terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

AÉCIO NEVES DIZ SER NATURAL FAVORITISMO DE DILMA ROUSSEFF NA PESQUISA DA CNT; NÃO É, NÃO.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), avaliou nesta terça-feira como natural o favoritismo da presidente Dilma Rousseff apontados pela pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). "Não há razão para mudanças, do ponto de vista das intenções de voto, enquanto as oposições não tiverem as mesmas oportunidades de visibilidade nos veículos de comunicação que a presidente da República em suas viagens eleitorais pelo País", afirmou. Em um primeiro turno contra Dilma e contra o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves tem 17% das intenções de voto, contra 9,9% de Campos e 43,7% da presidente. Se a corrida tiver a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, como candidata do PSB, Aécio Neves ficaria em terceiro lugar, com 15,1% da preferência, contra 20,6% de Marina e 40,7% de Dilma. Para Aécio Neves, o que a pesquisa trouxe de "significativo" foi a redução na avaliação positiva de Dilma na comparação com a pesquisa anterior, do ano passado. O porcentual de eleitores que avaliam positivamente o governo passou de 39% para 36,2%. A avaliação negativa subiu de 22,7% para 24,8%. "O que deve estar preocupando o governo são as quedas na avaliação positiva e popularidade da presidente, ambos resultado daquilo que é visível na sociedade, a perda crescente da confiança dos brasileiros no governo e na presidente", destacou ele. A aprovação pessoal da presidente também sofreu uma queda: passou de 58,8% para 55%. O índice de desaprovação, que era de 38,9% em novembro, agora é de 41%.

JUSTIÇA ITALIANA PRORROGA PRISÃO DO BANDIDO PETISTA MENSALEIRO HENRIQUE PIZZOLATO

A pedido do Ministério da Justiça da Itália, a Corte de Apelação de Bolonha decidiu manter na prisão o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato, ítalo-brasileiro condenado a 12 anos e sete meses de cadeia no processo do Mensalão do PT e que fugiu para território italiano em setembro de 2013 tentando escapar ao cumprimento da pena. O tribunal renovou automaticamente a reclusão do ex-dirigente do Banco do Brasil, que está no presídio de Sant'Anna, em Módena, onde poderá ficar pelo menos até 17 de março, quando acaba o prazo de 40 dias para que o Brasil peça a extradição, segundo tratado com a República Italiana. O procurador Eduardo Pelella, chefe de gabinete do procurador-geral da República do Brasil, Rodrigo Janot, reconheceu que será difícil conseguir que o governo local extradite um de seus nacionais. Ele ressaltou, porém, que a manifestação do ministério pode indicar que os italianos não descartam extraditar Pizzolato, preso devido ao pedido brasileiro de detenção, via Interpol, e não por ter sido flagrado com documentos falsos, crime de baixa gravidade: "O fato de haver um pedido de manutenção da prisão é importante. Convenhamos: se não há possibilidade de extradição, a prisão não é relevante". O procurador brasileiro explicou que, depois que o ex-diretor do Banco do Brasil e bandido petista mensaleiro foi capturado pela polícia italiana, a Justiça "convalidou" a detenção de Pizzolato a pedido do Brasil. Apenas reconheceu que, além do processo brasileiro, o ex-diretor, ao ser preso, tinha documentos falsos, mas cujo porte não seria suficiente para que fosse mantido preso, por terem penas baixas, que possibilitam a sua suspensão condicional. Diferentemente do divulgado inicialmente, não haverá necessidade de audiência para examinar o pedido do ministério. O tribunal só se pronunciará agora mediante pedido da defesa de relaxamento de prisão ou prisão domiciliar. O próximo movimento do processo se dará a partir da chegada do pedido de extradição do Brasil, que deve ficar pronto ainda esta semana, segundo Pelella: "Não temos como garantir se o resultado vai ser positivo ou não, se haverá extradição ou não, é muito preliminar. Aqui o processo de extradição corre em duas fases. Primeiro, tem a fase judiciária, tem um tipo de procedimento, depois tem uma fase mais política, tem um segundo tipo de procedimento, que talvez tenha pouca relação com a atividade do Ministério Público". A decisão sobre a "devolução" do prisioneiro ao Brasil será da Corte de Apelação, com possibilidade de recurso à Corte de Cassação em Roma. O fim, porém, será político: é do Ministério da Justiça o poder para cumprir ou não a decisão do Judiciário. Pelella e o chefe do setor de Cooperação Internacional da Procuradoria Geral da República, Vladimir Aras, chegaram à Itália na semana passada. Estiveram no Ministério do Interior e, na segunda-feira, conversaram com procuradores italianos em Bolonha. Eles estavam preocupados com a possibilidade de relaxamento da prisão e com a eventual manifestação do ministério, que segundo o Código de Processo Penal italiano deveria ocorrer no máximo dez dias após a prisão, ocorrida em 5 de fevereiro em Pozza di Maranello, a 12 quilômetros de Módena.

