sábado, 28 de março de 2009

Rio Grande do Sul poderá colher a segunda maior safra de grãos da história

Os produtores gaúchos estão colhendo a segunda maior safra de grãos da história, impulsionada pela ligeira alta na produção de soja, arroz e trigo. Com a colheita ainda em andamento nas principais culturas agrícolas, o Rio Grande do Sul deve somar uma safra total de 22.393.101 toneladas e se firmar entre os três maiores Estados na produção de grãos. A safra de 2009 só não será maior que a de 2007 por causa da quebra no milho. Na quinta-feira, em Tupanciretã, no Noroeste do Estado, a governadora Yeda Crusius abriu oficialmente a safra de soja, que neste ano será a maior entre as culturas gaúchas. Com 3.727.080 hectares semeados, a produção pode chegar a 8.415.747 toneladas. Em torno de 3% da área está colhida; 20%, madura para colher; 65%, na fase de enchimento de grãos; e 14%, em floração. Em 2007, o Rio Grande do Sul teve a maior de todas as safras (com produção de 23.192.414 toneladas), a melhor colheita de soja e a segunda de milho, como resultado das boas condições climáticas. Os produtores de arroz, de acordo com o Irga, esperam uma produção de 7.535.219 toneladas, um recorde histórico que aumenta para 62% a participação do Rio Grande do Sul na safra brasileira. Ainda faltam ser colhidos em torno de 60% da área, mas a produtividade tende a se manter, garantindo aos gaúchos o título de maior produtor de arroz do País. A área semeada chegou a 1.107.148 hectares. Já a safra de trigo, conforme a Emater/RS, teve 2.043.478 toneladas em uma área de 974.942 hectares. A colheita do produto apresentou crescimento de 18,5% no Rio Grande do Sul, estimulada pelo aumento de 14,6% na área plantada e de 3,15% na produtividade. Na cultura do feijão, a produção chegou a 83.980 toneladas em uma área de 81.914 hectares, o que representa aumento de 10,8%. Já para a segunda safra do grão, a expectativa da Emater é de produção de 30.730 toneladas, o equivalente a 17% mais na colheita em relação à safra 2007/08. Uma das culturas mais prejudicadas pela estiagem foi a do milho. A produção total, também segundo a Emater, deve chegar a 4.283.977 toneladas, representando uma queda de 18% em relação ao previsto. Nesta safra, a área plantada também teve redução, mas de apenas 5,5%, totalizando 1.309.284 hectares.

Governo gaúcho e Microsoft firmam parceria na Educação

O governo do Rio Grande do Sul, por meio da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs) e da Secretaria Estadual da Educação, e a Microsoft, oficializaram em Washington parceria para promover a educação pública com apoio da Tecnologia da Informação. O acordo foi assinado durante o Fórum de Líderes de Governo das Américas, promovido pela Microsoft e que reúne representantes de governos, ONGs, empresas e formuladores de políticas públicas, com o objetivo de discutir experiências e trocar idéias sobre o papel da TI (tecnologia da informação) no desenvolvimento econômico e social. A parceria, que tem como foco ampliar o acesso à tecnologia para professores e estudantes, vai beneficiar todos os 1,2 milhão de alunos das escolas públicas do Estado. As ações farão parte do Programa Estruturante Boa Escola para Todos. Com o acordo, o Estado será o primeiro a adotar o Windows Educação, solução criada para escolas públicas oferecendo sistema operacional (Windows XP ou Vista), ferramentas de produtividade (Office 2007 Home & Student) e softwares voltados à Educação. O Windows Educação foi desenvolvido em resposta às demandas da Secretaria de Educação, com o objetivo de propiciar acessibilidade sem restrição. Essa plataforma vai equipar os computadores dos 1.500 laboratórios já existentes e de 1.000 novos que serão criados até o fim do ano, chegando a 100% das 2.600 escolas públicas até 2010. O acordo prevê ainda a oferta de e-mails gratuitos, conectando estudantes e professores da rede estadual de ensino. Além disso, professores de toda a rede pública poderão ter acesso ao notebook do professor, cuja oferta ainda será definida. "Nosso objetivo é proporcionar aos professores acesso cada vez maior à TI para que eles atualizem sua formação pedagógica. Os alunos serão diretamente beneficiados com a melhor infraestrutura e com softwares de ponta para poderem aprender e se desenvolver", explica Ademir Milton Piccoli, presidente da Procergs.

