quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

SHOPPINGS DE SÃO PAULO BLOQUEARAM PÁGINAS DE REDE SOCIAL PARA TENTAR EVITAR OS ARRASTÕES ("ROLEZINHOS")

Shoppings da capital paulista conseguiram bloquear páginas no Facebook de convocação para “rolezinhos” (arrastões). A informação foi confirmada pelo presidente da Abrasce (associação que reúne shoppings do País), Luiz Fernando Veiga. Ele disse na tarde desta quarta-feira que os shoppings estão tomando medidas individualmente para conter futuros "eventos", ou seja, os "arrasões" em suas instalações. Ele não soube informar quais são os shoppings que conseguiram retirar as páginas. Luiz Fernando Veiga afirmou que não há orientação da entidade para, por exemplo, o ingresso de liminares na Justiça para barrar os "rolezinhos" sob pena de multa, como foi feito pelos shoppings Metrô Itaquera, JK e Campo Limpo. “Escutei isso, sobre o bloqueio de páginas, de dois ou três associados que pediram a retirada de informações”, disse Veiga, sobre o bloqueio das páginas. Ele não soube dizer se a retirada das páginas foi por meio da Justiça ou através do próprio Facebook. Segundo ele, as postagens de participantes tinham conotações que falavam em uso de droga e crimes. “Você leva a tua maconha que eu levo a minha e a gente fuma no shopping”, dizia um dos textos, segundo o presidente. Segundo ele, mesmo sem as páginas no Facebook, é muito difícil evitar os atos. “Porque eles saem do Facebook e vão para o Whatsapp. São atitudes de prevenção e eu costumo dizer o seguinte: pelo menos são obstáculos. Havia ameaças concretas de ilegalidade das pessoas que escreviam na rede social”, explicou. Ele afirmou que, embora as informações contábeis de shoppings sejam sigilosas, os centros comerciais já estimam prejuízos. Questionado sobre se houve preconceito de alguns seguranças, que pediram RG de clientes na entrada do shopping JK e sobre truculência de seguranças em Itaquera, Veiga disse que não é verdade: “Não há discriminação. Filhos de amigos meus que são de classe A também mostraram RG”.

PTB DO RIO GRANDE DO SUL, O PARTIDO SANGUE DE BARATA, DESMORALIZADO MAIS UMA VEZ, AGORA PELA IRRISÓRIA OPERAÇÃO KILOWATT, DE ASSASSINATO DE REPUTAÇÃO, ORGANIZADA PELO GOVERNADOR PETISTA "GRILO FALANTE" TARSO GENRO, ADIA PARA FEVEREIRO A DISCUSSÃO DE SAÍDA DO GOVERNO

Atingido em cheio, de novo, por uma operação político-policial Kilowatt, deflagrada pelo peremptório governador petista "grilo falante" Tarso Genro, o PTB do Rio Grande do Sul, presidido pelo deputado federal, secretário de Obras desmoralizado, sangue de barata, e desmoralizado Luis Carlos Busato, adiou discussão e decisão sobre apoio à reeleição do "Béria" Tarso Genro. Não sairá mais esta semana a reunião que dirigentes gaúchos do PTB fariam para encaminhar a confecção da lista de nomes que poderão integrar a chapa do governador Tarso Genro, do PT. O  PTB do Rio Grande do Sul é a agremiação partidária mais desmoralizada da história política do Estado, e comandada por uma estirpe de dirigentes que denigre o passado e a história de milhares de pessoas e políticos do Rio Grande do Sul, a começar por Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola e Alberto Pasqualini, que deram vida ao trabalhismo. Toda a "nomenklatura" do PTB no Rio Grande do Sul, do alto até lá embaixo, já foi investigada ou está sendo investigada, mantida sob permanente pavor das investigações, refém política. Pode haver futuro para um partido assim? Se tivesse um mínimo de vergonha na cara, o presidente do PTB no Rio Grande do Sul, deputado federal Luis Carlos Busato, já deveria ter entregue o cargo e convocado uma reunião extraordinária do diretório estadual para deliberar sobre a imediata saída do partido do governo do peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro. Mas, definitivamente, isso é para quem tem sangue de gente nas veias, e não para quem tem sangue de barata.

