quarta-feira, 29 de abril de 2009

Agora é oficial, ameaça da febre amarela chega a Porto Alegre


Aquilo que já vinha sendo anunciado por Videversus, afinal tornou-se oficial na tarde desta terça-feira. O secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, deputado federal Osmar Terra (PMDB), também médico, confirmou que a capital gaúcha entrou para o rol das cidades de risco da febre amarela. Segundo o secretário, foram encontrados dois bugios mortos no último fim de semana portadores da doença na cidade de Guaíba, que fica de frente para Porto Alegre, do outro lado do rio Guaíba. Dezoito municípios entraram na área de risco, aumentando o número total para 290 cidades. Assim, bem mais de três quartos do território gaúcho está dentro de área de risco da febre amarela. Agora começa a correria sem limite aos postos de saúde e clínicas particulares em procura da vacina. O editor de Videversus procurou uma clínica particular, na Avenida José Alencar, no bairro do Menino Deus, em frente ao Hospital Mãe de Deus, e a mesma estava em falta da vacina, apesar do preço salgado, de 100 reais. Até agora apenas 12 postos de saúde em Porto Alegre estavam aplicando a vacina aos moradores da cidade. Nesta terça-feira, o secretário municipal de Saúde da capital gaúcha, médico Eliseu Santos, anunciou a ampliação do número de postos que disponibilizam a vacina contra a febre amarela na Capital. A partir desta quarta-feira, a vacina estará disponível em mais sete unidades de saúde, totalizando 19 locais de vacinação. A zona rural de Porto Alegre, que tem presença muito grande de bugios, precisa ter toda sua população imunizada. Na sexta-feira (feriado nacional de 1º de maio), oito unidades estarão abertas para vacinação contra a febre amarela. Os moradores de Porto Alegre podem se vacinar nos seguintes locais: UBS Macedônia - Avenida Macedônia, 236; UBS Lami - Rua Nova Olinda, 202; UBS Mapa - Rua Cel. Jaime Rolemberg de Lima, 92; UBS Panorama - Estrada João de Oliveira Remião, 6505; PSF Lomba do Pinheiro - Estrada João de Oliveira Remião, 5120; PSF Ilha dos Marinheiros - Rua Sra. Rita de Cássia s/n; PSF Ilha da Pintada - Avenida Presidente Vargas, 390; PSF Ilha dos Marinheiros - Rua Sra. Rita de Cássia s/n; PSF Ilha da Pintada - Avenida Presidente Vargas, 390; UBS Macedônia - Avenida Macedônia, 236;
UBS Lami - Rua Nova Olinda, 202; UBS Panorama - Estrada João de Oliveira Remião, 6505; UBS Belém Novo - Rua Florência Faria 195; UBS Restinga - Rua Abolição, 850; Pronto-atendimento Lomba do Pinheiro - Estrada João de Oliveira Remião, 5120; inação; UBS Passo das Pedras I (Avenida Gomes de Carvalho, 510); UBS Santa Cecília (Rua São Manoel, 543; UBS Tristeza (Avenida Wenceslau Escobar, 2442); UBS Assis Brasil (Avenida Assis Brasil, 6.615); UBS Bananeiras (Avenida Coronel Aparício Borges, 2494); Centro de Saúde Vila dos Comerciários (Avenida Moab Caldas, 400); Centro de Saúde IAPI (Rua Três de Abril, 90); Centro de Saúde Navegantes (Avenida Presidente Roosevelt, 5); Centro de Saúde Santa Marta (Rua Capitão Montanha, 27); Centro de Saúde Modelo (Rua Jerônimo de Ornelas, 55).

Movimento de Justiça e Direitos Humanos protesta contra a visita de Ahmadinejad

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul lançou nota nesta terça-feira, anunciando que repudia a decisão do Governo Lula de receber no Brasil, no dia 6 de maio próximo, o presidente da República Islâmica do Irã, Mahmoud Ajmadinejad. Diz o texto: “Em manifestação na Conferência contra o Racismo, realizada em Genebra, dia 20 de abril, o presidente do Irã, país onde se viola sistematicamente os direitos humanos – com enforcamentos e açoites - aproveitou-se da oportunidade para destilar ódio antissemita. 40 representantes de países na Conferência contra o Racismo deixaram o salão no qual Ajmadinejad proferia seu discurso, em atitude de repulsa ao conteúdo xenófobo da manifestação que desrespeitou a comunidade internacional. É de se lembrar que, no mesmo dia, eram lembradas as vítimas do Holocausto. Diante de seu virulento antissemitismo, que descamba para a negação do Holocausto, o MJDH considera a vinda do presidente iraniano ao Brasil uma agressão aos princípios da convivência pacífica entre os povos. Para o governo do Brasil, era imperioso, depois do que se observou em Genebra, desconvidar esse propagador do ódio, que representa um estado onde o homossexualismo é crime capital e mulheres, a partir da idade de nove anos, podem ser inculpadas de crimes como adultério, passível de punição por enforcamento em praça pública. O regime iraniano é um dos mais tirânicos do planeta. É o segundo país do mundo, atrás apenas da China, em que se aplica a pena de morte. O caso de Delara Darabi, de 21 anos, prestes a ser executada, é apenas mais um exemplo do desrespeito à vida naquele país. Delara, na prisão há seis anos, foi condenada à morte por enforcamento por suposto homicídio, quando tinha 16 anos. Numa época em que se constata o crescimento do ódio aos judeus em todo mundo e que a negação do Holocausto atinge níveis preocupantes, é infamante, para os brasileiros, a decisão do governo Lula, de manter o convite a Ahmadinejad para visitar nosso país. O MJDH, ao longo de sua história, vem denunciando a negação do Holocausto por propagandistas do neonazismo e atuou com firmeza, nos anos 90, para que Siegfried Ellwanger, o maior desses propagandistas no Brasil, fosse condenado à prisão. A decisão governamental, grave e injustificável, de manter o convite a Ahmadinejad, em que pese ao que todos assistiram em Genebra, não pode ser interpretada senão como complacência diante do antissemitismo e da violação contumaz dos direitos humanos”. A nota é assinada pelos dirigentes do Movimento de Justiça e Direitos Humanos: Presidente - Dani Rudnicki; Vice Presidente - Luiz Francisco Corrêa Barbosa; Secretario - Newton Muller Rodrigues; Tesoureiro - Cid Silva Soares; Conselheiro - Luis Milman; Conselheiro - Jair Krischke; e ainda Carlos Josias Menna de Oliveira, Vitor Vieira, Christopher Belchior Goulart, Afonso Roberto Licks, Paulo Roberto Castro Dias e Wilson Muller Rodrigues, membro do Conselho Fiscal.