Ford começa a comemoração pelos 45 anos do mitológico Mustang

Inúmeros “pony cars”, como foram chamados alguns automóveis da indústria automobilística, fizeram parte da história do cenário automotivo mundial nas últimas quatro décadas e meia. Mas, nenhum teve o mesmo sucesso e despertou a mesma paixão como o Ford Mustang, o único “muscle car” que continua em produção até hoje. No dia 17 de abril, este ícone comemorará o 45º aniversário de existência, com um evento de quatro dias em Birmingham, Alabama, nos Estados Unidos. A celebração fará um tributo às cinco gerações históricas do Mustang. O modelo original foi um sucesso instantâneo e superou todas as expectativas. A Ford contava com um volume anual de 100.000 unidades, mas já no primeiro dia as reservas chegaram a 22.000 e, doze meses depois, havia 417.000 Mustang nas ruas. Em dois anos, as vendas chegaram a 1 milhão. O nome do carro foi pego emprestado do P-51 Mustang, famoso avião da Segunda Guerra, mas o emblema do cavalinho com o tempo ganhou vida própria. A combinação de design esportivo (destacado pelo capô comprido e traseira curta), preço baixo e várias opções de modelos e equipamentos conquistou o público. As sucessivas atualizações feitas no modelo conservaram esses atributos. O mito do carro cresceu com a coleção de vitórias nas pistas, tanto nos Estados Unidos como em competições internacionais. No cinema ele também teve participações marcantes, como em “Goldfinger”, com James Bond, e “Bullit”, com Steve McQueen. Bancos individuais e alavanca de câmbio montada no assoalho foram outras inovações do Mustang logo copiadas por outros fabricantes. Em 2005 surgiu a geração atual, com design inspirado no Mustang do final dos anos 60, movimento classificado como “retro-futurismo”.

Primeira fábrica brasileira de chip é inaugurada em Porto Alegre

Porto Alegre inaugurou nesta sexta-feira a primeira fábrica de chip comercial do Brasil. A cerimônia de inauguração do Centro de Design do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) contou com a presença do prefeito da capital gaúcha, José Fogaça (PMDB), da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e do ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. A solenidade marcou a posse do novo presidente do Ceitec, o alemão Eduard Rudolf Weichselbaumer. Localizado na Estrada João de Oliveira Remião, na Lomba do Pinheiro, o Ceitec é uma parceria entre governos federal e estadual e prefeitura, que destinou a área de 5,5 hectares para a construção do complexo. Especializada no desenvolvimento e produção de circuitos integrados de aplicação específica (ASICs), o centro tem capacidade para produzir chips de alta tecnologia, exercendo papel estratégico para a indústria microeletrônica no País. Para Fogaça, o centro consolida a vocação de Porto Alegre para a tecnologia e possibilitará a atração de novos empreendimentos do setor para a cidade. Em fase final de implantação e certificação, o Ceitec será a única fábrica da América Latina capaz de desenvolver chips. Atualmente, 45 engenheiros trabalham no Design Center. A partir de julho, a fábrica deverá começar a produzir chips comercialmente. Conforme o novo presidente, a meta é ampliar a capacidade produtiva e expandir para 120 o número de engenheiros trabalhando no centro de desenvolvimento.

