terça-feira, 5 de outubro de 2010

Manifesto de entidades religiosas critica Dilma por posição sobre aborto

Em meio à polêmica gerada pela posição da candidata petista, Dilma Rousseff, em relação ao aborto, uma entidade com representantes da CNBB, da Federação Espírita e de grupos evangélicos divulgou uma nota atacando declarações que chama de “oportunistas, ambíguas e eleitoreiras”. Colocada na internet na quinta-feira passada, três dias antes do primeiro turno das eleições, o texto do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida (Brasil Sem Aborto) não menciona Dilma explicitamente, mas fala em “candidatos que manifestaram publicamente, com palavras e ações, posicionamento pela descriminalização do aborto”. No site da entidade, um texto deixa claro quem é a destinatária da mensagem. “Movimento questiona posição de petista”, diz o título da nota. Um link no Twitter oficial da organização leva a um vídeo com declaração de Dilma, em 2007, favorável a mudanças na lei do aborto. Em meio à polêmica gerada na reta final do primeiro turno da campanha eleitoral, Dilma foi a público para afirmar que é contrária à descriminalização. “É estarrecedor que algo tão importante como a defesa da vida, desde a concepção, seja tratado sem a devida explicitação do posicionamento de cada candidato”, afirma o manifesto. Em menção clara à mudança da posição de Dilma, o movimento diz que “a coerência e a clareza de posicionamento, não só nesta conjuntura eleitoral, deve prevalecer junto aos eleitores". “Entendemos que os eleitores brasileiros não podem ficar à mercê dos ‘lobos vestidos com pele de cordeiro’ cuja intenção é ganhar votos para vencer as eleições e, depois de empossados, mostrar a sua verdadeira face no apoio à cultura de morte”, ataca o manifesto em seu trecho mais duro. A nota faz menção ainda ao terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), editado no fim do ano passado, que em sua primeira versão defendia a descriminalização da prática.

PM expulsa policiais acusados de cobrar propina no caso do filho da atriz Cissa Guimarães

A Polícia Militar expulsará os dois militares acusados de cobrar R$ 10 mil de propina para liberar o estudante Rafael Bussamra, que confessou ter assassinado por atropelamento Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães. A determinação do comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, deve ser publicada nesta quarta-feira no Boletim Interno da corporação. O inquérito da Polícia Militar concluiu que o cabo Marcelo Bigon e o sargento Marcelo Leal "violaram a ética e o dever policial". Segundo Duarte, "os dois não possuem os requisitos indispensáveis à condição de policial militar, pois divorciaram-se dos ensinamentos que lhe foram ministrados em suas formações acadêmicas".  O inquérito apurou que de fato houve a abordagem ao veículo conduzido por Bussamra minutos depois do atropelamento do jovem e confirmou ainda que os dois fizeram deslocamentos não autorizados, de acordo com as informações colhidas pelo sistema de GPS do Centro de Comando e Controle. Os dois já foram denunciados à Justiça Militar por corrupção passiva.

Netinho atribui sua derrota à "cobertura vergonhosa" da mídia

Derrotado na disputa pelo Senado Federal, o vereador Netinho de Paula (PCdoB) atribuiu a "órgãos muito importantes e também muito poderosos, principalmente a mídia", o papel de algoz da sua candidatura. "A imprensa, do início ao fim, nunca discutiu sequer uma proposta do que eu pensava para o Senado. Os veículos repetiam exatamente o que o programa do candidato do PSDB falava", reclamou ele. Na reta final, o tucano Aloysio Nunes ultrapassou concorrentes e foi o mais votado para as duas vagas de senador. A ricaça petista Marta Suplicy ficou com a segunda cadeira. Com 7,7 milhões de votos (21,1%), Netinho não conseguiu se eleger, embora tenha chegado a liderar pesquisas na última semana. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, na Câmara dos Vereadores, o ex-pagodeiro afirmou que não se sentiu "injustiçado", e sim "o escolhido para falarem mal": "Me sinto o escolhido para falarem mal. Passei três meses da campanha falando de um fato da vida particular ocorrido em 2005". Segundo ele, a agressão à ex-mulher não era assunto para "pauta política". Netinho queixou-se do preconceito de "setores poderosos" que teriam se incomodado com a ascensão "de uma pessoa vinda do gueto, de origem humilde, negro".

Telebras pede autorização da Anatel para vender banda larga para provedores

A Telebras pediu autorização à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para comercializar internet banda larga para os provedores. O aval da agência é necessário para que a estatal possa oferecer conexão em alta velocidade ainda neste ano, como prevê o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Segundo a Anatel, a solicitação está sendo analisada pela Gerência Geral Serviços Privados de Telecomunicações, e não há prazo para a conclusão da avaliação. A expectativa da Telebras é que até o começo de dezembro a autorização seja concedida. Nesse período, serão feitos os processos de consulta pública e licitação para a contratação de serviços necessários para a implantação do PNBL. Amanhã deverá ser publicado um edital para a contratação de infraestrutura de rede.  Cerca de 400 provedores já manifestaram à Telebras interesse em participar do PNBL. A estatal venderá a banda larga no atacado para provedores e operadoras, que ficarão responsáveis pelo acesso dos usuários finais.

Marina Silva desmente PT e nega que aceitou conversa sobre apoio a Dilma

A senadora Marina Silva (PV-AC) divulgou nota na noite desta terça-feira para desmentir declaração do presidente do PT, José Eduardo Dutra, de que aceitou se reunir para discutir o apoio a Dilma Rousseff no segundo turno. Segundo Marina, o presidente do PT ligou para dizer que gostaria de iniciar as conversas sobre o apoio. No entanto, ela afirma ter agradecido o telefonema e ter dito que irá discutir, nos próximos dias, com o partido e com "parcelas da sociedade civil" sobre o apoio. A senadora também disse a Dilma Rousseff (PT) e a José Serra (PSDB), em telefonemas, que sua candidatura foi maior que o próprio PV. "Você sabe que sou uma mulher de processo", afirmou a ex-candidata. De acordo com a nota, o PV fará uma convenção nacional para decidir a questão. Nesta terça-feira, José Eduardo Dutra afirmou que Marina Silva já havia aceito se reunir com a campanha de Dilma Rousseff para discutir o apoio. "Ela aceitou sentar para conversar. Agora, vamos esperar o timing dela", afirmou o petista em Brasília. Segundo Marina, a declaração dele foi "um equívoco". Petralhada nunca perde o hábito.

Filhos de Sakineh pedem interferência do papa e asilo político à Itália

Os filhos de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, a iraniana que havia sido condenada à morte pelo apedrejamento em seu país por adultério, anunciaram ter pedido a interferência do papa Bento 16 no caso e solicitaram asilo político à Itália. "Pedimos oficialmente ao papa para intervir para salvar nossa mãe", disse Sajjad Ghaderzadeh, falando também em nome da irmã, Sahideh. No início de setembro, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, respondeu a um apelo público do filho de Sakineh evitando excluir a possibilidade de uma interferência da diplomacia do Vaticano. "Quando a Santa Sé é requisitada de modo apropriado para que intervenha sobre questões humanitárias junto a autoridades de outros países, como aconteceu muitas vezes no passado, costuma fazê-lo não de forma pública, mas através dos próprios canais diplomáticos", afirmou Lombardi. De acordo com Sajjad, ele e a irmã temem ser presos no Irã, e por isso pedem asilo político à Itália. "Recebemos telefonemas de pessoas que se apresentavam como agentes da inteligência que nos ameaçaram, e uma vez me convocaram em seu escritório, mas não fui", relatou o jovem. "Mas existe a possibilidade de que nos prendam a qualquer momento", completou ele, citando também seu advogado, Javid Houtan Kian. "Ele foi convocado pela magistratura para sábado, e ali poderiam detê-lo", apontou Sajjad. Segundo o rapaz, alguns dias atrás as autoridades fizeram uma busca na casa do advogado e levaram diversos materiais, assim como já haviam feito há cerca de um mês. Os policiais também instalaram câmeras fora do escritório de Kian. Sajjad já havia comentado em uma entrevista recente que temia por sua vida e a da irmã, e que pensava em pedir asilo ao premier Silvio Berlusconi. Esse é o governo do amiguinho do Lula e da Dilma Rousseff, o fascista islâmico Ahmadinejad.

Lula deve procurar Marina e pedir apoio a Dilma

Os quase 20 milhões de votos de Marina Silva (PV) são cobiçados por Lula, que está disposto a conversar com a senadora acreana, que ele demitiu de maneira inglória do Ministério do Meio Ambiente. Em café da manhã no Palácio da Alvorada, nesta terça-feira, com governadores e senadores eleitos e ministros, Lula tratou de estratégias para levar Dilma à vitória. Ministros e governadores quer deixaram a reunião, disseram que, em princípio, a coordenação da campanha conversará com Marina Silva. Mas, afirmaram que Lula poderá procurá-la.