COMEÇAM A CIRCULAR AS CONVOCAÇÕES PARA ARRASTÕES NOS SHOPPING CENTERS DE PORTO ALEGRE NESTE DOMINGO

Os arrastões em shopping centers, que se espalharam como rastilho de pólvora em São Paulo sob o nome de "rolezinhos", desembarcarão no Rio Grande do Sul em profusão, caso se confirmem as convocatórias feitas pelo Facebook. Estão programados arrastões para o BarraShopping, Moinhos Shopping, Bourbon Wallig, todos em Porto Alegre. A primeira ação foi agendada para este domingo, às 16h20min, no Moinhos Shopping. Os mesmos jornalistas esquerdopatas, políticos e intelectuais idiotas, que saudaram o advento dos Black Blocs como a "explosão democrática dos renegados sociais", arrependendo-se logo em seguida, ao descobrirem que o próprio governo do PT estava instrumentalizando os bandidos, apostam agora no que chamam de “decisão dos pobres excluídos em direção à inclusão, no desfrute de shoppings assépticos, refrigerados e de marcas de grande apelo de consumo”. É um modo diferente de justificar atos de roubo puro e simples. Os arrastões ("rolezinhos") repetem de modo mais sofisticado o que aconteceu no dia 23 de dezembro em Belo Horizonte, quando 150 comunistas invadiram o supermercado Extra e só não saquearam tudo porque os gerentes entregaram-lhes cestas básicas que foram exigidas. Ou seja, cederam à chantagem explícita.

LEIA ESTE IMPRESSIONANTE EDITORIAL DO JORNAL O ESTADO DE S. PAULO - O ROMBO DA INDÚSTRIA

Com um buraco de US$ 105 bilhões na conta de manufaturados, o comércio exterior foi mais uma vez desastroso para a indústria brasileira, em 2013. Atribuir o mau resultado à crise internacional e ao câmbio, como têm feito autoridades federais, é tentar disfarçar o indisfarçável. Mesmo com o ambiente externo desfavorável e a queda de preços de vários produtos, o agronegócio faturou US$ 99,97 bilhões no ano passado, 4,3% mais que em 2012, e fechou o balanço com um superávit acumulado de US$ 82,91 bilhões, 4,4% maior que o do período anterior. Uma palavra explica a diferença entre os dois desempenhos: competitividade. Apesar dos problemas logísticos e de uma porção de outras dificuldades, o campo e a indústria diretamente ligada à agropecuária têm mantido um padrão de eficiência respeitado internacionalmente. A maior parte do setor manufatureiro tem sido muito mais afetada pelos entraves à produção e à comercialização - a própria logística, o alto custo da energia, a escassez de mão de obra qualificada e até qualificável, a tributação irracional e, naturalmente, os erros da política econômica. A indústria exportou em 2013 manufaturados no valor de US$ 93,09 bilhões, valor 1,8% maior que o de 2012, pela média dos dias úteis. Mas esse resultado inclui US$ 7,74 bilhões obtidos com a exportação meramente contábil de sete plataformas de exploração de petróleo e gás. Sem sair do País, esses equipamentos foram "vendidos" para a obtenção de benefícios fiscais e alugados para uso no Brasil. São operações legais, permitidas há mais de dez anos, mas seu volume e seu valor têm crescido a ponto de se tornarem essas plataformas o item principal da pauta de manufaturados. Isso obviamente distorce os números, porque exportação de plataformas significa, de fato, algo muito diferente de exportação de soja, café, aviões, automóveis, peças, tratores, biquínis, açúcar e minério. Expurgadas as contas do ano passado e de 2012, as vendas de manufaturados de fato encolhem, passando de US$ 89,25 bilhões para US$ 85,35 bilhões. Com esse desconto, o déficit do setor sobe de US$ 105 bilhões para US$ 112,75 bilhões. Não se trata de um déficit qualquer, facilmente assimilável e causado por algum fator conjuntural. O quadro fica mais feio quando a atenção se volta para um detalhe. Não se trata somente de importação maior que exportação. O próprio déficit, o resultado da subtração, é muito maior que o valor exportado, seja o oficial (US$ 93,09 bilhões) ou o expurgado (US$ 85,35 bilhões). Com ou sem plataformas, pode-se falar de uma desindustrialização das exportações brasileiras. As vendas de manufaturados garantiram mais de 50% da receita comercial durante os anos 90 e em boa parte da última década. Em 2007 ainda proporcionaram 52,25% do valor vendido ao Exterior. No ano seguinte a proporção caiu para 46,82%. A queda prosseguiu nos anos seguintes, até 38,4% em 2013. Somada a parcela dos semimanufaturados, obtém-se a participação total dos industrializados, 51% do total vendido ao Exterior. Em 2007, a soma dos dois itens ainda rendeu 65,82%, praticamente dois terços da receita comercial. O mau desempenho comercial do setor de transformação tem como contrapartida o baixo crescimento do produto industrial nos últimos anos. Os dois fenômenos estão associados. Por um evidente erro de diagnóstico, o governo vem estimulando há anos a demanda de consumo, sem remover de fato os muitos entraves à produção. A indústria tem sido incapaz de responder à demanda crescente e de enfrentar a concorrência estrangeira, no Exterior e no mercado interno. Apesar disso, as empresas do setor conseguiram durante anos manter o pessoal. Evitaram os altos custos de demissão e os problemas de recomposição de quadros em um mercado de mão de obra de baixa qualidade. Esse esforço parece ter chegado ao limite. O emprego na indústria ficou estável em novembro, em nível 1,7% inferior ao de um ano antes, e diminuiu 1,1% em 12 meses. Cada vez mais, a sustentação do emprego tem dependido de vagas em atividades pouco produtivas, principalmente em serviços. Um Bric digno desse nome tem de fazer muito mais.

