segunda-feira, 28 de outubro de 2013

NETANYAHU É ALVO DE CRÍTICAS PELA LIBERTAÇÃO DE PRISIONEIRO PALESTINOS

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi alvo de críticas de todos os setores políticos nesta segunda-feira por causa do projeto de libertar 26 prisioneiros palestinos que, segundo autoridades, foram condenados por ataques que mataram israelenses. A libertação, que acontece nesta terça-feira, é parte de um acordo intermediado pelos Estados Unidos para restabelecer as negociações de paz com os palestinos. Trata-se da segunda de um total de quatro libertações de prisioneiros palestinos com longas penas que deve acontecer nos próximos meses. O anúncio dos nomes dos prisioneiros deu origem a uma onda de críticas. Entre eles há pessoas presas por participação na morte de israelenses. Na maioria dos casos, os assassinatos aconteceram antes do início das negociações de paz, em 1993. Israel tem um longo histórico de trocas assimétricas de prisioneiros com seus adversários árabes, mas a libertação desta semana parece especialmente mais complicada porque Israel está recebendo pouco em troca, a não ser a oportunidade de conduzir as negociações que poucas pessoas acreditam que terão sucesso. "Libertar terroristas é imoral, enfraquece Israel, coloca em perigo cidadãos israelenses", declarou Naftali Bennett, líder do partido extremista Lar Judaico (Bait Yehudi) em sua página no Facebook: "Israel tem se humilhado há 20 anos com acordos para a libertação de terroristas e é hora de colocar um fim nisso". Pini Rosenberg, cujo pai, um sobrevivente do campo de concentração de Sobibor, foi morto num ataque de 1994, disse que os ministros do governo não consideram o peso emocional para as famílias em luto. Um homem condenado pelo assassinato de seu pai está entre os que serão libertados nesta terça-feira. Dentre os críticos há até mesmo membros mais pacíficos da coalizão. Segundo eles, Netanyahu poderia ter evitado a libertação se tivesse aceitado os pedidos palestinos para interromper a construção de assentamentos na Cisjordânia ou baseado as negociações nas fronteiras para um futuro Estado palestino nas linhas anteriores a 1967, quando Israel capturou a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, territórios que os palestinos querem para seu futuro país.

PAULINHO OFICIALIZA LICENÇA E MIGUEL TORRES ASSUME A FORÇA SINDICAL

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, assumiu nesta segunda-feira a presidência da Força Sindical. Ele substitui o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), o "Paulinho da Força", que teve seu pedido de licença por tempo indeterminado oficializado durante reunião da Comissão Executiva da Central, em São Paulo. Miguel Torres é o terceiro a assumir a presidência, em 21 anos de existência da Força. Paulinho foi o presidente que mais tempo ficou no cargo, de 1999 a 2013. Antes dele, Luiz Antonio de Medeiros havia presidido a Central desde a sua fundação, em 1991. Em nota, a entidade cita que Miguel Torres assume o cargo com o compromisso de continuar a luta da Central, do líder Paulinho da Força, dos dirigentes de todo o País, em conjunto com o movimento sindical unificado e os movimentos sociais. O texto destaca as ações pela Pauta Trabalhista, em defesa dos direitos da classe trabalhadora, trabalho decente, segurança e saúde nos ambientes de trabalho. "Vamos continuar nossa luta pela redução dos juros, correção da tabela do IR, redução da jornada de trabalho, pelo fim da rotatividade no trabalho e das terceirizações", afirma o novo líder da entidade. Miguel Torres nasceu em 1º de outubro de 1958, em São Paulo, é casado pela segunda vez e pai de três filhas. Começou a trabalhar na área metalúrgica aos 14 anos. É ativista sindical desde o final dos anos 1970. A nota divulgada pela Força Sindical não cita o motivo pelo qual Paulinho deixa a presidência da entidade. Recentemente, entretanto, ele esteve dedicado à criação do partido Solidariedade (SDD). Paulo Pereira da Silva deve concentrar esforços no fortalecimento do novo partido, desejo que já tinha manifestado anteriormente. Ele também deve voltar a se candidatar a uma vaga como deputado federal, agora sob o SDD, no ano que vem.

SEM DAR QUALQUER AVISO AO LÍDER DO GOVERNO, RENAN CALHEIROS PRETENDE VOTAR AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comunicou na semana passada a um grupo restrito de aliados que iria tentar levar adiante a votação do projeto de lei que garante a autonomia de diretores e do presidente do Banco Central. Ele, no entanto, não avisou ao líder do governo Dilma no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), que iria propor a votação da matéria ainda este ano. Na manhã de sexta-feira, diante de um plenário vazio, Renan Calheiros anunciou que pretendia votar em plenário ainda este ano o substitutivo do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), favorável ao projeto apresentado em 2007 pelo ex-líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, atual prefeito de Manaus. "Não conversei com ele e nem com o governo sobre o tema de aprovar uma lei que dá autonomia ao Banco Central", afirmou o líder do governo no Senado, Eduardo Braga, que foi pego de surpresa com o anúncio. Para ele, na prática, o Banco Central já é autônomo desde a gestão de Henrique Meirelles. Eduardo Braga disse que pretende conversar com pessoas do governo Dilma para fechar uma posição em torno do assunto. Mas ressalvando que se tratava de uma "opinião pessoal", o peemedebista disse que a matéria não poderia ser colocada sem que tivesse uma reunião de líderes partidários e uma "avaliação do quadro". Em conversas separadas com pelo menos dois líderes da base, Renan disse que iria defender a votação da matéria para este ano. Questionado sobre a motivação que levou Renan a ressuscitar a proposta, um de seus aliados respondeu reservadamente: "Renan tem tamanho e massa política para levar isso adiante". O texto está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa desde 2009 e recebeu o primeiro parecer favorável, do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), em dezembro de 2010 sem ter sido votado. A última versão de Dornelles é de abril deste ano. O Banco Central é a autoridade monetária do País, até hoje sob controle do Poder Executivo. Com independência, na verdade passaria a ficar refém da classe política. Imaginem a cafajestada tomando conta da autoridade monetária. Que farra!!!

DITADURA BOLIVARIANA DA VENEZUELA PASSA O CALOTE NO EMPRESARIADO BRASILEIRO ESTIMULADO PELO GOVERNO DILMA A VENDER PARA OS COMPANHEIROS DO FORO DE SÃO PAULO

