quarta-feira, 29 de julho de 2009

Receita Videversus – aprenda a fazer pastéis de nata com a chef de cuisine Simone Nejar


O pastel de nata está para Portugal assim como a feijoada está para o Brasil. Não existe doce mais tradicional na Terrinha, presente em todas as cafeterias e em todas as pastelarias. Tomar um café curto sem um pastel de nata é algo impensável em solo lusitano. É difícil não encontrarmos uma cafetaria, como chamam, em cada esquina, e todas elas servem as mesmas coisas: salame de chocolate, croissant e, é claro, o pastel de nata. A receita original é um segredo exclusivo da Fábrica dos Pastéis de Belém, em Lisboa. Corria o ano de 1837, e os religiosos do Mosteiro dos Jerônimos (um prédio magnífico que hoje abriga vários museus, próximo à Torre de Belém), em uma tentativa de subsistência, prepararam alguns pastéis de nata e os colocaram à venda. Para quem não sabe, o português usa o termo “pastel” como designação genérica para doces e salgados. Assim, temos pastéis (bolinhos) de bacalhau, pastéis de nata, etc. Naquela época, a zona de Belém ficava longe da cidade de Lisboa, e o acesso só era possível por barcos. Os turistas logo fizeram a fama dos pastéis de Belém. Conta-se que os mestres pasteleiros da Oficina do Segredo são os poucos detentores da receita, e são obrigados a jurar que nunca a divulgarão (não pensem que eu não tentei !!!). Os pastéis de nata, de Belém ou não, são comidos ainda quentes, polvilhados com canela em pó. Bom, eu não tenho a receita original dos pastéis de Belém, mas vou deixar uma receita de pastéis de nata, menos famosa, mas igualmente deliciosa. A receita de hoje atende ao pedido do nosso leitor Adilson Minossi, que adora os doces portugueses. É para você, Adilson! Vamos precisar de um pacote de massa folhada pronta descongelada e forminhas de empada de alumínio (para um pacote de 400 g de massa, pelo menos umas 40 forminhas). Abrimos a massa folhada com o rolo, sempre em forma de cruz (para frente e para trás – nunca passe o rolo transversalmente, ou a massa perderá o “folhado”). Com a própria forminha de alumínio, cortamos a massa em círculos e dispomos cada círculo dentro de uma forminha (não é preciso untar). Reservamos. Para fazer o creme de nata e ovos, vamos peneirar numa panela nove gemas (se você não peneirar, ficará aquele cheiro enjoativo de ovo), juntar 500 ml de creme de leite, 200 g de açúcar, a casca inteira de um limão e duas colheres de sopa de farinha dissolvidas em um pouquinho de água. Batemos com um batedor e levamos ao fogo até engrossar. Preaquecemos o forno. Colocamos uma colher de sopa de creme dentro de cada forminha e levamos ao forno bem forte, por uns 25 minutos, até o creme ficar dourado-escuro. Polvilhamos com canela e servimos ainda mornos os pastéis, ora pois!

Superávit primário do governo Lula despenca ao nível de 2001

Pelo segundo mês consecutivo, as contas do governo central (formado pela União, Previdência Social e Banco Central) voltaram a fechar no vermelho. O déficit primário (sem considerar os gastos com juros) chegou a R$ 643 milhões em junho. Em maio, o resultado negativo havia sido de R$ 120 milhões. Desde o agravamento da crise internacional, em setembro do ano passado, esse foi o quinto mês no qual as contas ficaram negativas. Também houve déficit em novembro e dezembro de 2008 e em fevereiro deste ano. Com o resultado de junho, o primeiro semestre terminou com superávit primário acumulado de R$ 18,6 bilhões, o pior resultado para o período desde 2001, quando o governo central registrou superávit de R$ 18,2 bilhões. No mesmo período de 2008, o superávit foi de R$ 61,4 bilhões. A queda nas receitas e o aumento nas despesas estão por trás dos resultados fiscais negativos. Por causa da crise econômica, a arrecadação do governo caiu. Ao mesmo tempo, a equipe econômica desonerou impostos e ampliou os gastos públicos para estimular a economia. Os números do Tesouro indicam que as receitas líquidas caíram 1,8% de janeiro a junho em termos nominais, enquanto as despesas aumentaram 17,1%.

Rio Grande do Sul decide montar 150 leitos de UTI de emergência devido à gripe suína

O governo do Rio Grande do Sul vai montar 150 leitos de UTI emergenciais para evitar o estrangulamento dos hospitais por causa da gripe suína. Os casos confirmados ou suspeitos da doença já ocupam 10% dos leitos de UTI no Estado, de acordo com a Secretaria da Saúde. Até esta terça-feira, o Estado havia confirmado 19 mortes em decorrência da doença. "Há um aumento dos atendimentos ambulatoriais e, ao mesmo tempo, das internações em UTI", disse o secretário estadual da Saúde, deputado federal Osmar Terra. "Mas não aumentou a demanda por leitos comuns nos hospitais", afirma. Segundo Osmar Terra, os casos que exigem internação geralmente evoluem rapidamente para uma situação com gravidade. Segundo o último balanço, 101 de um total de 392 internados estão em tratamento intensivo (UTI). O Rio Grande do Sul possui 1.117 leitos de UTI para adultos e crianças, mas de 10% a 15% não têm respirador. O coordenador da Central de Regulação Hospitalar do Estado, Eduardo Elsade, diz que 100 leitos de UTI receberão respiradores e outros 50 extras serão montados. O risco de superlotação dos hospitais preocupa as prefeituras do Interior. Em Caxias do Sul, 70% dos leitos de UTI estão sendo usados por pessoas com problemas respiratórios. A cidade, que tem 32 leitos, vai ganhar mais 15. A maioria dos casos graves no Estado é formada por pessoas de 20 a 49 anos, segundo a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Rio Grande do Sul, Marilina Bercini.