terça-feira, 30 de agosto de 2011

Fabiana Murer conquista primeira medalha de ouro para o Brasil em um Mundial de Atletismo


O Brasil conquistou sua primeira medalha em um Mundial de Atletismo, em Daegu, na Coréia do Sul. Nesta terça-feira, a atleta Fabiana Murer, de 30 anos, ganhou o ouro no salto com vara. A brasileira ultrapassou o sarrafo com a marca de 4,85 m. Nas 12 primeiras edições do Mundial de atletismo, todas as dez medalhas do Brasil foram conquistadas por homens e nenhuma dourada, sendo cinco de prata e as outras cinco de bronze. Na última disputa, em Berlim-2009, a delegação não conseguiu nenhum pódio. A medalha de prata ficou com a alemã Martina Strutz, que não conseguiu superar a marca de 4,90 m, fazendo 4,80 m. O bronze ficou com a russa Svetlana Feofanova, com 4,75 m. Favorita para conquistar a medalha de ouro, a russa Ielena Isinbaieva não conseguiu passar o sarrafo com 4,80 m e ficou fora do pódio. Ela conseguiu saltar apenas 4,65 m e errou ao tentar 4,75 m e 4,80 m. Para conquistar a medalha de ouro, Fabiana Murer fez o primeiro salto com o sarrafo a 4,55 m. Depois, a atleta saltou a 4,65 m. A brasileira teve uma estratégia ousada e não quis saltar 4,70 m pulando direto para 4,75 m. Ela conseguiu ultrapassar as três marcas no primeiro salto. Logo depois, tentou 4,80 m, mas não obteve êxito no primeiro salto. No segundo, a atleta conseguiu ultrapassar o sarrafo. Na sequência, ultrapassou a marca de 4,85 m no primeiro salto e passou a liderar a prova. Com a medalha de ouro garantida, Fabiana Murer tentou saltar 4,90 e 4,92 m, mas não conseguiu superar o sarrafo. No ano passado, Fabiana Murer conquistou a medalha de ouro no Mundial Indoor de Doha, no Qatar.

Líder do governo defende moderação na convocação de ministros


Durante reunião do conselho político na segunda-feira, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), defendeu parcimônia na aprovação de convites para que ministros se expliquem no Congresso. Para o petista, "convocar ministro para qualquer coisa apenas alimenta a percepção de crise". Nos últimos meses, diante de suspeitas de irregularidades no governo, ministros se revezaram em audiências no Congressos para dar explicações. Na opinião de Vaccarezza, no entanto, alguns deles, como Mário Negromonte (Cidades) e Wagner Rossi (ex-Agricultura), foram até lá para nada.

Aprovar gastos sem fonte de receita é "presente de grego", diz Dilma sobre Emenda 29

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que não quer "presente de grego" com a aprovação de gastos sem fontes de receita, ao ser perguntada sobre a possível aprovação da Emenda 29, pelo Congresso Nacional. A medida fixa percentuais mínimos a serem investidos em Saúde pela União. A declaração foi feita em entrevista a rádios de Pernambuco. "Não quero que me dêem presente de grego. Agora, quero um presente para a saúde, que é o seguinte: quero saber de onde todos os investimentos necessários para garantir que nosso povo tenha saúde vão sair. O momento da crise internacional não está propício para que você aprove despesas sem dizer de onde sai recurso", disse ela. Dilma lembrou que oferecer saúde de qualidade à população foi um compromisso assumido durante a campanha eleitoral e disse que a aprovação da Emenda 29 não resolve todas as carências do País na área: "Se você quer dar saúde de qualidade tem que investir em hospitais, temos que tratar a questão dos médicos". Na segunda-feira, após reunião do Conselho Político, parlamentares relataram que a presidente Dilma defendeu ações mais amplas para a área da saúde e não apenas a aprovação da emenda. Na entrevista, a presidente assegurou que os gastos com os programas sociais e com obras serão mantidos, mesmo com o anúncio feito na segunda-feira pelo governo de elevar a meta de superávit primário em cerca de R$ 10 bilhões. O superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Na verdade, ela fará um novo contingenciamento do orçamento, bloqueando o gasto com o excesso de receita.
Agora leia o que Dilma Rousseff disse em campanha eleitoral no dia 18 de maio do ano passado, em discurso na XIII Marcha dos Prefeitos: "Eu assumo o compromisso de lutar pela Emenda Constitucional 29. Sobretudo considerando os princípios de universalização, eqüidade e melhoria da qualidade da saúde (…) Quando eu assumi o compromisso com a regulamentação da Emenda 29, o que tem por trás do meu compromisso é a certeza que nós entramos numa nova era de prosperidade; que esse país vai crescer, sim; vai arrecadar mais, que nós podemos, priorizando a saúde, ter recursos suficientes pra assegurar que haja saúde de melhor qualidade. A participação da União é fundamental”.