Quase 40% da classe C prevê comprar imóvel nos próximos meses

Quase 40% da população de classe C no País pretende comprar um imóvel nos próximos meses, segundo o estudo "Classe C Urbana do Brasil: Somos iguais, Somos Diferentes", divulgado nesta terça-feira pelo Ibope. São cerca de 37 milhões de pessoas, entre os quase 100 milhões de indivíduos que fazem parte dessa fatia da sociedade. Outros cerca de 9,5% pretendem ainda comprar um automóvel nos próximos 12 meses, novo ou usado. "Esse é um mercado cuja demanda reprimida é altíssima, capaz de fazer crescer consistentemente a indústria automobilística por um bom tempo", de acordo com a apresentação do estudo do Ibope. O instituto entrevistou cerca de 20 mil pessoas com um questionário composto por aproximadamente 1.000 perguntas. A pesquisa aponta ainda que mais da metade da população da classe C gostaria de guardar dinheiro, mas considera isso difícil. O Ibope mostra ainda que 39% declararam não saber nada sobre investimentos e finanças, enquanto 61% não gostam de ter dívidas.

Governo Lula anuncia medida que prevê demissão de servidor envolvido em quebra de sigilo

O presidente Lula assinou nesta terça-feira medida provisória que prevê a demissão, por justa causa, de servidores da Receita Federal envolvidos em quebra de sigilo fiscal de contribuintes. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a medida provisória vai alterar o estatuto dos servidores da Receita. Entre os casos que serão punidos com demissão estão o empréstimo ou negligência no uso de senha dos computadores do órgão e também a impressão de informação de contribuintes sem autorização. É chamada decisão tardia, a colocação de tranca na porta depois dela arrombada. A decisão do governo lulopetista é motivada pelo episódio da violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB e ao candidato do partido à Presidência, José Serra, entre eles a sua filha, Veronica, para espionagem política promovida por quadrilha petralha. A partir de agora, uma pessoa só terá acesso aos dados por meio de um certificado digital ou uma declaração expedida por cartório. Antes de entregá-los, a Receita ainda entrará em contato com o cartório para confirmar a veracidade do documento. Hoje, o pedido é feito por meio de um formulário entregue pela própria receita e preenchido pelo interessado. A medida visa impedir o acesso a dados fiscais de contribuintes por meio de procurações falsas, como aconteceu no caso da violação do sigilo da filha de José Serra. Lula levou oito anos para tomar uma medida dessas, e só age quando está quase saíndo do governo. Esse é Lula.

Suprema Corte da Argentina mantém suspensão de artigo em lei de mídia

A Suprema Corte da Argentina confirmou nesta terça-feira a suspensão de um artigo da lei de meios de comunicação, o qual obriga conglomerados de mídia a se desfazerem de algumas de suas empresas no prazo de um ano. A Corte decidiu em votação unânime manter a suspensão do artigo. A legislação, aprovada no ano passado pelo Congresso nacional, provocou uma forte disputa entre o governo da presidente peronista populista Cristina Kirchner e o Grupo Clarín, um dos principais prejudicados pela alteração da lei. O texto limita o número de licenças que um grupo pode ter e proíbe uma empresa de deter um canal de TV aberta e um a cabo em uma mesma localidade, o que obrigaria o Grupo Clarín a reverter negócios. A chamada lei de mídia entrou em vigor no início de setembro, apesar da suspensão ratificada nesta terça-feira pela Justiça. A disputa entre Cristina e o grupo remete a 2008, quando o Clarín passou a fazer uma cobertura crítica do governo muito incompetente e extremamente corrupto da peronista populista bolivariana Cristina Kirchner. Desde então, intensificou-se a perseguição contra a empresa Clarin.

TSE mantém decisão que barrou candidatura do petista Paulo Rocha

Por 5 votos a 2, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral mantiveram nesta terça-feira a decisão que negou o pedido de registro de Paulo Rocha (PT-PA). Ele concorreu ao Senado pelo Pará e recebeu 1.733.376 votos. Mesmo com esse resultado, Rocha continuaria de fora do Senado porque Flexa Ribeiro (PSDB) recebeu mais votos (1.817.644). Paulo Rocha teve a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa por ter renunciado ao mandato de deputado federal em outubro de 2005, durante o escândalo do Mensalão do PT, para escapar da cassação do mandato. O petista teve o registro de candidatura liberado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), mas o Ministério Público Eleitoral recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral. A Lei da Ficha Limpa proíbe candidaturas de políticos condenados em decisões colegiadas ou que tenham renunciado a mandato eletivo para escapar de cassação.

Oposição vai entrar com ação contra Lula por crime eleitoral

A oposição promete ingressar esta semana com representação no Ministério Público Eleitoral contra o presidente Lula por crime eleitoral. O PPS acusa Lula de ter usado a residência oficial, o Palácio do Alvorada, para reunir nesta terça-feira aliados do governo que discutiram estratégias para a campanha da petista Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. O partido, que anunciou a representação, argumenta que Lula estava em seu horário de expediente para discutir assuntos de campanha. "É claramente a utilização de recursos dos cofres públicos para fins eleitorais, o que configura um crime eleitoral. Portanto, o PPS vai pedir que o Ministério Público investigue a origem dos recursos, a fonte dos gastos desse claro ato do presidente Lula de desrespeito à legislação eleitoral", disse o deputado federal Raul Jungmann (PE). O partido acusa Lula de ter violado a lei eleitoral que proíbe aos agentes públicos realizar ações de campanha em prédios públicos durante o expediente. O PPS também cogita ingressar com ações contra governadores que participaram do encontro, caso as viagens para Brasília tenham sido custeadas pelos cofres públicos. Lula reuniu nesta terça-feira, no Palácio da Alvorada, governadores e senadores eleitos e ministros para discutir a participação no segundo turno. A campanha de desestabilização da candidatura de Dilma feita por setores das igrejas católicas e evangélicas por ela ser a favor do aborto foi chamada de "fascista" na reunião. É evidente que um prédio público foi utilizado para hostilizar e promover a perseguição de religiosos e religiões que se opõem à candidata petista, que é favorável à legalização do aborto no Brasil.

Fed e BCE estão provocando o caos no mundo, diz Nobel de Economia

A política monetária extremamente expansionista do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos) e do Banco Central Europeu está criando o "caos" no mundo em vez de ajudar a recuperação global, disse neste terça-feira o prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz. A liquidez abundante proporcionada pelo Fed e pelo Banco Central Europeu está trazendo instabilidade aos mercados de câmbio, acrescentou Stiglitz após palestra na Universidade de Columbia: "A ironia é que o Fed está criando toda essa liquidez com a esperança de que isso vai ressuscitar a economia norte-americana. Isso não está fazendo nada pela economia, mas está causando o caos no resto do mundo. É uma política muito estranha".

Filhos de Erenice se calam em depoimento à Polícia Federal em Brasília

Os filhos da ex-ministra Erenice Guerra, Israel e Saulo, se recusaram nesta terça-feira a prestar depoimento no inquérito que investiga tráfico de influência na Casa Civil. Segundo o advogado Marcelo Leal, eles não responderam a nenhuma pergunta feita pela Polícia Federal. A defesa entende que "existe um forte componente político" nas denúncias que envolvem a ex-ministra e braço direito da presidenciável petista, Dilma Rousseff. A petista Erenice Guerra foi demitida pelo presidente Lula após reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo na qual sócios da empresa EDRB, de Campinas (SP), acusam seu filho Israel e um assessor de pedir R$ 240 mil mais 5% de comissão para agilizar a liberação de crédito do BNDES. A revista Veja também trouxe reportagem que aponta que o filho de Erenice e a empresa Capital Assessoria e Consultoria Empresarial, à qual é ligado, fizeram lobby para ajudar a MTA a obter a renovação de uma concessão da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Dólar fecha a R$ 1,67, menor taxa em 25 meses, e Brasil está exposto à concorrência predatória

Um dia após o governo Lula ter lançado mão de sua medida mais "agressiva" dos últimos anos para tentar conter a valorização do real, a taxa de câmbio retrocedeu para o seu menor patamar em 25 meses. O dólar comercial foi vendido por R$ 1,675, em queda de 1%, nas últimas operações desta terça-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,701 e R$ 1,673. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,800 para venda e por R$ 1,630 para compra. O Banco Central manteve a prática regular de comprar dólares em dois períodos do dia, por volta das 12 horas e pouco antes das 16 horas, aceitando ofertas por R$ 1,6823 no primeiro caso e R$ 1,6745 (taxa de corte). Nessas operações, a autoridade monetária não informa imediatamente a quantia de moeda adquirida. Na segunda-feira à noite o governo Lula anunciou a elevação do IOF cobrado sobre aplicações de estrangeiros em renda fixa no País, de 2% para 4%, como forma de conter a valorização excessiva do real frente ao dólar. Apesar dessa medida, a cotação da moeda americana desvalorizou durante toda a jornada de negócios desta terça-feira, o que levou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a pedir "calma". Diz José Raymundo de Faria Jr., da consultoria Wagner Investimentos: "Acho que o Mantega deu azar, porque hoje foi um dia em que o banco central japonês baixou os juros, que a Moody's fez declarações favoráveis sobre o Brasil, e até sobre a Grécia. Só o fato do Japão ter reduzido os juros básicos já autoriza ainda mais as operações de carregamento (carry trade)". O "carry trade" é um termo utilizado pelo mercado para identificar as operações em que grandes agentes financeiros tomam dinheiro em praças financeiras com juros bastante baixos (como Japão e Estados Unidos), e aplicam em ativos financeiros em mercados que praticam taxas maiores, a exemplo do Brasil. Analistas atribuem a essa arbitragem entre os juros domésticos e internacionais uma razão principal da queda das taxas no mercado interno. A queda do dólar no Brasil, e a valorização do real, é altamente danosa para a economia nacional. Com a desvalorização do dólar, as importações de quaisquer badulaques aumentam de maneira exponencial. Já os produtos brasileiros perdem imensamente em competitividade no mercado internacional, detonando as exportações brasileiras. Para combater a sobrevalorização do real, o governo lulista vai ao mercado e começa a comprar dólares em grandes quantidades, que irão para as reservas monetárias nacionais. Ocorre que, para ter recursos para a compra de dólares, o governo Lula emite títulos, e aumenta brutalmente a dívida interna. E esta dívida interna tem um custo de rolagem muito mais caro do que a compra dos dólares. Resultado: uma desgraça total. Só não vêem os oposicionistas concordinos deste País que são incapazes de criticar a política cambial suicida e anti-nacional do governo Lula.