TST PROÍBE DESCONTO DE SALÁRIO DE FUNCIONÁRIOS DOS CORREIOS EM GREVE

O ministro Márcio Eurico Vitral Amaro, do Tribunal Superior do Trabalho, proibiu os Correios de descontar salários dos empregados da empresa que estão em greve. No entanto, o magistrado determinou que 40% dos funcionários continuem trabalhando. O pedido para evitar os descontos foi feito pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect). A entidade argumentou que a empresa cortou o pagamento do tíquete-alimentação dos funcionários que entraram em greve. Na mesma decisão, o ministro determinou que a Fentect informe se está cumprindo uma decisão anterior dele que determinou a manutenção do percentual mínimo em serviço. Os funcionários dos Correios iniciaram uma paralisação parcial no dia 29 de janeiro alegando que a administradora do plano de saúde oferecido pela empresa, a Postal Saúde, estava cobrando por serviços médicos. Em seu site, a federação divulgou nota fiscal de um funcionário que pagou por atendimentos médicos, além de citar casos de outros empregados que também pagaram por serviços em hospitais. Os Correios informam que o plano de saúde, CorreiosSaúde, não será privatizado e não cobrará nenhuma mensalidade de seus beneficiários. A empresa informou que a Postal Saúde é uma “caixa de assistência, patrocinada e mantida pelos Correios”, registrada na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e com política e diretrizes definidas por ela. Segundo os Correios, nenhuma das cobranças tem a ver com a implantação da Postal Saúde.

COMO TARSO GENRO QUER ACABAR COM A CEEE

Do jornalista Polícia Braga - Posso afirmar com absoluta certeza que o governador Tarso Genro quer se desfazer da CEEE antes mesmo de terminar o seu governo. Ele mandou carta para a presidente Dilma Rousseff, oferecendo a estatal estadual gaúcha de energia para a Eletrobrás, o gigante estatal federal de energia que só não quebrará este ano se receber forte injeção de recursos do Tesouro. A Eletrobrás já possui 32% das ações da CEEE e com apenas mais 29% terá o seu controle. A decisão do governo Tarso Genro vazou nos últimos dias, quando circulou cópia da carta enviada ao Planalto pelo Piratini. Nela, o governador não fala em venda do controle, mas em "ampliação da fatia do parceiro estratégico". Com esta notícia, fica mais fácil entender por que razão o Piratini meteu a mão em R$ 1,3 bilhão que a CEEE reservava para investimentos. No projeto que enviou para a Assembléia, aprovado facilmente, a justificativa era de que o dinheiro servirá para compensar a absorção dos chamados ex-autárquicos, que recebiam diretamente da folha da CEEE. O negócio foi desastroso para a estatal, porque até mesmo o rendimento mensal da aplicação do dinheiro no mercado financeiro suportaria o valor da folha de pagamentos. Na verdade, o governo buscou duas vantagens com a proposta aprovada: 1) meter a mão em R$ 1,3 bilhão para tapar seus rombos de caixa, decorrentes de uma gestão financeira desastrosa; 2) ajudar a limpar o passivo da CEEE e com isto facilitar a entrega para a Eletrobrás. A venda do controle da CEEE para a Eletrobrás poderá render pelo menos mais R$ 1 bilhão para os cofres de Tarso Genro. A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul não foi consultada em momento nenhum pela decisão do Piratini de acabar com a CEEE.

UNIÃO PARA CONHECER MELHOR O PERFIL DA CLASSE C, QUE MOVIMENTA 58% DO CRÉDITO NO BRASIL

Serasa Experian e Data Popular anunciaram nesta terça-feira uma parceria que levou à criação do mais completo estudo já realizado no Brasil sobre a classe C. Ela movimenta 58% do crédito e injeta R$ 1 trilhão por ano na economia. Os perfis revelados pela solução Faces da Classe Média permitem que as instituições tenham uma visão segmentada desses consumidores e possam entender de que forma devem endereçar suas ações, produtos e serviços, criando soluções para os quatro diferentes nichos, que antes eram observados como um único alvo. Para a construção da segmentação, essa população foi avaliada sob 400 variáveis, considerando-se informações geográficas, demográficas, creditícias e comportamentais. O resultado de sofisticadas técnicas estatísticas originou a definição dos grupos que compõem a classe média, que representa 54% da população do País e vem crescendo a cada ano, com previsão de que chegue a 58% em 2023, ou seja, 125 milhões de pessoas. Os estudos permitiram segmentar a classe média em quatro grandes grupos: Promissores, Batalhadores, Experientes e Empreendedores.

USINA TÉRMICA AES URUGUAIANA COMEÇARÁ A GERAR ENERGIA NO DIA 1° DE MARÇO

A partir de 1° de março, a usina AES Uruguaiana retomará parte das suas operações, como já era esperado. A usina é movida a gás. Ela começará a produzir 270 MW, menos da metade da sua capacidade, que é de 600 MW. O gás virá por gasoduto desde Baia Blanca, na Argentina. O gás será suprido por navios contratados pela Petrobras. O contrato de operação durará 60 dias, mas é possível que se estenda para além da Copa do Mundo. A situação energética no Brasil é crítica, o País está à beira do racionamento de energia, apagão já tem todos os dias nos mais variados lugares em todo o território nacional.

POBRE VENEZUELA! TERÁ DE PIORAR MUITO ANTES DE MELHORAR!

