segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tarso Genro aumenta em 193% suas verbas de propaganda em ano pré-eleitoral


Pelo menos metade dos Estados pretende aumentar os gastos com publicidade em 2013. Segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo com 23 dos 26 governos estaduais, além do Distrito Federal, 12 têm planos de incrementar a verba com propaganda institucional e de utilidade pública neste ano. O Rio Grande do Sul está nesta relação.Nas propostas orçamentárias enviadas para as Assembleias Legislativas em dezembro do ano passado, cerca de R$ 750 milhões são para propaganda. O que daria algo em torno de R$ 7,6 por habitante. Este valor também representa um aumento, em média, de 38,35% no segmento. O Rio Grande do Sul, junto com o Amapá e o Maranhão, é o Estado que teve uma das maiores ampliações de gastos em propaganda, levando em consideração o primeiro ano de gestão dos governadores atuais, com 193% de aumento em verba publicitária. Amapá e Maranhão tiveram 206% e 166%, respectivamente. Dos 12 Estados onde há previsão de aumento dos gastos com propaganda neste ano, sete têm governadores que são potenciais candidatos à reeleição: Tarso Genro (RS) e Tião Viana (AC), do PT, os tucanos Geraldo Alckmin (SP), Marconi Perillo (GO) e Simão Jatene (PA) e Camilo Capiberibe (AP), do PSB, e Raimundo Colombo (SC), do PSD.

Juiz nega registro da candidatura do ficha suja petista Tarcísio Zimmermann em Novo Hamburgo


O petista ficha suja Tarcísio Zimmermann não poderá ser candidato à eleição suplementar de Novo Hamburgo. O juiz eleitoral Geraldo Brandeburski Júnior decidiu no sábado, indeferindo o pedido de registro, atendendo a pedido do Ministério Público e da coligação Frente que faz bem, liderada pelo PMDB. O juiz também aceitou o pedido de registro de Paulo Kopschina, do PMDB. Em sua decisão, Brandebusrki Júnior destacou: a) nos autos de nº 3-73.2013.6.21.0076, julgo procedentes as impugnações propostas pelo Ministério Público Eleitoral e pela Coligação Nova Frente Que Faz Bem, para indeferir o pedido de registro de candidatura de TARCISIO JOÃO ZIMMERMANN ao cargo de Prefeito na eleição municipal majoritária de 3.3.2013; Da decisão, cabe recurso, mas o PT deverá substituir a candidatura de Tarcísio pela do deputado estadual Luis Lauermann, conforme já havia antecipado. Tarcísio teve o registro negado por ter dado causa à anulação do pleito de outubro passado, quando concorreu sem registro e conquistou 53,21% dos votos. O juiz disse, ainda, que o nome e a foto do petista ficha suja Tarcísio Zimmermann não poderão constar na urna eletrônica, que será fechada com os dados da eleição até o próximo sábado.

Robô Curiosity recolhe primeira amostra de rocha de Marte


O robô Curiosity completou sua primeira perfuração em Marte, e irá iniciar as análises dos primeiros fragmentos do subsolo do planeta na missão que realiza, informou no sábado a Nasa. "Esta é a primeira vez que um robô perfura rocha de Marte para recolher uma amostra", anunciou a agência em comunicado. Este é um novo marco para Curiosity, já que os antecessores do robô chegaram a limar rochas para obter amostras, mas é a primeira vez que um robô realiza uma perfuração no interior do Planeta Vermelho. O buraco, de 1,6 cm de largura e 6,4 cm de profundidade pode ser visto nas imagens que o robô transmitiu à Terra e foram divulgadas pela Nasa. A região escolhida para a perfuração seria local com registro de existência de ambientes úmidos no planeta. O veículo fará uso agora dos instrumentos de última tecnologia, que leva instalados em seu interior, para analisar as mostras recolhidas. "O robô mais avançado jamais projetado é agora um laboratório de análise em pleno funcionamento em Marte", disse John Grunsfeld, administrador associado da Nasa para o Diretório de Missões Científicas. Segundo Grunsfeld, trata-se do "feito mais importante" desde a chegada do Curiosity a Marte. Durante os próximos dias, os cientistas em terra darão instruções ao braço robótico do Curiosity, para que realize uma série de passos para processar a amostra. Durante os dois anos que durará sua missão, o Curiosity utilizará os dez instrumentos que leva a bordo para comprovar se na área de estudo existiram condições ambientais favoráveis para a vida microbiana.

AGU abre processo contra três investigados na Operação Porto Seguro


A Advocacia-Geral da União anunciou na sexta-feira a abertura de processos administrativos para apurar responsabilidades de três advogados públicos investigados pela Operação Porto Seguro. Deflagrada no final do ano passado, a operação investigou a venda de pareceres técnicos em órgãos públicos para atender a fins privados. Enfrentarão processo administrativo José Weber Holanda, ex-adjunto do advogado-geral-da União; Glauco Alves Cardoso Moreira, então procurador-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Jefferson Carús Guedes, ex-vice-presidente jurídico dos Correios. Eles foram afastados das funções de confiança, mas continuam no quadro de servidores da AGU porque são concursados. Caso as acusações sejam confirmadas, podem ser demitidos. Segundo a AGU, os indícios que levaram à abertura de processos administrativos são os mesmos relatados no inquérito da Polícia Federal e na denúncia do Ministério Público, que corre na esfera criminal. Segundo regras internas da AGU, os processos envolvendo José Weber e Glauco Moreira ficarão com a Procuradoria-Geral Federal, enquanto Carús será processado pela Corregedoria da Advocacia da União. Os processos administrativos foram abertos com base em relatório apresentado no final de janeiro por uma comissão de sindicância. Em tese, o prazo para conclusão dos processos é 60 dias, mas pode ser prorrogado caso haja necessidade. A comissão de sindicância também encontrou indícios de participação de outros advogados públicos no esquema de venda de pareceres, fatos que ainda serão apurados internamente antes da abertura de novos processos administrativos.

O povo contra Renan


Um abaixo-assinado alcançou, na sexta-feira, 1 milhão de assinaturas a favor do impeachment de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. A petição, que está disponível na web, foi publicada há apenas oito dias pelo internauta Emiliano Magalhães. Outra já havia sido criada pela ONG Rio de Paz e pelo Movimento 31 de julho, organizações que combatem a corrupção. Os manifestantes pediam, antes das eleições para a presidência do Senado, que os parlamentares não elegessem o senador, que pode ser réu por peculato e outros crimes no Supremo Tribunal Federal. O novo abaixo-assinado tem o objetivo de alcançar o apoio de 1,3 milhão de pessoas a favor da deposição do senador. “Vamos conseguir 1.360.000 assinaturas (1% do eleitorado nacional), levar esta petição para o Congresso e exigir que os Senadores escutem a voz do povo que os elegeu. Segundo nossa Contituição. ‘A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles’”, diz o texto. Em sua página no Facebook, o autor do abaixo-assinado, morador de Ribeirão Preto (SP), ressalta que não é filiado a nenhum partido, e escreve: “Meu nome é Emiliano, sou Representante Comercial, e atualmente o Senado não me representa".