Universidades precisarão ter ao menos dois cursos de doutorado em 2016

A partir de 2016, as universidades terão de ter pelo menos dois cursos de doutorado e quatro de mestrado. A medida está prevista em resolução do Conselho Nacional de Educação homologada nesta terça-feira. Caso não cumpram a regra, as instituições serão classificadas como centros universitários ou faculdades que, ao contrário das universidades, não têm autonomia para abrir novas vagas e cursos sem autorização do Ministério da Educação. Estão sujeitas à norma universidades privadas e federais. As estaduais e municipais não se enquadram porque estão sob a jurisdição de conselhos estaduais e municipais de educação. Atualmente, cerca de metade das instituições privadas e federais não estão adequadas à nova exigência, de acordo com dados da Capes. Isso demonstra o quanto é ordinária a educação no País.

Teotonio Vilela diz ter sido um erro a ausência de Fernando Henrique Cardoso na campanha de Serra

O governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), que foi para o segundo turno da eleição no Estado, disse que considera um erro o fato de o partido não ter usado o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na campanha de José Serra (PSDB) à Presidência. "Fernando Henrique era bom de urna. Ganhou duas eleições no primeiro turno", disse o governador, que presidiu o PSDB durante a maior parte dos mandatos de Fernando Henrique Cardoso na Presidência. Teotônio Vilela falou que irá convidá-lo para ir a Alagoas para sua campanha, assim como o próprio Serra.

ABIN abre concurso para jornalista

A Agência Brasileira de Inteligência já está com inscrições abertas para o concurso de Oficial Técnico de Inteligência na área de Comunicação Social, Jornalismo. Para concorrer é necessário apresentar o diploma de conclusão do curso. Além disso, a universidade cursada deve ser reconhecida pelo MEC. Como se vê, o concurso já começa sendo ilegal por exigir o diploma para a prática do jornalismo. Ora, o Supremo Tribunal Federal decretou que não pode haver exigência de diploma para o exercício do jornalismo. Se o concurso é para jornalista, então é para o exercício de aptidões de jornalista, e para isto não vale exigiência de diploma. Será que há Ministério Público no País para contestar esta ilegalidade oficial? Outra coisa: é um concurso ideal para jornalistas da RBS, que esão especializados em se associar a arapongas para quebrar sigilos de pessoas no Rio Grande do Sul. O valor da taxa de inscrição é de 100 reais. O salário oferecido ao jornalista é de R$ 10.216,12. Mais informações e inscrições no site do concurso: http://www.cespe.unb.br/concursos/abin2010/ Não é mesmo um espanto? Só um  governo petista para fazer coisa do gênero, desvirtuar dessa forma o jornalismo e os jornalistas.

Derrotada, Heloísa Helena fala em "conluio da esquerda e direita"

A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) disse que está lambendo as feridas e que foi feito "um conluio de esquerda e de direita", nas esferas federal e estadual, para derrotá-la politicamente. Ela perdeu a eleição para o Senado em Alagoas, onde enfrentou uma campanha com fortes ataques de seus adversários. "O PSDB agiu articulado com o governo Lula para me derrotar", disse a "neocangaceira" Heloisa Helena. "Agora é época de lamber as feridas e orgulhosamente ver as cicatrizes que tenho porque é o sinal mais claro que não me rendi", demonstrando que continua uma fazedora do mesmo estilo de frases agressivas. O que Heloisa Helena demonstra não compreender, definitivamente, junto com a professorinha de inglês Luciana Genro, é que o povo brasileiro está cheio dessa bravata de "campeã da luta contra a corrupção", absolutamente desmoralizada pela trajetório do PT na política nacional. Em Alagoas, durante a campanha, os rivais disseram que Heloisa Helena não trabalhou pelo Estado quando foi senadora e que não mostrava o candidato à Presidência de seu partido. Também propagavam que a ex-senadora criticava Lula, o que era verdade, é claro. E Lula, o "progressista", gravou mensagens de apoio para dois de seus principais oponentes, que acabaram eleitos: os muito probos Renan Calheiros (PMDB) e Benedito de Lira (PP). Na manhã desta segunda-feira Heloísa Helena participou de sessão na Câmara Municipal de Maceió, onde é vereadora. Ela disse que não irá orientar seus eleitores, ela teve 417 mil votos (16,6%) em relação ao segundo turno da eleição no Estado. É claro, a "neocangaceira" simplesmente não tem o que dizer. Mas, com o seu silêncio, ela está apoiando Lula e Dilma, o que é a máxima ironia da história, a torturada apoiando seus torturadores. Não é mesmo uma maravilha? Mas é assim que costuma acontecer. Definitivamente, Heloisa Helena é um monumento jurássico da política nacional.

Genro de ministro do Supremo renuncia a mais de 70 processos

O advogado Adriano José Borges Silva renunciou a todos os processos nos quais tem procuração e que tramitam no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral. A justificativa para a saída dos casos é a de não criar constrangimento aos tribunais e não prejudicar os clientes. O advogado é genro do ministro Carlos Ayres Britto e está sob investigação da Procuradoria-Geral da República. Ele responde a queixa-crime apresentada no Supremo pelos advogados do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC). Ou o advogado renunciava aos processos, ou o ministro renunciava ao cargo, o que o País não podia aceitar é que um ministro do Supremo estivesse tutelado por sua família, a qual diria em quais processos ele podia atuar ou não, e ainda constrangendo os votos dos colegas ministros. Ao todo, o advogado atua em 68 processos no Tribunal Superior Eleitoral e em 11 no Supremo. Ele e sua sócia e mulher, Adriele Ayres Britto, filha do ministro Carlos Ayres Brito, atuarão apenas em processos de primeira instância ou que tenham ido para outros tribunais de segunda instância. O advogado virou, na semana passada, protagonista de um escândalo com a divulgação de um vídeo. Ele apareceu negociando com Joaquim Roriz a defesa do recurso interposto no Supremo pelo político, em que questionou o indeferimento de seu registro de candidatura. A negociação seria uma estratégia para inviabilizar o voto de Ayres Britto no julgamento do caso. Borges e Adriele participavam de uma ação cautelar sobre a Lei da Ficha Limpa movida pelo ex-senador por Rondônia, Expedito Júnior (PSDB), que concorria ao governo nestas eleições, mas foi derrotado. O atual advogado de Expedito informou que os nomes só constam do processo porque o casal atuou em primeira instância e colaborou com documentos no tribunal superior. O advogado não vai mais participar também da defesa dos desembargadores José Ferreira Leite e José Tadeu Cury e dos juízes Marcelo Souza Barros, Irênio Lima Fernandes e Marco Aurélio Reis, que tentam se manter nos cargos em Mato Grosso. Eles foram aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça juntamente com outros cinco magistrados do Estado por desvio de verba para socorrem financeiramente a maçonaria. Mas voltaram a trabalhar depois de uma liminar concedida pelo ministro Celso de Mello. O caso ainda será analisada pelo Plenário do Supremo. A conversa entre Borges e Roriz foi gravada em 3 de setembro, antes do julgamento do caso do ex-governador do Distrito Federal no Supremo, nos dias 22 e 23 do mês passado. A gravação foi feita no escritório do ex-governador, em sua residência, em Brasília. Borges pediu “pró-labore” de R$ 1,5 milhão no começo da ação e R$ 3 milhões com o “êxito”, para fazer parte do grupo de advogados de Roriz. No entanto, o ex-governador não aceitou o acordo. Em seguida, o Supremo arquivou o caso, após Roriz renunciar a sua candidatura em favor de sua mulher, Weslian Roriz. Borges diz que foi vítima de uma armação do ex-governador. O presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, encaminhou o caso ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ele determinou a abertura de procedimento administrativo para apurar o encontro entre Roriz e Adriano Borges. Quem começou em Brasília esta história de familiares de ministros atuarem em Cortes superiores foi o atual ministro da Defesa, Nelson Jobim, quando ainda estava no Supremo Tribunal Federal.