Pobre Venezuela! Terá de piorar muito antes que melhore! Sofrerão mais, como sempre, os pobres e os vulneráveis. O leitor fique atento: tudo aquilo que as esquerdas reivindicam por aqui — inclusive as esquerdas do PT — foi rigorosamente cumprido na Venezuela: a radiodifusão foi estatizada; o estado decide plenamente os rumos da economia e determina o preço até do papel higiênico; os produtores rurais foram considerados sabotadores do socialismo, e o país praticamente parou de produzir alimentos; a esmagadora maioria dos pobres vive da caridade oficial disfarçada de programas de redistribuição de renda; o Poder Judiciário obedece às determinações do bando chavista, reunido num partido; leis eleitorais restritivas impedem que a oposição dispute a eleição em igualdade de condições com as forças do governo, e os pleitos nada mais são do que simulacros de eleições livres; há milícias ditas “populares” armadas, que mataram pelo menos três pessoas em manifestações recentes; mesmo o jornalismo impresso vive sob o chicote do governo, que controla o papel.

Observem como não há forças de esquerda no Brasil — pouco importa a sua coloração — que critiquem o modelo venezuelano. Se, por aqui, PSOL e PT vivem às turras para disputar fatias da opinião de esquerda, no que concerne à Venezuela, estão todos juntos. Tanto uns como outros sabem que o que se tenta construir por lá é “socialismo pela via eleitoral”, como se isso fosse possível. Como não é, o resultado é o que vemos.
A Venezuela quebrou, foi para o vinagre. A economia do país está destroçada. Os canais políticos de representação desapareceram. O esforço sistemático do chavismo para eliminar seus adversários acabou dando resultado: uma parte enorme da população se tornou estrangeira no seu próprio país. O poder se sustenta ainda na caridade oficial e se ancora em milícias armadas e nos setores mais corruptos das Forças Armadas, comprovadamente ligados ao tráfico internacional de drogas.
O país não está muito pior do que na reta final de Chávez. Mas agora não há nem mesmo a força encantatória (para quem se encantava, claro!) do “líder”. Nicolás Maduro é só um bronco, que tem o carisma de um joelho de porco. E exibe traços evidentes de psicopatia. Antevi certa feita que Chávez ainda terminaria amarrado em praça pública, pelos pés, como um Mussolini latino-americano. O destino se encarregou dele primeiro. Se Maduro continuar nessa toada, é o que acontecerá com ele — embora rescenda a certa covardia; talvez fuja primeiro.
Não custa lembrar: não fossem a fraude e a impossibilidade das oposições de ter acesso aos meios de comunicação, Maduro teria perdido a eleição.
A prisão do líder oposicionista Leopoldo López indica que as chances de haver uma saída política estão se estreitando. Reitero que qualquer tentativa de estabelecer conexões entre o que se passa na Venezuela e o que se dá no Brasil é uma tolice. Se a relação existe, é de contraste: os que hoje vão às ruas naquele país lutam justamente contra forças similares que tentam promover por aqui a baderna porque querem que os esquerdistas que estão no poder sejam ainda mais radicais.
Os estudantes venezuelanos, ao contrário, estão pedindo democracia, economia de mercado, instituições republicanas, respeito aos direitos individuais, pluralidade política e civilidade — tudo aquilo que a esquerda é incapaz de garantir porque não reconhece tais valores. Por Reinaldo Azevedo

OPOSITOR LEOPOLDO LÓPEZ SE ENTREGA À POLÍCIA NA VENEZUELA

O opositor Leopoldo López se entregou na tarde desta terça-feira a integrantes da Guarda Nacional, pouco depois de fazer um discurso aos que integravam a marcha contra o governo de Nicolás Maduro em Caracas. López foi acusado de incitação ao crime, depois das manifestações da última semana, que terminaram com três mortos e dezenas de feridos. A deputada María Corina Machado também foi detida, segundo seu porta-voz. Ao falar com os participantes do ato, López pediu que não houvesse confrontação no momento de sua entrega. “Peço, por favor, que tenhamos prudência, sem confrontação”. Defendeu que é preciso construir uma saída “pacífica, dentro da Constituição, mas nas ruas”. “Já não nos resta na Venezuela meios livres para podermos nos expressar e se os meios calam, devemos ir às ruas”. 

Liderança opositora
O ex-candidato presidencial Henrique Capriles anunciou em sua conta no Twitter que estava se incorporando à marcha convocada por López. “A este governo interessa um país dividido, e nosso dever como venezuelanos é o de unir o país”, afirmou. Mais tarde, outro post: “Fomos à concentração pacífica em apoio a Leopoldo López. Nossa solidariedade e respaldo. Fez o que devia ser feito, enfrentar a perseguição”.
Como uma das figuras de maior relevo da oposição venezuelana, Capriles discordava dos colegas em relação a lançar mão de caminhos além dos eleitorais para enfrentar o oficialismo. Depois de perder a eleição presidencial para Hugo Chávez em outubro de 2012 e, seis meses depois, ser derrotado por Maduro por uma margem irrisória de votos, Capriles tentou anular o pleito, apresentando uma série de irregularidades. Esforço que se mostrou em vão em um país no qual as instituições são alinhadas ao chavismo.
Oficialismo
Capriles ressaltou ainda que a luta opositora “não é com o povo oficialista”, mas “contra o poder corrupto, repressivo, destruidor do país”. Do lado oficialista, o ministro de Relações Exteriores, Elías Jaua, foi o primeiro a se manifestar a respeito de López, dizendo que a “firmeza do Estado Venezuelano e a vontade de paz do povo obrigaram o chefe da violência a se entregar à Justiça. Sem mais impunidade!”