ONDA DE "ROLEZINHOS" DEIXA PETISTA DILMA ROUSSEFF E SHOPPINGS EM ESTADO DE ALERTA

Os shopping centers do País estão se preparando para enfrentar uma onda de “rolezinhos” (arrastões), encontro de jovens marcados nos centros por meio das redes sociais. A possível multiplicação dos encontros, que podem assumir caráter de protesto, também preocupa a presidente Dilma Rousseff. Na terça-feira, ela surpreendeu sua equipe ao convocar uma reunião para tratar do assunto. O maior temor da presidente é que os “rolezinhos” tenham adesão de adeptos da tática de protesto “black bloc”. Na terça-feira, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, defendeu que a Polícia Militar use a força contra os “rolezinhos” se for necessário.  Antes restritos à periferia de São Paulo, os eventos ganharam apoio de movimentos sociais nos últimos dias. A tentativa dos shoppings de proibir os “rolezinhos” no fim de semana insuflou a organização de novos encontros. Ao menos três shoppings da capital paulista conseguiram liminares que proibiam encontros no último sábado. Quem participasse, poderia ser multado em até R$ 10 mil. A Abrasce (associação que reúne 264 shoppings no País) fará uma série de reuniões de emergência com representantes dos centros comerciais. Os shoppings não descartam entrar novamente na Justiça para impedir os “rolezinhos” e vão destacar mais seguranças nos próximos eventos, que são monitorados. As reuniões entre os representantes do setor aconteceram nesta quarta-feira em São Paulo e nesta quinta-feira em Porto Alegre. No Rio de Janeiro ainda não há data. O fenômeno dos “rolezinhos” surgiu em 2013 como forma de jovens de periferia buscar diversão, em eventos marcados pelo Facebook. Alguns tiveram correria e furtos.

