terça-feira, 30 de abril de 2013

ZACHIA, BERFRAN ROSADO E SECRETÁRIO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE SÃO LEVADOS PARA O PRESÍDIO CENTRAL

Na noite desta segunda-feira a Polícia Federal encaminhou para o Presídio Central de Porto Alegre os 18 presos da Operação Concutare, deflagrada no amanhecer do dia. Os presos mais vistosos foram o secretário estadual do Meio Ambiente, o comunista Carlos Fernando Niedesberg (PCdoB); o secretário municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre, Luiz Fernando Zachia (PMDB); e o consultor Berfran Rosado (PPS), ex-secretário estadual do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul. Os três são apontados como participantes de fraudes na emissão de licenças ambientais. Uma das áreas investigadas foi a da construção civil, em Porto Alegre e no litoral norte gaúcho. Há poucas semanas, um helicóptero sobrevoou os condomínios fechados do litoral norte. Os moradores de Capão da Canoa, Atlântida e Xangri-lá acharam que era investigação por não declaração dos imóveis por seus proprietários. Mas eram levantamentos aéreos que estavam sendo feitos para a Operação Concutare. A investigação toda é conduzida pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, sob o comando do procurador federal Manoel Pastana. As ordens para prisões e buscas e apreensões foram dadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, porque um dos alvos, o secretário estadual do Meio Ambiente, o comunista Carlos Fernando Niedersberg, tinha foro privilegiado. Tinha, porque poucas horas após a sua prisão, o peremptório governador petista Tarso Genro, mais uma vez fora do Estado, em uma de sua inúteis viagens ao Exterior, desta vez ao Oriente Médio, determinou a sua demissão do cargo. Ainda nesta própria segunda-feira ele determinou a nomeação da sub-chefe da Casa Civil, a também comunista Mari Perusso (militante e dirigente do MR8), para assumir a secretaria de Meio Ambiente do Estado. O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), também agiu rápido depois do fato consumado, e ainda na manhã desta segunda-feira demitiu Luiz Fernando Zachia do cargo de secretário municipal do Meio Ambiente. No final da tarde ele indicou um novo secretário, o procurador municipal Marcelo Kruel Milano do Canto. Fortunati pode dizer qualquer coisa, menos que não soubesse das lambanças de Luiz Fernando Zachia. Tão logo assumiu a prefeitura, no mandato anterior, foi avisado que Zachia tinha montado um mandarinato na área do lixo em Porto Alegre. Essa é a área mais ambicionada por todos os partidos políticos, porque controla os contratos de limpeza pública do DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana), no valor de quase um bilhão de reais. A área está completamente desmoralizada, o que faz parte da estratégia para levar a prefeitura a manter todos os seus cinco contratos sob emergência, sem licitação. Apesar dos avisos, ele nada fez. Mais do que isso, mandou Zachia viajar até Lima, no Peru, junto com Mario Moncks (diretor-geral do DMLU) e Edemar Tutikian (secretário especial), para que tratassem com a Revita, do Grupo Solvi, a assunção do contrato de coleta do lixo de Porto Alegre sem licitação. Depois, o próprio Fortunati foi a Lima, acompanhado por Edemar Tutikian, para tratar dos acertos finais do lixo. No dia 25 de outubro de ano passado, poucos dias após as eleições, Videversus apontou que José Fortunati cometeria um erro nomeando Luiz Fernando Zachia novamente para o cargo. Está aqui a matéria: "ESTE JORNALISTA VITOR VIEIRA, EDITOR DE VIDEVERSUS (www.videversus.com.br) JÁ TINHA AVISADO, POR ANTECIPAÇÃO, NO DIA 25 DE OUTUBRO DE 2012, QUE ERA UMA TEMERIDADE O PREFEITO DE PORTO ALEGRE, JOSÉ FORTUNATI, REELEITO POUCOS DIAS, MANTER NO CARGO O SECRETÁRIO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DA CAPITAL GAÚCHA, EX-DEPUTADO ESTADUAL LUIZ FERNANDO ZACHIA, E EX-PRESIDENTE DO PARTIDO NA CIDADE. FORTUNATI NÃO QUIS SABER DE NADA, DESPREZOU A INFORMAÇÃO DE VIDEVERSUS, E CONFIRMOU ZACHIA NO CARGO. AGORA AÍ ESTÁ O RESULTADO. A MATÉRIA QUE VIDEVERSUS PUBLICOU NO DIA 25 DE OUTUBRO DO ANO PASSADO É A SEGUINTE:
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
FORTUNATI MANTÉM EM SEU GOVERNO UM SECRETÁRIO RÉU DA OPERAÇÃO RODIN, LUIZ FERNANDO ZACHIA
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), que já afastou de seu secretariado vereadores (eleito, no caso do petebista Cassio Trogildo, e reeleito, no caso do trabalhista Marcio Bins Ely) somente pelas suspeitas que levantaram com suas "vistosas" campanhas eleitorais, o que o teria deixado muito constrangido, não tem mostrado o mesmo constrangimento com relação ao seu secretário do Meio Ambiente, Luiz Fernando Zachia (PMDB). Ele é réu no processo nº 2009.71.02.002693-2 (RS) / 0002693-27.2009.404.7102, ação civil pública de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal, ajuizada no dia 5 de agosto de 2009, que tramita na 1ª Vara Federal e Justiça Especial Federal Criminal de Santa Maria, ao encargo da juíza Simone Barbisan Fortes. Zachia tem como parceiros réus nesse processo o deputado federal José Otávio Germano (PP), o deputado estadual Frederico Cantori Antunes (PP) e o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, João Luiz Vargas. Há um mês, Luiz Fernando Salvadori Zachia apresentou suas alegações finais nesse processo, por meio de seus advogados, Marco Antonio Barbosa Leal (ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul) e seu filho, Rafael Coelho Leal. Os advogados tentaram excluir Luiz Fernando Zachia do processo por meio de um agravo de instrumento ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que foi fulminado pelo desembargador federal Luís Alberto D'Azevedo Aurvalle, nos seguintes termos: "EMENTA - AÇÃO CIVIL DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MINISTÉRIO PÚBLICO - PARTICIPAÇÃO COMO CUSTOS LEGIS - AUTOR DA AÇÃO - DESNECESSIDADE. JUÍZO PROCEDIDO EM CAUTELAR DE INDISPONIBILIDADE DE BENS - AUSÊNCIA DE RELAÇÃO CAUSA E EFEITO. JUÍZO PRELIMINAR - RECEBIMENTO DA INICIAL - INSTRUÇÃO PROCESSUAL QUE SE FAZ NECESSÁRIA PARA A EXCLUSÃO DE QUALQUER DAS PARTES DA LIDE. - 1. Não se exige vista dos autos ao Ministério Público para que labore na qualidade de custos legis, se ele é o autor da ação. (art. 5º, § 1º da Lei 7.347/85). 2. As decisões de decretação da indisponibilidade cautelar dos bens do indiciado e do recebimento da inicial possuem naturezas jurídicas diversas, sem que haja qualquer relação de causa e efeito sobre elas. Não há qualquer óbice a que a ação de improbidade tenha seguimento sem que ocorra a decretação da indisponibilidade dos bens. 3. A Lei de Improbidade Administrativa, na fase de admissibilidade da ação, exige do Juízo maior rigor nos fundamentos, não para aceitar, mas para rejeitar a ação, pois a mesma só não pode ser admitida em três hipóteses: se convencido o Juiz da inexistência de ato improbidade, da improcedência da ação ou da inadequação da via eleita. Caso o magistrado, nessa fase preliminar, mediante juízo prévio de delibação, não verifique a presença de qualquer das hipóteses, deve receber a inicial e dar regular prosseguimento ao feito. 4. Durante a instrução é que emergirá, do conjunto fático-probatório, a verdade dos fatos, ensejando decisão hígida e lastreada em profundo exercício cognitivo. ACÓRDÃO - Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por unanimidade, negar provimento ao agravo de instrumento, nos termos do relatório, votos e notas taquigráficas que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. Porto Alegre, 24 de abril de 2012". Como o PMDB de Porto Alegre é comandado (dominado) por uma "troika", formada por Luiz Fernando Zachia, Sebastião Melo, Mendes Ribeiro Filho e José Fogaça, o papel do secretário de Meio Ambiente é central para a manutenção dos feudos peemedebistas na administração Fortunati. Entre eles, o vital Departamento de Esgotos Pluviais. O senador Pedro Simon, chefe e líder de todos os peemedebistas gaúchos, quando líder do governo Itamar Franco, exigia que todo e qualquer membro do governo federal, uma vez sob suspeita de qualquer espécie, fosse imediatamente afastado. Isso não poupou nem mesmo o grande amigo de Itamar Franco, Henrique Hargreaves. Entretanto, não se tem qualquer notícia de manifestação atual de Pedro Simon sobre este caso. Simon teria mudado? Clique aqui para ver todos os andamentos do agravo de instrumento impetrado por Zachia no Tribunal Regional Federal, e clique aqui para ver todos os andamentos da ação civil pública de improbidade administrativa que tramita com a juíza Simone Barbisan Fortes, na 1ª Vara Federal, em Santa Maria".
Apesar do aviso, Fortunati manteve Zachia no cargo. E mais do que isso: permitiu que Zachia, como um autêntico poderoso chefão, nomeasse o diretor geral do DMLU. Enviou para o cargo seu ex-chefe de gabinete e secretário substituto, André Carus. E este levou para o cargo de diretor administrativo e financeiro a sua amiga preferida, Fernanda Piatelli. O casal passou o fim de semana em Salvador, para onde foi com a alegação de conhecer o aterro sanitário da capital baiana, pertencente à Revita, que coleta o lixo em Porto Alegre sem licitação. Ele voltou a Porto Alegre no amanhecer desta segunda-feira, ainda sem saber que seu chefe e protetor Luiz Fernando Zachia havia sido detonado do cargo. Resta sabe se Fortunati ainda irá insistir em mantê-lo no cargo. Outro fato notável nesta Operação Concutare é porque desvenda a inutilidade do Tribunal de Contas do Estado. Há mais de três, este editor requereu ao Tribunal de Contas que instaurasse uma auditoria extraordinária operacional nos contratos de licenciamento ambiental da Fepam na área dos aterros sanitários e industriais. O assunto foi levado ao Pleno e rejeitado. A representação tinha mais de 500 páginas e apontava dezenas de fraudes em processos da Fepam. Mas, nada sensibilizou o Tribunal de Contas do Estado. Agora se vê uma parte do resultado.
Esta é a lista dos 18 presos pela Polícia Federal na Operação Concutare
A relação inclui empresários, consultores e servidores públicos. Ao todo, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Confira a lista completa:
1 - Luiz Fernando Záchia (PMDB), secretário municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre;
2 - Berfran Rosado (PPS), consultor ambiental e ex-secretário estadual do Meio Ambiente;
3 - Giancarlo Tusi Pinto, trabalha no Instituto Biosenso de Sustentabilidade Ambiental, que tem como sócio Berfran Rosado;
4 - Alberto Antônio Muller, servidor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM);
5 - Ricardo Sarres Pessoa, servidor da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam);
6 - Lúcio Gonçalves da Silva Junior, consultor ambiental, da Setemi Ltda Serviços Técnicos de Engenharia;
7 - Carlos Fernando Niedersberg (PCdoB), secretário estadual do Meio Ambiente;
8 - Élvio Alberto dos Santos, CC na Câmara Municipal de Porto Alegre, chefe de gabinete da vereadora Any Ortiz;
9 - Mattos'Alem Roxo, servidor da Fepam;
10 - Joel Machado Moreira, engenheiro ambiental da empresa Construcap;
11 - Vanderlei Antônio Padova, dono da Padova e Chedid Ltda, especializada em consultoria na área de geologia;
12 - Bruno José Muller, engenheiro de minas e irmão de Alberto Antônio Muller, sócio das empresas Erthal e Muller Consultoria Ambiental e Mineral Ltda e da Geodinâmica, Engenharia, Geologia e Meio Ambiente Ltda (Aro Mineração Ltda), que faz negócios com a Copelmi (sócia da Revita no aterro sanitário de Minas do Leão, que recebe o lixo de Porto Alegre e de mais 150 cidades gaúchas);
13 - Marcos Aurélio Chedid, sócio de Vanderlei Antônio Padova na Padova & Chedid Ltda, especializada em consultoria na área de geologia;
14 - Gilberto Pollnow, proprietário da empresa Pollnow & Cia Ltda;
15 - Disraeli Donato Costa Beber, empresário (dono da Norobios - Noroeste Bioenergética SA, que tem Ricardo Lins Portela Nunes, da Sultepa, como presidente do Conselho de Administração);
16 - Paulo Régis Mônego, sócio da Mineração Mônego Ltda (de Caçapava, empresa do ramo de calcáreo);
17 - Nei Renato Isoppo, empresário água mineral;
18 - Celso Rehbein, sócio da indústria de bebidas Celina Ltda.

Consórcio de Eike Batista deve ganhar concessão do Maracanã


O governo do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira que o Consórcio Maracanã, formado pelas empresas Odebrecht, IMX e AEG, recebeu a maior nota (98,26 pontos) na avaliação técnica e econômica das propostas dos interessados em administrar o complexo do Maracanã pelos próximos 35 anos. O outro concorrente é o Consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro - composto pela OAS, Stadion Amsterdam N.V. e Lagardère Unlimited, que ficou com 94,46 pontos. A IMX, do empresário Eike Batista, foi a responsável por produzir o estudo de viabilidade econômica em que foi baseado o edital de concessão do estádio. E a Odebrecht é uma das construtoras que reformaram a Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. O processo de concessão do estádio à iniciativa privada não está concluído. Ainda será analisada a documentação de habilitação da licitante, o que deve ser apenas uma formalidade. O anúncio final será feito no dia 9 de maio.

"A bola está no chão", diz Renan Calheiros sobre conflito com o STF


Numa tentativa de reduzir a crise entre o Congresso e o Judiciário, os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, reuniram-se nesta segunda-feira. A tensão foi agravada na semana passada, depois de Gilmar Mendes conceder liminar que sustou a votação do projeto de lei que cria dificuldades para a criação de partidos e de a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara ter aprovado a admissibilidade de uma emenda constitucional que retira poderes do Supremo. "Posso dizer que a bola está no chão", disse Renan Calheiros. "Foi uma reunião muito amistosa, na casa do ministro Gilmar Mendes", afirmou Henrique Eduardo Alves. De acordo eles, o ministro do Supremo apresentou os argumentos que usou para conceder a liminar que sustou a tramitação do projeto de lei das legendas, afirmando que, na análise dele, tal proposta fere o direito das minorias.

Ministério Público denuncia coronel Ustra pela terceira vez


O Ministério Público Federal apresentou nesta segunda-feira, à Justiça Federal de São Paulo, nova denúncia contra o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, por crime de ocultação de cadáver. Esta é a terceira ação do Ministério Público Federal contra Ustra por crimes praticados durante o regime militar. Neste caso, o coronel é acusado de falsificar os documentos de registros da morte e de enterrar clandestinamente o corpo do estudante de medicina Hirohaki Torigoe, de 27 anos. Ele morreu no dia 05 de janeiro de 1972. É denunciado também nesta ação o delegado aposentado Alcides Singillo, que atuou no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops) naquele período. Segundo a denúncia, como os restos mortais de Torigoe ainda não foram localizados, o crime permanece em aberto e, por isso, não é coberto pela Lei da Anistia, válida apenas para casos ocorridos entre 1961 e 1979. Além da morte do estudante, o Ministério Público Federal apura a ocultação de corpos de outros 15 mortos. Para o advogado de defesa de Ustra, Paulo Alves Esteves, a denúncia é "mera alegação" e não deve avançar na Justiça, já que, em sua avaliação, não há provas de que o coronel tenha falsificado os documentos sobre a morte do estudante. As outras duas denúncias contra Ustra são pelos crimes de sequestro do ex-marinheiro Edgar de Aquino Duarte, em 1971, e do bancário Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, desaparecido desde 1971.

Petista Marco Maia colhe adesões para nova PEC que opõe Supremo ao Congresso


Na onda contrária dos que trabalham para abafar a crise entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso, o ex-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), anunciou nesta segunda-feira que começou a coletar assinaturas para apresentar uma proposta de emenda constitucional (PEC) com o objetivo de proibir ministros da Corte de tomar decisões liminares que suspendem atos do Legislativo. Maia disse que os ministros interferem no Parlamento por liminar. "Quem faz as leis, quem toma as decisões aqui é o Parlamento, que foi eleito para isso", disse. Ele falou da decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que na semana passada sustou a tramitação do projeto que cria dificuldades para o acesso de novos partidos ao Fundo Partidário e ao tempo de televisão. Maia disse que o STF não esperou que o debate fosse feito. "Cito aqui o caso da semana passada, de uma matéria que ainda estava em debate nessa Casa, que não tinha sido concluída, mas uma decisão do STF, tomada de forma monocrática, sustou o debate democrático que acontecia nessa Casa. Devemos respeitar o Judiciário, mas não se curvar a esse comportamento do STF, que atrapalha o processo democrático. Essas decisões são ilegítimas", afirmou o ex-presidente da Câmara, que pediu que todos os parlamentares assinem a PEC.

Relatório da Comissão da Verdade pode embasar processo contra torturadores, diz coordenador


O sociólogo filopetista Paulo Sergio Pinheiro, coordenador da Comissão Nacional da Verdade, disse nesta segunda-feira que os trabalhos do órgão podem embasar processos criminais contra violadores dos direitos humanos. Segundo ele, no relatório final da comissão deverá haver recomendações para que o Brasil respeite uma decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que questiona a validade da Lei de Anistia. As afirmações foram feitas em entrevista coletiva em São Paulo, onde a comissão se reúne com integrantes de comitês da sociedade civil que buscam a punição de crimes ocorridos durante a ditadura militar. "Existe uma sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que diz que as autoanistias não são aceitáveis", observou Pinheiro. "E o que aconteceu no Brasil foi uma autoanistia", completou, fazendo referência ao fato de a legislação ter sido proposta por um regime que violou direitos humanos e cujos agentes ficaram impunes. Em 2010, a Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Brasil por não ter punido os responsáveis pelas mortes e desaparecimentos de 62 pessoas ocorridos na Guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1975. Na sentença, a Corte considerou que a Lei da Anistia não poderia impedir a investigação. O ministro da Defesa na época, Nelson Jobim, declarou que a condenação não tinha efeito prático, já que o Supremo Tribunal Federal já havia se posicionado sobre o assunto. Em 2012, a Corte voltou a cobrar que o Brasil localizasse e identificasse os restos mortais dos guerrilheiros. Em resposta, os ministérios da Defesa, Justiça e Direitos Humanos afirmaram que o governo estava empenhado nas buscas.

Está aberta a temporada de resultados ruins das empresas de Eike Batista


Não à toa o empresário Eike Batista contratou uma consultoria esotérica para tentar equilibrar as energias do grupo. A temporada de resultados já começou, e as empresas da holding EBX têm grandes chances de permanecerem no vermelho. Em 2012, as cinco principais companhias fundadas pelo bilionário (MMX, LLX, OGX, OSX e MPX) fecharam o ano com prejuízo. A MMX, mineradora de Eike Batista, registrou prejuízo líquido foi de 55,2 milhões de reais no primeiro trimestre, ante um lucro de 49,3 milhões de reais nos três primeiros meses de 2012. No quarto trimestre do ano passado, a empresa teve prejuízo de 348,7 milhões de reais. O Grupo EBX controla 13 empresas em diferentes ramos de atividade, como a OGX (petróleo), a MPX (energia), a LLX (logística) e a REX (desenvolvimento imobiliário). A diversidade de negócios é uma marca do empresário, que nem sempre cumpre com os projetos como foram incialmente planejados.

Lucro da Embraer cai 67% e soma R$ 62,6 milhões no primeiro trimestre


A Embraer reportou, na noite desta segunda-feira, lucro líquido de 62,6 milhões de reais no primeiro trimestre, o que representa uma queda de 66,9% em relação aos 189,3 milhões de reais nos três primeiros meses de 2012. O lucro líquido atribuído aos acionistas no período caiu para um total de 61,7 milhões de reais. Segundo a companhia, o resultado foi penalizado pelo aumento nas despesas comerciais e em pesquisa e desenvolvimento.

Embraer fecha a venda de 30 jatos para a United Airlines


A Embraer anunciou, nesta segunda-feira, a venda de 30 jatos Embraer 175 para a companhia United Airlines com uma opção de compra para mais 40 aeronaves do mesmo modelo. Se todas as opções forem exercidas, a encomenda combinada tem um valor estimado de 2,9 bilhões de dólares. De acordo com a Embraer, os aviões serão operados sob a marca United Express e serão configurados com 76 assentos. A primeira entrega está prevista para o primeiro trimestre de 2014. O presidente da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar Silva, disse que a nova venda de jatos para a United Airlines reforça uma parceria de longa data com a companhia aérea e mostra que a estratégia da fabricante de aeronaves para o E-jet está "no caminho correto". "O E175 tem provado ser o melhor avião para o mercado regional dos EUA para os próximos anos", afirmou o executivo em comunicado divulgado na noite desta segunda-feira pela Embraer. No mesmo comunicado, o vice-presidente da United, Jim Compton, disse que "espera ansiosamente" a introdução dos E175 nos serviços da United Express. "Comparado aos aviões de 50 lugares que estamos substituindo, estas aeronaves proporcionarão uma experiência superior ao passageiro e mais eficiência no consumo de combustível", afirmou.

Superávit de março indica deterioração fiscal, diz consultoria


A consolidação das estatísticas do Governo Central (Tesouro Nacional, Instituto Nacional do Seguro Social e Banco Central) em março é um clara sinalização da deterioração da política fiscal, de acordo com o economista Felipe Salto, da Tendências Consultoria Integrada, especialista em contas públicas. O governo anunciou, nesta segunda-feira, superávit primário de 285,7 milhões em março. O tom pessimista não se deve apenas pelo resultado de março - que foi, ao menos, positivo, ante o déficit visto em fevereiro. O que chama a atenção de Salto é o conjunto de receitas e despesas acumulados no primeiro trimestre. Ao longo dos primeiros três meses de 2013, conforme as anotações do Tesouro, enquanto as receitas cresceram 3,9% em relação a idêntico período em 2012, as despesas aumentaram 11,5% na mesma base de comparação. "Isso é apenas a ponta do iceberg", disse, acrescentando que a queda no valor da arrecadação de impostos e contribuições federais é uma indicação de que a economia não reage. A arrecadação federal somou 79,613 bilhões de reais em março, diminuindo em 9,32% na comparação com março de 2012. Sobre fevereiro, até avançou 4,19%, mas, ainda assim, se estabeleceu num patamar inferior às expectativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam que cofres públicos fossem entesourar valores de 81 bilhões de reais e 88,6 bilhões de reais no período. "Se a economia tivesse crescido, a arrecadação teria reagido", afirmou. Na análise de Salto, era mesmo de se esperar que os dispêndios fossem aumentar por causa das desonerações e despesas discricionárias, também chamadas de custeios e investimento, que são os gastos que o governo pode ou não executar de acordo com a previsão de receita.