Candidato do PV da Bahia declara apoio a Serra porque Dilma é a favor do aborto

O candidato do PV ao governo da Bahia, Luiz Bassuma, declarou que vai apoiar José Serra (PSDB) no segundo turno da disputa presidencial porque a petista Dilma Rousseff é "favorável ao aborto". "Todo mundo sabe lá no PT que ela é a favor do aborto. O partido é a favor do aborto. Agora, por questões eleitoreiras, ela tenta enganar o povo. Quem defende descriminalização, defende o aborto. Quem defende a vida não aceita esse discurso", afirmou ele. Com 253.523 votos (4% dos votos válidos), Bassuma ficou em quarto lugar na disputa vencida em primeiro turno pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Bassuma era integrante do PT até setembro do ano passado, quando pediu desfiliação após ser suspenso por "militar" contra o aborto. Ele disse ter ingressado no PV em razão do posicionamento da candidata do PV à Presidência, Marina Silva, contra o aborto. Espírita, o parlamentar foi suspenso por um ano por se posicionar de maneira "agressiva" contra uma resolução aprovada no 3º Congresso do PT, que defende a descriminalização do aborto. Na época, Bassuma disse que "o PT rasgou seu estatuto, que estabelece no artigo 67 a liberdade de expressão religiosa, entre outras. O PV pode não ser contra o aborto, mas defende a liberdade de expressão". Bassuma presidiu a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Vida Contra o Aborto, movimento integrado por 208 dos 513 deputados federais. Ele é o autor de uma emenda que deu R$ 143 mil do Fundo Nacional da Cultura, administrado pelo Ministério da Cultura, para uma marcha antiaborto em Brasília, em agosto do ano passado. O ministério pede na Justiça a devolução dos recursos gastos.

Nedy Marques anuncia renúncia a mandato na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul

Durou menos de quatro meses a passagem de Nedy de Vargas Marques (PMDB) pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Depois de assumir em 9 de junho na vaga deixada pelo petebista Iradir Pietroski, indicado ao Tribunal de Contas do Estado, o ex-presidente da Câmara de Canoas renunciou no início da tarde desta terça-feira ao mandato, que encerraria no final do ano. Ele tomou a decisão após verificar que teve um desempenho pífio na campanha eleitoral, no último domingo, conseguindo apenas 10.769 votos para tentar renovar o mandato. Além disso, ele briga na Justiça contra o PTB, seu antigo partido, que reivindica a vaga que ele ocupa atualmente. Nessa situação de incerteza quanto ao futuro político, ele resolveu dar um tempo à vida pública e se dedicar à família e às atividades profissionais: "Hoje não penso em fazer campanha novamente. Já estou com 60 anos. Vou deixar isso para os mais jovens". Se a moda pega na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, o deputado Luiz Fernando Zachia, também do PMDB, deveria renunciar imediatamente. Ele teve uma votação pífia para deputado federa e, a partir de 31 de dezembro, ficará sem mandato e deverá buscar uma atividade profissional.

Pesquisa eleitoral do Datafolha é convertida em inquérito religioso policialesco pró-PT

O Datafolha registrou na segunda-feira no Tribunal Superior Eleitoral uma pesquisa, encomendada pela Folha e pela TV Globo, para o segundo turno da eleição presidencial, que ocorre no dia 31. Os questionários serão aplicados nos dias 7 e 8. Serão ouvidas 19.400 pessoas. O Datafolha quer saber as coisas de praxe: em quem o sujeito vai votar, em quem votou no primeiro turno, se o apoio de Lula a um candidato, e agora de Marina, altera a opinião do eleitor, a avaliação do governo Lula, etc. Mas, o Datafolha resolveu também querer saber o peso que a questão do aborto teve no primeiro turno e terá no segundo. Veja o questionário na imagem (clique para aumentar).
P.17-18 - Pergunta a religião do entrevistado (evangélico pentecostal, não-pentecostal, umbanda, candomblé, espírita, católico etc…);
p.19 - A Igreja orientou a NÃO votar em algum candidato? (mostra o cartão com os nomes);
P.20 - A pessoa mudou?;
P.21 - Se mudou, em qual dos candidatos deixou de votar (mostrar cartão);
P.22 -  Diz qual é o estatuto do aborto legal e pergunta se a pessoa é favorável à lei, à ampliação dos casos de aborto legal, ao fim da criminalização do aborto etc.;
P22ª -  A entrevistado recebeu orientação para não votar naquele candidato da P.19 por causa do aborto?
Digamos, só digamos, que se constate que uma porcentagem relevante de eleitores recebeu, sim, a orientação de suas respectivas igrejas. E daí? A eventual confirmação dessa hipótese, com a indicação da confissão religiosa, exporá as igrejas e os religiosos — padres, pastores e outros — à pressão; no caso, é evidente que será à pressão oficial. Não sejamos hipócritas: embora, até agora, só a Igreja Universal do Reino de Deus tenha orientado seus fiéis a votar na candidata Dilma, é evidente que essa pesquisa tenta confirmar uma hipótese: foi a migração do voto evangélico que impediu a vitória de Dilma no primeiro turno. O PT economiza um dinheirão. Datafolha, jornal Folha de S. Paulo e Rede Globo de Televisão está fazendo o serviço para o PT. Poderia ele mesmo encomendar a algum instituto uma pesquisa como essa, não é mesmo? O Datafolha decidiu fazer de graça. É claro que isso pode ser, sim, matéria de interesse até sociológico, mas não durante o processo eleitoral. Nesse período, a divulgação desses dados pode servir de bússola de campanha a um único partido: o PT. O interrogatório sobre igreja e o seu papel no voto do eleitor no primeiro turno equivale a perseguição religiosa. E isso é crime grave contra a Constituição brasileira. Não há mais advogados no Brasil?Não há mais partidos no Brasil? Não há mais promotores no País?

Investigação desmente funcionário petista Gilberto Souza Amarante, da Receita Federal: ele violou, sim, dados de Eduardo Jorge

Investigação da Receita Federal desmente o funcionário petista Gilberto Souza Amarante, lotado em Formiga (MG), e afirma que ele acessou intencionalmente, sem motivação funcional, o banco de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, em 3 de abril de 2009. “Os indícios encontrados não remetem a um acesso equivocado, mas sim a uma consulta direcionada”, diz relatório assinado pela corregedoria na última quinta-feira. Em cima disso, foi pedida a abertura de um processo disciplinar contra o funcionário. A apuração da Receita contradiz a versão do petista Gilberto Souza Amarante de que abriu os dados de Eduardo Jorge por “confusão”. Filiado ao PT desde 2001, ele alegou que buscava um “homônimo” do dirigente tucano. Mas a Corregedoria do órgão descarta essa possibilidade. Segundo a investigação, o funcionário petista Gilberto Souza Amarante violou os dados do tucano e, em 41 segundos, abriu informações, inclusive, sobre as empresas de Eduardo Jorge, acessando cerca de 10 páginas cadastrais. “Disso se conclui inicialmente que Gilberto Souza Amarante realizou pesquisa direcionada ao CPF ou ao nome de Eduardo Jorge Caldas Pereira”, afirma o relatório da Receita.
De acordo com a investigação, ficou “caracterizada a plausibilidade das denúncias, bem como por não se comprovar, nessa fase da investigação, motivação funcional para realização de tais acessos”. A corregedoria diz que não há nenhum documento ou elemento na Receita em Formiga que justifique a abertura dos dados do tucano. O resultado da apuração da Receita contraria ainda o discurso da presidenciável Dilma Rousseff (PT) em reunião na segunda-feira com governadores e senadores eleitos. Dilma elencou a quebra do sigilo fiscal de tucanos como um dos fatores de sua não vitória no primeiro turno. Mas, segundo ela, “ficou caracterizado que havia uma situação em que se tratava de um esquema de corrupção específico da Receita”. Dilma tentou referir-se ao caso das violações de Mauá e Santo André, em que a Receita e a Polícia Federal buscam descaracterizar o caráter político das quebras fiscais. Agora, em Minas Gerais, a investigação já aponta para a atuação deliberada de um filiado ao PT, no acesso aos dados de Eduardo Jorge. O funcionário petista Gilberto Souza Amarante havia declarado à Receita Federal que não se lembrava dos motivos que o levaram a abrir os dados do vice-presidente do PSDB.

Petista Dilma Rousseff é a candidata preferida da bandidagem

A candidata petista Dilma Rousseff venceu a primeira eleição nos 32 presídios de São Paulo, onde impera o PCC (Primeiro Comando da Cidade): teve 832 votos, contra 274 de Marina Silva e 184 de José Serra. A colocação de Serra em último lugar nesta eleição é compreensível. Afinal, os governos do PSDB em São Paulo têm dado um grande combate à criminalidade, prendendo bandido como nunca, construindo muitos presídios (inclusive de segurança máxima), criando regimes diferenciados extremamente rígidos para bandidos mais perigosos. Com isso, São Paulo se tornou o Estado com melhores índices de segurança no País inteiro. Já a preferência da bandidagem pelo PT e pela sua candidata, Dilma Rousseff, parece dizer tudo.

PT terá a maior bancada na Câmara, com 88 deputados federais

O PT terá a maior bancada na Câmara dos Deputados a partir do próximo ano, ultrapassando o PMDB. O PT terá 88 deputados federais, contra 79 do PMDB. No total, a renovação na Casa, em comparação com a bancada eleita há quatro anos, será de 46,4%. A "base lulista", formada por PT, PMDB, PRB, PDT, PTN, PSC, PR, PTC, PSB e PC do B, elegeu 311 deputados. A "oposição" de mentirinha, com PSDB, DEM, PPS e PSOL, elegeu 111 representantes. Os demais partidos, PV, PP, PTB, PMN e PT do B (linhas acessórias do PT, satélites fisiologistas do lulopetismo), elegeram, juntos, 91 deputados. Nas eleições 2006, o PT tinha 83 deputados (são 79 atualmente). Do quadro de 88 representantes do partido previsto para o próximo ano, 52 foram reeleitos. O PMDB tinha 89 cadeiras após o pleito de 2006 (atualmente são 90 deputados) e, a partir do próximo ano, terá 79, sendo 48 deputados reeleitos. O PSDB tinha 66 e agora viu sua representação reduzida para 53 parlamentares (28 reeleitos). O DEM manteve a quarta maior bancada, com 43 deputados (24 reeleitos). Em 2006, ainda PFL, foram eleitos 65 candidatos. PSDB e DEM precisarão se redefinir urgentemente. A primeira tarefa será decidir se estão dispostos, ou não, a fazer oposição efetivamente. Se não estiverem, podem fechar as portas, porque serão desertados completamente de votos.

Após arritmia, Sarney será transferido para hospital em São Paulo

O presidente do Senado e ex-presidente da República, José Sarney (PMDB), será transferido para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele está internado desde sábado em uma instituição particular de São Luís, com uma arritmia cardíaca. Segundo boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira, o quadro clínico do senador teve uma evolução satisfatória. Mas a família e os médicos resolveram fazer a transferência para conclusão do tratamento em São Paulo. No domingo, exames radiológicos haviam identificado uma infiltração pulmonar, o que o manteve internado. Nesta segunda-feira a filha do senador e reeleita governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), passou a tarde com o pai. Sarney também foi visitado pelo marqueteiro galista Duda Mendonça.

PT gaúcho tentar levar senadora eleita para a campanha de Dilma

O PT do Rio Grande do Sul já trabalha para atrair a senadora eleita Ana Amélia Lemos (PP) para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência. Ana Amélia, Lemos recebeu 3,4 milhões de votos no Estado. Será um caso em que não haverá grande dificuldade para que o apoio seja emprestado. Boa parte de seus companheiros de partido já estava fazendo campanha para Dilma no primeiro turno no Rio Grande do Sul.

Simon estralhaçou o PMDB do Rio Grande do Sul, pediu demissão e foi para casa

O senador Pedro Simon foi o grande artífice de monumental destruição do PMDB no Rio Grande do Sul. Ele presidiu o partido até domingo. Antes disso, fez todas as manobras política erradas possíveis. E se mostrou o mais errático possível. Em uma hora dizia que apoiava Dilma Rousseff. Em outra hora declarava o apoio para Marina Silva. Ou seja, até parece que havia método em seu erratismo, que o mesmo era deliberado. No domingo, depois de constatação do monumental fracasso eleitoral do partido, ele anunciou placidamente a sua renúncia ao cargo de presidente do Partido no Estado. Antes disso, saboreou, é claro, o prazer de haver promovido nas urnas a derrota na campanha de reeleição do deputado federal Eliseu Padilha, seu maior contestador dentro do partido. Padilha foi miseravelmente enganado por dirigentes municipais do PMDB no Rio Grande do Sul, afinados com Pedro Simon e seus acólitos, que lhe prometeram um apoio que desapareceu na contagem das urnas. Essa foi a "vingança do turco". Pedro Simon, há mais de 20 anos, desdobra-se em elogios para o PT, e tem especial predileção por Tarso Genro entre os políticos petistas do Rio Grande do Sul. Ele se retira da presidência do partido deixando ao relento um exército de seguidores que ficam sem ter o que fazer, nem a quem seguir. É a derrocada total. Os que restam com mandatos no PMDB serão facilmente recrutados pelo petista Tarso Genro, em troca de "uns carguinhos" no governo estadual, em uma reedição da "política do Busatto".

Fogaça poderá coordenar campanha de José Serra no Rio Grande do Sul no segundo turno

Correm os rumores de que o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, teria convidado o candidato derrotado ao governo do Rio Grande do Sul, José Fogaça (PMDB), para coordenar a sua campanha do segundo turno no Estado. Irônicos companheiros de Fogaça perguntavam-se nesta segunda-feira: "Se Fogaça foi incapaz de coordenar sua própria campanha, se ficou com raiva e fez cara feia para todo mundo durante toda a campanha, por que serviria agora para coordenar a campanha de Serra no segundo turno?" Entretanto, outros peemedebistas, especialmente parlamentares, acham que ele está qualificado para o encargo, porque teria capacidade de aglutinação de membros de vários partidos à campanha de Serra. Ora, aqui a crítica valeria de novo: mas se ele foi incapaz de unir sua própria coligação, se foi miseravelmente traído pelo coligado PDT, que diabo de qualidade seria essa? Rigorosamente, parece que Serra está determinado a cometer todos os erros possíveis no Rio Grande do Sul. E começa pelo de desconhecer sistematicamente a governadora de seu partido, Yeda Crusius, que ele chama de "Cruzes". Dá para entender porque Serra perdeu para Dilma no Rio Grande do Sul, além do fato de que não havia um só cartaz seu colado em todo o Estado, e tampouco um só adesivo em carro.

Justiça Eleitoral de São Paulo aceita denúncia contra Tiririca

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, aceitou nesta segunda-feira denúncia contra Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, eleito deputado federal pelo PR com 1,35 milhão de votos. Segundo o juiz, a carta que apresentou para provar que é alfabetizado justifica o recebimento da denúncia. "A prova técnica produzida pelo Instituto de Criminalística aponta para uma discrepância de grafias", afirma Silveira. Para o juiz, o laudo levanta dúvida sobre o documento apresentado pelo deputado eleito ao apontar um "artificialismo gráfico". A denúncia foi recebida como complemento de outra aceita no dia 22 de setembro por omissão de bens na sua declaração quando se registrou candidato. Tiririca tem 10 dias para se defender.

Eleição de Tiririca é considerada "deprimente" pela imprensa internacional

A eleição do palhaço Tiririca (PR) para deputado federal com 1,35 milhão de votos válidos foi destaque na imprensa internacional. O blog "Americas", da revista britânica "The Economist", afirmou ser "deprimente" e "estranho" um país que tem a "tecnologia maravilhosa" das urnas eletrônicas eleger Tiririca com um milhão de votos. Afirma ainda que a lei eleitoral brasileira induz à corrupção já que os candidatos com grande votação ajudam a eleger outros candidatos do mesmo partido ou coligação. Esse sistema, diz o blog, cria "olheiros" em busca de candidatos "puxadores" de votos. O "Blog Post", do jornal americano "Washington Post", colocou o vídeo da propaganda eleitoral de Tiririca em seu site e afirmou que o palhaço deveria estar na lista dos "melhores anúncios políticos". O post também fala sobre a denúncia de suspeita de que o deputado eleito seja analfabeto. A rede televisiva americana "CBS" afirmou em seu site que "os americanos podem achar que a nação é conduzida por um grupo de palhaços em Washington, mas milhares de cidadãos brasileiros foram às urnas no domingo para eleger um palhaço de verdade para o Congresso". O site do jornal britânico "Financial Times" diz que Tiririca é um "sarcástico protesto do sistema político atual". O texto lembrou que atores e comediantes frequentemente se tornam políticos, como Arnold Schwarzenegger que foi eleito governador da Califórnia em 2003. No entanto, para o jornal, Tiririca parecia não ter pretensão de ser eleito. "A campanha dele foi beneficiada com uma cobertura pesada da mídia e produziu bem e muitos vídeos engraçados que se tornaram virais na internet. Eles misturaram um cinismo brutal com uma sátira despreocupada da propaganda política", diz o texto. A BBC diz que analistas explicam a popularidade de Tiririca como reflexo da desilusão com escândalos políticos. Estrangeiros dos países do chamado Primeiro Mundo parecem se levar muito a sério. Eles são de países que, por exemplo, já elegeram Hitler, Petain, o disléxico George Bush, Berlusconi, e ainda se acham no direito de fazer crítica aos eleitores de São Paulo. Por que não criticam que os brasileiros tenham dado a maioria de votos no primeiro turno a "um poste"?

Eleição de Tiririca é considerada "deprimente" pela imprensa internacional

PT gaúcho tentar levar senadora eleita para a campanha de Dilma
O PT do Rio Grande do Sul já trabalha para atrair a senadora eleita Ana Amélia Lemos (PP) para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência. Ana Amélia, Lemos recebeu 3,4 milhões de votos no Estado. Será um caso em que não haverá grande dificuldade para que o apoio seja emprestado. Boa parte de seus companheiros de partido já estava fazendo campanha para Dilma no primeiro turno no Rio Grande do Sul.

Brasil mais que dobrará produção de cobre até 2014

O Brasil mais do que dobrará a sua produção de cobre até 2014, com cinco novos projetos entrando em operação, e o País deve se transformar em um exportador líquido do metal, afirmou o diretor-presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração). A produção de cobre concentrado tem crescido rapidamente no País. Em 2009, ela foi de 210 mil toneladas, contra apenas 26,2 mil toneladas em 2003, de acordo com dados do governo, já tornando o País autossuficiente. Os cinco projetos vão exigir investimentos de US$ 2,7 bilhões. A Vale vai responder pela maior parte dos investimentos, com dois projetos no Pará que deverão produzir 254 mil toneladas por ano. A mina Boa Esperança da Paranapanema, de 30 mil toneladas, e o projeto Vale Verde, de 40 mil toneladas, detido pela Aura Gold, em Alagoas, também devem entrar em operação, contribuindo com o aumento da produção. O Brasil de uma maneira geral importa a maior parte do cobre que consome devido à peculiaridade do seu mercado.

Dilma ataca Serra e diz respeitar decisão de Marina

Cercada por aliados, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disparou ataques nesta segunda-feira ao seu adversário José Serra (PSDB) e afirmou que não tem pretensão de atrair o PV, mas que valoriza muito o apoio de Marina Silva. Dilma afirmou que está disposta a manter a estratégia de comparar os governos Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso porque a eleição presidencial não pode ser transformada em uma disputa de prefeitura de capital. "Temos que comparar os dois projetos que ocorreram no Brasil. O processo que é modelo de desenvolvimento e o do Fernando Henrique. Não é olhar no retrovisor. Se esse foi o seu governo, quem garante que não irá repeti-lo? Não basta repetir um projeto, não pode transformar a eleição numa prefeitura de capital, com todo respeito, ou uma discussão de ministério. Será isso que será chamado a cada um de nós a apresentar. Os projetos que cada um defende terão que aparecer. Nós nunca podemos esquecer que esse País foi governado pelo PSDB e não pode ser escondido".

Após perder disputa ao Senado, neocoronel Tasso Jereissati encerra carreira política

O senador Tasso Jereissati (PSDB), de 61 anos, neocoronel da política cearense, afirmou nesta segunda-feira ter encerrado sua carreira política. "Não vou mais disputar cargo público. Essa foi uma decisão dada primeiro pela população e depois por mim", afirmou ele em seu escritório político, em Fortaleza. O tucano não conseguiu se reeleger ao Senado no Ceará. Tasso foi derrotado pelos deputados federais Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), que conquistaram 2,6 milhões e 2,3 milhões de votos, respectivamente. O tucano, que governou o Ceará por três mandatos, obteve 1,7 milhão de votos. "Eu não pretendo mais ter vida política. Para mim, está encerrado esse capítulo de eleição", afirmou ao lado do candidato tucano ao governo do Ceará, Marcos Cals.

Supremo de Israel decide por expulsão de vencedora do Nobel da Paz

O Supremo Tribunal de Israel rejeitou nesta segunda-feira o recurso da militante pacifista norte-irlandesa Mairead Maguire, prêmio Nobel da Paz, apoiadora do terrorista islâmico, contra sua expulsão de Israel. "O Supremo Tribunal rejeitou o recurso apresentado por Mairead Maguire contra a decisão de um tribunal que ordenou sua expulsão de Israel", disse Salah Mohsen, porta-voz da associação de ajuda jurídica Adala. "Sua expulsão pode ocorrer a qualquer momento". Maguire, de 66 anos, chegou a Israel no dia 28 de setembro para uma visita de uma semana aos territórios palestinos acompanhada por um grupo de militantes pretensamente pacifistas, incluindo Jody Williams, outra prêmio Nobel da Paz. Mas ao chegar ao aeroporto de Tel Aviv, as autoridades proibiram a entrada de Maguire, porque ela havia sido expulsa do país em junho por ter participado da expedição do cargueiro irlandês "Rachel Corrie", que tentou afrontar o bloqueio à faixa de Gaza.

Com 23,87% de ausentes, Maranhão tem maior número de abstenções

Com quase um quarto de eleitores que não foram às urnas, o Maranhão lidera o índice nacional de abstenções no pleito deste ano. A marca de 23,97% é mais de dez pontos percentuais superior aos 13,98% de Roraima, que aparece exatamente no outro polo da lista. A situação maranhense chama ainda mais atenção porque o Estado foi o que registrou a vitória mais apertada do País. Lá, a governadora Roseana Sarney (PMDB) só não foi para o segundo turno contra Flávio Dino (PCdoB) graças a 0,08% dos votos.

Veterano do PP surpreende e deixa para trás Calheiros e Heloísa Helena em Alagoas

Veterano na política alagoana, o deputado federal Benedito de Lira (PP), de 68 anos, foi a surpresa das eleições no Estado. Candidato mais votado para o Senado, bateu o senador Renan Calheiros (PMDB), principal liderança política nacional de Alagoas, e a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), que não foi eleita. Lira fez uma campanha com duras críticas a ex-senadora. Um personagem animado, representando um sertanejo simples, era usado para fazer os ataques. Com toques de humor, o personagem cresceu na campanha. A propaganda de Biu, apelido que usou na campanha, foi turbinada também por imagens dele dançando desajeitadamente o jingle da campanha na convenção de seu partido. A dança virou marca de campanha e era repetida no comícios. No final da campanha, o PSOL acusou o PP de mostrar nas inserções partidárias obras realizadas na Paraíba como sendo resultados de emendas parlamentares apresentadas por Lira. Deputado federal já por três mandatos, Lira começou a carreira política na Arena, partido que apoiava o regime militar (1964-1985). Foi vereador no interior e em Maceió nas décadas de 60 e 70 e deputado estadual por três mandatos antes de chegar à Câmara. "Não tinha essa vaidade de chegar em primeiro lugar, mas quem imaginou que isso não pudesse acontecer não combinou com o povo", disse ele.

Argentina nega extradição e dá refúgio a acusado de matar senador no Chile

O governo do presidente chileno Sebastián Piñera convocou nesta segunda-feira o embaixador da Argentina em Santiago, Ginés González, para expressar a ele seu "mal-estar" pelo refúgio concedido ao chileno Galvarino Apablaza, acusado de planejar o assassinato de um senador em seu país de origem. "O governo chileno lamenta profundamente e não compartilha em absoluto com esta decisão", declarou o chanceler chileno, Alfredo Moreno, após reunir-se com o presidente Piñera, que também já havia criticado a postura da Comissão Nacional de Refugiados (Conare) da Argentina. Na última semana, após seis anos de espera, a Conare atendeu a solicitação de Apablaza, fundamentando sua decisão na Lei Geral de Reconhecimento e Proteção ao Refugiado. Contudo, tal posição fora anunciada semanas após a Suprema Corte de Justiça argentina ter decidido pela extradição, como solicitava o Estado chileno. Para o ministro chileno, o novo anúncio implica não reconhecer os "crimes gravíssimos que foram cometidos no Chile, considerados pela própria Suprema Corte argentina como crimes comuns". Em seu país, Apablaza é acusado de planejar a morte do parlamentar de direita Jaime Guzmán, assassinato cometido em 1991. Na época, ele liderava o grupo terrorista de esquerda Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR).

Pesquisas, um terreno nebuloso e fracassado nestas eleições

Do jornalista Reinaldo Azevedo: "A eleição de 2010 tem um grande derrotado, vença Serra ou Dilma: as pesquisas de opinião. E nem me refiro especialmente ao resultado, embora todos os institutos tenham errado: uns mais, outros menos. Refiro-me à derrota desse importante instrumento de avaliação da opinião pública. E isso só aconteceu porque o ambiente foi tomado por vigaristas e negociantes — que não vendem um serviço, mas um resultado. As pessoas sérias envolvidas com essa atividade deveriam evitar a defesa corporativa da “categoria”. Os que erram de boa-fé devem procurar afinar seus instrumentos. Os malandros continuarão a fazer malandragens; são pagos para isso. Por isso mesmo, os que procuram acertar — em vez de se acertar — devem evitar as más companhias. Comecemos pelo óbvio: erraram, sim! Todos! Sem exceção! O Datafolha, mais perto da realidade, dava a Dilma 50% dos votos válidos no dia do pleito. Ela obteve 47,6% — fora da margem de erro. O Sensus via a candidata com 54,7% dos válidos. Para o Vox Populi, a petista estava 12 pontos à frente da soma dos adversários. No dia 29 de outubro, o Ibope atribuía a Dilma 55% dos votos válidos — 7,4 pontos a mais do que ela conseguiu. Os erros se repetiram em boa parte dos estados. Desse bola para os levantamentos, aquele que será, em números absolutos, o senador mais votado da história do Brasil —Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) — deveria ter entregado os pontos. Vou insistir neste aspectos: embora o resultado não seja irrelevante, inaceitável mesmo foi  o comportamento de alguns “responsáveis” (?) pelos institutos, que resolveram posar de analistas políticos e videntes. Não se contentavam em passar adiante números que, como vimos, se mostraram errados: também faziam perorações a respeito e expeliam sentenças definitivas. O mais animado deles, sem dúvida, é Marcos Coimbra, o manda-chuva do Vox Populi, instituto que chegou a agonizar e que renasceu com força no petismo. Ele trabalha para e com o PT, embora suas pesquisas e ele próprio sejam vistos em certas áreas, só em certas áreas, como isentos. Coimbra é colunista de uma revista petista e escreve também no Correio Braziliense — como “cientista social”, é claro… No quarta passada, ele concedeu uma entrevista a um blog. Divirtam-se: Pergunta - Marina Silva está crescendo sobre votos de Dilma Rousseff? Coimbra - Não dá para dizer. Dilma cresceu tanto após o início do horário gratuito da propaganda eleitoral que roubou votos dos outros dois. Agora, esses votos estão, ao que parece, voltando para eles. Quantos votos, de fato, Dilma precisa perder para que haja segundo turno? Nos dados de nosso tracking (corroborados por vários outros que temos de pesquisas desenvolvidas em paralelo), a vantagem dela para a soma dos outros estava em 12 pontos percentuais ontem. Se 6 pontos passassem dela para os outros, a eleição empataria e o prognóstico de vitória no primeiro turno seria impossível.  Como cada ponto equivale a mais ou menos 1,35 milhão de eleitores, isso seria igual a 8 milhões de eleitores (sem raciocinar com abstenções). Marina Silva pode ultrapassar José Serra?  É muito pouco provável, no conjunto do país. Possível em alguns lugares, como a região Norte e o DF. Talvez se consolide no Rio, onde ela já está na frente. Qual o quadro que o senhor acha mais provável? Voltei.
Está muito claro, não? Em quatro dias, seria preciso uma migração de oito milhões de eleitores. Concordo com Coimbra: isso não aconteceu! É que seus números estavam, para ser simpático, errados. O curioso é que sua entrevista, claramente passada por e-mail — nunca vi alguém falar entre parênteses — foi “concedida” a dezenas de blogs de esquerda, inclusive àqueles com financiamento estatal. Um dos blogueiros da turma, o mais circense deles — é mentira que estejam pensando em usá-lo naquele número do canhão —,escreveu a propósito dessa entrevista: “O responsável pela Vox Populi, Marcos Coimbra, deu corajosa entrevista (…). Coimbra diz o que o tracking da Vox diz há 28 dias: não mudou nada e a Dilma vence no primeiro turno. Ou seja, Coimbra desmoralizou a última ‘pesquisa’ do Datafalha. Faltam 5 dias para a eleição. Coimbra joga a credibilidade de seu passado profissional e a integridade de sua empresa nessa afirmação: Dilma venceria no primeiro turno". Como se nota, segundo tal raciocínio, a integridade se desintegrou. O Sensus faz pesquisa para a CNT (Confederação Nacional dos Transportes), presidida pelo dublê de empresário e político Clésio Andrade. É aquele instituto que me encanta particularmente por sua precisão decimal. No dia 29, Dilma teria 54,7% dos votos; Serra, 29,5%, e Marina, 13,3%. A previsão não ficou para Ricardo Guedes, diretor técnico do instituto, mas para o “especialista” Clésio: “Num período de quatro dias, é muito difícil reverter essa vantagem”. Anteontem, o Ibope divulgou uma pesquisa: 51% dos válidos para Dilma, número reiterado na boca de urna realizada ontem. Ok, errou, paciência, certo? Mais ou menos. Carlos Augusto Montenegro, depois de fazer uma previsão temerária há alguns meses assegurando a vitória de Serra, passou a asseverar a vitória de Dilma no primeiro turno com a mesma convicção. E até chegou a sugerir que a oposição estava fazendo baixa exploração dos escândalos e não respeitava a democracia. São comportamentos inaceitáveis. Pesquisas de opinião não são irrelevantes. Interferem no processo político: facilitam ou dificultam doações; facilitam ou dificultam a formação de palanques regionais; geram ondas de notícia positiva ou negativa; ajudam a plasmar a expectativa dos eleitores sobre o possível vitorioso etc. Tornam-se, pois, parte do jogo político. O segundo turno está aí. Não pensem que os malandros desistiram de malandragens só porque foram flagrados. Ser flagrado é parte do seu ofício. está no preço. Sabem que os números que “apuram” acabarão divulgados de um modo ou de outro. Então que as pessoas eventualmente sérias envolvidas com essa atividade saibam fazer a diferença. Um bom caminho é não se sentir patrulhado por essa vizinhança incômoda, procurando ajustar os próprios números à metafísica influente da canalha".

Governo Lula aumenta IOF um dia após eleição

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira, a elevação da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% para 4% para os investimentos estrangeiros em renda fixa. A medida vale já a partir desta terça-feira. Segundo o ministro, o objetivo é evitar a valorização excessiva do real que causam prejuízos para as exportações brasileiras. De acordo com Mantega, a iniciativa não atinge os investimentos em Bolsa nem os investimentos estrangeiros diretos.

Serra e Dilma recomeçam nesta quarta seus programas de rádio e de TV

Recomeçarão nesta quarta-feira os programas de rádio e de TV de Dilma e de Serra. Os dois candidatos terão tempos iguais. Para este segundo turno, já foram agendados pelo menos tres debates por redes nacionais de TV e um quarto está a caminho.

Farc planejam atentado contra ex-presidente Uribe

O governo colombiano afirmou nesta segunda-feira que a organização terrorista e traficante de cocaína Farc tem planos de cometer um atentado contra o ex-presidente Alvaro Uribe (2002-2010). A segurança de Uribe foi reforçada pelas autoridades. Segundo o ministro de Defesa, Rodrigo Rivera, em informações encontradas nos computadores do chefe militar das Farc, "Mono Jojoy", morto pelos militares colombianos em 23 de setembro, "demonstra-se uma clara intenção de desenvolver planos criminosos para atentar contra a vida do ex-presidente".

TSE divulga número de votos de candidatos fichas-sujas

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou na tarde desta segunda-feira o número de votos dos candidatos com registro indeferido pela Lei da Ficha Limpa. O deputado federal Jader Barbalho (PMDB), candidato ao Senado pelo Pará, é o ficha-suja mais votado em todo o País: 1.799.762 votos. O segundo candidato ficha-suja mais votado, Paulo Rocha (PT), também concorreu ao Senado pelo Pará. Ele recebeu 1.733.376 votos. Os senadores eleitos pelos votos válidos no Estado foram Flexa Ribeiro (PSDB), com 1,8 milhão votos, e Marinor Brito (PSOL), com 727 mil votos. Na Paraíba, o candidato a senador com registro indeferido Cássio Cunha Lima (PSDB) teve 1.004.183 votos. Os eleitos foram Vitalzinho (PMDB), com 869 mil votos, e Wilson Santiago (PMDB), com 820 mil. No Estado de São Paulo, o candidato barrado pela Lei da Ficha Limpa mais votado foi Paulo Maluf (PP-SP). Concorrendo a reeleição como deputado federal, Maluf recebeu 497.203 votos, cerca de 243 mil votos a menos do que em 2006, quando ele foi eleito com cerca de 740 mil votos. O candidato a governador do Estado de São Paulo do PSOL, Paulo Bufalo, também não teve seus 75.895 votos computados durante a apuração no domingo. Seu vice, Aldo Josias dos Santos, teve o registro da candidatura indeferido. No Estado de Rondônia, o candidato a governador do PSDB, Expedito Júnior, obteve 124.625 votos. A disputa será decidida em segundo turno entre Confúcio Moura (PMDB), com 291 mil votos, e João Cahulla (PPS), com 246 mil votos. O candidato ficha-suja mais votado no Estado do Rio Grande do Sul foi Maria do Rosário Nunes (PT), que concorreu à Câmara e recebeu 143 mil votos. No Rio de Janeiro, o político barrado pela lei que mais recebeu votos foi Arnaldo Vianna (PDT), que também concorreu à Câmara, e obteve 53.605 votos.

Ex-diretor dos Correios depõe por três horas na Polícia Federal

Durou três horas o depoimento do ex-diretor dos Correios Marco Antonio Oliveira na Polícia Federal no inquérito que investiga tráfico de influência no governo Lula por meio de empresa ligadas aos filhos da ex-ministra petista Erenice Guerra, braço direito de Dilma e sua indicada para ocupar o ministério. Segundo o advogado que o acompanhou, Marco Antonio respondeu a todas as perguntas, cerca de 50. Ela não foi indiciado ao final do depoimento. O consultor Rubnei Quícoli disse que Marco Antonio lhe pediu R$ 5 milhões para pagar "contas" da candidata Dilma Rousseff e de Erenice Guerra. O dinheiro seria parte de pagamento para a liberação de um empréstimo de interesse de Quícoli no BNDES que seria liberado com a intermediação da Capital Consultoria e Assessoria, empresa de lobby operada pelo filho de Erenice e o sobrinho do ex-diretor dos Correios, Vinícius Castro, à época funcionário da Casa Civil. Quícoli apresentou os números de duas contas bancárias em Hong Kong que lhe foram repassados pelo genro de Marco Antonio, Roberto Ribeiro, onde o dinheiro deveria ser depositado. O consultor se negou a fazer o pagamento e teve o empréstimo no BNDES negado.

TSE libera candidatura da petista Maria do Rosário

A candidata a deputada federal Maria do Rosário teve o pedido de candidatura aprovado na tarde desta segunda-feira. Segundo a assessoria do Tribunal Superior Eleitoral, o pedido foi deferido pelo ministro Aldir Passarinho Junior. Maria do Rosário recebeu 143.128 votos nas eleições, mas ainda não aparecia na lista dos parlamentares eleitos. Ela teve o pedido de registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral por dívidas referentes a sua campanha à prefeitura de Porto Alegre, em 2008. Após a liberação, a candidata passa a constar entre os 10 deputados federais mais votados do Rio Grande do Sul. Com isso, a reeleição de Fernando Marroni como deputado federal não é confirmada. Ele aparecia em oitavo e último eleito na bancada do PT, mas com a decisão da Justiça Eleitoral sobre a candidatura de Maria do Rosário, Marroni passa a ser o primeiro suplente.

Apoio sairá após PV ouvir Dilma e Serra, diz presidente do partido

O presidente do PV do Rio de Janeiro, deputado federal eleito Alfredo Sirkis, disse nesta segunda-feira que a posição oficial do partido no segundo turno presidencial será decidida depois de uma conversa de dirigentes da sigla com os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) em torno de uma "plataforma programática mínima". Conforme Sirkis, depois de ouvir Dilma e Serra, o PV tomará a decisão em convenção.

Dois terroristas do ETA foram treinados na Venezuela

Promotores públicos espanhóis afirmam que dois terroristas acusados de integrarem o grupo separatista basco ETA, detidos na semana passada, foram treinados na Venezuela, de acordo com documentos da Justiça divulgados nesta segunda-feira. A informação ecoou uma acusação judicial espanhola anterior, de ligação do ETA com a Venezuela, o que gerou um conflito diplomático. O juiz Ismael Moreno ordenou que Juan Carlos Besance e Xavier Atristain fossem detidos sob a acusação de porte de armas e explosivos e por pertencer a uma organização terrorista, disse a ordem judicial. A dupla, presa em Guipuzcoa, no País Basco, numa operação que descobriu 100 quilos de explosivos, foi treinada na França e na Venezuela, no verão de 2008, antes de voltar para a Espanha, informam os documentos. Em março, um outro juiz espanhol deu início a um incidente diplomático ao acusar o governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de ajudar os terroristas do ETA. No caso de março, o juiz disse que em 2007, terroristas do ETA receberam proteção militar venezuelana para chegarem a um lugar na floresta, onde deram um curso sobre explosivos a membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, organização terrorista e traficante de cocaína).

Coordenador de Dilma afirma que aproximação com Marina é natural

Integrante da coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT), o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP) afirmou nesta segunda-feira que é "natural" a aproximação para o segundo turno com Marina Silva (PV), terceira colocada na disputa presidencial. "Até outro dia a Marina era do PT. É natural que ocorra essa aproximação. Há setores muito próximos a Marina", afirmou. Cardozo disse que não há mudança de postura e que a campanha vai continuar propositiva. O petista tentou minimizar a frustração no alto escalão da campanha com a continuidade da disputa sustentando que Dilma venceu a eleição. "O segundo turno foi importante para definir a base do governo Lula e vai ser muito importante agora. É preciso ficar claro que vencemos a eleição, tivemos 47 milhões de votos", disse ele. Segundo Cardozo, ainda não foi definido quando nem onde a campanha de Dilma vai recomeçar.

Serra diz esperar aproximação com PV e que Aécio Neves é "pessoa-chave" no segundo turno

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta segunda-feira esperar uma "aproximação" com o PV no segundo turno. Questionado se iria procurar a presidenciável derrotada Marina Silva, Serra disse que "a questão é via partido". "Eu tenho muita proximidade com o PV. Elementos de aproximação existem e eu espero sinceramente que ela aconteça", afirmou o tucano, que não quis comentar a hipótese de Marina ficar neutra no segundo turno. Serra disse que sempre teve o apoio dos verdes quando comandou a Prefeitura de São Paulo e o governo paulista e que tem "relação de amizade" com integrantes do PV. Afirmou ainda que fez um programa ambiental em parceria com o partido em São Paulo. O tucano disse que a área ambiental é uma prioridade sua e defendeu o sistema de poupança de carbono.

Sobrinha de Lugo diz que ele corria risco de morte quando viajou ao Brasil

A vida do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, esteve em perigo antes da viagem de emergência que fez no último sábado para se tratar no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, admitiu nesta segunda-feira a sobrinha do presidente. "O rosto dele estava todo vermelho e inchado. Não saía uma palavra. Não conseguia falar", contou Mirtha Maidana Lugo. Ela admitiu que os principais auxiliares políticos de Lugo tentaram obrigar a família a ocultar o estado de saúde do presidente "para dissimular que tudo estava bem". Os inchaços do rosto e do pescoço, assim como a vermelhidão do rosto, foram provocados por uma obstrução do cateter aberto que foi implantado no peito do presidente, na altura do coração, informou o médico de Lugo, Alfredo Boccia. "A vida do chefe de Estado esteve em perigo porque ela poderia sofrer uma hemorragia interna com a obstrução do cateter", explicou. O cateter é usado nas sessões de quimioterapia a que Lugo é submetido desde agosto para combater um câncer linfático. O oncologista brasileiro Frederico Costa, que chegou no sábado a Assunção para examinar o presidente paraguaio, ordenou a transferência imediata para o Hospital Sírio-Libanês de São Paulo. O médico temia que uma eventual hemorragia interna provocasse a morte de Lugo, segundo Mirtha.

Vale obtém US$ 1 bilhão com Canadá para atividades no país

A Vale anunciou nesta segunda-feira que assinou acordo com a Export Development Canada, agência oficial de crédito à exportação do Canadá, para o financiamento em infraestrutura de projetos voltados à exportação e oportunidades de novos negócios no país, no valor de até US$ 1 bilhão. Em um comunicado, a mineradora informou que um valor de US$ 500 milhões estará disponível para operações no Canadá, sendo que até US$ 250 milhões serão destinados para o desenvolvimento da refinaria de níquel de Long Harbor na província de Newfoundland and Labrador, e US$ 250 milhões para projetos na província de Ontário. "Os US$ 500 milhões restantes estarão disponíveis para o financiamento de compras da Vale no Canadá para o suprimento de nossas operações fora do Canadá", disse a Vale em nota.

Geraldo Alckmin já prepara resgate de projetos e de seus secretários

A volta ao Palácio dos Bandeirantes com vitória no primeiro turno devolve Geraldo Alckmin à linha de frente do PSDB e poderá alçá-lo ao posto de candidato à Presidência da República, tanto em 2014 como em 2018. Pavimentar esse caminho, porém, depende ainda do resultado dos próximos quatro anos de sua administração no Estado mais rico do País. Os principais desafios de Alckmin, que assumiu o governo pela primeira vez em 2001, após a morte do governador Mário Covas, e seguiu no cargo até 2006, quando disputou o Palácio do Planalto, são combater a criminalidade, melhorar o transporte coletivo e investir fortemente em saúde e educação. Alckmin encerrou a campanha sem apresentar um programa de governo, mas deu sinais de que, para tentar solucionar os problemas do Estado, mudará algumas políticas adotadas por José Serra (PSDB) e Alberto Goldman (PSDB), seus antecessores. Na área de educação, por exemplo, Alckmin deve retomar as políticas implantadas em suas duas gestões anteriores, e modificadas depois por Serra. Um exemplo é o programa Escola da Família, criado por Alckmin. O secretário de Educação de Alckmin em seu último governo era Gabriel Chalita, hoje no PSB. Ele não deverá voltar ao cargo, mas seu adjunto na época, Paulo Alexandre Barbosa, é cotado para a pasta. Dificilmente Paulo Renato Sousa, ex-ministro da Educação, permanecerá. Na área de segurança também devem ser feitas mudanças. Antonio Ferreira Pinto, atual titular da pasta, é considerado "muito linha dura" pela equipe de Alckmin. Fala-se, inclusive, na volta de Saulo de Castro Abreu Filho, secretário da Segurança Pública sob Alckmin, na época em que o PCC, facção que comanda os presídios do Estado, cresceu e se reforçou. Também é dada como certa a volta de Jurandir Fernandes ao governo. Ele comandou a Secretaria de Transportes Metropolitanos, que será extinta para dar lugar à nova Secretaria de Desenvolvimento e Gestão Metropolitana.

Justiça espanhola decreta prisão de quatro acusados de financiar Farc

O juiz Pablo Ruz, da Audiência Nacional espanhola, ordenou a prisão de quatro pessoas detidas nos últimos dias em várias províncias da Espanha em uma operação contra uma rede de financiamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização terrorista e traficante de cocaína). Ruz decretou ainda a prisão de outros sete acusados, que no entanto poderão ser liberados caso paguem fianças que variam entre 10 mil e 80 mil euros. As sentenças se referem a parte das 41 pessoas detidas na semana passada sob acusação de lavarem mais de 200 milhões de euros para as Farc. Segundo o juiz, a líder do grupo era Jenny Alexandra Fasce, que se encarregava de enviar à Colômbia os lucros obtidos com a venda de drogas na Europa por parte de organizações de âmbito internacional vinculadas às Farc.