Justiça Trabalhista lesa os cofres públicos e juízes ainda vão pedir aumento salarial na OEA. Brasil!


Mediadora das disputas salariais entre patrões e empregados, a Justiça Trabalhista entrou na mira do Tribunal de Contas da União pela generosidade com que tratou seus magistrados e servidores. O TCU mandou suspender no final de janeiro o pagamento de R$ 818,9 milhões em dívidas reconhecidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho com seu quadro de pessoal. Auditoria feita pelo Tribunal de Contas confirmou irregularidades na concessão de benefícios trabalhistas pelos TRTs. O repasse seria feito a partir de abril, conforme acordo do Judiciário com o Ministério do Planejamento, mas, por causa do bloqueio, só poderá se concretizar após o término de fiscalização do Tribunal de Contas. O TCU apura desde 2010 o descontrole na folha de pagamentos dos TRTs. Pressionado, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), órgão supervisor dos tribunais, admitiu, em 2012, que o generoso passivo trabalhista reconhecido, de R$ 2,4 bilhões, corresponde ao dobro do montante realmente devido (R$ 1,2 bilhão). Por ora, R$ 1,5 bilhão já foi pago, com base em cálculos equivocados, segundo o TCU, que permitiram a aplicação de porcentuais exorbitantes de correção monetária e juros sobre os débitos.  Apesar deste passivo ético diante da sociedade, os juízes ainda estão revoltados contra a falta de reajustes salariais. A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) denunciou o Brasil à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, sediada em Washington, sob a acusação de desrespeitar os princípios constitucionais da independência harmônica entre os Três Poderes e da revisão anual dos subsídios dos servidores públicos. No documento de 95 páginas, entregue quarta-feira à comissão, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), a Anamatra alega que a omissão do Executivo e do Legislativo na recomposição anual das perdas inflacionárias nos subsídios da magistratura representa uma agressão à independência do Judiciário. Além disso, a associação ressalta que foram esgotadas todas as possibilidades de reversão do problema no Supremo Tribunal Federal, por meio de mandados de injunção que nem sequer foram julgados. "O Executivo e o Legislativo vêm ignorando as propostas orçamentárias do Judiciário, que preveem reajuste dos subsídios da magistratura como forma de compensar a inflação. Desde 2006, tivemos 25% de perda do poder de compra. O juiz do trabalho com 20 anos de carreira recebe hoje cerca de R$ 15 mil líquidos. No médio prazo isso pode representar uma brutal perda salarial, como ocorreu com os professores do Estado de São Paulo, por exemplo, que no passado eram bem remunerados e hoje não o são. Não estamos falando de marajás. Nós, magistrados, vivemos exclusivamente dos nossos salários. Esquisito seria se não nos preocupássemos com essa questão", afirmou Renato Henry Sant'Anna, presidente da Anamatra. Se a comissão entender que a denúncia da Anamatra é cabível, o caso será encaminhado à Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede na Costa Rica. A associação solicita que se obrigue o Estado brasileiro a recompor as perdas inflacionárias da magistratura desde 2006, bem como pagar indenização, a título de danos materiais, aos juízes associados à Anamatra "à vista da diminuição dos seus patrimônios individuais e da progressiva corrosão do poder aquisitivo do valor de face dos subsídios, sem competente compensação anual". Não há prazo para a decisão.

Guido Mantega, o “fortão” do Bairro Peixoto da “Infraestrutura & Negócios”, continua a fazer lambança


Do jornalista Reinaldo Azevedo - Agora entendi por que começou essa história de Guido Mantega como suposto candidato ao governo de São Paulo… Dilma Rousseff deve estar torcendo para que o improvável aconteça para ver se consegue se livrar do provável: mais uma trapalhada de Mantega, o “fortão” do Bairro Peixoto do caderno “Infraestrutura & Negócios”, do Valor, aquele jornal que abriga textos que chacinam jornalistas não alinhados com a metafísica influente dos negócios, com ou sem infraestrutura. Leiam o que informa a VEJA.com: Em apenas dois dias, o governo brasileiro conseguiu minar de maneira preocupante a credibilidade da economia aos olhos do mercado em um momento em que o Brasil tenta atrair investidores de longo prazo para os projetos de infraestrutura. Há duas razões primordiais para a piora da percepção externa em relação ao Brasil. Primeiro, a inflação de janeiro recém divulgada. E, em seguida, pela política de câmbio falsamente flutuante que está em curso. Não bastassem esses dois fatores, ainda há o desalinho de mensagens emitidas pelo Banco Central e o Ministério da Fazenda para justificar a deterioração dos pilares econômicos que sustentam a economia. O mercado não sabe o que esperar do Brasil. Segundo o jornal britânico Financial Times, o País se tornou “um enigma”. Já o Wall Street Journal publicou um artigo na sexta-feira afirmando ser impossível encontrar um meio termo entre as informações desencontradas enviadas pelas autoridades brasileiras. A inflação (de 0,86% em janeiro) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira mostrou-se acima das estimativas, elevando a preocupação do mercado em relação à capacidade de o governo conseguir domar a alta dos preços. No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em 6,15%, o que mostra que o governo deixou de mirar o centro da meta de inflação, que é de 4,5%, e tem admitido porcentuais maiores na expectativa de impulsionar o crescimento econômico. “Há uma clara tolerância em relação à inflação no Brasil. Já começa pelo nível alto que está no centro da meta (de 4,5%), enquanto em países como o Chile, Colômbia e México, é de 3%, e no Peru, 2%”, afirmou o economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos, em comunicado enviado na última semana. Na mesma quinta-feira, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, demonstrou inquietação com a alta persistente do indicador, mas avisou que não prevê utilizar a taxa de juros como forma de equalizar esse mal. “A inflação nos preocupa a curto prazo, está mostrando uma resiliência forte, mas não é o caso de descontrole inflacionário. A nossa expectativa é que ela continue pressionada no primeiro semestre”, disse Tombini em entrevista à jornalista Miriam Leitão. Com a queda da Selic descartada no curto prazo, uma forma lógica de viabilizar a desaceleração do IPCA seria a desvalorização do dólar – ideia que ganhou força em meados de janeiro quando o Banco Central começou um movimento intensivo de venda de contratos de câmbio no mercado futuro, fazendo com que a moeda americana saísse do patamar de 2,10 e recuasse para menos de 2 reais em duas semanas. Na manhã da sexta-feira, após a fala de Tombini sobre a Selic e a inflação, o dólar chegou a bater 1,95 real (menor cotação em mais de nove meses), incomodando o ministro da Fazenda, Guido Mantega – indivíduo que, em teoria, não tem como função atuar na política cambial, e sim na fiscal. Mantega, em seguida, veio a publico dizer que não deixará o dólar cair para algo próximo de 1,85 real – ignorando que a flutuação cambial é a política oficial adotada pelo governo desde a gestão de Fernando Henrique Cardoso. O ministro ameaçou ainda retomar todas as medidas de protecionismo alicerçadas no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que fizeram o capital estrangeiro fugir do Brasil no último ano e que estavam sendo desfeitas pelo próprio governo devido, justamente, ao baixo nível de investimento verificado na economia brasileira em 2012. “O ideal é que não houvesse intervenção, mas isso é sonho. Agora, se houver de novo uma tendência especulativa, se o pessoal se animar: ‘vamos puxar esse câmbio para 1,85', aí estaremos de novo intervindo”, disse o ministro. “Posso comprar mais reservas e posso reconstituir os IOFs (que foram reduzidos)”. Segundo o analista da Economist Intelligence Unit (EIU), Robert Wood, tal movimentação desconexa amedronta ainda mais o investidor estrangeiro – exatamente quando o governo quer estimular o oposto. “As empresas que estavam esperando um período de estabilidade na taxa de câmbio em torno de 2 reais, agora se deparam com incertezas. E os últimos dados de inflação também devem atrasar ainda mais as decisões de investimento no Brasil”, afirma.

Exército apura denúncia de corrupção envolvendo oficiais


Em junho do ano passado, a presidente Dilma Rousseff lançou um programa bilionário com o objetivo de modernizar o aparelho estatal e, de quebra, estimular a economia, que já caminhava a passos lentos àquela altura. Batizado de PAC Equipamentos, esse pacote previa a liberação de 8,4 bilhões de reais para a compra de materiais e maquinário pelos ministérios – incluindo a pasta da Defesa e as forças militares a ela vinculadas, sempre queixosas de um quadro de sucateamento a que estariam submetidas. Ao contrário do que ocorre em outras modalidades do PAC, o novo projeto saiu do papel. Só o Exército gastou 1,8 bilhão de reais em caminhões, veículos blindados e até lançadores de mísseis. Mas, como é, infelizmente, praxe nas empreitadas civis, a corrupção parece ter encontrado uma brecha na esfera militar. Oficiais do Exército estão sendo investigados por terem sido acusados de achacar empresários que venceram licitações para fornecer equipamento à força terrestre. Eles teriam exigido propina em troca da assinatura dos contratos. Reproduziram, assim, um modelo de desvio de verba pública que foi consagrado recentemente nos ministérios dos Transportes e do Trabalho. Resta saber se, como os ministros demitidos daquelas duas pastas, os oficiais corruptos serão responsabilizados.

Eu sou a melhor proteção da cabeça de quem quer me mandar para a guilhotina. Ou: Os novos bárbaros


Do jornalista Reinaldo Azevedo - Escrevi alguns posts sobre um texto escrito por um tal Flávio Moura, editor da Companhia das Letras, no jornal Valor Econômico. Ele decidiu decretar a morte de um grupo de jornalistas e articulistas que teriam sido, ele afirma com visível satisfação, vencidos pelas supostas conquistas sociais do petismo. Sugere que formávamos uma espécie de frente antipatriótica para resistir ao PT, mas que a qualidade do governo dos companheiros nos nocauteou. Ao se referir ao destino de cada um dos que ele decidiu fuzilar (além de mim, Diogo Mainardi, Mario Sabino, João Pereira Coutinho e Luiz Felipe Pondé), mistura opinião banal com informação errada, vai metendo os pés pelas mãos, sugerindo, contra os fatos, que essa turma quebrou a cara. Sei menos de Pondé e Coutinho, que me parecem muito bem. Meu blog e meus livros nunca tiveram tantos leitores; Diogo escreveu um livro sem rivais em muitas décadas e em vários idiomas, e Mario está sendo martirizado em Paris… “Mas o grupo se dissolveu”, esganiça Flavinho. Que grupo? Nunca houve um grupo! Não emulamos as comunidades petralhas. Como é que se chega a esse ponto? Como é que um “editor de livros” e “doutor em sociologia”, segundo seu pé biográfico, chega a se sentir à vontade para decretar a morte das pessoas de quem discorda? Já demonstrei como esse espírito persecutório se casa com a era da “infraestrutura & negócios”. Mas também isso é consequência de algo maior, de natureza institucional. Cumpre apelar aqui um pouco à memória. Tenho sido, ao longo do tempo, menos esperto do que alguns contemporâneos. Fui um crítico bastante severo do governo Fernando Henrique Cardoso, embora seu principal adversário, o PT, não me agradasse. Mas, como editor de site e revista, preferia, mesmo quando atuei no extinto jornalismo cultural, voltar a minha pontaria contra o governo. Gosto da idéia — na verdade, este talvez seja um dos pilares do meu pensamento — de que governos são necessários, mas que nossa tarefa é vigiá-los, criticá-los. Quando o PT chegou ao poder, continuei na oposição. Os mais espertos do que eu ganhavam dinheiro sendo governistas no tucanato e continuaram a ganhar dinheiro sendo governistas no petismo. Mesmo na era da Internet, que facilita a pesquisa, a coerência não tem sido a característica mais visível da profissão. É evidente que as pessoas podem mudar de ideia ao longo dos anos se chegam à conclusão de que estavam erradas. Mas desconfio de quem conclui que estive errado sempre em consonância com o governo de turno. Será que um dia vou concluir que o PT era bom? Quem sabe quando — e se — o partido voltar a ser oposição… Na verdade, antes como agora, não me pergunto se o que penso é contra o governo ou a favor dele. Penso o que penso. Às vezes, coincide com a política oficial; frequentemente, não. De toda sorte, textos como o de Flávio Moura seriam impensáveis na imprensa brasileira de há 10, 15, 20 ou mesmo 30 anos. O começo da década de 1980, diga-se, estava fortemente pautado pela chamada abertura, a ditadura estava moribunda, e muitos militantes estudantis tinham ido parar nas redações de jornal. Vivia-se até uma certa algazarra libertária. Isso acabou. O que antes era alternativa agora é poder. O que antes se calava pela força bruta agora se busca silenciar por intermédio do falso consenso. Enquanto estiveram na oposição — até dezembro de 2002 —, as esquerdas seguiram o que é, de fato, seu padrão histórico: usaram a causa da liberdade de imprensa e de crítica a seu favor. Ocorre, e isto também é de sua natureza (e foi uma das causas de eu ter passado a repudiá-las), que não se veem como um pensamento possível entre outros. Ao contrário: os “companheiros” de hoje não abandonaram a tara dos “camaradas” de ontem e se entendem como uma etapa posterior e superior da civilização. Não é por acaso que Flávio Moura define o pensamento de Luiz Felipe Pondé como “teologia à moda antiga”. Devemos concluir que há uma “teologia à moda moderna”. As esquerdas, mesmo na sua expressão mais grotesca, caricatural e primitiva, como é o tal Moura, continuam partidárias do fim da história — que é uma tese hegeliana, não do Fukuyama, como sugeriu outro dia no Jornal da Globo o Arnaldo Jabor. Vencidos, então, os adversários, aí se trataria de cuidar das pendengas lá deles, das contradições existentes num lado só. Não passa pela cabeça dessa gente, acreditem, perder eleições porque isso significaria um retrocesso, uma volta ao período em que ainda havia história… Textos como o de Moura não seriam publicados há 10, 20 ou mesmo 30 anos porque as forças capazes de fazer esse juízo ainda não estavam no poder e não eram donas do novo consenso. Ao contrário. Era necessário fingir-se de plural para chegar ao que diziam ser o “horizonte socialista”. Os que defendíamos a diversidade de pensamento éramos obviamente úteis àqueles que tinham nessa diversidade apenas uma etapa da conquista do estado. Em outros tempos, as revoluções devoravam seus filhos de maneira cruenta, como o Saturno no quadro de Goya. Nos novos tempos, busca-se desqualificar a divergência e provar a sua obsolescência. Em qualquer dos casos, antes e agora, os altos interesses do povo e as conquistas sociais servem de maquiagem para a eliminação do adversário. Um texto como o de Moura sai num jornal como o Valor porque também o Valor está interessado, como Deng Xiaoping, em gatos que cacem ratos, pouco importando a sua cor. Se, nessas décadas passadas, alguém se atrevesse a pedir o banimento de um pensamento considerado divergente, haveria, por certo, protestos. O texto nem seria publicado. A direita liberal jamais o faria porque, de fato, não é de sua natureza — muito pelo contrário; e as esquerdas, mesmo as autoritárias, não eram tolas de entregar o serviço. Já demonstrei aqui que a “anistia ampla, geral e irrestrita”, por exemplo, era uma reivindicação delas (à época, posso dizer “nossa”). É também delas a reivindicação de hoje para rever a Lei da Anistia. Antes, a causa servia à proteção de seus assassinos. Agora que estão a salvo, querem dar um jeito de pegar os assassinos “do outro lado”. Por quê? Porque um esquerdista sempre acha que mata por bons propósitos. Leiam, continua atualíssimo, recomendo de novo, “O Zero e o Infinito”, de Arthur Koestler, que foi, vamos dizer assim, bem mais esquerdista do que eu na juventude. E há, claro, a questão política propriamente. Mesmo quando minoritárias no Parlamento, as esquerdas sempre foram, do processo de redemocratização a esta data, muito mobilizadas, contando, antes como agora, com forte apoio da imprensa. Em muitos aspectos, já tratei do assunto aqui, foi o jornalismo que inventou Lula — antes até que ele inventasse a si mesmo. Ao menor sinal de “retrocesso”, lá estavam os valentes a botar a boca no trombone. Nestes tempos, esses jornalistas que Flávio Moura decidiu fuzilar — e há outros tantos que ele não citou, talvez por ignorância — acabaram sobressaindo, o que é um absurdo, como “a oposição” do Brasil pela simples, óbvia e até macabra razão de que não há oposição no Brasil — não como voz institucional e alternativa viável de poder federal. É claro que há valorosos parlamentares que se opõem ao governo. Reitero: refiro-me a uma força organizada e viável como alternativa de poder. Moura segue a trilha aberta pelos blogs sujos e decide demonizar pessoas, mas o que está em pauta, de fato, é a imprensa independente, aquela que faz o seu trabalho e chama desmando de “desmando”, roubalheira de “roubalheira”. Como inexiste, então, a força organizada para obrigar o governo a se explicar, o que é próprio das democracias, o jornalismo que cumpre a tarefa de informar e o colunismo que não está alinhado com o poder acabam sendo tomados, lembrando o presidente do PT, Rui Falcão, como a “verdadeira oposição”, que não se manifesta como partido. Eu duvido que o tal Moura seja um interlocutor de Falcão. Eu duvido que o rapaz obedeça diretamente às ordens desse ou daquele. Os dois falam a mesma coisa porque o que os une não é uma relação de hierarquia, mas o espírito de um tempo. O que Moura tentou fazer é demonstrar que estamos sozinhos na crítica, que aquela abordagem, com aqueles valores, perdeu sentido porque vencida pela história. Como, com efeito, expressamos pontos de vista que não se ouvem nem no governismo nem na oposição, então fica fácil apontar o dedo e gritar, como a Rainha de Copas: “Cortem-lhes a cabeça!”. Não estou pedindo nem apoio nem penico para as oposições. Em primeiro lugar, porque, de fato, isso não é necessário. Em segundo lugar, porque seria inútil. A imprensa independente e os cabras marcados por Moura para morrer jamais poderão fazer pelas oposições o que os blogs sujos fazem pelo petismo. Nesse caso, uns entendem de comprar, e o outros entendem de vender. Deste outro lado, não sei se haveria gente disposta a comprar; o que sei é que NÃO há gente disposta a vender. Até por uma questão de lógica elementar. Se for para “entregar a mercadoria” no balcão do “jornalismo & negócios”, mister é fazer a transação com o poder, que certamente pode pagar mais, não é mesmo? Entre ser mercenário em favor do vitorioso e sê-lo em favor dos derrotados, as duas opções são igualmente imorais, mas uma é mais estúpida do que a outra. Convenham: ninguém é crítico de governos por pragmatismo. Eu não tenho a ambição de que Moura me leia. As considerações ligeiras e idiotas que faz a meu respeito, diga-se, provam que não me lê. Segundo escreve, “Azevedo assumiu a linha de frente da indignação moral com a corrupção”. Não que a corrupção, com efeito, não me indigne — sim, e muito! —, mas os milhares de leitores desta página sabem que esse nem é o tema mais frequente dos meus textos. Os posts que tratam de ilegalidades cometidas por políticos, no mais das vezes, fazem parte do clipping do noticiário. As 800 e poucas páginas de “O País dos Petralhas I e II” debatem outros temas. Se Moura tivesse dito que assumi a linha de frente do debate — ou do embate — ideológico, aí estaria falando a verdade. O segundo volume do livro, por exemplo, passa longe da roubalheira, petista ou não. Ele tem todo o direito de não ler o  meu blog e os meus livros, mas tem o compromisso de falar a verdade para aqueles que eventualmente o leem. Ocorre que esse espírito persecutório parece ser também preguiçoso. Ouviu dizer isso a meu respeito por aí e repete sem ao menos verificar se essa opinião coincide com os fatos. Eu não me importaria nem um pouco em ser uma espécie de archote da “indignação moral com a corrupção”, só que o meu trabalho e o meu texto têm outro objeto. Eu não acho que um dia o Brasil ficará livre dos Mouras como ele crê que possa ficar livre dos Reinaldos. Aliás, espero que não ocorra nem uma coisa nem outra. O paraíso dos iguais pelo qual ele parece ansiar seria, pra mim, a experiência viva do inferno. A única razão de ser de um embate intelectual é a existência do adversário. A minha ética, se posso chamar assim, é a de uma guerra sem vencidos. “Ah, mas, então, o mundo não sai do lugar.” Sai, sim. É que o jogo não tem fim. Eles é que querem sair babando a sua vitória, saqueando e incendiando casas, violando as virgens, sacrificando as crianças. Para quê? Para que possam gritar: “Venceeemos!”. E depois? Tudo saindo conforme o esperado — não sairá —, começariam a se matar em seguida. Os Mouras seriam os primeiros da fila. No mundo pelo qual ele luta, não há lugar para editores de livros. Enquanto existirem os Reinaldos, os Diogos, os Sabinos, os Pondés e os Coutinhos, gente como Moura pode nos odiar, que estaremos a proteger o seu nobre pescocinho. É isto: a “direita liberal”, no fim das contas, protege esses babacas de suas próprias utopias. Ou terminariam todos com uma picareta enfiada no crânio ou no paredão, para onde seriam enviados pelos próprios ex-companheiros. Enquanto eu existir, Flavinho VE, a minha cabeça sempre estará à frente da sua na lista de prioridades do regime. Entendeu ou agora quer que o Tio Rei desenhe?

Confirmados mais cinco casos de dengue contraídos em Porto Alegre


A Secretaria Municipal de Saúde informou que foram confirmados na sexta-feira mais cinco novos casos de dengue autóctone (contraída no local) em Porto Alegre. Os pacientes residem no bairro Partenon e não têm histórico de deslocamento para áreas de transmissão. Todos os pacientes diagnosticados com a doença já foram atendidos na Rede e Saúde e liberados. Além destes, outros cinco casos importados foram confirmados. De acordo com o coordenador-geral em exercício da Vigilância em Saúde (CGVS) de Porto Alegre, Anderson Araújo Lima, estão sendo tomadas todas as medidas de controle, inclusive com a realização de bloqueio de transmissão nos locais onde vivem os pacientes. Os casos foram confirmados por meio de exames realizados no Laboratório Central do Estado (Lacen). Em Porto Alegre, até o momento 37 casos foram notificados. Destes, 11 foram descartados, 10 confirmados e 16 estão sendo investigados.

Caixa Econômica Federal liberará R$ 9 bilhões do FGTS para infraestrutura


A Caixa Econômica Federal informou na sexta-feira que vai disponibilizar R$ 9 bilhões este ano para investimentos em infraestrutura. Os recursos serão liberados por meio do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) que, no ano passado, distribuiu R$ 4,4 bilhões entre os setores de energia, portos, rodovias, ferrovias e hidrovias. Desde 2007, quando o instrumento foi criado, os investimentos na área de logística somaram R$ 22,4 bilhões. O presidente do Comitê de Investimento do FI-FGTS, Jacy Afonso, afirmou que as perspectivas de investimento para 2013 "são favoráveis". "O panorama para o setor de infraestrutura em 2013 está em linha com o cenário do setor em 2012, onde a taxa de juros real atingiu mínima histórica impulsionando a emissão de títulos de dívida privada pelas companhias de infraestrutura", disse ele. Além disso, Jacy Afonso salientou que o governo tem procurado alternativas para ampliar o volume de financiamentos de longo prazo. "A economia aponta sinais de retomada da trajetória de crescimento e, por fim, vultosos investimentos em infraestrutura estão previstos, como os anunciados pelo Programa de Investimentos em Logística, o que deve impulsionar novos desembolsos do FI-FGTS", continuou o presidente.

Nível do rio Acre supera 14 metros e Defesa Civil entra em alerta


A Defesa Civil do município de Rio Branco e a do Estado do Acre estão em alerta devido à cheia do rio Acre. Desde a semana passada o nível das águas não para de subir. Na última medição, realizada na manhã desta segunda-feira, o rio atingia 14,03 metros, justos três centímetros acima da cota de transbordamento. Na última sexta-feira, o rio ultrapassou os 12 metros, marca a partir da qual a prefeitura da capital acriana aciona um plano de contingência. Com a previsão de ter que remover as famílias de bairros onde, historicamente, a cheia do rio costuma causar alagamentos - como Airton Sena, Taquari, Seis de Agosto, Baixada da Habitasa e Cadeia Velha -, a prefeitura de Rio Branco decidiu construir mais 50 abrigos além dos 50 já existentes no parque de exposições Marechal Castelo Branco. "Já há alguns locais alagados, mas, felizmente, até agora, nenhuma família desabrigada ou desalojada", disse o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, George Luiz Santos. Segundo a prefeitura, só no bairro Airton Sena, mais de 3 mil famílias moram em áreas de risco. O número foi obtido a partir do cadastro realizado durante o alagamento ocorrido em 2012. O plano de contingência municipal prevê, além do serviço de acolhimento de eventuais desabrigados, a remoção para a casa de parentes das famílias que forem desalojadas. O nível da água também está sendo monitorado nas cabeceiras do rio, principalmente, nos trechos próximos às cidades de Assis Brasil, Xapuri e Brasileia.

Recebe alta última vítima da assassina boate Kiss que estava internada no Hospital Universitário em Santa Maria


A última paciente que estava internada no Hospital Universitário (Husm), em Santa Maria, recebeu alta na manhã desta segunda-feira. Com o apoio de familiares, em especial o da filha, a pequena Luiza Ferreira, de 3 anos, a estudante Carmem Janaína Rodrigues, de 26 anos, voltou para casa. Encontrou a filha, aprendendo a escrever, com uma imagem de Nossa Senhora de Schoenstatt na mão. Junto com a mãe, Marta Ferreira, Janaína parou no caminho de volta para casa no Santuário de Schoenstatt, em Santa Maria, local frequentado diariamente pela mãe e pela filha de Janaína para agradecer pela recuperação da estudante, que chegou a sofrer uma parada cardíaca e ficar quatro dias em coma. Ela recebeu alta da UTI na quinta-feira pela manhã.

Vítima de incêndio na assassina boate Kiss chega a Porto Alegre


Mais uma vítima do incêndio ocorrido na assassina boate Kiss, em Santa Maria, foi transferida na tarde desta segunda-feira para Porto Alegre. Às 14h50min, o bimotor da Brigada Militar aterrissou no aeroporto Salgado Filho trazendo a bordo Delvani Rosso, de 20 anos. O jovem estava internado no Hospital de Caridade e aguardava uma melhora no quadro clínico para fazer o deslocamento até o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. Delvani deu entrada no HPS às 15h20min e passou por uma avaliação médica. Segundo o pai do jovem, José Luiz Rosso, 54 anos, o filho está com 50% do corpo queimado e deve passar por cirurgia plástica. Natural de Rosário do Sul, mas morador de Manoel Viana, Delvani faz curso técnico agrícola em Alegrete. Foi para a festa na Boate Kiss com o irmão mais velho e dois amigos. O estado de Delvani é estável. A diretora clínica do Hospital de Caridade, Jane Costa, comenta que o jovem será avaliado novamente ao chegar em Porto Alegre, mas que precisa tratar as queimaduras com transplante de pele. Segundo ela, Delvani estava com ventilação mecânica apenas na parte da noite, para descansar melhor.

MÉDICOS COMUNICAM À FAMÍLIA DE HUGO CHÁVEZ QUE CAUDILHO NÃO SE RECUPERARÁ DO CÂNCER, TIRANETE JÁ PERDEU A VOZ COMPLETAMENTE


Os médicos que cuidam de Hugo Chávez em Havana já comunicaram à família do presidente, aos irmãos Castro e à cúpula chavista que o paciente não está em condições de regressar para exercer a presidência da Venezuela. Assim relatam fontes em contato com a equipe médica, indicando também que Chávez perdeu a voz por completo, em consequência do tratamento médico recebido. A terapia causou dano permanente em suas cordas vocais e dificilmente poderá recuperar a voz. Sem falar e sem poder mover-se da cama há exatamente dois meses, o presidente se encontra "muito deprimido". O anúncio público por parte do governo de que Chávez está incapacitado para reassumir sua funções será realizado os próximos dias, e isso já teria sido transmitido aos membros do Tribunal Supremo, segundo apurou o diário ABC. Passados mais de 60 dias desde sua última aparição pública (no dia 8 de dezembro compareceu em Caracas para anunciar que seria submetido a uma quarta operação em Havana, que teve lugar três dias depois), o estado do ditador Chávez apresenta pronunciada deterioração, ainda que sem alcançar a extrema gravidade de finais de dezembro, quando se encontrou à beira da morte. Embora a família já soubesse que o câncer que acomete Chávez, um rabdomiosarcoma, era terminal, a comunicação formal por parte dos médicos de que não terá recuperação suficiente para excercer a Presidência foi um golpe para o círculo próximo ao presidente. Conhecedores da reaçao do núcleo duro do governo atestam que nas últimas horas vivem com consternação. A comunicação médica deveria conduzir à declaração de incapacidade ou ausência total do presidente. O aviso dado ao Tribunal Supremo indica que esse organismo, que avalizou a continuidade de Chávez à frente da República apesar das dúvidas constitucionais a respeito, se prepara também para avaliar essa nova realidade. O estado de Chávez o impede de viajar a Caracas para prestar juramento como presidente. Se em princípio se pensou numa viagem de ida e volta, para prosseguir o tratamento em Havana, as novidades aconselham um traslado definitivo para a capital venezuelana para esperar um desenlace final.

Cinco cardeais brasileiros devem participar de eleição do próximo papa


Cinco cardeais brasileiros devem participar do conclave que se reunirá para eleger o sucessor do papa Bento XVI. Segundo a última lista do Vaticano, atualizada há duas semanas, há um total de 119 cardeais aptos a votar no conclave. Para poder participar da escolha do papa, o cardeal precisa ter menos de 80 anos. O Brasil tem um total de nove integrantes no Colégio Cardinalício do Vaticano, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite. Os cardeais brasileiros que poderão votar são dom Cláudio Hummes, de 78 anos, ex-arcebispo de São Paulo e atual prefeito emérito da Congregação para O Clero; dom Geraldo Majella Agnelo, de 79 anos, arcebispo emérito de Salvador; dom Odilo Scherer, de 63 anos, arcebispo de São Paulo; dom Raymundo Damasceno Assis, de 76 anos, arcebispo de Aparecida; e dom João Braz de Aviz, de 64 anos, arcebispo de Brasília. Dom Eusébio Scheid, arcebispo emérito do Rio de Janeiro, está fora do conclave por ter completado 80 anos em dezembro. Também já ultrapassaram a idade limite os cardeais dom Paulo Evaristo Arns, de 91 anos, ex-arcebispo de São Paulo; dom Serafim Fernandes de Araújo, de 88, ex-arcebispo emérito de Belo Horizonte; e dom José Freire Falcão, de 87, ex-arcebispo de Brasília. A lista de eleitores no conclave tem cardeais de cerca de sete dezenas de países diferentes. Os cardeais italianos são os de maior número. Segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, o conclave deverá ser realizado entre 15 e 20 dias após a saída de Bento XVI. "Devemos ter um novo papa até a Páscoa", afirmou Lombardi.

Na história da Igreja Católica, Bento XVI é o quarto papa a renunciar


Além de Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, mais três pontífices renunciaram ao cargo: Gregório XII, em 1415; Celestino V, em 1294; e Ponciano, em 235. Em 1415, o papa Gregório XII abdicou do cargo, depois de cinco anos no poder, durante o Cisma do Ocidente, conflitos entre Roma e Pisa, na Itália, e Avignon, na França, sobre a sucessão e o local de residência dos papas, solucionado depois da renúncia, em 1418, com o Concílio de Constança. À época, havia uma disputa entre três autoridades da Igreja que se auto-intitulavam papas. Gregório XII foi um dos papas eleitos em idade mais avançada, com 90 anos. Outro papa que também renunciou foi Celestino V, em 1294, apenas quatro meses depois de empossado na Basílica de Santa Maria de Collemaggio, na cidade de L'Áquila, na região central da Itália. Por razões políticas e econômicas, Celestino renunciou ao pontificado em favor de Bonifácio VIII, de uma influente família italiana, os Gaetani. No ano de 235, Ponciano foi exilado por um imperador romano e, para que os fiéis não ficassem sem um líder, renunciou ao papado. Foi sucedido por Antero. De acordo com o Código de Direito Canônico, o papa pode renunciar ao cargo desde que a renúncia seja feita livre e manifestadamente. O ato não precisa ser reconhecido por nenhum tipo de entidade.

Empresários afirmam que mudanças de política podem comprometer seus planos


O uso prolongado das termelétricas para garantir o abastecimento do mercado brasileiro de energia e as alterações das regras provocadas pela decisão de reduzir tarifas cobradas pelo serviço gerou um clima de insegurança para os empresários brasileiros. Os proprietários de empresas no País temem que estas mudanças na condução da política nacional comprometam os planos e previsões de quem pretende continuar seguindo a cartilha da sustentabilidade, com mais eficiência nos negócios. “Os empresários programam suas atividades para 10 anos a partir das sinalizações das políticas como o plano decenal de energia” explicou Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. “O uso das termelétricas num cenário mais permanente sinaliza caminhos diferentes do que o que estava sendo conduzido”, acrescentou. Nos últimos meses de 2012, o baixo nível de reservatórios que abastecem as hidrelétricas do País, em consequência da seca que atingiu várias regiões, levou o governo a recorrer a estas fontes mais caras e menos limpas para complementar o abastecimento de energia. Mas, o temor do setor privado é que este cenário prejudique as medidas de diversificação de fontes energéticas com o estímulo às fontes renováveis. “Nosso desafio é não ir na contramão do nosso grande ganho que é uma matriz extremamente limpa, com 84% de fontes renováveis”, disse Marina Grossi, destacando o potencial brasileiro de fontes alternativas, como as de energia eólica e solar, que poderiam ser intensificados. Para o setor, os estímulos criados, em momento de crise financeira mundial, poderiam reduzir os custos das renováveis, aumentando a competitividade do País em longo prazo. O governo chinês, por exemplo, está adotando medidas, aproveitando as dificuldades das nações mais desenvolvidas, para aumentar a participação das renováveis em sua matriz energética. “O risco de emitir carbono vai ser cada vez mais contabilizado. Perde-se competitividade ao negligenciar este ritmo no Brasil. A fonte de energia eólica está indo muito bem e já é competitiva, mas a solar e de biomassa ainda estão sendo intensificadas e precisam de estímulos por meio de leilões diversificados”, acrescentou a presidente do conselho. A área de energia é apontada como um dos maiores desafios para a sustentabilidade do setor no ano de 2013, segundo levantamento feito pelo CEBDS. Outro gargalo que pode comprometer o esforço pela maior eficiência dos negócios no País está relacionado à água. O Brasil ainda está longe de universalizar, por exemplo, o acesso ao saneamento básico. Mais da metade da população brasileira ainda não tem coleta de esgoto no domicílio. O problema afeta diretamente os trabalhadores e, por consequência, a produtividade das empresas. Estima-se que 217 mil trabalhadores precisam se afastar de suas atividades por ano devido a problemas gastrointestinais e que crianças que moram em locais sem saneamento básico têm um aproveitamento escolar 18% abaixo das que vivem em locais salubres. “Isto repercute na produtividade do trabalhador”, explicou Marina Grossi. “Quanto ao uso e consumo da água, o impacto é grande, temos de trabalhar para alterar o consumo e também o desperdício de água, que é grande, principalmente na agricultura”, acrescentou. A pesquisa também apontou a preocupação dos empresários sobre a falta de acordos financeiros entre os países para apoiar metas de desenvolvimento sustentável no mundo e medidas para reduzir os efeitos negativos das mudanças climáticas. A crise global foi a principal justificativa usada pelos países desenvolvidos para não se comprometer com recursos para estas ações. Outra expectativa do setor é em relação a leis debatidas no País. As atenções do setor estão voltadas principalmente para o debate sobre a regulamentação da lei de acesso a recursos genéticos. Marina Grossi acrescenta que ainda não existe maturidade legal sobre outras discussões que podem modificar significativamente o cenário de negócios no País, como a dos Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA).

Sérgio Cabral diz que não apoiará candidatura do petista Lindberg Alves para o governo do Rio de Janeiro


O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse nesta segunda-feira que não apoiará Lindberg Farias (PT) para o governo do Estado em 2014. Segundo ele, o PMDB pretende manter a parceria com o PT, mas com seu próprio candidato. “Respeito o senador Lindberg e desejo que a aliança que me elegeu em 2006 e 2010 se repita em 2014. Agora, temos um candidato sério, honesto e bom gestor. É um excelente candidato”. O governador Sérgio Cabral (amigo do empresário Fernando Cavendish) tem trabalhado para eleger seu vice, Luiz Fernando Pezão, para sucedê-lo no governo do Rio de Janeiro.

ONG quer cotas para negros na magistratura


A Conectas Direitos Humanos, organização não governamental internacional, enviou um documento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) defendendo a adoção  de cotas para negros na magistratura. O texto cita um levantamento de 2005, da Associação dos Magistrados Brasileiros, segundo o qual os negros representam menos de 1% e os pardos, 11,6% do total de magistrados. Esses índices, segundo a Conectas, passam longe da realidade populacional. O IBGE aponta que 51,4% da população brasileira se autodeclara preta ou parda. Para a organização, a seleção de juízes reproduz as desigualdades existentes na sociedade. Juana Kweitel, diretora da programas da Conectas, destaca que o processo de escolha é influenciado por questões que envolvem renda, trabalho, posição social e influência política. Ao falar sobre a preparação dos candidatos, ela diz: “Exige um tempo do qual as pessoas que precisam garantir sua renda muitas vezes não dispõem. Além disso, o sucesso depende quase sempre de um acompanhamento preparatório de alto custo financeiro e outras variantes como entrevistas pessoais. O documento da Conectas foi enviado à comissão especial criada pelo CNJ para avaliar a questão da desigualdade racial na sua composição. Outras entidades também já enviaram contribuições. O descompasso entre a realidade demográfica e o acesso aos órgãos de poder no Brasil não aparece só no Judiciário. O Relatório Anual das Desigualdades Raciais 2007-2008 apontou que, do total de 81 senadores, apenas 6,2 % eram negros. Entre as 10 senadoras presentes naquela Casa, não havia nenhuma negra, segundo o mesmo levantamento.

Dona de fortuna de R$ 5 bilhões é a patrocinadora do novo partido da Marina Silva


A Comissão de Mobilização de Recursos do novo partido político de Marina Silva está encarregada de "captar e mobilizar recursos para a realização do encontro nacional de 16/02 e para a coleta de assinaturas." É comandada por Maria Alice (Neca) Setúbal, que possui 3,5% das ações da holding que comanda o Banco Itaú, uma fortuna estimada em R$ 5 bilhões. A nova aventura sonhática de Marina Silva, antes patrocinada por Gilberto Leal, dono da Natura e seu candidato à vice-presidência, ganha, assim, um reforço considerável de caixa para a dura tarefa de obter 500 mil assinaturas em papel, não pela internet. O será realizado em Brasília, no próximo dia 16, para fundação do novo partido. O espaço escolhido é o Unique Palace, o mais luxuoso centro de convenções na capital federal.

PT muda nome do ex-prefeito ficha suja em Novo Hamburgo, após juiz anular candidatura de Tarcisio Zimmermann


No final da tarde de sábado, o juiz eleitoral Geraldo Brandeburski Júnior negou o registro do candidato petista ficha suja Tarcisio Zimmermann e confirmou a documentação de Paulo Kopschina (PMDB). Em uma entrevista coletiva de imprensa realizada na tarde de domingo, a coligação liderada pelo PT anunciou oficialmente os nomes de Luiz Lauermann (PT) e Roque Serpa (PTB) como candidatos à prefeitura no pleito suplementar do dia 3 de março. A mudança foi decidida em uma reunião iniciada na noite de sábado e encerrada na madrugada de domingo. O juiz eleitoral local cassou pela segunda vez a candidatura do ex-prefeito petista Tarcisio Zimmerman, que em outubro já tinha sido incluído na Lei da Ficha Suja. Desta vez, ele foi acusado de ter violado novamente a lei e com isto ocasionado a anulação do pleito anterior. O adversário, Paulo Kopschina (PMDB), afirma que já esperava este desfecho: "Não foi uma surpresa e não vai mudar em nada nossa campanha que sempre foi propositiva. Vamos nos dedicar mais e mais no corpo-a-corpo para conquistar os votos de indecisos".

Vou-me embora pra Bruzundanga


Artigo do historiador MARCO ANTONIO VILLA - O Brasil é um país fantástico.Nulidades são transformadas em gênios da noite para o dia. Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres. Temos ao longo da nossa História diversos exemplos.O mais recente é Dilma Rousseff. Surgiu no mundo político brasileiro há uma década. Durante o regime militar militou em grupos de luta armada, mas não se destacou entre as lideranças.Fez política no Rio Grande do Sul exercendo funções pouco expressivas. Tentou fazer pós graduação em Economia na Unicamp, mas acabou fracassando,não conseguiu sequer fazer um simples exame de qualificação de mestrado. Mesmo assim,durante anos foi apresentada como "doutora" em Economia.Quis-se aventurar no mundo de negócios, mas também malogrou. Abriu em Porto Alegre uma lojinha de mercadorias populares, conhecidas como "de 1,99". Não deu certo. Teve logo de fechar as portas. Caminharia para a obscuridade se vivesse num país politicamente sério. Porém, para sorte dela, nasceu no Brasil. E depois de tantos fracassos acabou premiada:virou ministra de Minas e Energia.Lula disse que ficou impressionado porque numa reunião ela compareceu munida de um laptop.Ainda mais: apresentou um enorme volume de dados que, apesar de incompreensíveis, impressionaram favoravelmente o presidente eleito. Foi nesse cenário, digno de O Homem que Sabia Javanês, que Dilma passou pouco mais de dois anos no Ministério de Minas e Energia. Deixou como marca um absoluto vazio.Nada fez digno de registro.Mas novamente foi promovida. Chegou à chefia da Casa Civil após a queda de José Dirceu, abatido pelo escândalo do mensalão. Cabe novamente a pergunta: por quê? Para o projeto continuísta do PT a figura anódina de Dilma Rousseff caiu como uma luva. Mesmo não deixando em um quinquênio uma marca administrativa um projeto, uma ideia, foi alçada a sucessora de Lula. Nesse momento, quando foi definida como a futura ocupante da cadeira presidencial, é que foi desenhado o figurino de gestora eficiente, de profunda conhecedora de economia e do Brasil, de uma técnica e exemplar, durona, implacável e desinteressada de política. Como deveria ser uma presidente a primeira no imaginário popular. Deve ser reconhecido que os petistas são eficientes. A tarefa foi dura, muito dura. Dilma passou por uma cirurgia plástica, considerada essencial para, como disseram à época, dar um ar mais sereno e simpático à então candidata. Foi transformada em "mãe do PAC". Acompanhou Lula por todo o País. Para ela e só para ela a campanha eleitoral começou em 2008. Cada ato do governo foi motivo para um evento público, sempre transformado em comício e com ampla cobertura da imprensa. Seu criador foi apresentando homeopaticamente as qualidades da criatura ao eleitorado. Mas a enorme dificuldade de comunicação de Dilma acabou obrigando o criador a ser o seu tradutor, falando em nome dela e violando abertamente a legislação eleitoral. Com base numa ampla aliança eleitoral e no uso descarado da máquina governamental, venceu a eleição. Foi recebida com enorme boa vontade pela imprensa. A fábula da gestora eficiente, da administradora cuidadosa e da chefe implacável durante meses foi sendo repetida. Seu figurino recebeu o reforço, mais que necessário, de combatente da corrupção. Também, pudera: não há na História republicana nenhum caso de um presidente que em dois anos de mandato tenha sido obrigado a demitir tantos ministros acusados de atos lesivos ao interesse público. Como esgotamento do modelo de desenvolvimento criado no final do século 20 e um quadro econômico internacional extremamente complexo,a presidente teve de começar a viver no mundo real. E aí a figuração começou a mostrar suas fraquezas. O crescimento do produto interno bruto (PIB) de 7,5% de 2010, que foi um componente importante para a vitória eleitoral, logo não passou de uma recordação. Independentemente da ilusão do índice (em 2009 o crescimento foi negativo: -0,7%), apesar de todos os artifícios utilizados,em 2011 o crescimento foi de apenas 2,7%. Mas para piorar, tudo indica que em 2012 não tenha passado de 1%. Foi o pior biênio dos tempos contemporâneos, só ficando à frente, na América do Sul, do Paraguai. A desindustrialização aprofundou-se de tal forma que em 2012 o setor cresceu negativamente: -2,1%. O saldo da balança comercial caiu 35% em relação à 2011, o pior desempenho dos últimos dez anos, e em janeiro deste ano teve o maior saldo negativo em 24 anos. A inflação dá claros sinais de que está fugindo do controle. E a dívida pública federal disparou: chegou a R$ 2 trilhões. As promessas eleitorais de 2010 nunca se materializaram. Os milhares de creches desmancharam-se no ar. O programa habitacional ficou notabilizado por acusações de corrupção. As obras de infraestrutura estão atrasadas e superfaturadas. Os bancos e empresas estatais transformaram-se em meros instrumentos políticos, a Petrobrás é a mais afetada pelo desvario dilmista. Não há contabilidade criativa suficiente para esconder o óbvio: o governo Dilma Rousseff é um fracasso.E pusilânime: abre o baú e recoloca velhas propostas como novos instrumentos de política econômica. É uma confissão de que não consegue pensar com originalidade. Nesse ritmo, logo veremos o ministro Guido Mantega anunciar uma grande novidade para combater o aumento dos preços dos alimentos: a criação da Sunab. Ah, o Brasil ainda vai cumprir seu ideal: ser uma grande Bruzundanga. Lá, na cruel ironia de Lima Barreto, a Constituição estabelecia que o presidente "devia unicamente saber ler e escrever; que nunca tivesse mostrado ou procurado mostrar que tinha alguma inteligência; que não tivesse vontade própria; que fosse, enfim, de uma mediocridade total".

Bento 16 anuncia que renuncia ao papado no dia 28

Papa Bento 16

O papa Bento 16 anunciou que renuncia ao papado no dia 28 deste mês. Leia a íntegra do seu pronunciamento "Queridíssimos irmãos, Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando.Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20h, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice. Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus".