domingo, 23 de janeiro de 2011

Déficit na exportação de manufaturados subiu 316% em 2010

O déficit nas vendas externas de produtos manufaturados atingiu US$ 34,761 bilhões no ano passado, um aumento de 316,5% em relação ao déficit de US$ 8,346 bilhões em 2009, de acordo com levantamento feito pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Os números comprovam que as importações de produtos industrializados com alto valor agregado, como aviões e automóveis, têm crescido muito mais que as exportações de produtos similares, abrindo "um fosso verdadeiramente colossal no comércio exterior de produtos manufaturados", segundo análise do Iedi. Em documento divulgado na última quinta-feira, o Iedi ressalta que não é contra a importação de máquinas e equipamentos industriais e destaca que a evolução do comércio externo nos dois sentidos, simultaneamente, "alimentam e decorrem do crescimento econômico". A grande preocupação dos analistas do instituto está na "velocidade e intensidade muito fortes" com que as importações evoluem, ao passo que as exportações de bens típicos da indústria brasileira de transformação apresentam progressão menor. O Iedi destaca que o déficit no comércio externo de produtos manufaturados "não tem paralelo na história recente" da economia brasileira. As maiores perdas foram contabilizadas nos setores de "alta" e de "média-alta" tecnologia, mas afetou também a indústria de "média-baixa" tecnologia. Este setor tem sido tradicionalmente superavitário e registrou o primeiro saldo negativo em 2010. Enquanto isso, a balança comercial brasileira fica cada vez mais dependente de commodities (matérias primas com cotação internacional) minerais e agrícolas para garantir saldos positivos. Quando caírem os preços dessas commodities no mercado internacional a economia brasileira entrará em grande crise.

Lula vai começar a desfrutar da Bolsa-palestra

Lula perdeu o salário de presidente e deixou de ter suas despesas pagas pelo governo, mas a partir de março ganhará R$ 200 mil por cada conferência. Fora do poder, o ex-presidente Lula da Silva passou a conviver com uma situação financeira diferente daquela a que se acostumou nos últimos oito anos. Acabaram as mordomias e contas pagas pelo governo. Para engordar o orçamento, Lula começará a fazer palestras em março. Até lá, escolherá a dedo os eventos que lhe interessam. Já confirmou presença no aniversário de 31 anos do PT, em fevereiro, em Brasília. Ele voltará a ser presidente de honra do partido, mas sem remuneração pelo cargo. Lula também é esperado para o Fórum Social Mundial (6 a 11 de fevereiro), no Senegal, na sua primeira viagem internacional pós-Planalto. Estima-se que o cachê de Lula por palestra deva superar R$ 200 mil (os convites são mantidos em sigilo). Certamente não faltarão organizações empresariais e financeiras para pagar pelas suas falastrices. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ganha cerca de R$ 90 mil por evento e faz em média 30 palestras por ano.

Dilma diz que governo vai retomar imóveis vendidos irregularmente do programa "Minha Casa, Minha Vida"

A presidente Dilma Rousseff orientou o governo a retomar os apartamentos do programa "Minha Casa, Minha Vida" que foram vendidos irregularmente no Residencial Nova Conceição, em Feira de Santana (BA). A Controladoria Geral da União vai analisar a necessidade de mudanças nas regras do programa para coibir a inadimplência nos contratos e, principalmente, o repasse indevido dos imóveis. Em nota conjunta, os ministérios do Planejamento, Cidades e a Caixa Econômica Federal - responsáveis pelo acompanhamento, execução e fiscalização do programa - afirmaram que os contratos firmados com os beneficiários proíbem a venda do imóvel até que ele seja quitado. “Todos os apartamentos irregularmente vendidos serão retomados, como prevê o contrato”, informa a nota. O governo enfatiza ainda que a venda irregular do imóvel pode acarretar em rescisão de contrato de parcelamento, resultando na cobrança integral e à vista do valor de venda, abatidos pagamentos já feitos. No caso das famílias com renda de até R$ 1.395,00 o prazo de pagamento é de 10 anos e a parcela mínima equivale a R$ 50,00 ou 10% da renda mensal da família.

Desoneração da folha de pagamentos gera críticas e dúvidas

A proposta da presidente Dilma Rousseff de desonerar a folha de pagamento das empresas reduzindo a contribuição previdenciária dividiu patrões e empregados. A medida atende a pleito antigo dos empresários, mas desagrada às centrais sindicais, que prometem se posicionar “radicalmente contra” caso seja aprovada. Dilma pretende mandar ao Congresso proposta de redução da tributação sobre a folha para estimular a contratação formal. As duas maiores entidades sindicais do País, a petista CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical, condenaram a iniciativa. “Do modo como está proposto somos totalmente contra. Se fizer isso, a Dilma não terá dinheiro para pagar os aposentados”, disse Paulo Pereira, presidente da Força. Com a desoneração, a Previdência perderia, no primeiro ano da medida, pelo menos R$ 9,2 bilhões. “Há três anos os patrões fizeram a mesma proposta. Pregamos que as perdas fossem repassadas para uma tributação sobre o faturamento. Aí recuaram”, disse o petista Artur Henrique da Silva, da CUT. O vice-presidente da Fiesp, Roberto Della Manna, pediu negociação entre governo, patrões e empresas.

ONG de Gerdau fez trabalho superficial para União, diz o Tribunal de Contas da União

A ONG Movimento Brasil Competitivo, criada pelo empresário Jorge Gerdau, recebeu R$ 120 mil por um trabalho para o governo federal de “inacreditáveis 4 páginas”, classificado como “superficial”, segundo o Tribunal de Contas da União. No governo de Dilma Rousseff, a ONG foi convidada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para fazer um diagnóstico da situação da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), cujos desvios já apurados pela petista Controladoria Geral da União chegam a R$ 500 milhões. Jorge Gerdau, que já foi cotado para ser ministro de Dilma, deverá coordenar o Conselho de Gestão Competitiva a ser criado pelo governo. O trabalho do Movimento Brasil Competitivo foi contestado pelo Ministério Público do Tribunal de Contas da União em 2004. Em 2010, os ministros multaram os responsáveis após investigação da área técnica do órgão. A ONG foi contratada sem licitação pelo Ministério do Planejamento para fazer trabalhos nos ministérios dos Transportes, Educação e Comunicações. O contrato dizia que os serviços seriam para “otimizar processos de gestão” ao custo de R$ 1,5 milhão resultante de convênio do governo com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Segundo o Tribunal de Contas da União, o projeto teve preços elevados e o material entregue tem “qualidade duvidosa”. O trabalho não foi todo realizado e a ONG recebeu R$ 465 mil. De acordo com o Tribunal de Contas da União, os projetos em cada área foram divididos em três etapas. Pela primeira, cobraram R$ 120 mil de cada ministério. O Movimento Brasil Competitivo entregou três relatórios, sendo dois de seis páginas e um de quatro páginas. Para os técnicos, os relatórios são um simples plano de trabalho com informações sobre resultados esperados e metodologias aplicáveis. “À semelhança dos demais relatórios, trata-se de um singelo compêndio de informações genéricas, composto de inacreditáveis 4 páginas ao custo de R$ 120 mil”, diz o relatório sobre o trabalho para o Ministério dos Transportes.

