sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

OLHEM O QUE ESTÁ VINDO A CAMINHO EM POUCAS HORAS, O ESCÂNDALO DO ANO

Navio com minério da Vale que rachou será consertado

Avaliações preliminares dos engenheiros da STX Pan Ocean concluíram que o navio Vale Beijing, que apresentou rachaduras nos tanques de lastro, pode ser consertado para seguir viagem. O navio, que está carregado com cerca de 260 mil toneladas de minério de ferro, apresentou rachaduras durante operação de carregamento no Terminal Ponta da Madeira, em São Luís, da mineradora Vale, no dia 3. Segundo nota divulgada nesta sexta-feira pela empresa coreana proprietária do navio, parte do óleo combustível da embarcação será retirado. Uma empresa internacional de salvatagem (salvamento e resgate) foi contratada para realizar a operação. Na terça-feira, o navio foi rebocado para uma uma área remota na baía de São Marcos (a cerca de 11 quilômetros da costa). Com a movimentação, segundo a empresa, não há mais risco de o navio afundar. Desde quarta-feira, uma equipe de engenheiros vindos da Coréia do Sul está fazendo uma análise das condições do navio para definir a operação de restauro. A turbidez da água no local dificulta a avaliação do dano feita pelos mergulhadores. Na nota, a STX Pan Ocean diz que ainda é cedo para avaliar as causas do acidente.

Moody´s rebaixa rating de três bancos franceses

A agência de classificação de risco Moody´s rebaixou o chamado "rating" (nota de risco de crédito) de três bancos franceses nesta sexta-feira, sob o argumento de que a crise das dívidas na Europa tornou mais difícil para essas instituições conseguirem empréstimos, e que a situação poderia ficar ainda pior. Em seu relatório, a Moody´s rebaixou as "notas" atribuídas às capacidades financeiras do BNP Paribas, Crédit Agricole e do Société Générale. Os "ratings" para os títulos de longo prazo desses bancos também foram rebaixados, com a justificativa de que "foram afetados pelo frágil ambiente operacional para os bancos europeus". Bancos estão na linha de frente da crise das dívidas soberanas que atravessa o bloco de 17 países que fazem parte da zona do euro, e ameaça puxar a economia global de volta para a recessão. Na quinta-feira, o regulador bancário da União Européia afirmou que um conjunto de bancos do continente precisa levantar cerca de US$ 154 bilhões, mais do que o esperado para alcançar os novos padrões de segurança para proteger os depositantes contra choques financeiros.

Governo acompanha briga entre PT e PMDB envolvendo a Caixa Econômica Federal

Mesmo com a temperatura do caso do ministro petista Fernando Pimentel em elevação, o governo Dilma tem olhos para uma outra encrenca explosiva: o litígio entre PT e PMDB na Caixa Econômica Federal. O primeiro choque opôs o petista Jorge Hereda, presidente, e o vice Geddel Vieira Lima (Pessoa Jurídica), a propósito da venda da folha de pagamento do governo da Bahia para a Caixa Econômica Federal. No segundo, o vice Fábio Cleto (Loterias) se recusou a apoiar iniciativa que visa impedir o uso de recursos do FGTS em empreendimentos comerciais relacionados à Copa e à Olimpíada. Hereda resolveu tocar a vida passando ao largo de Geddel e Cleto. O PMDB já foi se queixar no Planalto. Essa briga pode ser explosiva e incontrolável, e colocar em risco a posição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, já devidamente envolvido na nebulosa questão da compra do controle do Banco Panamericano.

Classe C consome apenas um terço da produção agrícola brasileira

Apenas um terço de toda produção agropecuária do Brasil é consumida pela classe C. A conclusão é de um estudo divulgado na quinta-feira pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). De acordo com a presidente da entidade, senadora Kátia Abreu (PSD-TO), o potencial de consumo da classe C não está sendo aproveitado. "A classe média, em tese, deveria representar metade do consumo agropecuário, já que ela representa metade da população. As políticas públicas precisam ser direcionadas para que essa classe se fortaleça e consuma em paz, sem endividamento", afirmou a senadora. Segundo ela, o Brasil tem potencial para aumentar a produção de carnes e grãos, porém isso tem que ser feito de forma planejada, em equilíbrio com a capacidade de consumo das famílias, especialmente da classe C, que é onde está "o grande potencial de consumo". A pesquisa separou a classe média brasileira em três subgrupos de acordo com critérios como renda, religião, preferências políticas e nível de escolaridade: a classe C tradicional (41%), a nova classe C+ (39%) e a nova classe C- (20%). A principal distinção observada entre os subgrupos do estudo é o nível de satisfação com a vida. Enquanto a tradicional e a C+ reportam sentimentos de esperança e alegria, a C-, com menor renda e menor escolaridade, permanece preocupada e decepcionada, segundo o estudo. A classe C- corresponde a 20% do segmento e é onde estão os principais problemas. A pesquisa mostra que essa classe ascendeu socialmente, mas ainda tem uma série de dificuldades, inclusive em termos profissionais. "Esse grupo é menos escolarizado e por isso aproveita menos as oportunidades criadas nos últimos anos. Eles precisam se habilitar", afirmou Kátia Abreu. O levantamento destacou também que, apesar do incremento do poder aquisitivo, os brasileiros de classe média continuam endividados (28% do total constam no cadastro de inadimplentes do SPC/Serasa e, desse total, 33% são da nova classe C-). As dificuldades financeiras, entretanto, não impedem que 46% dos entrevistados possuam cartão de crédito e consigam comprar bens de consumo antes inacessíveis. Entre os entrevistados, 40% já têm automóvel. A CNA ouviu 2.000 pessoas acima de 16 anos e com renda familiar mensal entre R$ 1.200,00 e R$ 5.200,00 reais (aproximadamente 2,5 a 9,5 salários mínimos). As entrevistas foram feitas entre os dias 16 e 24 de outubro.

Ministro do Supremo faz crítica oblíqua ao Conselhão de Tarso Genro, que propôs discutir a censura à imprensa

O ministro Carlos Ayres Brito, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, passou nesta sexta-feira uma carraspana no Conselhão do peremptório petista governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, ao avisar o seguinte, em Porto Alegre: "O Estado não tem que organizar supostos conselhos da sociedade civil, porque seu objetivo final será sempre tutelar o que diz querer regrar". É insuportável tolerar que conselheiros escolhidos a dedo pelo governador façam o jogo de um governo autoritário como o do PT do Rio Grande do Sul, para se acumpliciar contra a liberdade de imprensa no Estado. Quem ouviu falar o ministro Carlos Ayres Brito percebeu que o Supremo Tribunal Federal não tolerará os arreganhos do governo petista do Rio Grande do Sul e seus parceiros, que insistem em discutir cláusulas constitucionais que são consideráveis imutáveis pela Corte Suprema do Brasil. A liberdade de imprensa é o valor maior da liberdade de expressão e é tão importante quanto a liberdade de respirar. Os excessos e crimes cometidos pela imprensa já estão regrados de maneira mais do que suficiente pelos Códigos Civil e Penal. O PT quer censurar a imprensa para que ela pare de denunciar os atos de corrupção do seu governo.

Polícia Federal já avisou MEC que vazamento do Enem foi maior, diz procurador da República

O Ministério da Educação já foi informado pela Polícia Federal que o vazamento de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 foi mais extenso do que a pasta admite. Quem garante é o procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho, o mesmo que, logo após a realização da prova, nos dias 22 e 23 de outubro, requereu que as 14 questões vazadas fossem canceladas em todo o Brasil. O pedido, contudo, foi negado pelo MEC e, posteriormente, pela Justiça federal, que cancelou apenas os 14 testes das provas de estudantes do Colégio Christus, de Fortaleza. De acordo com Costa Filho, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do MEC responsável pelo Enem, questionou oficialmente a Polícia Federal sobre o inquérito que investiga o vazamento das questões para estudantes do Christus e também para o curso pré-vestibular da instituição. “A resposta da Polícia Federal foi clara, já foram apurados fortes indícios de que os alunos do pré-vestibular também tiveram acesso ao material didático distribuído pelo colégio”, afirma o procurador. E acrescenta: “Eu já recebi informações de que o vazamento não ficou restrito ao colégio e cursinho Christus, outras escolas da rede afiliada também receberam as apostilas com as questões do Enem". Diante do quadro, o procurador pergunta: “Se o MEC já foi informado sobre a extensão do vazamento, por que ainda não tomou uma atitude em relação a isso?” Agora, Oscar Costa Filho prepara um ofício enderaçado ao MEC, pelo qual pede esclarecimentos sobre o assunto. O vazamento das questões para estudantes do cursinho já havia sido confirmado há mais de um mês. O MEC, contudo, ignorou evidências e depoimentos de estudantes e manteve a decisão de anular apenas questões de participantes do Colégio Christus. Na terça-feira, a procuradora Maria da Candelária Di Ciero encaminhou à Polícia Federal ofício solicitando que as investigações sobre o vazamento se foquem nas responsabilidades do MEC e do Inep no episódio. Diz o texto da procuradora: “à luz de veementes indícios de que o vazamento do ENEM 2011 não se teria consumado sem a concorrência a informações privilegiadas oriundas de atores e processos sob responsabilidade do INEP/MEC, o que afasta a hipótese de um fenômeno que teve início e fim, exclusivamente, no âmbito local, REQUISITA deligências no sentido de que sejam investigados e ouvidos os elaboradores e revisores envolvidos". Isso inclui elaboração das questões, pré-testagem e produção da prova do Enem 2011. O episódio do vazamento teve início quando um aluno postou nas redes sociais fotos de uma apostila do Christus com as questões do Enem. Costa Filho ajuizou, em seguida, uma ação civil pública pedindo a anulação parcial ou total do exame. Uma liminar chegou a ser concedida ao Ministério Público Federal do Ceará, mas foi cassada pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região no dia 4 de novembro. A decisão foi confirmada no dia 16 do mesmo mês.

Veículos sem licenciamento são usados pela Qualix-Sustentare na coleta de lixo de Porto Alegre

Desde o ano passado a empresa Qualix-Sustentare está vivendo um de seus piores momentos, senão os últimos. Alguns empresários já falam em falência da empresa. A história da empresa Qualix-Sustentare remonta da época em que a controladora era a Sideco Brasil, controlada pela Sideco Americana, empresa de capital argentino que acabou deixando o Brasil. No final de 2010 a empresa foi assumida pelo fundo brasileiro Arion Capital, que injetou cerca de 10 milhões de reais no caixa da empresa. Após várias decisões administrativas erradas, inclusive a mudança do nome de Qualix para Sustentare, o fundo Arion Capital abandonou a empresa na primeira metade de 2011. No lugar de Flávio Souto, da Arion Capital, que era o presidente, entrou Adilson Martins, um dos funcionários mais antigos da Qualix, com mais de 25 anos de serviços prestados à empresa. Para o lugar da Arion Capital, o Banco Prime (maior credor da Qualix-Sustentare) assumiu o compromisso de remodelar e colocar a empresa nos eixos, inclusive visitando as prefeituras, como foi o caso de Teresina. Lá o diretor comercial da Qualix-Sustentare, Marcel Gelfi, esteve junto com o diretor do Banco Prime, Paulo Goulart, visitando o prefeito de Teresina. O planejamento estava funcionando e a Qualix-Sustentare estava voltando ao seu dia a dia quando em meados de outubro desse ano sofreu mais dois grandes golpes. Uma ação trabalhista de Brasília, onde a Qualix-Sustentare fazia a limpeza pública, no valor de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais), conseguiu bloquear o montante direto nas contas bancárias da empresa. Outra ação trabalhista, essa no valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), bloqueou o pagamento nas prefeituras brasileiras e acabou por deteriorar ainda mais o caixa da Qualix-Sustentare. Os salários dos funcionários foram pagos na última quarta-feira (07/12). Protestos já explodem em Porto Alegre. Em Feira de Santana (BA), a Qualix-Sustentare não recolhe mais o lixo, por decisão unilateral da prefeitura. Na quinta-feira (08/12), na sede da Qualix-Sustentare, na rua Antônio Ribeiro Pina, 225, em São Paulo, os funcionários fizeram um piquete na frente da empresa bloqueando a entrada. Os fornecedores da empresa também não recebem os pagamentos de seus serviços e produtos negociados com a Qualix-Sustentare. Sequer esses fornecedores são atendidos por alguém da diretoria da Qualix-Sustentare. Um dos fornecedores é a Mape Veículos, de Londrina (PR), que aluga veículos leves para a Qualix-Sustentare. Sem receber desde outubro, e com uma dívida que ultrapassa R$ 150 mil, a empresa Mape Veículos já reincidiu os contratos com a Qualix-Sustentare, notificando a mesma e as prefeituras brasileiras que contrataram a empresa paulista. A Mape Veículos, de Londrina, não consegue sequer recolher os seus veículos, que segundo os funcionários da Qualix-Sustentare são usados pelas prefeituras onde a empresa ainda presta serviços de coleta de lixo entre outros. Os veículos leves da Mape estão com os seus licenciamentos vencidos no Paraná (o prazo do licenciamento nesse Estado é de agosto a novembro de cada ano), portanto o seu uso pelas prefeituras brasileiras é irregular. Para fins de cumprimento da legislação de trânsito, os veículos devem ter seus licenciamentos renovados anualmente. O processo de renovação do licenciamento anual compreende o recolhimento dos impostos, taxas e multas devidas ao proprietário do veículo, conforme calendário. Após a quitação dos licenciamento é expedido o documento Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). Na coleta de lixo de Porto Alegre, de responsabilidade do Departamento Municipal de Limpeza rbana (DMLU), a Qualix-Sustentare está operando com três veículos leves locados da MAPE, de Londrina. Esses veículos estão sem licenciamento no Paraná. A Brigada Militar gaúcha e a EPTC, da prefeitura de Porto Alegre, podem ficar à frente da sede da Qualix-Sustentare, em Porto Alegre, localizada a rua Nove de Junho, 231, bairro São José, e recolher os três veículos leves (Placa – AQO-4393 – Modelo -Gol City, Placa – AQR-6878 – Modelo -Saveiro City e Placa – ASC-5897- Modelo -Gol City 1.0) como determina a legislação. E somente liberar esses veículos leves após o pagamento do licenciamento pelo proprietário. Veja a relação de veículos que estão circulando nos municípios brasileiros, “à serviço das prefeituras” e que foram locados pela Qualix-Sustentare: PORTO ALEGRE - Placa – AQO-4393 – Modelo -Gol City 1.0 2, Placa – AQR-6878 – Modelo -Saveiro City, Placa – ASC-5897- Modelo -Gol City 1.0; BRASILIA - Placa – APU-4853 – Modelo – Celta Life 1.0; TERESINA - Placa – AQB-3447- Modelo - Montana, Placa – AQO-8979 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – AQO-8981 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – AQO-8986 – Modelo - Celta Life 1.0; RIO CLARO – SP - Placa – AQP-2093 – Modelo – Celta Life 1.0; DIADEMA – SP - Placa – APR-9343 – Modelo – Celta Life 1.0, Placa – AQA-0490 – Modelo – Strada Fire, Placa – AQQ-2216 – Modelo – Montana, Placa – AQQ-2343 – Modelo -Montana, Placa – ARD-6237 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – ARJ-1791 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – ASC-9858 – Modelo -Gol City 1.0, Placa – ASZ-4350 – Modelo -Strada Fire, Placa – ATC-3552 – Modelo -Strada Fire; HORTOLANDIA - SP - Placa – APS-1332 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – AQP-2133 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – ASC-5890 – Modelo - Gol City 1.0, Placa – ASK-4918 – Modelo -Gol 1.0 G4; CUIABA - Placa – AQP-1825 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – AQR-6836 – Modelo -Saveiro City, Placa -ASC-5070 – Modelo -Gol City 1.0; SÃO PAULO - Placa – AQF-6045 – Modelo -Celta Spirit, Placa – AQP-2089 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – AQP-2129 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – AQP-2140 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – AQP-2148 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – AQU-7736 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – ARD-6244 – Modelo -Celta Life 1.0, Placa – ARE-2764 – Modelo -Celta Spirit, Placa – ASM-6496 – Modelo -Gol City 1.0 2.

Garagem da Qualix-Sustentare em Porto Alegre opera ao arrepio da legislação do meio ambiente gaúcho

Moradores do bairro São José (Partenon) já não aguentam mais conviver com a garagem da empresa Qualix-Sustentare, responsável pela coleta do lixo domiciliar urbano, localizada na rua Nove de Junho, 231, em Porto Alegre. Parece a “casa de Irene, tem caminhão de lixo que vem, tem caminhão de lixo que vai”, diz um morador vizinho da garagem. Ela funciona durante as 24 horas. Dia e noite se vê caminhão coletor de lixo trafegando na rua Nove de Junho e avenidas do bairro São José. E se atrasar a coleta de lixo, a trafegabilidade fica ainda mais perigosa, com
 risco para as pessoas que por lá circulam pelas calçadas. Na pressa de coletar lixo, por estarem atrasados nos roteiros diurnos e noturnos, os motoristas dos caminhões criam grande risco de um grave acidente. Ainda mais com a falta de manutenção dos caminhões de lixo da empresa. Logo que assinou o contrato com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), da prefeitura de Porto Alegre, a empresa Qualix-Sustentare inaugurou a operação da coleta de lixo da capital gaúcha, com a presença do diretor geral da autarquia, coronel brigadiano Mário Moncks, em evento que ocorreu na garage da rua Nove de Junho. Depois de algum tempo, a Qualix-Sustentare alugou na zona norte de Porto Alegre um novo local para usar como garagem dos caminhões de lixo. A mudança para a nova sede, na rua Dona Alzira, eliminou o atrito com os moradores do bairro São José. Lá ficaram por pouco tempo na zona norte da capital. Não
pagaram o aluguel contratual da nova garagem, e antes mesmo que o oficial de Justiça entregasse a “ordem de despejo”, a empresa Qualix-Sustentare retornou às pressas para a garagem da rua Nove de Junho, no bairro São José. O barulho é contínuo, noite e dia. As supostas manutenções dos caminhões de lixo ocorrem no próprio local.  A rampa para troca do óleo mostra que o meio ambiente local está comprometido. O óleo corre no piso. Como tem caminhão de lixo que vem, e tem caminhão de lixo que vai, o cheiro do lixo é insuportável. Há uma frota de veículos no estaleiro (depenados). Os caminhões de lixo que fazem a coleta diurna são os mesmos que coletam no turno da noite. E não dá tempo para a lavagem dos caminhões (uma irregularidade prevista em contrato). O chorume acaba escorrendo pelo pátio da garagem. Se a delegada Elisângela Reghelin, titular da Delegacia do Meio Ambiente gaúcho, e o promotor de Justiça, Daniel Martini, acompanhados de técnicos, promovessem uma vistoria na garagem da Qualix-Sustentare, certamente iriam ficar espantados com o que lá acontece. A
A Qualix-Sustentare não tem Licença Ambiental de Operação para a sua garagem no bairro São José. Como essa empresa não vai mais prestar serviços de coleta de lixo para o DMLU de Porto Alegre, o representante da Qualix-Sustentare alegou problemas financeiros e operacionais para a quebra do contrato. Portanto, o custo do passivo ambiental vai acabar ficando com a prefeitura de Porto Alegre. Por muito menos, o dono de uma empresa em Canoas foi preso por crime ambiental. Derramava óleo no esgoto pluvial. Uma visita da Força Tarefa do Meio Ambiente gaúcho na sede da garagem na rua Nove de Junho certamente iria mudar a situação.

Arquiteto De Biagi conclui desenho do novo projeto para o Pontal do Estaleiro em Porto Alegre

O arquiteto De Biagi está concluindo o desenho do novo formato do projeto imobiliário do Pontal do Estaleiro, que será bem diferente da idéia original. É que não serão mais seis torres, duas das quais residenciais, porque a prefeitura de Porto Alegre só poderá aceitar projetos comerciais para a área do antigo Estaleiro Só. A BM Par Empreendimentos quer protocolar o projeto na prefeitura nas próximas semanas.

Tribunal gaúcho condena deputado federal Sérgio Moraes em ação por improbidade administrativa

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou o deputado federal Sérgio Moraes (PTB), no âmbito da ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de Santa Cruz do Sul. O parlamentar foi prefeito da cidade e o processo teve a ver com o exercício do mandato. Ele é marido da atual prefeita, Kelly Moraes. Também foi condenado no mesmo processo o ex-prefeito José Wenzel (PSDB). A 2ª Vara Civel de Santa Cruz e a 1ª Câmara Cível condenaram Moraes e Wenzel a devolver todos os valores pagos pela prefeitura por publicidade considerada promoção pessoal. A multa será do mesmo valor das publicações. Os dois ex-prefeitos não tiveram seus direitos políticos cassados.

Hospital Mãe de Deus vai crescer 25% para ser o Hospital da Copa em Porto Alegre

Para se preparar melhor para a Copa 2014 (será o hospital da Copa do Mundo, devido à proximidade com o estádio do Internacional), o Hospital Mãe de Deus já concluiu a arquitetura dos investimentos que fará para elevar de 300 para 400 o número de leitos que administra no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Os investimentos cobrirão também ampliação de área construída, equipamentos e trabalhadores. O Hospital Mãe de Deus é a cabeça de um sistema que reúne nove hospitais no Rio Grande do Sul, administrando 1.600 leitos, 6 mil empregados diretos e receita próxima dos R$ 360 milhões em 2011. Em Canoas, município colado a Porto Alegre, o Hospital Mâe de Deus também administra o moderno Hospital Municipal Pronto Socorro, que faz 10 mil atendimentos por mês. A última aquisição do complexo Mãe de Deus é a administração recentemente alcançada do Hospital Universitário da Ulbra (Universidade Luterana). O diretor superintendente do grupo gaúcho, Claudio Seferin, conta como tem sido essa saga: "O Hospital Universitário foi cedido para a prefeitura de Canoas, ao cabo de uma negociação destinada a reabrí-lo. A prefeitura fez uma licitação e escolheu o Mãe de Deus para a Parceria Público Privada. No dia 7 de janeiro, quando a administração do Mãe de Deus chegou a Canoas, encontrou apenas sete pacientes internados, algo dramático diante de um hospital novíssimo, de alta complexidade, de apenas cinco anos, apto a ocupar todos os seus 500 leitos. Apenas 11 meses depois, já ocupamos 350 leitos”. Conforme Claudio Sefferin, as contas do Hospital Universitário da Ulbra estão equilibradas, embora 70% dos pacientes atendidos sejam do SUS. Receita e despesa mensal são de R$ 3,5 milhões". O grupo Mãe de Deus, das Irmãs Carlistas, é o maior grupo hospitalar privado do Rio Grande do Sul. Todos os nove hospitais têm administração centralizada em Porto Alegre, onde trabalham o diretor superintendente, três diretores e os gerentes de área, todos responsáveis pela gestão dos hospital.