domingo, 12 de agosto de 2012

Tribunal de Justiça gaúcho nega liminar de habeas corpus a membro da quadrilha petista de Estância Velha

O maior crime politico esclarecido nos últimos 60 anos no Rio Grande do Sul, a encomenda de assassinato de adversário político, feita pelo presidente do PT de Estância Velha, junto com um secretário do governo municipal petista, um empresário e uma cafetina, voltou a agitar a cidade nos últimos dias. A ré do processo em que os membros da quadrilha de mandantes está sendo julgada, Clací Campos da Silva, mais conhecida como “Ana Campos, ou "Aninha”, foi presa no último dia 3 de agosto, às 14h30min, na sala de audiências do foro da cidade, por ordem da juíza Rosali Terezinha Chiamati Libarti. A ré foi presa por coação de testemunha. No dia 22 de julho ela tentou matar a principal testemunha do Ministério Público no processo. Vera Lúcia Vanzan foi atacada por Clací e mais dois homens em uma lancheria no bairro Rincão dos Ilhéus, em Estância Velha. Ferida, Vera foi conduzida até o hospital da cidade para atendimento na emergência, onde foi novamente agredida e ameaçada por Clací e seu companheiro, que anunciavam a intenção de matá-la. Vera Vanzan é testemunha chave no processo em que são réus os membros da quadrilha petista que contratou a morte de Mauri Martinelli e do ex-vereador João Waldir de Godoy (PMDB). A quadrilha era formada pelo jornalista Jaime Schneider, secretário municipal de Planejamento na administração do prefeito petista Elivir Desiam (vulgo "Toco"), e dono de jornal local; Jauri de Mattos, "laranja" de Schneider na propriedade do jornal, para que a publicação pudesse continuar recebendo publicidade da prefeitura e da Câmara Municipal; o vereador Luis Carlos Soares, vulgo "Viramato", na época presidente do PT na cidade. A vítima marcada para morrer pelo pistoleiro Alexsando Ribeiro, contratado pela quadrilha petista, é o sociólogo Mauri Martinelli, na época dos fatos colunista político e de opinião do jornal O Minuano, de fevereiro de 2005 até dezembro de 2011, quando o jornal deixou de circular com a versão impressa. O crime ocorreu por volta das 23 horas do dia 17 de agosto de 2006, quando Martinelli chegava em sua casa, após um jantar-comício do falecido deputado federal Júlio Redecker (PSDB), ocorrido no CTG Serigote. O pistoleiro Alexsandro Ribeiro, que tinha estado nesse churrasco, chegou por trás, bateu em sua cabeça com a coronha da arma, e avisou: "Agora você vai ver quem manda na cidade". E esvaziou o pente de 15 balas da pistola austríaco Glock 380. Mauri Martinelli foi atingido por sete tiros, mas sobreviveu. Martinelli reproduzia no jornal local as denúncias de corrupção na prefeitura petista feitas em Plenário, na câmara local e no Ministério Público e também Tribunal de Contas, pelo ex-vereador João Valdir de Godoy, (Duduzinho), PMDB, que chegou sofrer várias ameaças e uma tentativa de assassinato. Os quatro membros da quadrilha petista se reuniram na casa da testemunha Vera Vanzan, que alugava um quarto para Clací Campos. Nessa reunião foi acertada a contratação do pistoleiro Alexsandro Ribeiro e foi entregue a ele a pistola Glock 380, que Claci Campos guardava em seu armário. Para se deslocar até a casa de Vera Vanzan os membros da quadrilha petista utilizaram um carro da prefeitura dde Estância Velha, conforme está relatado no processo. O pistoleiro foi contratado para realizar dois assassinatos (o outro seria o do vereador peemedebista Duduzinho, João Valdir de Godoy). Mas, por sua própria conta, o pistoleiro afirmou na reunião que mataria uma terceira pessoa, um investigador local da Polícia Civil, que estava envolvido com sua amante. Depois do atentado a Mauri Martinelli, o pistoleiro foi preso na casa onde morava, alugada com fiança do "laranja" de Jaime Schneider, Jauri de Matos. E nessa casa foi encontrada a pistola austríaca Glock 380 utilizada no atentado a Mauri Martinelli. A denúncia foi apresentada pelo promotor Marcelo Vieira Tubino, de Portão, porque o então promotor da cidade, Paulo Eduardo de Almeida Vieira, era "amigo fraternal" de Jaime Schneider. Quando este recebeu o título de Cidadão Honorário da cidade na Câmara Municipal, em 2007, o promotor Paulo Vieira foi o orador e, no seu discurso, comparou Jaime Dirceu Schneider a Winston Churchill. Isso está documentado em um CD que integra o processo. O juiz também ficou impedido de atuar no processo. O pistoleiro Alexsandro Ribeiro já foi condenado a 10 anos de prisão, em processo separado, e cumpre pena na Penitenciária de Alta-Segurança em Charqueadas. O processo da quadrilha petista de Estância Velha é o de nº 09520900001793 e se encaminha para a fase das alegações finais, que será seguida pela pronúncia. Depois da prisão de Claci Campos da Silva pela agressão a testemunha do processo, sua defesa ingressou com um pedido Habeas corpus, que foi negado pela juíza Rosali Terezinha Chiamati Libarti. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que julgou o habeas corpus na última sexta-feira, dia 10 de agosto de 2012. O pedido de liminar no processo nº 70050396308, impetrado pela advogada Silvana Nunes Nogueira (OAB/RS 23176), em favor de Clací Campos da Silva, foi negado. O desembargador Newton Brasil de Leão decidiu nos seguintes termos: "Vistos. Sempre fui avesso à concessão de liminar em Habeas corpus, por não prevista em lei”. Repensando a matéria, decidi, com base em alentado entendimento da jurisprudência, só acolher tais pleitos em excepcionalíssimas hipóteses, não se enquadrando, o caso em tela, nessa excepcionalidade. Indefiro, por tal razão, a liminar". A advogada Silvana Nunes Nogueira, que defende Claci Campos, é também advogada do réu Jaime Schneider.

Luiz Francisco Correa Barbosa, na defesa de Roberto Jefferson, é o destaque no Supremo nesta segunda-feira

Deve se manifestar na tarde desta segunda-feira, em Brasília, o advogado gaúcho Luiz Francisco Correa Barbosa, na defesa de Roberto Jefferson, no julgamento do processo do Mensalão do PT. Barbosa, juiz de Direito aposentado, vai fazer uma manifestação incisiva, com poderosas críticas ao papel do Ministério Público. Na sua opinião, a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal foi uma fraude, porque deixou de fora o grande interessado no Mensalão do PT, seu verdadeiro chefe, o ex-presidente Lula (PT), o único que de fato cometeu atos de ofício, que beneficiaram os bancos financiadores do esquema operado pelo publicitário mineiro Marcos Valério, a mando da nomenklatura petista, formada por José Dirceu, José Genoíno, Silvinho "Land Rover" Pereira e Delúbio Soares. Barbosa diz que o Ministério Público Federal resolveu acusar Roberto Jefferson como uma forma de mantê-lo calado, já que o ex-deputado, e presidente nacional do PTB, deveria ter sido usado como testemunha de acusação no processo.

Ministro Dias Tóffoli agride com palavrões e baixarias o jornalista Ricardo Noblat

O ministro José Antônio Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal, agrediu com palavrões, xingamentos e baixaria absoluta o jornalista Ricardo Noblat, de O Globo, durante uma festa em Brasília, segundo o jornalista informou em seu próprio blog. ”Quero que ele se foda, é um filho da puta, chupa minha pica, ela é doce", teria dito Toffoli. O ataque de fúria do ministro, segundo Noblat, deve ter sido desatado por um comentário que fez recentemente sobre a participação dele no julgamento do Mensalão do PT. Confira o que escreveu Noblat em seu blog no Globo Online: ”Acabo de sair de uma festa em Brasília. Na chegada e na saída cumprimentei José Antônio Dias Tóffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal. Há pouco, quando passava pelo portão da casa para pegar meu carro e vir embora, senti-me atraído por palavrões ditos pelo ministro em voz alta, quase aos berros. Voltei e fiquei num ponto do terraço da casa de onde dava para ouvir com clareza o que ele dizia. Tóffoli referia-se a mim. Reproduzo algumas coisas que ele disse (não necessariamente nessa ordem) e que guardei de memória: - Esse rapaz é um canalha, um filho da puta. Repetiu “filho da puta” pelo menos cinco vezes. E foi adiante: - Ele só fala mal de mim. Quero que ele se foda. Eu me preparei muito mais do que ele para chegar a ministro do Supremo. Acrescentou: - Em Marília não é assim. Foi em Marília, interior de São Paulo, que o ministro nasceu em novembro de 1967. Por mais de cinco minutos, alternou os insultos que me dirigiu sem saber que eu o escutava: - Filho da puta, canalha. Depois disse: - O Zé Dirceu escreve no blog dele. Pois outro dia, esse canalha o criticou. Não gostei de tê-lo encontrado aqui. Não gostei. Arrematou: - Chupa! Minha pica é doce. Ele que chupe minha pica. Imagino – mas apenas imagino – que o ataque de fúria do ministro deve ter sido desatado por um comentário que fiz recentemente sobre a participação dele no julgamento do mensalão. O jornalista relembrou em seu blog que o ministro Dias Toffoli, ex-advogado do PT e casado com a advogada Roberta Rangel, que já atuou no processo do Mensalão do PT, defendendo o petista José Dirceu, fez referência ao fato de que Noblat atacava até mesmo o mensaleiro José Dirceu, que escreve em seu blog. E ainda comentou que pessoa para ser considerada na família Noblat é o filho do jornalista, um petista, que trabalhou na campanha de Lula. Noblat gravou a manifestação escandalosa do ministro, que ganhou imediatamente o apelido de "#PicaDoce" no Twitter.

Minha Casa, Minha Vida ainda não entregou 400 mil moradias, ou metade do que prometeu Lula

No vigésimo mês após o encerramento do governo de Lula, quase metade das casas contratadas na primeira versão do programa Minha Casa, Minha Vida ainda não foi entregue. Trata-se de mais de 400 mil do total de um milhão de novas habitações. Essa situação é crítica, principalmente para os mais pobres. Do total de 483 mil residências prometidas para essa população que ganha até R$ 1,6 mil, apenas 208 mil estão ocupadas, ou seja, 57% ainda estão à espera dos novos moradores. Dados divulgados agora com os números das primeira e segunda fases nunca haviam sido divulgados em separado, ocultando a lentidão nas entregas contratadas na era Lula. A maior celeridade da segunda fase do programa acaba por tornar o desempenho geral mais positivo, levando a 856 mil o número de residências já entregues ao todo. O problema é que o governo tem metas para as contratações do programa, mas não para a entrega das casas aos moradores.

Cotas sociais e raciais nas universidades chegam à fase da estupidez absoluta.

Do jornalista Reinaldo Azevedo - Dilma vai endossar um crime contra a educação e contra os pobres. Algumas polianas do cotismo agora se assustam. É mesmo, é? STF responde em parte por absurdo! Pois é… Ah, a alegria “democratista” dos inocentes, dos bem-pensantes, dos tolos. Algumas almas que se queriam e se querem generosas acreditavam que, se flertassem “só um pouquinho” com o cotismo, estariam contribuindo para a justiça social. Jamais se deram conta de que o papel das universidades, por exemplo, não é acabar com a desigualdade — tampouco perpetuá-la. Ou elas se orientam exclusivamente segundo os critérios de competência ou desempenho — vale dizer: mérito —, ou estarão assumindo um papel que não é o seu. Nem cumprirão a sua função primordial nem se desincumbirão com eficiência da nova tarefa que lhes é atribuída. Quando declararam constitucional a aplicação de cota racial — contra, entendo eu, a Carta Magna —, os ministros do Supremo não imaginavam o que estava por vir. Modestamente, eu imaginava isso e antevejo coisas piores. Pois bem, a presidente Dilma Rousseff está prestes a fazer uma grande besteira. E vai fazer. Porque é da natureza da corrente de pensamento a que ela pertence. A que me refiro? A deputada Nice Lobão (PSD-MA), mulher do ministro Edson Lobão (Minas e Energia), tem dois grandes feitos na carreira: é a campeã de faltas às sessões da Câmara em 2011 e é autora de um projeto, já aprovado também no Senado — só falta agora a sanção de Dilma — que determina que as universidades e os institutos técnicos federais reservem 50% das vagas para alunos oriundos das escolas públicas. Mas não só isso! Nice Lobão resolveu transformar o ingresso na universidade num misto de charada grega com luta de classes e racialismo (sabem como são esses marxistas radicais da família Lobão, né?). Como funciona?
1 – Os alunos das escolas públicas serão selecionados segundo o seu “Coeficiente de Rendimento” no ensino médio. Para eles, o Enem, por exemplo, não terá a menor importância.
A ESTUPIDEZ ESPECÍFICA – Já aqui se abre a primeira e escandalosa porta para injustiças. Dentro da ruindade geral das escolas públicas, há diferenças brutais de qualidade. O aluno que tiver um bom desempenho numa escola relapsa e pouco exigente levará vantagem ao competir com o que tiver um desempenho médio numa escola séria. Mais: sabemos que inexistem critérios objetivos para avaliar se o currículo oficial foi mesmo ministrado. Aliás, não existe um currículo nacional!!! Não encontrei na lei nenhuma referência sobre Estado de origem do estudante e vaga pretendida. Como se trata de ensino federal, entendo que o candidato de um Estado pode concorrer a uma vaga na federal de outro. O ensino médio é uma lástima no País inteiro, é fato. Mas sabemos que, mesmo dada a ruindade geral, há disparidades regionais brutais. Não só isso: os negros e pardos de Santa Catarina somam pouco mais de 11%; na Bahia, chegam a 78%. Um negro ou pardo de Santa Catarina que disputasse uma vaga na Universidade Federal da Bahia certamente seria selecionado segundo a cota baiana, mas carregando o “Coeficiente de Rendimento” da escola catarinense.
2 – Atenção para a loucura: metade daqueles 50% de vagas reservadas a escolas públicas terá de ser preenchida por alunos oriundos de famílias com renda per capita de até 1,5 salário mínimo.
A ESTUPIDEZ ESPECÍFICA – A lei é omissa sobre a forma como se vai fazer essa verificação. Será com base apenas na declaração do candidato? Cada universidade federal terá de investigar a renda familiar do aluno para saber se ele fala a verdade? Ora… Não há estrutura para isso. Fingir pobreza passará a ser um bom negócio. Será um critério de seleção superior ao conhecimento de matemática e língua portuguesa. Tão logo isso esteja em vigência, é evidente que haverá uma inflação de candidatos com renda per capita inferior ao limite estabelecido, certo? E a lei que convida à fraude.
3 – Deputados e senadores avançaram ainda mais na sandice. Essa metade da metade que tem de pertencer a famílias com renda per capita inferior a 1,5 mínimo tem der ser preenchida por autodeclarados negros, pardos e indígenas, segundo o percentagem apontada pelo IBGE na unidade da federação em que está a universidade.
A ESTUPIDEZ ESPECÍFICA – Um pobre branco da escola pública leva desvantagem ao competir com um preto pobre ou mestiço pobre da escola pública, ainda que os dois tenham, então, o mesmo perfil social. A propósito: no caso do candidato indígena, o seu Coeficiente de Rendimento no que concerne ao domínio da língua terá como referência o português ou o idioma da sua tribo? Nesse caso, quem avalia?
4 – E aqueles outros 25% — a metade da metade oriunda da escola pública, mas que pode pertencer a famílias com renda per capita superior a 1,5 mínimo? Também para eles vale o critério da cor da pele.
ESTUPIDEZ ESPECÍFICA – É a mesma do item 3.
A estupidez geral
A senhora Dilma Rousseff, que apóia o projeto, está botando os últimos pregos no caixão das universidades e institutos federais de ensino. Por quê? Só porque está abrindo as portas aos alunos da escola pública? NÃO!!! PORQUE METADE DAS VAGAS DESSAS INSTITUIÇÕES NÃO TERÁ MAIS NENHUM COMPROMISSO COM O DESEMPENHO DOS ALUNOS. Notem que nem mesmo se exigirá deles uma nota aceitável no Enem — um exame que já é comprovadamente fraco. O único critério associado a desempenho é o tal Coeficiente de Rendimento, auferido em escolas distintas, provas distintas, segundo critérios distintos. Cria-se, obviamente, uma pressão sobre o professor da escola pública — que já padece, como diria o poeta, de diabólicos azares — em favor da facilitação. Ele e seus alunos terão clareza de que uma prova mais severa pode concorrer para criar dificuldades futuras ao aluno.
A escola pública vai melhorar?
A proposta, longe de democratizar o ensino universitário, concorre para democratizar a ignorância e para rebaixar o ensino universitário. Como se está assegurando ao aluno o ingresso na universidade segundo critérios que nada têm a ver com desempenho e competição, o que se tem, na prática, é uma pressão contrária: quanto mais relapso e “bonzinho” for o professor, tanto melhor. Conheço e convivo com professores universitários, alguns meus contemporâneos da universidade. Atestam que a quantidade de semianalfabetos que chegam ao ensino superior é assustadora. Em vez de concorrer para melhorar a escola pública — sim, eu sei que é um processo demorado, mas não há outra saída —, essa lei vai usar a baixa qualidade como facilitador para o acesso ao ensino superior — vale dizer: quanto pior a escola de ensino médio, melhor! Eis aí. Reitores das universidades federais incensavam as políticas de cotas. Também eles, mesmo sendo quem são, houveram por bem mandar os critérios acadêmicos para a ponta do pavio e aderir à demagogia. E os cotistas avançaram. A deputada Eunice, da grande família Lobão, pegou carona no debate e resolveu levar a coisa a sério, a seu modo. Pimba! Agora os cotistas pretendem que o mesmo modelo seja aplicado ao mercado de trabalho público e privado. Chegará a hora em que alguém proporá que o Congresso, as Assembléias, as Câmaras de Vereadores e os tribunais obedeçam a critérios dessa natureza — por que não? Teremos uma democracia que não será feita dos mais votados e dos mais competentes, tudo em nome da… Justiça! Ao votar a favor da proposta, o senador Pedro Taques (PDT-MT), que costuma ser sério, evocou a experiência americana como exemplo de política bem-sucedida de cotas. Acho que ele deveria estudar melhor o assunto — e não vou me alongar agora sobre esse particular. Noto, no entanto, que cota social e racial, com essa precisão na divisão da cor da pele e com esse número de vagas garantidas ao cotismo, não foi aplicada em lugar nenhum do mundo, nem na África do Sul pós-apartheid. Agora, os reitores das universidades federais e os professores estão assustados. Sabem o que os espera. Anos de incúria e de desastre no ensino público vão cair inteiros no seu colo. Em muitas universidades, já se discute a criação de cursos especiais para os alunos, algo que os capacite minimamente em matemática e língua portuguesa. Eu estou falando sério.
O desastre já está em curso
Não é que se vá produzir o desastre. Ele já está em curso. Será agravado. Entre os estudantes do ensino superior, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa. Em 2001-2002, 2% dos alunos universitários tinham apenas rudimentos de escrita e leitura. Em 2010, essa porcentagem havia saltado para 4%. Vale dizer: 254.800 estudantes de terceiro grau no País são quase analfabetos. Espantoso? Em 2001-2002, 24% não eram plenamente alfabetizados. Um número já escandaloso. Em 2010, pularam para 38%. Isso quer dizer que 2.420.600 estudantes do terceiro grau não conseguem ler direito um texto e se expressar com clareza. É o que se espera de um aluno ao concluir o… ensino fundamental! O quadro já era ruim, como se nota, e foi agravado pela dupla Lula-Haddad. Agora, a lei da dona Lobão, aprovada na Câmara, acolhida por ampla maioria no Senado e a ser sancionada por Dilma, vai se encarregar de liquidar o que resta. Minhas homenagens ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que lutou brava e quase solitariamente contra essa estupidez no Senado. Foi inútil. Em nome da proteção aos pobres e aos vulneráveis, a maioria dos senadores mandou os pobres e os vulneráveis para a ponta do pavio. O que esses valentes fizeram foi condenar os ensinos fundamental e médio públicos à eterna ruindade. E essa ruindade, que já havia se alastrado para o ensino universitário, lá se instalará de vez! PS – Ah, sim: Câmara, Senado e Dilma vão pisotear a autonomia universitária. Bem feito, senhores reitores! É nisso que dá ter o nariz marrom, viver de joelhos para o Executivo, subordinar a inteligência a um ente de razão. Vocês pediram chicote e vão ter chicote! Serão os coveiros das universidades federais.

Russomanno opera rádio sem autorização

Apesar de não possuir concessão do Ministério das Comunicações para exercer a radiodifusão, o candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, opera ao menos desde 2011 uma rádio no interior do Estado. O candidato declarou à Justiça Eleitoral ser dono de empresa de rádio em Leme (SP), em sociedade com familiares, mas a concessão pertence a uma empresa de Cametá, cidade do interior do Pará. A Rede Brasil FM 101,1, que funciona no endereço da empresa de Russomanno, usa a concessão dada em novembro de 2010 à Amazônia Comunicações, que está registrada em nome de um médico de Cametá, João Batista Silva Nunes. Segundo o Ministério das Comunicações, não existe nenhum processo de pedido de autorização de transferência da concessão da Amazônia para a Rede Brasil, o que seria obrigatório. E, mesmo que houvesse esse pedido de transferência, ele também não estaria, agora, amparado pela lei. O decreto 52.795/63, que regulamenta os serviços de radiodifusão no país, prevê que todo processo de transferência da outorga só pode ocorrer após cinco anos da data de expedição da licença, o que só ocorreria em 2015.

Sindicato diz possuiur dossiê com emendas do PT para a Delta e faz chantagem com governo Dilma

A investida do sindicato-chantagista (Aneinfra) para cima da secretária-adjunta do Planejamento, Marcela Tapajós, foi realmente pesada e misturou até uma grande personagem da CPI mista do Cachoeira. Na voz do diretor do Aneinfra, Alexandre Ono, os sindicalistas disseram que divulgariam um dossiê com todas as emendas parlamentares e liberações de recursos do governo destinados à Delta Construções de Fernando Cavendish. Os chantagistas ameaçaram ainda direcionar o dossiê a petistas graúdos. Por exemplo: atingir o fígado da ministra Miriam Belchior. O idealizador da chantagem é um sindicalista apelidado de Hélio Gambiarra, que estava na reunião, é suplente do senador Rodrigo Rollemberg e ex-dirigente do PT. Alguém, portanto, que tem condições de sobra de ferrar o partido.

TAM registra prejuízo de R$ 928 milhões no segundo trimestre

A TAM registrou prejuízo líquido de 928,12 milhões de reais no segundo trimestre, ante lucro de 60,26 milhões de reais obtido no mesmo período de 2011. O Ebitdar – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização somado ao valor dos custos operacionais com arrendamento mercantil e suplementar de aeronaves – totalizou 29,69 milhões de reais entre abril e junho, o que implica uma queda de 89,6% na comparação com o mesmo trimestre de 2011. Já o Ebitda – que não inclui os custos com o arrendamento dos aviões – foi negativo em 93,63 milhões de reais, contra um resultado positivo de 195,48 milhões de reais no segundo trimestre do ano passado. As receitas totais foram de 3,23 bilhões de reais, 5,8% maiores que os 3,05 bilhões de reais verificados entre abril e junho de 2011. O resultado operacional foi negativo em 284,2 milhões de reais, ante ganhos de 8,8 milhões de reais no segundo trimestre do ano anterior. Segundo a empresa, este indicador foi impactado pela queda no lucro da Multiplus, resultante de mudanças contábeis no reconhecimento dessas receitas realizadas no primeiro trimestre de 2012 e de despesas mais elevadas com combustíveis. O resultado não operacional reflete uma perda cambial de 845,9 milhões de reais e um prejuízo nas operações de derivativos para proteger as despesas com combustível no valor de 93,6 milhões de reais, resultante da desvalorização do real e da queda no preço dos combustíveis no mercado internacional em comparação a 31 de Março.

A pedido da Anac, Justiça bloqueia bens da Pluna

De julho a outubro, Pluna vendeu 80 mil contratos de transporte aéreo com origem ou destino no Brasil A Justiça Federal concedeu na sexta-feira liminar pedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e bloqueou bens, valores e créditos da empresa Pluna Lineas Aereas Uruguayas no País. O objetivo da ação cautelar é evitar danos e garantir o cumprimento dos direitos dos usuários. O bloqueio será mantido até que a Anac constate a prestação da devida assistência material aos passageiros prejudicados pela interrupção das atividades da companhia, anunciada em 6 de julho, devido a problemas financeiros. A liminar foi concedida pela 16ª Vara da Justiça Federal em São Paulo.

Datafolha apura que 73% da população quer cadeia para réus do Mensalão do PT

Pesquisa nacional Datafolha com 2.562 pessoas apurou que somente um em cada dez brasileiros acredita que os réus, se condenados, irão para a cadeia. Nada menos que 73% dos brasileiros, segundo o instituto, crêem que os acusados devem ser mandados para a cadeia. No entanto, só 11% acreditam que isso acontecerá. Uma grande maioria (81%) se considera bem informado sobre o curso da Ação Penal 470, para um contingente de 19% que se vê como mal-informado no assunto. A tese defendida pelos defensores dos réus de que ocorreu apenas o crime de realização de caixa dois só é crível para 7% dos entrevistados. Chamaram atenção no levantamento os pontos sobre os quais o público foi questionado a respeito do que "deveria acontecer" e do que, efetivamente, "vai acontecer". Nestas escolhas, 73% disseram que deveriam ocorrer condenações e prisões, mas apenas 11% registraram acreditar que é isso o que irá se dar.

Defesa de empresários ligados a corretoras nega vínculo com Mensalão do PT

As defesas dos dois empresários acusados de terem suas corretoras usadas no Mensalão do PT disseram na sexta-feira, durante julgamento no Supremo Tribunal Federal, que os réus desconheciam as irregularidades e não tinham ligações com os alegados integrantes do suposto esquema. Breno Fischberg, que era um dos sócios da corretora Bônus Banval, e Carlos Alberto Quaglia, que era dono da Natimar, são acusados de terem sido responsáveis pela lavagem de dinheiro para os réus do PP. Eles também são acusados pelo crime de formação de quadrilha. O advogado de Fischberg, Guilherme Alfredo de Moraes, disse ser "evidente" por depoimentos que o réu não conhecia o publicitário Marcos Valério, apontado na denúncia do Ministério Público Federal como o principal operador do esquema petista. O advogado disse que seu cliente desconhecia as irregularidades das transações ocorridas na corretora ou o destino dos recursos. Segundo a acusação, Fischberg teria recebido 11 milhões de reais para repassar para pessoas ligadas ao PP. Moraes disse que Fischberg desconhecia os políticos apontados como recebedores dos repasses ou a ilegalidade da origem dos valores, não tinha vínculo com nenhum partido, e alegou que órgãos de fiscalização foram incapazes de identificar qualquer irregularidade nas operações. "Não há nenhuma prova que possa ligar o acusado aos fatos", disse Moraes, que pediu a absolvição do réu: "Como poderia Fischberg desconfiar que aqueles valores eram ligados a um sistema de compra de votos?" Moraes alegou ainda que Fischberg tornou-se réu por uma "lamentável soma de equívocos" e leu, como outras defesas já haviam feito, uma decisão do ministro Celso de Mello, segundo a qual a simples sociedade não implica culpa de todos os sócios, caso um deles pratique crimes, para rebater a acusação de formação de quadrilha.

Defensor pede anulação de parte do processo do Mensalão do PT

O defensor público geral da União, Haman Tabosa de Moraes e Córdova, pediu na sexta-feira a anulação de parte do processo do Mensalão do PT por falta de notificação do advogado do argentino Carlos Alberto Quaglia, réu por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Quaglia é dono da corretora Natimar, acusada pelo Ministério Público Federal de ser usada para repassar recursos para integrantes do PP votarem a favor de projetos do governo Lula no Congresso. No pedido preliminar apresentado aos ministros do Supremo Tribunal Federal, Córdova disse que Quaglia teria ficado indevidamente sem advogado para representá-lo no processo entre janeiro de 2008 e abril de 2011. O defensor público contou que, no interrogatório de Quaglia na ação, realizado no dia 30 de janeiro de 2008, o réu informou à Justiça que havia substituído os advogados Dagoberto Dufau e Eliane Cristina Campergher, constituindo naquela ocasião Haroldo Rodrigues como titular da causa. "A instrução processual passou ao largo do senhor Carlos Alberto Quaglia", afirmou Córdova. Segundo ele, o réu não teve direito a acompanhar os depoimentos de 13 testemunhas arroladas no processo pelo Ministério Público, e outras quatro testemunhas de Quaglia, dois argentinos e dois brasileiros, não foram ouvidos. O defensor disse que, no caso do argentino, a acusação se sustenta principalmente com base em depoimentos, o que acabou por prejudicá-lo no curso da ação. Córdova disse que a defensoria pública assumiu o processo em abril de 2011, quando percebeu que Haroldo Rodrigues não estava acompanhando o andamento da ação. Por isso, o defensor pediu a nulidade do processo ao longo dos três anos e três meses em que Quaglia ficou sem advogado constituído. Logo após a intervenção, os ministros Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello perguntaram ao defensor público detalhes do que ocorreu. "As testemunhas dele não foram ouvidas", reafirmou Córdova. O presidente do Supremo, Ayres Britto, afirmou aos colegas que o pedido será decidido quando iniciar o julgamento do mérito do processo, nesta semana. O relator da ação, Joaquim Barbosa, fez uma rápida intervenção, sinalizando que deve rejeitar o pedido de nulidade. "O réu foi pessoalmente intimado", disse Barbosa.

Em São Paulo, PSDB e PT apostam em horário eleitoral para impulsionar campanhas

Atual líder nas pesquisas de intenção de voto, uma das apostas do tucano José Serra para os programas do horário eleitoral gratuito será a sua própria biografia. O coordenador de sua campanha, deputado Edson Aparecido, acredita que o horário eleitoral "é muito importante porque, a partir daí, as pessoas começas a se antenar nas eleições". Apesar de manter o dia da estréia em segredo, Aparecido adianta que, além de explorar a biografia de Serra, os programas vão falar de suas administrações e realizações e mostrar as gestões de seus parceiros, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Serra terá o maior tempo na propaganda gratuita: 7min44s. Ex-prefeito paulistano, ex-governador de São Paulo e ex-ministro do Planejamento e da Saúde na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Serra tem uma vantagem, segundo o especialista em marketing político e análise eleitoral Sidney Kuntz. "Quem é conhecido sai na frente porque o eleitor já liga a TV e o identifica. Os que não são muito conhecidos vão ter que mostrar o que vão fazer para melhorar a vida do eleitor; precisa ser convincente".

Maracanã atinge 62% da conclusão das obras para Copa

A reforma do Maracanã atingiu 62% de sua conclusão, segundo o último balanço divulgado pela Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (Emop), após a medição foi feita no dia 31 de julho. As obras de adequação do estádio para a Copa do Mundo de 2014, orçadas em quase R$ 860 milhões, têm previsão de finalização para fevereiro do próximo ano. Segundo o balanço, os pisos do estacionamento dos setores leste e sul já foram concluídos. E a montagem das estruturas metálicas que compõem as arquibancadas intermediárias está 85% concluída. A previsão é que as arquibancadas sejam finalizadas até o fim de setembro. O processo de retirada do aterro para a instalação do sistema de irrigação e drenagem do campo e a colocação dos pisos e revestimentos e pisos dos banheiros estão em estágio avançado. O anel de compressão, que vai sustentar a nova cobertura, atingiu o índice de 85% de conclusão. Também já foi iniciada a colocação das cerâmicas da área de circulação no primeiro pavimento, assim como os degraus das arquibancadas dos setores norte e sul.

Renner deve abrir pelo menos 10 lojas Camicado em 2013

A Lojas Renner pretende acelerar o crescimento da rede Camicado em 2013, além de reformular a bandeira Blue Steel, em meio ao aumento da participação de mercado nos negócios da varejista como um todo, em um ambiente de desaceleração generalizada para o setor. A Renner pretende abrir pelo menos mais dez lojas Camicado no próximo ano, disse na sexta-feira o presidente-executivo da companhia, José Galló. Segundo ele, o comportamento das vendas nas lojas da Camicado está "interessante". "Em junho, o crescimento foi de 6,7% e em julho ficou em linha com este número". A Lojas Renner anunciou a compra da rede em abril de 2011. No acumulado do primeiro semestre, foram abertas dez novas lojas, sendo três da Camicado. Até o fim deste ano, a empresa prevê inaugurar 21 unidades da Renner e duas Camicado.

Jornalistas estrangeiros questionam legado de Havelange e Teixeira para Rio 2016

A equipe brasileira que trabalhou nos oito minutos que o País terá na cerimônia de encerramento nas Olimpíadas de Londres 2012 convidou jornalistas brasileiros e estrangeiros para uma entrevista coletiva na sexta-feira no centro de imprensa dos Jogos para falar não só da festa de domingo como também dos preparativos do Rio de Janeiro para receber a competição em 2016. No entanto, um assunto foi recorrente na sessão de perguntas com a imprensa: o legado dos dirigentes João Havelange e Ricardo Teixeira ao esporte brasileiro. Além dos diretores e supervisores artísticos Cao Hamburguer, Daniela Thomas, Abel Gomes e Marco Balich, o CEO dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Leonardo Gryner, também participou da entrevista, e teve que responder a perguntas de jornalistas estrangeiros sobre Teixeira e Havelange. Os dois dirigentes tiveram seus nomes envolvidos em um escândalo de propina na Fifa. Neste ano, a entidade máxima do futebol confirmou que Havelange e Teixeira receberam cerca de R$ 45 milhões em propinas de uma extinta empresa de marketing esportivo, a ISL. Ambos tiveram de devolver parte do dinheiro em um acordo para encerrar um processo na Justiça suíça. Os diretores artísticos começaram sua apresentação exibindo um vídeo em que crianças cariocas mostravam as quatro regiões do Rio de Janeiro onde os Jogos Olímpicos serão realizados: Barra, Deodoro, Copacabana e Maracanã. Na platéia, estavam alguns dos convidados especiais que participarão da cerimônia de encerramento de Londres 2012, como a modelo Alessandra Ambrósio e o rapper BNegão. Quando foi aberta a sessão de perguntas, jornalistas questionaram o papel de Havelange e Teixeira já na segunda intervenção. Um repórter da Associated Press começou perguntando sobre o aprendizado do Rio de Janeiro com os Jogos de Londres 2012, mas em seguida questionou se o fato de atletas com a grandeza de Usain Bolt competirem em 2016 em um estádio que leva o nome de João Havelange não atrapalha o Brasil na sua tarefa de "evitar um passado que vocês estão tentando deixar para trás". Gryner respondeu apenas a primeira parte da pergunta, e não falou sobre Havelange e Teixeira. "Me desculpe, mas você não respondeu a pergunta", disse o jornalista. "Nós temos muito orgulho de todos os nossos esportistas", respondeu Gryner. "Você tem orgulho de Teixeira, Havelange?", questionou o repórter: "Eu acho que Teixeira não era atleta. Eu estava falando de que temos orgulho de todos os nossos esportistas". Em seguida, um repórter da britânica Sky News perguntou: "Como você pode se sentir confortável com o que aconteceu com o senhor Havelange?" O diretor dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro deu uma resposta mais elaborada. "Eu acho que já falei em outra entrevista, quando tive oportunidade de comentar sobre isso. Nós estamos muito orgulhosos do que Havelange fez pelo esporte em todo o mundo e para o esporte no Brasil, em particular. Até onde sei, sobre o que ele fez de errado, ele foi punido na Justiça e pagou por isso". O jornalista perguntou se Gryner ainda se sentia confortável de o Rio de Janeiro ter um estádio com o nome de Havelange: "Eu me sinto muito confortável. Sim, ele é uma grande lenda do nosso esporte".

Fiscais agropecuários dizem que encerrarão greve

Os fiscais agropecuários vão retornar imediatamente ao trabalho, encerrando greve iniciada na última segunda-feira, diante da decisão do Superior Tribunal de Justiça que determinou o fim da paralisação, disse na sexta-feira o sindicato da categoria. A decisão de retomar as atividades foi relatada pela assessoria de imprensa do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários. Mas o sindicato informou ainda, em comunicado no seu site, que tentará reverter a decisão do STJ. A paralisação vinha gerando preocupação entre os exportadores brasileiros de produtos agrícolas como soja e carnes, conforme informações da Advocacia Geral da União, responsável pelo pedido à corte. O retorno ao trabalho foi determinado pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho, em decisão expedida na quinta-feira. O magistrado avaliou que "a greve dos fiscais agropecuários atinge diretamente a sociedade, a indústria de alimentos e a economia nacional, interferindo nas exportações e importações de produtos de origem animal e vegetal", conforme decisão recebida pelo sindicato dos servidores e publicada no site da entidade.

Estados Unidos impõem novas sanções contra o Hezbollah por ajudar a Síria

O Tesouro dos Estados Unidos impôs na sexta-feira uma nova rodada de sanções econômicas contra o Hezbollah por prestar apoio ao governo do presidente da Síria, Bashar al-Assad. As recentes ações do Tesouro contra a Síria vão congelar qualquer ativo que o Hezbollah possa ter sob jurisdição dos Estados Unidos e proibir os norte-americanos e as empresas dos Estados Unidos de negociar com eles. O Hezbollah vem prestando treinamento, aconselhamento e apoio logístico extenso ao governo da Síria, informou o Tesouro dos Estados Unidos em um comunicado anunciando as sanções financeiras.

Aeronáutica afasta soldados que agrediram recruta no Pará

O Comando da Aeronáutica informou, na última quinta-feira, ter afastado seis soldados da companhia acusados de terem agredido um recruta, no último dia 20 de julho, dentro do Hospital de Aeronáutica, no bairro de Souza, em Belém. As agressões foram gravadas por outro soldado, com um celular. Por meio de uma nota, o comando da Aeronáutica informou que acompanha as investigações do caso e que os culpados serão punidos de acordo com a lei. Os soldados poderão ser expulsos da Aeronáutica após a conclusão do inquérito policial e o encaminhamento do caso à Justiça Militar. Também poderão responder criminalmente pelo ocorrido.

