terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Quase um quarto da energia consumida no País vem de termelétricas


O nível abaixo do normal na maioria dos reservatórios do País faz com que quase um quarto da energia distribuída pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) e consumida em todo o País seja proveniente de usinas termelétricas. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), pelo menos 60 usinas termelétricas estão despachando energia, por meio do SIN, de todas os tipos de fontes: eólica, a carvão, a óleo diesel e combustível, nuclear e a gás natural. De acordo com o ONS, o despacho térmico atualmente chega a 12,9 mil megawatts (MW), o equivalente a 24% da demanda total do País. A Eletronuclear informou que, das duas usinas nucleares operadas pela subsidiária da Eletrobras, a única que está operando no momento é a de Angra 2, que está despachando para o SIN 1.356 MW, 6 MW acima da sua capacidade, que é gerar 1.350 MW. Angra 1, a primeira das nucleares produzidas no País, e que tem capacidade de geração de 640 MW, deixou de fornecer energia ao Sistema Interligado Nacional no sábado, quando foi desligada para a troca da tampa do reator, componente importante do circuito primário de uma usina nuclear, e o reabastecimento de combustível. O ONS admitiu que os níveis dos reservatórios estão abaixo do normal e que no subsistema Sudeste/Centro Oeste o nível dos reservatórios das hidrelétricas é hoje de 28,9 – o mais baixo para os meses de janeiro dos últimos 12 anos – menor do que o verificado no mesmo mês de 2001, quando houve o último racionamento de energia elétrica no País. Em todos os subsistemas, o nível dos reservatórios está abaixo ou próximo da Curva de Aversão ao Risco (CAR). No Nordeste, o nível dos reservatórios está em 30,96%; na Região Norte, em 40,48%; e no Sul, em 40,39%. A Petrobras informou que, do total do despacho termelétrico do Sistema Interligado Nacional, previsto para esta semana, cerca de 8,1 gigawatts (GW) serão produzidos em usinas a gás natural, dos quais 5,3 GW em usinas sob controle da estatal.

BNDES aprova financiamento de R$5,4 bi para a Oi


O BNDES aprovou financiamento de 5,4 bilhões de reais para a Oi, auxiliando o grupo de telecomunicações a cumprir seu plano de investimentos para o triênio 2012-2014. "O projeto inclui investimentos na expansão e melhoria da capacidade instalada das redes de acesso de dados (banda larga), fixa e móvel, e na infraestrutura de TV por assinatura, além de investimentos em tecnologia da informação", informou o banco nesta terça-feira. A Oi anunciou em abril do ano passado suas metas de investimentos para o período de 2012 a 2015, no total de 24 bilhões de reais, cerca de 6 bilhões de reais por ano. Mas a solicitação do financiamento foi feita antes da divulgação das metas. O financiamento liberado pelo BNDES inclui o apoio à compra de 1,4 bilhão de reais em equipamentos nacionais, priorizando também fornecedores que investem em inovação no País. Os recursos serão desembolsados paulatinamente, dependendo do desenvolvimento da execução do plano de investimentos, explicou Rodrigo Pedrosa, gerente da área de tecnologia da informação (TI) e telecomunicações do banco de fomento. O BNDES financiará um total de 34% dos 15,9 bilhões de reais de investimentos da Oi passíveis de financiamento pelo banco de fomento, principalmente em infraestrutura. "A Oi, dentro do guidance dela, considera alguns investimentos que sob a ótica do BNDES não seriam apoiáveis, como abertura de lojas e investimentos imobiliários", afirmou Eduardo Costa, economista do departamento de TI e telecomunicações do banco.

PETROBRAS TEM MAIS PREJUÍZOS COM O BAIXO NÍVEL DOS RESERVATÓRIOS DAS HIDRELÉTRICAS, POR CAUSA DAS IMPORTAÇÕES DE GÁS


Os baixos reservatórios das usinas hidrelétricas também têm afetado a Petrobras. A companhia precisa comprar no mercado superaquecido gás natural liquefeito (GNL) para abastecer as usinas termelétricas flexíveis, acionadas durante o período seco. No cálculo da consultoria Gas Energy, o prejuízo é de cerca de R$ 240 milhões por mês. Somado com o prejuízo da companhia com a importação de diesel e gasolina, a Petrobras tem perdido US$ 1,12 bilhão por mês com a importação de combustíveis a preços mais altos do que os de revenda. A Petrobras refuta o cálculo da consultoria sobre o gás, mas não revela quanto perde. A companhia diz que o negócio das térmicas flexíveis precisa ser avaliado num "horizonte de tempo compatível com a duração dos contratos, de 15 a 20 anos", diz. O desconto no GNL acontece porque a Petrobras fechou, em 2006, 2007 e 2008, por exemplo, contratos flexíveis para entrega (despacho) a termelétricas a preços pré-determinados. A companhia fica com o risco de arcar com possíveis altas de preço no mercado spot (livre) de GNL, em momentos em que o setor está em alta no mundo, como agora. O presidente da Gas Energy, Marco Tavares, critica o modelo assumido pela Petrobras, em que a companhia compra no mercado spot e vende no modelo flexível. "O problema está no modelo, uma empresa privada não assumiria este risco, pois pode não ser financiável. Não tem como prever, não tem como se proteger", disse: "No passado, o governo propôs e a Petrobras aceitou". A Gas Energy calcula que a Petrobras tem recebido no máximo US$ 12 por milhão de BTUs no despacho flexível das termelétricas, enquanto paga cerca de US$ 18 por milhão de BTUs no mercado spot. As perdas acontecem em cima da diferença de US$ 6,00. Como não é possível prever a demanda, a Petrobras também não tem como se proteger (hedge). Até novembro de 2012, a Petrobras importou 11,9 bilhões de metros cúbicos de gás, o maior volume em mais de uma década. O engenheiro Luis Olavo Dantas, consultor e editor do site sobre gás natural Gasnet, lembra que o Brasil é abastecido por produção nacional (na casa de 70 milhões de metros cúbicos/dia), pelo gasoduto da Bolívia (30 milhões de metros cúbicos/dia) e pelo gás natural liquefeito (GNL). Foram em média 13 milhões de metros cúbicos/dia de GNL em 2012, chegando de navio ao Brasil na forma líquida a baixas temperaturas. A Petrobras esquenta o gás importado líquido para que volte ao seu estado inicial em dois terminais de regaseificação, no Rio de Janeiro e no Ceará, somando capacidade para 21 milhões de metros cúbicos/dia. No contrato flexível, a Petrobras fornece o gás quando as termoelétricas precisam ser acionadas para compensar a produção insuficiente das usinas hidrelétricas. "Não há demanda firme o ano inteiro, por isso o contrato é flexível, não há necessidade de contrato firme", disse Dantas. A Petrobras defende o modelo: "As termelétricas flexíveis têm papel de grande importância uma vez que são acionadas em complemento às hidrelétricas, nos momentos de baixo nível de reservatório e/ou baixas afluências". Em 2010, também houve despacho térmico elevado, embora em menor nível do que hoje. No entanto, o gás no mercado internacional estava em cerca de US$ 8,00 a US$ 10,00 por milhão de BTUs, segundo a consultoria. Segundo Tavares, o prejuízo da Petrobras foi evidenciado em novembro com o aumento do despacho e a situação não deve se alterar antes de março. "Mesmo com chuvas, as usinas movidas a gás são as últimas a serem desconectadas. Primeiro são aquelas movidas a diesel e a óleo combustível", disse Tavares.

JUÍZA DA OPERAÇÃO RODIN É REMOVIDA DE SANTA MARIA PARA FLORIANÓPOLIS

Simone Barbisan Fortes

A juíza federal Simone Barbisan Fortes, que atua no processo penal da Operação Rodin, na 1ª Vara Federal Criminal de Santa Maria, foi removida, a pedido, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, para atuar em Florianópolis. Entretanto, o TRF 4 resolveu, também, que ela ficará responsável pelo processo da Operação Rodin até o seu final. Paralelo à divulgação da remoção, a juíza publicou decisão em que rejeitou todas as dezenas de pedidos de diligências que haviam sido requeridas pelas defesas dos réus. Vale dizer que ela atendeu todas as solicitações de diligências pedidas pela Procuradoria da República. O que isso significa? A conclusão é simples e fácil: ela quer concluir o processo imediatamente, quer se ver livre do processo e retomar em Florianópolis a ascensão de sua carreira, quem sabe até o Superior Tribunal de Justiça, em Brasilia. A família Fernandes, que tem pai e dois filhos como réus no processo (donos da empresa Pensant), soltou nota oficial sobre a sitaução, assinada pelo advogado Bruno Seligman de Menezes, que é a seguinte: "Fomos tomados, na manhã de hoje (terça-feira, 08/01/2013), de triste surpresa, com a publicação do Boletim JF 001/2013, que deu conhecimento do indeferimento de absolutamente todas as diligências requeridas pelas defesas dos acusados do processo conhecido como Operação Rodin. Dentre as razões dos indeferimentos, os mesmos argumentos - vazios e inconsistentes - eram notados. Alguns pedidos foram indeferidos com base em eventual falta de pertinência com o tema. Outros foram negados porque os documentos requeridos diziam respeito a períodos ora anteriores, ora posteriores ao em exame, como se em um feito de tamanha complexidade não fosse necessário comparar dados, valores, objetivos com os de outros períodos. Para alguns pedidos, a negativa amparou-se no fato de que os acusados poderiam ter deduzido seus pedidos antes, mesmo considerando que a fase processual é exatamente a do artigo 402 do Código de Processo Penal (requerimento de diligências). Por fim, foi dito que muitas das diligências seriam protelatórias, o que violaria a razoável duração do processo, prevista constitucionalmente. Causa estranheza, na medida em que as diligências requeridas pelo Ministério Público Federal e Estado do Rio Grande do Sul foram sendo deferidas ao longo de todo o processo, e se as defesas não deduziram pedido ao longo do feito, isso se deveu ao fato de que o Código de Processo Penal sinala prazo específico para tais medidas, além da prerrogativa constitucional de a defesa sempre falar por último nos autos (é razoável que deduza seus pedidos depois de todos terem sido feitos pelo órgão acusador). Causou surpresa, ainda, a alegação de que alguns requerimentos poderiam ter sido feitos anteriormente. O juízo demonstra preocupação com as medidas defensivas, mas não é isonômico nas medidas acusatórias. Paralelo ao processo, continuou investigação contra outros acusados, pelos mesmos fatos, o que culminou em denúncia recebida no segundo semestre de 2012, em uma verdadeira agressão aos princípios constitucionais processuais penais. Ainda, a preocupação com a razoável duração do processo curiosamente passou a existir, a partir do momento em que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região publicou os Atos nº 621 e 622, ambos de 18 de dezembro de 2012. Neles, o primeiro concede a remoção da magistrada titular para a Vara do Juizado Especial Cível da Subseção Judiciária de Florianópolis, e o segundo prorroga sua jurisdição na 1ª Vara Federal de Subseção Judiciária de Santa Maria, de 7 de janeiro a 20 de junho de 2013. Dito de outra forma, a magistrada está removida para Florianópolis, condicionando sua ida ao término do processo. Não bastasse a flagrante e inconstitucional situação de juízo de exceção, em que um magistrado é dono de um processo, ainda tenta acelerá-lo para adequá-lo a seus interesses profissionais. A sordidez de invocar a razoável duração do processo para atender a interesses outros que não aqueles previstos expressamente na Constituição é algo que entristece e preocupa. Entretanto, a despeito de todo o dito, confiando nas instituições republicanas, buscaremos todos os mecanismos legais para colocar o processo no eixo democrático, e, por meio dos princípios constitucionais do devido processo legal e do contraditório, que vêm sendo reiteradamente subjugados a interesses outros,acreditamos na iminente declaração judicial da inocência de nossos clientes. Santa Maria, 8 de janeiro de 2013. BRUNO SELIGMAN DE MENEZES - Defensor constituído de José Antonio Fernandes, Ferdinando Francisco Fernandes, Fernando Fernandes, Lenir Beatriz da Luz Fernandes".

MEC reprova cursos em universidades tradicionais


O Ministério da Educação publicou nesta terça-feira no Diário Oficial da União uma lista com 38 cursos de graduação que obtiveram notas consideradas insatisfatórias na última avaliação da pasta, realizada em 2011. Os cursos são de responsabilidade de 21 instituições de ensino superior, incluindo dez federais, entre elas o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF). Instituições privadas tradicionais também fazem parte da lista, como é o caso da Universidade Presbiteriana Mackenzie, cujo curso de arquitetura e urbanismo recebeu nota 2 (ruim). A Pontifícia Universidade Católica (PUC) tem 13 cursos na lista, espalhados pelas unidades de Campinas, Minas Gerais, Goiás e São Paulo. As instituições que aparecem na lista não terão os vestibulares suspensos, mas serão obrigadas a assinar um termo de compromisso com o MEC em que se comprometem a realizar melhorias em seus cursos. Elas terão um prazo de 60 dias para a reestruturação do corpo docente, com investimento em dedicação integral e titulação, e mais 180 dias para a readequação da infraestrutura e do projeto pedagógico. Segundo o MEC, o plano de melhoria será acompanhado por uma comissão de avaliação, que fará relatórios bimestrais sobre a evolução da correção das deficiências. Caso as metas não sejam cumpridas, será instaurado um processo administrativo, que pode resultar no fechamento do curso. No fim de 2012, o MEC divulgou uma lista com 207 cursos desautorizados a realizar processo seletivo em 2013 devido às avaliações ruins. Foi a primeira vez que a pasta adotou tal medida. Antes, as instituições com conceitos 1 e 2 no Índice Geral de Cursos (IGC) e no Conceito Preliminar de Curso (CPC) eram obrigadas a reduzir o número de vagas oferecidas, mas não chegavam a ter o processo seletivo suspenso. Para elaborar o CPC, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), uma autarquia do MEC, avalia indicadores como desempenho dos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), infraestrutura da instituição de ensino e qualificação do corpo docente. Em 2011, foram avaliados 8.665 cursos das áreas de ciências exatas e licenciaturas e dos eixos tecnológicos de controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial. Desse total, 672 obtiveram avaliação considerada insatisfatória no CPC, sendo 124 de instituições federais e 548 de particulares. Outros 1.114 cursos ficaram sem conceito.

Justiça ouvirá prefeitura de Porto Alegre sobre anulação das permissões de táxi


Antes de julgar a ação civil pública do Ministério Público do Trabalho que pede o cancelamento das atuais permissões de táxis na Capital, a Justiça ouvirá a prefeitura sobre o pedido, que também quer a subsequente realização de licitações para concessão do serviço. A prefeitura e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) terão um prazo para se manifestar. A decisão é do juiz João Batista Vianna, titular da 18ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, que encaminhou nesta terça-feira a análise da liminar na ação. Entre as medidas imediatas anteriores ao término do processo, o Ministério Público do Trabalho exige que fique proibida a alteração de titularidade das permissões, o uso de procurações e a concessão do serviço pela prefeitura sem a realização de licitação. Até o final de janeiro, será realizada uma audiência entre o Ministério Público do Trabalho e a prefeitura.

Governo da petista Dilma Rousseff tenta acobertar risco de racionamento de energia no País


Enquanto o sistema elétrico nacional caminha para uma situação de incerteza que pode levar a um racionamento, o governo se apresenta dividido sobre o cenário real. De um lado, declarações oficiais tentam mostrar que o risco não existe - como garantiram o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o secretário-executivo da pasta, Márcio Zimmermann, nestas segunda e terça-feiras. De outro, as avaliações técnicas apontam para um cenário de insegurança, que agora depende mais das chuvas do que da ação do governo. O tema desencadeou preocupação no Executivo, especialmente no Planalto - fazendo, inclusive, com que a presidente Dilma Rousseff antecipasse o fim de suas férias e voltasse a Brasília para uma reunião de emergência nesta quarta-feira. A presidente, que também foi ministra de Minas e Energia no governo Lula, costuma demonstrar irritação quando questionada sobre o risco de apagão. Na sua avaliação, "apagão" é um racionamento generalizado, como o adotado em 2001 pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Ela não admite que o termo seja aplicado a sua gestão, da mesma forma que não pronuncia a palavra privatização para nomear os inúmeros pacotes que divulgou ao longo do ano, concedendo à iniciativa privada a operação de diversos projetos de infraestrutura. Adriano Pires, sócio e diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), acredita que o jogo de palavras não passa de uma forma de maquiar o problema. "Estamos pendurados em variáveis imponderáveis, graças à falta de planejamento do governo", diz o consultor. Segundo Pires, a situação de dependência das chuvas, pleno funcionamento das usinas térmicas, abastecimento constante das usinas e controle do consumo é insustentável. “Estamos na antessala do racionamento”, resume ele. No Sudeste, que responde por 70% da capacidade de armazenamento do País, os reservatórios estão em 29% da capacidade. Isso equivale a 72% da média histórica para janeiro. No Nordeste, os reservatórios estão com 33% da capacidade preenchida, o que significa apenas 31% da média histórica, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O nível dos reservatórios das hidrelétricas está abaixo do patamar de segurança estabelecido pelo governo para evitar o racionamento, todas as térmicas estão acionadas e, mesmo assim, os níveis dos reservatórios continuam caindo. Com isso, os olhos se voltam agora para duas soluções: as chuvas ou a diminuição do consumo. Do lado das chuvas, as estimativas tampouco são otimistas, conforme mostram dados do próprio ONS no índice ENA (Energia Natural Afluente), que mede a expectativa de chuvas a caírem nas cabeceiras dos reservatórios, com base na média histórica. No relatório desta semana, o ENA esperado para o Sudeste em janeiro está em 72% da média (ou seja, abaixo da média histórica, que seria 100%); para o Nordeste, está em 31%; para o Norte, 57%; e para o Sul (127%). “A previsão no Sul é a melhor, mas ele só contribui com 7% da capacidade de armazenamento do sistema hidrelétrico nacional. Chegamos a isso mesmo tendo um crescimento da economia muito pequeno comparado às previsões oficiais”, comentou Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil. A situação alarmante fez a presidente Dilma, que está no litoral da Bahia, planejar sua volta a Brasília para esta terça-feira, quando o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) se reunirá para tratar do assunto. Nos últimos meses, os encontros do CMSE já apontavam para o nível alarmante dos reservatórios das hidrelétricas. Como o cenário não se alterou, a expectativa é de que o encontro desta quarta-feira resulte em medidas mais concretas. O governo agora depende do imponderável, na avaliação de Adriano Pires: "A situação é preocupante, com certeza. O nível dos reservatórios hoje está muito baixo e, se não chover suficientemente em janeiro e em fevereiro, e no lugar certo, as cabeceiras dos rios, pode piorar ainda mais", diz ele. Nesta terça-feira, Márcio Zimmermann disse que há um "equilíbrio natural" nos reservatórios e descartou comparações com a situação de 2001, quando o governo Fernando Henrique Cardoso recorreu ao racionamento de energia. Para Zimmermann, os problemas da época eram "conjunturais", o que não ocorreria hoje. Um dia antes, em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, o ministro Edison Lobão também afirmou que o racionamento não é necessário, mas reconheceu que o custo de acionamento das termelétricas será repassado ao consumidor: "Há um acréscimo de algo em torno de 400 milhões de reais durante os meses em que as térmicas a diesel e a óleo estão sendo despachadas. Essa pequena diferença será repassada ao consumidor. Não chega a ser 1%", afirmou ele. Ainda que o governo afirme incansavelmente que os problemas no setor elétrico não afetarão o preço da energia, o discurso não é compartilhado pelo setor privado. "Enquanto a energia das hidrelétricas custa cerca de 100 reais por MWh (MegaWatt-hora), o custo da energia gerada por usinas térmicas que queimam óleo diesel pode chegar a 800 reais por MWh", afirma Nelson Leite, da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). Segundo ele, o aumento do preço será inevitável. A discussão sobre o impacto da falta de chuvas sobre o custo da energia se dá em meio a um cenário de atrito entre o governo e as companhias do setor elétrico. A comunicação entre as elétricas e o governo enfrenta dificuldades desde que o pacote do setor elétrico foi anunciado, prevendo reduções importantes no preço da energia para as concessionárias que renovarem seus contratos com o governo, cujo vencimento está previsto para 2015. “As elétricas estão pressionando o governo por meio desse alerta de apagão. E a presidente quer resolver principalmente essa crise de comunicação com as elétricas, mais até do que qualquer risco de racionamento”, afirma uma fonte do setor elétrico próxima do governo. A advogada e economista Elena Landau, especialista no setor elétrico, disse que a negação do governo sobre o risco de racionamento se fundamenta em medo político. Para ela, a “confiança” apenas nas térmicas e na meteorologia está indo além do necessário. “Estamos vivendo um dos piores cenários, com alta do consumo, ligamento das térmicas que geram muitos poluentes, falta de chuvas e falta de uma política ampla e direta de diminuição do consumo. Isso tudo para evitar o uso da palavra racionamento, que o próprio governo petista politizou para usar nas campanhas de 2002”, disse. Elena comandou as privatizações do governo de Fernando Henrique Cardoso durante o período em que foi diretora do BNDES, entre 1994 e 1996. A economista acredita que o racionamento é uma questão puramente técnica, e que, se for necessário para preservar nosso sistema energético, o governo precisa fazer. “O governo anunciou a diminuição da conta de energia, a custo da sobrevivência do sistema Eletrobras, não pediu que não aumentássemos o consumo e ainda nos passa a impressão que não estamos com problemas”, afirma Elena Landau.

Petrobras aumenta compras de óleo para refinar muito mais e diminuir compras externas de gasolina


A Petrobras vem processando em suas refinarias uma quantidade maior de petróleo do que produz no P0aís, o que tem levado a estatal a aumentar suas importações da commodity em meio a um forte consumo, disse nesta terça-feira um especialista do setor. A estatal informou nesta terça-feira que atingiu um recorde de refino de petróleo no dia 1º de janeiro, processando 2,111 milhões de barris ao dia. O volume é superior ao total produzido no País pela companhia durante os últimos meses. Em novembro, último dado divulgado pela Petrobras, a extração média diária de óleo da empresa estava em 1,98 milhão de barris. "A Petrobras está importando cargas de petróleo leve cada vez maiores para suas refinarias. A autossuficiência tão festejada só aconteceu em 2009", disse o especialista em energia e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires. A companhia sempre importou petróleo mais leve e exportou parte de seu petróleo pesado produzido no Brasil. Mas, segundo Pires, a balança comercial da Petrobras está deficitária desde 2010. Além de importar petróleo, a Petrobras vem sofrendo com importações de gasolina nos últimos anos para atender ao mercado crescente. Mas a empresa tem prejuízo com a área de combustíveis porque compra a preços internacionais, mas vende no mercado interno a preços regulados pelo governo federal, controlador da estatal, que não repassa a volatilidade externa para blindar a inflação.
Segundo a corretora Planner, em relatório desta terça-feira, o custo da Petrobras de importar diesel e gasolina e vender mais barato no mercado interno foi de 2,9 bilhões de reais entre janeiro e setembro de 2012. "Além disso, a Petrobras está deixando de ganhar, por vender mais barato no mercado nacional o combustível produzido em suas refinarias, um valor que estimamos em 18 bilhões de reais nos primeiros nove meses de 2012", escreveu a Planner. Segundo a Petrobras, o recorde de processamento de petróleo no País contribui para a redução da importação de derivados. Mas a importação de gasolina é substituída pela compra de petróleo bruto, matéria-prima das refinarias. A estatal disse que os investimentos feitos no aumento da eficiência operacional das refinarias e o trabalho integrado da empresa também contribuíram para a marca alcançada. O recorde anterior de refino havia sido obtido em 12 de agosto de 2012, quando foi processado volume cerca de 10 mil barris/dia inferior à marca do primeiro dia deste ano. O mercado continua desalentado com a Petrobras e o valor das ações da estatal continua caindo.

Dados de condenados no Mensalão do PT e de Cachoeira vazam na rede


Dados pessoais dos ex-dirigentes petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, condenados no Mensalão do PT, e do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foram divulgados na internet nesta terça-feira em endereços no Twitter. Em tom de protesto, as páginas contêm informações como número de CPF, endereços, telefones e e-mails. Os dados dos petistas foram divulgados entre a manhã e a tarde desta terça-feira por "crackers", que invadem bancos de dados fechados de forma não autorizada. Na mensagem com os dados dos corruptos e quadrilheiros José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino, há um link que redireciona os internautas para uma página intitulada "Leaked and Exposed" (vazado e exposto). Nela, há um texto em que se diz que, "como prêmio" pela condenação, Genoino será remunerado com dinheiro público no período em que ocupar o cargo na Câmara dos Deputados. O autor da mensagem convoca ainda a população a ir às ruas para protestar contra a posse do ex-presidente do PT no parlamento. A página foi publicada cinco dias após Genoino tomar posse para um novo mandato de deputado federal. Condenado a 6 anos e 11 meses de prisão no julgamento do mensalão, o parlamentar assumiu na última quinta-feira a cadeira do deputado Carlinhos Almeida, eleito para a prefeitura de São José dos Campos, no interior paulista. "O Brasil viveu um dos momentos mais constrangedores de sua história, não apenas por assistir a posse na Câmara dos Deputados de um corrupto e quadrilheiro condenado a seis anos e onze meses de prisão, mas pelo fato dele ter sido aplaudido por boa parte dos parlamentares, entre eles todos os petistas, como se fosse um herói nacional", diz a página na internet.Tanto na mensagem publicada no Twitter quanto no site em que expôs os dados dos petistas condenados no Mensalão do PT há menção ao portal do Palácio do Planalto.

Financial Times diz que Brasil pode chegar a círculo vicioso


A desaceleração da atividade econômica brasileira pode criar um círculo vicioso com efeitos negativos em cascata. O alerta faz parte de análise de uma página publicada nesta terça-feira no jornal britânico Financial Times. Com o título "Ritmo do consumo", o texto assinado pelos repórteres Louise Lucas e Samantha Pearson diz que rachaduras podem aparecer na economia turbinada pelo consumo, mas que, apesar disso, a fé de líderes empresariais no frenesi de gastos continua inabalável. A análise começa no centro de São Paulo, na Rua 25 de Março, onde Roberto Carlos, um vendedor de móveis desempregado, compra freneticamente sem se importar com a falta de trabalho. Carregando sacolas e caixas, o desempregado lista o que acaba de comprar: roupas, sapatos e uma máquina de café. Consumidores como Roberto Carlos, diz a reportagem, fizeram o Brasil ser catapultado para o hall dos quatro maiores mercados globais de artigos de consumo, desde doces até bebidas alcoólicas. "Mas o freio na economia tem gerado comparações infelizes com a China, onde uma desaceleração muito mais modesta afetou o espírito 'animal' dos compradores. Isso prejudicaria não apenas a indústria e os varejistas, mas colocaria toda a economia em um círculo vicioso", diz a análise. O texto chama atenção especialmente do grande peso do consumo na economia brasileira. "O Brasil não é um conto chinês em se tratando de investimentos e superrodovias, como qualquer pessoa que já tenha tomado um táxi em São Paulo percebeu. Muito pelo contrário: o shopping é vital nesta economia. O consumo das famílias, que representa 35% do PIB da China, contribui com 60% no Brasil". Diante dessa dependência do consumo, o texto afirma que rachaduras começam a aparecer. Um exemplo é que o comprometimento da renda para pagar cartões de crédito e outros empréstimos já alcança um quinto do salário, nível recorde. Com isso, as vendas no varejo começam a fraquejar, diz o texto, ressaltando que quase tudo pode ser comprado a prazo no Brasil: de papel higiênico a cirurgia plástica.

Apagão e racionamento de energia no governo da petista Dilma produzirá desemprego no País


A perspectiva para o mercado de trabalho é favorável para os próximos meses, a menos que a ameaça de apagão e racionamento de energia elétrica se concretize, segundo Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). "Se a crise de energia for mesmo grave como estão dizendo, a população ocupada despenca. As empresas não vão ter por que reter mão de obra se faltar energia. Vamos entrar numa crise como a do apagão lá de 2001, e não vai ter por que contratar mais trabalhador", alertou Barbosa Filho. Ou seja, haverá uma onda de desemprego. O economista explicou que embora os Indicadores Antecedentes do Mercado de Trabalho de dezembro, divulgados nesta terça-feira pela FGV, apontem para um cenário de estabilidade e emprego forte, o apagão de Dilma Rousseff e o racionamento de energia elétrica farão as empresas demitirem em massa. "A perspectiva é boa para o mercado de trabalho desde que não aconteça um apagão e a economia consiga recuperar o ritmo de crescimento, que perdeu um pouco o passo em 2012. A expectativa de falta de energia afeta a intenção dos empresários de reter trabalhadores. Se a escassez se realizar, esse ano vai ter aumento do desemprego", afirmou Barbosa.

MMX DE EIKE BATISTA É AUTUADA EM R$ 3,758 BILHÕES PELA RECEITA


A mineradora MMX, do empresário Eike Batista, informou nesta terça-feira que foi autuada em 3,758 bilhões de reais pela Receita Federal devido à suposta dívida relativa a Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o lucro líquido (CSLL) no ano base 2007. A companhia disse considerar "totalmente improcedentes as autuações recebidas" e acredita que elas serão rejeitadas após encaminhar recursos contra a punição. A empresa afirmou em comunicado ao mercado que as autuações não devem gerar provisionamento contábil para pagamento e nem devem acarretar em outras "consequências financeiras imediatas". "A Companhia acrescenta que apresentará, tempestivamente, impugnação administrativa, implicando suspensão da exigibilidade do crédito, conforme estabelece o Código Tributário Nacional, bem como utilizará todos os meios legais disponíveis em defesa de seus direitos", afirmou em nota. O valor das autuações equivale a 87% do valor total de mercado da empresa, de 4,3 bilhões de reais. Segundo a companhia, as autuações referem-se aos seguintes eventos, que teriam gerado supostos ganhos de capital, não reconhecidos pela MMX: alienação de ações de emissão da Centennial Asset Participações Amapá S/A e da Centennial Asset Participações Minas-Rio S/A, realizadas, em bolsa de valores, pelo fundo estrangeiro Centennial Asset Mining Fund; e aumentos dos capitais sociais da MMX Minas-Rio Mineração S/A e da LLX Minas-Rio Logística S/A, subscritos e integralizados, com ágio, pela Anglo American Participações em Mineração Ltda., que geraram para a MMX apenas resultados não tributáveis de equivalência patrimonial.

CEEE Distribuição autua restaurante e escolas de samba por furto de energia elétrica


A CEEE Distribuição autuou por furto de energia elétrica, na segunda-feira, em Porto Alegre, um restaurante e duas escolas de samba. Na fiscalização de rotina, os técnicos constataram desvio nos painéis de medição dessas instalações. Conforme o levantamento de carga verificado nos locais, incluindo o tempo do desvio e os equipamentos existentes no restaurante e nas quadras e escritórios das escolas, o valor estimado do consumo não faturado, e que será cobrado por meio de processos administrativos, é de aproximadamente R$ 15 mil. Como resultado das vistorias, foi o suspenso o fornecimento irregular nas quadras das Escolas Estado Maior da Restinga (na rua João Antônio da Silveira, 2355) e Imperatriz Dona Leopoldina (na estrada Martim Félix Berta, 38), e no Restaurante Chamilly (rua Quintino Bandeira, 71/loja 1497). A Imperatriz Dona Leopoldina é escola de samba controlada pelo PCdoB.

Paulinho da Força Sindical já recolheu 300 mil assinaturas para novo partido


Já foram recolhidas aproximadamente 300 mil assinaturas para a criação do Solidariedade, partido idealizado pelo pedetista Paulinho da Força e promessa de enfraquecimento da base aliada da presidenta Dilma Rousseff. Os deputados federais Silvio Costa (PTB-PE), Ademir Camilo (PSD-MG) – presidente da União Geral dos Trabalhadores – e Fernando Francischini (PEN-PR) estão entre os 37 parlamentares que se comprometeram com Paulinho da Força a migrar para a nova sigla, caso o projeto se concretize. Cotado para disputar a Presidência em 2014, o senador Aécio Neves (MG) tem estimulado a criação do Partido Solidariedade. O tucano quer faturar o apoio de movimentos sindicais, que hoje tem fortes ligações com o PT, e abrir espaço para debandada de membros de partidos governistas, incluindo o PSD.

Serra pode sair do PSDB para disputar presidência.


Queixando-se de isolamento dentro do PSDB, o ex-governador José Serra avalia com apoiadores sair da sigla para viabilizar sua candidatura à Presidência da República em 2014. Segundo aliados, ele ainda não desistiu do sonho de chegar ao Palácio do Planalto, nem que para isso tenha de se filiar a outro partido. Apesar das dificuldades operacionais, não foi descartada a fundação de uma nova sigla, a exemplo do PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab. A hipótese de mudança foi objeto de discussão nos últimos dois meses, após derrota de Serra na disputa pela prefeitura de São Paulo. Dentro do PSDB, o nome mais forte hoje para disputar a Presidência é o do senador Aécio Neves (MG), que é rival de Serra internamente. Alguns serristas, porém, aconselham o tucano a permanecer na sigla e disputar a indicação com Aécio Neves. Uma possível filiação de Serra a outro partido teria que acontecer até outubro, um ano antes das eleições. Hoje, no entanto, o único abrigo disponível seria o diminuto PPS (13ª bancada da Câmara). Ainda assim, Serra enfrentaria resistência da ala que defende aproximação com Dilma Rousseff. Presidente nacional do PPS, Roberto Freire (SP) conta que, desde o ano passado, discute com Serra o projeto de criação de um outro partido. "Poderíamos criar uma nova sigla. Isso foi conversado com Serra", admite Freire, reconhecendo que a disputa pela Presidência ainda está em seu horizonte: "Serra continua ativo". Já neste ano, após passar as festas do fim de ano na Bahia, Serra recebeu Freire para uma análise do cenário nacional. Para Freire, é desnecessário discutir a mudança agora: "Enquanto ele não decidir efetivamente [se é candidato], não adianta". Ainda segundo tucanos, Serra avisa que vai submergir até depois do Carnaval. Um de seus principais apoiadores, que foi seu vice no governo de São Paulo, Alberto Goldman afirma que ele só deverá tomar uma decisão depois de maio, mês em que ocorrerá a eleição da nova Direção Nacional do PSDB. Caso seu grupo saia enfraquecido da disputa, aumentam as chances de ele abandonar a legenda.

Sem-teto invadem Instituto Lula.


Dois prédios abandonados no centro foram invadidos por 200 famílias sem-teto ontem. Um dos imóveis abrigava, até novembro, um escritório do Consórcio Nova Luz, contratado pela Prefeitura. Sem uso, o terreno foi cedido pelo governo municipal ao Instituto Lula e deve receber, no próximo ano, o Memorial da Democracia. Os movimentos de moradia acreditam que as ocupações podem servir para pedir a abertura de um canal de diálogo com a gestão de Fernando Haddad (PT). Eles reivindicam a criação de 2.000 vagas de moradia no centro e o aumento do valor do aluguel social. A Secretaria Municipal de Habitação informou que entrou em contato com as famílias para "ajudá-las da melhor maneira possível". Cerca de 140 famílias estão vivendo no terreno que receberá o Instituto Lula, segundo o Instituto de Lutas Sociais (ILS), movimento que organizou a ocupação junto com o Movimento de Moradia da Região Centro (MMRC). "O Lula não vai achar ruim se o terreno virar moradia para a população carente", disse o eletricista Jeucimar dos Santos, de 31 anos. O Instituto Lula disse que foi informado sobre a invasão e que, por enquanto, não planejou tomar nenhuma ação sobre isso. A concessão da área por 99 anos foi aprovada pela Câmara Municipal em maio. De acordo com o projeto de lei, proposto pelo então prefeito Gilberto Kassab (PSD), o instituto ganhou prazo de um ano para apresentar o projeto do edifício e mais um para iniciar as obras. O prédio, de seis andares, fica na Rua General Couto de Magalhães, a 50 metros do Comando Geral da Guarda Civil Metropolitana (GCM). A proximidade dos guardas não intimidou a ação dos sem-teto, deflagrada por volta da 0h30. "A gente teve que usar uma estratégia: um grupo fingiu que ia entrar pela porta dos fundos. Quando a GCM foi para lá, a maior entrou pela frente mesmo", revelou Damião Pedro Leite, coordenador do ILS. A diarista Maria das Graças da Silva, de 46 anos, mudou-se para o prédio com a filha de 16 anos e o neto, de oito meses: "Estava pagando R$ 450,00 de aluguel por um quartinho num cortiço aqui no centro. Não sobrava dinheiro para nada. Só para o aluguel". A outra ocupação aconteceu em um edifício de quatro andares da Avenida Celso Garcia, no Brás. Cerca de 80 famílias estão vivendo lá, O imóvel pertence à Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab). A Prefeitura reafirmou, por nota, a intenção de construir 55 mil moradias na cidade.

Casa Civil conclui sindicância sobre envolvidos na Operação Porto Seguro


A comissão de sindicância criada pela Casa Civil para apurar o envolvimento de servidores públicos na venda de pareceres técnicos para a iniciativa privada concluiu seus trabalhos na segunda-feira. O esquema foi denunciado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, em novembro do ano passado. O relatório final, que é sigiloso, foi protocolado na Secretaria Executiva da Casa Civil e encaminhado à Subchefia de Assuntos Jurídicos da pasta, que terá 20 dias para analisar o documento. O grupo da Casa Civil  foi criado como um desdobramento da operação. A data inicial para a conclusão dos trabalhos era 24 de dezembro, mas a Casa Civil pediu a prorrogação do prazo para ampliar as investigações e receber respostas de órgãos que foram consultados durante a apuração. A comissão apurou supostas irregularidades cometidas por servidores petistas de órgãos como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Águas (ANA), Advocacia-Geral da União (AGU) e Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Petrobras refina 2,111 milhões de barris em um dia e atinge marca recorde


A Petrobras refinou no dia 1º de janeiro deste ano um volume recorde de petróleo. Foram processados 2,111 milhões de barris no dia. O recorde anterior, de 12 de agosto, era de 10 mil barris a menos. De acordo com a Petrobras, a marca foi atingida sem comprometer a confiabilidade das instalações e sem riscos para a segurança e o meio ambiente. O volume recorde refinado contribui para a redução da importação de derivados, como a gasolina.

Marco Maia considera desnecessária ida de Mantega ao Congresso para explicar desastre fiscal


O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), classificou nesta terça-feira de desnecessária a ida o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao Congresso durante o recesso parlamentar para dar explicações sobre o uso do Fundo Soberano do Brasil (FSB) a fim de reforçar o superávit primário, no grande fiasco fiscal do governo petista de Dilma Rousseff. O parlamentar defendeu a medida fiscal do governo e disse que a convocação do ministro é uma tentativa de criar uma “falsa polêmica”. Partidos de oposição criticaram o resgate R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano para reforçar o caixa do Tesouro Nacional a fim de ajudar o governo a cumprir a meta de superávit primário de 2012 e querem que Mantega preste esclarecimentos à Comissão Representativa, que funciona nos períodos de recesso parlamentar. “Neste momento é desnecessário, não temos uma situação urgente ou premente que exija que o ministro venha, inclusive, antes do final do recesso. Acho que não interessa a nenhum brasileiro, esteja ele na situação ou na oposição, se criar uma falsa polêmica sobre um tema que só vai atrapalhar o Brasil”, disse Marco Maia. Para Marco Maia, o País agora precisa estar unido para superar as dificuldades provocadas pela crise internacional.

Plano de redução do preço da energia não será afetado pelo uso das termoelétricas


O presidente do Grupo CPFL Energia, Wilson Ferreira Júnior, disse nesta terça-feira que o custo pela utilização das usinas termoelétricas não deve comprometer a intenção do governo de reduzir em 20% o preço final da tarifa de energia elétrica. O custo de produção da energia termoelétrica é muito maior, mas ele lembrou que a utilização das usinas não é permanente; é temporária. As termoelétricas só são ligadas quando o nível de água dos reservatórios está baixo. “Só anularia a redução se houvesse a certeza que daqui para a frente não haveria mais chuva e só usina termoelétrica. Aí, sim. A gente tem a termoelétrica como um recurso em substituição à água. No momento em que os reservatórios voltam a ficar cheios, as termoelétricas são desligadas”, explicou. Para ele, o impacto no uso da energia alternativa é provisório.

Frete 29% mais caro produzirá aumento de preços em cascata


O aumento na tarifa dos fretes dos caminhões, em vigor desde novembro com percentuais de 14,98% a 29%, deve provocar alta no preço dos alimentos que vêm de fora do Estado do Rio Grande do Sul, como carne bovina, frango, farinha, massas e biscoitos. A data e o valor do reajuste não estão definidos, mas são considerados inevitáveis por donos de indústrias e supermercados. Empresários do transporte de cargas justificam que elevaram os fretes em função da Lei do Motorista, que ampliou o tempo de repouso dos condutores. Como as viagens se tornaram mais demoradas, devido aos períodos obrigatórios de descanso, as transportadoras tiveram aumentos nos custos. A lei é de 16 de junho, mas o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado (Setcergs), Francisco Cardoso, diz que o setor precisou de tempo para recalcular suas planilhas. Os reajustes nos fretes, para quatro tipos de viagens, começaram a ser aplicados em novembro e dezembro.

Beto Albuquerque: "Acreditar que o PT vai dar a vice ao PSB é como acreditar em Papai Noel"


“Acreditar que o PT vai dar a vice ao PSB é como acreditar em Papai Noel”.  A declaração do deputado federal e líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS) põe por terra as especulações de que estariam em andamento negociações para alijar o PMDB da vice-presidência da República em prol do PSB. Para o parlamentar, o PSB deverá definir no segundo semestre os rumos que o partido deverá tomar para as eleições majoritárias de 2014, lançando o nome do governador de Pernambuco e presidente nacional da legenda, Eduardo Campos, como candidato à Presidência em 2014. “Ainda é cedo para tratarmos de eleições. Temos a tarefa de ajudar a presidente Dilma Rousseff (PT) no primeiro semestre a superar as dificuldades da economia. Temos que pensar no Brasil e não EM um projeto político imediato. Mas, acho que o PSB deve sim participar das próximas eleições tendo em vista os interesses do país, como temos feito e como faremos sempre”, disse o líder da bancada em entrevista ao PE247. O socialista disse que o partido não trabalha com a hipótese de ser agraciado com a vice por parte do PT até em função das ligações que a legenda possui com o PMDB. “O PMDB está bem na posição que ocupa. O partido não deve abrir mão deste espaço. O que temos que fazer é justamente o que estamos fazendo. Acredito que devemos ter candidato próprio em 2014. Devemos fazer exatamente o que o PT fez no passado, que é disputar eleições, ganhar espaços e se fortalecer”, observou. Para Albuquerque a prioridade no momento, porém, está em auxiliar o governo a melhorar os indicadores econômicos, descartando que a teoria do “quanto pior, melhor” seria benéfica aos planos do PSB.

Argentina aluga avião britânico para evitar risco de embargo de Tango 01

Com medo de passar vergonha, Cristina Kirchner aluga avião dos ingleses

Após o incidente ocorrido com a fragata "Libertad", que ficou retida em Gana por mais de dois meses, a presidente argentina, a peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner, realizará sua próxima viagem internacional em um avião alugado de uma empresa britânica para evitar a ação de fundos especulativos contra a aeronave presidencial Tango 01. A Secretaria-Geral da Presidência informou nesta segunda-feira que decidiu contratar um avião para a viagem oficial que será realizada neste mês aos Emirados Árabes, Indonésia e Vietnã "em razão da postura agressiva dos fundos abutre". O avião será alugado da empresa britânica Chapman Freeborn com um custo de US$ 880.000, a melhor oferta "do ponto de vista operacional, econômico e financeiro", informou a Secretaria-Geral. A Argentina pretende evitar que o avião oficial da presidência, o Tango 01, tenha o mesmo destino da fragata "Libertad", embarcação da Marinha que ficou retida em um porto de Gana por mais de dois meses a pedido de um fundo de investimento americano que não foi incluído na troca de dívida oferecida pelo governo argentino após a crise de 2001. A presidência disse que foram feitas ofertas a sete empresas e que a companhia britânica já tinha sido contratada em 2010 e 2011 para para outras viagens oficiais de Cristina Kirchner. O custo total do aluguel, acrescentou o comunicado, supera em cerca de 20% o que seria gasto na operação do Tango 01.

Bombacha justa – Ao vivo, Olívio Dutra, um dos fundadores do PT, cobra a renúncia de Genoino e diz que o agora deputado e José Dirceu permitiram que “dinheiro público fosse usado para negociatas”


Ex-governador do Rio Grande do Sul, o petista Olívio Dutra, conhecimento como "Exterminador do Futuro" (desde que expulsou a Ford do Rio Grande do Sul) disse, nesta segunda-feira, durante programa ao vivo da “Rádio Guaíba”, que o deputado federal José Genoino (PT-SP) não deveria ter assumido o mandato após ter sido condenado a 6 anos e 11 meses pela participação no esquema do Mensalão do PT. Sem saber que seria confrontado, no ar, com o corrupto e quadrilheiro José Genoino, Olivio Dutra teve que repetir o que havia dito. O ex-governador criticou ainda o que considerou as “más companhias” do PT e o aparelhamento do Ministério das Cidades. “Eu acho que tu deverias pensar na tua biografia, na trajetória que tem dentro do partido. Eu acho que tu deverias renunciar. Mas é a minha opinião pessoal, a decisão é tua. Não tenho por que furungar nisso”,  disse ele a Genoino, que negou durante entrevista ter cometido algum crime. “Não contrariei norma sobre a conceituação do que é crime. Fiz escolhas políticas. Não podemos misturar isso com crime. Não fiz prática criminosa enquanto fui presidente do PT. Os dois empréstimos que avalizei estavam registrados no TRE e foram respondidos judicialmente pelo partido. Em relação ao julgamento do STF eu respeito, mas não tem nada definitivo. Quando elas forem, eu as cumprirei, mesmo que eu discorde. Isto faz parte da democracia". Olívio Dutra disse ainda que os corruptos e quadrilheiros José Dirceu e José Genoino possibilitaram “negociatas” com dinheiro público. Ele defendeu a possibilidade de o PT explicar os erros cometidos: “Nem (José) Genoino nem (José) Dirceu tiraram dinheiro pra si, mas possibilitaram que outras figuras usassem o dinheiro público para negociatas e outras práticas que mancham a atividade política. O PT está tendo que se explicar sobre práticas que os inimigos costumavam se explicar". Ele afirmou na entrevista que avisou sobre as más companhias: “Eu avisei em uma ocasião que íamos sofrer com as más companhias. Más companhias que não são somente aquelas de fora para dentro, mas também de dentro do partido à medida que vão chegando pessoas. Na medida que tu tens cargos para oferecer, há pessoas no partido que não conhecem nada da história nem da razão de ser. O PT falha nisso e deixa de ser uma escola política e passa a agregar pessoas por conta dos cargos".

Petrobras inicia produção comercial em campo gigante


A Petrobras informou nesta segunda-feira que teve início a produção comercial do campo gigante de Sapinhoá, no pré-sal da bacia de Santos, no dia 5 de janeiro, uma semana antes da data original, prevista para 13 de janeiro. Segundo a estatal, Sapinhoá é um dos maiores campos de petróleo do Brasil, com volume recuperável total estimado em 2,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). O primeiro poço interligado à plataforma Cidade de São Paulo, o 1-SPS-55, tem potencial de produção superior a 25 mil barris de óleo por dia, mas sua extração ficará restrita a cerca de 15 mil barris/dia até que sejam concluídas as ações de comissionamento dos sistemas para processamento e reinjeção do gás natural, com duração prevista de 90 dias. O óleo produzido tem média densidade, de 30 graus API, e deverá ser escoado por meio de navios aliviadores. O escoamento da parcela do gás não utilizado para reinjeção no campo será feito pelo gasoduto Sapinhoá-Lula-Mexilhão até a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), localizada em Caraguatatuba, no litoral paulista. A previsão é que o pico de produção, de 120 mil barris de óleo diários, seja atingido no primeiro semestre de 2014, informou a estatal no comunicado. Outros 10 poços (cinco produtores e cinco injetores) serão interligados à plataforma ao longo dos próximos meses. O Plano de Desenvolvimento do campo de Sapinhoá prevê, ainda, uma segunda plataforma, o FPSO Cidade de Ilhabela, cujo casco está em fase de conversão, com capacidade para 150 mil barris por dia de óleo e 6 milhões de m3/dia de gás. A previsão é que entre em operação no segundo semestre de 2014. A Petrobras é a operadora do bloco onde está localizado o campo de Sapinhoá, com 45% de participação, em parceria com a BG, que detém 30%, e a Repsol Sinopec, dona dos 25% restantes.