Depois de dar um calote oficial de U$ 5 bilhões na refinaria Abreu e Lima, deixando a Petrobras sozinha no empreendimento, o calote da Venezuela nas empresas brasileiras era mais do que anunciado. É o socialismo do Século XXI do PT, do Lula e da Dilma: o país vizinho quebra por gestão populista e eleitoreira e quem paga a conta são os brasileiros. A dívida da Venezuela, é claro, será embutida nos preços de quem levou o golpe. Uma vergonha. A matéria abaixo é da Folha de São Paulo. Depois de estimular negócios com a Venezuela, o governo do Brasil agora cobra do país vizinho "calotes temporários" de exportações de empresas brasileiras feitas neste ano.  Em alguns casos, o atraso nos pagamentos de produtos vendidos ao mercado venezuelano, que vive um momento de escassez, chega a quatro meses.  A situação já preocupa os empresários brasileiros, especialmente os que começaram a negociar mais recentemente com a Venezuela, e levou o governo a enviar uma missão ao país para tentar solucionar o problema. Na segunda-feira passada, o ministro petista Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e o assessor especial da presidente para assuntos internacionais, o aspone Marco Aurélio "Top Top" Garcia, viajaram a Caracas para conversar com autoridades venezuelanas sobre os atrasos. Oficialmente, a missão brasileira teve como objetivo reforçar a disposição brasileira de ajudar o parceiro comercial a superar sua crise de abastecimento, mas os pagamentos atrasados foram um dos temas principais. Nesta semana, a Venezuela informou que terá de importar 400 mil toneladas de alimentos de países latino-americanos em novembro e dezembro, sendo que 80 mil toneladas de carne e grãos virão do Brasil. O calote temporário está sendo provocado principalmente pela crise econômica na Venezuela, que faz o governo local exercer forte controle sobre a saída de dólares, o que tem atrasado o pagamento de suas importações. O total dos pagamentos em atraso não é revelado, mas o montante em jogo é significativo: o Brasil exportou para a Venezuela US$ 3,1 bilhões até setembro. Segundo um empresário ouvido reservadamente, o maior problema está na exportação de alimentos, setor que recebeu estímulo do governo brasileiro para aumentar as vendas à Venezuela diante do quadro de escassez. Os atrasos no pagamento de exportações de carnes bovinas e de frango estão na casa de quatro meses. Até setembro, as vendas destes produtos à Venezuela somaram US$ 737 milhões. A BR Foods e a JBS são algumas das empresas que exportam para lá. Há um histórico de atrasos. Eles, entretanto, nunca foram tão grandes. O problema começou com o setor de construção pesada. Neste ano, representantes das empreiteiras reclamaram às autoridades venezuelanas e os pagamentos, que estavam suspensos, foram parcialmente retomados. A Odebrecht, que possui obras importantes no país, como as do metrô de Caracas, já enfrentou problemas no passado recente. A relação Brasil/Venezuela ganhou impulso no governo de Lula e seguiu no mesmo ritmo no de Dilma Rousseff, estimulando parcerias e defendendo politicamente a administração de Hugo Chávez (1954-2013) e de seu sucessor Nicolás Maduro. Parcerias que nem sempre foram bem-sucedidas, como a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O negócio era para ser uma sociedade entre a Petrobras e a venezuelana PDVSA, que até hoje não colocou dinheiro no projeto. Em 2012, as exportações brasileiras para a Venezuela foram de US$ 5 bilhões. Este ano, apesar das vendas totais à Venezuela terem caído 17%, os cinco principais produtos exportados pelo Brasil cresceram quase 30%. São produtos essenciais em tempos de crise de abastecimento: carne bovina, bois vivos, carne de frango, açúcar e medicamentos. Produtos como preparação para elaboração de bebidas também deram um salto de 93%. Uma crise com os fornecedores brasileiros não interessa aos venezuelanos, já que o Brasil é o quarto principal fornecedor, atrás de Estados Unidos, China e Reino Unido. No ano passado, o país forneceu quase 10% de tudo o que a Venezuela comprou.

FAT TEM PREJUÍZO DE R$ 7,2 BILHÕES EM UM ANO

O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), fonte de recursos para o BNDES, o seguro-desemprego e o abono salarial (PIS), caminha cada vez mais rapidamente para um déficit recorde. A previsão é que o Fundo feche o ano com resultado negativo recorde de R$ 7,2 bilhões, o pior desde sua criação, em 1990, segundo fontes do seu Conselho Deliberativo. Em 2012, as contas fecharam com superávit de R$ 3 bilhões. Para 2014, o déficit projetado chega a R$ 9,3 bilhões, mas poderá ser ainda maior, o que exigirá novos aportes do Tesouro, ou vai forçar redução do patrimônio do Fundo, que já está crescendo menos. Entre 2003 e 2012, o patrimônio avançou 10,1% ao ano, mas, em 2013, até agosto (último dado disponível), a alta foi de apenas 3,88%. Uma análise das contas do Fundo nesse período mostra uma explosão das despesas, principalmente com seguro-desemprego e abono salarial. Enquanto as receitas do FAT (oriundas do PIS/Pasep recolhido pelas empresas) subiram 79,5%, de R$ 21,701 bilhões para R$ 38,954 bilhões (valores corrigidos pelo IPCA), os gastos com seguro-desemprego aumentaram 158,4%, passando de R$ 10,999 bilhões para R$ 28,424 bilhões. Com o abono, as despesas subiram 325,5%, de R$ 2,965 bilhões a R$ 12,617 bilhões. Os desembolsos com o seguro, até agosto deste ano, atingiram o montante de R$ 20,510 bilhões e, com o abono, R$ 7,735 bilhões. O economista José Roberto Afonso, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, chama a atenção para as elevadas despesas, principalmente com o seguro-desemprego."Quando temos debates com estrangeiros, há grande dificuldade para explicar por que o desemprego cai e os gastos com seguro-desemprego sobem. É igual jabuticaba, só tem no Brasil", disse ele. Especialistas destacam que as razões para a piora das contas incluem ganhos reais maiores do salário mínimo, rotatividade dos trabalhadores e até fraudes. Para conter despesas, o governo começou a exigir, no fim de 2011, curso de qualificação para quem recorrer ao auxílio três vezes em dez anos. Na semana passada, as regras para receber o benefício ficaram mais rígidas, e o pagamento do seguro foi condicionado à realização do curso de capacitação para quem requisitar o benefício duas vezes em dez anos. Os cursos são gratuitos (no Senai e Senac), do Pronatec, parceria entre os ministérios da Educação e do Trabalho. Mas poucos trabalhadores conseguem se matricular nos cursos de formação, o que reduz os efeitos práticos da medida, já que o trabalhador não pode ser prejudicado. Segundo levantamento do Ministério do Trabalho, 7,7 milhões de trabalhadores receberam o seguro no ano passado e só 46.481 foram matriculados. Em 2013, de 5,7 milhões de trabalhadores beneficiados, só 50.803 apresentaram comprovante de matrícula. O Ministério da Educação disse ter recebido valor de R$ 195 milhões do Orçamento da União para remunerar as instituições de ensino, mas quem controla o andamento dos cursos e a frequência dos alunos são as próprias instituições. Dados do Ministério do Trabalho revelam, ainda, que mais de um terço dos beneficiários do seguro-desemprego recorrem ao auxílio mais de duas vezes num prazo de dez anos. Entre 2002 e 2011, o benefício foi pago a 62,7 milhões de trabalhadores, sendo que 22.6 milhões pediram o benefício duas vezes, no mínimo, No período, 5,2 milhões de trabalhadores recorreram ao seguro três vezes; 1,4 milhão, quatro vezes; 67,9 mil por seis vezes e 5.6 mil por oito vezes. Pelas regras do seguro-desemprego, a recusa por parte do trabalhador de outro emprego condizente com sua qualificação e remuneração anterior pode resultar no cancelamento do benefício, mas faltam funcionários treinados nas agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Há também problemas com a exigência dos cursos de qualificação, a rede do Sistema S não está presente em todos os municípios brasileiros e, além disso, não existem vagas disponíveis. O Senai atende 2.700 municípios e o Senac, 3.154. Entre as causas da piora nas contas do FAT, estão os ganhos reais do salário mínimo que impactaram as despesas com o seguro-desemprego e com o abono, com ampliação do universo de trabalhadores beneficiados (renda de até dois salários mínimos). O FAT, por determinação da Constituição, repassa todo ano 40% das suas receitas ao BNDES. Além disso, o governo segura 20% da arrecadação, via Desvinculação de Receitas (DRU), para outras finalidades.

PROCURADORES DA REPÚBLICA DEBATEM CIDADANIA. À BEIRA-MAR, NA BAHIA.

Procuradores da República de todo o País se reúnem à beira-mar, a partir desta segunda-feira, na Ilha de Comandatuba (BA), para o 30º Encontro Nacional dos Procuradores da República, para debater o tema “MPF na Defesa da Cidadania”. O resort Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba informa, em seu site, que o preço da diária, neste período, custa R$ 1.111,00, mas é comum os organizadores conseguirem descontos especiais, em eventos do gênero. O encontro vai se prolongar até sábado, 2 de novembro. O evento reunirá cerca de 250 membros da carreira, de todo o Brasil, para debater questões referentes ao aprimoramento da instituição. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) não informou se os associados estão dispensados de assinar o ponto, em suas repartições. O objetivo, segundo os organizadores, é proporcionar aos procuradores da República uma "oportunidade de crescimento e confraternização". Entre debates e palestras, eles participam de "atividades esportivas e apresentações culturais". Como vive bem a elite oligárquica deste País.