OS DETALHES MACABROS DA BOLSA CRACK DO PT. OU: EM SÃO PAULO E NO BRASIL, SER VICIADO É MORALMENTE SUPERIOR A SER POBRE. OU: HADDAD CONSOLIDA PARTE DE SUA HERANÇA MALDITA: O CENTRO FOI ENTREGUE PARA SEMPRE A VICIADOS E TRAFICANTES


Haddad: ele entregou para sempre o Centro de SP ao consumo e ao tráfico de drogas
Haddad: ele entregou para sempre o Centro de SP ao consumo e ao tráfico de drogas
As palavras são fortes, sim, mas, infelizmente, as coisas precisam ser classificadas segundo aquilo que são. A Prefeitura de São Paulo deu início a um programa que me parece moral, filosófica e tecnicamente criminoso de suposto combate ao crack. Por que “suposto”? De fato, a gestão do petista Fernando Haddad deu início, nesta terça, ao financiamento público do consumo de crack. Agora é para valer: está criada a “Bolsa Crack”. E, como sempre, os que trabalham, os que levam uma “vida careta”, passarão a financiar o consumo dos viciados, que não terão nem mesmo de se submeter a tratamento para receber salário, comida e moradia gratuitas. A cidade de São Paulo se torna, assim, o paraíso dos traficantes e continuará a ser o inferno dos dependentes — mas, agora, em fase de estatização. É isto: a sede estatizante do PT chegou ao crack. O presidente do Uruguai, José Mujica, é um doidivanas, mas é intelectualmente mais honesto.
A primeira grande impostura
Vamos ver o que a Prefeitura decidiu fazer e analisar as medidas no detalhe. OJornal Nacional levou ao ar nesta terça uma reportagem bastante favorável ao programa da Prefeitura. Faz sentido. A emissora está ligada a grupos e entidades que defendem a descriminação das drogas e se opõem à internação de viciados. Já escrevi posts a respeito. Ok. As pessoas e as emissoras são livres pra ter as suas crenças.
Mas não estão livres dos fatos. O texto do Jornal Nacional começou assim:
“A cidade de São Paulo começou, nesta terça-feira (14), mais uma tentativa de combater o consumo de crack. Dependentes químicos vão ganhar hospedagem, alimentação e emprego.
Os barracos de madeira e lona na região da Cracolândia começaram a ser desmontados durante a tarde. Uma nova tentativa de acabar com a Cracolândia, que concentra dependentes de crack no centro da cidade. A partir de agora, 300 vão receber ajuda desse novo programa.”
Epa! Se o objetivo, como se anuncia acima, é “acabar com a Cracolândia”, então é preciso apontar a primeira impostura: o público volante da região é de… DUAS MIL PESSOAS, NÃO DE 300. Se o programa, então, pretende extinguir a Cracolândia oferecendo emprego, comida e moradia a 300 viciados, cumpre perguntar o que pretende fazer com os outros… 1.700! Uma coisa, pois, é a convicção, a escolha ideológica ou sei lá como chamar. E outra pode ser a verdade. Assim, a primeira grande mentira do programa está no seu alcance. Vai atingir apenas 15% dos frequentadores da área.
E que publico é esse?
A segunda grande impostura
Justamente aquele que passou a construir barracos em pleno logradouro público, no chamado quadrilátero da Luz, nas ruas Helvétia e Dino Bueno e Alameda Cleveland. O leitor de outras cidades e estados talvez não saiba. Com a chegada do PT ao poder na cidade e a determinação da Prefeitura de não mais “reprimir” o consumo de drogas, os viciados voltaram a ocupar hotéis caindo aos pedaços, casas abandonadas, praças e calçadas. E deram início à construção de uma “favela do crack” nas ruas, como se pode ver na foto abaixo.
favela da cracolândia
O programa que agora tem início, pois, busca atender apenas esses viciados. Assim, está para ser provada a tese do Jornal Nacional de que se trata de, como é mesmo?, “uma nova tentativa de acabar com a Cracolândia”. Não! A Prefeitura está tentando é acabar — e ela logo vai voltar, já digo por quê — com a favela do crack que surgiu logo nos primeiros meses da gestão Fernando Haddad.
Não há programa nenhum para as centenas de pessoas que se concentram na praça Sagrado Coração de Jesus. Aliás, até a Guarda Municipal saiu de lá. Agora, aquela praça é dos viciados e traficantes como o céu é do condor.
Ao Jornal Nacional, José de Filippi Junior, secretário municipal de Saúde, afirmou, num tom quase carnavalesco: “O tratamento é pra que essa pessoa reconstrua sua vida. Reconstrua a vida dela e possa ver que ela pode ser feliz. Que possa buscar no trabalho, no emprego, a reestruturação dos amigos, da família e a saúde. Acho que é um passo importante pra isso, buscar o seu bem-estar integral”. É preciso ter estômago forte. De que TRATAMENTO este senhor está falando? 
 A terceira grande impostura
E como é que se decidiu pôr fim à favela? Ora, premiando com emprego, salário, comida e moradia gratuitas aqueles que decidiram criá-la. Eles foram cadastrados e “convencidos” a deixar os seus barracos. Em troca, terão de trabalhar apenas quatro horas por dia na conservação de logradouros públicos, além de dedicar duas horas  a cursos de qualificação. Mas essa segunda parte não é obrigatória. Receberão, a cada dia, R$ 15 — ao fim do mês, note-se, o benefício será maior do que a maioria do que paga, per capita, o Bolsa Família: como sábados e domingos são remunerados, serão R$ 450 mensais. Ser viciado, em São Paulo e no Brasil, é moralmente superior a ser apenas pobre. Entenderam?
A coisa não para por aí. Os viciados do Bolsa Crack de Fernando Haddad terão vantagens que os beneficiários do Bolsa Família não têm: vão morar de graça em hotéis do Centro especialmente preparados para isso, e terão direito a três refeições por dia. A forma de pagamento é a “semanada”: a cada semana, o dinheiro será depositado numa conta, a ser movimentada com um cartão.
Ao todo, o beneficiário terá de dedicar apenas quatro horas do seu dia ao “programa” — que poderão ser seis caso faça o curso. Se começar, sei lá, às 9h, já estará livre às 15h. Pra quê? É uma boa pergunta. Ora, se os que decidiram criar a “favela do crack” receberam como recompensa emprego, salário, casa e comida, o que impede outros de recorrerem aos mesmos métodos para ter benefícios idênticos? Cada um deles custará R$ 1.086 à Prefeitura. O programa do governo do Estado paga, sim, para os que participam do programa Recomeço. Mas eles são obrigados a se tratar, e o pagamento é feito à comunidade terapêutica, não ao viciado.
A quarta grande impostura
O aspecto mais deletério — e eticamente asqueroso — do programa de Haddad é que os viciados não serão obrigados a se tratar. No Jornal Nacional, Luciana Temer, secretária de Assistência Social, dizia orgulhosa: “Foi absolutamente voluntário. Quem quer participar, quem não quer participar. É um grande desafio, mas é um caminho que estamos buscando”.
Isso tudo é música — macabra! — para os ouvidos do que chamo de “militantes da cultura da droga”. No Brasil e em várias partes do mundo, considera-se, no fim das contas, que consumir tais substâncias é uma questão de escolha e de direito individual. Posso até flertar com essa ideia; aceito discuti-la. O que me pergunto, então, é por que a sociedade tem de arcar com as consequências e com os custos quando, digamos, algo dá errado?
Se estamos tratando de uma escolha individual, que cada um faça a sua! Mas não pode morar no logradouro público. Não pode receber um salário por isso. Não pode comer de graça por isso. Não pode morar de graça por isso. Se, no entanto, o estado tiver de arcar com as consequências, então ele tem o direito de fazer exigências.
A quinta grande impostura
Pesquisem, conversem com especialistas. Crack não é maconha. Crack não é cocaína. Crack não é, se quiserem, cigarro, analgésico ou diazepínico, para citar drogas legais. A possibilidade de um viciado deixar a droga sem ajuda médica — e o concurso de alguns fármacos — é praticamente nula. Mais: não existe uma forma, digamos, minimamente digna de conviver com o consumo da pedra. Ela rouba a vontade, os valores, a ética, a moral, tudo.
Tenho lido bastante a respeito. Estudos empíricos, especialmente ligados à área da psicologia comportamental, indicam que a remuneração — em dinheiro mesmo — pode ter um papel importante no tratamento de um viciado. Mas atenção! Para que a tática funcione, são necessárias precondições que absolutamente não estão dadas no caso.
Terapeutas e psiquiatras têm obtido respostas positivas quando passam a remunerar viciados em troca da abstinência. Trabalha-se com a ideia da recompensa — a punição, no caso, é só a cessação do benefício. A cada vez que cumpre etapas de uma sequência de desafios — que incluirão, no seu devido tempo, a abstinência —, é remunerado por isso. Se falha, então não recebe. Mas atenção! Isso se faz em situações de absoluto controle. É preciso que o paciente seja rigorosamente acompanhado. Para começo de conversa, ele tem de estar ancorado numa estrutura familiar ou similar — uma comunidade terapêutica, por exemplo. Não pode respirar um ambiente em que a droga é dominante.
O programa de Haddad fornecerá a dependentes químicos que já romperam laços familiares e de amizade fora do mundo das drogas conforto, comida e dinheiro SEM EXIGIR DELES NADA EM TROCA. De resto, os consumidores da Cracolândia têm renda. Fazem bicos, trabalham como catadores, praticam pequenos furtos… Há pessoas que chegam a consumir mais de R$ 50 por dia em pedras. O dinheiro que Haddad vai lhes fornecer, assim, atuará como uma renda suplementar. Não há um só especialista em dependência química com um mínimo de seriedade que possa endossar isso.
A sexta grande impostura
Atentem agora para uma questão de lógica elementar. Se o programa não exige que o beneficiário faça tratamento contra dependência química, pouco importa, pois, para a Prefeitura se ele consome crack ou não, certo? Está, no fim das contas, ganhando salário, moradia e comida porque resolveu criar uma favela no logradouro público.
Estão dadas as condições para que os chamados movimentos de sem-teto comecem a reconstruir a favela dentro de alguns dias — sejam viciados ou não. Ora, se Haddad oferece benefícios sem nenhuma condicionalidade, por que não atender, então, eventuais pessoas que, não tendo teto, também não consumam drogas? O prefeito não seria perverso a ponto de exigir que as pessoas se tornem viciadas para poder receber o agrado, certo?
A sétima grande impostura
Na campanha eleitoral, o então candidato do PT prometeu um programa de fôlego contra o crack, em parceria com a presidente Dilma Rousseff. Agora vemos o que o homem tinha em mente. Não se enganem: essa história do tratamento volitivo, do “procura ajuda quem quer”, é, no fim das contas, economia de dinheiro. É EVIDENTE QUE É MUITO MAIS BARATO FINANCIAR O VÍCIO DO QUE FINANCIAR A CURA, COMO TENTA FAZER O GOVERNO DO ESTADO
Os vigaristas intelectuais no Brasil chamam a essa porcaria de “política de redução de danos”. Pesquisem. A redução de danos — embora eu não a aprove — é outra coisa. O programa da Prefeitura de São Paulo é só uma forma de financiar os viciados para poder desmontar uma favela que já havia se tornado símbolo da gestão Haddad. E que tende a voltar.
Concluindo
No projeto original, não sei se a medida será implementada, os dependentes também teriam direito a… andar de graça nos ônibus — não estou brincando. Vai ver é uma forma de tentar espalhar os viciados cidade afora, sei lá… Já houve quem sugerisse que eles tivessem prioridade em programas de moradia. A cultura de glorificação das drogas é capaz das piores bizarrices.
Não há prazo para os beneficiários deixarem os hotéis. Isso quer dizer o óbvio: não sairão nunca mais. Um tipo de programa como esse, uma vez criado, fica para sempre. E a demanda só irá aumentar. A tendência é que viciados de várias outras partes do estado e do Brasil procurem a cidade de São Paulo. A lógica é econômica. O Centro de São Paulo está para sempre condenado. Esqueçam qualquer processo de revitalização. Nunca mais acontecerá. O PT entregou, para sempre, uma área da cidade ao consumo e, por óbvio, ao tráfico de drogas.
Com um ano de gestão, Haddad já consolidou parte de sua herança maldita. Aguardem: ele ainda tem muitas outras ideias na cabeça. Por Reinaldo Azevedo

O JEITO MARINA SILVA DE FAZER POLÍTICA PODE TIRAR DE EDUARDO CAMPOS O SEU ÚNICO ALIADO ATÉ AGORA....

O PPS é um pequeno partido, mas tem peso moral na política brasileira. Para Eduardo Campos, governador de Pernambuco e provável candidato do PSB à Presidência, tem especial valor porque, até agora, é o único aliado conquistado. Hoje ao menos, fica difícil enxergar algum outro. Pois bem, o jeito Marina Silva de fazer política pode levar Eduardo Campos a perder esse aliado único. A seção paulista do PPS, que foi decisiva para que o partido escolhesse Eduardo Campos — parte considerável defendia o apoio ao tucano Aécio Neves —, quer rever a decisão caso o PSB resolva mesmo romper a aliança com os tucanos em São Paulo, conforme exige a chefe da Rede.  Um líder que não consegue um único aliado, parece-me, define o alcance da própria candidatura. Engraçada essa Marina Silva. No seu Acre natal, ela não vê necessidade nenhuma de construir uma alternativa. Há 15 anos está aboletada no poder no Estado, junto com os irmãos Viana. Por lá, ela está com o PT e fim de papo. Considerando o seu peso nacional e internacional — na imprensa ao menos —, deveria botar pra quebrar e mostrar como é essa tal “nova política”. No Acre,  ela se contenta com a velha mesmo. E, reitero, não é assim tão popular. Na eleição presidencial de 2010, José Serra conquistou 52,13% dos votos no Estado; em segundo lugar, Dilma ficou com 23,92%; em terceiro, Marina Silva obteve apenas 23,45%. Não sei, não… É justo ter a impressão de que a ex-senadora prefere um Eduardo Campos realmente isolado. Quem sabe ele desista. Isso talvez explique a relutância da Rede em declará-la, desde já, candidata a vice na chapa. Por Reinaldo Azevedo

EM PRIMEIRA REUNIÃO DO ANO, COPOM ELEVA SELIC EM 0,5 PONTO PERCENTUAL, CHEGANDO A 10,5% AO ANO

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumentou em 0,5 ponto porcentual, para 10,5% ao ano, a taxa básica de juros (Selic) nesta quarta-feira, em decisão unânime, sem viés — ou seja, a decisão é válida até o próximo encontro, em fevereiro de 2014. Trata-se da sétima elevação consecutiva do juro básico da economia desde o início do ano passado. A trajetória de alta teve início em abril, quando a autoridade monetária subiu a Selic de 7,25% (mínima histórica) para 7,5%. As previsões sobre a decisão desta quarta dividiram analistas, que também apostavam em elevação de 0,25 ponto porcentual, aguardando uma redução no ritmo de alta. Trata-se da maior taxa de juros desde janeiro de 2012. Votaram por essa decisão o presidente do BC, Alexandre Tombini, e os diretores Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques. Assim como no encontro do Comitê em dezembro, o comunicado divulgado junto com a nova taxa não deu qualquer sinalização sobre as razões que nortearam a decisão. Houve apenas uma pequena mudança: o documento informa que o Bano Central optou pela elevação da taxa “neste momento”.

Para Alessandra Ribeiro, analista da Tendências Consultoria, a manutenção do ritmo de aperto monetário — de 0,5 ponto percentual — foi motivada pelo cenário inflacionário e pelo câmbio. “A trajetória do câmbio continua uma grande incógnita. Ela segue pressionada, e os riscos são de uma depreciação maior do real. Além disso, pesa a inflação, cuja piora vista em 2013 já refletiu na mudança de expectativa do Focus”, afirma.
Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação oficial encerrou o ano passado com alta de 5,91%. O dado veio acima da expectativa do mercado, de 5,74%, e da meta informal do Banco Central, que vinha prometendo que o indicador ficaria abaixo do visto em 2012, de 5,84%. A divulgação do dado de 2013 já pesou na estimativa dos analistas para o IPCA este ano: que passou de 5,97% para 6%. Embora alguns analistas esperassem uma diminuição do ritmo de alta da Selic na primeira reunião do ano, Alessandra acredita que a autoridade monetária deixou o tema “no ar” em seus últimos comunicados ao mercado, como ata do Copom e Relatório de Inflação. “Não houve, de fato, um comprometimento de redução do ritmo. O Banco Central só abriu espaço para isso”.
A estratégia da autoridade monetária, segundo analistas, é deixar o caminho aberto para novas subidas, como forma de tentar conter o ímpeto inflacionário. Contudo, apenas a ação do BC não se mostra suficiente, diante da ineficácia das inúmeras medidas anti-inflacionárias adotadas pelo governo ao longo de 2013, como a redução da conta de luz e os tímidos reajustes nos preços dos combustíveis. No lado fiscal, nenhum ajuste relevante foi implementado como forma de reduzir o consumo do governo. Alessandra acredita que, ainda que os efeitos do aperto monetário de 2013 impactem a economia em 2014, devido à ação retardada da alta dos juros sob a inflação, o IPCA não deverá ceder. “A política monetária age com uma defasagem mesmo. É esperada alguma desaceleração dos preços livres para este ano. Mesmo assim, estimamos IPCA em 6% para 2014″, afirma.
Paulo Gala, estrategista da Fator Corretora, acredita que a opção por alta de 0,5 ponto percentual tenha acontecido em um cenário de credibilidade abalada do Banco Central, depois que a meta prometida pelo presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, não foi alcançada. Tombini disse várias vezes ao mercado que entregaria no ano passado uma inflação menor do que apurada em 2012 (5,84%). “O cenário realmente justificaria qualquer um dos movimentos”, comenta. Os sinais de arrefecimento da atividade econômica nos últimos trimestres do ano passado, para ele, poderiam justificar um aperto menor, de 0,25 ponto percentual.
Juros baixos não vingaram
O governo Dilma terminou seu terceiro ano com um gosto amargo no que se refere à política monetária. Depois de “tratorar” o BC para forçar a redução dos juros ao patamar de 7,25% em 2012 — e também induzir os bancos privados e estatais a reduzir suas taxas, usando como veículo o Banco do Brasil —, a presidente terminou 2013 com um verdadeiro choque de realidade. Juros baixos são resultado de política monetária consistente, com inflação no centro da meta, estabilidade cambial e contas públicas ‘saudáveis’, sem maquiagens. Hoje, não há vestígio de nenhum desses pilares. 
O ajuste fiscal — uma das ferramentas mais eficazes (e impopulares) de conter o avanço inflacionário, já que resulta em cortes de despesas do governo — está fora da cartilha do ministro da Fazenda, sobretudo porque pode resultar em desaceleração da economia num período em que o crescimento está distante do esplendor. Tal alternativa se torna ainda menos factível às vésperas do pleito eleitoral.

MORRE NO MÉXICO O POETA ARGENTINO JUAN GELMAN

Morreu nesta terça-feira, no México, aos 83 anos, o poeta e jornalista argentino Juan Gelman. Reconhecido tanto pela qualidade dos seus versos quanto pela sua militância política, Gelman (um montonero) publicou mais de 20 livros e recebeu em 2007 o prêmio Cervantes, o principal em língua espanhola. Foi também um ícone da resistência à ditadura na argentina. Perseguido pelos militares, se exilou primeiro na Itália, nos anos 1970. Teve o filho e a nora uruguaia sequestrados e mortos pelo regime. Uma neta nascida durante o cativeiro dos pais também esteve desaparecida até que Gelman conseguiu resgatá-la, em Montevidéu. Por ter desacreditado da eficácia da luta armada e dos rumos que tomaram os grupos de esquerda, foi condenado à morte pelo grupo guerrilheiro Montoneros.