sexta-feira, 18 de abril de 2008

Executiva do PMDB de Porto Alegre manda prosseguir processo ético contra empresário Ferrigolo

A Executiva do Diretório Metropolitano do PMDB de Porto Alegre tomou duas decisões na última terça-feira: 1) deve ter continuidade o processo ético para expulsão do partido do empresário Ronei Ferrigolo, presidente da Procergs (Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul); 2) o diretório municipal está requerendo ao Diretório Estadual que responda se é de sua responsabilidade a indicação do nome do empresário Ronei Ferrigolo para presidir a Procergs. Ocorre que o Diretório Municipal do PMDB na capital gaúcha “não reconhece o empresário Ronei Ferrigolo como seu representante, não responde pela sua indicação para o cargo, não lhe dá respaldo e não referenda suas atitudes no cargo”, disse Jaime Pinent, secretário executivo do PMDB de Porto Alegre, para Videversus, nesta quinta-feira. A decisão da Executiva reabriu o processo de expulsão na Comissão de Ética, deixando em maus lençóis o presidente desse órgão partidário, Luiz Afonso Almeida. Na próxima quinta-feira, às 19 horas, deverão ser ouvidos os autores do pedido de expulsão do empresário Ronei Ferrigolo, os peemedebistas Luiz Carlos Leivas Melo e Ernesto Teixeira. Também deverão ser chamadas para depor as testemunhas arroladas pelo empresário Ronei Ferrigolo para falarem em sua defesa: Carlos Alberto Pacheco Campos, ex-presidente da Procergs; Sebastião Melo, vereador do partido na capital e presidente da Câmara Municipal; e o deputado estadual Edison Brum. Todos têm intimidade com o empresário Ferrigolo: Carlos Alberto porque foi seu chefe na Procergs; Sebastião Melo porque já o teve como comensal em jantar promovido em sua casa; e Edison Brum mostrou a proximidade com o empresário Ferrigolo ao ligar várias vezes para a presidência da Procergs à sua procura, na última segunda-feira, quando Videversus noticiou o assunto.