PETROBRAS ABRE AUDITORIA PARA APURAR DENÚNCIAS DE PROPINA A FUNCIONÁRIOS

A Petrobras abriu auditoria interna para investigar denúncias de pagamento de propina a funcionários e intermediários da estatal por funcionários da empresa holandesa SBM Offshore, a maior fabricante de plataformas marítimas de exploração de petróleo do mundo. Um investigação interna da SBM apontou que servidores da companhia brasileira teriam recebido pelo menos 30 milhões de dólares para favorecer contratos com a holandesa.

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta terça-feira que a auditoria foi aberta na semana passada e terá um prazo de trinta dias para apresentar os primeiros resultados. Nesse período, afirmou Graça, a chefia da estatal não se pronunciará sobre o assunto. Graça falou a jornalistas durante evento de assinatura de parceria entre a Petrobras e a equipe Williams de F-1.
O relatório de denúncia, assinado apenas por FE (ex-funcionário, na sigla em inglês), acusa a SBM de pagar 250 milhões de dólares em propinas a autoridades de governos e de estatais de vários países, incluindo o Brasil. O esquema de corrupção no Brasil, de acordo com a investigação interna, era comandado pelo empresário Julio Faerman, um dos mais influentes lobistas do setor e dono das empresas Faercom e Oildrive. Ele assinava contratos de consultoria com a SBM que serviam para repassar o dinheiro de propina para diretores da Petrobras. Essas consultorias previam o pagamento de uma “comissão” de 3% do valor dos contratos celebrados entre a SBM e a Petrobras — 1% era destinado a Faerman e 2% a diretores da petrolífera brasileira.
Uma troca de e-mails entre três diretores da SBM, que faz parte da investigação, traz minutas confidenciais da Petrobras e faz referência a uma reunião com um enge­nheiro-chefe da empresa, José Antônio de Figueiredo, para tratar da renovação do aluguel de uma plataforma de petróleo sem ter de passar por licitação. Figueiredo, funcionário de carreira da Petrobras há 34 anos, trabalhava no departamento de compras internacionais na gestão de José Sergio Gabrielli na presidência da empresa (2005-2012). Em maio de 2012, já sob o comando de Graça Foster, foi promovido a diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais e membro do conselho de administração.
Na segunda-feira a Controladoria-Geral da União (CGU) pediu à Petrobras “informações iniciais” sobre as providências tomadas pela empresa e os contratos firmados com a holandesa SBM Offshore. Depois de destaque na imprensa internacional, o caso chegou ao Brasil na semana passada. “A CGU, diante das notícias a esse respeito na imprensa internacional, já solicitou à Petrobras informações iniciais a respeito de providências eventualmente tomadas pela empresa ou em vias de o serem, bem como sobre quaisquer contratos com a SBM Offshore. Após receber e analisar esses elementos, a CGU decidirá sobre a necessidade, ou não, de outras providências”, diz o órgão em nota.

MAIS UMA EVIDÊNCIA ESCANCARADA DA PARCERIA DO PSOL COM OS BLACK BLOCS. OU: A FACHADA POLITICAMENTE CORRETA DA TRUCULÊNCIA


Faces doces da truculência 1 - Marcelo Freixo: o queridinho dos socialistas do Leblon
Faces doces da truculência 1 – Marcelo Freixo: o queridinho dos socialistas do Leblon
Como a Fada Sininho do Peter Pan — para lembrar mais uma vez texto de Diogo Mainardi —, pessoas que se dizem, ou são ditas, intelectuais, colunistas e artistas se esforçam para dissociar o PSOL dos atos violentos dos black blocs. O esforço é asqueroso porque, para defender a sua tese mentirosa, sustentam que houve e está havendo uma superexploração da morte do cinegrafista Santiago Andrade. Pois bem, leiam a reportagem anterior.
Em setembro, durante o movimento Ocupa Câmara, no Rio, os black blocs espancaram um rapaz colombiano que participava do movimento porque ele foi acusado de roubar R$ 500 dos “revolucionários” que lá estavam. O jovem foi parar no hospital. Repita-se: os black blocs, que saem por aí quebrando e incendiando o que lhes dá na telha, decidiram que têm também o poder de polícia e que lhes cabe se comportar como Justiça e executores das penas. Entendo: a extrema esquerda não reconhece os tribunais burgueses.
Faces doces da truculência 2 - Chico Alencar: até agora, silêncio sobre a violência
Faces doces da truculência 2 – Chico Alencar: até agora, silêncio sobre a violência
Agora vêm as perguntas e as respostas que aqueles intelectuais, colunistas e artistas querem esconder: quem comandava o movimento “Ocupa Câmara”? Quem se encarregava da infraestrutura? Quem cuidava da logística da ocupação? Quem lhe dava interlocução política? Resposta: o PSOL. Qual PSOL exatamente? Resposta: o PSOL do sr. Marcelo Freixo, deputado estadual do Rio de Janeiro e metido a pensador alternativo. O fato de ele ter combatido as milícias não o coloca acima do bem e do mal e acima dos fatos.
Está claro: o PSOL comandava a parte civil da ocupação, e os black blocs respondiam pela área militar do acampamento; faziam o trabalho de polícia.
Está aí mais uma evidência, como se faltassem outras, da associação definitivamente criminosa de um partido com um bando. A propósito: ainda que em escala menor, essa atuação dos mascarados é muito diferente do que fazem os justiceiros e as milícias — práticas que qualquer pessoa civilizada deve repudiar? Parece-me que não. Mas as Fadas Sininho querem levar a bomba do pirata para explodir longe do Peter Pan dos socialistas com vista para o mar.
Os idiotas tentam distorcer os fatos com a ideologia e gritam: “Querem demonizar o PSOL!”. Demonizar por quê? Qual é a força efetiva desse partido? Mobiliza as massas, as maiorias, a população em geral? A resposta é negativa. Ninguém está sendo demonizado. Trata-se apenas de reconhecer autorias.
Faces doces da truculência 3 - O novo Shopenhauer do jornalismo engajado, até agora, está mudo
Faces doces da truculência 3 – Wyllys, o Schopenhauer dos engajados, está mudo
Ocorre que esse partido reúne uns dois ou três que são queridinhos de parte da imprensa, dos artistas e de ditos intelectuais. Além de Marcelo Freixo, há os deputados federais Chico Alencar e Jean Wyllys, do Rio, e o senador Randolfe Rodrigues, do Amapá. A propósito: até agora, não se ouviu uma única palavra desses “líderes” condenando a violência — nada!
Para encerrar: de resto, é mentira que a dita “mídia” tenha decidido levar adiante a pauta da vinculação entre PSOL e outros financiadores e os black blocs. Ao contrário: o assunto sumiu da imprensa, Imaginem vocês se alguém descobrisse que vereadores e até um delegado doaram dinheiro para um “ato beneficente” de um grupo de extrema direita. Imaginem vocês se um partido considerado de “extrema direita” promovesse ações conjuntas com mascarados truculentos. A Polícia Federal já teria sido acionada, a grita na imprensa seria insuportável, e todos já estariam, COM RAZÃO, na cadeia. Como, no fim das contas, são apenas “camaradas” que querem mudar o mundo, por que eles não podem espancar e matar de vez em quando?
A face doce da truculência 4 - Randolfe, visto como referência ética
A face doce da truculência 4 – Randolfe, visto como referência ética
Sendo quem são e pensando o que pensam, há quem ache muito razoável que os black blocs sejam o PSOL de máscara e que o PSOL seja os black blocs com cara limpa e muita cara de pau. Por Reinaldo Azevedo

BLACK BLOCS ATUAM COMO JUSTICEIROS E ESPANCARAM HOMEM ACUSADO DE FURTO DURANTE "OCUPA CÂMARA"

Com rostos cobertos, dispostos a depredar e invadir prédios públicos, os black blocs desprezam a lei. E agem segundo suas próprias regras, de acordo com as vontades que o momento indicar. Esse comportamento é, em vários momentos, rigorosamente idêntico ao dos justiceiros que prenderam um jovem a um poste com uma tranca de bicicleta, ou aos pistoleiros que executaram com um tiro na cabeça um homem acusado de roubo, na Baixada Fluminense. Um desses casos de “justiçamento” ficou registrado na Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), em 28 de setembro do ano passado. O caso é espantoso: um colombiano que participava do “Ocupa Câmara” foi acusado pelos mascarados de ter furtado 500 reais. Um grupo, então, resolveu espancar o suspeito, que chegou ao Hospital Municipal Souza Aguiar com ferimentos no corpo e na cabeça.