PETROBRAS AVALIA MUDANÇA NA REFINARIA ABREU E LIMA APÓS ANÚNCIO DE INCORPORAÇÃO

A incorporação da Refinaria Abreu e Lima, localizada em Pernambuco, pode significar mudanças no projeto da unidade, que ainda está em construção. A refinaria foi assumida integralmente pela Petrobras, depois de as negociações não avançarem com a petroleira venezuelana PDVSA, que seria parceira no projeto. A decisão de incorporar a refinaria foi anunciada em fato relevante apresentado ao mercado na sexta-feira. Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, com a incorporação, há possibilidade de a refinaria processar a produção nacional de óleo leve, já que a Abreu e Lima foi pensada para refinar óleo pesado. "Digamos que a adequação para o óleo nacional está sendo estudada e existe uma grande probabilidade de termos um processamento adicional nessa refinaria, em função do processamento nacional pelas características de refino de óleo mais pesado para óleo mais leve", esclareceu o diretor da Petrobras. Segundo ele, a mudança não é fundamental ao projeto, que está quase concluído. "Buscamos usar a instalação existente e processar o óleo mais leve nosso, desde que seja possível", acrescentou, prevendo aumento do refino de óleo nacional. A decisão da Petrobras de incorporar a refinaria foi tomada depois de a Venezuela, controladora da PDVSA, não ter cumprido sua parte financeira na construção da refinaria, equivalente a 40% dos custos. De acordo com a Petrobras, 82% da refinaria estão prontos.

DESASTRE NA USINA NUCLEAR DE FUKUSHIMA CAUSA UMA MORTE POR DIA

Uma pessoa morre por dia em decorrência do acidente nuclear na central de Fukushima, no Japão, especialmente devido aos efeitos psicológicos e físicos, informou nesta segunda-feira o ex-presidente do Comitê de Investigação do Acidente na Usina de Fukushima, Yotaro Hatamura. Segundo ele, 180 pessoas morreram nos últimos seis meses devido ao acidente de março de 2011. Para o ex-presidente do comitê japonês, também pesquisador e professor universitário, a crise nuclear no país tem causado estresse, ansiedade e perturbações psicológicas que, em muitos casos, são piores do que um dano físico. Outro impacto que, de acordo com ele, afeta muito a população, é a retirada das famílias de suas casas, o que gera mudanças repentinas. Estima-se que mais de 150 mil pessoas tenham sido removidas. "Não se sabe quando parará de morrer gente, tampouco todos os efeitos que o acidente terá na saúde das pessoas" disse Hatamura. Ele acredita que as autoridades japonesas têm se concentrado mais em trabalhar dentro da central do que para resolver as consequências que o acidente teve fora da área diretamente atingida. O relatório do Comitê de Investigação foi presidido por Hatamura e determinou que a central nuclear não tinha planos de emergência e não estava preparada para reagir a um acidente da magnitude do que ocorreu. De acordo com o ex-presidente do comitê, a má gestão do acidente é uma das causas da contaminação continuada. Recentemente, a passagem de um tufão pela região, no Nordeste do país, causou vazamentos nos tanques de contenção de água contaminada. Houve suspeita de que o solo teria sido contaminado. Em março de 2011, um terremoto seguido de tsunami atingiu o Japão, causando explosões e vazamentos na região da usina.

CNI AFIRMA QUE FALTA DE MÃO DE OBRA QUALIFICADA AFETA 65% DAS EMPRESAS

Encontrar mão de obra qualificada tem sido um problema para as empresas brasileiras nos últimos anos, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta segunda-feira. O levantamento, que ouviu 1.761 empresas entre 1º e 11 de abril, mostra que 65% das empresas dos segmentos extrativo e de transformação apontaram a falta de trabalhador qualificado como um problema. Segundo a pesquisa Sondagem Especial – Falta de Trabalhador Qualificado na Indústria, da CNI, o problema é ainda maior para as empresas de grande e médio porte. Na comparação com a edição anterior da pesquisa, feita em 2011, o percentual de empresas de grande porte que relataram dificuldade em encontrar trabalhadores qualificados passou de 66% para 68%. Entre as de médio porte, o índice se manteve em 66%, enquanto para as de pequeno porte, o percentual de entrevistados com problemas para contratar mão de obra qualificada ficou em 61%, ante 68% do último levantamento. Para a CNI, o problema pode se agravar caso a economia do País volte a crescer. “Desde o fim de 2010, a indústria não cresce e, ainda assim, os empresários têm dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados. À medida que a indústria voltar a crescer, o problema vai se acirrar”, disse o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, responsável pelo levantamento.

PETROBRAS GARANTE QUE TEM RECURSO PARA PAGAR PELA COMPRA DO CAMPO DE LIBRA, APESAR DA QUEDA NO LUCRO LÍQUIDO

A Petrobras informou nesta segunda-feira que os recursos para pagar pelo Campo de Libra, o primeiro do pré-sal a ser licitado pelo governo, estão dentro do orçamento da estatal. O lucro líquido do terceiro trimestre teve queda de 45%, em relação ao período anterior. “A previsão de desembolso com o bônus de Libra está dentro do nosso orçamento e, portanto, desde que anunciado, dentro das previsões de captação e de uso dos recursos da empresa”, declarou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Almir Barbassa. A presidente da Petrobras, Graça Foster, já havia descartado a necessidade de reajustar preço de combustível para a empresa gerar caixa para o pagamento do bônus de assinatura do leilão. O diretor de Exploração e Produção, José Formigli, acrescentou que não haverá migração de investimentos e esclareceu que os primeiros desembolsos com Libra serão em exploração, mais baratos que com a produção no campo, prevista para começar em 2020: “Até lá, a geração de caixa da Petrobras vai ser maior e Libra vai estar perfeitamente incorporada”.

JUDEUS HOLANDESES EXIGEM QUE LIVRARIA RETIRE O LIVRO "MEIN KAMPF", DE HITLER, DE SUAS PRATELEIRAS

A Federação de Judeus Holandeses vai processar uma livraria de Amsterdã por vender exemplares de "Mein Kampf" (Minha Luta), obra de Adolf Hitler cuja comercialização é proibida na Holanda desde 1974. A Totalitarian Art Gallery (a galeria de arte totalitária) tem em suas prateleiras duas cópias do livro original e uma tradução em holandês. A loja de nome sugestivo também vende outros objetos de regimes totalitários, como relíquias russas da ditadura stalinista e objetos da China maoísta. O proprietário da livraria, Michiel van Eyck, afirmou que não está “surpreso” com a ação, mas justificou a venda das obras por sua importância histórica e ressaltou que nunca as expôs em sua vitrine. O presidente da Federação de Judeus Holandeses, Herman Loonstein, defendeu a ação contra a livraria, considerando que “em um momento do grande aumento do antissemitismo é importante que sejam tomadas medidas duras contra esta forma de discurso do ódio”. A federação disse que pedirá a retirada imediata das obras da livraria. A organização anunciou ainda que fará uma denúncia contra o site Wikipedia por permitir o download do livro de Hitler. A polêmica reavivou um debate que já tinha vindo à tona há seis anos no país, quando o Parlamento holandês votou sobre a anulação da proibição, que impede a compra e venda da obra "Mein Kampf", mas não sua leitura. À época, maioria do Parlamento conseguiu manter a proibição. No livro, Hitler expõe o ideário básico do nazismo, incluindo elementos como o antissemitismo, que, mais tarde, serviria de força motriz para todo o horror do Holocausto. Redigido pelo nazista durante sua prisão, em 1924, "Mein Kampf"  chegou a ser distribuído como presente de casamento na década de 1930. Dez milhões de exemplares em alemão foram editados até 1945, segundo o historiador Ian Kershaw, biografo de Hitler.

OGX FAZ ACORDO PARA VENDA DE UNIDADE NO MARANHÃO

A poucos dias de a OGX, empresa de petróleo de Eike Batista, entrar com pedido de recuperação judicial, a empresa estruturou um acordo com a E-ON, controladora da Eneva, ex-MPX Energia, para os bancos credores poderem vender a ela as ações da OGX Maranhão. O acordo prevê que, em caso de inadimplência da OGX Holding, a Eneva terá a opção de comprar, por 200 milhões de reais, 66,7% das ações emitidas pela OGX-M. O acordo pode significar mais um revés para o empresário Eike Batista, que estaria negociando a venda da OGX Maranhão para levantar dinheiro na tentativa de salvar sua petroleira. Essa opção de venda (put) poderá ser exercida a partir do dia 19 de fevereiro de 2014, segundo fato relevante divulgado pela empresa nesta segunda-feira. Isso dependerá, porém, da assinatura de alguns instrumentos de financiamento, como o refinanciamento de 600 milhões de reais junto a instituições financeiras. Além disso, é previsto ainda um termo de compromisso vinculante com um ou mais bancos para a contratação de crédito para pagamento dos 200 milhões de reais. A participação da Eneva na OGX Maranhão é atualmente de 33,3%, enquanto os outros 66,7% são da OGX. A antiga empresa de energia do grupo agora é controlada pela alemã E.ON, que detém 37,9% de participação, enquanto Eike Batista ainda tem 23,9% da companhia. A Eneva informou que esse acordo está condicionado à aprovação da transação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Agência Nacional de Petróleo (ANP), além da disponibilidade das linhas de crédito detalhadas na ata. A OGX Maranhão tem blocos exploratórios terrestres de gás na Bacia do Parnaíba. Os campos de gás no Maranhão estavam entre as últimas opções disponíveis para Eike Batista obter recursos e evitar o colapso de sua endividada petroleira OGX.

QUATRO POLICIAIS MILITARES DO RIO DE JANEIRO AFIRMAM QUE FORAM FORÇADAS A ESCONDER PROVAS DE TORTURA DO PEDREIRO AMARILDO

Quatro policiais militares envolvidas no caso Amarildo afirmam ter sido obrigadas a esconder provas da tortura ao pedreiro, desaparecido desde o dia 14 de julho, quando foi levado por agentes à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. A ordem, segundo elas, partiu do então comandante da UPP, major Edson Santos, que está entre os 13 presos até o momento acusados de tortura seguida de morte. Outros 12 policiais militaresMs respondem pelo mesmo crime, totalizando 25 denunciados. Depoimentos contam que uma das soldadas estava dentro do contêiner da UPP quando começou a ouvir gritos de dor e pedidos de socorro. O som vinha da parte de trás da unidade. Ao perceber que se tratava de uma tortura, ela tapou os ouvidos e disse a outras colegas: "Isso não se faz nem com um animal". Ainda de acordo com ela, a sessão durou cerca de 40 minutos. Quando tudo foi silenciado, ela conta ter ouvido risos. O local onde Amarildo morreu foi transformado depois em uma espécie de depósito, com inúmeros objetos empilhados, no intuito de dificultar as investigações. Essa teria sido apenas uma das ordens do major Edson para esconder provas da tortura, detalha a promotora Carmem Elisa de Carvalho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com base nos depoimentos. Uma das estratégias usada pelo então comandante foi reunir os policiais envolvidos com advogados para ensaiar o que deveria ser dito à Divisão de Homicídios da Polícia Civil, que comandou o caso. "Todos foram orientados sobre o que deveriam dizer aos investigadores", enfatizou a promotora. "Esse era o tom da determinação: 'Vocês não ouviram nada, não teve nada de anormal e Amarildo desceu pela escada'", continua Carmem, afirmando que o major tentava fazer uma "lavagem cerebral". Outra policial diz ter ouvido a ordem dada pelo major Edson Santos ao tenente Luiz Felipe de Medeiros, subcomandante da UPP na época, depois que a tortura a Amarildo já havia começado: "Medeiros, vai até lá e resolve isso aí". Nenhum deles demonstrou surpresa. As policiais militares, que tinham pouca experiência e ficavam encarregadas do serviço administrativo, foram obrigadas a permanecer dentro do contêiner da UPP. Uma delas, porém, teria reclamado do barulho dizendo apenas que não conseguia trabalhar. A banalização da tortura surpreendeu a promotora: "Todo mundo ouvindo o que estava acontecendo. Não é assim? O que está acontecendo? Alguém está sendo torturado? É? Com esse barulho não dá pra trabalhar'". A mesma soldado que identificou a participação do tenente conta que recebeu ordens para apagar as luzes do Parque Ecológico da Rocinha, que fica ao lado da UPP. Para não ouvir mais as agressões, ela diz ter ficado no local por mais de duas horas. A agente viu ainda o momento em que outros PMs retiravam por um vão do telhado algo que parecia ser um corpo. Ela ainda viu o major e outros cinco policiais descendo do alto da mata, e estranhou a movimentação. A Polícia Civil chegou a fazer buscas pelo corpo de Amarildo no local apontado, mas nada foi encontrado. Suspeita-se que Amarildo possa ter sido enterrado ali inicialmente e retirado depois. Investiga-se ainda se o Batalhão de Operações Especiais (Bope) ajudou a retirar o corpo da favela.

MERCEDES-BENZ ANUNCIA MAIS DE R$ 1 BILHÃO EM INVESTIMENTOS NO BRASIL

A Mercedes-Benz do Brasil anunciou no domingo investimentos de 1 bilhão de reais para as fábricas de caminhões e ônibus de São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG). O montante será aplicado em 2014 e 2015 em pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias, nacionalização de componentes e modernização de áreas de produção. No início do mês, o grupo já havia anunciado 500 milhões de reais para a construção de uma fábrica de automóveis em Iracemápolis (SP), com início de operações previsto para 2016. O anúncio foi feito pelo presidente mundial da divisão de Caminhões, Stefan Buchner, que disse ser esse o maior investimento do grupo alemão em um país atualmente. “"Um em cada quatro caminhões que produzimos é feito no Brasil"”, informou. O País é o maior consumidor de veículos comerciais da marca, seguido pela Alemanha. Buchner participou da apresentação das novidades que a empresa expõe no Salão Internacional do Transporte (Fenatran), aberto ao público nesta segunda-feira, no Anhembi. "“Nossa empresa é responsável pelo maior plano de investimentos do setor, destinando 2,5 bilhões de reais ao Brasil de 2010 a 2015, com destaque para a inauguração da nova fábrica em Juiz de Fora e o aumento da capacidade produtiva em São Bernardo”", disse Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil. As empresas do setor esperam para este ano um mercado de 150 mil caminhões, 12% acima do registrado em 2012.

NOVO PLANO DA PETROBRAS PREVÊ REAJUSTE AUTOMÁTICO DOS COMBUSTÍVEIS

A Petrobras submeteu ao seu Conselho de Administração uma nova política de preços que prevê reajustes automáticos e periódicos de combustíveis, conforme sua necessidade de alinhamento com os valores praticados no mercado internacional. A metodologia está sob análise do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e demais membros do conselho da estatal — e deverá ser aprovada ou rejeitada até o dia 22 de novembro, quando está prevista a próxima reunião dos conselheiros. A Petrobras informou ao mercado sobre a nova metodologia na última sexta-feira, ao divulgar seu balanço trimestral. O lucro da empresa de junho a setembro ficou em 3,3 bilhões de reais. Desta nova metodologia dependerão os robustos investimentos da Petrobras ao longo dos próximos anos, sinalizou nesta segunda-feira o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, ao afirmar que a política solicitada ao governo (sócio controlador da Petrobras) permitirá a implementação do plano de negócios da estatal. “O que estamos prevendo é que a nova política contemple a nossa previsibilidade e permita a implantação do plano de negócios que temos”, afirmou Barbassa, referindo-se aos investimentos de 236,7 bilhões de dólares previstos de 2013 a 2017. A atual política de preços da Petrobras, com reajustes esporádicos que não acompanham valores internacionais no curto prazo e provocam defasagem, está afetando a companhia no momento em que a empresa vem importando derivados para fazer frente ao crescimento do consumo brasileiro, principalmente por diesel. Segundo dados do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), a empresa perdeu 14 bilhões de reais entre janeiro e agosto ao absorver a defasagem de preços. “Temos uma política de preços amplamente conhecida que funcionou por muito tempo. Mas ultrapassamos os limites que nos auto-impusemos e, tendo em vista o programa de investimentos, achamos por bem a adequação à realidade e a redução da alavancagem”, afirmou o executivo, durante teleconferência para analistas. A Petrobras quer mais aderência dos preços dos combustíveis que vende no País aos valores praticados no mercado internacional, considerando que as importações se tornaram cada vez maiores devido ao aumento da demanda e à incapacidade da estatal de suprir o mercado local. Se for aprovada, a metodologia permitirá reajustes automáticos conforme as periodicidade determinada pela nova fórmula e a variação de preços de petróleo no mercado internacional. Os reajustes, dessa forma, não vão demandar aprovação de diretoria para serem realizados, disse o diretor da Petrobras. A decisão de Mantega sobre a nova política ainda é uma incógnita, sobretudo porque o ministro tem afirmado incessantemente que a companhia não prevê reajustar preços. Contudo, a empresa tem sido pressionada por acionistas, sobretudo depois da disparada do dólar, no segundo semestre de 2013. Reportagem da Bloomberg publicada há duas semanas afirmava que os acionistas minoritários da estatal estavam prestes a assegurar que o reajuste ocorreria ainda este ano, depois de terem conseguido mais poder (e mais assentos) no conselho da administração da empresa. Segundo a reportagem, meses de lobby dos investidores, liderados pela Aberdeen Asset Management Plc, levaram o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a assegurar que o governo deixaria a companhia subir os preços da gasolina, depois que os subsídios ao combustível causaram 6,77 bilhões de reais em perdas líquidas no primeiro semestre nas refinarias. Outro fator que agravou a pressão foi o leilão do Campo de Libra, ocorrido na última semana, que exigirá da estatal um aporte de 6 bilhões de reais ao Tesouro ainda este ano, além de investimentos pesados para garantir a exploração da área, que é a primeira do pré-sal a ser explorada sob o regime de partilha. A nova metodologia terá foco nos valores praticados para gasolina e óleo diesel, combustíveis que têm mais peso tanto na receita da Petrobras quanto na inflação. Já produtos como nafta e querosene de aviação não deverão ser incluídos na nova metodologia, segundo Barbassa.

PETROBRAS PUXA ALTA DE AÇÕES NA BOVESPA APÓS APROVAR NOVA METODOLOGIA DE REAJUSTE DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

As ações da Petrobras lideram as altas da BM&F Bovespa nesta segunda-feira, após a empresa ter dado mais detalhes sobre sua nova metodologia de reajuste de combustível, aprovada na sexta-feira pela diretoria da estatal, mas que ainda aguarda aval do Conselho de Administração. Enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, subia 0,93% (54.659 pontos) por volta de 14 horas, os papéis preferenciais (PN) e os ordinários (ON) da petroleira disparavam, respectivamente, 8,84% (cotado a 18,83 reais por ação) e 6,81% (19,75 reais). A nova política de preços, que terá reajustes automáticos, visa permitir que a companhia planeje melhor seus investimentos, dando mais previsibilidade aos resultados, além de contribuir para que a companhia volte a trabalhar com níveis menores de alavancagem. Foi o que disse nesta segunda-feira o diretor financeiro, Almir Barbassa, em conferência com analistas para comentar os resultados da companhia no terceiro trimestre. No período, o nível de alavancagem atingiu 36%, ultrapassando o teto fixado pela companhia como aceitável, de 35%. O diretor comentou ainda que a nova metodologia não ajustará preços no curto prazo, mas permitirá aumento de receita no longo prazo. A defasagem entre os preços praticados pela Petrobras e pelo mercado internacional tem prejudicado o resultado da companhia, na medida em que a estatal não pode repassar as variações aos preços locais. Apesar de o tema (metodologia) ser um dos mais questionados por analistas que participaram da teleconferência, Barbassa não entrou em muitos detalhes, como possíveis desdobramentos nos investimentos caso o conselho de administração não aprove a proposta de uma nova metodologia de preços. As principais dúvidas dos analistas giraram em torno de porcentuais e periodicidade das correções frente aos preços internacionais. Segundo ele, a espera para aprovação da metodologia, prevista para 22 de novembro, não é problema.

PRIMEIRO-MINISTRO DAVID CAMERON AMEAÇA AGIR CONTRA JORNAIS QUE PUBLICAREM INFORMAÇÕES ORIGINADAS DO ESPIÃO TRAIDOR AMERICANO EDWARD SNOWDEN

O primeiro-ministro britânico David Cameron disse nesta segunda-feira em sessão do Parlamento que seu governo pode eventualmente tomar medidas contra jornais que publicarem “vazamentos prejudiciais” do ex-analista da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estads Unidos, o espião traidor Edward Snowden. Cameron, que não especificou quais medidas poderão ser adotadas, disse ainda que as ações podem ser deixadas de lado se os jornais do país passarem a agir de maneira “mais responsável”, segundo declarações reproduzidas pelo jornal The Guardian. “Se eles (os jornais) não demonstrarem alguma responsabilidade social será muito difícil para o governo recuar e não agir”, afirmou Cameron. O primeiro-ministro citou especificamente o caso do The Guardian, que tem publicado uma boa parte do material vazado por Snowden, uma fonte constante de embaraço internacional para os serviços de inteligência dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. Segundo Cameron, o Guardian concordou em destruir parte do material vazado por Snowden, mas depois resolveu prosseguir com a publicação de outros documentos prejudiciais: “A posição que adotamos é de tentar dialogar com a imprensa e explicar como algumas dessas coisas podem ser prejudiciais”. Na sequência, Cameron fez elogios aos serviços de inteligência da Grã-Bretanha, que trabalham de maneira intensa com os seus equivalentes nos Estados Unidos, chamando seus funcionários de “heróis e heroínas silenciosos”. O primeiro-ministro também citou as ameaças terroristas enfrentadas pelos serviços e, para exemplificar, disse que 330 pessoas foram condenadas por terrorismo em cortes britânicas desde setembro de 2001. Desde a semana passada, Cameron tem mostrado uma postura diferente dos seus colegas europeus após a revelação de que os Estados Unidos teriam grampeado o telefone celular da chanceler alemã, Angela Merkel, e interceptado comunicações na Espanha, na Itália e na França, entre outros casos. Embora tenha evitado minimizar os casos, Cameron não se juntou ao grupo de líderes europeus que fizeram críticas aos Estados Unidos e exigiram explicações. Em vez disso, ele fez críticas ao espião traidor Snowden e aos jornais. "O que Snowden está fazendo e, consequentemente, o que os jornais estão fazendo (...) francamente, é mostrar para as pessoas que querem nos prejudicar como fugir e evitar a inteligência", disse. "Isso não vai tornar nosso mundo mais seguro, vai tornar o nosso mundo mais perigoso", disse ele na sexta-feira passada. As críticas de Cameron também foram compartilhadas pelo comandante das tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Europa, o general americano Philip Breedlove. Segundo Breedlove, reportagens baseadas nos vazamentos, em especial aquelas sobre casos de espionagem envolvendo aliados dos Estados Unidos, não "ajudam". O general, no entanto, disse que as reportagens não prejudicaram a capacidade de trabalho conjunto entre os Estados Unidos e os seus aliados europeus, e que qualquer “qualquer dano ocorrido” às relações dos Estados Unidos com a Europa como resultado das alegações “será reparado”.
INADIMPLÊNCIA DE EMPRESAS SOBE 1,2% EM SETEMBRO, CONFORME A SERASA
A inadimplência das pessoas jurídicas no Brasil cresceu 1,2% em setembro na comparação com igual mês de 2012, informou nesta segunda-feira a Serasa Experian. Na comparação entre os acumulados de janeiro a setembro de 2013 e 2012, houve alta de 1,4%. Por outro lado, houve recuo de 7,4% na inadimplência das empresas em setembro, na comparação com agosto. Os economistas da Serasa atribuíram a queda da inadimplência das empresas na comparação mensal à menor tendência de atrasos de pagamentos entre os consumidores finais das companhias. "Com o recuo da inadimplência dos consumidores, o fluxo de caixa das empresas tem suas perdas reduzidas, favorecendo a pontualidade de pagamentos e o não inadimplemento por parte das empresas", informou a Serasa. O valor médio das dívidas não bancárias nos primeiros nove meses de 2013 foi de 808,85 reais, alta de 6,1% ante igual período do ano passado. Esta modalidade de dívida inclui cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água. As dívidas com bancos somaram, em média, 5.069,85 reais nos nove primeiros meses do ano, recuo de 3,9% ante igual intervalo do ano anterior.

SETE MANIFESTANTES DO "OCUPA LEBLON" SÃO DETIDOS PELA POLÍCIA NO RIO DE JANEIRO, POR FUMAR MACONHA

Mal havia se instalado nas imediações do prédio onde mora o governador Sérgio Cabral, na orla do Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, um novo grupo de manifestantes já deu motivos para ser expulso pela polícia. Sete dos 12 jovens que montaram um novo acampamento no canteiro que divide as duas pistas da Avenida Delfim Moreira foram levados para 14ª DP (Leblon) no início da tarde desta segunda-feira. Segundo a Polícia Militar, eles estavam consumindo drogas. Integrantes do movimento Ocupa Leblon, os jovens estavam fumando maconha quando foram detidos. Todos foram "sarqueados" (quando a polícia confere se a pessoa tem antecedentes criminais) e serão autuados por uso de entorpecente. Pelo menos dois deles já têm passagem por posse de drogas. Pela página do Facebook do Black Bloc, a notícia se espalhou rapidamente. "Urgente! Urgente! 7 manifestantes do Ocupa Leblon estão sendo levados agora para a 14ª DP", informa um dos posts. "Atenção: Agora pouco no Ocupa Leblon prenderam 7, estão revistando todos, anotando suas identidade e levando para 14ª DP. IDDH (Instituto de Defensores dos Direitos Humanos), please", diz outro recado. O movimento usa a mesma rede social para pedir ajuda no local. “Reforço urgente no Ocupa Leblon! Corram pra lá quem puder galera! Ocupar, resistir, lutar pra garantir!” Os manifestantes remontaram o acampamento por volta das 6h desta segunda-feira, para pressionar o governador. Pela manhã, eram catorze PMs e três viaturas da corporação, além de dois veículos da Guarda Municipal. Policiais à paisana e da segurança de Cabral também circulavam pelo entorno do acampamento. A expectativa dos manifestantes é de que o ato ganhe adesão de outros movimentos no fim da tarde, como o Ocupa Câmara, que montou barracas em frente à Câmara dos Vereadores. O primeiro acampamento no Leblon foi montado em julho e durou cerca de 40 dias, em meio a sucessivos protestos que terminaram em atos de vandalismo e intensos confrontos com a polícia.

BRASIL VAI PRODUZIR VACINAS PARA PAÍSES POBRES

O Brasil vai produzir vacinas contra sarampo e rubéola para países pobres da África, Ásia e América Latina. A parceria será entre a Fundação Oswaldo Cruz e uma fundação norte-americana. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, o petista Alexandre Padilha. A expectativa é que 30 milhões de doses estejam disponíveis no mercado até 2017. Cada uma delas será comercializada pelo equivalente a R$ 1,17, o menor preço do mercado mundial. Atualmente, essas vacinas contra sarampo e rubéola são produzidas apenas por um laboratório da Índia. Parceira do projeto, a fundação norte-americana Bill & Melinda Gates, maior fundação filantrópica do mundo pertencente ao empresário Bill Gates, comprará as vacinas da Fiocruz para doá-las a países pobres. Além disso, a parceria prevê o investimento de US$1,1 milhão por parte da fundação para o desenvolvimento e a pesquisa clínica da vacina. O ministro Alexandre Padilha explicou que embora o Brasil já tenha erradicado a rubéola e o sarampo, a demanda mundial é muito forte. "Aproximadamente 150 mil pessoas morrem por ano em todo o mundo vítimas do sarampo. Ao produzirmos essa vacina podemos ocupar o mercado global, primeiro, com essa vacina e depois abrir as portas para outros tipos de vacinas produzidas aqui no Brasil", afirmou. Atualmente o País exporta diferentes tipos de vacinas para 75 países.

ALGUNS ARTISTAS DA GLOBO E OUTROS DESCOLADOS CONVOCAM PROTESTO PARA O DIA 31; VIDEO ATACA A MÍDIA, NÃO CENSURA VIOLÊNCIA E AINDA DÁ UMA FORÇA AOS BLACK BLOCS

Descolados globais — e outros nem tanto — resolveram, vamos dizer assim, esquentar de novo os protestos no Rio de Janeiro. Vejam aí no arquivo quantas vezes este cão danado aqui apontou que, em Banânia, artista é tratado como pensador — e, infelizmente, muitas vezes, pensadores anseiam a fama de artistas. Os que deveriam buscar aplausos querem ser reconhecidos como filósofos, e alguns “filósofos”, por sua vez, só querem ser aplaudidos… Abaixo, há um vídeo em que alguns rostos muito conhecidos, outros menos, convocam a população para um protesto. Assistam. Volto em seguida.

Voltei1: Como vocês viram, um dos alvos da insatisfação é a tal “mídia”. Vocês sabem a quem pertence a agenda que, no fim das contas, criminaliza mesmo é a imprensa. Aliás, o maior “grupo de mídia” do país são as Organizações Globo, que detêm concessões de TV aberta, por assinatura e de rádio, jornal, revista etc. Assina a carteira de trabalho de boa parte do bacanas. Isso não quer dizer que não possam e não devam dizer o que pensam e discordar. Mas, então, que deem nome aos bois. Qual “mídia” trata de modo inadequado os “manifestantes”? Como sabe toda gente, ao contrário do que se anuncia acima, A IMPRENSA TEM SE NEGADO A CRIMINALIZAR ATÉ MESMO OS CRIMINOSOS.
2: Quem não faz a distinção entre manifestantes e bandidos são os atores globais e os outros dois ou três que se manifestam. Notem:a) não há uma só palavra de censura às depredações;b) a polícia é vista como a única responsável pelos confrontos;c) pessoas detidas depredando a cidade são chamadas de “presos políticos”.
3: Uma jovem chamada Bianca Comparato — nunca vi, mas parece ser atriz —, aos 3min23s, defende, as palavras fazem sentido, o quebra-quebra. Transcrevo sua fala (em vermelho):“[órgãos de imprensa] só reportam o que é que foi quebrado, o que foi destruído. E eu também acho que tem de parar para pensar o que é que está sendo destruído. São casas de pessoas, como (sic) a polícia joga uma bomba de gás dentro de um apartamento? Não! São lugares simbólicos”.
Nunca vi a PM jogando bombas de gás dentro de apartamentos, mas Bianca viu. Ok. Mas isso não é o mais importante. É evidente que ela está defendendo a ação de destruição dos black blocs, mas só a dos “lugares simbólicos”. Do quê? Que eu saiba, quebram bancos, lojas, prédios públicos, praças, estações de trem, de metrô… Lugares simbólicos da civilização?
4: Algumas estrelas do vídeo merecem breves considerações:a) Wagner Moura, hoje, é o líder do engajados no Brasil. Tornou-se uma espécie de garoto-propaganda do PSOL, em especial da linha freixista (de Marcelo Freixo);b) Marcos Palmeira é genericamente a favor de coisas boas, belas e justas, especialmente as ligadas à natureza. Foi uma das estrelas daquele vídeo patético contra Belo Monte. Palmeira sabe como cuidar da questão energética brasileira e, como se vê, é um profundo pensador da democracia. Eduardo Campos o quer como candidato ao governo do Rio pelo PSB.c) Camila Pitanga é militante petista e garota-propaganda da Caixa Econômica Federal, em especial do programa Minha Casa Minha Vida. Já está engajada na candidatura de Linbergh Farias ao governo do Rio.
No dia 17 de junho, no Rio, aconteceu isto aqui, vejam:
Os “artistas”, evidentemente, não disseram uma só palavra de censura ao comportamento dos manifestantes. Linchar policias pode. Mas o silêncio não é o mais grave. No vídeo que convoca um novo protesto, a violência dos vândalos não só é negada como chega a ser bem-vista e estimulada por uma das participantes. Se quem editou as falas manteve a de Bianca Comparato e se todos concordam com o produto final, então é evidente que a endossam. Eu sou, claro!, um rottweiler feroz. Mansas são as pessoas que acham que “destruir lugares simbólicos”, num protesto, é coisa de gente que só quer um país melhor. Por Reinaldo Azevedo

SAIBA QUEM SÃO OS SECRETÁRIOS DE FORTUNATI QUE DISPUTARÃO CADEIRAS NA CÂMARA E NA ASSEMBLÉIA

Estes secretários municipais de Porto Alegre disputarão as eleições do ano que vem no Rio Grande do Sul: PDT - Mauro Zacher – deputado estadual; Pompeo de Matos – deputado federal; PP - Kevin Krieger – deputado estadual

JOSÉ IVO SARTORI NÃO SERÁ CANDIDATO SE O PMDB DO RIO GRANDE DO SUL OPTAR PELO APOIO A DILMA ROUSSEFF

A decisão do PMDB dos 16 municípios da região da Serra do Rio Grande do Sul (Caxias do Sul e vizinhos) é um recado consistente à direção estadual, porque parte de líderes regionais que costumam alavancar a maior parte dos votos do partido no Estado. E é a região de origem do único candidato a governador pelo partido, no caso o ex-prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori. Na reunião do, ficou claro que Sartori não será candidato se o PMDB optar por Dilma no Rio Grande do Sul.