Cidade de Votorantim espera diminuir produção de lixo em 10 toneladas

A cidade de Votorantim, no Interior de São Paulo, pretende reduzir as 60 toneladas depositadas diariamente no aterro sanitário local para 50 toneladas em um prazo de quatro anos, já contando com o aumento no número de habitantes no município. A intenção é que, com ações de educação ambiental e seleção de materiais recicláveis, a vida útil do novo aterro sanitário, inaugurado na última quinta-feira na cidade, seja ampliada em 10 anos, além dos 40 já programados. O novo aterro, que teve investimento calculado em R$ 2,5 milhões (R$ 2 milhões do governo federal e R$ 500 mil de contrapartida da prefeitura), levou quase oito anos para ser concluído. Ao lado do antigo, às margens da rodovia Raimundo Antunes Soares (SP-79), o aterro tem 90 mil metros quadrados de área e capacidade para oito células de depósitos, cada uma com cinco mil metros quadrados e vida útil de cinco anos. Tudo com as licenças previstas e supervisão da Cetesb. Segundo o prefeito Carlos Augusto Pivetta (PT), há dois anos eram recolhidas diariamente 80 toneladas de resíduos domiciliares no município, quantidade reduzida desde a implantação do sistema de coleta seletiva: “Com dois núcleos e cerca de 40 cooperados, conseguimos reduzir em mais de 20 toneladas o despejo do lixo no aterro, o que prolongou a sua vida útil. Agora, com o novo espaço, queremos reduzir ainda mais a quantidade de lixo, contando inclusive com o aumento da população. Isso é cuidar do meio ambiente”. O idealizador e realizador do projeto foi o ex-prefeito Jair Cassola (PDT). O petista Carlos Augusto Pivetta é o cortador de fita de inauguração.

Governadora Yeda Crusius escolhe Simone Mariano da Rocha para chefia do Ministério Público gaúcho

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), escolher às 21 horas desta sexta-feira a procuradora Simone Mariano da Rocha para a chefia do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Ela foi a segunda mais votada na eleição entre promotores e procuradores ocorrida no último dia 14 (sábado). O primeiro votado foi o atual procurador geral, Mauro Henrique Renner, que teve 432 votos. Simone Mariano da Rocha obteve 260 votos, e o procurador José túlio Barbosa alcançou 45 votos. Simone Mariano da Rocha tem 51 anos, é natural de Nova Prata e já tem 19 anos de carreira no Ministério Público Estadual. José Túlio Barbosa, de 57 anos, concorreu ao cargo pela sexta vez, está com 57 anos e tem uma carreira de 24 anos na Procuradoria Geral de Justiça do Rio Grande do Sul. Ele é poeta e membro da Academia Sul-Brasileira de Letras. Videversus foi o único veículo da mídia gaúcha que insistiu nas últimas duas semanas, que a governadora Yeda Crusius prestasse um serviço ao Estado mudando a direção do Ministério Público. A escolha da procuradora Simone Mariano da Rocha é providencial para que seja recuperada a imagem do Ministério Público, afetada nos últimos anos por uma administração excessivamente corporativa e propensa a muitos entendimentos na área pública, especialmente com parlamentares. O jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus, publicou uma detalhada matéria na quinta-feira (dia 26), com o seguinte teor, detalhando como esses comportamentos comprometiam a imagem e as funções do Ministério Público. A matéria narrava como aconteceram os fatos envolvendo as denúncias apresentadas pelo advogado Adão Paiani, de oito gravações que lhe foram entregues. A matéria foi escrita a partir de fatos apresentados pela mulher de Adão Paiani, Rosane Paiani, em e-mail a deputados estaduais gaúchos, e também foi resultado de uma investigação profunda dos fatos, junto a várias fontes, levando a uma conclusão indesmentível. Leia a matéria de Videversus publicada na quinta-feira e, depois, saiba como ressurgiu na tarde desta sexta-feira o promotor de Lajeado, Pedro Rui da Fontoura Porto, o qual saiu das sombras de providenciais férias para apontar a existência de uma conspiração da mídia destinada a desmoralizar o Ministério Público e o procurador geral Mauro Henrique Renner, até aquele momento ainda pretendente a continuar no cargo. A matéria de quinta-feira : “Mulher de Adão Paiani ajuda a entender a conspiração das gravações no Rio Grande do Sul - A mulher do ex-ouvidor da Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul, a advogada Rosane Paiani, enviou nesta quarta-feira um e-mail ao deputado estadual Pedro Pereira (PSDB), com cópia para outros deputados e também para jornalistas, rebatendo o que o deputado Pedro Pereira havia dito em seu discurso no Plenário da Assembléia Legislativa gaúcha, e acabou ajudando a esclarecer partes desse imbróglio. Ela esclarece, por exemplo, que seu marido foi mesmo a Lajeado, para falar com o juiz Pedro Rui da Fontoura Porto, a chamado. E que foi com seu carro particular, porque já estava demitido da Ouvidoria. Como prova ela diz que a família tem o ticket do pedágio do carro. Ao contrário, o promotor insistia que Paiani esteve em sua sala, em Lajeado, por iniciativa própria, dizendo-se a serviço da governadora Yeda Crusius (PSDB), e que teria chegado em carro oficial. Diz Rosane Paiani no e-mail: “... Adão Paiani não foi a Lajeado com carro oficial, como maliciosamente referiu o ‘ingênuo’ promotor de Lajeado. Aliás, na ocasião de seu depoimento junto ao Ministério Público, Adão levou consigo cópia do pagamento de pedágio (carro oficial não paga pedágio, lembra?). O promotor de Lajeado ao dizer que meu esposo visitou-o utilizando carro oficial caiu em contradição 2 vezes, informando carros muito diferentes do utilizado naquela viagem. Numa terceira tentativa, uma ‘testemunha’ informou o modelo do carro utilizado. Mas isso, ocorreu mais de uma semana depois da autoincriminação do Sr. Porto, tempo suficiente para consultas no banco de dados do Detran e verificação acerca de qual é o carro particular do advogado”. Adiante no e-mail, ela afirma que Adão Paiani não foi a Lajeado à procura do promotor Pedro Rui da Fontoura Porto: “Muito pelo contrário. Adão sequer sabia que esse promotor existia! Paiani foi convidado pelo próprio Promotor de Lajeado, por intermédio de um terceiro, a comparecer ao Ministério Público para conversar com o tal promotor, quando já estava praticamente pronto para retornar a Porto Alegre, pois havia concluído sua missão. De boa-fé, meu esposo se dirigiu ao Ministério Público e conversou com o sr. Porto. Na conversa, inclusive, trataram da turbulenta exoneração de Adão e teceram comentários sobre a deselegância de uma governadora que, dias depois de confirmar a recondução ao cargo, exonera servidor, via Diário Oficial, sem sequer um aviso telefônico. Dito isso, o sr. Porto já sabia da condição de exonerado de meu esposo, caindo por terra sua versão de que Adão teria se apresentado ‘como Ouvidor’ a ‘mando da governadora’. Na ocasião de sua conversa, falaram inclusive, da causa da exoneração, uma traição de assessores da Ouvidoria que teriam anunciado ao chefe de gabinete da governadora denúncias anônimas recebidas contra ele. Isso justificaria o motivo pelo qual os 2 CCs, assessores de ‘confiança’ do meu esposo, ainda estarem trabalhando no Palácio Piratini, ao lado de Ricardo Lied, enquanto todos os servidores da Brigada Militar e Polícia Civil que tinham vínculo de afinidade com meu esposo sofreram todos os tipos de retaliação após as denúncias apresentadas à OAB”. Nesta parte, outra informação foi apurada por Videversus. Adão Paiani teria, sim, ido conversar com o promotor Pedro Rui da Fontoura Porto, a chamado desta autoridade. Lá chegando, acabou por receber dele cópia de gravação de uma conversa. E a informação de que o comandante local da Brigada Militar, tenente coronel Antonio Scussel, tinha outras gravações. Da sala do promotor, Paiani foi até o coronel Scussel, e teria conseguido com ele as cópias de oito gravações de telefonemas. À saída do encontro com o tenente-coronel Scussel, Paiani recebeu uma ligação do promotor Pedro Rui da Fontoura Porto, o qual teria se arrependido de ter entregue a gravação e a estava pedindo de volta. Assim, saindo do encontro com o tenente coronel Antonio Scussel, Paiani teria voltado ao encontro do promotor Pedro Rui da Fontoura Porto e entregue de volta a gravação que tinha recebido. Afinal, já tinha o CD recebido do coronel com as oito gravações. Assim, fica a pergunta: qual o interesse do promotor Pedro Rui da Fontoura Porto e do tenente coronel Antonio Scussel em tentar derrubar a governadora Yeda Crusius (PMDB), comprometendo o seu chefe de gabinete, Ricardo Lied, também de Lajeado e desafeto dos dois? Afinal de contas, as gravações teriam sido realizadas por ordem judicial, com autorização da juíza eleitoral Nara Cristina Saraiva, em investigação eleitoral do primo de Ricardo Lied, Márcio Klaus, ex-presidente da Câmara de Lajeado, que concorria a vereador, foi processado e acabou tendo o mandato cassado. Há uma pergunta intrigante que precisa ser respondida: se Márcio Klaus era investigado por improbidade administrativa e por tráfico de influência política (por “armar” com seu primo Ricardo Lied a substituição do comandante local da Brigada Militar, tenente coronel Antonio Scussel, e por buscar informações pessoais do candidato do PT à prefeitura local, Luís Fernando Schmidt, afinal derrotado), então por que a juíza Nara Cristina Saraiva concedeu a autorização para interceptação das ligações telefônicas de Márcio Klaus, se os “crimes” pelos quais ele era investigado não são enquadrados pela Lei Federal de Interceptações? E, mais ainda: por que o promotor Pedro Rui da Fontoura Porto teria feito um pedido flagrantemente ilegal à juíza Nara Cristina Saraiva? O processo que cassou o mandato do vereador Márcio Klaus correria o risco de ser anulado por ter sido instruído com provas flagrantemente ilegais. Porém, o mais intrigante disso tudo é o seguinte: como o tenente coronel Antonio Scussel tinha essas gravações em suas mãos, ou gaveta? Quem fez as gravações? Onde? Em qual equipamento? Se não eram gravações legais, nem aquelas autorizadas pela juíza Nara Cristina Saraiva, então que gravações são essas? Rosane Paiani, a esposa do ex-ouvidor Adão Paiani, pergunta no e-mail enviado aos deputados estaduais gaúchos: “Se as gravações contidas no CD foram geradas com autorização legal, por solicitação do Ministério Público, e estavam em poder do Sr. Porto (conforme a tese desse promotor) porque não houve apresentação de denúncia contra o chefe de gabinete da governadora no ano passado? Por que o Sr. Porto desapareceu depois que suas versões começaram a ser colocadas em dúvida? Por que o Sr. Porto não aceitou o desafio de acareação proposto por meu esposo? Por que o promotor de Lajeado teria ‘separadinho’, num CD, gravações ‘irrelevantes e sem importância’ em seu gabinete? Por que as gravações ‘irrelevantes e sem importância’ preenchem perfeitamente tipos penais brasileiros? Será que o Sr. Porto recebeu ordens superiores para não apresentar denúncia contra o chefe de gabinete da governadora? Será que o Procurador-Geral de Justiça, Mauro Renner, levou ao conhecimento da Governadora as gravações ‘legais’ onde constava seu chefe de gabinete claramente praticando ilícitos penais e recebera ordem de arquivar o material? Será que a governadora sabia disso então? Será que o Sr. Mauro Renner teria rasgado seu código funcional, seus princípios éticos e pessoais para garantir sua permanência no cargo máximo do Ministério Público Estadual?” Algumas coisas são muito sintomáticas nesse processo. O tenente coronel Antonio Scussel, que teria entregue as cópias das gravações dos telefonemas a Antonio Paiani, ao contrário do que acredita sua mulher Rosane Paiani, é primo de Fábio Scussel, atual vice prefeito de Cotiporã, pelo PT, é primo de Antonio Scussel. Tão logo recebeu as fitas de Adão Paiani, o presidente da OAB gaúcha, Claudio Lamachia, tomou alguns cuidados que têm se demonstrado muito acertados. Oficiou à Justiça Eleitoral para que esta informasse por certidão a origem das gravações. Enquanto isso, o Ministério Público Estadual saltou na frente, por meio do subprocurador geral para Assuntos Institucionais, Eduardo Lima Veiga, o qual disse em entrevista que os “grampos ilegais” denunciados por Adão Paiani tinham autorização judicial. Problema, porque já se sabe agora que os grampos não tinham autorização judicial. Eduardo Lima Veiga também disse na entrevista que o promotor Pedro Rui da Fontoura Porto havia informado que tinha entregue seis escutas legais. E que, em face disso, o Ministério Público tinha tomado a iniciativa de investigar se as gravações telefônicas apresentadas à OAB pelo ex-ouvidor geral de Segurança Pública do Estado são as mesmas “solicitadas por ele ao promotor de Justiça de Lajeado”. Portanto, o procurador geral substituto deu por oficiais as gravações. Mas, agora, a própria Justiça decretou que as gravações são ilegais, apenas uma delas tem suporte legal para ter sido realizada. Então aparece o procurador geral, Mauro Renner, no dia seguinte, entrando a pedido no programa do promotor de Justiça Claudio Brito, na Rádio Gaúcha, e deu outra versão, que as gravações se referiam a outra investigação. Diz um ditado popular que o remendo é sempre pior. Algo muito errado está acontecendo no Rio Grande do Sul, e o Ministério Público Estadual precisa explicar qual é a sua participação neste negócio. Afinal, o Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul opera um “Guardião” próprio, clandestino, sozinho ou em conjunto com a Brigada Militar? Cadê a ordem judicial para que essas gravações apontadas como ilegais pela Justiça Eleitoral tenham sido feitas (elas foram confirmadas como “legais” pelo Procurador Geral Mauro Renner)? Qual é a investigação a qual se referem essas gravações, conforme o Procurador Geral Mauro Renner? O presidente da OAB gaúcha, Claudio Lamachia, tem o dever, na defesa das prerrogativas dos advogados do Estado do Rio Grande do Sul, de investigar a fundo esta questão, enviando ofícios com pedidos de informação, por meio de certidão (Lei Federal nº 9050) à Secretaria da Segurança Pública, à juíza eleitoral de Lajeado, ao comandante da Brigada Militar, ao Procurador Geral de Justiça e a quantos mais for necessário para esclarecer quem está gravando quem no Rio Grande do Sul, por meio de que instrumento, com que autoridade, em qual local, e tudo o mais que interessa no caso. Uma coisa é certa: foi montada uma conspiração para derrubar a governadora, independente da culpa deste ou daquele. E isso é coisa muito grave. Se algo assim é feito contra a governadora, imagine o que não é feito contra um cidadão comum no Rio Grande do Sul por órgãos e servidores públicos agindo de forma clandestina, subterrânea? Por último: tem outro componente neste assunto que é indicativo dos interesses em curso. O tenente coronel Antonio Scussel tinha sido transferido de Lajeado. Aí conseguiu ficar na cidade e no seu posto por meio de uma ordem judicial emitida pela juíza Carmen Luiza Rosa Constante Barghouti, que suspendeu ato administrativo do governo do Estado que determinava a sua transferência do Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO) do Vale do Taquari, sediado em Lajeado. E essa decisão atendeu a uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público, assinada por cinco promotores, inclusive pelo promotor Pedro Rui da Fontoura Porto”. Na tarde desta sexta-feira, o promotor de Lajeado, Pedro Rui da Fontoura Porto, “retornou” de suas férias e fez um desabafo em entrevista para a emissora da cidade, a Rádio Independente. Ele declarou que colocar sob suspeita o Ministério Público, a Brigada Militar e o sistema de escutas da Secretaria de Segurança só interessa a facções criminosas: “O Guardião é o melhor instrumento que nós temos hoje para atacar o crime organizado, o tráfico de drogas, as grandes quadrilhas... Há por aí, se nós olharmos de interesses por trás, o crime organizado está se beneficiando muito disso aí”. Pedro Rui da Fontoura Porto também afirmou na entrevista que há uma conspiração para prejudicar o Procurador Geral de Justiça, Mauro Renner. E garantiu que outro alvo dos criminosos é o comandante da Brigada Militar do Vale do Taquari, tenente-coronel Antonio Scussel. Para completar, o promotor de Lajeado levantou suspeitas sobre as relações do ex-ouvidor com pessoas ligadas a jogos de azar. A entrevista do promotor Pedro Rui da Fontoura Porto foi quase patética, até porque, poucas horas depois, o Palácio Piratini anunciou a nomeação da procuradora Simone Mariano da Rocha para o cargo de Procuradora Geral de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Quanto a última parte da declaração do promotor Pedro Rui da Fontoura Scussel, a de que o advogado Adão Paiani era ligado a bingueiros, porque até já tinha defendido um deles. Ora, o que o promotor Pedro Rui da Fontou Scussel queria que um advogado fizesse, que ele não advogasse? E por outra: mesmo criminosos têm direito a defesa, isso está na Constituição, é um direito fundamental. As ligações do advogado Adão Paiani com bingueiros só poderia servir de impedimento quando seu nome foi examinado para ser Ouvidor da Segurança Pública.

Zeca Moraes, o petista que enxotou a Ford do Rio Grande do Sul, é encontrado morto

Zeca Moraes, o homem que executou o trabalho imposto pelo PT do Rio Grande do Sul, de enxotar a montadora Ford do Estado, no governo de Olívio Dutra (conhecido até hoje entre os gaúchos como “Exterminador do Futuro”), ex-secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, foi encontrado morto na noite desta sexta-feira em seu apartamento em Porto Alegre. Há dois dias, José Luiz Vianna Moares não respondia às ligações de familiares. Nesta sexta-feira, uma irmã, Maria Beatriz, foi até o seu apartamento, na Rua Pinheiro Machado, no bairro Independência, e o encontrou morto na cama. Segundo o relato de familiares, Zeca Moraes sofria de pressão alta e, de acordo com um médico ligado à família, foi vítima de um infarto. Ligado ao grupelho trotskista Democracia Socialista (DS), foi membro do primeiro escalão do governo Olívio Dutra entre 1999 e 2002. Esse grupelho trotskista é diretamente originário do antigo POC (Partido Operário Comunista), do qual fizeram parte figuras como o clone de chanceler do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia (ex-dirigente da 4ª Internacional); o deputado estadual petista Raul Pont; o ex-ministro da Reforma Agrária, Miguel Rossetto (ex-secretário geral de Governo da administração de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul); Arno Augustin, ex-secretário de Fazenda e atual secretário do Tesouro Nacional. Como se vê, o governo petista de Olívio Dutra colocou um trotskista radical para tratar com o ícone do capitalismo mundial, a Ford. Zeca Moraes, antes de ser secretário de Desenvolvimento e Relações Internacionais do governo gaúcho havia trabalhado antes como secretário municipal de Indústria e Comércio da prefeitura de Porto Alegre, cuidando de camelôs. Zeca Moraes se formou em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a mesma onde se formou o trotskista petista Jorge Matoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, de onde foi defenestrado por ter comandado o estupro da conta bancária da caseiro Francenildo Silva dos Santos. Funcionário de carreira do IRGA (Instituto Riograndense do Arroz), há um ano e meio Zeca Moraes ocupava um cargo de confiança (CC) como coordenador de projetos na Fase C da Usina Termelétrica Presidente Médici, em Candiota, unidade da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE).