sábado, 27 de junho de 2009

Collor de Melo compra “quentinhas” para Casa da Dinda com verba indenizatória do Senado Federal

Além de usar a verba indenizatória de R$ 15 mil para bancar a segurança privada da Casa da Dinda, o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) também a utiliza para comprar refeições que são levadas para a residência, localizada em área nobre da capital federal. Collor compra as quentinhas no Boka Loka, pequeno e simples restaurante no centro do Paranoá, cidade-satélite de Brasília. Na última quinta-feira, o Boka Loka levou 20 refeições para a Casa Dinda. "É variado. Tem dia que é mais, tem dia que é menos", disse a funcionária da loja. Segundo informações disponibilizadas na página do Senado Federal referente a verba indenizatória, nos meses de abril e maio, Collor de Melo gastou no Boka Loka o equivalente a R$ 4.830,00. Como cada quentinha no restaurante custa R$ 7,00 o dinheiro daria para comprar 690 marmitas.

Justiça Federal decide que garoto Sean Goldman deve ficar com padrasto até fim do processo

O caso do menino Sean Goldman sofreu mais uma reviravolta na última quinta-feira. O Tribunal Regional Federal da 2º Região, no Rio de Janeiro, decidiu suspender a sentença e o direito do norte-americano David Goldman, pai biológico do garoto, de exercer a guarda provisória do menino no Brasil. Com a decisão, ele deve permanecer com o padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva, até o final do julgamento. O desembargador Fernando Marques atendeu ao pedido da defesa do padrasto, concedendo efeito suspensivo ao processo de apelação da sentença do juiz Rafael Pereira Pinto, da 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro. A decisão suspende todos os efeitos da sentença da Justiça Federal que, no início do mês, havia determinado a volta imediata do menino Sean Goldman, de 9 anos, aos Estados Unidos. A suspensão vale também para a decisão que alterou a transição para a guarda provisória do pai, prevista inicialmente para acontecer nos Estados Unidos. O juiz havia decidido trocar o local para o Brasil, dando a Goldman o direito de passar seis dias da semana com o filho enquanto permanecesse no País. Agora, Sean Goldman permanecerá com a família brasileira até o fim da apelação, cujo julgamento não tem prazo. Sean Goldman é disputado na Justiça pelo padrasto brasileiro e pelo pai norte-americano, David Goldman, desde a morte da mãe brasileira, em 2008. Pessoas próximas ao pai informam que ele já esperava que o padrasto conseguisse a suspensão no pedido de ação cautelar que havia ajuizado antes da última decisão do juiz federal Rafael Pereira Pinto. Por isso não veio ao Brasil imediatamente. No Brasil a Justiça costuma ser muito ágil para quem tem recursos, e também para todos aqueles com interesses em ações que assinam com três pontinhos, e cujo juiz também assina com três pontinhos, pertencentes a confrarias secretas.

Mulher de diretor de rádio de Belo Horizonte é funcionária do Senado Federal

A mulher do diretor de jornalismo da Rádio Itatiaia também está lotada no gabinete do senador Wellington Salgado (PMDB-MG). Sônia Maria Ferreira Doti, que mora em Belo Horizonte, foi "contratada" no dia primeiro de fevereiro de 2003 pelo então senador mineiro Hélio Costa (PMDB-MG, atual ministro das Comunicações). Ela permaneceu no "emprego" quando Wellington Salgado assumiu a vaga do titular, em julho de 2005, e está lá até hoje. O nome da "servidora", comissionada como assistente parlamentar aparece no Portal da Transparência, que lista todos os funcionários do Senado Federal. A nomeação da mulher do diretor de jornalismo da Rádio Itatiaia é a quarta a relacionar funcionários da maior rede de rádios de Minas Gerais a políticos daquele Estado. A correspondente Aparecida Ferreira admitiu que presta serviço ao senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), informação confirmada pelo gabinete. A jornalista Leid Carvalho, que foi repórter política em Brasília até o ano passado, admitiu que foi lotada no gabinete do atual Ministro das Comunicações no Senado, embora não prestasse nenhum tipo de serviço. A repórter Gabriela Speziali, em Brasília há oito meses, também aparece na relação de funcionários de Wellington Salgado.

Paciente de câncer deve esperar cinco anos para decretar cura total

Mesmo com os resultados da quimioterapia, não é possível afirmar que a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, está curada. É preciso esperar cinco anos para adquirir certeza de que não haverá recidiva da doença, afirmam médicos oncologistas. "Por definição, cura é só quando o paciente tem ausência de atividade da doença por mais de cinco anos a partir do momento que o câncer foi diagnosticado", afirma o hemato-oncologista Garles Vieira, do Hospital A.C. Camargo, de São Paulo. "O que normalmente acontece é que, com o passar dos anos, as chances de recidiva vão diminuindo. Após cinco anos, dificilmente o tumor volta", diz o hematologista Nelson Hamerschlak, do Hospital Albert Einstein. No caso de Dilma Rousseff, que teve a doença diagnosticada precocemente, os médicos usam o termo "taxa de remissão completa". "Após as sessões de quimioterapia, a taxa de remissão completa é de aproximadamente 90%", avalia Vieira. Mas há ao menos 10% de possibilidades de o câncer retornar nos próximos cinco anos. "Ao final de cinco anos, você vai ter uma sobrevida livre de doença de 80%, ou seja, 10% desses pacientes recaem", diz o médico. Após as sessões de radioterapia, Dilma Rousseff continuará com um rigoroso monitoramento médico, com exames clínicos, laboratoriais e de imagem (tomografia computadorizada) para checar se a doença está sob controle.