ECONOMISTAS DE BANCOS PROJETAM PIB MENOR PARA 2014

Depois de pelo menos quatro semanas de previsão estável, os analistas de mercado reduziram levemente a projeção para a atividade econômica do País em 2014. De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do próximo ano saiu de 2,20% para 2,13%. Para 2013, a projeção segue em 2,50%. Quanto à produção industrial brasileira, depois de elevarem suas estimativas para este e o próximo ano por duas semanas consecutivas, os especialistas voltaram a baixar suas expectativas para o setor. O boletim Focus mostra que a mediana das projeções para a produção da indústria passou de aumento de 1,84% para expansão de 1,80% em 2013; e de alta de 2,50% para avanço de 2,39% em 2014.

AFUNDA NOVO TRECHO DO CONDUTO FORÇADO ALVARO CHAVES EM PORTO ALEGRE

Afundou o asfalto em mais de dois metros de profundidade na rua Dr. Timóteo, no bairro Moinhos  de Vento, em Porto Alegre. Na rua passa o famigerado Conduto Forçado Alvaro Chaves, obra que foi conduzida pelo peemedebista Ernesto Teixeira quando na gestão do DEP (Departamento de Esgotos Pluviais). Há menos de dez meses, o mesmo Conduto Forçado Alvaro Chaves já tido um grande afundamento, com formação de enorme cratera, na rua Bordini, no mesmo bairro. O obra custou mais de 60 milhões de reais e está apresentando um problema atrás do outro.

A ARGENTINA AINDA RESPIRA! CRISTINA KIRCHNER É DERROTADA EM BUENOS AIRES E OUTROS DISTRITOS-CHAVE; ACABA RISCO DE TERCEIRO MANDATO

Viva! A Argentina ainda respira. O país realizou eleições para renovar metade dos assentos da Câmara e um terço dos do Senado. O governo mantem a maioria, sim, nas duas Casas, mas sofreu um grande derrota. Na província de Buenos Aires, que tem quase 40% do eleitorado do país (37,3%), Sergio Massa, da Frente Renovadora, abriu 12 pontos sobre o kirchnerista Martín Insaurralde (44% a 32%). Massa, prefeito da cidade de Tigre, se credencia par disputar a Presidência em 2015. Há outras derrotas importantes, como informa a VEJA.com:

(…)
Na cidade de Buenos Aires, distrito da capital federal, o triunfo foi para a conservadora Proposta Republicana, liderada pelo prefeito Mauricio Macri, que aproveitou a vitória para formalizar sua candidatura presidencial. Na província central de Córdoba, segundo distrito mais povoado do país, o governo ficou em terceiro lugar, com 15,2%, da mesma forma que na província de Santa Fé, terceiro maior distrito eleitoral, onde obteve 22,5%. Nesta última província o grande ganhador foi o socialista Hermes Binner, que obteve o segundo lugar nas presidenciais de 2011 e que poderia voltar a concorrer dentro de dois anos. Já na província de Mendoza, o quinto maior distrito eleitoral, a Frente para a Vitória ficou em segundo lugar, com 27,03%, muito atrás da Unión Cívica Radical, que, com o ex-vice-presidente de Cristina em seu primeiro mandato, Julio Cobos, como principal candidato, obteve um arrasador 47,7% que também o deixa bem colocado para se projetar em nível nacional.
Mais importante
O mais importante: o resultado enterra de vez a possibilidade de Cristina Kirchner tentar um terceiro — e desastroso — mandato. Para conseguir mudar a lei, que lhe garantiria o direito de disputar de novo, precisaria contar com uma maioria de dois terços na Câmara e no Senado. Não terá. Aplaudamos o que pode ser o começo do fim do kirchnerismo, um dos delírios de autoritarismo mixuruca da América Latina. Por Reinaldo Azevedo

MODELO HADDAD - MAIORIA DOS PAULISTANOS REJEITA IPTU MAIOR PARA CUSTEAR TARIFA DE ÔNIBUS

É… Nove em cada dez paulistanos são contrários ao aumento do IPTU, e mais de 6 (6,4) em cada 10 continuam contra mesmo quando se liga esse aumento ao congelamento da tarifa de ônibus, como anuncia o prefeito Fernando Haddad (PT). O marketing da Prefeitura atua em todas as frentes, mas, até agora, não conseguiu emplacar seu arranca-rabo de classes. É bem verdade que a maioria acha que bairros mais ricos devam ter um aumento do importo maior do que bairros mais pobres… Bem, descarte-se que a maioria pudesse achar o contrário, convenham…A feitiçaria anda avançada na Prefeitura é para tentar a gratuidade total dos ônibus. Para que se opere tal prodígio, é claro que será preciso arrancar muito mais dinheiro dos “ricos” — leia-se: a pobre classe média, aquela odiada por Marilena Chaui… Leiam o que informa a reportagem da Folha. Volto em seguida.

*
Nove em cada dez moradores da cidade de São Paulo são contrários ao aumento do IPTU aprovado na quinta-feira na Câmara Municipal a partir de proposta do prefeito Fernando Haddad (PT). É o que mostra pesquisa Datafolha feita na sexta-feira com 690 pessoas A pergunta aplicada no questionário foi: “Você é a favor ou contra o aumento do IPTU entre 18% e 24% na cidade de São Paulo?”. (…) Metade dos entrevistados (52%) declararam pagar IPTU, contra 40% que disseram viver em imóveis isentos da cobrança. Não souberam responder se pagam ou não 8%. Apenas 5% dos entrevistados mostraram-se favoráveis ao aumento, considerado maior do que o necessário por 83% dos entrevistados. Os 5% que aprovaram o aumento do imposto, entretanto, cresceram até a marca dos 32% quando a pergunta foi se o entrevistado seria favorável ao aumento do IPTU como forma de congelar em R$ 3 a tarifa de ônibus em 2014. A maioria (64%), no entanto, se manteve contrária ao aumento mesmo diante de tal argumento. (…) Nada menos do que 44% dos jovens entrevistados defenderam esse uso (12 pontos percentuais acima da média da pergunta). Entre os paulistanos com 60 anos ou mais, o índice despencou para a marca dos 25%. (…)
Retomo
“Mas que mal há em ter ônibus gratuito?”, perguntaria alguém. Mal? Teria de ser tudo financiado pelo Tesouro municipal. Como a administração tem múltiplas demandas, a chance de que começasse a faltar dinheiro, com o sucateamento do serviço, seria imensa. Não só isso: imediatamente a pressão se deslocaria para a gratuidade do metrô. E, aí sim, o bicho iria pegar. A construção da infraestrutura metroviária é infinitamente mais cara. Imaginar que o poder público possa arcar sozinho com os investimentos e o custeio do metrô, com gratuidade total do serviço, é nada menos do que uma insanidade. Defender essa ideia é caminhar na contramão do esforço para que se tenha um transporte público mais eficiente. Vejo a pesquisa acima… Os jovens, entre 16 e 24 anos, são os mais favoráveis a uma elevação do IPTU para custear transportes. Tem a ver com o espírito das ruas. Boa parte da meninada não se preocupa muito em como pagar a conta. Se a turma estudar um pouquinho, descobrirá que um aumento escorchante do IPTU implica uma elevação dos aluguéis, por exemplo, o que tornará as áreas com melhor infraestrutura proibitiva para os menos afortunados, que continuarão a ser empurrados para as periferias. Quando se é muito jovem, nem sempre se pensa no mal que pode provocar a fúria bondosa… Por Reinaldo Azevedo

MILITARES DÃO GOLPE BRANCO NA VENEZUELA?

Desde o último dia 17 de outubro, o presidente Nicolás Maduro governaria o país apenas formalmente, mas não de fato, escreve o experiente analista político venezuelano Teodoro Petkoff, do jornal Tal Cual. Essa foi a data do anúncio da criação do Centro de Segurança e de Proteção à Pátria (CESPPA), controlado por militares. O centro coloca sob sua tutela os ministérios das Relações Exteriores, da Justiça, do Interior e da Defesa e decide quais informações serão repassadas a Maduro. Se confirmado o golpe, terá sido o mais refinado da história da América Latina. Foram-se os tempos das prisões, das perseguições políticas e da presença ostensiva. O CESPPA constitui hoje um "poder sobre o poder" e tem sob seu controle o poder Executivo. Na prática, significaria uma ação dos militares venezuelanos para manter a ordem no país frente à radicalização que terá novo capítulo nas próximas eleições municipais de 8 de dezembro. E também uma resposta à perda de legitimidade de Maduro. Segundo Petskoff, o CESPPA não pode ter sido iniciativa do presidente, "a menos que quisesse cometer suicídio político". Com a morte de Chavez, um governante popular, criou-se um vazio de poder no país que Maduro não conseguiu preencher. Tudo indica que os militares preservaram a Venezuela de uma ruptura constitucional de consequências imprevisíveis no cenário externo e do aprofundamento da crise econômica que um impasse político poderia trazer, assumindo o controle do Estado. Para que lado os militares irão pender é uma incógnita. Caso o objetivo fosse uma transição democrática, contendo a instabilidade desde a eleição de Maduro por escassa margem de votos, seria o começo do fim da República Bolivariana.

"PASSE LIVRE", QUE COMANDOU O CAOS NA SEXTA-FEIRA, ESTÁ DE VOLTA E MANTÉM INTERLOCUÇÃO COM A GESTÃO HADDAD

O Movimento Passe Livre está de volta. E quer intensificar as suas ações em São Paulo. Quanto mais confusão com a Polícia Militar, melhor. A avaliação é que os confrontos desgastam o governador Geraldo Alckmin, que é do PSDB. O MPL, como todos sabem, fez campanha para Fernando Haddad, do PT. Os valentes se dizem socialistas e pregam que o fim da propriedade privada deve começar pelos transportes. O MPL havia tirado o pé do acelerador. Quando os protestos ganharam a adesão de setores da sociedade que não têm vínculos com movimento nenhum, eles se afastaram. Jamais endossaram “reivindicações burguesas” como “escolas e hospitais padrão Fifa”. Consideravam que isso desviava o foco e impunha um viés pequeno-burguês ao movimento. Os revolucionários endinheirados do MPL, a exemplo de Marilena Chaui, “odeiam” a classe média. Muito bem! As pessoas que não pertencem a grupelhos de esquerda já fugiram das ruas. Cansaram da bagunça, da truculência, da violência. As praças foram devolvidas aos extremistas. Agora, sim, eles podem voltar a realizar seus atos minoritários. E o MPL voltou. E está em franco diálogo com a Prefeitura de São Paulo. É isto mesmo: a gestão Haddad já deixou claro aos líderes do MPL que estuda, sim, a criação do passe livre. E parte dos recursos sairia do reajuste escorchante do IPTU. Para que a ideia vingue, no entanto, é preciso que haja a tal “pressão social”.

“Olhem, o Reinaldo Azevedo está acusando Fernando Haddad de estar por trás da depredação da cidade…” Não! O Reinaldo Azevedo não precisa que lhe atribuam o que não escreve. O que escreve já pode render bastante conversa. Eu estou afirmando, sim, com todas as letras, que:
1: a Prefeitura abriu o que chamam por lá de “diálogo” com o movimento Passe Livre;
2: a gratuidade dos transportes deixou de ser considerada uma ideia inexequível e que se estuda o assunto na Prefeitura;
3: a gestão petista considera que a “pressão social” ajuda a encontrar uma resposta;
4: agora, sem o homem comum na rua, que o atrapalhava, o Passe Livre pretende intensificar seus atos, que incorporam a violência como parte da luta porque, segundo seus valentes pensadores, violento é o Estado.
Como todos vimos, isso pode resultar no linchamento de policiais. Mas, para os “revolucionários”, é tudo parte do jogo. E, não nos esqueçamos, as eleições estão aí. Se houver sangue nas ruas, melhor. Por Reinaldo Azevedo

REINALDO AZEVEDO, O "ROTTWEILER FEROZ", EXIBE UM VIDEO SOBRE PESSOAS PACÍFICAS

Vejam este vídeo:

Escrevi no sábado de manhã um post sobre o ataque bárbaro de que foi vítima o coronel Reynaldo Simões Rossi, comandante da PM, responsável pelo policiamento da região central da cidade. É conhecido por ter um temperamento conciliador e por tentar, a todo custo, evitar o confronto. Por isso, busca sempre o diálogo com os que lideram a baderna. Todos já tínhamos visto fotos do que aconteceu na sexta. Um grupo de delinquentes mascarados cercou o coronel e passou a espancá-lo. Agora há o vídeo no YouTube, como vocês veem acima. O coronel teve a clavícula quebrada e foi internado com cortes no rosto e na cabeça. Não fosse a intervenção de um policial do serviço reservado, à paisana, é provável que tivesse sido morto, já que a disposição para linchá-lo fica evidente. Ouçam os gritos de “pega!”. O ataque é em bando mesmo: um dá um porrada ou um chute e sai; outro entra, desfere seus próprios golpes e sai; vem mais um… A mesma coisa. O canalha que pega a placa de ferro acha que isso ainda é pouco; que o “bando contra um” ainda não é abjeto o bastante e pega a placa. Ele quer é resolver logo a questão. Ele quer é esmagar logo a cabeça do policial. Ele quer é resolver definitivamente a questão.
Parceiros dos violentos
A manifestação de sexta-feira foi programada pelo Passe Livre (que está de volta; já falo a respeito). Desde o primeiro dia dos protestos, seus líderes se negam a criticar a violência. Ao contrário. Eles a compreendem e a justificam. No dia 28 de junho, escrevi aqui um artigo a respeito. No dia anterior. A Folha havia feito uma sabatina com dois de seus líderes. E a questão da violência foi abordada. Falaram pelo Passe Livre Caio Martins e Mariana Toledo. Eles se disseram, claro, claro, contra o vandalismo. Mas será que eles o condenavam? Resposta clara e inequívoca: NÃO! Ao contrário! Eles consideraram que é muito difícil combater depredações, saques e agressões a policiais porque, disseram, no Brasil, violento é o estado. Afirmaram ainda que jamais colaborariam com a PM para identificar vândalos. Nas palavras de Caio, um dos Rimbauds das Catracas que tanto excitam a imaginação dos nossos jornalistas, “é muito difícil conseguir uma manifestação pacífica na rua [no Brasil] porque o estado é violento”.
Esses radicaloides, que conhecem a pobreza de ouvir falar, estão, parece-me evidente, a serviço do que já é um aparelho político. E não é de hoje. O MPL já disse o que quer: superar o capitalismo. Para eles, o estado é essencialmente ilegítimo — aquele mesmo que tirou da miséria muitos milhões de pessoas nos últimos anos —, e a polícia nada mais é do que parte de seu braço armado. E fim de papo.
Mariana tem 27 anos. É pós-graduanda em sociologia na USP. Já está um pouco passadita para brincar de Mafaldinha. Também ela falou, então, sobre a violência: “Não é uma questão de condenar ou apoiar, achar legítimo ou não [a violência]. É que a gente perceba como a população está descontente com a violência da polícia, da tarifa”. E ponto! Como fiéis militantes de uma seita leninista — o leninismo da catraca —, disseram, nas palavras de Caio, por que não expressam opiniões pessoais ou algo assim: “Não interessa saber o que o Caio e a Mariana pensam. Fomos destacados pra uma tarefa específica, de falar com a imprensa”. Na sexta-feira, os mascarados, como antes e como sempre, não foram meros infiltrados no movimento de rua, ao contrário do que se noticiou. Sempre atuaram como parceiros do Passe Livre. Não foi diferente desta vez. Por Reinaldo Azevedo