segunda-feira, 4 de junho de 2012

CCX, de Eike Batista, inicia processo para construção de porto na Colômbia

A CCX, empresa de mineração de carvão do grupo EBX, de Eike Batista, publicou nesta seguna-feira um aviso de intenção em jornais colombianos para informar à opinião pública do país que pretende requerer concessão para construir um porto privado no departamento de La Guajira. O anúncio é uma das etapas requeridas pela legislação colombiana para o pedido de concessão. De acordo com as leis do país, em 45 dias a companhia poderá entrar com o pedido oficial junto à Agência Nacional de Infraestrutura da Colômbia. Segundo informou a CCX, o Porto Carbonífero, como será batizado, será um posto privado com concessão por um período de 30 anos. O empreendimento faz parte do projeto da CCX para a região, que inclui a exploração da mina de carvão e a construção de uma ferrovia, além do terminal portuário.

BRDE anuncia financiamento de R$ 595 mil para construção da Vinícola Campos de Cima

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) confirmou financiamento de R$ 595 mil para implantação da Vinícola Campos de Cima, em Itaqui, na Fronteira Oeste. O projeto prevê a construção de um prédio industrial com área construída de 570 metros quadrados e da aquisição de oito tanques fermentadores, um tanque isométrico e um refrigerador de líquidos. A principal atividade da Vinícola Campos de Cima é a produção de uvas. O processo de produção de vinhos, até a conclusão da construção do prédio, é terceirizado e enviado para Embrapa Bento Gonçalves e outras vinícolas parceiras. A vinícola está sendo construída na BR-472, no trevo de acesso a Itaqui, no 1º Distrito, para processar a uva produzida nos 15 hectares de vinhedos da empresa em Maçambará.

Governo petista gaúcho privatiza programação da TVE

O governo petista do Rio Grande do Sul vai financiar a produção de minisséries, documentários e videoclipes para exibição na TVE/RS, em uma iniciativa para privatizar a programação da emissora pública gaúcha. Está com inscrições abertas um edital de financiamento que investirá R$ 1,26 milhão provenientes do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) em produções audiovisuais de produtoras locais. Os projetos serão escolhidos em um concurso. Alguém tem alguma dúvida sobre quem serão os vencedores? Além do edital para projetos audiovisuais, ainda estão com inscrições abertas outros três editais de financiamento direto para projetos culturais. Um deles para projetos de fortalecimento de espaços culturais, com inscrições até 28 de junho. O segundo, voltado basicamente para projetos de espaços culturais do Interior, vai até 12 de julho, e o terceiro, para projetos relacionados a feiras do livro, encerra inscrições dia 19 de julho. O edital do audiovisual é o primeiro voltado para uma área de produção cultural específica.

Navios paraguaios abandonados no Cais Mauá já estão sendo desmontados em Porto Alegre

Ferrugens espalhadas em mais de três dezenas de tonéis e peças gigantescas acomodadas no chão do armazém C-6 do Cais Mauá, em Porto Alegre, são sinais de que logo a visão do porto da capital gaúcha ficará livre a imagem dos navios sucatas paraguaios atracados no local há anos. Os navios cargueiros paraguaios General Bernardino Caballero e o Mariscal José Felix Estigarribia foram arrematados pela empresa Rio Sul Comércio de Aros e Metais por mais de R$ 1 milhão. O prazo para a retirada termina em setembro, cumprindo os 120 dias estabelecidos no edital do leilão. A aceleração do trabalho depende de uma licença ambiental da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O trabalho começou há 45 dias, principalmente, no General Bernardino Caballero. Foi realizada a limpeza interna. Ao todo, cerca de 200 toneladas de material já foram retiradas, como tampas dos porões e bobinas de cabo de aço. As operações de desmanche foram intensificadas na semana passada, quando cinco funcionários de uma empresa terceirizada trabalhavam no desmonte. A idéia é de que nos próximos dias a equipe triplique de tamanho e passe a operar com seis maçaricos, responsáveis pelos cortes das peças do navio. A ideia da empresa detentora dos barcos é de que agora se iniciem as mudanças mais sensíveis, que poderão serão observadas por quem passa pela região da rodoviária da Capital. Um guindaste está agendado para fazer a retirada dos equipamentos superiores nesta terça-feira. Depois de finalizado o prazo de 120 dias para o desmanche, os cascos devem ser rebocados para local ainda não definido. O material retirado é vendido para uma siderúrgica. A ideia da empresa é de reaproveitar apenas parte do casco para a construção de uma nova embarcação — explicou Vinícius Krieck, gerente da Rio Sul e supervisor da obra de desmanche. As embarcações foram abandonadas pelo governo paraguaio no Porto de Porto Alegre há cerca de 15 anos, após a Marinha do Brasil detectar problemas na segurança para navegação.

MP do Código Florestal já recebeu mais de 350 emendas

A medida provisória da presidente Dilma Rousseff, que altera o novo Código Florestal, já recebeu mais de 350 emendas. O número total será divulgado nesta terça-feira, data em que será instalada a comissão mista que vai analisar a MP. O senador Luiz Henrique (PMDB-SC), que será indicado como relator da comissão mista, disse que pretende preservar, o máximo possível, o relatório que já havia elaborado durante a tramitação do Código Florestal no Senado. Esse relatório não foi mantido durante a votação na Câmara, mas acabou sendo resgatado pelo governo no texto da MP 571/12. O Congresso tem até 8 de outubro para concluir a votação da MP. O relator revisor da medida será o deputado Edinho Araújo (PMDB-SP). Entre as emendas dos produtores rurais, uma tenta retirar o artigo 1º da medida provisória, que estabelece oito princípios para proteção e uso sustentável das florestas e demais formas de vegetação nativa. Para os deputados ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária, esses princípios são passíveis de interpretação judicial e provocam insegurança jurídica.

Comunista Manuela D'Ávila fala para o PP em Porto Alegre e encanta os conservadores gaúchos

A manifestação da candidata Manuela D'Ávila foi pautada por críticas à gestão do prefeito José Fortunati (PDT), na reunião do diretório municipal do PP na noite desta segunda-feira. Ela disputa com o pedetista o apoio dos progressistas. Manuela atacou a ineficiência da atual gestão da prefeitura de Porto Alegre, a dificuldade em atrair investimentos e os problemas em áreas como saúde, educação, prestação de serviços e segurança. Enfatizou diversas vezes a necessidade de modernizar a gestão . No decorrer do seu discurso, citou por diversas vezes as gestões das prefeituras de Canoas e do Rio de Janeiro como referências. Ou seja, o que ela estava querendo dizer é sobre sua suposta melhor condição para atrair investimentos do governo federal. Se isso valesse, o governo do petista Tarso Genro no Estado estaria sendo o melhor do País. E não é o que se vê, Tarso Genro parece ter todas as portas fechadas em Brasília. Manuela D'Ávila também disse que, com ela, o PP será "protagonista". Prometeu fortalecer o Inovapoa, pasta ocupada pelo PP no governo Fortunati, com a criação de parques tecnológicos e investimentos na indústria criativa. Ofereceu a coligação proporcional entre PCdoB e PP e sinalizou que o posto de vice da sua chapa será reservado aos progressistas. Ao final, foi bastante aplaudida.

Ministro da Defesa diz que abrirá documentos das Forças Armadas

Após se reunir com integrantes da Comissão da Verdade, o ministro da Defesa, o petista Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira que vai abrir os documentos das Forças Armadas para auxiliar os trabalhos do grupo. Instalada no mês passado, a comissão investigará violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, com foco prioritário na última ditadura, entre 1964 e 1985. "Tudo estará aberto", disse Amorim ao sair da reunião, referindo-se aos arquivos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. É a grande a expectativa de historiadores e de estudiosos da ditadura sobre os papéis que por ventura estejam guardados nas Forças Armadas. Militares negam a existência de documentos sobre o período, mas recentes revelações mostraram o contrário. Documentos liberados recentemente pelo Cisa (órgão de inteligência da Aeronáutica) trouxeram revelações sobre a atuação dos militares na ditadura. Espera-se o mesmo de documentos do Cenimar (inteligência da Marinha) e principalmente do CIE (inteligência do Exército), órgão que teve papel fundamental na repressão de Estado entre 64 e 85. "Vim reiterar o desejo e a disposição do Ministério da Defesa em colaborar e cooperar integralmente com os trabalhos da Comissão da Verdade", ressaltou Celso Amorim. "Vamos facilitar todas as informações solicitadas.

Companhia aérea árabe Etihad Airways vai operar vôos no Brasil em junho de 2013

A Etihad Airways, companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos, anunciou nesta segunda-feira que vai dar início a suas operações no Brasil em 3 de junho de 2013. Serão vôos diários e diretos entre São Paulo e Abu Dhabi. O Brasil será o primeiro país da América do Sul a contar com a operação da Etihad. Os voos decolarão de Abu Dhabi às 8h45, com previsão de chegada às 17h55 em São Paulo, ou uma viagem com 15 horas de duração. A volta partirá de São Paulo às 00h35, com previsão de chegada em Abu Dhabi às 20h30, em um vôo com 14 horas de duração. Em dezembro, a Etihad anunciou um pedido de US$ 2,8 bilhões com a fabricante americana Boeing para a encomenda de dez modelos 787 Dreamliner e dois 777 versão cargueiro. Segundo a Boeing, esse pedido, naquela época, havia transformado a Etihad na maior cliente mundial do 787. A Etihad foi fundada em 2003. No ano passado a companhia transportou 8,3 milhões de passageiros, com frota de 66 aeronaves da Boeing e da europeia Airbus, com vôos para 87 destinos. A empresa tem 30% do capital da Airberlin, companhia aérea de baixo custo da Alemanha. A companhia de Abu Dhabi também é dona de 40% da Air Seychelles, empresa aérea de Seychelles, arquipélago localizado no Oceano Índico.

Delta entra com pedido de recuperação judicial

Alvo de investigação da CPI do Caso Cachoeira, a construtora Delta entrou na Justiça do Rio de Janeironesta segunda-feira com o pedido de recuperação judicial. Com o pedido, a empreiteira acaba por admitir que está à beira da falência e requer em juízo forma de quitar dívida com credores. No processo de recuperação judicial, a empresa submete aos credores uma proposta para quitação de suas dívidas, com desconto de valores e forma mais alongada de perfil. A proposta tem de ser aprovada por uma assembleia de credores. Do contrário, a empresa pode entrar em processo falimentar. Na semana passada, o comando da holding J&F anunciou oficialmente a decisão de não consumar a compra da Delta, da qual é gestora. O grupo fez uma opção de compra, mas decidiu não a exercer. No último dia 29, a CPI no Congresso que investiga o suposto esquema aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da construtora em todo o País. A Delta é a empresa que mais recebeu verbas do Orçamento do Executivo federal desde 2007.

Dólar tem quinto pregão seguido de alta e fecha a R$ 2,05

A relação entre o dólar e o euro e o comportamento das moedas emergentes não influíram na formação de preço do câmbio local nesta segunda-feira. Depois de uma tentativa de baixa e horas rondando a estabilidade, os compradores apareceram na última hora de pregão e levaram o dólar a fazer nova máxima não vista desde maio de 2009. Depois de cair a R$ 2,034 (em baixa de 0,68%), o dólar comercial terminou o dia com alta de 0,20%, a R$ 2,052 na venda. Essa é a maior cotação desde 18 de maio de 2009, quando a moeda fechou a R$ 2,076. O giro estimado para o interbancário ficou em US$ 1,2 bilhão, metade da média. Esse foi o quinto dia seguido de valorização e nesse período, o preço do dólar subiu 3,48%.

Senadores pressionam por voto aberto em cassação de mandatos

Para pressionar o Senado a colocar em votação a PEC (proposta de emenda constitucional) que acaba com o voto secreto para cassações de mandatos, um grupo de senadores vai se revezar fazendo discursos diários na tribuna da Casa sobre o tema. O grupo quer aprovar a mudança antes do processo contra o senador Demóstenes Torres chegar para análise do plenário do Senado, onde a votação é secreta. A PEC está pronta para ser votada no plenário há um ano. Cabe ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), elaborar a pauta de votações. Para o grupo de senadores, falta "vontade política" ao peemedebista para discutir o assunto. "É uma forma de pressão ao presidente do Senado. Também vamos discutir estratégias como não votar algumas matérias, como medidas provisórias, até a inclusão da PEC na pauta. A proposta já percorreu todos os ritos, está pronta para ser votada", disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Para o senador Pedro Taques (PDT-MT), o voto fechado esconde o "medo e a pressão" a que são submetidos senadores para salvar colegas. "Senador que não aguenta pressão, é melhor ficar em casa e não ser senador. A questão não é salvar ou não o senador Demóstenes, mas fugir da sua responsabilidade. Quem quiser absolver, que absolva", afirmou. Além de Dias e Taques, os senadores Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Ana Amélia Lemos (PP-RS), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Paulo Paim (PT-RS) e Cyro Miranda (PSDB-GO) integram o grupo favorável ao fim do voto secreto no parlamento.

Ronaldinho diz que Flamengo já é passado e se mostra pronto para jogar pelo Atlético mineiro

Ronaldinho Gaúcho garantiu que já está pronto para defender o Atlético-MG na partida contra o Bahia, nesta quarta-feira, às 20 horas, no estádio Independência, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro. Ele acertou nesta segunda-feira com o clube mineiro depois de rescindir com o Flamengo na última quinta-feira. O atleta, inclusive, fez o seu primeiro treino com os novos companheiros no centro de treinamento do clube. "O que aconteceu no Flamengo é passado, está nas mãos dos meus advogados", disse Ronaldinho, já com a camisa do Atlético-MG. Ele cobra salários e FGTS do rubro-negro carioca. Na ação da Justiça, cobra R$ 40 milhões. "Voltei ao Brasil para conquistar títulos, estou recebendo uma nova oportunidade. E se o técnico Cuca achar que posso jogar, estou à disposição o quanto antes", disse. O atleta afirmou que já conhecia a maioria dos jogadores do time e espera que a sua adaptação seja rápida.

Senador Pedro Taques quer que ex-diretor do Dnit seja ouvido por Procuradoria

O senador Pedro Taques (PDT-MT) vai pedir à Procuradoria Geral da República para ouvir formalmente o ex-presidente do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) Luiz Antonio Pagot. Taques disse que Pagot está "desesperado" para falar, por isso deve ser ouvido pelo Ministério Público Federal para esclarecer denúncias contra partidos e desvios de obras. "Alguns dizem que ele está como um fio desencapado, então é melhor ele falar. Por que não falar no Ministério Público? De acordo com a sua vontade, que ele fale", afirmou Taques. O senador disse que as acusações de Pagot de uso de caixa dois em campanhas eleitorais são "graves" e precisam ser esclarecidas. "Isso tudo foge ao que determina a lei", afirmou. Em duas entrevistas, Pagot acusou o PT e o PSDB de usarem os governos federal e de São Paulo para bancar as campanhas de Dilma Rousseff e José Serra à Presidência da Republica, em 2010. À revista "Época", Pagot disse que o alto escalão do PT pediu auxílio para conseguir doações de empresas que tinham contratos com o Dnit para a campanha da presidente Dilma. Já à "Istoé", ele acusou o PSDB de desviar dinheiro da obra do Rodoanel, em São Paulo, para abastecer o comitê do adversário de Dilma na eleição, o tucano José Serra. Taques também pediu à CPI do Cachoeira para ouvir Hillner Ananias, ex-segurança do senador Demóstenes Torres. Integrante da CPI, o senador disse que o ex-segurança teve o nome citado em diversas conversas telefônicas entre o empresário Carlos Cachoeira e integrantes da suposta organização criminosa que seria comandada pelo empresário. Segundo Taques, os grampos telefônicos mostram que Ananias tinha como hábito ir à casa de Cachoeira pegar dinheiro em espécie, por isso a necessidade de ser ouvido pela comissão.

Bovespa pode suspender as ações do banco Cruzeiro do Sul

As ações do banco Cruzeiro do Sul, cujas negociações foram suspensas na manhã desta segunda-feira após a intervenção do Banco Central, poderão ficar até dois meses sem negociações em Bolsa. O FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que assumiu a gestão do banco, quer que as ações só voltem a ser negociadas quando houver uma definição da situação patrimonial do banco. O Banco Central detectou um rombo de R$ 1,3 bilhão decorrente de "insubsistência de crédito", o que significa que não há "evidências" de que operações nesse valor existam. Como o patrimônio do banco é de cerca de R$ 1,2 bilhão, o questionamento pode levá-lo a um déficit patrimonial de R$ 100 milhões. Na intervenção do Banco PanAmericano, que tinha o problemas semelhantes de patrimônio, os negócios com as ações chegaram a ser suspensos por algumas horas, mas retornaram logo depois. O Banco Central anunciou nesta segunda-feira a intervenção no Banco Cruzeiro do Sul por problemas na contabilidade e descumprimento a normas do sistema financeiro. Os dirigentes e controladores foram afastados da instituição e o FGC foi nomeado como administrador temporário. Os bens dos controladores e dos ex-administradores ficarão indisponíveis. Segundo o BC, o Raet (Regime de Administração Especial Temporária) tem a finalidade de corrigir procedimentos operacionais e eliminar deficiências que possam comprometer o funcionamento do banco. O prazo da intervenção é de 180 dias. A instituição tem 0,22% dos ativos totais do sistema financeiro e 0,35% dos depósitos, segundo dados de dezembro de 2011. O regime especial também vale para os outros negócios do grupo Cruzeiro do Sul, como a corretora de valores. O Cruzeiro do Sul teve prejuízo de R$ 57 milhões no primeiro trimestre, ante lucros de R$ 32 milhões no quarto trimestre de 2011 e de R$ 41 milhões um ano antes. O banco vendeu mais de US$ 300 milhões em títulos nos mercados internacionais no ano passado, mas essa fonte secou em decorrência da crise de dívida que atingiu países da Europa.

Lula diz que socialite Marta Suplicy fará a campanha de Haddad

O ex-presidente Lula minimizou nesta segunda-feira a ausência da senadora Marta Suplicy (PT-SP) no lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo e disse que ela fará a campanha do ex-ministro da Educação. "A Marta vai participar com o mesmo carinho, a mesma força com que eu vou participar", disse Lula, após tomar vacina contra a gripe em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) em São Bernardo do Campo. Preterida por Lula e pelo PT na indicação para disputar a prefeitura, a senadora intensificou o mal-estar com o partido ao faltar à festa montada para Haddad, no sábado, em um centro de convenções da zona norte da capital. "Deve ter tido algum problema. A Marta não é de falhar", disse Lula, que chegou a afirmar que ele próprio só teria ficado sabendo do evento, anunciado há semanas, na véspera do ato.

Justiça concede liberdade a aliado de Carlinhos Cachoeira

Em decisão unânime proferida nesta segunda-feira, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Brasília) concedeu habeas corpus ao sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá. Ele é apontado como um dos arapongas que estariam a serviço do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O tribunal determinou, no entanto, que Dadá terá de obedecer as seguintes condições para ele continuar em liberdade: comparecer a todos os atos do processo, não manter contato com as pessoas envolvidas e não poderá se ausentar da cidade onde reside, no caso Brasília, sem autorização judicial. Caso alguma delas seja descumprida, ele deverá voltar à prisão. Como Dadá também é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal, na Operação Saint-Mitchel (sobre a ramificação do suposto esquema de Cachoeira em Brasília), o tribunal determinou que ele só poderia deixar a prisão caso não houvesse outra ordem de prisão contra ele, relacionada a esta outra investigação. Dadá foi preso em meio à Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, deflagrada em fevereiro deste ano. Por ser ex-militar, Dadá está preso no 6º Comar (Comando Aéreo Regional), localizado no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Terceiro sargento da Aeronáutica, Dadá já trabalhou na Abin (Agência Brasileira de Inteligência), sucessora do antigo SNI (Serviço Nacional de Informações). O nome do ex-agente da Abin ganhou projeção nacional em 2008, por causa da Operação Satiagraha, que investigou negócios do banqueiro Daniel Dantas. Na época, Dadá foi apontado como uma das pessoas que teria participado de forma irregular na operação, levantando informações para o delegado e hoje deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). Em depoimento à CPI dos Grampos, Dadá disse não ter participado das investigações da Satiagraha.

Vale agora diz que confia em projeto de potássio de US$ 5,9 bilhões na Argentina

A Vale está confiante de que vai superar os obstáculos que levaram a empresa a reavaliar o projeto Rio Colorado, um empreendimento de potássio de quase US$ 6 bilhões já em andamento na Argentina. O diretor-executivo de fertilizantes e carvão da mineradora, Roger Downey, disse nesta segunda-feira que está confiante no projeto. "Temos mantido contato com o governo argentino, que está ciente dos obstáculos que cercam o empreendimento. Estamos confiantes de que conseguiremos superar as dificuldades do projeto", disse Downey. A empresa havia informado em abril que estava reavaliando o projeto de potássio, orçado em US$ 5,9 bilhões, em meio a incerteza política e outras preocupações atribuídas ao país vizinho. "É um projeto muito importante para o Brasil, que importa 90% do potássio que consome, e também para a Argentina, que terá uma fonte importante de divisas para equilibrar a balança comercial com o Brasil. Esse projeto pode ajudar muito a reduzir as tensões comerciais entre os dois países", disse uma fonte com conhecimento do tema. O investimento é um dos maiores empreendimentos já aprovados pelo Conselho de Administração da Vale, com investimento total executado de US$ 1,1 bilhão. A maior produtora de minério de ferro do mundo, que espera se tornar um grande fornecedor de fertilizantes nos próximos anos, decidiu revisar o projeto devido a preocupações com inflação, incertezas políticas e temores com relação a impostos, infraestrutura e à política cambial, informou em abril o presidente da Vale.

Obras no Macaranã não vão atrasar sem a Delta no consórcio, diz governador Sérgio Cabral

Mesmo com a saída da Delta do consórcio responsável pela reforma do Maracanã, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio cabral (PMDB), garantiu que as obras no estádio não atrasarão. Ele afirmou que o estádio será reaberto na Copa das Confederações em 2013 como previsto. "Não acredito que vá prejudicar a saída da Delta. As duas empresas que ficam, Andrade Gutierrez e Odebrecht, são duas empresas grandes e de porte. Portanto, concluíremos a obra no prazo combinado. Posso garantir que nós teremos a Copa das Confederações com Maracanã aberto sediando os jogos", disse. De acordo com o governador, a Delta formalizou sua saída do consórcio na ultima sexta-feira. "Nesse momento, o único fato que ocorreu foi a comunicação da empresa se retirando do consórcio, como já havia sido feito no caso da Transcarioca", afirmou Cabral.

Presidente do PT nega crise e diz que Marta Suplicy justificará ausência

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta segunda-feira que a senadora Marta Suplicy "dará as explicações dela" sobre a ausência da petista no lançamento da campanha de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo. Falcão procurou ainda minimizar um possível boicote da senadora à campanha do petista em São Paulo, negando que o episódio do último sábado tenha instaurado crise no partido. "Marta dará as explicações dela para justificar a ausência na pré-campanha de Haddad. O que posso garantir é que não há crise alguma", disse Rui Falcão, em Fortaleza. Segundo Falcão, a ausência de Marta não compromete a participação da senadora na campanha de Haddad. Para o presidente, a senadora já deixou claro que participará da campanha com Haddad, "mas dando o espaço que ele precisa".

Para Sarney, STF vai manter quebra de sigilo da Delta

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) diz não acreditar que a empreiteira Delta Construções irá conseguir impedir a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônicos solicitados pela CPI do Cachoeira. Os advogados da construtora entraram com um pedido no Supremo Tribunal Federal na última quinta-feira para tentar preservar a empresa da quebra dos sigilos. "Eu acho que a Justiça vai examinar esse assunto, mas não acredito que a Delta tenha êxito", disse Sarney. Sobre o andamento dos trabalhos da CPMI, Sarney disse que a comissão mantém um ritmo normal e já apresenta alguns resultados. Ele destacou que foram realizados depoimentos e quebrados sigilos, inclusive o da Delta nacional. Sarney ponderou que, por se tratar de um "assunto complexo", não se pode ter pressa nas investigações, mas, também, deve-se evitar que os trabalhos retrocedam ou parem.

Pelé critica o posicionamento de Neymar no Santos e na seleção

Pelé analisou o posicionamento do atacante Neymar no Santos e na seleção brasileira com um tom crítico, nesta segunda-feira, em evento da Vivo no Museu do Futebol, no Pacaembu. "Ele fica muito preso na esquerda, mas não é apenas na seleção que isso acontece. Eu já falei isso até para o Muricy. O Neymar precisa se movimentar mais e ficar mais centralizado. Na esquerda, fica difícil fazer jogadas. Pelo meio seria melhor, ele poderia sair para qualquer um dos lados", disse Pelé. Ele disse também que Neymar sente mais "dificuldades para jogar contra europeus e latinos", ao ser questionado sobre desempenho do camisa 11 do Santos em jogos internacionais, especialmente da seleção brasileira. Ao falar da semifinal entre Corinthians e Santos pela Taça Libertadores, Pelé afirmou também que Neymar não pode ser o salvador do Santos. "O Neymar é muito visado e não pode ser o salvador do Santos. Ele teve um pouco de dificuldade no último jogo contra o Velez. E o Santos tem feito isso", disse o ex-jogador antes de elogiar Ganso e Arouca. "A grande figura para mim, que não entendo de futebol, é o Arouca. Quando ele não joga, é outro time. Tem o Ganso que é um jogador técnico, fica parado, não corre muito, mas quando recebe a bola faz coisas incríveis. Já o Arouca ajuda na marcação e na saída do meio de campo", analisou o Rei. Questionado se o duelo pela Libertadores será o maior na história do clássico entre Corinthians e Santos, Pelé não concordou. "Não sei se será o maior. Um Corinthians x Santos inesquecível para mim foi de derrota do Santos. Foi no ano em que eles Corinthians quebraram o tabu, com gol de Paulo Borges e tal. Os outros jogos que fiz o Santos sempre vencia", disse, outra vez aos risos. "Meu assessor é corintiano e ele me pergunta se eu tenho raiva do Corinthians. Como eu posso ter raiva de um time que me deu alegrias por 18 anos?", brincou.

Crédito imobiliário cresce 5,2% no ano, mas já desacelera

Os financiamentos para aquisição e construção de imóveis atingiram R$ 23,3 bilhões nos primeiros quatro meses de 2012, um aumento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2011, segundo divulgado nesta segunda-feira pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). Os dados de unidades imobiliárias financiadas, porém, indicam a tendência de desaceleração do mercado. Abril deste ano foi mais fraco que o mesmo mês do ano passado já em volume de empréstimos: R$ 5,7 bilhões, baixa de 7% em relação ao mesmo período de 2011. Em termos de unidades financiadas, os dois números mostram quedas. Em abril foram financiados 32,5 mil imóveis, queda de 16% ante abril do ano passado. Comparando os primeiros quadrimestres de 2011 e 2012, a queda foi menor: 4,9%. Enquanto foram financiados 144,3 mil imóveis em 2011, neste ano a quantidade chegou a 137,3 mil unidades. Os últimos 12 meses, contados a partir de abril, ainda estão positivos: os financiamentos com recursos das cadernetas de poupança evoluíram 27%, passando de R$ 64 bilhões para R$ 81 bilhões. Em termos de unidades, foram financiadas 485,9 mil, 8% mais do que nos 12 meses imediatamente anteriores.

Suplente de Marta Suplicy patrocina apoio de PR a José Serra

Suplente da senadora petista Marta Suplicy, o vereador Antonio Carlos Rodrigues é um dos patrocinadores da aliança do PR com o candidato do PSDB, José Serra. Aliado do prefeito Gilberto Kassab, Rodrigues foi um dos primeiros integrantes do PR a articular a aproximação com o PSDB. Nesta seguna-feira ele participou de reunião com o coordenador de campanha de Serra, Edson Aparecido, para fechar detalhes da aliança. O PR anunciou nesta segunda-feira apoio à candidatura de José Serra à prefeitura de São Paulo. Ex-ministro do governo Dilma Rousseff, o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) fechou a aliança entre PR e PSDB de São Paulo em acordo decidido entre ele e o senador Aloysio Nunes Ferreira, um dos principais articuladores políticos de Serra.

Presidente da CPI do Cachoeira pede licença médica nesta semana

O PT vai ficar no comando da CPI do Cachoeira esta semana, quando estão previstos depoimentos de pessoas ligadas ao governador de Goiás, Marconi Perilo (PSDB). O presidente da comissão, senador Vital do Rego (PMDB-PB), pediu afastamento do Senado por cinco dias para recuperar-se de cateterismo a que foi submetido no sábado, em São Paulo. O vice-presidente da comissão, o deputado Paulo Teixeira (SP) vai assumir interinamente o comando dos trabalhos na ausência de Vital. O parlamentar passou pelo exame que diagnostica a obstrução de veias ou artérias, que apresentou resultado dentro da normalidade. Vital do Rêgo deixou o hospital no sábado. Ele esteve sob os cuidados da equipe do cardiologista Roberto Kalil Filho, o mesmo que cuida da saúde do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff. Vital do Rêgo vai passar a semana descansando em Campina Grande (PB). Os assessores também afirmam que o resultado do cateterismo "descartou qualquer problema com as suas artérias". Além do procedimento, Vital do Rêgo se submeteu a mais dois no sábado, uma ultrassonografia para controle da região da artéria femural e outra para avaliação das carótidas. Segundo os assessores, tudo está dentro da normalidade. Nesta terça-feira a CPI do Cachoeira deve ouvir quatro pessoas suspeitas de ligação com o esquema do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Serão ouvidos Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete do governador de Goiás, Walter Paulo Santiago, empresário para quem Perillo teria vendido uma casa em Goiânia, e Sejana Martins e Écio Antônio Ribeiro, sócios da Mestra Administração, suspeita de ter sido usada como "laranja" na negociação do imóvel.

Geraldo Alckmin chama de "mentirosa" acusação de ex-diretor do Dnit

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, classificou de mentirosa a acusação feita pelo engenheiro Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit, de que o governo estadual foi usado para bancar campanhas do partido em 2010. "Não se sabe quem fez a denúncia. Ela é mentirosa e caluniosa. Nós estamos estudando as medidas judiciais que o caso requer", disse Alckmin. O engenheiro também acusou o PT de usar o governo federal para desviar recursos para a campanha da presidente Dilma Rousseff. A acusação de Pagot foi feita em duas entrevistas publicadas durante o final de semana. Para a revista "Istoé", ele disse que o PSDB desviou dinheiro do Rodoanel para abastecer o comitê do tucano José Serra. Pagot afirmou que foi pressionado a liberar um aditivo de R$ 264 milhões para as obras do trecho sul do Roadoanel, que conta com recursos federais. De acordo com ele, 8% do valor do aditivo seriam destinados a Serra, a Alckmin e ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD). Segundo Pagot, quem pediu o aditivo foi o então diretor de obras da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, hoje fora do governo. Em 2010, Souza foi acusado de desviar recursos de suposto caixa dois do PSDB. O engenheiro disse que os desvios não eram divididos de forma equânime entre Serra, Kassab e Alckmin: "Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin", afirmou à revista. À revista "Época", ele também disse que o alto escalão do PT pediu auxílio para conseguir doações de empresas que tinham contratos com o Dnit para a campanha da presidente Dilma. Pagot foi exonerado do Dnit em 2011 após suspeitas de que havia um esquema de cobrança de propina no Ministério dos Transportes, ao qual o Dnit é ligado. À revista "Época", ele afirmou que foi procurado pelo deputado federal José di Filippi Júnior (PT-SP), tesoureiro da campanha de Dilma, para auxiliar na arrecadação de recursos. Após o pedido, Pagot, que naquele momento estava no comando do Dnit, afirmou ter se reunido com cerca de 40 empresas. Pelo menos 30 teriam feito doações para a campanha de Dilma. Também à "Istoé", ele afirmou ter sido procurado pela ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) para ajudar na campanha dela ao governo de Santa Catarina em 2010. No final de semana, membros da CPI do Cachoeira disseram que pretendem convocar Pagot para depor na comissão. À revista "Época", Filippi Júnior disse que foi Pagot quem o procurou oferecendo três aviões do então governador de Mato Grosso, o hoje senador Blairo Maggi (PR), seu padrinho político, para auxiliar a campanha de Dilma. Segundo o deputado, a oferta não se concretizou. Ele sustenta que esteve com Pagot novamente apenas após as eleições, quando o ex-diretor do Dnit teria ajudado a saldar dívidas da campanha, obtendo R$ 1 milhão das empresas de Maggi. A assessoria do ex-governador José Serra afirmou que "trata-se de uma calúnia pré-eleitoral aloprada". "A acusação é inconsistente e a credibilidade dos envolvidos é zero", disse. A assessoria disse que Serra tomará "medidas judiciais". José Luiz de Oliveira Lima, advogado de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, disse que também irá processar Pagot por calúnia. Este advogado é o mesmo que defende o petista José Dirceu no processo o Mensalão o PT.

Petista Marcio Pochmann deixa Ipea para se candidatar à prefeitura de Campinas

O presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o petista Marcio Pochmann, deixou o cargo nesta segunda-feira para se candidatar pelo PT à prefeitura de Campinas (SP). Em seu lugar foi nomeada Vanessa Petrelli Correa, indicada por ele para exercer o comando da entidade, interinamente. O Ipea será presidido interinamente até o ministro da Secretaria de Assuntos Aplicados, Wellington Moreira Franco, indicar um titular para o cargo. O economista venceu às previas do partido em Campinas em 14 de abril com 1.088 votos.

Marta Suplici alega motivo "privado" para ter faltado ao lançamento da candidatura de Haddad

Depois de dois dias de silêncio, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) divulgou nota nesta segunda-feira afirmando que um "impedimento de caráter privado" motivou sua ausência no ato de lançamento da campanha do colega de partido Fernando Haddad a prefeito de São Paulo, realizado no último sábado. A assessoria da ex-prefeita, que se mantém afastada de Haddad desde o fim do ano passado, não quis dar mais informações sobre a falta ao compromisso partidário. A nota de Marta Suplicy tem apenas uma frase e evita citar o nome de Haddad: "Um impedimento de caráter privado impossibilitou a senadora Marta Suplicy de comparecer ao evento de lançamento dos candidatos a vereadores e prefeito do PT de São Paulo". A ausência da ex-prefeita irritou o ex-presidente Lula, Haddad e a cúpula do PT. Ela havia confirmado presença no ato e não alegou nenhum motivo no sábado para faltar. Na avaliação da campanha petista, a atitude ofuscou a festa preparada para lançar o pré-candidato, com ares de superprodução, e dominou o noticiário sobre o evento. Ela e seus assessores de imprensa mantiveram os telefones desligados durante todo o fim de semana. Marta queria disputar a prefeitura pela quarta vez seguida (venceu em 2000 e perdeu em 2004 e 2008), mas foi impedida por Lula, padrinho da candidatura do seu ex-ministro da Educação. Ela chegou a se inscrever para disputar prévias contra Haddad e outros três pré-candidatos, mas foi forçada a desistir em novembro de 2011.

Governo petista gaúcho quer dispensa de licitação para construir presídio

Para reduzir o déficit carcerário de cerca de nove mil presos, a Secretaria da Segurança Pública do governo do petista gaúcho Tarso Genro pretende construir uma penitenciária em Canoas, na Grande Porto Alegre, com dispensa de licitação. A sugestão foi encaminhada, na última semana, à Procuradoria Geral do Estado e ao Tribunal de Contas do Estado. Com o aval das instituições, o secretário Airton Michels acredita que a obra possa começar ainda neste ano. É engraçado que Airton Michels pretenda uma dispensa de licitação, logo ele, que é um funcionário de carreira do Ministério Público, a quem incumbe fazer cumprir a lei. Pelos cálculos do governo petista, a prisão custaria R$ 19 milhões e poderia abrigar 420 detentos. De acordo com Michels, o valor é até 20% menor do que se a obra fosse feita por meio de licitação. A casa prisional seria a primeira de cinco unidades de um complexo prisional que pode ser erguido em Canoas. Parece uma obsessão essa do PT, que evitar licitações.

PR deixa Haddad de lado e vai apoiar Serra em São Paulo

O PR decidiu apoiar em São Paulo a candidatura do tucano José Serra à prefeitura de São Paulo. Trata-se de uma dificuldade adicional para o petista Fernando Haddad, que vai vendo minadas as possibilidades de coligação. Gabriel Chalita, do PMDB, também estava de olho no partido. A aliança deve acrescentar algo em torno de 1min30s ao tempo do tucano na TV. Serra já conta com o apoio do PSD e do DEM e com a provável adesão do PP. Os petistas tentam ainda fechar com o PSB e com o PCdoB. Lula, que agora atua também como porta-voz da candidatura de Haddad, saiu-se com esta: “É um pouco estranho porque o PR está no governo federal e, agora, me parece que entrou no governo estadual”. O que há de “estranho” nisso? Vários partidos que apoiam Dilma também apoiam Alckmin em São Paulo. Um caso notório é o PSB. A legenda integra o governo do estado, tem secretaria e tudo, mas deve acabar apoiando Haddad. É bem verdade que será na base da imposição. O partido, em São Paulo, quer Serra, mas Eduardo Campos, governador de Pernambuco e mandachuva do partido, deve impor a aliança com o PT.

Associação dos Procuradores da República defende Manoel Pastana, que pede investigação de Marcio Thomaz Bastos

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) entrou na luta travada em torno da investigação dos honorários recebidos pagos ao criminalista e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos pelo seu cliente Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A ANPR emitiu nota de apoio a Manoel Pastana, procurador que propôs uma representação contra o advogado na Procuradoria da República em Goiás na última segunda-feira. O Instituto dos Advogados de São Paulo também emitiu nota na última quarta-feira, repudiando a atitude de Pastana. Segundo a nota, assinada pela presidente do instituto, Ivette Senise Ferreira, "descabe a alegação de que deveria ser fornecida obrigatoriamente ao acusado a defesa por parte do Estado, pois a relação é de escolha livre e de confiança". A OAB já havia se posicionado ao lado de Thomaz Bastos. Na última terça-feira, o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, afirmou que "a partir do momento em que se imputa ao advogado a prática de crime por ele estar exercendo, dentro dos limites da lei, o direito de defesa, por óbvio se está a atentar contra as liberdades e contra o legal exercício de uma profissão, constitucionalmente protegida”. O presidente da OAB paulista, Luiz Flávio Borges D’Urso, também saiu em defesa do ex-ministro. Antonio Ruiz Filho, presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB paulista, lembrou que o direito de defesa deve ser colocado no mesmo patamar da liberdade de imprensa. O criminalista Alberto Zacharias Toron, que iniciou a carreira no escritório de Thomas Bastos, também se mostrou indignado com a situação. A Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) divulgou nota sobre o caso. “Tal intento viola não apenas prerrogativa profissional do advogado, como os mais comezinhos princípios constitucionais que alicerçam o Estado Democrático de Direito, os quais garantem a todo e qualquer cidadão a presunção de inocência e o pleno exercício da ampla defesa e do contraditório”, diz a nota. Segundo ele, “medidas desvirtuadas e panfletárias como essa, que buscam intimidar e amordaçar a classe dos advogados, são típicas de estados totalitários e não são, e nunca serão, aceitas pelos cidadãos de nosso País, merecendo ostensivo e firme repúdio da advocacia e de todos os que acreditam que não é pela supressão dos meios de defesa dos acusados que se alcança a justiça”. Agora, a ANPR sai em defesa do procurador, afirmando que a petição de Pastana “louva-se na aplicação da Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/98), segundo a qual o recebimento de vultosa quantia de quem não tem renda lícita constitui crime de receptação culposa”. Contrária aos argumentos de que a investigação dos recursos estimados em R$ 15 milhões representaria um cerceamento do direito a defesa, a associação encerra a nota explicando que sua postura “não representa, contudo, menosprezo à advocacia e ao exercício regular da ampla defesa e do contraditório, que os membros do Ministério Público Federal fazem questão de reverenciar como fundamental em um Estado de Direito”. O próprio Pastana rebateu as afirmações de que ele esteja tentando intimidar Thomaz Bastos ou cercear a defesa de Cachoeira. Pestana diz que quer apenas cumprir a Lei de Lavagem de Dinheiro, uma vez que "há indícios de crime de lavagem de dinheiro ou de receptação". O questionamento sobre os honorários recebidos por Thomaz Bastos representa, segundo o procurador, "progresso no cumprimento da ordem jurídica". Diz a nota de Pastana: "O Procurador Manoel Pastana, ao vislumbrar veracidade nas informações de que o advogado Márcio Thomaz Bastos teria cobrado R$ 15 milhões do acusado Carlinhos Cachoeira, para defendê-lo em processo criminal, que envolvem vários delitos, entre eles lavagem de dinheiro; por dever de ofício (art.236, inciso VII da LC 75/1993), representou para que seja apurada a origem dos recursos pagos a títulos de honorários. O Dr. Pastana há quase duas décadas é procurador do Ministério Público Federal, atuando na área criminal; por isso, sabe que jamais conseguiria intimidar um advogado criminalista com a experiência de 60 anos. Ademais, nunca foi leviano e não tem interesse algum em prejudicar a defesa de quem quer que seja. Assim, causa espécie o tom da nota expedida pelo representado ao dizer: “Causa indignação, portanto, a tentativa leviana de intimidar o advogado, para cercear o direito de defesa de um cidadão. O exercício da advocacia não isenta o advogado, assim como qualquer profissional, de justificar que a renda recebida de seu trabalho provém de origem lícita. Não existe nenhum dispositivo legal que contemple o advogado com tal imunidade. Até porque, se houvesse, tornaria a Lei 9.613/98 (Lei de Lavagem de Dinheiro) letra morta, pois bastaria o criminoso celebrar um contrato milionário com o advogado. Este, sem ter que justificar a origem do dinheiro recebido a título de honorários, incluiria no seu patrimônio como renda lícita e, depois, poderia retornar mediante doação ao próprio infrator ou a quem ele indicasse. Dessa forma, longe de ser leviano ou de querer atrapalhar a defesa do cidadão Cachoeira, o Procurador Pastana tenciona apenas que a lei seja cumprida, pois como há indícios de crime de lavagem de dinheiro ou de receptação, uma vez que a Lei Penal, neste último caso, presume que o recebimento de vultosa quantia de quem não tem renda lícita constitui crime de receptação culposa, representou para que seja apurada a origem dos recursos. Considerando que há presunção relativa de que o recebimento do dinheiro em tal situação constitui ilícito penal, basta que o representado prove que o recurso recebido no pagamento dos seus honorários não é de origem ilícita e o problema está resolvido. Isso porque o questionamento não diz respeito ao patrocínio advocatício, mas ao vultoso recurso vindo de quem não tem renda lícita para arcar com tal patrocínio. Se o pagamento foi realizado por terceiros, basta provar que os pagantes têm renda para tanto. Por fim, o fato de nunca ter sido questionado situação dessa natureza não impede que a lei seja cumprida neste caso, bem como não representa retrocesso, mas sim progresso no cumprimento da ordem jurídica". Leia a nota da ANPR: "A ANPR vem a público manifestar apoio a seu associado, o procurador regional da República Manoel Pastana, que, ao vislumbrar verossimilhança nas informações de que o advogado Márcio Thomaz Bastos teria cobrado R$ 15 milhões do acusado Carlinhos Cachoeira, para defendê-lo em ação penal que lhe imputa vários delitos - entre eles lavagem de dinheiro -, apresentou petição ao MPF de Goiás para que seja apurada a origem dos recursos pagos a título de honorários. A petição louva-se na aplicação da Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/98), segundo a qual o recebimento de vultosa quantia de quem não tem renda lícita constitui crime de receptação culposa. É intuitivo que o advogado, assim como qualquer profissional, não está isento de justificar que a renda recebida de seu trabalho provém de origem lícita. Cuida-se de fazer com que a lei seja cumprida. Vale lembrar que a análise da petição - de resto exercitável, também, como atributo da cidadania -, do ponto de vista de efetiva ação do Ministério Público Federal, caberá, a princípio, aos procuradores da República destinatários daquela, que detêm a inteira atribuição para agir como lhes parecer adequado sob o ditame da lei. Isto não representa, contudo, menosprezo à Advocacia e ao exercício regular da ampla defesa e do contraditório, que os membros do Ministério Público Federal fazem questão de reverenciar como fundamental em um Estado de Direito - tanto quanto o integral cumprimento da ordem jurídica".

Ricardo Teixeira recebeu R$ 705 mil de empresa acusada de desviar dinheiro público

Novos documentos apreendidos pela polícia revelam que o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, recebeu R$ 705 mil dos sócios da Ailanto Marketing, empresa acusada de desviar dinheiro público de um jogo da seleção. Afundado em uma crise com o governo sobre a organização da Copa-2014, Ricardo Teixeira renunciou um mês após terem sido reveladas suas ligações com a Ailanto. Os novos documentos comprovam pela primeira vez que o cartola recebeu dinheiro dos sócios da empresa que organizou o jogo Brasil vs. Portugal, em novembro de 2008. A documentação foi apreendida em investigação sobre suspeitas de irregularidades na organização da partida, feita com R$ 9 milhões do governo do Distrito Federal, onde ocorreu o amistoso.

Com rombo de R$ 1,3 bilhão, o banco Cruzeiro do Sul sofre intervenção do Banco Central

O Banco Central decreta intervenção nesta segunda-feira no Banco Cruzeiro do Sul. A instituição carioca será colocada sob o Regime de Administração Especial Temporária (Raet), o que significa que os controladores (a família Índio da Costa) serão afastados e a gestão será feita pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), instituição criada com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no País em caso de quebra de algum banco. Inspeções feitas no Banco Cruzeiro do Sul identificaram um rombo de cerca de R$ 1,3 bilhão. A princípio foram detectadas fraudes parecidas com as do Banco Panamericano, instituição que pertencia ao Grupo Silvio Santos, com registro de créditos fictícios no balanço. O Cruzeiro do Sul tem um patrimônio líquido negativo de cerca de R$ 150 milhões. O Cruzeiro do Sul, que tem como um dos focos principais o crédito consignado e vinha sendo há tempos alvo de rumores sobre dificuldades financeiras, interessava ao Banco BTG Pactual, atualmente controlador do próprio Panamericano. O BTG chegou a fazer oferta de compra. No sábado à noite, no entanto, essas negociações foram encerradas, já que os valores oferecidos foram considerados baixos. Neste domingo, o presidente executivo do Cruzeiro do Sul, Luis Octavio Índio da Costa, esteve reunido com representantes do FGC até cerca de 21h30 para definir o destino do seu banco. A saída acabou mesmo sendo a intervenção. Em março, a agência de classificação de risco Moody’s chegou a rebaixar o rating do banco Cruzeiro do Sul, alegando que ele tinha uma dependência muito grande de "depósitos com garantia e de acordo de securitização de ativos com o Fundo Garantidor de Crédito, que ao fim de 2011 representou mais de um terço da captação total". O FGC havia aberto uma espécie de linha de crédito de até R$ 3,8 bilhões para o Cruzeiro do Sul, que havia sacado R$ 625 milhões até o fim do ano passado. No balanço do primeiro trimestre, o Cruzeiro do Sul recebeu uma ressalva da empresa de auditoria Ernst & Young, o que significava que, na análise dos números, os auditores haviam encontrado alguma inconsistência contábil. Nas notas explicativas, a Ernst & Young ressaltava que o Cruzeiro do Sul fez um diferimento de despesas no primeiro trimestre que não estava de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Essas perdas foram decorrentes de renegociações de operações de crédito cedidas em exercícios anteriores. O Cruzeiro do Sul depende da venda de carteiras para captar recursos. Em dezembro, o Cruzeiro do Sul chegou a comprar uma instituição financeira, o Banco Prosper. Pagou R$ 55 milhões por 88% da instituição, que estava descapitalizada e praticamente não conseguia mais operar.