segunda-feira, 7 de maio de 2012

PGR deve pedir abertura de inquérito para investigar Perillo

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta segunda-feira que deverá requisitar a abertura de um inquérito no Superior Tribunal de Justiça para investigar suposta relação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com o suposto esquema criminoso chefiado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Em intervalo da sessão do Conselho Nacional do Ministério Público, Gurgel respondeu que o próprio Perillo requisitou a abertura de uma investigação para apurar o que existe de informações sobre ele. "Há um pedido do próprio governador dirigido à Procuradoria Geral da República em que sua Excelência pede para que seja instaurada investigação diante dos fatos que a imprensa tem noticiado fartamente. COmo o próprio governador se diz interessado que sejam devidamente apuradas essas notícias, nós devemos, diante desta manifestação, pedir ao STJ a instauração do inquérito", disse o procurador a jornalistas. Em relação ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) que já existe um inquérito em relação a ele, mas " outros fatos podem gerar novos inquéritos". Gurgel também afirmou que irá pedir informações preliminares à (Controladoria Geral da União), TCU (Tribunal de Contas da União) e ao Ministério Público Federal no Rio de Janeiro sobre contratos da empreiteira Delta, que participaria do esquema de Cachoeira, com o governo carioca. Segundo o procurador, a apuração sobre suposta relação do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) com a empreiteira ainda está em uma fase preliminar e "não existe iniciativa de instauração de inquérito".

Chávez quebra silêncio e anuncia volta a Venezuela em alguns dias

O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta segunda-feira que voltará "em alguns dias" à Venezuela, em ligação telefônica transmitida na televisão estatal do país. Chávez diz que está governando "com todas as suas faculdades mentais" de Cuba, onde faz tratamento de radioterapia contra um câncer na região pélvica, que extraiu em uma operação em fevereiro. O anúncio acontece em meio a rumores sobre o estado de saúde do presidente. Mais cedo, aliados insistiram que ele ainda estava comandando a nação, apesar de uma semana de silêncio do líder normalmente loquaz, cuja batalha contra o câncer tem ofuscado sua candidatura à reeleição. A constante presença na mídia reduziu-se a algumas mensagens no Twitter. Sua ausência atiçou as críticas de que ele não está mais comandando corretamente o país e estimulou conversas sem precedentes de um sucessor para o ex-soldado, que evitou cultivar um protegido que poderia substituí-lo. "O presidente, ainda em tratamento, continua governando", disse o dirigente do partido Aristóbulo Istúriz: "Para a oposição, a questão da saúde do presidente não é humanitária, mas sim eleitoral porque a sua única possibilidade de vitória vem de uma doença de Chávez". A saúde de Chávez é tratada como segredo de Estado. Ele passou por três operações desde junho passado, incluindo uma que removeu um tumor do tamanho de uma bola de beisebol. Mas os líderes do governo se recusaram a divulgar detalhes sobre sua condição.

Petrobras vai investir US$ 1,7 bilhão na construção de plataformas

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira que assinou com Odebrecht, OAS e UTC Engenharia contrato de US$ 1,7 bilhão para a construção de quatro plataformas no estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro. O acordo prevê a conversão de quatro navios do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier) nos cascos das futuras plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77, destinadas às áreas da Cessão Onerosa. A Cessão Onerosa é o contrato fechado entre a estatal e o governo federal no qual a empresa recebeu R$ 75 bilhões em troca de 5 bilhões de barris de petróleo que serão retirados de seis campos do pré-sal. As obras de conversão das plataformas deverão começar em junho e serão realizadas no estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro, arrendado pela Petrobras e que está sendo reformado para atender às demandas da estatal. Cada plataforma terá capacidade de produzir até 150 mil barris de petróleo por dia e de comprimir 7 milhões m³ de gás natural diários. Elas deverão operar em Franco e Nordeste de Tupi, localizados no pré-sal da Bacia de Santos. A primeira unidade dessa série é a plataforma P-74, cujo navio já está ancorado no porto do Rio de Janeiro. A conversão de seu casco deverá ser concluída em março de 2014. A previsão é que o casco da P-75 tenha a obra concluída em outubro de 2014 e os cascos das plataformas P-76 e P-77 ao longo de 2015. Após a conclusão dessa etapa de conversão, cada casco será encaminhado a outro canteiro, onde serão instalados os módulos de produção e de processamento de petróleo e gás, além da integração das unidades. Estes contratos devem ser assinados até abril de 2013, segundo comunicado da estatal.

Medicamentos genéricos alcançam 25% de participação de mercado

Os medicamentos genéricos alcançaram a inédita marca de 25,4% de participação de mercado no primeiro trimestre de 2012. No mesmo período do ano passado, o setor tinha 22,7% de participação no mercado de medicamentos, segundo a Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos). De acordo com dados da associação divulgadas nesta segunda-feira, 152,8 milhões de genéricos foram comercializados entre janeiro e março deste ano, uma evolução de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em valores, as vendas das indústrias do setor somaram R$ 2,40 bilhões, respondendo por 21,4% de participação no mercado no primeiro trimestre. No mesmo período do ano passado, as vendas do setor somaram R$ 1,77 bilhão (18,5% de participação). "Seguiremos crescendo nesses patamares e esperamos alcançar 30% de participação de mercado ainda em 2012", disse o presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti. As vendas no mercado farmacêutico total, incluindo todas as categorias de medicamentos, cresceram 10% no primeiro trimestre. Ao todo foram vendidas 598,7 milhões de unidades entre janeiro e março de 2012, contra 544,3 milhões em igual período de 2011. Segundo a associação, desde 2001, quando os medicamentos genéricos começaram a ser comercializados, o consumidor brasileiro já economizou R$ 26,7 milhões.

Estaleiro Atlântico Sul muda de presidente

Em meio ao polêmico atraso de dois anos da entrega do navio João Cândido à Transpetro, o Estaleiro Atlântico Sul anunciou nesta segunda-feira mudança de comando. O engenheiro Otoniel Silva Reis, diretor-executivo de Mercado Privado e Óleo e Gás da Queiroz Galvão, assumiu o cargo do atual presidente Agostinho Serafim Júnior, que havia substituído o presidente anterior Angelo Bellelis, em março de 2011. A Queiroz Galvão é dona do estaleiro, em parceria com a Camargo Corrêa. Engenheiro elétrico, Reis é de Minas Gerais e tem três décadas de experiência no setor de óleo e gás natural, desenvolvendo projetos para a Petrobras e para o estaleiro Keppel Fels. Ele vai administrar uma carteira de encomendas de R$ 8 bilhões e a vigilância da presidente da Petrobras, Graça Foster, que declarou que não vai tolerar atrasos nas encomendas da empresa. O navio João Cândido foi encomendado há quatro anos e deveria ter sido entregue em 2010. A previsão é que a entrega seja feita no dia 25 de maio, segundo a assessoria do estaleiro.

Presidente da Gaviões da Fiel tem prisão decretada

A Justiça de São Paulo expediu nesta-seguna-feira mandado de prisão contra o presidente da torcida organizada Gaviões da Fiel, Antônio Alan Souza Silva, e outro membro da torcida. Souza Silva teve a prisão decretada por conta da briga entre torcedores, no dia 25 de março, envolvendo corintianos e palmeirenses que resultou em duas mortes. As investigações continuam. Três membros da Gaviões já haviam sido presos, assim como torcedores da Mancha Alviverde, do Palmeiras -Lucas Lezo, vice-presidente da Mancha, continua detido. Douglas Deungaro, ex-presidente da Gaviões, também chegou a ser preso. A investigação das torcidas de Corinthians e Palmeiras, com sede no Bom Retiro e na Barra Funda, respectivamente, foi feita pela Decradi em conjunto com a DHPP. A polícia começou a investigar as duas torcidas após o confronto entre cerca de 300 torcedores do Corinthians e do Palmeiras na avenida Inajar de Souza, no bairro do Limão, horas antes do clássico entre as duas equipes no Pacaembu, realizado no último dia 25. Na confusão, André Alvez Lezo, 21, foi morto com um tiro na cabeça. Dois dias depois, Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira teve a morte cerebral confirmada pelo hospital São Camilo. Em virtude da violência e da morte dos torcedores, a Federação Paulista de Futebol proibiu as duas organizadas de entrar nos estádios na reta final do Estadual.

Presidente de sindicato de metalúrgicos assume a Força Sindical

O presidente do sindicato dos metalúrgicos Miguel Torres assumiu nesta segunda-feira a presidência da Força Sindical após Paulo Pereira da Silva, o deputado federal Paulinho da Força (PDT), se afastar do cargo para disputar a Prefeitura de São Paulo. Segundo nota divulgada pela central sindical, Paulinho ficará no cargo de deputado federal até o início da campanha eleitoral. Torres já havia assumido a presidência interinamente da Força Sindical durante a campanha eleitoral para deputado federal de Paulinho, em 2010. O novo presidente está no movimento sindical desde 1979. Já coordenou a Campanha de Arrecadação de Alimentos aos Irmãos Nordestinos e a Marcha para Brasília pelo pagamento das perdas do FGTS. E era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos).

Demóstenes pede novo prazo para se defender no Conselho de Ética

A defesa do senador Demóstenes Torres (Ex-DEM-GO) protocolou nesta segunda-feira no Conselho de Ética do Senado um pedido para que seja dado um prazo de mais 10 dias úteis de defesa para ele. "Resta inequívoco assim que a defesa do senador defendente não pôde ser exercida em sua plenitude", diz petição entregue no fim da tarde. O Conselho de Ética marcou para esta terça-feira a sessão que decidirá sobre a abertura de processo contra o senador por quebra de decoro parlamentar em razão de suas ligações com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O relator do processo contra Demóstenes, senador Humberto Costa (PT-PE), pediu a abertura do processo ao afirmar, entre outras coisas, que Demóstenes faltou com a verdade no plenário da Casa quando negou conhecer as atividades ilícitas de Carlinhos Cachoeira. Segundo Costa, Demóstenes usou o mandato para atuar em favor dos interesses do empresário. Na semana passada, o presidente do Conselho de Ética, Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), já havia negado pedido da defesa de Demóstenes para que pudesse se manifestar em cinco dias após a divulgação do relatório de Humberto Costa. Nesta segunda-feira, o advogado de Demóstenes, Antônio Carlos de Almeida Castro, alega que o relatório de Costa aborda fatos novos que não foram explicados pelo senador. "É fato que ao senador Demóstenes simplesmente não foi facultada a possibilidade de se defender desses novos fatos a ele imputados no relatório", diz a defesa. O advogado menciona, no documento, uma sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) que discutiu em 2008 a legalização de bingos, ramo de atuação de Carlinhos Cachoeira. Demóstenes não esteve na reunião, o que, para o relator Humberto Costa, demonstra indício de sua atuação a favor de Cachoeira. A defesa informa, na petição, que o senador estava em missão oficial, viajando, para participar da 63ª Assembleia da ONU.

Venezuela insiste que Chávez segue no comando do país

Aliados do ditador venezuelano, Hugo Chávez, insistiram nesta segunda-feira que ele ainda estava comandando a nação, apesar de uma semana de silêncio do líder normalmente loquaz, cuja batalha contra o câncer tem ofuscado sua candidatura à reeleição. A constante presença na mídia reduziu-se a algumas mensagens no Twitter. Chávez não fez nenhum contato ao vivo com a mídia estatal na semana desde uma aparição pública na semana passada, antes de partir para Cuba para receber tratamento. Sua ausência atiçou as críticas de que ele não está mais comandando corretamente o país e estimulou conversas sem precedentes de um sucessor para o ex-soldado, que durante 13 anos no poder evitou cultivar um protegido que poderia substituí-lo. "O presidente, ainda em tratamento, continua governando", disse o dirigente do partido Aristóbulo Istúriz: "Para a oposição, a questão da saúde do presidente não é humanitária, mas sim eleitoral porque a sua única possibilidade de vitória vem de uma doença de Chávez". Ele passou por três operações desde junho passado, incluindo uma que removeu um tumor do tamanho de uma bola de beisebol. Mas os líderes do governo se recusaram a divulgar detalhes sobre sua condição. Ele supostamente teria concluído a última das cinco sessões de radioterapia, mas o silêncio incomum tem provocado especulação de que sua condição pode estar piorando, possivelmente se tornando fatal. A recente criação de um Conselho de Estado, encarregado de assessorar o presidente sobre questões políticas, tem sido interpretada por analistas e alguns ativistas da oposição como uma agência de transição que poderia facilitar o caminho rumo a uma Venezuela pós-Chávez. Os líderes do partido negam isso, insistindo que ele é o único candidato e assegurando os eleitores de que ele vai derrotar o candidato de oposição Henrique Capriles na eleição de 7 de outubro. "Não é uma (comissão de) transição e não haverá transição", disse o vice-presidente, Elias Jaua, no domingo em uma cerimônia repleta de partidários de Chávez vestidos com camisas vermelhas assinadas e cantando slogans do partido: "Haverá eleição, reeleição e um novo mandato para Hugo Chávez".

Procuradoria defende que Cachoeira continue preso

A Procuradoria Geral da República enviou parecer ao Superior Tribunal de Justiça defendendo que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, continue preso com o objetivo de "de neutralizar ou, ao menos, enfraquecer seu poder de articulação e penetração que sabidamente exerce na sociedade". O documento, assinado pelo subprocurador-geral Paulo da Rocha Campos, diz que libertar Cachoeira seria uma medida "temerária". Trata-se da posição do Ministério Público Federal em relação a habeas corpus impetrado pela defesa do empresário no STJ, após ter o mesmo pedido negado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O caso é relatado pelo ministro Gilson Dipp e só deverá ser julgado na semana que vem. Segundo o parecer enviado por Rocha Campos, não há qualquer ilegalidade em manter Cachoeira preso e tal necessidade é "imperiosa para o resguardo da ordem pública, diretamente ameaçada com a atividade criminosa organizada". O subprocurador descreve Carlinhos Cachoeira como alguém com grande influência política e econômica perante a sociedade e a própria estrutura estatal, "encontrando-se no ápice de moderna, articulada, antiga e extensa organização criminosa, fortemente armada pelo concurso de vários agentes dos setores da segurança pública, inclusive do alto escalão". Ele ainda diz que o empresário "detém uma incrível e grandiosa capacidade de cooptação, além de extremo poderio econômico, utilizado unicamente com a finalidade de manter, a todo custo, as atividades espúrias, por meio de uma vasta rede de corrupção armada, ora para assegurar a impunidade de contravenções e crimes, ora para impedir perdas patrimoniais nos negócios explorados".

Ex-juiz é preso em Minas Gerais por suspeita de abusar de criança

Um juiz aposentado de 65 anos foi preso em Belo Horizonte no domingo por suspeita de abusar sexualmente de um menino de 11 anos de idade. Segundo a Polícia Civil, policiais foram até a casa do suspeito, após uma denúncia anônima. No local, encontraram a criança embaixo da cama do ex-juiz Mário José Pinto da Rocha. De acordo com a polícia, quando os policiais chegaram ao local o ex-juiz negou que a criança estivesse lá. Ainda segundo a polícia, o menino mora com avó, mas passa a maior parte do tempo vigiando carros nas ruas do bairro em que o ex-juiz mora. A delegada Andrea Aparecida Alves Cunha, Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, afirma que o menino confirmou em depoimento ter sofrido abuso. "Não era a primeira vez que o menino ia à casa. Isso já vinha acontecendo há algum tempo. Ele contou que recebia até R$ 15 para manter relações com o ex-juiz. A criança também contou que eles fizeram sexo pouco antes de a polícia chegar", disse a delegada. Ainda segundo a delegada, o suspeito já havia sido preso em outras duas ocasiões por atentado violento ao pudor. Agora, ele será indiciado sob suspeita de estupro de vulnerável. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Rocha deixou a magistratura em maio de 2003. Atualmente ele atua como advogado em Belo Horizonte.

Compra financiada de carro agora exige 20% de entrada

Embora ainda faça parte de tabelas de bancos, o financiamento de veículos em 60 meses (cinco anos) e as propostas sem entrada sumiram do mercado. Em meio ao cenário recorde de inadimplência no setor, um piso informal tem sido adotado como sinal para a compra: 20% do valor. "Se passar proposta de 60 meses ou sem entrada, só é aprovada se for milionário", brinca o presidente da associação das concessionárias Ford, Sergio Zardo. Segundo ele, o pedido antecipado do mínimo de20% "evita o constrangimento do cliente" diante de uma possível reprovação da proposta. Hoje, com o maior rigor nas análises, apenas de três a cinco consultas são aprovadas, em cada dez, ao contrário de dois anos atrás. No balanço do quarto trimestre, quando teve prejuízo de R$ 605 milhões, o Banco Votorantim, um dos maiores em carros usados, informou a adoção do mínimo de 20%.

Petrobras vê conflitos no Exterior por redução de investimentos

A redução dos investimentos da área internacional prevista no plano de negócios da Petrobras mais o desinvestimento em ativos de países sul-americanos vão gerar conflitos com vizinhos que precisão ser gerenciados pela estatal, segundo o assessor da Presidência da empresa, André Ghirardi. O desinvestimento acontece quando uma empresa retira total ou parcialmente os investimentos de um local. Pode acontecer também quando há vendas de ativos ou não há manutenção dos bens da empresa em determinada região. O plano de negócios plurianual da estatal (2011-2015) prevê desinvestimentos de mais de US$ 13 bilhões, e parte desse movimento de venda de ativos deve acontecer no Exterior, embora a estatal ainda não tenha especificado o que será vendido. "De 2009 a 2010 houve um corte de 30% na diretoria internacional e, agora, temos a orientação de desinvestimento, inclusive na área internacional", disse Ghirardi em palestra no Rio de Janeiro. "Isso tem impacto direto nos nossos vizinhos. Vejo isso como fonte de conflitos não graves, mas trabalhosos e sensíveis", acrescentou o executivo. No caso da Argentina, por exemplo, a Petrobras recentemente perdeu a concessão de uma área, confiscada pela província de Neuquén, que argumentou que a estatal não fez os investimentos devidos na exploração.

Comissão pretende acabar com crime de desacato no Código Penal

A comissão de juristas que prepara o anteprojeto da reforma do Código Penal no Senado pretende acabar com o crime de desacato à autoridade. Caso a sugestão seja aprovada pelo Congresso, o cidadão que desrespeitar um servidor público, que esteja desempenhando sua função, deverá responder pelo crime de injúria, que já existe no Código, mas terá a pena aumentada. Atualmente o crime de injúria prevê detenção de seis meses a um ano para quem insultar ou ofender outra pessoa. Se a injúria for contra uma autoridade, a pena passa a variar entre um e dois anos, segundo decisão da comissão. O relator da reforma, Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, ressaltou que a punição será ainda maior caso o acusado chegue a agredir o servidor público fisicamente. "Se for uma injúria real, o que a gente chama de partir para as vias de fato, que é dar um tapa, a pena é de um a três anos", explicou. Segundo Gonçalves, o crime de desacato foi realocado porque houve o entendimento de que ele não é outra coisa além de uma ofensa a honra. Tal como está hoje, o Código Penal prevê pena de seis meses a dois anos para as situações de desacato. Durante a seção desta segunda-feira, o presidente da comissão e ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, anunciou que o prazo para entrega do anteprojeto do Código Penal deve ser aumentado em um mês.

Justiça manda prender PMs condenados por Eldorado do Carajás

O coronel da PM Mário Colares Pantoja, um dos dois condenados pelo massacre em Eldorado do Carajás (PA), em abril de 1996, foi preso na tarde desta segunda-feira e já está em uma penitenciária em Santa Isabel do Pará (a 47 quilômetros de Belém). A Justiça do Pará expediu mandados de prisão contra os dois policiais militares condenados pelo massacre, que resultou em 21 sem-terra mortos (19 no conflito e dois feridos que morreram posteriormente). Eles recorriam da condenação em liberdade, graças a um recurso no Supremo Tribunal Federal. As possibilidades de recorrer em liberdade se esgotaram e o processo foi devolvido à Justiça do Pará, que determinou a prisão. O coronel Manoel Colares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira foram condenados a, respectivamente, 228 anos de prisão e 158 anos e quatro meses.

Farc condicionam entrega de Langlois a debate sobre papel da imprensa

As Farc (organização terrorista e traficante de cocaína) condicionaram a entrega do jornalista francês Roméo Langlois, em poder da guerrilha desde os combates do dia 28 de abril, à abertura de um debate sobre o papel da imprensa ao informar sobre o conflito armado na Colômbia. As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) impuseram este requisito em nota oficial divulgada nesta segunda-feira através do blog de sua agência de imprensa, a "Anncol". No domingo as Farc anunciaram, através de sua conta na rede social Twitter, que o jornalista seria libertado "em breve". "Informamos que o prisioneiro de guerra Roméo Langlois, jornalista francês, em breve será libertado são e salvo", assinala uma das várias mensagens da guerrilha após admitir, em um vídeo divulgado horas antes, que o correspondente estava em seu poder. Nas imagens, um rebelde que se identifica como "Ancízar" ou "Monazo" revela que a guerrilha mantém Langlois como refém e garante que, apesar de ele ter sido ferido no braço, "está bem de saúde". O terrorista, que na imagem aparece acompanhado ao fundo por companheiros de luta na selva, indica que a chamada Frente 15 das Farc travou combates por sete horas no último dia 28 de abril no município La Montañita, no departamento do Caquetá.

Petrobras inclui subsidiária holandesa em programa de crédito

A Petrobras vai estender o programa Progredir à sua subsidiária sediada na Holanda PNBV (Petrobras Netherlands B.V.), que tem como objetivo conceder apoio logístico para a estatal na contratação e arrendamento de plataformas de produção e perfuração. Além da subsidiária holandesa, serão incluídas também a Petrobras Biocumbustível, a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro". Com essa inclusão, os fornecedores dessas empresas e empreendimentos terão acesso ao programa Progredir, que facilita a oferta de crédito para a cadeia de fornecedores da Petrobras. A PNBV poderá realizar compras no mercado brasileiro com as vantagens do Progredir, lançado em junho de 2011 pela Petrobras e os seis principais bancos de varejo do País (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander). O programa já permitiu que fornecedores e subfornecedores da Petrobras contratassem mais de R$ 2 bilhões em empréstimos junto aos bancos parceiros. Os contratos da Petrobras são dados como garantia para os empréstimos, cujo risco é assumido pelo banco que empresta os recursos. O Programa Progredir viabiliza a oferta de crédito a custo reduzido para todas as empresas que integram a cadeia de fornecedores da Petrobras. O Progredir faz parte das ações estratégicas previstas pelo Plano de Negócios 2011-2015 para o fortalecimento e ampliação da cadeia produtiva. O plano prevê investimentos de US$ 224,7 bilhões e está sendo revisto para o período 2012-2016.

JBS estuda comprar Frangosul e assumir dívidas

O presidente do JBS, Wesley Batista, disse nesta segunda-feira que a companhia poderá adquirir os ativos da Frangosul no Brasil por meio de um acordo que inclua a assunção de dívidas da controlada da francesa Doux no Brasil. O JBS, maior produtor global de carne bovina, que anunciou na sexta-feira acordo para arrendar as unidades da Frangosul, entrando na produção de frango no Brasil, tem opção de compra dos ativos. Segundo Batista, dependendo do valor do passivo, a empresa assumiria as dívidas e pagaria mais US$ 1,00 aos donos da Doux. O endividamento da empresa é estimado pelo mercado entre US$ 500 e US$ 600 milhões. "A JBS compraria a empresa e pagaria um dólar simbolicamente ao acionista, basicamente. Caso os passivos estejam em valor que interesse ao JBS.", disse Batista, em teleconferência com analistas. O JBS não tem uma avaliação sobre o tamanho da dívida total da Frangosul. Mas, pelo acordo para arrendar os ativos da Frangosul, o JBS pagará a dívida da empresa de R$ 150 milhões junto a integrados e pequenos prestadores de serviços, como parte do acordo. "Vamos assumir todos os contratos com integrados, vamos pagar dívida com os integrados, um negócio importantíssimo dentro da cadeia produtiva. É um negócio que a JBS considera um bom negócio e uma ótima solução para a empresa [Frangosul], que vinha enfrentando dificuldades.", disse Batista.

Advogado notifica Google para impedir buscas por fotos de Dieckmann nua

O advogado da atriz Carolina Dieckmann, Antonio Carlos Almeida Castro, afirmou nesta segunda-feira que vai pedir à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) para enviar uma notificação ao Google: o objetivo é impedir que as buscas feitas no site apresentem as fotos da atriz nua. Atriz foi chantageada antes de ter fotos divulgadas, diz o advogado. Castro contou ainda que já notificou por email dois sites da Inglaterra que divulgam as imagens íntimas de Dieckmann.

Leilão de energia pode ser adiado por atraso em usina

O leilão de energia nova A-5, marcado para 16 de agosto, pode ser adiado se a usina hidrelétrica São Manoel, no rio Teles Pires, não obtiver a licença ambiental prévia, necessária para sua participação no certame. "O prazo para São Manoel realmente está apertado, e eu espero que muito provavelmente o leilão fique para mais adiante, ainda neste ano. Mas mais para o final do ano", disse o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, nesta segunda-feira. "Eventualmente, se você faz algum leilão agora e atende toda a demanda, de repente, não tem demanda para fazer depois só com São Manoel", completou Tolmasquim. Segundo ele, a usina de São Manoel, que terá 700 megawatts (MW) de potência, é uma das mais importantes do leilão e, por enquanto, ainda não pode ser incluída na rodada diante de dificuldades no licenciamento e a demora na realização de audiência públicas desse processo. Tolmasquim reforçou que o prazo para a usina, que será localizada na divisa entre os estados do Mato Grosso e Pará, está "super em cima da hora e não sei se vamos conseguir a licença há tempo". Já para as usinas Cachoeira Caldeirão (134 MW) e Sinop (400 MW), também previstas para licitação no leilão, Tolmasquim disse que a obtenção de licenças "parece ser mais fácil".

Produção de veículos no Brasil cai 15,5% em abril

A produção brasileira de veículos caiu 15,5% em abril em relação a março, para 260,8 mil unidades, informou a associação que representa as montadoras, Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), nesta segunda-feira. A redução mês a mês foi atribuída pelo presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, principalmente, ao menor número de dias úteis em abril ante março. No acumulado do primeiro quadrimestre a indústria automotiva no Brasil produziu 998,9 mil veículos, queda de 10,1% sobre igual período do ano passado. Na comparação com abril de 2011, houve queda de 7,5%. Já as vendas de veículos caíram 14,2% no mês passado sobre março, e foram 10,8% menores ante abril de 2011, para 257,9 mil unidades. De janeiro a abril, as vendas somaram 1,08 milhão de unidades, queda de 3,4% ante o mesmo intervalo do ano passado. Em abril, as exportações de veículos do Brasil somaram US$ 1,379 bilhão, recuo de 4,3% sobre março e alta de 5,7% contra um ano antes. Isoladamente, a venda de caminhões caiu 17,8% em abril sobre o mesmo mês de 2011 e perdeu 18,8% ante março, para 11.113 unidades. A Fiat vendeu um total de 53.519 automóveis e comerciais leves em abril, queda de 19,2% na comparação com março. A Volkswagen, em seguida, comercializou 50.932 unidades nas mesmas categorias no mês passado, redução de 12,9% frente à março. A GM teve vendas de 41.381 carros e comerciais leves em abril, abaixo das 45.181 unidades em março. A Ford, por sua vez, registrou vendas de 24.103 unidades no último mês, queda de 13,8% ante março, segundo mostraram os dados da Anfavea.

Mudança na poupança protege pequeno poupador, diz Dilma

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que a mudança para novos depósitos nas cadernetas de poupanças, anunciada pelo governo na semana passada, vai proteger o pequeno poupador, além de permitir que as taxas de juros continuem caindo. A nova regra prevê que, quando a taxa básica de juros for menor ou igual a 8,5% ao ano, os rendimentos da caderneta serão fixados em 70% da taxa Selic. Anteriormente, o critério de remuneração da poupança era 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). A Selic está fixada em 9% ao ano. No programa semanal "Café com a Presidenta", Dilma lembrou que não são cobrados, sobre os rendimentos da caderneta, Imposto de Renda ou taxa de administração e que, por isso, quando os juros caem, a poupança se torna mais atraente. "A caderneta de poupança é um patrimônio dos brasileiros e o governo tem obrigação de protegê-la, de torná-la cada vez mais segura e mais rentável para o pequeno poupador. É isso que estamos fazendo. Não podemos aceitar que agora, quando estamos baixando os juros, ela se torne uma forma de lucro fácil para aqueles que só querem especular".

Tribunal de Justiça gaúcha aceita denúncia e abre processo criminal contra deputado estadual Marcelo Moraes

Os desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em sessão realizada nesta segunda-feira, votaram pelo recebimento da denúncia contra o deputado estadual Marcelo Moraes e o empresário Carlos Frederico Schultz, da Colibri Empreendimentos Ltda. Ambos passarão a responder a processo criminal. O Ministério Público denunciou o parlamentar por fraude em procedimento licitatório. Na denúncia, o Ministério Público relata que no período entre 2009 e 15 de março de 2010, na sede da prefeitura de Santa Cruz do Sul, Marcelo, então Secretário Municipal de Transportes e Serviço Públicos, juntamento com o empresário, teriam frustrado e fraudado licitação para contratação de empresa que forneceria veículos, equipamentos e equipes para execução de serviços de iluminação pública de Santa Cruz do Sul. O relator da matéria no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul foi o desembargador Marco Antônio Ribeiro de Oliveira, que votou pelo recebimento da denúncia. O magistrado afirma que a denúncia apresenta a exposição dos fatos, com todas as suas circunstâncias, com classificação do crime e apresentação do rol de testemunhas. Por maioria, os desembargadores acompanharam o relator e votaram pelo recebimento da denúncia, sendo vencidos os Desembargadores Carlos Cini Marchionatti, Glênio Wasserstein Heckman e Alexandre Mussoi Moreira, que votaram pelo aguardo da realização de novas diligências. O próximo passo é a instrução do processo penal e, após, o julgamento do mérito da ação.

PGR quer informações sobre contratos da Delta no Rio de Janeiro

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, solicitou informações aos órgãos de fiscalização e controle para identificar se houve irregularidades nos contratos firmados entre a Delta Construções e o governo do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada para avaliar se cabe ou não a abertura de pedido de investigação contra o governador Sérgio Cabral (PMDB). Cabral é amigo do ex-presidente da Delta e principal acionista da empresa, Fernando Cavendish. Segundo Gurgel, os pedidos de informação sobre os contratos no Rio de Janeiro foram direcionados para o Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e Controladoria Geral da União. O procurador espera receber dados de ações de improbidade que tramitariam na primeira instância do Judiciário fluminense, envolvendo contratos firmados com a empreiteira. A Delta, de acordo com informações recolhidas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, sustentava as operações do grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira no Centro-Oeste. O ex-diretor da empresa na região, Cláudio Abreu, foi preso em abril pela Policia Civil do Distrito Federal em um desdobramento da Monte Carlo. A Procuradoria Geral da República ressalta que o pedido de informações é um procedimento preliminar, que não significa pedido de abertura de inquérito ou início de investigação. Gurgel já pediu a abertura de inquérito para investigar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), com base nas informações recolhidas durante a Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que resultou na prisão do bicheiro Carlihos Cachoeira. Já o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), solicitou, por meio de advogados, que a PGR peça ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a abertura de investigação para apurar sua relação com Carlinhos Cachoeira.

Dilma volta a pressionar bancos

A presidenta Dilma Rousseff voltou a pressionar os bancos nesta segunda-feira para reduzirem as taxas de juros. Em seu programa semanal, Café com a presidenta, Dilma disse que a queda da taxa de juros "é um caminho sem volta" para o consumidor. “Essa força dos bancos e a segurança da nossa economia têm de permitir que eles ofereçam crédito mais barato para o povo brasileiro”, explicou Dilma. O presidente nacional do PRTB, Levy Fidelix, afirmou que há muito tempo vem sugerindo a nova medida à Dilma nos encontros do Conselho Político. “Estes méritos são extensivos também ao valoroso ministro da Fazenda, Guido Mantega, pela lucidez que tem, como colaborador da presidente Dilma, em enfrentar o poderoso lobby bancário de nosso País, com humildade, mas firme, para concretizar a realidade de que o povo brasileiro necessita”, reconheceu.

Advogado de Cachoeira pede adiamento do depoimento de seu cliente na CPI

O advogado de defesa do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, pediu nesta segunda-feira para o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), senador Vital do Rego (PMDB-PB), o adiamento do depoimento do contraventor até que seu pedido de habeas corpus seja analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nesta segunda-feira a Procuradoria-Geral da República manifestou-se contrária ao relaxamento da prisão preventiva do bicheiro e enviou o parecer ao STJ. O empresário foi preso em fevereiro durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investigou um esquema de exploração ilegal de jogos de azar em Goiás.

Presidente do TRE deu aval para verba extra de servidores

O desembargador Alceu Penteado Navarro, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, concordou com pagamento “sem motivo” de verbas excepcionais a cinco servidores que trabalharam em seu gabinete na época em que presidiu a Comissão de Orçamento e Finanças do Tribunal de Justiça - de janeiro de 2008 a janeiro de 2010. Os funcionários de Navarro receberam R$ 131.207,63. O pagamento antecipado a servidores está sob investigação do Tribunal de Justiça de São Paulo - é desdobramento do escândalo dos vultosos contracheques concedidos a um grupo de desembargadores, entre eles o próprio Navarro, que recebeu R$ 640,3 mil. A concessão de créditos extraordinários na corte também é alvo de investigação do procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, por suspeita de afronta à Lei da Improbidade. A apuração revela que foram pagos R$ 1.098.008,32 a um grupo de 25 funcionários - escreventes, agentes de segurança, motoristas e assessores - que davam expediente nos gabinetes dos cinco desembargadores que integraram a cúpula do Tribunal de Justiça naquele período. Navarro nega, em defesa ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça, que tenha autorizado os pagamentos. “Não encaminhei tais pedidos, não os deferi e muito menos ordenei seus pagamentos”, afirmou. Planilha confidencial do Tribunal de Justiça mostra que os valores repassados aos servidores de Navarro receberam autorização formal do desembargador Fábio Gouvêa, seu colega na Comissão de Orçamento. Entre os contemplados da equipe de Navarro estão um motorista (R$ 32.886,31) e quatro assessoras.

Cabral tenta evitar depoimento na CPI

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), procurou a cúpula do seu partido em busca de apoio para evitar que seja convocado a prestar esclarecimento à CPI do Cachoeira sobre suas relações com a construtora Delta, um dos alvos da comissão. Dois requerimentos foram apresentados à CPI pedindo a convocação de Cabral depois da divulgação de fotos e vídeos em que ele aparece ao lado do dono da empresa, Fernando Cavendish, em Paris e Monte Carlo. A Delta entrou na mira da CPI porque investigações da Polícia Federal mostraram ligações entre ela e o empresário Carlinhos Cachoeira, preso sob a acusação de explorar jogos ilegais e comandar um esquema de corrupção. Os requerimentos que pedem a convocação de Cabral devem ser votados no dia 17 e podem ganhar força se a Procuradoria-Geral da República abrir investigação sobre o governador e a Delta. O governador do Rio de Janeiro procurou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), além de membros do PSDB, partido ao qual foi filiado anteriormente.

Oposição tentará convocar novo presidente da Delta

A oposição quer ampliar as investigações da CPI do Cachoeira sobre a construtora Delta. O PPS informou ontem que vai propor a convocação do novo presidente da empreiteira, Carlos Alberto Verdini, que assumiu depois do afastamento de Fernando Cavendish do cargo. Na quinta-feira passada, a CPI marcou para o fim de maio o depoimento de Claudio Abreu, ex-diretor da Delta no Centro-Oeste que tinha relacionamento direto com o bicheiro Carlos Cachoeira, preso em Brasília. O PPS quer que Verdini explique a situação financeira da empresa e as negociações sobre sua venda. Nesta semana, O GLOBO revelou que a Delta está sendo vendida para a J&F Holding, que controla o frigorífico JBS. Além disso, como integrante da CPI, o líder do PPS na Câmara, o deputado Rubens Bueno (PR), pretende que Verdini esclareça suas ligações com o sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Araújo, o Dadá, apontado pela Polícia Federal como integrante do esquema de Cachoeira. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, diálogo gravado pela PF, em 12 de abril de 2011, sugere proximidade entre Dadá e Verdini. No diálogo, Dadá diz ao policial Marcello de Oliveira Lopes, o Marcelão, que estava “ligando para o Verdini e não estava conseguindo falar com o Verdini”. Em nota, segundo a reportagem, a Delta negou qualquer relação entre Verdini e Dadá e ressaltou que o diálogo mostra justamente isso, já que o ex-sargento da Aeronáutica não consegue sequer falar ao telefone com o executivo da empresa. “À medida que as investigações vão avançando, percebemos que a ligação de Cachoeira com a Delta atingia todos os níveis da direção da empresa. Essa situação requer o depoimento de todos os envolvidos”, destacou Rubens Bueno, na nota divulgada pelo PPS. O parlamentar lembrou ainda que o BNDES investiu recursos no frigorífico JBS e que, por isso, eventual negociação envolveria o governo federal e mereceria análise maior dos parlamentares. A Delta - que tem o maior número de contratos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - já deixou algumas obras, como a reforma do estádio do Maracanã. “Temos que mensurar o reflexo disso, os possíveis prejuízos para os cofres públicos, além de apontar os responsáveis por essa situação. No mínimo, há aí uma gestão temerária por parte da empresa, que assumiu mais compromissos do que poderia, e do governo federal, que permitiu que a Delta se tornasse a maior prestadora de serviços do PAC”, disse o líder do PPS.

Lula se mete nas eleições da Venezuela e manda para o país Dirceu e João Santana; sua aposta na desordem institucional atravessa fronteiras

Do jornalista Reinaldo Azevedo: "Luiz Inácio Lula da Silva, definitivamente, não está sabendo ser ex-presidente, conforme prometeu que faria. Certa feita, referindo-se a FHC, sugeriu que ele ficasse em casa cuidando de livros e netos. Netos, ao menos, Lula os tem. Não contente em investir na desordem institucional no Brasil, conforme escrevi no texto que manterei no alto da home ainda nesta manhã, o ex-presidente brasileiro está se metendo nas eleições venezuelanas para tentar garantir sobrevida política ao tiranete Hugo Chávez. Parece que o outro tem aquilo que lhe faz falta aqui: o direito de ficar no poder até quando Deus quiser. Chávez, sim, sabe odiar sem amarras institucionais! Reportagem de Frank López Ballesteros publicada ontem no jornal venezuelano El Universal informa as investidas e interferências de Lula no processo sucessório venezuelano. Em março, o Apedeuta se reuniu com o marqueteiro do PT, João Santana — que está prestando assessoria ao candidato Chávez — para saber detalhes da campanha eleitoral do Beiçola de Caracas. Quis conhecer as propostas de trabalho que seriam apresentadas ao PSUV, o partido do ditador. Em meados de abril, segundo o jornal, Santana desembarcou na Venezuela para se encontrar com o tiranete, levando a tiracolo ninguém menos do que José Dirceu. Dirceu é aquele senhor acusado pela Procuradoria Geral da República de ser “chefe de quadrilha”. Que encontro!!! Antes, em março, quem passou pela Venezuela foi Válter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT e secretário-geral do Fórum de São Paulo, que reúne partidos e grupos de extrema esquerda da América Latina. As Farc já fizeram parte da turma — hoje, oficialmente ao menos, está afastada do Fórum… Pomar desfilou ao lado dos chefões do PSUV e, acreditem, decidiu desqualificar Henrique Capriles Radonski, o candidato da oposição. Lula está mesmo empenhado. No encontro que manteve no fim de março com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e com o prefeito da capital, Eduardo Paes, no Circo Libanês, o Apedeuta expressou ao governador o seu descontentamento pela suposta simpatia que Cabral teria pela candidatura de Capriles. Segundo a fonte do Universal, “a vinculação do governador com o oposicionista venezuelano é pessoal, não pública”. De todo modo, Renato Pereira, marqueteiro das campanhas de Cabral e Paes, teria se encontrado com a equipe de Capriles. O chefão petista não gostou. Segundo essa mesma fonte, Lula quer que seus aliados mantenham distância da oposição venezuelana. É isto: se há regime autoritário na América Latina — e no mundo! —, Lula é a favor. Só exige, claro!, que seja de esquerda ou, ao menos, antiamericano. Eis o nosso Apedeuta. Justiça se lhe faça, não promove a destruição de instituições e de valores democráticos apenas em seu pais.

Procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro não vê razão para investigar relação entre Cabral e Cavendish

“O que essas fotos evidenciaram, na verdade, todos já sabiam, que era a relação de amizade entre o Cabral e o Cavendish. Mas neste momento é uma coisa política, e muito mais uma questão de natureza moral, que o povo pode considerar eticamente questionável, mas não vejo improbidade”. Duas semanas depois de arquivar a investigação aberta no Ministério Público para apurar as relações entre Sérgio Cabral e empresários - Fernando Cavendish, da Delta Construções, e Eike Batista, do Grupo EBX -, o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio, Cláudio Lopes, falou pela primeira vez sobre as suspeitas que vieram à tona na semana passada, após a publicação de fotos de uma viagem do governador à Europa, no blog do deputado Anthony Garotinho (PR), ex-governador e inimigo político de Cabral. Lopes se disse convicto de sua decisão e alegou critérios técnicos para não levar adiante a questão. Na opinião dele, o que foi revelado em jantares e passeios de luxo pelos mais caros restaurantes e hotéis da Europa é uma questão moral. “Qual era o objeto da investigação? Saber se o governador, em razão da amizade que tinha com os empresários, havia favorecido um ou outro em contratos públicos. Não existe qualquer prova disso. As empresas do Eike receberam incentivos fiscais como diversas outras. E especificamente com a Delta, os contratos foram ganhos por terem apresentado o menor preço e os aditivos foram todos feitos dentro da lei”, afirmou o procurador: “O que essas fotos evidenciaram, na verdade, todos já sabiam, que era a relação de amizade entre o Cabral e o Cavendish. Mas neste momento é uma coisa política, e muito mais uma questão de natureza moral, que o povo pode considerar eticamente questionável, mas não vejo improbidade”. Claudio Lopes explicou que sua decisão pelo arquivamento vai ser levada ao Conselho Superior do Ministério Público, que no próximo mês deverá se reunir para definir a questão. O arquivamento pode ser revisto, mas o procurador-geral voltou a frisar que, tecnicamente, não havia o que ser feito. “Cabral pode ter sido convidado para o jantar, bebido um vinho caríssimo, comido num restaurante de luxo, mas isso não se insere na lei da improbidade. Se o jantar foi pago por alguém que o convidou, pode ser eticamente questionável, mas juridicamente, não. É a mesma coisa que alguém convidá-lo para uma festa com caviar e champanhe e, claro, ele não vai pagar nada. Mas não quer dizer que você está retribuindo aquele favor, ou que está sendo sustentado por isso”. A Delta Construções já recebeu mais de 2 bilhões de reais em contratos públicos no Rio de Janeiro. Deste montante, 1,5 bilhão de reais foram em contratos celebrados desde 2007 (quando Sérgio Cabral tomou posse para seu primeiro mandato), sendo 230 milhões com dispensa de licitação.

Juiz desertor do chavismo confessa que fez parte da rede do narcotráfico, atuando a serviço do ditador da Venezuela

Desde a última quarta-feira, o nome do venezuelano Eladio Ramón Aponte Aponte reluz na lista “vermelha” da Interpol, a pedido do governo de seu país. A vida de Aponte Aponte, de 63 anos, mudou seis semanas atrás. Era um homem da lei. Virou foragido da Justiça. Era um dos pilares do governo Hugo Chávez. Tornou-se o “inimigo número um” caçado pelos chavistas. Era presidente do Tribunal Superior de Justiça, a Suprema Corte venezuelana. Agora é um delator da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos. Ele confessou cumplicidade com uma rede sul-americana de narcotráfico. E admitiu ter manipulado processos judiciais para favorecer traficantes cujos negócios - contou - eram partilhados com alguns dos mais graduados funcionários civis e militares do governo Chávez. Citou especificamente: o ministro da Defesa, general de brigada Henry de Jesus Rangel Silva; o presidente da Assembleia Nacional, deputado Diosdado Cabello; o vice-ministro de Segurança Interna e diretor do Escritório Nacional Antidrogas, Néstor Luis Reverol; o comandante da IV Divisão Blindada do Exército, Clíver Alcalá; e o ex-diretor da seção de Inteligência Militar, Hugo Carvajal. O juiz Aponte Aponte conheceu a desgraça em março, quando seu nome foi descoberto na folha de pagamentos de um narcotraficante civil, Walid Makled. Convocado para uma audiência na Assembléia Nacional, desconfiou. Na tarde de 2 de abril, ajeitou papéis em uma caixa, deixou o tribunal e entrou em um táxi. Rodou 500 quilômetros até um aeroporto do interior, alugou um avião e aterrissou na Costa Rica. Ali, pediu para entrar no sistema de proteção que a agência antidrogas dos Estados Unidos oferece aos delatores considerados importantes. Três semanas atrás, o juiz-delator reapareceu em uma entrevista ao canal Soi TV, da Costa Rica, contando em detalhes como é feita a manipulação de processos judiciais para livrar da prisão traficantes vinculados a personalidades do governo. Deu como exemplo um caso no qual está envolvido um ex-adido militar venezuelano no Brasil, o tenente-coronel Pedro José Maggino Belicchi. Segundo o juiz-delator, Maggino Belicchi integra a rede militar que há anos utiliza quartéis da IV Divisão Blindada do Exército da Venezuela como bases logísticas para transporte de pasta-base e de cocaína exportadas por facções da Farc, a narcoguerrilha colombiana. O tenente-coronel foi preso em flagrante no dia 16 de novembro de 2005, com outros militares, transportando 2,2 toneladas de cocaína em um caminhão do Exército (placa EJ-746). Na presidência da Suprema Corte, Aponte Aponte diz ter recebido e atendido aos apelos da Presidência da República, do Ministério da Defesa e do organismo venezuelano de repressão a drogas para liberar Magino Belicchi e os demais militares envolvidos. Faz parte da rotina judicial venezuelana, ele contou na entrevista à televisão da Costa Rica. O general Henry de Jesus Rangel Silva, citado pelo juiz-delator, comandou a Quarta Divisão Blindada, uma das unidades mais importantes do Exército venezuelano. Desde 2008, ele figura na lista oficial de narcotraficantes vinculados às Farc colombianas e cujos bens e contas bancárias estão interditados pelo governo dos Estados Unidos. Em janeiro, o ditador Hugo Chávez decidiu condecorá-lo em público e promovê-lo ao cargo de ministro da Defesa. “Rangel Silva é atacado”, justificou Chávez em discurso.