O espancamento ocorreu durante a madrugada. A vítima, Júlio Cesar Guzmán Ferero, participava do protesto com cinco amigos, alguns deles também colombianos. E o que faziam colombianos no “Ocupa Câmara”, se não são afetados pelas mazelas – que são muitas – do Rio de Janeiro? A resposta poderia estar num exemplar alinhamento, ou na solidariedade de grupos de manifestantes dispostos a mudar os rumos da América Latina. Mas é mais simples que isso. E também menos nobre:
Na delegacia, o colombiano contou como chegou ao Ocupa Câmara. Ele disse que estava em São Paulo quando um homem identificado como Alexandre perguntou se ele gostaria de conhecer o Rio. Alexandre deu uma sugestão: Ferero e seus amigos, que tinham pouco ou nenhum dinheiro, poderiam ficar acampados no Ocupa Câmara. Na época, os ativistas protestavam pela saída do governador Sérgio Cabral e contra a presença de vereadores do PMDB, aliados do prefeito Eduardo Paes, na CPI dos Ônibus. Segundo Ferero, o homem, que teria “ideias antifascistas”, se comunicou com ativistas do Rio e pediu para que recebessem os colombianos. Assim, o grupo poderia ficar na cidade sem gastar com hospedagem e, em troca, aumentaria a adesão ao protesto.
A temporada carioca de Ferero e seus amigos terminou quando os líderes da ocupação deram falta de 500 reais, dinheiro “coletivo” que estava guardado em uma das barracas. Ferero contou à polícia que uma parte do grupo começou a acusar os estrangeiros. Alguns deles foram revistados, mas o dinheiro não foi encontrado. De acordo com boletim de Deat, Ferero não permitiu a revista e foi expulso do local. Dois dias depois, ele voltou à Cinelândia. Alguns dos acampados o reconheceram e começou, então, a agressão.
Testemunhas afirmam que Ferero reagiu, usando um pedaço de madeira, mas não conseguiu escapar. Ele foi socorrido por policiais militares, que o levaram para o Souza Aguiar, com ferimentos, escoriações e lesões na cabeça e nos braços. A reportagem do site de VEJA conseguiu localizar um email e um telefone que seriam de Ferero, na Colômbia, mas não obteve resposta.
Ao longo de dois meses de ocupação, não foram poucos os atos de radicalismo protagonizados pela turma do Ocupa Câmara. O grupo invadiu o Palácio Pedro Ernesto no dia 8 de agosto, mas foi retirado pela PM durante a madrugada do dia 9. Horas depois, cerca de 200 manifestantes retornaram e invadiram o gabinete do vereador da base governista Chiquinho Brazão (PMDB), que havia sido escolhido para presidir a CPI dos Ônibus. Paredes e fotos do peemedebista foram pichadas com frases como “Brazão, ladrão”. Com os corredores da Câmara tomados, vereadores da base governista ficaram acuados dentro do gabinete da presidência por quase duas horas.
No dia 15 de agosto, data marcada para a primeira reunião da CPI dos Ônibus, manifestantes atiraram ovos e pedras contra parlamentares e hostilizaram jornalistas. Dois meses depois, o acampamento foi desfeito pela Polícia Militar, que deteve parte dos ativistas após um protesto no Centro do Rio. Na ocasião, mais de 200 ativistas foram levados à delegacia – 69 deles foram presos.

JORNALISTAS, ARTISTAS E ATÉ HUMORISTAS DECIDIRAM SER A FADA SININHO DE MARCELO FREIXO E DO PSOL. QUE TAL CANONIZÁ-LOS? OU: FASCISTAS "DO BEM" QUEREM ESCONDER O CADÁVER

Estou pensando se devo entrar também no movimento em favor da canonização do deputado estadual Marcelo Freixo (RJ) e do PSOL, esse partido formado apenas de seres de luz que, por onde passam, deixam um rastro de clareza, de verdade e de apelo à racionalidade. Bastou que começassem a surgir as primeiras evidências — inclusive com o testemunho de um dos assassinos de Santiago Andrade — de que há organizadores e financiadores da violência para que viessem a público artistas, jornalistas e até humoristas em defesa do PSOL e de Freixo. Asseguram, contra as evidências e com a certeza dos farsantes, que eles não têm nenhuma relação com os black blocs. Não?

Bem, doações de vereadores do partido estão na planilha de um dos eventos “beneficentes” promovidos pela turma. Os advogados que se apresentam como defensores desses bravos pertencem a uma ONG ligada ao PSOL, comandada por um dos auxiliares de Freixo, que só pensa, claro, no bem da humanidade. A parceria entre o partido e os black blocs é de agora?
Ela se revelou de maneira escandalosa, por exemplo, na indecorosa, indecente e politicamente criminosa greve dos professores da rede municipal do Rio, organizada contra aquele que é apenas o melhor plano de carreira do país.
Humoristas, cantores e colunistas não precisam acreditar em mim. Acreditem no PSOL, que comanda o sindicato. Acreditem neste vídeo, em que uma representante sindical assume a parceria.
Como vocês podem constatar, além de demonstrar que estão juntos, o rapaz que discursa incita, na prática, à violência contra os policiais, comparando-os, adicionalmente, a nazistas. Para ele, os PMs são tão culpados por aquilo que chama “repressão” como os comandantes.
À época, em entrevista ao jornal O Dia, o coordenador-geral do sindicato afirmou:“As manifestações dos profissionais de educação continuarão a ser organizadas pelo sindicato, mas os black blocs serão sempre bem-vindos. O sindicato não pode se responsabilizar por atos anteriores, mas, nos protestos dos professores, os causadores dos conflitos não foram os black blocs e sim a polícia”. Era mentira! Os mascarados é que deram início aos confrontos.
Corinho fascistoide
Vejo agora cantores, colunistas e humoristas, num corinho fascistoide, acusando os “reacionários” (claro!) de tentar explorar a morte de Santiago Andrade. Por “explorar”, entendem a exposição nua e crua dos fatos, como eles se deram. Por “explorar”, entendem a reação de indignação; por “explorar”, entendem a apuração das responsabilidades, também as políticas.
Que gente notável! Que grandes democratas! Como essa morte é, obviamente, incômoda à sua “causa”, então eles acham que se deve silenciar a respeito. O cadáver deveria ficar escondido.
É bem verdade que…
É bem verdade que o PSOL não precisa do auxílio de black blocs para aderir à selvageria. O partido comanda o DCE da USP, que decidiu invadir a Reitoria da Universidade no ano passado. Abaixo, os invasores quebram a porta do prédio com uma marreta, em foto de Danilo Verpa, da Folhapress.
USP reitoria 1 - Marreta
Nas duas imagens seguintes, de Leonardo Neiva, do G1, primeiro eles tentam arrombar a porta do Conselho Universitário com uma placa arrancada do estacionamento, que indicava a vaga de deficientes. Como não conseguiram, recorreram, então, a um pé de cabra e, de novo, à marreta.
USP - invasão placa de deficiente foto leonardo Neiva G1
USP invasão pé de cabra
Quando deixaram o prédio, o resultado era este (fotos de Nelson Antoine, Fotoarena):
Invasão USP 2013 5 - Nelson Antoine-Fotoarena
Invasão USP 2013 4 - Nelson Antoine-Fotoarena
Invasão USP 2013  - Nelson Antoine-Fotoarena
A questão me parece bastante simples. Vamos ou não admitir que há um patamar de civilização abaixo do qual não pode haver diálogo e convivência? O PSOL decidiu ser os black blocs sem máscara, e os black blocs são a versão mascarada do PSOL. Não por acaso, um membro da direção do partido assinava um texto, no qual deram sumiço, que fazia o elogio da tática dos vândalos. E não posso deixar de encerrar este post com uma homenagem e uma lembrança.
Caetano fantasiado de black bloc: ele apenas viu uma estética, sabem?
Caetano fantasiado de black bloc: ele apenas viu uma estética, sabem?
Agora as Fadas Sininho querem que nos esqueçamos deste rosto. Não vai acontecer. Quem apoiou a violência é corresponsável pela morte de Santiago Andrade
Agora as Fadas Sininho querem que nos esqueçamos deste rosto. Não vai acontecer. Quem apoiou a violência é corresponsável pela morte de Santiago Andrade
Por Reinaldo Azevedo

A AGONIA DO DISTRITO FEDERAL PARECE NÃO TER FIM. TALVEZ SEJA UM BOM RETRATO DO ESTADO MISERÁVEL DA POLÍTICA BRASILEIRA

José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, tem uma nova condenação, agora numa ação de improbidade administrativa. Em 2008, ele promoveu em Brasília um jogo amistoso entre as seleções do Brasil e de Portugal e contratou, sem licitação, uma empresa de marketing para cuidar do evento. Ainda cabe recurso. Condenação por improbidade, se confirmada, depois do trânsito em julgado, rende suspensão de direitos políticos, entre outras punições. Muito bem! Este poderia ser apenas mais um rolo de Arruda com a Justiça, o que não renderia não mais do que umas dez palavras. Mas o ponto é outro.

O governo do petista Agnelo Queiroz é tão ruim, mas tão ruim, que, acreditem, Arruda volta a ser considerado um forte candidato a sucedê-lo. Sim, senhores! É aquele mesmo que apareceu em vídeo recebendo pacotes de dinheiro do tal Durval Barbosa. Passou da condição de um dos políticos mais festejados do país para a de um pária, com quem ninguém queria conversa.
Pois bem! Ele já se filiou ao PR, o tal Partido da República — aquele de que o mensaleiro Waldemar Costa Neto é um dos chefões — e pode voltar a disputar, com chances, acreditem, o governo do Distrito Federal. E sabem quem é o seu maior cabo eleitoral? Justamente Agnelo, o atual governador.
Desde a queda de Arruda, incluindo as peripécias do próprio, o governo do DF não sai das páginas policiais e não para de gerar notícias assombrosas. A última é uma licitação feita pela turma de Agnelo para comprar — atenção, leitores! — 26.841 garrafas térmicas, ao preço de R$ 972,8 mil. Nem chega a ser o maior dos exotismos: em abril de 2013, entre os gastos com segurança para a Copa de 2014, o GDF reservou R$ 5,35 milhões para a compra de capas de chuva que seriam usadas por policiais militares. A Copa será disputada entre 12 de junho e 13 de julho. Nesse período, não cai uma gota de chuva em Brasília, e o ar é irrespirável também por isso.
É espantoso o que se passa no Distrito Federal. Agnelo ainda diz que vai tentar a reeleição. Se isso acontecer, será o maior cabo eleitoral de Arruda, que não tem condenação nenhuma em segunda instância e pode, sim, ser eleito. Não custa lembrar que, quando caiu em desgraça, fazia um governo aprovado pela esmagadora maioria da população do DF, ao contrário de Agnelo, que conta hoje com uma aprovação de apenas 9%, segundo o Ibope. Parece que o fundo do poço para a política do Distrito Federal é um alçapão. Por Reinaldo Azevedo

INQUÉRITO DA POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA FINANCIAMENTO DA FUGA DO BANDIDO PETISTA MENSALEIRO HENRIQUE PIZZOLATO

A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar como o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato financiou sua fuga para a Itália. Condenado no processo do mensalão a pena de 12 anos e 7 meses de detenção em regime fechado, o petista deixou o País em setembro, dois meses antes de ter a prisão decretada e foi capturado em 5 de fevereiro. O Brasil tenta sua extradição. A investigação será comandada pela PF do Rio, cidade onde Pizzolato vivia antes de fugir. Há suspeitas de que o ex-diretor do Banco do Brasil condenado no Mensalão do PT pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato tenha movimentado altos valores de uma conta na Suíça. A polícia italiana também descobriu contas abertas na Espanha com o nome de Celso Pizzolato, irmão morto de quem Henrique assumiu a identidade após a fuga. A nova investigação tentará descobrir a origem do dinheiro usado por Pizzolato e as transferências monetárias feitas pelo condenado do mensalão.  Na captura, na cidade de Maranello, no norte da Itália, a polícia italiana apreendeu com Pizzolato 15 mil e US$ 2 mil. Vizinhos disseram que ele comprava tudo em dinheiro. Pizzolato recebe aposentadoria de cerca de R$ 25 mil da Previ, fundo de pensão dos servidores do Banco do Brasil.

LÍDER DO PSDB É MAIS UM A CHAMAR DILMA DE CARA DE PAU

O líder do PSDB mineiro, deputado federal Marcus Pestana, chamou, nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff de “cara de pau”. O adjetivo, o mesmo utilizado por Dilma na semana passada para se referir a críticos do governo, foi usado em nota assinada, na qual o tucano comenta a promessa de duplicação da BR-381, que a presidente fez nesta segunda-feira durante passagem por Governador Valadares. “Estão prometendo na véspera das eleições de 2014 tudo o que prometeram nas eleições de 2002, 2006 e 2010 e não fizeram. Permita-me a franqueza, mas isso é que é cara de pau, presidente!”, diz o texto assinado pelo tucano, que deve participar da coordenação da provável candidatura presidencial do senador Aécio Neves (PSDB-MG). “Depois de dez anos ignorando as mortes na BR-381, Dilma improvisa mais uma promessa dizendo que aumentará o trecho da rodovia a ser duplicado. É mais uma promessa para o próximo governo cumprir. O governo do PT teve tempo e dinheiro e não ajudou Minas por que não quis”, acrescenta. Mais cedo, em visita a Governador Valadares, no leste de Minas Gerais, Dilma havia prometido que o trecho da rodovia que passa pelo município também terá obras de duplicação, apesar de o projeto já licitado prever apenas melhorias na pista. Ao desembarcar na cidade, Dilma afirmou que é costume levar “presente” ao lugares que visita. “Meu presente aqui é que nós resolvemos que é justo, legítimo, adequado que a (duplicação da) BR-381 chegue a Governador Valadares. Isso foi aprovado e vai ocorrer”, declarou a presidente em entrevista à rádio Globo AM, anúncio repetido nos dois eventos oficiais dos quais participou no município.

JARBAS VASCONCELOS SUGERE QUE DILMA USE ÓLEO DE PEROBA

O senador peemedebista Jarbas Vasconcelos protagonizou mais um ato de rebeldia do PMDB contra a presidenta Dilma Rousseff. Jarbas não economizou nas críticas, atacou o PT e a gestão de Dilma. O parlamentar considera que o PT sofre com complexo de vítima, “É sempre assim, quando não é a oposição, os petistas responsabilizam as elites, os países ricos, a Europa, os Estados Unidos, a grande mídia, a direita, os conservadores" – afirmou Jarbas Vasconcelos. A situação econômica do País também foi criticada. Segundo o senador, os problemas econômicos do País se devem à baixa credibilidade do Brasil no cenário internacional. Jarbas Vasconcelos disse não confiar que o PT consiga resolver os problemas que assolam o País nos últimos 10 anos e sugeriu óleo de peroba para a “cara de pau” da presidente Dilma.

TOMA POSSE NOVO DESEMBARGADOR NEWTON FABRICIO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO SUL

Em solenidade realizada nesta segunda-feira, durante sessão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, tomou posse o novo desembargador da Corte gaúcha, Newton Luís Medeiros Fabrício. A posse foi conduzida pelo presidente do Tribunal, desembargador José Aquino Flôres de Camargo. Ele atuará na 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Em seu discurso de posse, que durou cerca de uma hora e meia, o novo desembargador falou da importância de uma justiça igual para todos e teceu críticas aos critérios para eleições no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e de promoções para magistrados. Depois de 28 anos de magistratura, reiterou sua crença no princípio da igualdade. Relembrou todos os que morreram em nome dos ideais da Revolução Francesa e citou o art. 1º da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão: "“É preciso honrar a todos eles, a todos os que morreram na defesa do princípio da igualdade. Mas, honrar onde e como, afinal? Nas nossas decisões, nas decisões judiciais, quaisquer que sejam, administrativas ou jurisdicionais”". E acrescentou: "“Assim deve ser a Justiça, é o que esperam de nós: que ela seja igual para todos"”. Remontando à Revolução Federalista, afirmou que o conflito entre Chimangos e Maragatos dividiu o Rio Grande e imprimiu desde então a marca do autoritarismo aos que estão no poder - “ranço” que perdura até hoje, “no perfil no gaúcho e na política do Rio Grande”. Autoritarismo que, em sua visão, reflete-se no Tribunal de Justiça e, em especial, nos critérios aplicados para as promoções de magistrados. O novo desembargador Newton Fabrício formou-se no ano de 1984, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. No ano seguinte, assumiu como Pretor em Santana do Livramento, onde jurisdicionou por três anos, removendo-se então para Guaíba, onde trabalhou até 1990. No mesmo ano foi aprovado, em primeiro lugar, no concurso para Juiz de Direito. Reiniciou na Comarca de Dois Irmãos. Em 1992 foi promovido, por merecimento, para a 1ª Vara Cível de Uruguaiana, na qual permaneceu até 1997, quando foi promovido, novamente por merecimento, para Porto Alegre. Na Capital, jurisdicionou por mais de 10 anos na Vara de Falências.