domingo, 19 de janeiro de 2014

JUIZ AVISA QUE PRESÍDIO CENTRAL, EM PORTO ALEGRE, MATA MAIS DO QUE O PRESÍDIO DE PEDRINHAS, NO MARANHÃO; O PEREMPTÓRIO PETISTA TARSO GENRO NADA FAZ, E SÓ AGORA A MINISTRA PETISTA MARIA DO ROSÁRIO ACORDOU, DEPOIS DE NOTA DA AJURIS

O repórter Maurício Tonetto, do jornal Zero Hora, revelou o número escandaloso de mortes de presos ocorridas nas prisões do Rio Grande do Sul desde 2010, ou seja, desde o começo do governo do peremptório governador petista "grilo falante" Tarso Genro. São 305 presos assassinados no governo petista do Rio Grande do Sul. Isso dá a média de um preso assassinado por semana. Significa que não há semana em que um preso não seja assassinado durante o governo do petista Tarso Genro. "Isto nos coloca em um patamar até superior ao do Maranhão, porque aqui se mata de forma mascarada", disse o juiz Sidinei Brzuska. E o peremptório petista Tarso Genro faz o que? É escandaloso que ainda não tenha sido montada uma CPI na Assembléia Legislativa e que Tarso Genro seja processado por crime de responsabilidade. Ao todo, entre 2010 e o primeiro semestre do ano passado, 305 presos morreram (por diferentes causas) nas prisões gaúchas. A maioria dos assassinados morreu por problemas de saúde, agravados pelas condições insalubres dos presídios. O governo é amplamente responsável por isso. No Presídio Central e no Complexo de Charqueadas, que concentram quase a metade dos presos gaúchos, parte das mortes não-violentas poderia ser evitada: 18% morrem com insuficiência respiratória, 19% não resistem à broncopneumonia ou pneumonia e 7% sucumbem à tuberculose. "Muita gente confinada, em um espaço pequeno, potencializa os riscos", aponta a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de São Paulo. Algumas mortes apontadas como sendo causadas por doenças, no Presídio Central, estão sob suspeita. Em ao menos 11 casos, segundo a Vara da Execuções Criminais, há indícios, sustentados por relatos de apenados, de que homicídios foram maquiados pelas facções criminosas. Diante da total ausência de oposição no Rio Grande do Sul, da criminosa omissão dos deputados estaduais, a petista Maria do Rosário até se sentiu confortável para dar estocadas no governo do também petista Tarso Genro. Ela saiu de seu escandaloso silêncio e criticou a falta de interesse do governo gaúcho de investigar os homicídios camuflados denunciados na semana passada pela Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre ao jornal  Globo. A ministra petista disse que exigirá de autoridades estaduais que estabeleçam imediatamente os inquéritos necessários para cada um dos casos suspeitos. O governador gaúcho é Tarso Genro, do PT, do mesmo partido de Maria do Rosário, também conhecida como "Maria do Ossário". Disse ela: "Se houve homicídios, nós exigimos do Estado que estabeleça imediatamente os inquéritos sobre cada um desses casos. Porque homicídio não pode ficar impune. Se foi cometido por preso, se tem agente do Estado envolvido, é preciso investigação e responsabilização. O que não aceito é que se diga que houve homicídios, mas não há inquérito". Essa exaltação dele foi exibida em face das declarações do juiz Sidinei Brzuska, que denunciou a existência de uma política camuflada de extermínio de presos no Presídio Central, o maior do Rio Grande do Sul, com a conivência do Estado. Segundo ele, foram cometidos nove homicídios entre 2011 e 2013 nessa cadeia com características semelhantes. A Superintendência de Serviços Penitenciários, no entanto, considerou que as mortes tiveram causas naturais e não abriu investigações. A valente e esganiçada ministra petista Maria do Rosário pediu informações ao juiz de execuções criminais sobre os casos e afirmou que vai pedir providências ao governo do Estado. O Presídio Central está na mira da Organização dos Estados Americanos (OEA), que exigiu medidas que desafoguem a superlotação e que seja garantida a integridade física dos mais de 4,7 mil presos. A prisão tem capacidade para cerca de 2 mil apenados.

GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO, SÉRGIO CABRAL, ANUNCIA QUE ANTECIPARÁ SUA RENÚNCIA

Depois da decisão do PT, anunciada no sábado, de deixar o governo fluminense em 28 de fevereiro, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) anunciou neste domingo que vai antecipar para a mesma data a sua renúncia, inicialmente programada para o fim de março. Sérgio Cabral passará o governo para seu vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à sua sucessão, que, no cargo, ganhará mais visibilidade para cacifar sua candidatura ao Palácio Guanabara. O governador deixará o governo para possivelmente concorrer a uma vaga ao Senado. Outro objetivo da renúncia é permitir que um de seus filhos, Marco Antônio Cabral, dispute uma vaga de deputado. A lei proíbe que parentes de governadores concorram no mesmo Estado, durante o mandato no governo estadual. Para evitar a inelegibilidade do familiar, o governador precisa deixar o posto pelo menos seis meses antes do primeiro turno da eleição.

SHOPPING LEBLON, NO RIO DE JANEIRO, FECHOU AS PORTAS NESTE DOMINGO APÓS JUSTIÇA GARANTIR "ROLEZINHO"

O fechamento do Shopping Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, com o objetivo de impedir a realização do "rolezinho" marcado para a tarde deste domingo, foi anunciado pelo centro de compras após a desembargadora do plantão judiciário ter determinado, no sábado, que fosse garantido o "livre direito de acesso e livre manifestação de pensamento em local aberto ao público", referindo-se ao shopping. Eu queria ver se o "rolezinho" fosse marcado para o prédio do Tribunal de Justiça, que também é um local público. Mesmo com o centro de compras fechado, um grupo de manifestantes foi ao local. A medida judicial havia sido pedida pelo grupo Habeas Corpus-Rio de Janeiro, formado por advogados voluntários (petistas e filopetistas), com o objetivo de impugnar a decisão liminar dada pela 14ª Vara Cível do Rio de Janeiro na quinta-feira, que, na prática, impedia o rolezinho do Leblon ao fixar multa de R$ 10 mil para cada manifestante que participasse do protesto e fosse identificado por oficiais de Justiça. Para a juíza Isabela Pessanha Chagas, o rolezinho no Shopping Leblon colocaria "em risco a integridade física de eventuais consumidores". No fim da noite de sábado, já tendo conhecimento do salvo conduto concedido pelo juiz de plantão Luiz André Bruzzi Ribeiro, que assinou a decisão por solicitação da desembargadora do plantão, Regina Lucia Passos, o Shopping Leblon anunciou, por meio de nota, a decisão de "suspender suas atividades neste domingo, com o intuito de garantir a integridade de seus clientes, lojistas e colaboradores". Quero ver se isso acontece durante a Copa do Mundo.... O salvo-conduto coletivo beneficiaria integrantes do grupo "Porque Eu Quis", que convocou o "rolezinho" pelo Facebook. De acordo com o Grupo Habeas Corpus, de advogados petistas e filopetistas, a decisão que proibia o "rolezinho" impedia a livre reunião de pessoas e de manifestação pública do pensamento.

LEWANDOWSKI ASSUME PRESIDÊNCIA DO STF NESTA SEGUNDA-FEIRA, NINGUÉM ACREDITA QUE ELE EMITIRÁ A ORDEM DE PRISÃO DO BANDIDO PETISTA MENSALEIRO JOÃO PAULO CUNHA

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal e revisor do processo do Mensalão do PT, ministro Ricardo Lewandowski, assume em regime de plantão a presidência da Corte nesta segunda-feira. O ministro ocupará o lugar da ministra Cármen Lúcia que estava no posto desde o último dia 7, quando o presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, entrou em férias. Com a volta de Joaquim Barbosa prevista para o início de fevereiro, ele reassume o comando do Supremo. Ao sair em férias, Joaquim Barbosa deixou de assinar o mandado de prisão do ex-presidente da Câmara, o bandido petista mensaleiro João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no processo do Mensalão do PT. No período em que esteve no plantão, a ministra Cármen Lucia também não expediu o mandado alegando que a medida só poderia ser tomada pelo presidente do STF, que é relator dos recursos apresentados pelo deputado. A decisão de Cármen Lúcia se baseou no artigo 341 do regimento interno do STF que estabelece que os atos de execução e de cumprimento das decisões e acórdãos transitados em julgado serão requisitados diretamente ao ministro que funcionou como relator do processo na fase de conhecimento. Ao assumir o plantão do STF, o ministro Ricardo Lewandowski pode ter, no entanto, um outro entendimento e expedir o mandado de prisão do bandido petista mensaleiro João Paulo Cunha, o que é amplamente improvável. A partir desta segunda-feira até o próximo dia 30, o ministro Joaquim Barbosa realiza palestras em Paris e Londres.

FATO HISTÓRICO EM 2000 ANOS DO RELACIONAMENTO JUDAICO-CRISTÃO

A imagem teve um grande impacto sobre as redes sociais em poucos segundos. O ex-cardeal Jorge Bergoglio realizou um almoço com 15 líderes da comunidade judaica da Argentina, que desfrutaram de uma refeição kosher e cantaram em hebraico, na própria residência do Papa, no Residencial Santa Marta, no Vaticano. Uma simples mesa redonda simbolizava um marco na história do diálogo inter-religioso. Algo diferente aconteceu na residência do Papa Francisco. Os 15 líderes da comunidade judaica argentina, que tiveram a oportunidade de participar de uma reunião com o líder maior da Igreja Católica ficaram simplesmente entusiasmados. O Papa Francisco os recebeu como seus "irmãos" e tornou o almoço um momento "histórico". O ex-cardeal Jorge Bergoglio sentou-se amigavelmente em uma mesa cercada por rabinos e líderes da comunidade judaica. "Nada mais será igual. Na minha vida é algo inesquecível ", disse o presidente de uma entidade israelita que participou da reunião: "Ele tem um significado global da presença da comunidade judaica com o Papa". Alguns dos participantes disseram ter a certeza de que foi a primeira vez que a comida kosher foi servida, e que foi cantado em hebraico, no Vaticano. Uma mesa simples e redonda simbolizava um marco na história do diálogo inter-religioso. "Hine ma tov Uma Naim shevet ahim gam Yahad" foi a música cantada com o Papa, e é o fragmento de um Salmo de David que diz que "como agradável e bonito é irmãos se sentarem juntos". Talvez o momento mais emocionante, e que causou a espontaneidade que reflete a fotografia cativante, foi quando o vinho de mesa kosher foi compartilhado e fez com que todos brindassem com um "l'chaim" (um brinde à vida).

QUE PENA! SAI A ESTÉTICA OSKLEN-jOHN JOHN DOS "EXCLUÍDOS"; ENTRA O ESTILO SUJINHO-ENSEBADO-UNIVERSITÁRIO DAS MAFALDINHAS & REMELENTOS INCLUÍDOS. SEM O POVO, OS ROLEZINHOS FICARAM MAIS FEIOS E MAIS BURROS

boné John John
Tênis da Osklen e bonés da John John: eis os fuzis dos revolucionários de Maria Rita Kehl
Tênis da Osklen e bonés da John John: eis os fuzis dos revolucionários de Maria Rita Kehl
Os playboys vermelhos do Complexo Pucusp e da imprensa acabaram com o barato da meninada. O rolezinho nunca mais será o mesmo. Era para fazer umas fotos, beijar na boca, botar depois no Instagram, causar… Mas a Maria Rita Kehl não quer que seja assim. A psicanalista de esquerda (isso é possível? Se um analisando mostra tendências de direita ela faz o quê? Tira o cara do divã a pontapés ou exorciza?), percebi por uma declaração sua à Folha, acha que pobre em shopping está reivindicando. Declarou o seguinte:“Toda inclusão econômica exige, em um segundo momento, o reconhecimento da pertença a uma nova classe social. Claro que os jovens da periferia não pertencem a essa classe que compra nos shoppings, mas chegaram mais perto dela. E muitos deles hoje podem comprar algumas mercadorias que estão ali. A performance dos rolezinhos funciona como denúncia da discriminação, mas não sei se eles fazem isso conscientemente ou apenas movidos pelo mal-estar de saber que não são bem-vindos nos templos do consumo de uma sociedade que, até o momento, só promoveu inclusão via consumo — e não via cultura, acesso a serviços públicos de qualidade etc.”
Quando um especialista diz “etc.”, sempre penso que ele não deu o melhor de si ao argumentar. Vai ver não aposta na nossa inteligência. Petista militante, notem que Maria Rita precisa reconhecer a “inclusão econômica” ou estará negando um dos pilares da campanha de seu partido, certo? Aí ela avança com aquela ignorância desassombrada de que só psicanalistas falando sobre economia são capazes… Mentira! Os jornalistas são ainda mais capazes… Releiam esta enormidade: Claro que os jovens da periferia não pertencem a essa classe que compra nos shoppings, mas chegaram mais perto dela!”.
Maria Rita Kehl acha que só rico compra no Shopping Campo Limpo.
Maria Rita Kehl acha que só rico compra no Shopping Aricanduva.
Maria Rita Kehl acha que só rico compra no Shopping Center Norte.
Maria Rita Kehl acha que só rico compra no Shopping Metrô Itaquera.
Maria Rita Kehl acha que só rico compra no Shopping Center Penha.
Maria Rita Kehl acha que só rico compra no Shopping Center Lapa.
Maria Rita Kehl acha que só rico compra no Shopping Center Ipiranga.
Maria Rita Kehl acha que só rico compra no Shopping Center Mooca.
Maria Rita Kehl acha que só rico compra no Shopping Pirituba.
Maria Rita Kehl acha que só rico compra no Shopping Metrô Tucuruvi.
Maria Rita Kehl acha que todos os shoppings do Brasil são o Iguatemi, o JK Iguatemi e o Higienópolis. A razão é simples. Maria Rita Kehl só conhece pobre de ouvir falar e, quando tem de ir a um shopping, vai ao Iguatemi, ao JK ou ao Higienópolis — igualmente abertos, diga-se, para receber pobres, ricos, brancos, pretos, homens, mulheres, gays, crianças… Cadê o histórico de discriminação praticado por esses centros de compras?
Maria Rita Kehl nunca conversou com Renilda Pereira dos Santos. Quem é Renilda? É uma senhora que integrou um “rolezão” organizado pelas extremistas do MTST no Shopping Campo Limpo (que fechou a porta antes que eles conseguissem entrar para fazer bagunça lá dentro). A mulher deu a seguinte declaração: “É um absurdo eu não poder entrar no shopping hoje. Eu sempre venho, assim como meus filhos, e a gente gasta muito dinheiro. O direito de entrar no shopping é de todo mundo, não só dos ‘filhinhos de papai’”. Ela só estava na manifestação porque mora numa área invadida e quem manda no lugar é o… MTST.
Mas eu quero seguir com Maria Rita. Kehl. Esta senhora sempre aguça os meus instintos. Disse ela: “A performance dos rolezinhos funciona como denúncia da discriminação, mas não sei se eles fazem isso conscientemente ou apenas movidos pelo mal-estar de saber que não são bem-vindos nos templos do consumo de uma sociedade que, até o momento, só promoveu inclusão via consumo — e não via cultura, acesso a serviços públicos de qualidade etc.”
Mentira! Os meninos e meninas já deixaram claro! Não era denúncia de nada. Também não há mal-estar nenhum. Quando os shoppings chegaram a Campo Limpo, Itaquera, Penha, Mooca, levaram mais opções de lazer — em áreas em que, muitas vezes, essas coisas são escassas. Se o empreendedores que criaram esses centros de compra não quisessem pobres no estabelecimento, não teriam investido dinheiro naquelas regiões.
Na sexta, na minha coluna na Folha, escrevi o seguinte: “Os shoppings, chamados de ‘templos de consumo’ por bocós dos clichês superlativos, seriam a expressão mais evidente e crua do ‘fetichismo da mercadoria’ (…)”. No dia seguinte, Maria Rita Kehl chama esses empreendimentos de…“templos do consumo”! Que coisa! Eu faço a caricatura, crio o estereótipo, e ela vai lá e cumpre a agenda dos bocós dos clichês superlativos…
Maria Rita Kehl, como toda esquerdista rosa-chique, que aprendeu, no conforto, a desprezar os bens materiais, despreza também a inclusão pela via do consumo — ela acha isso uma coisa menor e, no fundo, meio reacionária. Repete, assim, Marilena Chaui, sua colega de partido, aquela que “odeia a classe média”. Maria Rita Kehl só valoriza a integração por intermédio da cultura, entendem? Por que esta senhora não tenta convencer a molecada a invadir museus, galerias de arte, bibliotecas? Maria Rita Kehl acha que os meninos só vão ao shopping pra beijar na boca porque não têm acesso a Dostoiévski.
O que escrevi
Fui dos primeiros na imprensa a dar um tratamento sério a essa história de rolezinhos — aqui e na Rádio Jovem Pan. E quem leu o que andei escrevendo e ouviu o que andei comentando sabe que sempre considerei que esses eventos não passam de uma diversão meio perigosa da molecada, que tem de ser coibida. E tem de ser desestimulada por múltiplas razões de segurança. Só isso. Todos os meus comentários, desde o início, se voltavam contra cretinismos como os de Maria Rita Kehl.
Para ela e gente como ela, gozo é para os ricos; a tarefa do pobre é reivindicar. A meninada, confessadamente, organizava aquelas jornadas para se divertir, mas Maria Rita Kehl, a iluminada, julga que “a performance dos rolezinhos funciona como denuncia da discriminação”. E emenda: “mas não sei se eles fazem isso conscientemente”. Entenderam? Ainda que um rolezeiro diga para dona Maria Rita que não se trata de protesto — e é o que estão dizendo nas redes sociais e à imprensa —, esta pensadora responderá: “É que você não tem consciência do que está fazendo; eu a tenho por você”.
Desprezo pelo povo
Uma das razões — há uma penca — que me afastaram da esquerda é o profundo desprezo, beirando o nojo, que esquerdistas têm do povo. Eles, no geral, consideram a população um lixo, incapaz de fazer escolhas morais certas, escolhas políticas certas, escolhas estéticas certas… O povo, em nome do qual falam, não é esse que está aí, mas outro, é o “novo homem”, que tem de ser construído para substituir este que conhecemos, que já foi corrompido pelos valores do capitalismo, entendem? Não é nada surpreendente que os tiranos comunistas tenham matado e ainda matem com desassombro.
O “humano” de que eles gostam é aquele que foi iluminado pela consciência revolucionária, pela consciência da libertação. O humano com o qual se importam é aquele que serve a uma causa, que carrega bandeira. Vejam lá o texto que escrevi sobre a ministra Maria do Rosário. Mais de 50 mil pessoas são assassinadas todo ano no Brasil. Ela não diz nada. Um garoto gay, infelizmente, aparece morto — muito provavelmente, jogou-se de um viaduto. Sem esperar perícia, nada!, ela saiu acusando “crime de homofobia” e tentou faturar politicamente com o cadáver. Nojo. Por que é assim? Porque aqueles 50 mil não são nada, não têm pedigree, não permitem proselitismo — ao contrário: eles só provam a falência do governo nessa área.
Da mesma sorte, Maria Rita Kehl e outros que pensam desse modo têm um profundo desprezo pelos meninos e meninas que fazem rolezinhos por rolezinhos. Para eles, isso é coisa da sociedade de consumo, entendem? Maria Rita Kehl deixa claro, ainda que não diga com todas as letras: ela só se interessa pela coisa porque vê nela “a denúncia da discriminação”. Para dona Maria Rita Kehl, pobre tem de carregar bandeira ou não merece respeito. É assim que interpreto a sua fala.
E de igual modo atuam todos os militantes que falam em nome de “minorias”. Ou não é verdade que Joaquim Barbosa, ministro do Supremo, chegou a ser chamado de branco e feitor de escravos só porque condenou os pistoleiros do mensalão? “Ora, como um negro ousa condenar esquerdistas? Então não é um bom negro!” Atenção! Um ex-ministro da Igualdade Racial, Edison dos Santos, um negro, disse algo semelhante sobre o ministro do STF. Aquele garoto que caiu do viaduto ganhou visibilidade porque era gay e negro. Fosse branco e hétero, seria mais um dos mortos anônimos. Maria do Rosário ignoraria o caso solenemente.
Esses subintelectuais não gostam do povo que há, não, senhores! Na verdade, odeiam! O povo que reverenciam é outro, saído dos manuais revolucionários do fim do século retrasado.
De resto, reparem: os rolezinhos, tudo indica, tendem mesmo a arrefecer. As meninas e meninos, os “excluídos” de Maria Rita Kehl, que compravam blusas e bermudas novas para se exibir; que marcavam manifestações para mostrar seus tênis da Osklen, suas camisetas da Hollister e seus bonés da John-John foram substituídos pela turma que conserva aquela estética sujinho-universitária. Sai a molecada com vistosas correntes no pescoço e cabelos cuidadosamente desenhados, e entram os Remelentos & Mafaldinhas que fazem a linha “pensador ensebado”.
Por Reinaldo Azevedo

VOU MARCAR UM "ROLEZINHO" DE MÍOPES E DEPOIS VOU À POLÍCIA DENUNCIAR PRECONCEITO CONTRA OS .... MÍOPES!

Vou marcar uma “rolezinho” de míopes no Shopping JK Iguatemi. Chegaremos em grupo, gritando, com bandeiras na mão. Se o shopping impedir a nossa entrada, a gente vai até a polícia e denuncia preconceito contra míopes. Vou marcar um “rolezinho” no Shopping JK de pessoas alérgicas a gergelim e derivados e contra a mania que se espalhou Brasil afora de meter essa maldita semente em tudo o que é comida, doce ou salgada. Se o shopping impedir a nossa entrada barulhenta, a gente vai até a polícia e denuncia preconceito contra pessoas alérgicas a gergelim. Vou um marcar um “rolezinho” no Shopping JK de pessoas que admiram Mozart. Se etc., a gente denuncia o preconceito contra os admiradores de Mozart. Ironizo? Ora, foi o que aconteceu neste sábado. Uma tal UNEafro resolveu fazer um “rolezinho” nesse shopping. Chegaram com megafone, bandeira, botando os bofes pra fora. A direção do estabelecimento mandou fechar as portas — tinha obtido, diga-se, uma liminar na Justiça contra manifestações dessa natureza. O que fizeram os valentes? Foram à polícia e denunciaram, atenção!!!, racismo. Convenham: é uma manifestação da mais escancarada vigarice intelectual e política. A acusação de “racismo” virou, agora, instrumento de intimidação de quem pretende desrespeitar até decisões judiciais. Por Reinaldo Azevedo

OS ROLEZINHOS DEVEM SER COIBIDOS? SIM!

O vereador paulistano Andrea Matarazzo (PSDB), vereador em São Paulo, explicando por que os rolezinhos devem ser coibidos. 

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Os “rolezinhos” tornaram-se o assunto deste verão. Os encontros de um número expressivo de jovens em shoppings de São Paulo são considerados por muitos como uma espécie de continuação das manifestações de desencanto e indignação de junho passado. Há, de fato, aspectos em comum. Como as passeatas a céu aberto contra a péssima gestão do Estado brasileiro, os “rolezinhos” reúnem participantes que marcam o encontro previamente pelas redes sociais. Em ambos, grupos oportunistas de vários matizes ideológicos procuram pegar carona na notoriedade desses movimentos. No caso dos “rolezinhos”, comerciantes e frequentadores dos shoppings e, depois, a sociedade foram pegos de surpresa. Pois, assim como as manifestações de inverno, a moda do verão surgiu inesperadamente e se tornou o tema predominante das últimas semanas. Mas há diferenças que não podem ser desprezadas. O rastilho de pólvora das manifestações foi o aumento do preço do transporte urbano e, depois, o movimento ganhou corpo com outras reclamações difusas. Não há, no caso atual, um discurso unificado de reivindicações. Não há sequer uma reivindicação expressamente declarada. Recentemente, jovens marcaram um “rolê” em Itaquera a pretexto de diversão. Houve reação dos proprietários de shoppings e das autoridades. Isso acendeu o debate com vezos políticos e ideológicos. Muitos a favor, muitos contra. A sensação que fica é que apoiar os “rolês” é de esquerda e condená-los é de direita. Isso é ridículo, pois interdita o debate, não traz solução. Aliás, é o que vem ocorrendo em diversas frentes: o debate morre, reduzido a ideologia de almanaque ou a meras disputas entre quem é o “bonzinho” e quem é o “mauzinho”. Não faz sentido ideologizar ou politizar os “rolezinhos”. Ser ou não ser politicamente correto não é nem deve ser a questão. O que temos de defender é a integridade física das pessoas que frequentam locais públicos ou privados de uso coletivo. Também não se pode deixar de lado evidências como o fato de que grupos de mil jovens ou mais (independentemente da classe social, credo ou bairro) em espaços inadequados podem provocar se não depredações e agressões, como já ocorreu, sustos, correrias e atropelos. A sociedade demanda códigos e padrões de comportamento para que os direitos de todos sejam assegurados. Da mesma forma que não se deve andar de skate em hospitais nem conversar durante um espetáculo, não é aceitável superlotar casas de eventos para não se repetirem tragédias como a da boate Kiss. Em recintos fechados, não é razoável dar margem a tumultos que ponham em risco a segurança das pessoas. A liberdade de marcar encontros pela internet é uma novidade que demanda cuidados. Uma chamada pode reunir 20 ou 20 mil pessoas. Como controlar uma multidão sem um mínimo de planejamento e organização? Em São Paulo, qualquer evento que reúna determinada quantidade de pessoas, por lei, exige ação da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), do Corpo de Bombeiros, do Samu (Serviço Atendimento Médico de Urgência) e da Polícia Militar. Eventos sem as medidas de cautela necessárias podem provocar desastres. Como esvaziar um shopping lotado em caso de incêndio? Em caso de tumulto, como evitar acidentes com pessoas mais velhas ou com alguma deficiência? Como proteger as crianças? Como prevenção, é preciso, com bom senso, coibir aglomerações e correrias em qualquer local sem a estrutura necessária. Ou seja: seu “rolezinho” termina onde começa o do outro, pois a liberdade de cada cidadão é delimitada pela dos demais.