sábado, 24 de abril de 2010

Gasto de Lula com publicidade sobe 48% em seis anos

A propaganda do governo bolivariano de Lula chegou, no ano passado, a 7.047 veículos de comunicação de todo o País. O número é 1.312% superior ao de 2003, primeiro ano do governo Lula, quando 499 veículos receberam verba para divulgar a publicidade oficial. De 2003 a 2009, a Presidência da República, ministérios e estatais gastaram R$ 7,7 bilhões com propaganda. Os gastos do ano passado, de R$ 1,17 bilhão, superaram em 48% os R$ 796,2 milhões investidos no primeiro ano de governo. O aumento expressivo do número de órgãos em que a publicidade oficial é veiculada se deve a uma mudança de estratégia da comunicação do Palácio do Planalto: desde que Lula chegou ao governo, a ordem é regionalizar a propaganda e diversificar as maneiras de fazer o marketing governamental chegar à população. Os veículos que divulgaram publicidade federal em 2009 estão espalhados por 2.184 municípios, contra 182 em 2003. Só com a publicidade institucional da Presidência da República, destinada a difundir a marca e os feitos do governo, foram gastos R$ 124 milhões no ano passado. O volume é três vezes superior ao de 2003, mas não acompanha, proporcionalmente, a ampliação do número de veículos escolhidos para divulgar a propaganda federal. Isso significa que veículos de comunicação de abrangência nacional tiveram de dividir a verba que recebiam antes com órgãos regionais, alguns deles de pequeno porte, o que inclui rádios e jornais de interior sob controle de políticos de partidos aliados. Televisão, jornal, rádio e revistas, nesta ordem, foram os meios que mais receberam recursos em 2009. Para emissoras de TV foram destinados R$ 759,5 milhões, 64% do total. Jornais receberam R$ 115,4 milhões e rádios, R$ 104 milhões. A internet aparece em quarto lugar em valores absolutos, mas é o veículo que registrou o maior crescimento no volume de verbas sob Lula: os gastos do governo com publicidade na rede mundial de computadores saltaram de R$ 11,4 milhões em 2003 para R$ 36, 3 milhões em 2009.

Lugo promulga estado de exceção no Paraguai

O presidente do Paraguai, o ex-bispo Fernando "Pai Nosso" Lugo, promulgou na noite deste sábado o estado de exceção para cinco Departamentos do país com o objetivo de combater as ações terroristas da organização esquerdopata EPP (Exército do Povo Paraguaio). A lei de estado de exceção vale por 30 días nos Departamentos de Amambay, San Pedro, Alto Paraguai, Presidente Hayes e Concepción. O Senado aprovou na manhã deste sábado o projeto de lei. O projeto foi votado na sexta-feira pela Câmara dos Deputados, que impôs algumas alterações e obrigou os senadores a fazer uma nova votação. Logo após a aprovação do Senado, o ex-bispo Fernando "Pai Nosso" Lugo se reuniu com diversos ministros para discutir a promulgação do projeto. O próprio presidente havia pedido a instalação do estado de exceção, mas ficou insatisfeito com as alterações no projeto de lei feitas pela Câmara e cogitou vetá-lo. Lugo pediu ao Congresso o estado de emergência depois da morte de quatro pessoas na quarta-feira atribuídas aos terroristas do EPP, uma sucursal paraguaia das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, uma organização terrorista e traficante de cocaína). Nessa área foi encontrado logo depois um acampamento com apetrechos para prática de tiro. Vários integrantes do EPP foram treinados ou ajudados pelos terroristas das Farc.

Governo Lula planeja "exilar" Ciro Gomes

A asfixia política exercida contra o deputado federal e presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) pelo governo Lula e pelo próprio partido não se encerra no sepultamento de sua candidatura à Presidência, prevista para ser oficializada na terça-feira. Para evitar que ele direcione sua revolta à campanha de Dilma Rousseff (PT) e às alianças da base governista nos Estados, Ciro Gomes está sendo convencido a se submeter a um autoexílio no Exterior. "Se ele ficar no País, vai cair atirando. Por isso, foi orientado a viajar e depois se dedicar à campanha de seu irmão Cid Gomes à reeleição no Ceará", dizia um integrante da cúpula do PSB antes de Ciro Gomes lançar ataques na sexta-feira. Ciro Gomes está enfurecido. Deixou isso claro ao afirmar na madrugada de sexta-feira que o presidente Lula está “navegando na maionese” e “se sentindo o Todo-Poderoso”, mas “ele não é Deus”. Para arrematar, Ciro Gomes diz que acredita na vitória de José Serra (PSDB). Boicotado por Lula e pelos correligionários, não atende ao telefone nem responde a e-mails, mesmo dos políticos mais próximos.

FMI e Banco Mundial fazem assembléia nos Estados Unidos

A assembléia de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial começou em Wasghinton (Estados Unidos), neste sábado, em meio à crise fiscal na Grécia, que será um dos temas principais de debate. Nos três prédios principais das duas instituições, que ficam próximos à Casa Branca, a assembléia reúne os ministros de economia e governadores dos bancos centrais de todo o mundo. A região está fechada ao trânsito de veículos e isolada pela polícia, mas as medidas de segurança são menores do que no passado, já que as manifestações contra os organismos diminuíram nos últimos anos. Uma reunião do Comitê Monetário e Financeiro Mundial, principal órgão assessor do FMI, deu início à assembléia. Sobre a mesa está a reforma financeira, a avaliação da saúde da economia mundial e a redistribuição do voto no fundo, para ampliar o poder dos mercados emergentes.

Dilma e Serra se encontram na festa no Rio de Janeiro

Os pré-candidatos à Presidência, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), encontraram-se na noite deste sábado no aniversário de 80 anos da economista petista Maria da Conceição Tavares, no Rio de Janeiro. José Serra chegou ao clube português Casa do Minho, no Cosme Velho, zona sul, por volta das 20h45. Já a petista, às 21h20. José Serra e Maria Conceição conviveram no Chile durante o exílio, e escreveram em parceria o artigo "Além da Estagnação" (1970).

Marina Silva critica aproximação do governo petista com o Irã

No início de uma visita de três dias a Washington, a pré-candidata à Presidência pelo PV, senadora Marina Silva, criticou a aproximação do Brasil com Irã e Cuba. "Minha posição é de crítica e estranhamento à atitude do governo brasileiro dar audiência ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. O Irã tem preso politico, desrespeito aos direitos humanos, pessoas são executadas. A questão nuclear é polêmica. Nem China nem Rússia andam recebendo o Irã tão bem quanto o Brasil", disse ela. Marina Silva também afirmou que Irã e Cuba passaram a ser motivo de preocupação no que tange ao Itamaraty: "Não acho que Cuba só tem problemas, mas se somos amigos é preciso fazer ver que a revolução se completa com a democracia. Se os direitos humanos e a liberdade de expressão são importantes para os brasileiros, o são também para os cubanos". A senadora disse ainda que o Brasil deveria assinar o Protocolo Adicional do Tratado de Não Proliferação Nuclear, que o governo Lula vem se recusando sistematicamente a fazer.

Militância virtual do PT organiza estratégias secretas de campanha

A "militância" do PT organizará reuniões secretas para decidir estratégias de campanha na internet. Segundo o deputado federal André Vargas (PT-PR), também secretário de comunicação do partido, 12 Estados já têm data marcada para os encontros. De acordo com a organização das reuniões, os locais não serão divulgados em público para não expor suas estratégias. Estão na lista da militância os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Espírito Santo, Bahia, São Paulo, Amapá, Amazonas, Pará, Rio Grande do Norte, Sergipe e Paraná. Todos eles realizarão encontros secretos. A idéia faz parte de um projeto maior, de aumentar a presença do partido na internet, em especial nas redes sociais. Outra ação de grande investimento é a campanha "Seja um petista 2.0", com o que tem o objetivo de conquistar o voto de quem tem ou completa 16 anos até as eleições de outubro. Nesse caso, a idéia é construir um exército de jovens militantes conectados.

Sem Lula, PT lança a ricaça Marta Suplicy e Mercadante como pré-candidatos em São Paulo

Sem a presença do presidente Lula, o PT lançou neste sábado as pré-candidaturas do senador Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo e da ex-prefeita petista, a ricaça Marta Suplicy, ao Senado Federal. O evento, realizado na sede do Sindicato dos Bancários, no centro de São Paulo, acabou transformado em exaltação a pré-candidata do partido à Presidência da República, Dilma Rousseff, recebida ao som de jingle de campanha pelos correligionários. No lugar de Lula foi lida uma carta pelo líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, elogiando o senador petista Mercadante, o "irrevogável que volta atrás".

Dissidente cubano completa dois meses de greve de fome

O jornalista opositor cubano Guillermo Fariñas completou neste sábado dois meses de greve de fome com a qual pressiona a ditadura de Cuba a libertar 26 presos políticos. Apesar do frágil estado de saúde, Fariñas disse estar disposto "mais do que nunca" a continuar o protesto. "Na conjuntura em que o governo está se debatendo, agora mais do que nunca tenho que prosseguir com a greve de fome", disse Fariñas por telefone, no hospital de Santa Clara, onde está internado desde 11 de março. Fariñas informou que seu estado de saúde é "estável dentro da gravidade". Ele está pesando 67 quilos quilos, 14 quilos a menos do que quando iniciou a greve. Fariñas, de 48 anos, pertenceu às tropas de elite de Fidel Castro nos anos 80. Ele iniciou seu protesto em 24 de fevereiro, um dia depois da morte do preso político Orlando Zapata, de 42 anos, que manteve um jejum por 85 dias para exigir melhores condições carcerárias. A morte de Zapata e a greve de fome de Fariñas, assim como as frequentes manifestações das Damas de Branco (familiares dos presos políticos condenados em 2003) provocaram fortes críticas de governos, parlamentares e organismos internacionais a Cuba, que a ditadura de Raul Castro rejeita como uma "campanha midiática" promovida pelos Estados Unidos. As autoridades cubanas qualificam a greve de Fariñas como uma chantagem à qual se nega a ceder, e o próprio Fariñas e os dissidentes como mercenários que recebem apoio financeiro de Washington. Os genocidas comunistas da dinastia Castro não querem saber de democracia.

Guido Mantega pede que países emergentes tenham mais peso no FMI

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu neste sábado ao FMI uma reforma mais profunda que contemple e aumente o peso dos países em desenvolvimento. Em discurso perante o IMFC (Comitê Monetário e Financeiro Internacional), o principal órgão assessor do Fundo, Mantega acusou a gerência de "falta de ambição" no alcance da reforma. O ministro solicitou uma transferência de 7% do poder de voto dos países ricos às nações emergentes. A proposta sobre a mesa, apresentada pelo G20, é uma transferência de 5%, embora não esteja claro se isto beneficiaria apenas os mercados emergentes.

Manifestações a favor do juiz Garzón levam milhares às ruas em Madri

Milhares de pessoas participaram de uma manifestação, na tarde deste sábado, em Madri, a favor do juiz Baltasar Garzón e pela investigação dos desaparecimentos durante o franquismo, em um dia marcado por mobilizações em apoio ao magistrado espanhol em várias cidades espanholas, européias e latino-americanas. "Contra a impunidade do franquismo, em solidariedade às vítimas", dizia um cartaz atrás do qual marcharam, no centro de Madri, milhares de pessoas, lideradas por atores e escritores como José Sacristán, Pilar Bardem e o hispano-argentino Juan Diego Botto. Ao fim da marcha, convocada pela Plataforma contra a Impunidade do Franquismo, o cineasta Pedro Almodóvar leu um manifesto na Praça do Sol, centro da capital espanhola. "Verdade, justiça e reparação", "Espanha ao contrário", "Mais juízes como Garzón" foram alguns dos lemas exibidos pelos manifestantes, que marcharam com bandeiras republicanas. Ao mesmo tempo, a Falange Espanhola, partido que denunciou Garzón por considerar que investigou os desaparecimentos sem ter competência para tal, convocou uma concentração também em Madri. Garzón investigou brevemente em 2008 o destino de cerca de 114 mil desaparecidos durante a Guerra Civil (1936-1939) e os primeiros anos do franquismo (1939-1975), alegando que o crime de desaparecimento forçado não prescreve. Esta foi a primeira investigação dos fatos na Espanha. A Procuradoria se posicionou contra as investigações por considerar que os crimes entravam na lei de anistia de 1977, aprovada depois da morte do general Francisco Franco e no início da transição democrática espanhola, e o juiz abandonou a investigação.

Ciro Gomes, segundo o jornalista Reinaldo Azevedo

É… Ciro Gomes foi cem por cento Ciro Gomes na entrevista ao SBT Brasil. Repetiu tudo o que está no texto assinado por Eduardo Oinegue, publicado no iG, mas negou que tenha concedido uma entrevista ao portal… Vai ver o jornalista desenvolveu o dom da adivinhação. Atacou, como de hábito, José Serra — que trataria, segundo ele, os adversários como inimigos —, mas repetiu que o tucano está mais preparado para governar o Brasil. Num particular, e bastante relevante, Ciro avançou um tanto mais. Já chego lá. Ciro admitiu que Lula e o PT atuaram para desidratar sua candidatura e voltou a criticar José Dirceu, que teria ido à casa de seu irmão, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), para fazer ameaças: o PT retiraria o apoio a Cid caso Ciro fosse candidato pelo PSB “Esse (José Dirceu) eu já mandei pastar”. Dirceu ser um dos coordenadores da campanha de Dilma é, segundo Ciro, um dos erros cometidos pelo PT: “Um desacato ao Judiciário e à opinião pública”. Disse que os primeiros movimentos de Dilma o deixaram arrepiado: a visita ao túmulo de Tancredo e a ida ao Ceará, “sem nem um telefonema”. E emendou: “Não porque eu seja um coronel, mas porque eu sou candidato, caramba!” Ciro não se disse ainda um não-candidato — já que seu partido toma a decisão oficial na terça-feira —, mas sabe que está fora do jogo. Foi ambíguo sobre o futuro: num dado momento, afirmou que obedecerá às diretrizes do partido; noutro, que vai cantar em outra freguesia, dando a entender que deixa o PSB. Na “não-entrevista” (!!!) ao iG, Ciro afirmou que o PT recorreria de novo a coisas como o dossiê dos aloprados. Na entrevista ao SBT Brasil, ele se estendeu um pouco mais: deu a entender que o governo já mobilizou o Ministério da Justiça para tentar envolver o candidato do PSDB à Presidência com supostas irregularidades da Alstom. A posição de Ciro é serena se comparada àquilo que Lula e o PT fizeram com ele. Jamais vi um aliado tão fiel ser tratado com tamanha descortesia. “Descortesia”? A palavra não cabe porque isso é ofensa de salão. O ex-governador do Ceará foi vítima é de brutalidade mesmo. E é o que sempre acontece com qualquer um que tente ter uma relação minimamente altiva com o PT e, particularmente, com Lula. Já escrevi que Ciro nunca entendeu a natureza do partido e a raiz intelectual de sua formação, que não compreende um governo de coalizão coisa nenhuma! Coalizão significa unir as principais forças políticas do País, concentrando-se no que se considera essencial. Os petistas só entendem a relação de subordinação, e aqueles que se juntam a seu “projeto” têm de ter a cara que tem o PMDB lulista, este liderado por gigantes morais como José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá. Ciro foi convidado a fazer parte desse festim e a ter um naco do poder, como um peemedebista qualquer, regalando-se com alguma divisão do governo, onde pode fazer seus pequenos grandes negócios. O deputado do PSB queria mais: queria ser protagonista na política. Não existe esse espaço no PT. Lula foi esvaziando Ciro com a técnica e a paciência de um taxidermista. Tirou-lhe a vitalidade eleitoral e o encheu de palha, de modo que ele pudesse conservar, durante algum tempo ao menos, a aparência de figura relevante na sucessão. Até que chegou a hora do golpe: a visita de Dilma Rousseff ao Ceará, o que, vamos convir, foi de um desrespeito brutal. Notem que narrativa interessante: o petista levou Ciro a transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo e despachou Dilma para fazer embaixadinha no Ceará. Em suma: deu-lhe de presente o que ele jamais terá — São Paulo — e tentou lhe roubar o que ele tinha: o Ceará. O jornalismo amigo do PT tentou atribuir a visita de Dilma àquele estado a um erro da candidata ou da coordenação de campanha. Bobagem! Pode até ter sido um erro, mas cometido pela cúpula do partido. Nem isso cabe a Dilma decidir. Não custa lembrar que até para evocar palavras de otimismo, como fez no programa do tal Datena, ela recorre a Lula — ou, pior, à mãe de Lula. A forma como o lulo-petismo trata um aliado dá conta do que esse gente gostaria de fazer com adversários. O escândalo dos aloprados, que Ciro relembra em sua entrevista, dá uma pista. O PT tem um norte moral: tudo o que não serve à hegemonia do partido deve ser destruído. E, bem…, no que diz respeito à relação Ciro Gomes-PT, não foi por falta de aviso.

Na TV, Ciro Gomes diz que Serra é melhor que Dilma e promete "espernear" por candidatura própria

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) voltou a afirmar na sexta-feira que ainda não desistiu de ser candidato à Presidência e criticou a aliança entre o PT e PMDB na disputa presidencial. O PSB se reúne na terça-feira para oficializar o apoio do partido à pré-candidata petista, Dilma Rousseff. "Até terça-feira de manhã vou lutar e espernear, mas vou obedecer a decisão do partido", disse ele em entrevista ao programa "SBT Brasil", do SBT. Veja a entrevista nos videos abaixo.
Ciro Gomes disse, no entanto, que não estará presente da reunião. Na entrevista, Ciro Gomes criticou a aliança fechada entre PT e PMDB e insinuou que ela levou em conta apenas o interesse de ganhar maior tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV. "A coligação do PT-PMDB é tráfico de minutos de televisão nas barbas do Tribunal Superior Eleitoral", disse ele. Para Ciro Gomes, o presidente Lula está perdendo a humildade por conta de sua popularidade e que alguém deveria avisá-lo disso. "Por que ele não trata isso (a candidatura) cara a cara?", perguntou. Ciro Gomes voltou a dizer que o pré-candidato tucano, José Serra, é mais preparado que Dilma. "A Dilma não teve nenhuma eleição na vida dela. Os primeiros movimentos dela me deixaram preocupados", afirmou ao jornalista Carlos Nascimento. Segundo Ciro Gomes, Dilma Rousseff já errou três vezes nessa campanha. A primeira foi a visita ao túmulo de Tancredo Neves em Minas Gerais; a segunda foi a visita ao Ceará, seu Estado; e a terceira, a participação do ex-ministro José Dirceu. "O Zé Dirceu voltar a comandar a campanha, isso é um desacato. Sou amigo dele, mas ele tem problemas na Justiça", afirmou Ciro Gomes.

Ciro Gomes diz que mensaleiro José Dirceu foi a seu irmão pedir por sua desistência

Em entrevista ao programa SBT Brasil, na noite de sexta-feira, o pré-candidato do PSB à presidência da República, deputado federal Ciro Gomes, disse que mandou o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, "pastar". O mensaleiro José Dirceu, segundo Ciro Gomes, foi à casa do irmão dele, o governador do Ceará, Cid Gomes, ameaçá-lo com a retirada do apoio do governo à reeleição, caso não fechasse com a candidatura da petista Dilma Roussef ao Palácio do Planalto. "É meu amigo, mas mandei pastar, para que ele tenha humildade", disse Ciro Gomes. Ele reafirmou sua disposição de concorrer a presidência da República. "A única força capaz de me tirar da disputa é o meu partido", disse Ciro Gomes, acrescentando que tanto Serra quanto o PT desejam que ele saia da disputa: "Serra quer que eu saia. O PT quer que eu saia. Alguém está errado. Está claro que é o PT".

Presidente do PSB evita polêmica com Ciro Gomes e diz que decisão final só sai na terça-feira

O presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, evitou comentar na sexta-feira as declarações do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Em entrevista ao portal iG, Ciro afirmou que o presidente Lula "navega na maionese" e que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, é mais preparado que a candidata do PT, Dilma Rousseff, para o enfrentamento de crises futuras na economia. "Não vou comentar essas declarações. Meu comentário não ajuda em nada", afirmou Campos, após sair de um encontro com Lula no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente.

Presidente do PSDB diz que saída de Ciro Gomes favorece Serra

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, disse na sexta-feira que a retirada da candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) ao Palácio do Planalto aumenta as chances do presidenciável José Serra (PSDB) vencer a disputa, com a migração de votos de Ciro para Serra especialmente no primeiro turno das eleições. Ao comentar as declarações de Ciro Gomes de que José Serra é "mais preparado" que a petista Dilma Rousseff para assumir o comando do País, Sérgio Guerra disse que a ex-ministra da Casa Civil não tem experiência para ocupar o mais alto cargo do Brasil.

Irmão diz que interesses regionais enfraquecem candidatura de Ciro Gomes

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), admitiu na sexta-feira que os interesses regionais enfraquecem o projeto de candidatura presidencial do irmão, o deputado federal Ciro Gomes. Ele disse que uma candidatura própria do PSB pode gerar problemas para Estados onde os socialistas costuram apoio do PT. E citou como exemplo o Piauí, onde seu partido deverá lançar candidato a governador com apoio dos petistas. "Muitas vezes, o PSB lançar candidato a presidente pode atrapalhar o interesse regional", disse. A direção nacional do PSB construiu uma "saída honrosa" para Ciro Gomes. Até a próxima terça-feira, todos os diretórios regionais do partido informarão à cúpula nacional se preferem a candidatura própria ou a aliança com Dilma Rousseff (PT). Indagado sobre pesquisas eleitorais, Cid Gomes disse que as sondagens mostram que saída de seu irmão da corrida presidencial deverá beneficiar o tucano José Serra.

Henrique Meirelles garante que Brasil agirá com vigor para deter inflação

O Banco Central brasileiro vai agir com vigor para buscar o centro de sua meta de inflação no tempo devido, afirmou neste sábado o presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles, em Washington. O Brasil deve ser a primeira economia da América Latina a elevar as taxas de juros na próxima quarta-feira, quando se encerra a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. Os analistas estão divididos sobre se o Banco Central subirá a Selic em 0,50 ou 0,75 pontos percentuais. As taxas de juros estão agora na mínima recorde de 8,75% ao ano. Falando nos corredores de uma reunião do FMI (Fundo Monetário Internacional) em Washington, Meirelles disse que o banco será "absolutamente rigoroso" para conservar seu regime de meta de inflação. "Aqueles que pensam que o Banco Central será leniente com a inflação estão enganados", disse Meirelles a jornalistas. "O Banco Central está comprometido em assegurar a convergência da inflação para o centro da meta no período apropriado, e isso certamente requer a ação vigorosa do Banco Central durante todo o processo".

Vice-presidente do PSB diz que crítica de Ciro Gomes a Lula não encontra amparo no partido

Roberto Amaral, vice-presidente do PSB, disse nesta sexta-feira que a declaração do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), de que que o presidente Lula "navega na maionese", não encontra amparo no partido. Amaral admitiu que a entrevista de Ciro Gomes ao portal iG é "ruim" e que por isso o deputado será procurado pela direção do partido. Amaral disse ainda que, no jantar na noite de quinta-feira entre ele, o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e Ciro Gomes, ficou acertado que a legenda teria uma posição unitária. "Ainda não conversei com ele depois da entrevista, mas com certeza vou procurá-lo. Essa declaração é uma opinião pessoal, não é a opinião do partido nem a minha. Somos um partido democrático, quando tomamos uma decisão, ela é obedecida por todos os quadros. Com certeza a declaração é ruim, mas não é uma tragédia. Vamos superar isso", disse. Amaral negou que Ciro Gomes possa sofrer algum tipo de retaliação por causa de suas declarações.

Petista coordenador da campanha de Mercadante diz não ter mágoa de Ciro Gomes

O prefeito de Osasco, Emidio Souza (PT) disse que o partido não está magoado com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Emidio é um dos coordenadores da campanha de do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao governo de São Paulo. "Não há mágoas com Ciro. Continuamos reconhecendo nele uma pessoa valorizada. Um aliado do presidente Lula", disse Emidio. "São críticas pontuais", disse ele. Parece que todos os petistas haviam se combinado para dizer coisa igual.

Para o PSB de São Paulo, saída de Ciro Gomes facilita a vida de Skaf

O presidente do PSB de São Paulo, deputado Márcio França, afirmou nesta sexta-feira que a retirada do deputado federal Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial facilita a candidatura ao governo paulista do empresário Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). "A ausência do Ciro Gomes facilitou a vida do Skaf", afirmou. Segundo ele, além de Skaf, a chapa deve ser formada pelos vereadores Gabriel Chalita e Netinho de Paula na corrida ao Senado. França disse que o PSB também busca o apoio do PP dos deputados Paulo Maluf e Celso Russomanno. A ideia é colocar Russomanno como vice de Skaf, segundo o dirigente socialista. Ou seja, uma coligação sensacional: um empresário sem empresa para governador, dizendo-se socialista, coligado com Paulo Maluf. É insuperável...

Lula evita responder às críticas de Ciro Gomes e o PT vê mágoa

O presidente Lula evitou responder às críticas de seu ex-ministro, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Questionado sobre Ciro Gomes quando chegava ao Supremo Tribunal Federal, Lula se limitou responder: "Estou mudo". O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, limitou-se a cantarolar a música "gota d'água", de Chico Buarque. A canção trata de mágoa e diz, em seu refrão: "Deixe em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa, e qualquer desatenção, faça não, pode ser a gota d'água". O petista Dutra se referia à provável mágoa que Ciro Gomes teria de seu partido, o PSB, que praticamente sepultou as chances de o deputado sair como candidato à Presidência da República.

Petista diz esperar por apoio de Ciro Gomes para Dilma Rousseff

O deputado federal petista Paulo Teixeira (PT-SP) disse que espera pela colaboração do colega Ciro Gomes (PSB-CE) na campanha da pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff. Na opinião dele, as críticas de Ciro Gomes foram pontuais. "O Lula tem muita estima por Ciro. O PT tem muita estima por ele. Vejo com muita naturalidade o apoio dele a Dilma", disse Teixeira. Petista é assim: assassina a pessoa, e a convida para se sentar à mesa do almoço.

Marina Silva avalia saída de Ciro Gomes como um retrocesso democrático

A senadora Marina Silva (AC), pré-candidata do PV à Presidência, classificou de retrocesso democrático a saída do deputado deputado Ciro Gomes (PSB-CE) da disputa presidencial. "Não é admissível que se queira manipular o direito de escolha por meio da redução forçada do leque de opções", afirma a senadora em seu blog. Ela lembra que, em uma eleição em dois turnos, o primeiro serve para oferecer ao eleitor alternativas políticas. "A partir da diversidade de idéias e do debate entre elas, compete ao cidadão escolher as que entende serem as melhores para si e para o país." Para Marina Silva, o veto à candidatura de Ciro Gomes foi um exemplo de intolerância: "É fácil prever que os mesmos grupos que trabalharam para tirar Ciro Gomes da disputa presidencial tentarão agora assimilá-lo". Ela diz que esses grupos não admitem a alternância de poder: "Primeiro, buscam eliminar os adversários que querem disputar legitimamente a preferência dos eleitores. Depois, tentam se colocar como o único hospedeiro possível para que os expurgados consigam sobreviver na vida pública". Falta ela dar os nomes: são os petistas.

Propina em negócios de argentinos com a Venezuela

O ex-embaixador argentino em Caracas, Eduardo Sadous, denunciou à Justiça que empresários do seu país estariam pagando até 20% de suborno a autoridades da Argentina para fazerem negócios na Venezuela, disse a imprensa argentina nesta sexta-feira. Em sua denúncia, o diplomata afirmou que vários empresários de seu país comentaram sobre pedidos de comissões ilegais para facilitar negócios incluídos sob acordos firmados entre o ex-presidente argentino Néstor Kirchner (2003-07) e o governo venezuelano do ditador Hugo Chávez.

Gerdau defende parceria do setor público com empresários

O presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, defendeu em Comandatuba a adoção de ferramentas de gestão pelos governos federal, estaduais e municipais, como forma de obter melhores resultados. "Não é fácil e nem politicamente agradável, mas não é mais viável aumentar a carga tributária para obter mais receitas. É preciso gerir melhor os gastos públicos", afirmou Gerdau, que participou do 9º Fórum Empresarial promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) em Comandatuba, na Bahia. Segundo Gerdau, cuja exposição teve como tema "Ética e Eficiência na Gestão Pública", o setor público precisa estabelecer e analisar metas de 10 a 20 anos, e não visar apenas o período de gestão de cada mandatário. "Os empresários têm que participar e se envolver no processo da vida pública", defendeu o executivo. "Como poderemos competir com a Coréia se aqui as crianças ficam, em média, apenas quatro horas por dia na escola? Nosso papel é decisivo para acabar com milhões de excluídos. Precisamos de uma relação de construção conjunta com o setor público", disse.

Cristiane Torloni defende sustentabilidade e chama MST de "desordeiro" em Comandatuba

A atriz Christiane Torloni defendeu nesta sexta-feira, durante o Fórum Empresarial de Comandatuba, na Bahia, que a sustentabilidade deve ser considerada prioridade entre gestores públicos e privados e, ao comentar polêmicas do Código Florestal proposto pelo Poder Executivo, atacou o MST e a "desordem" que causa no meio rural. A revisão do Código Florestal Brasileiro, em tramitação no Congresso Nacional, prevê, entre outros pontos, que as regiões de reserva legal e áreas de preservação permanente (APP) não sejam utilizadas para plantio agrícola, situação que, segundo o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), inviabilizaria grande parte do trabalho hoje desenvolvido por produtores rurais. "Se houver distorções no Código Florestal temos que saná-las, mas é muito complicado que nós, que estamos na legalidade, ainda continuemos sendo patrocinadores de um exército de desordeiros, que é o MST. Acho que temos que falar isso porque queremos paz no campo", disse a atriz Cristiane Torloni.

Polêmica e vaia durante o Fórum Empresarial de Comandatuba

O 9º Fórum Empresarial reúne os maiores dirigentes políticos e empresariais do Brasil, no hotel Transamérica, em Comandatuba (BA), para discutir até este sábado temas relacionados ao desenvolvimento do País. A programação, iniciada na quinta-feira, é acompanhada por uma platéia atenta. O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo petista na Câmara, levou uma tremenda vaia enquanto discursava no Fórum de Líderes Empresariais. Ao comentar a situação dos aeroportos Vaccarezza disse que não há diferenças entre os aeroportos brasileiros e os do Exterior. A platéia não gostou e vaiou, sem a menor cerimônia. Foi durante a apresentação do ministro Orlando Silva (Esporte), que expunha os investimentos planejados para a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. João Doria Jr., presidente do Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e promotor do evento, criticou o governo Lula por não ter ido adiante na privatização dos aeroportos. Vaccarezza pediu a palavra para dizer que não há grande diferença qualitativa entre os serviços nos aeroportos do Brasil e no Exterior, sobretudo nos Estados Unidos. A platéia reagiu, vaiando o parlamentar petista. Outra polêmica contrapôs o empresário Jorge Gerdau e o ministro Orlando Silva. A atriz Regina Duarte, ao se referir a supostas mudanças em curso da Lei Rouanet de apoio à cultura, questionou se isso também não prejudicaria o incentivo ao esporte. Ao comentar o tema, o empresário Gerdau disse que a tendência de centralização do governo é o que preocupa o mercado: "Nós, empresários, gostamos da descentralização". Orlando Silva respondeu que o governo atende ao programa pelo qual foi eleito. E emendou, irônico: "Não vejo o espectro do Estado circundando o esporte e a cultura".

Ministério Público pede bloqueio de R$ 23 milhões de ex-diretores da Assembléia do Paraná

O Ministério Público do Paraná ajuizou nesta sexta-feira uma ação cautelar solicitando o bloqueio de bens de três ex-diretores e um funcionário administrativo da Assembléia Legislativa do Paraná. O pedido feito à Justiça pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público defende que o valor total do bloqueio chegue a R$ 23 milhões para ressarcir os cofres públicos em caso de condenação dos acusados. A Assembléia do Paraná está sendo investigada devido a indícios de que mantinha em sua área administrativa um esquema de nomeação de funcionários fantasmas e laranjas para desviar dinheiro. As nomeações eram realizadas por meio de registros em diários oficiais da Assembléia que não tinham circulação aberta ou por meio de atos secretos, de conhecimento apenas de funcionários da administração da casa. Entre os que sofreram pedido de bloqueio de bens está o empresário Abib Miguel, diretor-geral da Casa que pediu afastamento a partir da divulgação das fraudes.