domingo, 31 de julho de 2011

Boca de urna confirma reeleição de prefeito de Buenos Aires

Pesquisas de boca de urna indicam que o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, foi reeleito no segundo turno da eleição para o governo da capital, neste domingo. Números divulgados por institutos de opinião mostram que Macri deve superar os 60% dos votos. O resultado consolida o político como um dos principais nomes da fragmentada oposição argentina. O adversário é o senador Daniel Filmus, candidato da presidente Cristina Kirchner, que apareceu na campanha durante o segundo turno. O resultado deste domingo já era esperado. No primeiro turno Macri superou Filmus em 20 pontos percentuais. A tentativa do kirchnerismo, neste segundo turno, era diminuir a vantagem da esperada derrota. Político de centro-direita, Mauricio Macri despontou na política após a crise econômica de 2001. Empresário e ex-presidente do Boca Juniors, ele sonhava em disputar a eleição presidencial de outubro, mas acabou desistindo da disputa por causa da grande popularidade de Cristina, favorita para ser reeleita, e pela falta de capilaridade política de seu partido, o PRO, sem expressão nacional. Esta foi a terceira derrota seguida de um candidato da Casa Rosada nas eleições argentinas. Soma-se ao revés na capital (no primeiro e segundo turnos), a derrota que o kirchnerismo sofreu na última semana em Santa Fe, que tem o quarto colégio eleitoral do país. Nessa província, o candidato ao governo de Cristina terminou em terceiro. Na próxima semana a eleição será em Córdoba, outra província de peso no tabuleiro político do país. Lá a maioria dos eleitores vota contra o kirchnerismo, rejeição surgida em 2008, por causa da crise com produtores agropecuários. Jose Manuel de la Sota, o atual governador, tenta o terceiro mandato. Peronista, ele rompeu com o governo Kirchner no início do ano. Mas para tentar evitar outra derrota, a Casa Rosada anunciou apoio à sua reeleição. Ele recusa o vínculo. Para a oposição, o cenário mostra o enfraquecimento eleitoral de Cristina Kirchner. O 'tira-teima' será no próximo dia 14 de agosto, quando acontece a inédita primária nacional.
A participação no pleito, uma espécie de semifinal da disputa presidencial, é obrigatória para todo eleitor argentino e para todos os postulantes à Presidência. A primária vai ratificar os candidatos na eleição de 23 de outubro. Quem não receber pelo menos 3% dos votos válidos estará automaticamente fora da disputa.

Pesquisa diz que 53% dos bolivianos desaprovam Evo Morales

A desaprovação da gestão do presidente da Bolívia, Evo Morales, nas quatro principais cidades do país, é de 53%, enquanto o apoio dado a ele chega a 35%, de acordo com uma pesquisa divulgada neste domingo pelo jornal "Página Siete". Em comparação ao mês passado, a taxa da população descontente com Evo Morales subiu um ponto percentual, enquanto a aprovação ao presidente cresceu cinco pontos. De acordo com o estudo, é o quinto mês consecutivo em que mais da metade dos entrevistados desaprova a gestão presidencial.

Campo Majoritário do PT quer mudar regras de filiação

O Campo Majoritário do PT, grupo que agrega as três tendências hegemônicas do partido, pretende propor o endurecimento nas regras para filiação à sigla. A mudança consta no relatório do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que preside a comissão de revisão do estatuto do partido. A proposta é exigir um número mínimo de participações em reuniões da legenda, além do pagamento anual de uma taxa de contribuição, hoje cobrada de três em três anos.

PT quer aproximar Haddad de católicos para evitar novo boicote

O PT quer aproximar o ministro Fernando Haddad (Educação), pré-candidato do partido à prefeitura de São Paulo, de líderes católicos para eliminar vestígios do boicote pregado por parte da cúpula da Igreja aos petistas na campanha de 2010. Já próximo do padre Rosalvino Viñayo, de Itaquera, o ministro da Educação estará com d. Angélico Bernardino, da Brasilândia. Sobre a resistência interna à candidatura de Haddad, dirigentes avaliam que Lula, seu mais obstinado cabo eleitoral, ainda não entrou em campo para colocá-lo definitivamente no páreo. "Quando ele mergulhar de cabeça, ninguém segura", afirma um grão-petista.

HSBC vai demitir 10 mil funcionários

O banco britânico HSBC vai anunciar nesta segunda-feira, na apresentação de seus resultados semestrais, a demissão de 10 mil funcionários no mundo todo, informou neste domingo o canal "Skynews". Com 300 mil funcionários, o banco planeja que os cortes ocorram no próximo ano, como parte da estratégia de seu novo executivo-chefe, Stuart Gulliver, que anunciou em maio um multimilionário plano de economia. Está previsto que o gigante HSBC apresente resultados "decepcionantes" relativos ao primeiro semestre do ano, com lucro bruto de US$ 1,09 bilhão frente aos US$ 1,11 bilhão do mesmo período do ano anterior. A queda nos lucros pode afetar os outros grandes bancos britânicos. Lloyds, Royal Bank of Scotland e Barclays apresentam resultados semestrais nos próximos dias.

Obras do Dnit já custam R$ 2,6 bilhões acima do previsto

Obras em andamento administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já tiveram acréscimos de preços de R$ 2,6 bilhões. Os aditivos contratuais são apontados como uma das maiores brechas para irregularidades no órgão. Dos contratos de obras em curso, 14% registram aditivos acima do limite legal, de 25% do preço inicial acertado. As informações foram colhidas por consulta no Sistema de Informação e Apoio à Tomada de Decisão (Sindec), instalado no Dnit. Seu uso para o acompanhamento do desempenho do departamento foi boicotado pela direção do órgão, afastada na crise que já vai completar um mês. "O Dnit desenvolveu e estão em produção vários sistemas corporativos estratégicos, que não são usados na plenitude de suas funcionalidades por imposições inexplicáveis dos dirigentes", afirma a Associação dos Engenheiros do Dnit, em carta entregue na sexta-feira ao ministro dos Transportes, Paulo Sérgio. O documento, com propostas de saneamento no órgão, sugere ainda, entre medidas a serem adotadas a curto prazo, que as obras não tenham aditivos acima de 25% do preço original, "como forma de inibir a prática nefasta do jogo de planilhas". Há contratos com até 350% de aditivos, já descontados os reajustes de preços pactuados inicialmente. Uma obra de conservação rodoviária no Pará, incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por exemplo, teve aditivos de cerca de 130%. O preço da obra saltou de R$ 14,3 milhões para R$ 25,3 milhões. Foram nove aditivos em menos de dois anos. Obras do PAC não são raras entre as que recebem aditivos. Entre 1.807 contratos ativos, 107 apresentam aditivos que duplicaram o valor inicial dos contratos.