domingo, 31 de outubro de 2010

Com 99,9% das urnas abertas, Jatene é eleito governador do Pará

Com 99,98% das urnas apuradas, Jatene recebeu 55,74% dos votos válidos (1.860.567), contra 44,26% (1.477.207) da adversária a muito incompetente petista Ana Júlia Carepa (PT), que não conseguiu sua reeleição. Os votos brancos somaram 1,41%, e os nulos, 2,86%. A taxa de abstenção foi de 26,78%. O Estado tem 4.763.592 eleitores inscritos. Jatene liderava as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno. Uma sondagem do Ibope já apontava o tucano com 60% dos votos válidos, contra 40% da atual governadora. Esse favoritismo já aparecia no primeiro turno, quando ele alcançou cerca de 48% dos votos válidos. A vitória de Jatene significa o retorno ao poder da legenda que governou o Estado por 12 dos últimos 16 anos. A derrota da petista Ana Júlia Carepa significa que ela não conseguiu, mesmo com a ajuda do presidente Lula, apagar a má avaliação de sua gestão, iniciada com grandes expectativas, mas desenvolvida sob crises e escândalos e sob o domínio de muito corrupção e violência. Vale dizer que a petrista Ana Julia Carepa faz parte do seita trotskista petista Democracia Socialista, fundada no Rio Grande do Sul e comandada pelo deputado estadual Raul Pont. Também faz parte da Democracia Nacional o secretário do Tesouro Nacional, o trotskista Arno Augustin.

A petista Dilma Rousseff é eleita presidente, a incógnita se estende sobre o País

A presidente eleita do Brasil neste domingo, a petista Dilma Rousseff, recebeu mais de 55 milhões de votos dos 136 milhões de eleitores registrados para esta eleição. Com 99,14% das urnas apuradas, Dilma alcançou 55,96% dos votos válidos (55.229.355 votos), enquanto José Serra (PSDB) teve 44,04% (43.456.857). Um gigantesco montante de 28.922.078 eleitores brasileiro deixou de votar, absteve-se na eleição, perfazendo um total de 21,44% do eleitorado inscrito. Em branco votaram 2.445.080 eleitores, para os quais, nenhum dos dois candidatos representava uma solução, perfazendo 2,31%. E 4.660.654 eleitores chegaram até a urna e anularam o voto, perfazendo 4,40% do eleitorado nacional inscrito. No total, 26,15% dos eleitores não votaram em ninguém. Somando-se esse contingente aos 44,04% dos votos obtidos pelo oposicionista José Serra, percebe-se que a petista Dilma Rousseff está sendo eleita por um percentual bem inferior ao da metade do eleitorado nacional. De 136 milhões de eleitores, 79.484.669 eleitores não votaram nela. Isso é grave. Ela assume sem ter maioria na população brasileira. Isso mostra  muito mais do que um País dividido. Ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, Dilma foi ungida em 2008 à condição de candidata pelo presidente Lula, que impôs o seu nome ao partido, o PT, expulsando da cena pretendentes como o peremptório Tarso Genro, agora eleito governador do Rio Grande do Sul. Em 31 de março deste ano, Dilma deixou a Casa Civil para entrar na pré-campanha. Cresceu nas pesquisas e chegou a ter mais de 50% dos votos válidos em todas elas, mas começou a oscilar negativamente dias antes do primeiro turno, após a revelação dos escândalos de corrupção na Casa Civil e da entrada do tema do aborto na campanha. Logo no primeiro debate do segundo turno, reagiu aos ataques que vinha sofrendo e contra-atacou Serra. A partir daquele momento, a diferença entre os dois candidatos nas pesquisas parou de cair. Dilma se tornou neste domingo o 40º presidente da República brasileira, e a primeira mulher a ocupar o cargo. Dilma tornou-se um nome forte para disputar o cargo ao assumir o posto de ministra-chefe da Casa Civil, em junho de 2005, após a demissão do todo poderoso José Dirceu, acusado pela Procuradoria Geral da República como chefe da quadrilha do Mensalão do PT. No comando da Casa Civil, Dilma travou uma intensa disputa com o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, por causa da política econômica do governo. Enquanto ele defendia aperto fiscal, ela pregava aceleração nos gastos e queda nos juros. Dilma acabou assistindo à queda também deste oponente. Palocci foi demitido em março de 2006, devido ao estupro do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, produzido pela Caixa Econômica Federal, que era chefiada pelo trotskista gaúcho Jorge Matoso, outro defenestrado. Com a reeleição de Lula e sem grandes rivais à altura no PT, Dilma tornou-se, depois do presidente, o grande nome do governo. Quais são as dificuldades que se vislumbra pela frente? São muitas. Aparentemente, ela teria todas as melhores condições para exercer o seu governo sem grandes dificuldades. Para começar, terá uma maioria folgada no Congresso Nacional. O PT se tornou o partido com maior bancada na Câmara dos Deputados. Com a adesão absolutamente subalterna de uma constelação de partidos desclassificados, terá maioria absoluta nessa Casa. A mesma coisa sucede no Senado Federal. Esse é um resultado a que se chegou no País pela desistência, nos últimos oito anos, do exercício da oposição pelos dois principais partidos que deveriam exercer esse papel, o PSDB e DEM. O PSDB foi elemento ativo nas negociatas para que fosse evitado o processo de impeachment de Lula no seu primeiro mandato, na esteira do escândalo do Mensalão do PT. Jatinhos partiam de Brasília ao alvorecer do dia, no auge do escândalo, e aterrissavam em São Paulo e Belo Horizonte, onde acordos espúrios eram realizados em hangares de aeroportos, tudo em nome desse demônio que infesta a vida nacional, chamado de "governabilidade". Esse é o nome que se dá a "negociabilidade" atualmente. Pois bem, liberado do maior perigo naquele momento, Lula passou a colocar em intenso desenvolvimento a sua estratégia de ocupação de todos os espaços da vida pública nacional, tendo como suporte a sua base partidária sindicaleira corrupta. Também ocupou os espaços no aparelho do Estado, em todas as esferas. Subordinou prefeitos por meio da política clientelista, estabelecendo relação direta com os mesmos e suprimindo a instância de mediação dos governadores dos Estados. Estes, os governadores, tornaram-se figuras obsoletas, sem qualquer importância decisiva na política nacional. O empresariado nacional foi totalmente seduzido com medidas econômicas que beneficiaram os grandes grupos empresariais e também com uma intensa política de ampliação de crédito para o "comprismo" que seduziu as classes médias e o "proletariado". Isso aconteceu por meio de medidas como o empréstimo consignado para os aposentados e pensionistas, que também serviu para irrigar os canais do Mensalão do PT via banco mineiro privilegiado. A cada uma dessas escaladas, a oposição mais se encolhia. O governo Lula chafurdava na corrupção, mas a oposição se negava a realizar a tarefa da "desconstrução" do mito Lula. O resultado aí está. Para sustentar esta campanha eleitoral, Lula promoveu o mais desbragado gasto público e detonou as contas nacionais. No mês de setembro foi preciso uma jogada contábil rasteira, com o fajuto processo de "capitalização" da Petrobras para garantir o superávit nacional. Qual será a mágica de outubro? Agora virá a conta, e será necessário pagá-la. Dilma ficará com este encargo. E os tempos que se aproximam são de crise mundial, e das grandes. A própria presidente eleita, no seu pronunciamento pela vitória, na noite deste domingo, em Brasília, avisou que este cenário já chegou. Ela recheou o seu discurso de confirmações sobre compromissos de seu governo, como a manutenção da liberdade de imprensa, contra o aborto, pela liberdade de culto, etc...., como se precisasse reafirmar isso a todo minuto para desfazer os perigos que ela própria anunciou quando ainda ministra, ao publicar o Plano Nacional de Direitos Humanos 3. Não adianta muito, porque as desconfianças são muito mais fortes. Em São Paulo, José Serra encerrou sua campanha anunciando que agora fará uma oposição mais constante. É de se pagar para ver. Mas muito duvidoso. Afinal, ele teve oito anos em São Paulo para fazer oposição ao governo Lula, e não usou o tempo para isso. Pagou agora o peso. Mais do que isso, ele saiu do governo de São Paulo para começar a campanha eleitoral sem ter se preparado para isso. Teve que enfrentar uma longa e inútil discussão com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que também queria ser candidato. No fim, Aécio Neves elegeu seu sucessor em Minas Gerais, mas traiu miseravelmente a candidatura de José Serra no Estado. Ao mesmo tempo, José Serra desprezou solenemente, durante quatro anos, a sua companheira de partido Yeda Crusius. Cortejou o PMDB gaúcho que o traiu no primeiro turno. E o que aconteceu? Ele venceu a eleição no Rio Grande do Sul no segundo turno. Serra também não montou absolutamente nada de infraestrutura para sua campanha, além do programa de televisão, o qual, aliás, foi um tremendo fracasso, porque desde o começo demitiu-se de fazer aquilo que qualquer candidatura trata de fazer logo no seu começo, que é a desconstrução do adversário. Enfim, uma coleção de erros históricos imperdoáveis que se somou ao longo dos anos e que não poderia levar a lugar algum. O cenário não é muito alentador para todos os brasileiros que não confiam no PT e suas intenções, porque não há partidos e políticos nos quais confiar e esperar que os liderem na oposição. Aliás, é de se perguntar: teremos oposição? E, se tivermos, que oposição será essa? Igual á que aqueles passageiros dos jatinhos para Belo Horizonte e São Paulo faziam?

Nível da campanha impede união nacional, diz presidente do PSDB

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, disse neste domingo, em Recife (PE), que não acredita na concretização do projeto de união nacional propagado durante a campanha pelos dois candidatos à Presidência, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). "Não acredito, porque essa campanha foi muito radical, violenta. Se a campanha tivesse obedecido a lei, tivesse um comportamento linear, era possível um projeto de união nacional, mas ela não se deu", declarou ele. "O que se deu foi confronto o tempo todo, agressão para um lado, agressão para o outro. Isso dificulta", acrescentou ele. Pessoalmente, porém, e sempre há um "pessoalmente" para esses neocoronéis nordestinos, Sérgio Guerra afirmou ser "daqueles que defendem que as pessoas de qualquer partido, desde que tenham intenções seguras, pela democracia, se juntem". "Os partidos como estão não podem ficar", disse ele. O senador classificou o nível da campanha como "deplorável, algo que não honra a tradição democrática brasileira". Este tipo esteve no Senado Federal por oito anos e abdicou, durante todo esse tempo, de fazer o que uma parcela muito grande de brasileiros, no mínimo a metade, esperava que ele fizesse, ou seja, o papel de opositor. Não tem credibilidade agora para abrir a boca para nada.

Fernando Henrique Cardoso diz que PT e governo Lula foram "dinamitadores de pontes"

Ao votar no Colégio Sion, na avenida Higienópolis, em São Paulo, neste domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que "o PT e o PSDB deveriam ter trabalhado agora por uma reforma política". Ao comentar declarações da candidata Dilma Rousseff sobre a criação de pontes após as eleições, para viabilizar o processo político, Fernando Henrique Cardoso disse que "o governo Lula e o PT foram dinamitadores de pontes". Segundo ele, o PT, nos últimos anos, "nunca acenou com proposição nenhuma". "O currículo é ruim", afirmou ele. "O governo Lula se caracterizou pela intolerância. Espero que isso mude", disse. Ele voltou a criticar o que chamou de "abuso de poder político" do presidente Lula durante a campanha.

Mensaleiro José Dirceu diz: "Não posso, não quero e não devo" participar do governo da petista Dilma

"Não posso, não quero e não devo": assim o ex-ministro da Casa Civil, o petista mensaleiro José Dirceu, descartou uma eventual inclusão no governo Dilma Rousseff. "Cargo no governo? Nenhum. Sou dirigente do PT", disse José Dirceu logo após votar na manhã deste domingo, em um colégio de Moema (zona sul de São Paulo). Ele ressaltou não ter pleiteado cargo na coordenação da campanha dilmista: "Sei qual é o meu lugar no Brasil. Sei que devo contas à Justiça".

Aprovada Súmula sobre conversão em dinheiro de ações da antiga CRT

A 5ª Turma de Julgamento do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em sessão realizada na sexta-feira, unificou o entendimento sobre os critérios das indenizações devidas pela conversão da diferença de ações em dinheiro nos processos que envolvem contratos de participação financeira na Brasil Telecom, com reflexos na Celular CRT Participações. A Súmula aprovada tem o seguinte teor : "Respeitada a coisa julgada, a indenização da diferença de ações da Brasil Telecom, antiga CRT fixa, e Celular CRT Participações S/A, se faz pela cotação de fechamento no dia do trânsito em julgado da decisão que condenou a Brasil Telecom S/A, com correção monetária desde então, pelo IGP-M, e juros de mora, estes contados da citação". O voto condutor foi do desembargador Otávio Augusto de Freitas Barcellos. O colegiado foi presidido pelo 1º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Aquino Flôres de Camargo.

TSE libera registro de deputado gaúcho que disse "se lixar para a opinião pública"

O deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS), que ficou conhecido por dizer que “se lixa para a opinião pública”, teve o registro de candidatura liberado na noite da última sexta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral. Os ministros confirmaram decisão anterior de Arnaldo Versiani, que acabou anulando seu entendimento para submeter o caso ao plenário. O registro de Moraes foi contestado pelo Ministério Público Eleitoral do Rio Grande do Sul porque ele foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul por ato doloso de improbidade administrativa. Quando era prefeito de Santa Cruz do Sul, Moraes determinou a instalação de linha telefônica de propriedade do governo municipal na casa de seu pai. Depois de vários trâmites judiciais para tentar anular os efeitos da decisão, que transitou em julgado em 2002 e o enquadrou na Lei da Ficha Limpa, o candidato obteve uma liminar para afastar sua inelegibilidade. Entretanto, o Ministério Público afirmava que no momento do registro de sua candidatura, Moraes estava inelegível, fato pelo qual pediu a impugnação do candidato. Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral entenderam que as condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser conferidos no momento da formalização do pedido de registro da candidatura “ressalvadas as alterações, fáticas ou jurídicas, supervenientes ao registro que afastem a inelegibilidade”, liberando assim o candidato. Isso é o que se chama de campeonato mundial de filigrana.

Nova descoberta do pré-sal pode dobrar reservas de petróleo no Brasil

A Agência Nacional do Petróleo informou na sexta-feira que a reserva de Libra, na Bacia de Santos, tem de 3,7 a 15 bilhões de barris de óleo equivalente. O mais provável, no entanto, é que a área tenha 7,9 bilhões de barris, segundo relatório da certificadora Gaffney, Cline & Associates. Se o potencial chegar a 15 bilhões, será a maior área já descoberta e vai mais que dobrar as reservas brasileiras, já que as confirmadas até o momento somam 14 bilhões de barris. A descoberta já havia sido confirmada pela ANP. A área de Libra pertence à União, e foi a segunda a ser perfurada pela Petrobras para a ANP. Antes, o prospecto de Franco havia sido explorado, e as estimativas apontaram reservas recuperáveis de até 5,45 bilhões de barrias de petróleo e gás natural. Franco foi incluído na cessão onerosa dentro do processo de capitalização da Petrobras. Libra ficou de fora e pode ser uma das primeiras áreas a serem leiloadas, dentro do modelo de partilha. O novo marco, no entanto, ainda precisa ser aprovado no Congresso. A exploração em Libra ainda não foi finalizada. Segundo a ANP, foram perfurados 5.410 metros, sendo 22 metros na camada pré-sal. Está previsto que a exploração chegue a até 6.500 metros, no início de dezembro. Libra fica localizado a 183 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, e pode ser a maior descoberta já feita no Brasil. O prospecto de Tupi, também no pré-sal da bacia de Santos, tem reservas estimadas de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo e gás. Isso significa que a estimativa mais provável para Libra iguala o potencial máximo de Tupi. A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo. Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros. Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.

Dados de dirigente tucano foram acessados sem motivo por gerente do Banco do Brasil

Os dados bancários do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, foram acessados sem motivo por duas vezes em uma agência do Banco do Brasil em Maricá (RJ). Em depoimento à Polícia Federal na última quarta-feira, o gerente de contas Márcio Vinícius Alves, do Banco do Brasil, afirmou que no dia 26 de março deste ano consultou por engano, em dois momentos, a conta corrente do dirigente tucano. Alves contou à Polícia Federal que fez os acessos às 11h29 e às 11h30. Segundo a versão do servidor, atualmente lotado em agência do Banco do Brasil em Niterói (RJ), na ocasião foi feita "uma reclamação de cliente repassada pela telefonista da agência, questionando um depósito não creditado". Para a defesa de Eeduardo Jorge, que já suspeitava do acesso imotivado, não há dúvida de que o sigilo bancário foi violado.

Especialista diz que índice de suicídios no Brasil é problema de saúde pública

No Brasil, 25 pessoas se matam por dia, fazendo do País o 11º colocado no ranking mundial de suicídios, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. As informações foram divulgadas pelo psiquiatra Neury José Botega, professor da Unicamp, durante a 28ª edição do Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que escolheu a prevenção do suicídio como um dos temas principais. "A questão do suicídio é realmente um problema de saúde pública porque temos um alto índice de pessoas que estão passando por muito sofrimento e que poderiam ter sido ajudadas caso não tivessem se matado", afirmou ele. Segundo Neury José Botega, os dados de suicídio podem ser ainda maiores do que os divulgados oficialmente, já que não é raro que muitos casos acabem recebendo outra caracterização na certidão de óbito: "O medo de não receber o dinheiro do seguro pode fazer com que muitas famílias pressionem os médicos a atestar falência múltipla dos órgãos em vez de suicídio". Botega afirma que o aumento dos casos de depressão e de consumo de álcool e drogas são sinais preocupantes e que podem justificar o aumento dos índices de suicídio, principalmente entre adultos jovens: "São pessoas entre os 25 e os 40 anos que estão numa fase produtiva da vida. A competitividade e a solidão nas grandes cidades são alguns dos pacotes de alta tensão social que favorecem a uma sensação de desamparo e aumentam as formas alternativas de sentir prazer, como recorrer às drogas e ao álcool". Segundo ele, os sinais de que alguém está cogitando tirar a própria vida não podem ser ignorados: "Aqui não vale a máxima do cão que ladra não morde. Muitas vezes a pessoa dá sinais, fala até mesmo vagamente em se matar, mas acaba não sendo levada a sério".

Embraer espera resposta do governo chinês para definir se fecha fábrica

O presidente da Embraer, Frederico Curado, disse na sexta-feira que a empresa continua esperando uma resposta do governo chinês à proposta de fabricação de mais aeronaves para decidir se fechará ou não a fábrica no país. "Não temos um deadline para tomar essa decisão. Vamos esperar mais algum tempo", afirmou na Bolsa de Nova York. Curado disse ainda que a relutância da China nas negociações tem "zero" relação com o acidente com uma aeronave da Embraer no país, que matou 42 pessoas, em agosto. O presidente da Embraer vem acusando a China de dar subsídios ilegais às empresas do país, violando normas internacionais de concorrência. Questionado sobre como o real forte está afetando a empresa, Curado disse que "o governo está alerta" e que "é um desafio" conter a valorização da moeda. "Não estamos chorando nem reclamando, estamos trabalhando dentro da empresa para compensar", afirmou.

Supremo considera "censura prévia" falta de acesso a dados de Dilma

Ao negar acesso da Folha ao processo relativo à atuação de Dilma Rousseff na ditadura (1964-1985), a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, disse que é possível ver "censura prévia" na conduta do Superior Tribunal Militar. O tribunal trancou os autos do processo da candidata a presidente do PT em um cofre, há sete meses, e suspendeu, por duas vezes seguidas, o julgamento de mandado de segurança protocolado pelo jornal, que tentava acesso à papelada. "É certo que toda Justiça que tarda, falha", escreve a ministra. Para ela, a atuação do tribunal militar e da Advocacia Geral da União no caso "permite entrever uma espécie perigosa, grave e inconstitucional de censura prévia judicial". Cármen Lúcia negou acesso da Folha "por motivos processuais", pois não poderia tomar uma decisão antes do término do julgamento do mandado de segurança do jornal no Superior Tribunal Militar, para não "suprimir" instância ejurídica. Assim, o Supremo reconhece a censura, mas não atua para evitar suprimir uma fase de julgamento. Parece brincadeira, mas não é.

Empresa admite não ter feito teste crucial em cimento em poço no Golfo do México

A empresa americana Halliburton Co. reconheceu na noite de quinta-feira que não fez um teste crucial na fórmula do cimento utilizada no poço da petrolífera britânica BP, no golfo do México. Uma comissão do governo americano acusou a Halliburton, que já teve o ex-vice Dick Cheney, dos Estados Unidos, como CEO, e a BP de ignorarem testes que mostravam falhas na barreira de cimento do poço Macondo, mais de um mês antes da explosão de 20 de abril. A empresa, subcontratada, disse que a BP aumentou a quantidade de um ingrediente crítico na mistura de cimento no último minuto. A nova fórmula nunca foi testada. A Halliburton usou cimento injetado com nitrogênio para tapar o poço Macondo. A fórmula instável foi citada como uma das várias causas do desastre tanto pela comissão quanto pela própria BP, em relatório divulgado em setembro. A Comissão Nacional de Vazamento de Petróleo, contudo, afirmou na quinta-feira que a empresa fez três testes entre fevereiro e abril que mostravam que a mistura era ineficiente. Um deles foi mostrado à BP em 8 de março. Mesmo assim, o projeto seguiu adiante. Cerca de 4 milhões de barris de petróleo vazaram e 11 pessoas morreram no maior desastre ambiental dos Estados Unidos.

Israel critica decisão de Unesco sobre santuários na Cisjordânia

O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, criticou na sexta-feira como absurda a decisão da Unesco de não reconhecer dois santuários venerados por judeus e muçulmanos como local de interesse histórico israelense por estarem em território palestino ocupado. "A tentativa de desconectar o povo de Israel de sua herança é absurda", disse o premiê, referindo-se ao Túmulo dos Patriarcas, em Hebron, e o Túmulo de Raquel, em Belém, em Jerusalém. "Se os lugares onde estão enterrados os patriarcas e matriarcas do povo judeu há 4.000 anos não são parte da herança judaica, então o que é?", pergunta Netanyahu, em comunicado. Os dois santuários, considerados sagrados por judeus, cristãos e muçulmanos, ficam na Cisjordânia, em áreas controladas pelas forças israelenses. Os muçulmanos conhecem os dois locais como Mesquita de Ibrahim e Mesquita de Bilal bin Rabah. Na semana passada, a Unesco se recusou a reconhecê-los como parte de Israel. O órgão da ONU afirmou ainda que as mesquitas fazem parte do território palestino e qualquer tentativa de Israel de incluí-los em seu patrimônio cultural viola as leis internacionais. Netanyahu acusou ainda a Unesco de tomar a decisão por razões políticas e afirmou que "diferentemente de seus vizinhos, Israel continuará garantindo a liberdade religiosa em ambos" os locais.

Pacotes enviados do Iêmen aos EUA continham explosivos

O presidente americano, Barack Obama, disse na sexta-feira, em pronunciamento na Casa Branca, que os dois pacotes enviados do Iêmen para os Estados Unidos continham materiais explosivos, de acordo com exames iniciais, e eram destinados a sinagogas em Chicago. Obama disse ainda que investigadores consideram o episódio "uma ameaça real" contra os Estados Unidos. "Sabemos que a Al Qaeda na península arábica continua planejando ataques contra nossa terra e nosso povo. Os agentes de combate ao terrorismo no nosso país estão levando o assunto muito a sério e estão tomando as medidas necessárias", afirmou ele. De acordo com o presidente, o governo americano está verificando a origem dos pacotes e a conexão com possíveis redes terroristas, e já entrou em contato com o governo iemenita, que ofereceu total ajuda nas investigações. Os dois pacotes originários do Iêmen foram encontrados no Reino Unido e nos Emirados Árabes Unidos na sexta-feira, após uma informação ter levado autoridades a inspecionar aviões de carga nos dois lados do Atlântico. Um dos pacotes foi encontrado em um avião de carga da empresa United Parcel Service (UPI), no aeroporto de East Midlands, Londres. O pacote, contendo um cartucho de tinta de impressora modificado, foi enviado do Iêmen para Chicago, nos Estados Unidos, em vôo com escala no Reino Unido. O outro foi descoberto em uma instalação da FedEx Corp em Dubai. O pacote de Dubai foi levado para exames de laboratório para tentar determinar sua natureza. Os EUA ampliaram sua assistência a treinamento, inteligência e serviço militar no Iêmem após um plano frustrado para explodir um avião de passageiros americano no dia do Natal em 2009. O braço da Al Qaeda no Iêmen assumiu a responsabilidade pelo plano. Há uma evidente guerra não declarada do mundo islâmico contra o Ocidente, com os fanáticos islâmicos querendo impor sua religião e a lei da sharia a todo o planeta.

Argentina deve comprar 6 cargueiros KC-390 da Embraer

A Embraer anunciou na sexta-feira a assinatura de uma carta de intenções para a venda de seis cargueiros KC-390 para a Argentina, país que deve participar do desenvolvimento da aeronave. Com isso, o total de pedidos encaminhados à fabricante brasileira pela aeronave chega a 60 unidades. "O acordo marca o início das negociações contemplando a participação da fábrica argentina de aviões Brigadeiro San Martín na fabricação do novo avião e também para a futura aquisição de seis aeronaves KC-390 pelo governo argentino", informou a Embraer em comunicado. Trata-se do quinto anúncio de negociação de parcerias internacionais para o programa KC-390 desde o final de agosto. Chile, Colômbia, Portugal e República Tcheca já iniciaram discussões para definir as condições de participação no desenvolvimento do novo avião de transporte militar. Em julho, a FAB divulgou a intenção de adquirir 28 jatos KC-390.

Juiz determina destruição de casas na área da hidrelétrica de Jirau

A Justiça Federal em Porto Velho (RO) determinou na tarde de sexta-feira o despejo de 25 pessoas e a destruição de casas vazias ou em construção na comunidade de Mutum-Paraná, que vai dar espaço à hidrelétrica de Jirau, a 100 quilômetros de Porto Velho. Cerca de 300 famílias, que moram em Mutum, estão recebendo casas em outra localidade ou indenização da ESBR (Energia Sustentável do Brasil), empresa responsável pela obra e controlada pelo grupo GDF Suez (50,1%). A ESBR entrou na Justiça para retirar moradores que, segundo a empresa, passaram a morar no local depois de junho de 2009, quando terminou o cadastramento de pessoas com direito à indenização. Em setembro passado, o juiz havia mandado retirar 37 moradores, mas em outubro, após intervenção da Procuradoria da República, ele suspendeu a decisão.

Agência de viagens diz que repórter comprou passagens junto com funcionário do jornal Estado de Minas

Ofício encaminhado à Polícia Federal na última quarta-feira revela que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. comprou passagens aéreas com um funcionário do jornal "Estado de Minas" que também trabalhava de forma autônoma, comercializando passagens para viagens particulares de empregados do periódico.
Amaury, que trabalhou no jornal, foi indiciado por ter encomendado dados sigilosos de pessoas ligadas a José Serra. Segundo o documento da agência de turismo onde as passagens foram expedidas, Marcelo Oliveira era a pessoa credenciada pelo jornal para solicitar compras de passagens. "O mesmo comprava também passagens e serviços para alguns diretores e funcionários quando em viagens particulares", afirmou a agência. Oliveira aparece como responsável pelo serviço contratado em 11 viagens de Amaury, a partir de setembro, mês em que o jornalista entrou de férias, e depois de o repórter ter se desligado oficialmente do jornal, em outubro. Há registros de viagens compradas por Oliveira para Amaury até dezembro. A Polícia Federal marcou para a próxima quarta-feira o depoimento do diretor de redação do jornal "Estado de Minas", Josemar Gimenez. Os investigadores querem saber se o jornalista foi orientado a apurar negócios suspeitos dos tucanos ligados a Serra pelo jornal chefiado por Gimenez. Amaury estava formalmente de férias quando o sigilo fiscal de parentes e pessoas próximas a Serra foi quebrado, em 30 de setembro e 8 de outubro de 2009. O jornal nega ter pago as viagens de Amaury nesse período.

Polícia Federal ouviu assessor da Casa Civil sobre tráfico de influência no governo Lula

Gabriel Laender, assessor da Casa Civil, prestou depoimento na sexta-feira, na Polícia Federal, sobre os casos de tráfico de influência dentro do governo federal. Laender ficou na Polícia Federal por cerca de três horas. Laender é mais uma pessoa ligada a ex-ministra petista Erenice Guerra que está envolvida nos casos de lobby praticado pelo filho dela, Israel. Antes de trabalhar no governo Lula, Laender foi advogado da empresa Unicel, que teve como consultor o marido da petista Erenice Guerra. Laender era assessor da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência quando seu computador foi utilizado com a senha de Vinicius Castro, assessor da Casa Civil, mais um suspeito de ter feito lobby. Uma das hipóteses levantadas pela sindicância da Casa Civil é que Laender tenha ajudado a redigir os contratos da empresa de Israel Guerra e Vinícius Castro, que incluía a "taxa de sucesso". Além de Laender, prestou depoimento na sexta-feira o empresário Benedito Oliveira Neto, no inquérito que investiga a violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao presidenciável José Serra.