Censo do IBGE revela que 40% dos índios vivem fora de suas terras

Quatro em cada dez índios brasileiros vivem fora das terras indígenas reconhecidas pelo governo, apontam dados do Censo 2010 divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O País tem 896,9 mil índios (0,47% da população brasileira) divididos em 305 etnias e que falam 274 línguas diferentes. O resultado surpreendeu os técnicos do IBGE, que partiram de informações preliminares da existência de 220 a 225 etnias e 180 línguas. Pela primeira vez, o IBGE fez o raio x do território indígena. Quase 380 mil índios (42,3% do total) vivem fora de terras próprias e 517,3 mil (57,7%) ocupam as 505 terras demarcadas, equivalentes a 12,5% do território brasileiro. Foram pesquisadas as terras regularizadas até dezembro de 2010. Em metodologia diferente dos demais Censos, o IBGE levou em conta não apenas a população que se declarou indígena ao responder o quesito sobre cor ou raça, mas contou também aqueles que se consideram indígenas, mesmo que tenham se declarado brancos, negros, pardos ou amarelos. O Censo encontrou 78,9 mil indígenas não declarados, que se somam aos 817,9 mil encontrados na pesquisa de raça. A soma dos indígenas declarados e não declarados inicia uma nova série histórica do Censo. Em 2000, foram contabilizados apenas os que declararam raça indígena. Eram 734,1 mil. A população de raça indígena cresceu na década 11,4%, proporção menor do que o total da população brasileira, que aumentou 12,2% entre 2000 e 2010.

Policiais Rodoviários Federais do Paraná decidem entrar em greve a partir desta segunda-feira

Os policiais rodoviários federais do Paraná confirmaram em assembléia realizada na última quarta-feira que vão entrar em greve a partir desta segunda-feira. O Sindicato da Polícia Rodoviária Federal do Paraná espera a decisão, nesta segunda-feira, da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF). De acordo com o presidente da FenaPR), Pedro da Silva Cavalcanti, a categoria a categoria está há um ano negociando com o governo, mas nada foi decidido. Segundo lembra, a última reunião marcada para o dia 26 de julho foi cancelada sem novo agendamento.

Justiça mantém condenação da Igreja Renascer por tragédia em 2009

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve por unanimidade a condenação da Igreja Cristã Apostólica Renascer em Cristo, dada após decisão da 37ª Vara Cível da Comarca da Capital, que condenou a igreja de Sônia Haddad Moraes Hernandes, a Bispa Sônia, e Estevam Hernandes Filho, o Apóstolo Estevam, a pagar R$ 51 mil de indenização por danos morais a um homem que se feriu, em janeiro de 2009, no desabamento do teto da sede da igreja, no bairro do Cambuci. O acidente causou a morte de nove pessoas e deixou mais de cem feridas. O autor da ação teve um corte na cabeça e fraturou o fêmur.

STJ arquiva denúncia contra Roriz por formação de quadrilha

O Superior Tribunal de Justiça determinou, na última quarta-feira, o arquivamento da denúncia por formação de quadrilha contra o ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz. O político é acusado de envolvimento em um esquema de corrupção descoberto pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, conhecido como Mensalão de Brasília. A decisão, assinada pelo ministro Arnaldo Esteves Lima, atendeu a requerimento do Ministério Público Federal. Segundo o Ministério Pùblico Federal, a suposta conduta ilícita de Roriz ocorreu em 2006 e, por isso, já teria prescrito. A pena máxima do crime de quadrilha é de três anos de prisão, prescrevendo em oito anos. No entanto, como o ex-governador tem mais de 70 anos, o prazo é contado pela metade.

Defesa de Antonio Lamas questiona: "Por que Lula não foi denunciado?"

Em menos de 20 minutos de sustentação oral na sétima sessão do Supremo Tribunal Federal sobre a ação penal 470, o advogado do ex-assessor do extinto PL, Antonio Lamas, questionou a ausência do ex-presidente Lula entre os acusados de integrar o esquema do Mensalão do PT. Para o advogado Décio Lins e Silva, seu cliente não devia ser réu na ação que julga o escândalo por não ter ligação nem conhecimento a respeito do esquema. "E o presidente da República, por que não foi denunciado? Sou intrigado com isso, porque o Ministério Público não denunciou Luiz Inácio Lula da Silva. Nos autos não tem um depoimento sequer dizendo que Antonio Lamas sabia dessa movimentação de dinheiro. Já quanto ao Lula, tem um depoimento dizendo que ele sabia, mas por que ele não figura em nenhuma denúncia? Mas o Antonio Lamas está lá, coitadinho, sem ninguém dizendo que ele sabia ou que era mensaleiro", alegou o advogado. A exemplo do filho Délio Lins e Silva Júnior, que mais cedo defendeu o irmão de Antonio Lamas, Jacinto Lamas, na mesma sessão de oitivas, o advogado afirmou que toda a conduta de seu cliente foi a mando do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP). Segundo ele, Antonio Lamas foi apenas uma vez ao Banco Rural realizar um saque a pedido do parlamentar.

Ibope mostra três candidatos empatados na disputa por Curitiba

A exemplo do que aconteceu com o levantamento feito pelo Datafolha há duas semanas, a pesquisa Ibope, divulgada na sexta-feira, indica o empate técnico entre os três principais candidatos à prefeitura de Curitiba (PR). Apenas dois pontos separam o líder, Luciano Ducci (PSB), do terceiro colocado, Ratinho Júnior (PSC). Como a margem de erro é de quatro pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados com Gustavo Fruet (PDT). Segundo o Ibope, Ducci tem 25% das intenções de voto, contra 24% de Fruet e 23% de Ratinho. A quarta posição é ocupada por Rafael Greca (PMDB), com 6%.

Ditador Fidel Castro completa 86 anos

Fidel Castro, o ditador que mandou em Cuba com mão de ferro de 1959 a 2006, fará 86 anos nesta segunda-feira longe dos cubanos, que durante 48 anos sentiram sua presença até nos mínimos detalhes de sua vida cotidiana. Nenhuma celebração pública foi anunciada para o aniversário, enquanto analistas e dissidentes dizem que a saúde forçou o ex-presidente a se manter discreto, perdendo "peso" na sociedade cubana. Fidel "parece conformado com seu novo papel de patriarca da esquerda radical; sua vida e saúde exigiram um perfil mais baixo até mesmo do que tentou ao retornar ao período mais crítico de recuperação", disse o analista cubano Arturo López-Levy, da Universidade de Denver (Colorado, Estados Unidos).

Lula deve começar viagens pelo Brasil no fim do mês

Após receber a liberação dos médicos para fazer campanha, o ex-presidente Lula se prepara para entrar de cabeça nas eleições municipais por todo o País. A maratona de viagens prevê a visita do ex-presidente em pelo menos 10 capitais. O roteiro foi discutido durante reunião no Instituto Lula, na última quinta-feira, com a presença do ex-presidente, de assessores e do secretário nacional de organização do PT, Paulo Frateschi. Além de São Paulo, há possibilidade de Lula visitar João Pessoa, Salvador e Manaus (única capital sondada onde o PT não tem candidatura própria). Se a viagem se confirmar, Lula viajaria à capital amazonense para apoiar a candidata do PCdoB, Vanessa Grazziotin, uma forma dele se vingar do ex-senador Virgilio Arthur Virgilio, do PSDB.

Nordeste tem menor proporção de índios que sabem a língua nativa

O Censo 2010, do IBGE, revelou que 274 línguas indígenas são faladas no País por 37,4% índios com mais de 5 anos de idade, sendo que 6 mil deles falam mais de duas. A fluência em pelo menos uma delas foi verificada em 57,3% dos índios que vivem em terras indígenas reconhecidas. Fora delas, cai para 12,7%. O português não é falado por 17,5% do total, cerca de 130 mil pessoas. De acordo com o levantamento, as regiões com maior percentual de línguas indígenas são a Norte (com maior número de terras indígenas reconhecidas até o dia 31 de dezembro de 2010) e a Centro-Oeste. A Região Nordeste, com menor número de terras reconhecidas, apresentou menor proporção de falantes de língua indígenas. A presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Maria Azevedo, disse que já existe um esforço de valorização da língua indígena por meio da educação. Para a pesquisa, o IBGE contou com uma lista de mais de 500 nomes de etnias, catalogados por especialistas e pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Ao fazer as entrevistas, o instituto encontrou representantes de povos que se supunham desaparecidos, como os Tamoios, tradicionais do Sudeste, e confirmou a prevalência de outros, como os Charruás, no Sul, possivelmente oriundos da Argentina. Outro dado que reflete mais proteção aos índios nas aldeias é o número de indivíduos. Fora delas, prevalecia a concentração de etnias com até 50 pessoas. Mas dentro, o censo confirmou a existência de grupos entre 251 a 500 índios, com média de até 17,4 anos. Fora das terras, também estava a maioria dos 16,4% dos índios que não sabiam sua etnia, com até 29,2 anos. Das 15 etnias com maior número de indígenas, a Tikúna (AM) se destaca, com 46 mil indivíduos, e "teve o resultado influenciado pelos 85,5% residentes nas terras indígenas", conforme o IBGE.

FAO diz que produção de cereais na América Latina crescerá 4% em 2012

A produção de cereais na América Latina chegará a 200 milhões de toneladas em 2012, quase 4% acima do volume de 2011, devido a uma maior produção da América do Sul, disse nesta sexta-feira o escritório regional da FAO. "Na América do Sul, espera-se que a produção alcance altos níveis, principalmente pelos bons resultados na colheita de grãos secundários (milho, cevada, aveia, sorgo e outros), perto de terminar", explicou em um comunicado a FAO, que tem sua sede regional em Santiago. Para todo o ano de 2012, a produção de cereais dos países sul-americanos alcançará 122 milhões de toneladas, 8% a mais que na temporada passada, principalmente pela boa colheita de milho, que deve alcançar 68,5 milhões de toneladas, 22% mais que em 2011, devido a um aumento da área semeada e uma alta dos rendimentos, disse a FAO. A produção de arroz, no entanto, alcançará em toda América Latina 27 milhões de toneladas, quase 6% menos que em 2011, sofrendo com uma redução na produção do Brasil, onde se projeta uma contração de 13%, e na Argentina, onde se espera uma redução de 8%. Para o trigo, a FAO espera uma produção regional de 26 milhões de toneladas em 2012, 6,5% menos que em 2011, devido à diminuição da superfície semeada nos principais países produtores, como Argentina, Brasil e Uruguai.

Hezbollah podem atacar Europa a qualquer momento

Os Estados Unidos temem que a organização terrorista xiita libanesa Hezbollah esteja planejando um iminente ataque na Europa ou em algum outro lugar, afirmou na sexta-feira um alto funcionário do Departamento de Estado. "Acreditamos que o Hezbollah pode atacar a Europa, ou outro lugar, a qualquer momento e sem aviso prévio", disse Daniel Benjamin, coordenador da luta contra o terrorismo do Departamento. Os Estados Unidos prevêem que "o Hezbollah e o Irã juntos devem continuar a manter um alto nível de atividade terrorista e operações em um futuro próximo", acrescentou. O movimento, ligado ao Irã, está envolvido em uma "intensificação da sua campanha de terror" em todo o mundo, considerou Benjamin. Para ele, o Hezbollah também está interessado em realizar ataques na Tailândia, onde falhou em um ataque anterior no início de 2012. Na sexta-feira, o Departamento de Tesouro americano culpou o Hezbollah, já classificado como terrorista pelos Estados Unidos, por seu "papel central" na repressão exercida pelo regime de Bashar al-Assad na Síria.

Hezbollah podem atacar Europa a qualquer momento

Os Estados Unidos temem que a organização terrorista xiita libanesa Hezbollah esteja planejando um iminente ataque na Europa ou em algum outro lugar, afirmou na sexta-feira um alto funcionário do Departamento de Estado. "Acreditamos que o Hezbollah pode atacar a Europa, ou outro lugar, a qualquer momento e sem aviso prévio", disse Daniel Benjamin, coordenador da luta contra o terrorismo do Departamento. Os Estados Unidos prevêem que "o Hezbollah e o Irã juntos devem continuar a manter um alto nível de atividade terrorista e operações em um futuro próximo", acrescentou. O movimento, ligado ao Irã, está envolvido em uma "intensificação da sua campanha de terror" em todo o mundo, considerou Benjamin. Para ele, o Hezbollah também está interessado em realizar ataques na Tailândia, onde falhou em um ataque anterior no início de 2012. Na sexta-feira, o Departamento de Tesouro americano culpou o Hezbollah, já classificado como terrorista pelos Estados Unidos, por seu "papel central" na repressão exercida pelo regime de Bashar al-Assad na Síria.

"PT age como um patrão das antigas", diz servidor exonerado

Coordenador de Inovação Tecnológica do Ministério do Planejamento no governo Dilma Roussef desde setembro de 2011, o empresário Cesar Augusto de Azambuja Brod, de 48 anos, entregou o cargo no último dia 2. Sua atitude não teria passado de mais uma exoneração de servidor público descontente não tivesse sido motivada pela ordem de cortar o ponto dos 12 servidores federais em greve sob sua coordenação. Além de contrariar a ordem superior, divulgou uma carta em que acusa o PT de assumir postura patronal na negociação com os sindicatos. Ele afirmou que a decisão de se desligar respeitou a educação que a mãe professora lhe deu e que gostaria que esta atitude fosse entendida como uma mensagem de apoio aos docentes, em greve há três meses.

Justiça paranaense proíbe Ducci de distribuir panfletos contra Mensalão do PT

O prefeito de Curitiba (PR), Luciano Ducci (PSB), candidato à reeleição, está proibido pela Justiça Eleitoral de distribuir panfletos que ligam o adversário Gustavo Fruet (PDT) ao Mensalão do PT. Segundo o Tribunal de Justiça do Paraná, caso Ducci descumpra a determinação, terá que pagar multa diária de R$ 1 mil. A candidata a vice-prefeita na chapa de Fruet, Miriam Gonçalves, é do PT, partido acusado de comandar o Mensalão do PT. Segundo a Justiça Eleitoral, o panfleto "tem frases atribuídas ao candidato Gustavo Fruet dissociadas do contexto em que foram ditas, de tal forma que podem levar o leitor a associar a imagem do candidato às pessoas apontadas como participantes do chamado Mensalão do PT".

José Serra perde vantagem em tempo de TV e rádio

Com a nova resolução do Tribunal Superior Eleitoral, que estabeleceu em 51 o número de deputados federais do PSD para a realização do cálculo que define a divisão de dois terços do horário eleitoral gratuito, os 7min e 44s do tempo de televisão e rádio de José Serra (PSDB), concorrente a prefeito da capital, sofrerão redução. Apoiado pelo PSD para conquistar a prefeitura de São Paulo, Serra perderá aproximadamente 10 segundos. Cada deputado representa 2,3 segundos de acordo com o TSE.

Três navios-sonda serão construídos em Rio Grande

A Petrobras assinou na sexta-feira contrato para a operação e afretamento de nove navios-sonda de perfuração. Três serão construídos no Estaleiro Rio Grande 2 (ERG 2), em Rio Grande. O valor dos contratos não foi divulgado, mas no mercado se estima que o custo de cada embarcação alcance US$ 700 milhões. Com isso, o valor total dos contratos para o pólo naval gaúcho ultrapassaria US$ 2 bilhões. Além do aumento das encomendas para Rio Grande, os novos contratos assinalam uma nova etapa tecnológica para o pólo naval gaúcho, porque os navios-sonda são bastante sofisticados. Os três navios-sonda que serão construídos em Rio Grande serão operados pela empresa Etesco, do Rio de Janeiro. Conforme a Petrobras, as nove unidades serão entregues a partir de 2016 e devem perfurar poços no pré-sal da Bacia de Santos. As sondas podem operar em profundidades de água de até três mil metros e têm capacidade para perfurar poços de até 10 mil metros de comprimento. Com a operação, a Petrobras encerra a contratação de um pacote de 21 sondas com a empresa Sete Brasil. Os navios devem ter entre 55% e 65% de conteúdo nacional. A Petrobras, no entanto, não será dona das embarcações. Os navios-sonda serão afretados por 15 anos à Petrobras pela Sete Brasil, que por sua vez contratará a Ecovix, operadora do ERG 2, para a construção das embarcações no Estado.

TCE gaúcho divulga relação de salários, mas sem nomes de conselheiros e servidores

Após o governo gaúcho divulgar a lista de remuneração dos servidores na sexta-feira, o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul também publicou sua relação. A listagem contempla servidores e membros ativos e inativos da instituição e do Ministério Público de Contas. No entanto, como procederam o Executivo, o Tribunal de Justiça e a Assembleia Legislativa, o TCE também optou não divulgar nomes de conselheiros e servidores. No local dos nomes constam códigos. Essa é a transparência do Tribunal de Contas, que não exige qualquer comentário adicional.

Receita Federal cobra cinco anos de impostos atrasados sobre 14º e 15º salários de senadores

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reiterou na sexta-feira que caberá a cada um dos senadores atender à notificação da Receita Federal para que paguem o imposto devido pelo recebimento do 14º e 15º salários. Os atuais e ex-senadores terão de recolher o equivalente ao valor do salário extra, de R$ 26,7 mil atualmente, nos últimos cinco anos, de 2007 a 2011. Os que foram eleitos em 2010, estão sendo cobrados pelo exercício de 2011. Sarney disse que o assunto saiu do "âmbito" do Senado para ser um problema pessoal de cada contribuinte.

Receita Federal cobra cinco anos de impostos atrasados sobre 14º e 15º salários de senadores

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reiterou na sexta-feira que caberá a cada um dos senadores atender à notificação da Receita Federal para que paguem o imposto devido pelo recebimento do 14º e 15º salários. Os atuais e ex-senadores terão de recolher o equivalente ao valor do salário extra, de R$ 26,7 mil atualmente, nos últimos cinco anos, de 2007 a 2011. Os que foram eleitos em 2010, estão sendo cobrados pelo exercício de 2011. Sarney disse que o assunto saiu do "âmbito" do Senado para ser um problema pessoal de cada contribuinte.

Mulher morre à espera de leito no Hospital Centenário em São Leopoldo

A espera por um leito de UTI no Hospital Centenário foi longa demais para Eloísa Batista Bueno, de 58 anos. Ela morreu por volta das 10 horas desta sexta-feira, em São Leopoldo, no Vale do Sinos, cidade desgovernada pelo PT. Segundo a família, foram três dias na sala de observação do bloco cirúrgico à espera de uma vaga que poderia ter-lhe salvado a vida. Técnica em enfermagem, Eloísa morreu no mesmo hospital onde trabalhou por 30 anos. Na tarde do último domingo, ela procurou o local com dores. De acordo com a família, exames apontaram que ela tinha uma obstrução no intestino, e precisaria passar por uma cirurgia. O procedimento foi realizado no dia seguinte, e em seguida ela iniciou o processo de recuperação no quarto. Na terça-feira, a situação se agravou. Os médicos avisaram à família que teriam de realizar uma nova cirurgia. Nos disseram que após a segunda intervenção algo teria se rompido, o que causou uma infecção generalizada. Disseram que o caso dela era muito grave, e que ela teria que ser internada na UTI. Durante os dias que se seguiram, a família questionou os médicos sobre a transferência da paciente. A única resposta era de que não haviam leitos disponíveis no Centenário, e Eloísa havia sido colocada na lista da Central de Leitos do Estado. Enquanto esperava, o quadro da técnica em enfermagem se agravava, e ela já não respondia aos remédios contra a infecção. Na manhã desta sexta-feira, a família foi informada de que Eloísa não havia resistido à espera, e foi vencida pela infecção.

Índice de analfabetismo nas aldeias é de três em cada 10 índios

O analfabetismo é considerado elevado dentro das aldeias, conforme constatou na sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados do Censo de 2010 revelam que a taxa de analfabetismo dos índios com 15 anos ou mais de idade (em português ou no idioma indígena) passou de 26,1% para 23,3%, de 2000 a 2010, acompanhando a redução da taxa entre a população brasileira (de 12,9% para 9,6%). Na área rural, porém, dentro das aldeias, três em cada dez índios são analfabetos (32,4%). Fora delas, o percentual é 15%.

Moody's rebaixa classificação da Petrobras Argentina

A agência de classificação de risco Moody's rebaixou na sexta-feira a nota de companhias de petróleo na Argentina, entre as quais a Petrobras Argentina, em reação a medidas do governo para elevar o controle sobre o setor. A classificação da Petrobras Argentina passou de Ba3 para B1, assim como a da Pan American Energy LLC. "O rating para ambas as empresas refletiu o aumento do risco do país após várias ações tomadas pelo governo da Argentina no setor de óleo e gás que indicam um ambiente altamente imprevisível", diz a Moody's em nota. Recentemente, o governo anunciou um novo decreto sobre a soberania de hidrocarbonetos, que parece centralizar ainda mais o controle sobre o setor de petróleo e gás na Argentina, acrescentou a agência.

Dilma quer o ITA fora do sistema de cotas que ela deve aprovar. A picaretagem intelectual está comprovada! Qual é a tese, presidente? Seria só covardia?

Do jornalista Reinaldo Azevedo - Publiquei na noite de quinta um primeiro texto sobre o absurda lei que institui cotas sociais e raciais de 50% nas instituições federais de ensino. O absurdo, afinal, é ainda maior do que parecia inicialmente. O Instituto Tecnológico da Aeronáutica, o famoso ITA, é uma das escolas mais seletivas do País. Não por acaso. O Brasil avançou bastante nessa área, e muito se deve, sim, ao ITA, que valoriza de modo obsessivo o mérito. Trata-se de uma instituição federal. Como tal, deveria, então, reservar 50% de suas vagas a alunos das escolas públicas, segundo a lei que Dilma quer sancionar, metade das quais para alunos que pertençam a famílias cuja renda per capita é de até 1,5 salário mínimo. Tanto esses 25% de vagas quanto os outros têm de ser preenchidos segundo a cor da pele do Estado em que a escola se encontra. O ITA fica em São José dos Campos, São Paulo. Segundo o Censo de 2010, o Estado tem 41.262.199 habitantes. Do total, 63,9% se autodeclaram brancos, 29% se dizem pardos e 5,5% se dizem negros. Durante a tramitação da lei, o Ministério da Defesa, ao qual o ITA (que é da Aeronáutica) é administrativamente ligado, deu um jeitinho de negociar o texto. Estarão sujeitas às cotas apenas as instituições de ensino “vinculadas ao Ministério da Educação”. Ocorre que o ITA, lamento, é vinculado, sim, ao MEC. Esse é ou não é o Ministério que dá fé aos diplomas lá expedidos? É agora? O ITA conta, sim, com alunos oriundos do ensino público: 30% estudaram em escolas estaduais, e 7,3%, em federais. Mas passaram no concorridíssimo vestibular da instituição — QUE TAMBÉM NÃO USA O ENEM PARA ADMITIR ALUNOS, A EXEMPLO DO QUE FAZEM AS UNIVERSIDADES FEDERAIS. Se faltasse alguma coisa para evidenciar a má-fé, a pilantragem intelectual e a demagogia da lei, já não falta mais nada. O próprio governo Dilma Rousseff, que quer instituir esse aloprado regime de cotas sociais e raciais nas universidades federais, na proporção estratosférica de 50% das vagas, ignorando até mesmo a nota do Enem (serão usadas as médias obtidas no segundo grau), está a dizer: “Ah, gente, no curso que consideramos realmente sério e importante, o do ITA, não vamos mexer; continuará com o seu vestibular de sempre. Afinal, engenharia aeronáutica é coisa muito complicada!” É inacreditável! Essa estupidez passou pela Câmara. Essa estupidez passou pelo Senado! Parlamentares hoje se borram de medo dos ditos “movimentos sociais” e mesmo de setores engajados da imprensa. Porque recebe alguns dos alunos mais preparados do País — e, infelizmente, há mais candidatos do que vagas —, o ITA pode ministrar um curso de alta performance. A coisa por lá é tensa no que respeita ao desempenho intelectual. E assim é nos centros tecnológicos mais avançados do mundo. Ao ITA, recebendo, por óbvio, alunos muitos menos preparados, restaria, caso aderisse ao modelo, uma de duas alternativas: a) rebaixar o seu padrão de exigência, o que significaria, por óbvio, queda da qualidade num tempo muito curto e migração das melhores cabeças, então, para cursos privados de alta performance — existem; b) manter o seu padrão de exigência e excluir, na prática, logo no primeiro ano, os menos preparados. A escola manteria a excelência, mas formaria menos engenheiros aeronáuticos. Escolha: formar o atual número de bons engenheiros, formar o mesmo número de engenheiros mais ou menos; formar menos engenheiros preparados. Qual a melhor alternativa, visto o mundo à luz daquela teoria da luta de classes, relida à luz dos Elevadores Atlas (andar de cima, andar de baixo…)? E tudo para atender a esse aloprado critério de “justiça social e racial”, que delegou às universidades públicas o papel de acabar com as desigualdades. Ainda que Dilma venha a sancionar aquela porcaria, o ITA deve ficar de fora, o que denuncia a desfaçatez da proposta. Por que há de valer para os demais cursos do País o que não vai valer para o ITA? Só porque, administrativamente, ele está subordinado à Defesa? É medo da farda? Dona Dilma Rousseff tem certeza de que 25% das vagas do curso de Medicina da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), um dos mais concorridos do País, devem ser ocupadas por estudantes oriundos do ensino público e de famílias com renda per capita de até 1,5 mínimo? Mas atenção: nesse grupo, 29% têm de ser pardos, e 5,5% negros. Na hipótese de haver mais gente do que vagas, aí se recorre à nota (não ao Enem, reitero!) que eles tiveram no ensino médio. Quem pegou a escola mais chulé, que exigia menos, sai na frente. É o milagre da seleção dos menos aptos.

Governanta, até quando o ITA e o IME continuarão a ser redutos da competência de direita? É preciso levar pra lá a incompetência generosa das esquerdas!

Do jornalista Reinaldo Azevedo - Ah, sim: também o IME (Instituto Militar de Engenharia), que pertence ao Exército, está fora do regime de cotas, segundo os mesmos critérios que vai excluir o ITA. A propósito, o IME também não recorre ao Enem e a outros facilitários, não, tá? Quem quiser se candidatar tem mesmo é de fazer vestibular. Os interessados devem clicar aqui. As inscrições foram abertas no dia 16 de julho e vão até 3 de setembro. A primeira fase será realizada no dia 15 de outubro. O IME chama a seleção de “Exame Intelectual”. Daqui a pouco, alguém no governo vai pedir para mudar o nome porque cheira a preconceito, né? As inscrições foram abertas na sexta e se estendem até o dia 15. As provas já estão com datas marcadas: 11/12 (física); 12/12 (português e inglês); 13/12 (matemática); 14/12 (química). O ITA informa que a nota final é definida mesmo pela média aritmética das várias provas. Nada daquelas charadas gregas do Enem. Uma parte é teste, a outra é dissertativa. O IME e o ITA, em suma, assumiram um estranho critério para selecionar seus alunos. São tão esquisitos, mas tão esquisitos, que, por lá, eles consideram que sabe quem sabe e não sabe quem não sabe!!! Na hora de escolher entre os que sabem, são ainda mais estranhos: ficam com os que sabem… mais!!! A nota de corte no ITA, no vestibular passado, numa escala de zero a 10, foi de 7,05! É muita injustiça çoçial, né, governanta? Pô, o ITA e o IME ficam formando engenheiros competentes em vez de produzir igualdade? Isso precisa acabar! Eles deveriam é formar prosélitos da justiça social, ainda que os aviões despencassem, as pontes caíssem, o país afundasse. O ITA e o IME não podem continuar a ser esses redutos de competência “de direita”, dona Dilma! É preciso levar pra lá a metafísica da incompetência de esquerda, mas com um graaande coração! Afinal, quem a matemática pensa que é para desafiar as boas intenções, governanta?

Servidores prometem intensificar greves para pressionar governo

Os movimentos de greve do funcionalismo público que se espalham pelo País já atingem em cheio setores-chave da economia, afetando do comércio exterior à arrecadação de impostos, passando pela emissão de passaportes e o trânsito de passageiros nos aeroportos. Depois dos repetidos recados da equipe econômica de que não será possível ceder aos pedidos dos grevistas, os servidores públicos federais decidiram enfrentar a presidente Dilma Rousseff e avisaram que vão radicalizar nos próximos dias, com manifestações ainda maiores. Preocupados com o prazo para o envio da proposta orçamentária ao Congresso Nacional (31 de agosto), os servidores vão montar acampamento na terça-feira em frente à Catedral de Brasília e, na quarta-feira, prometem parar a Esplanada dos Ministérios. Na segunda-feira, a agenda da presidente abre com uma reunião com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, sobre as greves. Só a paralisação dos funcionários do Ministério da Agricultura, que começou na segunda-feira, pode ter um impacto de US$ 10 bilhões por mês sobre as exportações, segundo dados elaborados pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Ação civil pede bloqueio dos bens do ministro petista Fernando Pimentel

A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público de Minas Gerais pediu a indisponibilidade dos bens do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), e do secretário municipal de Segurança Urbana e Patrimonial de Belo Horizonte, Genedempsey Bicalho Cruz, até o limite de R$ 481,3 mil, para o ressarcimento de suposto dano ao erário. O Ministério Público estadual ajuizou no dia 25 ação civil por atos de improbidade administrativa contra Pimentel e o secretário por ordenarem, em 2006, a compra de armas de fogo e munições para uso da Guarda Municipal. O atual ministro era na época prefeito de Belo Horizonte e Bicalho Cruz já ocupava o atual cargo.

Produtores rurais batem recorde na produção de grãos plantando em área que corresponde à metade das reservas indígenas, onde só se produz mistificação! Ou: 13% do território brasileiro para 0,26% da população

Do jornalista Reinaldo Azevedo - O Brasil é um oximoro. O Brasil é uma piada triste. Como vocês veem, cresce o número de pessoas que se declaram de outra etnia, mas que se consideram “indígenas”. Bem, na marcha em que vão as coisas, acima de tudo, é bom negócio ser índio. O que pode destruir uma reputação em Banânia, especialmente nas redações, é ser produtor rural! O sujeito logo ganha um sufixo “ista” e se torna, então, “ruralista”. Faculdades de jornalismo costumam ensinar tudo, menos o essencial. O “ista” é o adepto de um “ismo”. E o que é um “ismo”? Define uma tendência, uma corrente de pensamento, uma teoria, um sistema. Logo, um “ruralista” haveria de ser necessariamente alguém empenhado em, vamos dizer assim, ruralizar o mundo. Mas, é claro, não é empregado com esse sentido. O “ista” do ruralista é visto, na verdade, como o “ista” do egoísta – dedicado apenas aos próprios negócios – epa! Quase fiz poesia concretista… “Que foi, Rei? Fumou a erva do diabo?” Faço isso, não, e sou contra! Só Hollywood, e não me orgulho. É que certas coisas puxam a minha verve melancólica. Aí escolho o caminho do escárnio leve. Por que falei aqui dos “ruralistas”. Ontem, o governo divulgou a safra de grãos prevista para 2012. Bateremos um novo recorde histórico: 165,92 milhões de toneladas. Isso tudo foi produzido em apenas 58,81 milhões de hectares. “O que isso tem a ver com os índios?” Já chego lá. A área destinada à agricultura no País é estimada em 59.846.619 hectares (dados do IBGE). A área destinada só a grãos perdeu espaço. Ainda assim, houve recorde de produção. Quando dona Marina Silva, com seus xales telúricos e sua voz de beata do apocalipse, quer reduzir ainda mais a área plantada no País, recomendando aos agricultores que “produzam mais” em área menor, o que dizer? Isso já está em curso. E não é só esse número que evidencia a minha afirmação. Atenção! Os EUA, que têm uma das agriculturas mais produtivas do mundo, colhem 2,922 toneladas de soja por hectare. O Brasil, 3,106 toneladas. Dona Marina Silva e seus fiéis sabem como gastar o dinheiro produzido pelas commodities agrícolas. Ela não tem aula a dar nessa área, como se vê. “E os índios, Reinaldo? Volte ao tema, rapaz!” Volto. O Brasil tem um total de 851 milhões de hectares. O País produz 165,92 milhões de toneladas grãos em apenas 58,81 milhões de hectares. Vale dizer: alimentamos o país e uma boa parcela do planeta dedicando à agricultura apenas 6,9% do nosso território. Só para que a informação fique completa: pouco mais de 158,7 milhões de hectares estão dedicados às pastagens. Pois bem, queridos. Vamos pegar todos aqueles que “se consideram” indígenas: são 896.917 pessoas – 0,47% da população. Vivem efetivamente nas áreas indígenas apenas 57% desse total: 511.242 – ou 0,26% dos brasileiros. Bingo! Não obstante, as reservas indígenas somam 106,7 milhões de hectares (e o número pode ser maior; já digo por quê). Entenderam? Sintetizo: – em 58,81 milhões de hectares, produzem-se 165,92 milhões de toneladas de grãos para alimentar brancos, pardos, pretos, índios, chineses, japoneses, alemãs, indianos, iranianos… – em 106,7 milhões de reservas indígenas – o dobro da área dedicada à agricultura (13% do País), não se produz um pé de feijão. Nota à margem: o número que eu tinha sobre reservas indígenas era ligeiramente maior. Falei com a jornalista Cecília Ritto, e a dúvida foi dirimida. O IBGE considerou terras indígenas aquelas já consolidadas, plenamente legalizadas. Caso se levem em conta algumas áreas ainda em litígio ou não plenamente legalizadas, o total pode saltar para 108.629.852 hectares – 12,7% do território para 0,26% dos brasileiros! Reinaldo exagera! Enviaram-me há pouco uma coisa interessante. Soninha, candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, participou de um chat (não entendi direito qual é a página), e alguém perguntou o que ela pensa a meu respeito. Já trocamos algumas farpas no passado. Ela foi até generosa comigo; disse que sou “inteligentíssimo”, mas observou: “às vezes tem razão, mas pega mto pesado e perde a razão”. Como se vê, não é exatamente um elogio. Mesmo assim, a rede petralha caiu em cima dela no Twitter. Afinal, ela não me agrediu, não quis comer meu fígado – e os canibais precisam de sangue. Muito bem! Pego pesado? Quando? Em quê? Por quê? Isso é um mito, Soninha, inventado por quem me detesta, a que você, infelizmente, dá curso. Pego pesado porque chamo as coisas pelo nome? Não xingo ninguém, não difamo, não calunio. Bato em ideias. Também não flerto com aquilo que repudio só para ser decoroso. Vamos ao caso dos índios. Minto quando digo que 0,26% dos brasileiros ocupam quase 13% do território para não produzir uma mandioca, enquanto 165,92 milhões de toneladas são produzidas em metade do território destinado às reservas? “Ah, mas são coisas diferentes.” Ora, claro que são! O “reservismo” indígena está em expansão, não é? E a área plantada está em processo de redução. As mistificações da Funai e da Pastoral do Índio – ou algo assim (composta de Anchietas às avessas; já explico o que quero dizer) – são compradas bovinamente pela imprensa, com raras exceções; já os produtores rurais – aqueles “istas” – têm de provar todos os dias que não são bandidos. Os “bacanas” do ecologismo e do indianismo querem que se produza cada vez menos em áreas cada vez maiores; os agricultores brasileiros estão produzindo cada vez mais em áreas cada vez menores. Os aloprados no Brasil foram de tal modo longe na loucura, que o Ipea (sim, o Ipea!), sob o comando de Márcio Pochmann (que agora é candidato do PT à Prefeitura de Campinas), fez um estudo demonstrando que seria preciso reduzir ainda mais a área destinada à agropecuária para preservar o meio ambiente, entenderam? Escrevi um post a respeito em 9 de junho do ano passado. Claro! Os valentes trabalharam com números errados do Incra, segundo os quais há 571,7 milhões de hectares de imóveis rurais. Huuummm… “Imóvel rural” é conceito cartorial. A agropecuária brasileira ocupa, de verdade, 231.461.765 hectares – pouco mais de 27% do país. Atenção! 98.479.628 hectares são dados como propriedade rural, mas se trata de reservas obrigatórias dentro das propriedades. Não se pode produzir nada ali. Escrevo este texto para que vocês percebam o despropósito em que ecologistas, indianistas e miolo-molistas de maneira geral querem nos enredar. A agropecuária brasileira salva o Brasil do desastre há muitos anos, em especial durante o mandarinato petista e seus agregados esquerdopatas e ecopatas. Acabar com as reservas? Será que eu quero acabar com as reservas? Não! Eu quero é que cesse a estupidez! As fraudes antropológicas na demarcação de terras indígenas são frequentes. Cometeu-se o crime de expulsar de Raposa Serra do Sol os agricultores não índios, que ocupavam apenas 0,7% da área e produziam toneladas de arroz. Resultado: aumento brutal da pobreza! Para quê? Para satisfazer as vontades da Fundação Ford e dos padres indigenistas, os Anchietas às avessas. O original buscava catequizar os índios; os de agora aderem à “teologia” indígeno-ongueira. Essa política estúpida tem de mudar. Não é possível que se reservem 13% do território nacional para pouco mais de 500 mil pessoas que, não obstante, não conseguem cuidar do próprio sustento, tendo de viver do auxílio estatal. Só para comparar: a cidade de São Paulo ocupa 1,9% do Brasil (quase um sétimo das reservas indígenas) e abriga 12 milhões de pessoas (23 vezes mais gente). “Não seja idiota, Reinaldo! Índio caça, pesca, corre pelas matas…” É mesmo, é? Errado! Com raras exceções, índio vive de cesta básica e depende da grana estatal – quando não negocia a exploração da terra com garimpeiros e madeireiros ilegais. Como sempre, não adianta me xingar. Os descontentes tentem provar que os números estão errados. PS – Ah, sim: o recorde de safra do Brasil mereceu pouco destaque na imprensa. Mais uma vez, preferiram satanizar os “ruralistas”, que estariam querendo acabar com os rios temporários… Gente má!!!

Dilma aprendeu com Collares o melhor modo de manter politicamente acesa uma greve no serviço público

Uma das maiores mágoas do ex-deputado estadual gaúcho Carlos Araújo, ex-marido de Dilma Roussef, foi o o comportamento do ex-prefeito Alceu Collares na greve dos lixeiros de 1989, em Porto Alegre. É que o então prefeito jogou combustível na greve, prejudicando a campanha eleitoral do seu próprio candidato do PDT, no caso Carlos Araújo. A coordenadora da campanha dos trabalhistas era a atual presidente Dilma Rousseff, que ainda atendia pelo nome de Dilma Linhares. Na época, o secretário da Fazenda de Porto Alegre era o jornalista Políbio Braga, que costurou várias vezes um acordo com os lixeiros, mas sempre resultou desautorizado por Collares, que queria ver o circo pegar fogo. Naturalmente, Carlos Araújo perdeu a eleição para Olívio Dutra, que inaugurou a dinastia de 16 anos do petismo na prefeitura da capital gaúcha. Foram governos que atrasaram o desenvolvimento de Porto Alegre por no mínimo duas gerações, e que condenaram a educação pública na capital gaúcha, hoje com um dos piores índices nacionais. Carlos Araújo marcou o episódio, e deu o troco durante a administração de Alceu Collares no Estado do Rio Grande do Sul. Quando foi procurado na Assembléia Legislativa pela pernambucana Renilda Silva, ele disse que nada podia fazer diante das denúncias que ela narrava. Mas indicou que Renilda procurasse a advogada Marta Teresinha Ferme. A advogada já tinha defendido a família do músico Diógenes, violentado incontáveis vezes no Presídio Central de Porto Alegre, sob incentivo dos agentes penitenciários, e depois suicidado no Instituto Psiquiátrico Forense. O depoimento de Renilda da Silva para o Movimento de Justiça e Direitos Humanos, revelado em entrevista coletiva na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, resultou em uma CPI constituída em 24 horas. O governo de Alceu Collares foi "destruído". E junto se foram as suas pretensões de concorrer ao Senado Federal, e de sua mulher se eleger deputada estadual.

Greve chapa branca é jogo de cena entre CUT, PT e governo Dilma

É apenas um jogo de cena o enfrentamento que opõe a CUT e o governo Dilma Rousseff no caso das greves de 26 categorias de servidores públicos, que se agudizaram dramaticamente nos últimos sete dias, paralisando 350 mil funcionários em todo o País. A greve, surpreendentemente muito bem sucedida, já afetou exportações, importações, vigilância sanitária, expedição de passaportes e transportes rodoviários, aéreos e marítimos, o que já produziu desabastecimento em vários Estados. A presidente pediu a ajuda do ex-presidente Lula, a quem teria incumbido de acalmar os ânimos do movimento. O jogo de cena tem tudo a ver com o julgamento do Mensalão do PT e visa apenas desviar do Supremo Tribunal Federal a atenção da opinião pública. O PT já tinha dito que faria isto. CUT e governo Dilma não passam de aparelhos do PT. São uma espécie de Santíssima Trindade.

Governo Dilma acuado pelo seu braço sindical

A greve dos servidores federais que travou as estradas do País, prejudicou o movimento nos portos e gerou caos nos aeroportos durante os últimos dias expôs um embate entre o governo Dilma Rousseff e um segmento do seu partido disposto a fazer o Brasil refém dos seus interesses. Embora uma categoria como a dos profissionais da educação tenha de fato salários defasados, a crise que assola o Executivo é uma descabida tentativa de extorsão, comandada por uma classe que passou quase uma década acostumada a ser tratada com privilégios pelo governo Lula. O viés político da crise se evidencia na própria ofensiva da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que tem laço umbilical com o PT, contra ministros de Dilma, como Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), vaiado por integrantes da central. Uma fatia significativa (sindicatos das agências reguladoras e a confederação dos trabalhadores de serviços públicos federais) dos 350.000 servidores que cruzaram os braços por reajustes salariais é ligada à CUT, que nos Anos Lula tinha dirigentes ocupando cadeiras no primeiro escalão do governo. Em parte, a pressão é resultado de uma mudança na condução das negociações (até agora) pela atual gestão. Os cálculos do Ministério do Planejamento mostram que o pacote de reivindicações é inexequível. Para atender a todas as concessões, o governo teria de desembolsar 92 bilhões de reais. Um gasto dessa magnitude teria impacto direto na política de investimentos e de incentivo para a recuperação do setor produtivo. Mais: paralisações dessa proporção afetam diretamente o cotidiano da população que paga seus impostos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por exemplo, teve de recorrer à Justiça para que 70% dos seus servidores trabalhassem. Caso contrário, haveria problema nos estoques de medicamentos. O resultado das chamadas operações-padrão e operação tartaruga é desastroso. Nos portos, há lentidão para navios atracarem, o que gera problemas de abastecimento no País. O cenário é o mesmo nas estradas, com filas de caminhões carregados estacionados. Nos aeroportos, há atrasos nos vôos. A greve também atinge universidades federais e postos da Polícia Federal, que emitem passaportes, por exemplo. De acordo com os sindicatos, cerca de 30 categorias aderiram à greve. Se o governo não jogar duro, o número tende a crescer. Cabe ao Executivo recorrer à Justiça para assegurar o atendimento à população e romper com a cultura estabelecida na última década de permitir que o País fique refém do sindicalismo petista, que já aparelhou a máquina pública, e agora a paralisa para atender unicamente ao seu interesse.

Servidores bloqueiam a entrada da reitoria da UFRJ

Os técnicos-administrativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) invadiram a reitoria na sexta-feira e impediram a entrada de funcionários. O protesto é mais um de uma série que tenta chamar a atenção para as reivindicações da categoria. Pela manhã, cerca de 150 servidores fizeram carreata na Avenida Brigadeiro Trompowsky até o acesso à Ponte do Saber, que leva à Ilha do Fundão, onde fica o campus universitário. Com o bloqueio da via no sentido Linha Amarela, a região ficou engarrafada. Policiais do 17º BPM (da Ilha do Governador) tiveram de acompanhar o ato e tentar contornar os transtornos do trânsito. Os manifestantes queimaram pneus para impedir a entrada das pessoas na UFRJ. Bombeiros foram acionados. O motivo do protesto foi para mostrar que os servidores são contrários à proposta governamental do reajuste de 15%, escalonado em três anos. Depois da carreata, por volta das 8 horas, os servidores bloquearam a entrada da reitoria e ficaram na porta. Nos vidros, colaram plásticos pretos e penduraram faixas.

Petista José Eduardo Cardozo diz que não há acordo, mas governo quer conversar com grevistas do setor público

O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, confirmou que se reuniu na quinta-feira com representantes da Polícia Federal, em Brasília. Embora não tenha chegado a um acordo com a categoria, acenou com uma nova proposta de reajuste para os próximos dias, quando sindicato e governo voltam a negociar. "Ainda não houve acordo”, afirmou o ministro. “O que houve foi uma conversa, um diálogo, uma sinalização de que o governo está disposto a conversar". "As conversas foram no sentido de apaziguar as lideranças da greve da Polícia Federal", disse ele. Na sexta-feira, a Polícia Federal interrompeu a operação-padrão que congestionou aeroportos, mas ainda segue em estado de greve. A categoria reivindica reajuste salarial, reestruturação de carreira e contratação com vistas à Copa do Mundo de 2014. O governo tem até o fim do mês para firmar um acordo com os grevistas, quando acaba o prazo para incluir novos aumentos salariais na proposta de previsão orçamentária para 2013.

Governo adia para dezembro decisão sobre os aviões caças

Em junho, o governo brasileiro enviou uma carta aos três concorrentes (Dassault, Boeing e Saab) da licitação do projeto FX, que prevê a compra de 36 caças para equipar a Força Aérea Brasileira (FAB), pedindo a extensão do prazo de suas propostas até dezembro. Em entrevista ao jornal The Wall Street Journal, o ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que o procedimento é padrão para o governo, e que as propostas devem ser renovadas a cada seis meses, enquanto a decisão final não tiver sido tomada. “O projeto não está sendo abandonado. Haverá uma decisão no tempo certo. Mas, hoje, eu prefiro não apontar uma data”, afirmou o ministro. Segundo Amorim, o governo não está conversando com nenhuma das empresas, em especial, atualmente. A decisão sobre os caças segue na mesa da presidente da República, mas vem sendo preterida desde que a desaceleração econômica tornou-se o centro das atenções do governo. Não só falta tempo para definições sobre a pasta da Defesa, como também a situação fiscal do país não é das mais folgadas. A queda da arrecadação tem, inclusive, se tornado um obstáculo para o Palácio do Planalto executar todas as ações de estímulo econômico que planeja.

Curiosity envia imagem panorâmica em cores de Marte

O jipe-robô da Nasa, Curiosity, enviou uma primeira imagem panorâmica em cores de Marte. O robô está no planeta vermelho desde a última segunda-feira, em uma missão em busca de evidências de vida. As imagens foram captadas pela Mastcam e recebidas no laboratório da Nasa em Pasadena, Califórnia. São 130 miniaturas em baixa resolução que fornecem aos cientistas e engenheiros da Nasa informações sobre o horizonte da cratera Gale, onde está o Curiosity. As imagens apresentadas neste panorama foram clareadas porque Marte é mais escuro que a Terra. O planeta vermelho recebe só metade da luz que nós recebemos do Sol. Agora, os cientistas vão analisar as várias manchas cinza que aparecem em primeiro plano na panorâmica. Estas áreas mostram os efeitos dos motores propulsores do foguete, usados para amenizar o impacto da descida do Curiosity. Segundo a Nasa, as imagens em cores também revelam tons adicionais de marrom avermelhado em torno das dunas, provavelmente indicando diferentes texturas ou materiais. A câmera tem potencial de enviar imagens até oito vezes mais nítidas que essas, segundo Mike Malin, pesquisador da Nasa envolvido nos projetos das câmeras espaciais. “É importante entender o contexto geológico em torno de Curiosity”, disse Dawn Sumner, da Universidade da Califórnia, membro da equipa científica do Curiosity: “Com isso podemos escolher a melhor rota para o Monte Sharp, permitindo observações científicas importantes ao longo do caminho". O projeto de mapeamento de Marte dividiu a área da cratera Gale em 151 pátios de 2,6 quilômetros quadrados cada. Curiosity está no quadrilátero chamado Yellowknife. Uma descoberta recente publicada no periódico científico Lithosphere por cientistas da Ucla (Universidade da Califórnia) poderá ajudar nas missões em Marte. De acordo com o artigo, pela primeira vez foram detectadas evidências de placas tectônicas em Marte. Até então, os cientistas acreditavam que essa formação só ocorria na Terra. Os pesquisadores da Ucla usaram dados de duas sondas da Nasa: a Themis e a Hirise, em órbita ao redor de Marte. Foram analisadas 100 imagens de satélite e aproximadamente 10% delas apresentavam indícios de placas tectônicas. A superfície de Marte contém os maiores e mais profundos cânions do nosso Sistema Solar, chamados de Valles Marineris.

Ministério Público pede explicações sobre obras do entorno da Arena

O Ministério Publico do Estado do Rio Grande do Sul pediu esclarecimentos sobre as obras do entorno da Arena do Grêmio à OAS Empreendimentos e à prefeitura de Porto Alegre, em audiência realizada na quinta-feira. Esses trabalhos são chamados de medidas mitigadoras. O objetivo é o de reduzir o impacto ambiental e urbanístico da construção. O juiz Eugênio Couto Terra fez o pedido às partes e também determinou que seja verificado se as obras do entorno estão previstas no custo total da construção. O município de Porto Alegre terá que apresentar um Termo de Compromisso, assinado junto com a OAS, esclarecendo quais são as obras do entorno da Arena. Em maio, a Promotoria do Meio Ambiente de Porto Alegre ajuizou uma ação cautelar pedindo uma perícia judicial sobre a metodologia e os dados informados no Estudo de Impacto Ambiental da obra da Arena do Grêmio. O Ministério Público pretende seguir investigando o cálculo do custo total da obra, além de questionar os dados sobre o impacto ambiental de todo o Complexo Multiuso da Arena.

Projeto de expansão da Panvel terá recursos do Badesul

O projeto de expansão do grupo Dimed-Panvel foi apresentado ao governo do Rio Grande do Sul na sexta-feira, no Palácio Piratini. A empresa irá construir um novo Centro de Distribuição e sede administrativa às margens da BR-290, em Eldorado do Sul. A obra, avaliada em R$ 60 milhões, deve iniciar neste mês e tem conclusão previsa para dezembro de 2013. O Badesul, financiará R$ 35 milhões do projeto. A assinatura do convênio com o banco foi assinado na sexta-feira. O Centro de Distribuição terá área de 50 mil metros quadrados e vai gerar 700 novos postos de trabalho. O Plano de Expansão do Grupo Dimed-Panvel, de acordo com o presidente Julio Ricardo Mottin, prevê o investimento de R$ 220 milhões nos próximos cinco anos. "A primeira fase será a implantação do Centro de Distribuição e da nova matriz administrativa, em Eldorado do Sul, onde serão investidos R$ 60 milhões, sendo R$ 35 milhões financiados pelo Badesul e o restante com recursos próprios. Os outros R$ 160 milhões serão utilizados na abertura de novas lojas", informou Mottin. Segundo ele, a previsão de faturamento é de R$ 1,7 bilhão para 2012. Somente em ICMS foram pagos R$ 128 milhões no Rio Grande do Sul em 2011.

Israel tenta barrar fluxo de imigrantes africanos

O governo de Israel continua enviando soldados para a fronteira do Egito na tentativa de impedir a imigração ilegal de africanos para o país. Estima-se que 60 mil imigrantes, oriundos principalmente do Sudão, Sudão do Sul e da Eritréia, já tenham cruzado a fronteira de Israel em busca de trabalho. Para o governo, o único objetivo dos africanos é conseguir um emprego no país. Segundo os grupos de defesa dos direitos humanos, o número de imigrantes que cruzam a fronteira tem caído. Em julho, segundo o governo, 248 imigrantes cruzaram a fronteira. Os números divulgados pela imprensa egípcia são bem diferentes, os jornais do país falam em 514 pessoas capturadas.

Ministro diz que é legítimo exigir reposição salarial

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse na sexta-feira considerar legítimo o direito do trabalhador de exigir reposição de seu poder aquisitivo e que é natural que greves aconteçam quando o Estado "não observa esse direito". "Vamos ter uma época de paralisação do serviço público. Por culpa de quem? Por culpa do Estado que tripudia com o servidor", disse o ministro, após participar do 5º Congresso Brasileiro de Sociedades de Advogados, em São Paulo. Mello lembrou que ele mesmo está sem reajuste salarial há seis anos. "O que eu ganho hoje não compra o que se comprava há seis anos atrás", reclamou. Em uma referência direta às paralisações dos servidores federais, o ministro criticou o Estado por não fazer essa reposição salarial garantida em lei. "O Estado não consegue a reposição do poder aquisitivo, aí os segmentos começam a fazer barulho", afirmou.

Cabo eleitoral do PT promete voto a Russomanno

Uma cena curiosa marcou a agenda pública da sexta-feira do candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, em visita que fez ao Mercado Municipal. Um cabo eleitoral do PT, que fazia panfletagem para Fernando Haddad na região, prometeu votar no ex-deputado. Deixando as bandeiras e os santinhos do petista de lado, a senhora chegou a tirar fotos com aquele que afirmou ser seu verdadeiro candidato nas eleições deste ano. Ao lado de mais dois cabos, ela foi a única que não hesitou em revelar seu voto. Uma outra mulher, que também fazia propaganda para Haddad, disse que ainda não tinha decidido em quem votar. Segundo afirmaram, a campanha paga um salário mínimo mensal, mais um vale refeição para que trabalhem, de segunda a sexta-feira, na promoção de Haddad.

Marco Aurélio Mello afirma, depois que STF decide, não há a quem recorrer

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, concordou na sexta-feira com a tese do advogado Márcio Thomaz Bastos de que o julgamento do Mensalão do PT nessa Corte é uma "bala de prata", onde os réus não terão a chance de recurso. Marco Aurélio, que não compareceu na sexta-feira à sessão do julgamento do Mensalão do PT para participar do 5º Congresso Brasileiro de Sociedades de Advogados, em São Paulo, lembrou que só três dos 38 réus da Ação Penal 470 teriam direito a foro privilegiado. Em sua opinião, o processo poderia ser julgado em primeira instância. "É um julgamento de bala de prata. Depois que o Supremo decide, não há a quem recorrer", disse o ministro aos jornalistas. "Não temos um Supremo de semideuses. Temos homens e mulheres que não podem errar", comentou o ministro durante a palestra. Mello disse que fez questão de participar do evento, mesmo faltando ao julgamento em Brasília, porque já tinha um compromisso assumido com os organizadores do congresso.

Privatização de rodovias e ferrovias no governo Dilma terá novo modelo

A presidente Dilma Rousseff deve anunciar na quarta-feira um pacote de privatizações de rodovias e ferrovias com um novo modelo de leilão, cuja a arrecadação com outorgas não irá mais engordar o caixa do Tesouro Nacional, mas será investido no próprio projeto. As privatizações rodoviárias e ferroviárias fazem parte de um pacote mais amplo estudado há mais de um mês pelo governo para incentivar a economia e reduzir o chamado custo Brasil, que mede o conjunto de dificuldades que tira a competitividade do país. As rodovias e ferrovias a serem privatizadas obedecem à lógica de "atender à produção", disse uma das fontes do governo. Por isso, a maioria dos projetos a serem privatizados está nas regiões Centro-Oeste e Nordeste e em Minas Gerais. Entre eles há uma ligação rodoviária entre Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES) e uma ferrovia entre Campo Limpo (SP) e Santos (SP). O objetivo do governo com esse novo modelo é atrair investidores e não arrecadar recursos com os ativos que serão privatizados por meio de concessão. Assim, os valores da outorga serão aplicados na obra. Essa é a primeira rodada de anúncios de concessões que a presidente fará neste mês. Nas próximas semanas, novas privatizações de portos e aeroportos também devem ser divulgadas. Nesses casos, o governo também deve fazer mudanças nos marcos regulatórios e nas regras de concessão. Sobre os aeroportos, por exemplo, o governo pretende elevar as exigências para atrair investidores de maior porte para operar os terminais brasileiros. O governo também analisa há meses a provável renovação dos contratos de energia elétrica que vencem em 2015. A presidente Dilma aceita renovar essas concessões desde que o preço da energia caia substancialmente.

Emissão por desmatamento na Amazônia cai 57%

A queda no desmatamento da Amazônia de 2004 até 2011 permitiu uma redução de 57% nas emissões de gases estufa brasileiras provenientes da região. O dado foi anunciado na sexta-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com base em um novo sistema de análise das emissões, o Inpe-Em. O modelo, que começou a ser desenvolvido há três anos, oferece um detalhamento maior da situação por região e também ao longo do tempo. Ele combina informações de satélite do sistema Prodes do Inpe, que oferece anualmente as taxas de desmatamento, com mapas do total de biomassa que tem na região. A diferença em relação ao modelo tradicional é que esse trabalha com um cálculo simples: taxa de desmatamento versus biomassa média versus porcentagem de carbono da biomassa. "O novo sistema não só considera que as regiões são muito heterogêneas como o fato de que todo o carbono presente naquela biomassa não é emitido no instante do desmatamento. Parte é queimada, parte fica ainda um tempo no solo, na raiz, na madeira que foi retirada. A inovação foi incorporar esse processo ao arcabouço espacial", explica Ana Paula Aguiar, pesquisadora do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, coordenadora do projeto. Isso significa que as emissões continuam ocorrendo mesmo depois de ocorrido o desmate. Se fosse feito somente o cálculo simples, por exemplo, a redução de emissões teria sido de quase 74%, em vez dos 57% indicados no novo trabalho. A metodologia foi publicada recentemente na revista Global Change Biology. O trabalho também conseguiu provar uma suspeita que já existia sobre o avanço do desmatamento - ele está seguindo na Amazônia em direção a áreas com maior biomassa. Isso significa que uma mesma quantidade de desmatamento no cenário atual acaba emitindo mais gás carbônico do que emitia anos atrás. "Tanto que é por isso que o desmatamento caiu numa taxa maior do que o caíram as emissões", afirma o pesquisador Jean Ometto, co-autor do trabalho.

Técnico-administrativos apresentam contra proposta de até 25% a governo

A proposta de reajuste do governo para os técnicos administrativos de universidades federais foi recusada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) e pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), em reunião com o Ministério do Planejamento, na tarde de sexta-feira. "O reajuste proposto pelo Planejamento estava muito aquém das expectativas da categoria", diz William Carvalho, um dos dirigentes do Sinasefe. Para Carvalho, o índice sugerido pelo governo sequer garantiria a manutenção do poder aquisitivo. Dentre as contrapropostas apresentadas pelos representantes dos servidores estava a de um reajuste de 15% em 2013 e a possibilidade de negociação de outros aumentos nos anos seguintes ou um reajuste de 25% fracionado até 2015 para repor a inflação no período. "Precisamos não só de reajustes salariais, mas também de mudanças da carreira, que hoje apresenta uma série de falhas", diz Paulo Henrique dos Santos, coordenador geral do Sinasefe. "Um profissional de informática que há 10 anos tinha um cargo equiparado ao um de assistente administrativo, não pode hoje, com todo avanço da tecnologia, continuar recebendo o mesmo", comenta.

Advogados citam Lula em defesa de réus do Mensalão do PT no STF

As defesas do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP), ex-presidente do extinto PL, do ex-tesoureiro Jacinto Lamas e de seu irmão, Antonio Lamas, citaram na sexta-feira o ex-presidente Lula ao pedir a absolvição de seus clientes ao Supremo Tribunal Federal. A defesa também criticou o Ministério Público por não ter investigado o ex-presidente. Poupado das investigações do Mensalão do PT, Lula disse que não sabia de nada. Advogado de Costa Neto, Marcelo Luiz Ávila de Bessa afirmou que o deputado não pode ser condenado já que recebeu os recursos como presidente do PL e por causa de um acordo político firmado na eleição de 2002 para a montagem da chapa de Lula e José Alencar. Ele citou uma reunião realizada na época da qual teriam participado Lula, José Alencar, Costa Neto, Delúbio Soares e representantes do PT. O advogado lembrou que na ocasião estava em vigor a regra da verticalização das alianças, que impunha aos partidos o dever de seguir nos Estados as coligações feitas em nível nacional. Por causa desse engessamento, o PL precisava ajudar os candidatos. "Pode ter ocorrido Mensalão ou não, mas em relação ao PL não ocorreu", disse o advogado. Bessa afirmou que o PL fazia parte do governo e, portanto, votava a favor de projetos do Executivo. Ele citou também a absolvição do ex-presidente Fernando Collor de Mello pelo STF em 1994 ao pedir que o tribunal não condene o deputado, que é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha por meio do suposto recebimento de R$ 8,8 milhões do esquema. Segundo Bessa, durante o julgamento de Collor o STF fixou o entendimento de que para condenar uma pessoa por corrupção é necessário que fique demonstrado um ato de ofício do acusado.

STJ garante trabalho de 100% dos fiscais agropecuários

O governo obteve uma liminar do Superior Tribunal de Justiça que garante o trabalho de 100% dos fiscais agropecuários. A multa diária por descumprimento é de R$ 100 mil. A decisão abrange os servidores alocados na fiscalização e controle de abates de animais, além da vigilância dos produtos agropecuários exportados, verificação de requisitos fitossanitários para importação, exportação e trânsito interestadual de vegetais. Em outro nível, a liminar do STJ, pedida pela Advocacia-Geral da União, determina a permanência de 70% dos fiscais vinculados aos Departamentos e Coordenações da Secretaria de Defesa Agropecuária no Distrito Federal e nos Estados. Nas secretarias de Desenvolvimento Rural e Corporativismo e na de Relações Internacionais, o efetivo deverá ser de 30%. Com o posicionamento, ficam garantidas fiscalizações em frigoríficos, portos, aeroportos e na manipulação de alimentos de origem vegetal e animal que dizem respeito à saúde e segurança alimentar.

Pai de secretária de Justiça do Ceará é condenado a prisão

O pai da secretária cearense de Justiça, Mariana Lobo, o ex-prefeito de Itatira, Francisco Afonso Machado Botelho, foi condenado na sexta-feira a cinco anos e nove meses de prisão. A condenação, que proíbe ainda o ex-prefeito de exercer cargos ou funções públicas por cinco anos é da Justiça Federal, em denúncia feita pelo Ministério Público Federal. A Justiça Federal condenou Botelho por desvio de R$ 100 mil que eram destinados à recuperação de centros de referência para crianças e adolescentes e para a compra de material e gêneros alimentícios destinados ao atendimento de 600 meninos e meninas de Itatira, a 150 quilômetros de Fortaleza. Os R$ 100 mil foram oriundos do Ministério da Previdência e Assistência Social, e foram repassados à prefeitura através de convênio em 1998. O ex-prefeito não conseguiu comprovar o destino dado ao dinheiro sacado ainda em 1998. A condenação foi assinada pelo juiz federal Marcos Mairton da Silva, titular da 23ª Vara, em Quixadá, onde tramita o processo. Para o juiz ficou patente a intenção deliberada do acusado de desviar os bens ou renda públicas.

Advogado de Jacinto Lamas diz que cliente não sabia do Mensalão do PT

O advogado Délio Lins e Silva Júnior usou para o seu cliente, o ex-tesoureiro do PL, Jacinto Lamas, a mesma justificativa dada pelo ex-presidente Lula para se desvincular do Mensalão do PT. Para a defesa, se é possível acreditar que Lula "não sabia", o mesmo deve ser aplicado a Jacinto. O argumento foi apresentado no julgamento do Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal. "Existe uma pessoa que disse que o presidente sabia de tudo: o ex-deputado Roberto Jefferson. Por que é tão fácil acreditar no presidente Lula, mesmo com depoimento dizendo que ele sabia, e tão difícil acreditar em Jacinto Lamas de que ele não sabia e não tendo depoimento em contrário?", disse Décio Lins e Silva Júnior. O advogado citou a expressão usada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de que o esquema acontecia "entre as quatro paredes do Palácio do Planalto" para questionar a falta de critério do Ministério Público. "Quero falar sobre o presidente Lula. Não estou a dizer que deveria figurar nessa denúncia. Ele não sabia de nada sobre esse suposto esquema do mensalão. O que questiono é a ausência de critério do Ministério Público. Se entre as quatro paredes do Planalto, segundo o procurador-geral, eram feitas as tratativas, quem seria o maior beneficiário? O chefe da nação, o presidente Lula". O advogado afirmou que mesmo que o esquema tenha existido, seu cliente não participou. Disse que Jacinto apenas agia como mensageiro de Valdemar da Costa Neto, então presidente do partido. Hoje, o deputado é secretário-geral do PR, partido que sucedeu o PL. "Quem mandava e desmandava naquele partido, como manda e desmanda até hoje, era o deputado Valdemar da Costa Neto, desde a compra de uma caneta e um café até reuniões políticas e direcionamento de votações num sentido ou outro. Jacinto era um zero à esquerda em termos políticos. Valdemar mandava também nas finanças, o papel de tesouraria do Jacinto era figurativo", disse o defensor.