País rico oferece mão de obra ao Brasil

Com a falta de mão de obra qualificada no Brasil e o excesso de profissionais sem emprego nos países ricos em razão da crise, governos e entidades de classe do Exterior têm contatado empresários e associações de engenheiros e arquitetos nacionais para oferecer trabalhadores. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior faz a intermediação de alguns desses encontros, como aconteceu em novembro, com representantes dos Estados Unidos. Outros estão sendo feitos diretamente. Reunidos na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, a convite do ministério, empresários assistiram a uma exposição por videoconferência sobre o perfil e a qualificação das empresas americanas na área de arquitetura e engenharia. "Eles mostraram que têm ociosidade e capacidade para trazer profissionais e empresas para trabalhar aqui", disse José Carlos Martins, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, que participou do encontro. "Em razão da crise lá fora, há interesse brutal desses profissionais em vir para cá", afirmou Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, também presente ao encontro. Dos brasileiros os estrangeiros ouviram detalhamento dos investimentos previstos nas áreas de energia, transporte, habitação e saneamento, além do passo a passo de um longo e caro processo para validar diplomas e obter autorização para trabalhar no País. O tempo pode chegar a oitos meses, e o custo, passar de R$ 15 mil. A fila de espera para entrada no país inclui engenheiros e arquitetos americanos, espanhóis, italianos, portugueses e ingleses, além de chilenos e argentinos. Enquanto isso, a gurizada estúpida brasileira enche as filas de candidatos a vagas nos cursos de jornalismo, por exemplo, que sequer exige diploma para o exercício da profissão. O Brasil precisa de dezenas de milhares de engenheiros por ano, e as universidades do País estão muito longe de formar a mão de obra necessária. Para o Brasil, encurtar esse processo depende de contrapartidas. Representantes dos trabalhadores querem aproveitar o interesse e abrir oportunidades para brasileiros nesses países ricos. "Eles tiveram seu momento de expansão e não flexibilizaram regras para a gente. Pode ser feito um acordo bilateral de longo prazo. Hoje, a gente não consegue entrar no mercado europeu", disse Melo, que já se reuniu com representantes dos Estados Unidos, da Espanha, do Chile e de Portugal e aguarda um encontro formal com o Reino Unido. "Queremos contrapartidas e aguardamos manifestação deles", disse. Segundo ele, o número de pedidos de registro de estrangeiros triplicou em 2010.

Ex-assessor de Mercadante via comandar consultoria na educação do governo paulista

Mateus Bandeira
O foco inicial da consultoria de Vicente Falconi ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, será a educação. O guru do "choque de gestão" de Aécio Neves em Minas Gerais tratará da revisão da política de metas e das promoções por mérito na rede pública de São Paulo. Mas, quem preside agora a organização de Vicente Falconi, chamada INDG (Instituto de Desenvolvimento Gerencial) é o gaúcho Mateus Bandeira. Trata-se de um auditor de carreira da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, onde tirou licença para tratamento de interesse para assumir a presidência do instituto. Ele foi assessor de Antonio Palocci, no Ministério da Fazenda, e depois da assessoria da bancada do PT no Senado Federal, trabalhando sob o comando do ex-senador Aloizio Mercadante. Ou seja, é um funcionário público gaúcho de longo contato próximo com petistas. Durante o governo de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul, ele foi inicialmente diretor da despesa da Secretaria da Fazenda (era o "dono" do cofre do governo gaúcho), depois secretário do Planejamento e, por último, presidente do Banrisul. Logo que assumiu a direção do banco estatal gaúcho, ele se distanciou totalmente de Yeda Crusius, a ponto de sequer atender seus telefonemas. Em plena campanha eleitoral, suspendeu todas as autorizações de mídia do Banrisul (maior anunciante gaúcho), sob alegação de que a polícia política do PT (Polícia Federal) havia desmontado uma operação de desvios na área de marketing do banco. Geraldo Alckmin poderia começar por perguntar a Yeda Crusius sobre a sua experiência.

Prejuízo de Ivete Sangalo chega a R$ 60 milhões

Ivete Sangalo
Já são estimados em R$ 60 milhões os prejuízos acumulados pela empresa Caco de Telha, que cuida dos interesses da cantora e compositora baiana Ivete Sangalo, em Salvador. Ele quer auditores avaliando a extensão do “rombo”, provocado por investimentos malsucedidos na produtos dos shows de Beyoncé e Black Eyed Peas no Brasil. Ivete inclusive já afastou o irmão Jesus da empresa. Generosa com familiares e amigos, a cantora dá empregos a cerca de 70 pessoas, incluindo amigos, familiares e até ex-namorados.

Exército afasta militares acusados de furto no Complexo do Alemão

O Exército afastou 30 militares que integram a Força de Pacificação do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, por suspeita de furto de objetos de uma casa da comunidade. Outros 23 policiais militares que trabalhavam na mesma área também tiveram que deixar as atividades, conforme determinação do Comando Geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Esses militares são da Brigada de Infantaria Paraquedista e a unidade está sendo transferida do Rio de Janeiro justamente por causa da contratação de ex-efetivos seus pelo tráfico de drogas. De acordo com nota da Força de Pacificação, a medida foi tomada após denúncias feitas por outros militares que atuavam na comunidade da Fazendinha, de que o tenente comandante do pelotão teria se apropriado de um aparelho de ar-condicionado e de objetos que estavam em uma casa abandonada. O comandante da Força de Paz na região, general Fernando Sardemberg, afastou imediatamente o grupo que estava de serviço. Ainda segundo a nota, também foi aberto um processo investigatório, que deve ficar pronto em dez dias, para esclarecer o ocorrido. Se o resultado apontar indícios de crime, um Inquérito Policial Militar (IPM) será instaurado, dando início a um processo judicial que irá apurar as responsabilidades com o máximo rigor da legislação, podendo, inclusive, resultar na expulsão dos militares envolvidos. De acordo com o coronel Antônio Manuel de Barros, da 26ª Brigada de Infantaria Paraquedista, responsável pelas ações no interior das favelas da região, a medida faz parte da ideologia da Força de não admitir desvios de conduta. Ah... se fosse assim em todas as organizações da sociedade....

Polícia Federal liga fraudes nos portos de Paranaguá e Antonina a Eduardo Requião

Eduardo Requião
Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal durante a investigação que culminou na Operação Dallas, deflagrada na última quarta-feira, revelam que o ex-superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião de Mello e Silva, irmão do senador eleito e ex-governador do Estado do Paraná, Roberto Requião, seria o principal beneficiário de um esquema que renderia propina de U$S 5 milhões (quase R$ 9 milhões) na licitação para a compra de uma draga vinda da China. As interceptações ainda apontam indícios de que Eduardo Requião mantinha em casa grande volume de dólares sem comprovação de origem, além de fazer remessas para o Exterior. Nas conversas narradas nos relatórios da Polícia Federal, o ex-superintendente Daniel Lúcio de Oliveira de Souza fala que Eduardo Requião, citado nas conversas como “Crocodilo”, receberia US$ 2,5 milhões (R$ 4,2 milhões) em propina caso a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) comprasse a draga da empresa Global Connection. A investigação da Polícia Federal começou em dezembro de 2009, para apurar o desvio de grãos, e foi ampliada depois que as escutas telefônicas mostraram indícios de outros crimes. Segundo a Polícia Federal, o ex-superintendente do porto, Daniel Lúcio de Oliveira de Souza, teria envolvimento em outras duas irregularidades, além da compra da draga: o favorecimento da empresa Petroil para prestar serviços de limpeza de silos e a contratação de empresas ligadas a ele para prestar serviços de estudos ambientais. A investigação da Polícia Federal mostra que a negociação da propina que seria obtida na compra da draga teria chegado à ante-sala do então governador Roberto Requião. A certeza de que o esquema daria certo era tanta que, segundo a Polícia Federal, o contrato de compra da draga chegou a ser assinado com o vendedor chinês antes da licitação. O processo de compra, no entanto, foi cancelado pela Justiça Federal em agosto de 2010. Após seis meses de monitoramento telefônico, autorizado pela Justiça Federal, a PF pediu ao Poder Judiciário a prisão de Eduardo Requião e de Luís Mussi, entre outros envolvidos, por entender que havia provas do envolvimento deles na tentativa de fraudar a licitação. “Há provas suficientes de que houve conluio entre agentes públicos e privados para que fosse direcionada a licitação para a compra da draga”, diz um trecho do documento confidencial da Polícia Federal.

São Jorge - dia de glorificar o grande cavaleiro da fé

São Jorge
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós.