terá de se contentar com US$ 180 milhões. Trata-se de um dos milagres da gestão Gabrielli: como transformar US$ 1,204 bilhão em US$ 180 milhões; como reduzir um investimento à sua (quase) sétima parte.
11: Graça Foster, a atual presidente, não sabe o que fazer. Se realizar o negócio, e só tem uma proposta, terá de incorporar um espeto de mais de US$ 1 bilhão.
12: Diz o procurador do TCU Marinus Marsico: “Tudo indica que a Petrobras fez concessões atípicas à Astra. Isso aconteceu em pleno ano eleitoral”.
13: Dilma, reitero, botou Gabrielli pra correr. Mas nunca mais tocou no assunto.
Por Reinaldo Azevedo